Portos

Porto de Yangpu amplia conexão marítima e inaugura nova rota de contêineres para a Índia

O Porto de Yangpu, principal terminal de cargas da Zona de Livre Comércio de Hainan, na China, iniciou oficialmente a operação de uma nova rota marítima de contêineres com destino à Índia. A iniciativa amplia a presença do porto no sul da Ásia e representa o segundo serviço regular da instalação para a região.

O novo corredor logístico liga Yangpu aos portos de Haiphong, no Vietnã, Singapura e Mundra, na Índia. Com isso, passa a integrar importantes centros portuários do sul da China, da região do Golfo de Beibu e do mercado sul-asiático.

Exportações de Hainan devem ganhar mais agilidade

A expectativa é que a nova ligação marítima ofereça um canal mais rápido para o escoamento de produtos de Hainan, incluindo óleo de canola, insumos da indústria química e outras mercadorias destinadas ao mercado indiano.

Além das cargas produzidas na província chinesa, o porto também deverá funcionar como ponto estratégico de transbordo para mercadorias oriundas de outras regiões da China com destino ao sul da Ásia.

Corredor internacional ganha reforço logístico

A nova operação consolida o papel do Porto de Yangpu como um dos principais hubs do Novo Corredor Internacional de Comércio Terra-Mar, importante rede logística que conecta o oeste da China aos mercados globais.

Segundo as autoridades marítimas locais, foram realizadas ações de coordenação com empresas de navegação para adequar a gestão do tráfego marítimo, além do reforço das patrulhas em canais de navegação e áreas portuárias.

Segurança e eficiência operacional marcaram viagem inaugural

Durante a primeira viagem da nova rota, os órgãos responsáveis empregaram sistemas de monitoramento de embarcações, patrulhamento eletrônico e serviços de escolta para garantir a segurança da operação.

As autoridades também promoveram ajustes nos procedimentos de inspeção portuária, com o objetivo de acelerar o desembaraço aduaneiro, aumentar a eficiência operacional e reduzir os custos logísticos para as empresas envolvidas.

Expansão da presença de Yangpu no sul da Ásia

A expansão das conexões marítimas de Yangpu com o sul da Ásia teve início em outubro de 2019, quando o porto lançou sua primeira rota regional, conectando a cidade chinesa aos portos de Port Klang, na Malásia, e Chittagong, em Bangladesh.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

Ler Mais
Agronegócio

Produtos agroalimentares brasileiros ganham destaque na Thaifex Anuga Asia 2026

O Brasil participou da Thaifex Anuga Asia 2026, realizada em Bangkok, na Tailândia, apresentando ao mercado internacional a diversidade e a qualidade dos produtos agroalimentares brasileiros. A ação integra a estratégia de fortalecimento do agronegócio brasileiro e de ampliação das exportações para mercados considerados estratégicos.

Durante o evento, o país promoveu uma ampla variedade de alimentos e bebidas, evidenciando o potencial da produção nacional e sua capacidade de atender diferentes demandas globais.

Pavilhão Brasil reuniu empresas e produtos de diversas regiões

Coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Pavilhão Brasil contou com a participação de 14 empresas nacionais.

Os expositores apresentaram produtos como café, açaí, pão de queijo, vinhos, castanhas, carnes, coco, óleos vegetais, grãos, chocolates e snacks, demonstrando a variedade da produção agroindustrial brasileira.

A iniciativa permitiu que as empresas ampliassem sua rede de contatos, identificassem novas oportunidades de negócios e fortalecessem a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e bebidas de qualidade.

Feira reúne milhares de expositores e compradores internacionais

Reconhecida como a principal feira de alimentos e bebidas da Ásia, a Thaifex Anuga Asia 2026 reuniu 3.590 expositores de 56 países e recebeu mais de 90 mil visitantes profissionais de mais de 140 nações.

O evento é considerado uma das mais relevantes plataformas globais para promoção comercial, geração de negócios e identificação de tendências do setor alimentício.

Qualidade, inovação e sustentabilidade impulsionam imagem do Brasil

Ao longo da programação, o Pavilhão Brasil destacou atributos cada vez mais valorizados pelo mercado internacional, como sustentabilidade, inovação, competitividade e qualidade dos produtos nacionais.

