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O que o mercado em ascensão espera dos profissionais de Comex e Logística para 2026?

Setor de logística no Brasil deve crescer 23% até 2029 com e-commerce e automação, isso faz com que as movimentações de Logística Internacional, também sejam impactadas.
O mercado brasileiro de frete e logística projeta alta significativa nos próximos anos. Segundo dados da Cobli, o setor deve passar de US$ 104,79 bilhões em 2025 para US$ 129,34 bilhões até 2029, impulsionado pelo crescimento do e-commerce e por inovações tecnológicas.

No cenário global, estima-se que o mercado de frete/logística internacional atingirá US$ 7,54 trilhões em 2029, partindo de US$ 6,03 trilhões em 2025. A taxa média de crescimento anual prevista é de 4,57%, segundo Mordor Intelligence, consultoria especializada para entender consumidores e tendências de mercado. 

Logística lidera geração de empregos formais, segundo o “Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027”, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), os setores de logística e transporte devem liderar a criação de vagas até 2027. A projeção supera os 8 milhões de postos formais.

Essa tendência já é visualizada pela crescente movimentação nos Portos e Aeroportos do Brasil.

Os dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) para o acumulado de janeiro a novembro de 2025, ainda não foram divulgados, mas as tendências parciais apresentam alta de 5,3% no acumulado do ano até outubro, totalizando 136 milhões de toneladas movimentadas em cargas conteinerizadas, seguidos pelos granéis sólidos, que lideraram em volume, com 692,8 milhões de toneladas e granéis líquidos, que somaram 275 milhões de toneladas.


O setor portuário mantém a projeção de recorde anual de movimentação para 2025, superando o recorde anterior. 

O crescimento de 9,8% em relação de janeiro a outubro de 2024 nas movimentações de Comercio Internacional são reflexo da crescente valorização do profissional de Logística.

O profissional de Logística em 2026 é de um mercado em forte crescimento e transformação digital, onde serão altamente valorizadas competências em tecnologia, análise de dados e sustentabilidade. O profissional precisará se adaptar a um setor que busca mais inteligência, autonomia e eficiência.

O mercado logístico brasileiro está aquecido, com previsão de crescimento contínuo, impulsionado por investimentos governamentais no setor portuário e pelo avanço do e-commerce. A demanda por profissionais qualificados é alta, e a falta de mão de obra especializada pode se aprofundar. 

Oportunidade de mercado

O mercado logístico brasileiro está aquecido, com previsão de crescimento contínuo, impulsionado por investimentos governamentais no setor portuário e pelo avanço do e-commerce. A demanda por profissionais qualificados é alta, e a falta de mão de obra especializada pode se aprofundar. 

O profissional de logística de 2026 deve ser um agente de mudança, que utiliza a tecnologia para tornar as operações mais inteligentes, eficientes e sustentáveis. Manter-se atualizado e buscar capacitação contínua é essencial para o sucesso na carreira.

O setor de transporte, logística e automotivo lidera a lista dos mais afetados no Brasil, com 91% das empresas relatando dificuldades em preencher vagas essenciais.

78% das empresas brasileiras seguem com dificuldades para contratar, segundo a nova edição do Índice de Confiança Robert Half. 

A principal razão não é a falta de vagas, mas sim a falta de profissionais com a qualificação necessária para as demandas atuais do mercado, que exige novas competências tecnológicas e analíticas.

Um déficit crítico de categorias específicas, como a de motoristas profissionais, que chega a mais de 120 mil vagas em aberto em todo o país, ameaçando a operação de grandes empresas.

O crescimento acelerado do setor, record de movimentação dos Portos e Aeroportos e também movimentações geradas pelo e-commerce e pela expansão econômica, criou uma demanda por profissionais em todos os níveis, do operacional ao estratégico, que o mercado atual não consegue suprir.

Em resumo, o setor logístico brasileiro vive um paradoxo: um mercado em expansão, com muitas vagas de emprego, mas com uma grave carência de profissionais qualificados para preenchê-las. 

