Evento

Mais que logística: como o ComexTech Forum aproximou tecnologia, soluções e relacionamentos

Não é só de contêineres, taxas e negociações que vive o comércio exterior. Por trás de cada operação internacional estão pessoas que precisam se adaptar, empresas que buscam soluções inovadoras e um mercado que se transforma a cada avanço tecnológico. Foi exatamente esse espírito de movimento e colaboração que marcou a terceira edição do ComexTech Forum, realizado no último dia 17 de setembro, no Expo São Paulo.

O evento, promovido pela Logcomex, reuniu milhares de profissionais de todo o Brasil em torno de um propósito: repensar o presente e projetar o futuro do comércio exterior e da logística. Foram mais de 20 painéis e palestras com especialistas nacionais e internacionais, cases de inovação, além de um ambiente fértil para networking e novas parcerias.

A tecnologia como motor da mudança

Para Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex, o grande diferencial do fórum é ser mais do que um encontro de negócios. “A essência é criar um evento colaborativo para a comunidade do comércio exterior. O setor é muito carente de encontros que vão além da teoria. Queremos que as empresas discutam tendências, exponham soluções e criem conexões reais. E a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, é o motor central dessa transformação digital.”

Com esse olhar, o ComexTech Forum não se limitou a ser vitrine da Logcomex, mas abriu espaço para que diferentes empresas pudessem apresentar suas soluções e contribuir para uma visão conjunta do mercado. 

Mary Anne de Amorim, Co-founder e CCO Fractal Intelligent Security, foi uma das especialistas que participaram das discussões no painel que trouxe o tema “Gestão de Riscos: fronteiras invisíveis na cadeia logística global”.  Para ela, casos recentes, como o escândalo da Faria Lima envolvendo hedge funds, lavagem de dinheiro e desvio de combustível, mostram o quanto práticas ilícitas comprometem a eficiência logística, a credibilidade das empresas e até a imagem do Brasil no cenário internacional. “O ecossistema precisa ser seguro, e cada parte dele tem uma responsabilidade”, destacou, reforçando a importância de provocar o público a assumir seu papel nesse processo.

O papel das parcerias na eficiência e inovação logística

Para Marcelo Borges, CEO da Tramontina Logistics nos Estados Unidos, que também marcou presença em um dos paineis no palco do ComexTech Forum,  os desafios complexos da logística mundial estão fortemente ligados a fatores externos como a concentração do supply chain na Ásia, questões geopolíticas e tarifas comerciais que redirecionam rotas marítimas. Segundo Borges um dos maiores gargalos do Brasil segue sendo a infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária, que encarece custos, aumenta prazos e dificulta a competitividade internacional. “Uma coisa puxa a outra: atrasos afetam a produção, estoques precisam ser maiores e o produto acaba viajando mais dentro do país antes de ser exportado”, explicou. O CEO reforçou ainda que parcerias estratégicas, como a da Tramontina com a PLEX, têm sido fundamentais para reduzir impactos, otimizar processos e encontrar soluções em meio a cenários de alta complexidade.

Essa visão foi compartilhada por Luciano Zucki, Co-Founder & Director da PLEX, que destacou a solidez e o sucesso da parceria. “Essa parceria é baseada nas fortalezas de cada empresa. Nós contribuímos com a logística internacional, o customs clearance dos embarques e a entrega até a Tramontina, enquanto eles fazem a distribuição e abertura de novos canais de venda. Estamos formatando projetos para alavancar ainda mais essa colaboração e temos muito orgulho em ver nossas marcas caminhando juntas”, afirmou.

Luciano ressaltou também a importância da presença no ComexTech Forum, tanto pela visibilidade da parceria quanto pela oportunidade de mostrar a estrutura da PLEX nos Estados Unidos e reforçar seu posicionamento no mercado internacional.

Pessoas no centro das transformações

O debate sobre inovação não ficou restrito a algoritmos e softwares. O empresário e palestrante Marcelo Toledo provocou o público ao destacar que, por trás de qualquer transformação empresarial, estão sempre as pessoas. “O principal desafio não é tecnologia, é gente. Conforme a empresa cresce, cresce também a complexidade. É preciso saber liderar, criar processos e, principalmente, incentivar mudanças de comportamento. E isso exige sair da zona de conforto, algo que nunca é fácil.”

Networking, aprendizado e celebração

A CEO do RêConecta News, Renata Palmeira, ressaltou que o evento cumpriu seu papel ao unir quem faz o comércio exterior acontecer.  “O ComexTech Forum envolveu pessoas, conectou tomadores de decisão e abriu caminhos para novos relacionamentos e negócios. É sobre colocar gente no centro e buscar soluções para o mercado.”

Mais do que debates sobre inteligência artificial, logística e economia, o ComexTech Forum foi também um espaço para fortalecimento de parcerias estratégicas. A feira de expositores mostrou a força das empresas que apoiam e investem na modernização do setor, e o encerramento ficou por conta de um show da dupla Bruno & Marrone, que trouxe leveza e celebração após um dia intenso de conhecimento.

