Transporte

Transporte marítimo de grãos e fertilizantes fortalece protagonismo do Brasil no comércio global

O Brasil vem consolidando sua posição como um dos principais atores do transporte marítimo de grãos e fertilizantes, impulsionado pelas transformações nas cadeias globais de comércio após o conflito entre Rússia e Ucrânia. A avaliação é da consultoria BRS Dry Bulk, que aponta o país como um dos maiores beneficiados pela reconfiguração das rotas internacionais de carga.

Segundo a análise, as alterações na competitividade dos exportadores tradicionais e o redirecionamento dos fluxos marítimos abriram espaço para o avanço brasileiro tanto nas exportações agrícolas quanto na recepção de insumos essenciais para o agronegócio.

Guerra no Leste Europeu altera dinâmica do mercado marítimo

Mais de quatro anos após o início da guerra, a Rússia continua exercendo influência significativa nos mercados globais de grãos e fertilizantes. Atualmente, o país responde por cerca de 7% das exportações mundiais de grãos e por aproximadamente 15% das vendas globais de fertilizantes.

Mesmo diante de sanções internacionais, custos operacionais mais elevados e riscos no Mar Negro, os embarques russos mantiveram desempenho robusto. Nos primeiros meses de 2026, as exportações de grãos da Rússia cresceram cerca de 48% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A consultoria destaca que restrições regulatórias adotadas pela União Europeia reduziram a competitividade dos produtos russos em viagens de longa distância. Como consequência, parte das cargas passou a se concentrar em rotas mais curtas no Mediterrâneo, ampliando oportunidades para outros exportadores em trajetos oceânicos de maior alcance.

Exportações de grãos impulsionam presença brasileira

Nesse cenário, o Brasil reforçou seu papel como fornecedor estratégico de alimentos para o mercado internacional. Em 2025, o país embarcou cerca de 155 milhões de toneladas de grãos, fortalecendo sua posição nas cadeias globais de abastecimento e ampliando a demanda por operações de transporte marítimo de longo curso.

Grande parte desse volume é escoada por corredores logísticos fundamentais, como os portos de Santos e Paranaguá, além dos terminais do Arco Norte, que vêm ganhando relevância no envio de soja e milho para mercados da Ásia e da Europa.

O crescimento das exportações também aumenta a necessidade de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e acessos terrestres para atender à expansão do agronegócio.

Brasil lidera compras de fertilizantes russos

Além de se destacar nas exportações agrícolas, o Brasil permanece como o principal destino dos fertilizantes embarcados pela Rússia.

De acordo com a BRS Dry Bulk, as exportações marítimas russas de fertilizantes alcançaram cerca de 9 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2026. Desse total, aproximadamente 33% tiveram como destino o mercado brasileiro.

O volume supera o registrado por outros grandes importadores, como a Índia, com 14%, e os Estados Unidos, com 12%.

Os insumos chegam principalmente por portos especializados na movimentação de granéis destinados ao agronegócio, garantindo o abastecimento das principais regiões produtoras do país.

Crescimento dos fluxos exige modernização da infraestrutura

A consultoria observa que os fluxos comerciais direcionados à costa leste da América do Sul ganharam força ao longo de 2026, impulsionados pelo aumento das exportações de grãos e pela demanda constante por fertilizantes.

Essa movimentação contribui para sustentar os níveis de frete nos segmentos Handysize, Supramax e Ultramax, ao mesmo tempo em que exige maior eficiência operacional dos portos brasileiros.

O avanço das cargas representa uma oportunidade para ampliar a movimentação de granéis e fortalecer a competitividade logística do país. Por outro lado, também reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura, planejamento operacional e modernização dos corredores de exportação.

Brasil ganha relevância estratégica no comércio marítimo internacional

A análise da BRS Dry Bulk indica que a Rússia continuará sendo um importante fornecedor global de grãos e fertilizantes, apesar das incertezas geopolíticas.

Nesse contexto, a América Latina tende a ampliar sua participação no mercado internacional, com o Brasil ocupando posição de destaque tanto como grande exportador agrícola quanto como principal comprador de fertilizantes russos.

