Transporte

Transporte marítimo de contêineres terá 48 viagens canceladas nas principais rotas globais

O mercado de transporte marítimo de contêineres seguirá enfrentando restrições de capacidade no início do terceiro trimestre, apesar da redução gradual no número de cancelamentos de viagens. A avaliação é da consultoria Drewry, que aponta um cenário de recuperação operacional das companhias de navegação, mas ainda insuficiente para atender à forte demanda da alta temporada.

Entre as semanas 28 e 32 — período de 6 de julho a 9 de agosto — estão previstos 48 cancelamentos de itinerários nas principais rotas comerciais entre Oriente e Ocidente.

Maioria das viagens será mantida

Segundo o levantamento, os cancelamentos representam cerca de 7% das viagens programadas para o período, enquanto 93% dos serviços previstos deverão operar normalmente.

Mesmo com a retomada gradual da capacidade pelas empresas de navegação, a Drewry destaca que a demanda sazonal continua superior à oferta disponível, mantendo o mercado de frete marítimo pressionado no início do terceiro trimestre.

Rota transpacífica concentra maior número de cancelamentos

A maior parte das suspensões de viagens deverá ocorrer na rota transpacífica com destino ao leste, responsável por 52% dos cancelamentos previstos nas próximas cinco semanas.

Na sequência aparece o corredor entre Ásia, Norte da Europa e Mediterrâneo, que concentra 29% das viagens canceladas. Já a rota transatlântica deverá responder por 19% das suspensões, sendo a menos impactada entre os principais mercados globais.

A distribuição demonstra que os maiores desafios continuam concentrados nas rotas de maior movimentação de contêineres e comércio internacional.

Capacidade operacional apresenta sinais de recuperação

De acordo com a Drewry, as companhias marítimas continuam ampliando a oferta de espaço nos navios, o que contribui para reduzir gradualmente os cancelamentos registrados nos últimos meses.

Ainda assim, a consultoria ressalta que o aumento da capacidade não acompanha o ritmo da demanda da alta temporada, mantendo pressão sobre os serviços de transporte marítimo.

Outro destaque do relatório é o desempenho da Gemini Cooperation, apontada como a aliança que apresenta o maior índice de confiabilidade no cumprimento dos cronogramas entre os principais grupos de navegação, mesmo diante das interrupções operacionais observadas no mercado.

Mercado acompanha situação no Estreito de Ormuz

A consultoria também informou que segue monitorando os desdobramentos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o comércio marítimo mundial.

Ao mesmo tempo, já são observados sinais de melhora na disponibilidade de capacidade de contêineres na Ásia, indicando um possível reequilíbrio entre oferta e demanda.

Na avaliação da Drewry, caso essa tendência se confirme, os armadores poderão reduzir a prioridade dada às reservas antecipadas com tarifas spot elevadas e direcionar as negociações para fretes marítimos mais competitivos, além de oferecer maior previsibilidade e disponibilidade de espaço aos embarcadores.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mundo Marítimo

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Internacional

Corredor bioceânico deve ser prioridade para Brasil, Argentina e Paraguai, defende presidente do Chile

O presidente do Chile, José Antonio Kast, pediu que Brasil, Argentina e Paraguai acelerem as obras do corredor bioceânico, projeto considerado estratégico para ampliar a integração regional e fortalecer as conexões entre os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de uma ampla malha rodoviária.

Durante participação no Congresso paraguaio, nesta quarta-feira (1º), Kast destacou a importância de que todos os países envolvidos cumpram os prazos previstos para as obras de infraestrutura.

“Esperamos que todas as intervenções necessárias sejam concluídas dentro do cronograma, para que nenhuma etapa fique pendente”, afirmou.

Corredor bioceânico é visto como motor da integração regional

Segundo o presidente chileno, a conclusão do Corredor Rodoviário Bioceânico depende do comprometimento conjunto dos governos participantes. Para ele, o empreendimento representa uma oportunidade de ampliar a integração regional, fortalecer as relações entre os países e impulsionar o comércio internacional.