No fim, a mensagem que ficou ecoando no Expo São Paulo é clara: o futuro do comércio exterior será construído por meio da tecnologia, mas sustentado pelas conexões humanas.

TEXTO E IMAGENS: REDAÇÃO/DAIANA BROCARDO

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Comércio Exterior

Estratégia, logística e inovação: o caminho das empresas brasileiras no comércio exterior

Especialista Mariana Pires Tomelin explica como estratégia, logística e inovação ajudam indústrias brasileiras a conquistar mercados internacionais.

Em um cenário global cada vez mais competitivo, compreender os caminhos do comércio internacional deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica. Para falar sobre os desafios e oportunidades que as indústrias brasileiras encontram ao buscar espaço além das fronteiras, conversamos com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência no setor.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana atua de forma decisiva na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções inovadoras para inserção em mercados globais. Reconhecida pela aplicação de tecnologias como Inteligência Artificial e Big Data em estratégias de negócios internacionais, ela transforma dados em decisões que fortalecem a competitividade de empresas brasileiras no cenário mundial.

Com uma trajetória marcada por visão estratégica e capacidade de antecipar tendências, Mariana compartilha, nesta entrevista, reflexões e orientações essenciais sobre logística, estratégia, desafios e conselhos práticos para quem deseja expandir fronteiras.

Qual é a importância do comércio internacional para a competitividade das indústrias?

MARIANA – O comércio internacional amplia mercados, gera acesso a novas tecnologias, insumos de melhor qualidade e preços mais competitivos. Isso permite que as indústrias reduzam custos, inovem em produtos e aumentem sua eficiência. Além disso, empresas que atuam globalmente se fortalecem frente à concorrência local, alcançando escalabilidade e novas fontes de receita.

Por que contar com um especialista em comércio internacional é essencial?

MARIANA – Um especialista orienta em áreas críticas como legislação aduaneira, logística internacional, classificação fiscal, regimes aduaneiros especiais e regulamentações específicas de cada país. Sem esse direcionamento, as empresas correm riscos de multas, atrasos, custos extras e até perda de mercadorias. A presença de um profissional qualificado traz segurança, eficiência e conformidade legal às operações.

Como a logística influencia diretamente o sucesso das exportações e importações?

MARIANA – A logística internacional é o coração do comércio exterior. Uma gestão eficiente do transporte, armazenagem, seguros e desembaraço aduaneiro garante entregas rápidas, redução de custos e confiabilidade nas operações. Uma falha logística pode comprometer contratos inteiros e a imagem da empresa no mercado externo.

Quais são os maiores desafios enfrentados pelos empreendedores ao buscar novos mercados internacionais?

MARIANA – Os principais desafios incluem: barreiras tarifárias e não tarifárias, adequação a padrões técnicos e fitossanitários, volatilidade cambial, complexidade regulatória e alta concorrência global. Além disso, muitos empreendedores enfrentam falta de conhecimento técnico e de rede de contatos estratégicos, o que limita sua capacidade de expansão.

Qual é o papel da estratégia em um mundo globalizado?

MARIANA – Estratégia é o fator que diferencia empresas que apenas participam do comércio internacional daquelas que lideram nele. Ter clareza sobre posicionamento competitivo, diferenciação de produto, canais de distribuição, alianças estratégicas e uso de tecnologias é fundamental. A globalização exige visão de longo prazo, adaptação cultural e inovação contínua.

Que conselho você daria para indústrias que desejam se tornar mais competitivas globalmente?

MARAIANA – Invistam em conhecimento especializado, em tecnologias como IA e em uma visão estratégica de longo prazo. Busquem entender profundamente o mercado-alvo, respeitem as normas internacionais, construam parcerias sólidas e diversifiquem fornecedores e clientes. A competitividade global não é apenas uma questão de preço, mas de inteligência, inovação e resiliência.

Texto e imagem: Divulgação


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Evento

LOGÍSTICA INTERNACIONAL: Balneário Camboriú discute cadeias globais durante a Logistique 2025

Feira e congresso técnico acontecem de 12 a 14 de agosto no Expocentro BC, e estão entre os eventos mais importantes do setor no Brasil. Programação inclui painéis com especialistas como Thiago de Aragão (CSIS), o comentarista Caio Coppolla (CNN Brasil), o economista Felipe Salto (Warren Investimentos) e o fundador da StartSe, Junior Borneli; além de Ricardo Hirata (JLL)

O mercado logístico nacional se prepara para mais uma edição de um dos mais importantes eventos empresariais do Brasil. A edição 2025 da feira Logistique e do congresso Logistique Summit, que acontecem de 12 a 14 de agosto, em Balneário Camboriú (SC), tem números expressivos: serão mais de 150 expositores, com expectativa de 15 mil visitantes no Expocentro BC. A programação completa dos 3 dias de evento pode ser conferida no www.logistique.com.br.

