Internacional

China investe US$ 9 bilhões para apoiar mercado de ações e conter volatilidade

Duas estatais chinesas anunciaram um aporte conjunto de quase US$ 9 bilhões para fortalecer o mercado de ações da China, em resposta à forte volatilidade provocada por preocupações envolvendo os investimentos em inteligência artificial (IA).

A medida busca conter a sequência de perdas registrada nas últimas semanas e transmitir maior confiança aos investidores em um cenário de incerteza para o setor de tecnologia.

Recursos serão destinados à recompra de ações

A China Reform Holdings informou, no domingo (19), que uma de suas subsidiárias obteve acesso a mais de 50 bilhões de yuans (cerca de US$ 7,38 bilhões) por meio de uma linha especial de financiamento e recursos adicionais.

Segundo a empresa, o montante será utilizado para recompra de ações e ampliação de participações acionárias, estratégia voltada à estabilização do mercado financeiro chinês.

Em comunicado separado, a China Chengtong Holdings revelou que suas subsidiárias adquiriram aproximadamente 10 bilhões de yuans (US$ 1,48 bilhão) em ações e outros ativos de renda variável negociados no mercado doméstico.

Governo demonstra confiança no mercado de capitais

As duas companhias destacaram que permanecem confiantes no desempenho do mercado de capitais chinês e afirmaram que continuarão ampliando investimentos em empresas estatais e no setor de tecnologia para contribuir com a estabilidade financeira.

Analistas avaliam que ambas fazem parte do chamado “time nacional”, grupo de investidores estatais frequentemente mobilizado pelo governo chinês para reduzir oscilações e dar sustentação ao mercado em momentos de maior turbulência.

Temores com inteligência artificial pressionam bolsas

A iniciativa ocorre em um momento de forte liquidação global de ações ligadas aos segmentos de chips e tecnologia, impulsionada pela preocupação dos investidores com os elevados gastos destinados ao desenvolvimento da inteligência artificial.

Neste mês, o índice Xangai Composto acumula queda de 7,3%, enquanto o ChiNext Price Index, que reúne empresas de tecnologia, registra recuo de 21%.

Bolsas chinesas reagem após anúncio

Após o anúncio das medidas, os principais índices acionários da China encerraram a sessão desta segunda-feira (20) em alta.

O Xangai Composto avançou 0,85%, recuperando parte das perdas após recuar 5,8% na semana anterior. Já o ChiNext fechou com valorização de 0,4%, depois de registrar queda de 11% na semana passada.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: DC Studio/Freepik

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Agronegócio

Empresas brasileiras do agro aceleram expansão no Paraguai e ampliam investimentos no país

O Paraguai deixou de ser apenas destino de produtores rurais brasileiros interessados em terras agrícolas e passou a atrair empresas de diversos segmentos do agronegócio. Grandes indústrias, startups e companhias de tecnologia têm intensificado seus investimentos no país, impulsionadas por um ambiente de negócios considerado mais competitivo, custos operacionais reduzidos e incentivos fiscais.

Além da proximidade com o mercado brasileiro, fatores como energia elétrica de baixo custo, estabilidade econômica e políticas de incentivo à produção vêm consolidando o país vizinho como um dos principais polos de investimentos da América do Sul.

Economia em crescimento reforça confiança dos investidores

O cenário econômico favorável tem sido um dos principais motores dessa expansão. Após registrar crescimento de 6,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no último ano, alcançando US$ 49,2 bilhões, o Paraguai mantém perspectivas positivas para 2026, com expectativa de alta de 4,4%, segundo o Banco Central paraguaio.

O fluxo de capital estrangeiro também segue em expansão. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) apontam que o país recebeu US$ 1,18 bilhão em investimento estrangeiro direto em 2025, um recorde histórico. Desse total, empresas brasileiras responderam por US$ 76,6 milhões.

Gigantes do agro ampliam presença no mercado paraguaio

Entre os principais investimentos está o retorno da JBS ao Paraguai após oito anos. A companhia anunciou um plano de investimentos de US$ 70 milhões, que será executado ao longo de dois anos.

