Informação

Construção pesada vê alta de preço e escassez de mão de obra em meio a boom de concessões

O setor de construção pesada deverá viver momentos delicados nos próximos anos diante do volume de concessões de obras públicas previstas por governos federais, estaduais e municipais.

O bom momento do mercado de infraestrutura combina o aumento no investimento privado em áreas como logística (rodovias, portos, ferrovias) e saneamento e o amadurecimento dos instrumentos de concessões e PPPs (parcerias público-privadas), atraindo novos financiadores brasileiros e empresas estrangeiras.

Os investimentos em infraestrutura em 2024 já bateram o pico que havia sido registrado em 2014. Em 2024, a Abdib (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base) calcula R$ 259,3 bilhões em investimentos, R$ 197,1 bilhões deles via capital privado. Dez anos antes, foram R$ 239,7 bilhões em valores atualizados pela inflação.

As notícias são boas, mas a preocupação entre agentes do mercado –advogados, consultores, construtores e fundos– é se haverá quem execute essas obras todas. Para alguns, leilões recentes sem lances ou com pouca concorrência já apontam para as dificuldades do setor em estruturar boas propostas e conseguir todas as garantias.

A construção pesada, diz Miguel Noronha, da Abdib, é o que tangibiliza os investimentos em infraestrutura. Coordenador do comitê de construção pesada da entidade, ele calcula que já estejam contratados R$ 120 bilhões apenas para rodovias. Até 2029, a estimativa é que somente o setor privado invista cerca de R$ 370 bilhões em infraestrutura.

“Obviamente isso vem com uma demanda enorme por construção pesada. Todavia, quando a gente olha o setor, o quadro ainda é de reestruturação”, afirma.

O marco para o encolhimento desse mercado foi a operação Lava Jato, que desarticulou esquema de corrupção na Petrobras. À época, grandes empreiteiras lideravam os consórcios e encabeçavam as concorrências.

Passada a operação, companhias deixaram o mercado. Quem ficou enxugou estrutura, vendeu ativos, criou mecanismos de governança e controle e concentrou esforços no “core business”. Elas já não têm, entretanto, fôlego para liderar as concorrências, que precisam ser contratadas por quem venceu.

O cenário começa a mudar, mas os passos são lentos. Odebrecht e Andrade Gutierrez voltaram a crescer e chegaram a ensaiar participação no leilão do túnel Santos-Guarujá, mas desistiram de apresentar proposta pois não conseguiram viabilizar financiamento e as garantias pedidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A reorganização desse mercado nos últimos anos também deixou um rastro de dificuldades com financiamento, diz o advogado Daniel Gabrilli de Godoy, sócio do Orizzo Marques Advogados, abrindo caminho para outros tipos de empresas à frente dos leilões, notadamente os fundos de investimentos e gestores, que passaram a aparecer com mais força nos leilões. “A própria construtora entra com o fundo na concorrência, ou o fundo entra e faz gerenciamento do projeto [terceirizando a obra]. Não há insegurança nenhuma nisso.”

Para Godoy, é baixo o risco de sobrecarga do mercado porque cada projeto tem muitas fases, passagens pelos tribunais de contas. “Raramente a gente consegue ter tanto progresso em uma tacada só.”

Gustavo Gusmão, sócio da EY-Parthenon para governo e infraestrutura, diz que tem havido uma preocupação dos governos para que não haja sobrecarga do mercado com excesso de projetos. Isso tem sido alinhado com os financiadores, como Caixa Econômica Federal, BNDES, e Banco Mundial, que têm buscado um escalonamento nas licitações. “É um problema bom para o mercado”, afirma.

Na avaliação dele, por mais que o patamar atual de juros (a Selic segue em 15% ao ano) ainda seja um problema, a percepção no mercado é a de que o Brasil está estável o suficiente para que as empresas assumam certo risco financeiro.

O que pode acontecer no decorrer do próximo ano e dos seguintes é os preços das obras aumentarem, puxados pela concorrência maior e por salários mais altos para a mão de obra. O bom momento deverá atrair novos grupos. “É um aquecimento do mercado. Aumentam os preços e há uma mobilização, atraindo outros grupos”, diz Frederico Ribeiro, sócio na consultoria Radar PPP.

Além dos fundos de investimentos chegando com o dinheiro, há expectativa de que mais grupos estrangeiros se interessem pela execução das obras.

A chegada de empresas estrangeiras também não vem acontecendo como se previa há alguns anos. Companhias chinesas participaram e ganharam a concorrência de obras importantes como a ponte Salvador-Itaparica, mas diferenças no estilo de trabalho teriam afastado os asiáticos do mercado brasileiro. Ainda assim, entre as maiores da construção pesada segundo ranking da revista O Empreiteiro, está a Acciona, que é espanhola.

