Negócios

Carteira semanal da Terra Investimentos inclui Suzano e encerra posição em Marcopolo

A Terra Investimentos divulgou a atualização da Carteira Gráfica Semanal Top5, válida de 15 a 22 de agosto. A principal mudança foi a saída de Marcopolo (BOV:POMO4), após atingir objetivos projetados e acumular valorização de 12% desde 11 julho, e a entrada de Suzano (BOV:SUZB3).

Composição da carteira

Empresas recomendadasPeso
Suzano (BOV:SUZB3)20%
MRV (BOV:MRVE3)20%
PetroRio (BOV:PRIO3)20%
Caixa Seguridade (BOV:CXSE3)20%
Vale (BOV:VALE3)20%

Pontos técnicos das ações

  • Suzano (SUZB3) – Resistências em R$ 56,00 / R$ 59,10 / R$ 60,40; suportes em R$ 52,60 / R$ 50,30 / R$ 49,15. Objetivos projetados entre R$ 59,10 e R$ 60,40, com stop sugerido em R$ 48,99.
  • MRV (MRVE3) – Resistências em R$ 7,40 / R$ 7,90 / R$ 8,20; suportes em R$ 6,60 / R$ 6,20 / R$ 5,70. Stop em R$ 6,09. Objetivos: R$ 6,75 e R$ 7,00.
  • Caixa Seguridade (CXSE3) – Resistências em R$ 14,20 / R$ 14,65 / R$ 15,20; suportes em R$ 13,50 / R$ 13,20 / R$ 12,50. Stop em R$ 12,09. Objetivos:: R$14,70/ R$15,20.
  • PetroRio (PRIO3) – Resistências em R$ 40,85 / R$ 42,70 / R$ 43,70 / R$ 45,60; suportes em R$ 38,30 / R$ 37,00 / R$ 36,30. Stop em R$ 36,19. Objetivos: R$ 44,00/ 46,80
  • Vale (VALE3) – Resistências em R$ 54,50 / R$ 56,30 / R$ 59,00; suportes em R$ 52,00 / R$ 50,90 / R$ 50,00. Stop em R$ 47,79.  Objetivos: R$ 58,50/ 60,00.

Desempenho semanal

Na semana de 8 a 15 de agosto, a carteira acumulou alta de 2,42%, superando o Ibovespa, que recuou 0,13% no período.

Entre os destaques individuais, MRV (MRVE3) avançou 10,48% e Caixa Seguridade (CXSE3) subiu 3,53%, enquanto PetroRio (PRIO3) caiu 2,14% e Marcopolo (POMO4) recuou 1,43% antes da exclusão. Vale subiu 1,66% no período.

Rentabilidade em 12 meses

No acumulado dos últimos 12 meses, a Carteira Top5 Terra registra rentabilidade de 28,59%, contra apenas 2,28% do Ibovespa no mesmo intervalo, sob orientação da equipe do analista de investimentos responsável Régis Chinchila.

Fonte: ADVFN Brasil

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Especialista, O ESPECIALISTA

O ESPECIALISTA: PIETER POOL

O Tarifaço de Trump ameaça colapso nas exportações florestais do Brasil

O Tarifaço indicado pelo presidente Trump no dia 9 de julho de 2025, indicando uma tarifação de 50% sobre os produtos importados do Brasil, deixou os exportadores brasileiros de produtos florestais extremamente preocupados. Empresas com grande dependência do mercado dos EUA foram as mais afetadas, como a produtora de molduras Braspine, optou por dar férias coletivas em sistema de rodízio para 1500 funcionários, conforme matéria do G1 no dia 22de julho de 2025, evitando assim, por hora, medidas mais drásticas. A empresa exporta quase toda sua produção aos EUA onde molduras brasileiras são comumente comercializadas. Igualmente as fabricantes de molduras Ipumirim Mouldings, com 500 funcionários e a Millpar, igualmente entrou em férias coletivas, por 15 dias.

No segmento de madeira serrada de pinus, empresas exportadoras de cerquinhas (dogear pickets) e APG (Appearance Grade Boards), produtos específicos para os EUA, tiveram contratos cancelados e algumas inclusive cogitam a possibilidade de encerrarem suas operações no país, sendo a alternativa, adquirir madeira de outros países como Argentina, Paraguai e Uruguay, pois estes tem a tarifação base de 10%.

No setor de papel e celulose, os preços estão de forma geral em viés de queda. Segundo Antonio Mendes Junior, head de vendas internacionais e sócio da Hypertrade, uma das maiores tradings exportadoras de papel e celulose do Brasil, os maiores players exportadores de celulose fibra longa mercado, Klabin, Eldorado Brasil, Bracell, CMPC e Irani seguraram todos seus embarques. Ele comenta: “Entendo que os clientes não somente nos EUA, que em 2023  estão segurando as ordens, pois entendem que os brasileiros estão fragilizados. Enquanto isso consomem seus  estoques gradativamente aguardando alguma evolução de mercado. Se o Tarifaço for realmente aplicado, os exportadores brasileiros vão ter que procurar mercados alternativos com preços inferiores”. Os EUA forma o terceiro maior importador de celulose do Brasil com ~14%, ficando somente atrás da Europa com ~24% e da China com ~43%.

As indústrias de compensados multilaminados, que em 2024 exportaram, entre compensados multilaminados de eucalipto, pinus e tropical um volume aproximado de 2.241 MM de metros cúbicos, o que representa aproximadamente 51,5 K containers, também podem ser mais uma vez afetadas. Algumas indústrias como a Marini Compensados de Palmas-PR, que anunciou neste dia 23 de julho férias coletivas para 600 funcionários segundo matéria publicada no rbj.com.br, também está se precavendo e tomando as medidas necessárias para mitigar os riscos decorrentes do Tarifaço.

O seguimento que tem uma representatividade significativa no PIB da região sul do Brasil e gera milhares de empregos.

Com isso a cadeia florestal inteira fica prejudicada, chegando a afetar inclusive grandes empresas florestais do setor como por exemplo a REMASA, empresa do ramo florestal, produtora de pinus. Segundo seu diretor executivo Gilson Geronasso, a situação é preocupante e todos estão ansiosos pelos próximos passos. 

A ABIMCI (Associação Brasileira da Industria da Madeira Processada Mecanicamente), entidade de extrema relevância para o setor no Brasil, expressou através de uma “Nota de posicionamento” no dia 18 de julho, sua grande preocupação com as medidas tomadas pelo presidente Trump e disse entre outros, que além do setor gerar mais de 180 mil postos de trabalhos diretos:

“ Nossa participação na balança comercial brasileira é expressiva. Só para os Estados Unidos exportamos cerca de US$ 1,6 bilhão em 2024, o que representa uma dependência do mercado norte-americano de uma média de 50% da produção nacional. Porém, alguns segmentos madeireiros dependem exclusivamente dos EUA, com 100% de suas vendas atreladas a esse mercado. Por isso, desde o anúncio da possível taxação pelos Estados Unidos, instalou-se a insegurança no mercado, levando o nosso setor ao início de um colapso. ” Estão também diretamente engajados em contato com Brasília, em conjunto com outros setores, para articular ações positivas para o setor madeireiro.

