Logística

Ponte do Corredor Bioceânico está a poucos metros de unir Brasil e Paraguai

A construção da Ponte do Corredor Bioceânico avança para um dos momentos mais aguardados desde o início das obras. Faltam apenas 13,60 metros para que a estrutura faça a ligação física entre Porto Murtinho (MS), no Brasil, e Carmelo Peralta, no Paraguai, consolidando um marco histórico para a integração logística da América do Sul.

A previsão é que o encontro das duas extremidades da ponte aconteça ainda em junho, representando um passo decisivo rumo à conclusão de uma das mais importantes obras de infraestrutura da região.

Obra entra na fase final de conexão

Os trabalhos atuais estão concentrados na preparação do segmento central que unirá definitivamente os trechos construídos a partir das margens brasileira e paraguaia do rio Paraguai.

Uma das etapas técnicas em andamento envolve o reposicionamento dos chamados carros de avanço, equipamentos utilizados na execução da estrutura principal da ponte. Após essa operação, restará apenas a concretagem da seção de fechamento, responsável por concluir a ligação entre os dois países.

Construção já ultrapassa 85% de execução

De acordo com o mais recente relatório de acompanhamento da obra, divulgado em junho de 2026, a Ponte Bioceânica alcançou 86% de execução ao final de abril. Em maio, a expectativa era atingir um índice próximo de 88%.

Os vãos laterais da estrutura já tiveram suas etapas de concretagem finalizadas tanto no lado brasileiro quanto no paraguaio. Com isso, as equipes concentram esforços exclusivamente no vão central, considerado a última grande fase da construção.

Acessos rodoviários seguem em desenvolvimento

Enquanto a conexão principal se aproxima, as obras complementares continuam avançando.

Entre os serviços em execução estão a instalação das lajes superiores da ponte, estruturas de apoio previstas no projeto e melhorias nos acessos rodoviários.

No lado brasileiro, equipes trabalham na implantação de dispositivos de proteção, além de atividades de terraplenagem, cercamento, limpeza das áreas de domínio e adequações da infraestrutura viária que dará suporte ao novo corredor logístico.

Corredor Bioceânico promete transformar a logística regional

Quando entrar em operação, a Ponte do Corredor Bioceânico será um elo estratégico para a integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, fortalecendo o transporte de cargas e ampliando a competitividade das exportações sul-americanas.

O empreendimento faz parte do projeto do Corredor Bioceânico, rota que busca conectar o Oceano Atlântico ao Pacífico, reduzindo distâncias, custos logísticos e tempo de transporte para diversos mercados internacionais.

Além dos benefícios para o comércio exterior, a nova travessia deverá estimular investimentos, gerar oportunidades econômicas e facilitar a circulação de pessoas entre os dois países.

Marco histórico previsto para junho

Financiada pela Itaipu Binacional no lado paraguaio e executada pelo Consórcio Binacional PYBRA, a obra se aproxima de seu momento mais simbólico.

Caso o cronograma seja mantido, as estruturas construídas a partir do Brasil e do Paraguai deverão se encontrar no centro do rio Paraguai em 26 de junho, marcando oficialmente o início da etapa final de um projeto que promete redefinir a conectividade logística da região.

FONTE: MPOC Paraguai
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Fretes China–Brasil seguem pressionados, mas ritmo de alta começa a perder força

As empresas brasileiras que dependem de importações da Ásia, especialmente da China, continuam enfrentando um cenário desafiador no transporte marítimo internacional. Nas últimas seis semanas, o valor do frete para um contêiner de 40 pés na rota China–Brasil saltou de aproximadamente US$ 2.500 para patamares próximos de US$ 8.000, impulsionado principalmente pela forte demanda e gestão ativa dos espaços pelos armadores.

Diante desse cenário, a principal dúvida dos importadores é: os fretes continuarão subindo ou existe expectativa de alívio para o final de junho e julho?

Embora o mercado continue extremamente volátil, alguns indicadores sugerem que a velocidade das altas já não é a mesma observada ao longo do mês de maio. As principais companhias marítimas seguem operando com elevada ocupação e, em muitos casos, com embarcações lotadas semanas antes da partida. No entanto, o volume de novas consultas e reservas começa a apresentar um comportamento mais moderado em comparação aos períodos anteriores.

Segundo Simone Rodrigues, especialista em Pricing da Schryver Logistics, ainda é cedo para afirmar que o mercado iniciou um movimento consistente de queda. “O cenário permanece bastante volátil. Embora a intensidade das altas tenha diminuído em relação às últimas semanas, a evolução dos fretes continuará dependendo principalmente da oferta efetiva de espaço disponível, da ocorrência de omissões de escalas e das estratégias de capacidade adotadas pelos armadores. Neste momento, ainda não existem sinais consistentes que indiquem uma redução imediata dos fretes”, explica.

