Comércio Exterior

Stablecoins ganham espaço nas transferências internacionais e já são realidade no comércio exterior brasileiro

Rapidez, baixo custo e operação 24/7 estão entre os principais fatores que explicam o avanço das stablecoins como alternativa ao sistema bancário tradicional nas transferências internacionais. No Brasil, o recurso já começa a ser incorporado por empresas que atuam no comércio exterior e na logística — e já é oferecido pela Advanced Grupo, ampliando as opções de liquidação internacional para seus clientes.

Mas afinal, o que são stablecoins e por que elas estão no radar de quem opera globalmente?

O que são stablecoins?

Stablecoins são ativos digitais lastreados em moedas fiduciárias, como o dólar ou o euro. Diferentemente de criptomoedas voláteis, como o Bitcoin, elas mantêm paridade com o ativo de referência — geralmente 1 stablecoin equivale a 1 dólar.

Na prática, funcionam como um “dólar digital”, que pode ser transferido internacionalmente por meio de blockchain, sem a necessidade de bancos intermediários ou do sistema SWIFT.

Por que as stablecoins estão sendo usadas no comércio exterior?

Segundo Gledson Costa, especialista em Planejamento Estratégico da Advanced Grupo as stablecoins já se mostram mais eficientes em diversos cenários internacionais. “Existem operações em que as stablecoins são claramente mais eficientes do que o sistema bancário tradicional, como exportações para países com restrições bancárias ou dificuldade de acesso ao dólar”, explica.

Um dos principais diferenciais está na eliminação de intermediários. Enquanto uma transferência via SWIFT pode envolver três ou quatro instituições financeiras, as stablecoins permitem pagamentos diretos de ponta a ponta, reduzindo tempo, custo e complexidade operacional.

Custo, velocidade e disponibilidade: a grande diferença

A comparação entre os dois modelos evidencia por que o tema ganhou relevância no setor:

  • SWIFT:
    • Liquidação média entre 5 e 7 horas
    • Custos elevados e pouco previsíveis
    • Restrito a dias úteis e horários bancários
  • Stablecoins:
    • Liquidação entre segundos e, no máximo, 1 minuto
    • Custo médio em torno de US$ 0,30 por transação
    • Operação 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive feriados

“Mesmo em redes congestionadas, dificilmente vemos uma transação ultrapassar US$ 0,70 de custo. Isso é uma mudança estrutural quando falamos de pagamentos internacionais”, destaca Gledson.

Além disso, as stablecoins permitem transferências para praticamente qualquer lugar do mundo, inclusive países com sistemas financeiros menos integrados ao dólar, ampliando o alcance das operações internacionais.

E a questão regulatória?

Apesar de ainda gerar dúvidas, o ambiente regulatório está em rápida evolução. Para o especialista, o desafio não é exatamente a regulação em si, mas a insegurança jurídica global, que vem sendo endereçada. “Hoje já temos marcos regulatórios claros em várias regiões. A Europa opera sob o MiCA, os Estados Unidos avançam com iniciativas como o Genius Act, e no Brasil o tema já está regulamentado pelo Banco Central, com vigência prevista para fevereiro”, afirma.

Esse movimento aponta para um cenário de integração global via blockchain, semelhante ao que o SWIFT representou nas últimas décadas — porém com mais eficiência.

Compliance e gestão de riscos: o que muda?

Do ponto de vista das empresas, os processos de compliance não sofrem mudanças radicais. A base utilizada nas transferências internacionais tradicionais continua válida, com adaptações para o universo cripto. “O maior desafio está nas instituições financeiras, que precisam evoluir seus frameworks de AML para incluir conceitos como KYT (Know Your Transaction) e a Travel Rule”, explica Gledson.

A rastreabilidade da blockchain, nesse contexto, torna-se um diferencial importante, permitindo maior transparência e monitoramento das operações.

Stablecoins vão substituir o SWIFT?

A tendência, segundo o especialista, não é de substituição, mas de convivência entre os modelos. “Assim como hoje escolhemos entre PIX ou TED, no futuro as empresas vão escolher entre SWIFT ou stablecoins, dependendo do tipo de operação, urgência, custo e corredor internacional”, avalia.

Ou seja, as stablecoins surgem como mais uma ferramenta estratégica, especialmente vantajosa para operações que exigem rapidez, previsibilidade de custos e disponibilidade contínua.

