Evento

SCMC transformou concorrentes em comunidade e reúne empresas com faturamento superior a R$ 9 bilhões

Criado em meio aos desafios enfrentados pela indústria têxtil de Santa Catarina, o Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC) tornou-se um dos principais exemplos de colaboração empresarial no país. O movimento, iniciado em 2004 por empresas que disputavam o mesmo mercado, reúne atualmente 49 associados, responsáveis por um faturamento anual superior a R$ 9 bilhões e cerca de 14 mil empregos.

A iniciativa surgiu em um período marcado pelo crescimento das importações de produtos chineses, quando empresários buscavam alternativas para manter a competitividade, preservar marcas tradicionais e fortalecer o setor têxtil catarinense.

União inédita entre concorrentes marcou o início do projeto

Na época, executivos de empresas como Marisol, Hering, Altenburg, Dudalina e Karsten decidiram romper um paradigma do mercado: compartilhar experiências com concorrentes diretos.

Em vez de encontros voltados a negociações comerciais, os empresários passaram a discutir desafios comuns, como a concorrência internacional, os custos de produção e a necessidade de inovação. A partir dessas conversas nasceu o SCMC, com a proposta de transformar a troca de conhecimento em vantagem competitiva para toda a cadeia produtiva.

Mais do que uma associação empresarial, o movimento consolidou um ambiente de colaboração envolvendo indústrias, profissionais, fornecedores, universidades e estudantes.

Colaboração substituiu o isolamento empresarial

A confiança construída entre as empresas permitiu iniciativas pouco comuns naquele momento. Presidentes e gestores passaram a visitar fábricas de outras marcas, conhecer processos produtivos e trocar experiências sobre gestão, inovação e desenvolvimento de produtos.

Sem comprometer estratégias comerciais ou eliminar a concorrência entre as empresas, o compartilhamento de boas práticas fortaleceu o setor e ampliou a capacidade de enfrentar desafios comuns.

As discussões também passaram a envolver fornecedores e parceiros da cadeia produtiva, impulsionando a adoção de novas tecnologias e soluções para aumentar a competitividade da indústria da moda catarinense.

Design e inovação ganharam papel estratégico

Ao longo das discussões, o grupo identificou que competir apenas por preço e escala seria insuficiente diante do avanço dos produtos importados.

A partir dessa percepção, o design, a criatividade e a construção de identidade para as marcas passaram a ocupar posição central na estratégia do movimento.

A própria escolha do nome Santa Catarina Moda e Cultura reflete essa visão, ao unir produção industrial, criatividade, comportamento e desenvolvimento cultural como elementos essenciais para agregar valor aos produtos.

Aproximação entre empresas e universidades fortaleceu formação de talentos

Outro eixo importante do SCMC foi estreitar o relacionamento entre a indústria e as instituições de ensino.

O movimento passou a desenvolver projetos com cursos de moda e design, aproximando estudantes dos desafios enfrentados pelas empresas e incentivando a criação de soluções alinhadas às demandas do mercado.

Com a participação de profissionais reconhecidos nacionalmente, como o estilista Mário Queiroz e o consultor Jackson Araújo, alunos passaram a desenvolver coleções e projetos em parceria com as empresas associadas, considerando aspectos como comportamento do consumidor, identidade das marcas, materiais e viabilidade produtiva.

Além de contribuir para a formação acadêmica, essa integração ajudou a preparar profissionais que posteriormente assumiram cargos estratégicos na indústria têxtil catarinense.

Programa revela novos profissionais para o setor

Um dos exemplos desse impacto é a trajetória da designer Simone Passarin.

Criada em uma família ligada à atividade têxtil, ela conheceu o SCMC durante a graduação, em 2009, experiência que ampliou sua visão sobre as possibilidades da carreira na indústria da moda.

Anos depois, Simone retornou ao movimento em uma nova função. Atualmente, atua como designer de moda e coordena o programa Moda Amanhã, iniciativa voltada à formação de novos talentos para o setor, levando sua experiência às universidades e aproximando estudantes das oportunidades existentes na indústria catarinense.

Comunidade ampliou atuação no Brasil e no exterior

Com o crescimento da rede de associados, o SCMC expandiu sua atuação para além das áreas de criação e design.

Hoje, o movimento reúne profissionais de tecnologia, branding, recursos humanos, áreas comerciais e gestão, promovendo intercâmbio de conhecimento entre diferentes segmentos das empresas.

