Evento

Encontro Estadual do PEIEX em Itajaí reúne gestores e destaca atendimento a 737 empresas em Santa Catarina

O Encontro Estadual do Programa de Qualificação para a Exportação (PEIEX) reúne, em Itajaí, gestores estaduais e regionais do Sebrae/SC, representantes da ApexBrasil, monitores e técnicos do programa para discutir estratégias, compartilhar boas práticas e alinhar novas metas para ampliar a preparação de empresas catarinenses para o mercado internacional. O evento acontece no Elume Park Centro Tecnológico e segue até esta quinta-feira (3).

No ciclo 2025–2027, o PEIEX tem como meta atender 950 empresas em Santa Catarina. Até o momento, 737 negócios já são acompanhados pelo programa, que atua no estado por meio de seis núcleos operacionais.

O primeiro dia do encontro, realizado nesta quarta-feira (2), foi marcado pela apresentação do panorama atual do projeto, no painel “PEIEX Hoje”, e pelo compartilhamento de boas práticas das Gerências Regionais. A programação também contou com uma Oficina de Planejamento Estratégico, voltada ao aprimoramento da elaboração dos planos de exportação.

Segundo o gestor nacional do PEIEX, José Mendes, o encontro é uma oportunidade para integrar as equipes e aperfeiçoar as estratégias do programa.

“Nosso objetivo aqui é incentivar a troca e a colaboração entre as equipes, absorver os aprendizados construídos e ajustar as diretrizes para a jornada que temos pela frente até 2027, além de celebrar nossas conquistas e alinhar as estratégias para o futuro”, destacou.

O programa oferece acompanhamento individualizado às empresas durante um período de três a quatro meses. De acordo com o analista técnico do Sebrae/SC e coordenador estadual do PEIEX, Gabriel Marchetti, o trabalho começa com um diagnóstico do negócio e termina com a elaboração de um plano de exportação estruturado.

“Com o plano em mãos, apoiamos o empresário em soluções práticas, como a precificação correta para o exterior e a tradução do site para o idioma do país-alvo. Nós preparamos o empreendedor e o conectamos diretamente a rodadas de negócios e missões internacionais, garantindo o conhecimento necessário para concretizar vendas e potencializar seus resultados”, explicou.

Programação segue nesta quinta-feira

O segundo e último dia do encontro, nesta quinta-feira (3), terá como foco inovação, resultados e experiências de empresas catarinenses que passaram pelo programa. A programação inclui painéis com histórias de sucesso das marcas Sináptica, Móveis Daniella e Recarga EV, além de uma oficina sobre o uso da Inteligência Artificial aplicada à internacionalização e discussões sobre novas propostas para a plataforma de Inteligência de Mercado Internacional.

O encerramento será marcado por uma visita técnica guiada às operações do Porto de Itajaí, aproximando os participantes da realidade do comércio exterior e apresentando os fluxos de embarque e a infraestrutura portuária catarinense.

FONTE: Sebrae

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Evento

SCMC transformou concorrentes em comunidade e reúne empresas com faturamento superior a R$ 9 bilhões

Criado em meio aos desafios enfrentados pela indústria têxtil de Santa Catarina, o Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC) tornou-se um dos principais exemplos de colaboração empresarial no país. O movimento, iniciado em 2004 por empresas que disputavam o mesmo mercado, reúne atualmente 49 associados, responsáveis por um faturamento anual superior a R$ 9 bilhões e cerca de 14 mil empregos.

A iniciativa surgiu em um período marcado pelo crescimento das importações de produtos chineses, quando empresários buscavam alternativas para manter a competitividade, preservar marcas tradicionais e fortalecer o setor têxtil catarinense.

União inédita entre concorrentes marcou o início do projeto

Na época, executivos de empresas como Marisol, Hering, Altenburg, Dudalina e Karsten decidiram romper um paradigma do mercado: compartilhar experiências com concorrentes diretos.

Em vez de encontros voltados a negociações comerciais, os empresários passaram a discutir desafios comuns, como a concorrência internacional, os custos de produção e a necessidade de inovação. A partir dessas conversas nasceu o SCMC, com a proposta de transformar a troca de conhecimento em vantagem competitiva para toda a cadeia produtiva.

Mais do que uma associação empresarial, o movimento consolidou um ambiente de colaboração envolvendo indústrias, profissionais, fornecedores, universidades e estudantes.

