Comércio

Balança comercial acumula US$ 72,6 bilhões na corrente de comércio até fevereiro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5,136 bilhões entre janeiro e a segunda semana de fevereiro de 2026. No mesmo período, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 72,625 bilhões.

O resultado é fruto de US$ 38,88 bilhões em exportações e US$ 33,744 bilhões em importações, segundo dados preliminares divulgados nesta quinta-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Desempenho na segunda semana de fevereiro

Considerando apenas a segunda semana de fevereiro, o país contabilizou superávit de US$ 1,501 bilhão. A corrente de comércio no período somou US$ 12,403 bilhões, com US$ 6,952 bilhões em exportações e US$ 5,451 bilhões em importações.

No acumulado do mês até a segunda semana, as vendas externas totalizam US$ 13,727 bilhões, enquanto as compras internacionais chegam a US$ 12,934 bilhões. O saldo positivo em fevereiro é de US$ 793 milhões, com corrente de comércio de US$ 26,661 bilhões.

Crescimento nas médias diárias

Na comparação entre as médias diárias até a segunda semana de fevereiro de 2026 e o mesmo mês de 2025, as exportações cresceram 20,7%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,3 bilhão.

As importações também avançaram no período comparativo, com alta de 11,4%. A média diária saiu de US$ 1,16 bilhão em fevereiro de 2025 para US$ 1,29 bilhão em fevereiro deste ano.

Exportações por setor

O desempenho setorial das exportações mostra avanço consistente frente a fevereiro do ano anterior:

  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 121,93 milhões na média diária, alta de 57,2%;
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 107,5 milhões, avanço de 15,9%;
  • Agropecuária: elevação de US$ 3,41 milhões, crescimento de 1,4%.

Os dados reforçam a expansão das vendas externas, especialmente nos segmentos ligados à produção mineral e industrial.

Importações por setor

No campo das importações, o comportamento foi misto no acumulado até a segunda semana de fevereiro:

  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 9,49 milhões na média diária, alta de 20,0%;
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 127,78 milhões, avanço de 11,8%;
  • Agropecuária: retração de US$ 3,56 milhões, queda de 13,4%.

O cenário indica maior dinamismo nas compras de produtos industriais, enquanto o setor agropecuário registrou redução nas aquisições externas.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Peru supera Argentina nas exportações ao Brasil e altera equilíbrio do Mercosul em 2025

O comércio exterior sul-americano passou por uma virada em 2025. O Peru deixou a Argentina para trás e assumiu a liderança nas exportações ao Brasil, redesenhando o equilíbrio comercial dentro do Mercosul e impactando as relações econômicas na região.

A mudança ocorre em meio à crise econômica argentina e ao avanço consistente da economia peruana, que há anos aposta em investimentos estruturais, acordos internacionais e diversificação da pauta exportadora.

Estratégia de longo prazo fortalece exportações peruanas

O crescimento do Peru não é pontual. O país vem consolidando sua posição como potência exportadora de cobre e ouro, dois produtos estratégicos no mercado global. A demanda por cobre, especialmente, tem sido impulsionada pela expansão das energias renováveis e da indústria de carros elétricos.

Além do setor mineral, o país ampliou sua presença no comércio internacional com produtos agrícolas de alto valor agregado, como mirtilo e abacate. A diversificação reduziu a dependência de um único segmento e fortaleceu sua inserção nas cadeias globais.

A política de abertura comercial também foi decisiva. O Peru mantém acordos relevantes com os Estados Unidos e integra a Aliança do Pacífico, criada em 2012, o que ampliou mercados e estimulou investimentos em infraestrutura e logística.

Crise na Argentina influencia reconfiguração do Mercosul

Enquanto o Peru colhe resultados de um planejamento econômico gradual, a Argentina enfrenta um período de transição. O país passa por reformas estruturais, incluindo medidas de liberalização e desregulamentação econômica, mas os efeitos dessas mudanças ainda são incertos no médio prazo.