A comunidade também realiza missões internacionais para centros de referência como Milão, na Itália, e China, permitindo que empresários acompanhem tendências globais de inovação, comportamento do consumidor, tecnologia e produção.

Outra iniciativa é a Rota do Algodão, em Minas Gerais, que aproxima profissionais da origem de uma das principais matérias-primas da cadeia têxtil, ampliando a compreensão sobre todas as etapas da produção.

Propósito permanece o mesmo após duas décadas

Segundo o presidente do SCMC, Marcel Eder Costa, a comunidade evoluiu ao longo dos últimos 20 anos sem perder o propósito que motivou sua criação.

Além do crescimento no número de empresas participantes, o foco passou a ser ampliar o impacto positivo dentro das organizações e na sociedade, mantendo como principal diferencial a colaboração entre empresas que continuam concorrentes, mas compartilham soluções para desafios comuns.

Para o dirigente, o mercado mudou profundamente desde 2004, assim como as necessidades das empresas. Ainda assim, o espírito de cooperação permanece sendo o principal patrimônio da comunidade, que antecipou um modelo de relacionamento hoje adotado por grandes organizações em diversos segmentos.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Informação

Receita Federal emite primeiro CNPJ alfanumérico e inicia nova fase do cadastro nacional

A Receita Federal deu início à implantação do novo modelo de CNPJ alfanumérico ao emitir, na última sexta-feira (31), o primeiro registro nesse formato no Brasil. A medida faz parte do cronograma de modernização do cadastro e busca ampliar a capacidade de emissão de novas inscrições para atender às demandas futuras da economia.

A primeira empresa cadastrada com o novo padrão é uma filial do Banco do Brasil S.A., identificada pelo número 00.000.000/E08G-12.

Novo CNPJ amplia capacidade do cadastro nacional

A adoção do CNPJ alfanumérico foi planejada para garantir a continuidade do sistema de identificação das pessoas jurídicas no país. Com a inclusão de letras na composição do número, a Receita Federal aumenta significativamente a quantidade de combinações disponíveis, assegurando espaço para novas inscrições nas próximas décadas.

Segundo o órgão, a mudança também prepara a estrutura cadastral para acompanhar o crescimento da atividade econômica e as adaptações exigidas pela Reforma Tributária do Consumo.

Durante o processo de implantação, a Receita Federal informou que fará monitoramento permanente dos sistemas envolvidos, acompanhando o desempenho das plataformas e a integração entre os ambientes internos e externos que utilizam o CNPJ como identificador.

O que muda para empresas e contribuintes

Para as empresas que já possuem inscrição ativa, não haverá qualquer alteração. Os CNPJs atuais continuam válidos e não precisam ser substituídos.

A principal novidade vale para os novos registros, que poderão receber uma combinação de letras e números. Ainda assim, a Receita esclarece que novos cadastros poderão continuar sendo emitidos apenas com números, já que a capacidade do formato exclusivamente numérico ainda não foi totalmente utilizada.

Empresas precisam adaptar sistemas ao novo padrão

A implementação do CNPJ alfanumérico exige atenção de empresas, instituições financeiras, órgãos públicos e desenvolvedores de software. Os sistemas devem estar preparados para armazenar, validar e processar inscrições que contenham caracteres alfanuméricos.

Entre os principais pontos que precisam ser revisados estão:

  • Cadastros de clientes, fornecedores e parceiros;
  • Sistemas de emissão e recebimento de documentos fiscais;
  • ERPs, softwares contábeis e plataformas de faturamento;
  • Sistemas de controle de acesso e cadastro;
  • Integrações entre bancos de dados;
  • Regras de validação que aceitam apenas números.

A Receita Federal alerta que a falta dessas adequações pode provocar falhas em integrações, dificuldades no cadastro de novas empresas e rejeições em processos que utilizam o CNPJ como identificação.

Implantação será gradual ao longo de 2026

De acordo com a Receita Federal, a adoção do novo modelo ocorrerá de forma progressiva durante 2026. Nos primeiros meses, apenas um número reduzido de empresas receberá inscrições no formato alfanumérico.

O órgão afirma que continuará acompanhando a implantação em parceria com entidades públicas, representantes do setor produtivo e fornecedores de tecnologia para garantir estabilidade, segurança e o pleno funcionamento do novo sistema em todo o ambiente tributário e empresarial brasileiro.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Saúde

STF suspende multas da NR-1 por 90 dias, mas mantém obrigação das empresas de proteger a saúde mental

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão, por 90 dias, da aplicação de multas e demais sanções relacionadas aos riscos psicossociais previstos na NR-1. A decisão, assinada pelo ministro André Mendonça, busca abrir espaço para um processo de conciliação que esclareça como as empresas devem cumprir as exigências da norma.

