Portos

Perto do sétimo porto entrar em operação, SC busca investimentos nos acessos

Desafio é ampliar capacidade de rodovias e ferrovias

Em diferentes frentes, Santa Catarina busca ampliar a capacidade de acessos aos portos, seja por rodovias, ferrovias ou mesmo pelo mar. Em entrevista à CBN Joinville, o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, citou o desafio da mobilidade por causa do aumento da movimentação de cargas nos terminais. “No que diz respeito aos portos, as notícias são muito alvissareiras. Mas se não resolvermos a multimodalidade (logística), se não dermos condições de rodovias e ferrovias para escoamento dos portos, Santa Catarina poderá ter problema”, alegou o secretário. Beto Martins lamentou o que considera “falta de planejamento” multimodal nos últimos anos, principalmente em ferrovias.

O sétimo porto a entrar em operação em Santa Catarina, citado pelo secretário, é o Terminal de Granéis de Santa Catarina (TGSC). O terminal privado está em fase de testes em São Francisco, com plena operação a iniciar ainda no segundo semestre. O porto terá capacidade de movimentar até 6 milhões de toneladas por ano, com foco na exportação de grãos.

O oitavo porto de Santa Catarina será em Itapoá, a ser instalado pela Coamo Agroindustrial Cooperativa. O terminal, para atuação em exportação de grãos, importação de fertilizantes e movimentação de combustíveis, está fase de licenciamento. Há mais empreendimentos em preparação. Os portos em operação no Estado estão em São Francisco do Sul, Itajaí, Navegantes, Itapoá, Imbituba e Laguna (pesqueiro).

No acesso ao mar, o aprofundamento do canal externo de acesso à baía da Babitonga, usado pelos portos de São Francisco do Sul, está na fase final de licitação, com início das obras ainda neste ano. O aumento do calado vai permitir cargueiros de até 366 metros de extensão, em investimento em torno de R$ 300 milhões.

As rodovias são o desafio mais urgentes. Há projetos em andamento para duplicar as estradas estaduais SC-416 e SC-417, de acesso à região portuária de Itapoá. As vias fazem a ligação com a BR-101. Em São Francisco do Sul, o segmento de 36 km da ligação do porto com a BR-101 está com obras de duplicação paradas desde o final de 2022, para revisão do projeto. O DNIT quer contratar a retomada parcial dos trabalhos ainda em 2025. A BR-470, um dos acessos aos terminais de Itajaí e Navegantes, está em fase final de duplicação de 75 km.

A BR-101, principal rodovia do Estado, com traçado litorâneo, está em fase de otimização do contrato de concessão do segmento Norte. O governo do Estado que construir estrada paralela, a Via Mar, com 145 km entre Joinville e a Grande Florianópolis. O plano é de iniciar um dos lotes até o final de 2026. Na entrevista na CBN Joinville, o secretário Beto Martins abordou a avaliação de juntar os traçados da Via Mar com a futura ferrovia entre os portos de São Francisco do Sul (via Araquari) e Itajaí/Navegantes.

“Se conseguirmos unir as construir as duas linhas juntas, teremos um só espaço para desapropriações, para licenças ambientais, será um ganho de escala maravilhoso”, afirmou Beto Martins. O secretário citou que apenas 6% das cargas movimentadas pelos portos de Santa Catarina são por meio de ferrovias.

Fonte: NSC Total

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Investimento

CNI: investimentos brasileiros nos EUA cresceram 52,3% em uma década

Área de alimentos e bebidas, e o setor de plásticos têm destaque

Mapeamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que ao menos 70 empresas brasileiras mantêm investimentos produtivos em 23 dos 50 estados americanos. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (24) os investimentos brasileiros em solo norte-americano alcançaram um estoque de US$ 22,1 bilhões em 2024, uma alta de 52,3% em relação a 2014. Os números mostram ainda que, entre 2020 e 2024, empresas brasileiras anunciaram mais de US$ 3,3 bilhões em novas operações no território americano.

Alimentos e bebidas, com 28%; plásticos, com 12,4%; produtos de consumo, com 9,8%; software e serviços de TI, com 9,6%; e metais, com 9,3% são os setores que lideram os investimentos brasileiros nos EUA.