Uma nova alternativa já disponível no mercado

Com a oferta do serviço pela Advanced Grupo, empresas brasileiras passam a ter acesso a uma solução moderna de liquidação internacional, alinhada às transformações digitais do comércio exterior e da logística global.

Mais do que uma tendência, as stablecoins começam a se consolidar como um novo pilar da eficiência financeira internacional, ampliando possibilidades e reduzindo barreiras para quem opera além das fronteiras.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: ILUSTRATIVA / FREEPIK

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Logística

Aviação geral entra no radar como novo risco à segurança logística global

A segurança das cadeias de suprimentos internacionais passou a enfrentar um novo ponto de atenção. O uso crescente da aviação geral para o transporte ilícito de mercadorias vem sendo apontado por autoridades como um fator emergente de risco para a segurança logística global.

Segundo a Organização Mundial das Aduanas (OMA), esse segmento aéreo se tornou uma área vulnerável dentro da estrutura do comércio internacional. O avanço dessas operações ilegais afeta diretamente a rastreabilidade das cargas, a gestão de riscos aduaneiros e a integridade dos fluxos logísticos globais.

Aeródromos secundários ampliam brechas de fiscalização

Diferentemente da aviação comercial regular, a aviação geral — que engloba aeronaves privadas, executivas e de pequeno porte — costuma operar a partir de aeródromos secundários ou localizados em regiões remotas. Em muitos desses locais, a presença permanente de autoridades aduaneiras e de sistemas de controle é limitada ou inexistente.

Esse cenário cria um ambiente propício para a atuação do crime organizado transnacional. Rotas mais rápidas, discretas e com menor probabilidade de fiscalização tornam esses aeródromos atrativos para atividades ilícitas.

Avaliações recentes de autoridades aduaneiras e agências de segurança internacional indicam que diversas aeronaves conseguem pousar, reabastecer e decolar sob vigilância mínima. O problema é agravado por falhas tecnológicas, como cobertura de radar incompleta e uso de sistemas de monitoramento defasados.

Em alguns casos, foram identificados voos sem transpondedor ativo ou realizados em baixa altitude, estratégia que dificulta a detecção pelos meios tradicionais de controle aéreo. Embora a OMA ressalte que a aviação geral não seja o principal canal do contrabando global, o órgão destaca que ela oferece vantagens logísticas relevantes para operações ilegais.

Drogas, armas e divisas circulam por rotas aéreas irregulares

Por essas rotas aéreas circulam narcóticos, drogas sintéticas, armas, divisas e outros bens ilícitos. Essas operações comprometem a segurança dos corredores logísticos internacionais e geram distorções nos sistemas de controle do comércio exterior.

A utilização desse modal aéreo representa um desafio adicional para os mecanismos tradicionais de fiscalização, exigindo novas estratégias de prevenção e resposta.

Cooperação internacional e tecnologia no combate ao risco

Diante desse cenário, a OMA intensificou ações de cooperação internacional para reforçar o controle da aviação geral. A meta é integrar esse segmento de forma mais eficaz aos sistemas de gestão de risco aduaneiro e logístico.

Um dos principais instrumentos é o Projeto COLIBRI, lançado em 2019 com financiamento da União Europeia. A iniciativa concentra esforços na América Latina, no Caribe e na África Ocidental e Central, regiões consideradas estratégicas no trânsito aéreo irregular.

Em 2023, a OMA ampliou essa atuação com o Projeto de Detecção de Drogas Sintéticas, apoiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. O programa estendeu o alcance operacional para a América Central e o Caribe, em resposta ao aumento do tráfico de substâncias sintéticas.

Ambas as iniciativas têm como foco aprimorar a avaliação de riscos, fortalecer a capacidade operacional em aeroportos de aviação geral e estimular maior coordenação interinstitucional.

Geoportal fortalece inteligência e tomada de decisão

Um dos avanços mais relevantes foi o lançamento do Geoportal, plataforma de geointeligência desenvolvida em 2022. A ferramenta permite coletar e analisar dados de geolocalização em tempo real, facilitando a identificação de padrões de voo suspeitos.

De acordo com a OMA, o uso ativo da plataforma cresceu 85%, consolidando o Geoportal como um recurso central para a tomada de decisões operacionais.

