Negócios

Adeus, Toyota: fabricante anuncia fechamento de fábrica no Brasil após 27 anos

Fechamento de fábrica da Toyota em Indaiatuba após 27 anos e reestruturação da produção no Brasil. Novos modelos e investimentos estão no caminho

A Toyota anunciou o fechamento de sua histórica fábrica em Indaiatuba, no interior de São Paulo, após 27 anos de operação.

Em detalhes, a notícia pegou de surpresa o setor automotivo, visto que essa unidade foi responsável pela produção de mais de um milhão de unidades do Corolla, um dos modelos mais queridos pelos brasileiros.

Vale destacar que, esse movimento, contudo, faz parte de um plano estratégico de reestruturação da montadora japonesa no país, com foco em modernização e novos investimentos.

Fonte: Garagem 360

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Negócios, Portos

Empresa de Hong Kong considera incluir investidor chinês na venda de portos do Panamá

O conglomerado CK Hutchison, de Hong Kong, sugeriu nesta segunda-feira (28, noite de domingo no Brasil) a possibilidade de que “um grande investidor estratégico” chinês se junte ao consórcio liderado pela americana BlackRock que deseja comprar seu negócio de portos fora da China, incluindo suas operações no Canal do Panamá. 

Através da subsidiária Panama Ports Company, a CK Hutchison opera dois dos cinco portos do Canal do Panamá desde 1997 por meio de uma concessão pública. 

A venda anunciada em março por US$ 19 bilhões (quase R$ 105 bilhões) foi vista como uma vitória política para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que era contra a presença de empresas chinesas nesta importante via de transporte marítimo. 

Entretanto, a operação não foi bem recebida em Pequim, e o regulador de mercado da China anunciou em março que iria revisar o acordo para “proteger a concorrência justa” e “o interesse público”. 

Em um documento apresentado à Bolsa de Hong Kong, a CK Hutchison indica que serão necessárias mudanças nos integrantes do consórcio e na estrutura do acordo para que a operação possa “ser aprovada por todas as autoridades relevantes”. 

O conglomerado “continua em negociações com membros do consórcio com o objetivo de convidar um grande investidor estratégico [da China] para se unir como um membro relevante do consórcio”, disse o grupo em um documento apresentado à Bolsa de Hong Kong. 

A empresa não detalha com qual companhia chinesa está negociando. Recentemente, a agência Bloomberg publicou que o gigante naval chinês Cosco estava prestes a se unir ao consórcio. 

A analista da Bloomberg Intelligence, Denise Wong, afirmou que “as negociações em andamento e a possível inclusão de Cosco no consórcio provavelmente reduziram as preocupações com os obstáculos regulatórios chineses”.  

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que Pequim “realizará a supervisão conforme a lei, salvaguardará firmemente a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento, e manterá um mercado justo e imparcial”. 

– Acordo viável –

Desde seu retorno à Casa Branca, Trump estabeleceu como uma de suas prioridades a gestão do Canal do Panamá que, segundo ele, agora é controlado por empresas chinesas. 

A estrutura original do acordo previa que a BlackRock assumisse o controle dos dois portos panamenhos da CK Hutchison, Balboa e Cristóbal, localizados respectivamente nos extremos do Pacífico e do Atlântico do canal.  

O portos restantes seriam geridos pela empresa Terminal Investment Limited, do magnata italiano Gianluigi Aponte.  

A CK Hutchison afirmou que “pretende dar tanto tempo quanto for necessário para que essas conversas culminem” em um acordo viável.  

Em várias ocasiões, havia destacado que não prosseguiria com nenhuma transação que não tivesse aprovação de todas as autoridades competentes.  

Após anunciar a venda ao consórcio liderado pela BlackRock, a CK Hutchison foi alvo de críticas da administração central chinesa e também de líderes em Hong Kong, cidade semiautônoma do gigante asiático.

Fonte: AFP

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Investimento

CNI: investimentos brasileiros nos EUA cresceram 52,3% em uma década

Área de alimentos e bebidas, e o setor de plásticos têm destaque

Mapeamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que ao menos 70 empresas brasileiras mantêm investimentos produtivos em 23 dos 50 estados americanos. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (24) os investimentos brasileiros em solo norte-americano alcançaram um estoque de US$ 22,1 bilhões em 2024, uma alta de 52,3% em relação a 2014. Os números mostram ainda que, entre 2020 e 2024, empresas brasileiras anunciaram mais de US$ 3,3 bilhões em novas operações no território americano.

Alimentos e bebidas, com 28%; plásticos, com 12,4%; produtos de consumo, com 9,8%; software e serviços de TI, com 9,6%; e metais, com 9,3% são os setores que lideram os investimentos brasileiros nos EUA.