Outro fator observado pelo mercado é a crescente resistência dos importadores aos níveis atuais de frete. Após sucessivos reajustes, muitas empresas passaram a reavaliar compras, reduzir volumes ou postergar embarques, o que pode contribuir para uma desaceleração da pressão sobre os preços ao longo das próximas semanas.

Apesar disso, a disponibilidade de espaço continua sendo um fator crítico. Em diversas operações, reservas seguem sendo realizadas com três a quatro semanas de antecedência, exigindo maior planejamento por parte dos embarcadores.

O que esperar para as próximas semanas?

A expectativa é que o mercado permaneça pressionado durante a segunda quinzena de junho, ainda sujeito a reajustes pontuais por parte dos armadores. Ao mesmo tempo, começam a surgir alguns sinais de acomodação, incluindo ofertas abaixo dos patamares máximos observados recentemente em determinadas operações. Caso a demanda continue apresentando sinais de moderação e a oferta de espaço melhore gradualmente, aumentam as chances de flexibilização dos preços ao longo do mês de julho.

No entanto, especialistas alertam que qualquer movimento de redução dependerá diretamente do equilíbrio entre oferta e demanda. A entrada de navios adicionais, a redução de omissões de escalas e uma maior disponibilidade de equipamentos podem favorecer um ambiente mais estável. Por outro lado, novas restrições de capacidade poderão manter os fretes em níveis elevados por mais tempo.

Planejamento continua sendo a principal estratégia

Diante da volatilidade atual, a recomendação para os importadores continua sendo o planejamento antecipado dos embarques. Adiar decisões na expectativa de uma queda imediata dos fretes pode resultar em dificuldades para obtenção de espaço, atrasos operacionais e custos adicionais. Em um mercado ainda sujeito a mudanças rápidas, garantir espaço e equipamentos continua sendo tão importante quanto negociar tarifas competitivas.

Por outro lado, para cargas sem urgência e com flexibilidade de prazo, vale acompanhar atentamente o comportamento do mercado nas próximas semanas, pois começam a surgir indícios de que o ciclo de alta está se aproximando do seu limite.

O consenso entre os agentes de mercado é que o movimento de alta ainda não terminou, mas já apresenta sinais de perda de intensidade. A tendência de curto prazo continua sendo de um mercado firme, porém a probabilidade de novas altas expressivas parece menor do que a observada nas últimas seis semanas.

Nesse contexto, planejamento, agilidade na tomada de decisão e acompanhamento constante das condições de mercado permanecem como os principais fatores para reduzir riscos e garantir maior previsibilidade nas operações de importação

TEXTO:  RECONECTA NEWS

IMAGEM: ILUSTRATIVA / MAGNIFIC

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Transporte

Frete marítimo dispara e pressiona custos do transporte de contêineres no comércio global

As taxas spot de frete marítimo registraram forte alta na primeira semana de junho, refletindo um cenário marcado pelo aumento da demanda, limitações de capacidade operacional e impactos indiretos das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O movimento tem elevado os custos do transporte marítimo de contêineres nas principais rotas comerciais do mundo.

Dados da consultoria Drewry mostram que o Índice Mundial de Contêineres (WCI) avançou 23% em apenas uma semana, alcançando US$ 3.433 por FEU (contêiner de 40 pés). Segundo a empresa, a antecipação da alta temporada contribuiu para intensificar a pressão sobre os preços dos fretes internacionais.

Rotas entre Ásia e Estados Unidos lideram aumentos

No corredor transpacífico, os reajustes foram ainda mais expressivos. O frete entre Xangai e Los Angeles saltou 31%, chegando a US$ 4.565 por FEU. Já os embarques destinados a Nova York registraram aumento de 20%, alcançando US$ 5.505 por FEU.

A Drewry observa que o número reduzido de cancelamentos de viagens programadas para as próximas semanas demonstra a expectativa de maior movimentação de cargas. Apenas três viagens foram suspensas na rota, volume inferior ao observado recentemente.

A procura por espaço nos navios tem sido impulsionada por importadores que antecipam embarques diante de possíveis alterações tarifárias nos Estados Unidos previstas para julho. Além disso, a preparação logística relacionada à Copa do Mundo de 2026 também vem contribuindo para o aumento da demanda.

Europa também enfrenta alta nos fretes

As ligações marítimas entre a Ásia e a Europa seguiram a mesma tendência de valorização.

