Portos

Alívio no Canal do Panamá: Aumento de Trânsito e Calado após Chuvas na Região

Após meses de rigorosas restrições operacionais devido à escassez hídrica, o Canal do Panamá começa a flexibilizar suas regras de navegação. Com a melhora nos níveis do Lago Gatún impulsionada por precipitações recentes, a administração da via aquática anunciou a ampliação do calado autorizado e da capacidade diária de tráfego de embarcações.

Ampliação de Vagas e Calado para Navios

A partir de 15 de outubro, o limite de passagens para navios do tipo neopanamax será elevado para 10 transações diárias, elevando a capacidade combinada entre embarcações neopanamax e panamax para 33 slots diários. Paralelamente, o calado máximo permitido para os navios neopanamax passou a ser de 14,94 metros (equivalente a 49 pés).

Essa reviravolta representa um alívio em relação às medidas defensivas adotadas ao longo do verão hemisférico, quando o fortalecimento do fenômeno El Niño e os baixos índices de chuva ameaçavam reviver os impactos severos da seca enfrentada entre 2023 e 2024.

Alta Demanda e Desafios no Comércio Global

A pressão sobre o comércio marítimo na região intensificou-se consideravelmente nos últimos meses, impulsionada por uma forte procura por passagens. Conflitos e instabilidades no Oriente Médio levaram compradores asiáticos a buscar fontes alternativas de energia na Costa do Golfo dos Estados Unidos, elevando o tráfego no Canal do Panamá próximo à sua capacidade máxima e acirrando a disputa por vagas garantidas.

Previsão Meteorológica Favorável para o Lago Gatún

As perspectivas climáticas para os próximos dez dias permanecem encorajadoras para a reposição hídrica. A previsão meteorológica indica chuvas frequentes e tempestades diárias na área do Lago Gatún, com volumes expressivos esperados para os próximos dias, garantindo suporte sustentável para a navegação internacional e a logística portuária global.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Panama Canal Authority

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Logística

Atraso em estrutura de fronteira adia operação da Rota Bioceânica para 2028

A conclusão da ponte internacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, se aproxima, mas a infraestrutura necessária para o controle e a fiscalização das cargas ainda não foi concluída. O cenário pode adiar o início da operação comercial da Rota Bioceânica para 2028.

Ponte está na fase final de construção

A ligação entre Brasil e Paraguai é considerada uma das principais estruturas do corredor bioceânico, que pretende ampliar a integração logística entre os países da região.

Apesar do avanço nas obras da ponte, a estrutura de fronteira necessária para receber, fiscalizar e liberar as cargas que passarão pelo novo corredor ainda não saiu do papel.

Receita Federal prevê operação em 2028

Diante do atraso na implantação da estrutura de controle aduaneiro, a Receita Federal trabalha com a previsão de que a operação comercial da Rota Bioceânica comece somente em 2028.

A falta da infraestrutura de fiscalização pode impedir que o corredor opere plenamente mesmo após a conclusão da ponte, já que o transporte internacional de mercadorias depende de instalações adequadas para os procedimentos de controle de cargas e fiscalização na fronteira.

Rota Bioceânica terá impacto na logística regional

A conexão entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta faz parte de um projeto de integração que busca fortalecer o transporte de cargas entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

A expectativa é que a Rota Bioceânica reduza distâncias logísticas e amplie as alternativas de acesso brasileiro aos mercados do Pacífico. Para isso, no entanto, além das obras viárias, é necessário que a infraestrutura de fronteira esteja pronta para acompanhar o fluxo comercial previsto.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz/Reprodução

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Comércio Internacional

EUA proíbem importação de álcool, laticínios e motociclos do Canadá

Os Estados Unidos passaram a bloquear, nesta terça-feira, a entrada de determinados produtos provenientes do Canadá, incluindo bebidas alcoólicas, produtos lácteos, melaço e alguns tipos de motociclos. A decisão representa uma nova etapa na disputa comercial entre EUA e Canadá.

A medida foi anunciada em 8 de setembro pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e começou a valer à 0h01 em Washington (5h01 em Lisboa). Com a mudança, tarifas de 50% aplicadas desde agosto a parte dessas mercadorias foram substituídas por uma proibição total de importação.