Para o sistema portuário nacional, o cenário combina oportunidades de crescimento com desafios relacionados à expansão da capacidade logística, eficiência operacional e competitividade nas rotas marítimas globais.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Comércio Exterior

Indústria de lácteos teme perda de competitividade com importações e acordo Mercosul-UE

A indústria brasileira de lácteos acompanha com atenção o aumento das importações e os possíveis efeitos da implementação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Representantes do setor avaliam que a combinação desses fatores pode ampliar a concorrência no mercado interno e pressionar ainda mais a rentabilidade das empresas nacionais.

Para Angelo Sartor, CEO da RAR Agro & Indústria, o cenário já apresenta desafios relevantes, especialmente devido ao crescimento da entrada de produtos vindos dos países do Mercosul, que vêm ganhando espaço no mercado brasileiro nos últimos anos.

Atualmente, as importações de leite em pó e queijos representam cerca de 8% do consumo nacional. Segundo o executivo, esse volume tem influência direta na formação de preços e afeta toda a cadeia produtiva.

Maior oferta pressiona preços pagos à indústria e ao produtor

De acordo com a avaliação do setor, o aumento da presença de produtos importados amplia a oferta disponível no mercado brasileiro, contribuindo para a redução dos preços recebidos tanto pelas indústrias quanto pelos produtores rurais.

A situação ganhou novos contornos após a identificação de práticas de dumping em importações de leite em pó provenientes da Argentina e do Uruguai. Apesar da comprovação das irregularidades, não houve adoção de medidas restritivas por parte do governo.

Na visão de Sartor, a decisão ajuda a evitar aumentos para o consumidor final, mas acaba comprometendo a rentabilidade da produção nacional, especialmente em um momento de custos elevados para o setor agroindustrial.

Acordo Mercosul-União Europeia amplia preocupação

A apreensão das empresas também está relacionada ao avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Desde maio, algumas tarifas de importação para produtos lácteos europeus começaram a ser reduzidas gradualmente.

No segmento de queijos especiais, por exemplo, a alíquota caiu de 28% para 25,2% e seguirá em trajetória de redução até ser eliminada completamente dentro de dez anos.

Embora o prazo seja considerado longo, empresários do setor afirmam que o planejamento industrial exige visão de longo prazo. Projetos de expansão, construção de fábricas e modernização de unidades podem levar vários anos entre aprovação e operação efetiva.

Queijos premium devem enfrentar concorrência mais intensa

A principal preocupação está concentrada nos produtos de maior valor agregado, segmento no qual empresas brasileiras têm investido para ampliar margens e diferenciar sua oferta.

Entre os itens considerados mais vulneráveis estão os queijos tipo grana, manteigas especiais, creme de leite premium e outros derivados de alto padrão.

Segundo Sartor, os produtores europeus contam com vantagens competitivas importantes, como maior escala de produção, tradição consolidada e programas de subsídios oferecidos pelos governos da União Europeia.

A estimativa da empresa é que, com a redução gradual das tarifas, determinados produtos importados possam chegar ao mercado brasileiro com custos cerca de 20% inferiores aos da produção nacional, reduzindo significativamente a competitividade das indústrias locais.

Vinhos e lácteos estão entre os setores mais expostos

Na avaliação do executivo, os maiores impactos da abertura comercial deverão ser sentidos justamente em áreas onde a Europa possui forte tradição produtiva.

Além dos laticínios, o mercado de vinhos também é apontado como um dos mais suscetíveis à concorrência internacional nos próximos anos.

Embora reconheça que o acordo comercial traz benefícios para diversos segmentos da economia brasileira, especialmente para as cadeias de proteínas animais, Sartor acredita que lácteos e vinhos estarão entre os setores mais desafiados pelo novo cenário.

Estratégia aposta em diferenciação e eficiência

Diante das mudanças previstas para o mercado, a estratégia adotada pela empresa tem sido focar em produtos de maior valor agregado e em consumidores que valorizam atributos como qualidade, origem e processos produtivos diferenciados.

Ao mesmo tempo, os investimentos em ampliação da capacidade industrial têm sido conduzidos com cautela. Segundo a companhia, a prioridade atual é aumentar a eficiência operacional e aproveitar melhor a estrutura já existente, diante de um cenário de competição crescente e margens mais pressionadas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNA

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Exportação

Carne brasileira: governo busca reverter veto da União Europeia antes de entrada em vigor

O governo federal intensificou as negociações para tentar reverter a decisão da União Europeia que retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. A medida está relacionada às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária e deve passar a valer em 3 de setembro.