Entre os estados americanos com maior número de empresas brasileiras com plantas produtivas estão a Flórida, com 12; a Georgia, com sete; Michigan, Minnesota, Missouri, Nova York, aparecem depois com seis empresas cada; e o Tennessee e o Texas, com cinco.

“O estudo revela que nos últimos cinco anos (2020-2025), 70 empresas brasileiras anunciaram projetos nos EUA, com destaques para JBS (US$ 807 milhões), Omega Energia (US$ 420 milhões), Companhia Siderúrgica Nacional (US$ 350 milhões), Bauducco Foods (US$ 200 milhões) e Embraer (US$ 192 milhões)”, informou a CNI.

Investimentos

O documento traz também informações sobre investimentos anunciados por nove empresas brasileiras nos primeiros cinco meses de 2025.

Entre os destaques estão a Embraer, com a implantação de um centro de manutenção no Texas, com investimentos previstos de US$70 milhões e geração de 250 empregos. A JBS, que anunciou uma nova planta em Iowa, com aporte de US$ 135 milhões e 500 empregos diretos, e a Sustainea, parceria da Braskem com a japonesa Sojitz, com um investimento previsto de US$ 400 milhões no estado de Indiana.

O mapeamento mostra que 2.962 empresas brasileiras têm investimentos diversos nos EUA. Na avaliação da confederação, os números reforçam a forte integração econômica entre as duas economias.

“Essa é a prova de que o setor produtivo brasileiro vê na integração com os Estados Unidos muito mais que comércio: vê parceria. O avanço dos investimentos de ambos os lados, ao longo dos anos, reforça o caráter complementar e os benefícios mútuos dessa relação”, afirmou o presidente da CNI Ricardo Alban.

Por outro lado, o mapeamento mostra que, no mesmo período, 186 empresas norte-americanas anunciaram novos negócios no Brasil. Entre as principais companhias estão Bravo Motor Company (US$ 4,3 bilhões), Microsoft (US$ 3 bilhões), CloudHQ (US$ 3 bilhões), Amazon.com (US$ 2,8 bilhões) e New Fortress Energy (US$ 1,6 bilhão).

“No que se refere a investimentos anunciados, de 2015 a 2025, os setores mais atrativos para os investidores dos EUA em território brasileiro foram: comunicações (31,0%), montadoras de automóveis (13,5%), carvão, petróleo e gás (11,4%), serviços financeiros (10,9%) e energias renováveis (7,1%)”, disse a CNI.

Fonte: Agência Brasil

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Exportação

Empresas ficam sem tempo de “evitar tarifas” e corrida da exportação acaba

Tempo médio de viagem do Porto de Santos aos principais portos americanos é de 14 a 18 dias, enquanto taxas de 50% aos produtos brasileiros estão previstas a partir de 1º de agosto

As empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos já não conseguem embarcar as mercadorias antes das tarifas de 50% de Donald Trump entrarem em vigor em 1º de agosto.

Assim que a Casa Branca anunciou em 9 de julho a taxa de 50% a produtos do Brasil, exportadores de café, carne, celulose e outros produtos adiantaram os envios para fugir da medida. O embarque de proteínas animais, por exemplo, aumentou 96% nas duas primeiras semanas do mês.

A estratégia, porém, teve prazo de validade curto: não há mais tempo hábil para levar os itens ao país antes de 1º de agosto, data anunciada por Trump para começar o tarifaço.

À CNN, técnicos do Porto de Santos disseram que a viagem de um navio carregado para os principais portos americanos leva, em média, de 14 a 18 dias. Dessa maneira, mesmo que as cargas fossem enviadas nesta terça-feira (22), já não haveria escapatória à taxação, visto que falta nove dias para a medida da Casa Branca.

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) explica que as tarifas de importação são cobradas a partir do momento em que a mercadoria chega ao país de destino. Ou seja, se forem enviadas antes da vigência do tarifaço e chegarem depois, a taxa será cobrada.

Além do tempo médio de envio dos produtos para os EUA a partir do Porto de Santos, há algumas condições podem deixar a viagem ainda mais longa, conforme destacam as fontes, como outros tipos de rotas, viagens em escalas ou fatores climáticos.

No caso do café brasileiro, mais de 70% do produto que vai aos Estados Unidos sai do Porto de Santos. Deste total, cerca de 30% chega ao país pelo Porto de Nova Orleans e, cerca de 15%, pelo Porto de Nova York. Com tempo de viagem do navio cargueiro neste percurso pode chegar a 30 dias.