A participação brasileira também evidenciou a capacidade do país de atender diferentes perfis de consumidores, oferecendo soluções que combinam tradição, tecnologia e segurança alimentar.

Estratégia busca ampliar exportações no Sudeste Asiático

A presença na feira reforça os esforços do governo brasileiro para expandir mercados, diversificar a pauta exportadora e aumentar a participação dos produtos agroalimentares brasileiros em regiões de alto potencial de crescimento, especialmente no Sudeste Asiático.

A expectativa é que os contatos e negociações iniciados durante o evento contribuam para a abertura de novas oportunidades comerciais e para o fortalecimento da presença do agronegócio nacional no exterior.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

Ler Mais
Exportação

Frutas brasileiras ganham espaço na Índia com missão comercial apoiada pelo Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apoiou uma missão comercial da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) à Índia com o objetivo de ampliar a presença das frutas brasileiras no mercado indiano. A iniciativa reuniu exportadores nacionais, importadores, redes varejistas e operadores logísticos em uma série de encontros voltados à geração de negócios e à abertura de novas oportunidades comerciais.

Entre os produtos destacados na agenda estiveram abacate, limão tahiti e maçã, frutas que apresentam potencial de crescimento em um país com mais de 1,4 bilhão de habitantes e demanda crescente por alimentos importados.

Missão fortalece relacionamento com importadores e varejistas

A programação contou com o apoio do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, em articulação com a Embaixada do Brasil em Nova Délhi.

Durante a visita, a delegação percorreu diferentes etapas da cadeia de distribuição de frutas, conhecendo de perto o funcionamento do mercado local e identificando oportunidades para ampliar a participação dos produtos brasileiros.

Em Nova Délhi, os representantes do setor visitaram o Azadpur Subzi Mandi, considerado o principal centro atacadista de frutas e hortaliças da capital indiana. A agenda também incluiu passagens por mercados tradicionais, lojas especializadas em produtos importados, frutarias e estabelecimentos voltados ao segmento de alimentos orgânicos.

Segundo os participantes da missão, representantes do varejo indiano demonstraram interesse crescente na importação de frutas produzidas no Brasil.

Logística e requisitos sanitários estiveram entre os temas discutidos

Outro compromisso da delegação ocorreu na empresa Suri Agrofresh, localizada em Kundli, no estado de Haryana. No local, os exportadores conheceram estruturas de armazenamento refrigerado e debateram questões relacionadas à logística internacional, exigências sanitárias e condições comerciais para a entrada de frutas brasileiras no mercado indiano.

As discussões buscaram identificar caminhos para fortalecer a competitividade da fruticultura brasileira e facilitar o acesso dos produtos nacionais aos canais de distribuição da Índia.

Evento apresentou potencial da produção brasileira

A programação em Nova Délhi foi encerrada com o evento “Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes”, realizado na Residência Oficial da Embaixada do Brasil.

O encontro reuniu autoridades, empresários, importadores e representantes do setor privado indiano para promover degustações, apresentar a diversidade da produção nacional e destacar oportunidades de negócios ligadas ao setor de frutas frescas.

Durante o evento também foi lançado o Centro de Distribuição Móvel (CDM), uma iniciativa da Adidância Agrícola em Nova Délhi destinada à promoção de produtos brasileiros. A ferramenta permite o acesso a informações sobre empresas, produtos e oportunidades comerciais por meio de QR Code, com conteúdo disponível em português, inglês e hindi.

Participação em feira reforça estratégia de expansão

Após os compromissos na capital indiana, a missão seguiu para Mumbai, onde participou da Fresh India Show 2026, uma das principais feiras do setor de frutas e hortaliças da região.

A agenda também incluiu uma visita técnica ao Porto de Mumbai para avaliação das condições logísticas voltadas à importação de frutas frescas, etapa considerada estratégica para o fortalecimento das exportações brasileiras.

Exportações de frutas mantêm trajetória de crescimento

A missão ocorre em um momento favorável para o setor. Dados recentes mostram que as exportações brasileiras de frutas frescas registraram crescimento superior a 20% em valor e 13% em volume no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Desde 2023, o Brasil conquistou 34 novas aberturas de mercado para frutas nacionais, ampliando o alcance internacional da produção e fortalecendo a posição do país no comércio global de alimentos.