Colaboração substituiu o isolamento empresarial

A confiança construída entre as empresas permitiu iniciativas pouco comuns naquele momento. Presidentes e gestores passaram a visitar fábricas de outras marcas, conhecer processos produtivos e trocar experiências sobre gestão, inovação e desenvolvimento de produtos.

Sem comprometer estratégias comerciais ou eliminar a concorrência entre as empresas, o compartilhamento de boas práticas fortaleceu o setor e ampliou a capacidade de enfrentar desafios comuns.

As discussões também passaram a envolver fornecedores e parceiros da cadeia produtiva, impulsionando a adoção de novas tecnologias e soluções para aumentar a competitividade da indústria da moda catarinense.

Design e inovação ganharam papel estratégico

Ao longo das discussões, o grupo identificou que competir apenas por preço e escala seria insuficiente diante do avanço dos produtos importados.

A partir dessa percepção, o design, a criatividade e a construção de identidade para as marcas passaram a ocupar posição central na estratégia do movimento.

A própria escolha do nome Santa Catarina Moda e Cultura reflete essa visão, ao unir produção industrial, criatividade, comportamento e desenvolvimento cultural como elementos essenciais para agregar valor aos produtos.

Aproximação entre empresas e universidades fortaleceu formação de talentos

Outro eixo importante do SCMC foi estreitar o relacionamento entre a indústria e as instituições de ensino.

O movimento passou a desenvolver projetos com cursos de moda e design, aproximando estudantes dos desafios enfrentados pelas empresas e incentivando a criação de soluções alinhadas às demandas do mercado.

Com a participação de profissionais reconhecidos nacionalmente, como o estilista Mário Queiroz e o consultor Jackson Araújo, alunos passaram a desenvolver coleções e projetos em parceria com as empresas associadas, considerando aspectos como comportamento do consumidor, identidade das marcas, materiais e viabilidade produtiva.

Além de contribuir para a formação acadêmica, essa integração ajudou a preparar profissionais que posteriormente assumiram cargos estratégicos na indústria têxtil catarinense.

Programa revela novos profissionais para o setor

Um dos exemplos desse impacto é a trajetória da designer Simone Passarin.

Criada em uma família ligada à atividade têxtil, ela conheceu o SCMC durante a graduação, em 2009, experiência que ampliou sua visão sobre as possibilidades da carreira na indústria da moda.

Anos depois, Simone retornou ao movimento em uma nova função. Atualmente, atua como designer de moda e coordena o programa Moda Amanhã, iniciativa voltada à formação de novos talentos para o setor, levando sua experiência às universidades e aproximando estudantes das oportunidades existentes na indústria catarinense.

Comunidade ampliou atuação no Brasil e no exterior

Com o crescimento da rede de associados, o SCMC expandiu sua atuação para além das áreas de criação e design.

Hoje, o movimento reúne profissionais de tecnologia, branding, recursos humanos, áreas comerciais e gestão, promovendo intercâmbio de conhecimento entre diferentes segmentos das empresas.

A comunidade também realiza missões internacionais para centros de referência como Milão, na Itália, e China, permitindo que empresários acompanhem tendências globais de inovação, comportamento do consumidor, tecnologia e produção.

Outra iniciativa é a Rota do Algodão, em Minas Gerais, que aproxima profissionais da origem de uma das principais matérias-primas da cadeia têxtil, ampliando a compreensão sobre todas as etapas da produção.

Propósito permanece o mesmo após duas décadas

Segundo o presidente do SCMC, Marcel Eder Costa, a comunidade evoluiu ao longo dos últimos 20 anos sem perder o propósito que motivou sua criação.

Além do crescimento no número de empresas participantes, o foco passou a ser ampliar o impacto positivo dentro das organizações e na sociedade, mantendo como principal diferencial a colaboração entre empresas que continuam concorrentes, mas compartilham soluções para desafios comuns.

Para o dirigente, o mercado mudou profundamente desde 2004, assim como as necessidades das empresas. Ainda assim, o espírito de cooperação permanece sendo o principal patrimônio da comunidade, que antecipou um modelo de relacionamento hoje adotado por grandes organizações em diversos segmentos.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Informação

Receita Federal emite primeiro CNPJ alfanumérico e inicia nova fase do cadastro nacional

A Receita Federal deu início à implantação do novo modelo de CNPJ alfanumérico ao emitir, na última sexta-feira (31), o primeiro registro nesse formato no Brasil. A medida faz parte do cronograma de modernização do cadastro e busca ampliar a capacidade de emissão de novas inscrições para atender às demandas futuras da economia.