Entre os estados americanos com maior número de empresas brasileiras com plantas produtivas estão a Flórida, com 12; a Georgia, com sete; Michigan, Minnesota, Missouri, Nova York, aparecem depois com seis empresas cada; e o Tennessee e o Texas, com cinco.

“O estudo revela que nos últimos cinco anos (2020-2025), 70 empresas brasileiras anunciaram projetos nos EUA, com destaques para JBS (US$ 807 milhões), Omega Energia (US$ 420 milhões), Companhia Siderúrgica Nacional (US$ 350 milhões), Bauducco Foods (US$ 200 milhões) e Embraer (US$ 192 milhões)”, informou a CNI.

Investimentos

O documento traz também informações sobre investimentos anunciados por nove empresas brasileiras nos primeiros cinco meses de 2025.

Entre os destaques estão a Embraer, com a implantação de um centro de manutenção no Texas, com investimentos previstos de US$70 milhões e geração de 250 empregos. A JBS, que anunciou uma nova planta em Iowa, com aporte de US$ 135 milhões e 500 empregos diretos, e a Sustainea, parceria da Braskem com a japonesa Sojitz, com um investimento previsto de US$ 400 milhões no estado de Indiana.

O mapeamento mostra que 2.962 empresas brasileiras têm investimentos diversos nos EUA. Na avaliação da confederação, os números reforçam a forte integração econômica entre as duas economias.

“Essa é a prova de que o setor produtivo brasileiro vê na integração com os Estados Unidos muito mais que comércio: vê parceria. O avanço dos investimentos de ambos os lados, ao longo dos anos, reforça o caráter complementar e os benefícios mútuos dessa relação”, afirmou o presidente da CNI Ricardo Alban.

Por outro lado, o mapeamento mostra que, no mesmo período, 186 empresas norte-americanas anunciaram novos negócios no Brasil. Entre as principais companhias estão Bravo Motor Company (US$ 4,3 bilhões), Microsoft (US$ 3 bilhões), CloudHQ (US$ 3 bilhões), Amazon.com (US$ 2,8 bilhões) e New Fortress Energy (US$ 1,6 bilhão).

“No que se refere a investimentos anunciados, de 2015 a 2025, os setores mais atrativos para os investidores dos EUA em território brasileiro foram: comunicações (31,0%), montadoras de automóveis (13,5%), carvão, petróleo e gás (11,4%), serviços financeiros (10,9%) e energias renováveis (7,1%)”, disse a CNI.

Fonte: Agência Brasil

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Investimento, Portos

Terminal Marítimo Luíz Fogliatto (RS) recebe R$ 93 milhões em investimentos privado

Ampliação do Terminal deve gerar mais de 10 mil empregos e reforçar competitividade logística

O Terminal Marítimo Luiz Fogliato (Termasa), na cidade de Rio Grande (RS), será ampliado com um investimento de R$ 93 milhões da iniciativa privada. As obras, que envolvem as fases de construção e operação, devem gerar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos. A iniciativa faz parte de um pacote de R$ 4,7 bilhões, anunciado pelo ministro Silvio Costa Filho, e destinado à implantação e ampliação de nove terminais privados em seis estados brasileiros, em parceria com o setor produtivo.

Para Silvio Costa Filho, a ampliação consolida a importância do terminal para o desenvolvimento da região. “Esse investimento fortalece a infraestrutura portuária do Rio Grande do Sul, amplia a capacidade operacional da unidade e contribui diretamente para o crescimento econômico da região, com geração de emprego e renda”, ressaltou o ministro de Portos e Aeroportos.

Já o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância da parceria entre setor público e privado na modernização do setor. “Investimentos como este são fundamentais para ampliar a eficiência logística do país e garantir que o Brasil continue competitivo no comércio global, além de gerar oportunidades reais de emprego e desenvolvimento regional.”

Portos privados em crescimento
Em 2024, os portos privados brasileiros movimentaram 846,9 milhões de toneladas de cargas, impulsionados principalmente pelo minério de ferro, petróleo e derivados, além dos grãos, com destaque para a soja. Entre janeiro e maio de 2025, a movimentação alcançou 341,4 milhões de toneladas, crescimento de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em maio deste ano, o aumento foi ainda mais expressivo, com salto de 8% na movimentação, totalizando 76,1 milhões de toneladas ante 70,4 milhões em maio de 2024. O minério de ferro, petróleo, derivados e soja permanecem como os principais vetores desse avanço.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Investimento

Investimentos brasileiros nos EUA crescem 52% em 10 anos, aponta CNI

Os dados são de um levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria.

