Logística

Canal do Panamá opera no limite com alta no transporte de GNL após conflito com Irã

O Canal do Panamá está operando em sua capacidade máxima, impulsionado pelo aumento da demanda por transporte de gás natural liquefeito (GNL) em meio ao conflito envolvendo o Irã. A informação foi confirmada pelo administrador da via, Ricaurte Vásquez, que destacou a intensificação do fluxo de embarcações nos últimos dias.

Atualmente, o canal registra a passagem diária de 36 a 38 navios, número acima da média prevista para o período.

Conflito no Oriente Médio impacta rotas marítimas

A guerra na região do Irã tem provocado mudanças significativas nas rotas marítimas globais. Com dificuldades de acesso ao Canal de Suez e o fechamento do Estreito de Ormuz, navios cargueiros — especialmente os que transportam energia — passaram a buscar alternativas para manter suas operações.

Nesse cenário, o Canal do Panamá tem se consolidado como uma rota estratégica, principalmente para o escoamento de GNL dos Estados Unidos para mercados consumidores.

Aumento da demanda por navios de GNL

Segundo a administração do canal, houve crescimento expressivo na procura por passagem de navios transportadores de gás natural liquefeito, especialmente aqueles que partem de portos norte-americanos.

Antes mesmo do início do conflito, o canal já registrava aumento no tráfego desse tipo de embarcação. Agora, a autoridade local se prepara para disponibilizar uma vaga diária para navios de GNL, número significativamente superior à média anterior de quatro por mês.

Capacidade máxima após período de restrições

O funcionamento pleno do Canal do Panamá ocorre após a recuperação dos níveis de água, afetados por uma seca recente que levou à imposição de restrições entre 2023 e 2024.

Com a normalização, a via voltou a operar no limite, superando a previsão inicial de cerca de 34 travessias diárias para o atual ano fiscal.

Manutenção não deve afetar operações

A autoridade do canal informou que o programa de manutenção programado entre março e setembro não terá impacto no fluxo de embarcações. A prioridade segue sendo garantir o transporte eficiente de cargas, especialmente em um cenário global de instabilidade logística.

Janela sazonal favorece transporte de energia

Tradicionalmente, o primeiro trimestre do ano registra queda na movimentação de navios de contêineres vindos da Ásia. Essa redução abre espaço para ampliar o número de passagens de embarcações voltadas ao transporte de commodities energéticas, como o GNL.

A tendência é que o canal continue desempenhando papel central na logística global, oferecendo uma rota mais curta e eficiente para atender à crescente demanda internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Enea Lebrun

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Exportação

Governo avalia medidas para apoiar exportadores afetados pela guerra no Oriente Médio

O governo federal estuda criar um pacote de apoio voltado a exportadores impactados pela guerra no Oriente Médio. A proposta em análise prevê a adoção de medidas semelhantes às do Plano Brasil Soberano, utilizado anteriormente para socorrer empresas afetadas por barreiras comerciais internacionais.

As discussões envolvem diferentes áreas da equipe econômica, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operacionalizar linhas de financiamento. Há a possibilidade de utilização de recursos remanescentes, estimados em cerca de R$ 6 bilhões.

Modelo segue experiência de apoio a empresas exportadoras

A ideia do novo programa é replicar mecanismos já aplicados, como linhas de crédito com juros reduzidos, ampliação de devolução de tributos e estímulo às compras públicas. Em iniciativas anteriores, uma das exigências para adesão foi a preservação de empregos.

O objetivo agora é mitigar os efeitos de fatores externos sobre a logística internacional e garantir maior estabilidade às empresas que dependem do comércio exterior.

Setores produtivos pressionam por medidas urgentes

Nas últimas semanas, representantes de diversos segmentos intensificaram pedidos de apoio ao governo. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), por exemplo, solicitou medidas voltadas ao financiamento de exportações e ao capital de giro para empresas afetadas.

No documento encaminhado à equipe econômica, a entidade defende a criação de instrumentos emergenciais para reduzir impactos logísticos decorrentes de instabilidades geopolíticas.