Consolidada como uma das maiores feiras do setor no Brasil, a Logistique reúne os principais nomes da logística, transporte multimodal, intralogística e comércio exterior. Em 2025, a estrutura foi ampliada, e a programação inclui temas que vão além da operação logística, abordando questões como geopolítica, macroeconomia, inovação, sustentabilidade e alianças internacionais.

Segundo Leonardo Rinaldi, CEO da Logistique, o evento vai além da exposição de soluções. “Nosso objetivo é fomentar diálogos estratégicos e provocar reflexões sobre o protagonismo do Brasil em um cenário global em transformação. O país pode se posicionar como um player decisivo neste novo tabuleiro econômico”, destaca.

Programação técnica

A programação técnica do Logistique Summit, conferência paralela à feira durante os 3 dias de evento, inclui painéis, palestras e apresentações, com nomes de peso do cenário nacional e internacional. Estão confirmadas presenças como a do estrategista Thiago de Aragão (CSIS), do comentarista Caio Coppolla (CNN Brasil), do economista-chefe Felipe Salto (Warren Investimentos) e do fundador da StartSe, Junior Borneli; além de Ricardo Hirata (JLL). 

Eles vêm com a proposta de unir análises profundas com experiências práticas, apontando caminhos sustentáveis para o desenvolvimento do setor. Ricardo Hirata, curador do Fórum de Real Estate Logístico, falará da importância dos investimentos em estruturas de armazenagem, enquanto Thiago de Aragão traça uma radiografia do mercado globalizado e da geopolítica global. 

Já o economista-chefe da Warren, Felipe Salto, sobe ao palco do Summit para abordar de forma clara e técnica pontos centrais para o futuro econômico do país, como o equilíbrio das contas públicas, a trajetória da dívida, os impactos das decisões fiscais sobre o crescimento e a importância da responsabilidade fiscal como pilar para o desenvolvimento sustentável.

Balneário Camboriú como centro estratégico

A escolha de Balneário Camboriú como sede do evento tem reforçado o caráter estratégico da Logistique. A cidade oferece fácil acesso a rodovias federais, aos principais aeroportos de Santa Catarina e ao Porto de Itajaí — um dos maiores entroncamentos logísticos do país. Além disso, sua infraestrutura hoteleira e turística amplia o potencial de atração de público e negócios.

Com um novo layout setorizado, a Logistique 2024 vai facilitar a navegação dos visitantes e promover conexões mais assertivas entre empresas e profissionais. Os espaços temáticos incluirão setores como intralogística, transporte multimodal, tecnologia e automação, infraestrutura, soluções digitais (WMS, TMS e IA), além de logística verde.

Entre os expositores confirmados estão as gigantes Multilog, TOTVS, EGA Group, Trust Group, DSV Global, Bertolini S.A., e Cargo Sapiens. Também haverá participação de empresas internacionais, operadores logísticos, fabricantes de empilhadeiras, transportadoras e fornecedores de soluções digitais.

Segundo Karine Marmitt, diretora-executiva da feira, esta edição terá maior diversidade de soluções e inovações. “O crescimento da feira é planejado para ser qualitativo, com foco em representatividade e experiências inovadoras”, afirma. Promovido pela Zoom Feiras e Eventos, o evento reforça sua posição como vitrine estratégica para o setor logístico brasileiro, unindo negócios, conhecimento e projeção internacional. A programação completa dos 3 dias de evento pode ser conferida no www.logistique.com.br.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior

Como começar a operar no comércio exterior: guia prático para empresas que querem exportar ou importar

Entrar no mercado internacional é um passo estratégico para negócios que buscam crescimento, diversificação e novos clientes. Confira os principais passos para iniciar operações com segurança e eficiência.

O comércio exterior brasileiro vem ganhando cada vez mais espaço entre empresas que desejam expandir suas fronteiras, aumentar a competitividade e explorar novas oportunidades. Porém, antes de começar a exportar ou importar, é fundamental entender os processos, exigências e estratégias que envolvem esse universo.

Neste guia do ReConecta News, você confere os 7 passos essenciais para iniciar no comércio exterior, desde o planejamento até a prospecção de clientes internacionais.

1. Estudo de mercado e planejamento: o primeiro passo para exportar ou importar

Antes de iniciar qualquer operação internacional, é necessário identificar quais produtos ou serviços têm potencial de exportação ou importação. Isso envolve uma análise detalhada dos mercados-alvo, barreiras comerciais, concorrência e demanda.

Além disso, é preciso avaliar a viabilidade logística, tributária e regulatória em cada país. Esse planejamento inicial é decisivo para reduzir riscos e garantir assertividade nas decisões.

