Exportação

Exportações de café do Brasil recuam 26,7% em novembro, apesar de alta na receita

Preços mais elevados sustentam ganhos cambiais mesmo com queda expressiva no volume embarcado

As exportações de café do Brasil totalizaram 3,58 milhões de sacas de 60 kg em novembro, registrando uma retração de 26,7% frente ao mesmo mês de 2024. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados nesta terça-feira (9/12).

Receita cresce com valorização do café brasileiro

Apesar da queda no volume, a receita cambial avançou 8,9%, chegando a US$ 1,535 bilhão. Em reais, o crescimento foi leve, de 0,2%, totalizando R$ 8,198 bilhões.
O preço médio do café exportado atingiu US$ 428,55 por saca, alta de 48,68% na comparação anual, impulsionada pela forte valorização do produto no mercado internacional.

No acumulado dos primeiros cinco meses da safra 2025/26, o Brasil exportou 17,43 milhões de sacas, queda de 21,7%. Em valor, houve aumento de 11,6%, somando US$ 6,723 bilhões.

Impactos do tarifaço dos EUA e gargalos logísticos

De janeiro a novembro de 2025, o país embarcou 36,87 milhões de sacas, recuo de 21%. Ainda assim, a receita subiu 25,3%, para US$ 14,253 bilhões.
Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho foi afetado por três fatores principais:

  • Menor oferta de café após o recorde de 2024;
  • Tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos durante quase quatro meses;
  • Deficiências na infraestrutura portuária, que limitaram embarques.

Entre agosto e novembro, período do tarifaço, as exportações para os EUA desabaram 54,9%, para 1,31 milhão de sacas.

Ferreira afirmou que a remoção da tarifa para cafés arábica, conilon, robusta, torrado e torrado e moído já começa a reativar as negociações. No entanto, o café solúvel — cerca de 10% das exportações ao mercado americano — permanece sujeito ao imposto de 50%.

A crise logística também pesou: em outubro, 2.065 contêineres deixaram de ser embarcados, causando prejuízo de R$ 8,72 milhões, segundo o Boletim DTZ, elaborado pela ElloX Digital e Cecafé. Do total de navios programados, 52% registraram atraso ou alteração de escala.

Principais destinos do café brasileiro

Mesmo com a queda, os Estados Unidos seguem na liderança das importações de café brasileiro em 2025, com 5,04 milhões de sacas (–32,2%).
Na sequência aparecem:

  • Alemanha – 5 milhões de sacas (–31%)
  • Itália – 2,91 milhões (–21,7%)
  • Japão – 2,41 milhões (+17,5%)
  • Bélgica – 2,15 milhões (–47,5%)

O Porto de Santos concentra 78,8% de todo o volume, com 29,06 milhões de sacas embarcadas até novembro.

Desempenho por tipo de café

Café arábica

  • Novembro: 3,02 milhões de sacas (–18,3%)
  • Jan–Nov: 29,63 milhões de sacas (–13,1%)
  • Preço médio: US$ 455,85

Café canéfora (conilon + robusta)

  • Novembro: 259,3 mil sacas (–67,9%)
  • Ano: 3,77 milhões de sacas (–57,1%)
  • Preço médio: US$ 262,77

Café solúvel

  • Novembro: 292,9 mil sacas (–21,6%)
  • Ano: 3,41 milhões de sacas (–7,9%)
  • Preço médio: US$ 289,11

Café torrado e moído

  • Novembro: 4.264 sacas (–32,7%)

Cafés diferenciados ganham destaque na receita

Os cafés diferenciados — certificados, de alta qualidade ou especiais — responderam por 19,6% das exportações em 2025, somando 7,22 milhões de sacas (–11%).
Com preço médio de US$ 432,41, esses produtos geraram US$ 3,122 bilhões, representando 21,9% da receita total — alta de 42,9% em relação a 2024.