Segundo informações divulgadas pela TV Globo, o Ministério das Relações Exteriores mantém diálogo com representantes europeus na tentativa de encontrar uma solução antes da implementação das restrições.

Governo e setor produtivo buscam alternativas

Além da atuação diplomática, o Ministério da Agricultura e representantes do setor privado trabalham para apresentar as garantias sanitárias exigidas pelas autoridades europeias. Entre as iniciativas em discussão estão visitas técnicas presenciais a propriedades rurais e sistemas de produção animal para comprovar a adequação às normas do bloco.

O objetivo é, ao menos, reduzir os impactos da decisão ou obter uma flexibilização parcial das exigências enquanto as adequações são avaliadas.

Exportações de carne e outros produtos serão afetadas

A nova regulamentação foi publicada pela União Europeia na última sexta-feira (5). Na relação divulgada em 2024, o Brasil aparecia entre os países autorizados a exportar carne bovina, carne de frango, carne equina, além de produtos como tripas, pescado e mel.

Com a atualização da lista, esses produtos deixam de ter acesso ao mercado europeu até que o país comprove o atendimento integral das exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

Entenda o motivo da restrição

De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou informações suficientes para demonstrar o cumprimento das regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

Essas substâncias são utilizadas para prevenir e tratar doenças em rebanhos, mas algumas também podem atuar como promotoras de crescimento. A União Europeia adota regras rigorosas sobre o tema como forma de reduzir os riscos associados à resistência bacteriana em seres humanos.

Brasil poderá voltar à lista de exportadores

Quando a decisão foi anunciada, em maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil poderá ser reintegrado à lista de países habilitados assim que comprovar o cumprimento dos requisitos exigidos.

Na ocasião, o governo brasileiro declarou ter recebido a medida com surpresa e informou que buscaria negociações para evitar prejuízos ao comércio com o mercado europeu.

Acordo Mercosul-União Europeia não deve ser afetado

Apesar das restrições impostas às exportações de produtos de origem animal, a decisão não interfere diretamente no acordo entre Mercosul e União Europeia. A medida é considerada uma regulamentação sanitária específica, aplicada pelo bloco para garantir padrões de segurança alimentar.

Enquanto o Brasil enfrenta o processo de adequação, países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a exportar seus produtos para o mercado europeu.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Banco de Imagens

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Agronegócio

Brasil e Guatemala ampliam cooperação agropecuária com novo acordo bilateral

Brasil e Guatemala deram um novo passo para fortalecer suas relações no setor agropecuário. Os governos dos dois países assinaram, na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) que amplia a cooperação em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do agronegócio, da inovação tecnológica e da produção sustentável.

A assinatura do acordo coincide com a celebração de 50 anos de cooperação bilateral e estabelece uma agenda mais ampla de atuação conjunta entre os ministérios da agricultura das duas nações.

Parceria abrange pesquisa, bioinsumos e agricultura sustentável

O documento prevê ações de cooperação em diversos segmentos da atividade agropecuária, incluindo pesquisa agrícola, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao aumento da produtividade.

Também estão previstas iniciativas para capacitação técnica, atração de investimentos e facilitação do comércio agropecuário entre os dois países.

A assinatura ocorreu durante missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à América Central, liderada pelo secretário-executivo Cleber Soares.

Relação comercial avança com habilitação de frigoríficos brasileiros

O novo acordo também reforça entendimentos construídos nos últimos meses entre Brasil e Guatemala.

Entre os avanços recentes está a habilitação de seis frigoríficos brasileiros de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco, resultado de negociações realizadas após visita oficial da ministra da Agricultura da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil.

A medida amplia as oportunidades para empresas brasileiras e fortalece o intercâmbio comercial entre os dois países.

Intercâmbio tecnológico está entre as prioridades

Durante os encontros bilaterais, representantes dos governos identificaram novas oportunidades de cooperação técnica, especialmente em áreas ligadas à agricultura resiliente às mudanças climáticas, manejo sustentável dos solos, monitoramento agroclimático e uso de tecnologias para elevar a eficiência da produção agrícola.

O memorando estabelece ainda mecanismos permanentes de coordenação, incluindo grupos de trabalho conjuntos, intercâmbio de especialistas, missões técnicas e desenvolvimento de projetos voltados ao fortalecimento do setor agropecuário.