Não podemos esquecer toda a cadeia logística, tanto no transporte doméstico, como no transporte internacional. Em relação aos fretes marítimos principalmente, enxerga-se uma tendência de redução, no entanto isso deve se equilibrar a médio prazo, uma vez que os volumes devem aumentar devido à redução dos fretes. Segundo Carlos Hauck, proprietário da CSS, empresa do ramo de transporte internacional, houveram congelamentos de pedidos que a curto prazo, podem acarretar em redirecionamentos de rotas por parte dos armadores, assim como redução na oferta de espaços para os EUA devido à redução na demanda.

O momento não é um momento fácil para o setor e para o país. Exportadores, associações e trabalhadores esperam ações que minimizem os impactos e ofereçam caminhos para diversificação de mercados.

Enquanto isso o setor florestal brasileiro segue em alerta, tentando evitar que o Tarifaço se torne a faísca de um colapso estrutural. Até lá, estamos à deriva.

PIETER POOL é especialista em comércio exterior, com mais de 23 anos de experiência em exportação, importação e desenvolvimento de mercados internacionais. Atuou em setores como madeireiro, automotivo, agroindustrial, alimentício e tecnologia, com passagem por empresas familiares, nacionais e multinacionais.  Tem sólida experiência em prospecção internacional, gestão de fornecedores, logística integrada, processos aduaneiros e desenvolvimento de produtos OEM/ODM. Também se destaca na análise financeira, gestão de indicadores e internacionalização de empresas. Foi Diretor Regional Sul da Aliança Brasil-China (2009) e tem formação em Comércio Exterior, MBA em Logística (UFPR) e Mestrado em Management (FAE/Baldwin Wallace University).

Bibliografia

https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2025/07/22/tarifaco-de-trump-industria-do-parana-amplia-ferias-coletivas-para-mais-da-metade-dos-funcionarios-e-medida-afeta-15-mil-trabalhadores.ghtml

https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/tarifaco-madeireira-de-sc-da-ferias-coletivas-a-quase-500-trabalhadores

https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/setor-madeireiro-forca-ferias-e-projeta-demissoes-frente-a-tarifas-de-trump

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Negócios

JBS lucra US$ 528,1 mi no 2T, alta de 60%, apesar do ambiente desafiador nos EUA

A companhia divulgou seus resultados pela primeira vez após listar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York

A JBS (BDR: JBSS32), maior empresa de carnes do mundo, anunciou nesta quarta-feira um salto no lucro do segundo trimestre e uma receita trimestral recorde de cerca de US$ 21 bilhões, apesar de um ciclo da pecuária bovina nos EUA ainda desafiador e das tensões geopolíticas globais, de acordo com um comunicado ao mercado.

A companhia, que divulgou seus resultados pela primeira vez após listar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York, registrou lucro líquido de US$ 528,1 milhões no segundo trimestre, uma alta de 60,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os resultados foram impulsionados principalmente pelo desempenho da subsidiária do segmento de frangos Pilgrims Pride nos EUA e pela resiliência de seus negócios de alimentos processados Seara no Brasil, afirmou a JBS.

Em entrevista à Reuters, o CEO Global Gilberto Tomazoni destacou a fraqueza de seus negócios com carne bovina nos EUA, que representam cerca de um terço das vendas da empresa, onde o boi ficou mais caro para os frigoríficos.

Mas, embora essa unidade tenha apresentado margens negativas, outros segmentos da empresa mostraram força, incluindo as operações de carne bovina brasileira e australiana.

“Vivemos um momento desafiador em alguns dos nossos negócios… entregar margem (de 8,4%) dentro do contexto que temos aí… Estamos satisfeitos…”, afirmou ele, citando a margem Ebitda ajustada do segundo trimestre, que teve uma queda anual de 1,5 ponto percentual.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado foi de US$1,75 bilhão, queda de 7,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a receita líquida atingiu US$20,998 bilhões, avanço de 8,9% versus um ano antes.

O negócio de carne bovina na América do Norte teve Ebitda ajustado negativo de US$233 milhões. Por outro lado, a Pilgrim´s registrou US$817,7 milhões no mesmo indicador, no segundo trimestre.

A tarifa americana de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo carne bovina, também está pesando sobre frigoríficos em geral.

Tomazoni afirmou que a JBS responde por cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina para os EUA, onde também opera diversas fábricas. O Brasil exportou 180 mil toneladas de carne bovina in natura para os EUA no primeiro semestre.

Por causa da tarifa, Tomazoni afirmou que algumas fábricas da JBS no Brasil interromperam brevemente a produção. Posteriormente, retomaram as atividades para redirecionar alguns produtos para outros mercados.

“O mais importante é que nossa plataforma foi construída levando em conta que esses fatores acontecem”, disse ele, referindo-se a obstáculos como barreiras comerciais e sanitárias.

“Está ruim nos EUA, está bom no Brasil, está bem na Austrália, e o frango está em momento excelente,” disse ele referindo-se ao resultado da Pilgrim’s e da Seara, que apesar da gripe aviária entregou uma margem ajustada acima de 18%.

Um surto de gripe aviária no Brasil em maio também criou problemas, pois interrompeu parte das exportações de empresas do país sul-americano, o maior exportador mundial de frango, devido a embargos sanitários.

Saiba mais:

“A China não abriu ainda”, disse Tomazoni, citando o principal importador do Brasil, embora outros países já tenham regularizado suas compras. Segundo ele, não há mais razões sanitárias para os mercados estarem fechados.

Tomazoni lembrou que a União Europeia também é um dos poucos destinos que ainda não retomaram as importações de carne de frango, mas ele tem expectativa de uma reabertura em breve.

“A expectativa é que isso se resolva… eu espero que nas próximas semanas.”

Fonte: InfoMoney

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Industria, Negócios

Plano Brasil Soberano tem R$ 30 bi de créditos e outras medidas para proteger empresas e trabalhadores

Apoio aos exportadores, como resposta a tarifaço dos EUA, prevê ainda ampliação do Reintegra, mais prazo para suspensão de impostos e reforma de fundos garantidores, entre outros pontos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta quarta-feira (13/8), o Plano Brasil Soberano, conjunto inicial de medidas para mitigar os impactos econômicos da elevação unilateral, em até 50%, das tarifas de importação sobre produtos brasileiros anunciadas pelo governo norte-americano no último dia 30 de julho. As ações buscam proteger exportadores brasileiros, preservar empregos, incentivar investimentos em setores estratégicos e assegurar a continuidade do desenvolvimento econômico do país.

O Plano é composto por ações separadas em três eixos: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores; e diplomacia comercial e multilateralismo.

Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou o compromisso do governo em apoiar os setores afetados pelo tarifaço, mas também continuidade das negociações para reverter a taxação.

“Vamos continuar fazendo o que estiver ao nosso alcance para minimizar o problema que foi causado conosco”, disse. “Por meio do Alckmin, do Haddad e de todos os ministros que têm relação com os Estados Unidos, vamos continuar teimando nas negociações porque não queremos conflito com ninguém”, completou.

O anúncio do Brasil Soberano foi acompanhado pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin; mais o ministro da fazenda Fernando Haddad; o ministro das Reações Exteriores. Mauro Vieira; a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hofman; e os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Mota de David Alcolumbre, entre outras autoridades.

