Portos

Governo anuncia expansão do terminal de contêineres do Porto do Rio

O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou, nesta sexta-feira (12), a autorização emergencial e a aprovação preliminar do novo plano de investimentos da ICTSI Rio Brasil Terminal, empresa que administra o terminal de contêineres do Porto do Rio de Janeiro. O pacote prevê R$ 948 milhões em obras e modernizações.

A medida libera o início imediato das intervenções consideradas essenciais para garantir continuidade operacional, segurança e eficiência logística.

Obras ampliam área operacional e modernizam infraestrutura

O projeto prevê a ampliação e unificação de pátios, com a incorporação de quase 18 mil m² de área operacional. A iniciativa inclui ainda a modernização da rede elétrica, a implantação de um novo gate com seis balanças e a compra de equipamentos de grande porte, como guindastes, ERTGs, straddle carriers e pórticos ferroviários.

Capacidade do terminal vai quase dobrar até 2029

Após as obras, o terminal deve ampliar sua capacidade atual de cerca de 440 mil TEU por ano para aproximadamente 750 mil TEU até 2029, com possibilidade de chegar a 1,2 milhão de TEU ao fim de todas as fases do projeto.

A área também passará a estar apta a receber navios da classe ULCV (Ultra Large Container Vessels), que transportam até 24 mil contêineres.

Credenciamento para imprensa

Ao término da cerimônia, o ministro Silvio Costa Filho concederá entrevista coletiva. Profissionais interessados na cobertura podem solicitar credenciamento pelo e-mail informado pelo ministério. Não haverá transmissão ao vivo do evento.

Serviço
O quê: Anúncio de investimentos para expansão do Terminal de Contêineres da ICTSI Rio Brasil
Quando: Sexta-feira, 12 de dezembro
Horário: 9h
Onde: Pátio da Rio Brasil Terminal – Porto do Rio de Janeiro
Endereço: Avenida Rio de Janeiro, 675, Caju (acesso pelo Portão 24 do Porto do Rio de Janeiro/RJ)

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Aeroporto de Guarulhos anuncia novo plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões até 2029

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, terá um novo ciclo de investimentos estimado em R$ 2,5 bilhões até 2029. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (11) pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a GRU Airport, concessionária responsável pela administração do terminal. O objetivo é ampliar a capacidade operacional, reforçar a segurança aeroportuária, melhorar a experiência dos passageiros e preparar o principal aeroporto do país para o crescimento da demanda nacional e internacional.

Segundo a Anac, Guarulhos responde por 15% da movimentação aérea do país e concentra 29% do fluxo de passageiros internacionais. Para o ministro Silvio Costa Filho, o terminal é um pilar estratégico da aviação brasileira. Ele afirmou que o setor vive seu melhor momento em mais de dez anos e que o pacote de obras corrige a falta de investimentos estruturantes registrados nos anos anteriores.

Aportes privados e fortalecimento do setor aéreo

O ministro destacou que os investimentos privados mobilizados pelo programa Investe+ Aeroportos e pela Portaria 93 somam cerca de R$ 1,8 bilhão. Somados ao plano anunciado pela concessionária, os aportes ultrapassam R$ 4 bilhões. Costa Filho reforçou que as obras consolidam Guarulhos como um dos principais hubs do hemisfério sul, com impacto direto na geração de empregos e renda. “Cada turista que chega ao Brasil movimenta a economia e cria novas oportunidades”, disse.

Durante o evento, o diretor-presidente da GRU Airport, Osvaldo Garcia, afirmou que este é o maior volume de investimentos desde a inauguração do aeroporto, há mais de 40 anos. Mais de 25 intervenções estão previstas, incluindo a expansão de terminais, modernização do sistema de bagagens, obras em pistas e pátios e o retrofit do Terminal 2. Ele também citou a renovação da frota de ônibus e a atualização da rede elétrica, ambas alinhadas a padrões internacionais de eficiência.

Infraestrutura, segurança e modernização

A repactuação do contrato de concessão, aprovada pelo TCU em outubro de 2024, permitiu retomar obras essenciais e estendeu o contrato até novembro de 2033. Esse novo marco regulatório deu impulso ao Programa AmpliAr, responsável pelo leilão de 13 aeroportos no Nordeste e na Amazônia Legal, com previsão de R$ 730 milhões em investimentos para ampliar a aviação regional.