Guatemala busca apoio brasileiro em genética animal

Outro tema de destaque nas negociações foi o interesse da Guatemala em ampliar a cooperação com o Brasil em programas de melhoramento genético de bovinos e pescado.

O governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira em inovação agropecuária e manifestou interesse em ampliar a transferência de tecnologia para fortalecer seu rebanho e aumentar a competitividade da pecuária local.

A expertise brasileira em genética animal e produtividade rural foi apontada como referência internacional durante as discussões.

Comércio e sanidade também entram na pauta

As delegações também discutiram medidas para ampliar o fluxo de comércio entre os dois países, incluindo avanços em processos sanitários relacionados a produtos de origem animal e mecanismos para facilitar novas oportunidades de negócios.

O fortalecimento das relações comerciais é visto como um dos pilares da parceria, especialmente diante do crescimento da demanda por alimentos e da busca por maior integração entre os mercados da América Latina e da América Central.

Cooperação regional ganha reforço com participação do IICA

A agenda oficial incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), onde foram debatidas iniciativas de alcance regional.

Entre os temas abordados estiveram bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional dos sistemas agrícolas da região.

As discussões ampliaram as perspectivas de cooperação entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de projetos voltados à inovação, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com o novo acordo, os dois países reforçam a intenção de aprofundar a integração técnica e comercial, criando oportunidades para o crescimento do setor agropecuário e para a expansão dos negócios agrícolas no continente.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: IICA

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Agronegócio

Exportações de carne de frango ultrapassam US$ 1 bilhão em maio e batem recorde histórico

As exportações de carne de frango do Brasil atingiram um resultado histórico em maio de 2026. Pela primeira vez, a receita gerada pelas vendas externas da proteína superou a marca de US$ 1 bilhão em um único mês, alcançando US$ 1,009 bilhão, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O valor representa um crescimento de 36,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando o setor faturou US$ 741,2 milhões.

Volume embarcado registra melhor maio da série histórica

Além do avanço na receita, o setor também registrou recorde em volume exportado. Ao longo de maio, os embarques de carne de frango brasileira, incluindo produtos in natura e processados, somaram 509,9 mil toneladas.

O desempenho foi 29,6% superior ao registrado em maio do ano passado, quando foram exportadas 393,4 mil toneladas. A base de comparação foi impactada pelo único caso já registrado de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na história da avicultura comercial brasileira, situação posteriormente controlada pelas autoridades sanitárias.

Exportações acumulam crescimento em 2026

Nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil embarcou 2,453 milhões de toneladas de proteína de frango, volume 8,7% maior do que o registrado entre janeiro e maio de 2025, quando as exportações totalizaram 2,257 milhões de toneladas.

O faturamento acumulado também apresentou expansão. Entre janeiro e maio de 2026, a receita chegou a US$ 4,714 bilhões, alta de 11,3% em comparação aos US$ 4,234 bilhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

China lidera entre os principais compradores

A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em maio, com importações de 48,3 mil toneladas, crescimento de 34,7% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 43,2 mil toneladas (+53,9%);
  • União Europeia: 40,2 mil toneladas (+61,6%);
  • Arábia Saudita: 39,1 mil toneladas (+27,5%);
  • Emirados Árabes Unidos: 32,3 mil toneladas (+1,2%);
  • África do Sul: 31,4 mil toneladas (+22,8%);
  • México: 23,5 mil toneladas (+40,9%);
  • Filipinas: 20,8 mil toneladas (-14,2%);
  • Coreia do Sul: 18,2 mil toneladas (+36,4%);
  • Reino Unido: 12,2 mil toneladas (+18,8%).

O destaque ficou para mercados de maior valor agregado, como Japão, União Europeia e Coreia do Sul, que registraram crescimento expressivo nas compras da proteína brasileira.

Paraná mantém liderança entre os estados exportadores

Entre os estados, o Paraná continuou liderando as exportações nacionais de carne de frango, com 213,9 mil toneladas embarcadas em maio, avanço de 35,1% na comparação anual.

O ranking segue com:

  • Santa Catarina: 113,9 mil toneladas (+39,7%);
  • Rio Grande do Sul: 62,9 mil toneladas (+21,3%);
  • São Paulo: 27,8 mil toneladas (+10,5%);
  • Goiás: 26,4 mil toneladas (+26,4%).