Um levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que mais do que um parceiro comercial, os Estados Unidos são importantes para investimentos brasileiros.

Em 10 anos, empresas brasileiras instalaram 142 projetos produtivos no país norte-americano. São mais de 22 bilhões de dólares em investimentos — um aumento de 52% em relação a 2014. Nos últimos 5 anos, 70 empresas anunciaram projetos por lá, como JBS e Embraer, todas geraram mais de 2.500 empregos e 1 bilhão de dólares para a economia norte-americana.

O mercado estadunidense responde por quase metade das vendas de jatos comerciais da Embraer e 70% dos jatos executivos. Os Estados Unidos investem bem mais no Brasil: R$ 357 bilhões — uma alta de mais de 200%. O estudo reforça que a relação é importante para os dois lados, além dos empregos gerados lá. Segundo a CNI, R$ 1 bilhão exportados aos Estados Unidos gerou 24 mil empregos no Brasil.

A CNI reforça que os Estados Unidos tem superávit na relação com o Brasil, ou seja, saem mais beneficiados desse comércio entre os dois países. Em relação a tarifa aplicada, a média é baixa, segundo a CNI, de 2,7%. Mesmo assim, para a gerente de Promoção Comercial da CNI, Tatiana Farah, sempre há espaço para negociar. Uma das áreas mais afetadas pelo tarifaço será a indústria da transformação. Os EUA é o principal destino de exportação do Brasil da indústria — nos últimos 10 anos, ela representou mais de 82% das exportações brasileiras para os EUA. Tatiana explica que é uma área de difícil realocação tanto no mercado interno quanto em outros mercados.

“Nós temos peças e autopeças, temos partes de avião, temos aviões inteiros, mas também nós temos, por exemplo, produtos de compensado de madeira, ou produtos de madeira que são feitos para o mercado americano, para o estilo de casa que existe nos Estados Unidos, que não é o mesmo que existe aqui. Então são esses exemplos de produtos, ou as carnes processadas, alimentos processados, são… É isso que a gente chama de produtos manufaturados. Então são produtos complexos, que não são sazonais e que são todos manufaturados pela indústria.”

Mesmo diante das negociações, o governo brasileiro não tem visto com otimismo os próximos passos. Na quarta-feira (23), Trump deu recados mesmo que indiretos ao Brasil ao dizer que estabeleceu tarifas de 15 a 50% e que o índice maior foi aplicado a países em que o relacionamento com os Estados Unidos ‘não tem sido bom’. Mesmo o índice de 15% é visto com preocupação pelos empresários.

Fonte: CBN

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Evento

ApexBrasil participa de evento para atrair investimentos para a hidrovia do rio Paraguai

Primeira participação no Mercosul Export, realizado em Assunção, foi estratégica para o setor portuário nacional na busca por parceiros internacionais

O rio Paraguai é um dos mais extensos do mundo e a navegação em suas águas é estratégica para a infraestrutura do Brasil, assim como de seus vizinhos Paraguai, Argentina e Bolívia. Tendo em vista esta importância no cenário sul-americano, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participou, entre os dias 17 e 18 de julho, do Mercosul Export, um fórum internacional de logística, infraestrutura e transportes realizado em Assunção, capital paraguaia. O objetivo no Paraguai foi mapear os investidores presentes para articular investimentos estrangeiros nos portos e hidrovias brasileiros como parte da estratégia do programa Invest in Brasil Ports and Waterways.

Na parte internacional, a presença da ApexBrasil gera oportunidades de promoção dos ativos a serem concedidos por meio do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e oportunidades na atração de investimentos para implantação de terminais privados, foco do marco legal de autorizações portuárias. O setor portuário, por meio das suas diversas oportunidades transversais, funciona como um hub de atração de investimento, que contempla os eixos de transição energética, desenvolvimento tecnológico e industrial, em total alinhamento às políticas da nova indústria e desenvolvimento regional.

