Internacional

Cúpula do Mercosul reúne líderes no Paraguai com foco em acordo com a União Europeia

O Paraguai sedia a 68ª Cúpula do Mercosul em um momento de mudanças no cenário político da América do Sul e de expectativa por novos avanços na agenda comercial do bloco. A principal pauta do encontro é a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), além da possibilidade de abertura de novas negociações internacionais.

A programação acontece em Assunção. Nesta segunda-feira (29), os ministros das Relações Exteriores dos países-membros participaram de reuniões preparatórias. Já na terça-feira (30), será realizada a reunião dos chefes de Estado, ocasião em que o Paraguai transferirá a presidência rotativa do bloco ao Uruguai.

Presidentes confirmam participação no encontro

Estão confirmadas as presenças dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia), José Antonio Kast (Chile), Daniel Noboa (Equador) e Santiago Peña (Paraguai).

Lula deve permanecer poucas horas no país. Após participar da cúpula, retorna ao Brasil para acompanhar, no Palácio do Planalto, o lançamento do Plano Safra, previsto para o fim da tarde desta terça-feira.

Fortalecimento da direita muda cenário regional

A reunião acontece em um contexto de fortalecimento de governos conservadores na América Latina. Esse movimento tem reduzido o protagonismo de organismos de integração regional, como a Unasul e a Celac, enquanto o Mercosul permanece como principal espaço de articulação econômica entre os países sul-americanos.

O cenário político ganhou novos contornos com o avanço de lideranças de direita na região, ampliando o bloco de governos com perfil mais conservador e influenciando o ambiente das negociações diplomáticas.

Acordo Mercosul-UE continua no centro das discussões

O principal tema da cúpula continua sendo o acordo Mercosul-União Europeia, considerado estratégico para ampliar o comércio entre os dois mercados.

Embora o tratado esteja em vigor de forma provisória desde maio, sua implementação definitiva ainda depende da aprovação do Tribunal de Justiça e do Parlamento europeu. O processo enfrenta resistência de setores políticos e econômicos em alguns países da Europa.

A expectativa é de que as conversas em Assunção contribuam para acelerar esse processo e reforcem o compromisso dos integrantes do bloco com a ampliação das relações comerciais internacionais.

Japão pode iniciar negociações com o Mercosul

Outro tema aguardado durante a cúpula é o anúncio oficial da abertura das negociações para um futuro acordo comercial entre Mercosul e Japão.

A possibilidade ganhou força neste mês após o encontro entre o presidente Lula e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, realizado paralelamente à reunião do G7, em Évian-les-Bains, na França.

Caso seja confirmada, a negociação representará mais um passo na estratégia do Mercosul de diversificar mercados e ampliar sua presença no comércio global.

Agenda bilateral ainda depende de confirmação

Em razão da rápida passagem de Lula por Assunção, a Presidência da República ainda não confirmou reuniões bilaterais durante o evento.

Mesmo assim, há expectativa de um encontro entre o presidente brasileiro e o presidente chileno, José Antonio Kast, que demonstrou interesse em conversar com Lula durante a cúpula.

FONTE: Folhapress
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DANIEL DUARTE/AFP/JC

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Comércio Internacional

Irã e Omã iniciam diálogo sobre gestão do Estreito de Ormuz em meio à redução do tráfego marítimo

Irã e Omã realizaram a primeira reunião do comitê conjunto criado para discutir questões relacionadas ao Estreito de Ormuz. O encontro aconteceu em Mascate e teve como foco os direitos dos países costeiros do Golfo e a futura administração estratégica da hidrovia.

A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, por meio da rede social X, nesta segunda-feira (29). Segundo ele, as discussões seguem as diretrizes do memorando de entendimento firmado neste mês entre Teerã e Washington.

De acordo com Gharibabadi, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Durante o encontro, os representantes analisaram temas pendentes relacionados ao estreito e debateram cinco eixos previstos no acordo, incluindo a gestão futura da rota marítima e os direitos soberanos dos países banhados pelo Golfo.

Movimento de navios segue abaixo do nível registrado antes do conflito

Apesar do início das negociações diplomáticas, o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz permanece reduzido. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler apontam que, entre os dias 25 e 28 de junho, 124 navios transportando commodities cruzaram a região. O volume corresponde, aproximadamente, ao que costumava ser registrado em apenas um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. O levantamento considera petroleiros, navios graneleiros e embarcações que transportam gás natural liquefeito (GNL) e gás liquefeito de petróleo (GLP). Os números, no entanto, não incluem navios porta-contêineres.

Responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção para o comércio internacional. Nos últimos dias, a região foi palco de novos episódios de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo ataques próximos à hidrovia e ações contra instalações militares norte-americanas em países do Golfo.

Embora integrantes do governo dos Estados Unidos tenham afirmado que a navegação permanece livre na região, operadores do transporte marítimo ainda enfrentam um cenário de insegurança, o que mantém elevados os riscos para embarcações e tripulações que transitam pelo estreito.

Fonte: Com informações da CNN Brasil, Reuters e Kpler

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Hwawon Ceci Lee / Anadolu via Getty Images

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Informação

MDIC discute certificação de origem e avanços em acordos comerciais com entidades certificadoras

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) promoveu, nos dias 25 e 26 de junho, a Reunião Semestral com Entidades Certificadoras de Origem, encontro organizado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A iniciativa reuniu instituições habilitadas à emissão de Certificados de Origem, com foco no fortalecimento dos acordos comerciais firmados pelo Brasil e na atualização dos regimes preferenciais de comércio.

O principal tema do encontro foi a implementação do Regime de Origem do Acordo Mercosul-União Europeia, considerado estratégico para o comércio exterior brasileiro.

Acordo Mercosul-UE e novas regras de origem

Durante a programação, foram detalhadas as principais mudanças trazidas pelo acordo, além dos procedimentos necessários para sua aplicação prática. Também foram discutidos os impactos diretos para as entidades responsáveis pela emissão dos certificados de origem, documento essencial para que exportadores tenham acesso às preferências tarifárias negociadas internacionalmente.

As apresentações reforçaram a importância da correta aplicação das regras para garantir segurança jurídica e eficiência nas operações de comércio exterior.

Digitalização e autocertificação ganham espaço no comércio exterior

Outro ponto abordado foi a evolução dos modelos de certificação, com destaque para a autocertificação de origem e para a modernização dos processos por meio de sistemas digitais.

O debate também incluiu a atualização dos principais acordos comerciais assinados pelo Brasil e as tendências de simplificação e facilitação do comércio internacional, com foco na redução de burocracias e maior agilidade nos procedimentos.

Integração entre governo e entidades certificadoras

Além dos aspectos técnicos, a reunião teve como objetivo promover o alinhamento de práticas entre o governo federal e as entidades certificadoras. O encontro permitiu o esclarecimento de dúvidas, a troca de experiências e a padronização de procedimentos relacionados às regras de origem.

Esse alinhamento contribui para ampliar a previsibilidade das operações de comércio exterior e reforçar a segurança jurídica dos processos de exportação.

Agenda permanente de cooperação técnica

Realizada de forma semestral, a reunião integra a agenda contínua de diálogo entre o MDIC e as entidades certificadoras de origem. A iniciativa busca aprimorar a aplicação dos acordos comerciais, atualizar conhecimentos técnicos e fortalecer os mecanismos de certificação utilizados pelo Brasil no comércio internacional.

Saiba mais sobre regimes de origem e certificados de origem.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

China impõe sanções a 10 empresas dos EUA em resposta a restrições americanas

A China anunciou a aplicação de sanções econômicas contra 10 empresas dos Estados Unidos, entre elas companhias dos setores de defesa, tecnologia e minerais estratégicos, como L3Harris, MP Materials e USA Rare Earths. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (22) e representa uma reação às recentes medidas adotadas por Washington contra empresas chinesas.

Segundo o Ministério do Comércio da China, a iniciativa responde à ampliação da chamada lista de “empresas militares chinesas” elaborada pelo governo norte-americano, classificada por Pequim como uma prática considerada prejudicial aos interesses do país.

Exportação de itens de dupla utilização está proibida

Em comunicado oficial, o governo chinês informou que as novas restrições foram adotadas com base na Lei de Controle de Exportações e no regulamento que disciplina a comercialização de itens de dupla utilização — produtos e tecnologias que podem ter aplicação tanto civil quanto militar.

Com a entrada em vigor das sanções, exportadores chineses ficam proibidos de fornecer esse tipo de material às empresas incluídas na lista. Além disso, qualquer organização ou pessoa, independentemente do país de origem, está impedida de transferir produtos de origem chinesa classificados nessa categoria para as companhias sancionadas.

O ministério determinou ainda a interrupção imediata de todas as operações de exportação que estejam em andamento envolvendo essas empresas.