2. Habilitação no Siscomex: cadastre sua empresa para atuar legalmente

Toda empresa que deseja realizar operações internacionais precisa estar habilitada no Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior), da Receita Federal. Esse registro é feito por meio do Radar, e pode ser solicitado nas modalidades Expressa, Limitada ou Ilimitada, dependendo do porte e da capacidade financeira da empresa.

O processo pode ser iniciado pelo site da Receita Federal, com o suporte de contadores ou consultorias especializadas.

3. Estrutura e capacitação: monte uma equipe preparada para o comércio internacional

Ter uma equipe qualificada faz toda a diferença no sucesso das operações. É importante contar com profissionais que conheçam as exigências de documentação aduaneira, logística internacional, idiomas e legislação.

Além disso, vale investir em sistemas de gestão COMEX que auxiliam no controle de prazos, tributos e processos. Outra opção é contar com despachantes aduaneiros e consultores especializados, principalmente no início das atividades.

4. Documentação e compliance: evite erros e garanta conformidade

Cada operação exige um conjunto específico de documentos, como:

  • Fatura comercial (Invoice)
  • Certificado de origem
  • Packing list
  • Conhecimento de embarque (BL, AWB, CMR)

Além disso, é necessário atender exigências de órgãos como ANVISA, MAPA, Receita Federal e autoridades internacionais. Rotulagens específicas, certificações e licenças sanitárias podem ser obrigatórias, dependendo do produto e do destino.

5. Logística e transporte: escolha o modal ideal para sua operação

Um dos pilares do comércio exterior é a logística. É preciso escolher entre os modais marítimo, aéreo ou rodoviário, conforme o tipo de produto, urgência e destino.

Negociar com transportadoras, agentes de carga e empresas de seguro internacional é fundamental para garantir segurança e eficiência no transporte das mercadorias.

6. Finanças e câmbio: proteja sua operação das oscilações econômicas

Definir a forma de pagamento é outro ponto crítico. As mais comuns no comércio exterior são:

  • Carta de crédito
  • Pagamento antecipado
  • Cobrança documentária

Também é importante acompanhar as flutuações cambiais e considerar contratos de hedge para garantir estabilidade financeira. Custos com tributação, armazenagem e taxas portuárias devem estar no radar do planejamento financeiro.

7. Prospecção internacional: como encontrar clientes no exterior

Para expandir sua presença global, invista em ações de promoção comercial:

  • Feiras internacionais
  • Missões empresariais
  • Rodadas de negócios

Além disso, ter materiais em idiomas estrangeiros, um site estruturado e presença em marketplaces B2B como Alibaba, Amazon Global e outras plataformas especializadas pode ampliar significativamente suas chances de sucesso no mercado internacional.

Entrar no comércio exterior exige planejamento, preparo técnico e visão estratégica. Mas os benefícios — como diversificação de mercados, aumento de receita e fortalecimento da marca — fazem esse movimento valer a pena.

Se sua empresa está pronta para crescer além das fronteiras, comece agora mesmo a estruturar seu plano de internacionalização. E continue acompanhando o RêConecta News para mais dicas, cases e oportunidades no mundo do comércio exterior.

TEXTO: REDAÇÃO / DAISE SANTOS

IMAGEM: FREEPIK

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Comércio Exterior, Informação, Investimento, Portos, Tecnologia

Porto Central e Praxys se unem para criar hub de contêineres na LATAM

O Porto Central,  complexo logístico portuário em construção no Brasil, e a Praxys, consultoria especializada em negócios e transações financeiras, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para dar origem a um dos maiores terminais de contêineres da América Latina.

A parceria objetiva viabilizar uma infraestrutura capaz de receber os maiores navios porta-contêineres do mundo, consolidando o terminal como um hub logístico estratégico para a região.

Atualmente, há uma escassez de portos de contêineres de águas profundas na Costa Leste da América do Sul. Com os navios ficando cada vez maiores, a necessidade de utilizar hubs portuários aumentará inevitavelmente.

Localizado no centro da Costa Leste Brasileira, na Região Sudeste do país, em Presidente Kennedy (ES), a cerca de 200 milhas náuticas ao norte do Rio de Janeiro (RJ), o terminal de contêineres contará com profundidade de acesso de 18m na primeira fase e 20m na segunda fase, um diferencial único na América do Sul. Essa característica permite a atracação de grandes navios porta-contêineres de capacidade de 21.000 até 24.000 TEUs, posicionando o porto como um ponto-chave para a consolidação e distribuição de cargas na costa leste sul-americana.

Na fase inicial, o terminal com 1.370 metros de cais terá capacidade para movimentar 2,5 milhões de TEUs a partir do ano 2030. Com as fases seguintes, o terminal atingirá uma capacidade total de 6 milhões de TEUs, fortalecendo a posição do Brasil no mercado global. Além disso, o complexo portuário estará conectado a uma futura malha ferroviária, promovendo integração entre Espírito Santo e Minas Gerais, e facilitando o acesso a grandes centros urbanos, como Belo Horizonte (MG).