A primeira empresa cadastrada com o novo padrão é uma filial do Banco do Brasil S.A., identificada pelo número 00.000.000/E08G-12.

Novo CNPJ amplia capacidade do cadastro nacional

A adoção do CNPJ alfanumérico foi planejada para garantir a continuidade do sistema de identificação das pessoas jurídicas no país. Com a inclusão de letras na composição do número, a Receita Federal aumenta significativamente a quantidade de combinações disponíveis, assegurando espaço para novas inscrições nas próximas décadas.

Segundo o órgão, a mudança também prepara a estrutura cadastral para acompanhar o crescimento da atividade econômica e as adaptações exigidas pela Reforma Tributária do Consumo.

Durante o processo de implantação, a Receita Federal informou que fará monitoramento permanente dos sistemas envolvidos, acompanhando o desempenho das plataformas e a integração entre os ambientes internos e externos que utilizam o CNPJ como identificador.

O que muda para empresas e contribuintes

Para as empresas que já possuem inscrição ativa, não haverá qualquer alteração. Os CNPJs atuais continuam válidos e não precisam ser substituídos.

A principal novidade vale para os novos registros, que poderão receber uma combinação de letras e números. Ainda assim, a Receita esclarece que novos cadastros poderão continuar sendo emitidos apenas com números, já que a capacidade do formato exclusivamente numérico ainda não foi totalmente utilizada.

Empresas precisam adaptar sistemas ao novo padrão

A implementação do CNPJ alfanumérico exige atenção de empresas, instituições financeiras, órgãos públicos e desenvolvedores de software. Os sistemas devem estar preparados para armazenar, validar e processar inscrições que contenham caracteres alfanuméricos.

Entre os principais pontos que precisam ser revisados estão:

  • Cadastros de clientes, fornecedores e parceiros;
  • Sistemas de emissão e recebimento de documentos fiscais;
  • ERPs, softwares contábeis e plataformas de faturamento;
  • Sistemas de controle de acesso e cadastro;
  • Integrações entre bancos de dados;
  • Regras de validação que aceitam apenas números.

A Receita Federal alerta que a falta dessas adequações pode provocar falhas em integrações, dificuldades no cadastro de novas empresas e rejeições em processos que utilizam o CNPJ como identificação.

Implantação será gradual ao longo de 2026

De acordo com a Receita Federal, a adoção do novo modelo ocorrerá de forma progressiva durante 2026. Nos primeiros meses, apenas um número reduzido de empresas receberá inscrições no formato alfanumérico.

O órgão afirma que continuará acompanhando a implantação em parceria com entidades públicas, representantes do setor produtivo e fornecedores de tecnologia para garantir estabilidade, segurança e o pleno funcionamento do novo sistema em todo o ambiente tributário e empresarial brasileiro.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Saúde

STF suspende multas da NR-1 por 90 dias, mas mantém obrigação das empresas de proteger a saúde mental

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão, por 90 dias, da aplicação de multas e demais sanções relacionadas aos riscos psicossociais previstos na NR-1. A decisão, assinada pelo ministro André Mendonça, busca abrir espaço para um processo de conciliação que esclareça como as empresas devem cumprir as exigências da norma.

Apesar da suspensão das penalidades, a obrigação de identificar, avaliar e prevenir fatores que possam comprometer a saúde mental no trabalho continua em vigor em todo o país.

O que muda com a decisão do STF

A medida tem caráter liminar e impede temporariamente que auditores-fiscais do trabalho apliquem multas, autuações ou outras sanções relacionadas aos dispositivos da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) que tratam dos riscos psicossociais.

Na prática, as empresas seguem obrigadas a adotar medidas para prevenir situações como assédio, sobrecarga de trabalho, jornadas excessivas, pressão constante e falhas na organização do ambiente laboral. A decisão também suspende, durante esse período, os efeitos de penalidades já aplicadas com base nesses dispositivos específicos da norma.

Conciliação deve definir critérios mais objetivos

A suspensão atende a uma ação movida pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que questiona a falta de critérios objetivos para a identificação e gestão dos chamados riscos psicossociais.