A declaração ocorreu durante sua primeira visita oficial ao Paraguai desde que assumiu a presidência, em março deste ano. Antes do discurso no Parlamento, Kast participou de um encontro com o presidente paraguaio, Santiago Peña.

O projeto prevê uma rota de aproximadamente 2.400 quilômetros, ligando o Centro-Oeste brasileiro ao norte do Chile. O trajeto passará pelo Chaco paraguaio, pelas províncias argentinas de Salta e Jujuy e chegará aos portos chilenos de Antofagasta, Mejillones e Iquique, ampliando o acesso aos mercados do Pacífico.

Paraguai aposta em acesso aos mercados asiáticos

Após a sessão no Congresso, Kast seguiu para o Palácio de López, em Assunção, onde participou de uma entrevista coletiva ao lado de Santiago Peña.

Na ocasião, o presidente paraguaio ressaltou que o corredor bioceânico terá papel fundamental para ampliar a presença do país no comércio exterior, permitindo acesso mais competitivo aos mercados asiáticos por meio dos portos chilenos.

Kast desembarcou no Paraguai na última segunda-feira para participar da 18ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Mercosul, bloco no qual o Chile atua como membro associado. Após encerrar a agenda oficial no país, o presidente seguirá viagem para o Uruguai.

Presidente chileno defende união contra o crime organizado

Além da pauta de infraestrutura, José Antonio Kast reforçou a necessidade de uma atuação conjunta dos países sul-americanos no enfrentamento ao crime organizado transnacional.

Em discurso aos parlamentares paraguaios, o presidente afirmou que organizações criminosas atuam sem respeitar fronteiras e defendeu políticas coordenadas para combater ameaças como o narcotráfico, as máfias e outras redes criminosas.

Segundo Kast, a neutralidade diante desse cenário não é uma alternativa eficaz e a cooperação entre os países da região será decisiva para enfrentar o avanço dessas organizações e proteger a população.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: EFE /Adriana Thomasa

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Internacional

Acordo UE-Mercosul ainda enfrenta desafios, admite ministro da Alemanha

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, reconheceu que o acordo UE-Mercosul ainda enfrenta obstáculos antes de sua implementação completa. Apesar disso, ele afirmou que as pendências podem ser solucionadas ao longo do processo de consolidação do tratado.

Durante entrevista coletiva realizada em Buenos Aires, ao lado do ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, Wadephul destacou que a entrada em vigor definitiva do acordo ainda exigirá tempo. Segundo ele, embora existam questões pendentes, os avanços conquistados até agora são suficientes para permitir que os países envolvidos encontrem soluções para os desafios restantes.

Avanços após a cúpula do Mercosul

A declaração foi feita um dia após a 68ª Cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, que reuniu representantes de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e países associados. O encontro teve como foco o fortalecimento da integração regional, a ampliação do comércio entre os integrantes do bloco e o avanço de pautas sociais e de desenvolvimento econômico.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é considerado um dos maiores tratados de livre comércio do mundo, criando acesso a um mercado com mais de 700 milhões de consumidores e ampliando as oportunidades para exportadores brasileiros.

Resistência de países europeus continua

Apesar do avanço nas negociações, o tratado ainda enfrenta resistência em alguns países da Europa. Parte dos críticos teme que produtos sul-americanos, com custos mais competitivos, prejudiquem agricultores e setores produtivos europeus.

Entre os principais opositores está a Polônia. Em abril, o vice-primeiro-ministro Wladyslaw Kosiniak-Kamysz anunciou que o país pretende recorrer ao tribunal superior da União Europeia para contestar o acordo. A França também mantém posição crítica, alegando possíveis impactos negativos para os produtores rurais do continente.

Enquanto avalia os próximos passos relacionados ao tratado de livre comércio, o Parlamento Europeu aprovou, em junho, o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos. O pacto prevê redução de tarifas para diversos produtos industriais e agrícolas norte-americanos, após negociações conduzidas no ano passado com o governo de Donald Trump.