Agronegócio pede redução de custos logísticos e de insumos

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também apresentou demandas. Entre elas, está a proposta de zerar taxas incidentes sobre o frete marítimo, como forma de conter o aumento dos custos.

Segundo a entidade, a escalada do conflito internacional tem pressionado os preços de insumos estratégicos, especialmente fertilizantes. Produtos nitrogenados, como a ureia, já registram alta acumulada de cerca de 35%, impactando diretamente o agronegócio brasileiro.

Conflito pressiona cadeias globais e exportações brasileiras

O cenário internacional tem gerado efeitos sobre cadeias logísticas e custos de produção, afetando a competitividade das empresas nacionais. Diante disso, o governo busca alternativas para proteger o fluxo de exportações brasileiras e reduzir impactos sobre setores estratégicos da economia.

A eventual criação de um novo programa emergencial deve ser definida após a consolidação das demandas e a avaliação da viabilidade fiscal das medidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Portos

Porto de Itajaí amplia internacionalização e fortalece comércio exterior

O Porto de Itajaí vive um novo momento de expansão, com foco na internacionalização e no fortalecimento do comércio exterior brasileiro. A estrutura portuária vem ampliando sua atuação global e consolidando sua posição como um dos principais polos logísticos do Sul do país.

Nos últimos meses, o porto integrou missões internacionais na Índia, Coreia do Sul e Itália, participando de agendas oficiais do Governo Federal. As iniciativas tiveram como objetivo abrir novos mercados, atrair investimentos e impulsionar as exportações catarinenses, conectando o terminal a importantes parceiros comerciais.

Segundo a gestão do porto, a estratégia está alinhada à política de inserção internacional do Brasil, com foco na geração de emprego, renda e oportunidades econômicas para Santa Catarina.

Missões internacionais abrem novas oportunidades comerciais

A participação nas agendas internacionais permitiu ao Porto de Itajaí estreitar relações com mercados estratégicos e ampliar o diálogo com investidores e autoridades estrangeiras. A atuação nessas missões reforça o papel do terminal como elo entre a produção regional e o mercado global.

Além de promover a imagem do porto no exterior, as ações contribuem para diversificar destinos das exportações e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros.

Abertura do mercado europeu para banana catarinense

Entre as iniciativas recentes, a missão à Itália teve destaque na articulação para inserir a banana catarinense no mercado europeu. A ação contou com apoio do Sebrae e da ApexBrasil, que participaram de reuniões com representantes do setor produtivo e autoridades italianas.

Santa Catarina está entre os principais produtores da fruta no Brasil, com forte presença da agricultura familiar. A possível abertura desse mercado representa uma oportunidade relevante para ampliar a exportação agrícola, gerar mais cargas e agregar valor às operações logísticas.

Impactos para a economia regional

A expansão das rotas comerciais e a diversificação dos mercados devem trazer reflexos diretos para a economia catarinense. Entre os principais benefícios esperados estão:

  • aumento da movimentação portuária;
  • fortalecimento da logística internacional;
  • geração de emprego e renda no campo;
  • maior competitividade dos produtos regionais.

A inserção da banana no mercado europeu, por exemplo, pode impulsionar toda a cadeia produtiva, desde a produção até o escoamento pelo porto.

Porto se consolida como vetor de desenvolvimento

Com iniciativas voltadas à integração internacional e à ampliação de mercados, o Porto de Itajaí reforça seu papel estratégico no desenvolvimento econômico da região. A atuação em missões globais e a busca por novas parcerias indicam um cenário promissor para o crescimento do terminal e da economia local.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Comércio Exterior

Grécia se destaca como hub logístico estratégico para exportações do Mercosul à Europa Oriental

Enquanto muitas pequenas e médias empresas do Mercosul concentram suas operações nos tradicionais portos de países como Espanha e Alemanha, a Grécia surge como uma alternativa eficiente e menos congestionada para acessar mercados em expansão na Europa Central e Oriental.