A primeira etapa incluiu a aquisição da empresa local Pollos Amanecer, especializada na produção de frangos. Segundo Wesley Batista, a decisão foi baseada na competitividade oferecida pelo país, especialmente pela disponibilidade de grãos, mão de obra qualificada e custos de produção mais baixos.

O movimento acompanha uma tendência observada em diferentes áreas do setor agroindustrial, que busca ampliar operações em mercados mais competitivos.

Tecnologia e genética animal também apostam na expansão

O avanço das empresas brasileiras não se limita à indústria frigorífica.

A desenvolvedora de soluções para o campo Agrotis escolheu o Paraguai como primeiro destino de sua expansão internacional, acompanhando clientes brasileiros que passaram a operar no país e demandam sistemas de gestão agrícola.

Já a multinacional Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, inaugurou uma central de inseminação artificial para atender o crescimento da suinocultura paraguaia. O investimento foi de aproximadamente R$ 5 milhões e marca a consolidação da empresa no mercado local.

O segmento de startups também acompanha esse movimento. A proptech Reland, especializada na comercialização de imóveis rurais, estruturou operações no Paraguai para atender principalmente investidores brasileiros interessados em propriedades agrícolas.

Lei da Maquila amplia competitividade industrial

Um dos principais atrativos para empresas estrangeiras é a Lei da Maquila, política vigente desde 1997 que concede benefícios fiscais para indústrias voltadas à exportação.

Pelo regime, empresas podem importar máquinas e matérias-primas com isenção tributária e recolher apenas um imposto de 1% sobre o valor agregado durante o processo produtivo.

Atualmente, mais de 300 empresas utilizam esse modelo, que tem impulsionado a industrialização e fortalecido as exportações paraguaias.

Nos primeiros quatro meses de 2026, as empresas enquadradas na Lei da Maquila exportaram cerca de US$ 471 milhões, sendo o Brasil o principal destino das mercadorias.

Baixa carga tributária e energia barata impulsionam investimentos

Além dos incentivos industriais, o sistema tributário paraguaio é considerado um diferencial competitivo.

O país adota o chamado modelo 10-10-10, composto por 10% de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), 10% de imposto de renda empresarial e 10% de imposto de renda da pessoa física.

Outro fator relevante é o custo da energia elétrica, abastecida majoritariamente pela usina de Itaipu, o que garante tarifas significativamente inferiores às praticadas no Brasil.

Os custos trabalhistas também são menores, já que a legislação local prevê encargos reduzidos em comparação ao modelo brasileiro.

Infraestrutura avança com a Rota Bioceânica

Apesar das vantagens competitivas, especialistas apontam que a infraestrutura logística ainda representa um desafio para alguns segmentos industriais.

Entretanto, a expectativa é de melhora com a implantação da Rota Bioceânica, corredor rodoviário que ligará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico.

A nova rota deverá facilitar o transporte de commodities e reduzir custos logísticos para empresas exportadoras instaladas no Paraguai.

Mercado exige planejamento antes da expansão

Embora o ambiente de negócios seja favorável, especialistas alertam que instalar uma operação no Paraguai exige planejamento estratégico.

Questões como certificações sanitárias, registros regulatórios, logística internacional e características de cada segmento precisam ser avaliadas antes da migração de parte da produção.

Em alguns casos, modelos híbridos — mantendo parte da operação no Brasil e outra no Paraguai — podem oferecer melhores resultados do que a transferência integral das atividades.

Além disso, empresários destacam que o mercado interno paraguaio é relativamente pequeno, tornando mais vantajoso utilizar o país como plataforma de produção e exportação para outros mercados da América do Sul.

FONTE: AG Feed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AG Feed

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Economia

Economia da China mantém crescimento e amplia oportunidades para comércio e investimentos globais

A economia da China encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento considerado estável pelas autoridades do país, reforçando seu papel como uma das principais locomotivas da economia mundial. O desempenho também fortalece o conceito de “Oportunidade China 2.0”, estratégia que aposta em inovação, abertura comercial e expansão do mercado interno para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento global.

