Agronegócio

Agronegócio: Mapa e Câmara de Comércio dos EUA discutem expansão do comércio Brasil–Estados Unidos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu nesta terça-feira (28) representantes da Câmara de Comércio dos Estados Unidos e do Conselho Empresarial Brasil–Estados Unidos para debater oportunidades no agronegócio entre os dois países. A reunião ocorreu em Brasília (DF), na sede da Pasta.

Autoridades participam da abertura do encontro

A abertura contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e do secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares. O encontro reforçou o diálogo sobre o fortalecimento das relações comerciais no setor agropecuário.

Comércio agrícola e oportunidades estratégicas

Durante a reunião, foram discutidos temas como o fluxo comercial agropecuário, interesses bilaterais no setor agrícola e oportunidades relacionadas à ciência e tecnologia no agronegócio, além de biocombustíveis e outras áreas estratégicas.

O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, destacou o potencial de ampliação da pauta exportadora brasileira e as negociações em andamento para ampliar o acesso de produtos nacionais ao mercado norte-americano.

EUA são principal parceiro do agro brasileiro

Os Estados Unidos figuram entre os principais destinos das exportações do agronegócio do Brasil. Em 2025, o país exportou cerca de US$ 11,4 bilhões em produtos agropecuários para o mercado norte-americano. No mesmo período, as importações somaram aproximadamente US$ 1,05 bilhão.

Entre os principais produtos exportados estão café, carnes, itens do complexo sucroalcooleiro e cacau.

Papel da Câmara de Comércio dos EUA

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber of Commerce) é considerada a maior entidade empresarial do mundo, representando companhias norte-americanas e atuando na defesa de políticas voltadas ao crescimento econômico e ao comércio internacional.

O Conselho Empresarial Brasil–Estados Unidos, ligado à Câmara, é responsável por fortalecer a parceria econômica entre os dois países e ampliar as relações comerciais bilaterais.

FONTE: Ministério de Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Silva/Mapa

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Internacional

Acordo Mercosul-UE é considerado “muito positivo” por ministro da França

O ministro delegado para o Comércio Exterior da França, Nicolas Forissier, afirmou que o acordo Mercosul-União Europeia representa um avanço importante para as relações comerciais entre os blocos. A declaração foi feita na terça-feira (28 de abril de 2026).

Segundo o ministro, o tratado é “muito positivo” para países europeus e sul-americanos, incluindo a própria França, apesar das divergências políticas registradas anteriormente.

França manteve oposição inicial

Mesmo com a avaliação favorável, a França esteve entre os países que se posicionaram contra o acordo, seguindo orientação do presidente Emmanuel Macron. O posicionamento, no entanto, não foi direcionado aos países do Mercosul, mas sim a pontos específicos do tratado.

Forissier explicou que a resistência francesa teve como objetivo pressionar por ajustes em setores considerados sensíveis, principalmente ligados à proteção econômica interna.

Exigências para produtos do Mercosul

Um dos principais pontos levantados pelo governo francês é a necessidade de que produtos exportados pelos países do Mercosul atendam aos mesmos critérios exigidos dos produtores europeus.

A medida busca garantir equilíbrio nas relações comerciais e evitar distorções competitivas, especialmente no setor agrícola.

Entrada em vigor e adesão dos países

O acordo Mercosul-UE foi assinado em janeiro de 2026, em Assunção, no Paraguai, e começou a vigorar de forma provisória em 1º de maio do mesmo ano.

No Brasil, a promulgação do tratado foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia oficial no Palácio do Planalto.

Estratégia de diversificação comercial

De acordo com o ministro francês, o acordo faz parte de uma estratégia mais ampla da União Europeia para ampliar e diversificar suas parcerias comerciais. Negociações recentes com países como Índia e Austrália também seguem essa linha.

A ampliação de mercados é vista como essencial para fortalecer a competitividade das empresas europeias no cenário global.

Acordo será analisado pela Justiça europeia

Apesar da implementação provisória, o Parlamento Europeu decidiu encaminhar o tratado para avaliação judicial. O objetivo é verificar se as regras estabelecidas preservam o equilíbrio comercial entre os blocos.

A análise deve durar cerca de dois anos. Enquanto isso, a redução gradual de tarifas prevista no acordo seguirá em vigor.

Perspectivas para o comércio internacional

O avanço do acordo reforça a importância do comércio internacional, da integração econômica e da redução de barreiras tarifárias como ferramentas para estimular o crescimento econômico.