Quais produtos canadenses estão proibidos

Os três decretos presidenciais abrangem diferentes categorias de produtos fabricados no Canadá. Entre eles estão cerveja, vinho, whisky, vodka e rum, além de determinados derivados de leite, principalmente soro de leite e concentrados de proteínas.

A lista também inclui melaço, cerveja sem álcool e determinados motociclos fabricados no Canadá.

No setor de veículos, a restrição atinge motociclos e ciclomotores equipados com motores de combustão com cilindrada superior a 800 centímetros cúbicos.

Fabricante canadense está entre os afetados

Uma das empresas atingidas é a canadense BRP, que fabrica no Quebec os veículos de três rodas Can-Am Spyder e Canyon destinados ao mercado norte-americano.

A decisão de Washington ocorre em meio ao aumento das medidas comerciais adotadas pelos dois países. Segundo o governo norte-americano, as novas restrições são uma resposta a práticas consideradas discriminatórias por parte do Canadá e às medidas de retaliação implementadas por Ottawa após as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

EUA justificam novas restrições comerciais

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que as proibições estão relacionadas ao tratamento dado pelo Canadá às exportações norte-americanas de bebidas alcoólicas, produtos lácteos e veículos.

Embora analistas avaliem que os efeitos sobre a economia canadense como um todo tendem a ser limitados, empresas que dependem diretamente das exportações para o mercado norte-americano podem enfrentar impactos mais relevantes.

Exportações de bebidas alcoólicas são as mais expressivas

No ano passado, o Canadá vendeu aproximadamente 1,2 bilhão de dólares canadenses, equivalentes a cerca de 770 milhões de euros, em bebidas alcoólicas para os Estados Unidos.

Já as exportações dos produtos lácteos incluídos na proibição e dos motociclos representaram valores consideravelmente menores.

FONTE: SIC Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Callaghan O’Hare / Reuters

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Comércio Internacional

China e EUA concordam em reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias

China e Estados Unidos chegaram a um acordo para reduzir tarifas de importação sobre cerca de US$ 60 bilhões em mercadorias comercializadas entre os dois países. A medida contempla produtos como milho, cosméticos, eletrodomésticos, brinquedos e itens para o lar.

Por meio do Conselho de Comércio EUA-China, cada país indicou US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis para receber um tratamento tarifário mais favorável. A informação foi divulgada no domingo pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Segundo Greer, a iniciativa deve ampliar o acesso de produtos norte-americanos ao mercado chinês e alcançar aproximadamente 30% das exportações dos EUA destinadas à China.

Redução de tarifas faz parte de nova trégua comercial

A redução recíproca de tarifas está entre os principais resultados da segunda reunião realizada neste ano entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.

O encontro também resultou na extensão da trégua comercial entre China e EUA, com o objetivo de manter as negociações econômicas e comerciais em andamento.

Uma das listas divulgadas pela Casa Branca prevê que Pequim reduza tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos, incluindo milho, trigo, sorgo, carne, laticínios, óleos vegetais e farinhas. A soja, porém, ficou de fora dessa relação.

A China também pretende diminuir as tarifas aplicadas a peixes e frutos do mar, madeira e toras, cosméticos e dispositivos médicos provenientes dos Estados Unidos.

Na direção oposta, os Estados Unidos planejam reduzir tarifas sobre uma série de produtos chineses. Entre eles estão pequenos eletrodomésticos, como cafeteiras e torradeiras, além de louças, cobertores e roupas de cama.

A lista norte-americana inclui ainda brinquedos, fogos de artifício, flores artificiais, iluminação para árvores de Natal, outros artigos de decoração festiva e cadeirinhas infantis para automóveis.

Trégua comercial é prorrogada por dois meses

O Ministério do Comércio da China informou nesta segunda-feira que a trégua comercial será estendida por dois meses, até 10 de janeiro. O período permitirá que os dois governos avaliem os compromissos já firmados e discutam os próximos passos nas relações econômicas.

Segundo a pasta, a extensão do acordo cria um ambiente considerado mais estável e previsível para empresas dos dois países, além de favorecer a continuidade das negociações.

China e Estados Unidos também deverão manter conversas regulares sobre oportunidades e obstáculos relacionados a investimentos. A intenção é ampliar a transparência das políticas, aumentar a previsibilidade regulatória e responder às preocupações apresentadas pelo setor empresarial.

