Transporte

Frota de portacontêineres atinge mínima histórica de inatividade e pressiona fretes globais

A frota de portacontêineres mundial continua operando próxima ao limite no início de abril, mantendo níveis historicamente baixos de inatividade. De acordo com relatório da consultoria Alphaliner, houve um leve aumento de apenas 40 mil TEUs na capacidade ociosa.

O ajuste está relacionado à entrada temporária de dois grandes navios, que juntos somam cerca de 25 mil TEUs. Apesar disso, o cenário geral permanece de alta utilização, com pouca margem disponível para embarcadores no transporte marítimo internacional.

Atualmente, apenas 72 embarcações estão fora de operação comercial, totalizando cerca de 325 mil TEUs — um número considerado extremamente baixo para os padrões globais.

Crise no Oriente Médio afeta rotas e disponibilidade

A crise no Oriente Médio tem impacto direto na logística marítima, embora nem sempre apareça nas estatísticas tradicionais. Pelo menos 63 navios foram desviados de suas rotas originais, retirando aproximadamente 340 mil TEUs da operação regular.

Além disso, medidas de segurança, como desligamento de sistemas de rastreamento AIS e redirecionamento de rotas, reduzem ainda mais a capacidade efetiva do sistema. Esse cenário contribui para a elevação dos fretes marítimos, já que a oferta de espaço permanece limitada.

Mesmo assim, parte das embarcações anteriormente inativas já começou a retornar às operações após a divulgação dos dados.

Manutenção não alivia pressão no setor

Outro fator relevante é a capacidade destinada à manutenção. Atualmente, cerca de 2,4% da frota global está em dique seco, o equivalente a mais de 805 mil TEUs. Esse percentual se mantém estável, sem impacto significativo na redução da pressão sobre o mercado.

Com isso, empresas de navegação precisam adotar um planejamento rigoroso das rotas e operações para garantir eficiência.

Demanda elevada mantém mercado pressionado

A combinação de baixa inatividade e manutenção programada exige decisões estratégicas das companhias, que priorizam a operação contínua para atender à forte demanda nos principais corredores marítimos.

Diante desse cenário, a tendência é que o setor de logística internacional siga operando com capacidade restrita e pouca flexibilidade ao longo dos próximos meses, mantendo a pressão sobre custos e prazos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Importação

Fraudes em importações são barradas por MDIC e Receita Federal

A atuação conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério da Fazenda resultou na interrupção de diversas fraudes em importações nos últimos meses. As irregularidades envolviam práticas como subdeclaração de valor e classificação incorreta de mercadorias, com impacto direto no comércio exterior brasileiro.

Entre agosto de 2024 e dezembro de 2025, foram registradas 50 denúncias. Desse total, 21 tiveram indícios confirmados, abrangendo empresas de segmentos como têxtil, siderúrgico, linha branca, autopeças, químico, eletroeletrônicos e artigos esportivos.

Parte das denúncias segue em apuração

Além dos casos já confirmados, três denúncias foram consideradas improcedentes. Outras 26 ainda estão em fase de investigação, indicando que o trabalho de fiscalização segue em andamento.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, o objetivo das ações é garantir um ambiente mais justo, combatendo práticas que prejudicam empresas que atuam dentro das regras.

Licenciamento mais rígido ajuda a conter irregularidades

Quando há suspeita de irregularidade, as autoridades adotam o chamado licenciamento não automático, mecanismo que reforça o controle sobre operações de importação. A medida permite verificar previamente a veracidade das informações antes da liberação das mercadorias.

Esse modelo tem se mostrado eficaz: entre 19% e 79% dos pedidos de importação acabam sendo cancelados pelos próprios importadores ou rejeitados durante o processo de análise, dependendo do caso.

Fiscalização reforçada no comércio exterior

O trabalho é coordenado pelo Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), que reúne equipes da Secretaria de Comércio Exterior e da Receita Federal. O grupo atua na identificação de indícios de infrações, além de propor ações preventivas e repressivas.

