Negócios

Dois suecos criaram o Flightradar24 como hobby em 2006; acabaram de vendê-lo por uma fortuna

Eles eram dois entusiastas da aviação que chegaram ao monopólio global do monitoramento aéreo, marcado por margens de lucro estratosféricas

O Flightradar24 vendeu 35% de suas ações para o fundo londrino Sprints Capital, avaliando a empresa em 500 milhões de dólares. Os fundadores embolsaram 175 milhões, mantendo o controle com os 65% restantes.

A operação torna Mikael Robertsson e Olov Lindberg bilionários, dois entusiastas da aviação que criaram a plataforma em 2006 como projeto pessoal. Hoje, o Flightradar é o líder mundial incontestável em monitoramento aéreo em tempo real.

O Flightradar24 faturou 420 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 242.700.000) em 2024, com crescimento de 18% e margem de lucro de 52%. Uma rentabilidade extraordinária no setor tecnológico.

A empresa combina três fontes principais de receita:

  1. Assinaturas premium (Silver, Gold e Business), que desbloqueiam funções avançadas como dados históricos e camadas meteorológicas.
  2. Publicidade na versão gratuita básica.
  3. Venda de dados comerciais para companhias aéreas, reguladores e empresas do setor.

O sucesso se baseia em uma rede global de mais de 30.000 receptores ADS-B operados por voluntários, que captam os sinais dos aviões. Essa infraestrutura colaborativa deu à empresa uma vantagem competitiva decisiva sobre rivais como o FlightAware.

Em fóruns como o Reddit, alguns usuários já manifestaram preocupação sobre o futuro do Flightradar sob propriedade de capital de risco. Temem que seja priorizada a monetização agressiva em detrimento da qualidade do serviço e do acesso gratuito.

Os fundadores suecos mantiveram o controle por 18 anos, construindo um monopólio de fato antes de abrir o capital — algo que ocorreu apenas parcialmente, com a dupla mantendo o controle. Uma lição de paciência estratégica.

Agora, a Sprints Capital, conhecida por seus investimentos na Hemnet e na Modular Finance, fornecerá recursos para a expansão internacional. Os fundadores garantiram uma fortuna considerável sem perder o comando de sua própria criação.

Imagem: FlightRadar24
Fonte: Xataka Brasil

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Evento, Negócios

PLEX e Tramontina Logistics reforçam parceria global e participam do Comex Tech Forum 2025

No dia 17 de setembro, o São Paulo Expo será palco do Comex Tech Forum (CTF25), o maior evento do Brasil dedicado ao Comércio Exterior, Inovação e Tecnologia, reunindo lideranças nacionais e internacionais para debater tendências, apresentar soluções práticas e explorar os desafios do comércio global.

Entre os destaques da programação, está a participação de Marcelo Borges, CEO da Tramontina USA, que ministrará do painel “Exportações inteligentes: operações otimizadas para explorar novos mercados”, trazendo insights sobre como a eficiência logística e a integração de processos podem impulsionar a competitividade internacional das empresas. 

Além da palestra de Marcelo Borges, a PLEX e a Tramontina Logistics também marcarão presença com um estande exclusivo no Comex Tech Forum 2025, onde irão apresentar suas soluções integradas em desembaraço aduaneiro, logística inteligente e operações globais, reforçando a parceria estratégica entre as empresas.

Parceria sólida: PLEX + Tramontina Logistics

A parceria entre PLEX Internacional Logistics e a Tramontina Logistics, iniciada em 2021, já se consolidou como referência no setor. O que começou com apenas alguns processos de desconsolidação de cargas, passou rapidamente também para alguns processos de desembaraço aduaneiro das importações da Tramontina, evoluindo para quase 90% das operações. Hoje, as empresas trabalham lado a lado oferecendo soluções completas em desembaraço aduaneiro, logística inteligente e armazenagem e distribuição estratégica.