A busca por novos parceiros comerciais na Índia reforça a estratégia de diversificação dos destinos de exportação e amplia as perspectivas para a fruticultura brasileira nos próximos anos.

FONTE: Ministério ds Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Abrafrutas

Ler Mais
Comércio Internacional

Canadá propõe ampliar acordo de livre comércio da América do Norte por mais 16 anos

O governo do Canadá defendeu a renovação do acordo de livre comércio que integra as economias da América do Norte por mais 16 anos. A proposta foi apresentada às autoridades dos Estados Unidos e do México às vésperas do processo de revisão do tratado, previsto para começar em julho.

A iniciativa busca preservar a estabilidade econômica da região e garantir maior previsibilidade para empresas e investidores que dependem da integração comercial entre os três países.

Ottawa quer fortalecer o T-MEC e reduzir incertezas

O ministro canadense responsável pelas relações comerciais com os Estados Unidos, Dominic LeBlanc, enviou uma carta oficial aos representantes dos governos americano e mexicano sugerindo a extensão do acordo.

A proposta tem como objetivo evitar um cenário de revisões frequentes que possa comprometer a segurança jurídica e os investimentos de longo prazo na região.

O tratado, conhecido como T-MEC (Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá), é considerado um dos principais instrumentos de integração econômica do continente, conectando cadeias produtivas e impulsionando o comércio entre os três países.

Negociações avançam em Washington

Nos últimos dias, representantes dos governos envolvidos intensificaram as conversas em Washington para discutir possíveis ajustes e o futuro do acordo comercial.

Durante as negociações, LeBlanc alertou para os riscos de submeter o tratado a avaliações anuais. Segundo ele, revisões constantes poderiam gerar instabilidade para empresas e dificultar decisões relacionadas a investimentos, produção e expansão de negócios.

A preocupação canadense é garantir que o ambiente econômico permaneça previsível para os setores que dependem diretamente do comércio regional.

Líderes canadenses reagem a declarações dos EUA

Além das discussões comerciais, autoridades canadenses também reagiram a declarações recentes vindas da Casa Branca sobre uma eventual integração territorial entre os dois países.

O primeiro-ministro da província de Ontário, Doug Ford, rejeitou publicamente qualquer possibilidade nesse sentido e reforçou que o Canadá mantém sua soberania plena.

A manifestação ocorreu em meio ao aumento das discussões políticas envolvendo a relação bilateral entre Ottawa e Washington.

Tarifas e medidas protecionistas preocupam parceiros do acordo

O governo canadense reconhece a existência de diversos pontos de atrito nas relações comerciais com os Estados Unidos. Autoridades do país identificam aproximadamente 30 questões que ainda geram divergências entre os dois mercados.

Nesse contexto, a manutenção do acordo de livre comércio da América do Norte é vista como fundamental para reduzir os impactos de medidas protecionistas, especialmente sobre setores estratégicos.

Produtos como alumínio, manufaturados e outros bens industriais permanecem sensíveis a mudanças tarifárias e restrições comerciais.

Renovação do tratado pode fortalecer integração econômica

Para Canadá e México, a ampliação da vigência do T-MEC representa uma forma de preservar os mecanismos de cooperação econômica e evitar possíveis rupturas nas relações comerciais da região.

A expectativa é que a renovação do acordo reforce os princípios de reciprocidade entre os parceiros e contribua para a continuidade do fluxo de investimentos, comércio e desenvolvimento econômico na América do Norte.

Com a revisão do tratado se aproximando, as negociações devem ganhar intensidade nas próximas semanas, enquanto os três países buscam construir consenso sobre o futuro da integração regional.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

Ler Mais
Comércio Internacional

Mauro Vieira contesta tarifas dos EUA e afirma que justificativas contra o Brasil não se sustentam

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o governo brasileiro apresentou argumentos suficientes para rebater as justificativas utilizadas pelos Estados Unidos na proposta de aplicação de tarifas sobre produtos nacionais. Segundo ele, as alegações norte-americanas não possuem base legítima para justificar a medida.

Brasil reforça defesa em reunião com representante comercial dos EUA

Durante encontro ministerial da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizado em Paris, Vieira se reuniu com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para tratar das negociações envolvendo as tarifas.