Em sua fala, Alckmin destacou o crescimento de 12,7% das importações brasileiras de produtos norte-americano nos primeiros sete meses de 2025, em relação a igual período de 2024, enquanto as exportações do Brasil para aquele país cresceram 4,2% também de janeiro a julho. Diante desse quadro, que aponta uma relação comercial favorável aos EUA, ele classificou a taxação de injusta e “totalmente inadequado”

Fruto do diálogo

As medidas do Plano Brasil Soberano garantem R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, com ampliação das linhas de financiamento às exportações; prorrogação da suspensão de tributos para empresas exportadoras; aumento do percentual de restituição de tributos federais via Reintegra; e facilitação da compra de gêneros alimentícios por órgãos públicos.

Na coletiva de imprensa após o lançamento, o secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, lembrou que Alckmin liderou, ao lado de outros ministros, dezenas de reuniões com o setor produtivo. “Grande parte dessas medidas é fruto desse diagnóstico que foi estabelecido a partir do diálogo”, ressaltou.

As conversas aconteceram no âmbito do Comitê Interministerial de Negociações e Contramedidas Econômicas e Comerciais, coordenado por Alckmin. No total, foram 39 reuniões com cerca de 400 representantes de empresas e/ou entidades privadas, federações de indústrias, governadores e segmentos como manufatura, agro, tecnologia, mineração, big techs, indústria da saúde, alimentação, calçadista, moveleira, entre outros, bem como empresas norte-americanas.

Márcio Elias comentou ainda que boa parte das medidas adotadas já faziam parte das discussões do MDIC antes do tarifaço, como o restabelecimento do Reintegra e a modernização dos fundos garantidores à exportação.

“Mas em que medida, com qual calibragem faríamos, isso só foi possível saber a partir do diálogo com o setor privado. E foi feito com muita cautela, porque nós sabemos que há que se conservar a responsabilidade física, para gerir com cuidado os recursos”.  

O secretário-executivo frisou que a soberania brasileira “não está na mesa de negociação” e a entrada em vigor das medidas anunciadas dependem ainda de uma série de atos normativos, que devem sair nesta e na próxima semana. “Todo mundo vai continuar trabalhando firme e forte nos próximos dias para fazer a publicação desses atos regulamentares”, finalizou. 

O Plano

O Plano Brasil Soberano também pretende fortalecer o sistema nacional de financiamento e seguro à exportação, de modo a tornar o país mais competitivo e menos vulnerável a ações externas no futuro.

Confirma as principais medidas estabelecidas pelo novo Plano:

EIXO 1: Fortalecimento do setor produtivo

Linhas de crédito

  • R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) serão usados como funding para concessão de crédito permitindo taxas acessíveis.
  • Prioridades por: dependência do faturamento em relação às exportações para os EUA; tipo de produto e porte de empresa. Serão priorizados os mais afetados.
  • As pequenas e médias empresas também poderão recorrer a fundos garantidores para acessar o crédito.
  • O acesso às linhas estará condicionado à manutenção do número de empregos.

Prorrogação de prazos do regime de drawback

  • Extensão excepcional do prazo para comprovação da exportação de produtos fabricados a partir de insumos importados ou adquiridos no Brasil com suspensão tributária.
  • O governo vai prorrogar, por um ano, o prazo para que as empresas consigam exportar suas mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime. Esses produtos poderão ser exportados para os EUA ou para outros destinos. Com isso, elas não terão que pagar multa e juros se não conseguirem exportar aos EUA no prazo originalmente previsto.
  • A medida vale para as empresas que contrataram exportações para os Estados Unidos que seriam realizadas até o final deste ano. Dos US$ 40 bilhões exportados em 2024 para os Estados Unidos, US$ 10,5 bilhões foram realizados via regime de drawback.
  • A prorrogação não tem impacto fiscal, pois apenas posterga o prazo para cumprimento dos compromissos de exportação assumidos pelas empresas brasileiras.

Diferimento de tributos federais

  • A Receita Federal fica autorizada a fazer diferimento de cobrança de impostos para as empresas mais afetadas pelo tarifaço.
  • Como funcionará: adiamento do pagamento dos próximos dois meses para empresas mais afetadas.

Compras públicas: apoio a produtores rurais e agroindústrias

  • De forma extraordinária, por ato infralegal, União, Estados e Municípios poderão fazer compras para seus programas de alimentação (para merenda escolar, hospitais etc) por meio de procedimento simplificado e média de preço de mercado, garantidos a transparência e o controle dos processos.
  • A medida vale apenas para produtos afetados pelas sobretaxas unilaterais.

Modernização do sistema de exportação

  • Ampliação das regras da garantia à exportação, instrumento que protege o exportador contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos.
  • As mudanças visam fortalecer empresas exportadoras de média e alta intensidade tecnológica e investimentos produtivos em economia verde.
  • O Plano Brasil Soberano permitirá que bancos e seguradoras utilizem essa garantia em mais tipos de operações.
  • Prevê mecanismos de compartilhamento de risco entre governo e setor privado, utilizando o Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE) como mecanismo de primeiras perdas, aumentando o acesso a crédito e reduzindo custos.

Fundos garantidores

  • Aportes adicionais de R$ 1,5 bilhão no Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE), de R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do BNDES, e R$ 1 bilhão no Fundo de Garantia de Operações (FGO), do Banco do Brasil, voltados prioritariamente ao acesso de pequenos e médios exportadores.

Novo Reintegra para empresas afetadas

  • O Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Reintegra) para as Empresas Exportadoras devolve aos exportadores brasileiros parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, na forma de crédito tributário, ajudando a reduzir custos e aumentar a competitividade no mercado externo.
  • A medida antecipa os efeitos da Reforma Tributária, desonerando a atividade exportadora.
  • Atualmente, empresas de grande e médio porte de produtos industrializados têm alíquota fixada em 0,1%; enquanto micro e pequenas, por meio do programa Acredita Exportação, recebem de volta 3% de alíquota.
  • A medida aumenta em até 3 pontos percentuais o benefício para empresas cujas exportações de produtos industrializados foram prejudicadas por medidas tarifárias unilaterais. Ou seja, para continuarem competitivas no mercado norte-americano, grandes e médias empresas passam a contar com até 3,1% de alíquota, e as micro e pequenas, com até 6%.
  • As novas condições do Reintegra valerão até dezembro de 2026 e terão impacto de até R$ 5 bilhões.

EIXO 2: Proteção para o trabalhador

O Plano Brasil Soberano cria a Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego para monitorar o nível de emprego nas empresas e suas cadeias produtivas, fiscalizar obrigações, benefícios e acordos trabalhistas, e propor ações voltadas à preservação e manutenção dos postos de trabalho.

A atuação será coordenada em nível nacional e regional via Câmaras Regionais nas Superintendências Regionais do Trabalho.

