Aeroportos, Tecnologia

Tecnologia em aeroportos brasileiros acelera embarque e reforça a segurança dos passageiros

A digitalização dos aeroportos brasileiros avança em ritmo acelerado e vem mudando a experiência de quem viaja pelo país. Recursos como reconhecimento facial, totens de autoatendimento, despacho automatizado de bagagens e sistemas inteligentes reduzem o tempo de espera, aumentam a segurança e contribuem para operações mais eficientes nos terminais.

As inovações acompanham uma tendência global de tornar os aeroportos mais conectados, automatizados e preparados para atender ao crescimento da demanda por transporte aéreo.

Biometria facial e autoatendimento ganham espaço

Entre as principais tecnologias adotadas está a biometria facial, que permite validar a identidade dos passageiros em poucos segundos, dispensando a apresentação repetitiva de documentos e cartões de embarque durante o processo de viagem.

Além disso, os aeroportos ampliaram o uso de totens de autoatendimento, portões eletrônicos e sistemas automatizados para despacho de bagagens. Essas soluções oferecem mais autonomia aos viajantes e tornam o fluxo operacional mais ágil.

Ao mesmo tempo, plataformas digitais monitoram a movimentação de pessoas em tempo real, permitindo uma distribuição mais eficiente dos passageiros e reduzindo filas nos pontos de inspeção.

Sistemas inteligentes fortalecem a segurança aeroportuária

A evolução tecnológica também alcançou os equipamentos de inspeção de segurança. Novos sistemas conseguem realizar análises mais detalhadas das bagagens, oferecendo maior precisão na identificação de materiais que possam representar riscos e auxiliando o trabalho das equipes responsáveis pela fiscalização.

Nos bastidores, a integração de dados entre aeroportos, companhias aéreas e operadores possibilita o compartilhamento instantâneo de informações sobre voos, bagagens e ocupação dos terminais. Esse fluxo de informações contribui para decisões mais rápidas, melhora a gestão operacional e ajuda a minimizar atrasos.

Inteligência artificial deve ampliar a eficiência dos aeroportos

A próxima etapa dessa transformação passa pelo uso cada vez mais intenso da inteligência artificial. Segundo um estudo desenvolvido pela Amadeus, em parceria com a Microsoft, a IA tende a assumir funções mais estratégicas na administração aeroportuária.

A expectativa é que, nos próximos anos, sistemas inteligentes deixem de atuar apenas como apoio à tomada de decisões e passem a coordenar automaticamente diversas etapas da operação, antecipando possíveis problemas e sugerindo soluções em tempo real para manter a eficiência dos aeroportos.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil

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Logística

Infraestrutura da China avança com investimentos em transporte e logística durante plano de desenvolvimento

A China encerra o 14º Plano Quinquenal (2021-2025) consolidando uma das maiores expansões de infraestrutura já registradas no mundo. Enquanto diversos países direcionam parte significativa de seus recursos para despesas militares, o governo chinês manteve o foco em obras de transporte, logística e integração nacional, estratégia que busca impulsionar o crescimento econômico e melhorar a mobilidade da população.

Os números foram apresentados nesta terça-feira pelo vice-ministro dos Transportes da China, Xu Chengguang, durante uma coletiva de imprensa em Pequim.

Rede de rodovias chega a quase 200 mil quilômetros

Entre os principais resultados está a ampliação da malha de rodovias expressas, que alcançou 199 mil quilômetros ao fim do plano quinquenal.

Considerada a maior rede de autoestradas do planeta, ela conecta praticamente todas as grandes cidades chinesas e reduz os custos logísticos para o transporte de cargas e passageiros. A expansão também tem como objetivo integrar regiões do interior ao desenvolvimento econômico das áreas mais industrializadas do país.

China mantém liderança em trens de alta velocidade

Outro destaque é a expansão da ferrovia de alta velocidade, setor no qual a China segue como líder mundial.

O país já opera mais de 50 mil quilômetros de linhas ferroviárias de alta velocidade, conectando centenas de cidades e reduzindo significativamente o tempo de viagem entre importantes centros econômicos.

Além de facilitar a mobilidade de milhões de passageiros, o sistema contribui para diminuir emissões de carbono ao oferecer uma alternativa ao transporte aéreo e rodoviário em diversas rotas.

Infraestrutura aeroportuária também cresce

O setor aéreo também registrou avanços durante o período.

Segundo o Ministério dos Transportes, a China possui atualmente 270 aeroportos de transporte em operação, ampliando a conectividade entre grandes metrópoles e cidades do interior.

A expansão da malha aeroportuária faz parte da estratégia de fortalecer o turismo, estimular os negócios e facilitar o transporte de cargas de maior valor agregado.

Sistema postal impulsiona comércio eletrônico

Outro ponto destacado pelo governo é o fortalecimento do sistema postal chinês, apontado como o maior do mundo em cobertura e capacidade operacional.

A estrutura logística desempenha papel fundamental no crescimento do comércio eletrônico, permitindo entregas rápidas em praticamente todo o território nacional e dando suporte ao avanço das plataformas digitais do país.

A integração entre rodovias, ferrovias, aeroportos e logística postal é considerada um dos principais fatores que sustentam a competitividade da economia chinesa.

Modelo prioriza obras de longo prazo

Segundo o governo chinês, a política de investimentos em infraestrutura busca fortalecer a produtividade, ampliar a integração territorial e criar condições para o desenvolvimento econômico de longo prazo.

Ao apresentar os resultados do plano quinquenal, as autoridades destacaram que a ampliação das redes de transporte e logística tem contribuído para melhorar a circulação de pessoas e mercadorias, além de apoiar o crescimento econômico de um país com mais de 1,4 bilhão de habitantes.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Brasil 247 / Dall-E

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Aeroportos

Centro-Oeste supera 5,1 milhões de passageiros e alcança maior movimentação aérea desde 2018

A aviação no Centro-Oeste manteve o ritmo de crescimento em 2026 e registrou o melhor desempenho dos últimos oito anos. Entre janeiro e maio, os aeroportos da região movimentaram 5,1 milhões de passageiros, resultado 5,3% superior ao verificado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 4,84 milhões de embarques e desembarques.

O volume representa o maior fluxo de viajantes desde 2018 e reforça a recuperação do setor aéreo após os impactos provocados pela pandemia.

Mercado doméstico impulsiona crescimento da aviação

Levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado com base no painel de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aponta que o avanço foi puxado principalmente pelos voos nacionais.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o mercado doméstico respondeu por 4,92 milhões de passageiros, crescimento de 5,6% na comparação anual. Já os voos internacionais transportaram 178,1 mil passageiros, mantendo um desempenho elevado e mais de 70% acima do registrado em 2022, período em que o setor ainda enfrentava os reflexos da crise sanitária.

Alta dos custos não freia demanda por viagens

O resultado ganha destaque em um cenário de aumento das despesas operacionais das companhias aéreas. Mesmo com a elevação do preço do querosene de aviação (QAV) e outros custos do setor, a procura pelo transporte aéreo segue em expansão.

Na avaliação do Ministério de Portos e Aeroportos, o desempenho demonstra a relevância da aviação para a mobilidade da população, o fortalecimento do turismo e o desenvolvimento dos negócios na região.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos em infraestrutura aeroportuária, ampliação da conectividade e fortalecimento da aviação regional têm contribuído para ampliar o acesso ao transporte aéreo e estimular a economia do Centro-Oeste.

Brasília lidera movimentação entre os aeroportos

Principal centro de conexões do país, o Aeroporto Internacional de Brasília concentrou a maior parte da movimentação regional, com 6,83 milhões de passageiros no acumulado do ano. O terminal segue como peça-chave na integração entre todas as regiões brasileiras, além de fortalecer as ligações internacionais.

Na sequência aparece o Aeroporto de Goiânia, que recebeu 1,48 milhão de passageiros, impulsionado pelo crescimento econômico de Goiás, especialmente nas atividades ligadas ao agronegócio e ao turismo corporativo.

Já o Aeroporto de Campo Grande ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários, consolidando sua importância como porta de entrada para o Pantanal e para uma das principais regiões produtoras do país.