O coordenador de Investimentos da ApexBrasil, Carlos Padilla, pontuou os esforços da Agência em atrair investimentos para viabilizar a iniciativa estratégica da hidrovia do Paraguai. 

“Nossa equipe mapeou uma série de potenciais investidores presentes na região para realizar reuniões de alto nível a fim de viabilizar o projeto da hidrovia do Paraguai, uma nova frente de projetos do portfólio do Ministério de Portos. Nesse sentido reforçaremos o nosso papel para facilitar investimentos nesse importante projeto de integração regional na América Latina. ” Carlos Padilla, coordenador de Investimentos da ApexBrasil

Atualmente existem 36 arrendamentos portuários, seis canais de acesso e seis concessões de hidrovias no portfólio de logística para a atração de investimentos, totalizando mais de R$ 27 bilhões a serem realizados em 2025 e 2026. A participação no Mercosul Export proporcionará o contato com várias empresas que participam de atividades portuárias e hidroviárias no Paraguai e Argentina que são potenciais interessadas no leilão de concessão da Hidrovia Paraguai prevista para o final de 2025.

Painel discute o programa da ApexBrasil para atração de investimentos em logística

O especialista em investimentos da ApexBrasil, Marcos Vale, fez uma apresentação para destacar a atuação da ApexBrasil na atração de investimentos para logística com destaque para a inteligência na identificação de potenciais investidores e na atuação de promoção juntamente com os ministérios dos Transportes e Portos e Aeroportos.

Na ocasião, foi apresentado o ciclo de atração de investimentos estrangeiros, que vai desde a estratégia até o monitoramento.  O Invest in Brasil Ports and Waterways mira projetos estratégicos para a infraestrutura nacional, visando ampliar o papel do Brasil no cenário regional.

Fonte: Apex Brasil

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Aeroportos, Logística, Portos

Logística brasileira avança, mas ainda enfrenta desafios estruturais

Santa Catarina se consolida como hub estratégico e o Logistique Summit debate o futuro do setor

A logística brasileira desempenha um papel estratégico no desenvolvimento econômico do país e na sua integração ao mercado global. Desde a construção das primeiras rodovias e ferrovias até a adoção de tecnologias avançadas nos centros de distribuição e portos, o setor tem buscado se modernizar para lidar com uma demanda crescente, cada vez mais complexa, e manter-se competitivo.

O Brasil conta com uma das maiores malhas rodoviárias do mundo, com mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas — sendo apenas 12,3% pavimentada. Esse modal ainda é responsável por cerca de 60% do transporte de cargas no país. No entanto, especialistas apontam a necessidade urgente de diversificação e maior integração entre os diversos modais de transporte.

A malha ferroviária ainda está muito aquém do ideal, enquanto portos e aeroportos ganham protagonismo. O Brasil opera mais de 36 portos públicos e terminais privados, que juntos movimentam cerca de 1,1 bilhão de toneladas de cargas por ano. Investimentos recentes em automação, ampliação de terminais e melhorias operacionais têm impulsionado a competitividade brasileira no comércio internacional.

Já o transporte aéreo representa apenas 1% do volume total de cargas, mas é responsável por 10% do valor das mercadorias transportadas, especialmente em segmentos de alto valor agregado. Com mais de 100 aeroportos com operações regulares de carga, o país vem ampliando sua conectividade com os principais mercados globais.

Desafios persistem

Apesar dos avanços, os desafios persistem. A precariedade da malha rodoviária, especialmente em regiões remotas, continua elevando os custos logísticos — que hoje representam cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Esse índice é superior ao observado em países desenvolvidos, comprometendo a competitividade das empresas nacionais.

Além disso, a burocracia e a lentidão nos processos aduaneiros dificultam tanto o fluxo interno quanto as operações de importação e exportação. A falta de integração entre os modais também gera gargalos operacionais e perdas econômicas. Para especialistas, o futuro da logística no Brasil passa por investimentos sustentados em infraestrutura, ampliação do transporte ferroviário e hidroviário, digitalização de processos e incentivos à intermodalidade. A eficiência logística é considerada peça-chave para a redução de custos, aumento da produtividade e conquista de novos mercados.

“Um estado com infraestrutura logística eficiente atrai investimentos, reduz os custos operacionais das empresas, melhora a competitividade de seus produtos e impulsiona setores como indústria, agronegócio, comércio e serviços. A logística também é vetor de geração de empregos, inovação tecnológica e desenvolvimento regional”, destaca o CEO da Logistique 2025, Leonardo Rinaldi.

