Portos

Portos impulsionam balança comercial brasileira no 1º trimestre de 2026

Os portos brasileiros desempenharam papel decisivo no desempenho da balança comercial no primeiro trimestre de 2026. Responsáveis por mais de 95% da movimentação de exportações e importações, esses ativos foram essenciais para o escoamento de grandes volumes de cargas, como petróleo, minérios e produtos do agronegócio.

Entre janeiro e março, o Brasil registrou US$ 82,3 bilhões em exportações, um crescimento de 7,1% na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado contribuiu para um superávit comercial de US$ 14,1 bilhões, avanço expressivo de 47,6% em relação ao ano anterior.

China e União Europeia lideram destinos das exportações

A demanda internacional teve papel relevante nesse desempenho. A China manteve-se como principal parceiro comercial do Brasil, com importações que somaram US$ 23,9 bilhões — alta de 21,7% no trimestre. Já a União Europeia também ampliou sua participação, com crescimento de 9,7% e volume de US$ 12,2 bilhões.

Infraestrutura portuária ganha protagonismo

O aumento das exportações, especialmente de commodities, reforça a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura logística. Nesse cenário, os portos são estratégicos para garantir eficiência operacional, redução de custos e maior competitividade no comércio internacional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o país tem avançado na modernização do setor. Apenas em 2025, foram autorizados R$ 7,8 bilhões em investimentos, incluindo novos terminais privados, revisões contratuais e aportes em arrendamentos já existentes.

Investimentos fortalecem capacidade logística

O crescimento dos aportes no setor portuário é parte de um movimento mais amplo. Entre 2023 e 2025, os investimentos privados alcançaram média anual de R$ 12,9 bilhões, totalizando R$ 38,8 bilhões — um salto superior a 400% em relação ao período entre 2019 e 2022. Já os investimentos públicos somaram R$ 3,1 bilhões no mesmo intervalo, avanço de 121,4%.

Para o ministro, o fortalecimento da infraestrutura portuária é fundamental para sustentar o avanço das exportações e ampliar a inserção do Brasil no mercado global, garantindo maior eficiência logística e competitividade.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos

Texto: Redação

Imagem: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 é suspenso pelo governo e gera incerteza no setor portuário

O governo federal determinou a paralisação dos preparativos para o leilão do Tecon Santos 10, projeto de grande porte voltado à ampliação da infraestrutura do Porto de Santos. A decisão foi direcionada à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e atinge diretamente o que é considerado o maior empreendimento de arrendamento portuário já planejado no Brasil.

Debate sobre regras de concorrência motiva suspensão

A interrupção ocorre em meio a intensas discussões envolvendo governo, reguladores e agentes privados sobre o modelo do edital. Entre os principais pontos em análise estão as regras de concorrência, especialmente no que diz respeito à participação de empresas que já operam no complexo portuário.

O projeto do novo terminal de contêineres prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões e capacidade para elevar em cerca de 50% a movimentação de cargas no porto, considerado o mais importante da América Latina.

Participação de grandes operadores está em discussão

Nos bastidores, o foco das divergências recai sobre possíveis restrições à atuação de grandes operadores globais já instalados em Santos, como MSC e Maersk. Ao mesmo tempo, há pressão para garantir espaço a novos investidores nacionais e estrangeiros, ampliando a competitividade do setor.

A suspensão indica que o governo pretende reavaliar pontos estratégicos do edital antes de retomar o processo de licitação.

Capacidade do Porto de Santos preocupa especialistas

O tema ganha ainda mais relevância diante do risco de saturação operacional do porto nos próximos anos. Analistas apontam que o Tecon Santos 10 é peça-chave para evitar gargalos logísticos e sustentar o avanço do comércio exterior brasileiro.

Possível atraso no cronograma reacende debate

Com a pausa nos preparativos, o cronograma inicialmente previsto para o segundo semestre de 2026 pode sofrer adiamentos. O cenário reacende discussões sobre infraestrutura portuária, concentração de mercado e a necessidade de expansão da capacidade logística no país.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Portos

URGENTE: Incêndio em guindaste no Porto de Itajaí mobiliza equipes e gera fumaça intensa

Um incêndio em um guindaste no Porto de Itajaí chamou a atenção de moradores na noite deste sábado. Um forte cheiro de queimado se espalhou pela região central da cidade, enquanto uma densa nuvem de fumaça preta podia ser vista de diversos pontos.

Chamas começaram à noite e ganharam força

De acordo com relatos e vídeos compartilhados nas redes sociais, o fogo teve início por volta das 21h45. As imagens mostram a rápida propagação das chamas, que tomaram conta de um grande equipamento localizado no pátio do terminal, em meio a contêineres e outras estruturas.