Recuperação confirma fortalecimento da aviação regional

Os números mostram uma recuperação consistente da aviação no Centro-Oeste. Em 2021, durante o período mais crítico da pandemia, os aeroportos da região registraram apenas 2,39 milhões de passageiros entre janeiro e maio.

Cinco anos depois, o movimento mais que dobrou, refletindo a retomada da confiança dos viajantes, o crescimento da demanda por voos e o fortalecimento da infraestrutura aeroportuária.

O desempenho de 2026 reforça o papel estratégico do Centro-Oeste na aviação brasileira, impulsionado pela força do agronegócio, pelo turismo de lazer e negócios e pela posição de Brasília como principal hub de conexões aéreas do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aeroporto de Brasília

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Segurança

MPor lança acordo para reforçar proteção de crianças, adolescentes e mulheres em portos, aeroportos e hidrovias

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) formalizou, na terça-feira (16), um acordo de cooperação voltado ao fortalecimento da proteção de crianças, adolescentes e mulheres em áreas ligadas ao transporte aquaviário e aéreo no Brasil.

A iniciativa, denominada “Manas que Protegem”, foi firmada em Brasília em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Ministério Público Militar, com o objetivo de ampliar ações de prevenção, acolhimento e enfrentamento de situações de violência e vulnerabilidade em portos, aeroportos e hidrovias.

Cooperação prevê ações de prevenção e capacitação

O acordo estabelece uma atuação conjunta entre as instituições para promover iniciativas de proteção social e garantia de direitos nos setores portuário, hidroviário e aeroviário.

Entre as medidas previstas estão programas de capacitação, fortalecimento das redes de atendimento, campanhas de conscientização e mecanismos para identificação e combate a violações de direitos.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a proposta amplia o papel desses espaços além da função econômica.

“Portos, aeroportos e hidrovias são fundamentais para o desenvolvimento do país, mas também devem atuar como ambientes de cidadania e proteção. A preparação de trabalhadores e operadores para identificar situações de risco é essencial para ampliar a prevenção e o acolhimento”, destacou.

Presença nacional amplia alcance das ações

Durante a cerimônia, a diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, ressaltou que a estrutura do ministério em diferentes regiões brasileiras favorece a implementação das medidas previstas no acordo.

De acordo com ela, a integração entre órgãos públicos e iniciativa privada é um dos pilares para ampliar o alcance das ações preventivas e garantir a continuidade dos projetos de proteção social.

Guia orientará profissionais sobre proteção à infância

O evento também marcou o lançamento do Guia de Proteção à Infância e Juventude, elaborado pela Ouvidoria do MPor.

O material reúne orientações práticas para profissionais que atuam no ambiente aquaviário, auxiliando na identificação de situações de risco e na adoção de medidas voltadas à prevenção e ao enfrentamento de violações de direitos.

A publicação foi desenvolvida em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), com apoio do IBI Social e da Childhood Brasil, além de revisão técnica do CNMP.

Segundo a ouvidora do ministério, Maíra Cervi, o guia fortalece a articulação entre instituições e contribui para consolidar uma rede de proteção mais eficiente.

Setor portuário reforça compromisso com ambientes seguros

Representando a Antaq, a diretora substituta Cristina Castro destacou a importância de colocar a proteção de crianças, adolescentes e mulheres entre as prioridades das instituições ligadas à infraestrutura e à logística.

Para ela, os portos exercem papel que vai além da movimentação de cargas, influenciando diretamente a realidade social das comunidades onde estão inseridos.

Evento debate combate à violência e exploração infantil

A programação contou ainda com debates sobre prevenção à violência, exploração infantil e fortalecimento das redes de proteção.

Durante o encontro também foi apresentada a iniciativa Barco Infância Protegida, desenvolvida pela Childhood Brasil para ampliar a conscientização e o combate às violações de direitos.

A ação recebeu apoio do IBI Social e da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph).

Diversos órgãos participaram da iniciativa

O lançamento reuniu representantes de diferentes instituições federais, entre elas o Ministério das Mulheres, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Ministério do Turismo, a Antaq e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de especialistas e organizações dedicadas à proteção da infância, juventude e mulheres.

A expectativa é que o acordo contribua para ampliar a segurança e fortalecer a rede de acolhimento em áreas estratégicas da infraestrutura nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Ministério Publico Militar

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Logística

Concessões de Infraestrutura de Transportes avançam com primeira reunião de grupo de trabalho em Brasília

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) realizou na terça-feira (9), em Brasília, a primeira reunião do Grupo de Trabalho sobre Concessões de Infraestrutura de Transportes. A iniciativa reúne representantes de diferentes segmentos para discutir melhorias nos modelos de concessão dos setores portuário, aeroportuário e hidroviário.

Criado com o objetivo de elaborar estudos e propostas de aperfeiçoamento regulatório, o colegiado busca fortalecer a gestão dos contratos e ampliar a eficiência dos projetos de infraestrutura no país.

Governo aposta em integração entre modais para atrair investimentos

Durante a abertura do encontro, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a importância da troca de experiências entre os diferentes modais de transporte para aperfeiçoar os modelos atuais e ampliar a confiança dos investidores.

Segundo ele, a iniciativa permitirá reunir práticas bem-sucedidas dos setores envolvidos para fortalecer a segurança jurídica, aumentar a previsibilidade dos projetos e aprimorar as políticas públicas voltadas à infraestrutura.

O ministro ressaltou ainda que a modernização das concessões pode contribuir diretamente para o crescimento econômico, a geração de empregos e a ampliação de oportunidades em diversas regiões do país.

Experiências nacionais e internacionais entram na pauta

Durante a reunião, os participantes analisaram contribuições técnicas apresentadas por áreas do Ministério de Portos e Aeroportos, além de órgãos reguladores como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O grupo também debateu modelos adotados no Brasil e no exterior relacionados a contratos de concessão, parcerias público-privadas (PPPs) e mecanismos de extensão contratual, buscando identificar soluções capazes de aprimorar o ambiente regulatório.

Diálogo com o setor deve resultar em propostas concretas

A secretária-executiva do MPor, Thairyne Oliveira, afirmou que o grupo foi criado para ampliar a participação dos setores envolvidos na construção de melhorias regulatórias.

De acordo com ela, o objetivo é transformar os desafios apontados por empresas, operadores e agentes do mercado em propostas estruturadas, com prioridades definidas e cronograma de execução.

A expectativa é que o diálogo entre governo e iniciativa privada resulte em medidas capazes de fortalecer o ambiente de negócios e ampliar os investimentos em infraestrutura.

Grupo terá 90 dias para apresentar relatório

Entre as atribuições do GT estão a análise dos regimes jurídicos aplicados aos diferentes modais, a avaliação dos impactos econômicos, fiscais e regulatórios de eventuais mudanças e a formulação de diretrizes para futuras concessões e renovações contratuais.

Temas como novos investimentos, eficiência operacional, qualidade dos serviços e interesse público também fazem parte da agenda de discussões.

Instituído por portaria em abril deste ano, o grupo terá prazo de 90 dias para entregar um relatório contendo propostas de aperfeiçoamento normativo e recomendações para os modelos de concessão sob responsabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos.

Objetivo é fortalecer a logística e reduzir riscos regulatórios

A criação do GT busca promover maior integração entre os diferentes modelos de concessão existentes nos setores de transporte administrados pelo governo federal. A estratégia visa reduzir riscos regulatórios, ampliar a atratividade dos projetos e garantir a continuidade dos investimentos em infraestrutura logística.

Com isso, o governo espera consolidar um ambiente mais estável para investidores e impulsionar o desenvolvimento do setor nos próximos anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Notícias

Copa do Mundo 2026 deve aquecer mercado da aviação executiva na América do Norte

A realização da Copa do Mundo 2026 promete aumentar significativamente a movimentação da aviação de negócios nos aeroportos próximos às 16 cidades-sede do torneio, distribuídas entre Estados Unidos, Canadá e México.

Com a competição marcada entre 11 de junho e 19 de julho, empresas do setor já registram crescimento gradual na procura por voos privados, serviços de fretamento e operações em FBOs (Fixed Base Operators).

Reservas de jatos executivos começam a crescer

Operadoras de voos executivos e empresas de jet cards relatam aumento nas reservas relacionadas ao evento esportivo, embora o mercado ainda acompanhe fatores que podem impactar o volume final de operações, como instabilidade geopolítica e alta nos preços dos combustíveis.

Segundo executivos do setor, o formato multinacional da Copa cria desafios logísticos importantes para aeroportos, tripulações e prestadores de serviços de apoio à aviação.

Aeroportos devem receber mais aeronaves de grande porte

A expectativa é de crescimento tanto no número de pousos e decolagens quanto no porte médio dos jatos utilizados durante o torneio.

Historicamente, as fases eliminatórias e as partidas decisivas concentram maior fluxo operacional. Dados da consultoria WingX apontam que finais de grandes competições internacionais já provocaram movimentações até 23 vezes superiores ao normal em aeroportos anfitriões.

A estimativa do setor é de que a indústria da aviação executiva possa movimentar até US$ 250 milhões adicionais durante o evento.

Flexibilidade operacional será essencial durante o torneio

A Sentient Jet, especializada em programas de jet card, informou que monitora avanço gradual da demanda por voos ligados à Copa do Mundo.

A empresa atende cerca de 6.500 clientes e opera em aproximadamente 88 FBOs próximos às cidades-sede. Nas últimas semanas, a companhia registrou crescimento de 20% nas reservas.

Executivos da empresa alertam que passageiros e operadores precisarão lidar com possíveis congestionamentos aeroportuários, principalmente nos dias de jogos mais importantes.

Documentação adequada, identificação de passageiros e planejamento antecipado estão entre os principais pontos de atenção operacional.

Operadores de FBO registram aumento na demanda

A Atlantic Aviation, que possui operações em dez das onze cidades-sede norte-americanas e administra 109 unidades nos Estados Unidos, relatou crescimento de 5% nas chegadas de aeronaves executivas.

Mesmo diante da volatilidade internacional e dos custos operacionais elevados, o segmento de aviação privada segue demonstrando forte demanda.

Segundo a empresa, algumas cidades tradicionalmente mais ligadas ao mercado corporativo apresentam procura acima da média para o período da Copa.

Aeroportos alternativos se preparam para evitar congestionamentos

O aeroporto municipal de Morristown, localizado próximo ao MetLife Stadium — palco da final da Copa do Mundo 2026 — já prepara estrutura especial para receber elevado fluxo de aeronaves executivas.

O terminal busca se consolidar como alternativa ao aeroporto de Teterboro, um dos principais hubs da aviação de negócios na região de Nova York.

Além de serviços de alfândega e imigração dos Estados Unidos, o aeroporto possui capacidade para acomodar entre 130 e 140 aeronaves simultaneamente em seus dois FBOs.

Caso necessário, uma pista secundária poderá ser utilizada como área adicional de estacionamento de jatos.

Infraestrutura aeroportuária será decisiva

Especialistas avaliam que aeroportos secundários, operadores de solo e empresas de handling terão papel fundamental durante a competição.

O aumento no fluxo de jatos executivos, aliado às limitações de espaço em grandes centros urbanos, exigirá coordenação operacional reforçada entre aeroportos, prestadores de serviços e operadores da aviação de negócios ao longo do torneio.

FONTE: Aero Magazine
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Aeroportos

Concessões de portos, aeroportos e hidrovias terão regras unificadas, anuncia MPor

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) criou um Grupo de Trabalho (GT) com a missão de alinhar e uniformizar as regras aplicadas às concessões de portos, aeroportos e hidrovias no Brasil. A proposta busca ampliar a segurança jurídica, aumentar a previsibilidade regulatória e fortalecer a atratividade dos projetos de infraestrutura para investidores nacionais e estrangeiros.

A iniciativa reúne representantes do governo federal, agências reguladoras e integrantes do setor privado para discutir melhorias no modelo de concessões dos diferentes modais de transporte.

Governo quer ampliar estabilidade regulatória

Durante o anúncio da medida, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o objetivo é criar maior coerência regulatória entre os setores sem desconsiderar as particularidades de cada modalidade.

Segundo o ministro, a intenção é construir uma estrutura regulatória mais integrada, aproveitando experiências já aplicadas em diferentes áreas da infraestrutura nacional.

Além da harmonização das normas, o grupo também irá analisar impactos econômicos e regulatórios, incluindo questões relacionadas à segurança jurídica e decisões já consolidadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Grupo discutirá prorrogação de contratos e novos investimentos

Entre os temas prioritários do GT estão as regras para prorrogação contratual das concessões. O colegiado deverá propor diretrizes que ampliem os ganhos econômicos para o Estado, incentivem novos investimentos e contribuam para a melhoria dos serviços prestados à população.

Na avaliação do governo, a padronização das regras pode reduzir a percepção de risco dos investidores, facilitando o acesso a financiamentos e diminuindo o custo de capital dos projetos de infraestrutura.

O ministério também aposta no fortalecimento institucional e na estabilidade regulatória como fatores essenciais para ampliar a confiança do mercado nos projetos brasileiros.

Integração entre setores é vista como avanço estratégico

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Tiago Faierstein, destacou que a integração entre os setores de transporte pode impulsionar o desenvolvimento da infraestrutura nacional.

Segundo ele, a aproximação entre governo e iniciativa privada é necessária para criar um ambiente mais competitivo e favorável à atração de investimentos.

A diretora substituta da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, Cristina Castro, afirmou que a diversidade de visões dentro do grupo pode contribuir para soluções mais eficientes e socialmente relevantes.

Setor privado acompanhará debates do grupo

O setor privado também terá participação nas discussões. A Confederação Nacional do Transporte (CNT), entidade representativa do segmento de transporte e logística, destacou a abertura do governo ao diálogo com empresas e investidores.

A assessora governamental da CNT, Dim Michelle Rodrigues, afirmou que a participação do setor privado tende a fortalecer os resultados das propostas debatidas pelo grupo.

Grupo terá prazo de 90 dias para apresentar relatório

O Grupo de Trabalho será coordenado pela Assessoria Especial do Gabinete Ministerial e contará com integrantes da Secretaria-Executiva do MPor, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), da Anac e da Antaq.

Especialistas e entidades externas poderão participar das reuniões como convidados, sem direito a voto. A atuação no colegiado será considerada prestação de serviço público relevante e não terá remuneração.

O GT terá prazo de 90 dias para concluir os estudos e apresentar um relatório final com propostas de aperfeiçoamento normativo e diretrizes para políticas públicas voltadas ao setor de infraestrutura.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Frances/MPor

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Aeroportos

Sudeste registra maior movimento de passageiros aéreos em fevereiro desde 2000

A aviação civil no Sudeste do Brasil alcançou um marco histórico em fevereiro de 2026, com 4.902.827 passageiros embarcando nos aeroportos da região. O número representa o maior movimento para o segundo mês do ano desde 2000, quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) iniciou a série histórica, e supera em 6,8% o volume registrado em fevereiro de 2025, que foi de 4.590.505 passageiros.

O Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) lidera o ranking de movimentação, com 3,6 milhões de passageiros no período, seguido por Congonhas (SP), com 1,8 milhão; Galeão (RJ), com 1,6 milhão; e Confins (MG), com 907 mil passageiros. A ponte aérea entre Congonhas e Santos Dumont se manteve como a rota mais movimentada, transportando 299.963 passageiros em fevereiro.

Crescimento impulsionado por confiança e investimentos

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem o fortalecimento do setor e os avanços em políticas públicas de infraestrutura.

“Mais passageiros e voos significam mais empregos, mais turismo e mais desenvolvimento econômico. Seguimos investindo para ampliar a conectividade do país e garantir que a infraestrutura aeroportuária acompanhe esse ritmo de expansão”, afirmou.

Expansão das conexões internacionais

O tráfego internacional também apresentou forte crescimento. Foram 1.039.931 passageiros em voos para o exterior, alta de 11,8% em relação aos 929.596 do mesmo mês de 2025. O número de voos internacionais partindo do Sudeste subiu de 5.121 para 5.573, ampliando a conectividade aérea do Brasil com diferentes continentes.

Entre os destinos internacionais mais procurados, destacam-se a rota Galeão–Santiago (Chile), com 137.976 passageiros, e a ligação Galeão–Buenos Aires (Argentina), com 95.022 viajantes em fevereiro.

Investimentos fortalecem infraestrutura aeroportuária

Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos anunciou R$ 5,6 bilhões em investimentos em 21 aeroportos do país, incluindo terminais do Sudeste, com foco em ampliação da capacidade, modernização e melhorias nos serviços aos passageiros.

Os aportes mais significativos foram destinados a Congonhas (SP), com cerca de R$ 2,5 bilhões. As ações visam atender à crescente demanda, otimizar a experiência dos usuários e reforçar a competitividade dos aeroportos brasileiros no cenário de retomada do setor aéreo.

“Estamos criando um ambiente mais estável e atrativo para investimentos, resultando em aeroportos mais eficientes e melhores oportunidades de desenvolvimento para as regiões”, destacou Costa Filho.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Transporte aéreo no Nordeste lidera crescimento no Brasil na última década

O Nordeste consolidou-se como a região brasileira com o maior crescimento proporcional no transporte aéreo doméstico nos últimos dez anos. Levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a partir de dados da Anac, aponta que mais de 39 milhões de passageiros circularam pelos aeroportos nordestinos em 2025.

O número representa um avanço de 11,2% em comparação com 2015, o que equivale a cerca de 4 milhões de novos viajantes incorporados à malha aérea regional ao longo da década.

Recife assume liderança entre os aeroportos do Nordeste

O principal destaque do período foi o Aeroporto do Recife (PE). O terminal apresentou crescimento de 42% no fluxo de passageiros e passou a liderar o ranking regional. Em 2025, foram 9,2 milhões de embarques e desembarques, superando o Aeroporto de Salvador (BA), que havia ocupado a primeira posição em 2015 e registrou 7,3 milhões no último ano.

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou que a expansão da infraestrutura aérea segue como prioridade do governo federal, citando o programa AmpliAR, lançado para ampliar concessões e estimular investimentos em aeroportos regionais, especialmente no interior do país.

Conectividade aérea impulsionada pelo turismo

Entre os aeroportos com mais de 1 milhão de passageiros por ano, o maior crescimento percentual foi registrado em Porto Seguro (BA), com alta de 73% na última década. O desempenho reflete a força do turismo no Nordeste, fator decisivo para a ampliação da malha aérea.

No mesmo período, o número de cidades nordestinas atendidas por voos comerciais regulares passou de 26 para 41, ampliando a conectividade regional. Um dos exemplos é o aeroporto de Cruz (CE), que atende a região de Jericoacoara. Inexistente na malha comercial em 2015, o terminal somou mais de 260 mil passageiros em 2025.

Participação do Nordeste cresce no mercado nacional

Além do avanço nordestino, o transporte aéreo doméstico também cresceu no Sudeste (10,7%) e no Sul (1%). Em contrapartida, as regiões Centro-Oeste e Norte registraram retrações de 11% e 7%, respectivamente.

Com esse desempenho, a participação do Nordeste no mercado aéreo brasileiro subiu de 18% em 2015 para 19% em 2025. As cinco cidades com maior movimentação de passageiros na região foram Recife, Salvador, Fortaleza, Maceió e Porto Seguro.

Quase R$ 1 bilhão em investimentos para aeroportos nordestinos

Para sustentar a expansão da demanda e ampliar a capilaridade da malha aérea, o Nordeste deverá receber mais de R$ 950 milhões em investimentos públicos e privados nos próximos anos.

O principal impulso vem do Programa AmpliAR, cujo primeiro leilão, realizado em novembro de 2025, garantiu R$ 526,4 milhões em aportes para nove aeroportos nordestinos. O modelo permite que grandes operadores assumam terminais de menor porte, elevando o padrão de qualidade e eficiência operacional.

Paralelamente, o Governo Federal, por meio do MPor, anunciou uma carteira de R$ 424,2 milhões destinada exclusivamente à infraestrutura aeroportuária do Nordeste no ciclo 2026/2027.