A resolução desse paradoxo no setor logístico brasileiro exige ações coordenadas entre governo, empresas e instituições de ensino. Não existe uma solução única, mas sim um conjunto de estratégias:

1) Investimento em Qualificação e Treinamento;

2) Atração e Retenção de Talentos;

3) Incentivos Governamentais e Políticas Públicas;

A solução passa necessariamente por uma mudança de mentalidade, onde a educação e o desenvolvimento humano são vistos como investimentos estratégicos, e não apenas custos operacionais.

RêConectaNews entra trazendo cada vez mais profissionais capacitados, desenvolver soft e hard skills para profissionais em 2026. Em seu planejamento estratégico, o foco é, trazer mais qualificação para o mercado. 

Este ano de 2025 foram mais de 10 treinamentos em que estivemos envolvidos, como treinamento doe NPI (Novo Processo de Importação), Gestão Financeira, Desenvolvimento de Inteligência Emocional; Desenvolvimento de Carreira, Impacto de Networking nas Negociações, entre outros… 


Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 15 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.


Imagens: Internet


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Comércio Exterior

Tarifaço do México sobre produtos brasileiros deve travar acordos comerciais bilaterais

O tarifaço do México aprovado pelo Congresso do país, com vigência prevista para 1º de janeiro de 2026, tende a esfriar as negociações para a atualização dos acordos comerciais entre Brasil e México. A avaliação é de técnicos da equipe econômica brasileira que acompanham as tratativas, ouvidos pelo PlatôBR.

A medida eleva o custo de produtos brasileiros no mercado mexicano e cria um ambiente menos favorável ao avanço das conversas diplomáticas e comerciais entre os dois países.

Cronograma inicial previa assinatura em 2026

A expectativa inicial do vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), era concluir a assinatura dos novos tratados em julho de 2026. O calendário havia sido definido após reuniões com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, durante visita oficial realizada em agosto do ano passado.

Com a nova política tarifária, no entanto, o ritmo das negociações deve ser revisto.

Pressão dos Estados Unidos influencia decisão mexicana

De acordo com integrantes do governo brasileiro, o esfriamento das conversas ocorre em meio à pressão exercida pelo governo Donald Trump, que acusa o México de funcionar como rota de entrada de produtos chineses nos Estados Unidos.

O movimento ganha ainda mais peso diante da proximidade das negociações entre México, Canadá e Estados Unidos para a renovação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC). Nesse cenário, técnicos do MDIC avaliam que o governo mexicano pode adotar postura mais cautelosa e postergar avanços com o Brasil.

Impactos diretos para o comércio Brasil–México

Atualmente, as relações comerciais entre os dois países são regidas por dois Acordos de Complementação Econômica (ACE). O ACE-55 trata do setor automotivo, enquanto o ACE-53 prevê redução ou eliminação de tarifas de importação para cerca de 800 linhas tarifárias de produtos não automotivos.

Em 2024, a corrente de comércio Brasil–México somou US$ 13,6 bilhões. Levantamentos preliminares da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o tarifaço mexicano pode atingir aproximadamente US$ 1,7 bilhão das exportações brasileiras realizadas no período.

Setores atingidos e alcance da sobretaxação

Além do Brasil, a nova política tarifária do México também afeta países como China, África do Sul, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Vietnã, entre outros. As tarifas incidirão sobre 1.463 classificações tarifárias, distribuídas em 17 setores, incluindo automotivo, têxtil, vestuário, siderurgia, plásticos, eletrodomésticos, móveis e calçados.

Desse total, 316 classificações atualmente não sofrem tributação, o que amplia o impacto da medida sobre o comércio internacional, especialmente em relação a produtos de origem chinesa.

FONTE: Plato BR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Exportação

Exportações da China intensificam tensão comercial com a Europa

As exportações da China vêm alimentando um clima de tensão com a Europa, que já fala abertamente em risco de confronto comercial. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o desequilíbrio nas trocas com Pequim como “insuportável” e afirmou que a situação representa “vida ou morte para a indústria europeia”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também declarou que os laços econômicos com a China “chegaram a um ponto de inflexão”.

O alerta ganhou força após o anúncio de que o superávit chinês com a União Europeia (UE) atingiu o nível recorde de quase 300 bilhões em 2025. As exportações chinesas para o bloco já superam em mais do dobro o volume importado, impulsionadas pelo redirecionamento de produtos que enfrentam novas tarifas nos Estados Unidos.