Agricultura ganha espaço nas negociações

A seleção dos produtos chineses que terão tarifas reduzidas está relacionada, segundo a Casa Branca, ao compromisso de Pequim de adquirir US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA.

A China já retomou compras em grande escala de soja norte-americana, dentro de um acordo firmado no ano passado que prevê a aquisição anual de 25 milhões de toneladas métricas do produto.

Os dois governos também vão criar um grupo de trabalho dedicado à agricultura, subordinado ao Conselho de Comércio EUA-China. A primeira reunião está prevista para ocorrer antes do fim do ano e deverá tratar de acesso aos mercados e questões regulatórias.

China prevê novas compras de carvão dos EUA

Outro resultado da reunião de Xi Jinping e Donald Trump foi o compromisso chinês de importar 10 milhões de toneladas métricas de carvão dos Estados Unidos por ano em 2027 e 2028.

De acordo com a Casa Branca, o volume corresponde a aproximadamente 2% das importações anuais de carvão realizadas pela China.

O Ministério do Comércio chinês afirmou que a compra de carvão norte-americano poderá complementar o abastecimento do mercado doméstico e, ao mesmo tempo, gerar receita e empregos para o setor de mineração dos Estados Unidos.

Petróleo e gás natural liquefeito (GNL) não aparecem entre os produtos contemplados pelas listas de redução tarifária.

Inteligência artificial e serviços financeiros entram na pauta

As negociações também avançaram em áreas que vão além das tarifas comerciais. China e Estados Unidos concordaram em estabelecer um canal de comunicação para tratar de eventuais incidentes relacionados à inteligência artificial (IA).

Os dois países também deverão realizar um novo diálogo sobre o tema até o fim de novembro.

No setor financeiro, Pequim informou que avaliará e aprovará instituições estrangeiras de serviços financeiros, incluindo empresas com capital norte-americano, interessadas em atuar e abrir filiais na China.

Além disso, os governos manterão comunicação sobre a ampliação da oferta de voos diretos entre China e Estados Unidos, segundo o Ministério do Comércio chinês.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Comércio Internacional

Orçamento do Canal do Panamá para 2027 é aprovado em segundo debate

A Assembleia Nacional do Panamá aprovou, em segundo debate, o orçamento do Canal do Panamá para o ano fiscal de 2027. O período orçamentário terá início em 1º de outubro de 2026 e seguirá até 30 de setembro de 2027.

Investimentos e prioridades do Canal do Panamá

De acordo com a Autoridade do Canal do Panamá, o planejamento financeiro tem como principais objetivos proteger as atividades da hidrovia, garantir a continuidade das operações e assegurar a sustentabilidade do Canal do Panamá no longo prazo.

Entre as iniciativas estratégicas contempladas estão o projeto do lago de Río Indio, o desenvolvimento de um corredor energético, as terminais portuários e o fortalecimento do corredor logístico.

O orçamento também prevê recursos para a manutenção e proteção dos ativos da instituição, além de ações relacionadas à gestão de riscos, à conservação e ao reflorestamento da bacia hidrográfica.

Cibersegurança e capacitação também recebem recursos

A proposta inclui ainda investimentos em cibersegurança, continuidade tecnológica e desenvolvimento do capital humano. Segundo a autoridade responsável pelo canal, estão previstas ações voltadas à formação profissional, ao bem-estar dos funcionários e ao aprimoramento das capacidades da equipe.

A estratégia busca preparar a principal rota interoceânica do país para desafios futuros, tanto no campo operacional quanto nas condições hídricas.

Recursos do Tesouro Nacional

O financiamento prevê uma transferência direta do Tesouro Nacional de US$ 3.612.968. O montante representa um aumento de 12,9% em relação à dotação do ano anterior.

Segundo a Autoridade do Canal, o orçamento de 2027 pretende ampliar a capacidade da hidrovia de enfrentar condições hídricas e operacionais mais desafiadoras, preservar a competitividade da rota e avançar com investimentos destinados ao desenvolvimento de longo prazo.

Próxima etapa é o terceiro debate

Após a aprovação em segundo debate, o projeto orçamentário seguirá para a terceira discussão na Assembleia Nacional. Caso seja aprovado nessa etapa, o texto será encaminhado para se transformar em lei da República.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Eventos

Meeting Comex 2026 teve público recorde e participação internacional

O Meeting Comex 2026 reuniu 3 mil empresários, executivos e profissionais ligados aos negócios internacionais e marcou a primeira edição com caráter internacional. Na 13ª edição, o evento teve números que reforçam a dimensão alcançada no cenário do comércio exterior brasileiro. O encontro foi realizado nos dias 22 e 23 de setembro, na Expoville, em Joinville (SC).