PIB chinês cresce 4,7% no primeiro semestre

A segunda maior economia do planeta registrou crescimento de 4,7% nos seis primeiros meses do ano. O resultado está dentro da meta estabelecida pelo governo chinês para o primeiro ano do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), que prevê expansão entre 4,5% e 5%, com expectativa de desempenho ainda mais robusto ao longo do período.

Segundo o governo, o resultado foi sustentado pelo fortalecimento da atividade econômica mesmo em um cenário internacional marcado por conflitos geopolíticos e incertezas no comércio global.

Comércio exterior e inovação impulsionam a economia

Entre os fatores que sustentaram o crescimento estão o avanço do comércio exterior, que apresentou expansão de dois dígitos no semestre, e a boa safra de grãos de verão, considerada importante para garantir a segurança alimentar do país.

Na área de energia, a China também ampliou sua capacidade de enfrentar oscilações no mercado internacional. Atualmente, as fontes de energia não fósseis representam cerca de 62% da capacidade instalada, fortalecendo a segurança energética e acelerando a transição para uma economia de baixo carbono.

Outro destaque é o investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e inovação, fatores apontados pelo Banco Mundial como essenciais para aumentar a resiliência da economia chinesa diante das interrupções nas cadeias globais de suprimentos.

Novos setores lideram a expansão econômica

A transformação da estrutura econômica também ganhou força em 2026. Segmentos ligados à manufatura avançada, economia digital e serviços modernos responderam por mais de 40% do crescimento econômico no primeiro semestre, refletindo a estratégia chinesa de ampliar atividades com maior valor agregado.

Para as autoridades, esse movimento evidencia a transição da economia para um modelo baseado em inovação, produtividade e desenvolvimento tecnológico.

China amplia abertura comercial

Mesmo diante do aumento do protecionismo e das disputas comerciais em diferentes regiões do mundo, a China manteve a política de abertura econômica.

Um dos exemplos foi a ampliação, em maio deste ano, da tarifa zero para produtos provenientes de todos os países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

Nos primeiros seis meses de 2026, o crescimento das importações superou o das exportações em 8,7 pontos percentuais, indicando uma expansão da demanda interna e maior abertura ao comércio internacional.

“Oportunidade China 2.0” atrai empresas estrangeiras

O fortalecimento da economia chinesa tem impulsionado o conceito de “Oportunidade China 2.0”, expressão utilizada para definir uma nova fase de integração econômica baseada em inovação tecnológica, cooperação internacional e ampliação do mercado consumidor.

Os números reforçam essa tendência. Entre janeiro e maio, foram abertas 25.297 novas empresas com capital estrangeiro na China, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, aproximadamente 4 mil empresas internacionais ampliaram seus investimentos no país.

No setor de veículos de nova energia, grandes montadoras globais também vêm fortalecendo parcerias com empresas chinesas para desenvolver novas tecnologias e ampliar sua competitividade.

Mercado consumidor segue como aposta para o crescimento

O governo chinês também pretende ampliar o consumo doméstico. Um plano recentemente divulgado prevê elevar as vendas do varejo para cerca de 60 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 8,84 trilhões) até 2030.

A estratégia faz parte dos esforços para integrar inovação tecnológica, desenvolvimento industrial e expansão da demanda interna, consolidando a China como um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Segundo o governo, o país seguirá defendendo uma economia global mais aberta, fortalecendo as cadeias internacionais de produção e promovendo a cooperação econômica baseada em inovação e benefícios compartilhados.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Wang Xiang

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Informação

Exportações de minerais críticos do Brasil somam US$ 11,4 bilhões em 2025, aponta ApexBrasil

O Brasil alcançou US$ 11,4 bilhões em exportações da cadeia de minerais críticos em 2025, segundo um estudo técnico divulgado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Desse total, US$ 4,3 bilhões tiveram como destino a União Europeia, que respondeu por 37,6% das exportações brasileiras dos nove minerais analisados.

A publicação, lançada nesta terça-feira (14), apresenta a versão em português do levantamento e destaca oportunidades de cooperação entre Brasil e União Europeia em um segmento considerado estratégico para ambas as economias.