O transporte entre Xangai e Roterdã registrou aumento de 25%, atingindo US$ 3.579 por FEU. Já os serviços para Gênova avançaram 20%, chegando a US$ 5.089 por FEU.

Segundo a Drewry, o crescimento da demanda foi acelerado pela corrida dos embarcadores para antecipar cargas antes da implementação de ajustes nos custos de combustível programados para julho.

Oriente Médio e congestionamentos ampliam volatilidade

A consultoria Xeneta também identificou um cenário de forte pressão sobre os preços do transporte marítimo global.

De acordo com Peter Sand, analista-chefe da empresa, os aumentos estão sendo impulsionados por uma combinação de fatores, incluindo o conflito no Oriente Médio, gargalos operacionais em portos estratégicos do Sudeste Asiático e preocupações relacionadas a uma possível crise energética no segundo semestre de 2026.

Nas últimas semanas, as taxas médias de frete entre o Extremo Oriente e a Costa Oeste dos Estados Unidos avançaram 20%, ficando mais de 100% acima dos níveis registrados antes da escalada das tensões na região do Golfo.

Nas rotas para o Norte da Europa e Mediterrâneo, os reajustes chegaram a 27% e 17%, respectivamente.

Portos asiáticos enfrentam atrasos

A situação operacional em importantes centros de transbordo também contribui para a instabilidade do mercado.

Portos como Singapura e Port Klang vêm registrando atrasos que afetam diretamente o fluxo de mercadorias e a eficiência das cadeias globais de suprimentos.

Segundo Sand, interrupções nesses hubs logísticos têm potencial para gerar impactos em diversos mercados, uma vez que concentram parte significativa da movimentação internacional de contêineres.

Oferta e demanda favorecem armadores

Para Lars Jensen, analista da indústria marítima, o atual equilíbrio entre oferta e demanda continua beneficiando as companhias de navegação.

O especialista avalia que a temporada de maior movimentação comercial está ganhando força, criando um ambiente favorável para a manutenção de fretes elevados e fortalecendo o poder de negociação dos armadores.

Dados do Container Trade Statistics (CTS) reforçam essa percepção. Em abril, a demanda global por transporte marítimo de contêineres cresceu 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ao excluir a América do Norte e as áreas diretamente impactadas pela crise no Estreito de Ormuz, o avanço chegou a 9,7%. No mercado norte-americano, as importações aumentaram 6,2%, enquanto o comércio transpacífico apresentou expansão de 11,3%.

Canal do Panamá entra no radar do setor

Além dos desafios já existentes, uma nova preocupação começa a surgir para o comércio marítimo internacional.

A Autoridade do Canal do Panamá anunciou que reduzirá, a partir de 3 de julho, o calado máximo permitido para embarcações Neopanamax, passando para 49,5 pés. A medida busca preservar os recursos hídricos diante da possibilidade de condições climáticas associadas ao fenômeno El Niño e da perspectiva de baixos níveis de água nos próximos anos.

Embora os impactos imediatos sejam considerados limitados, especialistas veem a decisão como um sinal de alerta para futuras restrições operacionais que podem afetar cadeias logísticas globais e aumentar ainda mais os custos do transporte marítimo.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

CMA CGM anuncia aumento de fretes marítimos entre o Subcontinente Indiano e América Latina, Europa e Norte da África

A companhia marítima CMA CGM anunciou uma nova tabela de fretes marítimos FAK (Freight All Kinds) para cargas embarcadas no Subcontinente Indiano com destino à América Latina, Europa e Norte da África. A medida reflete a pressão contínua sobre os custos do transporte internacional e impactará diferentes rotas estratégicas do comércio global.

As novas tarifas para destinos na América Central, Caribe e costa oeste da América do Sul passam a valer em 10 de junho de 2026, considerando a data de entrada da carga nos portos de origem.

América Latina registra algumas das tarifas mais elevadas

Os reajustes serão aplicados a cargas secas e cargas classificadas como perigosas transportadas a partir do Subcontinente Indiano.

Entre os destinos latino-americanos, os portos de La Guaira e Puerto Cabello apresentarão os maiores valores. As tarifas foram fixadas em US$ 5.150 para contêineres de 20 pés e US$ 5.500 para unidades de 40 pés.

Já o porto de Kingston terá fretes de US$ 4.150 para contêineres de 20 pés e US$ 4.200 para equipamentos de 40 pés.

Em Caucedo, os valores serão de US$ 4.050 para contêineres de 20 pés e US$ 3.800 para os de 40 pés.

Para Manzanillo, as novas tarifas foram estabelecidas em US$ 3.750 e US$ 3.650, respectivamente.