Promovido pela Associação Empresarial de Joinville (ACIJ), o Meeting Comex contabilizou mais de 20 horas de conteúdo técnico, reunindo especialistas, lideranças empresariais, representantes de órgãos anuentes e nomes com atuação nos cenários nacional e internacional.

Entre os temas discutidos estiveram a influência da geopolítica nos negócios internacionais, o acordo entre União Europeia e Mercosul, os impactos da reforma tributária no comércio exterior, o transporte aéreo de cargas, os desafios do transporte marítimo global e questões relacionadas à atuação administrativa dos órgãos anuentes.

Conteúdo técnico e decisões que impactam o comércio exterior

A programação foi construída a partir de temas que estão diretamente relacionados aos desafios enfrentados pelas empresas que atuam no comércio internacional. Painéis com CEOs, representantes de órgãos públicos e especialistas dividiram espaço com palestras de nomes como o secretário Paulo Bornhausen, o general André Novaes, o presidente da ABIMAQ, José Velloso, e o empresário, diplomata e economista Marcos Troyjo.

Além das discussões nos palcos, o evento também ofereceu workshops e espaços voltados à troca de experiências e à geração de negócios, aproximando profissionais de diferentes segmentos da cadeia de comércio exterior e logística.

Um dos principais marcos desta edição foi a internacionalização do evento. Delegações de câmaras de comércio de 17 países participaram da programação, ampliando as possibilidades de conexão entre empresas brasileiras e mercados estrangeiros.

A presença internacional acompanhou uma proposta que foi além da exposição de tendências. O Meeting Comex buscou aproximar empresários, especialistas e instituições para discutir oportunidades concretas de negócios e os movimentos que podem influenciar as relações comerciais nos próximos anos.

A área de exposição também teve papel importante nesse processo, reunindo dezenas de empresas e criando um ambiente de relacionamento e networking ao longo dos dois dias.

Público recorde reforça dimensão do evento

Com 3 mil participantes, o Meeting Comex 2026 registrou o maior público de sua história. O número reúne empresários, executivos, profissionais e representantes de organizações ligadas ao comércio exterior e aos negócios internacionais.

A participação recorde ocorre em um momento de transformações importantes para o setor, marcado por mudanças regulatórias, avanços tecnológicos, reorganização de rotas logísticas e um cenário geopolítico que influencia diretamente as relações comerciais. Nesse contexto, o evento se consolidou como um espaço para acompanhar essas transformações e, principalmente, discutir seus impactos sobre as empresas brasileiras.

Para a CEO da ReConecta News, Renata Palmeira, eventos como o Meeting Comex têm papel importante para profissionais e empresas que precisam acompanhar as transformações do comércio exterior e, ao mesmo tempo, fortalecer suas conexões no mercado. “Eventos como o Meeting Comex são fundamentais porque reúnem, em um mesmo ambiente, informação, atualização e networking. O comércio exterior está em constante transformação, seja pelas mudanças regulatórias, pela tecnologia, pela logística ou pelo cenário internacional. Estar presente nesses encontros permite acompanhar de perto o que está acontecendo, trocar experiências com outros profissionais e criar conexões que podem se transformar em oportunidades e novos negócios”, destaca Renata.

Conexões como estratégia para o futuro

Para a presidente do Meeting Comex 2026, Carolina Botelho, a capacidade de adaptação continuará sendo uma característica necessária para quem atua no comércio exterior. “Os mercados continuarão mudando. Novas tecnologias surgirão, rotas serão redesenhadas e desafios inevitavelmente aparecerão. Essa é a realidade do comércio exterior. Em meio a tudo isso, permanece a nossa convicção de que são as conexões entre pessoas que tornam possível aproximar mercados”, afirma.

O presidente da ACIJ, André Daher, também destacou o papel do evento na estratégia da entidade para o desenvolvimento empresarial. “Com o Meeting Comex, a ACIJ reafirma seu compromisso de liderar e articular o aumento de competitividade das empresas, o desenvolvimento da economia e o bem-estar das pessoas. Continuaremos a construir juntos um futuro sempre promissor, um futuro em que as parcerias internacionais estarão cada vez mais presentes no dia a dia das empresas associadas à entidade”, destaca.