Empresas ligadas ao setor de minerais e defesa estão entre as afetadas

Além da USA Rare Earth, que anunciou em abril a aquisição da brasileira Serra Verde, a lista de empresas atingidas inclui Aveox, Teal Drones, Red Cat, Imsar, Jaia Robotics, Ball Aerospace & Technologies, Oshkosh Defense, L3Harris Maritime Services e MP Materials.

As companhias atuam em segmentos considerados estratégicos, como defesa, tecnologia militar, mineração de terras raras e desenvolvimento de equipamentos de alta tecnologia.

Mercado reage às sanções chinesas

A decisão repercutiu nos mercados financeiros dos Estados Unidos. Entre as empresas listadas na Bolsa de Nova York (NYSE), as ações da Red Cat encerraram o pregão com queda de 7%, enquanto os papéis da Imsar recuaram 7,5%.

A USA Rare Earth perdeu 2,11% de seu valor de mercado, a L3Harris registrou baixa de 3,05% e a MP Materials fechou em queda de 0,97%.

Na contramão, a Oshkosh Corporation, fabricante de caminhões especiais utilizados em aeroportos, operações industriais, combate a incêndios e aplicações militares, apresentou valorização de 1,98% no mesmo período.

As novas restrições ampliam as tensões comerciais entre China e Estados Unidos, especialmente em setores ligados à segurança nacional, tecnologia e fornecimento de matérias-primas estratégicas.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Exportação de açúcar da Índia deve permanecer restrita por três safras e impulsionar preços globais

A Índia deverá continuar com um volume limitado de exportação de açúcar pelos próximos três ciclos produtivos, cenário que tende a reduzir a oferta global e manter os preços internacionais elevados. A combinação entre os efeitos do El Niño sobre a produção de cana-de-açúcar e o avanço da demanda por etanol está diminuindo o excedente disponível para o mercado externo.

Até poucos anos atrás, o país ocupava a posição de segundo maior exportador mundial de açúcar. Agora, a menor disponibilidade do produto deve afetar principalmente compradores da Ásia, África e Oriente Médio, além de sustentar as cotações nas bolsas de Londres e Nova York.

Governo deve manter controle rigoroso sobre as exportações

O açúcar possui forte peso econômico e social na Índia, maior consumidor mundial da commodity. Por isso, o governo tem priorizado o abastecimento interno diante das incertezas na produção.

Segundo fontes ligadas ao setor e ao governo, a estratégia não será anunciar uma proibição formal de longo prazo, mas restringir as autorizações de exportação a cada safra, conforme a disponibilidade do produto. Atualmente, as usinas dependem de aprovação oficial para realizar embarques ao exterior.

No mês passado, integrantes do governo do primeiro-ministro Narendra Modi orientaram o setor sucroenergético a concentrar esforços no atendimento do mercado doméstico e evitar pressões por novas liberações para exportação.

Na safra atual, a Índia exportou cerca de 800 mil toneladas de açúcar antes de suspender os embarques até 30 de setembro, data que marca o encerramento do ciclo produtivo. Nas cinco safras anteriores, encerradas em 2022/23, o país havia registrado uma média anual de 6,8 milhões de toneladas exportadas, equivalente a aproximadamente 10% do comércio mundial.

El Niño ameaça reduzir ainda mais a produção de cana

As perspectivas para a próxima safra preocupam produtores e analistas. A expectativa é que o El Niño provoque a monção mais fraca dos últimos 11 anos na Índia, reduzindo o volume de chuvas necessário para o desenvolvimento da lavoura.

Além disso, as precipitações registradas em junho ficaram mais de 40% abaixo da média histórica, levando muitos agricultores a adiar o plantio da cana.

No estado de Maharashtra, um dos principais polos produtores do país, parte dos agricultores já opta por substituir a cana por culturas menos dependentes de água, como soja, feijão-guandu e outras leguminosas. Viveiristas também relatam queda significativa na procura por mudas de cana.

Especialistas avaliam que essa mudança poderá reduzir a área cultivada e comprometer a oferta de açúcar nas próximas safras.

Produção deve ficar abaixo do consumo interno

As projeções do setor indicam que a produção indiana deverá atingir cerca de 27,9 milhões de toneladas nesta safra, abaixo da demanda doméstica estimada em aproximadamente 28,5 milhões de toneladas.

Com isso, os estoques disponíveis nas usinas no início da próxima temporada, em 1º de outubro, podem cair para cerca de 3,5 milhões de toneladas, o menor nível registrado em mais de três décadas.