Bombeiros e brigada atuaram no combate

Equipes do Corpo de Bombeiros, com apoio da brigada de incêndio do porto, trabalharam para conter o incêndio no terminal portuário. As labaredas se concentraram principalmente na base do guindaste, elevando o risco de propagação para áreas próximas.

Equipamento foi destruído, mas não há vítimas

Em nota oficial, a administração portuária informou que o incêndio ocorreu em um guindaste do tipo MHC, instalado no Terminal da JBS. A situação foi controlada pelas equipes de emergência e, apesar da gravidade, não houve registro de feridos.

O incidente resultou apenas em danos materiais, com perda total do equipamento atingido. As causas do incêndio ainda serão investigadas pelos órgãos competentes.

CONFIRA O VÍDEO

FONTE: DIARINHO
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DIARINHO/Itajaí Mil Grau

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Investimento, Portos

Ampliação do Porto de Santa Catarina: investimento estrangeiro deve dobrar capacidade do TESC

O Porto de Santa Catarina avança em sua modernização com a ampliação do píer do Terminal Santa Catarina (TESC), localizado em São Francisco do Sul. A obra teve início em março, com a instalação da primeira estaca, e representa um investimento de cerca de R$ 100 milhões para aumentar a capacidade operacional do terminal — o maior do estado em movimentação de cargas.

A previsão é que a intervenção seja concluída até o fim do ano, permitindo ganhos relevantes em eficiência logística e competitividade.

Estrutura ampliada permitirá operação simultânea

Com a expansão, o terminal poderá receber ao mesmo tempo dois navios de grande porte: um Panamax e um Supramax, categorias amplamente utilizadas no transporte de granéis sólidos. Juntas, essas embarcações podem movimentar até 120 mil toneladas por operação.

Essa melhoria posiciona o TESC em um novo patamar dentro do setor portuário, ampliando sua capacidade de atendimento e reduzindo gargalos operacionais.

Investimento internacional impulsiona projeto

O aporte financeiro tem origem no fundo soberano de Omã, o Oman Investment Authority, que passou a ter influência indireta no terminal após movimentações no mercado global. A entrada ocorreu por meio da trading Solaris, com sede em Dubai, que assumiu o controle da Agribrasil — empresa que detém participação majoritária no TESC.

Para viabilizar a expansão, a Solaris planeja captar cerca de R$ 120 milhões no mercado brasileiro por meio de notas comerciais, instrumento de dívida corporativa de curto prazo. Os recursos vão financiar tanto a obra atual quanto etapas futuras do projeto.

Segunda fase prevê novos investimentos

A ampliação do píer faz parte de um plano mais amplo de crescimento. Uma segunda etapa, que inclui investimentos em armazenagem e aquisição de equipamentos para movimentação de cargas, está em análise pelo governo federal.

O montante previsto para essa fase supera R$ 500 milhões, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre. Caso autorizada, a execução deve começar na segunda metade do ano.

Dragagem amplia capacidade para navios maiores

Paralelamente, a dragagem da Baía da Babitonga está em andamento e deve aumentar o calado do canal de acesso para até 16 metros. Essa mudança permitirá a entrada de embarcações maiores, ampliando ainda mais o potencial logístico do terminal.

A combinação entre expansão portuária e melhorias no canal deve impulsionar o transporte de produtos como soja, milho, fertilizantes, açúcar e outros granéis sólidos, além de cargas industriais.

Terminal estratégico para o agronegócio

Em operação há quase 30 anos, o TESC é peça-chave no escoamento da produção do agronegócio brasileiro na região Sul. Com os novos investimentos, o terminal reforça sua posição como um dos principais corredores logísticos do país.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Times Brasil

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Portos

Cratera no Porto do Pecém interrompe operação com placa de aço no Ceará

Uma cratera no Porto do Pecém foi registrada na segunda-feira (20), durante uma operação logística no Terminal 7 de Múltiplas Utilidades (TMUT), em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza.

O problema aconteceu no momento em que uma placa de aço era movimentada para embarque. Segundo relatos de testemunhas, a estrutura caiu sobre o piso, provocando o desabamento parcial da área e abrindo a cratera.

Estrutura do terminal foi afetada

Além do dano no solo, há indicação de que o casco de um navio atracado no local também pode ter sofrido avarias durante o incidente. A extensão dos danos ainda não foi detalhada oficialmente.

O caso ocorreu em uma área operacional estratégica do porto, voltada à movimentação de cargas diversas, incluindo materiais industriais de grande porte.