No porto de Cartagena, os fretes passarão para US$ 3.500 por contêiner de 20 pés e US$ 3.350 por unidade de 40 pés.

Já os portos de Buenaventura, San Antonio, Callao e Guayaquil terão tarifas padronizadas de US$ 3.300 para contêineres de 20 pés e US$ 3.250 para equipamentos de 40 pés.

O que está incluído nas novas tarifas

Segundo a transportadora, os valores divulgados contemplam o frete marítimo básico e os custos relacionados ao combustível marítimo.

No entanto, permanecem fora da composição das tarifas despesas como movimentação terminal, sobretaxas de alta temporada, encargos de segurança e demais taxas locais aplicadas nos portos.

Europa e Norte da África também terão reajustes

Além das rotas voltadas à América Latina, a CMA CGM confirmou novos valores para embarques com destino ao Norte da Europa, Mediterrâneo e Norte da África.

As tarifas entrarão em vigor em 15 de junho de 2026 e permanecerão válidas até nova atualização da companhia.

Para o Norte da Europa, o frete foi fixado em US$ 4.500 tanto para contêineres de 20 pés quanto para os de 40 pés.

Os embarques destinados ao Mediterrâneo também terão valor de US$ 4.500 para ambos os tamanhos de contêineres.

O maior valor entre essas regiões foi registrado para o Norte da África, onde as tarifas alcançarão US$ 5.500 por unidade, independentemente do tamanho do contêiner.

Novas regras abrangem cargas originadas em quatro mercados

As tarifas para Europa e Norte da África serão aplicadas a cargas secas embarcadas a partir do noroeste e sudeste da Índia, além de origens localizadas no Sri Lanka e no Paquistão.

A armadora informou que os preços incluem os custos de transporte marítimo e encargos relacionados ao bunker, mas não contemplam despesas de terminal nem cobranças ligadas à segurança portuária.

FONTE: Container News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Container News

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Logística

Corredor Bioceânico: Receita Federal intensifica preparação aduaneira com expedição técnica internacional

A Receita Federal promoveu uma expedição técnica ao longo do Corredor Bioceânico entre os dias 30 de maio e 8 de junho, com o objetivo de aprimorar o planejamento das operações aduaneiras e logísticas ligadas ao projeto de integração regional.

A ação reuniu oito servidores especializados em áreas estratégicas, incluindo comércio exterior, repressão aduaneira, inteligência e relações internacionais.

Missão percorre quatro países da rota bioceânica

Durante a expedição, a equipe percorreu trechos da rota que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, visitando postos de fronteira, unidades alfandegárias, centros logísticos e portos localizados na costa do Oceano Pacífico.

O trabalho de campo teve como foco identificar desafios operacionais e oportunidades relacionadas à futura movimentação de cargas e ao aumento do fluxo comercial esperado com a consolidação do corredor.

Avaliação busca melhorar eficiência e segurança

Entre os principais pontos analisados estão a infraestrutura logística, os procedimentos de controle aduaneiro, os tempos de travessia nas fronteiras, a gestão de riscos e os mecanismos de cooperação entre os países envolvidos.

As informações coletadas servirão de base para fortalecer o planejamento institucional da Receita Federal, contribuindo para a modernização dos processos e para a adaptação às novas demandas de transporte e comércio internacional.

Integração e modernização das fronteiras

A iniciativa reforça a estratégia da Receita Federal de ampliar a integração entre os órgãos de controle e os parceiros internacionais, buscando equilibrar agilidade logística, segurança aduaneira e facilitação do comércio exterior.

Com a expectativa de crescimento das operações no Corredor Bioceânico, a expedição representa mais um passo na preparação das estruturas de fiscalização e controle para acompanhar a expansão das rotas comerciais na América do Sul.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Logística

Canal do Panamá avalia restrições para navios diante do risco de nova crise hídrica

A Autoridade do Canal do Panamá iniciou estudos para uma eventual redução dos limites de profundidade permitidos para embarcações que utilizam a hidrovia. A medida preventiva busca minimizar os impactos de um possível retorno do fenômeno El Niño, que pode comprometer os níveis de água essenciais para o funcionamento da rota marítima.

A iniciativa ocorre após a severa crise hídrica registrada entre 2023 e 2024, quando a escassez de água reduziu a capacidade operacional do canal, provocando congestionamentos de navios, aumento dos custos logísticos e alterações em importantes rotas comerciais internacionais.

Revisão das regras pode antecipar ajustes operacionais

De acordo com o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, as equipes técnicas já começaram a revisar os parâmetros utilizados para definir os limites de carga das embarcações com base na profundidade disponível.