A instabilidade e os ajustes recentes impactaram o desempenho comercial argentino, abrindo espaço para a ascensão peruana nas exportações ao Brasil. A diferença entre os dois países, segundo análises econômicas, está na continuidade das políticas públicas e na previsibilidade institucional.

Economias que enfrentam instabilidade prolongada tendem a apresentar maior dificuldade na diversificação da pauta exportadora, tornando-se mais vulneráveis às oscilações externas.

Impactos para o Brasil e competitividade industrial

A superação da Argentina pelo Peru altera a dinâmica do Mercosul. Historicamente, o mercado argentino é um dos principais destinos de produtos industrializados brasileiros.

Com a ampliação da abertura comercial argentina, inclusive para parceiros como a China, cresce a concorrência direta com produtos brasileiros. Esse movimento pode pressionar setores da indústria nacional e exigir ajustes estratégicos para manter competitividade no comércio intrabloco.

Especialistas apontam que o Brasil precisará reforçar políticas voltadas à competitividade industrial, inovação e diversificação de mercados para evitar perdas no novo cenário regional.

Oportunidades no mercado peruano

Apesar do avanço nas exportações de commodities, o Peru ainda possui uma estrutura industrial menos robusta que a brasileira. Isso pode abrir espaço para a expansão de produtos manufaturados do Brasil.

Setores como automóveis, eletrodomésticos e bens de tecnologia aparecem como áreas com potencial de crescimento nas exportações brasileiras ao mercado peruano.

Como o Peru não integra o Mercosul, a formalização de acordos bilaterais específicos pode garantir maior previsibilidade e segurança jurídica nas trocas comerciais entre os dois países.

Reconfiguração comercial na América do Sul

A liderança do Peru nas exportações ao Brasil em 2025 simboliza uma reconfiguração mais ampla nas relações comerciais sul-americanas. O movimento não resulta apenas de fatores conjunturais, mas de uma estratégia econômica consistente ao longo dos anos.

Para o Brasil, o novo cenário exige revisão estratégica tanto no relacionamento com a Argentina quanto na ampliação de oportunidades junto ao mercado peruano, em um ambiente de crescente competição regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Logística

Logística argentina enfrenta limites estruturais e desafio de competitividade global

O debate sobre a logística argentina vai além da existência de infraestrutura e conhecimento técnico. O ponto central passa a ser a capacidade do país de transformar esses recursos em uma vantagem competitiva sustentável em um cenário internacional cada vez mais exigente, no qual apenas eficiência operacional já não basta.

De acordo com Gabriel García Polignano, integrante da direção da Asociación Argentina de Logística Empresaria (ARLOG), a Argentina ocupa posição intermediária na competitividade regional do setor. O país conta com operadores que seguem padrões internacionais, portos com escala relevante e expertise técnica consolidada.

Apesar disso, essas qualidades ainda não resultam em uma vantagem sistêmica estável.

Segundo o dirigente, o problema não é tecnológico, mas estrutural e organizacional. A fragmentação operacional, a baixa integração multimodal e gargalos em infraestrutura estratégica limitam o desempenho. O sistema, afirma, entrega resultados eficazes, porém nem sempre eficientes.

Custos logísticos e impacto nas exportações

A diferença entre eficácia e eficiência não é apenas conceitual — ela influencia diretamente os custos logísticos e a competitividade das exportações argentinas.

Polignano ressalta que a análise tradicional costuma se concentrar apenas na tarifa de transporte. Entretanto, o maior peso está nos custos indiretos acumulados ao longo da cadeia.

Entre os principais fatores estão:

  • Demoras em acessos rodoviários;
  • Congestionamentos em nodos portuários;
  • Falta de sincronia entre terminais e órgãos de controle;
  • Forte dependência do transporte rodoviário.