Com a iminência do tarifaço de Trump, o setor produtivo passa a apostar no diálogo com as empresas americanas, entre outras estratégias. A importadora de suco de laranja Johanna Food, localizada no estado de Nova Jersey, por exemplo, foi à Justiça dos Estados Unidos contra a medida de Trump.

Em outra frente, entidades e empresas americanas avaliam a possibilidade de propor ao governo dos Estados Unidos uma lista de exceções às tarifas de 50%. A ideia seria pedir que produtos naturais não existentes nos EUA pudessem ser importados com taxa inferior.

Uma das entidades à frente da avaliação é a National Coffee Association, principal associação cafeeira dos EUA. O café seria o principal beneficiado por esta medida, visto que quase a totalidade do produto consumido nos EUA é importado. O Brasil é o principal fornecedor do item ao país, sendo responsável por cerca de 35% (mais de um terço) dos grãos que os Estados Unidos compram do exterior.

Também em outros segmentos, o setor de frutas seria beneficiado pela lista de exceções. O principal exemplo é a manga: a produção interna nos EUA quase inexiste, e o Brasil é o terceiro maior fornecedor do item para o país (responsável por cerca de 8% das importações).

Fonte: CNN Brasil

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Inovação, Tecnologia

Bolha de IA pode ser maior do que a de empresas de internet na década de 1990

Economista-chefe da Apollo, Torsten Slok, afirma que as 10 principais ações do S&P 500 estão mais supervalorizadas hoje do que no boom da década de 1990. UBS e Citi também advertem para formação de bolha acionária

Os alertas mais recentes de analistas e investidores do mercado financeiro sobre uma possível bolha de supervalorização de ações no S&P 500 têm chamado atenção, com paralelos cada vez mais evidentes à crise das empresas pontocom de duas décadas atrás.

As discussões sobre a formação de uma bolha não são novidade em Wall Street. Começaram a ganhar fôlego desde que a estreia do ChatGPT, no fim de 2022, desencadeou uma corrida pelo desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial (IA), com repercussão no mercado de ações.

Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management – empresa global de gestão de ativos -, advertiu esta semana em nota a clientes que os 10 principais nomes do índice de referência, a maioria empresas de tecnologia, estão sendo negociados a uma relação preço/lucro futura de 12 meses, em contraposição a 25 meses da média do S&P 500.

“A diferença entre a bolha de TI da década de 1990 e a bolha de IA de hoje é que as 10 maiores empresas do S&P 500 hoje estão mais supervalorizadas do que na década de 1990”, escreveu Slok.

Mesas de pesquisa de grandes bancos, como Goldman Sachs e Bank of America, têm dado sinais mais sutis de que a IA pode impulsionar a produtividade e os lucros, com impacto no mercado de ações nos próximos anos.

Os lucros das empresas do S&P 500 devem crescer 8% este ano, um desempenho considerado mediano para um ano longe da média. O que chama a atenção é o quanto desse crescimento depende do setor de tecnologia. Espera-se que as empresas do Vale do Silício aumentem seus lucros em 21% — o maior crescimento de todos os setores. Em contrapartida, os lucros do varejo devem avançar apenas 2,5%.

No setor de tecnologia, a expectativa é que as empresas de semicondutores — um dos setores com maior exposição global no mercado de ações — impulsionem os lucros este ano, com uma alta projetada de 49%.

Esse entusiasmo é um sinal de que Wall Street está apostando que a demanda por casos de uso de IA superará a turbulência tarifária ou as oscilações do mercado de trabalho.

O desempenho das ações das Big Techs em 2025 reforça essa percepção. As Sete Magníficas — Apple, Amazon, Alphabet, Meta, Microsoft, Tesla e Nvidia — valem juntas cerca de US$ 14 trilhões em valor atualizado de mercado.

Esse grupo representa aproximadamente 31% do valor de mercado total do S&P 500. Em comparação, no auge da bolha pontocom, em 2000, as maiores empresas representavam cerca de 22% do índice.

Risco sistêmico

Essa concentração levanta preocupações sobre risco sistêmico e vulnerabilidade do índice a quedas abruptas. Em abril, em meio ao impacto causado pelo tarifaço do presidente americano Donald Trump, essas sete empresas perderam US$ 800 bilhões em valor de mercado num único dia.

Na semana passada, estrategistas do UBS advertiram clientes que o mercado tem todos os ingredientes para uma bolha acionária. O risco seria menor, no entanto, se o Federal Reserve (Fed) – o banco central dos EUA – mantiver uma estratégia mais conservadora de política monetária, mantendo juros mais elevados por mais tempo.

De acordo com o banco, assim que o Fed retomar os cortes de juros, as condições para uma bolha devem estar presentes. “Aumentamos a probabilidade de um cenário de bolha para 25% no fim de 2026 e reconhecemos o risco de que isso seja muito baixo”, escreveram os estrategistas.

