Exportação

Outubro é janela para Brasil exportar carne bovina da cota uruguaia à China

O Brasil terá uma janela bastante restrita para aproveitar, ainda em 2026, parte da cota de carne bovina destinada pelo Uruguai à China. O país vizinho deverá ceder ao Brasil cerca de 80 mil toneladas de sua cota de 324 mil toneladas prevista para o mercado chinês.

A informação foi mencionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (21), durante encontro com o presidente uruguaio em Nova York. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a parcela cedida deve ficar próxima de 80 mil toneladas.

Autorização da China ainda é necessária

Apesar do acordo entre Brasil e Uruguai, a utilização da cota não está automaticamente garantida. Até o momento, a China ainda não autorizou que produtos brasileiros sejam contabilizados dentro da parcela originalmente destinada ao Uruguai.

Iglesias explica que a operação depende da aprovação das autoridades chinesas e da criação de um mecanismo que permita registrar carne brasileira dentro desse volume.

“Qualquer operação depende da anuência chinesa e da definição de um mecanismo que permita contabilizar carne de origem brasileira dentro desse volume”, afirmou o analista.

Outubro concentra a janela para os embarques

Caso a autorização seja concedida rapidamente, o prazo para o Brasil aproveitar a oportunidade em 2026 será um dos principais obstáculos.

O transporte marítimo entre Brasil e China costuma levar aproximadamente 45 a 60 dias. Por isso, segundo Iglesias, outubro aparece como praticamente a única janela segura para realizar os embarques e garantir que a mercadoria seja internalizada ainda neste ano.

A partir de novembro, aumenta o risco de que os carregamentos cheguem à China somente em 2027. Com isso, o Brasil poderia não conseguir utilizar integralmente as cerca de 80 mil toneladas disponíveis em 2026.

Volume de carne pode representar até 400 mil bovinos

Do ponto de vista da capacidade de exportação, o volume não seria considerado um problema para o Brasil. O desafio está principalmente na velocidade necessária para originar, produzir e embarcar a carne bovina.

De acordo com Iglesias, as 80 mil toneladas equivaleriam, em uma estimativa aproximada, a 320 mil a 400 mil cabeças de gado.

Uma autorização rápida da China também poderia estimular a recomposição das compras de boi para exportação à China ao longo de outubro. O movimento ocorreria justamente no período em que a indústria começa a preparar os embarques vinculados à cota chinesa de 2027.

Abiec destaca impacto para 2027

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) também ressaltou que o prazo para o Brasil aproveitar a parcela uruguaia ainda em 2026 é limitado. A entidade considera o tempo necessário para negociação, preparação das cargas, embarque e transporte até o mercado chinês.

Para 2027, porém, a medida pode ganhar relevância para as exportações brasileiras de carne bovina. Isso porque a cota brasileira para o mercado chinês será de 1,128 milhão de toneladas.

Segundo a Abiec, caso o ritmo atual de vendas continue, existe o risco de essa cota ser consumida já nos primeiros meses do próximo ano. Nesse cenário, o acesso a parte da cota uruguaia poderia representar uma alternativa adicional para os exportadores brasileiros.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Comércio Internacional

Argentina moderniza regras para acesso a cotas tarifárias de exportação

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Ministério da Economia da Argentina atualizou os procedimentos para empresas que buscam acessar determinadas cotas tarifárias de exportação. A mudança foi estabelecida pela Resolução nº 175/26 e tem como objetivo simplificar os processos e facilitar as vendas argentinas ao mercado internacional.

A nova regulamentação reúne em um único conjunto de normas os critérios de distribuição e os procedimentos necessários para a emissão dos certificados de exportação relacionados aos contingentes contemplados.

Quais produtos estão incluídos

As alterações abrangem diferentes setores e mercados estratégicos para as exportações argentinas. Entre os produtos e destinos contemplados estão:

  • Amendoim, pasta de amendoim e tabaco com destino aos Estados Unidos;
  • Produtos lácteos destinados ao Equador;
  • Balas, chocolates e carne bovina referentes ao Cupo II com destino à Colômbia;
  • Pêssegos em calda destinados ao México.

Cada categoria mantém seus respectivos critérios de distribuição e procedimentos específicos para a obtenção dos documentos necessários à exportação.

Medida busca facilitar acesso às cotas

Segundo a Secretaria de Agricultura, a atualização pretende reduzir obstáculos e tornar mais simples o acesso das empresas às cotas tarifárias.

A concentração das regras em uma única norma também busca oferecer aos operadores comerciais informações mais claras sobre os procedimentos para utilizar as preferências tarifárias concedidas à Argentina em acordos de comércio internacional.