Em entrevista à Globonews, o chanceler relatou que Greer classificou as conversas entre os dois países como positivas e destacou o bom andamento do diálogo bilateral sobre o tema.

Governo brasileiro questiona condução de investigações americanas

De acordo com Vieira, o Brasil destacou às autoridades norte-americanas que os resultados de duas investigações sobre supostas práticas comerciais desleais foram divulgados antes do prazo previamente acertado entre os presidentes dos dois países, durante reunião bilateral realizada em maio.

O ministro ressaltou que todas as informações solicitadas foram fornecidas pelo governo brasileiro e afirmou esperar que os esclarecimentos sejam considerados na avaliação final.

“Apresentamos todos os dados necessários e demonstramos que não existem razões concretas para que o Brasil seja alvo dessas tarifas. Os argumentos utilizados foram devidamente contestados”, declarou.

Relatório dos EUA recomenda tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

No início do mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou um relatório recomendando a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

O documento aponta supostas práticas consideradas “irrazoáveis” ou “discriminatórias” por parte do Brasil. A análise abrange temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix, além de propriedade intelectual, combate à corrupção, mercado de etanol, concessão de tarifas preferenciais e ações relacionadas ao desmatamento ilegal.

Agenda internacional incluiu negociações com União Europeia e outros países

Além das conversas com os Estados Unidos, Mauro Vieira participou de uma série de encontros bilaterais durante o evento da OCDE.

Entre os compromissos, o chanceler se reuniu com Maros Sefcovic, comissário da União Europeia para Comércio e Segurança Econômica, para discutir a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia.

A agenda também incluiu reuniões com autoridades da Coreia do Sul, Espanha, Canadá, Suíça e República Tcheca, reforçando a estratégia brasileira de ampliar o diálogo comercial e diplomático com parceiros internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ler Mais
Comércio Internacional

EUA propõem novas tarifas sobre importações por suspeitas de trabalho forçado

O governo dos Estados Unidos anunciou uma proposta para aplicar novas tarifas de importação de até 12,5% sobre produtos vindos de 60 economias. A medida foi justificada pela alegada falta de ações eficazes desses países para impedir o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado, acusação que vem sendo contestada por diversos parceiros comerciais.

A iniciativa foi apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) e integra uma investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O objetivo é reforçar a política tarifária defendida pelo presidente Donald Trump após a derrubada de tarifas emergenciais pela Suprema Corte dos EUA em fevereiro.

Trabalho forçado no centro da disputa comercial

Embora a legislação internacional proíba o uso de mão de obra forçada, autoridades norte-americanas afirmam que produtos fabricados nessas condições continuam presentes em diversas cadeias globais de suprimentos.

A posição dos Estados Unidos gerou forte reação, especialmente na Europa. Parlamentares europeus rejeitaram as conclusões da investigação, argumentando que a União Europeia possui mecanismos rigorosos para combater a entrada de produtos associados ao trabalho forçado.

Países podem enfrentar tarifas adicionais

Segundo a proposta do USTR, importações provenientes de países e blocos econômicos que possuem medidas parciais para enfrentar o problema poderão receber uma tarifa extra de 10%.

Entre os afetados estão Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Taiwan, Reino Unido, Argentina, Bangladesh, Malásia e outros parceiros comerciais.

Já os demais 45 países investigados poderão ser alvo de uma sobretaxa de 12,5%. A lista inclui China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Austrália, Nova Zelândia e Nigéria.

De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a permanência dessas práticas prejudica a competitividade dos trabalhadores norte-americanos no mercado internacional.

Consulta pública será aberta nos Estados Unidos

O governo norte-americano informou que receberá manifestações públicas sobre a proposta até 6 de julho. Uma audiência está prevista para ocorrer no dia seguinte, quando empresas, entidades e governos poderão apresentar argumentos favoráveis ou contrários às novas tarifas.

União Europeia contesta justificativa dos EUA

A proposta surge poucas semanas antes do vencimento de uma tarifa temporária de 10% adotada pelos Estados Unidos após a decisão da Suprema Corte que invalidou parte das medidas tarifárias de Trump.