No início do mês, o Citi disse acreditar que as ações continuariam a ter um desempenho superior, graças à formação de uma bolha de IA nas ações.

“Nosso palpite é que uma possível bolha em ações relacionadas à IA pode atingir o pico apenas cerca de meio ano antes do pico do investimento em dólares americanos”, escreveram analistas, referindo-se aos gastos de capital relacionados à IA.

Gigantes de tecnologia como Amazon, Google, Microsoft e Meta estão aumentando de forma robusta os investimentos em IA. Os gastos combinados das Big Techs devem ultrapassar US$ 320 bilhões em 2025.

Alguns investidores estão preocupados com o prazo para que essas apostas proporcionem retorno sobre o investimento – uma possível demora pode acelerar o risco sistêmico e a vulnerabilidade do S&P 500.

Fonte: NeoFeed

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Negócios

Empresários veem dificuldade maior em negociar tarifaço após operação da PF

Avaliação é de que a ação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro podia ser evitada diante das tensões já existentes entre o governo brasileiro e Donald Trump

Empresários diretamente envolvidos nos debates com o governo para formular uma estratégia de negociação do tarifaço imposto por Donald Trump relataram à CNN que a operação da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (18), amplia as dificuldades do Brasil em negociar com os Estados Unidos para que a medida seja revista pela Casa Branca.

A avaliação é de que a soberania brasileira e a autonomia dos Poderes nacionais são inegociáveis e não devem ser colocadas à mesa com os americanos em nenhum momento.

No entanto, consideram que a ação foi desnecessária e poderia ter sido evitada ou adiada, diante das dificuldades enfrentadas pelo Brasil nas tratativas com Trump.

Um desses empresários apontou ser “complicadíssimo” prosseguir com as negociações, que envolvem três frentes de tensão simultâneas. Segundo ele, são elas:

  • A pressa — considerada excessiva — para condenar Bolsonaro;
  • O presidente Lula provocar Trump constantemente, gerando entre os empresários a sensação de que busca recuperar popularidade com o episódio e incentiva seus aliados a adotarem a mesma postura;
  • O interesse dos Estados Unidos em evitar a criação de um precedente, pois, se o Brasil tiver êxito nesse embate, poderia servir de exemplo para outros países.

Outro empresário avaliou que a operação de hoje poderá ter efeito reverso sobre o STF (Supremo Tribunal Federal), ao dar repercussão mundial às alegações da defesa de Bolsonaro sobre o processo jurídico e fomentar dúvidas quanto à imparcialidade da Corte nesse julgamento.

A percepção entre as fontes ouvidas pela CNN é de que, pela forma como os fatos estão se desenrolando, Trump será “implacável” com o Brasil e não cederá em nada.

Um sinal nesse sentido, segundo um dos negociadores, poderá ser o endurecimento da posição dos Estados Unidos quanto à exigência empresarial de suspender ou rever a nova tarifa.

Diante do cenário de maior dificuldade, as críticas à condução das negociações por parte do governo aumentaram após a operação.

Representantes do setor privado também relataram receio de serem usados como instrumento político pelo governo em uma negociação que deveria ser prioritariamente estatal.

Caso a negociação fracasse, temem que o governo transfira a responsabilidade ao setor privado.

O temor é que, ao final, o governo colha ganhos políticos internos enquanto atribui ao setor privado a culpa pelo insucesso da negociação — setor esse que, até o momento, enxerga uma sequência de erros e falta de estratégia por parte da equipe governamental.

Também há a percepção de que o governo caminha para responsabilizar Bolsonaro pelo eventual fracasso nas negociações.

Fonte: CNN Brasil

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Evento, Negócios

Evento debate novas oportunidades de negócios internacionais para micro e pequenas empresas

O encontro reuniu autoridades, empresários e especialistas no Rio de Janeiro

O Encomex (Encontro de Comércio Exterior) reuniu autoridades, empresários e especialistas no Rio de Janeiro. O evento debateu caminhos para micro e pequenas empresas atingirem o mercado internacional. Atualmente, o estado é responsável por 10% das exportações nacionais realizadas por pequenos negócios, segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Fonte: R7

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Internacional, Negócios

Empresários americanos pedem negociações contra tarifa de 50% dos EUA sobre Brasil

“Medida (…) tem potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos EUA”, afirmam a U.S. Chamber of Commerce e a Amcham Brasil

A U.S. Chamber of Commerce e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) divulgaram uma nota para a imprensa dos Estados Unidos nesta terça-feira (15) pedindo para que os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva se engajem em negociações de alto nível para evitar a implementação da tarifa de 50% a produtos brasileiros pelos EUA a partir de 1º de agosto.