Implementação provisória prevê redução de tarifas

O acordo UE-Mercosul começou a ser aplicado de forma provisória em 1º de maio, encerrando um processo de negociações que durou cerca de 25 anos. Nesta etapa inicial, as medidas são implementadas gradualmente, principalmente no que diz respeito à redução de tarifas de importação e exportação.

De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras destinadas ao mercado europeu já passam a contar com tarifa zero. Entre os produtos beneficiados estão café solúvel, frutas frescas, óleos vegetais e diversos itens agroindustriais.

Outros produtos, como aves e açúcar, passam a operar dentro de sistemas de cotas com tarifas reduzidas. Já a carne bovina enfrenta incertezas após a União Europeia impor restrições às importações de cortes brasileiros por motivos sanitários.

No sentido inverso, produtos europeus como vinhos, queijos, azeites, chocolates, máquinas industriais, produtos químicos e automóveis terão redução gradual das tarifas para ingresso no mercado brasileiro, conforme os prazos estabelecidos no tratado.

Aprovação definitiva ainda depende de novas etapas

Mesmo com a aplicação provisória em andamento, o acordo de livre comércio ainda precisa cumprir etapas políticas e jurídicas em alguns países da União Europeia. Além da análise de pontos específicos pelo Parlamento Europeu, questionamentos apresentados por grupos contrários ao tratado continuam sendo avaliados pelas instâncias competentes.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Boris Roessler/picture alliance/Getty Images

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Transporte

Transporte marítimo registra 2.818 incidentes em 2025, aponta relatório da Allianz

O transporte marítimo mundial registrou 2.818 incidentes e acidentes em 2025 envolvendo embarcações com mais de 100 toneladas brutas. O número representa uma redução de aproximadamente 16% em relação a 2024, quando foram contabilizados 3.353 casos.

Os dados fazem parte do relatório “Análise de Segurança e Riscos do Transporte Marítimo 2026”, elaborado pela Allianz Commercial, que avalia a evolução da segurança operacional e os principais desafios enfrentados pela navegação internacional.

Mediterrâneo e Mar do Norte concentram maior número de ocorrências

Entre as regiões analisadas, o Mediterrâneo Oriental e o Mar Negro lideraram o número de registros, com 622 incidentes ao longo de 2025.

Na sequência aparecem as Ilhas Britânicas, o Mar do Norte, o Canal da Mancha e o Golfo da Biscaia, que somaram 619 ocorrências. Juntas, essas áreas responderam por cerca de 44% dos casos registrados entre as dez regiões mais movimentadas do mundo.

Considerando o período entre 2016 e 2025, foram contabilizados 28.660 incidentes em escala global. Nesse intervalo, as Ilhas Britânicas e regiões adjacentes concentraram 5.953 ocorrências, seguidas pelo Mediterrâneo Oriental e Mar Negro, com 5.448 registros.

Falhas mecânicas seguem como principal causa dos acidentes

O levantamento mostra que falhas em máquinas e equipamentos continuam sendo o principal fator de risco para a navegação.

Somente em 2025, esse tipo de ocorrência foi responsável por 1.505 incidentes, equivalentes a 53% do total registrado no ano.

Na sequência aparecem as colisões entre embarcações, com 260 casos, além de incêndios e explosões (218) e encalhes (202).

Ao longo da última década, os problemas mecânicos responderam por 12.991 ocorrências, mantendo-se como a principal causa de acidentes marítimos no mundo.

Perda de embarcações atinge menor nível da década

Outro dado destacado pelo estudo é a redução das perdas totais de navios.

Em 2025, foram registrados 43 navios perdidos, o menor número anual observado durante todo o período analisado pela Allianz Commercial.

Apesar da melhora nos indicadores globais, algumas regiões continuam concentrando a maior parte das perdas. O sul da China, Indochina, Indonésia e Filipinas lideram esse ranking na última década, com 255 embarcações perdidas, reflexo do intenso fluxo marítimo nessas rotas comerciais.

Na sequência aparecem o Mediterrâneo Oriental e o Mar Negro, com 120 perdas, além da região formada por Japão, Coreia e norte da China, com 67 registros.