Para Rahil Shaikh, diretor da MEIR Commodities India, caso as chuvas permaneçam abaixo do esperado, a Índia poderá ficar fora do mercado exportador por pelo menos três anos. O executivo ressalta que o Brasil e a Tailândia, importantes fornecedores globais, também enfrentam riscos climáticos associados ao El Niño.

Expansão do etanol reduz disponibilidade para exportação

Outro fator que pressiona a oferta de açúcar é a política do governo indiano de ampliar a produção de etanol, como forma de reduzir a dependência das importações de petróleo.

As estimativas do setor apontam que a demanda pelo biocombustível poderá saltar dos atuais 12 a 13 bilhões de litros para aproximadamente 30 bilhões de litros até 2039-40, impulsionada pelo aumento da mistura de etanol à gasolina e pela expansão dos veículos flex-fuel.

Recentemente, a montadora Maruti Suzuki lançou o primeiro automóvel flex-fuel da Índia, enquanto a Hero MotoCorp apresentou uma motocicleta equipada com a mesma tecnologia. Paralelamente, o governo eliminou impostos sobre combustíveis com maior teor de etanol e passou a incentivar o uso de misturas com até 85% do biocombustível.

Na avaliação de representantes da indústria sucroenergética, as futuras políticas públicas deverão priorizar cada vez mais a produção de etanol em detrimento das exportações de açúcar.

Mercado teme até necessidade de importações no futuro

Caso os impactos climáticos se intensifiquem e a área cultivada continue diminuindo, a Índia poderá enfrentar uma situação inédita nos próximos anos: deixar de ser exportadora para se tornar importadora de açúcar.

Analistas do setor alertam que uma combinação entre um El Niño mais severo e o crescimento acelerado da demanda por etanol poderá praticamente eliminar o excedente exportável, tornando necessária a importação da commodity para atender o mercado interno, especialmente a partir da safra 2027/28.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amit Dave

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Internacional

Tarifas dos EUA sobre ferro-gusa podem levar à paralisação de mais da metade das usinas brasileiras

A possível elevação das tarifas dos EUA sobre o ferro-gusa brasileiro preocupa a indústria nacional e pode provocar impactos expressivos na cadeia siderúrgica. O governo norte-americano propôs uma tarifa de 25%, acrescida de uma taxa adicional de 12,5%, o que elevaria a cobrança total para até 37,5%.

A proposta será debatida em audiências públicas marcadas para o dia 6 de julho, enquanto a decisão definitiva está prevista para ser anunciada em 15 de julho.

SINDIFER-MG participará das discussões nos Estados Unidos

Diante do cenário, o SINDIFER-MG acompanhará presencialmente o processo de avaliação das novas medidas. A entidade pretende participar das audiências nos Estados Unidos para defender os interesses da indústria brasileira e monitorar os possíveis desdobramentos das mudanças tarifárias.

Ferro-gusa é estratégico para a cadeia do aço

Segundo a FIEMG, o ferro-gusa é um insumo essencial para a fabricação de aço e ferro fundido, desempenhando papel fundamental em toda a cadeia da metalurgia. O Brasil figura entre os principais exportadores mundiais do produto, tendo os Estados Unidos como seu maior comprador, o que reforça a importância do mercado norte-americano para o setor.

Estudo aponta risco de paralisação de 55% das usinas

Levantamento realizado pelo SINDIFER-MG indica que, caso as novas tarifas sejam aprovadas, cerca de 55% das usinas brasileiras poderão interromper suas operações. A medida pode comprometer a competitividade da indústria, reduzir a atividade econômica e afetar diretamente o Produto Interno Bruto (PIB).

Minas Gerais concentra a maior parte da produção nacional de ferro-gusa, com 48 usinas e 63 fornos em operação. A capacidade instalada no estado alcança aproximadamente 420 mil toneladas por mês, o equivalente a cerca de 70% da produção brasileira.

Exportações para os EUA concentram grande parte da produção

Em 2025, o Brasil produziu cerca de 5,4 milhões de toneladas de ferro-gusa, sendo quase 70% desse volume originado em Minas Gerais. Aproximadamente 75% da produção nacional foi destinada ao mercado externo, e mais de 80% das exportações tiveram como destino os Estados Unidos.

Para o presidente do SINDIFER-MG, Fausto Varela, a adoção das novas tarifas poderá gerar efeitos em toda a economia brasileira, especialmente em Minas Gerais, com reflexos sobre empregos, investimentos e entrada de divisas.