Ao mesmo tempo, o debate sobre regras, exigências e equilíbrio competitivo continua sendo um ponto central nas relações entre Mercosul e União Europeia.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul deve impulsionar exportações do Uruguai em 14%

A entrada em vigor do acordo UE-Mercosul, prevista para maio de 2026, deve provocar mudanças significativas no comércio internacional da região. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a expectativa é de um aumento de 14% nas exportações do Uruguai para o mercado europeu.

O cenário reforça o potencial do país em ampliar sua presença no comércio exterior, especialmente com a redução de barreiras tarifárias ao longo dos próximos anos.

Logística será fator decisivo para o sucesso

Diante da projeção de crescimento, o governo uruguaio destaca a importância de fortalecer a logística internacional e o transporte de cargas. A avaliação é de que a capacidade operacional será determinante para sustentar o aumento no fluxo de mercadorias.

Autoridades do país apontam que a eficiência da infraestrutura portuária e das conexões terrestres será essencial para garantir competitividade no novo cenário comercial.

Uruguai quer se consolidar como hub logístico

Com o acordo, o Uruguai busca se posicionar como um hub logístico no Cone Sul, atraindo investimentos e ampliando sua relevância estratégica na distribuição de produtos.

A implementação do tratado, no entanto, será gradual. A previsão é de que a eliminação total de tarifas ocorra em um período de 10 a 15 anos, o que exige planejamento de longo prazo e adaptação contínua.

Nesse contexto, o país se apresenta como uma plataforma atrativa para empresas interessadas em acessar mercados da região, historicamente mais fechados ao comércio internacional.

Desafios burocráticos ainda persistem

Apesar das perspectivas positivas, ainda existem entraves que podem limitar o avanço dos negócios. Entre eles estão processos burocráticos, como demora na emissão de vistos e duplicidade de controles fronteiriços.

A simplificação dessas etapas é considerada fundamental para tornar a cadeia de suprimentos mais ágil e eficiente.

Cooperação internacional ganha destaque

A parceria com a Espanha surge como um dos pilares para o avanço do projeto, especialmente no campo de investimentos e cooperação técnica. A expectativa é de que essa colaboração contribua para superar limitações estruturais e aumentar a competitividade.

Além disso, a confiança nas regras comerciais e a transparência nas relações econômicas são apontadas como fatores-chave para atrair novos investidores.

Infraestrutura e competitividade no centro da estratégia

A modernização dos corredores logísticos e das rotas de transporte é vista como essencial para garantir que os produtos uruguaios cheguem à Europa com custos competitivos a partir de 2026.

O fortalecimento da logística e transporte internacional deve consolidar o acordo como um importante motor de desenvolvimento sustentável, beneficiando não apenas o Uruguai, mas toda a região.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Internacional

Brasil assume vice-presidência da OMA e reforça liderança aduaneira nas Américas

O Brasil foi escolhido para ocupar a vice-presidência regional da Organização Mundial das Aduanas (OMA) nas Américas e no Caribe. A decisão ocorreu durante a XXVIII Conferência Regional de Diretores-Gerais de Aduanas, realizada nos dias 20 e 21 de abril, no Peru. O evento reuniu representantes de 16 países, além de especialistas de organismos internacionais como FMI, BID e OEA.

A presença do secretário-geral da OMA, Ian Saunders, destacou a relevância estratégica da região na facilitação do comércio internacional e na proteção da sociedade, temas centrais das discussões.

Mandato amplia cooperação e inovação aduaneira

Com mandato previsto entre julho de 2026 e junho de 2028, o Brasil passa a ocupar posição-chave na definição de prioridades regionais. A atuação brasileira deverá focar no fortalecimento da cooperação aduaneira, no estímulo à inovação tecnológica e no intercâmbio de boas práticas entre países.

Alinhado ao Plano Estratégico da OMA, o país terá a missão de promover iniciativas conjuntas e ampliar a integração entre as 34 administrações aduaneiras da região.

Brasil sediará escritório regional de capacitação

Outro avanço importante foi a formalização do Brasil como sede do Escritório Regional de Construção de Capacidades para as Américas e o Caribe. A iniciativa foi oficializada por meio de um memorando de entendimento firmado entre a Receita Federal e a OMA.

O acordo reconhece o papel do país na promoção de capacitação técnica, disseminação de conhecimento e fortalecimento institucional das aduanas regionais.