Navios de carga geral lideram estatísticas de perdas

Entre os diferentes tipos de embarcações, os navios de carga geral apresentaram o maior número de perdas entre 2016 e 2025, totalizando 328 unidades.

Também aparecem entre os mais afetados as embarcações de pesca (141), navios de passageiros (69), rebocadores (56) e navios químicos e de produtos (54).

Quanto às causas das perdas totais, os naufrágios responderam por 368 casos, o equivalente a 41% do total. Incêndios e explosões representaram 20% das perdas, enquanto os encalhes corresponderam a 19%.

Esses três fatores concentraram aproximadamente 80% de todas as embarcações perdidas no período.

Conflitos e riscos geopolíticos aumentam desafios para o setor

Embora os indicadores de segurança tenham apresentado melhora, a Allianz Commercial alerta que o transporte marítimo internacional enfrenta um cenário de crescente instabilidade.

Segundo o relatório, fatores como conflitos geopolíticos, interrupções em rotas estratégicas, envelhecimento da frota mundial e aumento dos custos de manutenção vêm ampliando os riscos operacionais.

O estudo destaca que cerca de 90% do comércio internacional depende do modal marítimo, tornando a segurança das operações um elemento essencial para o funcionamento da economia global.

Nesse contexto, a avaliação é de que o setor precisará priorizar cada vez mais a resiliência operacional, equilibrando eficiência, gestão de riscos e capacidade de adaptação diante de um ambiente internacional marcado por maior volatilidade.

Apesar dos desafios, o relatório aponta que a redução tanto dos incidentes quanto das perdas totais de embarcações em 2025 demonstra avanços importantes na segurança marítima, ainda que esses resultados permaneçam sob pressão diante das transformações geopolíticas e econômicas em curso.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mundo Marítimo

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Internacional

USMCA: governo Trump muda estratégia e prevê negociações anuais do acordo comercial

O governo do presidente Donald Trump decidiu alterar a forma de revisão do USMCA, acordo comercial que reúne Estados Unidos, México e Canadá. Em vez de seguir o modelo de renovação automática previsto no tratado, a Casa Branca pretende adotar negociações anuais, aumentando a pressão sobre seus principais parceiros comerciais.

O anúncio foi feito pelo representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e indica uma mudança na política comercial americana. Embora o acordo permaneça em vigor, a nova estratégia amplia a incerteza para empresas que dependem das cadeias produtivas integradas da América do Norte.

Nova política amplia poder de negociação dos Estados Unidos

O USMCA entrou em vigor em 2020 para substituir o antigo Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), após uma renegociação conduzida por Donald Trump durante seu primeiro mandato.

Na ocasião, o presidente classificou o tratado como um dos mais importantes já firmados pelos Estados Unidos. Agora, a administração americana pretende utilizar as revisões periódicas como instrumento permanente para renegociar regras comerciais e buscar novas concessões de México e Canadá.

Na prática, temas como tarifas, regras de origem, cadeias de suprimentos e exigências de conteúdo regional poderão ser discutidos todos os anos, afetando setores estratégicos como a indústria automobilística, agricultura e energia.

Empresas podem adiar investimentos

A mudança reduz a previsibilidade para empresas que organizaram sua produção de forma integrada entre os três países.

Especialistas avaliam que a possibilidade de alterações frequentes nas regras comerciais pode levar companhias a postergar investimentos até que haja maior clareza sobre tarifas, exigências regulatórias e acesso aos mercados.

A estabilidade proporcionada pelo tratado vinha sendo considerada um dos principais fatores para estimular novos projetos industriais na região.

Bloco comercial movimenta mais de US$ 1,6 trilhão

O impacto da decisão alcança um dos maiores blocos econômicos do mundo.

Juntos, Estados Unidos, México e Canadá respondem por cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) global. Em 2024, o comércio entre os três países superou US$ 1,6 trilhão, crescimento significativo em relação aos aproximadamente US$ 1 trilhão registrados em 2020.