Desde o início dos programas, foram realizadas 30 sessões de capacitação, 14 missões nacionais de mentoria e diversas operações conjuntas. Ao todo, mais de 930 profissionais de 25 países participaram das ações.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Logística, Portos, Tecnologia

Como a IA está transformando portos, rotas e operações globais

No cenário global atual, a Inteligência Artificial já não é mais tendência: é realidade — e vem transformando profundamente a logística internacional, a gestão portuária e a forma como empresas se posicionam no comércio exterior. Para entender melhor esse movimento e seus impactos no Brasil e no mundo, conversamos Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência. Mariana atua estrategicamente na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que integram expertise técnica e tecnologias de ponta — como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital — transformando dados em decisões estratégicas e ampliando os resultados internacionais de empresas brasileiras. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador.

A seguir, confira a entrevista completa:

Como a IA está revolucionando a logística internacional?
Mariana – A IA permite o uso de algoritmos de aprendizado de máquina para prever atrasos, otimizar rotas, simular custos de frete e antecipar gargalos portuários. Com base em big data e variáveis climáticas, o sistema define o modal mais eficiente, reduz o tempo de trânsito e aumenta a precisão nas entregas. Isso eleva a competitividade das empresas e reduz perdas operacionais.

Quais portos já utilizam tecnologia de ponta?
Mariana – Alguns portos já adotam soluções de automação integradas a sensores IoT e sistemas de IA. Essas tecnologias monitoram o fluxo de carga em tempo real, ajustam o agendamento de atracações e reduzem tempos de espera. No Brasil, a digitalização portuária ainda avança de forma desigual, mas projetos de integração de dados logísticos com sistemas aduaneiros já estão em expansão.

O Brasil está preparado para essa transformação?
Mariana – O país apresenta avanços importantes, especialmente nos portos do Sudeste, mas ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura digital e interoperabilidade entre sistemas privados e públicos. A transição depende de investimentos em conectividade, automação e padronização de processos logísticos. Consultorias técnicas ajudam empresas a adaptar-se a esse novo ambiente operacional.

Como consultorias especializadas podem apoiar?
Mariana – Consultorias qualificadas atuam na análise de cadeias logísticas, seleção de rotas ideais e identificação de regimes tributários e portuários mais vantajosos. Utilizando IA, elas processam dados históricos de embarques, custos e tempos de trânsito para recomendar soluções personalizadas. Esse suporte técnico reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações.

Quais desafios tecnológicos ainda persistem?
Mariana – Os principais desafios incluem a integração de sistemas legados, segurança cibernética e escassez de profissionais capacitados em análise de dados logísticos. A fragmentação de informações entre armadores, terminais e agentes de carga impede o pleno uso da IA. Superar essas barreiras exige alinhamento entre governo, empresas e operadores logísticos.

Que impacto isso traz para o profissional de comércio exterior?
Mariana – O perfil do profissional está mudando radicalmente. Ele precisa dominar análise de dados, interpretar métricas logísticas e compreender o funcionamento de sistemas automatizados. O conhecimento técnico tradicional continua essencial, mas deve ser complementado com competências digitais e visão sistêmica de toda a cadeia de suprimentos.

Por que se manter atualizado é essencial?
Mariana – A velocidade das inovações tecnológicas torna a atualização contínua indispensável. Mudanças em protocolos aduaneiros, softwares logísticos e regulamentações exigem aprendizado constante. Profissionais desatualizados perdem competitividade, enquanto aqueles que dominam novas ferramentas ampliam sua relevância estratégica nas empresas que atuam no comércio internacional.

TEXTO: REDAÇÃO / DIVULGAÇÃO EXON TRADE

IMAGEM: ILUSTRATIVA FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior

Profissionais do comércio exterior participaram de treinamento sobre o Novo Processo de Importação em Itajaí

Cerca de 50 profissionais participaram de capacitação estratégica sobre o NPI, conduzida por especialista nacional — evento reforça a importância da atualização contínua no setor.

Cerca de 50 profissionais do Comércio Exterior e de áreas relacionadas participaram de um treinamento técnico e prático sobre o Novo Processo de Importação (NPI), realizado no auditório da EQI, em Itajaí, no último sábado (29). A capacitação foi promovida em parceria entre o SDA – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Paraná e Santa Catarina e o NCE – Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí, com apoio do ReConecta News. 