Estudo destaca minerais estratégicos para a transição energética

A análise contempla nove minerais críticos considerados essenciais para o desenvolvimento industrial e tecnológico: cobre, nióbio, silício, níquel, lítio, grafite, terras raras, fosfato e potássio.

Além de avaliar o desempenho das exportações, o estudo também mapeia os fluxos comerciais dessas cadeias produtivas, identifica instrumentos de incentivo governamental e reúne projetos aptos a receber investimentos internacionais.

Brasil amplia papel como fornecedor estratégico

Com reservas expressivas de diversos desses recursos naturais, o Brasil reforça sua posição como fornecedor estratégico para atender ao crescimento da demanda global impulsionada pela transição energética, pela digitalização da economia e pelo fortalecimento das cadeias globais de suprimentos.

O levantamento aponta que a busca da União Europeia por diversificar seus fornecedores cria um ambiente favorável para novas parcerias com o Brasil. Entre os fatores que fortalecem esse cenário estão iniciativas europeias como o Critical Raw Materials Act (CRMA), o programa Global Gateway e a European Raw Materials Alliance (ERMA), além da conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia.

Outro diferencial destacado é a matriz energética renovável brasileira, que aumenta a atratividade do país para investimentos de longo prazo voltados ao desenvolvimento da cadeia de minerais estratégicos.

Investimentos devem impulsionar agregação de valor

O relatório ressalta que as oportunidades vão além da extração mineral. Há potencial para ampliar etapas como processamento, refino, transformação industrial e fabricação de produtos de maior valor agregado dentro do território brasileiro.

Para estimular esses investimentos, o país conta com diferentes mecanismos de financiamento, incluindo linhas de crédito do BNDES, da Finep, debêntures incentivadas e programas ligados à Nova Indústria Brasil (NIB) e ao Novo PAC.

Projetos abrangem diferentes fases da cadeia mineral

Em parceria com o IBRAM, a ApexBrasil estruturou um portfólio de oportunidades voltado a investidores estrangeiros. Os projetos contemplam desde atividades de pesquisa e exploração mineral até etapas de beneficiamento químico e industrial.

Entre os segmentos considerados mais promissores para atração de recursos e transferência de tecnologia estão terras raras, grafite, cobre, níquel, cobalto e potássio, apontados como prioritários para os próximos anos.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vantoen Pereira Jr

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Negócios

Brastemp e Consul: dona das marcas amplia investimentos no Brasil após reestruturação na Argentina e México

A Whirlpool, fabricante das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, está promovendo uma nova reorganização de sua estrutura industrial nas Américas. Após encerrar a produção de lavadoras na Argentina, a companhia anunciou agora o fechamento gradual de uma fábrica no México, enquanto reforça sua operação brasileira com um investimento superior a R$ 400 milhões.

A estratégia faz parte de um plano global voltado à redução de custos, aumento da eficiência operacional e concentração da produção em unidades consideradas estratégicas. Nesse cenário, o Brasil passa a ocupar uma posição de destaque dentro da operação latino-americana da empresa.

Whirlpool encerrará fábrica no México até 2027

A unidade da Supsa, localizada em Apodaca, no México, terá suas atividades encerradas de forma gradual até o segundo trimestre de 2027. Atualmente, a fábrica é responsável pela produção de refrigeradores.

Segundo a empresa, a decisão integra um processo de reestruturação industrial. A fabricação será redistribuída entre a planta de Ramos Arizpe, também em território mexicano, e outras unidades da rede global de manufatura da companhia.

A Whirlpool esclareceu que a produção da fábrica mexicana não será transferida diretamente para o Brasil. Ainda assim, o anúncio coincide com o fortalecimento da operação brasileira, que vem recebendo novos investimentos e atribuições estratégicas.

A reestruturação no México deve gerar um custo estimado em US$ 165 milhões, sendo aproximadamente US$ 70 milhões em desembolsos futuros. Parte dessas despesas deverá ser reconhecida pela empresa ao longo de 2026.