Delegação brasileira apresenta avanços

A comitiva brasileira contou com representantes da Receita Federal, que apresentaram iniciativas voltadas à modernização e eficiência da gestão aduaneira. Entre os destaques, está o Programa Remessa Conforme, além da reestruturação do Programa OEA Brasileiro.

O novo modelo do OEA prevê três níveis de conformidade, sendo o mais elevado condicionado ao cumprimento rigoroso de requisitos, incluindo certificações específicas e alto grau de confiabilidade fiscal. A proposta reforça a integração entre as áreas tributária e aduaneira.

Fórum debate desafios do comércio exterior

A programação foi encerrada em 22 de abril com o VI Fórum Conjunto Aduanas–Setor Privado, que abordou os principais desafios do comércio exterior contemporâneo.

Entre os temas debatidos estiveram:

  • Segurança da cadeia logística com base no Marco SAFE
  • Parcerias público-privadas
  • Uso de inteligência artificial e tecnologias disruptivas
  • Rastreabilidade de cargas e controle não intrusivo
  • Crescimento do comércio eletrônico internacional

Perspectivas para a região

O novo papel do Brasil na OMA reforça sua posição estratégica na articulação regional e amplia sua influência na agenda global de segurança aduaneira, facilitação de comércio e transformação digital.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Investimento

Acordo Mercosul-UE pode impulsionar investimentos franceses no Brasil, avalia indústria

Mesmo diante da resistência de setores agrícolas e do governo da França ao acordo entre Mercosul e União Europeia, a indústria francesa já se movimenta para ampliar sua presença no Brasil. A expectativa é que a implementação provisória do tratado, prevista para maio, favoreça novos aportes e fortaleça o fluxo de negócios.

Empresários franceses avaliam que a redução de tarifas e melhores condições de acesso ao mercado sul-americano devem estimular investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente em setores estratégicos.

Acordo enfrenta entraves políticos na Europa

O avanço do tratado ocorre em meio a divergências dentro do bloco europeu. Embora países como Alemanha e Espanha apoiem o acordo, o presidente Emmanuel Macron mantém posição crítica.

O processo de ratificação foi temporariamente suspenso após o Parlamento Europeu solicitar análise jurídica ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a implementação definitiva.

Setores industriais miram oportunidades no mercado brasileiro

Entidades empresariais como o Medef defendem o acordo e buscam garantir competitividade frente a outros países europeus. A meta é aproveitar a redução de barreiras comerciais para expandir exportações e operações no Mercosul.

Entre os segmentos com maior interesse estão vinhos, laticínios, indústria química, farmacêutica, móveis e design, além de produtos voltados ao consumo doméstico.

Brasil ganha destaque na estratégia de expansão

O Brasil aparece como principal destino dentro do bloco, impulsionado pelo tamanho do mercado e pelas oportunidades em diferentes cadeias produtivas. A Business France tem registrado aumento na procura de empresas interessadas em explorar o país.

O cenário internacional também contribui para essa movimentação. Tensões comerciais e tarifas aplicadas por outras economias têm levado empresas francesas a buscar diversificação, com maior foco na América Latina.

Investimentos recentes reforçam tendência

Nos últimos meses, empresas francesas ampliaram operações no Brasil em diferentes setores. Projetos incluem expansão industrial, abertura de fábricas e investimentos em inovação, com foco em infraestrutura, construção civil e bens de consumo.

Além disso, áreas como energia e recursos naturais também surgem como potenciais destinos de capital, impulsionadas pela estabilidade relativa da região em comparação a outros mercados globais.

Pequenas e médias empresas também devem avançar

A expectativa é que o acordo comercial facilite a entrada de pequenas e médias empresas francesas no Mercosul. O país europeu possui um grande número de companhias desse porte interessadas em diversificar mercados e ampliar exportações.

Apesar do forte estoque de investimentos franceses no Brasil, o volume de comércio bilateral ainda é considerado baixo em relação ao potencial. O tratado é visto como uma oportunidade para ampliar as trocas e fortalecer a relação econômica entre os dois países.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bom Dia França

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Agronegócio

Acordo Mercosul-UE pode elevar exportações brasileiras em 13% até 2038, diz Alckmin

O acordo Mercosul-UE tem potencial para ampliar as exportações brasileiras em cerca de 13% até 2038, segundo projeção do vice-presidente Geraldo Alckmin. A declaração foi feita pouco antes do início da vigência provisória do tratado, marcada para 1º de maio.

De acordo com o governo, a redução gradual de tarifas já começa com impacto relevante: aproximadamente 5 mil produtos terão imposto zerado logo na fase inicial, favorecendo o fluxo comercial entre os blocos.