Pressão por mudanças na política europeia

Para analistas, o impacto do chamado “choque chinês” está se tornando visível. Andrew Small, diretor do programa Ásia do Conselho Europeu de Relações Exteriores, afirma que a UE vive um momento de urgência e que reuniões internas de crise já são frequentes. Segundo ele, o cenário pode levar à maior revisão da política europeia para a China em mais de uma década.

Nos últimos anos, a atenção da Europa esteve voltada à guerra na Ucrânia e às tensões comerciais com os EUA, mas Pequim voltou ao centro das preocupações. Um pacote de medidas considerado “represado”, segundo Small, está em preparação.

Estratégia europeia para proteger suas indústrias

Em resposta ao avanço das exportações chinesas, a Comissão Europeia apresentou um plano para impedir que indústrias do bloco sejam ultrapassadas por concorrentes globais. Entre as propostas estão a criação de um centro de segurança econômica, novos critérios para investimentos estrangeiros e políticas para evitar que produtos baratos inundem o mercado único.

O movimento ocorre no momento em que outras grandes economias também erguem barreiras comerciais. No México, legisladores aprovaram novas tarifas sobre importações asiáticas.

Impacto econômico direto na Europa

Economistas do Goldman Sachs estimam que a pressão das exportações chinesas deve reduzir o crescimento do PIB de países como Alemanha, Espanha e Itália em pelo menos 0,2 ponto percentual ao ano entre 2026 e 2029. Estudo do Banco Central Europeu aponta que quase um terço dos empregos da zona do euro pode ser afetado — mais de 50 milhões de trabalhadores.

Segundo Stephen Jen, CEO da Eurizon SLJ Capital, a combinação de comércio acelerado e moeda desvalorizada torna o cenário “insustentável”. Para ele, a desvalorização do yuan funciona como um “subsídio” às exportações chinesas, ao mesmo tempo em que reduz o poder de compra interno.

Dependência europeia e riscos estratégicos

A UE continua sendo um dos poucos mercados grandes o suficiente para absorver produtos chineses antes destinados aos EUA. Em Bruxelas, preocupações aumentaram após Pequim usar sua dominância sobre terras raras para pressionar setores estratégicos, provocando paralisações em indústrias europeias.

Apesar de ter reservado ao menos 3 bilhões de euros para diminuir a dependência de insumos chineses, especialistas afirmam que os efeitos dessas medidas levarão anos para aparecer.

Superávit em expansão e concorrência crescente

A disparada das exportações chinesas durante a pandemia ampliou a diferença comercial. Com consumidores comprando mais produtos ligados ao home office e à vida doméstica, e com empresas chinesas avançando em setores de alta tecnologia, como carros elétricos e dispositivos médicos, o desequilíbrio aumentou.

Hoje, a China responde por 7% das exportações europeias, mas fornece quase um quarto de todas as importações externas do bloco. Seu superávit com UE e Reino Unido já representa um terço do total comercial chinês, que ultrapassou 1 trilhão.

Alemanha: o epicentro da crise comercial

A Alemanha, maior economia europeia, sentiu o impacto de forma mais intensa. Em 2019, a China tinha um déficit de 25 bilhões com o país; agora, registrou superávit de 23 bilhões nos primeiros 11 meses do ano, reflexo da queda drástica nas importações alemãs.

A indústria alemã enfrenta estagnação, perda de competitividade e cortes superiores a 10 mil empregos por mês, segundo a Destatis. Combinados a preços altos de energia e ao envelhecimento populacional, esses fatores levaram o governo a revisar para baixo a previsão de crescimento, que deve ficar abaixo de 1%.

Avanço chinês em todas as frentes

A competitividade chinesa não se restringe a produtos de ponta. A China segue dominando o mercado de bens de consumo baratos, roupas, calçados e itens vendidos por plataformas de comércio eletrônico. O volume de produtos enviados por essas plataformas subiu 56% nos primeiros dez meses do ano em comparação a 2024.

Para a Câmara de Comércio da UE, esse ritmo pode criar uma falsa sensação de segurança para Pequim, que aposta na autossuficiência enquanto aproveita sua posição dominante no comércio global.