Apesar da suspensão das penalidades, a obrigação de identificar, avaliar e prevenir fatores que possam comprometer a saúde mental no trabalho continua em vigor em todo o país.

O que muda com a decisão do STF

A medida tem caráter liminar e impede temporariamente que auditores-fiscais do trabalho apliquem multas, autuações ou outras sanções relacionadas aos dispositivos da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) que tratam dos riscos psicossociais.

Na prática, as empresas seguem obrigadas a adotar medidas para prevenir situações como assédio, sobrecarga de trabalho, jornadas excessivas, pressão constante e falhas na organização do ambiente laboral. A decisão também suspende, durante esse período, os efeitos de penalidades já aplicadas com base nesses dispositivos específicos da norma.

Conciliação deve definir critérios mais objetivos

A suspensão atende a uma ação movida pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que questiona a falta de critérios objetivos para a identificação e gestão dos chamados riscos psicossociais.

Segundo a entidade, a ausência de parâmetros claros pode gerar insegurança jurídica e dificultar o cumprimento das exigências pelas empresas. Ao analisar o caso, o ministro André Mendonça reconheceu a importância da atualização da NR-1 para fortalecer a proteção à saúde mental dos trabalhadores, mas considerou necessário esclarecer quais condutas são efetivamente exigidas das organizações e em quais situações elas poderão ser responsabilizadas.

Por esse motivo, foi determinada a abertura de um procedimento de conciliação no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF, reunindo representantes do governo, empregadores e demais envolvidos.

NR-1 continua valendo

A suspensão das multas não altera a validade da norma. O Ministério Público do Trabalho (MPT) reforçou que as empresas continuam obrigadas a implementar ações de prevenção, identificação e controle dos fatores de risco psicossociais.

Segundo o órgão, a proteção da saúde mental dos trabalhadores está assegurada não apenas pela NR-1, mas também pela Constituição Federal, pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e por convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O MPT informou ainda que continuará atuando na fiscalização e orientação das empresas para garantir ambientes de trabalho seguros e saudáveis.

Entenda a atualização da NR-1

A atualização da NR-1 entrou em vigor em maio de 2026 após ter sido adiada por um ano diante de pedidos do setor empresarial. A nova regulamentação passou a incluir oficialmente os riscos psicossociais entre os fatores que devem integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas. Desde sua publicação, a medida vem sendo alvo de discussões judiciais e de pedidos por maior clareza técnica sobre sua aplicação.

A atualização da norma ocorre em um momento de crescimento dos afastamentos por transtornos mentais relacionados ao trabalho. Dados apresentados no processo mostram que ansiedade, depressão, jornadas prolongadas, assédio e pressão excessiva têm contribuído para o aumento das licenças médicas no país, reforçando a necessidade de políticas voltadas à promoção da saúde mental, da segurança do trabalho e da melhoria das condições laborais.

Fonte: G1

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa Pexels

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Comércio Exterior, Negócios

RegulaMais fortalece empresas com consultoria regulatória estratégica e expertise técnica especializada

A RegulaMais Consultoria vem consolidando sua atuação como referência em consultoria regulatória, regularização de empresas e assessoria em comércio exterior, oferecendo soluções completas para organizações que precisam operar em conformidade com a legislação brasileira e internacional.

A empresa nasceu da forte afinidade de sua fundadora, Daiane Costa, farmacêutica e especialista nas áreas de atuação da consultoria. Com profundo conhecimento técnico e experiência prática em processos regulatórios, Daiane estruturou a RegulaMais com o propósito de transformar burocracia em estratégia, ajudando empresas a atuarem com segurança, agilidade e competitividade.

Consultoria regulatória e compliance empresarial

A RegulaMais atua no suporte a empresas que precisam atender exigências de órgãos reguladores, como MAPA, Exército, ANVISA e Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais.

O foco está na regularização empresarial eficiente, garantindo que produtos e operações estejam em total conformidade com as normas vigentes, reduzindo riscos de autuações, multas e entraves operacionais.

Regularização de produtos e suporte técnico especializado

Entre os principais serviços está a regularização de produtos sujeitos a controle sanitário, com assessoria completa o trabalho envolve desde a análise de viabilidade regulatória até a organização de documentação técnica, protocolos, registros, notificações e acompanhamento de processos.