Entre as melhorias previstas para Guarulhos estão a ampliação da Delegacia da Polícia Federal, a instalação de novos scanners corporais, leitores faciais, 98 equipamentos de raio-x e 16 unidades EDS Standard 3, que elevam o padrão de segurança do terminal. O plano inclui também a expansão de áreas de embarque, melhorias em pátios e pistas de táxi e a implementação de tecnologias avançadas para monitoramento e resposta a emergências.

Guarulhos reforça posição como hub global

Com o conjunto de obras e modernizações, o Governo Federal afirma que o aeroporto seguirá operando com eficiência, segurança e qualidade compatíveis com sua importância estratégica. As intervenções também consolidam Guarulhos como um dos principais hubs globais da aviação e fortalecem o papel do Brasil no fluxo internacional de passageiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Sem Categoria

Novo porto em Praia Mole: acordo confirma construção de terminal de petróleo no ES

A Blue Terminals, do grupo Zmax, e a Vports, concessionária que administra o Complexo Portuário de Vitória, firmaram um contrato de 25 anos para a implantação do Terminal de Granéis Líquidos (TGL) de Praia Mole. Com a assinatura, a companhia recebe autorização para desenvolver o novo porto de petróleo no Espírito Santo, em uma área próxima ao Porto de Tubarão (Vale) e ao Porto de Praia Mole, operado por ArcelorMittal, Usiminas e Gerdau. O projeto prevê R$ 340 milhões em investimentos e início das operações em 2028.

Capacidade e operação do novo terminal

O TGL de Praia Mole terá capacidade para movimentar 14 milhões de toneladas de petróleo por ano, o equivalente a 100 milhões de barris. O local possui calado de 25 metros, permitindo a operação de grandes embarcações. Ali, navios vindos das plataformas offshore farão o transbordo para navios de maior porte, no sistema ship to ship, ampliando a capacidade logística brasileira em um momento em que o país se consolida como exportador de petróleo.

Desenvolvimento e impacto para o Espírito Santo

Segundo Bruno Fardin, diretor executivo da Blue Terminals, o projeto avança de forma decisiva e representa “desenvolvimento, modernização e oportunidades”, alinhando competitividade econômica e responsabilidade socioambiental.

Para Gustavo Serrão, diretor-presidente da Vports, o contrato marca o 17º acordo desde a concessão do complexo à iniciativa privada há três anos. Ele destaca que a ampliação do portfólio, com contratos de longo prazo, reforça a vocação multipropósito do porto e atrai investimentos estruturantes para o Estado.

O vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, também celebrou o anúncio, lembrando que o setor portuário é uma vocação histórica que continua crescendo e contribuindo diretamente para o desenvolvimento regional.

Receita e próximos passos

A estimativa é que o novo terminal gere até R$ 80 milhões por ano em royalties, distribuídos entre Vitória, Serra e Vila Velha. O processo de licenciamento ambiental e a elaboração do projeto de engenharia já estão em andamento.

FONTE: A Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Blue Terminals

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Logística

Infraestrutura de SC exige investimento de R$ 57 bilhões até 2029, aponta FIESC

Santa Catarina precisará de R$ 57 bilhões em investimentos até 2029 para que sua infraestrutura de transportes acompanhe o ritmo da indústria catarinense. A estimativa faz parte da nova Agenda Estratégica para Infraestrutura e Transporte, divulgada nesta terça-feira (2) pela FIESC. O documento reúne diagnósticos por modal e lista as obras prioritárias para garantir competitividade ao estado. Do total previsto, 75% dos recursos devem vir da iniciativa privada.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, afirma que o desafio é significativo diante da limitação orçamentária — especialmente em projetos que dependem de verbas federais. Segundo ele, ampliar a infraestrutura é essencial para destravar o desenvolvimento estadual. “É preciso mobilizar sociedade, setor produtivo e representantes políticos para garantir mais eficiência logística e fortalecer a geração de emprego, renda e competitividade”, destacou.