Segundo a entidade, a ausência de parâmetros claros pode gerar insegurança jurídica e dificultar o cumprimento das exigências pelas empresas. Ao analisar o caso, o ministro André Mendonça reconheceu a importância da atualização da NR-1 para fortalecer a proteção à saúde mental dos trabalhadores, mas considerou necessário esclarecer quais condutas são efetivamente exigidas das organizações e em quais situações elas poderão ser responsabilizadas.

Por esse motivo, foi determinada a abertura de um procedimento de conciliação no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF, reunindo representantes do governo, empregadores e demais envolvidos.

NR-1 continua valendo

A suspensão das multas não altera a validade da norma. O Ministério Público do Trabalho (MPT) reforçou que as empresas continuam obrigadas a implementar ações de prevenção, identificação e controle dos fatores de risco psicossociais.

Segundo o órgão, a proteção da saúde mental dos trabalhadores está assegurada não apenas pela NR-1, mas também pela Constituição Federal, pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e por convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O MPT informou ainda que continuará atuando na fiscalização e orientação das empresas para garantir ambientes de trabalho seguros e saudáveis.

Entenda a atualização da NR-1

A atualização da NR-1 entrou em vigor em maio de 2026 após ter sido adiada por um ano diante de pedidos do setor empresarial. A nova regulamentação passou a incluir oficialmente os riscos psicossociais entre os fatores que devem integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas. Desde sua publicação, a medida vem sendo alvo de discussões judiciais e de pedidos por maior clareza técnica sobre sua aplicação.

A atualização da norma ocorre em um momento de crescimento dos afastamentos por transtornos mentais relacionados ao trabalho. Dados apresentados no processo mostram que ansiedade, depressão, jornadas prolongadas, assédio e pressão excessiva têm contribuído para o aumento das licenças médicas no país, reforçando a necessidade de políticas voltadas à promoção da saúde mental, da segurança do trabalho e da melhoria das condições laborais.

Fonte: G1

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa Pexels

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Comércio Exterior, Negócios

RegulaMais fortalece empresas com consultoria regulatória estratégica e expertise técnica especializada

A RegulaMais Consultoria vem consolidando sua atuação como referência em consultoria regulatória, regularização de empresas e assessoria em comércio exterior, oferecendo soluções completas para organizações que precisam operar em conformidade com a legislação brasileira e internacional.

A empresa nasceu da forte afinidade de sua fundadora, Daiane Costa, farmacêutica e especialista nas áreas de atuação da consultoria. Com profundo conhecimento técnico e experiência prática em processos regulatórios, Daiane estruturou a RegulaMais com o propósito de transformar burocracia em estratégia, ajudando empresas a atuarem com segurança, agilidade e competitividade.

Consultoria regulatória e compliance empresarial

A RegulaMais atua no suporte a empresas que precisam atender exigências de órgãos reguladores, como MAPA, Exército, ANVISA e Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais.

O foco está na regularização empresarial eficiente, garantindo que produtos e operações estejam em total conformidade com as normas vigentes, reduzindo riscos de autuações, multas e entraves operacionais.

Regularização de produtos e suporte técnico especializado

Entre os principais serviços está a regularização de produtos sujeitos a controle sanitário, com assessoria completa o trabalho envolve desde a análise de viabilidade regulatória até a organização de documentação técnica, protocolos, registros, notificações e acompanhamento de processos.

A expertise técnica da fundadora agrega segurança aos processos, especialmente para empresas que atuam em setores altamente regulados.

A consultoria também presta apoio estratégico na organização documental e adequação de processos internos, fortalecendo a governança e o compliance regulatório.

Assessoria em importação e exportação

Outro diferencial da RegulaMais é a atuação em consultoria para importação e exportação, orientando empresas quanto às exigências regulatórias e sanitárias aplicáveis ao comércio exterior. O suporte envolve análise documental, enquadramento regulatório e acompanhamento técnico para facilitar a entrada de produtos no mercado nacional e internacional.

Em um cenário de normas cada vez mais rigorosas e fiscalizações intensificadas, contar com uma consultoria especializada deixou de ser opcional e passou a ser estratégico. A RegulaMais reforça seu posicionamento como parceira de empresas que desejam crescer com segurança jurídica, eficiência operacional e vantagem competitiva.