A integração econômica consolidou cadeias produtivas compartilhadas, nas quais um mesmo produto é fabricado em diferentes etapas nos três países. Um veículo produzido nos Estados Unidos, por exemplo, pode utilizar motores fabricados no México e componentes eletrônicos desenvolvidos no Canadá.

Casa Branca endurece postura com parceiros comerciais

A adoção de negociações anuais reforça uma característica recorrente da política comercial de Donald Trump: utilizar possíveis mudanças tarifárias como ferramenta de negociação.

Segundo o governo americano, o atual formato do USMCA limita a capacidade dos Estados Unidos de aplicar tarifas e não foi suficiente para reduzir os déficits comerciais com seus vizinhos.

Enquanto mantém diálogo com o governo mexicano, Washington passou a adotar uma postura mais rígida em relação ao Canadá. Trump tem criticado a estratégia do primeiro-ministro Mark Carney de ampliar relações comerciais com outros mercados e reduzir a dependência da economia americana.

Neste ano, o presidente norte-americano chegou a ameaçar impor tarifas de até 100% sobre produtos canadenses caso Ottawa aprofundasse sua cooperação econômica com a China.

China ganha protagonismo nas negociações

Embora o tratado envolva apenas os três países norte-americanos, a China tornou-se um dos principais fatores que influenciam as discussões.

O crescimento dos investimentos chineses na região e a expansão de montadoras do país aumentaram as preocupações de Washington com o chamado transshipment, prática em que componentes produzidos na China entram nos Estados Unidos por meio de terceiros países para contornar restrições comerciais.

Diante desse cenário, o governo americano pretende endurecer as regras de origem dos veículos e ampliar a exigência de componentes fabricados na própria América do Norte.

Além disso, a Casa Branca busca maior alinhamento de México e Canadá em relação aos investimentos chineses considerados estratégicos para a segurança nacional.

Setor privado demonstra preocupação

Representantes da iniciativa privada receberam a mudança com cautela.

Entidades empresariais como a Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Business Roundtable defendem a preservação do acordo e alertam que alterações frequentes nas regras podem reduzir a confiança dos investidores.

A preocupação é que empresas deixem de anunciar novos projetos enquanto aguardam definições sobre o futuro das relações comerciais entre os três países.

Em maio, associações ligadas à indústria automobilística solicitaram ao governo americano a manutenção do tratado. No mês seguinte, dezenas de representantes do setor estiveram no Capitólio defendendo uma revisão rápida e previsível do acordo.

O que muda para o futuro do USMCA

Apesar da nova estratégia anunciada pela Casa Branca, o USMCA continua em vigor.

Pelas regras atuais, Estados Unidos, México e Canadá têm até 2036 para alcançar um entendimento durante o processo de revisão previsto pelo tratado. Caso não haja consenso até esse prazo, o acordo poderá perder sua validade.

Com a decisão do governo Trump, no entanto, o cenário passa a ser de negociações contínuas. A estratégia sinaliza que Washington pretende utilizar o acesso ao mercado americano como instrumento permanente de negociação, tanto nas relações com seus vizinhos quanto na disputa econômica global envolvendo a China.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: KENT NISHIMURA/AFP

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Internacional

Argentina digitaliza decisões antecipadas de origem para agilizar importações

A Argentina passou a adotar um processo totalmente digital para o registro das decisões antecipadas de origem, medida que promete tornar mais ágeis os procedimentos de importação e reduzir a burocracia no comércio exterior.

A mudança foi oficializada por meio da Resolução Geral (ARCA) 5859/2026, publicada no Diário Oficial em 5 de junho de 2026 e em vigor desde 22 de junho. A norma incorpora as decisões emitidas pelo Ministério da Indústria, Comércio e Pequenas e Médias Empresas ao sistema da Janela Única de Comércio Exterior da Argentina (VUCEA).

Validação passa a ser automática nas operações de importação

Embora as decisões antecipadas de origem já estivessem previstas no Código Aduaneiro e tivessem sido regulamentadas recentemente pela Resolução (SICyPyME) 26/2026, a principal novidade é a integração eletrônica ao sistema de comércio exterior.