A expectativa é facilitar a consulta às regras e dar maior agilidade aos processos relacionados às exportações destinadas aos países contemplados.

Novo critério para cotas não preenchidas

A resolução também estabelece uma mudança para determinados contingentes que não são totalmente utilizados durante o período comercial.

Nos casos em que houver saldo de cota tarifária ao final do ciclo, será adotado o sistema de “primeiro chegado, primeiro servido”. O critério será utilizado para distribuir os volumes remanescentes quando a demanda não for suficiente para esgotar a cota disponível.

A adoção do modelo busca estabelecer uma forma mais direta de distribuição dos contingentes que permanecem disponíveis ao longo do período de comercialização.

FONTE: Argentina.gob.ar
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Argentina.gob.ar

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Exportação

Missão chinesa inspeciona frigoríficos brasileiros e avalia exportações de carne

Uma equipe de autoridades sanitárias da China iniciou no domingo (20) uma auditoria no sistema brasileiro de controle de produtos de origem animal. A missão, que segue até o dia 28, inclui visitas a frigoríficos, laboratórios e propriedades rurais.

Ao todo, 17 unidades industriais dos setores de carne bovina, suína e de aves estão incluídas no roteiro apresentado às autoridades chinesas.

Frigoríficos buscam autorização para exportar à China

A inspeção contempla tanto estabelecimentos que pretendem obter autorização para exportar carne para a China quanto unidades que tiveram suas habilitações suspensas temporariamente.

Entre os frigoríficos de carne bovina que serão avaliados estão uma unidade da JBS, em Vilhena (RO), uma planta da Minerva Foods, em Rolim de Moura (RO), e uma unidade da MBRF, em Promissão (SP).

A planta da JBS em Vilhena está impedida de exportar para o mercado chinês desde maio. A suspensão ocorreu após a identificação de progesterona em cargas destinadas à China.

A missão também inclui estabelecimentos interessados em vender ao país asiático miúdos bovinos e suínos, além de produtos como vesícula biliar.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a auditoria poderá contribuir para a reabilitação de frigoríficos que tiveram as exportações interrompidas e para a habilitação de novas unidades.

China já suspendeu frigoríficos brasileiros

A visita ocorre após uma série de medidas adotadas pela China ao longo deste ano envolvendo frigoríficos brasileiros.

Algumas unidades tiveram as exportações suspensas depois que foram identificados resíduos de substâncias proibidas pela legislação sanitária chinesa em produtos enviados ao país.

Em abril, uma unidade brasileira foi suspensa por esse tipo de ocorrência. No mês seguinte, outras três plantas tiveram a mesma medida adotada após a identificação de resíduos de acetato de medroxiprogesterona.

Posteriormente, a unidade da JBS em Vilhena também entrou na lista de estabelecimentos suspensos, após a detecção de progesterona.

Exportações de carne bovina caem em agosto

A auditoria chinesa acontece em um período de forte retração das exportações brasileiras de carne bovina para a China.

Em agosto, o Brasil embarcou 18,9 mil toneladas de carne bovina para o mercado chinês. O volume representa uma queda de 88,2% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Apesar da redução registrada em agosto, a China continuou sendo o principal destino da carne bovina brasileira no acumulado do ano.

Entre janeiro e agosto, foram exportadas 899,2 mil toneladas, gerando receita de US$ 5,51 bilhões.

Cota tarifária afeta embarques brasileiros

Parte da redução nas exportações de agosto também está relacionada ao limite da cota tarifária para carne bovina estabelecida pela China.

Depois que a cota é preenchida, o volume excedente passa a sofrer uma tarifa adicional de 50%. Com a cobrança, a tarifa total chega a 62%, o que reduz a competitividade da carne brasileira no mercado chinês.

Decisão sobre frigoríficos virá após auditoria

As conclusões da missão dependerão das avaliações técnicas realizadas durante as visitas aos estabelecimentos e demais estruturas incluídas no roteiro.

Eventuais decisões sobre a reabilitação de frigoríficos suspensos ou a autorização de novas plantas para exportação serão tomadas posteriormente pelas autoridades chinesas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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Exportação

Setor de mel e própolis do Brasil movimenta US$ 10,25 milhões em rodadas internacionais no Ceará

A apicultura nacional deu um passo importante rumo à expansão global durante a edição especial do programa Exporta Mais Brasil, focada em mel e própolis. O evento, promovido pela ApexBrasil na sede da FIEC, em Fortaleza, reuniu 22 empresas do país e 11 compradores estrangeiros em um total de 157 rodadas de negócios.

Os resultados financeiros superaram as expectativas: o evento gerou US$ 4,5 milhões em negócios fechados de forma imediata, com uma projeção total de US$ 10,25 milhões em acordos futuros.

Imersão no Ceará e valorização da apicultura familiar

Antes dos encontros comerciais na capital cearense, a comitiva internacional participou de uma imersão técnica no interior do estado. O roteiro incluiu passagens por Juazeiro do Norte e visitas ao Apiário Arneiroz, onde os importadores acompanharam o manejo sustentável das colmeias e a extração do mel da Caatinga.

A iniciativa permitiu evidenciar o impacto socioeconômico da apicultura familiar, pilar essencial para o desenvolvimento do semiárido e para a garantia de um produto com alto padrão de pureza.

Competitividade global e diversificação de mercados

O Brasil se destaca mundialmente como o maior produtor de mel orgânico certificado, sendo responsável por fornecer cerca de 81,2% de todo o insumo orgânico importado pelos Estados Unidos.

A diversificação de clientes também tem avançado: compradores de dez países — incluindo Alemanha, China, Arábia Saudita, Polônia, Suíça e Japão — participaram das negociações. O desempenho reflete o vigor do setor, que registrou alta de 9% nas exportações entre janeiro e julho, somando US$ 80,8 milhões no período.

Investidores estrangeiros destacaram a excelência do portfólio nacional, ressaltando o potencial de variedades exclusivas, como o mel de Aroeira, para conquistar novos nichos de consumo na Europa e no Oriente Médio.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Comércio Exterior

China avalia rever cota de importação de carne bovina do Brasil

A China pode reavaliar a distribuição de sua cota para importação de carne bovina brasileira, segundo análises do mercado internacional de proteínas. A possibilidade ganhou espaço diante do cenário econômico atual e do desempenho esperado dos países fornecedores da América do Sul.

Atualmente, a parcela em discussão beneficia principalmente o Uruguai. Caso o país não consiga utilizar integralmente o volume autorizado, o excedente poderá abrir espaço para outros fornecedores, com o Brasil entre os potenciais beneficiados.

Até o momento, porém, o governo chinês não anunciou oficialmente qualquer mudança na política de distribuição das cotas.

Brasil pode ganhar espaço no mercado chinês

A carne bovina brasileira apresenta competitividade em preço e qualidade frente a outros fornecedores sul-americanos. Por isso, um eventual saldo não utilizado pelo Uruguai poderia aumentar as oportunidades de exportação do Brasil para o mercado chinês.

A possibilidade depende, contudo, do cumprimento das metas estabelecidas para os demais países e de uma eventual decisão das autoridades chinesas sobre a redistribuição dos volumes.

China mantém mecanismo de proteção ao mercado interno

A política comercial chinesa prevê mecanismos para controlar o impacto das importações sobre o mercado doméstico. Quando determinados limites de volume e preço são ultrapassados, as remessas de carne bovina podem ficar sujeitas a uma tarifa de até 55%.

Esse sistema funciona como uma barreira adicional às importações e pode alterar a competitividade dos fornecedores conforme os volumes comercializados e os preços praticados.

Mercado global de carne vive período de mudanças

A discussão sobre as cotas ocorre em meio a transformações no mercado global de carne bovina. Os Estados Unidos, por exemplo, anunciaram a intenção de comprar 300 mil toneladas de carne para tentar conter a alta dos preços no mercado interno.

No Brasil, o cenário também envolve debates relacionados à reciprocidade tarifária e às condições de acesso aos principais mercados consumidores.

Nesse ambiente, alterações nas políticas de importação da China podem ter impacto relevante sobre os fluxos internacionais de carne e sobre a disputa entre os principais países exportadores.

Decisão sobre a cota depende da China

Uma eventual transferência de parte da cota atualmente destinada ao Uruguai para o Brasil dependerá exclusivamente das autoridades chinesas. O cenário também é acompanhado em meio ao processo de desaceleração da economia da China.

Para especialistas, mudanças em tarifas de importação e outras barreiras comerciais precisam ser avaliadas com cautela. A elevação dos custos de entrada pode ser repassada ao longo da cadeia e chegar ao consumidor por meio de preços mais altos.

Assim, além de afetar os exportadores, novas medidas comerciais podem influenciar os preços da carne bovina e contribuir para pressões inflacionárias nos mercados consumidores.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Comércio Internacional

Importação de soja pela China cai e aumenta pressão sobre custos da suinocultura

A redução das importações de soja pela China deve levar as compras do país ao menor nível em mais de dois anos. O movimento restringe a disponibilidade de farelo de soja no mercado asiático e eleva os custos das fábricas de ração destinadas à produção de suínos.

Como maior comprador mundial de oleaginosas, qualquer mudança no ritmo de aquisição chinês pode provocar impactos em toda a cadeia de proteína animal e influenciar a demanda futura pelo complexo soja brasileiro.

Menor oferta de farelo eleva custo da ração

A diminuição das compras de soja pela China reduz a disponibilidade de matéria-prima para a fabricação de farelo, um dos principais componentes utilizados na alimentação de animais.

Com a oferta mais restrita, as indústrias de nutrição animal chinesas passam a enfrentar maior pressão sobre suas margens. Parte desse aumento de custos tende a chegar aos produtores de suínos, elevando o preço da ração e, consequentemente, o custo de produção da carne suína.

O cenário pode afetar a competitividade da suinocultura chinesa, especialmente se os custos permanecerem elevados por um período prolongado.

Carne suína importada pode ganhar espaço

O encarecimento da produção doméstica também pode alterar a dinâmica do mercado chinês de carnes. Com custos maiores para os produtores locais, a importação de proteína animal processada pode se tornar uma alternativa mais competitiva em determinados segmentos.

Essa possibilidade abre espaço para fornecedores internacionais, incluindo produtores da América do Sul, que podem encontrar novas oportunidades no mercado chinês no médio e longo prazo.

A evolução das compras chinesas de soja, portanto, não afeta apenas o mercado de grãos. O movimento também pode influenciar os fluxos internacionais de carnes e modificar a demanda por produtos de maior valor agregado.

Brasil se prepara para ampliar produção de carnes

O cenário externo ganha importância diante da expectativa de aumento da produção brasileira de proteínas animais.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta crescimento da produção nacional de carne de frango nos anos de 2026 e 2027. As estimativas também são acompanhadas pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

A expansão da avicultura brasileira aumenta a necessidade de mercados externos capazes de absorver parte da produção adicional. Para os produtores, a manutenção de uma demanda internacional aquecida é importante para evitar excesso de oferta e pressão negativa sobre os preços no mercado interno.

Produção brasileira de carnes deve superar 34 milhões de toneladas

As projeções da Conab indicam que a produção total de carnes no Brasil deverá ultrapassar 34 milhões de toneladas no biênio 2026/2027.

O avanço reforça a trajetória de crescimento da pecuária brasileira e amplia a importância das exportações para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Nesse contexto, o comportamento do mercado chinês será um dos fatores acompanhados pelo setor. A China é um importante participante do comércio internacional de commodities agrícolas e proteínas animais, e alterações em suas compras podem provocar reflexos nos preços e nos fluxos comerciais.

China pode mudar perfil das importações de proteína

Caso a China mantenha um ritmo reduzido de aquisição de soja em grão, a menor disponibilidade do insumo poderá continuar pressionando os custos da alimentação animal no país.

Em um cenário de produção doméstica de carnes mais cara, a necessidade de complementar a oferta interna por meio de importações pode ganhar relevância.

Para o Brasil, essa dinâmica representa uma possível mudança no perfil das exportações. Em vez de concentrar parte da demanda externa na comercialização de soja, o país pode ampliar a participação de produtos de proteína animal e itens com maior valor agregado na pauta destinada ao mercado chinês.

A evolução desse cenário dependerá, entre outros fatores, do comportamento das compras chinesas de soja, dos custos de produção asiáticos e da capacidade brasileira de manter competitividade no mercado internacional de carnes.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Internacional

Algodão recua mais de 5% na semana em Nova York e amplia pressão sobre os preços

Os preços do algodão fecharam a sessão da última sexta-feira (18) em forte baixa na Bolsa de Nova York. O movimento negativo também marcou o desempenho semanal, com os principais contratos acumulando perdas superiores a 5%.

No encerramento do pregão, o contrato outubro/26 caiu 1,03 centavo de dólar, ou 1,31%, para 77,38 cents por libra-peso. O dezembro/26 recuou 1,02 centavo, equivalente a 1,24%, e terminou cotado a 81,15 cents/lb.

Entre os contratos mais longos, o março/27 perdeu 1,02 centavo (-1,20%), encerrando a 83,79 cents/lb. Já o maio/27 teve queda de 0,95 centavo (-1,10%), para 85,36 cents/lb.

Contratos de algodão acumulam perdas superiores a 5%

Na comparação com o fechamento da semana anterior, a queda foi ainda mais expressiva.

O contrato outubro/26 passou de 82,38 para 77,38 cents/lb, uma retração de 5 centavos, ou 6,07%. O dezembro/26 caiu de 86,06 para 81,15 cents/lb, acumulando perda de 4,91 centavos (-5,70%).

Já o março/27 recuou de 88,56 para 83,79 cents/lb, baixa de 4,77 centavos (-5,39%). No maio/27, a cotação passou de 89,95 para 85,36 cents/lb, queda de 4,59 centavos (-5,10%).

O desempenho reforça o cenário de pressão sobre as cotações do algodão em Nova York, em meio ao acompanhamento dos dados de oferta, demanda e exportações dos Estados Unidos.

Exportações dos EUA superam média histórica em volume comprometido

Os dados mais recentes sobre as exportações de algodão dos Estados Unidos mostram que os compromissos para a temporada 2026/27 alcançavam aproximadamente 4,5 milhões de fardos até 10 de setembro.

Esse volume está 13% acima da média registrada nos últimos cinco anos. Apesar disso, os compromissos representam 39% da projeção de exportações do USDA para toda a temporada.

O percentual fica abaixo da média histórica de 48%, indicando que, embora o volume comprometido esteja acima do padrão recente, a comercialização ainda representa uma parcela menor da previsão total para a temporada.

Vendas semanais somam mais de 77 mil fardos

No relatório referente à semana encerrada em 10 de setembro, os Estados Unidos registraram vendas líquidas de 71.231 fardos de algodão para a temporada 2026/27.

Para o ciclo 2027/28, foram contabilizados outros 6.160 fardos em vendas líquidas.

Somando os dois períodos, as novas vendas chegaram a 77.391 fardos na semana.

Os embarques também apresentaram movimentação significativa. No período analisado, foram exportados 142.078 fardos de algodão.

Mercado acompanha demanda e exportações

Com as cotações acumulando perdas superiores a 5% na semana, os dados de comercialização e exportação dos Estados Unidos permanecem no radar do mercado.

O comportamento das exportações de algodão, juntamente com o ritmo das vendas para as próximas safras, deve continuar influenciando as expectativas dos agentes e a formação dos preços na Bolsa de Nova York.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportação

Exportações de amendoim desaceleram em agosto e pressionam preços da cadeia

Os números de agosto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam uma desaceleração nas exportações de amendoim. Tanto os embarques de grãos quanto os de óleo recuaram no mês, dando continuidade a uma sequência de quedas que chama atenção por ocorrer antes do período tradicionalmente mais fraco do ano.

As exportações de grãos de amendoim registraram a segunda queda consecutiva, enquanto os embarques de óleo de amendoim recuaram pelo terceiro mês seguido. Historicamente, o período costuma apresentar estabilidade ou até crescimento nos volumes exportados, com uma redução mais significativa esperada apenas nos últimos meses do ano.

Em 2026, entretanto, o movimento de desaceleração começou mais cedo.

Exportações ainda acumulam resultados positivos

Apesar do recuo observado em agosto, o desempenho acumulado do ano ainda apresenta números relevantes.

Entre janeiro e agosto, o volume exportado de grãos de amendoim está 20% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Caso a média mensal seja mantida nos próximos meses, o país poderá encerrar 2026 com um novo recorde histórico de embarques.

No caso do óleo, o cenário é diferente. O volume acumulado está 24% abaixo do observado na comparação anual. Ainda assim, a expectativa é de que as exportações superem a marca de 125 mil toneladas, um patamar considerado expressivo dentro da série histórica.

O principal desafio, portanto, não está necessariamente na quantidade exportada, mas na remuneração obtida pela cadeia do amendoim.

Preços internacionais preocupam o setor

Quando os valores são analisados em dólar, o cenário fica mais evidente. A receita acumulada com as exportações de grãos e óleo de amendoim chega a aproximadamente US$ 378 milhões entre janeiro e agosto, abaixo dos US$ 396 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

A diferença mostra que o aumento dos volumes exportados não vem sendo acompanhado na mesma proporção pela receita.

Atualmente, os preços recebidos nas exportações de grãos e óleo de amendoim estão, respectivamente, 34% e 38% abaixo dos níveis registrados em 2021. Ao mesmo tempo, os custos enfrentados por produtores, beneficiadores e exportadores avançaram.

O resultado é uma forte pressão sobre as margens de toda a cadeia.

Custo de produção limita rentabilidade

Na origem, as cotações do amendoim estão atualmente na faixa de R$ 72 a R$ 78 por saca de 25 quilos. Para uma parcela significativa dos produtores, esses valores ainda não são suficientes para cobrir os custos de produção.

A situação também afeta empresas responsáveis pelo beneficiamento, processamento e exportação. A aquisição da matéria-prima nesses níveis de preço pode resultar em margens muito reduzidas ou até negativas, especialmente no segmento de óleo de amendoim.

Ao mesmo tempo, o mercado doméstico permanece enfraquecido, reduzindo as alternativas para a comercialização da produção.

O cenário, portanto, reúne preços pressionados, custos elevados e demanda interna desaquecida, criando um ambiente desafiador para o setor.

Produtor precisa buscar eficiência e produtividade

Parte significativa dos fatores que afetam a cadeia está fora do controle direto dos agentes do setor. Entre eles estão taxas de juros, gastos públicos, câmbio, clima, conflitos internacionais, tarifas comerciais, preço do diesel, custo Brasil, crédito e seguro agrícola.

Ainda assim, existem medidas que podem ser adotadas dentro das propriedades.

Para o produtor, a busca por redução dos custos de produção e aumento da produtividade deve permanecer entre as prioridades, sempre considerando as condições climáticas.

Boas práticas agrícolas, manejo integrado de pragas, semeadura na palha — especialmente nas propriedades paulistas — e uma gestão mais precisa do negócio podem contribuir para melhorar a eficiência.

Outro ponto fundamental é projetar antecipadamente os custos da próxima safra e acompanhar o comportamento do mercado. A análise das tendências dos preços futuros do amendoim pode ajudar o produtor a tomar decisões de comercialização com maior planejamento.

Cadeia precisa estimular consumo e agregar valor

Para os demais integrantes da cadeia, a estratégia passa por maior integração e atuação conjunta.

Uma das oportunidades está no fortalecimento do consumo interno de amendoim e óleo de amendoim, produtos associados a benefícios à saúde e que ainda possuem espaço para ampliar sua presença na alimentação dos brasileiros.

Também há espaço para desenvolver ações de marketing, rastreabilidade e promoção comercial tanto no mercado nacional quanto no exterior.

Experiências internacionais mostram que iniciativas desse tipo podem contribuir para ampliar o consumo doméstico. Um mercado interno mais forte, por sua vez, ajudaria a reduzir a dependência do setor em relação às oscilações dos preços internacionais e ao desempenho das exportações.

Diversificação pode reduzir exposição ao mercado externo

O atual cenário reforça a importância de construir uma cadeia de amendoim mais eficiente, integrada e diversificada.

A expansão do consumo interno, combinada à melhoria da produtividade, controle de custos, rastreabilidade e estratégias comerciais, pode criar novas alternativas para produtores e empresas do setor.

O desafio é transformar um cenário de margens pressionadas em oportunidades de maior eficiência e agregação de valor ao longo da cadeia.

Como resume uma frase frequentemente atribuída a Winston Churchill: “O sucesso não é definitivo, o fracasso não é fatal, o que conta é a coragem de continuar”.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Internacional

China compra mais 111 mil toneladas de soja dos EUA antes de encontro entre Trump e Xi

A China voltou a comprar soja dos Estados Unidos na última sexta-feira (18), em mais um movimento que reforça a demanda chinesa pela oleaginosa norte-americana. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), foram comercializadas 111 mil toneladas de soja, com embarque previsto para o ano comercial 2026/27.

A nova operação ocorre às vésperas do aguardado encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, aumentando a atenção do mercado para os possíveis desdobramentos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Compras chinesas de soja ganham ritmo em setembro

O anúncio desta sexta-feira amplia uma sequência de negócios realizados pela China no mercado norte-americano ao longo de setembro.

De acordo com os comunicados do USDA, os compradores chineses já haviam adquirido volumes expressivos de soja dos EUA neste mês:

  • 136 mil toneladas em 1º de setembro;
  • 202 mil toneladas em 2 de setembro;
  • 192 mil toneladas em 3 de setembro;
  • 272 mil toneladas em 10 de setembro;
  • 111 mil toneladas anunciadas nesta sexta-feira (18).

A repetição das operações mantém a demanda chinesa em evidência justamente durante um período importante para a comercialização da nova safra dos Estados Unidos.

Soja está no radar das negociações entre Trump e Xi

A retomada das compras ocorre em um momento particularmente relevante para o comércio agrícola global. O encontro entre Trump e Xi Jinping é aguardado pelo mercado diante das discussões envolvendo tarifas e relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Nesse contexto, a soja aparece entre os produtos agrícolas acompanhados de perto por traders e produtores. Mudanças nas políticas comerciais ou novos compromissos de compra da China podem alterar os fluxos internacionais da oleaginosa.

Para os Estados Unidos, a continuidade das vendas representa um importante sinal de demanda durante a entrada da nova safra no mercado.

Efeito pode chegar ao mercado brasileiro

O movimento chinês também interessa diretamente ao mercado brasileiro de soja.

O aumento das compras da China nos Estados Unidos pode influenciar as cotações da oleaginosa na Bolsa de Chicago, além de afetar os prêmios de exportação e a formação dos preços nos portos brasileiros.

Por isso, além do volume efetivamente negociado, o mercado acompanha os próximos passos das relações comerciais entre Washington e Pequim. Eventuais novos acordos ou mudanças nas tarifas poderão interferir na distribuição da demanda chinesa entre os principais fornecedores mundiais de soja.

Com a reunião entre Trump e Xi no horizonte, as novas compras chinesas acrescentam mais um elemento ao cenário de preços da soja, exportações e competição entre Estados Unidos e Brasil pelo principal mercado consumidor da oleaginosa.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Internacional

Trump e Xi se preparam para encontro decisivo, com soja no centro das negociações entre EUA e China

Donald Trump e Xi Jinping ainda não se encontraram pessoalmente, mas Estados Unidos e China já movimentam suas estratégias antes de uma das reuniões de maior peso econômico e geopolítico de 2026. O encontro está previsto para a próxima quinta-feira, 24 de setembro, em Washington.

Será a segunda reunião presencial entre os dois líderes neste ano. A primeira ocorreu em maio, durante a visita de Trump a Pequim. Agora, Xi deverá voltar à Casa Branca pela primeira vez em cerca de uma década. O presidente chinês esteve nos Estados Unidos em 2023 para a cúpula da APEC, em São Francisco, mas aquela passagem pelo país não incluiu uma visita à sede do governo americano.

Tarifas e comércio entram na pauta de Trump e Xi

A dimensão da reunião vai muito além da relação comercial. Entre os assuntos que podem influenciar as negociações estão tarifas, tecnologia, inteligência artificial, minerais críticos, Taiwan, relações da China com o Irã, energia e agricultura.

Nos últimos dias, Washington e Pequim deram sinais de que estão preparando o terreno para a reunião.

Segundo informações da Bloomberg divulgadas nesta sexta-feira (18), os Estados Unidos devem deixar para depois do encontro entre Trump e Xi o anúncio de novas tarifas relacionadas ao que Washington considera excesso de capacidade produtiva de parceiros comerciais.

Um relatório que poderia ser divulgado antes da reunião teria a possibilidade de recomendar uma tarifa adicional de 7,5% sobre produtos chineses. Até o momento, porém, não há definição sobre a alíquota final, e o governo americano não informou oficialmente a razão para o adiamento.

Enquanto isso, o mercado financeiro também acompanha os movimentos chineses. O yuan offshore chegou a 6,6957 por dólar nesta sexta-feira, maior nível desde julho de 2022. A valorização ocorreu após o Banco Popular da China reforçar sua taxa de referência pela oitava sessão consecutiva.

Empresários chineses podem acompanhar Xi

As articulações não se limitam aos governos. Estados Unidos e China também trabalham na composição de uma possível delegação de empresários chineses para acompanhar Xi durante a visita.

Executivos de grandes empresas dos setores de veículos elétricos, baterias, tecnologia, bancos e agronegócio estão entre os nomes considerados. A lista, entretanto, ainda não foi concluída e pode depender das negociações previstas para este fim de semana entre o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o vice-premiê chinês He Lifeng.

Apesar dos preparativos em Washington, Pequim ainda não havia confirmado publicamente e de forma explícita a reunião até quinta-feira. Em conversa com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o chanceler chinês Wang Yi afirmou que os dois países deveriam preparar a próxima etapa das interações de alto nível, sem mencionar diretamente o encontro entre Trump e Xi.

Soja ganha importância nas negociações agrícolas

Em meio a temas como Taiwan, Irã, tecnologia e minerais estratégicos, a soja pode parecer uma questão secundária. Para o mercado agrícola, porém, qualquer mudança na relação comercial entre Estados Unidos e China pode produzir efeitos relevantes.

“No caso da soja, ela é um temperinho dessa coisa que é muito maior. Ela faz parte do que está se discutindo”, afirmou Eduardo Vanin, sênior agriculture strategist da Marex, ao Notícias Agrícolas.

Segundo o analista, um eventual acordo comercial precisaria envolver produtos de grande relevância para as importações chinesas. Entre eles, estariam petróleo, gás e soja.