Com base técnica sólida, atendimento personalizado e visão estratégica, a empresa contribui para que seus clientes não apenas cumpram exigências legais, mas utilizem o compliance regulatório como ferramenta de expansão e fortalecimento de marca no mercado.

SAIBA MAIS: https://regulamaisconsultoria.com.br/

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Eventos

Com números históricos e novos investimentos, Sebrae Foz dá posse a Aloisio Salomon

A Regional Foz do Sebrae/SC tem novo gerente. Com a presença do presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, foi oficializada nesta quarta-feira (11) a posse de Aloisio Salomon no comando da unidade, durante encontro que reuniu as equipes das agências de Itajaí e Brusque, além de autoridades e representantes da imprensa.

Com mais de 30 anos de experiência nas áreas de gestão, inovação e turismo, Aloisio Salomon assume a gerência após trajetória consolidada dentro da própria instituição. No Sebrae/SC, atuou como analista na Regional Vale e, entre 2023 e 2025, esteve à frente da Regional Meio Oeste. A nomeação é considerada estratégica para fortalecer o atendimento aos empreendedores e ampliar a articulação institucional com lideranças e parceiros locais em um dos territórios mais dinâmicos da economia catarinense.

Durante a solenidade, Décio Lima destacou a relevância da Regional Foz e o impacto dos pequenos negócios na economia estadual. “Esse momento reafirma o compromisso do Sebrae com a Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí, uma região estratégica formada por 15 municípios e com forte geração de riqueza impulsionada pelas micro e pequenas empresas, que representam 95% dos negócios no Brasil e são responsáveis por seis em cada dez empregos em Santa Catarina. A chegada de Aloísio representa continuidade e avanço. Continuidade no apoio a quem empreende e avanço na estratégia de ampliar mercado, inovação e competitividade. O Sebrae é, hoje, a quarta marca mais valiosa do Brasil em 2025, e isso reforça a nossa responsabilidade de seguir transformando realidades por meio do empreendedorismo”, enfatizou.


Para o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, a mudança reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento regional. “A Regional Foz está inserida em um território estratégico para Santa Catarina, com forte presença dos setores de serviços, comércio, turismo e economia do mar, e dinamismo econômico. A chegada do Aloisio fortalece nossa governança regional e reafirma o compromisso do Sebrae/SC em apoiar os pequenos negócios como vetor de desenvolvimento sustentável e geração de oportunidades”, afirmou.

A Regional Foz atende atualmente 15 municípios, com foco no desenvolvimento e na competitividade dos pequenos negócios. São executados 11 projetos setoriais: Moda Catarina, Alimentos e Bebidas, Inovação Territorial, Sebrae Delas, Inclusão Socioprodutiva, Economia Azul, Advogados, Turismo, Varejo, Agronegócio e Saúde em Foco. A maior parte das ações é ofertada gratuitamente. Já nas consultorias especializadas e programas de maior duração, os serviços contam com subsídio do Sebrae/SC, com redução de valores que pode chegar a até 70%.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Búrigo Zanuzzi, ressaltou o potencial econômico da região. “A Regional Foz atua em um território com alta concentração empresarial. Nossa estratégia técnica está voltada à qualificação da gestão, à inovação setorial e à ampliação da competitividade, por meio de projetos estruturados e soluções alinhadas às vocações econômicas locais”, destacou.

Dados do Observatório de Negócios do Sebrae/SC revelam a força econômica da região da Foz do Rio Itajaí, que concentra 234.702 empresas entre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). O setor de serviços lidera com 134.611 negócios, seguido pelo comércio (48.354) e pela indústria (27.284). Itajaí, Balneário Camboriú e Brusque concentram o maior número de empresas, com 60,3 mil, 40,2 mil e 25,7 mil, respectivamente.

Ao assumir a gerência, Aloisio Salomon reforçou o compromisso com a continuidade e o fortalecimento das ações na região. “Assumo a gerência com o compromisso de dar continuidade ao trabalho já consolidado e ampliar as oportunidades para os empreendedores, especialmente nos setores estratégicos da região. Nosso foco será intensificar a proximidade com os pequenos negócios e desenvolver soluções cada vez mais conectadas às demandas e características econômicas de cada município atendido”, afirmou.