A preferência histórica por destinos como a Península Ibérica, impulsionada por afinidades culturais e linguísticas, começa a dar lugar a uma visão mais estratégica. Em meio às negociações e perspectivas do acordo entre União Europeia e Mercosul, cresce o interesse por rotas logísticas mais ágeis — e é nesse cenário que a Grécia ganha protagonismo.

Grécia: de destino turístico a plataforma logística

Deixando de lado sua imagem exclusivamente turística, a Grécia vem se consolidando como um importante hub logístico internacional. Para empresas que buscam alcançar não apenas a União Europeia, mas também mercados emergentes do Leste Europeu, o país oferece vantagens competitivas relevantes.

Porto do Pireu impulsiona conectividade

Um dos principais ativos logísticos do país é o Porto do Pireu, que passou por modernizações e hoje figura entre os mais movimentados do Mediterrâneo.

Para exportadores do Mercosul, isso significa:

  • Conectividade multimodal: integração eficiente com redes ferroviárias e rodoviárias que ligam diretamente a países como Bulgária, Romênia, Sérvia e Macedônia do Norte;
  • Menor congestionamento: alternativa aos saturados portos do norte da Europa, evitando gargalos logísticos comuns em rotas tradicionais.

Acordo UE-Mercosul amplia vantagens competitivas

Embora o debate sobre o acordo frequentemente destaque países como França e Espanha, a Grécia também se beneficia das condições tarifárias do tratado.

O diferencial está no custo operacional mais baixo e em um ambiente de negócios mais acessível. Estabelecer uma base logística ou comercial no país tende a ser mais econômico do que nos principais centros da Europa Ocidental.

Além disso, a cultura comercial grega, com forte tradição de negócios nos Bálcãs e no Oriente Médio, facilita a criação de conexões estratégicas para empresas do Mercosul.

Oportunidades além das commodities

A Grécia não se limita à importação de matérias-primas. Há espaço para diversificação, especialmente em setores como:

  • Agroindústria e alimentos processados: possibilidade de importar insumos do Mercosul, processar sob normas europeias e redistribuir para o Leste Europeu;
  • Saúde e biotecnologia: demanda crescente impulsionada pelo envelhecimento populacional na região.

Estratégias para entrar no mercado grego

Empresas interessadas em explorar esse mercado podem adotar algumas estratégias práticas:

Priorize parceiros logísticos

Buscar um distribuidor logístico local pode ser mais eficiente do que vender diretamente a mercados finais. A cidade de Salônica, por exemplo, é um importante centro logístico nos Bálcãs, com acesso rápido a diversas capitais europeias.

Atenção às normas europeias

Apesar de processos iniciais menos burocráticos, é essencial cumprir rigorosamente as normas fitossanitárias da União Europeia. Uma vez aprovado, o produto pode circular livremente entre os países do bloco.

Invista em sustentabilidade

Com o avanço da agenda verde na Europa, certificações como neutralidade de carbono e comércio justo podem agregar valor e permitir preços mais competitivos.

Grécia como porta de entrada estratégica

A visão de que a Europa começa no oeste do continente vem sendo revisada. A Grécia se posiciona como uma alternativa estratégica para empresas que desejam evitar mercados saturados e aproveitar o crescimento econômico do Leste Europeu.

Ao compreender esse cenário e estruturar uma estratégia adequada, empresas do Mercosul podem ampliar sua presença internacional de forma mais eficiente e competitiva.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

Fretes marítimos globais: novas alianças redefinem rotas e trazem estabilidade ao setor

O mercado de fretes marítimos globais passa por uma fase de mudanças estruturais impulsionadas pela reorganização das principais alianças internacionais de navegação. A implementação de acordos como a Gemini Cooperation vem exigindo uma reformulação das rotas comerciais mais relevantes do planeta. Esse movimento busca equilibrar oferta e demanda em meio a um cenário de instabilidade econômica global.

Reorganização das alianças estratégicas

As grandes companhias marítimas indicam que a nova configuração de serviços avança em direção a uma operação mais eficiente, baseada em uma gestão de frota centralizada. A expectativa é que, até o segundo semestre de 2026, os fretes marítimos globais alcancem um ponto de equilíbrio mais consistente.