A Comissão Europeia classificou as novas tarifas como injustificadas e reafirmou seu compromisso com o acordo comercial firmado com Washington em 2025.

O presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, Bernd Lange, afirmou que as conclusões da investigação norte-americana ignoram avanços recentes da legislação europeia. Ele destacou que a União Europeia aprovou, em 2024, normas para proibir a importação de produtos ligados ao trabalho forçado.

China, Índia e Reino Unido reagem

A China declarou que rejeita qualquer forma de tarifa unilateral e voltou a negar a existência de trabalho forçado em seu território. A Índia informou que mantém diálogo com Washington e ressaltou que as tarifas ainda não foram oficialmente implementadas.

O Reino Unido afirmou que segue em contato com autoridades norte-americanas e destacou que já adota medidas para combater o problema. Londres também informou que os benefícios comerciais negociados anteriormente com os EUA permanecem válidos.

Já Taiwan demonstrou confiança de que os entendimentos alcançados nas negociações bilaterais sejam considerados na decisão final.

Brasil também é alvo de investigação comercial

Além das medidas relacionadas ao trabalho forçado, o USTR anunciou recentemente uma proposta de tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A iniciativa decorre de outra investigação baseada na Seção 301, voltada para práticas de comércio digital e políticas tarifárias adotadas pelo Brasil.

A agência norte-americana também prepara a divulgação de um novo relatório sobre excesso de capacidade industrial em 16 parceiros comerciais, incluindo China e União Europeia.

Produtos que poderão ficar isentos das tarifas

Apesar da ampliação das barreiras comerciais, os Estados Unidos indicaram que alguns setores estratégicos poderão ficar de fora das novas cobranças.

Entre os produtos potencialmente isentos estão:

  • Energia;
  • Terras raras;
  • Determinados metais;
  • Carne bovina;
  • Café;
  • Frutas e vegetais específicos;
  • Medicamentos;
  • Produtos químicos orgânicos;
  • Peças para aeronaves.

O governo também estuda a criação de um mecanismo especial para o setor têxtil, permitindo que parte das importações de roupas e tecidos entre no mercado norte-americano com tarifas reduzidas, embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Carlos Barria

Ler Mais
Comércio Exterior

Comércio exterior brasileiro avança mesmo diante de mudanças geopolíticas, afirma secretária do MDIC

A ampliação da presença do Brasil no mercado global e a busca por novos destinos comerciais foram temas centrais da participação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, durante o painel “RELGOV 360º – O comércio exterior em ambiente de mudanças geopolíticas”. O debate ocorreu na última quinta-feira (28), em São Paulo, durante o IV Congresso Internacional do Instituto de Relações Governamentais (IRELGOV).

Segundo a secretária, o país tem demonstrado capacidade de adaptação diante das transformações econômicas e políticas no cenário internacional. Ela destacou que 2025 foi marcado por resultados expressivos para o comércio exterior brasileiro, com recordes em diferentes indicadores.

Exportações brasileiras alcançam resultados históricos

De acordo com Tatiana Prazeres, o Brasil encerrou o ano com números inéditos no total de empresas exportadoras, volume de exportações brasileiras, corrente de comércio, vendas externas da indústria de transformação e desempenho em diversos mercados e produtos.

Para a secretária, esse resultado é fruto de uma combinação de fatores, como o aumento da demanda global por produtos nacionais, a existência de oportunidades ainda pouco exploradas no mercado internacional, a atuação rápida do governo na oferta de mecanismos de apoio e a capacidade das empresas brasileiras de responder às mudanças com agilidade.

Novo cenário exige atenção à geoeconomia

Durante o painel, Tatiana também ressaltou que a dinâmica do comércio internacional mudou significativamente nos últimos anos. Segundo ela, os profissionais da área precisam ir além do domínio técnico e ampliar o entendimento sobre temas ligados à geoeconomia e às estratégias adotadas por diferentes países.

A secretária observou que, atualmente, as decisões comerciais estão cada vez mais conectadas a questões estratégicas e geopolíticas, tornando essencial uma visão mais ampla das relações econômicas globais.