Porto descarta vítimas e impactos ambientais

Em comunicado, a administração do Porto do Pecém informou que não houve feridos nem registros de danos ambientais. O episódio foi classificado como uma ocorrência pontual.

A nota também destaca que equipes técnicas foram mobilizadas imediatamente para avaliar a situação e iniciar os trabalhos de recuperação da área afetada.

Operações seguem normalmente após o incidente

Apesar do ocorrido, as atividades no terminal portuário do Pecém continuam sem interrupções. A gestão do porto afirma que medidas estão sendo adotadas para garantir a segurança e a normalização completa da estrutura.

O Porto do Pecém é um dos principais polos logísticos do Nordeste e desempenha papel estratégico na movimentação de cargas e no escoamento da produção industrial da região.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Portos

Porto de Santos pode ter leilão adiado após mudanças no terminal de contêineres

O projeto do novo terminal de contêineres do Porto de Santos voltou ao centro das discussões e pode sofrer novos atrasos. Possíveis revisões no modelo de concessão levantam preocupações no setor, já que alterações mais profundas podem exigir o reinício do processo de licitação portuária.

Mudanças podem exigir nova análise do TCU

Um dos principais pontos de atenção envolve a necessidade de reavaliação pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Caso o projeto sofra modificações relevantes, será necessário submeter uma nova versão ao órgão, o que pode ampliar prazos e empurrar o leilão para além do calendário previsto.

Inicialmente programado para dezembro de 2025, o certame já foi adiado e agora está previsto para o segundo semestre de 2026.

Divergências sobre concorrência travam processo

O cronograma tem sido impactado por divergências sobre as regras de participação no leilão. O debate gira em torno do nível de restrição para empresas que já operam no porto e grandes armadores internacionais, em um mercado considerado concentrado.

O governo avalia ajustes para ampliar a competitividade e atrair novos participantes, sem comprometer o equilíbrio do setor.

Possíveis mudanças no modelo de leilão

Entre as propostas em análise está a liberação para que armadores que ainda não atuam no porto participem desde a primeira fase do leilão. A medida tende a ampliar a concorrência e está alinhada a entendimentos técnicos do setor.

O modelo atual prevê duas etapas:

  • na primeira, operadores já presentes no porto ficam impedidos de participar;
  • na segunda, esses grupos podem entrar, desde que realizem desinvestimento em ativos existentes.

Além disso, há recomendações para limitar a presença de grandes empresas globais na fase inicial, buscando evitar concentração excessiva.

Pontos sensíveis podem alterar estrutura do projeto

Outras mudanças em discussão são consideradas mais complexas e podem impactar diretamente o desenho da concessão. Entre elas:

  • definição de grupo econômico;
  • critérios de movimentação relevante;
  • prazos para desinvestimento.

Se aprovadas, essas alterações podem exigir uma nova rodada de análises técnicas, configurando um novo modelo de licitação.

Pressão do mercado e desafios regulatórios

As revisões refletem pressões de empresas interessadas em ampliar sua participação no projeto. Ao mesmo tempo, o governo busca equilibrar a abertura do mercado com a prevenção de concentração e possíveis impactos regulatórios e diplomáticos.

Projeto bilionário é estratégico para o país

Conhecido como Tecon Santos 10, o empreendimento é considerado o maior projeto de arrendamento portuário já planejado no Brasil. A iniciativa prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões.

Quando concluído, o terminal deve ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres, atendendo à crescente demanda do Porto de Santos, que já opera próximo do limite.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Aeroportos, Portos

Concessões de portos, aeroportos e hidrovias entram em revisão para ampliar investimentos e modernizar regras

O governo federal iniciou um processo de atualização das normas que regem as concessões de portos, aeroportos e hidrovias no Brasil. A medida busca alinhar diretrizes, modernizar os modelos atuais e impulsionar a participação da iniciativa privada em setores considerados estratégicos para a logística nacional.

Grupo de trabalho vai revisar regras do setor

A revisão será conduzida por um grupo de trabalho criado no âmbito do Ministério de Portos e Aeroportos. A equipe terá prazo de três meses para analisar os modelos vigentes e propor ajustes que tragam maior uniformidade regulatória entre os diferentes modais.

A iniciativa pretende corrigir distorções, simplificar processos e tornar o ambiente mais previsível para investidores, favorecendo novos projetos e a continuidade dos contratos existentes.

Segurança jurídica e critérios para prorrogações

Entre as prioridades está o fortalecimento da segurança jurídica, ponto considerado essencial para atrair investimentos de longo prazo. O governo também quer estabelecer parâmetros mais claros para a renovação de contratos de concessão.