Com uma estrutura de peso, a Tramontina Logistics conta com 24 centros de distribuição, 10 fábricas e 25 unidades ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, a unidade localizada em Sugar Land (Texas) é a maior operação internacional da companhia, responsável por 31% dos colaboradores no exterior e atendimento a gigantes do varejo como Walmart, Sam’s Club, Costco e Home Depot.

A infraestrutura logística inclui 34 mil m² de armazéns, 45 mil posições-palete, 29 docas, controle de temperatura e sistemas de segurança de ponta, além de operações de cross-docking, dropshipping com capacidade para movimentar mais de 30 mil caixas por dia e soluções digitais que permitem acompanhamento em tempo real.

Sobre a PLEX Internacional Logistics

A PLEX International Logistics é uma empresa americana com sede em Doral, Flórida, especializada em soluções de logística internacional, transporte, armazenagem e desembaraço aduaneiro. Apesar da base nos Estados Unidos, a companhia tem raízes brasileiras, em especial em Santa Catarina, o que fortalece sua conexão com o mercado nacional e amplia sua atuação global com a agilidade e a proximidade típicas da região.

O que esperar do CTF25

Organizado pela Logcomex, o Comex Tech Forum contará com trilhas de conteúdo que abordarão desde inteligência artificial, geopolítica e inovação até temas técnicos como compliance aduaneiro, nearshoring, portos, terminais e supply chain.

O evento oferecerá:

  • Keynotes nacionais e internacionais sobre inovação, liderança e comércio global.
  • Painéis dinâmicos sobre aduanas, trade finance, logística integrada e indústria 4.0.
  • Uma área de exposição com soluções tecnológicas e serviços logísticos de ponta.
  • Um happy hour de encerramento com música ao vivo, estimulando o networking em um ambiente mais descontraído.

Conexão para o futuro

Com a participação de líderes como Marcelo Borges e a presença de empresas inovadoras, o Comex Tech Forum 2025 promete reforçar seu papel como ponto de encontro estratégico do setor. Mais do que discutir tendências, o evento deve mostrar como a união entre tecnologia, inovação e expertise logística pode transformar a forma como o comércio exterior será conduzido no Brasil e no mundo.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Negócios

Receita Federal oportuniza autorregularização para empresas com pendências na tributação do IPI

Divergências em montante superior a R$ 240 milhões foram identificadas em quase 1,5 mil empresas.

A Receita Federal iniciou nova edição da ação de conformidade para regularização de divergências tributárias relativas ao Imposto de Produtos Industrializados – IPI. Os alertas foram enviados a 1.469 contribuintes PJ, totalizando R$ 244,9 milhões.

A operação faz parte do trabalho de Malha Fiscal Digital, que realiza análise de dados e cruzamento de informações prestadas pela própria pessoa jurídica e por terceiros, visando orientar a autorregularização das divergências identificadas.

Nesse parâmetro de malha se analisa saldo devedor de IPI na Escrituração Fiscal Digital do tributo – EFD ICMS/IPI – e inexistência de declaração em DCTF/DCOMP e/ou não recolhimento dos correspondentes valores, total ou parcialmente.

A primeira etapa da operação foi o envio de Avisos de Autorregularização (cartas via Correios e mensagens para a Caixa Postal do contribuinte no e-CAC), com informações e orientações de como se regularizar.

O prazo para autorregularização indicado é 24/10/2025. Após, os contribuintes estarão sujeitos à lavratura de autos de infração para constituição do crédito tributário, com os devidos acréscimos legais (juros de mora e multa de ofício).

A edição realizada em 2024 resultou no envio de 1.400 avisos de autorregularização com valor de divergência na ordem de R$ 544 milhões. Foram autuados 544 contribuintes que não se regularizaram, no valor de crédito tributário total de cerca de R$ 163 milhões.

Informações sobre a ação e orientações sobre como se regularizar estão disponíveis neste endereço eletrônico.

Para esse parâmetro de malha, nessa edição, 59,8% dos contribuintes e 64,4% dos valores de divergências estão em Estados da região sudeste. Os dados estão detalhados na tabela a seguir.

