Negócios

Dia do Empreendedorismo Feminino: Santa Catarina tem mais de 1,2 milhão de mulheres empreendedoras

Participação de mulheres no quadro societário das empresas aumentou em 2025, fortalecendo o empreendedorismo feminino

O Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado nesta quarta-feira, 19, é marcado pelo crescimento da participação de mulheres no comando e no quadro societário de empresas em Santa Catarina. Conforme dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), o estado tem mais de 1,25 milhão de mulheres empreendedoras, número que tem crescido nos últimos anos. 

As mulheres representam 38,2% do total de empreendedores considerando o volume de empresas ativas em Santa Catarina. No entanto, somente entre as empresas abertas em 2025 elas representam 40,8%. Ou seja, a participação de mulheres cresceu, principalmente com micro e pequenas empresas. Apenas neste ano foram quase 140 mil mulheres registradas como proprietárias ou sócias de empresas.  

“O crescimento da participação de mulheres liderando as empresas reflete a força e a capacidade feminina. Elas estão empreendendo mais, inovando e investindo. E o empreendedorismo feminino é uma das prioridades do governador Jorginho Mello e minha. Por isso investimos na criação e manutenção de iniciativas como o Pronampe Mulher e os programas Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa. Ações essenciais para que as catarinenses tenham mais opções para criar suas empresas, garantindo sua independência e gerando emprego e renda”, destacou a vice-governadora Marilisa Boehm. 

Fonte: Jucesc

Mulheres na indústria, comércio e serviços

Conforme os dados da Jucesc, as mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses atuam em diversos setores econômicos. A maior parte empreende no comércio e reparação de veículos, com participação de 343 mil mulheres sócias e proprietárias. Na sequência aparecem os setores de indústria da transformação (158 mil) e atividades administrativas e serviços complementares (101 mil). 

Distribuição pelos principais setores econômicos

Total: 1,25 milhão

  • Comércio e reparação de veículos: 343 mil
  • Indústria da transformação: 158 mil
  • Atividades administrativas e serviços complementares: 101 mil
  • Alojamento e alimentação: 95 mil
  • Atividades profissionais, científicas e técnicas: 91 mil
  • Outras atividades de serviços: 87 mil
  • Saúde humana e serviços sociais: 70 mil
  • Construção: 56 mil
  • Atividades imobiliárias: 54 mil
  • Transporte, armazenagem e correio: 49 mil

Para a vice-presidente da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), Fabiana Everling, o empreendedorismo feminino gera um ciclo positivo na economia. “Esses números mostram sobretudo um grande empreendedorismo feminino e isso se dá por diversos fatores. A mulher saiu em busca do seu próprio negócio, de legalizar as atividades que eventualmente ela já desenvolvia sem essa formalização. A mulher tem se qualificado cada vez mais e aí ela empreende no seu próprio negócio. E, além de fazer a sua renda, ela gera renda, gera emprego”, destaca.

Empresária de São João Batista comanda indústria calçadista 

Uma das mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses é Suzana Santos, líder da fábrica que leva o seu nome e produz calçados femininos em São João Batista. Em todas as plantas da empresa, em Santa Catarina e na Bahia, são mais de 2,5 mil funcionários que trabalham na produção de sandálias, tênis, tamancos e rasteirinhas. 

“Hoje a gente atende em todos os estados e exporta para uma média de 25 países. A gente é uma empresa muito inovadora e pensa muito em evoluir, buscar as mudanças que o mercado pede, então a gente desenvolve os produtos de acordo com as necessidades do consumidor”, explica Suzana Santos. 

A indústria é familiar e hoje é tocada por Suzana e pelo seu irmão. Ela é responsável pela parte comercial, estilo, criativo, bem como marketing. Com o sucesso da marca, a empresa verticalizou a produção e passou a fabricar também parte da matéria-prima. Conforme Suzana, empreender em Santa Catarina tem diversas vantagens.