A Acciona está à frente da obra da linha 6-laranja do metrô paulistano e recentemente venceu um dos lotes da PPP de tratamento de esgoto no Espírito Santo.

Na avaliação de Miguel Noronha, da Abdbi, a construção pesada está em vias de entrar em um momento desafiador em três eixos: falta de pessoal, dificuldades financeiras (com capital de giro e garantias) e maquinário, com destaque para os dois primeiros. “Acho que a partir de 2027, quando começam a entrar os cronogramas de obras de uma série de concessões rodoviárias, começam as obras industriais, aí vamos ter dificuldades.”

A consequência, para ele, será o encarecimento dos projetos e a necessidade de os governos assumirem riscos maiores, seja na recalibragem das garantias, seja no acesso a empresas menores. “Elas estão sendo alçadas a um crescimento grande e isso gera risco. O setor não está tendo muito tempo.”

Para o advogado Mário Saddi, da área de Direito Público e Administrativo do Dias Carneiro, os governos terão de melhorar a modelagem dos projetos para que eles tenham menos riscos, mais segurança jurídica e que a taxa de retorno seja muito bem desenhada.

Um projeto em vias de ser lançado que pode acabar com dificuldades de execução, na avaliação dele, é a PPP do novo centro administrativo do Governo de São Paulo, que ficará localizado no Campos Elíseos, na região central da capital paulista. “Parece um projeto emblemático, mas com seus graus de particularidade e complexidade inerentes ali, que pode levar à baixa participação privada”, afirma. “Eu não me surpreenderia se a gente tivesse concorrência tendendo a zero.”

FONTE: Folha de São Paulo
IMAGEM: Depositphotos

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Portos

Com grandes planos, Pecém terá aportes de R$ 2,5 bilhões

Perto de completar 25 anos, o Porto de Pecém iniciou neste ano uma nova rodada de investimentos para ampliar sua capacidade e, principalmente, se preparar para diversificar de forma significativa sua área de atuação. Ao todo, nos próximos anos, todo o complexo de Pecém – que inclui uma zona industrial e uma zona de processamento de exportação (ZPE) – terá investimentos de quase R$ 2,5 bilhões em sua infraestrutura, tanto com recursos do próprio porto como de empresas que passarão a usar seus terminais. “Esse é um momento muito importante para Pecém, estamos expandindo e, o principal, estamos cada vez mais diversificando nossas operações. Temos muito espaço para crescer”, diz Maximiliano Quintino, o presidente do Porto de Pecém.

O espaço para crescer não é uma figura de linguagem usada por Max, como gosta de ser chamado o executivo, que assumiu Pecém na virada de 2024 para 2025. O complexo dispõe de uma área de 190 quilômetros quadrados para expansão tanto das operações portuárias quanto de seu complexo industrial, algo como 26 mil campos de futebol padrão Fifa colocados lado a lado. “Esse é nosso grande trunfo, essa capacidade de expansão enorme que temos. Não sei se há algum porto brasileiro com tanta capacidade de crescer”, diz ele, aí se referindo também à ampliação de movimentação em seus terminais.

No ano passado, Pecém movimentou 19,6 milhões de toneladas, com um crescimento expressivo de quase 15%, mas ainda distante dos 22 milhões de toneladas que movimentou em 2022, seu recorde histórico. Neste primeiro semestre o porto voltou a crescer, com incremento de 10% sobre a movimentação registrada no primeiro semestre de 2024. Com isso, Pecém, um dos portos mais novos do país, já figura entre os 10 maiores terminais privados de cargas e entre os 20 maiores portos do Brasil. Hoje, Pecém é administrado pelo governo do Ceará, que detém 70% de suas ações, em parceria com o Porto de Roterdã, dono dos 30% restantes.

Entre os investimentos programados estão cerca de R$ 1,2 bilhão que o porto está usando para ampliar sua capacidade de movimentação, como a construção de uma expansão de 350 metros no terminal de uso múltiplo, por onde passam os contêineres, um dos segmentos que mais crescem no porto. Só neste primeiro semestre, a movimentação de contêineres avançou 37,5%, resultado da abertura de novas rotas para a China. “Essas obras também permitirão que ampliemos nosso calado, que já é bastante bom, e possamos receber navios ainda maiores”, diz Quintino.

Dentro desse pacote de investimentos, Pecém, em parceria com a distribuidora Dislub Equador, está investindo mais de R$ 400 milhões na construção de um terminal de armazenamento e distribuição de combustíveis. O projeto prevê que o porto possa armazenar 130 milhões de litros de combustíveis em seu complexo. Ao mesmo tempo, a Supergasbras está investindo R$ 1,2 bilhão em um novo terminal de gás liquefeito de petróleo (GLP) e área de armazenagem com capacidade de 62 mil toneladas.