Esses elementos elevam os sobrecustos e reduzem a eficiência do sistema. Além disso, a instabilidade regulatória observada em determinados períodos dificultou o planejamento de longo prazo, ampliando o custo financeiro, o volume de estoque parado e diminuindo a rotatividade de ativos — fatores que acabam embutidos no preço final das cadeias exportadoras.

Transformações na logística global

Enquanto a Argentina busca superar suas fragilidades estruturais, o ambiente externo impõe novas pressões. Para Ricardo Ernesto Partal Silva, presidente da Organización Mundial de Ciudades y Plataformas Logísticas, o mundo atravessa uma mudança profunda na logística global.

Segundo ele, o comércio internacional já não opera sob as mesmas regras. Fatores geopolíticos, demográficos, tecnológicos e até geológicos estão redesenhando fluxos e cadeias produtivas. Não se trata de uma crise passageira, mas de uma transição de era que exige um novo programa de resiliência logística.

Eventos climáticos e tensões geopolíticas redesenham rotas

Os sinais dessa transformação são concretos. A histórica redução do nível de água no Canal do Panamá alterou rotas transoceânicas e forçou o redesenho de cargas e itinerários.

Eventos extremos, como secas e inundações, têm comprometido corredores terrestres tradicionais. Atividades vulcânicas podem suspender o tráfego aéreo em poucas horas, enquanto fenômenos solares representam risco para sistemas de navegação e comunicações via satélite.

No campo geopolítico, a rivalidade entre China e Estados Unidos impulsiona a relocalização produtiva e a reorganização das cadeias de suprimentos. Nesse novo cenário, a prioridade deixa de ser apenas eficiência e passa a incluir segurança estratégica de rotas marítimas e corredores críticos.

A pandemia de COVID-19 foi, segundo Partal Silva, um ensaio geral das vulnerabilidades do sistema. Ele destaca que a logística contemporânea depende de “fios invisíveis” frágeis, como cadeias tecnológicas e biológicas suscetíveis a interrupções. A inteligência artificial, embora prometa otimização de rotas, também cria novas dependências em um contexto de escassez de insumos essenciais para semicondutores.

Modernização e resiliência como agenda estratégica

Diante de desafios internos e externos, a modernização da logística argentina ganha caráter estratégico.

Para Polignano, o foco não deve ser apenas ampliar capacidade física, mas reorganizar a arquitetura operacional do sistema. Entre as prioridades estão:

  • Investimentos técnicos em infraestrutura crítica;
  • Simplificação e digitalização integral de processos administrativos;
  • Incentivo à multimodalidade com critérios de eficiência econômica;
  • Estabilidade regulatória que gere confiança para investimentos de médio e longo prazo.

Partal Silva reforça que a resposta não pode ser fragmentada ou meramente reativa. Ele defende a implementação sistemática de estratégias preventivas, incluindo programas de resiliência e diversificação de rotas — marítimas, fluviais, terrestres e aéreas — para reduzir dependência de um único corredor logístico.

A construção de alternativas concretas e viáveis, e não soluções teóricas, será determinante para que a logística argentina avance em competitividade em um ambiente global cada vez mais complexo.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Portos

Tecon Santos entra no radar da United Ports LLC e pode ganhar novo impulso em investimentos

O Tecon Santos, maior terminal de contêineres da América Latina, passa a integrar o portfólio estratégico da recém-criada United Ports LLC, joint venture formada pela armadora francesa CMA CGM e pela gestora global de infraestrutura Stonepeak.

Operado pela Santos Brasil no Porto de Santos, o terminal é considerado um dos principais ativos da nova aliança empresarial, anunciada ao mercado há pouco mais de uma semana.

Aporte bilionário e presença global

Pelo acordo, a Stonepeak investirá cerca de R$ 12 bilhões para adquirir 25% de participação na United Ports LLC. A joint venture reúne dez terminais operados pela CMA CGM em seis países: Brasil, Estados Unidos, Espanha, Índia, Taiwan e Vietnã.