Impactos podem atingir emprego, investimentos e competitividade

Caso a proposta seja confirmada, o setor prevê uma série de consequências, incluindo a paralisação de usinas, redução de postos de trabalho, queda na atividade econômica e perda de competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/US Embassy

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Comércio Internacional

Acordo UE-Mercosul enfrenta novas barreiras e gera preocupação com acesso ao mercado europeu

A entrada em vigor do acordo UE-Mercosul trouxe expectativas de ampliação do comércio e dos investimentos entre os dois blocos. No entanto, uma série de novas medidas discutidas ou adotadas pela União Europeia tem gerado preocupações entre os países sul-americanos, especialmente o Brasil, que vê crescer o risco de restrições ao acesso ao mercado europeu mesmo após concessões negociadas ao longo de décadas.

Em um cenário global marcado por tensões comerciais, barreiras regulatórias e enfraquecimento das regras multilaterais, especialistas avaliam que acordos comerciais já não garantem, por si só, acesso estável aos mercados internacionais.

Restrição ao aço abre primeiro foco de tensão

O primeiro grande teste para a relação entre os dois blocos envolve o setor siderúrgico. Bruxelas pretende implementar novas restrições às importações de aço com o argumento de combater a sobrecapacidade global de produção, atribuída principalmente à China.

A proposta prevê uma redução significativa das cotas de exportação atualmente disponíveis e a elevação da tarifa aplicada aos volumes que ultrapassarem esses limites, passando de 25% para 50%.

A medida causa desconforto porque o acordo Mercosul-União Europeia prevê justamente a eliminação dessas tarifas. Para países como Brasil e Argentina, a iniciativa reduz parte dos benefícios comerciais que haviam sido negociados no tratado.

Suspensão da carne bovina amplia insatisfação

Outro episódio que gerou reação em Brasília foi a suspensão das importações de determinados produtos de carne bovina brasileira pela União Europeia.

O bloco europeu justificou a decisão com preocupações relacionadas à presença de antimicrobianos utilizados na produção animal. Embora o tema já estivesse sendo discutido entre as partes, autoridades brasileiras consideraram a medida desproporcional, especialmente por ter sido adotada logo após o início da vigência do acordo.

Agora, a expectativa é que a documentação enviada pelo governo brasileiro permita uma reavaliação da decisão e uma eventual reabertura parcial do mercado europeu para esses produtos.

Açúcar, soja e biocombustíveis também entram no radar

As preocupações não se limitam ao setor pecuário. Em maio, a União Europeia suspendeu por um ano um regime aduaneiro que facilitava a entrada de açúcar bruto destinado ao refino e posterior reexportação.

A medida afeta diretamente o Brasil, principal fornecedor dentro desse sistema.

Além disso, mudanças recentes na política europeia para biocombustíveis classificaram o óleo de soja como matéria-prima de alto risco de mudança indireta no uso da terra, associando sua produção a potenciais impactos sobre o desmatamento. A decisão reduz as oportunidades de acesso do produto ao mercado europeu.

União Europeia busca ampliar autossuficiência agrícola

Novas propostas em discussão também podem afetar as exportações agrícolas do Mercosul.

Bruxelas avalia estratégias para aumentar a produção interna de oleaginosas e proteínas vegetais, elevando a participação da produção europeia no abastecimento do bloco. A iniciativa poderá reduzir a dependência de importações de soja provenientes do Brasil, Argentina e Estados Unidos.

Paralelamente, a União Europeia pretende ampliar as compras desses produtos da Ucrânia, país que busca ingressar oficialmente no bloco europeu.

Novas regras industriais podem criar obstáculos adicionais

O setor industrial também acompanha com atenção a elaboração de novos mecanismos de proteção ao mercado europeu.

Entre as propostas está o chamado Industrial Accelerator Act, iniciativa que pretende fortalecer a indústria local por meio de exigências de produção doméstica para acesso a licitações públicas e programas de subsídios.

Na avaliação de especialistas, caso seja implementada sem mecanismos de equilíbrio, a medida poderá restringir o acesso de empresas do Mercosul ao mercado europeu de compras governamentais.

Taxa de carbono e lei antidesmatamento elevam desafios

Outro ponto de atenção é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM), conhecido como taxa de carbono da União Europeia. Previsto para entrar em vigor plenamente em 2027, o instrumento poderá gerar custos adicionais para exportadores brasileiros de determinados produtos.

No mesmo ano, passará a valer a rigorosa Lei Antidesmatamento da União Europeia, que estabelecerá critérios para a comercialização de commodities como soja, carne bovina, café, madeira, cacau, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados como couro, chocolate, pneus e móveis.