Onde estão as maiores necessidades de investimento
O modal rodoviário concentra a maior fatia da demanda, somando R$ 40,2 bilhões. Veja a estimativa por setor:

  • Rodoviário: R$ 40,2 bilhões
  • Ferroviário: R$ 9,9 bilhões
  • Aquaviário: R$ 4,89 bilhões
  • Dutoviário: R$ 873,1 milhões
  • Aeroviário: R$ 991,9 milhões

A iniciativa privada, responsável por R$ 42,6 bilhões desse total, deve liderar aportes em obras como a ampliação dos Portos de Navegantes e Itapoá, concessões de rodovias (BR-101 Norte e Sul, BR-116) e melhorias em aeroportos administrados por concessionárias, como Florianópolis e Jaguaruna. Também entram no pacote PPPs de dragagem e aprofundamento, incluindo o acesso à Baía da Babitonga.

Distribuição dos investimentos:

  • Federal: R$ 6,2 bilhões
  • Estadual: R$ 7,96 bilhões
  • Municipal: R$ 194,4 milhões
  • Privado: R$ 42,6 bilhões

Obras consideradas prioritárias pela FIESC
Entre as ações mais urgentes, a FIESC destaca a conclusão das duplicações das BR-470 e BR-280, além da manutenção e aumento de capacidade das BR-282 e BR-163. A finalização da BR-285 também aparece como essencial. Para a entidade, previsibilidade orçamentária é chave para assegurar entrega dentro dos prazos.

No setor portuário, as prioridades incluem:

  • 2ª etapa da bacia de evolução e canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí
  • Recuperação e ampliação dos molhes de Imbituba
  • Aprofundamento do canal da Baía da Babitonga via PPP

O evento de lançamento apresentou ainda a atualização sobre a repactuação do contrato da BR-101 Norte, elaborada pelo consultor Lucas Trindade. A Secretaria de Portos, Aeroporto e Ferrovias também expôs projeções para o modal ferroviário, e especialistas demonstraram avanços no sistema de pedágio free flow.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Aeroportos

BNDES aprova financiamento para infraestrutura aeroportuária com foco em modernização e ampliação

O BNDES aprovou R$ 4,64 bilhões em financiamento para o plano de ampliação, modernização e manutenção de 11 aeroportos administrados pela concessionária Aena Brasil, incluindo o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A operação, estruturada no modelo project finance non-recourse, é uma das maiores já direcionadas ao setor aeroportuário no país e prevê que o pagamento seja feito com as receitas geradas pelos próprios projetos.

Investimentos fortalecem infraestrutura e aviação regional
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o apoio reforça o compromisso do governo federal em modernizar a infraestrutura do setor aéreo. Segundo ele, ampliar a capacidade operacional e melhorar o conforto dos passageiros estimula o turismo, impulsiona a economia e gera novos empregos.

O pacote financeiro inclui R$ 4,24 bilhões em debêntures e R$ 400 milhões via linha Finem, além de uma oferta pública de debêntures coordenada pelo BNDES e Banco Santander. Ao todo, o montante destinado à Aena chega a R$ 5,7 bilhões. Os investimentos contemplam aeroportos nos estados de SP, MS, PA, MG e no interior do país, reforçando a aviação regional.

Obras devem ser concluídas até 2028
A iniciativa viabiliza a execução da Fase I-B dos contratos de concessão, que reúne os principais investimentos estruturais, como ampliação de áreas operacionais e adequação de infraestrutura. As obras devem ser finalizadas até junho de 2028 no Aeroporto de Congonhas e até junho de 2026 nos demais terminais. A expectativa é de geração de mais de 2 mil empregos durante a implantação e cerca de 700 vagas permanentes após a conclusão.

Congonhas receberá o maior volume de recursos
O Aeroporto de Congonhas receberá aproximadamente R$ 3,3 bilhões. O projeto inclui a expansão do terminal de passageiros de 61 mil m² para 134 mil m², a instalação de sete novas pontes de embarque, melhorias no embarque remoto e o aumento das áreas comerciais para 43 mil m².

Demanda crescente reforça necessidade de expansão
De acordo com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, os aportes acompanham a expansão do transporte aéreo no país. Em 2024, os 11 aeroportos administrados pela Aena movimentaram 27,5 milhões de passageiros, representando 12,8% do tráfego nacional e superando em 3% o nível pré-pandemia.