“Santa Catarina é um estado próspero, é um estado que tem muita oportunidade e mão de obra qualificada. Aqui a parte da logística é muito diferente, temos mais opções. A gente também está próximo da maioria dos clientes, daqueles estados que tem grande potencial de venda”, explica.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Informação

Reforma Tributária do Consumo: uso do Domicílio Tributário Eletrônico será obrigatório a partir de 2026

A partir de 1º de janeiro de 2026, todas as empresas brasileiras deverão adotar, de forma obrigatória, o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) como meio oficial de comunicação com a Receita Federal. A medida faz parte da Reforma Tributária do Consumo (RTC) e está prevista na Lei Complementar nº 214/2025, em conjunto com o Decreto nº 70.235/1972, que estabelece a validade legal das mensagens enviadas por esse sistema.

Notificações fiscais serão digitais

Com o DTE, todas as notificações, intimações e avisos fiscais passarão a ser enviados eletronicamente pela Caixa Postal do Portal e-CAC. O acesso e a leitura das mensagens serão considerados como ciência oficial da comunicação, mesmo que o contribuinte não abra as mensagens.

Essa mudança busca garantir mais agilidade, segurança e transparência na relação entre o fisco e o contribuinte, além de reduzir a burocracia no processo de comunicação fiscal.

Atenção aos prazos e penalidades

A Receita Federal alerta que a falta de acesso ao DTE não interrompe prazos legais. Ou seja, a empresa poderá sofrer penalidades caso não acompanhe as comunicações enviadas eletronicamente.

Como se preparar para o novo sistema

Para evitar problemas, é fundamental que as empresas:

  • Acessem regularmente a Caixa Postal do Portal e-CAC;
  • Mantenham seus dados cadastrais atualizados;
  • Estabeleçam uma rotina de verificação das mensagens enviadas pela Receita.

Comunicação mais moderna e eficiente

A obrigatoriedade do DTE representa um passo importante rumo à digitalização dos processos fiscais, tornando o relacionamento entre empresas e Receita Federal mais eficiente. Em caso de dúvidas, o contribuinte pode consultar seu contador ou acessar diretamente o site da Receita Federal.

 Em caso de dúvidas, consulte seu contador ou acesse  Receita Federal — Receita Federal.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Negócios

WEG compra mais uma empresa de olho na mobilidade elétrica

Multinacional de SC pagou R$ 38 milhões pela aquisição de cerca de 54% da Tupi Mob

A WEG anunciou nesta quinta-feira (16) a compra do controle acionário da Tupinambá Energia, empresa de São Paulo que atua no mercado de softwares e serviços para gestão de redes de recarga de veículos elétricos. A multinacional catarinense informou ter pago R$ 38 milhões pela aquisição de cerca de 54% do negócio. O valor ainda está sujeito a ajustes de preços e aprovações regulatórias.

A Tupinambá Energia, ou Tupi Mob, é dona do aplicativo Tupi, uma plataforma digital que conecta usuários de veículos elétricos a redes de recarga. Com mais de 370 mil usuários cadastrados e mais de 1,3 milhão de recargas realizadas, já forneceu 26 GWh de energia.

A WEG disse em comunicado ao mercado que a Tupi Mob “ocupa uma posição estratégica no ecossistema de mobilidade elétrica, integrando fornecedores de energia, fabricantes de estações de recarga, operadores de redes, montadoras e usuários finais” e que a aquisição representa um avanço no ecossistema de mobilidade elétrica.

A operação conta com 36 colaboradores, movimentou aproximadamente R$ 40 milhões em recargas nos últimos 12 meses e registrou receita líquida de R$ 8,6 milhões em 2024.

“A Tupi Mob fortalece a estratégia da WEG de liderar a transformação do setor de mobilidade elétrica. A aquisição também abre caminho para a expansão gradual do modelo em mercados internacionais, consolidando um ecossistema inovador e eficiente para recarga de veículos elétricos”, destacou a empresa no comunicado.

FONTE: NSC Total

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Comércio Exterior, Negócios

Empresas brasileiras fazem lobby nos EUA para reduzir tarifas impostas por Trump

O lobby da JBS, EMS, Suzano e Embraer destaca as divisões políticas nos EUA sobre o comércio com o Brasil

Executivos e líderes empresariais brasileiros de grandes companhias afetadas pelo aumento de tarifas de Donald Trump vêm fazendo intenso lobby em Washington para reverter os impactos das medidas comerciais impostas pelo presidente dos EUA desde agosto.