Indústria pode ter crescimento ainda maior

O setor industrial brasileiro deve ser um dos principais beneficiados. A estimativa é de que as exportações da indústria cresçam até 26% com a implementação completa do acordo.

Entre os segmentos com ganhos imediatos estão frutas, açúcar, carne bovina, frango e maquinário, que devem se beneficiar da abertura de mercado e da redução de barreiras comerciais.

Entrada em vigor ainda é provisória

Apesar do início previsto, o acordo ainda enfrenta questionamentos dentro da União Europeia. Países como a França levaram o tema à Justiça europeia, o que mantém a aplicação em caráter provisório.

Mesmo assim, o cronograma de eliminação tarifária segue em andamento e deve ser concluído ao longo de até 12 anos.

Impacto inicial na balança comercial

Projeções da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) indicam que o acordo pode gerar um incremento de até US$ 1 bilhão na balança comercial brasileira já no primeiro ano.

Além disso, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o tratado pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,46% entre 2024 e 2040, o equivalente a mais de US$ 9 bilhões.

Salvaguardas geram reação no setor agrícola

O acordo inclui mecanismos de proteção, como a possibilidade de suspender importações caso haja aumento superior a 5% em relação à média recente. A medida gerou preocupação no agronegócio brasileiro, que teme restrições adicionais.

Segundo o governo, no entanto, as regras são equilibradas e podem ser acionadas por ambos os lados em caso de distorções no comércio.

Mercosul amplia acordos comerciais

Após um período sem novos tratados, o Mercosul intensificou sua agenda internacional. Nos últimos anos, o bloco firmou acordos com países como Singapura e com o grupo europeu Efta.

Há ainda negociações em andamento com Emirados Árabes Unidos e Canadá, além da possibilidade de ampliação do bloco, com o avanço da adesão da Bolívia e o interesse demonstrado pela Colômbia.

Relações comerciais com os Estados Unidos seguem no radar

Paralelamente ao acordo com a Europa, o Brasil busca avanços nas negociações com os Estados Unidos. Alguns setores, como aço, alumínio, cobre e automóveis, ainda enfrentam tarifas elevadas.

O país também é alvo de investigações comerciais norte-americanas, que podem resultar em novas tarifas. Representantes brasileiros já iniciaram diálogos para esclarecer os pontos questionados e evitar impactos negativos no comércio bilateral.

FONTE: Istoé
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo

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Exportação

Exportação de fertilizantes da Indonésia mira Brasil e outros países em meio à demanda global

A exportação de fertilizantes da Indonésia entrou no radar de grandes mercados internacionais. O país asiático negocia o envio de cerca de 1 milhão de toneladas de fertilizantes para Brasil, Índia, Tailândia e Filipinas, conforme informou o secretário de gabinete indonésio.

O volume em discussão se soma a um acordo já concluído para exportação de 250 mil toneladas destinadas à Austrália, ampliando a presença do país no comércio global de insumos agrícolas.

Produção supera demanda interna

Dados oficiais indicam que a Indonésia possui capacidade relevante de produção. A fabricação de ureia no país chega a aproximadamente 7,8 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico gira em torno de 6,3 milhões de toneladas.

Esse excedente permite ao país atuar como fornecedor estratégico no mercado internacional de fertilizantes, especialmente em um cenário de maior instabilidade global.

Escassez global pressiona mercado

A busca por novos fornecedores ocorre em um contexto de escassez de fertilizantes, agravado por tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Países em desenvolvimento têm enfrentado dificuldades para garantir o abastecimento, o que eleva a importância de acordos comerciais como o negociado pela Indonésia.

Especialistas apontam que, apesar de ganhos recentes com a alta dos preços de petróleo e gás, esses benefícios tendem a ser temporários, mantendo o mercado global sob pressão.

Impacto para o agronegócio

Para países como o Brasil, um dos maiores consumidores de insumos agrícolas, a ampliação da oferta internacional pode ajudar a reduzir custos e garantir maior estabilidade no fornecimento. O acesso a novos parceiros comerciais é visto como essencial para sustentar a produtividade do agronegócio.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-UE avança para ratificação apesar de contestação judicial europeia

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) está previsto para entrar em vigor provisoriamente em 1º de maio, enquanto ainda aguarda ratificação definitiva. Mesmo antes disso, representantes dos dois blocos já apontam vantagens comerciais iniciais e demonstram confiança de que o processo será concluído rapidamente.