Brasil recebe investimento de mais de R$ 400 milhões

Enquanto reduz operações em outros países, a Whirlpool amplia sua presença no Brasil. A fábrica de Rio Claro, no interior de São Paulo, receberá mais de R$ 400 milhões para expansão, modernização e aumento da capacidade produtiva.

Com o aporte, a unidade passará a fabricar as lavadoras front-load, incluindo modelos de máquinas de lavar e lava e seca, equipamentos de maior valor agregado e crescente demanda no mercado.

Além da ampliação das linhas de produção, o projeto prevê forte investimento em automação industrial, consolidando a planta paulista como uma das mais relevantes da empresa na América Latina.

Produção deixa a Argentina e passa para Rio Claro

A fábrica de Rio Claro também assumirá a produção que era realizada na unidade de Pilar, na região metropolitana de Buenos Aires.

Inaugurada em 2022, a planta argentina tinha capacidade para fabricar até 300 mil máquinas de lavar por ano. No entanto, menos de três anos depois, a Whirlpool optou por encerrar as atividades industriais no país e transferir a linha produtiva para o Brasil.

A migração foi oficializada em abril de 2026 e incluiu a aquisição de ativos industriais e equipamentos da unidade argentina para adaptação da fábrica paulista.

Mesmo após o fechamento da planta de Pilar, a empresa informou que continuará abastecendo o mercado argentino por meio de outras operações do grupo e de sua estrutura local de distribuição.

Automação e nacionalização de componentes fortalecem fábrica brasileira

O projeto de expansão em Rio Claro vai além da transferência da produção. A Whirlpool pretende elevar a eficiência da fábrica com a instalação de mais de 20 robôs industriais.

Outro destaque é a nacionalização da cadeia produtiva. A expectativa é que cerca de 95% dos componentes utilizados nas novas lavadoras sejam fabricados no Brasil, reduzindo a dependência de peças importadas e minimizando impactos de oscilações cambiais, atrasos logísticos e desafios no comércio internacional.

As primeiras unidades produzidas na nova estrutura devem sair da linha de montagem a partir de setembro de 2026.

Expansão deve gerar cerca de 2,8 mil empregos

O investimento também deve impulsionar a economia da região de Rio Claro. A estimativa da Whirlpool é de criação de aproximadamente 2,8 mil empregos diretos e indiretos durante a expansão da operação.

O anúncio contou com a presença do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, além de autoridades estaduais, representantes municipais e executivos da companhia.

Reorganização fortalece papel do Brasil na América Latina

A reestruturação industrial da Whirlpool evidencia uma mudança na distribuição de suas operações nas Américas. Enquanto unidades na Argentina foram encerradas e uma fábrica no México será desativada, o Brasil concentra investimentos, tecnologia e parte relevante da produção regional.

Com a ampliação da fábrica de Rio Claro, a operação brasileira passa a desempenhar um papel ainda mais estratégico para as marcas Brastemp e Consul, consolidando-se como um dos principais polos industriais da companhia no continente.

FONTE: Portal Tempo Novo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Investimento

FII GGRC11 conclui emissão de cotas e capta R$ 1,48 bilhão

O FII GGRC11 encerrou com sucesso sua 11ª emissão de cotas após alcançar o volume máximo previsto na oferta pública. Ao todo, o fundo imobiliário levantou aproximadamente R$ 1,48 bilhão, reforçando sua estratégia de expansão no mercado.

Terceiro período de subscrição impulsiona captação

Na última etapa da oferta, correspondente ao terceiro período de subscrição, foram integralizadas 65.326.855 novas cotas, resultando em um aporte de cerca de R$ 734,5 milhões.

Considerando também as fases anteriores — direito de preferência, primeiro e segundo períodos de subscrição — a emissão alcançou um total de 131.901.519 cotas emitidas.

Oferta movimentou R$ 1,48 bilhão

De acordo com comunicado divulgado pela administradora Vórtx ao mercado, a operação movimentou R$ 1.483.511.002,94, valor que já contempla os custos unitários de distribuição da oferta.