Mais do que dois dias de palestras e painéis, o encontro reforçou a importância da aproximação entre empresas, instituições e mercados em um cenário no qual decisões tomadas em diferentes partes do mundo podem repercutir diretamente sobre a cadeia de suprimentos brasileira.

Para o setor, a edição de 2026 também representa um movimento de ampliação das conexões internacionais do evento e abre espaço para que os próximos encontros avancem ainda mais na discussão sobre competitividade, inovação, logística e negócios globais.

Fonte: ACIJ / Meeting Comex 2026

Texto: Redação

Imagem: Divulgação

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Transporte

Dia Marítimo Mundial destacou profissionais que mantêm o comércio e o transporte em movimento

O café produzido no Brasil e consumido no exterior, o combustível utilizado no abastecimento de veículos e até peças de aparelhos eletrônicos podem percorrer milhares de quilômetros pelo mar antes de chegar ao consumidor. Por trás desse percurso está uma complexa estrutura de transporte marítimo, formada por navios, portos e, principalmente, profissionais que atuam em terra e no mar.

Celebrado em 24 de setembro, o Dia Marítimo Mundial chama atenção para a importância dessa atividade no cotidiano e para o trabalho de quem garante o funcionamento das rotas marítimas. A data é promovida pela Organização Marítima Internacional (IMO), agência especializada das Nações Unidas, e reforça a relevância da navegação para o comércio internacional, o abastecimento e a proteção dos oceanos.

Transporte marítimo sustenta o comércio mundial

Segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), mais de 80% do volume do comércio mundial de mercadorias é movimentado por navios.

A dimensão desse número ajuda a explicar a importância da atividade, mas uma operação marítima depende de uma extensa cadeia de profissionais. Nos portos, equipes recebem, movimentam e organizam cargas, acompanham embarques e coordenam diferentes etapas da operação.

Já a bordo, as tripulações são responsáveis pela condução das embarcações, pelo acompanhamento dos equipamentos e pela segurança durante as viagens. Também participam desse processo profissionais envolvidos no planejamento de rotas e no controle da navegação.

Navios transportam alimentos, combustíveis e matérias-primas

Uma única embarcação pode carregar milhares de contêineres com produtos dos mais variados tipos, incluindo alimentos, roupas, medicamentos, máquinas e equipamentos eletrônicos.

Outros tipos de navios são projetados para transportar grandes quantidades de grãos, minérios, combustíveis e matérias-primas utilizadas pela indústria. Essa capacidade faz do transporte marítimo uma peça central da cadeia de abastecimento global.

Quando uma rota marítima é afetada por conflitos, acidentes ou eventos climáticos extremos, os impactos podem ultrapassar as regiões diretamente envolvidas. Problemas na navegação podem provocar atrasos nas entregas, dificuldades de abastecimento e aumento dos custos de transporte.

No Brasil, os portos também têm papel estratégico. Eles respondem por mais de 95% do comércio exterior brasileiro, tornando a infraestrutura portuária fundamental para a economia e para o abastecimento do país.

Segurança começa antes de o navio zarpar

A segurança da navegação não depende apenas das condições encontradas durante a viagem. Os procedimentos começam ainda no porto, com a verificação das condições da embarcação, a preparação da tripulação e o planejamento da rota.

Informações atualizadas sobre condições meteorológicas e de navegação, além do uso de sinalização e cartas náuticas, contribuem para reduzir riscos de colisões, encalhes e outros acidentes.

Esses cuidados protegem não apenas os profissionais que estão a bordo, mas também as equipes portuárias, as cargas e o meio ambiente.

Como os navios circulam por águas sob jurisdição de diferentes países, a cooperação internacional é outro componente essencial da segurança marítima. Regras e padrões compartilhados estabelecem requisitos para construção e operação das embarcações, proteção das tripulações e prevenção da poluição dos mares.

Navegação precisa reduzir impactos ambientais

Além de garantir o fluxo de mercadorias, o setor marítimo enfrenta o desafio de preservar os mares e oceanos por onde as embarcações circulam.

Os oceanos abrigam ecossistemas fundamentais, fornecem alimentos e desempenham funções importantes na regulação do clima. Por isso, reduzir os impactos provocados pela atividade marítima está entre as prioridades do setor.