Os principais compradores foram:

  • Estados Unidos – 1,19 milhão de sacas
  • Alemanha – 1,111 milhão
  • Bélgica – 729.675 sacas
  • Holanda – 691.008 sacas
  • Itália – 416.948 sacas

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gustavo Facanalli/Embrapa

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Portos

Porto de Salvador amplia exportação de algodão e assume vice-liderança nacional

Crescimento impulsiona setor algodoeiro baiano
O Porto de Salvador consolidou um salto significativo na exportação de algodão, passando de 24,5 mil para quase 55 mil toneladas embarcadas — desempenho que garantiu ao terminal a segunda colocação no ranking nacional, atrás apenas do Porto de Santos. O avanço rendeu menção honrosa da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

A expectativa é de que esse volume cresça ainda mais com os investimentos anunciados pelo governo da Bahia para modernização e ampliação das docas, reforçando a posição do estado no comércio global da fibra.

China lidera as importações e Ásia se destaca como destino
Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram a China como principal compradora do algodão brasileiro, seguida de Índia, Bangladesh, Paquistão, Turquia e Vietnã. O perfil geopolítico dos destinos evidencia a forte dependência da indústria têxtil asiática do algodão produzido no oeste da Bahia.

Entre janeiro e novembro, o Brasil já havia exportado 2,57 milhões de toneladas — desempenho que confirma, segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, a presença consolidada do país no mercado internacional em 2025. Ele destaca ainda que a isenção tarifária da Índia tem ampliado os embarques para o país.

Wajs reforça que o setor ainda tem desafios, como manter mercados atuais, conquistar novos compradores e conscientizar consumidores sobre as vantagens do algodão em relação às fibras sintéticas.

Aspas — Segurança pública em debate
“Os governos estaduais nada fizeram para resolver o problema da criminalidade comum ou organizada. Nada.”
Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública, durante a CPI do Crime Organizado.

Cultura: Afrânio Peixoto em destaque
O escritor baiano Afrânio Peixoto será tema de um seminário amanhã, às 14h, transmitido pelo YouTube da Academia de Letras da Bahia. A ação é realizada em parceria com o Memorial Afrânio Peixoto, de Lençóis, e com o Centro de Pesquisa de Acervos da Uefs.
Segundo o presidente da academia, Aleilton Fonseca, a obra do autor “precisa ser lida e estudada por retratar nossos espaços e culturas”.

Poucas & Boas
• Gestores do Território da Bacia do Rio Grande participaram ontem, em Barreiras, de uma capacitação sobre o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O evento integrou a agenda estadual de formação 2025 e foi promovido pelo Centro Colaborador de Apoio ao Monitoramento e à Gestão de Programas Educacionais, em parceria com a UFPB e o FNDE.
• O Hospital Universitário de Medicina Veterinária, em Cruz das Almas, recebe hoje o encontro “Zoonoses em Mamíferos Marinhos: Uma Revisão das Doenças e Manifestações”, organizado pelo Gpisoh/UFRB.
• Começa amanhã, no Campus IX da Uneb, em Barreiras, a Semana de Letras Uneb 2025, com o tema Estação Veríssimo, homenagem ao escritor Luís Fernando Veríssimo. A abertura será conduzida por Alan Brasileiro. A programação segue até sexta-feira, com minicursos, palestras, apresentações e concurso de poesia.

FONTE: A Tarde
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CODEBA

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Portos

Brasil registra alta de 9,8% na movimentação portuária em outubro e mantém projeção de recorde anual

A movimentação portuária brasileira voltou a acelerar em outubro, quando os terminais do país atingiram 121,5 milhões de toneladas, um avanço de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O levantamento, elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base em dados da Antaq, mostra que o volume acumulado de janeiro a outubro chegou a 1,16 bilhão de toneladas, alta de 4% na comparação anual.

Contêineres impulsionam o resultado
O crescimento foi fortemente influenciado pelo desempenho da carga conteinerizada, que registrou aumento de 11,6% em outubro, alcançando a maior movimentação mensal da série histórica da agência reguladora. Os números fazem parte do Estatístico Aquaviário, divulgado nesta quarta-feira (10) pela Antaq.

Perspectiva de recorde histórico em 2025
Para o ministro Silvio Costa Filho, os resultados confirmam a tendência de avanço contínuo do setor ao longo do ano. Ele prevê que o Brasil baterá novo recorde portuário em 2025, superando em pelo menos 150 milhões de toneladas a marca registrada em 2022. Segundo o ministro, a expansão está diretamente relacionada à melhoria das condições econômicas, que ampliam a previsibilidade nas negociações internacionais, fortalecem a confiança dos investidores e contribuem para a geração de empregos.