O CEO do Grupo CMA CGM, Rodolphe Saadé, afirmou que a parceria com um investidor especializado em infraestrutura amplia a capacidade de aportes nos terminais portuários sob gestão da companhia.

Já o diretor-executivo da Stonepeak, James Wyper, destacou que terminais de contêineres são ativos estratégicos e de difícil substituição no comércio global, o que torna o investimento diferenciado e alinhado a um portfólio de infraestrutura de transporte de alta qualidade.

Santos Brasil não integra operação diretamente

Em comunicado, a Santos Brasil informou que não participa diretamente da transação. Segundo a companhia, não haverá mudança no controle da Santos Brasil Participações S.A., nem impactos imediatos nas operações, na governança ou nos contratos vigentes.

A empresa acrescentou que eventuais desdobramentos da constituição da joint venture e da aquisição de participação nos ativos portuários dependerão de aprovações regulatórias aplicáveis. O mercado será informado sobre fatos relevantes relacionados ao tema.

Impactos potenciais para o Tecon Santos

Para o consultor portuário Ivam Jardim, a movimentação tende a ser positiva para o Tecon Santos sob o ponto de vista financeiro. Ele avalia que a entrada de um investidor global com foco em infraestrutura pode garantir capital de longo prazo à CMA CGM, que recentemente ampliou sua presença no Brasil e em outros mercados.

Na prática, isso pode acelerar investimentos já previstos e até viabilizar novos projetos de expansão de capacidade. Com mais recursos disponíveis, o terminal teria condições de ganhar escala operacional e aumentar sua competitividade no comércio exterior brasileiro.

O consultor Luis Claudio Montenegro vê a joint venture como parte de um movimento estrutural no setor portuário mundial. Segundo ele, grandes armadores têm avançado na integração vertical, combinando operação portuária e capital financeiro de longo prazo para buscar mais eficiência, escala e previsibilidade logística.

Relevância estratégica para o Brasil

No contexto nacional, a operação ganha peso por envolver o Porto de Santos, principal porta de entrada e saída do comércio exterior do País. Para Montenegro, em condições regulatórias adequadas, o modelo pode estimular investimentos em infraestrutura portuária, tecnologia e produtividade, com reflexos positivos sobre custos logísticos e competitividade.

Ele pondera que o maior risco não está na integração entre operadores e investidores, mas na eventual criação de barreiras regulatórias que dificultem aportes e reduzam a competição. Em um cenário de disputa global por eficiência logística, o Brasil precisaria, segundo ele, de mais escala e maior inserção nas cadeias internacionais.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Importação

China zera tarifas de importação para 53 países africanos a partir de 2026

A China anunciou que vai eliminar as tarifas de importação para produtos provenientes de 53 países da África com os quais mantém relações diplomáticas. A medida passa a valer em 1º de maio de 2026 e integra a estratégia de fortalecimento das relações comerciais sino-africanas.

A informação foi divulgada pela emissora estatal China Central Television (CCTV).

Medida amplia acesso ao mercado chinês

Com a adoção da tarifa zero, exportadores africanos terão acesso facilitado ao vasto mercado chinês, considerado um dos maiores do mundo. A iniciativa faz parte de uma política mais ampla de estímulo ao comércio exterior e à cooperação econômica entre a China e o continente africano.

De acordo com a reportagem, o governo chinês também pretende avançar na negociação e assinatura de novos acordos de parceria econômica conjunta, ampliando a integração comercial.

Canal verde deve acelerar exportações africanas

Outro ponto destacado é a expansão de mecanismos que facilitem o fluxo de mercadorias, como o chamado “canal verde”, sistema que agiliza a liberação de produtos africanos no território chinês.