A expertise técnica da fundadora agrega segurança aos processos, especialmente para empresas que atuam em setores altamente regulados.

A consultoria também presta apoio estratégico na organização documental e adequação de processos internos, fortalecendo a governança e o compliance regulatório.

Assessoria em importação e exportação

Outro diferencial da RegulaMais é a atuação em consultoria para importação e exportação, orientando empresas quanto às exigências regulatórias e sanitárias aplicáveis ao comércio exterior. O suporte envolve análise documental, enquadramento regulatório e acompanhamento técnico para facilitar a entrada de produtos no mercado nacional e internacional.

Em um cenário de normas cada vez mais rigorosas e fiscalizações intensificadas, contar com uma consultoria especializada deixou de ser opcional e passou a ser estratégico. A RegulaMais reforça seu posicionamento como parceira de empresas que desejam crescer com segurança jurídica, eficiência operacional e vantagem competitiva.

Com base técnica sólida, atendimento personalizado e visão estratégica, a empresa contribui para que seus clientes não apenas cumpram exigências legais, mas utilizem o compliance regulatório como ferramenta de expansão e fortalecimento de marca no mercado.

SAIBA MAIS: https://regulamaisconsultoria.com.br/

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Eventos

Com números históricos e novos investimentos, Sebrae Foz dá posse a Aloisio Salomon

A Regional Foz do Sebrae/SC tem novo gerente. Com a presença do presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, foi oficializada nesta quarta-feira (11) a posse de Aloisio Salomon no comando da unidade, durante encontro que reuniu as equipes das agências de Itajaí e Brusque, além de autoridades e representantes da imprensa.

Com mais de 30 anos de experiência nas áreas de gestão, inovação e turismo, Aloisio Salomon assume a gerência após trajetória consolidada dentro da própria instituição. No Sebrae/SC, atuou como analista na Regional Vale e, entre 2023 e 2025, esteve à frente da Regional Meio Oeste. A nomeação é considerada estratégica para fortalecer o atendimento aos empreendedores e ampliar a articulação institucional com lideranças e parceiros locais em um dos territórios mais dinâmicos da economia catarinense.

Durante a solenidade, Décio Lima destacou a relevância da Regional Foz e o impacto dos pequenos negócios na economia estadual. “Esse momento reafirma o compromisso do Sebrae com a Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí, uma região estratégica formada por 15 municípios e com forte geração de riqueza impulsionada pelas micro e pequenas empresas, que representam 95% dos negócios no Brasil e são responsáveis por seis em cada dez empregos em Santa Catarina. A chegada de Aloísio representa continuidade e avanço. Continuidade no apoio a quem empreende e avanço na estratégia de ampliar mercado, inovação e competitividade. O Sebrae é, hoje, a quarta marca mais valiosa do Brasil em 2025, e isso reforça a nossa responsabilidade de seguir transformando realidades por meio do empreendedorismo”, enfatizou.


Para o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, a mudança reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento regional. “A Regional Foz está inserida em um território estratégico para Santa Catarina, com forte presença dos setores de serviços, comércio, turismo e economia do mar, e dinamismo econômico. A chegada do Aloisio fortalece nossa governança regional e reafirma o compromisso do Sebrae/SC em apoiar os pequenos negócios como vetor de desenvolvimento sustentável e geração de oportunidades”, afirmou.

A Regional Foz atende atualmente 15 municípios, com foco no desenvolvimento e na competitividade dos pequenos negócios. São executados 11 projetos setoriais: Moda Catarina, Alimentos e Bebidas, Inovação Territorial, Sebrae Delas, Inclusão Socioprodutiva, Economia Azul, Advogados, Turismo, Varejo, Agronegócio e Saúde em Foco. A maior parte das ações é ofertada gratuitamente. Já nas consultorias especializadas e programas de maior duração, os serviços contam com subsídio do Sebrae/SC, com redução de valores que pode chegar a até 70%.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Búrigo Zanuzzi, ressaltou o potencial econômico da região. “A Regional Foz atua em um território com alta concentração empresarial. Nossa estratégia técnica está voltada à qualificação da gestão, à inovação setorial e à ampliação da competitividade, por meio de projetos estruturados e soluções alinhadas às vocações econômicas locais”, destacou.