Parlamento Europeu recorre à Justiça, mas impacto é minimizado

Apesar do cenário positivo, o Parlamento Europeu levou o tratado à mais alta instância judicial da UE, questionando sua compatibilidade com normas e tratados vigentes. Durante a feira industrial Hannover Messe, autoridades europeias e brasileiras reduziram o peso da ação, avaliando que o tribunal tende a validar o acordo.

Segundo o deputado alemão Bernd Lange, presidente do Comitê de Comércio Internacional, não há resistência significativa à aplicação provisória. Ele destacou que eventuais preocupações já foram incorporadas ao texto final e que a aprovação parlamentar deve ocorrer em poucos meses.

Prazo de análise e divisões políticas na Europa

A corte europeia informou que revisões desse tipo costumam durar entre 18 e 24 meses, embora possam ser aceleradas. Mais de 140 parlamentares — principalmente de grupos de esquerda, ambientalistas e da extrema-direita — apoiaram a contestação.

No campo político, países como Alemanha, Portugal e Espanha defendem o acordo, enxergando oportunidades para ampliar exportações, reduzir dependência da China e acessar matérias-primas estratégicas. Em contrapartida, França, Polônia, Hungria, Áustria e Irlanda lideram a oposição, especialmente por preocupações com o impacto sobre o setor agrícola europeu.

Brasil reage e defende complementaridade agrícola

Durante visita a Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a contestação judicial como um “equívoco”. Já o embaixador brasileiro junto à UE, Pedro Miguel da Costa e Silva, afirmou que os questionamentos já estão contemplados na legislação europeia e nas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Lula também rebateu críticas de agricultores europeus, destacando a complementaridade agrícola entre os blocos, em vez de concorrência direta.

Mecanismo de reequilíbrio gera dúvidas

Um dos pontos mais debatidos é o chamado mecanismo de reequilíbrio, que permitiria a países latino-americanos solicitar compensações caso novas regras europeias prejudiquem vantagens comerciais previstas. Alguns parlamentares temem que essa cláusula limite a soberania da UE.

O embaixador brasileiro argumenta que o dispositivo já existe em acordos internacionais e que o tratado inclui princípios modernos, como o princípio da precaução, voltado à proteção de consumidores e do meio ambiente.

Impactos econômicos e foco industrial

Além de simplificar regras comerciais, o acordo deve impulsionar investimentos estrangeiros no Mercosul, especialmente no Brasil, maior economia do bloco. Autoridades brasileiras reforçam que o tratado vai além do agronegócio, com foco relevante em parcerias industriais.

Sustentabilidade e meio ambiente no centro do debate

O governo brasileiro também destaca compromissos com sustentabilidade, combate ao desmatamento e uma matriz energética mais limpa que a europeia. Segundo representantes diplomáticos, as regras do acordo ajudam a reforçar essa agenda ambiental.

Um mercado de mais de 700 milhões de pessoas

O acordo Mercosul-UE prevê a criação de uma área de livre comércio com mais de 700 milhões de consumidores. A expectativa é de eliminação gradual de tarifas sobre cerca de 91% das importações do Mercosul e 95% das importações europeias, ampliando significativamente o fluxo comercial entre as regiões.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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Exportação

Exportações de DDG e DDGS crescem e China impulsiona nova fase do setor

O avanço das exportações de DDG e DDGS brasileiros tem reforçado o otimismo no mercado internacional. A recente chegada da primeira remessa desses coprodutos à China marca um passo importante na diversificação de destinos, ampliando a presença do produto nacional além dos mais de 25 países já atendidos.

A estratégia de expansão internacional é vista como essencial para sustentar o crescimento do setor, especialmente diante do aumento acelerado da produção.

Produção em alta exige novos mercados

O crescimento das usinas de etanol de milho tem elevado significativamente a oferta de coprodutos voltados à alimentação animal. Na safra 2025/26, o Brasil atingiu quase 5 milhões de toneladas de DDG e DDGS, um avanço de cerca de 20% em relação ao ciclo anterior.

Com projeções que indicam possível duplicação da produção na próxima década, o setor busca equilibrar oferta e demanda para evitar excedentes no mercado interno e pressão sobre os preços.

Expansão industrial sustenta avanço

Atualmente, o país possui 27 usinas em operação, incluindo uma nova unidade em Luís Eduardo Magalhães. Além disso, há outras 14 plantas em construção e mais 14 em fase de licenciamento, o que reforça o cenário de crescimento contínuo da indústria.