Esse cenário tende a favorecer o planejamento de importadores, garantindo maior previsibilidade na disponibilidade de espaço em navios de grande porte. Além disso, a tendência é de redução nas cancelamentos inesperados de escalas, um problema recorrente nos últimos anos.

Eficiência operacional e avanço tecnológico

A busca por maior estabilidade não se limita ao ajuste de capacidade. O setor também amplia investimentos em digitalização logística, com foco em tecnologias de rastreamento e no uso de combustíveis sustentáveis.

Outro ponto em análise é a adoção de contratos de longo prazo, que reduzam a dependência do mercado spot. Com isso, empresas ganham mais segurança para projetar custos, diminuindo impactos de variações nos preços e encargos como o combustível, além de ampliar a transparência nas operações.

Impactos no mercado de contêineres

A tendência de estabilização dos fretes marítimos globais traz efeitos positivos para toda a cadeia logística. Portos de transbordo e zonas francas, altamente dependentes da conectividade marítima, devem se beneficiar com operações mais regulares.

Espera-se também maior fluidez no comércio de bens de consumo e matérias-primas, permitindo que embarcadores retomem pedidos com menor exposição a riscos financeiros. Nesse contexto, o desempenho dos fretes marítimos segue como um importante indicador da saúde do comércio exterior.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Internacional

Corredor humanitário no Estreito de Ormuz: OMI propõe evacuação de navios retidos no Golfo Pérsico

A criação de um corredor humanitário no Estreito de Ormuz entrou no centro das discussões internacionais após a proposta da Organização Marítima Internacional (OMI) para retirar embarcações e tripulantes retidos na região. A medida surge em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, que já impacta diretamente o comércio global e o transporte marítimo.

OMI busca solução emergencial para crise marítima

Ao final de uma reunião extraordinária realizada em Londres, o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, afirmou que pretende iniciar imediatamente negociações para viabilizar a operação. O objetivo é garantir a retirada segura de milhares de profissionais do mar e destravar a circulação de navios no Golfo Pérsico.

De acordo com estimativas da entidade, cerca de 3.200 navios permanecem retidos na região, com aproximadamente 20 mil tripulantes a bordo. A paralisação é consequência direta do bloqueio do Estreito de Ormuz, promovido pelo Irã como resposta a ações militares dos Estados Unidos e de Israel.

Dominguez destacou que a implementação do corredor dependerá de cooperação internacional. Segundo ele, será essencial o engajamento dos países envolvidos, além do apoio de agências da ONU e do setor marítimo global.

Países europeus e Japão sinalizam apoio

Em meio à crise, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão divulgaram uma declaração conjunta demonstrando disposição para colaborar com iniciativas que garantam a navegação segura na região.

O comunicado ressalta o interesse em contribuir com ações que permitam a reabertura do Estreito de Ormuz, embora não detalhe quais medidas práticas serão adotadas. A manifestação ocorre dias após esses mesmos países recusarem participação em operações lideradas pelos Estados Unidos e Israel.

Tensões geopolíticas elevam pressão sobre mercados

A negativa anterior gerou reações do presidente Donald Trump, que afirmou não depender de aliados para restabelecer o fluxo marítimo no estreito. O cenário evidencia o aumento das tensões diplomáticas em torno da crise.

Considerado um dos pontos estratégicos mais importantes do mundo, o Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio tem provocado instabilidade nos mercados financeiros e pressionado os preços do barril, com reflexos diretos na economia internacional.

Impactos globais do bloqueio do Estreito de Ormuz

A interrupção no fluxo de navios não afeta apenas o setor marítimo, mas também cadeias logísticas, prazos de entrega e custos de transporte. Especialistas apontam que, caso a situação persista, os efeitos podem se intensificar, atingindo desde o comércio exterior até o consumidor final.