Dados do Observatório de Negócios do Sebrae/SC revelam a força econômica da região da Foz do Rio Itajaí, que concentra 234.702 empresas entre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). O setor de serviços lidera com 134.611 negócios, seguido pelo comércio (48.354) e pela indústria (27.284). Itajaí, Balneário Camboriú e Brusque concentram o maior número de empresas, com 60,3 mil, 40,2 mil e 25,7 mil, respectivamente.

Ao assumir a gerência, Aloisio Salomon reforçou o compromisso com a continuidade e o fortalecimento das ações na região. “Assumo a gerência com o compromisso de dar continuidade ao trabalho já consolidado e ampliar as oportunidades para os empreendedores, especialmente nos setores estratégicos da região. Nosso foco será intensificar a proximidade com os pequenos negócios e desenvolver soluções cada vez mais conectadas às demandas e características econômicas de cada município atendido”, afirmou.

O ReConecta News esteve presente na cerimônia de posse e acompanhou de perto os pronunciamentos das lideranças e o anúncio da nova gestão, que marca um novo ciclo de fortalecimento institucional e ampliação de oportunidades para os empreendedores da Foz do Rio Itajaí.

Fonte: Sebrae


TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Informação

Receita Federal lança programa de conformidade cooperativa para ampliar segurança jurídica

A Receita Federal apresentou o Confia, seu novo programa de conformidade cooperativa. A iniciativa marca uma mudança profunda na forma como o órgão se relaciona com grandes contribuintes, colocando diálogo, previsibilidade e segurança jurídica no centro da política fiscal.

A cerimônia de lançamento reuniu autoridades do governo, representantes de empresas e organismos internacionais, que destacaram o caráter histórico da iniciativa e seu potencial de transformar o ambiente tributário brasileiro.

Receita busca modelo menos punitivo e mais orientador

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, explicou que o órgão vem promovendo uma “virada institucional” desde 2023. Segundo ele, a estratégia é tornar a instituição menos reativa e menos punitiva, reforçando o combate ao devedor contumaz e ampliando a orientação a contribuintes que atuam de forma regular.

Barreirinhas destacou também que as ações de autorregularização cresceram substancialmente no período, saltando de bilhões para dezenas de bilhões de reais. Para o secretário, esses resultados comprovam que investir em orientação garante maior eficiência arrecadatória e segurança para as empresas. Ele reforçou ainda que o PLP 125, já aprovado no Senado, deve consolidar essa lógica ao tornar a legislação mais justa.

Haddad: Confia integra agenda de modernização econômica

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Confia se soma às transformações estruturais em andamento no país, entre elas a Reforma Tributária. Ele lembrou que a proposta foi construída com “participação intensa” da Receita, do setor produtivo e dos entes federativos.

Haddad ressaltou ainda o avanço em temas como tributação da renda, operações integradas com órgãos de segurança e medidas contra devedores contumazes. Para ele, é essencial que a relação entre Estado e contribuintes seja baseada em respeito — não em medo. “A Receita não deve ser vista como um instrumento de punição, mas como base do Estado nacional”, afirmou.

Confia: confiança, cooperação e previsibilidade

De acordo com Barreirinhas, o Confia inaugura uma relação de “confiança total” entre Fisco e empresas. Ele explicou que o programa permite uma atuação mais próxima, na qual a Receita passa a atuar quase como um consultor.

O secretário destacou também o Sintonia, iniciativa que classificará contribuintes conforme o grau de conformidade fiscal, oferecendo benefícios proporcionais — incluindo eventual redução progressiva de carga tributária para empresas com melhor desempenho.

Setor produtivo e organismos internacionais veem avanço histórico

Representantes do setor empresarial e de entidades internacionais também elogiaram o programa.

Para Mário Sérgio Carraro, da CNI, sediar o evento simboliza uma nova aproximação entre Receita e contribuintes. Ele comparou a mudança ao abandono da lógica do “leão”, substituída por uma atuação que guia o contribuinte para o caminho correto.

A porta-voz do BID, Maria Cristina Mac Dowell, classificou o Confia como um marco para o Brasil e para a América Latina. Ela destacou que o país convive com um contencioso tributário complexo e altamente litigioso e que a conformidade cooperativa representa um modelo capaz de reduzir conflitos e aumentar a previsibilidade.

Mudança de cultura e fortalecimento institucional

A auditora-fiscal Andrea Costa Chaves reforçou que o Confia exige uma transformação profunda na cultura administrativa, baseada em transparência, cooperação e comprometimento institucional. Ela observou que o modelo cria bases sólidas para uma administração tributária moderna.