Entre as medidas adotadas estão a prevenção de derramamentos, o gerenciamento adequado de resíduos e a redução das emissões das embarcações.

Também estão em desenvolvimento soluções como navios mais eficientes, combustíveis com menor emissão, sistemas de propulsão híbrida, planejamento otimizado de rotas e corredores marítimos voltados à descarbonização.

Ministério atua no desenvolvimento do setor portuário

No Brasil, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participa da formulação e coordenação de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento do setor portuário e da navegação.

A atuação envolve iniciativas relacionadas à modernização da infraestrutura, à melhoria das condições de operação dos portos e ao fortalecimento da navegação. Também inclui a adoção de soluções voltadas para segurança, eficiência e sustentabilidade.

Essa estrutura permite manter uma rede logística que conecta o Brasil a diferentes mercados e regiões do mundo. Por meio dela, alimentos, combustíveis, medicamentos, máquinas e diversos outros produtos conseguem chegar aos seus destinos.

O Dia Marítimo Mundial, portanto, também é uma oportunidade para reconhecer o trabalho dos profissionais que atuam nessa cadeia — tanto em terra quanto no mar — e que ajudam a manter em funcionamento uma das principais vias do comércio e do abastecimento global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Marinha do Brasil

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor e amplia oportunidades para exportadores brasileiros

O Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começa a ser aplicado pelo Brasil a partir de outubro. A medida foi oficializada após a publicação, no Diário Oficial da União (DOU), do decreto que internaliza o acordo no país.

A aplicação das preferências comerciais terá início em 1º de outubro para Brasil e Islândia. Já a relação entre Brasil e Noruega passa a contar com as condições previstas no acordo em 1º de novembro. Para Suíça e Liechtenstein, a aplicação das tarifas preferenciais ainda depende da conclusão dos procedimentos internos de cada país.

Formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, a EFTA reúne um mercado de aproximadamente 15 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 1,4 trilhão.

O que muda com o Acordo Mercosul-EFTA

Assinado em setembro de 2025, o acordo faz parte da estratégia brasileira de ampliar e diversificar seus parceiros comerciais.

Entre as principais mudanças estão novas condições de acesso para produtos brasileiros aos mercados da EFTA, com redução ou eliminação de tarifas, cotas e outros mecanismos de tratamento preferencial.

Para produtos industriais e pesqueiros, os países da EFTA preveem a eliminação imediata das tarifas de importação com a entrada em vigor do acordo. Já os produtos agropecuários terão diferentes modalidades de abertura, de acordo com o produto e o mercado.

O tratado também estabelece regras em áreas como:

  • regras de origem;
  • facilitação de comércio;
  • comércio de serviços;
  • investimentos;
  • compras governamentais;
  • propriedade intelectual;
  • desenvolvimento sustentável.

A implementação do acordo ocorre de forma bilateral, conforme cada país conclui seus respectivos processos de internalização.

MDIC cria painel para identificar oportunidades

Para facilitar o acesso das empresas às novas condições comerciais, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disponibilizou um Painel de Dados do Acordo Mercosul-EFTA.

A ferramenta reúne informações sobre o comércio brasileiro com os quatro integrantes da EFTA e permite consultar os impactos previstos com a implementação do acordo.

Os dados podem ser analisados de forma geral ou segmentados por produto, país e unidade da Federação, incluindo informações sobre tarifas atuais e as condições previstas no acordo.

O recurso também permite identificar a distribuição regional das exportações e importações brasileiras e pode auxiliar empresas na busca por novos mercados.

Suíça e Noruega concentram comércio com o Brasil

A Suíça e a Noruega são atualmente os principais parceiros comerciais brasileiros dentro da EFTA. Juntos, os dois países representam 94% das exportações brasileiras destinadas ao bloco e 99% das importações brasileiras provenientes da EFTA.

Entre os estados brasileiros, Pará e Minas Gerais aparecem com destaque nas exportações, enquanto São Paulo lidera as importações.

O painel disponibilizado pelo MDIC cruza os dados de comércio exterior com as informações tarifárias do novo acordo, permitindo identificar produtos que poderão ter melhores condições de acesso aos mercados europeus.

O setor agropecuário está entre os segmentos que podem encontrar novas oportunidades com a redução das barreiras comerciais.