A fiscalização aduaneira também foi intensificada, com verificações realizadas tanto antes quanto após o desembaraço das mercadorias.

Combate a fraudes fortalece ambiente de negócios

De acordo com o governo, a estratégia integrada busca promover isonomia competitiva e fortalecer o ambiente empresarial, sem aumentar a burocracia para quem cumpre a legislação.

A iniciativa contribui para tornar o comércio exterior brasileiro mais transparente e equilibrado, reduzindo práticas ilegais que distorcem o mercado.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Internacional

Irã registra primeira receita com pedágio no Estreito de Ormuz e amplia tensão internacional

O governo iraniano confirmou o recebimento da primeira receita proveniente da cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A informação foi divulgada pelo vice-presidente do Parlamento do país, Hamid-Reza Haji Babaei, conforme noticiado por uma agência semioficial iraniana.

A medida, aprovada no mês anterior pela Comissão de Segurança do Parlamento, prevê a cobrança de taxas de embarcações que transitam pela região — responsável por escoar cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.

A iniciativa provocou forte reação internacional. Autoridades dos Estados Unidos classificaram a cobrança como ilegal e uma ameaça à estabilidade global. À época, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a ação é “inaceitável” e representa risco ao comércio internacional.

Fluxo marítimo reduzido e impacto no petróleo global

O tráfego no Estreito de Ormuz segue significativamente abaixo do normal. O cenário é influenciado pelo bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, além de episódios recentes envolvendo apreensão de embarcações na região.

Especialistas alertam que qualquer restrição prolongada nessa rota pode impactar diretamente o mercado energético global, elevando preços e aumentando a volatilidade.

Irã reforça discurso de soberania sobre a região

Autoridades iranianas têm reiterado que o controle sobre o Estreito de Ormuz é uma condição central para encerrar o conflito em curso. Atualmente, o Parlamento e o Conselho Supremo de Segurança Nacional analisam propostas para consolidar a soberania do país sobre a hidrovia.

Em paralelo, avaliações de inteligência dos Estados Unidos indicam que, mesmo após o fim de um eventual conflito, a remoção de minas marítimas na região pode levar até seis meses — o que prolongaria os impactos logísticos e comerciais.

Tensão militar e incerteza sobre cessar-fogo

A situação geopolítica permanece instável. O Irã já apreendeu duas embarcações no estreito, reforçando seu controle estratégico. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram a extensão de um cessar-fogo temporário, sem confirmação formal por parte de Teerã.

O governo iraniano, por sua vez, critica a manutenção do bloqueio naval americano, classificando a medida como um ato de guerra. Segundo lideranças do Parlamento iraniano, qualquer acordo de cessar-fogo só será viável com a suspensão dessas restrições.

Cenário segue indefinido

Com negociações ainda incertas e interesses estratégicos em jogo, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de tensão global. A combinação de medidas econômicas, ações militares e disputas diplomáticas mantém o cenário volátil, com possíveis reflexos diretos na economia mundial.

Tags: Irã, Estreito de Ormuz, pedágio marítimo, petróleo global, geopolítica, bloqueio naval, EUA Irã, crise internacional, comércio marítimo

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

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Exportação

Exportação de arroz brasileiro ganha impulso com contrato internacional de 400 mil sacos

Após anos de dificuldades no setor, a exportação de arroz brasileiro ganha novo fôlego com um acordo firmado entre a Cooperja e a empresa agroindustrial Cemersa, de El Salvador. O contrato, com duração de 10 anos, prevê o fornecimento de grãos para países da América Central, como Nicarágua, Guatemala, Costa Rica, El Salvador e Honduras.

A primeira remessa está programada para o início de maio, quando uma embarcação deixará o Brasil transportando cerca de 20 toneladas do produto, equivalente a aproximadamente 400 mil sacos de arroz.