Os recursos incluem projetos para novos terminais em Conde (BA) e Iguatu (CE), melhorias em Feira de Santana (BA) e obras em aeroportos de cidades como Barra do Corda, Bacabal e Santa Inês (MA), além de Picos (PI) e Ilhéus (BA). Também estão previstas estações meteorológicas em municípios como Patos (PB) e Sobral (CE), fundamentais para a segurança das operações aéreas.

Um dos diferenciais dessa nova etapa é a adoção da Metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção) em cerca de 65% dos projetos públicos, o que deve garantir mais transparência, controle de custos e cumprimento de prazos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Secretaria de Turismo de Pernambuco

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Aeroportos

Aviação civil brasileira bate recorde de passageiros em 2025 e amplia investimentos em inclusão e sustentabilidade

Movimentação aérea alcança marca histórica
A aviação civil brasileira encerrou 2025 com resultados inéditos. Ao longo do ano, cerca de 130 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo no país, estabelecendo um recorde histórico. Os dados refletem a consolidação da retomada do setor e o fortalecimento do papel estratégico da aviação na integração nacional.

Segundo números da Anac e do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o crescimento é consistente: nos últimos três anos, mais de 30 milhões de novos passageiros passaram a voar no Brasil. No mercado internacional, foram 28,5 milhões de viajantes, alta de 13,7% em relação a 2024 e avanço de 20% na comparação com 2019, período anterior à pandemia.

Investimentos fortalecem aeroportos e aviação regional
Para sustentar a expansão da demanda, a infraestrutura aeroportuária foi tratada como prioridade. Inserido no Novo PAC, o setor recebeu uma carteira de projetos que soma R$ 1,8 bilhão, destinada a melhorias em 31 aeroportos de 16 estados, com foco na interiorização da aviação e no aumento da segurança operacional.

A confiança do mercado também se traduziu em aportes financeiros. Em 2025, o setor registrou R$ 2,6 bilhões em investimentos privados, além de R$ 608,4 milhões em recursos públicos diretos.

Entre as iniciativas estruturantes, o programa AmpliAR avançou com o leilão de 13 aeroportos regionais, principalmente na Amazônia Legal e no Nordeste. O primeiro certame garantiu R$ 731 milhões em investimentos, impulsionando o desenvolvimento econômico local e ampliando o acesso ao transporte aéreo.

Outro destaque foi o Investe+Aeroportos, que reforçou a segurança jurídica e a atratividade comercial dos terminais concedidos. Até o fim de 2025, foram aprovados 19 empreendimentos, totalizando R$ 4,5 bilhões em investimentos, incluindo centros logísticos, oficinas de manutenção aeronáutica e terminais VIP.

Aviação sustentável ganha impulso em 2025
O ano também marcou um avanço decisivo na aviação sustentável. Em dezembro, foi firmado o primeiro programa de financiamento estruturado do setor com recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac), em parceria com o BNDES. O acordo prevê a liberação de R$ 4 bilhões para crédito competitivo voltado à inovação, à aquisição de aeronaves nacionais e ao desenvolvimento do combustível sustentável de aviação (SAF).

No campo regulatório, avançou a implementação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), previsto na Lei do Combustível do Futuro. A política estabelece metas graduais de redução de emissões de carbono a partir de 2027, com objetivo de cortar 10% das emissões até 2037.

Inclusão social e cidadania no centro da agenda
Além dos números e obras, a agenda de 2025 foi marcada por ações de inclusão social. O MPor lançou o Programa de Atendimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que viabilizou a implantação de 22 salas multissensoriais em aeroportos brasileiros, superando metas do Plano Viver sem Limites. A iniciativa também criou 12 espaços de acomodação e promoveu a capacitação de profissionais para atendimento humanizado.

A campanha “Assédio Não Decola”, desenvolvida em parceria com a Anac e concessionárias, ampliou ações educativas e canais de denúncia para combater a importunação sexual e o feminicídio no ambiente aéreo.

Na formação profissional, um acordo com o Senat garantiu 74 bolsas gratuitas para o curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica, direcionadas a jovens de baixa renda, ampliando o acesso a carreiras no setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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