As regras restringirão a entrada de mercadorias associadas a áreas desmatadas após 2020.

Cresce percepção de desequilíbrio no acordo

A sucessão de medidas tem alimentado a percepção, em setores produtivos do Mercosul, de que as concessões obtidas no acordo comercial podem ser reduzidas por novas exigências regulatórias, sanitárias, ambientais ou industriais.

Enquanto os compromissos assumidos pelos países sul-americanos permanecem válidos, o surgimento de novas barreiras gera dúvidas sobre os ganhos efetivos esperados com o tratado.

Para exportadores e representantes da indústria, o desafio agora será garantir que os benefícios negociados no acordo UE-Mercosul sejam preservados e não sejam gradualmente limitados por mudanças regulatórias posteriores.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Sebrae de Notícias

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Comércio Exterior

Comércio Brasil-Argentina movimenta US$ 31 bilhões e amplia oportunidades para exportadores brasileiros

O intercâmbio comercial entre Brasil e Argentina alcançou aproximadamente US$ 31 bilhões em 2025, consolidando o país vizinho como um dos principais parceiros econômicos do Brasil. Os dados fazem parte do novo Perfil de Comércio e Investimentos – Argentina, divulgado pela ApexBrasil, que destaca o fortalecimento da integração regional e o crescimento das oportunidades para empresas brasileiras.

Atualmente, a Argentina ocupa a posição de terceiro maior destino das exportações brasileiras no mundo e segue como o principal parceiro comercial do Brasil dentro do Mercosul.

Economia argentina em recuperação favorece exportações

Segundo o levantamento, a economia argentina registrou crescimento de 4,4% em 2025, impulsionada principalmente pelos setores agropecuário, energético e mineral.

A retomada da atividade econômica tem aumentado a demanda por produtos importados, criando um ambiente favorável para a expansão dos negócios brasileiros no mercado argentino. O cenário fortalece a presença de empresas nacionais que buscam ampliar suas vendas internacionais com vantagens logísticas e tarifárias proporcionadas pela proximidade regional.

Exportações brasileiras crescem mais de 30%

As vendas do Brasil para a Argentina somaram US$ 18,1 bilhões em 2025, representando um avanço de 31,4% em relação ao ano anterior.

O desempenho reforça a posição do Brasil como principal fornecedor do mercado argentino, respondendo por 24,3% das importações do país, à frente de grandes economias globais como China e Estados Unidos.

Setor automotivo lidera a pauta comercial

O segmento automotivo continua sendo o principal elo produtivo entre os dois países e lidera as exportações brasileiras para a Argentina.

Entre os produtos com maior participação estão:

  • Veículos de passeio;
  • Caminhões e veículos de carga;
  • Autopeças;
  • Motores automotivos.

Além do setor automotivo, a indústria brasileira também mantém forte presença em áreas de maior valor agregado, incluindo máquinas industriais, equipamentos elétricos, papel, cartão e maquinário agrícola.

ApexBrasil identifica mais de 1.900 oportunidades de negócios

O estudo aponta um amplo potencial de expansão para empresas brasileiras interessadas no mercado argentino. O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou mais de 1.900 possibilidades comerciais para exportadores nacionais.

As oportunidades estão concentradas em segmentos nos quais o Brasil possui elevada competitividade, como:

  • Produtos químicos;
  • Bens manufaturados;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Equipamentos de transporte.

O levantamento também destaca espaço para crescimento em áreas como equipamentos médicos, fertilizantes, instrumentos industriais, insumos produtivos e produtos tecnológicos.

Mercosul garante vantagens competitivas para empresas brasileiras

Um dos principais fatores que favorecem o comércio bilateral é a estrutura institucional do Mercosul.

O bloco assegura benefícios tarifários para grande parte dos produtos brasileiros exportados à Argentina, reduzindo custos e ampliando a competitividade das empresas nacionais. Além disso, diversos produtos industriais operam sob regimes específicos que proporcionam maior previsibilidade e estabilidade nas relações comerciais.

Investimentos bilaterais também avançam

A integração entre os dois países não se limita ao comércio de mercadorias. Os investimentos bilaterais também registram crescimento expressivo.

Em 2024, o estoque de investimentos argentinos no Brasil alcançou US$ 2,2 bilhões, avanço de 155,6% em comparação ao ano anterior. Os recursos estão concentrados principalmente nos setores de varejo, indústria, serviços e cadeias ligadas ao segmento automotivo e agroindustrial.