Segundo o presidente do SDA, Flavio Demetrio da Silva, “a realização do treinamento reflete o compromisso da entidade em estar próxima de seus associados neste momento de mudanças significativas no setor. A primeira edição foi realizada em Curitiba, no último dia 25 de outubro. O que nos motivou é a nossa intenção, como entidade de classe, de estar ao lado dos nossos associados, dando todo o suporte, especialmente agora, nesse período de transição dos sistemas da Receita Federal e dos órgãos anuentes. Temos nos preparado dessa forma, participando de diversas ações junto à federação e à Receita, e repassando esse conhecimento aos nossos associados”, afirmou.

O encontro foi conduzido por Tiago Barbosa, uma das maiores referências nacionais em modernização dos processos aduaneiros. Servidor licenciado da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Barbosa atuou como Gerente do Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex), além de ter sido Coordenador-Geral de Facilitação do Comércio. Atualmente é consultor do BID em Comércio e Investimentos.

Mudança estrutural e necessidade de adaptação

Durante o treinamento, Tiago Barbosa apresentou as mudanças trazidas pelo Novo Processo de Importação, e destacou que empresas e profissionais precisam ajustar processos internos para aproveitar os benefícios da digitalização aduaneira. “Quem estiver esperando que vai ser simplesmente parar de preencher DI e preencher DUIMP e catálogo de produtos, não vai conseguir aproveitar esse benefício das simplificações e das mudanças de conceito que trazem redução de tempo e custos ao comércio exterior brasileiro,” destaca.

O especialista também reforçou que a facilitação do comércio é um movimento global construído ao longo de décadas. “Facilitação do comércio – Portal Único não foi uma ideia do governo brasileiro, é um conceito que foi construído ao longo dos anos. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial e do novo modelo econômico, iniciou-se o processo de globalização do mundo, e  o primeiro foco foi a queda das barreiras tarifárias até as décadas de 1980 e 1990, com a criação da OMC.” Segundo ele, o efeito central da modernização é claro. “Qual o benefício da facilitação do comércio? Aumentar a competitividade, que é sempre positivo. É reduzir os custos públicos, os custos de cumprir as obrigações governamentais e fazer com que os países sejam mais competitivos entre si e no comércio internacional,” explica. 

Impacto econômico do Portal Único

Os impactos apresentados durante o evento reforçam a dimensão estratégica da transformação digital no comércio exterior brasileiro. Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que a digitalização dos processos pode gerar uma economia anual de até R$ 52 bilhões, sendo R$ 36,6 bilhões em importações e R$ 15,4 bilhões em exportações.

Com a integração de mais de 80 órgãos públicos em um sistema único e transparente, o Portal Único reduz em até 90% o tempo de liberação das importações e 25% nas exportações, fortalecendo a competitividade internacional e diminuindo o chamado custo Brasil.

O impacto já se estende a todos os modais:

  • no marítimo, agiliza cadeias produtivas dependentes de insumos internacionais;
  • no aéreo, beneficia setores como tecnologia e farmacêuticos, onde agilidade logística é determinante.

Participação do NCE e do SDA 

Representando o Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí, a vice coordenadora Daise Santos destacou a relevância da iniciativa na capacitação dos profissionais do setor. “O curso foi sensacional, promovendo conhecimento prático sobre o Novo Processo de Importação, com informações relevantes e interação com casos reais trazidos pelos participantes. Este tipo de atualização com pessoas relevantes do setor, traz conhecimento prático para facilitar o dia a dia dos profissionais e das empresas do Comex, acelerando a adequação e a adesão de todos ao Novo Processo de Importação”, fala.

A experiência dos profissionais que estiveram presentes reforça o impacto prático do treinamento na rotina do comércio exterior. Para Jucleide Fiuza, coordenadora de importação da Fróes Trade, “o treinamento do novo processo de importação, foi essencial para compreender um pouco de como vai funcionar a DUIMP. Com uma explicação teórica e prática, Tiago Barbosa sanou dúvidas relevantes neste início, principalmente sobre o preenchimento correto, ponto sensível para evitar entraves na liberação.” Jucleide complementa que novas dúvidas podem surgir com a prática, mas acredita que será uma etapa natural de adaptação ao novo sistema. 