A proposta da OMI surge, portanto, como uma tentativa urgente de mitigar riscos humanitários e econômicos, em um dos momentos mais delicados para o transporte marítimo internacional.

Fonte: Agência Brasil, com informações da RTP

Texto: Redação

Imagem: Reprodução EuroNews / AP Photo / Altaf Qadri

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Logística

Cosco mantém operações no Panamá após ajustes logísticos

A Cosco Shipping Lines afirmou que seguirá atuando no Panamá, mesmo após suspender temporariamente seus serviços no Porto de Balboa. A decisão havia gerado dúvidas no setor de transporte marítimo e logística internacional sobre uma possível retirada da companhia do país.

De acordo com fontes ligadas à empresa, ouvidas pelo jornal La Prensa, a medida faz parte de uma reestruturação operacional. A companhia destacou que está apenas redistribuindo as escalas de seus navios porta-contêineres para outros terminais, sem planos de encerrar suas atividades no território panamenho.

Mudanças na rede operacional

O posicionamento veio após comunicado divulgado em 10 de março, quando a empresa informou clientes sobre a interrupção de chegadas e partidas no Porto de Balboa, localizado na entrada do Pacífico do Canal do Panamá.

Até agora, a Cosco não detalhou as razões da decisão, nem esclareceu se a suspensão será temporária ou definitiva. Também não há confirmação sobre uma eventual retomada das operações no terminal.

Reestruturação portuária influencia cenário

A decisão ocorre em meio a transformações relevantes no sistema portuário do país. Recentemente, a Suprema Corte do Panamá considerou inconstitucional o contrato de concessão firmado entre o governo e a Companhia de Portos do Panamá (PPC), vigente desde 1997.

Com isso, o Estado assumiu o controle dos portos de Balboa e Cristóbal e estabeleceu contratos provisórios, com duração de 18 meses, para garantir a continuidade das operações enquanto prepara uma nova licitação internacional.

Novos operadores nos terminais

Nesse período de transição, a administração do Porto de Balboa foi atribuída à APM Terminals Panama, empresa ligada à Maersk. Já o Porto de Cristóbal passou a ser operado pela Terminal Investment Limited (TiL), associada à MSC.

Ambos os terminais seguem sob supervisão da Autoridade Marítima do Panamá, responsável por coordenar o funcionamento do sistema portuário.

Impactos logísticos e movimentação de cargas

A Cosco orientou que os contêineres vazios sejam devolvidos aos terminais do Manzanillo International Terminal (MIT) e do Colón Container Terminal (CCT), localizados na província de Colón.

Segundo o ministro para Assuntos do Canal, José Ramón Icaza, a suspensão das operações no Porto de Balboa foi inesperada. Ele ressaltou que a companhia responde por cerca de 4% da carga movimentada no local.

“O volume operado pela Cosco é relevante para o país, e esperamos que a empresa reavalie a decisão de não utilizar o porto”, afirmou.

Perspectivas para o setor marítimo

O episódio reforça a importância de ajustes estratégicos nas rotas globais de transporte marítimo de cargas, especialmente em regiões-chave como o Canal do Panamá. A expectativa do mercado é que a Cosco mantenha sua presença no país, ainda que com mudanças em sua malha logística.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

HMM suspende reservas e desvia cargas do Oriente Médio por riscos à navegação

A HMM anunciou mudanças em suas operações logísticas relacionadas ao Oriente Médio, após o agravamento da instabilidade marítima na região. A companhia decidiu desviar cargas em trânsito e suspender novas reservas destinadas a portos considerados áreas de risco.

A medida reflete preocupações crescentes com a segurança da navegação comercial em rotas estratégicas do transporte marítimo internacional, especialmente no Golfo Arábico, no Mar Vermelho e no Corno de África.

Cargas em trânsito passam a ser redirecionadas

Diante do cenário de insegurança, a transportadora sul-coreana informou que mercadorias já em transporte poderão ser redirecionadas para portos alternativos, sempre que a operação exigir ajustes por motivos logísticos ou de segurança.