“A imposição dessa medida como resposta a questões políticas mais amplas tem o potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos, além de estabelecer um precedente preocupante”, afirmam, em nota.

Ambas as instituições mencionam que a tarifa proposta de 50% afetaria produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos.

“Mais de 6.500 pequenas empresas nos Estados Unidos dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas norte-americanas têm investimentos naquele país. O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos”, acrescentam.

A Amcham Brasil e a U.S. Chamber afirmam ainda que uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias das Américas beneficia consumidores, sustenta empregos e promove prosperidade em ambos os países.

“A U.S. Chamber e a Amcham Brasil seguem à disposição para apoiar iniciativas que favoreçam uma solução negociada, pragmática e construtiva – que evite a escalada da atual situação e garanta a continuidade de um comércio bilateral mutuamente vantajoso.”

Fonte: InfoMoney

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Negócios, Sustentabilidade

“A sustentabilidade está no DNA da Siemens”

Márcia Sakamoto expõe o modelo que posiciona a empresa como referência regional.

Em um cenário global onde a sustentabilidade se tornou uma prioridade urgente, a Siemens Brasil se destaca como um referencial de transformação profunda e integral. Com uma abordagem estratégica que articula inovação, eficiência energética, equidade e circularidade, a empresa promove um modelo industrial comprometido com o desenvolvimento sustentável — tanto ambiental quanto socialmente.

Diretamente de sua sede em São Paulo, Márcia Sakamoto, especialista em Sustentabilidade e Relações Governamentais da Siemens Brasil, participou da série de entrevistas realizada pelo portal serindustria.com.ar sob o título Indústria e Desenvolvimento Sustentável. Nesse contexto, ela detalhou como a empresa internacional integra os critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) no coração de suas operações, em sua cultura organizacional e em sua visão de longo prazo.

“Em uma trajetória guiada pela inovação, responsabilidade e ações estratégicas, a Siemens se destaca por adotar metas ambiciosas que orientam seu caminho rumo a um futuro verdadeiramente mais sustentável”, afirma Sakamoto. Essa direção se materializa em uma arquitetura corporativa denominada DEGREE, uma estrutura que define seis campos de ação fundamentais: descarbonização, ética, governança, uso eficiente de recursos, equidade e empregabilidade.

“O DEGREE não apenas orienta as decisões corporativas, mas também proporciona uma visão holística da sustentabilidade, integrando compromissos ambientais com impactos sociais e humanos”, assegura.

Redução de emissões e energias renováveis
A abordagem vai além de declarações institucionais. Em 2024, a Siemens Brasil alcançou uma redução de 68% nas emissões de CO₂ — um resultado que supera a média global do grupo (60%) e antecipa o cumprimento da meta original de 2025, fixada em 55%. “Nossos esforços estão direcionados para alcançar o net zero até 2030, que é a meta global”, destaca a executiva. Esse avanço se baseia, entre outras medidas, no uso de eletricidade 100% proveniente de fontes renováveis em todas as suas instalações, na ampliação da infraestrutura para carregamento de veículos elétricos, na substituição do gás liquefeito de petróleo por energia elétrica e na adaptação progressiva das cozinhas e processos industriais para soluções elétricas.

A sustentabilidade também se reflete na relação com o meio ambiente. A Siemens Brasil preserva uma área de 45 mil metros quadrados de Mata Atlântica dentro de sua sede em São Paulo, habitat de dezenas de espécies nativas de flora e fauna. Esse compromisso se complementa com uma estratégia de gestão de recursos baseada no ecodesign, na dissociação do uso de matérias-primas e na circularidade. “A empresa adota uma estratégia de uso eficiente de recursos em seus produtos, centrada em três pilares principais: ecodesign, dissociação do uso de recursos naturais e circularidade”, explica Sakamoto.

Durante o exercício fiscal de 2024, 35% dos metais utilizados pela Siemens Brasil — principalmente ferro, cobre e alumínio — foram adquiridos de fontes recicladas, baseando-se em valores médios regionais e globais. A empresa planeja, até 2030, aplicar princípios de ecodesign em todas as famílias de produtos relevantes. Para destacar essas inovações, a Siemens desenvolveu o selo EcoTech, que identifica produtos com desempenho ambiental superior em termos de eficiência energética, circularidade e redução de emissões.

Pegada de carbono e auditorias internacionais
A medição precisa da pegada de carbono é outro aspecto crítico. “O sistema de gestão ambiental é constantemente monitorado e verificado”, aponta Sakamoto. A Siemens utiliza ferramentas globais alinhadas ao GHG Protocol, garantindo relatórios transparentes e auditáveis. Cada procedimento, investimento e projeto em suas instalações passa por uma avaliação detalhada, desde o planejamento até a operação.