Juntos, os estados da região Sul permanecem como os principais polos da avicultura brasileira, concentrando grande parte da produção destinada ao mercado externo.

Diversificação de mercados fortalece desempenho do setor

De acordo com a ABPA, os resultados foram alcançados mesmo diante de um cenário internacional marcado por desafios logísticos e tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio.

Segundo o presidente da entidade, Ricardo Santin, o crescimento das exportações demonstra a capacidade do Brasil de ampliar sua presença em mercados estratégicos, ao mesmo tempo em que mantém forte atuação em regiões tradicionais compradoras da proteína nacional.

A expansão das vendas para países asiáticos, europeus e mercados emergentes reforça a competitividade da cadeia produtiva avícola e contribui para consolidar o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

FONTE: ABPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações pecuárias: Brasil segue fora da lista da União Europeia para produtos de origem animal

O Brasil continua fora da relação de países considerados aptos a atender às novas exigências da União Europeia para a exportação de animais e produtos de origem animal destinados ao consumo humano. A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia em atualização regulatória publicada nesta quinta-feira (5).

Segundo o bloco europeu, o país ainda não apresentou informações suficientes que comprovem a implementação, até setembro de 2026, das medidas exigidas pela legislação comunitária sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

Novas regras endurecem controle sobre antibióticos

As normas adotadas pela União Europeia restringem o uso de determinados antibióticos considerados essenciais para a medicina humana e proíbem a utilização de antimicrobianos com a finalidade de estimular crescimento ou elevar a produtividade dos animais destinados à produção de alimentos.

A medida integra a estratégia europeia de combate à resistência antimicrobiana, apontada por organismos internacionais como uma das principais ameaças à saúde pública global.

Além de exigir o cumprimento dessas regras dentro de seus países-membros, o bloco passou a cobrar garantias equivalentes de nações que exportam produtos de origem animal para o mercado europeu.

Setores estratégicos podem ser impactados

A exclusão do Brasil da lista afeta segmentos importantes das exportações agropecuárias, incluindo bovinos, equinos, aves, produtos da aquicultura, mel e tripas animais.

Até então, o país figurava entre os fornecedores autorizados para essas categorias. No entanto, a decisão não significa uma suspensão imediata das vendas ao mercado europeu.

A regulamentação prevê que as novas exigências entrem em vigor somente em 3 de setembro de 2026, o que abre espaço para novas negociações e ajustes por parte das autoridades brasileiras.

Outros países foram incluídos na lista europeia

Enquanto o Brasil permanece fora da relação atualizada, a Comissão Europeia autorizou a inclusão de novos países após análise da documentação apresentada.

Entre as nações que passaram a integrar a lista estão Índia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Sérvia, Tunísia, Tanzânia e Uganda, consideradas aptas a atender às exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

Governo brasileiro intensifica negociações

Nas últimas semanas, representantes do governo federal ampliaram as tratativas com autoridades europeias para tentar reverter a situação. O principal foco das discussões envolve as exportações de carne bovina, embora setores como aves, aquicultura e mel também acompanhem o tema com atenção.

Como parte das negociações, o Ministério da Agricultura apresentou um protocolo privado de certificação voltado à produção de bovinos livres dos antimicrobianos proibidos pela legislação europeia.

O sistema prevê monitoramento dos animais desde o nascimento até o abate, garantindo a rastreabilidade da produção e a comprovação da ausência dos medicamentos restritos.

Proposta de transição não avançou

O governo brasileiro também tentou negociar um período de adaptação gradual para adequação às novas exigências. A proposta previa comprovar inicialmente a não utilização dos medicamentos apenas nos meses finais da vida dos animais, ampliando posteriormente o controle para todo o ciclo produtivo.

Entretanto, a alternativa não recebeu apoio das autoridades europeias, que mantiveram a exigência de comprovação integral das regras sanitárias.

Apesar do impasse, as negociações seguem abertas e poderão avançar até a entrada em vigor da regulamentação, em setembro de 2026.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Exportação

Exportações de carne suína batem recorde em maio e avançam 9% no Brasil

As exportações de carne suína brasileira alcançaram um novo recorde em maio, consolidando a força do setor no mercado internacional. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), foram embarcadas 129,4 mil toneladas de produtos suínos, entre cortes in natura e industrializados.