Acordo traz alívio para setor em crise

O negócio é visto como estratégico para o setor orizícola, que enfrenta um cenário desafiador marcado por custos de produção elevados e excesso de oferta no mercado interno. A expectativa é que a ampliação das exportações contribua para equilibrar a relação entre oferta e demanda.

Representantes da cooperativa destacam que os estoques acumulados e a perspectiva de preços pressionados tornam a abertura de novos mercados essencial para a sustentabilidade da atividade.

Qualidade do arroz brasileiro atrai compradores

A escolha pelo produto brasileiro está diretamente ligada à sua qualidade e padrão produtivo. Segundo representantes da empresa estrangeira, o Brasil, especialmente a região Sul, se destaca pela produção eficiente e sustentável, o que atende às exigências do mercado internacional.

Além disso, a América Central enfrenta demanda crescente por alimentos básicos, reforçando o interesse na importação de arroz.

Negociação levou quase uma década

O acordo é resultado de tratativas iniciadas há cerca de oito anos, intermediadas por uma empresa especializada em comércio exterior de grãos. A estratégia, segundo os envolvidos, busca reduzir a dependência do mercado interno e garantir maior estabilidade para o produtor rural.

A iniciativa também sinaliza uma mudança de postura do setor, que passa a investir em planejamento de longo prazo e diversificação de mercados.

Possibilidade de ampliar exportações

Embora o foco inicial seja o envio de arroz para processamento industrial nos países parceiros, já há discussões sobre a exportação de arroz pronto para consumo, o que pode agregar valor ao produto brasileiro no exterior.

A expectativa é que, com o avanço do contrato, novos volumes sejam negociados, ampliando a presença do Brasil no mercado internacional de arroz.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: ND+

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil movimenta US$ 12 bilhões na terceira semana de abril

A corrente de comércio exterior do Brasil alcançou US$ 12 bilhões na terceira semana de abril de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O resultado reflete o desempenho positivo das exportações e mantém o saldo da balança comercial em patamar elevado no período.

Superávit semanal e desempenho das operações

No recorte da semana, o país registrou superávit comercial de US$ 878 milhões. O resultado foi obtido com exportações de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões.

Esse desempenho reforça a tendência de equilíbrio positivo na corrente de comércio brasileira, mesmo diante de variações no cenário internacional.

Resultado acumulado do mês segue positivo

No acumulado de abril, até a terceira semana, as exportações somaram US$ 21,2 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 13,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo atingiu US$ 7,5 bilhões, e a corrente de comércio totalizou US$ 34,9 bilhões.

Crescimento no acumulado do ano

No acumulado de 2026, o Brasil registra exportações de US$ 103,6 bilhões e importações de US$ 81,86 bilhões. O resultado mantém o superávit em US$ 21,7 bilhões e eleva a corrente de comércio para US$ 185,4 bilhões.

Exportações crescem acima das importações

A análise comparativa entre abril de 2026 e o mesmo período de 2025 mostra desempenho mais forte nas exportações. A média diária exportada subiu 18,5%, passando de US$ 1,494 bilhão para US$ 1,770 bilhão.

Já as importações tiveram crescimento mais moderado, de 2,7%, com média diária passando de US$ 1,111 bilhão para US$ 1,141 bilhão.

Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 2,91 bilhões, um avanço de 11,7% na comparação anual.

Setores exportadores impulsionam crescimento

O desempenho das exportações foi sustentado por três principais setores:

  • Agropecuária, com alta de US$ 63,95 milhões (+16,1%);
  • Indústria Extrativa, com crescimento de US$ 105,12 milhões (+29,9%);
  • Indústria de Transformação, com aumento de US$ 106,11 milhões (+14,4%).

O avanço da indústria extrativa foi o mais expressivo proporcionalmente no período.