RegiãoQuantidade empresasValor divergência
Norte44 11.095.172 
Nordeste15520.304.766 
Centro-Oeste659.899.118 
Sudeste878 157.711.741 
Sul 327 45.964.888 
Brasil1.469244.975.684

Fonte: Receita Federal

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Comércio Exterior, Negócios

22 empresas embarcam para missão comercial do Franchising Brasil na Argentina

A delegação irá participar de workshops, de visitas técnicas e da 30ª Expo Franquicias Argentina 2025 em Buenos Aires

Dos dias 9 a 12 de setembro, 22 marcas de franquias brasileiras estarão em Buenos Aires, Argentina, para uma missão comercial. Essa é uma iniciativa do programa Franchising Brasil, uma parceria entre a Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), focado na internacionalização de empresas brasileiras do setor de franquias. 

A agenda inclui imersão no mercado de franquias argentino por meio de workshops, visitas técnicas a stakeholders do setor e dois dias de participação na Expo Franquicias 2025. Conta também com o apoio da Embaixada do Brasil, órgãos do governo local e da Associação Argentina de Marcas e Franquias (AAMF).

A missão tem como objetivo expandir o intercâmbio comercial entre os países e reforçar a atuação das marcas brasileiras no mercado internacional. Dentre as 22 franquias que farão parte da delegação, estão: Aramis, Bateras Beat, Bee Delivery, Buddha Spa, Casa do Construtor, Corpo Bueno, Doutor Sofá, Fast4You, Global Franchise, HGM, Ital’in House, Lavateria, Lave & Pegue, Maria Pitanga, Mercadão dos Óculos, New Shoes, Popcorn Gourmet, Rede Vistorias, Space Hunters, Urban Performance, VC.autor e Yungas.

Na agenda do primeiro dia, os participantes se reunirão para um Workshop de Soft Landing na Embaixada do Brasil na Argentina. A partir de conversas e apresentações com advogados, consultores e franqueados locais, o encontro visa capacitar os empresários brasileiros para sua expansão internacional, com foco no mercado argentino. Para finalizar o dia, será realizado um coquetel de boas-vindas da AAMF, evento de networking que reunirá empresários de diversos países e servirá como preparação para os dois dias de feira.

No segundo dia, os participantes terão a oportunidade de visitar a Café Martínez, uma das mais tradicionais redes de cafeterias argentinas; a Arredo, uma rede argentina de casa e decoração; e o Shopping Alto Palermo, um dos shoppings mais emblemáticos de Buenos Aires. O objetivo desta etapa é compreender os desafios enfrentados pelos franqueadores, as adaptações realizadas pelos franqueados e as especificações técnicas exigidas pelos centros comerciais na Argentina.

No terceiro e no quarto dia, os representantes das marcas participarão da Expo Franquicias Argentina 2025, no espaço para eventos La Rural, no pavilhão Ocre. A feira reúne, anualmente, marcas locais e internacionais, consultores, fornecedores e potenciais investidores. O evento já realizou 29 edições de sucesso, consolidando-se como a maior vitrine de negócios de franquias na Argentina.

O Franchising Brasil terá um estande no qual oito empresas terão a oportunidade de ser expositoras, representar suas marcas e fazer reuniões. As empresas visitantes terão uma abertura maior para conhecerem os demais estandes e estabelecer novos contatos.

Bruno Amado, gerente executivo do Franchising Brasil e de Projetos Internacionais da ABF, explica que a participação de marcas brasileiras no evento reforça o compromisso de conectar o franchising brasileiro a novos mercados estratégicos. “A Argentina é um parceiro comercial de grande relevância para o Brasil, e essa missão abre portas para que nossas marcas conheçam de perto o ecossistema local, construam relacionamentos e identifiquem oportunidades de expansão”, afirma. “Essa troca de experiências fortalece não só as empresas participantes, mas também todo o setor de franquias brasileiro”, conclui.