“A partir de 2028 nós daremos um salto na nossa movimentação de cargas com a chegada da Transnordestina, que nos informou que no primeiro ano espera movimentar algo como 6 milhões de toneladas”, diz Max. “Imaginamos que em poucos anos estaremos movimentando 20 milhões de toneladas por Pecém”, afirma Tufi Daher, presidente da Transnordestina Logística, a subsidiária da CSN que constrói a ferrovia e tem direito de operá-la até 2057.

Mas todos esses números parecem pequenos perto das promessas de investimentos das companhias que estão chegando para instalar gigantescos data centers em Pecém para atender as empresas de tecnologia que atuam com inteligência artificial. Só a Casa dos Ventos tem projetos da ordem de R$ 150 bilhões para a construção de um complexo de data centers em Pecém. “Isso promete transformar o Ceará, o investimento em data centers vai colocar o Estado na liderança desse segmento e com capacidade de atender o mercado americano por conta de sua proximidade”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Ceará e vice-presidente da CNI, Ricardo Cavalcante. “A infraestrutura do século XXI não será mais estradas e ferrovias, serão as linhas de transmissão de energia”, acrescenta.

A Casa dos Ventos pretende investir essa fortuna em Pecém por conta da proximidade do complexo portuário com os cabos submarinos que ligam os Estados Unidos ao Brasil e entram em território nacional exatamente a poucos quilômetros dali, na praia do Futuro, em Fortaleza. No mundo virtual, a distância importa. Quanto mais distante o ponto de emissão de uma informação de seu receptor, maior o tempo para ela viajar. A Casa dos Ventos tem planejada a construção desse complexo de data centers com uma capacidade de processamento de dados que consumiria 876 MW de energia elétrica, uma capacidade próxima do necessário para abastecer uma cidade como São Paulo e seus 12 milhões de habitantes. É muito mais energia do que consome todo o Estado do Ceará. Mesmo com o Estado sendo superavitário – só em energia eólica e solar produz mais de 2,5 GW -, o Ceará não dispõe de redes de transmissão suficientes para atender o projeto da Casa dos Ventos de forma segura, sem o risco de apagões.

Por isso, o Operador Nacional do Sistema permitiu a liberação de “apenas” 300 MW, quantidade suficiente de energia para abastecer uma cidade como Fortaleza. Os planos da Casa dos Ventos são iniciar os investimentos em uma primeira fase, com a aplicação de R$ 50 bilhões, e, após a liberação de mais energia, concluir a segunda fase com investimentos de outros R$ 100 bilhões. Boa parte da capacidade de processamento desses data centers terá apenas um cliente: o aplicativo chinês TikTok.

Pecém também planejava ser um grande hub internacional para a produção de hidrogênio verde para ser exportado, prioritariamente, para a Europa. Mas as contingências no fornecimento de energia podem comprometer os projetos orçados em mais de US$ 60 bilhões que estavam previstos para o complexo portuário. Quintino diz que pretende esperar as negociações entre o Operador Nacional do Sistema e as empresas. “Talvez tenha havido um excesso de confiança, mas acreditamos que os projetos são viáveis e, em Pecém, estamos prontos para recebê-los”, diz ele.

FONTE: Valor Econômico
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Portos

Amazonas receberá R$ 1,7 bi do Fundo da Marinha Mercante para construção de 188 embarcações

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta segunda-feira, 29, a destinação de R$ 1,7 bilhão do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de 188 embarcações no Amazonas. Os projetos, que serão executados pelas empresas LHG Mining e Hermasa, devem gerar dez mil empregos na região.

Do total, R$ 1,36 bilhão será aplicado pela LHG Mining na construção de 128 barcaças no Estado. A companhia projeta um investimento nacional de R$ 4,3 bilhões em 400 barcaças e 15 empurradores distribuídos entre Amazonas, Bahia, Pará e São Paulo.

A Hermasa, por sua vez, ficará responsável pela produção de 60 balsas graneleiras e dois empurradores, com aporte de R$ 384,3 milhões.

Além do anúncio, o ministro inaugurou o porto fluvial de Envira e confirmou obras de modernização na instalação portuária de Eirunepé.

Para Costa Filho, a iniciativa reforça a política federal de retomada da indústria naval e soma-se aos R$ 70 bilhões já priorizados desde 2023 para diferentes empreendimentos apoiados pelo FMM, um saldo três vezes maior que o volume aprovado entre 2019 e 2022.