Acordos comerciais e missões empresariais ganham destaque

Também presente no debate, o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Floriano Pesaro, destacou a importância dos acordos comerciais firmados pelo país e das missões empresariais realizadas no exterior. Segundo ele, essas iniciativas contribuem para ampliar a diversificação das exportações e fortalecer a competitividade brasileira em novos mercados.

O painel reuniu especialistas, acadêmicos e profissionais da área de relações governamentais para discutir os impactos das transformações geopolíticas sobre o comércio, os investimentos e a atuação dos países na economia global.

Congresso debate política, geopolítica e desenvolvimento

Promovido pelo IRELGOV, o congresso reúne representantes dos setores público e privado, pesquisadores, estudantes, profissionais da comunicação e especialistas em relações governamentais. O objetivo é promover debates sobre temas relacionados à política, democracia, desenvolvimento econômico, geopolítica e governança.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: André Rosa/ IRELGOV

Ler Mais
Agronegócio

China ameaça exportações do agro brasileiro com plano para reduzir importações até 2030

A nova política da China para ampliar a autossuficiência alimentar acendeu um sinal de alerta no agronegócio brasileiro. O país asiático pretende diminuir gradualmente a dependência de produtos importados, medida que pode afetar diretamente cadeias estratégicas como soja brasileira, carne bovina e fertilizantes.

As diretrizes fazem parte do 15º Plano Quinquenal chinês, previsto para o período entre 2026 e 2030, e podem impactar exportações que movimentam entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões por ano para o Brasil.

Plano chinês prioriza produção interna e segurança alimentar

A estratégia de Pequim vai além de questões comerciais. O governo chinês busca fortalecer a produção doméstica, ampliar investimentos em tecnologia agrícola e diversificar fornecedores internacionais.

Entre as prioridades estão iniciativas voltadas para proteínas alternativas, agricultura de precisão, modernização da pecuária, desenvolvimento de sementes e aumento da produtividade rural. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade externa em setores considerados estratégicos para a segurança alimentar do país.

Especialistas avaliam que a mudança representa uma transformação estrutural no comércio global de alimentos, especialmente em mercados onde o Brasil possui forte participação.

Soja brasileira pode perder espaço no mercado chinês

A soja aparece como um dos setores mais expostos às mudanças. Atualmente, a China concentra grande parte das compras do grão exportado pelo Brasil.

Estimativas da consultoria Systemiq indicam que as importações chinesas de soja podem cair até 25% até 2030, o equivalente a cerca de 23,5 milhões de toneladas.

O cenário ganhou ainda mais atenção após relatos de retenção e devolução de aproximadamente 20 navios brasileiros carregados com soja em portos chineses. As cargas apresentariam problemas fitossanitários relacionados a impurezas, pragas e sementes consideradas inadequadas pelas autoridades locais.

O episódio aumentou a pressão sobre exportadores e reforçou a necessidade de ajustes nos protocolos sanitários entre os dois países.

Estados Unidos e Argentina ampliam concorrência

Outro fator que amplia a preocupação do setor é a retomada da aproximação comercial entre China e Estados Unidos. Acordos recentes voltaram a colocar a soja americana no centro das negociações internacionais.

Com isso, o Brasil pode enfrentar maior concorrência também de países como Argentina, que buscam ampliar participação nas vendas ao mercado asiático.

Apesar de a demanda chinesa seguir elevada no curto prazo, analistas avaliam que o país trabalha com uma estratégia de longo prazo para reduzir a dependência de fornecedores externos.

Carne bovina brasileira entra em zona de atenção

A carne bovina brasileira também passou a enfrentar maior pressão no mercado chinês. O governo da China implementou uma salvaguarda com tarifa adicional de 55% para volumes que ultrapassem cotas anuais de importação.

Para 2026, o limite estabelecido para o Brasil ficou em torno de 1,1 milhão de toneladas — abaixo do volume exportado no ano anterior.

A medida busca proteger a produção pecuária chinesa diante do excesso de oferta interna e da pressão sobre os preços locais. Com isso, frigoríficos brasileiros terão de disputar espaço em um mercado mais restrito ou buscar novos destinos para parte da produção.

Diversificação de mercados vira prioridade para o agro

Diante do novo cenário, especialistas defendem que o Brasil acelere a diversificação das exportações e amplie investimentos em produtos de maior valor agregado.