Essas ações são respaldadas por auditorias periódicas realizadas pela matriz alemã. Atualmente, a operação brasileira representa apenas 0,3% do total de carbono gerado pela Siemens no mundo. Esse compromisso foi reconhecido pelo Carbon Disclosure Project (CDP), que incluiu a Siemens na Lista A de Mudanças Climáticas desde 2023 — a categoria mais alta de desempenho ambiental.

Paralelamente, a empresa promove o uso eficiente de energia, água e outros recursos naturais por meio de certificações como ISO 14001 e ISO 50001. Um exemplo concreto é o projeto Anhanguera Green & Digital, onde sua planta em São Paulo foi transformada em um modelo de operação inteligente e sustentável.

Essa transformação incluiu a compra de energia renovável no mercado livre, a instalação de painéis solares, a reutilização de água da chuva para irrigação e sanitários, além da digitalização dos processos produtivos por meio de sensores e sistemas automatizados que otimizam consumos e reduzem desperdícios.

Graças ao monitoramento em tempo real de indicadores ambientais como energia, água e emissões, a Siemens conseguiu alcançar uma melhoria de 7% na eficiência energética em 2024. Além disso, um projeto piloto da Siemens Real Estate conseguiu reduzir em 16% o consumo energético ao ajustar automaticamente o uso do ar-condicionado conforme a ocupação real dos espaços.

Governança ESG e cultura organizacional
Além das ações técnicas, a sustentabilidade na Siemens é respaldada por uma estrutura de governança sólida, transversal e altamente especializada. “A sustentabilidade está no DNA da Siemens. Não é uma opção, mas uma parte integral e central das decisões estratégicas”, enfatiza Sakamoto.

Essa estratégia envolve desde o Conselho de Administração Global até embaixadores de sustentabilidade nas áreas operacionais. O Chief Sustainability Officer preside o Conselho de Sustentabilidade e lidera o Comitê Executivo de Sustentabilidade, enquanto os diretores globais e gerentes locais reportam avanços e desafios em cada uma das dimensões do modelo DEGREE. Essa arquitetura garante que os critérios ESG não sejam metas periféricas, mas princípios que impulsionam a tomada de decisões em todos os níveis.

Quanto aos desafios, a Siemens reconhece que a descarbonização de sua cadeia de valor — especificamente o escopo 3, que inclui fornecedores e parceiros — é um dos maiores obstáculos. Para enfrentá-lo, lançaram o programa Trilha Greenlight, voltado a disseminar boas práticas ESG e ajudar os fornecedores a construir seus próprios planos de sustentabilidade. Paralelamente, reforçam a capacitação constante de suas equipes: cada colaborador no Brasil recebe pelo menos 32 horas anuais de treinamento, com programas sobre sustentabilidade ambiental, inovação e transformação digital. “A Siemens investe continuamente em qualificação técnica”, ressalta Sakamoto.

Líderes e soluções tecnológicas sustentáveis
Durante 2024, a Siemens destinou globalmente 442 milhões de euros para formação corporativa. A sustentabilidade foi um dos eixos estratégicos desse investimento, com iniciativas como o programa Leading in Sustainability, projetado para líderes e áreas-chave, e o LEAP, focado no desenvolvimento de lideranças transformadoras. Também se estimula a inovação aplicada à eficiência de recursos e à transição ecológica por meio de comitês internos que desenvolvem soluções concretas em eficiência energética e descarbonização.

“Os colaboradores da Siemens desempenham um papel central na estratégia de sustentabilidade da empresa”, afirma Sakamoto, que também destaca o trabalho da Fundação Siemens, que canaliza ações de voluntariado e apoio social. Por meio dessa plataforma, os funcionários impulsionam projetos de educação e desenvolvimento sustentável, como o Conexão Aprendiz, que já impactou mais de 300 jovens em situação de vulnerabilidade.

No aspecto cultural, a Siemens promove a ética, a integridade e a conscientização sobre valores ambientais desde cedo. Programas como o EduComÉtica, que leva formação ética para escolas públicas, ou iniciativas como as doações às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, ampliam o impacto positivo da empresa além do âmbito produtivo.

Para Sakamoto, os valores pessoais dos líderes da Siemens influenciam diretamente a forma de abordar a agenda sustentável. “Temos uma visão otimista e de longo prazo sobre o papel da empresa e do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono e inclusiva”. Segundo sua visão, sustentabilidade e ética caminham juntas porque “só negócios limpos interessam à Siemens. Essa convicção orienta nossas decisões e nossas relações com clientes, parceiros e fornecedores”.