Caminho para novas barreiras comerciais

Diante da pressão crescente, especialistas afirmam que governos podem adotar tanto tarifas antidumping quanto novas ferramentas comerciais para conter o fluxo de produtos chineses. Wendy Cutler, ex-negociadora dos EUA, prevê que a UE e outros países adotem medidas adicionais para limitar as importações da China ao longo do próximo ano.

FONTE: Valor
TEXTO: Redação
IMAGEM: glaborde7/Pixabay

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Portos

Prejuízo com Exportação de Café Atinge R$ 8,7 Milhões por Falhas nos Portos Brasileiros

A precariedade nos portos brasileiros segue impactando diretamente o setor cafeeiro. Um levantamento recente do Cecafé aponta que, apenas em outubro de 2025, exportadores associados acumularam R$ 8,719 milhões em prejuízos por custos extras de armazenagem, pré-stacking e detentions.
O valor é resultado da impossibilidade de embarcar 2.065 contêineres, equivalentes a 681.590 sacas de 60 kg de café.

Segundo o estudo, o não embarque desse volume impediu a entrada de US$ 278,08 milhões (cerca de R$ 1,497 bilhão) em receitas cambiais naquele mês, considerando o preço médio FOB de US$ 407,99 por saca e a cotação média do dólar a R$ 5,3849.

Setor alerta para situação crítica nos portos

Para o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, o cenário nos principais portos, sobretudo em Santos, já é crítico e tende a piorar. Ele ressalta que o atraso na oferta de pátio e berço do Tecon Santos 10 tem ampliado os gargalos operacionais.

Heron reconhece que iniciativas como o aprofundamento do calado para 16 metros, a nova via de descida da Anchieta e a segunda alça de acesso ao porto santista são investimentos relevantes para o comércio exterior, mas lembra que “levarão pelo menos cinco anos para serem concluídos”.

Atrasos generalizados nas principais rotas

O impacto logístico é evidente: em outubro de 2025, 52% dos navios registraram atraso ou tiveram escalas alteradas nos principais portos do país, segundo o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

No Porto de Santos, responsável por 79% dos embarques de café entre janeiro e outubro, o índice foi ainda maior: 73% das embarcações sofreram atrasos — 148 de um total de 203 navios. O tempo máximo de espera chegou a 61 dias.

No período, apenas 3% dos embarques tiveram mais de quatro dias de gate aberto. Outros 48% ficaram entre três e quatro dias, enquanto 49% registraram menos de dois dias.

Rio de Janeiro também enfrenta gargalos

Segundo maior exportador de café do Brasil, o complexo portuário do Rio de Janeiro respondeu por 17,4% das remessas no ano e registrou 30% de atrasos em outubro.
Entre os 113 navios programados, 34 tiveram alterações de escala, com intervalo máximo de 77 dias entre o primeiro e o último deadline.

Em relação ao prazo de gate aberto, 22% dos procedimentos superaram quatro dias; 48% ficaram entre três e quatro dias; e 30% ocorreram em menos de dois dias.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Fridman Corbis/Getty Images

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Comércio Exterior

Confac aprova Plano de Trabalho 2026–2028 e avança em modernização do comércio exterior

A 13ª Reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), realizada nesta quinta-feira (11/12) em Brasília, marcou o encerramento do ciclo anual com a aprovação de um conjunto de medidas estratégicas. Entre os destaques estão uma Portaria Conjunta entre MDIC e Ministério da Fazenda, avanços em cooperação internacional e o Plano de Trabalho 2026–2028, que reforça a governança e a modernização do comércio exterior brasileiro.

Durante o encontro, representantes do governo ressaltaram o forte engajamento dos órgãos anuentes no Portal Único de Comércio Exterior, que registrou um recorde de 1.114 Declarações Únicas de Importação (DUIMP) em apenas um dia. No acumulado do ano, o volume de DUIMPs aumentou mais de 25 vezes com o avanço do Novo Processo de Importação.

Plano de Trabalho foca eficiência, transparência e integração logística

O novo Plano de Trabalho foi estruturado em sete eixos estratégicos, alinhados aos princípios de eficiência, transparência e participação social. Entre as prioridades estão:

  • Consolidação do Programa Portal Único de Comércio Exterior
  • Ampliação do uso de gerenciamento de riscos
  • Fortalecimento da integração logística
  • Expansão da transparência nos processos de comércio exterior

O Comitê também aprovou o Relatório de Atividades de 2025, que reúne as principais entregas, regulações e resultados obtidos ao longo do ano pelos subcolegiados.