Tradicionalmente, essa avaliação é realizada no fim do ano, mas o monitoramento antecipado reflete a preocupação com possíveis mudanças nas condições climáticas.

Atualmente, o sistema opera com calado máximo de até 50 pés graças ao volume de chuvas registrado nos últimos meses. Nas eclusas Neopanamax, utilizadas por navios de grande porte, o limite operacional varia entre 47 e 49,5 pés.

Segundo a autoridade panamenha, caso haja deterioração das condições hidrológicas, uma redução inicial de um pé poderá ser aplicada já no final de junho.

Canal do Panamá movimenta cerca de 5% do comércio marítimo global

Considerado um dos principais corredores logísticos do mundo, o Canal do Panamá conecta os oceanos Atlântico e Pacífico e desempenha papel estratégico para o comércio internacional.

A hidrovia atende mais de 1.700 portos distribuídos em cerca de 160 países e responde por aproximadamente 5% do comércio marítimo mundial.

Após superar as restrições impostas pela seca recente, o canal encerrou o ano fiscal de 2025 com receita recorde de US$ 5,7 bilhões. No período, foram registrados 13.404 trânsitos de embarcações, crescimento de 19,3% em relação ao exercício anterior, com movimentação próxima de 489 milhões de toneladas de carga.

Restrição no calado pode reduzir capacidade de transporte

Embora uma eventual redução de um pé no calado pareça pequena, especialistas do setor marítimo alertam para impactos relevantes na operação dos navios.

Durante a crise hídrica anterior, estudos apontaram que cada pé de restrição poderia representar uma perda de cerca de 400 TEUs em grandes navios porta-contêineres.

Na prática, isso significa menos carga transportada por viagem, redução da eficiência operacional e possível aumento dos custos para armadores e embarcadores.

Em cenários mais críticos, empresas de navegação podem ser obrigadas a redistribuir mercadorias, utilizar embarcações adicionais ou até redirecionar rotas, ampliando os tempos de trânsito e os custos logísticos globais.

Comércio exterior brasileiro acompanha cenário com atenção

As possíveis restrições também são monitoradas de perto pelo setor de comércio exterior brasileiro. O Canal do Panamá é uma rota estratégica para cargas destinadas à costa oeste dos Estados Unidos, países da América Central e parte dos mercados asiáticos.

Além dos contêineres, a hidrovia é utilizada para o transporte de fertilizantes, produtos químicos e diversas commodities agrícolas, fundamentais para a balança comercial brasileira.

Ao iniciar as avaliações de forma antecipada, a Autoridade do Canal do Panamá demonstra uma postura mais preventiva em relação à crise anterior. O objetivo é garantir maior previsibilidade operacional e reduzir riscos para as cadeias globais de suprimentos, evitando interrupções que possam afetar o fluxo do comércio internacional.

FONTE: Agência Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Transporte

Geopolítica transforma o transporte marítimo global e exige maior flexibilidade dos armadores

As crescentes tensões geopolíticas estão alterando profundamente a dinâmica do transporte marítimo internacional, impactando rotas comerciais, decisões de investimento, operações de frota e até a valorização de ativos do setor. O tema dominou os debates do TradeWinds Shipowners Forum, realizado durante a feira Posidonia, um dos principais eventos da indústria naval mundial.

Executivos do segmento destacaram que fatores como guerras, sanções econômicas, disputas comerciais e ameaças à segurança deixaram de representar apenas desafios operacionais e passaram a influenciar diretamente a estrutura dos mercados globais de navegação.

Mudanças nas rotas comerciais já são realidade

Segundo especialistas presentes no encontro, eventos como a guerra comercial entre Estados Unidos e China, a pandemia de Covid-19, o conflito entre Rússia e Ucrânia e os ataques no Mar Vermelho provocaram mudanças significativas nos fluxos globais de comércio.

Essas transformações levaram países e empresas a buscarem novos fornecedores e mercados. Como exemplo, a China ampliou suas compras de commodities do Brasil em substituição a parte das importações norte-americanas, enquanto a Europa reduziu sua dependência de produtos russos.

A mais recente crise no Oriente Médio também já afeta diretamente o setor. Estima-se que mais de 200 embarcações estejam enfrentando dificuldades operacionais na região do Golfo Pérsico, cenário que elevou custos e impactou a velocidade média dos navios de carga.

Custos, seguros e riscos aumentam para armadores

Embora alguns segmentos, como o de granéis sólidos, tenham registrado benefícios pontuais decorrentes das mudanças nas rotas comerciais, os desafios continuam crescendo.