Atualmente, determinados produtos brasileiros enfrentam tarifas elevadas nos mercados da EFTA. Com o acordo, alguns deles terão redução ou eliminação de tarifas, além de possibilidade de acesso por meio de cotas ou regimes agrícolas específicos.

Um dos exemplos apresentados pelo MDIC é o café torrado. Atualmente, o produto está sujeito a tarifas de 10% na Islândia e de 7% na Suíça e em Liechtenstein. Com o acordo, estão previstas reduções tarifárias imediatas para grande parte dos códigos NCM relacionados ao produto.

Outro ponto previsto no acordo envolve a proteção de 63 indicações geográficas brasileiras na Suíça e em Liechtenstein.

A lista contempla produtos de diferentes regiões e setores, incluindo cafés, vinhos, queijos, cachaça, artesanato, pedras, calçados e produtos têxteis.

A proteção das indicações geográficas amplia a segurança para produtos brasileiros que utilizam denominações reconhecidas e vinculadas à sua origem.

MDIC disponibiliza materiais para empresas

Além do painel de dados, o MDIC disponibilizou materiais de apoio para auxiliar empresas e profissionais de comércio exterior na compreensão das novas regras.

Entre os conteúdos estão manuais sobre desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas.

Os documentos têm como objetivo facilitar a preparação de exportadores e importadores para utilizar as preferências comerciais previstas no acordo.

O Acordo Mercosul-EFTA foi negociado ao longo de 14 rodadas e assinado em 16 de setembro de 2025. Sua implementação ocorre gradualmente, de acordo com a conclusão dos procedimentos internos de cada país participante.

O Painel de Dados do Acordo Mercosul-EFTA permite consultar tarifas, fluxos comerciais e oportunidades por produto e mercado. O MDIC também disponibiliza manuais específicos sobre as regras do tratado e uma página com informações gerais sobre o acordo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa

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Comércio Exterior

EUA rejeitam pedido da China para participar de consulta da OMC sobre tarifaço contra o Brasil

Os Estados Unidos recusaram o pedido da China para participar das consultas realizadas na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas aplicadas a produtos brasileiros. As medidas americanas elevam a carga tarifária sobre determinados itens exportados pelo Brasil para até 37,5%.

A decisão foi formalizada em documento divulgado na terça-feira. Segundo o governo americano, a alegação chinesa de que possui um “interesse comercial substancial” no caso não estaria suficientemente fundamentada.

EUA contestam interesse comercial da China

Na justificativa apresentada à OMC, os Estados Unidos afirmaram que a disputa iniciada pelo Brasil não envolve medidas, políticas ou práticas adotadas pela China.

O documento também destaca que a reclamação brasileira não trata de tarifas americanas incidentes sobre produtos de origem chinesa.

Pelas regras da OMC, a entrada de um terceiro país nas consultas depende da concordância dos dois integrantes diretamente envolvidos na disputa. Com a negativa americana, a China fica de fora dessa etapa das negociações entre Brasil e Estados Unidos.

China havia solicitado participação em agosto

A China apresentou o pedido para integrar as consultas pouco mais de um mês antes da decisão americana. Em 6 de agosto, Pequim argumentou que possui interesse comercial relevante na discussão tarifária entre brasileiros e americanos.

Segundo a manifestação chinesa, as medidas adotadas pelos Estados Unidos poderiam atingir também exportações da China. O argumento é que eventuais mudanças nas condições de concorrência no mercado americano poderiam afetar a posição dos produtos chineses.

As consultas na OMC representam a primeira etapa do mecanismo utilizado pela organização para tratar de disputas comerciais e questões relacionadas a tarifas entre seus países-membros.

Brasil questiona tarifas aplicadas pelos EUA

O Brasil levou a questão à OMC em 27 de julho, ao apresentar uma reclamação contra o chamado tarifaço americano.

A contestação brasileira envolve duas sobretaxas anunciadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), ambas fundamentadas na Seção 301 da legislação comercial americana.

A primeira acrescentou uma tarifa de 25% associada a uma investigação sobre supostas práticas comerciais brasileiras. A segunda estabeleceu uma cobrança adicional de 12,5%, relacionada a uma apuração sobre alegadas deficiências do Brasil no combate à entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.

As duas medidas, quando consideradas em conjunto, aumentam a tributação sobre determinados produtos brasileiros vendidos no mercado americano.