Os equipamentos terão capacidade de até duas mil toneladas, em modelos projetados para reduzir custos logísticos e emissões. Conforme destaque do Ministério de Portos e Aeroportos, cada comboio fluvial formado por 16 barcaças equivale ao transporte de mais de 1,2 mil caminhões carregados.

“Nós estamos trabalhando muito para que a gente possa transformar o Amazonas cada vez mais numa região estratégica para o Brasil como hub de desenvolvimento. Não só através desse plano logístico, mas também através das nossas barcaças, que são fundamentais para o escoamento da produção e para redução dos custos logísticos”, afirmou Costa Filho durante cerimônia.

FONTE: Istoé Dinheiro Online
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Investimento, Portos

Com investimentos de R$ 436 mi, portos de Santa Catarina terão operações ampliadas

Estado possui seis portos públicos e privados; objetivo é fortalecer a infraestrutura portuária local

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, esteve nesta terça-feira (23) no Porto de São Francisco do Sul para participar da cerimônia de assinatura da ordem de serviço da dragagem da Baía da Babitonga e da celebração dos investimentos nos portos de Santa Catarina (SC). O pacote de obras e autorizações somam R$ 436,6 milhões em investimentos destinados ao fortalecimento da infraestrutura portuária no Estado.

Atualmente Santa Catarina possui seis portos, sendo Itajaí, São Francisco do Sul e Imbituba, públicos; e Itapoá, Portonave e Teporti, privados estratégicos, voltados à atividade pesqueira e a cargas específicas.

Com forte vocação para a movimentação de contêineres, cargas gerais e granel, o sistema portuário catarinense desempenha papel central no comércio exterior brasileiro, conectando a produção regional e nacional a importantes mercados internacionais.

Entre investimentos públicos e privados, o estado de Santa Catarina conta hoje com mais de R$ 5,3 bilhões, conforme enfatizou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. “O estado de Santa Catarina é dos que mais cresce no Brasil. É um novo hub de desenvolvimento para o setor portuário nacional. Hoje nós temos seis portos estratégicos e chegaremos a oito portos nos próximos anos. Isso será fundamental para que a gente possa ampliar as nossas operações do setor portuário aqui no Estado”, afirmou o ministro.

Costa Filho ainda reforçou que o setor portuário catarinense vive um amplo crescimento. “Tivemos um crescimento em mais de 10% no setor. Um crescimento exponencial na operação de contêineres, mais de 20% das operações de contêineres no Brasi passam aqui pelos portos de Santa Catarina”, completou.

Dados apurados pelo Ministério de Portos e Aeroportos apontam que, entre janeiro e julho de 2025, os seis terminais movimentaram 16,8 milhões de toneladas: 10,5 milhões em São Francisco do Sul, 4,2 milhões em Imbituba e 2,1 milhões em Itajaí.

Baía da Babitonga

Durante visita ao estado catarinense, Silvio Costa Filho fez um sobrevoo a Baía da Babitonga para observar as instalações do Porto de São Francisco e Porto de Itapoá.

“Chegamos na cidade de São Francisco do Sul para o anúncio de um conjunto de investimentos para melhorar a infraestrutura do setor portuário em Santa Catarina. É um estado que cresce muito, gerando emprego, gerando renda, movimentando a economia. Hoje, Santa Catarina tem mais de R$ 20 bilhões de investimentos do PAC, do Governo Federal e só no setor portuário são mais de R$ 10 bilhões em investimentos públicos e privados”, destacou o ministro.

Ao lado do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, o ministro assinou a Ordem de Serviço de Dragagem da Baía da Babitonga, que receberá mais de R$ 300 milhões dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para garantir segurança à navegação, eficiência logística e ampliar a capacidade operacional do porto. O prazo previsto para execução é de dez meses.

O governador Jorginho Mello reforçou que a dragagem da Baía da Babitonga vai transformar o ecossistema do Estado. “Não tenho dúvida que a iniciativa privada está dando um pontapé decisivo no crescimento e desenvolvimento”, disse sobre os investimentos no setor.

A obra permitirá o atendimento a embarcações de maior porte, aumentando a competitividade e assegurando o fluxo com mais eficiência e segurança.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, comentou sobre a importância do conjunto e união entre as esferas governamentais para a ampliação da competitividade e benefício logístico para o Estado.

“Acredito que o mais simbólico de tudo é realmente o elemento da unidade. A união de esforços do Governo Federal, Governo Estadual, agência reguladora para poder chegar num objetivo comum que é trazer o benefício logístico e elevar a qualidade e o nível de serviço dos nossos portos de Santa Catarina”, pontuou.