Glaucia Martins dos Anjos, coordenadora do despacho aduaneiro da Trust Group, afirmou que “foi uma experiência extremamente enriquecedora, já que o tema é de grande relevância diante das constantes mudanças no âmbito do comércio exterior, especialmente voltadas para a facilitação dos processos.” Segundo ela, “o encontro trouxe não apenas a parte teórica, mas também exemplos práticos de utilização do sistema, o que aproximou o aprendizado da nossa realidade cotidiana.” 

Glaucia destacou ainda a troca entre os participantes e a condução do instrutor. “Saí desse momento de aprendizado com a sensação de estar mais preparada para enfrentar os desafios que se apresentam e com a certeza de que iniciativas como essa são fundamentais para o nosso crescimento profissional e para a eficiência das operações que conduzimos.”

Compromisso do Reconecta News

O Reconecta News esteve presente e reforça seu compromisso em apoiar iniciativas que impulsionam conhecimento, networking e capacitação, conectando profissionais às transformações que moldam o futuro do comércio internacional.

CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS sobre as próximas mudanças do NPI e o avanço da desativação dos sistemas anteriores. 

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: RECONECTA NEWS

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Portos

Porto de Itajaí fortalece parceria com Xangai após visita de comitiva chinesa

A Superintendência do Porto de Itajaí recebeu uma comitiva empresarial de Xangai, apresentada pela operadora global G2 Ocean, reconhecida internacionalmente por suas soluções de transporte marítimo e sua frota de embarcações multifuncionais. A reunião marcou mais um passo na ampliação da relação comercial entre Brasil e China, com foco direto no fortalecimento dos laços entre Itajaí e o principal centro econômico chinês.

China e Brasil buscam expandir operações pelo porto catarinense
O encontro teve como objetivo discutir a abertura de novas operações, a integração de logística internacional e a atração de investimentos estratégicos. A visita é resultado de uma agenda construída ao longo de novembro, iniciada em Xangai durante reunião conduzida por Marcelo Peres, assessor executivo do Porto de Itajaí. O diretor-administrativo, Celso Zuchi, reforçou o potencial da estrutura catarinense para receber cargas de alto valor agregado e avançar em novas parcerias comerciais.

Histórico de operações e novas oportunidades
Os representantes chineses já possuem experiência no Porto de Itajaí, especialmente em operações ligadas à BYD, além de movimentações de produtos siderúrgicos, contêineres e cargas de alto valor. A visita confirma o interesse em aumentar o fluxo bilateral e consolidar novas oportunidades na cadeia logística.

O encontro contou também com a participação de Antonio Carlos Guimarães, representante da SC Portos, fortalecendo a articulação estadual voltada à internacionalização da logística catarinense.

Porto vive fase de retomada e expansão
Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o momento marca um novo ciclo para o porto. Para ele, Itajaí vive uma fase de “confiança e crescimento”, com a retomada de operações, atração de cargas mais qualificadas e ampliação das conexões internacionais. O dirigente destacou que a aproximação com Xangai e outros parceiros chineses fortalece a capacidade do porto de gerar empregos, impulsionar a economia local e recolocar Itajaí na rota dos grandes investimentos globais.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Transporte

MSC ultrapassa 7 milhões de TEUs e reforça liderança no transporte marítimo global

A Mediterranean Shipping Company (MSC) alcançou um feito inédito ao superar 7 milhões de TEUs em capacidade de frota, consolidando-se como a maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo. Segundo dados da Alphaliner, o marco foi atingido com a entrega quase simultânea dos navios “MSC Salerno” e “MSC Grace”, ambos da classe Neopanamax, com capacidade para 16 mil TEUs cada.

Expansão acelerada e consistente

Em apenas 15 meses, a MSC aumentou sua capacidade de 6 para 7 milhões de TEUs, um crescimento impulsionado principalmente por novas encomendas navais, que somaram 799 mil TEUs em 68 entregas. Mesmo sem incorporar navios megamax nesse período, a companhia adicionou 33 embarcações entre 14 mil e 16 mil TEUs, ampliando sua força na categoria Neopanamax.