Fonte: Franchising Brasil

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Negócios

WEG se torna líder global em motores elétricos de baixa tensão

A empresa brasileira alcança 16% de participação no mercado global, superando a ABB, histórica líder do setor

A WEG se tornou a maior produtora mundial de motores elétricos de baixa tensão, com 16% de participação de mercado, segundo dados do relatório de 2025 da Omdia. A companhia ultrapassou a ABB, que ficou com 15,5%. Esse marco reflete a estratégia de internacionalização da WEG e sua contínua verticalização, com destaque para operações em países como China e México, que visam ampliar a produção local.

Rodrigo Fumo Fernandes, Diretor de Motores da WEG, comentou que o foco em produção local e a constante revisão do portfólio de produtos foram essenciais para alcançar a liderança. Ele ressaltou que a expansão internacional foi um dos principais motores dessa conquista. A mudança no ranking global também é atribuída ao desempenho competitivo da WEG em comparação com empresas tradicionais europeias, cujos custos de produção mais elevados limitaram seu crescimento.

Além disso, a chinesa Wolong se destacou ao conquistar 7,5% de participação de mercado, enquanto a Siemens perdeu força após vender suas operações de motores para um fundo de private equity. Mesmo com desafios, como as políticas tarifárias nos EUA, a WEG segue consolidando sua posição de liderança no setor.

Fonte: Brasil 247

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Comércio, Negócios

O próximo passo de um império de energéticos em SC: R$ 30 milhões para crescer

Nova planta em Tubarão vai reforçar logística da Baly e sustentar crescimento da marca, que já disputa a vice-liderança do setor com gigantes globais

O mercado brasileiro de energéticos passou por uma reconfiguração nos últimos anos.

Marcas nacionais, antes vistas como nichadas ou regionais, começaram a ocupar espaço em um setor historicamente dominado por multinacionais.

No centro dessa transformação está a Baly, empresa criada em Tubarão, no interior de Santa Catarina, que tem expandido presença no Brasil e no exterior com um portfólio voltado ao consumidor local.

Agora, a marca dá mais um passo para sustentar esse crescimento. A Baly anunciou a compra das instalações da Itagres Revestimentos Cerâmicos, em Tubarão, no interior de Santa Catarina, em um leilão judicial realizado nesta terça-feira, 2.

A operação envolveu um investimento de 30,9 milhões de reais, sendo 29,6 milhões de reais no imóvel e 1,3 milhão de reais em maquinário.

O novo espaço será usado como centro de apoio logístico da companhia, com geração estimada de 200 empregos diretos.

O movimento, segundo a empresa, é parte do plano de longo prazo para estruturar sua operação logística e acelerar a distribuição nacional e internacional dos produtos.

“A aquisição deste espaço é um marco para a Baly. Trata-se de um movimento que garante infraestrutura sólida para atender nosso crescimento e oportunidade de distribuição no Brasil, além de fortalecer nossa presença internacional”, afirma Mário Júnior Cardoso, diretor de operações da empresa, conhecido como Marinho.

“Já exportamos para Uruguai, Paraguai, Chile, México e Estados Unidos, e enxergamos novas oportunidades tanto na América Latina quanto na América do Norte. Este investimento nos dá ainda mais segurança para avançar, além de também resolver um problema econômico e social, colaborando com o desenvolvimento do município com a geração de mais empregos”, diz o executivo.

A nova planta tem localização estratégica, com frente para a BR-101, principal corredor logístico do estado.

O espaço deve operar como centro de apoio às duas unidades fabris da Baly — uma em Tubarão e outra em Treze de Maio, com 30 mil e 20 mil metros quadrados, respectivamente —, que concentram toda a produção dos 29 sabores de energético da empresa.

Qual é a história da Baly

Se hoje o energético é o carro-chefe, a trajetória da Baly começou com outra proposta.

Quando Mário Cardoso e o sobrinho fundaram a empresa, em 1997, o foco era a comercialização de cachaças e vinhos — atividade que seguiu por mais de uma década.