Durante as discussões, especialistas nacionais e internacionais aprofundaram conceitos como gestão de risco, governança, marcos normativos e transparência — pilares considerados essenciais para reduzir litígios e melhorar o ambiente de negócios.

Experiências internacionais reforçam tendência global

A representante da OCDE, Manal Corwin, contextualizou a evolução do conceito de relacionamento cooperativo e destacou que países como Austrália, Holanda, França e Estados Unidos já adotam modelos semelhantes. Ela ressaltou desafios ainda presentes no Brasil, como a complexidade da legislação e a necessidade de fortalecer a confiança mútua.

Ignacio Corral, do Instituto de Estudos Fiscais da Espanha, compartilhou a experiência espanhola, iniciada em 2009, baseada em fóruns de diálogo com grandes empresas, códigos de boas práticas e evolução normativa contínua.

Jonathan Pemberton, da Universidade de Viena, detalhou a lógica dos marcos de controle fiscal, que focam na avaliação de sistemas corporativos, e não apenas em transações isoladas. Ele antecipou que a universidade publicará em breve um modelo de requisitos mínimos para fortalecer padrões internacionais.

Receita reforça compromisso com modernização tributária

O lançamento do Confia consolida o compromisso da Receita Federal com uma administração tributária mais moderna, cooperativa e orientada ao fortalecimento da segurança jurídica. O evento contou com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), parceiro na implantação de soluções tecnológicas e institucionais para o novo modelo.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: André Côrrea

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Negócios

Dia do Empreendedorismo Feminino: Santa Catarina tem mais de 1,2 milhão de mulheres empreendedoras

Participação de mulheres no quadro societário das empresas aumentou em 2025, fortalecendo o empreendedorismo feminino

O Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado nesta quarta-feira, 19, é marcado pelo crescimento da participação de mulheres no comando e no quadro societário de empresas em Santa Catarina. Conforme dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), o estado tem mais de 1,25 milhão de mulheres empreendedoras, número que tem crescido nos últimos anos. 

As mulheres representam 38,2% do total de empreendedores considerando o volume de empresas ativas em Santa Catarina. No entanto, somente entre as empresas abertas em 2025 elas representam 40,8%. Ou seja, a participação de mulheres cresceu, principalmente com micro e pequenas empresas. Apenas neste ano foram quase 140 mil mulheres registradas como proprietárias ou sócias de empresas.  

“O crescimento da participação de mulheres liderando as empresas reflete a força e a capacidade feminina. Elas estão empreendendo mais, inovando e investindo. E o empreendedorismo feminino é uma das prioridades do governador Jorginho Mello e minha. Por isso investimos na criação e manutenção de iniciativas como o Pronampe Mulher e os programas Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa. Ações essenciais para que as catarinenses tenham mais opções para criar suas empresas, garantindo sua independência e gerando emprego e renda”, destacou a vice-governadora Marilisa Boehm. 

Fonte: Jucesc

Mulheres na indústria, comércio e serviços

Conforme os dados da Jucesc, as mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses atuam em diversos setores econômicos. A maior parte empreende no comércio e reparação de veículos, com participação de 343 mil mulheres sócias e proprietárias. Na sequência aparecem os setores de indústria da transformação (158 mil) e atividades administrativas e serviços complementares (101 mil). 

Distribuição pelos principais setores econômicos

Total: 1,25 milhão

  • Comércio e reparação de veículos: 343 mil
  • Indústria da transformação: 158 mil
  • Atividades administrativas e serviços complementares: 101 mil
  • Alojamento e alimentação: 95 mil
  • Atividades profissionais, científicas e técnicas: 91 mil
  • Outras atividades de serviços: 87 mil
  • Saúde humana e serviços sociais: 70 mil
  • Construção: 56 mil
  • Atividades imobiliárias: 54 mil
  • Transporte, armazenagem e correio: 49 mil

Para a vice-presidente da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), Fabiana Everling, o empreendedorismo feminino gera um ciclo positivo na economia. “Esses números mostram sobretudo um grande empreendedorismo feminino e isso se dá por diversos fatores. A mulher saiu em busca do seu próprio negócio, de legalizar as atividades que eventualmente ela já desenvolvia sem essa formalização. A mulher tem se qualificado cada vez mais e aí ela empreende no seu próprio negócio. E, além de fazer a sua renda, ela gera renda, gera emprego”, destaca.