Predomínio do comércio exterior
Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram mais de 830 milhões de toneladas destinadas ao comércio exterior, resultado 3,8% superior ao de 2024. A cabotagem somou 190,8 milhões de toneladas, representando 16,4% do total, enquanto o transporte por vias interiores respondeu por 115,4 milhões de toneladas, ou 9,9%.

Segmentos em destaque no ano
No acumulado de 2025, a movimentação de contêineres permanece entre os destaques, com crescimento de 5,3% e total de 136 milhões de toneladas. Os granéis sólidos seguem na liderança absoluta, alcançando 692,8 milhões de toneladas, enquanto os granéis líquidos somaram 275 milhões de toneladas.

Logística nacional segue em fortalecimento
Os indicadores de outubro reforçam a consolidação de uma logística mais eficiente e integrada, capaz de sustentar o avanço do comércio exterior brasileiro e impulsionar cadeias produtivas em todo o país. A continuidade desse movimento aponta para um ambiente operacional mais robusto e preparado para responder ao crescimento da demanda.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Comércio Exterior

ATENÇÃO: nova atualização no cronograma de desligamento da LI/DI.

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Secretaria Especial da Receita Federal (RFB) apresentam o cronograma de desligamento do sistema Siscomex LI/DI, ampliando a obrigatoriedade de uso de LPCO e Duimp no Portal Único de Comércio Exterior, de acordo com o Novo Processo de Importação (NPI).

O cronograma de desligamento foi aprovado em reunião do Comitê Executivo do SISCOMEX e sua efetivação dependerá de validações feitas pelo setor privado no âmbito do Subcomitê de Cooperação do CONFAC, conforme Plano de Ação divulgado em sua 10ª Reunião.     

O cronograma abaixo reflete as datas a partir das quais será obrigatório registrar LPCO e Duimp nas operações de importação, caso a validação pelo setor privado não tenha indicado problemas sistêmicos impeditivos, conforme definido no Plano de Ação. Desta forma, será vedado ao importador, a partir de então, a possibilidade de continuar realizando essas operações por meio do Siscomex LI/DI. 

*Situações especiais que devem ser observadas nas operações:

  1. Mercadorias com apenas um órgão anuente: o desligamento da Licença de Importação (LI) ocorrerá na data indicada na tabela acima, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  2. Mercadorias com mais de um órgão anuente: o desligamento da LI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os órgãos anuentes tenham efetuado o desligamento, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  3. LI deferidas pelos anuentes antes da data de desligamento: poderão ser vinculadas às Declarações de Importação (DI) mesmo após a data de desligamento.
  4. LI deferidas que necessitem de substituição: poderão ser substituídas mesmo após a data de desligamento.
  5. Nacionalização de Depósito Especial, cuja Admissão tenha sido por meio de Dl deve cumprir com o cronograma previsto para 01/12/2026.
  6. NCM do INMETRO que serão desligados em janeiro de 2026, por serem agrupamentos por modelo: 36050000, 38130090, 38190000, 39172300, 39233010, 39233090, 65061000, 73043110, 73043190, 73043910, 73110000, 73110000, 73110000, 76130000, 84241000, 84272010, 84272090, 84281000, 84811000, 87150000, 87150000, 87163900, 87164000, 90262010, 94012000, 94016100, 94016900, 94017100, 94017100, 94017900, 94018000, 94018000, 94032090, 94035000, 94037000, 94037000, 94037000, 94038200, 94038300, 94038900 e 95030010.
  7. Mercadorias com mais de um regime tributário aplicável em uma mesma operação: o desligamento da LI/DI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os regimes tributários tenham sido desligados, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.

Como forma de facilitar o entendimento do Cronograma, foi elaborado fluxograma para verificação diária das regras de DUIMP obrigatória, DI obrigatória ou DUIMP opcional.

Atenção para as operações que ainda não estão disponíveis para registro de Duimp, cuja importação deverá ser efetuada por LI/DI. A figura abaixo destaca com o “X” as operações que não estão disponíveis para registro de Duimp:

Disponibilidade

Disponibilidade

Nota 1: Entidades cuja natureza jurídica se enquadre no “Grupo 1 – Administração Pública – da Tabela de Natureza Jurídica da Comissão Nacional de Classificação”, continuarão realizando o registro de importações por Declaração de Importação (DI). O ligamento para esse grupo se dará em etapa futura.