A guinada veio em 2009, durante o Carnaval, quando a Baly viu a oportunidade de lançar energéticos em embalagens PET, uma inovação em um mercado ainda concentrado em latinhas. “A chegada das garrafas PET às prateleiras democratizou a bebida entre novos consumidores, especialmente nos grupos de amigos e famílias”, afirma Dayane Titon Cardoso, diretora comercial e de marketing da Baly.

A estratégia funcionou e impulsionou o energético a assumir a liderança no portfólio da empresa, enquanto as bebidas alcoólicas foram gradualmente deixadas de lado. Apenas em 2017 a Baly voltaria a atuar nesse segmento, com o lançamento de uma linha de cervejas.

Como a Baly cresceu e mudou o mercado

O salto da Baly foi potencializado a partir de 2017, quando Dayane e Mário Cardoso assumiram a gestão com foco total na leitura do mercado e no atendimento às novas demandas dos consumidores brasileiros.

Uma das principais lacunas identificadas era a oferta de produtos saborizados, segmento ainda pouco explorado pelas multinacionais de energético.

“Como temos produção nacional, conseguimos preços mais competitivos e ajudamos a democratizar o mercado de sabores, que era carente”, afirma Dayane. “Durante a pandemia, isso ficou muito claro. Fomos lançando vários sabores diferentes, e todos com aderência do público.”

Hoje, a Baly oferece um portfólio diversificado, com 28 sabores — de clássicos como Maçã Verde e Tropical a misturas como Abacaxi com Hortelã e Coco com Açaí.

Entre os líderes de vendas estão Tropical, Maçã Verde, Melancia e o mix Morango com Pêssego.

Um dos diferenciais do crescimento foi a proximidade com os pontos de venda. “Valorizamos muito onde o produto está”, afirma Dayane. “Estamos gastando bastante sola de sapato para saber o máximo de necessidade que o cliente tem, e o ponto de venda dá muitas informações, da necessidade às ausências.”

Exemplo dessa escuta ativa foi a percepção da ausência de um energético sabor Maçã Verde, muito usado por bartenders em drinques. A Baly não perdeu tempo e transformou a demanda em produto, que rapidamente se tornou um dos mais vendidos.

No segmento zero açúcar, a Baly informa ter contribuído com 35% do share de volume nos últimos 12 meses móveis no canal moderno, segundo levantamento da NielsenIQ encomendado pela empresa. Esse percentual subiu para 39% no primeiro trimestre de 2025, reforçando a liderança da marca também nessa categoria em expansão.

“Hoje temos diversos sabores que são brasileiros, escolhidos pelo cliente brasileiro. É um atributo que acredito fortemente que nos fez chegar até aqui”, afirma Dayane.

O crescimento de uma marca nacional no setor dos energéticos

Com produção e distribuição nacional, a Baly tem feito movimentos consistentes para ganhar escala num dos setores mais competitivos da indústria de bebidas.

Segundo dados internos da empresa, a produção anual chegou a 205 milhões de litros de energético em 2024. Apenas nos primeiros quatro meses de 2025, a Baly afirma já ter produzido 90 milhões de litros — o que mantém um crescimento médio de cerca de 50% ao ano.

Em termos de participação de mercado, a marca catarinense informa que atingiu, no primeiro trimestre de 2025, 25% de share de volume — um avanço de 4,2 pontos percentuais nos últimos 12 meses móveis, de acordo com um levantamento encomendado pela empresa à NielsenIQ. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2025 e o quarto trimestre de 2024, a Baly afirma ter registrado alta de 27% na participação de volume.

A empresa também afirma ter sido responsável por cerca de 49% do crescimento total da categoria de energéticos no Brasil no primeiro trimestre deste ano, contribuindo com 4,4 pontos percentuais dentro de um avanço total de 7,7 pontos percentuais no período. Procurada, a NielsenIQ, responsável pela aferição, informou que não divulga publicamente dados de market share por serem sigilosos contratualmente.