O ReConecta News esteve presente na cerimônia de posse e acompanhou de perto os pronunciamentos das lideranças e o anúncio da nova gestão, que marca um novo ciclo de fortalecimento institucional e ampliação de oportunidades para os empreendedores da Foz do Rio Itajaí.

Fonte: Sebrae


TEXTO: REDAÇÃO

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Informação

Receita Federal lança programa de conformidade cooperativa para ampliar segurança jurídica

A Receita Federal apresentou o Confia, seu novo programa de conformidade cooperativa. A iniciativa marca uma mudança profunda na forma como o órgão se relaciona com grandes contribuintes, colocando diálogo, previsibilidade e segurança jurídica no centro da política fiscal.

A cerimônia de lançamento reuniu autoridades do governo, representantes de empresas e organismos internacionais, que destacaram o caráter histórico da iniciativa e seu potencial de transformar o ambiente tributário brasileiro.

Receita busca modelo menos punitivo e mais orientador

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, explicou que o órgão vem promovendo uma “virada institucional” desde 2023. Segundo ele, a estratégia é tornar a instituição menos reativa e menos punitiva, reforçando o combate ao devedor contumaz e ampliando a orientação a contribuintes que atuam de forma regular.

Barreirinhas destacou também que as ações de autorregularização cresceram substancialmente no período, saltando de bilhões para dezenas de bilhões de reais. Para o secretário, esses resultados comprovam que investir em orientação garante maior eficiência arrecadatória e segurança para as empresas. Ele reforçou ainda que o PLP 125, já aprovado no Senado, deve consolidar essa lógica ao tornar a legislação mais justa.

Haddad: Confia integra agenda de modernização econômica

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Confia se soma às transformações estruturais em andamento no país, entre elas a Reforma Tributária. Ele lembrou que a proposta foi construída com “participação intensa” da Receita, do setor produtivo e dos entes federativos.

Haddad ressaltou ainda o avanço em temas como tributação da renda, operações integradas com órgãos de segurança e medidas contra devedores contumazes. Para ele, é essencial que a relação entre Estado e contribuintes seja baseada em respeito — não em medo. “A Receita não deve ser vista como um instrumento de punição, mas como base do Estado nacional”, afirmou.

Confia: confiança, cooperação e previsibilidade

De acordo com Barreirinhas, o Confia inaugura uma relação de “confiança total” entre Fisco e empresas. Ele explicou que o programa permite uma atuação mais próxima, na qual a Receita passa a atuar quase como um consultor.

O secretário destacou também o Sintonia, iniciativa que classificará contribuintes conforme o grau de conformidade fiscal, oferecendo benefícios proporcionais — incluindo eventual redução progressiva de carga tributária para empresas com melhor desempenho.

Setor produtivo e organismos internacionais veem avanço histórico

Representantes do setor empresarial e de entidades internacionais também elogiaram o programa.

Para Mário Sérgio Carraro, da CNI, sediar o evento simboliza uma nova aproximação entre Receita e contribuintes. Ele comparou a mudança ao abandono da lógica do “leão”, substituída por uma atuação que guia o contribuinte para o caminho correto.

A porta-voz do BID, Maria Cristina Mac Dowell, classificou o Confia como um marco para o Brasil e para a América Latina. Ela destacou que o país convive com um contencioso tributário complexo e altamente litigioso e que a conformidade cooperativa representa um modelo capaz de reduzir conflitos e aumentar a previsibilidade.

Mudança de cultura e fortalecimento institucional

A auditora-fiscal Andrea Costa Chaves reforçou que o Confia exige uma transformação profunda na cultura administrativa, baseada em transparência, cooperação e comprometimento institucional. Ela observou que o modelo cria bases sólidas para uma administração tributária moderna.

Durante as discussões, especialistas nacionais e internacionais aprofundaram conceitos como gestão de risco, governança, marcos normativos e transparência — pilares considerados essenciais para reduzir litígios e melhorar o ambiente de negócios.

Experiências internacionais reforçam tendência global

A representante da OCDE, Manal Corwin, contextualizou a evolução do conceito de relacionamento cooperativo e destacou que países como Austrália, Holanda, França e Estados Unidos já adotam modelos semelhantes. Ela ressaltou desafios ainda presentes no Brasil, como a complexidade da legislação e a necessidade de fortalecer a confiança mútua.