Importações têm comportamento misto por setor

Do lado das importações, os resultados foram variados:

  • Indústria Extrativa cresceu US$ 11,88 milhões (+21,8%);
  • Indústria de Transformação avançou US$ 30,47 milhões (+3,0%);
  • Agropecuária recuou US$ 9,06 milhões (-32%).

A queda no setor agropecuário indica menor dependência de produtos importados nesse segmento no período analisado.

Comércio exterior mantém ritmo de expansão

Os números reforçam o avanço da corrente de comércio brasileira, sustentada principalmente pelo crescimento das exportações. O desempenho indica fortalecimento das trocas internacionais do país, com destaque para setores ligados a commodities e indústria.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Hapag-Lloyd firma acordo com TCP de Paranaguá para ampliar operações no Brasil

A Hapag-Lloyd reforçou sua presença no país ao firmar um acordo de longo prazo com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A parceria tem como foco ampliar a confiabilidade dos serviços portuários, fortalecer a operação logística e sustentar o crescimento da companhia no mercado brasileiro.

Parceria estratégica fortalece logística portuária

O novo contrato estabelece uma base estável para que a armadora continue utilizando a infraestrutura do TCP, um dos principais hubs logísticos do Brasil. A iniciativa permite maior previsibilidade nas operações e contribui para o planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e expansão das atividades marítimas.

Além disso, o acordo consolida o papel do terminal como um gateway estratégico para o comércio internacional, ampliando sua relevância no cenário da navegação global.

Investimentos e expansão do Porto de Paranaguá

O TCP segue em trajetória de crescimento, com sucessivos recordes de movimentação de cargas. A expectativa é de novos avanços com investimentos em infraestrutura portuária e aquisição de equipamentos.

Entre os destaques está o aumento do calado operacional do Porto de Paranaguá, que deve alcançar 15,5 metros nos próximos anos. A mudança permitirá a operação de navios maiores, elevando a capacidade logística e a competitividade do terminal.

Hapag-Lloyd aposta em serviços mais confiáveis

Para a Hapag-Lloyd, o acordo representa um passo importante na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos no Brasil. A integração mais próxima com o TCP deve garantir soluções logísticas mais resilientes, eficientes e alinhadas às demandas dos clientes.

A empresa busca, com isso, fortalecer sua atuação no país e ampliar a confiabilidade de sua cadeia de transporte marítimo.

Estratégia global mira liderança em qualidade

A iniciativa está alinhada à Estratégia 2030 da companhia, que visa posicionar a Hapag-Lloyd como referência em qualidade no setor. O plano inclui a ampliação do portfólio de terminais e o fortalecimento de parcerias com portos considerados estratégicos.

Com o aprofundamento da colaboração com o TCP, a empresa avança na oferta de soluções logísticas integradas, além de reforçar sua presença no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Portos

Portonave investe R$ 2 bilhões para ampliar capacidade e modernizar operações portuárias

A Portonave anunciou um pacote de investimentos superior a R$ 2 bilhões com foco na expansão e modernização de sua estrutura em Navegantes. O objetivo é aumentar a eficiência operacional e elevar a capacidade do terminal, consolidando sua posição entre os principais do país.

Ampliação da capacidade de contêineres

Com as melhorias, a capacidade anual de movimentação deve saltar de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade padrão de contêineres). O avanço reforça o papel estratégico do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária.

Obras no cais permitem receber navios maiores

Um dos principais projetos em andamento é a ampliação do cais, que já alcançou cerca de 72% de execução. A estrutura será adaptada para receber embarcações de grande porte, com até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do terminal.

Outro destaque é a implementação da tecnologia de fornecimento de energia elétrica direta para navios, solução inédita no Brasil que reduz emissões e contribui para a sustentabilidade portuária.

Novos equipamentos e operações mais eficientes

O plano de investimentos inclui ainda a aquisição de guindastes modernos e equipamentos elétricos, que devem aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental das operações.

A modernização também visa tornar o terminal mais eficiente no atendimento às demandas do transporte marítimo de contêineres, setor em constante crescimento.

