Negócios

Fórum Empresarial Brasil–Itália incentiva novos negócios

Evento realizado na FIESC integra celebrações pelos 150 anos da presença italiana no Brasil e celebra ligações históricas entre países

O Fórum Empresarial Brasil–Itália, promovido pela Câmara Italiana de Comércio e Indústria de Santa Catarina em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), reuniu autoridades, empresários e representantes do Governo para debater o potencial de estabelecimento de novas parcerias comerciais entre organizações dos dois países. O encontro, parte das celebrações pelos 150 anos da presença italiana no Brasil, destacou a proximidade cultural entre catarinenses e italianos, fator que pode garantir ao estado papel de protagonista em intercâmbios futuros.

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, ressaltou o estreito relacionamento da indústria de SC com o mercado italiano e com a Câmara de Comércio. “Temos fortalecido a nossa atuação comercial para a Itália por meio de missões empresariais. Com esse encontro de hoje, ampliamos o relacionamento diplomático, cultural e de negócios”, afirmou.

Eugênia Berti, Cônsul da Itália em Curitiba, também destacou a proximidade entre os dois países e lembrou dos fortes laços culturais que unem brasileiros e italianos. Segundo ela, é preciso aproveitar esse relacionamento e gerar oportunidades que beneficiem os dois países.

A recente implementação do tarifaço sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano serviu de alerta para a importância de diversificação de mercados externos para as empresas brasileiras. Segundo o Presidente da CCIESC, Tullo Cavallazzi Filho, essa percepção reforça a importância de eventos como o Fórum. Prova disso, acrescentou, foi a presença de representantes de empresas de diversas partes do estado na plateia. “O comparecimento de executivos do Vale do Itajaí, do Sul, do Oeste, do Norte e da Grande Florianópolis mostra que o tema interessa a todos”.

Representando o governo estadual, o presidente da InvestSC, Renato Lacerda, destacou a missão da agência em apoiar a internacionalização das empresas catarinenses. Ele apontou o potencial logístico do estado, que deve abrigar dois novos portos (além dos seis já em operação) em um período de dois anos e lembrou que o poder público tem feito investimentos importantes em estradas que vão melhorar o tráfego de mercadorias.

Logística também foi tema da fala do diretor de Indústria e Artesanato da região do Vêneto, Marco Geron. Ele destacou as oportunidades de investimentos na chamada Zona Logística Simplificada (ZLS) na região do Vêneto. Empresários que investirem na área podem ser beneficiados por incentivos fiscais e pela maior agilidade na análise de projetos. Segundo Geron, a região deve receber 2,4 bilhões de euros em investimentos privados nos próximos dez anos.

O potencial de negócios não se restringe a grandes corporações. Eva Micheli, que atua em projetos de internacionalização de empresas italianas, lembrou que é possível a organizações locais fazer o caminho inverso e chamou atenção para o potencial de empresas catarinenses de médio ou até pequeno porte, que podem ingressar no bilionário mercado Europeu a partir da Itália. Equipamentos para os setores de saúde, moda e têxtil podem ser competitivos.

Alexandre Leite, diretor técnico da Itaipu Parquetec, lembrou que países desenvolvidos enfrentam o desafio da descarbonização da geração de energia e destacou o potencial brasileiro para o setor. Ligado à Itaipú Binacional, o Parquetec tem mais de duas dezenas de pedidos de propriedade intelectual e desenvolve soluções focadas em aumento de eficiência e combate ao desperdício no setor elétrico. “A tecnologia não tem fronteiras e o Brasil pode contribuir de forma estratégica com outros países”.