Caso haja identificação de erros impeditivos, que inviabilizem o avanço do cronograma, as datas serão revistas e atualizadas, garantindo a segurança nas operações e previsibilidade ao setor afetado.

A Secex e RFB reafirmam seu compromisso com a comunidade de comércio exterior, assegurando que a migração das importações para o Portal Único de Comércio Exterior seja conduzida de forma planejada, gradual e segura.

VersãoData   Alteração
107/10/2025   Emissão Inicial
204/11/2025Alteração do Recof (FL 49 – SP) para 19/01/2026Exclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará de 15/12/2025Inclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará em 23/02/2026Alteração do cronograma de desligamento e do fluxograma no que tange ao desligamento de produtos sujeitos ao controle administrativo de mais de um órgão anuente
310/11/2025Repetro alterado para desligamento em 15/12/2025
414/11/2025Inserção dos itens 9 e 10 nas impossibilidades
521/11/2025Exclusão do IBAMA no cronograma de dezembro de 2025;Alteração do escopo do INMETRO para janeiro de 2026 restrito aos produtos com agrupamento por modelo;Inclusão do INMETRO para produtos com agrupamento por família em março de 2026;Inserção do item 6 na listagem “Produtos sujeitos ao controle administrativo de órgãos anuentes devem observar as situações”;Ajuste do texto do item 10 da coluna de IMPOSSIBILIDADES.
605/12/2025Inserção do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
710/12/2025Alteração do texto do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”;Substituição do fluxograma;Alteração do Drawback isenção de janeiro para fevereiro.

Fonte: Secex e Receita Federal.

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Portos

Porto Itapoá implementa estações para segurança e fluidez operacional no cais

Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes

O Porto Itapoá deu mais um passo decisivo rumo à modernização de suas operações com a implantação das novas Pinning Stations, estruturas projetadas para tornar o processo de travamento e destravamento dos twistlocks, dispositivos que fixam os contêineres, mais seguro, padronizado e eficiente. Com isso, o terminal reforça seu compromisso com a segurança das equipes e a fluidez operacional no cais.

As Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes (STS). Essa mudança reorganiza o fluxo, elimina riscos desnecessários e proporciona mais conforto para os profissionais responsáveis por essa etapa fundamental da operação.

“A adoção das Pinning Stations representa uma transformação profunda na rotina do cais. Estamos trazendo mais segurança e garantindo que nossos colaboradores trabalhem em um ambiente protegido, pensado para reduzir riscos e aumentar a eficiência”, afirma Sergni Pessoa Rosa Jr., diretor de Operações, Meio Ambiente e Tecnologia do Porto Itapoá.

Além do ganho em segurança, o terminal também destaca os avanços em padronização e rastreabilidade. Com a centralização do processo nessas estações, cada etapa passa a ser registrada e integrada ao sistema operacional (TOS), permitindo total controle, monitoramento e previsibilidade.

“A partir desse modelo, todo o fluxo de operação se torna mais consistente. Ganhamos ritmo, reduzimos interferências e elevamos o nível de organização no cais. É um investimento que reflete diretamente na qualidade do serviço prestado ao mercado”, explica Sergni.

A iniciativa também reforça os pilares culturais do Porto Itapoá, que coloca as pessoas no centro de suas ações. A implantação das Pinning Stations é considerada um marco tanto produtivo quanto humano.

“Mais do que produtividade, estamos fortalecendo nossa cultura de segurança. Cuidar das pessoas, oferecer condições adequadas de trabalho e investir em tecnologia que reduz a exposição ao risco são prioridades para nós. As Pinning Stations sintetizam esse compromisso”, completa o diretor.

Com a novidade, o Porto Itapoá avança na consolidação de um modelo operacional cada vez mais moderno, seguro e alinhado às melhores práticas internacionais, reafirmando sua posição entre os terminais mais eficientes do país.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTO DE ITAPOÁ

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Exportação

Exportação de milho em Mato Grosso cai 13% devido à oferta global

As exportações de milho de Mato Grosso na temporada 2024/25, de julho a novembro, registraram recuo de 13,08% em relação ao mesmo período da safra 2023/24. Segundo especialistas, o aumento da oferta global do cereal, impulsionado por safras maiores nos Estados Unidos, China e Argentina, pressionou os embarques do estado.