Apesar da limitação de acesso aos dados brutos, o posicionamento da marca é claro: ela se consolidou como uma das três maiores do país e disputa agora a vice-liderança do setor. “Hoje temos um portfólio 100% nacional, com sabores pensados para o consumidor brasileiro. Isso nos aproximou do mercado e nos permitiu crescer com velocidade”, afirma Dayane.

Fonte: Exame

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Investimento

Investimento chinês dobra no Brasil, que agora é o terceiro principal destino

“É excelente a entrada da China. Vai promover um choque de competitividade com outras empresas no setor brasileiro industrial”, disse Uallace Moreira, chefe de desenvolvimento industrial do MDIC

O Brasil se tornou o terceiro maior destino de investimentos chineses no mundo e o número 1 fora da Europa, segundo um novo estudo, com dezenas de projetos em diversos setores atraindo US$4,2 bilhões no ano passado, em meio ao fortalecimento dos laços diplomáticos.

O estudo do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC), um centro de estudos, mostrou que o investimento direto chinês no Brasil mais que dobrou em 2024 em relação a 2023, com empresas investindo tanto em projetos de energia quanto em novas áreas como carros elétricos.

“É excelente a entrada da China. Vai promover um choque de competitividade com outras empresas no setor brasileiro industrial”, disse Uallace Moreira, chefe de desenvolvimento industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). “Mas a gente precisa ir além e fazer com que esses investimentos desenvolvam as cadeias produtivas aqui”, acrescentou.

Muitas fábricas chinesas no país ainda importam peças fabricadas na China para montagem final no Brasil, incluindo algumas montadoras de carros elétricos. Esse tipo de investimento gera menos empregos e estimula menos fábricas novas ao longo das cadeias produtivas, que são essenciais para o crescimento econômico, segundo Moreira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente chinês, Xi Jinping, se encontraram duas vezes no último ano, anunciando parcerias em diversos setores, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a guerra comercial, impondo tarifas elevadas sobre produtos de ambos os países.

Empresas chinesas têm buscado expandir seus negócios no Brasil e em outras economias em desenvolvimento, à medida que recuam dos Estados Unidos, disse Tulio Cariello, autor principal do estudo do CEBC, destacando que os investimentos chineses nos EUA atingiram apenas US$2,2 bilhões no ano passado.

“É uma tendência causada por essas tensões geopolíticas”, afirmou ele.

Ainda assim, os Estados Unidos continuam sendo a maior fonte de investimento estrangeiro direto no Brasil, com US$8,5 bilhões enviados no ano passado, segundo dados do governo. O investimento chinês no Brasil e em muitos outros países também está abaixo dos níveis anteriores.

Entre 2015 e 2019, empresas chinesas investiram em média US$6,6 bilhões por ano no Brasil. Mas Cariello explicou que muitos desses investimentos foram direcionados a poucos projetos gigantes de petróleo e energia, como linhas de transmissão e campos de petróleo offshore.

Agora, empresas chinesas estão investindo em um número recorde de 39 projetos no Brasil, em uma gama mais diversificada de setores, colocando o país atrás apenas do Reino Unido e da Hungria como destino global de capital chinês, segundo o CEBC.

O Brasil havia ocupado a nona posição entre os destinos globais em 2023 e 2022, de acordo com o estudo.

Por exemplo, as empresas de tecnologia Meituan e Didi entraram no setor de entrega de alimentos este ano, observou Cariello.

Moreira, do Ministério do Desenvolvimento, disse que muitas empresas chinesas ainda enfrentam dificuldades no Brasil devido às cadeias produtivas mais caras, ao sistema tributário complexo e às leis trabalhistas mais rigorosas.

Neste ano, procuradores processaram a montadora chinesa BYD após autoridades resgatarem 163 trabalhadores que teriam sido submetidos a condições análogas à escravidão em uma fábrica que a empresa está construindo no Brasil. A empresa negou qualquer irregularidade.