Com o novo procedimento, a empresa aplicará uma sobretaxa de desvio de US$ 1.000 por contêiner, destinada a cobrir custos adicionais gerados pelo redirecionamento das cargas. Entre os gastos incluídos estão operações portuárias extras, armazenamento e reorganização logística.

Reservas já feitas enfrentam restrições

A empresa também informou que cargas já reservadas, mas ainda não embarcadas, não poderão seguir para os destinos afetados neste momento.

Nos casos em que os contêineres já estejam dentro do terminal, os clientes poderão optar por retirar a carga, assumindo os custos e riscos da operação, ou manter o embarque sujeito às condições contratuais vigentes.

Novas reservas estão suspensas

Outra medida anunciada pela companhia foi a suspensão imediata e por prazo indeterminado de novas reservas com origem ou destino em portos situados no Golfo Arábico, Mar Vermelho e Corno de África.

A decisão indica o impacto crescente da crise no Oriente Médio sobre o transporte marítimo global, que vem enfrentando aumento de riscos operacionais, elevação de custos logísticos e maior incerteza nas cadeias de suprimento internacionais.

Com o agravamento das tensões na região, armadores, operadores portuários e empresas de comércio exterior têm sido obrigados a adaptar rotas e estratégias para manter o fluxo de mercadorias e reduzir os riscos para navios, tripulações e cargas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Tecnologia

Carga aérea impulsiona comércio global e expansão da inteligência artificial em 2025

O transporte de carga aérea desempenhou papel decisivo na dinâmica do comércio internacional em 2025, especialmente em um cenário marcado por tensões comerciais e mudanças nas políticas tarifárias. Segundo relatório da Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA), o modal foi responsável por viabilizar US$ 157 bilhões em importações antecipadas pelos Estados Unidos e por transportar mais de dois terços do valor global de bens ligados à inteligência artificial (IA).

A capacidade de movimentação rápida de mercadorias permitiu que empresas ajustassem cadeias globais de suprimentos, reduzindo os impactos das tarifas comerciais e mantendo o fluxo do comércio mundial.

De acordo com os dados apresentados, o comércio global cresceu 2,4% em 2025, superando as projeções iniciais da Organização Mundial do Comércio (OMC). No mesmo período, o PIB mundial avançou 3,2%.

Transporte aéreo garante resiliência ao comércio internacional

Para a IATA, o modal aéreo foi fundamental para garantir a resiliência da economia global diante das mudanças no cenário comercial.

Segundo Julia Seiermann, chefe de análise da indústria da entidade, a agilidade da logística aérea permitiu que empresas reagissem rapidamente às novas condições do mercado.

De acordo com a executiva, a carga aérea ajudou empresas a absorver choques tarifários, facilitou a reorganização das rotas comerciais e contribuiu para sustentar investimentos em inteligência artificial, mesmo em um contexto econômico desafiador.

Empresas antecipam importações para evitar tarifas nos EUA

O estudo aponta que o aumento das tarifas comerciais nos Estados Unidos, que atingiram cerca de 17% em 2025 — o maior nível desde a década de 1930 —, levou empresas a antecipar remessas para evitar custos adicionais.

No primeiro trimestre de 2025, as importações norte-americanas cresceram US$ 193 bilhões em comparação com o mesmo período do ano anterior, um avanço de 26%.

Desse total, aproximadamente US$ 157 bilhões foram transportados por carga aérea, o que corresponde a 82% da expansão registrada no período.

Rotas comerciais são reconfiguradas com apoio da carga aérea

A logística aérea também teve papel relevante na reorganização das rotas comerciais globais.

Entre abril e dezembro de 2025, as rotas em expansão para os Estados Unidos registraram aumento de US$ 213 bilhões em importações. Desse volume, cerca de US$ 174 bilhões foram movimentados por transporte aéreo, evidenciando a importância do modal para operações de alto valor e sensíveis ao tempo.

Brasil mantém fluxo relevante no transporte de cargas aéreas

No Brasil, o transporte aéreo também continua desempenhando função estratégica na movimentação de mercadorias de alto valor agregado.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) indicam que os aeroportos brasileiros processam mais de 100 mil toneladas de carga por mês.