O mecanismo financeiro desenvolvido pelo BNDES permitirá que a Aena refinancie sua dívida futuramente com condições mais competitivas, reduzindo custos e o risco de rolagem. A operação recebeu rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, o mais alto nível na escala nacional.

Além desses 11 terminais, a Aena também administra outros seis aeroportos no Nordeste que já receberam apoio do banco em operações anteriores.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Investimento

China intensifica investimentos no Brasil e expande portos, energia, transporte e agronegócio

A China amplia sua atuação no Brasil com uma onda de investimentos bilionários em portos, ferrovias, energia e exportações agrícolas. Estatais e grandes conglomerados chineses assumem operações relevantes, compram participações estratégicas e fortalecem sua presença em ativos essenciais para o escoamento de grãos, petróleo e para o transporte de passageiros.

Esse avanço permite que grupos chineses controlem partes importantes da cadeia de exportação agrícola, ao mesmo tempo em que participam de projetos de mobilidade urbana e de geração e transmissão de energia. O movimento ajuda a redesenhar a infraestrutura brasileira e consolida o país asiático como um dos principais parceiros econômicos do Brasil.

COFCO amplia domínio na exportação agrícola
Na exportação de commodities, o avanço mais evidente vem da COFCO, gigante estatal chinesa que atua como uma das maiores tradings de grãos do país. A empresa compra soja, milho e açúcar, opera terminais portuários e possui estruturas logísticas que conectam o campo ao embarque internacional.

Em Santos, a companhia já operava dois terminais e utilizava instalações de terceiros. Em março, iniciou a operação parcial do novo terminal TEC (STS11), que será concluído no próximo ano. Com ele, a capacidade da empresa no porto passa de 4 milhões para 14 milhões de toneladas anuais, tornando o local seu maior terminal fora da China.
A mudança reduz custos logísticos e reforça o peso dos investimentos chineses no agronegócio brasileiro.

CM Ports avança em portos estratégicos
No setor de contêineres, a presença chinesa também se destaca. Cerca de 11% dos contêineres movimentados no Brasil passam pelo TCP, em Paranaguá (PR), terminal controlado desde 2018 pela estatal CM Ports, uma das maiores operadoras globais do segmento.

Em novembro, a empresa fechou um acordo com o governo brasileiro para expandir ainda mais o terminal. O pacote de investimentos deve elevar a capacidade operacional e fortalecer a influência chinesa na logística de comércio exterior.

A ofensiva vai além dos contêineres. No Porto do Açu (RJ), responsável por aproximadamente 30% das exportações de petróleo do país, a CM Ports assinou em fevereiro de 2025 um acordo para adquirir 70% do terminal de petróleo – negócio ainda sujeito à aprovação regulatória. Se concluído, ampliará o domínio chinês na logística do setor petrolífero brasileiro.

CRRC se firma no transporte de passageiros
Os investimentos chineses também chegam ao transporte sobre trilhos. A concessão do trem intercidades entre São Paulo e Campinas, leiloada em 2024, foi vencida por um consórcio formado pela brasileira Grupo Comporte (60%) e pela estatal chinesa CRRC (40%). O projeto prevê cerca de R$ 14 bilhões em investimentos.

A CRRC será responsável pela implantação do sistema e pela fabricação dos trens. Além disso, venceu em 2025 a licitação para fornecer 44 novos trens ao Metrô de São Paulo, em um contrato de R$ 3,1 bilhões, com montagem prevista em Araraquara.

Essas iniciativas mostram como o Brasil incorpora a expertise da China em grandes projetos ferroviários e metroviários.

Energia e petróleo reforçam a rede integrada chinesa
No setor de energia, as estatais chinesas ocupam posições centrais. A State Grid controla a CPFL, que atua na distribuição elétrica, enquanto a CTG (China Three Gorges) participa da geração de energia no país. Ambas utilizam tecnologias e componentes produzidos pela própria indústria chinesa, criando um ciclo integrado de produção e operação.

No petróleo, petroleiras como CNPC e Sinopec operam em campos brasileiros, contribuindo para o fluxo que chega ao Porto do Açu – justamente o terminal que a CM Ports busca controlar.