Nova portaria unifica regras para importações via DUIMP

Outro ponto central da reunião foi a aprovação da Portaria Conjunta MDIC/MF, construída com contribuições de órgãos como Mapa, Anvisa, DFPC e Ibama.

A norma definirá diretrizes gerais para o controle administrativo das importações pela DUIMP, incluindo processos de conferência, gerenciamento de riscos, canal único, inspeção física, relatórios de verificação e liberação antecipada de mercadorias.

A iniciativa busca dar mais coerência ao arcabouço normativo, reduzir sobreposições de competências e aprimorar procedimentos compartilhados entre as instituições envolvidas na liberação das importações.

Cooperação internacional inclui apoio a Angola

A reunião também apresentou uma nova ação de cooperação internacional entre o governo brasileiro e a OMC, voltada a apoiar Angola na implementação de boas práticas de integração entre órgãos de fronteira. O plano prevê o envio de uma delegação técnica brasileira para troca de experiências e transferência de metodologias.

Também foi discutida a possibilidade de ampliar a cooperação para outros países lusófonos e nações das Américas.

Avanços e transição da secretaria-executiva

Para a secretária do MDIC, Tatiana Prazeres, o encontro reforça a consolidação dos resultados de 2025 e abre caminho para mais eficiência no comércio exterior. Ela destacou o avanço na coerência regulatória e reafirmou o compromisso com um ambiente de negócios mais simples, competitivo e alinhado a padrões internacionais.

A reunião contou ainda com a presença do Subsecretário de Administração Aduaneira, Fabiano Coelho, e marcou a transição da secretaria-executiva do Confac, antes sob responsabilidade da SECEX/MDIC, para a Receita Federal, que assume o papel ao longo de 2026.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio Silva/MDIC

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Comércio Exterior

ApexBrasil lança iniciativa para fortalecer exportações de cooperativas

Programa Cooperar para Exportar amplia oportunidades para cooperativas brasileiras.

A ApexBrasil lançou, nesta quinta-feira (11), em Salvador, o Programa Cooperar para Exportar, criado para ampliar a presença das cooperativas brasileiras — especialmente as da agricultura familiar — no mercado internacional. A meta é atender 450 cooperativas até 2026, oferecendo capacitação, qualificação em comércio exterior e participação em feiras, missões e rodadas internacionais.

A ação é desenvolvida em parceria com o Sebrae, reforçando o apoio estruturado às pequenas e médias organizações do setor.

Capacitação e acesso a mercados internacionais

De acordo com o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o programa terá duas frentes principais:

  • 200 cooperativas serão incluídas no Qualifica Exportação, etapa de habilitação para operações internacionais;
  • 250 cooperativas participarão de feiras globais, eventos e rodadas de negócios organizadas pela agência.

Lançamento na Bahia reforça simbolismo do cooperativismo

O anúncio ocorreu durante a abertura do Exporta Mais Brasil – Cooperativas, no Centro de Cultura Cristã da Bahia (CECBA). O evento reuniu Viana, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, além de lideranças do cooperativismo.

Viana destacou o significado do lançamento no estado:
A ApexBrasil trouxe 30 compradores de 22 países para encontros com cooperativas locais. “Normalmente, os primeiros contratos já surgem nesses encontros”, afirmou.

Agricultura familiar e transição agroecológica em foco

O ministro Paulo Teixeira reforçou o compromisso do governo com uma produção mais sustentável. Segundo ele, o país avança na construção de um sistema alimentar saudável, guiado pela agroecologia. “Queremos uma nova agricultura e vamos acelerar os instrumentos necessários para essa transição”, disse.

Exporta Mais Brasil – Cooperativas reúne mais de 200 organizações

O lançamento do novo programa integrou a maior edição já realizada do Exporta Mais Brasil – Cooperativas, que acontece entre os dias 10 e 12. O encontro reúne mais de 200 cooperativas de todos os estados e 31 compradores internacionais de 22 países, entre eles Portugal, Bélgica, França, Itália, México, Canadá, EUA, Emirados Árabes e China.