Rumos da logística em debate

Nesse contexto, o Logistique Summit assume papel determinante nas discussões sobre o futuro da logística brasileira. O evento ocorre em paralelo à Logistique 2025, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Consolidada como uma das principais feiras e congressos do setor no país, a Logistique reúne grandes nomes para debater também comércio exterior, relações internacionais, macroeconomia e geopolítica. O Summit já tem confirmadas as presenças de importantes nomes do mercado, entre eles, o ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Marcos Troyjo.

“Mais do que uma feira, a Logistique é uma plataforma de articulação entre o poder público, a iniciativa privada, a inovação e o conhecimento técnico. Reúne os principais players da cadeia logística para debater soluções, apresentar tecnologias, formar parcerias e criar oportunidades reais de negócios”, acrescenta Rinaldi.

Estado de excelência

O fato do evento ser realizado em Santa Catarina, um dos estados mais produtivos do Brasil, também reforça seu papel catalisador no avanço da logística nacional de forma mais integrada e eficiente. Com crescimento de 12% em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor logístico catarinense vive um momento de expansão e consolidação. O Estado se destaca não apenas por sua localização estratégica — que facilita a conexão com os principais mercados nacionais e internacionais —, mas também por sua capacidade de inovação e investimentos contínuos em infraestrutura e tecnologia.

Em 2024, Santa Catarina movimentou mais de US$ 11,6 bilhões em exportações e US$ 33,7 bilhões em importações, consolidando-se como o segundo maior importador do país. A modernização dos portos e aeroportos, somada ao bom desempenho da indústria — que cresceu 6,3% até setembro, segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) —, reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

O crescimento da produção industrial, puxado por setores como metalurgia, alimentos e tecnologia, eleva ainda mais a demanda por soluções logísticas eficientes. Cidades como Joinville, Itajaí e Chapecó atraem investimentos produtivos; enquanto polos como Balneário Camboriú, Blumenau e novamente Joinville vivem um varejo aquecido, ampliando a necessidade por transporte e armazenagem qualificados.

A combinação entre localização estratégica, infraestrutura moderna, base industrial diversificada e capacidade de adaptação às demandas globais posiciona Santa Catarina como referência nacional em logística.

SAIBA MAIS EM: https://logistique.com.br/ 

TEXTO E IMAGEM: ASSESSORIA DE IMPRENSA LOGISTIQUE

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Portos

Maior porto de SC anuncia pacote de obras por terra, mar e ar com investimento de R$ 40 milhões

Berço recuperado, BR-280 ampliada e poeira controlada: os planos para o futuro do Porto de São Francisco do Sul

Mais de R$ 40 milhões estão previstos para serem investidos no Porto de São Francisco do Sul, o maior de Santa Catarina.

Entre as melhorias anunciadas em aniversário de 70 anos do porto, destacaram-se a obra da terceira faixa na BR-280, orçada em R$ 12,5 milhões, a  recuperação do Berço 201, em R$ 18 milhões, e o sistema de despoeiramento do corredor de exportação, em R$ 11 milhões.

Entenda o pacote de obras no Porto de São Francisco do Sul

Os projetos agem em diferentes frentes. Em terra, a obra da terceira faixa na BR-280, que já foi  autorizada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) visa facilitar o acesso ao terminal, desafogando o trânsito de caminhões  a partir do entroncamento com a SC-415.

No mar, o projeto de recuperação do Berço 201 possibilitará que o cais volte a receber navios de até 225 metros de comprimento, acima do limite atual de 200 metros.

No ar, o sistema de despoeiramento do corredor de exportação, vai retirar a poeira das correias transportadoras proveniente da movimentação dos grãos.

O Porto de São Francisco de Sul está localizado na Baía Babitonga, a 40 km da cidade de Joinville.

O sistema portuário, atualmente, é responsável  por 80% da soja exportada por Santa Catarina e por metade de todo aço importado no Brasil, estando na lista dos dez portos mais importantes do país em movimentação de carga geral.