Com informações da assessoria de imprensa da Câmara Italiana de Comércio e Indústria de Santa Catarina.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação

Ler Mais
Negócios

Bunge permanece como a maior empresa de Santa Catarina

As cem maiores empresas catarinenses apresentam o menor índice de endividamento quando comparadas com suas concorrentes do Paraná e do Rio Grande do Sul; levantamento é da Revista Amanhã e foi conduzido em parceria com a pWc

Santa Catarina se destaca no cenário nacional por apresentar indicadores que demonstram a qualidade de vida de seus habitantes, como o baixo nível de desemprego, por exemplo. Ao jogar luz sobre o desempenho das empresas, não é diferente. As companhias sediadas em Santa Catarina exibiam em junho 2025 um dos menores índice de inadimplência do Brasil, com apenas 25,9% das empresas negativadas, de acordo com estudo mensal da Serasa Experian. O indicador contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação de inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago. A fama de boas pagadoras pode ser conferida no recorte das cem maiores por estado no ranking das 500, onde Santa Catarina apresenta o menor índice de endividamento (52,5%) quando comparadas com suas concorrentes do Paraná (58%) e do Rio Grande do Sul (56%). O índice se mantém nesse nível pelo menos desde 2022.

As cem maiores também conseguiram aumentar o patrimônio (de uma soma total de R$ 132,6 bilhões para R$ 165,8 bilhões), a receita (de R$ 342,1 bilhões para R$ 379,3 bilhões) e o lucro (de R$ 25 bilhões para R$ 32,3 bilhões), enquanto a soma dos prejuízos ficou praticamente estável (R$ 1,2 bilhão) e a rentabilidade média diminuiu um pouco (de 10,7% para 9,8%).

As cinco primeiras colocações se mantiveram, com a Bunge sendo a maior empresa de Santa Catarina, seguida por BRF, WEG, Cooperativa Central Aurora Alimentos e Engie. O Grupo Havan subiu do décimo para o sexto lugar, sendo seguido de perto pelo Sicoob Central SC/RS que estreia no ranking ao apresentar um balanço que congrega várias unidades da cooperativa de crédito. Enquanto a Whirlpool se manteve em oitavo lugar, a Celesc caiu para o nono e a Tupy é a décima, um decréscimo de quatro colocações (veja todos os detalhes nas tabelas a seguir, que também revelam as 50 maiores receitas líquidas, os 50 maiores patrimônios líquidos e os destaques em outros indicadores de desempenho, como os maiores capitais de giro, por exemplo).

Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%). O ranking é baseado em balanços do exercício de 2024 publicados ao longo do primeiro semestre de 2025.

No evento, os executivos Bruno Machado Teixeira, gerente executivo de relação com investidores da Intelbras, Lucas Döhler, diretor industrial da Döhler, e Alexandra Oliveira, diretora da planta de Joinville da Whirlpool, participaram do painel “O futuro e o legado das empresas que impulsionam a região Sul”.  

Com informações do Grupo Amanhã.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação

Ler Mais
Internacional

O que os empresários americanos realmente pensam sobre Trump

Em público, poucos empresários e executivos americanos criticam Donald Trump.

Mas nos bastidores, a história é outra.

Durante um encontro a portas fechadas na Yale School of Management, ocorrido em Washington na quarta-feira, dezenas de líderes empresariais manifestaram suas preocupações com relação a temas como tarifas, imigração e um ambiente de negócios cada dia mais caótico e difícil de navegar.

O relato é de uma reportagem do Wall Street Journal.

“Eles estão sendo extorquidos e intimidados. Nas conversas reservadas, eles demonstram que estão realmente chateados,” disse ao Journal o professor Jeffrey Sonnenfeld, organizador do evento.

A “extorsão” refere-se a acordos como o que obriga a Nvidia a repassar para o Governo dos EUA uma parcela de suas vendas na China ou a golden share na US Steel.

Sondagens realizadas com os participantes dão uma mostra do mal-estar.

Com relação ao tarifaço, 71% das pessoas ouvidas disseram que é uma política prejudicial para suas empresas. 75% disseram que a Justiça deveria decidir como ilegal a imposição das tarifas decidida por Trump.

Quando questionados se planejavam investir mais na expansão da capacidade produtiva nos EUA, 62% dos entrevistados disseram que não.

Os motivos citados para o desalento, de acordo com Sonnenfeld, são as incertezas e os custos causados pelas tarifas e a política de imigração, entre outros fatores. Há críticas também à interferência no Federal Reserve e ao ‘capitalismo de estado’ praticado por Trump.

“O governo não deve escolher vencedores ou perdedores em determinados setores,” disse Nick Pinchuk, o CEO da Snap-on Tools.