O avanço também foi estimulado pelo mercado de afretamento. No mesmo intervalo, a MSC afretou mais de 50 navios, sendo metade por meio da renovação de contratos e a outra metade — cerca de 135 mil TEUs — através de novos acordos. Além disso, a empresa expandiu sua frota com aquisições de segunda mão, adicionando mais de 250 mil TEUs, embora parte desses navios já operasse sob contratos anteriores.

Segundo a Alphaliner, “a onda contínua de compras da MSC se traduziu apenas parcialmente em crescimento de frota”, já que parte das aquisições substituiu embarcações mais antigas.

Frota em renovação e baixo descarte

A rápida expansão da frota contrasta com a baixa taxa de reciclagem da MSC. Desde que atingiu 6 milhões de TEUs, apenas nove navios foram aposentados, todos de pequeno porte e construídos entre as décadas de 1980 e 1990. Com uma capacidade total de 17 mil TEUs, essas baixas foram praticamente compensadas pela entrega de um único navio Neopanamax, destaca o relatório.

Liderança global e domínio de mercado

Detendo mais de 21% da capacidade global de transporte de contêineres, a MSC ampliou sua vantagem sobre a Maersk para 2,4 milhões de TEUs. Sua frota atual, de quase 1.000 embarcações, supera a soma das frotas da Maersk (4,59 milhões de TEUs) e da Hapag-Lloyd (2,41 milhões de TEUs), consolidando uma liderança difícil de alcançar.

Apesar das comparações com a aliança Gemini Cooperation — formada por Maersk e Hapag-Lloyd —, a Alphaliner ressalta que a MSC opera de forma independente, fora das alianças tradicionais. Mesmo assim, sua presença nas rotas leste-oeste é considerada equivalente à das grandes coalizões marítimas.

Uma ascensão de meio século

Fundada em 1970, a MSC levou 37 anos para alcançar o primeiro milhão de TEUs, em 2007. Desde então, sua expansão tem sido exponencial, multiplicando esse número por sete em menos de duas décadas.

Com o novo recorde, a MSC lidera o seleto grupo das companhias que integram o chamado “clube do milhão de TEUs”, ao lado de Maersk, CMA CGM, Cosco, Hapag-Lloyd, ONE, Evergreen e HMM. Juntas, essas empresas concentram 80% da capacidade global de transporte marítimo, com uma frota total de 3.821 navios e 26,6 milhões de TEUs.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Inovação

eComex lança ferramenta que estrutura dados e impulsiona o uso de IA no comércio exterior

Com foco em modernizar o comércio exterior e a logística internacional, a D2P, startup integrante da eComex, apresentou o Comex Statistics — uma nova solução tecnológica voltada à organização de dados e à integração com inteligência artificial (IA). O sistema tem como objetivo transformar informações dispersas em insights estratégicos e facilitar o uso da IA em empresas do setor.

Tecnologia que centraliza e automatiza informações

O Comex Statistics é uma ferramenta plug and play, integrada aos principais ERPs do mercado e ao sistema de comércio exterior do governo brasileiro. Atuando como um BI (Business Intelligence) automatizado, o software captura, padroniza e analisa dados de diversas etapas da operação de comércio exterior, sem necessidade de digitação manual.

Os resultados são apresentados em dashboards interativos, que oferecem uma visão completa das operações, incluindo indicadores de tempo médio de desembaraço, custos logísticos, prazos, modais de transporte e distribuição geográfica.

Inteligência Artificial e dados estruturados

De acordo com André Barros, CEO da eComex e da D2P, a nova tecnologia surge em um cenário no qual a organização de dados é essencial para o uso eficiente da Inteligência Artificial. Ele destaca que o Comex Statistics prepara as informações de diferentes origens para alimentar sistemas de IA de forma estruturada e segura.

Barros cita dados da Câmara de Comércio Internacional, que aponta a circulação diária de cerca de 4 bilhões de documentos no comércio global. Esse volume, aliado à falta de padronização e ao uso de planilhas manuais, como o Excel, representa um desafio para a eficiência e o crescimento das empresas do setor.

“Sem dados, não há IA. E a IA só gera resultados quando os dados estão organizados, conectados e governados”, ressalta o executivo.

Mercado mais competitivo e digital

O Comex Statistics também permite a análise detalhada de cada item comercializado e a comparação entre diferentes importações de um mesmo produto. Segundo Barros, essa capacidade analítica é crucial em um contexto marcado por tensões geopolíticas, disputas tarifárias, pandemias e o avanço das agendas ESG e de descarbonização.