Com isso, a validação das decisões ocorrerá automaticamente no momento do registro da importação definitiva, eliminando a necessidade de apresentação de documentos físicos. A identificação eletrônica da autorização será suficiente para a conclusão do procedimento.

Norma define regras operacionais e plano de contingência

Além de disciplinar a comunicação das decisões antecipadas no ambiente digital, a Resolução Geral 5859/2026 também estabelece os procedimentos que deverão ser adotados caso ocorram falhas no sistema eletrônico.

A iniciativa faz parte das medidas de modernização dos processos aduaneiros argentinos, com foco na digitalização dos serviços, na simplificação das operações e no fortalecimento da eficiência do comércio exterior.

FONTE: Marval
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Metro 1

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Internacional

União Europeia elimina tarifas sobre produtos industriais dos EUA e reforça acordo comercial

A União Europeia começou a eliminar, nesta quarta-feira (1º), as tarifas de importação incidentes sobre produtos industriais dos Estados Unidos, colocando em vigor uma das principais medidas previstas no acordo comercial firmado entre as duas economias.

O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que destacou os impactos positivos da iniciativa para o comércio entre os dois lados do Atlântico. Segundo ela, a decisão amplia a previsibilidade para o mercado, aumenta as opções disponíveis aos consumidores e contribui para preços mais competitivos.

Em publicação nas redes sociais, Von der Leyen afirmou que a parceria entre Europa e Estados Unidos segue sendo uma das mais importantes do mundo e ressaltou o compromisso de fortalecer essa cooperação.

Medida faz parte de acordo comercial firmado em 2025

A retirada das tarifas integra o acordo comercial firmado em 2025 entre a União Europeia e o governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump. O entendimento foi fechado durante encontro realizado em Turnberry, na Escócia.

Pelo acordo, o bloco europeu se comprometeu a zerar as tarifas sobre produtos industriais norte-americanos e ampliar o acesso de produtos agrícolas dos EUA ao mercado europeu por meio de condições preferenciais.

Em contrapartida, o governo norte-americano manteve a cobrança de 15% de tarifa sobre a maior parte dos produtos exportados pela União Europeia. O objetivo declarado pelas duas partes é reduzir as tensões comerciais entre os maiores parceiros econômicos do planeta.

Parlamento Europeu aprovou implementação do acordo

Antes da entrada em vigor da medida, o Parlamento Europeu aprovou, em 16 de junho, a redução das tarifas sobre produtos norte-americanos. A votação representou uma etapa essencial para que o bloco cumprisse os compromissos assumidos no acordo bilateral.

A aprovação ocorreu em meio à pressão do governo dos Estados Unidos. Donald Trump havia sinalizado que poderia elevar significativamente as tarifas sobre produtos europeus caso a União Europeia não implementasse as medidas previstas até 4 de julho.

Principais pontos do acordo

  • A União Europeia elimina as tarifas sobre produtos industriais dos Estados Unidos;
  • Produtos agrícolas americanos passam a contar com acesso preferencial ao mercado europeu;
  • Os Estados Unidos mantêm tarifa de 15% sobre a maior parte dos produtos europeus;
  • A legislação europeia busca evitar uma nova disputa tarifária entre Bruxelas e Washington.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Portos

Portos da China dominam ranking global em movimentação de cargas em 2025, com 8 entre os 10 maiores do mundo

A China consolidou em 2025 sua posição como potência logística global, ao ocupar oito das dez primeiras posições no ranking mundial de movimentação portuária. O dado foi divulgado por autoridades do setor de transportes do país e reforça a liderança chinesa no comércio marítimo internacional.

O desempenho é sustentado por volumes recordes de carga portuária, expansão da infraestrutura e crescimento contínuo da frota mercante.

Portos chineses registram volumes recordes de carga e contêineres

De acordo com o vice-ministro dos Transportes, Li Xinghu, os portos chineses movimentaram cerca de 18,3 bilhões de toneladas de carga em 2024, além de 354 milhões de TEUs (unidade equivalente a vinte pés) em contêineres.