A Embraer conseguiu negociar com sucesso, servindo de exemplo para outros grandes empresários — como os irmãos Batista, donos da JBS, Carlos Sanchez, da gigante farmacêutica EMS, e empresas de outros setores, como a Suzano — buscarem reduções ou eliminações das tarifas.

Fontes indicam que há uma divisão dentro do governo norte-americano em relação à política tarifária rígida de Trump contra o Brasil. De um lado, uma ala mais dura apoia as sobretaxas; de outro, um grupo pragmático de parlamentares acredita que a decisão está “empurrando o Brasil para os braços da China” e fortalecendo a narrativa do presidente Lula.

“Parlamentares moderados entendem que o Brasil exporta produtos que não são produzidos nos EUA, e muitas empresas americanas estão sendo prejudicadas”, disse uma fonte. “Há também preocupação com a inflação.”

Empresas brasileiras vêm realizando reuniões regulares com autoridades da Casa Branca para negociar inclusão na lista de isenções — cerca de 700 itens foram acrescentados no mês passado. A celulose foi retirada da lista, mas o papel continua sujeito às tarifas americanas.

Carlos Sanchez, da EMS, disse ao Valor que contratou uma empresa de lobby nos EUA. O empresário esteve em Washington há cerca de duas semanas para defender os interesses de sua companhia. Embora os medicamentos não tenham sido diretamente afetados pelas medidas americanas, a EMS importa matéria-prima dos EUA e possui uma fábrica em Atlanta. “Trump sinalizou que está revendo o setor farmacêutico porque os remédios são caros nos EUA, e grande parte do fornecimento vem da Europa”, afirmou Sanchez.

“Muitos [parlamentares] não têm ideia do que acontece no Brasil. Explicamos que somos um país democrático”, acrescentou Sanchez. Ele disse ainda que, há cerca de duas semanas, também se reuniu com representantes da JBS em Washington.

Joesley Batista, do grupo J&F, holding controlada pela família Batista e dona da JBS, conhecido por sua proximidade com o presidente Lula, esteve entre os que tiveram acesso direto a Trump.

O encontro, realizado na Casa Branca no início de setembro, pode ter ajudado a convencer o líder americano a considerar a reabertura das negociações com o Brasil, cujas tarifas afetaram severamente as exportações de carne bovina.

O Valor apurou que a reunião entre Joesley Batista e Trump não tinha, inicialmente, como objetivo discutir a sobretaxa sobre a proteína animal brasileira. Em vez disso, foi organizada como parte de uma agenda institucional devido ao porte e à importância da J&F nos EUA, onde o grupo emprega 75 mil pessoas e responde por metade de sua receita.

Nesse contexto, a conversa começou tratando dos investimentos da J&F nos EUA, mas Batista aproveitou para levantar preocupações sobre o efeito das tarifas nos produtos brasileiros e nos preços ao consumidor no mercado americano.

Segundo pessoas próximas à reunião, Batista disse ao presidente Trump que a tarifa de 50% afetaria diretamente o preço do hambúrguer nos EUA. Ele argumentou que, sem a carne bovina brasileira, os processadores americanos seriam obrigados a usar carne mais cara para a produção.

Batista também teria alertado Trump sobre consequências semelhantes em relação ao café e ao suco de laranja — outros dois importantes produtos brasileiros exportados para os EUA.

Agora, as atenções se voltam para o próximo encontro entre os presidentes Lula e Trump, marcado para a semana que vem.

Fonte: Valor International

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Negócios

Fórum Empresarial Brasil–Itália incentiva novos negócios

Evento realizado na FIESC integra celebrações pelos 150 anos da presença italiana no Brasil e celebra ligações históricas entre países

O Fórum Empresarial Brasil–Itália, promovido pela Câmara Italiana de Comércio e Indústria de Santa Catarina em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), reuniu autoridades, empresários e representantes do Governo para debater o potencial de estabelecimento de novas parcerias comerciais entre organizações dos dois países. O encontro, parte das celebrações pelos 150 anos da presença italiana no Brasil, destacou a proximidade cultural entre catarinenses e italianos, fator que pode garantir ao estado papel de protagonista em intercâmbios futuros.