Fonte: InfoMoney

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Industria

Produção industrial recua 0,2% em julho e acumula efeitos do juro alto

Setor chega a quatro meses sem crescimento

A produção da indústria no país recuou 0,2% na passagem de junho para julho. Com esse resultado, o setor chega a quatro meses seguidos sem crescimento, o que é explicado pelo ambiente de juro alto.

O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (3) pela Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De abril a julho, a indústria acumula perda de 1,5%, sendo quedas em abril (-0,7%) e maio (-0,6%) e estabilidade em junho (0%). A última vez que o parque industrial brasileiro somou quatro meses sem expansão foi entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023.

Em relação a julho de 2024, a produção da indústria nacional mostra avanço de 0,2%. Nos últimos 12 meses, o setor apresenta expansão de 1,9%.

O resultado de julho deixa o setor 1,7% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 15,3% abaixo do nível recorde já alcançado, de maio de 2011.

Em relação ao patamar final de 2024, o setor teve expansão de 0,3%.

Efeito do juro alto
De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o cenário predominante negativo desde abril é explicado pela política monetária restritiva, ou seja, os juros altos, ferramenta do Banco Central (BC) para tentar conter a inflação.

“Em termos conjunturais, destacam-se os efeitos de uma política monetária mais restritiva – que encarece o crédito, eleva a inadimplência e afeta negativamente as decisões de consumo e investimentos. Esses fatores contribuíram para limitar o ritmo de crescimento da produção industrial no período, refletindo-se em resultados mais moderados frente aos meses anteriores”, analisa Macedo.

Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o patamar mais alto desde julho de 2006. Os juros altos têm o efeito de desestimular o consumo e o investimento para esfriar a economia e diminuir a procura por bens e serviços, consequentemente, tirando força da inflação.

Em julho, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mostrou acúmulo de 5,23% em 12 meses, fora da meta do governo 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, indo até 4,5%.

A taxa está acima do teto desde setembro de 2024 (4,42%). Em abril, chegou a 5,53%, o ponto mais alto desde então. 

Setore
Na passagem de junho para julho, o IBGE identificou queda em 13 das 25 atividades industriais. Os destaques negativos foram:

  • metalurgia (- 2,3%)
  • outros equipamentos de transporte (-5,3%)
  • impressão e reprodução de gravações (-11,3%)
  • bebidas (-2,2%)
  • manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,7%)
  • equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2%)
  • produtos diversos (-3,5%)
  • produtos de borracha e de material plástico (-1%)

Entre as atividades com alta na produção, os principais impactos positivos vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,9%), alimentícios (1,1%), indústrias extrativas (0,8%) e produtos químicos (1,8%).

Em relação às grandes categorias, bens de consumo duráveis (-0,5%) e bens de capital (-0,2%) registraram altas na passagem de junho para julho. Bens de capital são máquinas e equipamentos.

Por outro lado, bens intermediários, ou seja, que serão transformados em outros produtos, cresceram 0,5% e bens de consumo semi e não duráveis aumentaram 0,1%.

Tarifaço
De acordo com André Macedo, o resultado de julho teve reflexos também do tarifaço americano, que só começou na primeira semana de agosto. Isso se explica pelo fato de que a ameaça de taxação das exportações brasileiras para os Estados Unidos mexeu com expectativas e decisões futuras de empresários, principalmente os que têm atividades voltadas para o mercado externo.

Macedo ressalta que a predominância negativa desde abril é fundamentada pela política de juros.

“Dentro do resultado geral, [o tarifaço] não tem muita importância no momento”, disse.

Fonte: Folha de Pernambuco

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Sustentabilidade

Na China, comitiva do SENAI visita empresa referência global em tecnologia verde

Grupo terá encontros em universidades e institutos tecnológicos para impulsionar inovação, tecnologia, Indústria 4.0 e cooperação entre os dois países

Em seu primeiro compromisso na China, a comitiva do SENAI em missão para fortalecer o ensino profissional no Brasil visitou a Envision Energy, em Xangai, líder global em tecnologia verde com foco em energia renovável.