A conclusão da emissão fortalece a posição do GGRC11 em um período marcado pela ampliação de seu portfólio. Nos últimos meses, o fundo imobiliário anunciou novas aquisições de galpões logísticos e ativos industriais, ampliando sua presença nesses segmentos.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Internacional

Peru regulamenta Fundo Social de Chancay para acelerar desenvolvimento em área de influência do porto

O governo do Peru deu um novo passo para fortalecer o desenvolvimento regional ao aprovar o regulamento da lei que institui o Fundo Social para o Desenvolvimento de Chancay. A medida, anunciada pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), tem como principal objetivo reduzir desigualdades e ampliar investimentos nas áreas impactadas pelo Porto de Chancay.

Regulamento define prioridades para investimentos

De acordo com o MEF, a Carteira de Investimentos Estratégicos Territoriais (CIET) reunirá projetos com orçamento inferior a 200 milhões de soles. As iniciativas deverão estar localizadas nas áreas de influência do corredor logístico ligado ao Hub Portuário de Chancay e ficarão sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Infraestrutura (ANIN).

A proposta busca direcionar recursos para obras e ações consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social da região.

Projetos sociais terão foco na redução de desigualdades

O regulamento também estabelece que os projetos sociais contemplam intervenções temporárias, de caráter setorial ou multissetorial, voltadas à redução ou eliminação de desigualdades sociais.

Essas ações, no entanto, não serão classificadas como investimentos dentro do Sistema Nacional de Programação Multianual e Gestão de Investimentos, mantendo um tratamento específico previsto pela legislação.

Como será financiado o Fundo Social de Chancay

Segundo as regras aprovadas, o Fundo Social para o Desenvolvimento de Chancay será constituído na conta única do Tesouro Público peruano.

Os recursos serão provenientes de 20% da arrecadação aduaneira marítima obtida nos terminais portuários localizados na jurisdição da província de Huaral, garantindo uma fonte permanente de financiamento para as iniciativas previstas.

Conselho administrará os recursos

A gestão do fundo ficará sob responsabilidade de um Conselho de Administração, encarregado de definir a aplicação dos recursos.

O colegiado será composto pelo prefeito ou representante da Prefeitura Distrital de Chancay, um representante da Prefeitura Provincial de Huaral e um prefeito escolhido entre os municípios distritais da província de Huaral.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Tecnologia

Índia e Japão ampliam parceria em inteligência artificial, energia e defesa

A Índia e o Japão deram um novo passo no fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países ao firmarem acordos voltados para inteligência artificial (IA), energia, metais, defesa e segurança econômica. Os entendimentos foram anunciados nesta quinta-feira após encontro entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e a premiê japonesa, Sanae Takaichi, em Nova Délhi.

A visita oficial de Takaichi, com duração de três dias, reforça o avanço da cooperação bilateral em um momento de mudanças no cenário geopolítico e econômico internacional.

Cooperação busca ampliar segurança econômica

Após a reunião, os dois governos confirmaram a elaboração de um roteiro conjunto para aprofundar a cooperação em áreas consideradas estratégicas para o crescimento econômico e a estabilidade regional.

Durante coletiva de imprensa, Sanae Takaichi destacou que Índia e Japão pretendem aproveitar as competências de cada país para impulsionar o desenvolvimento mútuo.

Segundo a premiê japonesa, o cenário internacional cada vez mais instável torna essencial a construção de uma relação baseada em complementaridade e cooperação.

Inteligência artificial e tecnologia ganham protagonismo

Entre os principais resultados do encontro está a adoção de três documentos considerados históricos pelos governos, abrangendo segurança econômica, resiliência energética e inteligência artificial.

Narendra Modi afirmou que a combinação da tecnologia de precisão desenvolvida pelo Japão com a expertise da Índia em desenvolvimento de software poderá acelerar a evolução global da IA e abrir novas oportunidades de inovação.

Os dois líderes não responderam a perguntas da imprensa após o anúncio dos acordos.