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, ressaltou o estreito relacionamento da indústria de SC com o mercado italiano e com a Câmara de Comércio. “Temos fortalecido a nossa atuação comercial para a Itália por meio de missões empresariais. Com esse encontro de hoje, ampliamos o relacionamento diplomático, cultural e de negócios”, afirmou.

Eugênia Berti, Cônsul da Itália em Curitiba, também destacou a proximidade entre os dois países e lembrou dos fortes laços culturais que unem brasileiros e italianos. Segundo ela, é preciso aproveitar esse relacionamento e gerar oportunidades que beneficiem os dois países.

A recente implementação do tarifaço sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano serviu de alerta para a importância de diversificação de mercados externos para as empresas brasileiras. Segundo o Presidente da CCIESC, Tullo Cavallazzi Filho, essa percepção reforça a importância de eventos como o Fórum. Prova disso, acrescentou, foi a presença de representantes de empresas de diversas partes do estado na plateia. “O comparecimento de executivos do Vale do Itajaí, do Sul, do Oeste, do Norte e da Grande Florianópolis mostra que o tema interessa a todos”.

Representando o governo estadual, o presidente da InvestSC, Renato Lacerda, destacou a missão da agência em apoiar a internacionalização das empresas catarinenses. Ele apontou o potencial logístico do estado, que deve abrigar dois novos portos (além dos seis já em operação) em um período de dois anos e lembrou que o poder público tem feito investimentos importantes em estradas que vão melhorar o tráfego de mercadorias.

Logística também foi tema da fala do diretor de Indústria e Artesanato da região do Vêneto, Marco Geron. Ele destacou as oportunidades de investimentos na chamada Zona Logística Simplificada (ZLS) na região do Vêneto. Empresários que investirem na área podem ser beneficiados por incentivos fiscais e pela maior agilidade na análise de projetos. Segundo Geron, a região deve receber 2,4 bilhões de euros em investimentos privados nos próximos dez anos.

O potencial de negócios não se restringe a grandes corporações. Eva Micheli, que atua em projetos de internacionalização de empresas italianas, lembrou que é possível a organizações locais fazer o caminho inverso e chamou atenção para o potencial de empresas catarinenses de médio ou até pequeno porte, que podem ingressar no bilionário mercado Europeu a partir da Itália. Equipamentos para os setores de saúde, moda e têxtil podem ser competitivos.

Alexandre Leite, diretor técnico da Itaipu Parquetec, lembrou que países desenvolvidos enfrentam o desafio da descarbonização da geração de energia e destacou o potencial brasileiro para o setor. Ligado à Itaipú Binacional, o Parquetec tem mais de duas dezenas de pedidos de propriedade intelectual e desenvolve soluções focadas em aumento de eficiência e combate ao desperdício no setor elétrico. “A tecnologia não tem fronteiras e o Brasil pode contribuir de forma estratégica com outros países”.

Com informações da assessoria de imprensa da Câmara Italiana de Comércio e Indústria de Santa Catarina.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação

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Negócios

Bunge permanece como a maior empresa de Santa Catarina

As cem maiores empresas catarinenses apresentam o menor índice de endividamento quando comparadas com suas concorrentes do Paraná e do Rio Grande do Sul; levantamento é da Revista Amanhã e foi conduzido em parceria com a pWc

Santa Catarina se destaca no cenário nacional por apresentar indicadores que demonstram a qualidade de vida de seus habitantes, como o baixo nível de desemprego, por exemplo. Ao jogar luz sobre o desempenho das empresas, não é diferente. As companhias sediadas em Santa Catarina exibiam em junho 2025 um dos menores índice de inadimplência do Brasil, com apenas 25,9% das empresas negativadas, de acordo com estudo mensal da Serasa Experian. O indicador contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação de inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago. A fama de boas pagadoras pode ser conferida no recorte das cem maiores por estado no ranking das 500, onde Santa Catarina apresenta o menor índice de endividamento (52,5%) quando comparadas com suas concorrentes do Paraná (58%) e do Rio Grande do Sul (56%). O índice se mantém nesse nível pelo menos desde 2022.