A ampliação da capacidade produtiva acompanha o aumento da moagem de milho, o que, por consequência, eleva a disponibilidade de coprodutos para nutrição animal. Esse movimento exige planejamento para preservar a competitividade do setor.

Impacto no mercado de proteínas

A previsão é de que a produção de farelo de milho alcance entre 10 e 12 milhões de toneladas até 2030. Apesar da capacidade de absorção interna, o produto disputa espaço com o farelo de soja, amplamente utilizado nas cadeias de avicultura e suinocultura.

Nesse cenário, produtores tendem a ajustar a composição das rações conforme a variação de preços, o que pode levar a uma acomodação nos valores dos coprodutos ao longo do tempo.

Como o DDG representa entre 20% e 23% do faturamento das usinas, sua valorização é determinante para manter a competitividade do etanol de milho frente ao etanol de cana-de-açúcar.

China abre nova fronteira comercial

A entrada da China no mercado comprador é considerada um marco estratégico. Desde 2023, iniciativas de promoção internacional vêm sendo intensificadas, refletindo no salto das exportações — que passaram de cerca de US$ 1 milhão em 2021 para aproximadamente US$ 190 milhões nos anos recentes.

A abertura oficial do mercado chinês, ocorrida em maio do ano passado, ampliou as perspectivas de crescimento. O primeiro embarque, com 62 mil toneladas, simboliza o início de uma nova etapa, impulsionada pela demanda do país asiático.

Além disso, a redução das compras chinesas de DDG dos Estados Unidos cria uma oportunidade relevante para o Brasil consolidar sua presença e fortalecer sua posição no comércio global de farelo de milho.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Logística europeia enfrenta alta de custos e riscos operacionais em meio à crise global

O setor de logística europeia atravessa um período de forte pressão diante do cenário geopolítico instável. Relatórios recentes do setor indicam que os custos de transporte registraram aumentos de dois dígitos no primeiro trimestre, levando empresas a reformular suas cadeias de suprimentos em busca de maior resiliência.

O principal desafio, no entanto, está na imprevisibilidade das rotas comerciais estratégicas. Esse cenário amplia os riscos operacionais na logística europeia, impactando diretamente os preços finais de bens de consumo.

Fretes mais caros e prazos mais longos

Os dados mais recentes mostram que os fretes marítimos para os principais portos do norte da Europa subiram cerca de 15% em março. Com isso, o custo de envio de contêineres a partir da Ásia permanece em patamares historicamente elevados.

Além da alta nos preços, o tempo médio de trânsito aumentou entre 10 e 14 dias, reflexo do redirecionamento de rotas comerciais. A situação pressiona financeiramente importadores que dependem de operações logísticas precisas.

Outro fator de preocupação é o aumento de 8% nas primas de seguros de carga, ampliando ainda mais os custos operacionais no setor.

Falta de caminhoneiros limita transporte terrestre

A escassez de mão de obra segue como um dos principais gargalos. Estima-se que faltem mais de 450 mil motoristas profissionais para atender à demanda atual no continente.

Diante disso, empresas têm acelerado investimentos em automação logística para compensar a falta de trabalhadores. Tecnologias de gestão de pátios e armazenagem vêm registrando crescimento anual de cerca de 20%.

Mesmo com esses avanços, o sistema de transporte terrestre opera próximo ao limite de sua capacidade, o que eleva o risco de atrasos e ineficiências.

Energia cara e transição sustentável desafiam o setor

O custo do combustível para transporte também tem contribuído para a volatilidade do setor, com oscilações semanais em torno de 12%. Esse cenário afeta diretamente as margens das empresas de navegação e transporte.

Para reduzir a dependência do petróleo, parte das frotas tem adotado combustíveis alternativos, mas a infraestrutura ainda é insuficiente, especialmente na Europa Oriental, onde a rede de recarga para caminhões elétricos segue limitada.

A busca por sustentabilidade na logística exige uma transição energética rápida, mas cuidadosamente planejada para evitar novos gargalos operacionais.

Inflação logística deve persistir em 2026

A expectativa é de que a inflação logística permaneça elevada ao longo de 2026, mantendo o setor sob pressão. Em resposta, a União Europeia trabalha para fortalecer corredores comerciais mais seguros e eficientes.

Especialistas apontam que a adoção de tecnologia será decisiva para enfrentar o cenário de alta volatilidade. A eficiência operacional e a visibilidade completa da cadeia de suprimentos devem determinar quais empresas conseguirão se manter competitivas nos próximos anos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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