O presidente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias, explicou que o sucesso movimentação portuária no estado de Santa Catarina é fundamental para a iniciativa privada continuar investindo no setor.

“O empresário espera ambiente de negócio sadio, segurança jurídica e as agências reguladoras são importantes para poder preservar e esse ambiente. Estamos aqui vendo o melhoramento de acesso aquaviário, o melhoramento dos acessos terrestres e o que a gente precisa é da união do setor privado, com o Governo do Estado, com o Governo Federal para melhorar a vida da população, baratear os produtos, reduzir o custo do Brasil”, disse.

Porto de Imbituba

Outro destaque é a manutenção e o reforço do molhe de Imbituba, que contará com R$ 87 milhões em recursos do Governo Federal. As obras têm prazo estimado de 18 meses e visam aumentar a proteção e eficiência da infraestrutura local.

Também em Imbituba, os aportes incluem R$ 17 milhões para o acesso rodoviário sul e R$ 14 milhões para o acesso rodoviário norte.
Além disso, serão liberados investimentos para melhorar os acessos rodoviários aos portos catarinenses. No Porto de São Francisco do Sul, R$ 12,6 milhões serão destinados à melhoria da infraestrutura viária.

O pacote também contempla outros investimentos estratégicos. Serão destinados R$ 4,3 milhões para a contratação do Plano Estadual de Logística e Transportes (PELT), em parceria com a INFRA S.A. O estudo terá papel fundamental no planejamento integrado da infraestrutura, com foco no escoamento de cargas e no desenvolvimento logístico do estado.

Além da construção de um novo posto avançado da Marinha do Brasil em Imbituba, que contará com R$ 2,2 milhões em recursos. A unidade reforçará a presença da autoridade marítima na região, ampliando a segurança das operações e o monitoramento do tráfego aquaviário.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Industria, Investimento

BNDES anuncia R$ 3,3 bi em investimentos para indústria, logística e energia em SC

Presidente da FIESC, Gilberto Seleme, participou de evento em Itajaí que oficializou pacote de recursos voltados a setores estratégicos, entre eles a construção de oito embarcações de apoio offshore

O BNDES anunciou nesta segunda-feira (22), em Itajaí, um pacote de R$ 3,3 bilhões em investimentos para impulsionar três setores estratégicos em Santa Catarina: a construção naval, a infraestrutura rodoviária e a produção de biodiesel. Os recursos viabilizarão a construção de oito embarcações de apoio offshore no estaleiro Detroit Brasil, a pavimentação e recuperação de 117 km de rodovias estaduais e a implantação da primeira usina de biodiesel da Cooperalfa, em Chapecó.

O anúncio foi feito durante a assinatura do contrato entre o BNDES e a Starnav Serviços Marítimos para a construção das embarcações, em cerimônia realizada na superintendência do Porto de Itajaí. A expectativa é que os projetos ajudem a fortalecer a logística, gerem empregos e acelerem a transição energética no estado.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, defendeu no evento uma atuação cada vez mais ativa do BNDES no Estado e reforçou o convite para que o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, participe de um encontro com empresários na sede da entidade em outubro. “É fundamental que Brasília e o BNDES enxerguem com atenção o potencial produtivo de Santa Catarina”, afirmou.

O maior volume de recursos, R$ 2,5 bilhões, será destinado à Starnav para a construção de oito embarcações multipropósito no estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí. Serão quatro navios do tipo PSV (Platform Supply Vessel) e quatro OSRV (Oil Spill Recovery Vessel), todos com motorização híbrida diesel-elétrica e capacidade de 5.500 toneladas de porte bruto, para a Petrobras.  

Retomada com responsabilidade ambiental

Além de mais eficientes, as novas embarcações vão emitir cerca de 18% menos gases de efeito estufa em comparação com a frota atual. Os contratos de afretamento já estão firmados com a Petrobras por um período de 12 anos. As obras devem gerar 1,4 mil empregos diretos e mais de 6 mil indiretos, movimentando a economia local e reforçando a retomada da indústria naval brasileira com foco em inovação e sustentabilidade.

Durante o evento, o CEO da Detroit Brasil, Juliano Zimmermann Freitas, destacou o simbolismo da retomada da construção naval com tecnologia nacional e responsabilidade ambiental. “Estamos falando de uma frota voltada para o futuro, com melhor desempenho energético, menor emissão de gases de efeito estufa e um desenho voltado à eficiência operacional. Esse projeto representa muito mais do que um marco comercial, é uma demonstração de confiança do governo federal, especialmente do BNDES, na capacidade do setor privado de liderar uma retomada sustentável da indústria naval”, afirmou.