O executivo reforça que tecnologias como a IA são indispensáveis para garantir competitividade e gestão estratégica em um mercado global cada vez mais dinâmico.

Aquisição que impulsionou a inovação

A eComex consolidou sua posição de liderança em 2023 ao adquirir a D2P, avaliada em R$ 20 milhões. A fusão das duas empresas fortaleceu o portfólio de soluções e acelerou o processo de transformação digital no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Infor Channel
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infor Channel

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Internacional

Primeiro-ministro indiano lança oficialmente a Bharat Container Line

A Índia anunciou oficialmente sua primeira companhia nacional de transporte marítimo de contêineres — Bharat Container Shipping Line (BCSL) — marcando um passo importante no plano do país de reduzir a dependência de transportadoras estrangeiras e fortalecer o controle sobre seu comércio marítimo.

O primeiro-ministro Narendra Modi anunciou a criação da BCSL durante o Global Maritime CEO Forum, realizado na India Maritime Week 2025, em Mumbai, descrevendo a iniciativa como parte da “nova era de confiança marítima da Índia”.

A nova companhia inicia as operações com uma frota de 51 navios porta-contêineres, apoiada por um investimento de US$ 6,9 bilhões. Ela funcionará sob um modelo de parceria público-privada, com suporte do Fundo de Desenvolvimento Marítimo da Índia, e terá foco inicial em rotas regionais pela Ásia, Oeste Asiático e Mar Vermelho, antes de se expandir para o comércio global.

O lançamento da BCSL está alinhado ao objetivo de longo prazo do governo de construir uma forte presença nacional no transporte marítimo, capaz de atender uma parcela maior do comércio de contêineres em crescimento da Índia — grande parte atualmente operada por transportadoras estrangeiras.

Durante seu discurso, Modi afirmou que o setor marítimo indiano “avança com grande velocidade e energia”, destacando investimentos recordes e reformas políticas voltadas a transformar o país em um hub marítimo global.

No mesmo evento, o primeiro-ministro revelou uma série de grandes encomendas estatais, incluindo quase 60 navios de petróleo e gás, avaliados em cerca de US$ 5,7 bilhões, o lançamento do “Programa de Rebocadores Verdes”, com 100 rebocadores ecológicos, e 11 dragas destinadas à Dredging Corporation of India.

Ao todo, os anúncios abrangem 437 novos navios, com valor combinado de US$ 26 bilhões, como parte da ampla iniciativa “Maritime India Vision 2047” do governo.

Modi também confirmou que a Shipping Corporation of India (SCI) planeja expandir sua frota para 216 navios até 2047, reforçando o compromisso da Índia com a autossuficiência marítima e a renovação da frota nacional.

FONTE: Splash 247

IMAGEM: Reprodução/APMT

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Portos

Portos do Canal do Panamá em risco por decisão judicial

O Canal do Panamá, um dos corredores mais estratégicos do planeta, volta a ocupar o centro das atenções. Um processo judicial em andamento pode definir o futuro da concessão dos dois principais portos que operam em suas extremidades — um no Pacífico e outro no Atlântico — em um contexto de crescente competição global pelo controle de infraestruturas críticas.

O caso, atualmente nas mãos da Corte Suprema do Panamá, surgiu a partir de uma ação que questiona a validade do contrato de concessão e sua prorrogação. A decisão, que pode ser conhecida nas próximas semanas, mantém em suspense o sistema logístico internacional diante da possibilidade de suspensão operacional, afetando o trânsito de mercadorias entre os oceanos.

Segundo a Organização Mundial de Cidades e Plataformas Logísticas (OMCPL), a decisão pode gerar uma disrupção sem precedentes nas cadeias de suprimentos, com consequências imediatas nos fluxos comerciais que dependem do transporte interoceânico.

Os dois portos concentram mais de quatro milhões de TEUs anuais e conectam-se a mais de sessenta serviços marítimos internacionais. Uma paralisação simultânea bloquearia o trânsito logístico de contêineres entre os oceanos, impactando companhias marítimas, seguradoras, operadores e toda a rede de fornecedores ligada ao comércio marítimo global.