Brasil cita regras do comércio internacional

Na reclamação apresentada à OMC, o governo brasileiro argumenta que os Estados Unidos violaram o princípio da nação mais favorecida, considerado um dos fundamentos do sistema multilateral de comércio.

Segundo a posição brasileira, Washington estabeleceu tarifas específicas para produtos do Brasil sem aplicar tratamento equivalente aos demais integrantes da organização.

O Brasil também sustenta que os Estados Unidos passaram a cobrar tarifas acima dos limites consolidados junto à OMC.

Outro questionamento apresentado pelo país diz respeito ao uso de medidas unilaterais para responder a supostas irregularidades comerciais. Na avaliação brasileira, os EUA deveriam recorrer ao sistema de solução de controvérsias da OMC em vez de adotar medidas unilaterais.

Consultas entre Brasil e EUA têm prazo de 60 dias

Os Estados Unidos concordaram em iniciar as consultas com o Brasil em 10 de agosto.

Pelas regras da organização, essa primeira fase tem prazo de 60 dias para ser concluída. Durante esse período, os dois países podem buscar uma solução negociada para a controvérsia antes que o caso avance para uma nova etapa.

O que acontece se não houver acordo

Caso as consultas terminem sem entendimento, o Brasil poderá solicitar a criação de um painel da OMC para analisar a disputa.

Nessa fase, três especialistas independentes são designados para examinar o caso. O painel considera os argumentos apresentados pelo país que abriu a reclamação, a manifestação do país questionado e as contribuições de outros integrantes da organização que tenham interesse na controvérsia.

A previsão é de que um painel leve cerca de seis meses para concluir sua análise.

Se ainda houver divergência após essa etapa e os Estados Unidos decidirem recorrer, o processo poderia chegar ao Órgão de Apelação da OMC, que funciona como instância recursal do sistema de solução de controvérsias.

Órgão de Apelação da OMC continua paralisado

O problema é que o Órgão de Apelação permanece sem funcionamento pleno.

A paralisação teve origem em um bloqueio promovido pelos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Donald Trump, quando o governo americano deixou de indicar novos integrantes para a instância.

A política foi mantida durante a administração do democrata Joe Biden, impedindo a recomposição necessária para o funcionamento regular do órgão.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Galdieri / Bloomberg

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Economia

Brasil apresenta iniciativas de economia circular na OMC para impulsionar competitividade e inclusão

Durante o Fórum Público da Organização Mundial do Comércio (OMC), a ApexBrasil e a Missão Permanente do Brasil promoveram um painel dedicado a debater o papel da sustentabilidade no comércio internacional. Com o tema “Circular Services for an Inclusive Circular Economy”, o evento reuniu especialistas para demonstrar como soluções sustentáveis e o reaproveitamento de materiais podem gerar valor econômico, inovação e empregos.

Casos práticos e inovação na cadeia produtiva

O debate evidenciou que a transição ecológica vai muito além de uma pauta puramente ambiental, conectando-se diretamente à resiliência industrial e às oportunidades de negócios. Entre os cases de destaque apresentados no painel, focado integralmente na liderança feminina:

  • Logística reversa de calçados: Iniciativas como o programa da Alpargatas com as sandálias Havaianas já recolheram centenas de toneladas de material usado, transformando resíduos em novos produtos como pisos e mobiliário.
  • Tecnologia e rastreabilidade: Plataformas digitais apresentadas por especialistas ajudam a mapear o retorno de materiais para a indústria, garantindo transparência e eficiência.
  • Créditos e financiamento: Debates sobre mecanismos financeiros para apoiar a infraestrutura de reciclagem e a recuperação de recursos, especialmente em países em desenvolvimento.

O papel estratégico dos serviços e da cooperação internacional

Especialistas ressaltaram que escalar a sustentabilidade empresarial exige adaptar modelos operacionais às realidades locais, sem perder de vista os princípios globais de preservação. Além disso, foi enfatizada a urgência de uma responsabilidade compartilhada entre o Norte e o Sul Global no gerenciamento adequado de resíduos.

A mensagem central do encontro reforça que nenhum setor ou nação consegue caminhar sozinho rumo a um modelo produtivo regenerativo. A cooperação internacional, alinhada a políticas comerciais eficientes, funciona como a chave mestra para manter materiais em circulação e fortalecer a economia global.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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