Em julho de 2025, por exemplo, foram movimentadas 115,1 mil toneladas, sendo:

  • 76 mil toneladas em voos internacionais
  • 39,1 mil toneladas no mercado doméstico

No acumulado do primeiro semestre de 2025, o volume total transportado pelas companhias aéreas no país chegou a cerca de 664 mil toneladas.

Expansão da inteligência artificial aumenta demanda logística

O avanço global da inteligência artificial (IA) também ampliou a importância do transporte aéreo. Equipamentos essenciais para a infraestrutura digital — como chips, servidores e sistemas de armazenamento de dados — exigem transporte rápido e seguro, favorecendo o uso da carga aérea.

Segundo a IATA, mais de dois terços do valor do comércio global relacionado à IA foram transportados por via aérea em 2025.

Esses produtos representaram 53,5% do valor total transportado pela carga aérea mundial, apesar de corresponderem a apenas 7% do volume físico movimentado.

A entidade destaca que o crescimento acelerado da demanda por equipamentos ligados à IA só foi possível graças à eficiência da logística aérea internacional, que permitiu transformar investimentos em atividade econômica efetiva, sem gargalos significativos na cadeia de suprimentos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Allog

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Transporte

Maersk anuncia recargo de combustível no transporte rodoviário a partir de março de 2026

A Maersk informou que aplicará um recargo tarifário em seus serviços de transporte rodoviário devido à recente volatilidade nos preços do diesel. A medida entra em vigor hoje e será implementada por meio de um mecanismo de ajuste de combustível (Fuel Surcharge).

Segundo a companhia, a decisão está diretamente relacionada ao aumento nos custos energéticos impulsionados pelo atual cenário geopolítico global, que tem pressionado os valores do combustível no mercado internacional.

Referência de preço do diesel

A empresa estabeleceu como referência o valor de US$ 1,72 por litro de diesel, correspondente ao preço de mercado registrado em 2 de dezembro de 2025. Esse valor foi definido no momento de conclusão da licitação de transporte atualmente em vigor e da definição das tarifas-base.

A partir desse ponto de referência, será aplicado um fator de ajuste de combustível, que permitirá adaptar os valores cobrados conforme as oscilações do mercado.

Ajuste será avaliado semanalmente

De acordo com a empresa, o Fuel Adjustment Factor será revisado semanalmente. A atualização considerará a variação do preço do diesel em relação ao valor-base estabelecido pela companhia.

Com base na evolução recente do mercado, a empresa informou que será aplicado inicialmente um aumento de 5% nas tarifas de transporte rodoviário já acordadas com clientes. O recargo será identificado pelos códigos IFE/IFI, conforme a matriz de cálculo definida pela empresa.

Como funciona a matriz de ajuste de combustível

A companhia também detalhou a escala utilizada para calcular os ajustes nas tarifas de transporte terrestre, que variam conforme a oscilação do preço do diesel:

  • Variação entre 0% e quase 5%: sem alteração nas tarifas
  • Entre 5% e quase 10%: ajuste de 3%
  • Entre 10% e quase 15%: ajuste de 5%
  • Entre 15% e quase 20%: ajuste de 7,5%
  • Entre 20% e quase 25%: ajuste de 10%
  • Entre 25% e quase 30%: ajuste de 12,5%
  • Entre 30% e quase 35%: ajuste de 15%

A estrutura foi criada para garantir maior previsibilidade nas tarifas logísticas, ao mesmo tempo em que permite reagir rapidamente às variações nos custos de combustível.

Impacto para operações logísticas

A introdução desse recargo de combustível no transporte rodoviário reforça uma tendência já observada no setor de logística internacional, em que transportadoras e armadores adotam mecanismos automáticos para compensar oscilações no preço de insumos críticos.

Para empresas que dependem de importação, exportação e transporte terrestre, a medida pode representar ajustes frequentes nas tarifas logísticas, exigindo maior planejamento financeiro e operacional.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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