Ignacio Corral, do Instituto de Estudos Fiscais da Espanha, compartilhou a experiência espanhola, iniciada em 2009, baseada em fóruns de diálogo com grandes empresas, códigos de boas práticas e evolução normativa contínua.

Jonathan Pemberton, da Universidade de Viena, detalhou a lógica dos marcos de controle fiscal, que focam na avaliação de sistemas corporativos, e não apenas em transações isoladas. Ele antecipou que a universidade publicará em breve um modelo de requisitos mínimos para fortalecer padrões internacionais.

Receita reforça compromisso com modernização tributária

O lançamento do Confia consolida o compromisso da Receita Federal com uma administração tributária mais moderna, cooperativa e orientada ao fortalecimento da segurança jurídica. O evento contou com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), parceiro na implantação de soluções tecnológicas e institucionais para o novo modelo.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: André Côrrea

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Negócios

Dia do Empreendedorismo Feminino: Santa Catarina tem mais de 1,2 milhão de mulheres empreendedoras

Participação de mulheres no quadro societário das empresas aumentou em 2025, fortalecendo o empreendedorismo feminino

O Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado nesta quarta-feira, 19, é marcado pelo crescimento da participação de mulheres no comando e no quadro societário de empresas em Santa Catarina. Conforme dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), o estado tem mais de 1,25 milhão de mulheres empreendedoras, número que tem crescido nos últimos anos. 

As mulheres representam 38,2% do total de empreendedores considerando o volume de empresas ativas em Santa Catarina. No entanto, somente entre as empresas abertas em 2025 elas representam 40,8%. Ou seja, a participação de mulheres cresceu, principalmente com micro e pequenas empresas. Apenas neste ano foram quase 140 mil mulheres registradas como proprietárias ou sócias de empresas.  

“O crescimento da participação de mulheres liderando as empresas reflete a força e a capacidade feminina. Elas estão empreendendo mais, inovando e investindo. E o empreendedorismo feminino é uma das prioridades do governador Jorginho Mello e minha. Por isso investimos na criação e manutenção de iniciativas como o Pronampe Mulher e os programas Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa. Ações essenciais para que as catarinenses tenham mais opções para criar suas empresas, garantindo sua independência e gerando emprego e renda”, destacou a vice-governadora Marilisa Boehm. 

Fonte: Jucesc

Mulheres na indústria, comércio e serviços

Conforme os dados da Jucesc, as mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses atuam em diversos setores econômicos. A maior parte empreende no comércio e reparação de veículos, com participação de 343 mil mulheres sócias e proprietárias. Na sequência aparecem os setores de indústria da transformação (158 mil) e atividades administrativas e serviços complementares (101 mil). 

Distribuição pelos principais setores econômicos

Total: 1,25 milhão

  • Comércio e reparação de veículos: 343 mil
  • Indústria da transformação: 158 mil
  • Atividades administrativas e serviços complementares: 101 mil
  • Alojamento e alimentação: 95 mil
  • Atividades profissionais, científicas e técnicas: 91 mil
  • Outras atividades de serviços: 87 mil
  • Saúde humana e serviços sociais: 70 mil
  • Construção: 56 mil
  • Atividades imobiliárias: 54 mil
  • Transporte, armazenagem e correio: 49 mil

Para a vice-presidente da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), Fabiana Everling, o empreendedorismo feminino gera um ciclo positivo na economia. “Esses números mostram sobretudo um grande empreendedorismo feminino e isso se dá por diversos fatores. A mulher saiu em busca do seu próprio negócio, de legalizar as atividades que eventualmente ela já desenvolvia sem essa formalização. A mulher tem se qualificado cada vez mais e aí ela empreende no seu próprio negócio. E, além de fazer a sua renda, ela gera renda, gera emprego”, destaca.

Empresária de São João Batista comanda indústria calçadista 

Uma das mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses é Suzana Santos, líder da fábrica que leva o seu nome e produz calçados femininos em São João Batista. Em todas as plantas da empresa, em Santa Catarina e na Bahia, são mais de 2,5 mil funcionários que trabalham na produção de sandálias, tênis, tamancos e rasteirinhas. 

“Hoje a gente atende em todos os estados e exporta para uma média de 25 países. A gente é uma empresa muito inovadora e pensa muito em evoluir, buscar as mudanças que o mercado pede, então a gente desenvolve os produtos de acordo com as necessidades do consumidor”, explica Suzana Santos. 