Entre as atribuições previstas estão:

  • Acompanhar diagnósticos, estudos e informações relativas ao nível de emprego nas empresas e subsetores diretamente afetados pelas tarifas dos EUA.
  • Ampliar a análise para identificar impactos indiretos na geração e manutenção de empregos em empresas da cadeia produtiva.
  • Monitorar obrigações, benefícios e repercussões nas folhas de pagamento decorrentes de acordos para preservar empregos e mitigar os efeitos das tarifas dos EUA.
  • Promover negociação coletiva e mediação de conflitos para manter o emprego.
  • Aplicar mecanismos relacionados a situações emergenciais, como lay-off e suspensão temporária de contratos, dentro da lei.
  • Fiscalizar o cumprimento das obrigações acordadas e a manutenção dos empregos por meio da Inspeção do Trabalho.
  • Utilizar a estrutura regional das Superintendências do Trabalho para engajar trabalhadores e empregadores em negociações para atender às necessidades das empresas afetadas.
  • Monitorar a concessão e o pagamento de benefícios trabalhistas aos empregados das empresas diretamente afetadas.

EIXO 3: Diplomacia comercial e multilateralismo

O Plano Brasil Soberano também atua na frente externa para ampliar e diversificar mercados, reduzindo a dependência das exportações brasileiras em relação aos Estados Unidos. No eixo de diplomacia comercial e multilateralismo, o Brasil tem avançado nas negociações de acordos que abrem novas oportunidades para empresas nacionais:

  • Negociações concluídas: União Europeia; EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio).
  • Em negociação: Emirados Árabes Unidos e Canadá
  • Em processo de diálogo: Índia; Vietnã.

Essas iniciativas fortalecem a inserção internacional do Brasil, ampliam o leque de destinos para produtos nacionais e aumentam a resiliência da economia frente a barreiras comerciais unilaterais. Cabe lembrar que, em menos de três anos, o país abriu 397 novos mercados.

O Brasil mantém-se aberto ao diálogo construtivo com os Estados Unidos, buscando soluções negociadas que restabeleçam condições justas e equilibradas para o comércio bilateral, em benefício de produtores, trabalhadores e consumidores dos dois países.

O Brasil também reforça seu compromisso com o multilateralismo, por meio de sua atuação na OMC (Organização Mundial do Comércio).

Fonte: MDIC

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Negócios

Negócios de impacto avançam, mas o capital não chega às mulheres

Segundo o 4º Mapa de Negócios de Impacto (Pipe.Social e Quintessa, 2023), apenas 14% dos negócios liderados por mulheres captaram mais de R$ 500 mil.

O ecossistema de impacto social no Brasil cresceu, se sofisticou, atraiu capital e desenvolveu novas métricas. Mas há um dado que persiste ano após ano e que precisa ser enfrentado com mais coragem: as mulheres seguem fora do centro das decisões e dos recursos.

Segundo o 4º Mapa de Negócios de Impacto (Pipe.Social e Quintessa, 2023), apenas 14% dos negócios liderados por mulheres captaram mais de R$ 500 mil. Entre os liderados por homens, esse número sobe para 67%.

A limitação de escala não é uma questão de desempenho individual, e sim de estrutura. De acordo com o relatório Panorama do Empreendedorismo Feminino no Brasil (GOV.BR, 2023), 95% dos negócios liderados por mulheres nunca ultrapassaram a barreira dos seis dígitos de faturamento anual. Mesmo quando formalizados, muitos desses empreendimentos operam em circuitos restritos, ou seja, excluídos dos fluxos de investimento, das compras públicas, dos grandes contratos e das parcerias institucionais.

As mulheres têm sido protagonistas de uma inovação social ainda pouco valorizada que buscam de maneira intersetorial, territorial e orientada a resolução de problemas complexos. Estão à frente de negócios que redesenham cadeias produtivas locais, enfrentam a insegurança alimentar, promovem a justiça climática e fortalecem redes de cuidado.

Apesar disso, enfrentam barreiras recorrentes no acesso a crédito, investimento e contratos institucionais. Segundo o Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME, 2021), 42% das empreendedoras que solicitaram crédito tiveram o pedido negado. E mesmo quando aprovado, o crédito costuma vir com mais restrições. Além disso, negócios fundados por mulheres seguem sendo rotulados como “projetos” ou “iniciativas sociais”, rótulos que as afastam de editais, rodadas de investimento e programas de grande escala.

No setor público, o cenário infelizmente não é muito diferente. Em 2023, micro e pequenas empresas (MPEs) movimentaram mais de R$ 17,3 bilhões em compras governamentais, segundo a Agência Sebrae de Notícias. Mas os dados ainda não são desagregados por gênero, o que impede uma análise precisa da presença feminina nesse mercado. A ausência dessa informação, por si só, já é um sinal: sem dados, não há política.

Essa exclusão não é acidental. É reflexo de um sistema financeiro construído historicamente para homens. Durante décadas, mulheres foram legalmente impedidas de acessar crédito, registrar propriedades ou abrir contas bancárias.

Embora esses entraves legais tenham sido superados, seus efeitos institucionais persistem. Hoje, os critérios tradicionais de análise de risco, performance e inovação continuam desconsiderando os contextos em que as mulheres — em suas múltiplas diversidades — empreendem.

O mesmo se repete na produção de dados e estudos com perspectiva de gênero: muitos são desenvolvidos sem acesso a recursos externos. Conheço essa realidade de perto com o estudo Piores Cidades para Ser Mulher (2024), um ranking que mapeia o desempenho de médias e grandes cidades brasileiras frente às metas do ODS 5 (Igualdade de Gênero).

A pesquisa foi realizada sem financiamento, mas entregou uma análise robusta com dados de 319 municípios, oferecendo subsídios para governos, empresas e organizações formularem políticas públicas e estratégias institucionais. Com acesso estruturado a financiamento, os resultados poderiam ser ainda mais estratégicos, escaláveis e duradouros.

Estudos do Boston Consulting Group (2018) revelam que startups fundadas por mulheres geram 2,5 vezes mais receita por dólar investido do que aquelas fundadas por homens. Além disso, em posições de liderança mulheres tendem a reinvestir mais em suas comunidades, promovendo impactos sociais positivos como geração de empregos locais, fortalecimento de redes de apoio e soluções adaptadas às realidades do território. No campo da sustentabilidade, a ONU já reconheceu que nenhum dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável será alcançado sem o protagonismo feminino na tomada de decisão.

Ou seja: há racionalidade econômica, evidência internacional e soluções locais já em curso. O que falta é disposição para ajustar as engrenagens que ainda concentram capital, confiança e escala nas mãos de poucos.

Há uma geração de empreendedoras no Brasil construindo soluções sólidas, com consistência técnica, capacidade de execução e profundo alinhamento aos desafios do século 21, que vão desde a transição climática à economia do cuidado. Integrar essas lideranças ao centro das estratégias ESG, dos fundos de impacto e das compras corporativas não é apenas uma correção histórica. É uma oportunidade concreta de inovação, diversificação e retorno sustentável.

O ecossistema de impacto amadureceu. Mas enquanto os recursos continuarem sendo direcionados para os mesmos perfis e estruturas, a inovação social seguirá restrita, não por falta de soluções, mas por ausência de acesso.