Entre as principais preocupações estão o aumento dos custos de seguro marítimo, os riscos relacionados a sanções internacionais e as ameaças à segurança das tripulações e embarcações.

Representantes do setor afirmaram que o ambiente atual apresenta um grau de complexidade sem precedentes, exigindo respostas rápidas e estratégias cada vez mais adaptáveis.

Flexibilidade se torna fator decisivo para competitividade

Executivos de grandes empresas do setor destacaram que a velocidade das mudanças geopolíticas tem aumentado significativamente nos últimos anos.

Nesse cenário, a capacidade de adaptação passou a ser um diferencial competitivo. Ferramentas tecnológicas, contratos flexíveis e parcerias estratégicas vêm sendo utilizadas para responder rapidamente a alterações de mercado, mudanças regulatórias e restrições comerciais.

A avaliação predominante é que empresas mais ágeis terão melhores condições de enfrentar períodos de instabilidade e aproveitar oportunidades emergentes.

Relação entre Estados Unidos e China gera incertezas

Outro tema central do fórum foi a crescente disputa econômica entre Estados Unidos e China, considerada uma das principais fontes de incerteza para o comércio global.

Lideranças do setor relataram que decisões políticas e mudanças repentinas nas políticas tarifárias têm influenciado diretamente a escolha de embarcações, fornecedores e rotas de transporte.

Apesar das preocupações, parte dos especialistas acredita que os interesses econômicos continuarão prevalecendo, reduzindo a possibilidade de uma divisão definitiva entre os mercados ocidental e oriental.

Transporte marítimo passa a ser usado como ferramenta geopolítica

Os participantes também alertaram para um fenômeno cada vez mais evidente: a utilização do shipping internacional como instrumento de pressão política.

Ataques a navios comerciais, especialmente petroleiros, foram apontados como um dos principais fatores de preocupação para o setor. Além dos prejuízos operacionais, os episódios colocam em risco a segurança das tripulações e ampliam os custos das operações.

Diante desse cenário, algumas entidades do setor já recomendam cautela extrema em regiões consideradas de alto risco, como o Estreito de Ormuz.

Frota paralela preocupa autoridades e empresas

Outro desafio destacado foi o crescimento da chamada frota sombra, composta por embarcações que operam fora dos padrões regulatórios internacionais.

Segundo estimativas apresentadas durante o evento, cerca de 1.500 petroleiros estariam atuando nesse mercado paralelo, o que gera preocupações relacionadas à segurança marítima, proteção ambiental e concorrência desleal.

Executivos defendem maior fiscalização internacional para garantir condições equilibradas de competição entre os operadores que seguem as normas e aqueles que atuam à margem da regulamentação.

Gestão financeira ganha protagonismo

Além dos desafios operacionais, os armadores enfrentam um ambiente cada vez mais complexo para administrar riscos relacionados a sanções, mudanças regulatórias e restrições comerciais.

Especialistas alertam que cargas consideradas legais em determinado momento podem ser afetadas por novas medidas políticas em questão de horas, aumentando a exposição financeira das empresas.

Por isso, as recomendações mais recorrentes durante o fórum foram diversificação de negócios, fortalecimento da liquidez, disciplina financeira e gestão conservadora do endividamento.

Caixa robusto e diversificação são estratégias para o futuro

O consenso entre os líderes do setor foi claro: empresas com maior capacidade financeira e modelos de negócios flexíveis estarão mais preparadas para enfrentar a nova realidade do mercado marítimo.

Em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, a combinação entre gestão de riscos, diversificação de operações e forte posição de caixa tende a se tornar tão importante quanto a própria frota de navios.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Informação

Nova rota da Latam para Bruxelas amplia transporte de cargas e fortalece conexão entre Brasil e Europa

A Latam iniciou a operação de sua nova rota sem escalas entre São Paulo/Guarulhos e Bruxelas, passando a ser a única companhia aérea com voos diretos ligando Brasil e Bélgica. Além de ampliar as opções para passageiros, a novidade representa um reforço significativo na logística internacional, com mais de 100 toneladas semanais de capacidade para transporte de cargas entre os dois países.

A ligação é realizada três vezes por semana com aeronaves Boeing 787-9 e conecta diretamente o maior aeroporto do Brasil a um dos principais centros logísticos da Europa. O voo inaugural registrou ocupação máxima dos 300 assentos disponíveis.

Operação fortalece exportações e movimentação de cargas

A nova rota cria uma alternativa estratégica para o envio de cargas brasileiras para a Europa, especialmente para mercados da Europa Ocidental e do Norte. Entre os produtos que podem ser beneficiados estão mercadorias industriais, itens farmacêuticos, produtos perecíveis e cargas de alto valor agregado.