A indústria é familiar e hoje é tocada por Suzana e pelo seu irmão. Ela é responsável pela parte comercial, estilo, criativo, bem como marketing. Com o sucesso da marca, a empresa verticalizou a produção e passou a fabricar também parte da matéria-prima. Conforme Suzana, empreender em Santa Catarina tem diversas vantagens.

“Santa Catarina é um estado próspero, é um estado que tem muita oportunidade e mão de obra qualificada. Aqui a parte da logística é muito diferente, temos mais opções. A gente também está próximo da maioria dos clientes, daqueles estados que tem grande potencial de venda”, explica.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Informação

Reforma Tributária do Consumo: uso do Domicílio Tributário Eletrônico será obrigatório a partir de 2026

A partir de 1º de janeiro de 2026, todas as empresas brasileiras deverão adotar, de forma obrigatória, o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) como meio oficial de comunicação com a Receita Federal. A medida faz parte da Reforma Tributária do Consumo (RTC) e está prevista na Lei Complementar nº 214/2025, em conjunto com o Decreto nº 70.235/1972, que estabelece a validade legal das mensagens enviadas por esse sistema.

Notificações fiscais serão digitais

Com o DTE, todas as notificações, intimações e avisos fiscais passarão a ser enviados eletronicamente pela Caixa Postal do Portal e-CAC. O acesso e a leitura das mensagens serão considerados como ciência oficial da comunicação, mesmo que o contribuinte não abra as mensagens.

Essa mudança busca garantir mais agilidade, segurança e transparência na relação entre o fisco e o contribuinte, além de reduzir a burocracia no processo de comunicação fiscal.

Atenção aos prazos e penalidades

A Receita Federal alerta que a falta de acesso ao DTE não interrompe prazos legais. Ou seja, a empresa poderá sofrer penalidades caso não acompanhe as comunicações enviadas eletronicamente.

Como se preparar para o novo sistema

Para evitar problemas, é fundamental que as empresas:

  • Acessem regularmente a Caixa Postal do Portal e-CAC;
  • Mantenham seus dados cadastrais atualizados;
  • Estabeleçam uma rotina de verificação das mensagens enviadas pela Receita.

Comunicação mais moderna e eficiente

A obrigatoriedade do DTE representa um passo importante rumo à digitalização dos processos fiscais, tornando o relacionamento entre empresas e Receita Federal mais eficiente. Em caso de dúvidas, o contribuinte pode consultar seu contador ou acessar diretamente o site da Receita Federal.

 Em caso de dúvidas, consulte seu contador ou acesse  Receita Federal — Receita Federal.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Negócios

WEG compra mais uma empresa de olho na mobilidade elétrica

Multinacional de SC pagou R$ 38 milhões pela aquisição de cerca de 54% da Tupi Mob

A WEG anunciou nesta quinta-feira (16) a compra do controle acionário da Tupinambá Energia, empresa de São Paulo que atua no mercado de softwares e serviços para gestão de redes de recarga de veículos elétricos. A multinacional catarinense informou ter pago R$ 38 milhões pela aquisição de cerca de 54% do negócio. O valor ainda está sujeito a ajustes de preços e aprovações regulatórias.

A Tupinambá Energia, ou Tupi Mob, é dona do aplicativo Tupi, uma plataforma digital que conecta usuários de veículos elétricos a redes de recarga. Com mais de 370 mil usuários cadastrados e mais de 1,3 milhão de recargas realizadas, já forneceu 26 GWh de energia.

A WEG disse em comunicado ao mercado que a Tupi Mob “ocupa uma posição estratégica no ecossistema de mobilidade elétrica, integrando fornecedores de energia, fabricantes de estações de recarga, operadores de redes, montadoras e usuários finais” e que a aquisição representa um avanço no ecossistema de mobilidade elétrica.

A operação conta com 36 colaboradores, movimentou aproximadamente R$ 40 milhões em recargas nos últimos 12 meses e registrou receita líquida de R$ 8,6 milhões em 2024.

“A Tupi Mob fortalece a estratégia da WEG de liderar a transformação do setor de mobilidade elétrica. A aquisição também abre caminho para a expansão gradual do modelo em mercados internacionais, consolidando um ecossistema inovador e eficiente para recarga de veículos elétricos”, destacou a empresa no comunicado.

FONTE: NSC Total

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