Luciana Sonck  – Mestra em planejamento territorial, especialista em governança e CEO da Tewá 225

Fonte: Portal Notícia Sustentável

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Negócios

JBS deve reforçar estratégia de diversificação diante de questões tarifárias, diz CEO

Questões tarifárias e geopolíticas do mundo atual mostram que a JBS, maior produtora global de carnes, está no caminho certo em sua estratégia de diversificar por regiões e proteínas, algo que deve ser reforçado em um contexto em que a carne bovina do Brasil recebe uma taxa de 50% do governo dos Estados Unidos, disse o CEO da companhia, nesta segunda-feira.

“Essa estratégia de diversificação foi construída pensando nos ciclos de commodities, pensando nos problemas sanitários, geopolíticos e nos problemas tarifários. Quando vejo isso acontecendo, vejo que temos de reforçar ainda mais esta plataforma, temos de enfatizar, crescer mais, diversificar mais…”, disse Gilberto Tomazoni, durante congresso da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Segundo ele, esta é a única forma de uma empresa que tem 280 mil trabalhadores se manter crescendo mesmo com dificuldades.

Diante de um problema em um segmento em determinado país, se o caixa é afetado, outra região da companhia pode compensar e gerar investimentos, exemplificou ele.

“Vejo que tomamos uma decisão acertada lá atrás”, afirmou Tomazoni, referindo-se à estratégia da JBS.

Durante o evento, ele não detalhou os impactos das tarifas dos EUA que afetam também a carne bovina do Brasil, maior exportador global de carne bovina.

A JBS tem a maior parte de suas receitas provenientes da operação nos EUA, mas a empresa também tem importantes plataformas no Brasil e Austrália, entre outros países, como o México.

BARREIRAS AMBIENTAIS?

O executivo afirmou que a pecuária do Brasil enfrenta desafios que vão além das tarifas dos EUA, como as normas ambientais da União Europeia sobre emissões de metano na pecuária, as quais estão erradas, na avaliação do CEO.

“Obviamente essas regulações… estamos falando aqui de tarifas, mas tem outras barreiras que às vezes são mais importantes em impedir que você venda do que propriamente as tarifas em alguns casos”, disse.

Ele citou que tais normas podem ser consideradas um protecionismo.

Tomazoni apontou para um “caso simples” que afeta profundamente o negócio da JBS, que é a “questão” de como a União Europeia faz o calculo das emissões de carbono da pecuária.

“Está errado, eles simplesmente só contemplam emissões, não contemplam as capturas, o ruminante é um animal extraordinário, pega carbono e fibras e transforma em proteínas, se a fibra que ele comeu, a gramínea fez fotossíntese, pegou carbono do ar, sequestrou carbono na folha, estocou no solo nas raízes…”, afirmou.

Ele admitiu que o metano emitido na pecuária “polui”, mas disse que os dejetos dos animais podem ser utilizados com fertilizantes, dentro de um processo de uma economia circular sustentável.

Tomazoni destacou os sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta no Brasil, que também capturam carbono.

O presidente da JBS disse que o Brasil deverá levar tais exemplos para serem discutido na COP30, para que importadores como os europeus possam reconhecer as potencialidades do Brasil como produtor de bioenergia e alimentos.

Fonte: Reuters

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Comércio Exterior

Como a empresa mais valiosa do mundo ficou no meio da briga China-EUA

Em acordo histórico com governo Trump, gigantes da tecnologia concordam em compartilhar receitas de vendas para o mercado chinês em troca de licenças de exportação

Empresa mais valiosa do mundo, a Nvidia se vê no meio da histórica guerra comercial de Donald Trump com a China. O resultado: uma concessão extraordinária de uma corporação de US$ 4,5 trilhões que dará aos Estados Unidos uma porcentagem de cada chip de inteligência artificial de alta performance vendido aos chineses.

O acordo, que a AMD também assinou para alguns de seus chips, pode equilibrar dois objetivos concorrentes da administração Trump: manter a dominância norte-americana em IA enquanto assegura um acordo comercial com a China.

A tratativa ainda pode garantir à Casa Branca bilhões de dólares para gastar como desejar.

Do que trata o acordo?

A Nvidia e a AMD concordaram em pagar ao governo norte-americano 15% de suas receitas provenientes das vendas de semicondutores para a China em troca de licenças para exportar sua tecnologia para lá.

A Casa Branca bloqueou em abril a exportação de certos chips de IA para a China, incluindo os chips H20 da Nvidia e MI308 da AMD.

O acordo com a administração Trump permite que as empresas obtenham licenças de exportação para retomar as vendas desses chips na China, disse um funcionário norte-americano à CNN Internacional. O Financial Times foi o primeiro a reportar a história no domingo (10).

A Nvidia antecipou o acordo no mês passado, quando disse que retomaria as vendas do chip H20 para a China após o governo demonstrar abertura para permitir novamente a exportação de certos chips de IA.

Mas o pagamento de 15% foi uma surpresa. Trump disse que inicialmente foi solicitado à Nvidia pagar 20%, mas eles negociaram a taxa para 15%.

O acordo foi fechado após o CEO da companhia, Jensen Huang, se reunir com o presidente dos Estados Unidos na quarta-feira (6), disse o funcionário. Embora as licenças de exportação tenham sido concedidas na sexta-feira (8), nenhum envio foi feito ainda.

“Seguimos as regras que o governo dos EUA estabelece para nossa participação nos mercados mundiais”, disse um porta-voz da Nvidia em comunicado.

“Embora não tenhamos enviado H20 para a China por meses, esperamos que as regras de controle de exportação permitam que a América compita na China e mundialmente.”

Quão extraordinário é isto?

Governos, incluindo os Estados Unidos, já assumiram o controle de empresas no passado quando eram consideradas de importância estratégica para a segurança nacional.

Durante a crise financeira em 2009, os Estados Unidos assumiram o controle da General Motors e Chrysler, e os rendimentos dessas participações foram diretamente para o Tesouro norte-americano depois que o governo as vendeu com lucro.

Mas não está claro se o governo dos EUA já exigiu uma porcentagem dos negócios de uma empresa sem assumir participação acionária – ou se isso é sequer legal.

A Constituição dos EUA proíbe impostos sobre exportações. Para contornar isso, os termos do acordo foram estruturados como um acordo voluntário, para que não seja considerado um imposto ou tarifa, disse um funcionário.

Em vez disso, Nvidia e AMD enviarão voluntariamente fundos ao governo norte-americano. As empresas não terão nenhuma influência sobre como o governo utilizará esse dinheiro após o envio.

“É difícil identificar qualquer precedente histórico para esse tipo de acordo”, disse Sarah Kreps, professora de direito e diretora do Instituto de Política Tecnológica da Escola Brooks de Política Pública da Universidade Cornell.

E a segurança nacional?

Nos últimos anos, o governo norte-americano tem buscado restringir o acesso da China à tecnologia avançada dos EUA em um esforço para desacelerar seu progresso em IA e permitir que os Estados Unidos se mantenham no topo.

Mas a reversão da Casa Branca nos controles de exportação pode ser um reconhecimento de que a China está avançando em IA de qualquer maneira, então as empresas norte-americanas podem muito bem ser autorizadas a se beneficiar.

Isso também pode dar aos EUA outra forma de aumentar a receita para o governo, junto com as tarifas.