Empresária de São João Batista comanda indústria calçadista 

Uma das mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses é Suzana Santos, líder da fábrica que leva o seu nome e produz calçados femininos em São João Batista. Em todas as plantas da empresa, em Santa Catarina e na Bahia, são mais de 2,5 mil funcionários que trabalham na produção de sandálias, tênis, tamancos e rasteirinhas. 

“Hoje a gente atende em todos os estados e exporta para uma média de 25 países. A gente é uma empresa muito inovadora e pensa muito em evoluir, buscar as mudanças que o mercado pede, então a gente desenvolve os produtos de acordo com as necessidades do consumidor”, explica Suzana Santos. 

A indústria é familiar e hoje é tocada por Suzana e pelo seu irmão. Ela é responsável pela parte comercial, estilo, criativo, bem como marketing. Com o sucesso da marca, a empresa verticalizou a produção e passou a fabricar também parte da matéria-prima. Conforme Suzana, empreender em Santa Catarina tem diversas vantagens.

“Santa Catarina é um estado próspero, é um estado que tem muita oportunidade e mão de obra qualificada. Aqui a parte da logística é muito diferente, temos mais opções. A gente também está próximo da maioria dos clientes, daqueles estados que tem grande potencial de venda”, explica.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Informação

Reforma Tributária do Consumo: uso do Domicílio Tributário Eletrônico será obrigatório a partir de 2026

A partir de 1º de janeiro de 2026, todas as empresas brasileiras deverão adotar, de forma obrigatória, o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) como meio oficial de comunicação com a Receita Federal. A medida faz parte da Reforma Tributária do Consumo (RTC) e está prevista na Lei Complementar nº 214/2025, em conjunto com o Decreto nº 70.235/1972, que estabelece a validade legal das mensagens enviadas por esse sistema.

Notificações fiscais serão digitais

Com o DTE, todas as notificações, intimações e avisos fiscais passarão a ser enviados eletronicamente pela Caixa Postal do Portal e-CAC. O acesso e a leitura das mensagens serão considerados como ciência oficial da comunicação, mesmo que o contribuinte não abra as mensagens.

Essa mudança busca garantir mais agilidade, segurança e transparência na relação entre o fisco e o contribuinte, além de reduzir a burocracia no processo de comunicação fiscal.

Atenção aos prazos e penalidades

A Receita Federal alerta que a falta de acesso ao DTE não interrompe prazos legais. Ou seja, a empresa poderá sofrer penalidades caso não acompanhe as comunicações enviadas eletronicamente.

Como se preparar para o novo sistema

Para evitar problemas, é fundamental que as empresas:

  • Acessem regularmente a Caixa Postal do Portal e-CAC;
  • Mantenham seus dados cadastrais atualizados;
  • Estabeleçam uma rotina de verificação das mensagens enviadas pela Receita.

Comunicação mais moderna e eficiente

A obrigatoriedade do DTE representa um passo importante rumo à digitalização dos processos fiscais, tornando o relacionamento entre empresas e Receita Federal mais eficiente. Em caso de dúvidas, o contribuinte pode consultar seu contador ou acessar diretamente o site da Receita Federal.

 Em caso de dúvidas, consulte seu contador ou acesse  Receita Federal — Receita Federal.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Negócios

WEG compra mais uma empresa de olho na mobilidade elétrica

Multinacional de SC pagou R$ 38 milhões pela aquisição de cerca de 54% da Tupi Mob

A WEG anunciou nesta quinta-feira (16) a compra do controle acionário da Tupinambá Energia, empresa de São Paulo que atua no mercado de softwares e serviços para gestão de redes de recarga de veículos elétricos. A multinacional catarinense informou ter pago R$ 38 milhões pela aquisição de cerca de 54% do negócio. O valor ainda está sujeito a ajustes de preços e aprovações regulatórias.

A Tupinambá Energia, ou Tupi Mob, é dona do aplicativo Tupi, uma plataforma digital que conecta usuários de veículos elétricos a redes de recarga. Com mais de 370 mil usuários cadastrados e mais de 1,3 milhão de recargas realizadas, já forneceu 26 GWh de energia.

A WEG disse em comunicado ao mercado que a Tupi Mob “ocupa uma posição estratégica no ecossistema de mobilidade elétrica, integrando fornecedores de energia, fabricantes de estações de recarga, operadores de redes, montadoras e usuários finais” e que a aquisição representa um avanço no ecossistema de mobilidade elétrica.