No acumulado da temporada, foram exportadas 16,46 milhões de toneladas de milho, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal.

Desempenho de novembro

Em novembro, Mato Grosso embarcou 2,77 milhões de toneladas, volume 30,92% menor que em outubro e 9,6% inferior ao registrado no mesmo mês de 2024.

Apesar da redução, o levantamento do Imea aponta que houve elevação mensal nos preços, tanto na paridade de exportação quanto na CME Group, com aumentos de 4,72% e 2,10%, respectivamente.

Segundo o instituto, o mercado interno mais firme manteve a saca de milho em Mato Grosso mais atraente do que os preços externos, incentivando os produtores a direcionarem suas vendas para o mercado doméstico.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação, Portos

Exportações de algodão brasileiro têm novembro forte e avanço no Porto de Salvador

As exportações de algodão do Brasil registraram desempenho elevado em novembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A China foi o principal destino da fibra, com 105.557 toneladas, seguida por Índia (82.463 t), Bangladesh (56.454 t), Paquistão (41.496 t), Turquia (37.377 t) e Vietnã (35.013 t). Os números reforçam a força da demanda asiática no fechamento do mês.

Para a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o ritmo de embarques em novembro, um dos mais expressivos do ano, evidencia a capacidade logística do Brasil em safras grandes, como a 2024/2025, estimada em 4,2 milhões de toneladas de pluma.

Desempenho acumulado e mercados estratégicos

No acumulado do ano comercial 2025/2026, de agosto a novembro, os principais destinos se mantêm consistentes: Índia (169.932 t), China (153.624 t), Bangladesh (138.644 t), Vietnã (122.404 t), Paquistão (110.481 t) e Turquia (110.325 t).

Segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, “com mais de 2,57 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e novembro, o resultado confirma a forte presença do algodão brasileiro no mercado internacional em 2025, mantendo o país como maior exportador global da commodity”.

Ele ressalta, porém, que parte do crescimento das vendas para a Índia se deveu a uma isenção tarifária que expira no final de dezembro, e ainda não há definição sobre sua prorrogação. “O desafio agora é abrir novos mercados, consolidar os atuais e aumentar a consciência do consumidor sobre os benefícios do algodão frente às fibras fósseis, ampliando a demanda pelo produto”, afirma Wajs.

Porto de Salvador se destaca e desafoga Santos

O incremento das exportações pelo Porto de Salvador é apontado como um sinal positivo pela Anea. Em novembro, o terminal baiano embarcou 24.538 toneladas, de um total de 402.452 t, representando 6% do volume nacional. Entre agosto e novembro, Salvador movimentou 54.946 toneladas, consolidando-se como o segundo corredor de exportação de algodão do país, com potencial de crescimento.

O Porto de Santos segue como principal centro de embarques, com 865.116 toneladas no mesmo período. Outros portos com movimentação significativa incluem São Francisco do Sul (30.459 t), Itajaí (2.595 t) e Paranaguá (2.113 t).

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio, Exportação

Exportações do agro gaúcho caem 22% em novembro

As exportações do agronegócio gaúcho registraram queda de 22% em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2024. O valor embarcado caiu de US$ 1,69 bilhão para US$ 1,31 bilhão, enquanto o volume despencou 20%, de 2,4 milhões de toneladas para 1,92 milhão. A estiagem foi apontada como um fator que reduziu a oferta de grãos no período.

No total, o exportado pelo Rio Grande do Sul somou US$ 1,86 bilhão em novembro, sendo que o agronegócio representou 71% do valor e 88% do volume das vendas externas, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Farsul.

Tarifas e impacto em produtos-chave

A entidade apontou que as tarifas adicionais dos Estados Unidos explicam grande parte das quedas em setores específicos:

  • Carne bovina in natura: queda de 100%
  • Carne bovina industrializada: -52% em valor e -62% em volume
  • Couros/peles de bovino crust: -68% em valor e -53% em volume
  • Couros/peles de bovinos preparados: -73% em valor e -65% em volume
  • Fumo e derivados: -56% em valor e -40% em volume
  • Pescados: -72% em valor e -74% em volume
  • Produtos apícolas: -63% em valor e -70% em volume
  • Madeira serrada: -54% em valor e -43% em volume

Soja e carnes: destaque positivo e negativo

A soja em grão foi a principal responsável pela retração nas exportações, mas outros produtos também registraram quedas. Entre as carnes, somente a carne bovina teve crescimento, com a China como principal destino, seguida por Rússia e Índia.