“Parece que houve alguma vacilação dentro da administração sobre e em relação à China, e acho que isso reflete a divisão interna dentro da administração entre os falcões da China e os pragmáticos econômicos”, disse Kreps. “Parece que, cada vez mais, os pragmáticos econômicos estão prevalecendo.”

Essa abordagem se alinharia com os argumentos de Huang, da Nvidia, que tem dito que restringir as vendas de chips de IA é ruim para a segurança nacional dos EUA.

Os desenvolvedores chineses poderiam simplesmente minar a liderança norte-americana criando suas próprias alternativas se não puderem comprar tecnologia do país, segundo Huang, que se reuniu com Trump repetidamente nos últimos meses.

A Casa Branca concorda com o CEO, acreditando que é melhor ter a China vinculada a um chip fabricado nos EUA vendido por canais legítimos do que forçá-la ao mercado negro, disse um funcionário do governo. Os chineses têm conseguido subverter os canais existentes para obter chips restritos de qualquer maneira.

Por que Trump está cobrando 15%?

Grandes questões permanecem sobre onde surgiu a ideia da comissão de 15% e o que isso poderia significar para a segurança nacional.

Um funcionário do governo disse que o pagamento permite que a administração mantenha o controle do processo de exportação e gere receita para a Casa Branca no processo.

Ainda assim, não está claro se a penalidade para Nvidia e AMD efetivamente limitará o fluxo dos chips ou eliminará quaisquer possíveis questões de segurança nacional.

“Se existe uma preocupação legítima de segurança nacional sobre a exportação desses chips para a China, então não vejo como os pagamentos ao governo dos EUA resolvem esses riscos. Na verdade, não resolvem de forma alguma”, disse Scott Kennedy, consultor sênior e presidente do conselho em negócios e economia chinesa no CSIS (Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais).

“E se não houver risco suficiente à segurança nacional ou se eles puderem ser adequadamente mitigados […] então o governo dos EUA deveria simplesmente sair do caminho e não esperar nada em troca.”

O que isso significa para a Nvidia?

A Nvidia lançou o chip H20 no ano passado como uma forma de manter acesso ao mercado chinês — que representou 13% das vendas da empresa em 2024 — diante dos controles de exportação impostos pela administração Biden.

Mas acredita-se que os chips tenham contribuído para o DeepSeek, um modelo avançado de IA chinês que abalou o Vale do Silício após seu lançamento no início deste ano, levantando preocupações de que a China estaria mais à frente em IA do que se pensava anteriormente.

Depois que a administração Trump proibiu as vendas do H20 para a China em abril, a Nvidia disse que teve bilhões de dólares em encargos e perda de receita devido aos controles de exportação no primeiro trimestre e projetou um resultado semelhante no segundo trimestre.

Assim, mesmo que tenha que repassar 15% dessas vendas para a Casa Branca, retomar os envios do H20 para a China poderia significar bilhões de dólares a mais em receita para a Nvidia — que se tornou a primeira empresa de capital aberto a ultrapassar US$ 4 trilhões em valor de mercado no mês passado.

As ações da Nvidia subiram até 0,5% na segunda-feira (11).

Qual a importância desses chips?

Na segunda-feira (11), Trump chamou o chip H20 da Nvidia de “obsoleto”, dizendo que a China “já o possui em uma forma diferente.”

“Esses H20s ainda são estado da arte”, disse Kennedy do CSIS. Embora sejam menos avançados, em alguns aspectos, do que outros chips da Nvidia, “eles também vêm com elementos que os tornam extremamente sofisticados e valiosos”, incluindo suas capacidades de memória.

“Acho que sugestões de que eles são obsoletos subestimam o valor para o usuário”, disse ele.

A Nvidia provavelmente considerou que há demanda chinesa suficiente pelos chips para tornar a comissão de 15% para a Casa Branca uma compensação válida para seus negócios, segundo Kreps.

“Você tem que fazer um cálculo baseado no que foi perdido com os controles de exportação”, disse ela.

Trump aprovará chips mais avançados?

Na segunda, Trump deixou em aberto a possibilidade de a Nvidia exportar seus chips Blackwell de altíssimo desempenho por um preço mais alto.

A administração do republicano havia fechado as portas para a exportação dessa tecnologia para a China — mesmo após reverter o curso sobre o H20.

No entanto, Trump disse que consideraria permitir que a Nvidia vendesse o chip Blackwell.

“O Blackwell é superultraavançado. Eu não faria um acordo com isso, embora seja possível”, disse Trump. “Eu faria um acordo um pouco aprimorado de forma negativa. Blackwell, em outras palavras, tirar 30% a 50% dele, mas esse é o último e o melhor do mundo. Ninguém tem isso. Eles não terão por cinco anos.”

Trump disse que Huang voltará à Casa Branca no futuro para discutir a venda de uma versão “não aprimorada” do Blackwell.

“Acho que ele virá me ver novamente sobre isso, mas será uma versão não aprimorada do grande”, disse Trump. “Sabe, às vezes vendemos aviões de caça para um país e damos a eles 20% menos do que temos.”

O que a China quer?

Questionamentos de Pequim sobre a segurança dos chips de IA americanos também levantam incertezas sobre quão bem-sucedida a política de comissão de Trump poderia ser.

A China pode optar por não comprar os chips H20 da empresa americana Nvidia, disse no domingo (10) a conta de mídia social Yuyuan Tantian, que é afiliada à emissora estatal CCTV.

Ela alegou que os chips poderiam ter “backdoors” que afetam sua função e segurança, seguindo alegações similares anteriores da administração de cibersegurança da China.

A Nvidia tem negado repetidamente que seus produtos possuam backdoors.

No entanto, essa declaração pode ser menos uma indicação de que a China não comprará chips americanos e mais um sinal para as empresas de tecnologia chinesas continuarem inovando em semicondutores, mesmo se os envios dos EUA forem retomados, disse Kennedy.

O que isso significa para um acordo comercial mais amplo?

Para a administração Trump, a análise de custo-benefício indica que isso abre o fluxo de chips de médio porte para a China, ao mesmo tempo em que fornece à administração uma importante moeda de troca nas negociações comerciais em andamento, disse um funcionário dos EUA.

O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, classificou os controles de exportação da Nvidia como uma “moeda de negociação” nas discussões comerciais mais amplas entre EUA e China.

Mas a China está ciente disso, e seu posicionamento sobre supostas preocupações de segurança com o chip H20 neste fim de semana sugere que não será convencida tão facilmente — mesmo que deseje os chips para seu mercado.

Fonte: CNN Brasil

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Negócios

Azul anuncia encerramento de operações em 13 cidades e ajustes em rotas

Medidas atoadas pela companhia aérea buscam a recuperação financeira da operação

A Azul anunciou a interrupção de voos em 13 cidades, cortando ao todo 53 rotas que apresentam baixa rentabilidade. Essa iniciativa faz parte de um plano de reestruturação da empresa, que está em processo de recuperação judicial nos Estados Unidos desde maio deste ano.

A companhia ainda não revelou quais localidades serão afetadas nem as rotas que serão descontinuadas. O foco da Azul será concentrar suas operações nos aeroportos estratégicos de Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife, conhecidos como hubs, para otimizar a conectividade e reduzir a dependência de múltiplas conexões.