Os executivos foram quase unânimes em expressar desacordo com as pressões de Trump sobre o presidente do Fed, Jerome Powell, para reduzir as taxas de juros: 80% dos entrevistados disseram que o Presidente não está agindo pelos interesses de longo prazo dos EUA.

Para 71% das pessoas ouvidas, a independência do Fed saiu enfraquecida.

Fonte: Marca Legal

Ler Mais
Negócios

JBS está preparada para provável virada do ciclo pecuário no Brasil, diz diretor

A JBS, maior produtora global de carnes, está preparada para uma provável virada do ciclo pecuário no Brasil, o que poderia implicar em uma menor oferta de bovinos para abate após um período de maior produção, disse Eduardo Pedroso, diretor-executivo de Originação da Friboi JBS, nesta quarta-feira.

Em entrevista a jornalistas durante evento em São Paulo, ele lembrou que nos últimos 24 meses houve um “aumento significativo” do desfrute do rebanho nacional, resultando em uma sobreoferta “muito grande”, permitindo maior processamento nas indústrias do Brasil.

Mas há sinais de uma menor oferta no próximo ano no Brasil, maior exportador global de carne bovina, em momento em que outros países, como os Estados Unidos, enfrentam uma escassez de animais para abate.

“Realmente a iminência da virada do ciclo pecuário vem com alguns desafios. No nosso caso, estamos nos preparando com parcerias, contratos e relacionamento muito próximo de pecuaristas (no Brasil), para que o nosso volume seja preservado”, disse Pedroso.

Ele comentou que, cada vez mais, a JBS trabalha com contratos a termo no Brasil.

“Antigamente, a gente comprava o boi quando ele estava gordo, hoje a gente compra o boi muitas vezes na barriga da mãe, com meses ou anos de antecedência. Essa relação (com o pecuarista) evoluiu muito, o nível de profissionalização da relação da indústria e produtor está em outro patamar.”

Após um crescimento esperado de cerca de 3% em 2025 ante 2024, seguido de um salto de mais de 16% entre 2023 e 2024, os abates de bovinos no Brasil deverão cair mais de 9% em 2026 na comparação com este ano, para 37,1 milhões de cabeças, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira pela consultoria Datagro.

A queda nos abates ocorreria após um forte movimento de abate de matrizes, que geralmente é seguido por retenção de fêmeas para a produção de bezerros.

Mudanças como essas geralmente impactam os preços da arroba do boi gordo. O mercado atual está “equilibrado”, com as cotações oscilando entre R$330 e R$290, segundo dados da Datagro no evento promovido pela consultoria.

O executivo lembrou que o ciclo pecuário é inerente à atividade, que registra movimentos de retenção de fêmeas em uma época do ciclo e outra de “liquidação” dos animais.

Ele comentou que isso geralmente traz oscilação de preços, mas destacou também que a incorporação de tecnologias e manejos tem amenizado os efeitos do ciclo de baixa.

“O que a gente observa de oportunidades com o advento da integração lavoura-pecuária, incorporação de tecnologia no campo, redução da idade de abate, incremento da produtividade…, os impactos do ciclo podem ser suavizados, e é isso que a gente imagina que deve acontecer”, afirmou ele, admitindo que o Brasil está “entrando em momento de provável retenção de matrizes.”

Roberto Perosa, presidente da associação das indústrias de carne do Brasil, a Abiec, disse a jornalistas durante o evento que não acredita “em toda esta queda” projetada nos abates para o ano que vem.

“Acho que o mercado continuará equilibrado, a previsão dos especialistas para este ano era de uma queda de abates, e estamos crescendo o abate.”

Ele destacou fatores como os citados pelo executivo da JBS, incluindo a melhoria genética do rebanho, que resulta em mais produção.

Perosa disse também não acreditar em queda no consumo interno de carne bovina no Brasil, citando que 2026 é ano eleitoral, com possíveis movimentos que fortaleçam a demanda.

“Acho que vai ter este estímulo, com o pleno emprego e o aumento da renda da população, acho que o consumo de carne bovina pode se manter estável ou inclusive crescer no ano que vem.”