As atividades incluem rodadas de negócios, mentorias e ações de qualificação. Participam cooperativas de segmentos como café, cacau e chocolate, castanha, frutas, mel, proteína animal, açaí, artesanato, entre outros.

Rede de parceiros fortalece o programa

O Exporta Mais Brasil é realizado pela ApexBrasil em parceria com o Sebrae e, nesta edição, conta com apoio do Governo da Bahia, MAPA, MDA, UNICAFES, OCB, CAR, UNICRAB, UNISOL e Consórcio Nordeste.

Sobre o Exporta Mais Brasil

Criado pela ApexBrasil, o programa conecta empreendedores brasileiros a compradores internacionais, ampliando oportunidades de exportação e estimulando novos negócios para diversos setores produtivos.
Fonte: Com informações da ApexBrasil.
Texto: Redação

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Logística

STF restabelece cobrança do SSE e afeta movimentação de contêineres no Espírito Santo

A determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 7 de outubro, reativou a cobrança do Serviço de Segregação e Entrega (SSE). A taxa incide sobre a movimentação de contêineres desde a pilha comum — onde são descarregados dos navios — até a etapa de retirada pelo importador. A cobrança havia sido autorizada pela Antaq em 2022, mas posteriormente suspensa pelo TCU, o que levou a uma disputa entre os órgãos. A decisão do STF devolveu validade à norma da agência reguladora e reacendeu o debate sobre os efeitos dessa intervenção na logística portuária.

Operações mais lentas e contêineres acumulados

Com o impasse jurídico reinstalado, terminais portuários em todo o país passaram a enfrentar lentidão nas operações. A AGU pediu ao Supremo, na última quarta-feira (3), que a decisão fosse reconsiderada. No Espírito Santo, o Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) — único responsável pela movimentação de contêineres no Estado — retomou a cobrança em 24 de novembro. Empresários relatam que o fluxo desacelerou e que cargas permanecem paradas por mais de uma semana, provocando gargalos quando novos navios chegam.

Um empresário ouvido pela reportagem afirmou que processos antes automáticos agora precisam passar pelo departamento jurídico das companhias importadoras, o que aumenta o tempo de liberação de mercadorias. Segundo ele, os impactos da decisão já são sentidos diretamente pelos clientes.

O Sindiex, que representa exportadores e importadores capixabas, informou que acompanha a situação.

Posicionamento do TVV

Em nota, a concessionária Log-In, responsável pelo TVV, afirmou que a decisão do STF restabeleceu a eficácia da resolução da Antaq e confirmou que cabe à agência — e não ao TCU — regular tecnicamente o SSE. Segundo o terminal, a cobrança é considerada legal e faz parte da estrutura tarifária do setor há mais de 15 anos.

A empresa destacou que, após a decisão judicial, dedicou quase um mês para ajustar procedimentos internos e garantir previsibilidade aos usuários. No entanto, informou que os portos secos, beneficiários diretos do serviço em regime de DTC (Declaração de Trânsito de Contêiner), não implementaram as medidas necessárias para facilitar as retiradas de carga, o que teria prejudicado o fluxo operacional.

O TVV disse ainda que precisou reorganizar processos e incluir os consignatários nas etapas de retirada dos contêineres para evitar interrupções. As mudanças, segundo a concessionária, geraram adaptações documentais e procedimentais, mas foram adotadas com transparência e seguindo o marco regulatório. O terminal afirmou que permanece trabalhando para restabelecer a normalidade e manter diálogo com os agentes públicos e privados envolvidos, priorizando eficiência e previsibilidade.

FONTE: Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Alberto Silva

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Comércio Exterior

México aprova aumento de tarifas de importação de até 50% para Brasil, China e outros países

O México aprovou um amplo pacote de aumento de tarifas de importação que atinge 1.463 categorias de produtos provenientes de 12 países sem acordos comerciais, incluindo Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Rússia, Tailândia, Turquia e Taiwan. As tarifas passarão a ser de pelo menos 35%, podendo chegar a 50%, e devem entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026.

A iniciativa foi aprovada pela Câmara dos Deputados durante a madrugada e, horas depois, pelo Senado mexicano, que registrou 76 votos a favor, cinco contra e 35 abstenções. O partido da presidente Claudia Sheinbaum, que defendia a medida como forma de estimular a produção nacional, controla ambas as casas legislativas.