Essa interligação de empresas evidencia um sistema integrado de investimentos, do qual a China se beneficia ao operar múltiplas etapas da cadeia energética e logística.

Um novo cenário para a infraestrutura brasileira
Especialistas apontam que a China consolidou sua economia com investimentos robustos em portos, ferrovias e metrôs, desenvolvendo empresas com grande capacidade técnica e acesso a financiamento. A expansão para países com déficit de infraestrutura, como o Brasil, segue essa estratégia.

O resultado é um conjunto diversificado de investimentos que vão de portos de grãos e contêineres a terminais de petróleo, linhas de trem e redes elétricas. Em muitos casos, diferentes empresas chinesas alimentam umas às outras, ampliando a atuação do próprio Estado chinês em território brasileiro.

O impacto desse movimento envolve ganhos de infraestrutura, mas também desafios regulatórios e questões sobre dependência externa – elementos que influenciarão o futuro do desenvolvimento nacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Logística

Investimento bilionário impulsiona novo complexo logístico em Santa Catarina

O setor portuário de Santa Catarina mantém ritmo acelerado e reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil. No primeiro semestre deste ano, os portos catarinenses movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas de cargas — alta de 5,23% em comparação ao mesmo período de 2024. O desempenho supera amplamente o crescimento nacional, que ficou em apenas 1,02%, e coloca Santa Catarina na dianteira entre os estados do Sul, conforme dados da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, com base na Antaq.

No segmento de contêineres, o avanço foi ainda mais expressivo: 12,4%, somando 1,34 milhão de TEUs, equivalente a 19,2% da movimentação nacional. A Portonave, em Navegantes, responde por parcela significativa desse resultado, ao atingir 4,8 milhões de toneladas no semestre e seguir como o terceiro maior terminal de contêineres do país, atrás apenas de Santos e Paranaguá. A empresa confirmou um plano de R$ 1 bilhão em investimentos até 2026, com foco na expansão da capacidade operacional e na adaptação para receber navios de até 400 metros, reforçando o litoral catarinense como um dos corredores logísticos mais estratégicos da América do Sul.

Novo complexo logístico marca fase de transformação em Navegantes

O crescimento dos portos impulsiona diretamente o mercado de galpões industriais e parques logísticos, que vive um dos períodos mais aquecidos da história em Santa Catarina. A taxa de vacância está próxima de 3%, enquanto o valor do metro quadrado acumulou valorização superior a 300% na última década, segundo consultorias especializadas.

Entre os projetos que simbolizam essa nova etapa está o Ciway 470, um complexo logístico de padrão internacional em construção em Navegantes. Desenvolvido pela Ciway, do Grupo Saes, o empreendimento Triple A reúne certificação ambiental LEED e tecnologia IoT para gestão operacional. Com mais de 200 mil m² de área construída em um terreno de 250 mil m², o Ciway 470 é hoje a maior estrutura logística do Sul do Brasil. São 94 módulos flexíveis, variando de 1,8 mil a 6 mil m², destinados a operações de comércio exterior, e-commerce e transporte de cargas. O complexo está posicionado entre os portos de Navegantes e Itajaí, com acesso direto às BRs 101 e 470.

Estrutura sustentável e ambiente corporativo completo

O projeto prioriza práticas de logística verde, como reaproveitamento de água da chuva, iluminação em LED, ventilação natural e sistemas inteligentes de eficiência energética. A infraestrutura corporativa inclui centro administrativo, área gastronômica, lounge de convivência, quadra poliesportiva, ambulatório e um HUB corporativo de 5 mil m², com restaurantes, salas comerciais, heliponto e auditório.

Para Lucas Saes, diretor administrativo do Grupo Saes, o momento exige uma nova postura do setor:
“O avanço do setor portuário catarinense tem reorganizado toda a cadeia logística. Os novos complexos precisam oferecer infraestrutura integrada, reduzir custos e atender padrões ambientais internacionais.”

Ambiente tributário competitivo atrai novos investimentos

Além da localização estratégica e da infraestrutura avançada, Santa Catarina se destaca pelo ambiente tributário favorável. O estado opera com alíquotas reduzidas de ICMS, enquanto municípios como Navegantes praticam ISS de 2%, uma das menores taxas do país. Esses fatores têm atraído indústrias, operadores logísticos e centros de distribuição para o litoral norte.