O terminal de contêineres permitirá o uso de embarcações de grande porte de comércio de e para o Brasil, com ganhos significativos em economias de escala e maximização da entrada de cargas da Ásia e/ou da Europa, permitindo o transbordo para Argentina e Uruguai, solucionando gargalos logísticos e otimizando rotas marítimas.

A atuação da Praxys abrange também a gestão de marketing e negociações de contratos, capitalizando a experiência de Jesper Kjaedegaard, ex-executivo da Maersk Line, com mais de 40 anos no setor de contêiner, transporte marítimo, planejamento portuário e logística internacional.

“O novo terminal é exatamente a transformação que o Brasil precisa. Redefinirá o cenário dos serviços de contêineres na costa leste da América do Sul, atraindo mais rotas de navegação, aumentando a competitividade do país e trazendo benefícios substanciais para operadoras, exportadores e importadores e para a economia local”, afirma Kjaedegaar.

FONTE: DataMar News
Porto Central e Praxys se unem para criar hub de contêineres na LATAM – DatamarNews

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Mercado Internacional, Navegação, Negócios, Notícias

HMM detalha planos de expansão de US$ 17,5 bilhões

A HMM, empresa de transporte marítimo da Coreia do Sul, revelou, nesta terça-feira, 10 de setembro, seus planos de expansão até o final da década, alocando um enorme montante de KRW 23,5 trilhões (US$ 17,48 bilhões). Esses investimentos vão fazer com que a frota de contêineres da empresa quase dobre, enquanto suas frotas de petroleiros e de grãos secos triplicarão até 2030.

Entre os investimentos da companhia estatal, a HMM gastará KRW 11 trilhões para aumentar sua frota de navios porta-contêineres para 130 embarcações com 1,55 milhões de slots. Dados da Alphaliner mostram que, atualmente, a linha coreana possui uma frota de 868.227 slots, posicionando-a como a oitava maior empresa de transporte marítimo do mundo. Também é considerável o investimento de KRW 5,6 trilhões destinados à expansão dos negócios de grãos secos e petroleiros da empresa, aumentando a frota de 36 navios para 110 embarcações com 12,56 milhões de DWT.

Entre outros compromissos, a HMM declarou hoje que pretende ser neutra em carbono até 2045, além de investir em muitos outros terminais.

Kim Kyung Bae, presidente e CEO da HMM, comentou: “Continuamos comprometidos em desenvolver um portfólio de negócios resiliente e em nos posicionar como líderes globais em transporte marítimo ecológico para o futuro.”

A HMM viu suas receitas intermediárias aumentarem 18,6% para KRW 4,99 bilhões, com um lucro líquido crescendo 88% para KRW 1,15 bilhões, e uma margem operacional de 21,1% no primeiro semestre, uma das mais altas entre todos os transportadores globais.

A empresa revelou, na última segunda-feira, que, com seus parceiros asiáticos Ocean Network Express (ONE) e Yang Ming, formará uma nova aliança de contêineres a partir de fevereiro próximo, chamada Premier Alliance.

Os planos de privatização de longa data para a transportadora flagship da Coreia do Sul foram frustrados em fevereiro deste ano. O Harim Group, cuja proposta com uma empresa local de private equity havia sido a escolhida pelos bancos estatais, desistiu do acordo.

A HMM foi colocada sob controle estatal em 2016, durante um período de grave crise financeira para muitas empresas de transporte marítimo coreanas, o que levou à liquidação de sua rival local, a Hanjin Shipping, poucos meses depois.

Fonte: Splash 247
HMM detalha planos de expansão de US$ 17,5 bilhões – Splash247

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Comércio Exterior

ITAJAÍ COMEX SUMMIT 2024 SUPERA EXPECTATIVAS

Em sua segunda edição, evento de Comércio Exterior reuniu mais de mil participantes entre os dias 8 e 10 de maio.

Com o tema “Desbravando novas rotas, conectando oportunidades”, o Itajaí Comex Summit 2024 superou todas as expectativas – público, qualidade do evento, satisfação dos participantes e sustentabilidade. Realizado pelo Núcleo de Comércio Exterior – NCE da Associação Empresarial de Itajaí – ACII, o evento reuniu um público de mais de mil pessoas durante os três dias de realização, 8 a 10 de maio.

“Nós já tínhamos a expectativa de construir um dos principais eventos de Comércio Exterior do país. E não somente evento, o Itajaí Comex Summit é congresso, é simpósio, ele foi formulado dessa forma e a intenção é que ele não perca essa essência”, afirma Paula Machado, coordenadora geral. Ela reforça o propósito do Itajaí Comex Summit: “ser ponto de reunião, de debates, de mentes, de pessoas e personalidades relevantes no Comex”.
Programação de qualidade

Direcionado a pessoas ligadas às áreas de Comércio Exterior, Logística e Supply Chain – incluindo empresários, gestores, profissionais, estudantes e pesquisadores – , o Itajaí Comex Summit apresentou uma programação de qualidade, com painéis comandados por grandes profissionais, especialistas nos temas abordados.