No sentido inverso, a expectativa é ampliar o transporte de produtos farmacêuticos europeus para o Brasil. A Bélgica ocupa posição relevante na cadeia global de distribuição desse segmento, sendo considerada uma das principais portas de entrada para medicamentos e insumos especializados.

Segundo Derick Barboza, diretor de Aeroportos da Latam Brasil, a nova operação reforça a presença da companhia em mercados estratégicos e amplia as oportunidades para passageiros e embarcadores.

Bruxelas se consolida como importante hub logístico europeu

Com a inclusão de Bruxelas em sua malha internacional, a companhia amplia as possibilidades de conexão a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos, principal centro de operações da empresa no país.

Além de ser sede de importantes instituições da União Europeia, a capital belga desempenha papel fundamental na distribuição de cargas para diversos países do continente. Sua localização estratégica facilita o acesso a mercados como Alemanha, França, Holanda e países nórdicos, tornando-se uma opção atrativa para operadores logísticos e exportadores.

De acordo com a GRU Airport, a nova ligação também deve impulsionar o fluxo de passageiros entre Brasil e Bélgica, atualmente estimado em cerca de 100 viajantes por dia.

Latam chega ao décimo destino europeu com voos diretos

Com a inauguração da rota para Bruxelas, a Latam passa a operar voos diretos do Brasil para dez cidades europeias: Amsterdã, Barcelona, Bruxelas, Frankfurt, Lisboa, Londres, Madri, Milão, Paris e Roma.

A expansão ocorre em um momento de crescimento da aviação internacional brasileira. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam avanço contínuo na demanda por viagens ao exterior, impulsionado pela recuperação do setor aéreo e pela ampliação da oferta de voos para destinos estratégicos.

Com a nova operação, a companhia passa a oferecer conexões sem escalas para 27 destinos internacionais a partir do Brasil.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Portos

Porto de Las Palmas se torna alternativa estratégica para exportações de Santa Catarina diante de tarifas dos EUA

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) promoveu nesta terça-feira (2) um webinar com representantes da Autoridade Portuária de Las Palmas, na Espanha. Localizado em posição estratégica no Oceano Atlântico, entre Europa, África e América, o porto é considerado um importante hub logístico e de abastecimento internacional.

O encontro ocorre em meio às discussões sobre a proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, medida vinculada à Seção 301 da legislação comercial norte-americana, o que tem levado o setor industrial a buscar novos destinos e rotas de exportação.

Espanha ganha relevância como porta de entrada para Europa e África

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou que o cenário reforça a importância de ampliar parcerias internacionais, especialmente no contexto do acordo Mercosul–União Europeia.

Segundo ele, a Espanha se consolida como um ponto estratégico para a indústria catarinense, funcionando como porta de entrada para os mercados europeu e africano.

Seleme também ressaltou o potencial de expansão em setores como manufatura, agroindústria, energia e tecnologia, diante do avanço das relações comerciais entre os blocos.

Conexão entre Santa Catarina e o porto espanhol avança

O evento contou com a participação de Francisco Javier Trujillo Ramírez, diretor-geral da Autoridade Portuária de Las Palmas, e apoio da Câmara de Comércio Brasil–Espanha.

De acordo com a presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, Maite Bustamante, empresas catarinenses já começaram a aproveitar as primeiras oportunidades abertas com a entrada em vigor de novos termos do acordo internacional neste ano.

Ela lembrou que companhias do estado foram as primeiras a obter autorizações de exportação no novo cenário comercial.

Missão empresarial fortalece presença catarinense na Espanha

Para ampliar a integração com o mercado espanhol, a FIESC liderou recentemente uma missão empresarial multissetorial ao país europeu.

A agenda incluiu reuniões em Madri e em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, com foco no setor de máquinas e equipamentos, além de articulações com potenciais parceiros comerciais.

Comércio entre Santa Catarina e Espanha movimenta milhões

Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões para a Espanha. Entre os principais produtos enviados estão carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis.

No sentido inverso, as importações catarinenses somaram US$ 322 milhões, com destaque para pigmentos industriais, azeite de oliva, cosméticos e medicamentos.

FIESC oferece apoio técnico para ampliar competitividade externa

Diante do cenário de possíveis tarifas dos Estados Unidos e da abertura de oportunidades na Europa, a FIESC reforçou que está disponibilizando sua estrutura técnica para apoiar as empresas exportadoras.

Por meio de serviços de inteligência comercial, a entidade auxilia na identificação de mercados e compradores internacionais.