Uma das possibilidades em estudo é a adoção de renovações condicionadas. Nesse modelo, a extensão dos contratos dependeria da comprovação de benefícios econômicos para a administração pública, além do compromisso com novos aportes e manutenção da qualidade dos serviços.

Foco na ampliação da capacidade logística

Na prática, a proposta busca destravar investimentos privados e acelerar a expansão da infraestrutura logística brasileira. A expectativa é que, com regras mais claras e modernas, o país aumente sua capacidade operacional e melhore a eficiência no transporte de cargas.

O movimento acompanha a necessidade de modernização dos sistemas e reforça a estratégia do governo de fortalecer setores-chave para o desenvolvimento econômico.

Fonte: Governo Federal

Texto: Redação

Imagem: Arquivo Agência Brasil / Tânea Rego

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Portos

Portonave investe R$ 2 bilhões para ampliar capacidade e modernizar operações portuárias

A Portonave anunciou um pacote de investimentos superior a R$ 2 bilhões com foco na expansão e modernização de sua estrutura em Navegantes. O objetivo é aumentar a eficiência operacional e elevar a capacidade do terminal, consolidando sua posição entre os principais do país.

Ampliação da capacidade de contêineres

Com as melhorias, a capacidade anual de movimentação deve saltar de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade padrão de contêineres). O avanço reforça o papel estratégico do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária.

Obras no cais permitem receber navios maiores

Um dos principais projetos em andamento é a ampliação do cais, que já alcançou cerca de 72% de execução. A estrutura será adaptada para receber embarcações de grande porte, com até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do terminal.

Outro destaque é a implementação da tecnologia de fornecimento de energia elétrica direta para navios, solução inédita no Brasil que reduz emissões e contribui para a sustentabilidade portuária.

Novos equipamentos e operações mais eficientes

O plano de investimentos inclui ainda a aquisição de guindastes modernos e equipamentos elétricos, que devem aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental das operações.

A modernização também visa tornar o terminal mais eficiente no atendimento às demandas do transporte marítimo de contêineres, setor em constante crescimento.

Centro de treinamento aposta em tecnologia

Outro pilar do projeto é a construção de um centro de treinamento avançado, previsto para entrar em operação em maio. O espaço contará com simuladores de última geração capazes de reproduzir situações reais, contribuindo para a qualificação e segurança dos trabalhadores.

A expectativa é capacitar cerca de 300 profissionais por ano, fortalecendo a formação técnica no setor portuário.

Relevância nacional e impacto econômico

Primeiro terminal privado de contêineres do Brasil, a Portonave ocupa atualmente a quarta posição no ranking nacional de movimentação e lidera em produtividade.

A empresa mantém cerca de 1,4 mil empregos diretos e aproximadamente 5,5 mil indiretos, exercendo papel relevante na economia regional e no desenvolvimento logístico de Santa Catarina.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Portos

Porto de Itajaí recebe mais de 600 carros da BMW e reforça retomada das operações

O Porto de Itajaí registrou a chegada de mais de 600 veículos da BMW na sexta-feira, marcando mais uma movimentação relevante no setor de importação de automóveis. Os carros foram transportados pelo navio Victoria Highway, que atracou por volta das 13h30.

A operação de descarga teve início ainda durante a tarde e deve se estender ao longo da noite.

Movimentação de veículos cresce em 2026

Com essa nova operação, o terminal catarinense contabiliza quatro escalas de navios do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro) neste ano, totalizando 2.115 veículos movimentados em 2026.

Além do Victoria Highway, o porto também recebeu outras embarcações especializadas no transporte de veículos, como o Good Wood, que descarregou 430 unidades, e o Dover Highway, responsável por 457 veículos. Uma escala anterior do próprio Victoria Highway trouxe outros 628 automóveis ao terminal.

Retomada fortalece economia local

De acordo com o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a frequência crescente de navios indica uma retomada da confiança no terminal portuário.

Segundo ele, fatores como a regularidade das operações e as boas condições do canal de acesso têm contribuído para atrair novas cargas, impulsionando a logística portuária e gerando impactos positivos na economia regional.