“Quando falamos de infraestrutura logística, eficiência também está ligada à qualidade de vida das pessoas que fazem tudo acontecer”, completa Saes.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Grupo Saes/Divulgação/ND Mais

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Sem Categoria

Ministério de Portos e Aeroportos atualiza normas para reemissão de debêntures incentivadas

O Ministério de Portos e Aeroportos publicou nesta quinta-feira (27), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 708/2025, que moderniza as regras para reemissão de debêntures incentivadas e debêntures de infraestrutura. A nova norma revisa a Portaria nº 419/2024, responsável por regulamentar a emissão desses títulos voltados a projetos prioritários de logística e transporte.

Reemissão será permitida apenas para o mesmo investimento

De acordo com o texto, a reemissão só poderá ocorrer quando destinada ao mesmo projeto originalmente financiado. A medida permite que empresas aproveitem condições mais favoráveis do mercado.
Um exemplo citado pela pasta: caso uma concessionária tenha emitido R$ 1 bilhão em debêntures com juros de 10% ao ano para modernizar um aeroporto, e dois anos depois o cenário indicar juros de 8%, será possível reemitir os títulos para o mesmo ativo, obtendo vantagens financeiras.

A diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, destaca que a mudança busca estimular o refinanciamento em um ambiente econômico dinâmico. Segundo ela, a iniciativa torna a captação de recursos mais competitiva e favorece a realização de novos investimentos estruturantes no país.

Quitar a dívida anterior será obrigatório

Para emitir novos títulos, a empresa deverá obrigatoriamente liquidar a dívida original — seja com recursos da nova operação ou por outros mecanismos.
Conforme explica Venceslau, impedir a renovação das emissões limitaria a flexibilidade financeira típica de grandes projetos de infraestrutura, frequentemente expostos a variações econômicas.

Entenda as debêntures incentivadas e de infraestrutura

As debêntures incentivadas, criadas pela Lei 12.431/2011, funcionam como títulos de dívida de longo prazo que oferecem benefícios fiscais aos investidores e ajudam a financiar obras de grande impacto.

Em 2024, o Governo Federal reforçou esse instrumento com a aprovação da Lei 14.801, responsável por instituir as debêntures de infraestrutura. A novidade ampliou a capacidade de atração de investimentos. Apenas entre agosto de 2024 e outubro de 2025, cerca de R$ 3,7 bilhões foram destinados a projetos portuários por meio do programa.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Investimento

Investimento estrangeiro no Brasil atinge US$ 74,3 bilhões e supera total de 2024

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil somou US$ 74,3 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, ultrapassando todo o volume registrado em 2024 (US$ 74,1 bilhões), segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). Somente em outubro, o país recebeu US$ 10,9 bilhões, uma alta de 64% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o montante havia sido de US$ 6,7 bilhões.

Nos últimos 12 meses, o total acumulado alcançou US$ 80,1 bilhões, crescimento de 9,8% frente ao período encerrado em setembro (US$ 72,9 bilhões). O desempenho coloca o Brasil no caminho para registrar um dos maiores volumes de investimento externo da série histórica iniciada em 1995.

Governo vê números como sinal de confiança

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou o resultado, afirmando que 2025 tende a ser “um dos melhores anos da série histórica”. Para ele, os números refletem a combinação de crescimento econômico, responsabilidade fiscal e políticas industriais mais robustas, como a Nova Indústria Brasil (NIB).

Alckmin destacou ainda que fatores como previsibilidade jurídica e segurança institucional têm reforçado o interesse de investidores internacionais em ampliar sua presença no país.