A expectativa inicial para esta segunda edição do evento era reunir um público de 700 pessoas. Essa previsão foi amplamente superada, com um total de aproximadamente 1010 participantes, somados os três dias.

A primeira edição do Itajaí Comex Summit, realizada em 2023 no hotel Mercure Itajaí, havia aberto 250 inscrições e acabou reunindo um total de 270 pessoas. Diante do sucesso inicial, foi projetado um evento de maior porte, para um público aproximado de 700 pessoas.

Após meses de procura, a organização não encontrou espaços com instalações adequadas para acomodar o público previsto em Itajaí. O evento foi realizado no Expocentro Júlio Tedesco, na vizinha Balneário Camboriú, mas continuou levando o nome de Itajaí para o mundo.

Trabalho incansável

“Foram nove meses de produção, nove meses incansáveis, nos quais o comitê de organização trabalhou incessantemente com apoiadores, patrocinadores, para construir evento, para que fosse realmente diferenciado”, ressalta Paula. A coordenadora do Itajaí Comex Summit faz questão de citar as ótimas avaliações recebidas. “Nas palavras dos participantes, inclusive de fora de Santa Catarina, autoridades governamentais, pessoas que estão acostumadas a frequentar grandes eventos de Comércio Exterior pelo país, nós construímos o melhor evento do setor no Brasil”, orgulha-se.

Paula Machado destaca que as mais de mil pessoas que circularam durante os três dias de evento puderam usufruir dos melhores conteúdos, das melhores temáticas, sendo debatidas pelas melhores pessoas e melhores mentes no mercado, em nível nacional. “Nós ficamos muito felizes, porque a intenção era entregar excelência, com comodidade e conforto”, conclui.

Saiba mais em ACII:
Itajaí Comex Summit 2024 supera expectativas – ACII

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Portos, Sem Categoria

Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu alcança a marca de 1.500 Giros na área da Nova Bacia de Evolução

Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu alcança a marca de 1.500 Giros na área da Nova Bacia de Evolução

Operação de ré é exclusiva na América do Sul – Dragagem de manutenção garante com segurança manobras com navios “Megaships” de até 350 metros

No domingo (04), o Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu recebeu a operação com o giro da Milésima Quingentésima (1.500ª) manobra na área da Nova Bacia de Evolução com o navio MSC ATHENS.

A manobra de número 1500 iniciou pontualmente às 13h20, sendo finalizada com sucesso às 13h50. A operação com giro, ocorreu de ré, sendo conduzido por quatro rebocadores até o berço 03 da Portonave.

O navio MSC ATHENS tem bandeira da Libéria, e dimensões de 299,95 metros de comprimento por 48,20 metros de largura (boca), seu Armador e Agenciador Marítimo é a MSC.

Vindo do Porto de Santos (SP), a embarcação, de acordo com informações do setor de operações, movimentou 1575 contêineres. Sua desatracação ocorreu na madrugada de segunda-feira, por volta de 04H00, seguindo seu trajeto marítimo para o porto de Buenos Aires, na Argentina.

MANOBRA DE RÉ – Exclusiva na América do Sul – Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu

Desde que a primeira manobra a ré foi realizada em janeiro de 2020 pelo navio VALOR (Armador/Evergreen), de 300 metros de comprimento e 48,3 metros de largura, este tipo de operação continua sendo exclusivo na América do Sul, sendo realizado apenas no Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu. Atualmente no mundo, manobras com giro de navios são realizadas em portos da Europa e Ásia.

A manobra a ré ocorre para que sejam realizadas atracações simultâneas nos dois portos (Navegantes e Itajaí). Como os terminais estão de frente um para o outro, com distância de apenas 400 metros, antes da obra da nova Bacia, não era possível atracar navio se um dos portos estivesse com berços ocupados.

A primeira fase do projeto de ampliação do acesso aquaviário para o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes foi concretizada em 2019, proporcionando a chegada de navios de até 350 metros. Com o novo acesso aquaviário, houve aumento de produtividade e maior flexibilidade logística para todo o complexo.

Em 16 de junho de 2020, o maior navio full container a operar na costa brasileira, o APL PARIS, de 347,40 metros de comprimento por 45,20 de largura (boca), realizou com sucesso a manobra de giro na área da nova Bacia de Evolução. Com capacidade para transportar até 10.800 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), marcou sua história no Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu.

Manobras com a classe de navios de até 350 metros, são denominados “Megaships”, cujo tamanho, é o máximo que pode ser operado nesse momento com navios com até 12 mil TEUs, ou seja, navios com até 350 metros por 48m de largura. Com a realização da segunda fase da obra, o tamanho dos navios poderá ser de até 366m x 51m, o que permitirá ampliar a quantidade de contêineres por navio de 12 mil para 16 mil, um aumento de 33%.