Primeiro projeto conjunto na área de defesa

Outro destaque da reunião foi a assinatura do primeiro acordo de codesenvolvimento na área de defesa entre Índia e Japão.

Os dois países integram o Quad, grupo formado também por Estados Unidos e Austrália, que atua na cooperação estratégica na região do Indo-Pacífico e é frequentemente visto como um contraponto ao crescimento da influência chinesa na área.

Além da defesa, as conversas abordaram temas como comércio exterior, investimentos, tecnologias emergentes, energia e intercâmbio entre as populações dos dois países.

Comércio e investimentos seguem em expansão

As relações econômicas entre Índia e Japão vêm registrando crescimento contínuo. No ano fiscal de 2025/26, o comércio bilateral alcançou US$ 27,5 bilhões.

No mesmo período, os investimentos japoneses na economia indiana somaram US$ 3,2 bilhões entre abril e dezembro de 2025, segundo dados do governo da Índia.

A visita de Sanae Takaichi ocorre menos de um ano após a viagem de Narendra Modi a Tóquio, quando o governo japonês anunciou a intenção de ampliar seus investimentos no mercado indiano para mais de US$ 61 bilhões ao longo da próxima década.

Japão amplia presença em projetos estratégicos na Índia

O Japão figura entre os principais investidores estrangeiros na Índia e participa de importantes projetos de infraestrutura, como a construção da ferrovia de alta velocidade que ligará Mumbai a Ahmedabad.

Empresas japonesas também vêm ampliando sua participação no setor privado indiano. Um dos negócios recentes foi a aquisição de uma participação de 20% no Yes Bank, em uma operação avaliada em cerca de US$ 1,6 bilhão.

A agenda da premiê japonesa inclui ainda encontros com representantes do setor empresarial e participação em uma conferência de negócios durante a visita oficial.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Altaf Hussain

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Portos

Governador anuncia novos investimentos em infraestrutura para o Porto de São Francisco do Sul 

O Porto de São Francisco do Sul realizou na quarta-feira 1º de julho, data em que completa 71 anos, uma cerimônia para o lançamento de novos investimentos em infraestrutura, no valor de R$ 27 milhões, que serão custeados com recursos próprios da empresa estatal. O evento, na sede da empresa, teve a presença do governador Jorginho Mello e outras autoridades locais  

“O Porto é uma força viva aqui do Norte. Quando nós assumimos aqui não dava para andar, parecia um lixão, e hoje é um porto que vocês podem ver o zêlo, o capricho, os novos armazéns. E o Porto tem dado resultado, esses investimentos que nós estamos fazendo é do lucro do Porto. E na BR-280 nós estamos fazendo o quilômetro zero com o nosso dinheiro. O Porto cansou de esperar, está afogado e esse quilômetro que nós estamos fazendo, o quilômetro zero, é para desafogar e melhorar o fluxo, disse o governador Jorginho Mello.

Obras na BR-280 

Durante a solenidade, foi assinada a autorização para publicação do edital de contratação da empresa responsável pela obra de ampliação da BR-280, no trecho entre o acesso ao Porto de São Francisco do Sul e o acesso à Bunge.

A contratação tem valor de referência de R$ 11 milhões e contempla serviços de pavimentação, restauração, drenagem, obras de arte correntes, sinalização e intervenções complementares.

O projeto prevê a implantação de duas novas faixas de rolamento em cerca de 800 metros da BR-280 e outros 600 metros na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, que liga a rodovia federal ao porto. 

As intervenções abrangem 1,4 quilômetro de via, a partir do quilômetro zero da BR-280, em frente ao Terminal Santa Catarina (Tesc).

A obra tem como objetivo ampliar a capacidade de acesso ao complexo portuário, melhorar o fluxo de caminhões e contribuir para a movimentação de cargas. A execução está prevista para durar dez meses.

Três novos armazéns

O ato também contou com a inauguração de três novos armazéns para armazenamento de cargas na área operacional do porto. O investimento é de R$ 4,9 milhões. As três estruturas somam aproximadamente 15 mil metros quadrados de área de armazenagem, com cerca de 5 mil metros quadrados cada. 