Histórico reforça retomada do investimento estrangeiro

Desde 1995, apenas quatro anos superaram a marca de US$ 80 bilhões em IED: 2010, 2011, 2012 e 2014. Os números atualizados, assim como outras informações sobre comércio exterior e investimentos, podem ser consultados na plataforma InvestVis, desenvolvida pela Secretaria-Executiva da Camex e disponível no site do MDIC.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Agronegócio

ApexBrasil inaugura escritório em Mato Grosso para ampliar exportações do agronegócio

Mato Grosso, líder nacional em exportações do agronegócio, ganhou nesta segunda-feira (24/11) um escritório da ApexBrasil em Cuiabá. A nova unidade marca a ampliação da atuação da Agência no Centro-Oeste e reforça o suporte às empresas e produtores interessados em acessar novos mercados internacionais. A abertura integrou uma agenda de eventos realizada em parceria com o MAPA, reunindo autoridades federais, empresários, adidos agrícolas e representantes de entidades setoriais.

Durante a cerimônia, foram detalhados novos investimentos, ações de inteligência comercial e programas de qualificação que visam aumentar a presença dos produtos mato-grossenses no exterior.

Protagonismo internacional e presença ampliada

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que o Brasil volta a ter papel de destaque global, o que impulsiona as iniciativas de promoção comercial. Segundo ele, a Agência expandiu o número de representações no exterior e agora avança também na interiorização dentro do país.

Viana frisou que é impossível fortalecer o agronegócio brasileiro sem olhar para Mato Grosso, responsável por cerca de um terço do saldo positivo da balança comercial do país. Ele ressaltou que o novo escritório começa a operar de imediato e, a partir de janeiro, iniciará a implementação de programas voltados ao setor exportador.

Cooperação diplomática e abertura de mercados

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que a atuação conjunta entre o governo federal e a ApexBrasil já está gerando resultados concretos. Segundo ele, a integração entre a Apex, o MAPA, o MDIC e o Itamaraty contribuiu para a abertura de 500 novos mercados para produtos da agropecuária brasileira.

Fávaro lembrou que Mato Grosso não se destaca apenas em soja, milho e algodão, mas também em novos segmentos como DDG, etanol de milho e gergelim, que vêm ganhando força nas exportações. Atualmente, 61 estabelecimentos brasileiros estão habilitados a vender gergelim para a China — 31 deles no estado.

Reuniões estratégicas com adidos agrícolas

Um dos pontos altos do evento foram as reuniões que aproximaram 54 adidos agrícolas brasileiros de cerca de 200 representantes do setor produtivo estadual. O encontro, realizado em Cuiabá, proporcionou diálogo direto sobre abertura de mercados e superação de barreiras comerciais.

Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, reforçou que a iniciativa busca tornar o Brasil cada vez mais conectado e competitivo no comércio exterior.

Investimentos em promoção internacional

A ApexBrasil firmou convênios com três entidades do agronegócio: ABRAPA, UNEM e IBRAFE, totalizando mais de R$ 42 milhões em investimentos. Os recursos serão direcionados a ações de promoção internacional, inteligência de mercado e ampliação da presença do algodão, do etanol de milho, dos feijões e dos pulses em mercados estratégicos.

O presidente executivo da UNEM, Guilherme Nolasco, destacou que a parceria com a Agência vem permitindo a expansão internacional do setor de etanol de milho, fortalecendo sua presença em diferentes países e em mais de 40 embaixadas brasileiras.

Programas de qualificação para empresas

Dois programas foram anunciados para apoiar o desenvolvimento exportador no estado. O Qualifica Exportação, executado pela própria ApexBrasil, oferecerá consultoria especializada para empresas em estágio mais avançado. Já o PEIEX, em parceria com o Sebrae-MT, capacitará gratuitamente micro e pequenas empresas que iniciam sua jornada exportadora.

No total, 150 empresas mato-grossenses receberão apoio, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

Perspectivas para as exportações de Mato Grosso

Um estudo divulgado pela ApexBrasil, intitulado Oportunidades de Exportação e Investimentos – Mato Grosso, destaca que o estado registrou US$ 27,6 bilhões em exportações em 2024, mantendo-se como principal exportador do Centro-Oeste e ocupando a oitava posição nacional. A China segue como o maior destino, com 32,7% das vendas externas.

O levantamento aponta 1.235 oportunidades tradicionais de exportação distribuídas em 21 setores e envolvendo 32 produtos. Entre elas, carne bovina, soja, milho, farelos, algodão e óleos vegetais, com forte demanda em países como China, Chile, Egito, Emirados Árabes, Vietnã e Portugal.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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