Obras para rodovias

A segunda frente de investimentos contempla R$ 401 milhões para obras em rodovias estaduais, por meio do programa BNDES Invest Impacto. O pacote inclui a pavimentação de 9 km da SC-492 e a recuperação estrutural de outros 108 km nas SC-283, SC-120 e SC-305, abrangendo três macrorregiões do estado: Oeste, Meio-Oeste e Serra. As melhorias devem beneficiar diretamente cerca de 114 mil pessoas, além de contribuir para o escoamento da produção agroindustrial, com destaque para a cadeia de carnes.

Transição energética no campo

O terceiro eixo do pacote é voltado à transição energética no campo. A Cooperativa Agroindustrial Alfa, com sede em Chapecó, vai receber R$ 356 milhões para ampliar sua planta esmagadora de soja e construir sua primeira unidade de produção de biodiesel. A capacidade de esmagamento subirá de 2 mil para 3 mil toneladas por dia, com todo o volume adicional destinado à produção de biocombustíveis e seus subprodutos.

A nova usina poderá produzir até 1.150 metros cúbicos de biodiesel por dia e deverá evitar a emissão de aproximadamente 803 mil toneladas de CO₂-equivalente. Parte dos recursos virá do Fundo Clima, reforçando o alinhamento com as metas de descarbonização previstas na política Nova Indústria Brasil.

Durante a cerimônia de assinatura, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que os projetos refletem um modelo de desenvolvimento que une competitividade, responsabilidade ambiental e geração de empregos. “Santa Catarina é um exemplo de como é possível crescer com sustentabilidade e inclusão produtiva. Nosso papel é garantir que os investimentos cheguem com eficiência e impacto”, afirmou.

O secretário de Estado de Portos e Aeroportos, Beto Martins, também ressaltou o momento positivo da economia catarinense e o papel dos investimentos para alavancar ainda mais o setor logístico. Segundo ele, Santa Catarina cresceu 7,4% na movimentação total de cargas entre janeiro e julho deste ano, bem acima da média nacional de 4,7%. “De cada cinco contêineres que passam pela costa brasileira, um circula por aqui. Isso mostra a relevância do estado e a importância de ampliar a infraestrutura”, destacou.

Com informações da assessoria de imprensa regional

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Investimento

BNDES anuncia investimentos para Santa Catarina

Na pauta, contrato para construção de oito embarcações de apoio offshore e investimentos para melhoria da logística rodoviária de Santa Catarina

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anuncia nesta segunda-feira, 22, às 11h, em Itajaí, o contrato entre o banco e a Starnav para construção de 8 embarcações de apoio marítimo offshore no estaleiro Detroit, e investimentos para melhoria da logística rodoviária de Santa Catarina.

Também participam do evento o presidente da Federação de Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, o presidente do Sebrae, Décio Lima, e o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos.

A cerimônia será no auditório da Superintendência do Porto de Itajaí.

Serviço:
Anúncio de investimentos do BNDES para Santa Catarina
Segunda-feira, 22, às 11h
Superintendência do Porto de Itajaí-SC
Rua Blumenau, 5, Centro, Itajaí

Credenciamento – Jornalistas interessados em cobrir presencialmente o evento devem preencher o formulário de credenciamento disponível em https://forms.office.com/r/UXMFCG7xSR.

Caso haja dúvidas no cadastro, os interessados podem enviar e-mail para imprensa@bndes.gov.br, com nome, veículo, função, documento de identificação e celular.

Fonte: FIESC

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Economia, Investimento, Tributação

Dólar fecha em alta, a R$ 5,32, após Superquarta

Mercado repercute decisões da Superquarta e riscos de ‘estagflação’ nos EUA.

Sobe, desce, sobe, desce, mas tudo perto da estabilidade. Essa foi a movimentação do dólar no pregão desta quinta-feira (18) após as decisões da Superquarta. O dólar comercial abriu a sessão com baixa, mas ainda durante a manhã a divisa norte-americana passou a subir levemente. O cenário se manteve (entre altos e baixos) até o fim da sessão, com a moeda dos EUA encerrando com avanço de 0,33%, a R$ 5,3189.

A moeda norte-americana é impactada pelas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Nos EUA, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) cumpriu o esperado e cortou os juros em 0,25 ponto percentual. A decisão foi explicada por Jerome Powell, presidente da autoridade comentário, como um “corte para gerenciamento de riscos” à medida que os indicadores econômicos norte-americanos vêm mostrando um enfraquecimento (especialmente no mercado de trabalho).

As falas, no entanto, colocaram sob os holofotes um risco importante: o de estagflação, um fenômeno econômico que combina inflação resiliente com desaceleração da atividade. Portanto, a hora de os investidores se ajustarem para um cenário de tempestade mais adiante pode ser agora, o que pode acabar punindo a divisa americana.