Fonte: Reuters

Ler Mais
Comércio Exterior

Tarifaço: indústria nacional de madeira demite 4 mil pessoas e coloca 5,5 mil em férias coletivas

Um mês e uma semana após a entrada em vigor do tarifaço de 50% imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros, fabricantes de molduras, itens de marcenaria e madeira processada — que têm no mercado americano seu principal destino — já registraram 4 mil demissões, colocaram 5,5 mil funcionários em férias coletivas e suspenderam temporariamente o contrato de 1,1 mil trabalhadores, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci).

O setor emprega diretamente 180 mil pessoas no País e a maior parte dos fabricantes afetados pela sobretaxa está nos Estados do Sul, Paraná e Santa Catarina, sobretudo em pequenos municípios. Caso o tarifaço continue, a entidade prevê mais 4,5 mil demissões nos próximos 60 dias.

Segundo a Abimci, os cortes no emprego refletem a retração nas exportações de madeira industrializada para os EUA. Após o anúncio do tarifaço em julho, diz a entidade, os contratos e os embarques começaram a ser cancelados. Também houve queda no fechamento de novos contratos.

Exportações despencam

O resultado do tarifaço é que as exportações de alguns dos principais produtos de madeira processada para os Estados Unidos em agosto despencaram. Caíram entre 35% e 50% na comparação com julho, informa a entidade.

Paulo Pupo, superintendente da Abimci, diz que a entidade foi inúmeras vezes a Brasília para participar de reuniões como ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que sempre demonstrou boa vontade, mas não houve ação efetiva para reverter a situação.

Puppo diz que o setor espera que tratativas ocorram em regime de urgência, porque é função do governo federal estar à frente nas negociações das tarifas, uma vez que é muito difícil o setor fazer inclusões nas ordens executivas. “É de responsabilidade do governo federal o avançar (nas negociações) para estacar o grande número de demissões que estamos tendo.”

No ano passado, os Estados Unidos importaram US$ 1,6 bilhão de madeira industrializada. Nesse grupo existem produtos para finalidades diferentes na construção civil, como compensado laminado, moldura muito usada nas casas americanas, madeira serrada para cerca, pellets, portas e pisos, por exemplo.

Os EUA concentram, em média, 50% das compras da produção nacional. Em alguns segmentos, a dependência é ainda maior, com 100% das vendas voltadas exclusivamente ao mercado americano.

Fonte: Estadão

Ler Mais
Negócios

Falta de confiança interpessoal atrapalha internacionalização das empresas brasileiras

As tarifas impostas pelos Estados Unidos mundo afora são mais uma etapa no atual ciclo de escalada de tensões geopolíticas. Como no xadrez, quem cria mais opções na área de comércio internacional e nos negócios é o mais bem-sucedido.

Brasil figura no décimo lugar da economia mundial em Produto Interno Bruto (PIB) nominal, mas ocupa a tímida 82.ª posição no ranking de globalização no Índice KOF, índice suíço que mede a integração econômica, social e política das nações. Somos uma economia voltada para o próprio umbigo, exportando 20% do PIB, enquanto outras economias da América Latina exportam, em média, 30%.

Internacionalização difere de exportação. Exportar representa uma pequena amostra da conexão com o comércio internacional. O produto enviado para fora é uma extensão do mercado doméstico. Já a internacionalização encara a competição no mercado de destino, disputando mão de obra local e se relacionando com fornecedores regionais.

Como consequência, empresas que investem nessas habilidades tornam-se mais resilientes e ganham produtividade. Temos bons exemplos, como as brasileiras WEG, de equipamentos eletrônicos, a Randon, de sistemas automotivos, e a Tramontina, de utensílios para casa, cujas frigideiras são destacadas há oito anos pela Wirecutter, seção do jornal The New York Times que avalia a qualidade de bens de consumo.

Muitos empresários brasileiros que dominam o mercado interno ainda acreditam que a complexidade operacional externa “só pode ser maior”. Ledo engano. Enquanto no Brasil empreender é um ato de fé por causa das burocracias, nos Estados Unidos, por exemplo, há brokers e especialistas em cada microssegmento da indústria. Em pouco tempo e com custo razoável, eles decodificam os segredos do mercado local.

O grande obstáculo para brasileiros, no entanto, é a baixa confiança. Uma recente pesquisa da European Values Study aponta que o índice de confiança interpessoal do Brasil alcança meros 7%, enquanto o da Noruega é de 72% e o dos Estados Unidos fica por volta de 40%.