As cem maiores também conseguiram aumentar o patrimônio (de uma soma total de R$ 132,6 bilhões para R$ 165,8 bilhões), a receita (de R$ 342,1 bilhões para R$ 379,3 bilhões) e o lucro (de R$ 25 bilhões para R$ 32,3 bilhões), enquanto a soma dos prejuízos ficou praticamente estável (R$ 1,2 bilhão) e a rentabilidade média diminuiu um pouco (de 10,7% para 9,8%).

As cinco primeiras colocações se mantiveram, com a Bunge sendo a maior empresa de Santa Catarina, seguida por BRF, WEG, Cooperativa Central Aurora Alimentos e Engie. O Grupo Havan subiu do décimo para o sexto lugar, sendo seguido de perto pelo Sicoob Central SC/RS que estreia no ranking ao apresentar um balanço que congrega várias unidades da cooperativa de crédito. Enquanto a Whirlpool se manteve em oitavo lugar, a Celesc caiu para o nono e a Tupy é a décima, um decréscimo de quatro colocações (veja todos os detalhes nas tabelas a seguir, que também revelam as 50 maiores receitas líquidas, os 50 maiores patrimônios líquidos e os destaques em outros indicadores de desempenho, como os maiores capitais de giro, por exemplo).

Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%). O ranking é baseado em balanços do exercício de 2024 publicados ao longo do primeiro semestre de 2025.

No evento, os executivos Bruno Machado Teixeira, gerente executivo de relação com investidores da Intelbras, Lucas Döhler, diretor industrial da Döhler, e Alexandra Oliveira, diretora da planta de Joinville da Whirlpool, participaram do painel “O futuro e o legado das empresas que impulsionam a região Sul”.  

Com informações do Grupo Amanhã.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação

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Internacional

O que os empresários americanos realmente pensam sobre Trump

Em público, poucos empresários e executivos americanos criticam Donald Trump.

Mas nos bastidores, a história é outra.

Durante um encontro a portas fechadas na Yale School of Management, ocorrido em Washington na quarta-feira, dezenas de líderes empresariais manifestaram suas preocupações com relação a temas como tarifas, imigração e um ambiente de negócios cada dia mais caótico e difícil de navegar.

O relato é de uma reportagem do Wall Street Journal.

“Eles estão sendo extorquidos e intimidados. Nas conversas reservadas, eles demonstram que estão realmente chateados,” disse ao Journal o professor Jeffrey Sonnenfeld, organizador do evento.

A “extorsão” refere-se a acordos como o que obriga a Nvidia a repassar para o Governo dos EUA uma parcela de suas vendas na China ou a golden share na US Steel.

Sondagens realizadas com os participantes dão uma mostra do mal-estar.

Com relação ao tarifaço, 71% das pessoas ouvidas disseram que é uma política prejudicial para suas empresas. 75% disseram que a Justiça deveria decidir como ilegal a imposição das tarifas decidida por Trump.

Quando questionados se planejavam investir mais na expansão da capacidade produtiva nos EUA, 62% dos entrevistados disseram que não.

Os motivos citados para o desalento, de acordo com Sonnenfeld, são as incertezas e os custos causados pelas tarifas e a política de imigração, entre outros fatores. Há críticas também à interferência no Federal Reserve e ao ‘capitalismo de estado’ praticado por Trump.

“O governo não deve escolher vencedores ou perdedores em determinados setores,” disse Nick Pinchuk, o CEO da Snap-on Tools.

Os executivos foram quase unânimes em expressar desacordo com as pressões de Trump sobre o presidente do Fed, Jerome Powell, para reduzir as taxas de juros: 80% dos entrevistados disseram que o Presidente não está agindo pelos interesses de longo prazo dos EUA.

Para 71% das pessoas ouvidas, a independência do Fed saiu enfraquecida.

Fonte: Marca Legal

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Negócios

JBS está preparada para provável virada do ciclo pecuário no Brasil, diz diretor

A JBS, maior produtora global de carnes, está preparada para uma provável virada do ciclo pecuário no Brasil, o que poderia implicar em uma menor oferta de bovinos para abate após um período de maior produção, disse Eduardo Pedroso, diretor-executivo de Originação da Friboi JBS, nesta quarta-feira.

Em entrevista a jornalistas durante evento em São Paulo, ele lembrou que nos últimos 24 meses houve um “aumento significativo” do desfrute do rebanho nacional, resultando em uma sobreoferta “muito grande”, permitindo maior processamento nas indústrias do Brasil.

Mas há sinais de uma menor oferta no próximo ano no Brasil, maior exportador global de carne bovina, em momento em que outros países, como os Estados Unidos, enfrentam uma escassez de animais para abate.

“Realmente a iminência da virada do ciclo pecuário vem com alguns desafios. No nosso caso, estamos nos preparando com parcerias, contratos e relacionamento muito próximo de pecuaristas (no Brasil), para que o nosso volume seja preservado”, disse Pedroso.

Ele comentou que, cada vez mais, a JBS trabalha com contratos a termo no Brasil.

“Antigamente, a gente comprava o boi quando ele estava gordo, hoje a gente compra o boi muitas vezes na barriga da mãe, com meses ou anos de antecedência. Essa relação (com o pecuarista) evoluiu muito, o nível de profissionalização da relação da indústria e produtor está em outro patamar.”

Após um crescimento esperado de cerca de 3% em 2025 ante 2024, seguido de um salto de mais de 16% entre 2023 e 2024, os abates de bovinos no Brasil deverão cair mais de 9% em 2026 na comparação com este ano, para 37,1 milhões de cabeças, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira pela consultoria Datagro.

A queda nos abates ocorreria após um forte movimento de abate de matrizes, que geralmente é seguido por retenção de fêmeas para a produção de bezerros.

Mudanças como essas geralmente impactam os preços da arroba do boi gordo. O mercado atual está “equilibrado”, com as cotações oscilando entre R$330 e R$290, segundo dados da Datagro no evento promovido pela consultoria.

O executivo lembrou que o ciclo pecuário é inerente à atividade, que registra movimentos de retenção de fêmeas em uma época do ciclo e outra de “liquidação” dos animais.

Ele comentou que isso geralmente traz oscilação de preços, mas destacou também que a incorporação de tecnologias e manejos tem amenizado os efeitos do ciclo de baixa.

“O que a gente observa de oportunidades com o advento da integração lavoura-pecuária, incorporação de tecnologia no campo, redução da idade de abate, incremento da produtividade…, os impactos do ciclo podem ser suavizados, e é isso que a gente imagina que deve acontecer”, afirmou ele, admitindo que o Brasil está “entrando em momento de provável retenção de matrizes.”

Roberto Perosa, presidente da associação das indústrias de carne do Brasil, a Abiec, disse a jornalistas durante o evento que não acredita “em toda esta queda” projetada nos abates para o ano que vem.

“Acho que o mercado continuará equilibrado, a previsão dos especialistas para este ano era de uma queda de abates, e estamos crescendo o abate.”

Ele destacou fatores como os citados pelo executivo da JBS, incluindo a melhoria genética do rebanho, que resulta em mais produção.

Perosa disse também não acreditar em queda no consumo interno de carne bovina no Brasil, citando que 2026 é ano eleitoral, com possíveis movimentos que fortaleçam a demanda.

“Acho que vai ter este estímulo, com o pleno emprego e o aumento da renda da população, acho que o consumo de carne bovina pode se manter estável ou inclusive crescer no ano que vem.”

Fonte: Reuters

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Comércio Exterior

Tarifaço: indústria nacional de madeira demite 4 mil pessoas e coloca 5,5 mil em férias coletivas

Um mês e uma semana após a entrada em vigor do tarifaço de 50% imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros, fabricantes de molduras, itens de marcenaria e madeira processada — que têm no mercado americano seu principal destino — já registraram 4 mil demissões, colocaram 5,5 mil funcionários em férias coletivas e suspenderam temporariamente o contrato de 1,1 mil trabalhadores, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci).

O setor emprega diretamente 180 mil pessoas no País e a maior parte dos fabricantes afetados pela sobretaxa está nos Estados do Sul, Paraná e Santa Catarina, sobretudo em pequenos municípios. Caso o tarifaço continue, a entidade prevê mais 4,5 mil demissões nos próximos 60 dias.

Segundo a Abimci, os cortes no emprego refletem a retração nas exportações de madeira industrializada para os EUA. Após o anúncio do tarifaço em julho, diz a entidade, os contratos e os embarques começaram a ser cancelados. Também houve queda no fechamento de novos contratos.

Exportações despencam

O resultado do tarifaço é que as exportações de alguns dos principais produtos de madeira processada para os Estados Unidos em agosto despencaram. Caíram entre 35% e 50% na comparação com julho, informa a entidade.

Paulo Pupo, superintendente da Abimci, diz que a entidade foi inúmeras vezes a Brasília para participar de reuniões como ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que sempre demonstrou boa vontade, mas não houve ação efetiva para reverter a situação.

Puppo diz que o setor espera que tratativas ocorram em regime de urgência, porque é função do governo federal estar à frente nas negociações das tarifas, uma vez que é muito difícil o setor fazer inclusões nas ordens executivas. “É de responsabilidade do governo federal o avançar (nas negociações) para estacar o grande número de demissões que estamos tendo.”

No ano passado, os Estados Unidos importaram US$ 1,6 bilhão de madeira industrializada. Nesse grupo existem produtos para finalidades diferentes na construção civil, como compensado laminado, moldura muito usada nas casas americanas, madeira serrada para cerca, pellets, portas e pisos, por exemplo.

Os EUA concentram, em média, 50% das compras da produção nacional. Em alguns segmentos, a dependência é ainda maior, com 100% das vendas voltadas exclusivamente ao mercado americano.

Fonte: Estadão

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Negócios

Falta de confiança interpessoal atrapalha internacionalização das empresas brasileiras

As tarifas impostas pelos Estados Unidos mundo afora são mais uma etapa no atual ciclo de escalada de tensões geopolíticas. Como no xadrez, quem cria mais opções na área de comércio internacional e nos negócios é o mais bem-sucedido.

O Brasil figura no décimo lugar da economia mundial em Produto Interno Bruto (PIB) nominal, mas ocupa a tímida 82.ª posição no ranking de globalização no Índice KOF, índice suíço que mede a integração econômica, social e política das nações. Somos uma economia voltada para o próprio umbigo, exportando 20% do PIB, enquanto outras economias da América Latina exportam, em média, 30%.

Internacionalização difere de exportação. Exportar representa uma pequena amostra da conexão com o comércio internacional. O produto enviado para fora é uma extensão do mercado doméstico. Já a internacionalização encara a competição no mercado de destino, disputando mão de obra local e se relacionando com fornecedores regionais.

Como consequência, empresas que investem nessas habilidades tornam-se mais resilientes e ganham produtividade. Temos bons exemplos, como as brasileiras WEG, de equipamentos eletrônicos, a Randon, de sistemas automotivos, e a Tramontina, de utensílios para casa, cujas frigideiras são destacadas há oito anos pela Wirecutter, seção do jornal The New York Times que avalia a qualidade de bens de consumo.

Muitos empresários brasileiros que dominam o mercado interno ainda acreditam que a complexidade operacional externa “só pode ser maior”. Ledo engano. Enquanto no Brasil empreender é um ato de fé por causa das burocracias, nos Estados Unidos, por exemplo, há brokers e especialistas em cada microssegmento da indústria. Em pouco tempo e com custo razoável, eles decodificam os segredos do mercado local.

O grande obstáculo para brasileiros, no entanto, é a baixa confiança. Uma recente pesquisa da European Values Study aponta que o índice de confiança interpessoal do Brasil alcança meros 7%, enquanto o da Noruega é de 72% e o dos Estados Unidos fica por volta de 40%.

Dado que a internacionalização começa na pessoa física e evolui para a pessoa jurídica, a busca por essa confiança e por relações inicia-se com encontros, cursos e investimentos pessoais, até chegar ao investimento offshore corporativo. Não soa coincidência que a maioria das nossas empresas internacionalizadas foi fundada por imigrantes. Como disse o cientista de computação americano Gerald Weinberg, “o truque para confiar e conquistar confiança é evitar todos os truques.”

Fonte: Estadão

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