O país também lidera em capacidade marítima, com uma frota de navios próprios que soma aproximadamente 490 milhões de toneladas de porte bruto (TPB).

Movimentação diária supera milhões de toneladas

Em média, os portos da China registraram em 2025 mais de 50 milhões de toneladas de carga por dia e cerca de 970 mil TEUs diários.

O fluxo marítimo também impressiona no número de embarcações: foram aproximadamente 98.200 movimentações de navios por dia, incluindo cerca de 1.236 viagens internacionais, segundo dados oficiais.

Transporte hidroviário reforça liderança logística

O sistema de hidrovias chinesas também atingiu patamar recorde, com movimentação próxima de 15 trilhões de tonelada-quilômetro em 2025.

Esse volume representa mais da metade do desempenho total do sistema de transporte do país, evidenciando a importância das rotas fluviais e costeiras para a logística nacional e o escoamento da produção industrial.

Expansão de infraestrutura portuária no plano quinquenal

Durante o período do 14º Plano Quinquenal (2021–2025), a China ampliou de forma significativa sua infraestrutura logística.

Foram adicionados 469 novos ancoradouros capazes de receber navios acima de 10 mil toneladas, elevando o total para 3.061 estruturas desse tipo no país.

Além disso, foram construídos cerca de 2.500 quilômetros de hidrovias de alto padrão, totalizando uma malha de 18.500 quilômetros.

Terminais automatizados impulsionam eficiência portuária

A modernização também avançou com a implantação de tecnologia. Até 2025, a China já operava 60 terminais automatizados, sendo 30 dedicados exclusivamente a contêineres.

Essas estruturas reforçam o foco do país em eficiência logística, digitalização e aumento da capacidade operacional dos portos chineses, que seguem entre os mais movimentados e estratégicos do mundo.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Comércio Exterior

União Europeia endurece regras para importação de aço e confirma tarifa de 50% sobre excedentes

A União Europeia oficializou nesta terça-feira (30) um novo conjunto de regras para a importação de aço, ampliando a proteção ao setor siderúrgico do bloco. A decisão, anunciada pela Comissão Europeia, reduz significativamente o volume de produtos que poderão entrar no mercado europeu sem incidência de tarifas e estabelece uma cobrança de 50% sobre as importações que ultrapassarem os limites definidos.

Segundo o órgão, a medida faz parte da estratégia para fortalecer a indústria siderúrgica, enfrentar a concorrência internacional e elevar o uso da capacidade produtiva das usinas, atualmente em torno de 65%, para 80%.

Cotas de importação serão reduzidas em 47%

Com as novas regras, o volume anual de aço que poderá ser importado sem tarifas cairá 47%, passando para 18,3 milhões de toneladas.

Caso esse limite seja excedido, será aplicada uma tarifa de 50% sobre o volume adicional em 26 categorias de produtos siderúrgicos, substituindo o modelo anterior, que previa uma taxa de 25% sobre as importações acima das cotas.

Países com acordo comercial terão tratamento diferenciado

A Comissão Europeia informou que metade das cotas será destinada aos países que possuem acordos de livre comércio com o bloco. A parcela restante ficará disponível para todos os parceiros comerciais, incluindo esses mesmos países.

Além disso, diversos exportadores contarão com cotas individuais, calculadas com base no histórico de vendas para o mercado europeu. Segundo a Comissão, essa metodologia permitirá que a maioria dos países parceiros enfrente uma redução de acesso inferior ao corte médio de 47%.

O órgão também destacou que um número expressivo de parceiros comerciais já manifestou concordância provisória com o novo sistema de distribuição das cotas.

Medida responde à sobreoferta global de aço

As novas regras detalham uma decisão anunciada pela União Europeia em abril e têm como objetivo conter os efeitos da sobreoferta global de aço, considerada um dos principais desafios para a competitividade da indústria europeia.