Dado que a internacionalização começa na pessoa física e evolui para a pessoa jurídica, a busca por essa confiança e por relações inicia-se com encontros, cursos e investimentos pessoais, até chegar ao investimento offshore corporativo. Não soa coincidência que a maioria das nossas empresas internacionalizadas foi fundada por imigrantes. Como disse o cientista de computação americano Gerald Weinberg, “o truque para confiar e conquistar confiança é evitar todos os truques.”

Fonte: Estadão

Ler Mais
Negócios

Dois suecos criaram o Flightradar24 como hobby em 2006; acabaram de vendê-lo por uma fortuna

Eles eram dois entusiastas da aviação que chegaram ao monopólio global do monitoramento aéreo, marcado por margens de lucro estratosféricas

O Flightradar24 vendeu 35% de suas ações para o fundo londrino Sprints Capital, avaliando a empresa em 500 milhões de dólares. Os fundadores embolsaram 175 milhões, mantendo o controle com os 65% restantes.

A operação torna Mikael Robertsson e Olov Lindberg bilionários, dois entusiastas da aviação que criaram a plataforma em 2006 como projeto pessoal. Hoje, o Flightradar é o líder mundial incontestável em monitoramento aéreo em tempo real.

O Flightradar24 faturou 420 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 242.700.000) em 2024, com crescimento de 18% e margem de lucro de 52%. Uma rentabilidade extraordinária no setor tecnológico.

A empresa combina três fontes principais de receita:

  1. Assinaturas premium (Silver, Gold e Business), que desbloqueiam funções avançadas como dados históricos e camadas meteorológicas.
  2. Publicidade na versão gratuita básica.
  3. Venda de dados comerciais para companhias aéreas, reguladores e empresas do setor.

O sucesso se baseia em uma rede global de mais de 30.000 receptores ADS-B operados por voluntários, que captam os sinais dos aviões. Essa infraestrutura colaborativa deu à empresa uma vantagem competitiva decisiva sobre rivais como o FlightAware.

Em fóruns como o Reddit, alguns usuários já manifestaram preocupação sobre o futuro do Flightradar sob propriedade de capital de risco. Temem que seja priorizada a monetização agressiva em detrimento da qualidade do serviço e do acesso gratuito.

Os fundadores suecos mantiveram o controle por 18 anos, construindo um monopólio de fato antes de abrir o capital — algo que ocorreu apenas parcialmente, com a dupla mantendo o controle. Uma lição de paciência estratégica.

Agora, a Sprints Capital, conhecida por seus investimentos na Hemnet e na Modular Finance, fornecerá recursos para a expansão internacional. Os fundadores garantiram uma fortuna considerável sem perder o comando de sua própria criação.

Imagem: FlightRadar24
Fonte: Xataka Brasil

Ler Mais
Evento, Negócios

PLEX e Tramontina Logistics reforçam parceria global e participam do Comex Tech Forum 2025

No dia 17 de setembro, o São Paulo Expo será palco do Comex Tech Forum (CTF25), o maior evento do Brasil dedicado ao Comércio Exterior, Inovação e Tecnologia, reunindo lideranças nacionais e internacionais para debater tendências, apresentar soluções práticas e explorar os desafios do comércio global.

Entre os destaques da programação, está a participação de Marcelo Borges, CEO da Tramontina USA, que ministrará do painel “Exportações inteligentes: operações otimizadas para explorar novos mercados”, trazendo insights sobre como a eficiência logística e a integração de processos podem impulsionar a competitividade internacional das empresas. 

Além da palestra de Marcelo Borges, a PLEX e a Tramontina Logistics também marcarão presença com um estande exclusivo no Comex Tech Forum 2025, onde irão apresentar suas soluções integradas em desembaraço aduaneiro, logística inteligente e operações globais, reforçando a parceria estratégica entre as empresas.