Acordos comerciais envolvendo Mercosul, União Europeia, EFTA e Singapura são apontados como alternativas para reduzir a dependência do mercado chinês e abrir novas oportunidades para o setor agroindustrial brasileiro.

Além disso, o país também enfrenta desafios ligados aos fertilizantes, já que parte significativa dos insumos agrícolas utilizados no campo brasileiro depende de importações chinesas e de mercados afetados por tensões geopolíticas.

O movimento reforça a necessidade de fortalecer a produção nacional de insumos e ampliar a competitividade do agro brasileiro em um ambiente global cada vez mais disputado.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Comércio Exterior

Brasil busca diversificar parceiros comerciais e ampliar mercados estratégicos

O governo brasileiro intensificou os esforços para reduzir a dependência de mercados específicos e ampliar relações econômicas internacionais em meio às tensões geopolíticas globais. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o país trabalha para diversificar fornecedores de fertilizantes e expandir destinos para exportação de petróleo brasileiro.

Segundo o chanceler, países como Índia, Coreia do Sul e Japão demonstraram interesse recente na compra de petróleo do Brasil. Ao mesmo tempo, o Itamaraty vem negociando alternativas para importação de fertilizantes junto a nações da Ásia Central.

Brasil amplia relações comerciais e diplomáticas

Em entrevista ao jornal Valor, Vieira destacou que a política externa brasileira busca fortalecer um cenário “plural e multipolar”, evitando alinhamentos automáticos com grandes potências como Estados Unidos e China.

De acordo com o ministro, a estratégia do governo é ampliar parcerias comerciais, diplomáticas e culturais em diferentes regiões do mundo. Nos últimos meses, ele realizou visitas ao Cazaquistão e Uzbequistão, além de ampliar contatos com países do Sudeste Asiático e do Pacífico.

A Ásia Central ganhou importância por reunir um mercado consumidor de quase 100 milhões de pessoas e por concentrar grandes exportadores de fertilizantes, produto considerado estratégico para o agronegócio brasileiro.

Fertilizantes e segurança energética entram no centro das negociações

Vieira explicou que a busca por novos fornecedores ocorre em um momento de preocupação global com cadeias de abastecimento e segurança energética. Parte dos fertilizantes importados pelo Brasil passa pelo Estreito de Hormuz, região marcada por tensões no Oriente Médio.

O chanceler afirmou que o interesse de países asiáticos no petróleo brasileiro cresceu diante do receio de interrupções no fornecimento internacional de energia. Para ele, a crise reforçou a necessidade de evitar dependência excessiva de um único parceiro comercial.

Além do setor energético, o Brasil também tenta ampliar cooperação em áreas como indústria automotiva, tecnologia e segurança alimentar, especialmente nas conversas com o Japão.

Mercosul avança em acordos internacionais

O ministro informou ainda que o Mercosul mantém negociações comerciais com diversos parceiros internacionais. Entre os países citados estão Canadá, Reino Unido, Vietnã, Japão e Emirados Árabes Unidos.

Segundo Vieira, o bloco também concluiu recentemente acordos considerados estratégicos com Singapura, a EFTA — grupo formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — e a União Europeia.

Embora evite classificar as negociações como tratados de livre comércio tradicionais, o chanceler afirmou que o objetivo é estabelecer acordos preferenciais capazes de ampliar mercados para produtos brasileiros.

Governo defende transição energética gradual

Questionado sobre a expansão das exportações de petróleo em meio ao discurso de transição energética, Vieira afirmou que o processo precisa ocorrer de forma gradual.

O ministro destacou que o Brasil possui forte produção de combustíveis fósseis, mas também tem experiência consolidada em biocombustíveis e combustíveis sustentáveis. Para ele, não existe contradição entre ampliar exportações de petróleo e investir em fontes renováveis.

Terras raras e negociações com os Estados Unidos

Durante a entrevista, Mauro Vieira também comentou o interesse internacional nas chamadas terras raras, minerais considerados estratégicos para a indústria tecnológica e energética.

Segundo ele, diversos países demonstraram interesse em negociar com o Brasil, mas o governo pretende priorizar políticas que agreguem valor às matérias-primas dentro do território nacional.