De acordo com a administração portuária, a ampliação da área de armazenagem permitirá aumentar a capacidade de estocagem de cargas, otimizar o fluxo de entrada e saída de mercadorias e reduzir gargalos operacionais.

“Aumentamos em 20% da nossa capacidade de armazenagem, armazéns novos, todos regulares, com o que há de mais moderno, tecnologia de controle, autorizados pela Receita Federal. Eles serão utilizados para recepção de material importado, sobretudo aço, então a gente vê hoje aqui que já tem inclusive bobinas, já estamos utilizando esse armazém, mesmo agora na data da inauguração, isso vai ser muito importante para a produção industrial catarinense e brasileira na recepção desses insumos”, destacou o diretor-presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira.

Renovação do sistema de drenagem

Outro edital lançado prevê a contratação da empresa responsável pela elaboração dos projetos executivos e pela execução das obras de modernização, ampliação e reestruturação dos sistemas de drenagem pluvial e esgotamento sanitário do Porto. O valor de referência é de R$ 5,2 milhões.

A intervenção tem como objetivo separar definitivamente as redes pluviais e sanitárias, reduzir riscos de contaminação ambiental, melhorar o sistema de drenagem e atender às exigências ambientais.

Modernização do sistema de combate a incêndio 

Também foi assinado o edital para contratação da empresa que elaborará o projeto executivo e executará as obras de implantação, adequação, ampliação e modernização do sistema de combate a incêndio por hidrantes e sprinklers.

O valor de referência da contratação é de R$ 5,4 milhões. A obra busca ampliar a cobertura do sistema de prevenção e combate a incêndios, atender às normas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e reforçar a segurança das operações portuárias.

“O governador hoje está entregando mais obras, mais investimentos no Porto de São Francisco, um porto que vem crescendo muito, com a gestão do governador Jorginho e do Cleverton, é um porto diferenciado. Então Santa Catarina, através da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias e da administração do Porto de São Francisco, está fazendo uma administração ímpar e gerando mais empregos e desenvolvimento para Santa Catarina”, disse o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral.

TEXTO: Agência de Notícias SECOM/Assessoria de imprensa do Porto de São Francisco do Sul
IMAGENS: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Comércio Internacional

Brasil e Panamá iniciam negociações para novo acordo comercial bilateral

Brasil e Panamá oficializaram o início das negociações para um novo acordo comercial bilateral, com o objetivo de fortalecer as relações econômicas, ampliar o fluxo de comércio exterior e estimular novos investimentos entre os dois países.

O anúncio foi feito por meio de uma declaração conjunta, na qual os governos reafirmam os históricos laços de amizade e cooperação, além do compromisso com o avanço da integração econômica regional.

Negociações serão conduzidas no âmbito do Acordo de Complementação Econômica

As tratativas ocorrerão com base no Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 76 MERCOSUL–Panamá, buscando a construção de um acordo amplo, equilibrado e alinhado às prioridades comerciais de ambas as nações.

A decisão dá continuidade aos entendimentos iniciados durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Panamá, em janeiro de 2026, quando foram assinados os termos de referência que estabeleceram as bases para o início das negociações.

Meta é concluir o acordo até a cúpula do MERCOSUL em 2027

Os dois governos manifestaram a intenção de conduzir as negociações de forma ágil e colaborativa, com a expectativa de finalizar o acordo durante a Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, prevista para julho de 2027, na Argentina.

A proposta é consolidar um instrumento comercial que fortaleça a cooperação bilateral e amplie as oportunidades para empresas e investidores dos dois países.

Cooperação econômica e desenvolvimento sustentável estão entre os objetivos

Na declaração conjunta, Brasil e Panamá reforçam o compromisso de aprofundar os vínculos econômicos e comerciais, promovendo ações que favoreçam o desenvolvimento sustentável, a geração de oportunidades e a prosperidade das duas sociedades.

O documento também destaca a importância de manter um ambiente de negócios com regras claras, previsibilidade jurídica e benefícios mútuos, criando condições favoráveis para a expansão das relações comerciais.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Aduana News

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