De acordo com a Comissão, o setor perdeu aproximadamente 100 mil empregos desde 2008 e, sem mecanismos de proteção comercial, a tendência seria de continuidade na redução da produção.

Principais fornecedores e mudança nas salvaguardas

Em 2025, os maiores fornecedores de aço para a União Europeia foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan.

Até esta terça-feira (30), vigorava um sistema de salvaguardas criado durante o primeiro mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que aplicava uma tarifa de 25% sobre as importações acima das cotas. Com a entrada em vigor das novas regras, esse modelo é substituído pelo regime atualizado anunciado pela Comissão Europeia.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antoine Schibler/Unsplash

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Internacional

Trump ameaça impor tarifa de 100% a países europeus que adotarem imposto sobre serviços digitais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá aplicar uma tarifa de 100% sobre produtos importados de países europeus que decidirem instituir ou ampliar impostos sobre serviços digitais cobrados de empresas norte-americanas de tecnologia.

A declaração foi publicada nas redes sociais e ocorre em meio às discussões de diversos países da Europa sobre a adoção desse tipo de tributação, voltada principalmente às grandes plataformas digitais.

Segundo Trump, qualquer país que avance com a medida será alvo imediato de uma tarifa adicional sobre todos os bens exportados para os Estados Unidos.

Tarifas poderão prevalecer sobre acordos comerciais

Na publicação, o presidente afirmou que a sobretaxa seria aplicada independentemente da existência de acordos comerciais firmados entre os Estados Unidos e os países envolvidos.

De acordo com Trump, a nova tarifa entraria em vigor imediatamente caso os governos decidam implementar os chamados impostos sobre serviços digitais, que, na visão da Casa Branca, atingem de forma desproporcional empresas norte-americanas.

Tributação mira gigantes da tecnologia

Os impostos digitais têm sido adotados por diversos países como forma de ampliar a arrecadação sobre grandes empresas de tecnologia que operam globalmente.

Entre as companhias frequentemente afetadas por esse modelo de tributação estão Apple, Amazon e Meta, que concentram parte significativa das receitas obtidas com publicidade, comércio eletrônico e serviços digitais em diferentes mercados.

Governos favoráveis à medida argumentam que ela busca adequar a tributação das chamadas Big Techs às receitas geradas em seus territórios.

Ameaça pode dificultar negociações entre EUA e União Europeia

A nova manifestação de Trump ocorre em um momento delicado das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia.

Dias antes, os países do bloco europeu haviam aprovado um acordo para reduzir tarifas sobre produtos industriais norte-americanos e parte dos produtos agrícolas. Em contrapartida, os Estados Unidos limitariam a maior parte das tarifas aplicadas aos produtos europeus a 15%.

A nova ameaça pode aumentar a tensão nas conversas e comprometer o avanço das negociações comerciais entre as duas economias.

Comissão Europeia defende autonomia regulatória

Em resposta, a Comissão Europeia reafirmou que os países do bloco possuem o direito soberano de definir suas próprias políticas econômicas e regulatórias.

O órgão também alertou que eventuais medidas unilaterais contra legislações consideradas legítimas poderão receber uma resposta rápida por parte da União Europeia.

Além disso, a Comissão reiterou seu apoio à construção de um modelo internacional para a tributação da economia digital, alinhado às discussões conduzidas pelos ministros das Finanças do G7.

Outros países também enfrentaram pressão dos EUA

A estratégia de utilizar tarifas como instrumento de pressão já foi adotada anteriormente pelo governo Trump em negociações envolvendo tributação digital.

O Canadá, por exemplo, revisou sua proposta de imposto sobre serviços digitais após ameaças tarifárias dos Estados Unidos. Mais recentemente, o país também sinalizou a possibilidade de rever regras que obrigariam plataformas de streaming a destinar parte de sua receita ao financiamento de conteúdos locais.

O Reino Unido também tem defendido a manutenção de sua política de tributação sobre empresas digitais, mesmo diante das críticas do governo norte-americano.

FONTE: Politico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Andrew Harnik/Getty Images

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