A empresa atua em turbinas eólicas inteligentes, armazenamento de energia e soluções em hidrogênio verde. Também patrocina e opera a Envision Racing, equipe da Fórmula E, disputada por carros com motores elétricos e usada como plataforma para promover inovação, mobilidade elétrica e ação climática.

A missão prevê encontros em outras companhias de destaque mundial, como a Shining 3D Tech, referência em manufatura aditiva, além de visitas a universidades e institutos tecnológicos.

OBJETIVO

O objetivo da viagem é implementar a Rede de Future Skills no Brasil e estruturar o Centro Virtual de Inteligência Artificial, reforçando a cooperação entre Brasil e China no âmbito do BRICS.

A comitiva nacional iniciou a viagem no domingo (31) e terá agenda técnica e institucional em Xangai, Hangzhou, Qingdao, Xiamen e Pequim.

O grupo é formado por Fabrízio Pereira, diretor regional do SENAI/SC; Valério Junior Piana, coordenador de Internacionalização no SENAI/SC; Ricardo Terra, diretor regional do SENAI/SP; e Felipe Morgado, Luiz Eduardo Leão e Edgar Vieira Inácio, do Departamento Nacional do SENAI.

Fonte:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Exportação

Sebrae/SC abre inscrições para qualificação gratuita de empresas catarinenses com foco na exportação

Programa Acelera Mercados – Global integra o PEIEX, iniciativa da ApexBrasil voltada à preparação de empresas para o mercado internacional

Estão abertas as inscrições para o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) em Santa Catarina. Gratuito e com duração média de três a quatro meses, o programa é voltado a micro e pequenas empresas que desejam iniciar ou aprimorar sua atuação no mercado exterior. No estado, a iniciativa é oferecida pelo Sebrae/SC, executor do convênio com a ApexBrasil, por meio do Programa Acelera Mercados – Global. As inscrições podem ser realizadas pelo https://sebrae.sc/peiex.

O PEIEX oferece uma trilha completa de capacitação com atendimento individualizado, diagnóstico de exportação, plano estratégico, treinamentos, acesso a especialistas em comércio exterior, participação em ações coletivas e oportunidades internacionais. A modalidade pode ser online, presencial ou híbrida, conforme o perfil e localização da empresa participante.

Podem se inscrever empresas com CNPJ ativo, classificadas como ME ou EPP, que tenham produto ou serviço com potencial exportador e estejam comprometidas com a execução do plano de ação proposto ao longo da trilha.

“O PEIEX, aliado ao Programa Acelera Mercados – Global, é uma grande oportunidade para que os pequenos negócios em Santa Catarina ampliem sua competitividade e caminhem rumo à internacionalização. Com uma metodologia prática, adaptada à realidade das empresas, conseguimos conectar negócios locais a mercados globais”, destaca Gabriel Marchetti, analista de negócios do Sebrae/SC.

O programa é dividido em três etapas, são elas: “Desperta”, que atua na sensibilização e mapeamento; “Prepara”, fase de consultorias, treinamentos e o plano de exportação; e “Conecta”, com rodadas de negócios, missões técnicas internacionais, formação de consórcios, acesso a investidores e plataformas de inteligência de mercado.

Sobre o Sebrae/SC

O Sebrae/SC comemora, em 2025, 53 anos de dedicação ao fortalecimento dos pequenos negócios e ao fomento do empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição oferece soluções que impulsionam o desenvolvimento econômico e social, apoiando milhões de empreendedores ao longo de sua trajetória. Reconhecido nacionalmente, o Sebrae é hoje a 4ª marca mais valiosa do país, com um ativo de R$ 33,9 bilhões, reflexo de sua credibilidade, impacto e compromisso com a transformação dos territórios onde atua. Em Santa Catarina, o Sebrae é parceiro estratégico de quem faz o estado crescer.

Texto e imagem: Divulgação

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