Para Fábio da Veiga, Superintendente do Porto de Itajaí, o registro de 1.500 giros na área da nova Bacia de Evolução, evidencia cada vez mais o Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu no cenário de operações portuárias em âmbito internacional:

“Quando a primeira manobra de giro, inédita no Brasil, aconteceu a 4 anos atrás, na área da nova Bacia de Evolução (Baia Afonso Wippel), sabíamos que naquele dia tínhamos dado o primeiro passo. Para a Autoridade Portuária de Itajaí, a realização deste tipo de operação, onde as embarcações são conduzidas a ré, sendo até então exclusivas na América do Sul e alguns portos na Europa e Ásia, melhor ainda, realizadas e exclusivas em nosso complexo, nos preenche de orgulho. Muito se construiu para chegar até aqui e muito ainda a de se fazer até a conclusão da segunda etapa das obras. Em junho de 2019, quando tive a oportunidade de assinar o Aditivo Contratual na ordem de R$ 40,1 milhões, para a conclusão da primeira etapa das obras, estava confiante que seria o início de um grande avanço para o complexo num todo. Estamos atentos junto ao Governo Federal e Estadual, para que possamos receber recursos financeiros e, assim, finalizarmos este processo, atendendo operações com navios acima de 350, 366 metros, chegando um dia até o recebimento de grandes navios, de até 400 metros de comprimento, denominados de “Megaships”, destacou Fábio.

Acompanhadas e monitoradas pela Superintendência do Porto de Itajaí (Autoridade Portuária), todas as operações de manobras são regulamentadas e autorizadas pela Autoridade Marítima (Marinha/Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí). Outros órgãos como a Marinha, Praticagem, Terminais Portuários (TUPs), Guarda Portuária, Armadores, agenciadores marítimos e empresas de rebocadores, também acompanham as operações com giros.

O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, destaca a importância da Bacia de Evolução para o Complexo Portuário e a sua permanência na competitividade do mercado marítimo:

“Para a Autoridade Portuária de Itajaí, chegar à marca de 1500 manobras na Bacia de Evolução, é muito significativo, pois comprova desde o início que estávamos certos. Atingir este número, quase 400 navios por ano desde que se iniciaram as manobras, evidencia a qualidade e a eficiência que o nosso complexo portuário demonstra no cenário portuário nacional e internacional. Depois que foram finalizadas a primeira etapa das obras da Bacia, agora, para recebermos navios com proporções maiores, nosso compromisso é fazer com que tão logo possam iniciar as obras em sua segunda etapa. Tão logo também, o Porto de Itajaí estará operando com cargas de contêineres, e, assim como o complexo num todo, voltaremos a figurar em nossas estatísticas positivas, proporcionado emprego e renda para a nossa região”, pontuou Volnei Morastoni.

2ª ETAPA DAS OBRAS – Navios de 366 até 400 metros

A segunda etapa das obras na Bacia de Evolução está projetada para receber navios de 366 x 51 metros até 400 metros de comprimento por 60 metros de largura, acompanhando a nova realidade do comércio marítimo internacional, que projeta navios cada vez maiores. A primeira etapa para a continuidade da segunda fase do projeto é o alinhamento com os órgãos ambientais para atender às delimitações necessárias, além dos recursos para a execução da obra. Com base no histórico de aporte financeiro, em 2019, através de recursos da União de aproximadamente R$ 250 milhões, estavam previstos no Plano Plurianual (PPA – Ministério da Infraestrutura) de 2020 a 2023. A obra também já está projetada e licenciada ambientalmente. Sua extensão para manobras abrange um raio de 530 metros de comprimento, onde de uma margem a outra, navios possam realizar giros de 180º e 360º dentro da área da nova Bacia de Evolução.

DRAGAGEM DE MANUTENÇÃO – Segurança de navegação

Desde que foram concluídas a primeira etapa das obras na área da nova Bacia de Evolução, essencial para a realização das manobras, os trabalhos de dragagem permanente garantem a segurança de navegação das embarcações.

Atualmente a Bacia de Evolução contempla 500 metros de diâmetro e 14 metros de profundidade nesta etapa, possibilitando a atracação de navios de grande porte de acordo com as escalas de tamanho permitidas no momento.