Fonte: ND+

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Notícias, Portos

Após missão à Ásia, projetos para aviação regional e ferroviários terão encaminhamentos em Santa Catarina

O desenvolvimento da logística aérea regional e ferroviária foram foco das agendas do governador Jorginho Mello na China. A comitiva visitou uma das maiores fábricas de aviões do país e a maior fábrica de material para o setor ferroviário do mundo. As agendas na Ásia terão desdobramentos nos próximos meses, com a vinda de representantes da empresa ao Brasil e aceleração na análise dos projetos de aviação regional que vêm sendo apresentados ao Governo do Estado.

A primeira parada na China foi em Harbin, cidade que é sede de uma fábrica de aviões. Estas aeronaves foram indicadas como parte de um dos projetos apresentados pela iniciativa privada e que vem sendo analisados pelo governo catarinense, via Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF).

“O Estado já recebeu duas propostas de projetos para a aviação regional. Um deles trabalha com a possibilidade de utilizar esta aeronave chinesa, que é um modelo para 19 lugares, e que pode ser reconfigurado para transporte de cargas em 30 minutos. Agora vamos passar a realizar discussões mais aprofundadas sobre a viabilidade de cada proposta”, relata o secretário da SPAF, Beto Martins, que integrou o roteiro na China.

Uma ação já definida pelo governador Jorginho Mello foi a criação do Grupo de Trabalho sobre Aviação Regional. Além da SPAF, representantes das Secretarias da Fazenda, Planejamento, InvestSC, e Procuradoria Geral do Estado também fazem parte do GT. O objetivo final é estruturar um plano de trabalho para estudar, avaliar e propor ações para o desenvolvimento da aviação regional no Estado, que deverá conectar alguns dos 24 aeroportos catarinenses com um aeroporto hub (Florianópolis).

Ferrovias

Em Pequim, a comitiva catarinense visitou a CRRC Corporation Limited, maior fornecedora mundial de equipamentos para transporte ferroviário. A empresa tem mais de 180 mil funcionários e busca se expandir no Brasil, incluindo a possibilidade de instalar uma unidade no país.

“Nesta agenda nós discutimos a possibilidade de realizar parcerias para os projetos de ferrovias que nós estamos desenvolvendo em Santa Catarina. Ficou agendada uma vinda dos representantes da CRRC aqui em julho. Neste novo encontro com o governador Jorginho Mello, vamos dar continuidade a isso. Eles vêm conhecer de perto o projeto e as nossas perspectivas para o futuro do setor em Santa Catarina”, completa Martins.

Fonte: Agencia SECON

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Investimento

Nova Política Marítima Nacional busca destravar investimentos

Decreto amplia o papel do setor marítimo na economia nacional e deve favorecer os portos e a navegação

A nova Política Marítima Nacional (PMN), que entrou em vigor este mês (Decreto 12.481/2025), deverá
mudar a forma como o Brasil planeja, regula e explora suas rotas marítimas, portos e águas interiores. O objetivo é destravar investimentos e dar mais segurança jurídica aos operadores.

“Amplia as possibilidades de articulação entre governo, setor privado e sociedade civil. Isso cria um
ambiente mais favorável para investimentos e projetos logísticos”, avalia o consultor portuário Roberto Paveck.

A expectativa é de que a PMN sirva como um guia estratégico para decisões do governo e ajude a modernizar a regulação do setor. Para o advogado Marcelo Sammarco, especialista em Direito Marítimo, a exigência de compatibilidade entre normas de diferentes órgãos pode gerar impactos relevantes. “Atos normativos e planejamentos de órgãos como Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Marinha, Ibama e Secretaria Nacional de Portos deverão ser compatíveis com os princípios da PMN, o que demandará revisões regulatórias e adaptações setoriais”, explica.

Apesar de ser um plano estratégico e não uma norma com aplicação imediata, a nova política já orienta mudanças em áreas como o registro de embarcações, a integração entre transporte aquaviário e outros modais e a valorização da indústria naval. Também há incentivo à inovação, à economia azul e à proteção ambiental.

Sammarco destaca que, embora o decreto não altere leis vigentes, ele reforça compromissos ambientais e operacionais. “Incentiva a integração modal e o uso eficiente e ambientalmente responsável do transporte aquaviário, o que impactará positivamente o planejamento logístico e os projetos de expansão portuária”.