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Fonte: Valor Investe Globo.com

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Internacional

China anuncia medidas para impulsionar consumo de serviços e estimular crescimento

Medidas também se comprometeram a atrair mais capital estrangeiro e privado para setores como o de assistência médica de médio e alto padrão

A China divulgou nesta terça-feira medidas para impulsionar o consumo de serviços, prometendo abrir ainda mais setores como internet e cultura e incentivar a realização de eventos esportivos internacionais, em uma tentativa de apoiar a economia em desaceleração.

As medidas, divulgadas em conjunto por nove agências governamentais, incluindo o Ministério do Comércio, o Ministério das Finanças e o banco central, também se comprometeram a atrair mais capital estrangeiro e privado para setores como o de assistência médica de médio e alto padrão.

As autoridades também planejam introduzir mais eventos esportivos internacionais, apoiar os governos locais na realização de atividades esportivas de massa e desenvolver eventos de alto nível, ligas profissionais e marcas esportivas.

Em agosto, a produção industrial e as vendas no varejo da China registraram o crescimento mais fraco desde o ano passado, mantendo a pressão sobre Pequim para que implemente mais estímulos para evitar uma forte desaceleração na segunda maior economia do mundo.

O país promoverá a abertura dos setores de internet, cultura, telecomunicações, assistência médica e educação, ao mesmo tempo em que flexibilizará o acesso ao mercado de assistência médica de médio e alto padrão e férias de lazer.

A China buscará atrair mais visitantes estrangeiros expandindo a entrada sem visto e melhorando as políticas de visto.

De acordo com as agências, a China usará recursos do governo central e títulos especiais locais para apoiar a construção de instalações culturais, turísticas, de cuidados com idosos, infantis e esportivas.

As ferramentas de política monetária serão implementadas para incentivar as instituições financeiras a expandir a oferta de crédito no consumo de serviços e aumentar os empréstimos para empresas do setor.

Em agosto, a China revelou subsídios de juros para empresas em oito setores de serviços ao consumidor, incluindo serviços de alimentação e turismo, em uma tentativa de apoiar o consumo de serviços em meio a uma economia em desaceleração.

Economistas e consultores de políticas chineses pediram que se intensificasse o apoio ao crescente setor de serviços do país para impulsionar o consumo, que os principais líderes priorizaram este ano para estimular o crescimento em meio às disputas sobre tarifas comerciais com os Estados Unidos.

A China também alocou 231 bilhões de iuanes (US$32,47 bilhões) em títulos especiais do Tesouro para um programa de troca de bens de consumo, com foco em eletrodomésticos, telefones celulares e tablets.

Fonte: InfoMoney

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Informação

Setor produtivo realiza reunião no Sebrae-SC

Infraestrutura de transportes, tarifaço, desafios trabalhistas e combate à pirataria foram destaques no encontro do COFEM, realizado nesta segunda, dia 15

Os investimentos em infraestrutura de transportes, os impactos do tarifaço para a indústria, desafios na área trabalhista e o combate à pirataria foram destaques na reunião do Conselho das Federações Empresariais de SC (COFEM), realizada nesta segunda-feira, dia 15, no Sebrae-SC, em Florianópolis.

Jair Schmidt, presidente do Conselho Estadual de Combate à Pirataria (CECOP-SC), demonstrou os impactos do comércio ilegal no Brasil, que somou R$ 468 bilhões em 2024. Entre os setores mais afetados estão: vestuário, bebidas alcoólicas, combustíveis, materiais esportivos, higiene pessoal e perfumaria e cosméticos. O CECOP é vinculado à Secretaria de Indústria e Comércio (SICOS) e coordena ações de combate ao comércio ilegal, sonegação fiscal e delitos.  

Em relação à infraestrutura, representantes do COFEM destacaram a importância de garantir aportes anuais mínimos para a manutenção das estradas estaduais e federais, além do orçamento anual para atender as necessidades do estado. Dados apresentados pela Fetrancesc mostram que SC tem 6 milhões de veículos e 250 mil caminhões (5ª maior frota do país).

Quanto ao tarifaço, no encontro foram destacadas as ações que a FIESC tem realizado para minimizar os impactos, com o lançamento do Destarifaço — programa que oferece apoio, consultoria e qualificação a exportadores e seus trabalhadores. Os setores de base florestal, madeira e móveis estão entre os mais afetados.

O COFEM é composto pelas Federações das Indústrias (FIESC), do Comércio (FECOMÉRCIO), da Agricultura (FAESC), dos Transportes (FETRANCESC), das Associações Empresariais (FACISC), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (FAMPESC), além do Sebrae-SC.