A expectativa é que a combinação de isenção tarifária, novos acordos comerciais e processos aduaneiros mais rápidos impulsione as exportações africanas e fortaleça os laços econômicos bilaterais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:Adek Berry-Pool/Getty Images

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Portos

Porto de Imbituba registra melhor janeiro da história com 679 mil toneladas movimentadas

O Porto de Imbituba iniciou o ano com desempenho recorde e consolidou o melhor resultado já registrado para o mês de janeiro. Ao todo, foram mais de 679 mil toneladas movimentadas e 34 atracações no período, reforçando a importância do complexo como um dos principais motores do crescimento econômico de Santa Catarina e do Brasil.

O volume expressivo confirma a trajetória de expansão do terminal e amplia sua relevância nos corredores logísticos nacionais, além de fortalecer a atração de investimentos para a região.

Exportações e importações impulsionam movimentação

No recorte por tipo de operação, as exportações somaram 251,4 mil toneladas. Entre os principais produtos embarcados estão coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho.

Já as importações atingiram 363,1 mil toneladas, com destaque para hulha betuminosa, sal, coque de petróleo e insumos industriais. A diversidade das cargas evidencia a solidez das cadeias produtivas atendidas pelo porto e a força do comércio exterior catarinense.

Cabotagem e transbordo ampliam integração logística

A cabotagem também apresentou crescimento, com 42,3 mil toneladas embarcadas e 9,3 mil toneladas desembarcadas. O resultado reforça a eficiência da navegação costeira e a integração entre portos brasileiros.

No transbordo, foram registradas 9 mil toneladas embarcadas e 3,8 mil toneladas desembarcadas. Os números confirmam o papel estratégico do terminal como hub logístico e plataforma de redistribuição de cargas no Sul do país.

Granéis sólidos lideram operações

Os granéis sólidos continuam concentrando a maior parte da movimentação, com 531,8 mil toneladas — o equivalente a 78,3% do total. Entre os produtos de maior participação estão coque de petróleo, barrilha, canola em grãos, hulha betuminosa, sal e farelo de milho.

O segmento de contêineres segue em expansão e já representa 14,2% da movimentação total, com 96,2 mil toneladas, indicando a crescente atração de cargas de maior valor agregado. A carga geral respondeu por 6,5% do volume (mais de 44 mil toneladas), demonstrando a capacidade do porto em operar mercadorias com maior complexidade logística.

Impacto econômico e geração de empregos

Além do avanço operacional, o desempenho do Porto de Imbituba gera reflexos diretos na economia regional. A atividade portuária impulsiona a geração de empregos, fortalece os setores de transporte, comércio e serviços e contribui para projetos de integração entre porto e cidade, com foco em desenvolvimento sustentável.

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, destacou a relevância estratégica do complexo para o Estado. Segundo ele, os resultados de janeiro evidenciam a contribuição do terminal para a competitividade das cadeias produtivas e para a economia catarinense e brasileira.

O diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes, atribuiu o desempenho histórico à estratégia de gestão e aos investimentos realizados. De acordo com ele, o recorde demonstra maturidade operacional, diversificação de cargas e fortalecimento da posição estratégica do porto nos mercados nacional e internacional.

Comércio exterior supera US$ 153 milhões

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que as operações de comércio exterior realizadas pelo porto movimentaram mais de US$ 153 milhões apenas em janeiro de 2026. O resultado reforça a contribuição decisiva do terminal para a balança comercial de Santa Catarina e do país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Camex zera imposto de importação para mais de mil produtos e aplica medidas antidumping

O Imposto de Importação foi reduzido a zero para mais de mil produtos após decisão do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), ligado à Câmara de Comércio Exterior (Camex). A medida foi aprovada nesta quinta-feira (12) e inclui ainda novas ações de defesa comercial para proteger a indústria brasileira.

Ao todo, o colegiado concedeu 1.059 ex-tarifários — mecanismo que permite a redução temporária da alíquota de importação para itens sem produção nacional equivalente.