Centro de treinamento aposta em tecnologia

Outro pilar do projeto é a construção de um centro de treinamento avançado, previsto para entrar em operação em maio. O espaço contará com simuladores de última geração capazes de reproduzir situações reais, contribuindo para a qualificação e segurança dos trabalhadores.

A expectativa é capacitar cerca de 300 profissionais por ano, fortalecendo a formação técnica no setor portuário.

Relevância nacional e impacto econômico

Primeiro terminal privado de contêineres do Brasil, a Portonave ocupa atualmente a quarta posição no ranking nacional de movimentação e lidera em produtividade.

A empresa mantém cerca de 1,4 mil empregos diretos e aproximadamente 5,5 mil indiretos, exercendo papel relevante na economia regional e no desenvolvimento logístico de Santa Catarina.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Portos

Porto de Itajaí recebe mais de 600 carros da BMW e reforça retomada das operações

O Porto de Itajaí registrou a chegada de mais de 600 veículos da BMW na sexta-feira, marcando mais uma movimentação relevante no setor de importação de automóveis. Os carros foram transportados pelo navio Victoria Highway, que atracou por volta das 13h30.

A operação de descarga teve início ainda durante a tarde e deve se estender ao longo da noite.

Movimentação de veículos cresce em 2026

Com essa nova operação, o terminal catarinense contabiliza quatro escalas de navios do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro) neste ano, totalizando 2.115 veículos movimentados em 2026.

Além do Victoria Highway, o porto também recebeu outras embarcações especializadas no transporte de veículos, como o Good Wood, que descarregou 430 unidades, e o Dover Highway, responsável por 457 veículos. Uma escala anterior do próprio Victoria Highway trouxe outros 628 automóveis ao terminal.

Retomada fortalece economia local

De acordo com o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a frequência crescente de navios indica uma retomada da confiança no terminal portuário.

Segundo ele, fatores como a regularidade das operações e as boas condições do canal de acesso têm contribuído para atrair novas cargas, impulsionando a logística portuária e gerando impactos positivos na economia regional.

Porto busca ampliar competitividade

O aumento na movimentação de veículos reforça o papel do Porto de Itajaí como ponto estratégico para o comércio exterior, especialmente no segmento automotivo. A expectativa é que a continuidade dessas operações fortaleça ainda mais a posição do terminal no cenário nacional.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Logística

Summit Connect Infra debate futuro da infraestrutura no Brasil e destaca papel da logística no crescimento econômico

O avanço da infraestrutura no Brasil foi o foco central do 3º Summit Connect Infra, realizado na última segunda-feira (13), em São Paulo. O evento reuniu representantes do setor público, iniciativa privada e especialistas para discutir caminhos que permitam alinhar o desenvolvimento estrutural ao crescimento da economia.

Promovido pelo Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) e pela Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA), o encontro se consolida como um dos principais fóruns nacionais sobre logística, setor portuário e investimentos em infraestrutura.

Infraestrutura como base do desenvolvimento

Na abertura, o vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a importância estratégica da infraestrutura para impulsionar o comércio exterior e o desenvolvimento econômico. Segundo ele, o país precisa avançar com planejamento, segurança jurídica e parcerias para fortalecer o setor.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que o Brasil vive um momento favorável, marcado por um ciclo de investimentos em infraestrutura com forte presença da iniciativa privada. Ele reforçou que o papel do governo é garantir estabilidade regulatória e projetos consistentes.

Integração entre setores impulsiona soluções

O evento reuniu diferentes atores com o objetivo de destravar projetos e aumentar a eficiência da logística brasileira. Para o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa, presidente da FPPA, o diálogo entre os setores é essencial para avançar em temas como licenciamento ambiental e simplificação de investimentos.

O parlamentar também destacou a relevância do setor portuário, que já movimenta cerca de 1,4 bilhão de toneladas por ano, sendo peça-chave para a economia nacional.