Porto busca ampliar competitividade

O aumento na movimentação de veículos reforça o papel do Porto de Itajaí como ponto estratégico para o comércio exterior, especialmente no segmento automotivo. A expectativa é que a continuidade dessas operações fortaleça ainda mais a posição do terminal no cenário nacional.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Portos

Portonave eleva excelência operacional com investimentos em infraestrutura e pessoas

Aportes modernizam o Terminal Portuário, qualificam profissionais e preparam para o crescimento da demanda futura

Líder nacional em satisfação e experiência do cliente pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, executa um plano de investimentos que passa dos R$ 2 bilhões para fortalecer sua competitividade no segmento. O pacote contempla a adequação do cais, a aquisição de novos equipamentos e a inauguração do centro de desenvolvimento operacional mais tecnológico da América do Sul. Com foco em infraestrutura moderna, inovação e valorização das pessoas, a Companhia adota visão de longo prazo alinhada à descarbonização e à sustentabilidade.

A Obra de Adequação do Cais prepara a estrutura para operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros. A segunda etapa segue em andamento, com 1,4 mil profissionais dedicados às atividades no cais e canteiro de obras. De acordo com dados de final de março – último levantamento realizado – 72% da obra total está concluída. Mais do que o ganho operacional, o cais terá infraestrutura para futura instalação do sistema de shore power, que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados – tecnologia inédita no setor brasileiro.

Além disso, o Terminal Portuário receberá novos equipamentos portuários: dois guindastes Ship-to-Shore (STS) de maior capacidade, 14 Rubber Tyred Gantry (RTG) eletrificados – previstos para serem recebidos no segundo semestre deste ano. Em 2025, entraram em operação uma Reach Stacker (RS) elétrica e dois Scanners para vistoria de contêineres. Aliado aos investimentos em infraestrutura, a Portonave também investe continuamente na capacitação dos profissionais.

Somados, os aportes privados da empresa vão expandir a capacidade operacional anual de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Esse crescimento impulsiona o desenvolvimento socioeconômico, com impacto positivo direto na cadeia nacional e local. Nesse contexto, as práticas alinhadas aos princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança, em português), com foco em infraestrutura moderna, inovação e valorização das pessoas, tornam-se essenciais ao nortear as ações da Companhia de forma responsável, equilibrada e sustentável, alinhadas à visão de longo prazo

Foco em pessoas

Com foco no desenvolvimento contínuo e na capacitação de seus profissionais, o Centro de Desenvolvimento de Excelência Operacional está em fase de implementação final, com o objetivo de elevar a eficiência e a cultura de segurança da Companhia. Integrado ao Terminal Portuário, o hub conta com quatro simuladores da CM Labs, empresa canadense reconhecida mundialmente pela tecnologia e precisão de seus equipamentos, e tem capacidade para treinar cerca de 300 profissionais por ano, com uma equipe dedicada de instrutores. As capacitações no espaço estão previstas para serem iniciadas em maio.

Dois dos simuladores são do modelo Master Cab, o mais moderno disponível no mercado para capacitação no segmento e inédito na América do Sul. O equipamento é capaz de reproduzir, com alto grau de realismo, as operações dos guindastes STS e RTG, além das empilhadeiras de grande porte RS e Empty Container Handler (ECH) utilizadas na movimentação de contêineres. O Master Cab conta com 10 telas de LED, assento com sistema de motion, que reproduz as vibrações dos equipamentos reais, e controles idênticos aos das máquinas operacionais. Além disso, permite a troca de componentes, como joysticks e pedais, possibilitando a simulação dos quatro tipos de equipamentos em um único simulador.

O centro conta ainda com dois simuladores do modelo Trainer para a simulação dos Terminal Tractors (TT) no pátio de operações. Em ambos os modelos, é possível recriar condições adversas, como chuva, vento, neblina e baixa visibilidade, além de cenários de risco, como o afastamento do navio do cais ou a queda de contêineres.

Com a estrutura, os profissionais passam a contar com uma formação composta por 16 horas de aulas teóricas, 40 horas em simuladores e 184 horas de prática em campo. A iniciativa não substitui a experiência real, mas prepara os operadores para o desenvolvimento da memória motora e do domínio técnico em um ambiente seguro, além de permitir a análise das aptidões de cada profissional. Também será utilizado para a reciclagem de conhecimentos dos profissionais com maior tempo de experiência.

Sobre a Portonave

A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil, controlada pelo grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL). No ranking nacional na movimentação contêineres cheios de longo curso, a empresa é a 4ª colocada, com 9% de participação, de acordo com o Datamar, em 2025. Também é destaque em eficiência, com a maior produtividade do Brasil, com média de 114 Movimentos por Hora (MPH) realizados por navio em 2025, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Como diferencial, possui uma câmara frigorífica totalmente automatizada que proporciona sinergia para as operações de produtos de temperatura controlada. Atualmente, gera cerca de 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

Saiba mais em: www.portonave.com.br

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