Ex-tarifários beneficiam indústria e setor automotivo

Do total de ex-tarifários aprovados, 421 contemplam bens de capital e produtos de informática. Outros 638 são destinados a autopeças.

Segundo o Gecex, a iniciativa tem como foco estimular investimentos produtivos e diminuir custos para o setor industrial. A liberação para importar máquinas, equipamentos e componentes sem similar fabricado no Brasil deve favorecer a modernização de parques industriais e ampliar a competitividade das empresas.

Além disso, o comitê zerou a tarifa de importação para 20 insumos utilizados pelas áreas industrial e agropecuária, além de dois produtos finais.

Saúde, energia e agro estão entre os setores impactados

As isenções abrangem itens voltados para diferentes segmentos da economia, incluindo saúde, energia, eletrodomésticos, indústria automotiva e alimentação animal.

A expectativa é que a medida gere redução de custos em cadeias produtivas estratégicas, refletindo diretamente na produção e no abastecimento de determinados mercados.

Gecex aprova três novos direitos antidumping

Na mesma reunião, o Gecex também deliberou pela aplicação de três medidas antidumping. O objetivo é conter práticas consideradas desleais no comércio internacional e proteger fabricantes nacionais.

No segmento de dispositivos médicos, foi estabelecida a cobrança de direito antidumping por cinco anos sobre agulhas hipodérmicas importadas da China.

Já no setor siderúrgico, as novas medidas atingem laminados planos a frio e laminados planos revestidos, também de origem chinesa. A decisão busca neutralizar impactos provocados por produtos vendidos abaixo do preço praticado no mercado internacional.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que os detalhes sobre os produtos com tarifa zerada e as alíquotas aplicadas nas medidas antidumping serão divulgados após a publicação oficial no Diário Oficial da União, prevista para os próximos dias.

Fonte: Agência Brasil / Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: FÁBIO RODRIGUES-POZZEBOM / AGÊNCIA BRASIL

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Exportação

Exportação de carne bovina para a China pode atingir cota em setembro, alerta Cepea

O Brasil pode alcançar já em setembro o limite da cota de exportação de carne bovina para a China, caso o ritmo atual de embarques seja mantido. O alerta foi divulgado por pesquisadores do Cepea, com base nos dados de janeiro, mês em que o país asiático concentrou 46,3% das exportações brasileiras da proteína.

Do total de 258,94 mil toneladas de carne bovina enviadas ao mercado externo no período, quase metade teve a China como destino. O cenário é ainda mais intenso em Mato Grosso, onde 57,5% das 83,06 mil toneladas exportadas seguiram para o país asiático, representando um crescimento de 89,23% em relação a janeiro de 2025.

Cotas chinesas e tarifas adicionais

Em dezembro, o Ministério do Comércio da China (Mofcom) definiu que, em 2026, o Brasil poderá exportar até 1,106 milhão de toneladas de carne bovina sem tarifa extra. O volume que ultrapassar esse teto estará sujeito a uma sobretaxa de 55%, tornando a operação menos competitiva.

As cotas já estabelecidas indicam aumento gradual:

  • 2027: 1,128 milhão de toneladas
  • 2028: 1,154 milhão de toneladas

Janeiro registra recorde de embarques

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, apenas em janeiro de 2026, o Brasil enviou 119,63 mil toneladas de carne bovina à China, o maior volume já registrado para um mês de janeiro. Desse total, 47,76 mil toneladas tiveram origem em Mato Grosso.

Segundo o Cepea, se esse ritmo for mantido ao longo do ano, o país tende a esgotar a cota chinesa ainda no terceiro trimestre, antecipando impactos sobre preços, logística e contratos internacionais.

China lidera compras da carne brasileira

Em 2025, Mato Grosso exportou 978,32 mil toneladas de carne bovina para 92 países. A China respondeu por 536,92 mil toneladas, consolidando-se como principal destino da proteína. A Rússia, segunda colocada, adquiriu apenas 58,84 mil toneladas, evidenciando a forte concentração no mercado chinês.