Além da redução da malha aérea, a Azul pretende diminuir sua frota em cerca de um terço e ajustar os preços das passagens para aumentar a receita. A meta é alcançar uma ocupação média de 83% nos voos, o que deve contribuir para a recuperação financeira da empresa.

O plano também inclui melhorias no atendimento a bordo, buscando oferecer uma experiência mais satisfatória aos passageiros. A empresa está reforçando suas fontes de receita, incluindo a cobrança por bagagens despachadas.

Para viabilizar essas mudanças, a Azul está negociando um financiamento de US$ 1,6 bilhão, que ajudará a reduzir sua dívida em mais de US$ 2 bilhões. A expectativa é que o processo de recuperação judicial seja concluído até fevereiro de 2026, momento em que a companhia espera estar em uma posição financeira mais estável.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior

5 empresas que já sofrem graves perdas com o tarifaço de Trump contra o Brasil

Dificuldade para redirecionar mercadorias, redução de vendas e risco de demissões tiram o sono de negócios que vendem para os Estados Unidos

A entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, na quarta-feira, 6, já causa prejuízos palpáveis – e, em muitos casos, dramáticos – para empresas que exportam seus produtos para lá. Os impactos são vistos em diversos setores – do agronegócio aos fabricantes de máquinas e equipamentos – e atingem negócios de todos os portes – de pequenas empresas a gigantes da economia brasileira.

A inclusão de quase 700 itens na lista de exceções representa um alívio para cerca de 40% das exportações do Brasil para o mercado americano, mas uma série de negócios foram atingidos em cheio. É o caso, principalmente, do agronegócio, uma vez que pescados, carne bovina, frutas e café estão entre os produtos que agora pagam uma tarifa de 50% para entrar no mercado norte-americano.

Produtos produzidos sob medida para os EUA, atendendo a requisitos específicos desse mercado, também estão entre os grandes perdedores. Veja algumas empresas de diferentes portes e áreas de atuação que já enfrentam fortes impactos em suas operações:

Frescatto

Fornecedora de peixes e lagostas congeladas para os Estados Unidos, a Frescatto correu para despachar o máximo de mercadoria possível antes da entrada em vigor do tarifaço — um movimento que custou caro para a empresa. Em uma das vendas que estava em andamento em julho, a Frescatto teve que oferecer um desconto de 40% ao comprador americano para salvar o negócio. A companhia absorveu todo o impacto negativo e saiu no prejuízo nesse caso. Novas condições de venda foram negociadas com fornecedores e clientes da empresa, de modo que cada um vai absorver uma parte do impacto, mas a expectativa é de queda expressiva nas vendas aos EUA. “Estamos fazendo testes com volumes muito menores”, diz Rafael Barata, diretor de comércio exterior da Frescatto. A empresa busca  agora mercados alternativos ao americano para preservar sua frente de exportação. Diversificar destinos leva tempo, mas se mostra necessário. “Nossa visão é que a tarifa inviabiliza as vendas aos EUA no longo prazo”.

Ibacem

A Ibacem é a maior exportadora brasileira de mangas para os Estados Unidos. A empresa familiar foi fundada em 1986, em Juazeiro (BA), e é um caso de sucesso da agricultura do Vale do São Francisco. Recentemente, tem exportado mais de 16 milhões de toneladas de manga anualmente para diversos países. Apesar da manga ser uma commodity, não é tão fácil direcionar o produto que seria vendido aos americanos para outras regiões, já que o volume é muito grande, de modo que a colheita que começa neste mês de agosto e termina em outubro, a princípio, seria quase toda direcionada ao país. O envio nessa escala está totalmente inviabilizado pela taxação. “Vamos embarcar um volume mínimo para os Estados Unidos”, diz Nelson Costa Filho, presidente da Ibacem. O executivo conta que o tarifaço gera um desequilíbrio geral nos preços, pois as frutas que serão redirecionadas para outros mercados como o europeu criarão uma sobreoferta, agravando os prejuízos.

Soul Brasil

A produtora de geleias, pimentas e molhos Soul Brasil Cuisine tinha grandes planos para os Estados Unidos, mas eles foram frustrados pelo tarifaço — e a empresa colhe o prejuízo. A Soul abriu um escritório no país de Trump no início do ano para começar a operar por lá. A ideia era enviar um primeiro carregamento de 50 000 dólares neste mês de agosto, mas a ação foi suspensa. “Conseguimos revender uma parte da carga para a Holanda, enquanto a outra parte simplesmente deixará de ser produzida”, diz Peter Feddersen, sócio da empresa. Os americanos não vão ter amplo acesso às geleias de frutas típicas brasileiras tão cedo. Segundo a Associação Nacional da Micro e Pequena Indústria (Simpi), cerca de 3 000 de suas empresas associadas exportam diretamente para os Estados Unidos — e a maioria delas está reportando cancelamentos de encomendas, segundo o presidente do Simpi, Joseph Couri. “Nossa orientação é que negociem ao máximo com seus clientes para manter as vendas sem perder dinheiro e que, ao mesmo tempo, busquem outros mercados”, diz.

Leardini Pescados

Apesar da Leardini Pescados vender seus produtos para diversos países, redirecionar parte das exportações agora taxadas pelos Estados Unidos não é uma tarefa fácil. Os americanos têm uma alta demanda por produtos como lagosta e atum, de preço mais elevado, o que restringe a busca por outros compradores. O mercado brasileiro não tem capacidade de absorver a oferta, o que é a principal preocupação da empresa catarinense. O sócio Attilio Leardini alerta para uma possível perda de empregos “de proporções monumentais” no setor se nada mudar no médio prazo. A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), que representa 90% das exportações nacionais do produto, incluindo as da Leardini, compartilha da mesma preocupação e pede que o governo federal ajude o setor. “(Uma linha de crédito emergencial) é crucial para evitar um colapso imediato e dar fôlego até que se encontre uma solução duradoura”, disse a associação em um comunicado.

Forbal

A confiança que o setor privado depositou nos Estados Unidos ao longo de décadas agora cobra um preço alto de muitos negócios. A gaúcha Forbal, que fabrica peças para tratores e máquinas agrícolas, tem boa parte da produção feita sob medida para o mercado americano, inviabilizando a revenda para outras regiões em meio ao tarifaço. A empresa ainda tenta vender as peças, mas a taxação dificulta acordos. “Alguns clientes americanos perderam o interesse em negociar conosco, devido ao aumento do custo”, diz Giuliano Santos, presidente da Forbal. A empresa dobrou a aposta nos Estados Unidos ao inaugurar um centro de distribuição em Tampa, no estado da Flórida, em março deste ano — menos de um mês antes de o presidente americano, Donald Trump, anunciar tarifas recíprocas contra uma série de países e, três meses depois, a alíquota elevadíssima contra o Brasil. Antes da guinada protecionista, a Forbal queria aumentar a participação de suas exportações no faturamento de 14% para 50% em três anos. A estratégia teve que ser totalmente reavaliada.