Além disso, os Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia oferecem suporte para adequação de produtos, processos e certificações, garantindo conformidade com as exigências regulatórias do mercado europeu.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: AdobeStock

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Logística

Brasil e Suriname negociam rota marítima direta para impulsionar comércio e logística no Norte da América do Sul

Brasil e Suriname deram mais um passo nas tratativas para a criação de uma rota marítima direta entre os dois países. A iniciativa pretende abrir um novo corredor de integração logística na América do Sul, ampliando o comércio bilateral e fortalecendo a conectividade regional.

O tema integra o conjunto de 15 acordos de cooperação firmados na última semana durante reunião bilateral realizada em Brasília.

Acordo prevê linha regular de navegação e cooperação portuária

O entendimento entre os governos inclui ações para ampliar a cooperação nos setores portuário e marítimo, com destaque para estudos que avaliam a implantação de uma linha regular de navegação entre Brasil e Suriname.

Além do modal marítimo, o pacote de cooperação também abrange áreas como transporte aéreo, infraestrutura logística e projetos de desenvolvimento sustentável.

Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância de ampliar a conectividade regional. Segundo ele, há interesse mútuo em expandir frequências de voos e estabelecer rotas marítimas diretas para fortalecer o intercâmbio entre os países.

Nova rota pode criar corredor logístico entre Caribe e Nordeste brasileiro

A proposta em discussão pode estabelecer uma nova alternativa de escoamento de cargas entre o norte da América do Sul e o Nordeste do Brasil. O foco das negociações envolve a conexão entre o Porto Jules Sedney, em Paramaribo, principal terminal do Suriname, e portos brasileiros aptos a operar cargas conteinerizadas e carga geral.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou o potencial estratégico da iniciativa para ampliar o fluxo comercial regional.

Segundo ele, o porto surinamês já atua como um importante hub de contêineres e carga geral, o que abre espaço para a criação de uma rota marítima regular de maior escala com o Brasil.

A expectativa é que a nova ligação contribua para dinamizar economias locais e ampliar oportunidades para exportadores e importadores dos dois países.

Comércio bilateral ainda é limitado por entraves logísticos

Apesar das relações diplomáticas consolidadas, o comércio entre Brasil e Suriname ainda é considerado modesto quando comparado a outros parceiros sul-americanos.

O principal obstáculo não está nas tarifas comerciais, mas sim na infraestrutura logística. A ausência de uma ligação marítima regular e a baixa conectividade regional elevam custos operacionais, aumentam o tempo de transporte e reduzem a competitividade das trocas comerciais.

Com a possível implementação da nova rota, os governos esperam reduzir custos logísticos e estimular novos fluxos de comércio. Entre os produtos com maior potencial de circulação estão alimentos, proteínas animais, combustíveis, materiais de construção, fertilizantes e bens industrializados, além de cargas destinadas ao Caribe e ao norte da América do Sul.

A presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, destacou ainda o impacto da iniciativa para a segurança alimentar do país, especialmente na redução do custo de alimentos e no fortalecimento da cadeia de abastecimento.

Petróleo impulsiona mudanças econômicas no Suriname

As negociações ocorrem em meio a uma fase de transformação econômica do Suriname. O país vem ganhando destaque internacional após descobertas recentes de petróleo offshore, que devem impulsionar novos investimentos em infraestrutura portuária e logística ao longo da próxima década.

Especialistas apontam que o cenário se assemelha ao observado na Guiana, que passou a atrair grandes fluxos de investimento após a expansão da produção de petróleo.

Nesse contexto, uma conexão logística mais eficiente com o Brasil pode abrir oportunidades para empresas brasileiras dos setores de portos, transporte, energia e serviços industriais.

Integração reforça estratégia do Arco Norte brasileiro

A futura rota marítima também se conecta à estratégia brasileira de fortalecimento do Arco Norte, ampliando alternativas logísticas além dos tradicionais corredores do Sudeste.

A ligação com Paramaribo pode facilitar o escoamento de produtos brasileiros para mercados do Caribe, reduzindo etapas intermediárias e ampliando a competitividade das exportações.

Além da agenda marítima, Brasil e Suriname também avançam na cooperação aérea. Os países mantêm acordo de serviços aéreos desde 1980, atualizado em 2022 sob o modelo de Céus Abertos, que flexibiliza rotas, frequências e capacidade para voos de passageiros e cargas.

Os entendimentos firmados devem servir de base para um futuro memorando ampliado de cooperação técnica, com foco em projetos conjuntos nas áreas portuária, hidroviária e aeroportuária.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Gov BR

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