Fonte: FIESC

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Investimento

Leilão do túnel Santos-Guarujá atrai investimentos de R$ 6,8 bilhões

Vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a união de esforços entre governos e a importância estratégica da obra para a economia

Sonhada há mais de 100 anos, a obra do túnel que liga Santos a Guarujá, em São Paulo, vai sair do papel. Nesta sexta-feira (05/09), na sede da B3, a empresa portuguesa Mota-Engil arrematou a concessão da maior obra de infraestrutura do Novo PAC e o primeiro túnel submerso da América Latina.

No evento, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, ressaltou o trabalho integrado entre governos federal e estadual junto com a iniciativa privada para a realização da obra, que atraiu R$ 6,8 bilhões de investimentos.

“Estamos unidos para viabilizar essa grande causa. Os opostos, quando convergem, é possível fazer, não apenas um túnel, mas fortalecer o nosso país. Vamos à obra”, ressaltou o ministro ao celebrar a viabilização do túnel Santos-Guarujá.

Alckmin relembrou que, em 2011, quando era governador de São Paulo, mudou o projeto de ponte para o túnel, após ouvir especialistas. “Nós fomos ouvir a engenharia, ouvir especialistas, ouvir os portuários, e a conclusão foi que a ponte poderia ser um grande limitador ao porto crescendo e com navios cada vez maiores”, detalhou. Com base nesses pareceres, o governo estadual avançou com o projeto executivo e o licenciamento ambiental para o túnel submerso, que agora se torna realidade.

Alckmin destacou, ainda, que a construção do túnel só será possível porque a Autoridade Portuária se manteve pública, viabilizando a parceria público-privada (PPP) para construir e operar o túnel.

“Só estamos aqui porque o porto não foi privatizado, porque estava no programa de privatização. E o que está viabilizando é a autoridade portuária, por parceria público-privada, de PPP, para construir e operar, por 30 anos. Um túnel que vai passar pedestre, bicicleta, moto, carro, ônibus, caminhão, VLT, que nós fizemos, vai chegar no Guarujá. Então, estratégico”, avaliou.

O túnel Santos-Guarujá promete transformar a mobilidade da Baixada Santista. A ligação fixa entre as duas cidades reduzirá o tempo de travessia para apenas dois minutos. Hoje, a travessia de balsa leva em média 18 minutos – sem contar filas e atrasos –, enquanto pela estrada o percurso pode chegar a uma hora para completar os 40 quilômetros.

Janela de Oportunidades

 “O sucesso desse leilão mostra a confiança dos investidores no Brasil, que se apresenta como uma importante janela de oportunidades, pela segurança jurídica, pela robusta carteira de projetos e pelas opções de crédito existentes no País”, ressaltou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, lembrando que ainda neste ano a pasta realizará outros leilões, que vão somar investimentos de cerca de R$ 20 bilhões.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a assinatura do contrato para o túnel Santos-Guarujá como um marco do “espírito republicano”, reunindo a cooperação entre os governos federal e estadual. Ele ressaltou que a viabilização da obra foi possível graças ao resgate do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

“É um esforço conjunto que começou no governo do atual vice-presidente, Alckmin, aqui no governo do Estado, que licenciou a obra. E ao longo desses anos nós fomos elaborando os trabalhos para viabilizá-la. E agora eu vejo mais um antigo sonho ser realizado. E o presidente Lula tem o bom hábito de tentar realizar velhos sonhos que pareciam irrealizáveis”, ressaltou.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, contou que a construção do túnel foi sugerida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a principal obra do Ministério de Portos e Aeroportos – pasta chefiada por França na época.

“Eu ainda lembrei que havia recursos disponíveis dentro da Autoridade Portuária que poderiam servir. É uma obra que vai ser feita sem orçamento da União, com orçamento do próprio da Autoridade Portuária. Portanto, o Porto está devolvendo para a Baixada um pouco de tudo o que a Baixada fez pelo Porto de Santos”, salientou.

A estrutura de seis faixas de tráfego (três por sentido) – incluindo ciclovia, passagens para pedestres e espaço reservado para Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) – trará fim à espera nas filas das balsas e à dependência de deslocamentos longos por veículos, o que tornará o cotidiano menos estressante para quem precisa transitar entre as duas cidades. Além de transformar a mobilidade urbana, o túnel vai estimular a economia local e melhorar diretamente a qualidade de vida das mais de 720 mil pessoas que vivem nas cidades de Santos e Guarujá e impactar toda a região.

Fotos: Eduardo Oliveira/MPOR
Fonte: MDIC

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