Governo propõe controle das exportações

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) encaminhou, na última sexta-feira (6), um ofício à Câmara de Comércio Exterior (Camex) sugerindo a criação de um sistema de controle das exportações de carne bovina para a China.

A proposta prevê:

  • Distribuição proporcional da cota conforme o histórico de vendas das empresas
  • Escalonamento trimestral dos volumes autorizados
  • Melhor gestão do limite imposto pelo mercado chinês

A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Valor Econômico.

Setor avalia impactos e alternativas

Para o presidente do Sindifrigo-MT, Paulo Bellicanta, a salvaguarda chinesa é legítima e demonstra proteção ao produtor local. No entanto, ele ressalta que o desafio está na adaptação das regras à dinâmica do comércio brasileiro, que opera com contratos firmados e prazos curtos entre produção, embarque e entrega.

Já a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) chama atenção para a restrição global da oferta de carne, causada pela redução do rebanho em grandes produtores, como os Estados Unidos.

Segundo o diretor técnico da entidade, Francisco Manzi, a medida chinesa pode incentivar o Brasil a diversificar mercados. Ele também defende o fortalecimento do consumo interno, destacando que um aumento de três quilos por habitante ao ano já compensaria boa parte da restrição imposta pela China.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Exportação

Governo avalia limitar exportações de carne bovina para a China para evitar crise no setor

O governo federal estuda a adoção de mecanismos para regular o volume de carne bovina exportado para a China por empresas brasileiras. A proposta surge diante do risco de colapso nos preços e no nível de emprego do setor, conforme aponta um ofício do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Segundo o documento, o cenário é resultado direto das salvaguardas comerciais impostas pela China no fim do ano passado para a importação da proteína animal.

Salvaguardas chinesas reduzem espaço para exportações

Como estratégia de proteção aos produtores locais, a China estabeleceu para 2026 um limite de importação de carne bovina brasileira sujeito à tarifa padrão de 12%. O volume que ultrapassar 1,1 milhão de toneladas passa a ser taxado em 55%, elevando a carga tributária total para 67%, considerada inviável para o comércio.

Com base nos dados de 2025, técnicos do Mapa estimam uma queda de cerca de 35% na demanda chinesa, o equivalente a aproximadamente 600 mil toneladas a menos de carne brasileira absorvidas pelo mercado asiático.

Governo alerta para desorganização do mercado

No ofício, assinado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, o ministério avalia que a ausência de coordenação pode gerar impactos negativos em toda a cadeia produtiva da pecuária bovina.

Entre os principais riscos apontados estão:

  • Disputa desordenada entre exportadores, com antecipação de embarques para ocupar a cota chinesa
  • Pressão de baixa nos preços, provocada pela concorrência entre frigoríficos
  • Redirecionamento excessivo da oferta para outros mercados, gerando desequilíbrios
  • Impactos econômicos em regiões dependentes da pecuária
  • Concentração das cotas em grandes grupos empresariais

De acordo com o Mapa, esse conjunto de fatores amplia o choque negativo de demanda e eleva o risco de colapso de preços e empregos no setor.

Proposta prevê cotas e licenças de exportação

Para mitigar os efeitos das restrições chinesas, o ministério propõe a criação de um sistema nacional de cotas de exportação, com distribuição proporcional entre empresas privadas, baseada no histórico recente de vendas para a China.

O modelo também prevê:

  • Reserva técnica para inclusão de novos e pequenos exportadores
  • Uso de licenças de exportação
  • Bloqueio automático de embarques que ultrapassem os limites autorizados

Entre os frigoríficos brasileiros habilitados a exportar para a China estão JBS, Minerva e Marfrig.