Por outro lado, o Brasil permanece entre os principais investidores estrangeiros na Argentina, com estoque acumulado de aproximadamente US$ 8,6 bilhões distribuídos em diversos setores produtivos da economia.

Mercado argentino segue estratégico para empresas brasileiras

Com a recuperação econômica da Argentina, a ampliação das exportações e as vantagens proporcionadas pelo Mercosul, o mercado argentino continua sendo uma das principais portas de entrada para empresas brasileiras que desejam expandir sua presença internacional.

A combinação de proximidade geográfica, integração produtiva e acordos comerciais fortalece as perspectivas de crescimento para exportadores, cooperativas e indústrias nacionais nos próximos anos.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Evento

Shenzhen amplia relações com o Brasil em conferência de negócios realizada em São Paulo

Representantes dos setores público e privado do Brasil e da China participaram, em São Paulo, de uma conferência voltada ao fortalecimento das relações comerciais e à ampliação das oportunidades de negócios entre os dois países.

Promovido pela cidade chinesa de Shenzhen e pelo distrito de Luohu, o encontro reuniu autoridades, empresários e instituições financeiras para discutir iniciativas ligadas ao comércio internacional, investimentos, infraestrutura, inovação e cooperação econômica.

Mais de 150 participantes estiveram presentes no evento, que teve como foco a construção de novas parcerias e o aprofundamento dos laços entre as duas economias.

Cooperação bilateral ganha destaque

Durante a conferência, o cônsul-geral da China em São Paulo, Yu Peng, ressaltou os avanços alcançados na cooperação econômica sino-brasileira e defendeu a ampliação dos intercâmbios em setores estratégicos.

A presença de representantes governamentais e entidades de promoção comercial foi apontada como um fator importante para estimular a confiança dos investidores e criar um ambiente favorável para novos projetos empresariais.

Segundo integrantes do setor produtivo, o apoio institucional contribui para reduzir barreiras e fortalecer a atração de investimentos estrangeiros no Brasil.

Novo escritório de contato de Shenzhen é inaugurado em São Paulo

Um dos principais anúncios do encontro foi a inauguração do ponto de contato de Shenzhen em São Paulo, iniciativa criada para facilitar a aproximação entre empresas brasileiras, chinesas e latino-americanas.

A estrutura servirá como canal de apoio para organizações interessadas em expandir operações internacionais, além de atuar na conexão entre potenciais parceiros comerciais e investidores.

A expectativa é que o novo espaço contribua para acelerar projetos de cooperação e ampliar a presença de empresas dos dois países em mercados estratégicos.

Empresas destacam oportunidades de negócios

Para representantes do setor empresarial, o evento funcionou como uma importante plataforma de aproximação entre companhias brasileiras e chinesas.

Durante os debates, foram apresentadas oportunidades de negócios e iniciativas voltadas ao fortalecimento da integração econômica, permitindo que empresários conhecessem melhor os ambientes de negócios de Shenzhen, São Paulo e outras regiões do Brasil.

O intercâmbio de experiências também foi apontado como uma ferramenta relevante para impulsionar novos investimentos e ampliar as relações comerciais bilaterais.

Inovação e tecnologia impulsionam novas parcerias

Ao longo da programação, empresas, instituições financeiras e órgãos públicos participaram de painéis e apresentações voltados para temas como cooperação industrial, desenvolvimento sustentável, inovação tecnológica e expansão de investimentos.

Especialistas destacaram que setores como agronegócio, indústria e tecnologia vêm ampliando sua interação com parceiros chineses, criando oportunidades para troca de conhecimento, desenvolvimento de soluções inovadoras e fortalecimento da competitividade empresarial.

A tendência, segundo participantes, é de crescimento dos investimentos chineses no Brasil e do avanço das empresas brasileiras no mercado asiático nos próximos anos.

Cinco acordos de cooperação são assinados

O encontro foi encerrado com a assinatura de cinco acordos de cooperação entre instituições e empresas dos dois países.

Os entendimentos abrangem áreas ligadas ao comércio, prestação de serviços e cooperação institucional, reforçando o compromisso de ampliar as relações econômicas entre Brasil e China.

Com a criação do novo ponto de contato de Shenzhen em São Paulo e a formalização das parcerias, a expectativa é de que os negócios bilaterais ganhem ainda mais impulso nos próximos anos.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Transporte

El Niño pode impactar o transporte marítimo global e acender alerta no Canal do Panamá

O avanço do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico já mobiliza autoridades climáticas e preocupa o setor de transporte marítimo internacional. A confirmação oficial do evento pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aumenta os temores sobre possíveis impactos em rotas comerciais, operações portuárias e cadeias globais de suprimentos nos próximos meses.