Rotas comprometidas
As rotas mais afetadas seriam aquelas que conectam o Golfo do México, América do Sul, Ásia e Europa. Se houver interrupção, os portos de Colón, Manzanillo, Cartagena e Kingston absorveriam parte do tráfego, mas nenhum tem capacidade imediata para substituir o papel duplo do Panamá como hub interoceânico.

Na prática, os tempos de trânsito aumentariam, os custos operacionais subiriam e a estabilidade do comércio marítimo poderia ser prejudicada. Os setores mais impactados seriam os ligados à indústria eletrônica, automotiva, farmacêutica e energética, todos dependentes de fluxo contínuo e previsível entre regiões.

O conflito judicial surge em um momento de reconfiguração do poder logístico mundial. No início de 2025, um fundo de investimento americano e uma das principais companhias marítimas do planeta anunciaram a compra da maioria dos ativos portuários de um grupo asiático com presença global. A operação, avaliada em mais de 22 bilhões de dólares, atraiu atenção internacional pelo crescente interesse de grandes capitais em corredores estratégicos do comércio marítimo.

A disputa legal poderia invalidar essa transação caso a justiça panamenha declare nula a concessão. Nesse caso, os ativos ficariam sem validade para transferência, obrigando à suspensão das operações e à abertura de um novo processo licitatório que poderia durar meses.

Impacto além do local
O impacto de uma decisão desse tipo transcenderia o âmbito local. Por se tratar de um ponto crucial que canaliza mais de seis por cento do comércio marítimo mundial, qualquer interrupção geraria efeito dominó com implicações financeiras, geopolíticas e logísticas globais.

Há décadas, o Panamá funciona como um “hub de hubs”, ponto de convergência de mercadorias, capitais e decisões estratégicas. Por isso, o conflito atual vai além do jurídico e se insere na disputa pelo controle dos nós de conectividade mundial. A OMCPL alerta que um veredicto desfavorável poderia replicar impactos de episódios recentes que paralisaram infraestruturas críticas na região. Diferente desses casos, a suspensão das operações portuárias panamenhas afetaria o eixo principal do transporte marítimo interoceânico.

O resultado do processo judicial determinará não apenas o futuro das terminais envolvidas, mas também a estabilidade do fluxo logístico global em um momento de crescente tensão comercial entre potências e vulnerabilidade das cadeias de suprimentos. Enquanto o mundo observa, o Panamá se encontra em um ponto de inflexão: se confirmada a suspensão, o país deixaria temporariamente de ser o elo que une os oceanos para se tornar o ponto onde a cadeia global pode se romper.

FONTE: Todo Logistica News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Exterior, Economia, Mercado Internacional

Tarifas dos EUA impõem novos desafios à logística do Brasil à América do Norte

Empresas do setor apontam para uma necessidade crescente de adaptação, revisão de contratos e fortalecimento do planejamento aduaneiro. 

A adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos importados reacende discussões sobre os impactos na cadeia logística internacional, especialmente nas rotas entre o Brasil e a América do Norte. Empresas do setor podem sentir necessidade crescente de adaptação, revisão de contratos e fortalecimento do planejamento aduaneiro. 

“Mais do que uma questão tributária, estamos diante de uma reconfiguração da estratégia logística entre os países”, afirma Luciano Zucki, cofundador e diretor da PLEX Logistics, companhia especializada em transporte internacional com sede em Miami. Segundo ele, empresas brasileiras precisam revisar seus custos logísticos, reavaliar modais e, principalmente, investir em previsibilidade nas operações. 

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), alumínio, autopeças e têxteis são os setores mais afetados, impactando diretamente os importadores da América Latina.O Brasil figura entre os principais parceiros comerciais dos EUA no Hemisfério Sul, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o que acende o alerta para possíveis gargalos nos fluxos logísticos. 

A PLEX Logistics tem atuado no assessoramento de embarcadores e operadores logísticos para mitigar riscos, otimizar processos e identificar oportunidades em mercados alternativos. “Nosso papel é orientar os clientes com base em dados, inteligência de mercado e alternativas de transporte mais competitivas”, reforça Zucki. 

A empresa mantém operações marítimas, aéreas e rodoviárias, com foco em soluções personalizadas para importação e exportação entre os dois continentes. 

Website: https://www.linkedin.com/company/plex-international-logistics/ 

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