Porto de Santos ganha protagonismo

Entre os temas debatidos, os acessos portuários e a competitividade no comércio exterior ganharam destaque. O Porto de Santos, maior da América Latina, foi apontado como estratégico para ampliar a presença do Brasil no mercado global.

Especialistas reforçaram que investimentos estruturantes são fundamentais para aumentar a eficiência operacional. Além disso, iniciativas voltadas à sustentabilidade e à descarbonização do transporte marítimo, como o uso de etanol, também foram discutidas como tendências para o setor.

Gargalos ainda desafiam crescimento

Apesar dos avanços, a falta de integração entre projetos de infraestrutura ainda é vista como um obstáculo. Representantes do setor privado alertaram que investimentos em acessos rodoviários e aquaviários precisam ocorrer de forma coordenada com os terminais.

Outro ponto crítico envolve limitações logísticas que podem restringir o crescimento, exigindo soluções rápidas para evitar impactos na competitividade.

Planejamento de longo prazo é essencial

O alinhamento entre poder público e iniciativa privada foi apontado como fator decisivo para o avanço da infraestrutura logística no país. Para lideranças do setor, o planejamento de longo prazo é indispensável para garantir continuidade aos projetos.

Além disso, a infraestrutura segue como um dos principais gargalos do Brasil, exigindo debates amplos e integração entre diferentes áreas para viabilizar soluções eficazes.

Diálogo como caminho para avanços

Ao longo do evento, foram debatidos temas como acessos aquaviários, o Plano Nacional de Logística e grandes obras de transporte. O consenso entre os participantes é que o Brasil precisa avançar com planejamento, segurança jurídica e integração de investimentos.

Nesse contexto, o Summit Connect Infra se consolida como um espaço estratégico para conectar governo, mercado e especialistas, transformando discussões em propostas concretas para o desenvolvimento do país.

FONTE: VTV News
TEXTO: Redação
IMAGEM: VTV News

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Importação

Câmara aprova medida que endurece controle sanitário na importação de cacau

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 330/2022, que estabelece regras mais rígidas para o controle sanitário na importação de cacau. A proposta, relatada pelo deputado Márcio Marinho, segue agora para análise do Senado.

Pressão do setor produtivo impulsiona decisão

A votação ocorre em meio à mobilização de produtores de cacau brasileiro, especialmente da Bahia, principal polo da cultura no país. O setor vinha manifestando preocupação com os efeitos da Instrução Normativa nº 125/2021, que flexibilizou as exigências para a entrada do produto estrangeiro no Brasil.

Segundo representantes da cadeia produtiva, a medida anterior aumentou a insegurança no mercado e gerou maior concorrência para a produção nacional.

Projeto busca reequilibrar regras do mercado

Durante a tramitação, o relator argumentou que o Congresso atuou para corrigir distorções provocadas por uma norma administrativa que, na avaliação dele, extrapolou limites regulatórios.

De acordo com Marinho, o texto aprovado não impede o comércio internacional, mas reforça critérios técnicos e o rigor sanitário, com o objetivo de garantir condições mais equilibradas para os produtores brasileiros.

“O projeto assegura regras claras e proteção ao produtor, sem fechar o mercado”, destacou.

Impacto para a economia e cadeia do cacau

Durante a sessão, o presidente da Câmara ressaltou a relevância da cadeia produtiva do cacau para a economia nacional. Parlamentares também apontaram que a aprovação atende às demandas do setor, que vinha criticando a política de importação do produto.

Com a decisão, ficam suspensos os efeitos da norma que facilitava a entrada de cacau estrangeiro, especialmente de países africanos como a Costa do Marfim.

Próximos passos

Após a aprovação na Câmara, o texto segue para o Senado. Caso seja validado, o novo marco deve fortalecer o controle fitossanitário e ampliar a proteção à produção nacional.

FONTE: Bahia Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bahia Notícias

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