Para o advogado Thiago Miller, também especialista em Direito Marítimo, a PMN representa um esforço para alinhar crescimento econômico, proteção ambiental e soberania. “Ela não revoga leis, mas cria uma base comum que precisa ser respeitada pelas regulamentações que vierem depois. Isso ajuda a evitar choques entre interesses distintos”.

Apesar de a nova política representar avanço em relação ao decreto anterior, de 1994, o setor reconhece que agora o desafio está em sua implementação, pois a fragmentação entre os órgãos reguladores ainda compromete a fluidez das operações portuárias e o ambiente de negócios.

A Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima (Fenamar) aponta que, embora a proposta seja bemvinda, “ainda há uma lacuna significativa de governança e articulação efetiva entre os diferentes órgãos reguladores”.

Marinha coordenou grupo de trabalho para a PMN

A PMN foi resultado de um Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) criado em 2021 e coordenado pela Marinha, visando promover a inovação, a sustentabilidade e o fortalecimento da indústria naval, explica o capitão dos Portos de São Paulo, Marcus André de Souza e Silva.

“É um instrumento de amplo alcance, tendo aplicação não apenas no mar territorial, mas em todo o limite de nossa plataforma continental, incluindo nossas ilhas oceânicas, como Trindade e Martin Vaz, e águas interiores com ligação com o mar”.

Segundo o capitão, a PMN vem reforçar, junto à sociedade, conceitos como o da “Amazônia Azul”, que faz referência ao território marítimo que o Brasil possui, ressaltando seu tamanho e riqueza, e “Economia Azul”. que trata do uso sustentável dos recursos do mar e dos rios para gerar crescimento econômico e melhorar a vida das pessoas, ao mesmo tempo em que preserva a saúde do ecossistema marinho.

Ele diz que os princípios estabelecidos na PMN buscam conciliar e equilibrar elementos que nem sempre
caminham juntos, reconhecendo que o gerenciamento do mar impõe a integração de visões diversas.

“Nesse contexto, a cooperação no Atlântico Sul é vista como chave para a segurança, a pesquisa científica e a sustentabilidade como condição para desenvolvimento sustentável e duradouro, devendo o Brasil reforçar sua posição como ator marítimo influente”.

Na nova política, há objetivos mais concretos que podem ser agrupados em eixos, como segurança e soberania, que foca no combate a crimes nos mares e rios. “Fortalecendo a capacidade de vigiar e defender nossas águas”, diz o capitão.

“A implementação da PMN deverá ocorrer de forma articulada entre União, estados, municípios e setor privado, buscando princípios importantes como segurança jurídica e boas regras para atração de investimentos”, complementa.

Fonte: A Tribuna


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Internacional, Investimento

Parceiro espanhol da Master anuncia R$ 800 milhões em investimentos em SC

Grupo Vall Companys confirmou ao governo do estado aporte de recursos para expandir produção em Videira, no Meio-Oeste catarinense

O Grupo espanhol Vall Companys, parceiro da Master Agroindustrial no Brasil e um dos maiores grupos do setor agroalimentar da Europa, confirmou um investimento de R$ 800 milhões para expandir a produção em Santa Catarina. O anúncio foi feito durante missão do governo de SC à Espanha, no dia 19.

A unidade a receber o aporte fica em Videira, no Meio-Oeste catarinense. A expectativa é de que o novo empreendimento gere centenas de empregos diretos e indiretos, impulsione a cadeia produtiva local e amplie as exportações catarinenses para mercados estratégicos da Ásia, Europa e América.

O Grupo Vall Companys, responsável pelo investimento em Santa Catarina, é referência internacional na produção de suínos, aves e bovinos, com atuação integrada em toda a cadeia de valor agroalimentar, além de segmentos como rações, farinhas, produtos farmacêuticos e nutrição animal. Fundado em 1956, na Espanha, o conglomerado é composto por mais de 50 empresas, emprega mais de 12 mil pessoas e exporta cerca de 30% da sua produção para países como Japão, Coreia do Sul, além de atuar fortemente no mercado europeu e latino-americano.

Em 2023, o grupo adquiriu uma participação minoritária na Master Agroindustrial com o objetivo de ampliar sua presença estratégica no Brasil, um dos grandes players mundiais na produção de aves e suínos.

Fonte: FIESC

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