Transformação colaborativa
Em outubro de 2024, a Siemens Brasil apresentou, junto ao Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), o relatório Pictures of Transformation: um retrato do Brasil em 2035, que explora cenários futuros impulsionados pela digitalização e sustentabilidade. O objetivo é fomentar uma visão “future back” que inspire a construção de uma economia mais inclusiva, resiliente e verde. “O propósito é inspirar uma transformação positiva… estimulando debates colaborativos entre os setores público, privado e a sociedade civil”, ressalta Sakamoto.

Ao projetar o futuro da Siemens nos próximos dez anos, caso continue e aprofunde sua estratégia sustentável, a visão é clara. “Queremos continuar sendo uma referência em decisões éticas e responsáveis, com impacto positivo em toda a nossa cadeia produtiva e de valor”, enfatiza a especialista.

Com um caminho já traçado, a empresa pretende liderar o desenvolvimento de soluções tecnológicas sustentáveis em setores-chave, como biocombustíveis, hidrogênio verde, digitalização de redes, bioeconomia e economia circular. “Trabalhamos para que a atuação da empresa tenha impacto direto na consolidação do país como referência global em energia limpa e inovação tecnológica com valor ambiental agregado”, concluiu.

Fonte: Ser Indústria






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Internacional, Negócios

Empresas dos EUA evitam tarifas com estratégia de crise global; entenda

Zonas de comércio exterior nos Estados Unidos permitem que as empresas importem produtos ou materiais e os armazenem isentos de impostos

As empresas estão cada vez mais recorrendo a uma política da era da Depressão para evitar as tarifas do presidente Donald Trump, importando produtos para zonas designadas dos EUA, onde não precisam pagar tarifas até que queiram.

Existem 374 zonas de comércio exterior, ou FTZs, nos Estados Unidos, originalmente criadas para ajudar a manter as empresas competitivas durante a Grande Depressão.

Atualmente, essas zonas existem em todos os estados e em Porto Rico e permitem que as empresas importem produtos ou materiais (insumos) para os Estados Unidos e os armazenem isentos de impostos.

Os importadores só pagam tarifas quando vendem seus produtos para clientes americanos. E se optarem por exportar itens para fora dos Estados Unidos, não pagam tarifa alguma.

Desde que Trump anunciou tarifas sobre quase todos os países em abril, o interesse nessas zonas de comércio exterior quadruplicou, de acordo com a Descartes, uma empresa de logística que ajuda empresas a se estabelecer e operar em FTZs.

“As zonas de comércio exterior foram criadas nos Estados Unidos em 1934, coincidentemente a última vez em que as tarifas foram tão proeminentes e, francamente, tão impactantes quanto agora”, disse Jackson Wood, diretor de estratégia industrial da Descartes.

“E é por isso que elas também estão muito mais presentes na mente dos importadores americanos.”

Quase US$ 1 trilhão em mercadorias foram importadas para essas zonas em 2023, de acordo com o Departamento de Comércio, que aprova novas zonas. Isso representa quase um terço de todas as mercadorias importadas para os Estados Unidos naquele ano, segundo dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras.

Essas zonas empregam mais de meio milhão de pessoas.

O Departamento de Comércio dos EUA confirmou à CNN que a Associação de Comércio Internacional (ACI) observou um interesse crescente em zonas de comércio exterior, mas disse que é muito cedo para dizer se isso resultará em mais empresas operando nas zonas.

Mesmo assim, muitas empresas estão estocando mercadorias nessas Zonas de Livre Comércio. Não se trata de uma brecha, dizem os especialistas, mas de uma maneira de as empresas manterem o fluxo de caixa em um momento em que muitas se sentem pressionadas.

“Eles sempre foram um instrumento de nicho na caixa de ferramentas dos importadores americanos”, disse Wood. “Agora, como estamos neste ambiente tarifário incrivelmente impactante, cada vez mais organizações estão dizendo: ‘sim, o argumento comercial para criar uma zona de comércio exterior faz sentido para nós.’”

Zonas francas são uma almofada tarifária

Altamente seguras e rigorosamente fiscalizadas, as Zonas de Livre Comércio (ZLCs) devem estar a menos de 90 minutos, ou 90 milhas, de um ponto de entrada da Alfândega e Proteção de Fronteiras. Mas não há duas ZLCs exatamente iguais.

As zonas podem variar em tamanho, desde uma pequena sala em um armazém até centenas de hectares da área ocupada por uma empresa inteira. Dezenas de empresas podem fabricar e distribuir produtos a partir de um único armazém.

O que as FTZs têm em comum é que elas oferecem às empresas alívio — ainda que temporário — no pagamento de impostos em meio à atual guerra comercial.