O volume representa um crescimento de 9% em comparação com maio de 2025, quando os embarques somaram 118,8 mil toneladas. Trata-se do maior resultado já registrado para o mês.

Receita com vendas externas também cresce

Além do aumento em volume, a receita obtida com as exportações apresentou desempenho histórico. Em maio, o setor faturou US$ 302,1 milhões, alta de 3,8% em relação aos US$ 291,2 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

O resultado reforça o cenário positivo para a suinocultura brasileira, impulsionada pela ampliação de mercados e pela demanda internacional consistente.

Acumulado do ano supera 660 mil toneladas

Entre janeiro e maio, as exportações nacionais de carne suína atingiram 661,7 mil toneladas, avanço de 13,1% frente às 584,8 mil toneladas embarcadas nos cinco primeiros meses de 2025.

Em termos de faturamento, o crescimento acumulado chegou a 11,9%, com receita de US$ 1,546 bilhão no período. No ano anterior, o setor havia registrado US$ 1,382 bilhão.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho reflete a estratégia de diversificação dos mercados compradores e a manutenção da demanda global pela proteína brasileira.

Filipinas seguem como principal destino da carne suína brasileira

As Filipinas permaneceram na liderança entre os importadores da proteína brasileira em maio, com 27,2 mil toneladas adquiridas. Apesar da liderança, o volume ficou 3,8% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 15,2 mil toneladas (+83,2%);
  • Chile: 10,9 mil toneladas (-0,1%);
  • China: 8,9 mil toneladas (-25,9%);
  • México: 8,6 mil toneladas (+20,4%);
  • Hong Kong: 8,2 mil toneladas (+13,8%);
  • Argentina: 5,8 mil toneladas (+13,7%);
  • Uruguai: 4,7 mil toneladas (+0,3%);
  • Vietnã: 4,6 mil toneladas (-14,2%);
  • Singapura: 4,1 mil toneladas (-50,5%).

O destaque ficou para o mercado japonês, que registrou o maior crescimento percentual entre os principais destinos.

Santa Catarina lidera embarques nacionais

Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança absoluta nas vendas externas de carne suína, com 62,5 mil toneladas embarcadas em maio, resultado 4,9% superior ao do mesmo período do ano passado.

O ranking dos principais exportadores inclui ainda:

  • Rio Grande do Sul: 32,7 mil toneladas (+19,5%);
  • Paraná: 18,3 mil toneladas (-4,8%);
  • Mato Grosso: 4,6 mil toneladas (+52,4%);
  • Minas Gerais: 3,7 mil toneladas (+26,5%).

Os números reforçam a relevância da região Sul na produção e exportação de proteína animal, com destaque para Santa Catarina, principal polo da suinocultura nacional.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araújo / Trilux / CP

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Agronegócio

Geopolítica pressiona o agro, eleva custos e amplia incertezas para produtores rurais

As transformações no cenário internacional voltaram a influenciar de forma significativa o cotidiano do campo. Conflitos geopolíticos, mudanças nas rotas de comércio, restrições de mercado e disputas econômicas entre grandes potências estão gerando reflexos sobre os custos de produção e aumentando a preocupação dos produtores rurais.

De acordo com Mauro Osaki, pesquisador do Cepea/Esalq, os desafios atuais para o agronegócio brasileiro podem ser compreendidos a partir de três fatores principais: os efeitos das tensões internacionais sobre a oferta de insumos, os gargalos na logística global e o avanço de políticas protecionistas adotadas por diversos países.

Segundo o especialista, esses movimentos já afetam diretamente o mercado nacional, especialmente no segmento de fertilizantes, que registra aumento de preços e maior volatilidade.

Fertilizantes enfrentam pressão de oferta e custos elevados

Entre os insumos mais impactados pelo cenário internacional estão as matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes fosfatados e nitrogenados.

Osaki destaca que produtos como enxofre e ácido sulfúrico, essenciais para a produção de fertilizantes à base de fósforo, vêm registrando valorização no mercado internacional, pressionando os custos da cadeia produtiva.

Além do aumento dos preços, o pesquisador aponta preocupações relacionadas à disponibilidade desses insumos. A combinação entre restrições comerciais, problemas de abastecimento e dificuldades logísticas tem elevado o nível de atenção do setor.