Sobre as negociações tarifárias com os Estados Unidos, o chanceler afirmou que as conversas continuam em andamento e reforçou que o Brasil busca um acordo compatível com a importância da relação bilateral.

Reforma da ONU e da OMC segue como prioridade brasileira

Vieira reiterou a defesa histórica do Brasil por reformas em organismos multilaterais, incluindo a ONU e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

De acordo com o ministro, tanto China quanto Rússia apoiam a entrada do Brasil como membro permanente de um Conselho de Segurança reformulado. Ele também avaliou que a OMC enfrenta um cenário de paralisação semelhante ao das Nações Unidas.

Próximas agendas internacionais

O chanceler informou que sua próxima missão oficial será na China, a convite do ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi. Depois, ele seguirá para a França para participar de reuniões ligadas à Organização Mundial do Comércio durante a assembleia anual da OCDE.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal da Indústria

Ler Mais
Exportação

Exportação de carne bovina para China pode seguir com cortes específicos mesmo após nova tarifa

A nova tarifa aplicada pela China sobre a carne bovina brasileira fora da cota de importação elevou o custo total para cerca de 67%, cenário considerado inviável para grande parte das negociações entre exportadores e compradores chineses.

Mesmo assim, frigoríficos brasileiros ainda enxergam oportunidades pontuais para exportação de determinados cortes com alta demanda no mercado asiático. A expectativa do setor é que ajustes de preços entre Brasil e China possam abrir espaço para operações rentáveis nos próximos meses.

Cortes dianteiros e peças específicas seguem no radar

Entre os produtos que ainda podem encontrar mercado na China estão cortes como músculo dianteiro e traseiro, bananinha, costela e lagarto. Segundo representantes da indústria, a elevada produção de carne bovina no Brasil pode gerar excesso de oferta no mercado interno, especialmente desses cortes menos valorizados pelo consumidor brasileiro.

O CEO da Frigol, Luciano Pascon, avalia que uma possível redução nos preços no Brasil, combinada com aumento de preços no mercado chinês, pode tornar algumas exportações economicamente viáveis mesmo com a incidência da nova taxa.

De acordo com ele, a China continua sendo praticamente o único mercado capaz de absorver grandes volumes desses produtos.

Mercado aguarda ajustes após fim da cota

Até o momento, não houve fechamento de contratos considerando a sobretaxa. Exportadores e importadores ainda evitam assumir os custos adicionais sem maior clareza sobre o comportamento dos preços.

O gerente de exportação da Masterboi, Flávio Silva, afirma que o setor acompanha atentamente a reação do consumidor chinês após o encerramento da cota brasileira.

Segundo ele, mesmo com a nova tributação, alguns cortes podem continuar competitivos devido ao prêmio pago pela China em comparação com outros mercados internacionais.

Parcerias estratégicas ganham força no mercado chinês

Além da venda tradicional de carne in natura, frigoríficos brasileiros também apostam em estratégias de maior valor agregado para manter espaço no mercado chinês.

A Naturafrig, por exemplo, firmou parceria com uma empresa chinesa especializada em processamento e porcionamento de carne bovina. O modelo permite que os produtos cheguem aos supermercados já embalados e identificados com a marca da companhia brasileira.

Para o diretor-executivo da Naturafrig, Fabrizzio Capuci, esse tipo de parceria representa uma evolução da presença da carne brasileira na China e pode ampliar a rentabilidade das exportações.

Ele destaca ainda que o mercado chinês possui diferentes perfis regionais de consumo, criando oportunidades para atuação em nichos específicos.

Setor aposta em diversificação de mercados

Na avaliação do CEO da Estrela Alimentos, Pedro Bordon, a imposição de limites e tarifas deve levar os frigoríficos brasileiros a adotarem estratégias comerciais mais segmentadas.

Segundo ele, o segundo semestre tende a exigir maior planejamento na destinação dos cortes bovinos, com diversificação de mercados compradores conforme o perfil de consumo de cada país.

Apesar das incertezas envolvendo a China, o cenário internacional segue favorável para o Brasil. O mercado global projeta déficit de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de carne bovina em 2026, impulsionado pela menor oferta nos Estados Unidos e na Austrália.

Com isso, exportadores brasileiros podem encontrar novas oportunidades para ampliar as vendas a outros países importadores.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook