Logística

TCP conclui ampliação da ferrovia no Terminal de Contêineres de Paranaguá e eleva capacidade operacional

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, e a Brado Logística finalizaram, em julho, as obras de expansão da infraestrutura ferroviária dentro do terminal paranaense. A modernização deve aumentar em cerca de 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

Nova linha férrea amplia transporte de contêineres

Com a implantação de uma terceira linha ferroviária e de uma nova área de manobras, o terminal passa a ampliar sua capacidade anual de transporte de contêineres cheios de 55 mil para aproximadamente 66 mil unidades.

O ramal ferroviário conecta o Porto de Paranaguá aos municípios de Ortigueira, Cambé e Cascavel, importantes polos de produção de papel, celulose e carne de frango, fortalecendo o escoamento da produção para o mercado externo.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o investimento representa um ganho relevante de produtividade para os clientes atendidos por esses corredores logísticos.

Infraestrutura fortalece logística do Paraná

Para a Brado Logística, a entrega da obra marca uma nova fase para o transporte multimodal no estado. De acordo com Vinicius Cordeiro, gerente executivo Comercial e de Novos Negócios da empresa, a expansão amplia as conexões entre produtores e mercados nacionais e internacionais, oferecendo uma alternativa mais eficiente e sustentável para o transporte de cargas.

O executivo destaca que a melhoria é especialmente importante para o agronegócio e para o setor industrial paranaense, que demandam soluções logísticas capazes de acompanhar o crescimento da produção e ampliar a competitividade das exportações.

Operação ferroviária ganha mais agilidade

A TCP é o único terminal portuário da região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio de operações. Com a expansão, foram adicionados 757 metros de trilhos, incluindo a terceira linha e uma nova área destinada às manobras ferroviárias.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo a movimentação de um trem por vez durante as operações de carga e descarga. Agora, será possível realizar o atendimento simultâneo de dois trens enquanto uma terceira composição deixa o terminal, aumentando a fluidez operacional.

Menos impactos no trânsito da Avenida Portuária

Outra mudança importante ocorre na circulação ferroviária dentro de Paranaguá. Anteriormente, os trens precisavam ser divididos em duas composições menores para atravessar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas ocasiões.

Com a nova configuração, os trens poderão cruzar a via em composição completa, reduzindo o número de bloqueios, diminuindo o tempo de espera para motoristas e garantindo maior fluidez tanto para o transporte ferroviário quanto para o tráfego urbano.

Investimentos somam R$ 500 milhões nos últimos cinco anos

A ampliação faz parte de um plano de modernização da TCP, que investiu aproximadamente R$ 500 milhões em infraestrutura e ampliação da capacidade operacional nos últimos cinco anos.

Para acompanhar o aumento da movimentação ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG, todos eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos. A iniciativa reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono relacionadas à operação desses equipamentos.

Além disso, a empresa incorporou novos Terminal Tractors (TTs) e promoveu adaptações no gate de acesso para atender à terceira linha ferroviária e melhorar o fluxo interno de cargas.

Brado reforça investimentos para ampliar eficiência

A Brado Logística também realizou aportes em equipamentos e componentes ferroviários essenciais para a expansão da infraestrutura. Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos e de três aparelhos de mudança de via (AMVs), que ampliam a capacidade de manobras, reduzem o tempo de espera das composições e aumentam a produtividade do terminal.

Segundo a empresa, os investimentos elevam a confiabilidade da operação e oferecem maior capacidade de resposta ao crescimento da demanda por transporte ferroviário.

Para Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP, a ampliação fortalece a integração entre os modais de transporte, aumenta a eficiência das operações e contribui para tornar a cadeia logística do comércio exterior brasileiro mais competitiva.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Informação

VLI bate recorde na movimentação de grãos e farelos no primeiro semestre de 2026

A VLI alcançou um novo marco em suas operações logísticas ao registrar o maior volume de grãos e farelos transportado em um primeiro semestre desde o início de suas atividades. Entre janeiro e junho de 2026, a empresa movimentou 12,4 milhões de toneladas úteis (MTU), resultado que representa um crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo trimestre também registra desempenho histórico

O avanço foi impulsionado por um segundo trimestre de forte desempenho. No período entre abril e junho, a companhia transportou 7,9 milhões de MTU de grãos e farelos, volume 8% superior ao registrado no segundo trimestre do ano anterior e o maior já alcançado pela empresa para esse intervalo.

Agronegócio impulsiona crescimento da logística

Segundo Carolina Hernandez, diretora Comercial, de Projetos e Planejamento Estratégico da VLI, os números refletem a importância da empresa para a cadeia logística do agronegócio brasileiro.

De acordo com a executiva, a companhia atua como parceira estratégica ao oferecer soluções logísticas integradas, contribuindo para o escoamento das safras, o aumento da eficiência operacional e o fortalecimento da competitividade do setor. Ela destacou ainda que a VLI seguirá investindo para apoiar o desenvolvimento das cadeias produtivas do país.

Corredores logísticos sustentam expansão das operações

Os resultados foram alcançados com o desempenho dos três principais corredores logísticos operados pela empresa.

O Corredor Norte conecta as regiões produtoras do Matopiba e do Centro-Oeste ao Terminal Portuário São Luís, no Maranhão. Já o Corredor Leste atende áreas produtoras de Minas Gerais e do Espírito Santo, com acesso aos terminais portuários capixabas.

No Corredor Sudeste, a operação integra as regiões agrícolas do Centro-Oeste ao Porto de Santos, um dos principais canais de exportação do agronegócio brasileiro.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações de Santa Catarina no Sul do Brasil

A entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia poderá abrir novas oportunidades para empresas brasileiras no comércio internacional, especialmente nos estados da Região Sul. Um estudo desenvolvido pela ApexBrasil, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aponta que Santa Catarina é o estado sulista com maior potencial de expansão das exportações para o bloco europeu.

A parceria comercial envolve um mercado estimado em US$ 24,2 trilhões e prevê a redução de barreiras tarifárias, criando novas possibilidades para setores industriais e do agronegócio brasileiro.

O levantamento analisou produtos com potencial de entrada no mercado europeu a partir dos códigos tarifários internacionais e identificou oportunidades de diversificação da pauta exportadora nacional. Atualmente, mais de 8 mil empresas brasileiras já vendem para a União Europeia, com liderança de São Paulo, seguido por Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Indústria de transformação lidera perfil exportador do Sul

O estudo destaca que a Região Sul possui uma estrutura produtiva integrada entre indústria, tecnologia e agroindústria. Nos três estados, a indústria de transformação representa entre 73% e 91% das exportações, reforçando o potencial de produtos com maior valor agregado.

Entre os principais segmentos beneficiados pelo acordo estão máquinas e equipamentos, automotivo, madeira processada, alimentos, proteínas animais e produtos manufaturados.

Paraná tem potencial em setores industriais e agroindustriais

O Paraná apresenta uma balança comercial historicamente positiva e registra crescimento médio anual de 4,4% nas exportações.

A indústria de transformação responde por 73,4% das vendas externas do estado, enquanto o agronegócio representa 25,6%. Entre os principais produtos exportados em 2025 estão soja, carne de aves, farelo de soja, açúcar e milho.

O estudo identificou 76 códigos tarifários com oportunidades para o mercado europeu, sendo 45 ligados à indústria e 31 ao setor agrícola.

Atualmente, 744 empresas paranaenses exportam para a União Europeia. Entre os setores com maior possibilidade de crescimento estão a cadeia automotiva, a indústria madeireira, máquinas, equipamentos industriais, válvulas, bombas e produtos derivados da soja e do milho.

Rio Grande do Sul combina commodities e produtos de maior valor agregado

O Rio Grande do Sul mantém uma economia exportadora diversificada, reunindo produtos agrícolas e itens industriais mais complexos.

A indústria de transformação representa 76,7% das exportações gaúchas. Em 2025, os principais produtos vendidos ao exterior foram soja, tabaco, farelo de soja, carne de aves, celulose e carne suína.

A análise da ApexBrasil e do MDIC apontou 74 produtos com potencial de crescimento no mercado europeu, sendo 47 industriais e 27 ligados ao agronegócio.

Entre as oportunidades estão autopeças, polímeros de etileno, derivados de petróleo, calçados de couro e sintéticos, além da ampliação das vendas de carnes e produtos processados.

Santa Catarina concentra maior número de oportunidades no estudo

Apesar de apresentar déficit comercial desde 2009, Santa Catarina possui uma das bases industriais mais fortes do país. A indústria de transformação representa 91,4% da pauta exportadora estadual.

Em 2025, os principais produtos enviados ao exterior foram carne de aves, carne suína, geradores elétricos, soja e madeira.

O estado foi o que apresentou o maior número de oportunidades identificadas pelo estudo para a União Europeia entre os três estados do Sul: são 167 produtos com potencial de expansão, sendo 128 industriais e 39 do agronegócio.

Santa Catarina já conta com 761 empresas exportadoras para o bloco europeu. Entre os segmentos considerados estratégicos estão bens de capital, motores elétricos, componentes automotivos, bombas, compensados de madeira, produtos plásticos e a cadeia consolidada de proteínas animais.

Acordo pode transformar cenário econômico regional

A expectativa é que o acordo comercial Mercosul-UE contribua para ampliar a presença das empresas brasileiras no mercado europeu e estimular setores estratégicos da economia sulista.

Para o economista e geógrafo Roberto Uebel, o Paraná tende a ser um dos principais beneficiados pela parceria, principalmente em áreas como agroindústria e setor automotivo. Segundo ele, além do impacto nas exportações, o acordo também pode favorecer consumidores brasileiros com maior acesso a produtos europeus.

FONTE: Amanhã
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Amanhã

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Comércio Internacional

Canal do Panamá reduz capacidade por seca e aumenta pressão sobre fretes internacionais

A seca no Canal do Panamá voltou a impactar a logística marítima global. A partir de 25 de julho, a Autoridade do Canal do Panamá suspenderá os leilões diários do terceiro período de reservas para as eclusas Panamax. A decisão, informada pela agência de transporte marítimo Norton Lilly, foi motivada pela queda no nível de água do Lago Gatún e pelo risco de intensificação do fenômeno El Niño.

Com a medida, a capacidade diária de reservas será reduzida de 36 para 34 embarcações. Até o momento, não há previsão para o encerramento da restrição.

Histórico de restrições reforça vulnerabilidade da hidrovia

A nova limitação ocorre após uma sequência de episódios semelhantes registrados em 2023 e 2024. Naqueles anos, a escassez de água obrigou a adoção de restrições de calado e à diminuição do número diário de navios autorizados a cruzar o canal, afetando diretamente o comércio internacional.

No início de 2026, a Autoridade do Canal havia indicado uma recuperação das operações, com maior previsibilidade no planejamento logístico e sem reajustes tarifários. Entretanto, a retomada das restrições demonstra que a infraestrutura continua vulnerável às condições climáticas, especialmente diante das previsões relacionadas ao El Niño.

Problemas em rotas estratégicas elevam impacto no transporte marítimo

O cenário ganha ainda mais relevância porque coincide com dificuldades em outros importantes corredores marítimos. As tensões envolvendo Irã e Estados Unidos reduziram drasticamente a movimentação no Estreito de Ormuz, enquanto os ataques do grupo Houthi no Mar Vermelho seguem obrigando companhias marítimas a redirecionar embarcações pelo Cabo da Boa Esperança.

A combinação desses fatores amplia a pressão sobre as principais rotas do transporte marítimo, elevando custos logísticos, aumentando os prazos de entrega e pressionando os fretes internacionais.

Brasil pode enfrentar aumento de custos e atrasos nas operações

Para o Brasil, o Canal do Panamá é uma das principais ligações comerciais com a Ásia e a costa oeste dos Estados Unidos, além de desempenhar papel importante no escoamento de commodities agrícolas.

Com a suspensão do terceiro período de reservas, a disputa por vagas disponíveis nos dois primeiros períodos tende a aumentar, encarecendo as reservas antecipadas. Navios que não conseguirem confirmar um slot poderão enfrentar filas de espera ou optar por rotas alternativas, como o desvio pelo Cabo da Boa Esperança, solução que aumenta significativamente o tempo de viagem e os custos operacionais.

Agronegócio e indústria estão entre os setores mais afetados

Os efeitos da medida devem ser sentidos principalmente pelo agronegócio exportador e pelas empresas que importam insumos industriais, segmentos que dependem de cronogramas logísticos rigorosos.

Além do risco de atrasos nas entregas, a instabilidade nos prazos pode ampliar a exposição cambial em contratos vinculados à data de recebimento das cargas. O cenário também pode levar empresas a revisar cláusulas contratuais relacionadas à força maior e aos limites de tolerância para atrasos logísticos.

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

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Exportação

Preço do café sustenta receita das exportações brasileiras apesar da queda no volume embarcado

As exportações de café do Brasil registraram queda em volume na safra 2025/26, mas a receita obtida com as vendas externas permaneceu praticamente estável. O resultado foi impulsionado pela forte valorização do preço do café no mercado internacional, que compensou a redução na quantidade embarcada ao longo do ciclo.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 38,46 milhões de sacas de 60 quilos entre julho de 2025 e junho de 2026. No ciclo anterior, o volume havia alcançado 45,62 milhões de sacas, o que representa uma retração de 15,7%.

Receita permanece próxima do recorde da safra anterior

Apesar da redução nas exportações, o faturamento do setor sofreu pouca alteração. A receita com os embarques somou US$ 14,6 bilhões na temporada 2025/26, resultado muito próximo dos US$ 14,7 bilhões registrados na safra 2024/25.

A pequena diferença entre os dois períodos evidencia o impacto positivo da alta das cotações internacionais sobre o desempenho financeiro das vendas brasileiras.

Estoques globais reduzidos mantêm preços elevados

Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção dos baixos estoques mundiais de café tem sustentado os preços da commodity em níveis elevados no mercado internacional.

Esse cenário favoreceu também o produto brasileiro, elevando o valor pago por saca nas negociações externas. Com isso, os exportadores conseguiram ampliar a receita por unidade comercializada, equilibrando os efeitos da queda no volume embarcado.

Mercado internacional reforça valor do café brasileiro

O desempenho da safra 2025/26 demonstra que a valorização do café brasileiro no mercado externo ocorreu em ritmo superior à redução das exportações. Na prática, o aumento dos preços permitiu preservar o faturamento do setor, mesmo diante de um ciclo marcado por menor oferta destinada ao comércio internacional.

O resultado reforça a importância das condições do mercado global na formação dos preços e na rentabilidade das exportações de café do Brasil.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Portos

Porto de Paranaguá amplia exportações e registra alta de 86% no envio de cargas de outros estados

O Porto de Paranaguá segue fortalecendo sua posição como um dos principais corredores de exportação do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que os terminais paranaenses embarcaram 9,62 milhões de toneladas de mercadorias originadas em outros estados durante o primeiro semestre de 2026.

O volume representa um crescimento de 9,9% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 8,75 milhões de toneladas.

Volume de cargas quase dobrou em oito anos

Na comparação com 2018, o desempenho evidencia uma expansão ainda mais expressiva. Em oito anos, a quantidade de produtos de outras unidades da Federação exportados pelo Porto de Paranaguá aumentou 85,8%, passando de 5,17 milhões para 9,62 milhões de toneladas.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os resultados refletem a consolidação do Paraná como um dos principais eixos logísticos do país, ampliando sua importância no escoamento da produção nacional para o mercado externo.

Mato Grosso do Sul lidera embarques pelo terminal paranaense

Entre os estados que mais utilizam a estrutura portuária, o Mato Grosso do Sul ocupa a primeira posição, com 4,05 milhões de toneladas exportadas no primeiro semestre deste ano.

Na sequência aparecem São Paulo, com 2,09 milhões de toneladas, e Mato Grosso, responsável por 1,83 milhão de toneladas embarcadas. O porto também atende produtores de Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins.

Valor das exportações supera US$ 7 bilhões

Além do crescimento em volume, as operações registraram avanço financeiro. As cargas provenientes de outros estados movimentaram US$ 7,26 bilhões entre janeiro e junho de 2026, resultado 14,8% superior aos US$ 6,32 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

Entre os principais produtos exportados estão a soja, responsável por mais da metade do total embarcado, com 4,88 milhões de toneladas. Também tiveram destaque o farelo de soja, açúcar, óleo de soja, carnes bovina e de aves e milho.

Investimentos ampliam capacidade e consolidam referência nacional

O avanço na movimentação acompanha os investimentos realizados pela Portos do Paraná para aumentar a capacidade operacional do complexo portuário e atender ao crescimento da demanda por logística portuária.

O reconhecimento também se reflete em premiações. O Porto de Paranaguá já foi eleito seis vezes o melhor porto do Brasil em avaliação promovida pela Secretaria Nacional de Portos, que considera critérios como eficiência operacional, qualidade da gestão administrativa e transparência.

FONTE: Maringá Post
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portos do Paraná

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Exportação

Preços da soja avançam nos portos e mercado acompanha exportações e câmbio

O mercado da soja encerrou a terça-feira com comportamento misto, combinando estabilidade na Bolsa de Chicago e avanço das cotações em importantes regiões produtoras do Brasil. O desempenho foi sustentado pelo ritmo das exportações, pela valorização do câmbio e pela demanda do mercado interno, fatores que deram suporte aos preços nos portos brasileiros.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos de vencimento mais próximo registraram leve recuo após os ganhos observados na sessão anterior. A melhora nas condições das lavouras dos Estados Unidos limitou novos avanços, embora as condições climáticas ainda continuem oferecendo sustentação às cotações internacionais.

Chicago recua com melhora das lavouras norte-americanas

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato da soja para agosto fechou em queda de 0,53%, cotado a US$ 12,1950 por bushel. Já o vencimento de setembro recuou 0,41%, encerrando o dia a US$ 12,1050 por bushel.

Entre os derivados, o farelo de soja registrou alta de 0,99%, enquanto o óleo de soja teve desvalorização de 0,51%.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura apontou que 66% das lavouras estão classificadas como boas ou excelentes, índice superior aos 65% da semana anterior. Além disso, a falta de novas compras por parte da China contribuiu para pressionar os contratos de vencimento mais longo.

Mercado brasileiro registra alta nos portos e no interior

No Brasil, as principais altas foram observadas nos portos e em parte das regiões produtoras.

No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 143 em Rio Grande, favorecida pelos prêmios de exportação e pela valorização do dólar. No Paraná, Paranaguá alcançou R$ 145 por saca, avanço de 2,11%, enquanto Ponta Grossa registrou R$ 139.

Em Santa Catarina, São Francisco do Sul encerrou o dia com a saca cotada a R$ 137.

Já em Mato Grosso do Sul, Dourados e Campo Grande atingiram R$ 127 por saca. Apesar de cerca de 64% da safra já estar comercializada, o déficit de armazenagem, estimado em mais de 12,4 milhões de toneladas, reduz o poder de negociação dos produtores.

No Mato Grosso, Rondonópolis registrou cotação de R$ 126 por saca, em um cenário marcado por exportações recordes, fretes elevados e maior disputa por espaço nos silos.

Déficit de armazenagem segue como desafio para o setor

A capacidade de armazenagem continua sendo um dos principais entraves para o mercado da soja. A chegada da safra de milho de segunda safra e do trigo aumenta a ocupação dos armazéns, reduzindo o espaço disponível para o grão.

Ao mesmo tempo, os custos elevados do diesel mantêm os fretes em patamares altos, dificultando o repasse das valorizações registradas no mercado externo para as regiões do interior. Esse cenário também leva parte dos produtores a antecipar vendas diante das limitações logísticas.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Exportações do Brasil para a União Europeia crescem US$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações brasileiras para a União Europeia (UE) registraram forte crescimento nos primeiros meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mostram que, somente em maio e junho de 2026, as vendas brasileiras ao bloco aumentaram US$ 2 bilhões, um avanço de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dois meses correspondem ao início da aplicação provisória do acordo, que passou a valer em 1º de maio e prevê a redução ou eliminação de tarifas para diversos produtos comercializados entre os dois blocos.

Primeiro semestre registra alta de 12,8% nas exportações

No acumulado de janeiro a junho de 2026, o Brasil exportou US$ 26,9 bilhões para os países da União Europeia, resultado 12,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Em valores absolutos, o crescimento foi de US$ 3 bilhões. Desse total, cerca de dois terços foram concentrados justamente nos meses de maio e junho, indicando os primeiros efeitos positivos da implementação provisória do acordo comercial.

Acordo ainda aguarda aprovação definitiva

Embora já produza efeitos nas relações comerciais, o acordo Mercosul-UE ainda depende da aprovação do Tribunal de Justiça da União Europeia e do Parlamento Europeu para entrar em vigor de forma definitiva.

Enquanto isso, empresas brasileiras já começam a aproveitar as vantagens proporcionadas pela redução de tarifas em diversos segmentos exportadores.

Sul do Brasil concentra maior potencial de novos exportadores

Além do aumento nas vendas externas, a ApexBrasil mapeou o potencial de expansão das exportações por estado, identificando oportunidades para empresas que ainda podem ingressar no mercado europeu.

A Região Sul aparece como a principal beneficiada pelo acordo, concentrando o maior número de oportunidades para novos negócios.

Os estados com maior potencial identificado são:

  • Santa Catarina: 167 oportunidades;
  • São Paulo: 127;
  • Paraná: 76;
  • Rio Grande do Sul: 74;
  • Ceará: 69;
  • Bahia: 67;
  • Pernambuco: 53;
  • Maranhão: 13;
  • Alagoas: 13;
  • Piauí: 7.

Segundo a ApexBrasil, o levantamento reforça o potencial de ampliação das exportações brasileiras para o mercado europeu, especialmente em estados com forte presença da indústria e do agronegócio.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Exportação de carne bovina para a China: Brasil já utilizou quase 80% da cota de 2026

O Brasil já utilizou 78,86% da cota de exportação de carne bovina para a China em 2026, de acordo com dados divulgados pela Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) e pelo Ministério do Comércio chinês (Mofcom). O percentual corresponde a 872,2 mil toneladas de carne bovina in natura desembaraçadas no mercado chinês até junho.

Somente no mês de junho, a China internalizou 148,7 mil toneladas do produto brasileiro. Diante desse ritmo, exportadores e analistas consideram que a cota está praticamente esgotada.

Limite da cota pode ser atingido nas próximas semanas

A cota de importação concedida ao Brasil é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de importação de 12%. Após esse volume, os embarques passam a estar sujeitos a uma sobretaxa de 55%, além da possibilidade de devolução das cargas ou atraso na liberação alfandegária.

A expectativa do setor é de que a China confirme ainda nesta semana o alcance de 80% da cota, enquanto o esgotamento total deverá ocorrer ao longo de agosto.

Diferença entre embarques e cargas desembaraçadas gera impacto

Os números chineses diferem dos registros brasileiros devido ao tempo de transporte das mercadorias. Enquanto o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) contabiliza 774,1 mil toneladas exportadas neste ano, a China considera também cargas embarcadas nos últimos meses de 2025 e liberadas apenas em 2026.

Segundo estimativas do setor, cerca de 227,7 mil toneladas ainda estão em trânsito rumo ao mercado chinês. Com isso, restaria um saldo disponível de aproximadamente 5,9 mil toneladas dentro da cota atual.

Frigoríficos reduzem produção para evitar excedente

Diante da proximidade do limite, frigoríficos habilitados a exportar para a China já começaram a ajustar suas operações.

Entre as medidas adotadas estão:

  • Redução do ritmo de abates;
  • Concessão de férias coletivas;
  • Suspensão da produção de cortes específicos destinados ao mercado chinês;
  • Em alguns casos, redução do quadro de funcionários.

Os embarques previstos para julho também devem ser menores, já que existe o risco de as cargas chegarem ao destino após o preenchimento da cota e ficarem sujeitas às tarifas adicionais.

Setor projeta retomada das exportações no fim do ano

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima que as vendas brasileiras de carne bovina para a China devem ficar próximas de 900 mil toneladas em 2026.

A expectativa é que a produção destinada ao mercado chinês seja retomada em outubro, com novos embarques a partir de novembro, visando atender a cota de importação de 2027.

Mercado acompanha ritmo da liberação alfandegária chinesa

Especialistas também observam uma diferença entre o volume exportado pelo Brasil e o ritmo de desembaraço das cargas na China.

Segundo analistas do setor, o percentual de utilização da cota já deveria ser superior, considerando o volume embarcado. Entre as hipóteses levantadas estão atrasos na logística internacional ou um processamento mais lento por parte da alfândega chinesa.

Outros fornecedores ainda têm espaço em suas cotas

Enquanto o Brasil se aproxima do limite permitido, outros países ainda utilizam apenas parte das cotas concedidas pela China.

No primeiro semestre de 2026:

  • Estados Unidos: exportaram apenas 876 toneladas, o equivalente a 0,53% da cota disponível;
  • Nova Zelândia: embarcou 59,5 mil toneladas, cerca de 29% do limite autorizado;
  • Uruguai: exportou 82,3 mil toneladas, correspondendo a 25,4% da cota;
  • Argentina: registrou 239,5 mil toneladas, aproximadamente 47% do volume permitido.

Já a Austrália ultrapassou sua cota de importação, com 588 toneladas desembaraçadas acima do limite estabelecido.

Mercado espera redistribuição da demanda chinesa

A consultoria Safras & Mercado avalia que, após o esgotamento da cota brasileira, parte da demanda chinesa poderá migrar para fornecedores como Argentina, Uruguai e Nova Zelândia, que ainda possuem margem para ampliar as exportações.

Segundo a análise, também cresce a atenção sobre o aumento das compras por mercados como Hong Kong, Uruguai e Argentina, movimento que pode indicar operações de redistribuição comercial para abastecer, de forma indireta, o mercado chinês.

Entre janeiro e junho, a China importou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina in natura de diversos países, volume equivalente a 56,9% da cota global de 2,6 milhões de toneladas destinada aos fornecedores internacionais em 2026.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Belli

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Agronegócio

Soja brasileira mantém competitividade mesmo com novas compras da China nos Estados Unidos

Mesmo com a soja dos Estados Unidos sendo negociada a valores superiores aos da produção brasileira, a China continua fechando novos contratos de importação com os norte-americanos. Nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou a venda de 374 mil toneladas da safra 2026/27, sendo 264 mil toneladas destinadas à China e outras 110 mil toneladas para compradores não identificados.

No mercado, parte dessas aquisições é interpretada como uma decisão de caráter político e estratégico, já que o produto norte-americano segue menos competitivo em relação à soja brasileira.

Até o momento, compradores chineses já reservaram 427 navios de soja dos Estados Unidos, com embarques concentrados entre setembro e outubro. Do Brasil, foram contratados 47 navios, além de cinco provenientes de Argentina, Uruguai e Canadá.

Logística favorece embarques antecipados dos Estados Unidos

Segundo o estrategista sênior de agricultura da Marex, Eduardo Vanin, os embarques programados para setembro correspondem à soja cultivada na região do Delta, nos Estados Unidos, onde o plantio ocorre mais cedo, permitindo colheita e exportação antecipadas.

Além disso, essa produção utiliza os portos do Golfo, que oferecem uma logística mais eficiente e custos menores em comparação com outras regiões produtoras do país.

Brasil segue competitivo e garante bons preços

Apesar dessa vantagem logística inicial, Vanin avalia que a soja brasileira continuará mais competitiva ao longo da temporada. Segundo ele, mesmo operando com um desconto em relação ao ano anterior, o Brasil mantém preços atrativos devido ao elevado custo da soja norte-americana.

O especialista destaca que os prêmios praticados nos Estados Unidos permanecem elevados tanto no mercado interno quanto nas exportações, além do preço internacional da commodity estar acima do observado no Brasil. Esse cenário favorece as vendas brasileiras durante a janela de exportação entre setembro e dezembro.

Custos nos EUA limitam queda dos preços da soja americana

Na avaliação do analista, dificilmente a soja produzida nos Estados Unidos ficará mais barata do que a brasileira nos próximos meses.

Entre os fatores que sustentam essa expectativa estão o aumento dos custos logísticos, com fretes ferroviários e hidroviários em alta, a maior demanda pelos portos do Pacífico e o crescimento da indústria de processamento de soja no país. As margens positivas do esmagamento também contribuem para manter os preços elevados.

Outro fator apontado é a permanência das tarifas sobre a soja americana, que reduzem ainda mais sua competitividade. Mesmo sem essas barreiras comerciais, a projeção é de que a soja brasileira continue apresentando preços mais atrativos para o mercado internacional.

Exportações brasileiras devem permanecer fortes em 2026

A expectativa da Marex é que o Brasil encerre 2026 exportando cerca de 113 milhões de toneladas de soja, podendo alcançar 114 milhões de toneladas. Desse total, aproximadamente 86 a 87 milhões de toneladas deverão ter como destino a China.

Segundo Vanin, parte das compras chinesas de soja norte-americana tende a abastecer estoques estratégicos e empresas estatais de processamento, sem representar uma substituição significativa das exportações brasileiras.

Importações chinesas recuam, mas compras do Brasil aumentam

Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que as importações totais de soja do país caíram 21% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025.

Na direção oposta, os embarques brasileiros registraram crescimento de 13,7%, passando de 10,62 milhões para 12,08 milhões de toneladas no período. No acumulado do primeiro semestre, as importações chinesas de soja do Brasil aumentaram 9,8%, totalizando 34,75 milhões de toneladas, reforçando a liderança brasileira no principal mercado consumidor da commodity.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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