No caso da ureia, amplamente utilizada em culturas como milho, arroz e feijão, o mercado acompanha com cautela os desdobramentos da retomada das exportações pela China. Embora o movimento seja positivo para a oferta global, as incertezas permanecem diante das constantes mudanças no cenário internacional.

Enxofre ganha importância estratégica para a produção agrícola

O papel do enxofre na cadeia de fertilizantes também merece destaque. O produto é obtido durante o processo de refino de petróleo e possui função fundamental na fabricação de fertilizantes fosfatados.

Segundo Osaki, problemas enfrentados por refinarias em diferentes partes do mundo contribuíram para reduzir a disponibilidade dessa matéria-prima, afetando diversas cadeias produtivas ligadas ao setor agrícola.

Apesar dos desafios, o pesquisador avalia que a diversificação das fontes de insumos pode ser uma estratégia relevante para aumentar a segurança de abastecimento e reduzir riscos futuros para os produtores.

Dependência de fertilizantes importados continua sendo desafio

O atual cenário internacional também reacende o debate sobre a forte dependência brasileira das importações de fertilizantes. Hoje, cerca de 80% a 85% dos produtos utilizados no país são adquiridos no mercado externo.

Para Osaki, o modelo de globalização incentivou durante décadas a busca por fornecedores internacionais. No entanto, mudanças observadas nos últimos anos indicam uma tendência crescente de proteção dos mercados internos e busca por maior autossuficiência.

Diante desse contexto, ampliar a produção nacional de fertilizantes surge como uma alternativa para reduzir a vulnerabilidade do setor diante de crises externas. Entre os nutrientes avaliados, o pesquisador considera que o fósforo apresenta potencial mais favorável para expansão da produção brasileira.

Rentabilidade menor exige mais cautela na gestão das propriedades

Além da alta dos insumos, os produtores enfrentam outro desafio: a redução das margens de lucro.

Dados apresentados por Osaki durante o Fórum Técnico Mais Milho, realizado em Água Boa (MT), indicam que a rentabilidade real da atividade agrícola vem recuando nos últimos anos, mesmo após a correção dos números pela inflação.

Esse cenário tem limitado investimentos e exigido uma gestão financeira mais rigorosa nas propriedades rurais. Em muitos casos, produtores precisam recorrer às próprias reservas para cumprir compromissos financeiros e manter a atividade em funcionamento.

O pesquisador ressalta que decisões relacionadas à redução de custos devem ser tomadas de forma individualizada, considerando fatores como tipo de solo, cultura cultivada e condições econômicas de cada propriedade.

Mercado internacional pode abrir espaço para o milho brasileiro

Apesar dos desafios, algumas mudanças globais também podem gerar oportunidades para o Brasil.

Uma delas está relacionada à possível ampliação da mistura de etanol na gasolina dos Estados Unidos. Caso o consumo de etanol aumente no mercado norte-americano, a demanda interna por milho tende a crescer, reduzindo o volume disponível para exportação.

Nesse cenário, importadores tradicionais do cereal produzido pelos Estados Unidos, como México, Colômbia, Japão e países da União Europeia, poderão buscar novos fornecedores no mercado internacional.

Para o Brasil, a mudança pode representar uma oportunidade de ampliar a participação nas exportações de milho e fortalecer sua presença no comércio agrícola global.

Agro deve acompanhar cenário internacional com atenção

Na avaliação de Mauro Osaki, o atual contexto reforça a necessidade de monitorar constantemente os movimentos geopolíticos e econômicos globais.

Em um mercado cada vez mais conectado, decisões tomadas em outros países continuam influenciando diretamente os custos de produção, a disponibilidade de insumos, os investimentos e as oportunidades de negócios para o produtor rural brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Acordo Mercosul-Canadá avança e pode ampliar exportações do agronegócio brasileiro

As tratativas para um acordo comercial entre Mercosul e Canadá avançaram durante a mais recente rodada de negociações realizada em Toronto. O encontro resultou em progressos em cinco capítulos considerados essenciais para a ampliação das relações econômicas entre os dois mercados.

Os avanços envolvem temas como barreiras tarifárias, regras de origem, medidas sanitárias e fitossanitárias, facilitação de comércio e acesso a insumos produtivos. O cenário é visto como positivo para o fortalecimento das trocas comerciais e para a expansão das exportações do bloco sul-americano.