A avaliação ajuda a dimensionar o papel da oleaginosa: ela é apenas uma das peças de uma negociação muito mais ampla, mas tem potencial para afetar preços, fluxos internacionais e a concorrência entre Brasil e Estados Unidos pelo mercado chinês de soja.

Agricultura pode ser área de avanço entre os países

A agricultura aparece entre os setores com possibilidade de avanço nas negociações. Neste mês, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que podem surgir anúncios envolvendo produtos agrícolas e barreiras não tarifárias.

Além da soja, milho e sorgo também podem fazer parte das discussões.

De acordo com a Casa Branca, a China teria se comprometido, após o encontro de Trump e Xi no ano passado, a comprar 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028. Pequim, contudo, não reconheceu publicamente o compromisso nos mesmos termos apresentados pelo governo dos Estados Unidos.

As compras chinesas realizadas até agora, por outro lado, caminham na direção do volume indicado por Washington. A China já teria adquirido quase metade desse montante e continua ativa no mercado americano.

Somente na semana passada, compradores chineses adquiriram aproximadamente 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos. A possibilidade de novos compromissos agrícolas ocorre em um momento em que a demanda chinesa voltou a ganhar destaque no mercado de Chicago.

Mais compras chinesas poderiam mexer com Chicago

Para Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios, uma eventual ampliação das compras chinesas poderia encontrar os Estados Unidos em um cenário de menor disponibilidade.

“Os Estados Unidos não têm soja para se comprometer a exportar tanto assim a mais para a China”, afirmou o analista ao Notícias Agrícolas. Na avaliação dele, uma compra adicional de 5 milhões de toneladas poderia provocar uma forte reação no mercado de curto prazo, especialmente em Chicago.

Palavro, entretanto, não considera que um aumento das compras chinesas nos Estados Unidos necessariamente prejudicaria o Brasil.

Segundo ele, uma eventual perda de participação brasileira na demanda chinesa poderia ser compensada por outros mercados, já que Brasil e Estados Unidos são os dois principais fornecedores globais da oleaginosa.

Outro ponto destacado pelo analista é a relação entre os preços internacionais e o mercado brasileiro. Uma valorização da soja americana tende a influenciar também as cotações brasileiras.

Por isso, para o produtor nacional, será importante observar não apenas o volume que a China eventualmente comprar dos Estados Unidos, mas também os efeitos sobre Chicago, prêmios de exportação e preços da soja no Brasil.

Irã, Taiwan e energia ampliam as negociações

O contexto atual também diferencia a reunião de setembro de outras negociações entre Trump e Xi.

Para Eduardo Vanin, as relações entre China e Irã ganharam importância, assim como Taiwan, tecnologia e comércio. O analista avalia que o peso das questões envolvidas atualmente é maior do que em negociações anteriores.

Nesse cenário, produtos como soja, petróleo e gás podem funcionar como elementos de uma eventual composição comercial entre Washington e Pequim.

A questão do Irã já está presente na agenda diplomática. Nesta semana, Wang Yi conversou com Marco Rubio sobre a situação do Oriente Médio, depois de receber em Pequim o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

A China defendeu a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Energia também pode entrar no acordo

O setor energético é outro ponto de interesse nas relações entre os dois países. As compras chinesas de petróleo e gás dos Estados Unidos foram interrompidas depois da adoção de tarifas.

Uma eventual redução recíproca das tarifas, que vem sendo discutida entre Washington e Pequim, poderia criar condições para a retomada desses fluxos comerciais.

Assim, a negociação entre Trump e Xi envolve uma combinação de interesses econômicos, tecnológicos, energéticos e geopolíticos, com a agricultura inserida nesse cenário mais amplo.

O que está em jogo para a soja brasileira

A reunião entre Trump e Xi ocorre em um momento de atenção redobrada dos mercados agrícolas. Uma eventual mudança na política comercial entre Estados Unidos e China pode alterar os fluxos globais de soja, afetando diretamente as referências internacionais e os prêmios praticados no Brasil.

Para o mercado agrícola, algumas questões serão especialmente importantes: a China anunciará novas compras de soja americana? Haverá redução de tarifas? Os dois países estabelecerão novos compromissos para produtos agrícolas?

Para o produtor brasileiro, o impacto dependerá também da reação de Chicago, dos prêmios de exportação e da capacidade de outros mercados absorverem eventuais volumes que deixem de ser destinados à China.

A soja, portanto, é apenas uma peça dentro de uma negociação que envolve comércio, tecnologia, energia, segurança e geopolítica. Mesmo assim, qualquer sinal de mudança na relação entre Washington e Pequim pode repercutir rapidamente nas cotações agrícolas e no mercado brasileiro.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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