“No Brasil, Itajaí é o único porto a fazer dragagem permanente desde o ano de 1999. Para se ter uma ideia de toda essa dimensão, a última campanha de dragagem superou todas expectativas. Foram mais de 4 milhões de metros cúbicos retirados do leito do Rio Itajaí Açu em dois meses, o que representa a retirada de 800 mil caçambas cheias de entulho.  Isso por exemplo, nos permite em manter um serviço de qualidade para os nossos usuários, ou seja, para os navios que atracam em Itajaí e Navegantes. Assim podemos dar segurança de navegação a todas as embarcações que atracam no complexo, e, principalmente, para as embarcações que realizam as manobras na área da Bacia de Evolução. Da mesma forma, os trabalhos de dragagem têm a finalidade de reduzir os impactos de inundações, fazendo com que a grande vazão das águas das chuvas que descem do Alto Vale e Vale do Itajaí, possam se dissipar. Com a manutenção de dragagem garantida até dezembro deste ano, podemos manter as profundidades do rio entre 13 e 14 metros”, conclui Fábio

O canal de acesso ao complexo tem uma média de 190 metros de largura e cerca de 14 metros de profundidade. De acordo com as cotas de profundidade, no canal interno e áreas das Bacias de Evolução, as profundidades são de 13,5 metros, e, no canal externo, 14 metros de profundidade.

LINHA DO TEMPO – BACIA DE EVOLUÇÃO DO COMPLEXO PORTUÁRIO DO RIO ITAJAÍ AÇU
Continua…

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Complexo Portuário do Rio Itajaí Açu alcança a marca de 1.500 Giros na área da Nova Bacia de Evolução (portoitajai.com.br)

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Comércio Exterior

PORTAL ÚNICO ESTARÁ 100% HABILIDADE PARA IMPORTAÇÕES ATÉ FINAL DE 2024

O Siscomex, ferramenta que revolucionou as operações de comércio exterior do Brasil, completou 30 anos!

A plataforma é uma das mais completas do mundo e, desde sua criação, vem simplificando, modernizando e integrando processos. O resultado até aqui foi uma forte redução no tempo e nos custos para empresas, e um salto de qualidade e na quantidade das operações.

Para comemorar essas três décadas, a Secretaria de Comércio Exterior do #MDIC produziu um vídeo sobre a evolução e a importância da ferramenta.

Veja o material no Youtube:
SISCOMEX: Sistema que revolucionou comércio exterior brasileiro celebra 30 anos com avanços (youtube.com)

Portal Único estará 100% habilitado para importações até o final de 2024

Reunião da Comissão Gestora do Siscomex aprova cronograma de implantação de medidas para processar a totalidade das operações no sistema

“O ano de 2024 será um marco para a migração das operações de comércio exterior para o Portal Único”, assegura Janaina Silva, secretária de Comércio Exterior substituta (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). “Desde 2018, as operações de exportação já ocorrem na nova plataforma, e espera-se que o desligamento do antigo sistema de importação esteja concluído em 2025”.

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Portal Único estará 100% habilitado para importações até o final de 2024 — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (www.gov.br) 

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Mercado Internacional

O NOVO PORTO CHINÊS NO PERU, QUE PODE SER PORTA DO BRASIL PARA O PACÍFICO E PREOCUPAÇÃO PARA EUA

Um novo porto que a China constrói  No Peru pode ser uma porta do Brasil para o Pacífico, com um potencial de gerar ganhos significativos para as exportações nacionais.

Ao mesmo tempo, o megaprojeto bilionário deve encurtar em um terço o tempo médio que a produção brasileira leva para chegar ao Oriente.
A empresa chinesa à frente da obra também diz que a iniciativa tem despertado o interesse de empresários brasileiros porque tem o potencial de gerar novos negócios — mas, para tirar proveito disso, o Brasil teria que investir em melhorar sua infraestrutura, dizem analistas.

Com inauguração prevista para o próximo ano, o porto conta com um investimento da China na América Latina de natureza e porte inéditos da China.

Ao mesmo tempo, a construção do porto de águas profundas, que criará uma nova conexão que vem sendo apelidada de “Xangai-Chancay”, é vista com preocupação pelo governo dos Estados Unidos.

O receio é que isso amplie ainda mais a influência e fortaleça os laços comerciais (e oficiais) de Pequim com países da América do Sul e contribua para que a China controle o fornecimento de materiais críticos na região.

O investimento é de cerca de US$ 3,6 bilhões (R$ 17,8 bilhões). A empresa chinesa COSCO Shipping detém uma participação de 60% no porto e a Volcan do Peru, 40%.


Um novo acesso do Brasil ao Pacífico

Especialistas, empresários e os envolvidos na construção concordam que o porto de Chancay é uma oportunidade do Brasil se aproximar de mercados asiáticos, especialmente para os Estados brasileiros mais afastados do Atlântico.

Com a nova rota, há expectativa de o tempo médio de entrega de alguns fretes possa cair em um terço, chegando ao seu destino em 15 dias a menos do que o normal.

“Hoje, as viagens duram em média 45 dias até a China. Essa redução significa queda nos custos e aumento de competitividade”, diz Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

Saiba mais na matéria COMPLETA no link:
BBC NEWS
Chancay: o novo porto chinês no Peru que pode ser porta do Brasil para Pacífico e preocupa EUA – BBC News Brasil

 

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