Agronegócio brasileiro pode ser um dos principais beneficiados

Entre os setores com maior potencial de ganho está o agronegócio brasileiro, especialmente devido às discussões relacionadas às exigências sanitárias e fitossanitárias.

Essas normas são determinantes para a entrada de produtos agropecuários em mercados internacionais e influenciam diretamente a comercialização de itens como carne bovina, frango, grãos e frutas.

Com a possível conclusão do acordo, exportadores brasileiros poderão ter acesso facilitado ao mercado canadense, considerado um dos mais relevantes devido ao seu elevado poder de consumo.

Redução de tarifas pode aumentar competitividade das commodities

O Canadá mantém demanda constante por produtos alimentícios, proteínas animais e commodities agrícolas. Nesse contexto, um entendimento comercial entre os blocos pode reduzir ou até eliminar tarifas aplicadas atualmente sobre diversos produtos exportados pelo Mercosul.

A medida beneficiaria especialmente as vendas externas de soja, carnes e produtos processados, ampliando a competitividade dos produtores brasileiros em um mercado estratégico da América do Norte.

Carne bovina e frango estão entre os produtos mais impactados

As negociações também concentram atenção nas tarifas que incidem sobre a carne bovina brasileira e a carne de frango. Atualmente, esses encargos são considerados obstáculos relevantes para o aumento da participação brasileira no mercado canadense.

Caso haja redução ou eliminação dessas barreiras, os exportadores nacionais poderão competir em condições mais favoráveis com fornecedores já consolidados, como Estados Unidos e Austrália, ampliando oportunidades para o setor pecuário brasileiro.

Expectativa é de fortalecimento do comércio internacional

O avanço das negociações reforça a perspectiva de um acordo capaz de impulsionar o comércio exterior, diversificar mercados e criar novas oportunidades para produtores e empresas dos países integrantes do Mercosul.

Além de ampliar o fluxo comercial, o entendimento pode contribuir para reduzir custos de importação de insumos agrícolas e fortalecer a integração econômica entre os dois blocos.

FONTE: Space Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Space Money

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Comércio Exterior

China reconhece Brasil livre de febre aftosa e suspende restrições comerciais à carne

A China oficializou o reconhecimento de que o Brasil está livre de febre aftosa, suspendendo as restrições sanitárias que ainda atingiam parte do território nacional. O anúncio foi feito pela agência alfandegária chinesa na terça-feira (2), em comunicado oficial.

Com a decisão, todo o território brasileiro passa a ser considerado livre da doença, o que abre caminho para a ampliação das exportações de carne bovina e outros produtos de origem animal.

China é principal destino da carne brasileira

O Brasil, líder global na exportação de carne bovina e de frango, direcionou mais da metade de suas vendas externas de carne bovina para o mercado chinês no ano passado.

A China, maior importadora mundial de carne bovina, já comprou quase US$ 3 bilhões em carne brasileira apenas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados comerciais.

Governo vê avanço em exportações de carne bovina e suína

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores destacaram que a decisão deve ampliar as oportunidades de venda para o mercado asiático.

Segundo o governo, a medida pode beneficiar não apenas a carne bovina, mas também a carne suína, incluindo miúdos e cortes com osso.

As autoridades brasileiras afirmaram ainda que o reconhecimento é resultado de mais de duas décadas de negociações entre os dois países.

Negociações diplomáticas e diálogo estratégico

O anúncio ocorre após a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, em um encontro que a China classificou como “diálogo estratégico” bilateral.

No mês anterior, o Brasil havia solicitado maior abertura para ampliar o envio de carne bovina ao país asiático. Durante missão em Pequim no fim de maio, o ministro da Agricultura, André de Paula, também defendeu a redistribuição de cotas de exportação não utilizadas por outros países. A proposta, no entanto, foi rejeitada, segundo informações divulgadas pela Reuters.

China adotou medidas após surtos recentes de febre aftosa

No campo sanitário, a China enfrentou um surto de febre aftosa no final de março, com registros em 219 bovinos distribuídos em dois rebanhos nas regiões de Gansu e Xinjiang, totalizando 6.229 animais.

Após os casos, o governo chinês reforçou o controle nas fronteiras, acelerou a aprovação de vacinas e implementou ações de abate sanitário e desinfecção para conter a disseminação da doença.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Barreto

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