Segundo as projeções mais recentes, o fenômeno climático pode alcançar intensidade histórica até o fim de 2026, elevando o risco de restrições em importantes corredores logísticos ao redor do mundo.

NOAA alerta para possibilidade de um dos maiores eventos já registrados

A NOAA confirmou o desenvolvimento do El Niño no Pacífico tropical e divulgou previsões que apontam para um fortalecimento significativo do fenômeno nos próximos meses.

De acordo com o Centro de Previsão Climática da agência, há 88% de probabilidade de que o evento atinja intensidade considerada forte entre novembro e janeiro. Além disso, existe uma chance de 63% de que ele alcance níveis classificados como muito fortes.

Caso esse cenário se confirme, o fenômeno poderá ser comparado aos episódios de 1997-1998 e 2015-2016, considerados alguns dos mais intensos desde o início dos registros modernos, em 1950.

Canal do Panamá volta ao centro das preocupações

Um dos principais reflexos do fortalecimento do El Niño pode ocorrer no Canal do Panamá, uma das rotas marítimas mais estratégicas do comércio global.

Durante o ciclo climático de 2023-2024, a região enfrentou uma severa estiagem que reduziu significativamente os níveis dos reservatórios responsáveis pela operação da via. Como consequência, a Autoridade do Canal do Panamá precisou limitar o calado das embarcações e diminuir em até 40% o número diário de travessias.

O processo de recuperação das operações levou cerca de um ano após a normalização das condições climáticas.

Medidas preventivas já foram anunciadas

Mesmo antes da confirmação oficial da NOAA, a Autoridade do Canal do Panamá já havia adotado ações preventivas para enfrentar um possível agravamento da situação.

Entre as medidas está a redução do calado máximo permitido para embarcações que utilizam as eclusas neopanamax, que passará a ser de 49,5 pés a partir de julho. A decisão foi baseada na possibilidade de um novo período de escassez hídrica associado ao fenômeno climático.

Com o monitoramento contínuo das condições meteorológicas, especialistas avaliam que novas restrições poderão ser implementadas caso o fenômeno atinja os níveis projetados.

Exportações dos EUA aumentam pressão sobre a rota

Além dos desafios climáticos, o Canal do Panamá enfrenta um aumento expressivo da demanda por espaço de navegação.

Dados da Clarksons Research indicam que as exportações energéticas dos Estados Unidos seguem em níveis recordes. O volume de transporte de derivados de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e etano tem ampliado a disputa por vagas de trânsito na hidrovia.

Esse cenário pode tornar ainda mais complexa a gestão operacional do canal caso as restrições de água sejam ampliadas.

Efeitos podem atingir outras rotas e sistemas hidroviários

Os impactos do El Niño não se limitam ao Panamá. O aquecimento das águas do Pacífico equatorial altera padrões atmosféricos em diversas regiões do planeta, influenciando regimes de chuva e períodos de seca.

Historicamente, eventos intensos estão associados à redução das precipitações em áreas da América Central e do Sudeste Asiático, aumentando o risco de dificuldades para sistemas logísticos dependentes de rios, canais e hidrovias.

As mudanças também podem afetar regiões que dependem das monções para manter níveis adequados de navegação e abastecimento hídrico.

Temporada de furacões pode trazer alívio parcial

Embora o fenômeno represente riscos para diversas operações marítimas, ele também pode gerar efeitos positivos em determinadas rotas.

O El Niño costuma aumentar o cisalhamento dos ventos sobre o Oceano Atlântico, condição que normalmente dificulta a formação e o fortalecimento de furacões.

Isso pode reduzir a ocorrência de tempestades tropicais nas áreas do Golfo do México e do Caribe, beneficiando operações de navegação e transporte marítimo durante o segundo semestre de 2026.

Mercado de grãos também pode sentir os efeitos

O setor de granéis sólidos e o comércio agrícola estão entre os segmentos mais sensíveis às alterações climáticas provocadas pelo fenômeno.

Mudanças nos regimes de chuva podem afetar importantes regiões produtoras de soja, milho e outros grãos na Índia, Austrália e partes do Sudeste Asiático. A redução da produção ou alterações nas safras costumam influenciar diretamente os fluxos comerciais globais e a demanda por navios graneleiros.

Com isso, armadores, exportadores e operadores logísticos acompanham atentamente as projeções climáticas para avaliar possíveis impactos nos mercados ao longo dos próximos doze meses.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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