China segue como principal destino da carne brasileira

Apesar das incertezas, a China manteve a liderança como principal destino da carne bovina brasileira em janeiro. As importações somaram 123,2 mil toneladas, segundo dados do MDIC, compilados pela Abiec.

O volume representa um aumento de 35% em relação a janeiro de 2025, quando o país asiático importou 91,2 mil toneladas da proteína.

Decisão deve avançar na Camex

O ofício do Mapa foi encaminhado à secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao MDIC. A recomendação é que o tema seja analisado na próxima reunião do Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex), prevista para esta quinta-feira (12).

FONTE: Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Elias/Gazeta do Povo/Arquivo

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar economia, agro e indústria, afirma Alckmin

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu o avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia como uma oportunidade estratégica para o Brasil. A avaliação foi feita durante reunião realizada nesta quarta-feira (11/2) com os senadores Nelsinho Trad (PSD/MS) e Tereza Cristina (PP/MS), com foco no alinhamento entre Executivo e Legislativo para acelerar a tramitação no Congresso Nacional.

O encontro também contou com a participação da secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, e serviu para definir estratégias do Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, responsável por acompanhar a implementação do acordo.

Maior acordo entre blocos do mundo

Durante a reunião, Alckmin ressaltou a dimensão econômica do tratado, considerado o maior acordo comercial já firmado entre blocos econômicos. Segundo ele, o pacto envolve um mercado de US$ 22 trilhões e cerca de 720 milhões de consumidores, ampliando significativamente o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.

Para o vice-presidente, o acordo tem potencial extraordinário para economia, agropecuária, indústria e serviços, além de favorecer a atração de investimentos e a geração de emprego e renda no país.

Desgravação tarifária será gradual

Alckmin destacou que o texto prevê cronogramas graduais de redução de tarifas, o que permite a adaptação dos setores produtivos nacionais. Em grande parte dos casos, a eliminação do imposto de importação ocorrerá ao longo de dez anos, podendo chegar a 18 anos em segmentos mais sensíveis, como o de veículos eletrificados.

Segundo o ministro, o acordo também incorpora mecanismos de salvaguarda, que poderão ser acionados para proteger setores estratégicos diante de eventuais desequilíbrios.

Instrumentos de proteção aos setores produtivos

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o tratado inclui uma série de instrumentos para mitigar riscos durante a implementação. Entre eles estão o capítulo de salvaguardas bilaterais, regras de defesa comercial como antidumping e medidas compensatórias, salvaguardas específicas para o setor automotivo, além de mecanismos de reequilíbrio de concessões e de solução de controvérsias.

O longo período de transição foi negociado levando em conta as sensibilidades tanto do agronegócio quanto da indústria brasileira.

Parlamentares destacam atenção a setores sensíveis

A senadora Tereza Cristina avaliou que o acordo representa um avanço estrutural para o país e fortalece a inserção internacional do agronegócio, mas alertou para a necessidade de atenção a segmentos mais vulneráveis no curto prazo.

Já o senador Nelsinho Trad explicou que o texto do acordo não pode ser alterado pelo Congresso, cabendo aos parlamentares apenas a aprovação ou rejeição. Por isso, segundo ele, foi criado um grupo de trabalho técnico para acompanhar a fase de implementação e antecipar eventuais pontos sensíveis.

A iniciativa, de acordo com o senador, busca garantir segurança jurídica, equilíbrio institucional e apoio técnico durante todo o processo.

Grupo de Trabalho da CRE acompanha implementação

No Senado Federal, o acordo é analisado por um Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores, presidida por Nelsinho Trad. O colegiado avalia os 23 capítulos e anexos do tratado, com foco nos impactos regulatórios, prazos de desgravação e cláusulas de segurança, como a de standstill, que impede a elevação de tarifas acima do nível acordado.

Os participantes da reunião destacaram que a coordenação entre governo federal e Congresso será decisiva para garantir que o acordo avance com responsabilidade e maximize os benefícios para o Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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