China é o país mais atingido pelas novas tarifas

Embora a lista inclua diversas nações, o maior impacto recai sobre a China, hoje o segundo maior fornecedor de produtos ao México, com US$ 130 bilhões importados em 2024 — atrás apenas dos Estados Unidos. Pequim criticou duramente o projeto desde que ele foi anunciado, em setembro, e sugeriu que poderia adotar medidas retaliatórias.

Os parlamentares que se abstiveram afirmaram que o texto foi aprovado às pressas e sem análise detalhada sobre seus possíveis efeitos na inflação. Alguns também alegaram que a proposta responderia a pressões do então presidente Donald Trump.

Medida busca fortalecer a indústria mexicana

Os defensores da reforma argumentam que as novas tarifas são essenciais para proteger a indústria local, criar empregos e ampliar cadeias de suprimentos nacionais. Setores como automotivo, têxtil, vestuário, plásticos, eletrodomésticos e calçados estão entre os mais diretamente afetados.

A proposta foi apresentada por Sheinbaum como parte do Plano México, que prevê reduzir a dependência de importações de países externos ao bloco norte-americano e ampliar o conteúdo nacional da produção.

Pressão dos EUA e negociações do USMCA

A votação ocorre em meio ao ambiente de pressão comercial dos Estados Unidos, que acusam o México de servir como rota de entrada para produtos chineses no mercado americano. O país também se prepara para renegociar, junto do Canadá, o Acordo Estados Unidos–México–Canadá (USMCA), diante de novas exigências da Casa Branca.

Críticos afirmam que a medida sinaliza um alinhamento excessivo à política comercial norte-americana. “Essas tarifas coincidem com uma onda de restrições nos Estados Unidos. O México está definindo sua própria política ou apenas reagindo a Washington?”, questionou Mario Humberto Vázquez, do PAN.

Após a aprovação, o governo mexicano propôs a criação de um “grupo de trabalho” com a China para discutir os impactos da decisão, embora poucos detalhes tenham sido divulgados até agora.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Verdugo/AP

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Comércio Exterior

Abertura de 500 novos mercados internacionais impulsiona exportações do Brasil

O Brasil atingiu um marco inédito ao abrir 500 novos mercados internacionais em mais de 80 países entre 2023 e 2025. A conquista, liderada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), contou com apoio da ApexBrasil, do Itamaraty e do MDIC, e já se traduz em US$ 3,4 bilhões adicionais em exportações.

Mesmo em um cenário global instável, a diplomacia presidencial foi determinante para superar barreiras comerciais e ampliar o acesso de produtos brasileiros ao exterior. Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o resultado é fruto de uma ação coordenada entre governo e setor privado, que mapeou oportunidades e conectou empresas a novos compradores.

Impacto direto para o agronegócio e a indústria

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirma que o avanço reforça a competitividade do Brasil no comércio internacional. Ele destaca que a meta inicial do governo era abrir 200 mercados em 2023, mas o esforço conjunto triplicou o resultado. Para Fávaro, o reconhecimento internacional do padrão sanitário brasileiro foi decisivo para ampliar as oportunidades.

O MAPA estima que os novos mercados tenham potencial para gerar US$ 37,5 bilhões por ano, com destaque para setores como carnes, algodão, frutas e pescados. Cada país pode habilitar diferentes produtos, o que amplia a diversificação da pauta exportadora.

Diplomacia ativa e geração de oportunidades

Entre 2023 e 2025, foram realizadas mais de 170 ações internacionais em 42 países, incluindo missões presidenciais e vice-presidenciais. As iniciativas projetaram cerca de US$ 18 bilhões em negócios e envolveram mais de 3 mil empresas brasileiras.

Para a ApexBrasil, os números comprovam que o país está preparado para ampliar sua presença global e gerar oportunidades para empreendedores de todas as regiões, especialmente Norte e Nordeste.

Inauguração da sede própria da ApexBrasil

A celebração do marco das aberturas internacionais ocorrerá junto à inauguração oficial da nova sede própria da ApexBrasil, em 15 de dezembro, com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de autoridades de vários ministérios.