O mercado americano permanece de difícil acesso, mas o aumento das vendas para México e Canadá ajudou a compensar parte das perdas. As exportações de bovino vivo tiveram avanço expressivo, com 97% da produção destinada à Turquia.

Por outro lado, a carne de frango sofreu queda principalmente no Oriente Médio, em razão de atrasos nos embarques portuários. A carne suína apresentou bom desempenho nas Filipinas, mas registrou queda nas vendas para a China.

Perspectivas para 2026

O cenário para o arroz indica margens apertadas, com queda de 43% no valor exportado, mas apenas 2% no volume. Já o trigo apresenta sinais positivos, com exportações de US$ 21 milhões, comparado a nenhum embarque em novembro de 2024.

O fumo e seus derivados também registraram forte retração em valor (-20%), embora o volume tenha permanecido praticamente estável (-1%). A ausência de exportações para o Egito em 2025 gerou um rombo de US$ 107,3 milhões, parcialmente compensado pelo bom desempenho no mercado europeu.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Kazuhito Zito / Embrapa / CP

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Comércio Exterior, Logística

Transmissão ao vivo da Reunião do Grupo de Sistemas Pró Modernização Logística de Comércio Exterior (Procomex)!

Não perca a última reunião do ano!

Acompanhe ao vivo pelos canais do YouTube da Receita Federal do Brasil e do Instituto Procomex.

Alguns dos temas que serão tratados:

• Admissão e nacionalização de Regime Aduaneiro Especial na Duimp

• Tratamento Tributário e seus fundamentos legais na Duimp

• Cronogramas de ligamento da Duimp e de desligamento do Siscomex LI/DI

• Controle Administrativo no NPI – Simulação

• API do Módulo LPCO

• Orientações da Anvisa para registro da Duimp

• Reforma Tributária na DI e na Duimp

🗓 Data: 10/12/2025

⏰ Horário: 14h às 16h

🔗 Para assistir, acesse os canais do YouTube da Receita Federal do Brasil e do Instituto Procomex.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Comércio Exterior

Superávit da balança comercial em novembro atinge US$ 5,84 bilhões

A balança comercial brasileira encerrou novembro de 2025 com superávit de US$ 5,842 bilhões, segundo dados divulgados pela Secex/MDIC na quinta-feira (4). O saldo ficou acima da mediana estimada pelo levantamento Projeções Broadcast, que previa superávit de US$ 5,539 bilhões. As projeções variavam entre US$ 4,6 bilhões e US$ 7,010 bilhões.

O resultado foi obtido com exportações totalizando US$ 28,515 bilhões e importações de US$ 22,673 bilhões, após um superávit de US$ 6,964 bilhões registrado em outubro.

Resultado das exportações e importações

As exportações cresceram 2,4% em relação a novembro de 2024. Houve avanço de 25,8% na Agropecuária (US$ 1,16 bilhão), retração de 14% na Indústria Extrativa (US$ 1,06 bilhão) e alta de 3,7% na Indústria de Transformação (US$ 570 milhões).

As importações tiveram aumento de 7,4% na comparação anual. O desempenho foi marcado por queda de 5,4% na Agropecuária (US$ 20 milhões), redução de 18,1% na Indústria Extrativa (US$ 210 milhões) e crescimento de 9,3% na Indústria de Transformação (US$ 1,79 bilhão).

Acumulado de janeiro a novembro

No acumulado de 2025, a balança registra superávit de US$ 57,839 bilhões, queda de 16,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando o saldo foi de US$ 69,540 bilhões.

As exportações somaram US$ 317,821 bilhões, avanço de 1,8% na comparação anual. As importações também cresceram, chegando a US$ 259,983 bilhões, alta de 7,2% frente aos primeiros onze meses de 2024.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Amanda Perobelli / Reuters

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