A operação conta com 36 colaboradores, movimentou aproximadamente R$ 40 milhões em recargas nos últimos 12 meses e registrou receita líquida de R$ 8,6 milhões em 2024.

“A Tupi Mob fortalece a estratégia da WEG de liderar a transformação do setor de mobilidade elétrica. A aquisição também abre caminho para a expansão gradual do modelo em mercados internacionais, consolidando um ecossistema inovador e eficiente para recarga de veículos elétricos”, destacou a empresa no comunicado.

FONTE: NSC Total

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Comércio Exterior, Negócios

Empresas brasileiras fazem lobby nos EUA para reduzir tarifas impostas por Trump

O lobby da JBS, EMS, Suzano e Embraer destaca as divisões políticas nos EUA sobre o comércio com o Brasil

Executivos e líderes empresariais brasileiros de grandes companhias afetadas pelo aumento de tarifas de Donald Trump vêm fazendo intenso lobby em Washington para reverter os impactos das medidas comerciais impostas pelo presidente dos EUA desde agosto.

A Embraer conseguiu negociar com sucesso, servindo de exemplo para outros grandes empresários — como os irmãos Batista, donos da JBS, Carlos Sanchez, da gigante farmacêutica EMS, e empresas de outros setores, como a Suzano — buscarem reduções ou eliminações das tarifas.

Fontes indicam que há uma divisão dentro do governo norte-americano em relação à política tarifária rígida de Trump contra o Brasil. De um lado, uma ala mais dura apoia as sobretaxas; de outro, um grupo pragmático de parlamentares acredita que a decisão está “empurrando o Brasil para os braços da China” e fortalecendo a narrativa do presidente Lula.

“Parlamentares moderados entendem que o Brasil exporta produtos que não são produzidos nos EUA, e muitas empresas americanas estão sendo prejudicadas”, disse uma fonte. “Há também preocupação com a inflação.”

Empresas brasileiras vêm realizando reuniões regulares com autoridades da Casa Branca para negociar inclusão na lista de isenções — cerca de 700 itens foram acrescentados no mês passado. A celulose foi retirada da lista, mas o papel continua sujeito às tarifas americanas.

Carlos Sanchez, da EMS, disse ao Valor que contratou uma empresa de lobby nos EUA. O empresário esteve em Washington há cerca de duas semanas para defender os interesses de sua companhia. Embora os medicamentos não tenham sido diretamente afetados pelas medidas americanas, a EMS importa matéria-prima dos EUA e possui uma fábrica em Atlanta. “Trump sinalizou que está revendo o setor farmacêutico porque os remédios são caros nos EUA, e grande parte do fornecimento vem da Europa”, afirmou Sanchez.

“Muitos [parlamentares] não têm ideia do que acontece no Brasil. Explicamos que somos um país democrático”, acrescentou Sanchez. Ele disse ainda que, há cerca de duas semanas, também se reuniu com representantes da JBS em Washington.

Joesley Batista, do grupo J&F, holding controlada pela família Batista e dona da JBS, conhecido por sua proximidade com o presidente Lula, esteve entre os que tiveram acesso direto a Trump.

O encontro, realizado na Casa Branca no início de setembro, pode ter ajudado a convencer o líder americano a considerar a reabertura das negociações com o Brasil, cujas tarifas afetaram severamente as exportações de carne bovina.

O Valor apurou que a reunião entre Joesley Batista e Trump não tinha, inicialmente, como objetivo discutir a sobretaxa sobre a proteína animal brasileira. Em vez disso, foi organizada como parte de uma agenda institucional devido ao porte e à importância da J&F nos EUA, onde o grupo emprega 75 mil pessoas e responde por metade de sua receita.

Nesse contexto, a conversa começou tratando dos investimentos da J&F nos EUA, mas Batista aproveitou para levantar preocupações sobre o efeito das tarifas nos produtos brasileiros e nos preços ao consumidor no mercado americano.

Segundo pessoas próximas à reunião, Batista disse ao presidente Trump que a tarifa de 50% afetaria diretamente o preço do hambúrguer nos EUA. Ele argumentou que, sem a carne bovina brasileira, os processadores americanos seriam obrigados a usar carne mais cara para a produção.

Batista também teria alertado Trump sobre consequências semelhantes em relação ao café e ao suco de laranja — outros dois importantes produtos brasileiros exportados para os EUA.

Agora, as atenções se voltam para o próximo encontro entre os presidentes Lula e Trump, marcado para a semana que vem.

Fonte: Valor International

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