Jorge Viana ressalta que o momento representa uma “dupla comemoração”: a expansão inédita dos mercados e a consolidação de um espaço próprio para a Agência, após mais de duas décadas em imóveis alugados. O novo edifício, o Lotus 903, tem arquitetura contemporânea, paisagismo de Burle Marx e foi construído com foco em sustentabilidade e eficiência energética.

A sede também foi planejada para ser integrada à cidade, com áreas destinadas a atividades culturais, educativas e à promoção internacional de produtos brasileiros.

Ano de recordes para a ApexBrasil

Criada em 2003, a ApexBrasil encerra 2025 com números expressivos. Até outubro, a instituição registrou 20.754 empresas apoiadas, o maior volume de sua história. Do total, 66% são micro, pequenas e médias empresas, reforçando a estratégia de descentralizar ações de promoção comercial e apoiar negócios emergentes em diferentes regiões do país.

FONTE: ApexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ApexBrasil

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Exportação

Exportações do Paraná: nove produtos avançam mais de 30% em 2025

O desempenho das exportações do Paraná manteve ritmo forte ao longo de 2025. Segundo o relatório de novembro do Ipardes, baseado em dados do MDIC, nove produtos paranaenses registraram crescimento superior a 30% nas vendas externas entre janeiro e novembro, em comparação ao mesmo período de 2024.

Cereais e carne bovina impulsionam o avanço

Entre os itens com maior salto nas exportações, os cereais lideram com folga. As vendas passaram de US$ 478 milhões para US$ 1 bilhão, avanço de 109%. Na mesma direção, a carne bovina in natura ampliou sua presença no mercado internacional, crescendo 63% e alcançando US$ 187 milhões.

O balanço também mostra aumentos relevantes em outros segmentos, reforçando a expansão da pauta exportadora do Estado. Entre os produtos com altas acima de 30% aparecem:

  • Carne suína in natura (+41,2%)
  • Torneiras e válvulas (+41%)
  • Tratores (+38%)
  • Automóveis (+37%)
  • Veículos de carga (+34,4%)
  • Óleo de soja bruto (+34%)
  • Café solúvel (+32%)

O conjunto desses resultados demonstra a força tanto de itens do agronegócio quanto de bens industrializados, especialmente aqueles com maior conteúdo tecnológico.

Diversificação fortalece competitividade do Estado

Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, a variedade de produtos é reflexo do amadurecimento da estrutura produtiva paranaense. Ele destaca que o Estado consegue avançar simultaneamente em itens agrícolas e industriais devido à política de atração de investimentos.

O secretário do Planejamento, Ulisses Maia, reforça que essa diversificação torna o Paraná menos vulnerável às oscilações internacionais. Segundo ele, mesmo com o aumento das barreiras tarifárias dos Estados Unidos, o Estado manteve resultados expressivos, evidenciando a capacidade competitiva dos exportadores locais.

Principais produtos e mercados compradores

De janeiro a novembro, o Paraná exportou US$ 21,6 bilhões, o que coloca o Estado na sexta posição do ranking nacional e como o líder da região Sul. Os produtos mais vendidos foram:

  • Soja em grãos – US$ 4,3 bilhões
  • Carne de frango in natura – US$ 3,2 bilhões
  • Farelo de soja – US$ 1,1 bilhão
  • Açúcar bruto – US$ 1 bilhão
  • Cereais – US$ 999 milhões

Os principais destinos foram China (US$ 4,9 bilhões), Argentina (US$ 1,7 bilhão), Estados Unidos (US$ 1,1 bilhão) e México (US$ 837 milhões). Houve crescimento destaque nas relações com Argentina (+59,5%), Irã (+47,7%), Emirados Árabes Unidos (+35,9%), Paraguai (+6,5%), Chile (+2,6%) e Peru (+9,1%).

Saldo comercial positivo

A balança comercial do Paraná acumulou superávit de US$ 2,6 bilhões até novembro. O resultado é fruto de US$ 21,6 bilhões em exportações e US$ 18,8 bilhões em importações, concentradas sobretudo em fertilizantes, autopeças, óleos e combustíveis e produtos farmacêuticos.

FONTE: Governo do Estado do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Dziura Jr/AEN

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