A Audio-Technica, fabricante de toca-discos e equipamentos de áudio, inaugurou seu segundo armazém e centro de distribuição em uma zona de comércio exterior em San Diego em junho.

A empresa japonesa importa produtos totalmente montados de suas unidades de produção no Japão e na China. Oitenta por cento dessas mercadorias são vendidas no mercado americano, enquanto 20% são exportadas, informou a empresa.

“Com tarifas mais altas, temos a possibilidade de adiar o pagamento dessas tarifas até que possamos retirá-las da Zona de Livre Comércio para fins comerciais”, disse Dan Ratley, diretor executivo de cadeias de suprimentos da Audio-Technica.

A Audio-Technica não precisa pagar tarifas sobre seus produtos importados até que a empresa decida liberar seus produtos nos Estados Unidos para venda aos clientes. Isso significa que a empresa pode mantê-los isentos de impostos na zona até que estejam dispostos ou possam pagar.

“Todos estão investigando e tentando minimizar (os efeitos das tarifas), melhorar seu fluxo de caixa e evitá-las completamente”, disse Ratley.

Motores para economias locais

As empresas não podem simplesmente se estabelecer em uma zona de comércio exterior — elas precisam de um beneficiário, que atue como intermediário entre elas e o Departamento de Comércio. Esses beneficiários geralmente são cidades, portos ou aeroportos, e as Zonas de Livre Comércio podem ser uma vantagem para eles.

A cidade de Phoenix, beneficiária desde 1988, ajudou a criar dezenas de empresas em sua zona, conhecida como Zona 75.

“Como beneficiários, precisamos estar dispostos a aceitá-los em nossa zona de comércio exterior. Sem nossa carta de apoio, eles não conseguiriam enviar sua solicitação”, disse Christine Mackay, diretora de desenvolvimento econômico da cidade de Phoenix.

As Zonas de Livre Comércio (ZLCs) podem ser multiplicadoras econômicas, especialmente para comunidades menores. O crescimento do emprego e dos salários aumentou nas comunidades de seis a oito anos após a criação de uma ZLC, de acordo com um estudo de 2019 publicado pela Associação Nacional de Zonas de Comércio Exterior.

Atualmente, 75.000 pessoas trabalham na Zona 75 de Phoenix. Para cada emprego na Zona 75, a cidade afirma que gera entre três e seis empregos adicionais. Dez anos atrás, o salário médio para um novo emprego em Phoenix era de US$ 30.000. Hoje, é de US$ 84.000.

“Fizemos a diferença ao alavancar nosso status de beneficiários de zona de comércio exterior e trazer empresas que têm grandes multiplicadores econômicos, que trazem benefícios realmente fortes para a comunidade”, disse Mackay.

‘Um grande problema’

As zonas de comércio exterior oferecem muitos benefícios. Mas, sob o regime comercial atual, alguns não estão mais disponíveis.

Historicamente, quando as empresas importavam insumos — pequenas peças feitas de cobre, aço ou alumínio — para a ZLC para fabricar outros produtos, elas só tinham que pagar a tarifa sobre o produto acabado.

Mas, conforme detalhado nas ordens executivas de Trump sobre tarifas recíprocas em abril , as empresas que operam em FTZs agora devem pagar a tarifa dos insumos, não do produto acabado, que geralmente é mais alta.

Mesmo que o material ou peça seja usado para fabricar um produto enquanto estiver na zona de comércio exterior, o produto final ainda será tarifado na mesma taxa do insumo quando sair da zona, disse o Departamento de Comércio à CNN.

Por exemplo, a Audio-Technica importa produtos totalmente montados para sua Zona de Livre Comércio (ZLC) do Japão e da China, que têm tarifas médias de 10% ou 30%, respectivamente.

Mas alguns desses produtos são feitos de aço e alumínio, o que coloca a empresa em risco de uma tarifa de até 70% devido às tarifas sobre essas peças metálicas.

“Uma das características do programa de zonas de comércio exterior é esse benefício, mas essas restrições impostas por decretos executivos impediram tudo isso. Portanto, se você trouxer um componente para produtos acabados para a zona de comércio exterior dos EUA, estará pagando uma taxa de imposto mais alta quando ele sair”, disse Melissa Irmen, diretora de advocacy e relações estratégicas da Associação Nacional de Zonas de Comércio Exterior.

Embora as zonas de comércio exterior continuem sendo uma ferramenta atraente para alguns importadores, a política comercial atual as torna mais complicadas para outros.

“Temos membros que estão muito chateados por terem perdido a capacidade de manter a competitividade global que este programa lhes deu para permanecer nos Estados Unidos — e isso é um grande problema”, disse Irmen.

Fonte: CNN Brasil

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