Fonte: Veja

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Comércio Exterior

Governo deve anunciar medidas de apoio a empresas alvo das tarifas americanas

Diversificação de mercados; Encontro do PSD e outros destaques

O governador Jorginho Mello (PL) deve anunciar na próxima semana um pacote de medidas em apoio às empresas catarinenses que serão impactadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. O aumento das tarifas afetará setores estratégicos, o que fez com que o governo montasse uma verdadeira força-tarefa com as principais secretarias da sua área econômica. 

A Federação das Indústrias (Fiesc) tem auxiliado na elaboração das propostas, trocando informações com o governo e mantendo contato com a Confederação Nacional da Indústria em busca de dados sobre os impactos. Um escritório de advocacia americano também está prestando informações sobre o cenário. A ideia principal é manter os empregos, pelo menos por um período, para evitar a queda da renda no Estado. As pessoas ouvidas pela coluna deixaram a impressão de que o conceito está pronto; o que falta são os números. 

A força-tarefa é composta por técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda, junto com as secretarias de Indústria, Comércio e Serviços; Planejamento; Agricultura; Articulação Internacional; Badesc, BRDE e a InvestSC. A proposta, que deve ser concluída até amanhã, contempla três frentes principais: 

Apoio financeiro e fiscal – A ideia é dar um alívio imediato para as empresas impactadas pela nova tarifação. Entre as propostas que serão apresentadas ao governador, está a criação de linhas de crédito emergenciais com prazos mais estendidos, carência e taxas reduzidas. A operação ficará por conta do Badesc e do BRDE. Também deve entrar no pacote a ampliação ou reestruturação de programas estaduais já existentes, focando nas empresas exportadoras. 

As empresas, caso os estudos apontem que é possível e Jorginho Mello aprove as propostas, poderão contar com incentivos fiscais temporários e mecanismos de diferimento de tributos. Ou seja, as empresas que compram insumos para exportação ou industrialização deixarão de pagar o ICMS por um período, o que, na opinião das fontes, aliviará o fluxo de caixa. Na prática, não se trata de uma isenção, mas de um retardo no recolhimento do imposto. A antecipação da devolução de crédito de ICMS também está na mesa de discussão. 

Diversificação de mercados

A Secretaria de Articulação Internacional e a InvestSC trabalharão para identificar novos mercados para os produtos catarinenses que ficarão represados por conta do aumento das tarifas dos EUA. “A ideia é promover ações de diplomacia comercial e inteligência de mercado para reorientar parte das exportações atingidas”, relatou uma fonte. 

Para atender às empresas e reduzir os impactos, está sendo feito um mapeamento e diagnóstico técnico para identificar quais serão diretamente impactadas. A ideia é construir um retrato dos prejuízos, permitindo que o pacote seja direcionado com mais precisão às reais necessidades de quem for atingido. 

O que pode atrasar um pouco o anúncio é o fato de que o governo ainda não sabe quais produtos foram excluídos da taxação. A grande preocupação, por exemplo, é com a madeira, que representa um percentual muito grande no volume de exportações. O formato do plano dependerá dos possíveis prejuízos que esse setor, em específico, terá. 

Complementação 

Outro ponto importante é que o Governo do Estado pretende realizar ações que complementem as que serão realizadas pelo Governo Federal. Porém, há uma ideia de que, se não houver um anúncio de Brasília a curto prazo, o plano para Santa Catarina será colocado em prática e revisto quando houver alguma iniciativa federal. 

Balanço da missão 

O senador Esperidião Amin (Progressistas) participou ontem de audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), para apresentar um balanço da missão oficial de senadores aos Estados Unidos, liderada por Nelsinho Trad (PSD). O encontro tratou das tensões comerciais entre os dois países, agravadas pela compra de petróleo russo pelo Brasil.

Segundo Amin, parlamentares democratas e republicanos sinalizaram a aprovação de uma lei, entre agosto e setembro, que poderá punir países que mantêm relações comerciais com a Rússia. O Brasil, que importa óleo diesel e defensivos agrícolas russos, pode ser diretamente afetado. 

Impacto 

De acordo com o senador Esperidião Amin (Progressistas), a possível lei americana que poderá punir com mais taxas países que compram, principalmente, petróleo russo, poderá afetar fortemente Santa Catarina. 

“Isso é muito grave. Óleo diesel é vital para a nossa economia, assim como os defensivos para a competitividade do agro”, alertou Amin. O senador também demonstrou preocupação com as exportações de Santa Catarina, como madeira, pescado, compressores e motores elétricos, que ainda enfrentam barreiras tarifárias. 

Selecionando a imprensa? 

Uma novidade na comunicação do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), como presidente da Fecam. Em agenda hoje, no Oeste, para a chamada “Rota Municipalista”, ele estará em Chapecó para se reunir com os prefeitos dos municípios da região da Amosc, em encontro que terá início às 08h30. Procurada por veículos interessados em uma entrevista com Topázio, a assessoria pediu foto dos jornalistas que farão a entrevista, uma biografia e, pasmem, o posicionamento político. Nem em cobertura presidencial se pede o posicionamento político do jornalista, que é algo irrelevante. Um verdadeiro ataque ao jornalismo livre. 

Encontro do PSD 

O PSD realizará na próxima segunda-feira (11), no Expocentro de Balneário Camboriú, mais um Encontro Estadual do partido. Entre as presenças confirmadas, o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia; o prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues; e o governador do Paraná e pré-candidato à Presidência da República, Ratinho Júnior. O início está marcado para as 19h30 e terá como anfitriã a prefeita Juliana Pavan. Deputados estaduais e federais, além de prefeitos e vereadores, também são esperados. Entre os temas da pauta, estão o bem-estar animal, políticas públicas para as mulheres e o fortalecimento da família. “O PSD está ampliando sua presença e relevância em temas que fazem diferença na vida dos catarinenses”, afirmou o presidente estadual, Eron Giordani. 

Alesc Itinerante 

A forte presença de representantes da sociedade civil, prefeitos, vereadores e entidades foi um dos pontos altos da edição do programa Alesc Itinerante, realizada nesta semana em Mafra. O presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), destacou o envolvimento da população como essencial para o sucesso da iniciativa. “Foram quase 100 vereadores, uma dezena de prefeitos, diversas entidades. Tivemos também o acompanhamento da juventude, com a presença das câmaras mirins”, comentou, mencionando a participação de jovens parlamentares de Mafra, São Bento do Sul e Itaiópolis. Segundo Garcia, o objetivo é justamente aproximar o Legislativo da sociedade. “O que tem de mais importante nessa aproximação é a participação da sociedade, como vimos aqui em Mafra”, concluiu. 

Quinto 

A advogada Giane Bello oficializou sua candidatura ao Quinto Constitucional da OAB, para disputar uma vaga no Tribunal de Justiça. Com quase 30 anos de atuação, Giane destacou o compromisso com a transparência e com o diálogo igualitário entre os profissionais. “Coloco meu nome à disposição com o propósito de servir e bem representar a classe junto ao Poder Judiciário”, afirmou.

A advogada foi diretora da Caixa de Assistência dos Advogados e conselheira estadual, com atuação na reformulação da tabela de honorários e em ações de proteção à advocacia. Após sofrer agressão no exercício da profissão, foi uma das responsáveis pela elaboração do projeto de lei que tramita no Senado e propõe medidas de proteção para advogados.

Fonte: Guararema News

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