Parceria sólida: PLEX + Tramontina Logistics

A parceria entre PLEX Internacional Logistics e a Tramontina Logistics, iniciada em 2021, já se consolidou como referência no setor. O que começou com apenas alguns processos de desconsolidação de cargas, passou rapidamente também para alguns processos de desembaraço aduaneiro das importações da Tramontina, evoluindo para quase 90% das operações. Hoje, as empresas trabalham lado a lado oferecendo soluções completas em desembaraço aduaneiro, logística inteligente e armazenagem e distribuição estratégica.

Com uma estrutura de peso, a Tramontina Logistics conta com 24 centros de distribuição, 10 fábricas e 25 unidades ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, a unidade localizada em Sugar Land (Texas) é a maior operação internacional da companhia, responsável por 31% dos colaboradores no exterior e atendimento a gigantes do varejo como Walmart, Sam’s Club, Costco e Home Depot.

A infraestrutura logística inclui 34 mil m² de armazéns, 45 mil posições-palete, 29 docas, controle de temperatura e sistemas de segurança de ponta, além de operações de cross-docking, dropshipping com capacidade para movimentar mais de 30 mil caixas por dia e soluções digitais que permitem acompanhamento em tempo real.

Sobre a PLEX Internacional Logistics

A PLEX International Logistics é uma empresa americana com sede em Doral, Flórida, especializada em soluções de logística internacional, transporte, armazenagem e desembaraço aduaneiro. Apesar da base nos Estados Unidos, a companhia tem raízes brasileiras, em especial em Santa Catarina, o que fortalece sua conexão com o mercado nacional e amplia sua atuação global com a agilidade e a proximidade típicas da região.

O que esperar do CTF25

Organizado pela Logcomex, o Comex Tech Forum contará com trilhas de conteúdo que abordarão desde inteligência artificial, geopolítica e inovação até temas técnicos como compliance aduaneiro, nearshoring, portos, terminais e supply chain.

O evento oferecerá:

  • Keynotes nacionais e internacionais sobre inovação, liderança e comércio global.
  • Painéis dinâmicos sobre aduanas, trade finance, logística integrada e indústria 4.0.
  • Uma área de exposição com soluções tecnológicas e serviços logísticos de ponta.
  • Um happy hour de encerramento com música ao vivo, estimulando o networking em um ambiente mais descontraído.

Conexão para o futuro

Com a participação de líderes como Marcelo Borges e a presença de empresas inovadoras, o Comex Tech Forum 2025 promete reforçar seu papel como ponto de encontro estratégico do setor. Mais do que discutir tendências, o evento deve mostrar como a união entre tecnologia, inovação e expertise logística pode transformar a forma como o comércio exterior será conduzido no Brasil e no mundo.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

Ler Mais
Negócios

Receita Federal oportuniza autorregularização para empresas com pendências na tributação do IPI

Divergências em montante superior a R$ 240 milhões foram identificadas em quase 1,5 mil empresas.

A Receita Federal iniciou nova edição da ação de conformidade para regularização de divergências tributárias relativas ao Imposto de Produtos Industrializados – IPI. Os alertas foram enviados a 1.469 contribuintes PJ, totalizando R$ 244,9 milhões.

A operação faz parte do trabalho de Malha Fiscal Digital, que realiza análise de dados e cruzamento de informações prestadas pela própria pessoa jurídica e por terceiros, visando orientar a autorregularização das divergências identificadas.

Nesse parâmetro de malha se analisa saldo devedor de IPI na Escrituração Fiscal Digital do tributo – EFD ICMS/IPI – e inexistência de declaração em DCTF/DCOMP e/ou não recolhimento dos correspondentes valores, total ou parcialmente.

A primeira etapa da operação foi o envio de Avisos de Autorregularização (cartas via Correios e mensagens para a Caixa Postal do contribuinte no e-CAC), com informações e orientações de como se regularizar.

O prazo para autorregularização indicado é 24/10/2025. Após, os contribuintes estarão sujeitos à lavratura de autos de infração para constituição do crédito tributário, com os devidos acréscimos legais (juros de mora e multa de ofício).

A edição realizada em 2024 resultou no envio de 1.400 avisos de autorregularização com valor de divergência na ordem de R$ 544 milhões. Foram autuados 544 contribuintes que não se regularizaram, no valor de crédito tributário total de cerca de R$ 163 milhões.

Informações sobre a ação e orientações sobre como se regularizar estão disponíveis neste endereço eletrônico.

Para esse parâmetro de malha, nessa edição, 59,8% dos contribuintes e 64,4% dos valores de divergências estão em Estados da região sudeste. Os dados estão detalhados na tabela a seguir.

RegiãoQuantidade empresasValor divergência
Norte44 11.095.172 
Nordeste15520.304.766 
Centro-Oeste659.899.118 
Sudeste878 157.711.741 
Sul 327 45.964.888 
Brasil1.469244.975.684

Fonte: Receita Federal

Ler Mais
Comércio Exterior, Negócios

22 empresas embarcam para missão comercial do Franchising Brasil na Argentina

A delegação irá participar de workshops, de visitas técnicas e da 30ª Expo Franquicias Argentina 2025 em Buenos Aires

Dos dias 9 a 12 de setembro, 22 marcas de franquias brasileiras estarão em Buenos Aires, Argentina, para uma missão comercial. Essa é uma iniciativa do programa Franchising Brasil, uma parceria entre a Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), focado na internacionalização de empresas brasileiras do setor de franquias. 

A agenda inclui imersão no mercado de franquias argentino por meio de workshops, visitas técnicas a stakeholders do setor e dois dias de participação na Expo Franquicias 2025. Conta também com o apoio da Embaixada do Brasil, órgãos do governo local e da Associação Argentina de Marcas e Franquias (AAMF).

A missão tem como objetivo expandir o intercâmbio comercial entre os países e reforçar a atuação das marcas brasileiras no mercado internacional. Dentre as 22 franquias que farão parte da delegação, estão: Aramis, Bateras Beat, Bee Delivery, Buddha Spa, Casa do Construtor, Corpo Bueno, Doutor Sofá, Fast4You, Global Franchise, HGM, Ital’in House, Lavateria, Lave & Pegue, Maria Pitanga, Mercadão dos Óculos, New Shoes, Popcorn Gourmet, Rede Vistorias, Space Hunters, Urban Performance, VC.autor e Yungas.

Na agenda do primeiro dia, os participantes se reunirão para um Workshop de Soft Landing na Embaixada do Brasil na Argentina. A partir de conversas e apresentações com advogados, consultores e franqueados locais, o encontro visa capacitar os empresários brasileiros para sua expansão internacional, com foco no mercado argentino. Para finalizar o dia, será realizado um coquetel de boas-vindas da AAMF, evento de networking que reunirá empresários de diversos países e servirá como preparação para os dois dias de feira.

No segundo dia, os participantes terão a oportunidade de visitar a Café Martínez, uma das mais tradicionais redes de cafeterias argentinas; a Arredo, uma rede argentina de casa e decoração; e o Shopping Alto Palermo, um dos shoppings mais emblemáticos de Buenos Aires. O objetivo desta etapa é compreender os desafios enfrentados pelos franqueadores, as adaptações realizadas pelos franqueados e as especificações técnicas exigidas pelos centros comerciais na Argentina.

No terceiro e no quarto dia, os representantes das marcas participarão da Expo Franquicias Argentina 2025, no espaço para eventos La Rural, no pavilhão Ocre. A feira reúne, anualmente, marcas locais e internacionais, consultores, fornecedores e potenciais investidores. O evento já realizou 29 edições de sucesso, consolidando-se como a maior vitrine de negócios de franquias na Argentina.

O Franchising Brasil terá um estande no qual oito empresas terão a oportunidade de ser expositoras, representar suas marcas e fazer reuniões. As empresas visitantes terão uma abertura maior para conhecerem os demais estandes e estabelecer novos contatos.

Bruno Amado, gerente executivo do Franchising Brasil e de Projetos Internacionais da ABF, explica que a participação de marcas brasileiras no evento reforça o compromisso de conectar o franchising brasileiro a novos mercados estratégicos. “A Argentina é um parceiro comercial de grande relevância para o Brasil, e essa missão abre portas para que nossas marcas conheçam de perto o ecossistema local, construam relacionamentos e identifiquem oportunidades de expansão”, afirma. “Essa troca de experiências fortalece não só as empresas participantes, mas também todo o setor de franquias brasileiro”, conclui.

Fonte: Franchising Brasil

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook