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ANTAQ e Banco do Brasil firmam parceria para modernizar licitações portuárias

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e o Banco do Brasil formalizaram, na terça-feira (9), um Acordo de Cooperação Técnica voltado à modernização dos processos de licitações portuárias e projetos de infraestrutura. A assinatura ocorreu na sede da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SEPPI), vinculada à Casa Civil da Presidência da República, em Brasília.

A iniciativa busca ampliar o uso de soluções tecnológicas nos procedimentos relacionados a concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e demais certames públicos ligados ao setor aquaviário.

Projeto pretende ampliar transparência e inovação nos leilões

Com a nova parceria, a expectativa é fortalecer a transformação digital dos processos conduzidos pela agência reguladora, promovendo mais agilidade, transparência e segurança na realização de leilões e contratos de infraestrutura.

Durante a cerimônia, o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias, destacou que a cooperação está alinhada às ações de desburocratização desenvolvidas pela agência.

Segundo ele, a credibilidade do Banco do Brasil e a relevância do setor portuário, que lidera o número de leilões de infraestrutura realizados no país, tornam a iniciativa estratégica para o aperfeiçoamento dos mecanismos de contratação pública.

Autoridades acompanharam assinatura do acordo

Além de Frederico Dias, participaram do evento o diretor Wilson Lima Filho, a diretora substituta Cristina Castro e o secretário especial de Licitações e Concessões da ANTAQ, Ygor di Paula.

A cerimônia também contou com a presença do secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil, Marcus Cavalcanti, da gerente-geral do Banco do Brasil, Michele Alencar, e de representantes das duas instituições.

PPI atua na ampliação das parcerias entre governo e iniciativa privada

A cooperação integra o ambiente de atuação do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), criado para estimular a participação da iniciativa privada em projetos estratégicos por meio de concessões, privatizações e outras modalidades de parceria.

A Secretaria do PPI presta apoio técnico aos ministérios e agências reguladoras responsáveis pela estruturação e execução dos projetos, com foco na atração de investimentos e no desenvolvimento da infraestrutura nacional.

A expectativa é que a parceria entre ANTAQ e Banco do Brasil contribua para tornar os processos de contratação mais modernos, eficientes e alinhados às demandas do setor portuário brasileiro.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: PPI

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Maersk substitui Porto de Rio Grande por Itapoá em serviço marítimo entre América do Sul e Europa

A Maersk anunciou uma alteração em seu serviço marítimo Samba, responsável pela conexão entre o norte da Europa e a costa leste da América do Sul. A partir de junho, a companhia deixará de realizar escalas no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, passando a operar com parada regular no Porto de Itapoá, em Santa Catarina.

Segundo a empresa, o terminal gaúcho continuará integrando sua operação logística, mas exclusivamente para atividades de transbordo de cargas, sem receber escalas diretas da rota.

Nova operação começou em junho

A mudança entrou em vigor em 5 de junho, com a chegada do navio San Raphael Maersk ao Porto de Santos. A reestruturação também impacta a CMA CGM, parceira da operação, que comercializa o mesmo serviço sob a denominação Safran.

A alteração faz parte de um ajuste estratégico na malha marítima da companhia, buscando otimizar a conectividade entre os portos da América do Sul e os principais centros logísticos europeus.

Rota conecta importantes portos da Europa e América do Sul

Com a atualização, o itinerário do serviço passa a incluir os portos de Southampton, no Reino Unido, substituindo Londres, além de Roterdã, na Holanda, Hamburgo e Bremerhaven, na Alemanha, Antuérpia, na Bélgica, e Tânger, no Marrocos.

Na América do Sul, a rota contempla Santos, Paranaguá, Montevidéu e Buenos Aires. No retorno à Europa, os navios passam por Itapoá, Paranaguá, Santos, Tânger e Southampton.

Serviço utiliza embarcações de grande capacidade

O circuito completo é realizado em um período de nove semanas. Para atender a demanda da rota, a Maersk opera uma frota composta por sete navios com capacidade para 8.850 TEUs e outras duas embarcações capazes de transportar até 10.589 TEUs.

A inclusão do Porto de Itapoá no serviço reforça a importância crescente dos terminais catarinenses no cenário da logística portuária, ampliando a participação do estado nas rotas internacionais de transporte marítimo de cargas.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Entre Navios e Manguezais, a Biodiversidade de Peixes se destaca na Baía de Paranaguá

À primeira vista, o cenário do Porto de Paranaguá é dominado pelo vaivém de gigantescos navios cargueiros, guindastes imponentes e uma engrenagem logística que conecta o Paraná ao comércio global. No entanto, nos estuários, onde o rio se encontra com o mar, o cenário se transforma logo abaixo da linha d’água. Ali, o ecossistema dos manguezais revela sua complexidade: um ambiente pulsante que, no pico da maré alta, fica completamente submerso, abrigando uma rica biodiversidade marinha.

Conciliar o posto de um dos maiores complexos portuários da América Latina com a conservação ambiental é um grande triunfo dos pesquisadores e técnicos que atuam no Porto de Paranaguá. Estudos recentes demonstram que a área portuária abriga centenas de espécies nativas, desde pequenos peixes estuarinos que dependem das raízes dos mangues para proteção, até grandes predadores que visitam a baía em busca de alimento.

O Olhar do Porto de Paranaguá para a Ciência Paranaense

Para compreender a riqueza que habita essas águas, os Portos do Paraná investem em um programa ambiental de monitoramento da ictiofauna e apoiam pesquisas acadêmicas sobre o tema. Atualmente, a parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), conta com 3 convênios vigentes no litoral do Paraná, além do fornecimento de dados para diversos pesquisadores, quando solicitado.

Segundo dados de pesquisas científicas, os pesquisadores paranaenses apontam que a Baía de Paranaguá funciona como um ecossistema de transição. A mistura da água doce dos rios com a água salgada do Oceano Atlântico cria um ambiente rico em nutrientes. Espécies como o robalo (Centropomus spp.), a corvina (Micropogonias furnieri) e os bagres marinhos encontram ali as condições ideais para reprodução e crescimento. 

Desenvolvimento com Consciência Ambiental

A manutenção desse ecossistema não acontece por acaso. Ela é fruto de uma gestão que entende que o crescimento econômico não pode navegar isolado da sustentabilidade. Programas rigorosos de monitoramento ambiental monitoramdesde a qualidade da água e dos sedimentos até diferentes grupos da Biota Aquática da região..

O cuidado com a fauna marinha é colocado como prioridade máxima nas operações diárias e nos planos de expansão do porto. Ressalta-se que os Portos do Paraná possuem programas de monitoramento ambiental e de controle durante a execução das suas dragagens, como os defletores de tartarugas, para proteção dessa espécie. 

Além disso, o programa ambiental de monitoramento de cetáceos e quelônios monitora sua população e presença na região. Não é raro, por exemplo, avistar botos muito próximos à área do porto, já que eles costumam utilizar as estruturas e o próprio costado dos navios como estratégia de alimentação, encurralando os cardumes contra as embarcações.

O diretor-presidente da Portos do Paraná destaca que a eficiência logística do estado caminha lado a lado com a responsabilidade ecológica: “Estamos muito empenhados em inovar e avançar tecnologicamente. Ao mesmo tempo, sabemos da nossa responsabilidade ambiental. Não há desenvolvimento econômico local duradouro sem que as nossas ações sejam pautadas pela sustentabilidade. Crescer e preservar precisam caminhar juntos”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Equilíbrio para o Futuro

O cenário de Paranaguá prova que a economia e ecologia não precisam ser forças antagônicas. Enquanto os navios garantem o escoamento da safra e o abastecimento de mercados internacionais, os manguezais da baía continuam cumprindo seu papel ancestral de proteger a vida.

O desafio de manter as águas limpas e a ictiofauna protegida é contínuo, mas, com o suporte dos pesquisadores locais e uma gestão portuária consciente, busca-se que as  futuras gerações de paranaenses tenham o seu espaço garantido nessa engrenagem.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM:  Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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Porto de minério em MS receberá investimento bilionário para dobrar capacidade operacional

O maior terminal de movimentação de minério de Mato Grosso do Sul está prestes a passar por uma ampla transformação. A LHG Mining, empresa controlada pela holding dos empresários Wesley e Joesley Batista, apresentou um projeto para ampliar a estrutura do Porto Gregório Curvo, localizado às margens do Rio Paraguai, em Corumbá.

A proposta prevê elevar a capacidade estática de armazenamento de minério das atuais 700 mil toneladas para 1,5 milhão de toneladas. Além disso, a empresa pretende ampliar significativamente a capacidade de embarque, alcançando até 15 milhões de toneladas anuais de minério de ferro e manganês.

Para que a expansão seja executada, o empreendimento ainda depende de licenciamento e autorizações ambientais.

Investimento supera R$ 1,9 bilhão

O projeto foi orçado em aproximadamente R$ 1,91 bilhão e figura entre os maiores investimentos previstos para Mato Grosso do Sul nos próximos anos.

A iniciativa será debatida em audiência pública marcada para Corumbá, etapa necessária dentro do processo de licenciamento ambiental.

Atualmente, o porto opera com licença emitida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e está localizado no distrito de Porto Esperança, a cerca de 90 quilômetros da área urbana de Corumbá.

Estrutura contará com ferrovia, pátios e novo sistema de embarque

A expansão contempla uma série de obras de infraestrutura voltadas à modernização da logística mineral da região.

Entre os investimentos previstos estão:

  • Implantação de estrutura ferroviária;
  • Construção de sistema de virador de vagões;
  • Instalação de transportadores de correia;
  • Ampliação do pátio de estocagem de minério;
  • Construção de um novo píer de embarque;
  • Sistemas de controle ambiental para redução de poeira.

Segundo o projeto, os vagões carregados chegarão ao terminal por ferrovia e serão descarregados automaticamente por meio de equipamentos específicos. O minério seguirá para áreas de armazenamento compostas por sete grandes pilhas, atendidas por 22 transportadores de correia.

Transporte fluvial foi escolhido por emitir menos gases

De acordo com estudos apresentados pela mineradora, a opção pelo transporte hidroviário foi definida após análises comparativas entre os modais rodoviário, ferroviário e fluvial.

O relatório aponta que as barcaças apresentam menor emissão de gases de efeito estufa quando comparadas aos demais sistemas de transporte de carga.

A estratégia reforça o papel da Hidrovia do Paraguai como corredor logístico para o escoamento da produção mineral do Centro-Oeste brasileiro.

Obras podem gerar mais de 1,6 mil empregos

A empresa estima que cerca de 1.642 trabalhadores sejam empregados diretamente durante as etapas de implantação do projeto.

As vagas deverão ser distribuídas entre atividades de terraplanagem, construção civil, montagem eletromecânica, gerenciamento operacional e comissionamento dos sistemas.

O cronograma prevê que as obras ocorram entre 2026 e 2029, com início das operações ampliadas previsto para o ano de 2029.

Intervenções exigirão alterações em áreas do Pantanal

A ampliação do terminal também envolve impactos ambientais que estão sendo analisados pelos órgãos competentes.

Entre as intervenções previstas estão a remoção de vegetação em uma área de 66,5 hectares, movimentação de grandes volumes de terra e construção de uma ponte para interligar diferentes setores do empreendimento separados por um corixo — curso d’água típico do Pantanal.

Somente para a construção da estrutura ferroviária, o volume estimado de aterro supera 1,5 milhão de metros cúbicos de terra, equivalente à carga de mais de 107 mil caminhões.

Projeto prevê medidas para reduzir impactos ambientais

O estudo ambiental reconhece que a ampliação poderá provocar aumento temporário na emissão de poeira e gases provenientes de máquinas e veículos utilizados durante as obras.

Por outro lado, a empresa argumenta que a substituição gradual do transporte rodoviário pelo ferroviário poderá reduzir a concentração de partículas na região de Porto Esperança.

O projeto também prevê sistemas de aspersão de água para controle de poeira nas áreas de armazenamento de minério.

Dragagem do Rio Paraguai integra planejamento da expansão

Outro ponto previsto no projeto é a realização de intervenções na calha do Rio Paraguai, incluindo operações de dragagem para garantir melhores condições de navegação.

A medida dialoga com as discussões sobre a futura concessão da Hidrovia do Paraguai, prevista pelo governo federal para os próximos anos, e considerada estratégica para o desenvolvimento logístico do Centro-Oeste.

Caso receba todas as licenças necessárias, a expansão poderá transformar o Porto Gregório Curvo em um dos principais polos de exportação mineral do país.

FONTE: Correio do Estado
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Correio do Estado

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Porto de Itajaí receberá investimento de R$ 311 milhões para ampliar capacidade operacional

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, se prepara para uma nova etapa de crescimento com um pacote de investimentos estimado em R$ 311 milhões. O aporte está vinculado ao projeto de concessão do Canal de Acesso Aquaviário, iniciativa que pretende fortalecer a infraestrutura portuária e ampliar a capacidade de atendimento do terminal pelos próximos 25 anos.

Administrado pela JBS Terminais, o porto vem registrando resultados expressivos na movimentação de cargas. Dados da Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) apontam que, entre janeiro e abril deste ano, passaram pelo complexo cerca de 1,67 milhão de toneladas, volume quase 40% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Somente em abril, a movimentação alcançou 430,3 mil toneladas, representando crescimento de 57% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Leilão prevê melhorias na infraestrutura aquaviária

Para atender à crescente demanda e permitir a operação de embarcações maiores, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) vão realizar o leilão do canal de acesso ao porto.

A proposta contempla a concessão, operação, manutenção e ampliação da infraestrutura aquaviária durante 25 anos. O objetivo é garantir maior eficiência logística, além de elevar os padrões de segurança da navegação.

Segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, o modelo de concessão integra a estratégia de modernização da infraestrutura hidroviária brasileira.

De acordo com ele, a medida contribuirá para aprimorar a gestão do canal, aumentar a segurança operacional e fortalecer a competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional.

Dragagem e sinalização estão entre as melhorias previstas

O contrato inclui uma série de intervenções voltadas à melhoria da operação portuária, como dragagens periódicas, manutenção contínua do canal, modernização da sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário.

A expectativa é proporcionar maior previsibilidade às operações, reduzir riscos à navegação e ampliar a capacidade de recebimento de navios de grande porte.

Ao término da concessão, a previsão é que o canal tenha condições de atender uma movimentação anual de até 3,43 milhões de TEUs, consolidando ainda mais a relevância estratégica do terminal para a logística brasileira.

JBS já investiu mais de R$ 220 milhões no complexo portuário

Responsável pela movimentação de cargas no terminal de contêineres desde outubro de 2024, a JBS Terminais vem ampliando sua presença no porto catarinense.

Em seu primeiro ano completo de operações, a empresa movimentou 384,4 mil contêineres, desempenho superior ao registrado pelo operador anterior em seu último ano de atividade.

Desde que assumiu as operações, a companhia já destinou mais de R$ 220 milhões ao complexo. Entre os investimentos realizados está a aquisição de dois modernos guindastes móveis com capacidade para erguer até 125 toneladas e alcance para até 20 fileiras de contêineres.

Segundo a empresa, os novos equipamentos contribuíram para aumentar a agilidade e a eficiência dos processos de carga e descarga.

A JBS é uma das maiores empresas de alimentos do mundo e tem como principais acionistas os irmãos Wesley e Joesley Batista.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Porto de Itajaí amplia movimentação de cargas em 40% e avança com plano de investimentos

O Porto de Itajaí segue em trajetória de crescimento e consolida sua recuperação operacional após a retomada da administração pelo Governo Federal. Além da expansão no volume de cargas movimentadas, o complexo portuário se prepara para receber novos investimentos por meio da futura concessão do Canal de Acesso Aquaviário, iniciativa que prevê aportes de R$ 311 milhões ao longo dos próximos 25 anos.

Os números mais recentes refletem esse cenário positivo. Após encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o terminal manteve o ritmo de expansão em 2026. Entre janeiro e abril, foram registradas 1,67 milhão de toneladas transportadas, resultado que representa avanço de quase 40% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Somente em abril, o volume alcançou 430,3 mil toneladas, um crescimento de 57% frente ao registrado no mesmo mês de 2025, de acordo com dados do complexo portuário.

Concessão do canal prevê R$ 311 milhões em investimentos

Para ampliar a capacidade logística e permitir a operação de embarcações de maior porte, o Ministério de Portos e Aeroportos e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) trabalham na realização do leilão do Canal de Acesso Aquaviário do Porto de Itajaí.

A iniciativa será o segundo leilão de canal de acesso público realizado no Brasil e prevê a ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura aquaviária durante 25 anos.

Segundo o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, o projeto fortalece o novo modelo de gestão da infraestrutura portuária brasileira, já adotado anteriormente no Canal de Paranaguá.

Entre as ações previstas estão dragagem periódica, manutenção contínua da via navegável, modernização da sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário. O objetivo é aumentar a segurança da navegação, garantir maior previsibilidade operacional e ampliar a eficiência logística do porto.

Ao término do contrato, a expectativa é que o canal alcance capacidade para movimentar até 3,43 milhões de TEUs por ano, fortalecendo a competitividade do terminal catarinense no cenário nacional.

Recuperação impulsiona resultados históricos

O desempenho atual é resultado do processo de recuperação iniciado após o retorno da gestão federal do porto. Em janeiro de 2025, a Autoridade Portuária de Santos (APS) assumiu temporariamente a administração do complexo com a missão de restabelecer as operações e preparar o terminal para um novo ciclo de crescimento.

Os resultados apareceram rapidamente. Entre janeiro e agosto de 2025, o porto movimentou 2,5 milhões de toneladas, volume 127% superior ao registrado durante todo o ano de 2024, quando foram contabilizadas 1,1 milhão de toneladas, segundo a Antaq.

A recuperação ocorre após um período de aproximadamente um ano e meio de paralisação, encerrado em 2023. Desde então, a retomada das atividades, aliada à reestruturação administrativa e ao retorno da confiança do mercado, tem impulsionado a evolução do complexo.

Modernização e ampliação da infraestrutura seguem em andamento

Atualmente administrado pela Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), o Porto de Itajaí já acumula mais de R$ 227 milhões em faturamento desde a retomada das operações. Os recursos vêm sendo direcionados para a modernização da infraestrutura, novos investimentos e ampliação da capacidade operacional.

Paralelamente, continuam as ações de manutenção do canal de acesso. O terminal opera normalmente e conta com contrato definitivo de dragagem, além do acompanhamento técnico da Marinha do Brasil e da Antaq.

A manutenção das profundidades do canal é considerada estratégica para garantir condições adequadas de navegação e possibilitar o recebimento de navios cada vez maiores, fator essencial para o fortalecimento da logística portuária, da movimentação de cargas e da competitividade do complexo no mercado nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Porto de Las Palmas se torna alternativa estratégica para exportações de Santa Catarina diante de tarifas dos EUA

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) promoveu nesta terça-feira (2) um webinar com representantes da Autoridade Portuária de Las Palmas, na Espanha. Localizado em posição estratégica no Oceano Atlântico, entre Europa, África e América, o porto é considerado um importante hub logístico e de abastecimento internacional.

O encontro ocorre em meio às discussões sobre a proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, medida vinculada à Seção 301 da legislação comercial norte-americana, o que tem levado o setor industrial a buscar novos destinos e rotas de exportação.

Espanha ganha relevância como porta de entrada para Europa e África

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou que o cenário reforça a importância de ampliar parcerias internacionais, especialmente no contexto do acordo Mercosul–União Europeia.

Segundo ele, a Espanha se consolida como um ponto estratégico para a indústria catarinense, funcionando como porta de entrada para os mercados europeu e africano.

Seleme também ressaltou o potencial de expansão em setores como manufatura, agroindústria, energia e tecnologia, diante do avanço das relações comerciais entre os blocos.

Conexão entre Santa Catarina e o porto espanhol avança

O evento contou com a participação de Francisco Javier Trujillo Ramírez, diretor-geral da Autoridade Portuária de Las Palmas, e apoio da Câmara de Comércio Brasil–Espanha.

De acordo com a presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, Maite Bustamante, empresas catarinenses já começaram a aproveitar as primeiras oportunidades abertas com a entrada em vigor de novos termos do acordo internacional neste ano.

Ela lembrou que companhias do estado foram as primeiras a obter autorizações de exportação no novo cenário comercial.

Missão empresarial fortalece presença catarinense na Espanha

Para ampliar a integração com o mercado espanhol, a FIESC liderou recentemente uma missão empresarial multissetorial ao país europeu.

A agenda incluiu reuniões em Madri e em Las Palmas, nas Ilhas Canárias, com foco no setor de máquinas e equipamentos, além de articulações com potenciais parceiros comerciais.

Comércio entre Santa Catarina e Espanha movimenta milhões

Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões para a Espanha. Entre os principais produtos enviados estão carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis.

No sentido inverso, as importações catarinenses somaram US$ 322 milhões, com destaque para pigmentos industriais, azeite de oliva, cosméticos e medicamentos.

FIESC oferece apoio técnico para ampliar competitividade externa

Diante do cenário de possíveis tarifas dos Estados Unidos e da abertura de oportunidades na Europa, a FIESC reforçou que está disponibilizando sua estrutura técnica para apoiar as empresas exportadoras.

Por meio de serviços de inteligência comercial, a entidade auxilia na identificação de mercados e compradores internacionais.

Além disso, os Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia oferecem suporte para adequação de produtos, processos e certificações, garantindo conformidade com as exigências regulatórias do mercado europeu.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: AdobeStock

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Porto de Santos mantém descontos tarifários para navios sustentáveis e cabotagem

A Autoridade Portuária de Santos (APS) anunciou a prorrogação, por mais 120 dias, dos descontos concedidos a navios verdes e embarcações com alta frequência de operação no Porto de Santos. A medida, em vigor desde 2023, busca estimular práticas sustentáveis no transporte marítimo e fortalecer a movimentação de cargas pela cabotagem.

As novas condições passam a valer a partir de 10 de junho.

Benefícios incentivam embarcações com menor impacto ambiental

Os descontos destinados aos chamados navios verdes contemplam embarcações que possuem certificação e pontuação positiva no Environmental Ship Index (ESI), sistema internacional que avalia o desempenho ambiental dos navios.

Dependendo da classificação obtida, as embarcações podem receber abatimentos de até 15% nas tarifas relacionadas ao uso da infraestrutura de acesso aquaviário, calculadas com base na tonelagem de porte bruto.

A iniciativa faz parte da estratégia da APS para promover a sustentabilidade portuária e contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor marítimo.

Porto de Santos aposta na transição energética

Segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO), o transporte marítimo responde por cerca de 80% do comércio mundial e por aproximadamente 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Nesse contexto, a Autoridade Portuária de Santos tem adotado medidas voltadas à modernização ambiental do complexo portuário, alinhadas às metas globais de descarbonização previstas no Acordo de Paris.

O objetivo é consolidar o Porto de Santos como referência nacional na transição energética do setor aquaviário, incentivando operações mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

Cabotagem e navios frequentes também recebem incentivos

Além dos benefícios ambientais, a APS manterá os descontos destinados às embarcações que realizam operações frequentes no porto.

O cálculo leva em consideração o número de escalas registradas nos 12 meses anteriores à atracação, diferenciando os navios de longo curso das embarcações de cabotagem.

Os percentuais podem chegar a:

  • Até 55% de desconto para navios de longo curso;
  • Até 60% de desconto para embarcações de cabotagem.

Os maiores abatimentos são concedidos para navios que realizam 48 ou mais escalas no Porto de Santos durante o período analisado.

Medida busca fortalecer competitividade e eficiência logística

Com a manutenção dos incentivos tarifários, a APS pretende ampliar a atratividade do maior porto da América Latina, estimulando tanto a adoção de tecnologias sustentáveis quanto o aumento da frequência de operações marítimas.

A estratégia também contribui para o fortalecimento da logística portuária brasileira, promovendo maior eficiência operacional e incentivando modelos de transporte com menor impacto ambiental.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Santa Portal

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Porto de Itajaí ganha novas rotas internacionais da JBS Terminais e investimento milionário

O cenário do comércio exterior em Santa Catarina recebe um importante impulso com a expansão das operações da JBS Terminais no Porto de Itajaí. A partir de junho, o complexo portuário passa a contar com duas novas linhas regulares de longo curso, consolidando o terminal catarinense como um hub logístico estratégico para o escoamento de mercadorias brasileiras, com foco especial no setor de congelados e resfriados.

Conexões estratégicas com as Américas, Europa e África

As novas opções de transporte marítimo internacional ampliam o alcance das exportações a partir do Sul do país. O atendimento será dividido em duas rotas principais:

  • UCLA/Gulf to Saec String 1: Interligará o terminal de Itajaí à costa leste dos Estados Unidos, contando ainda com paradas estratégicas na região do Caribe e na porção norte do continente sul-americano.
  • Bossa Nova/Sirius 1: Focada no mercado europeu e africano, a linha estabelecerá conexões diretas por meio de grandes complexos portuários globais, como Algeciras, na Espanha, e Tânger, no Marrocos.

Com essas adições, a JBS Terminais eleva para 12 o número de serviços regulares ativos em Itajaí. Essa malha marítima conecta Santa Catarina aos principais mercados da Ásia, Américas, Europa, África e Oriente Médio, estruturada sob medida para atender a forte demanda de exportação de proteína animal e demais produtos que exigem controle de temperatura.

Investimento em frota própria otimiza a logística portuária

Além de abrir novas fronteiras comerciais, a companhia anunciou um aporte de cerca de R$ 9 milhões para a compra de 25 caminhões voltados exclusivamente ao ambiente portuário. Os novos veículos farão a movimentação interna de contêineres entre as zonas de pátio e o cais de atracação.

Com a chegada da frota própria — prevista para ser entregue ainda em maio e integrada à operação ao longo de junho —, a empresa assume a gestão total do fluxo terrestre interno. O objetivo central do investimento é otimizar a eficiência operacional, diminuir o tempo de permanência dos navios e garantir maior previsibilidade logística para os clientes.

Infraestrutura robusta para cargas refrigeradas

A expansão operacional é suportada por uma estrutura robusta projetada para a movimentação de contêineres em larga escala. O terminal conta atualmente com:

  • Área operacional: 180 mil metros quadrados.
  • Capacidade de atracação: 1.030 metros de cais divididos em quatro berços, com profundidade de até 14 metros.
  • Estrutura para refris: 1.705 tomadas dedicadas a contêineres refrigerados (reefers).
  • Acesso terrestre: Oito portões (gates) reversíveis para agilizar a entrada e saída de caminhões.

O avanço das atividades da JBS Terminais não apenas eleva os índices de movimentação do Porto de Itajaí, mas também injeta competitividade na balança comercial do Brasil perante mercados altamente exigentes da Europa e da América do Norte.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Porto Itapoá expande rotas marítimas com novos serviços para a Europa e Manaus

O Porto Itapoá consolidou ainda mais sua relevância no cenário do comércio marítimo global e doméstico ao anunciar a integração de duas novas linhas de navegação. A expansão estratégica promete impulsionar a competitividade do terminal catarinense, otimizando o fluxo de mercadorias tanto nas exportações e importações quanto no transporte cabotagem.

Conexão direta com o Norte da Europa via serviço Neosamba

No âmbito internacional, o grande destaque é a entrada do terminal na rotação do serviço Neosamba, uma linha operada pela Maersk. Essa adição cria um canal de tráfego direto entre o estado de Santa Catarina e os maiores hubs logísticos do Norte da Europa, beneficiando diretamente os players de comércio exterior da região.

O itinerário do serviço abrange pontos altamente estratégicos, passando por portos como Southampton (Reino Unido), Rotterdam (Holanda), Hamburgo e Bremerhaven (Alemanha), Antuérpia (Bélgica) e Tânger (Marrocos). Na América do Sul, a rota conecta os complexos de Santos, Paranaguá, Buenos Aires, Montevidéu e, agora, Itapoá.

Essa nova opção de transporte marítimo internacional vem para respaldar uma relação comercial já consolidada. Dados recentes apontam o peso da União Europeia nas operações do porto:

  • Importações: O bloco europeu foi a origem de 19% das cargas desembarcadas no terminal, somando cerca de 285 mil TEUs. Os principais produtos importados são maquinários industriais, químicos, além de alimentos e bebidas.
  • Exportações: Cerca de 12% dos embarques (180 mil TEUs) tiveram o Velho Continente como destino, com destaque para produtos florestais, siderúrgicos, eletrodomésticos, eletrônicos e maquinários.

O CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, salienta que a indústria de Santa Catarina possui forte vínculo com o mercado europeu. De acordo com o executivo, a localização do terminal e a robustez dos novos serviços oferecem a eficiência logística exata que esses polos produtivos exigem.

Reforço na cabotagem nacional com nova rota para Manaus

No mercado interno, a novidade fica por conta do início do serviço ALCT1, capitaneado pela Aliança Navegação e Logística. Programada para começar a operar em junho, esta rota de cabotagem brasileira ligará o Porto Itapoá diretamente a Manaus (AM), apresentando um tempo de viagem estimado em 13 dias.

Com duas escalas programadas por semana, a linha atenderá demandas de bens de consumo, produtos refrigerados, eletrônicos e cargas industriais entre o Norte e o Sul do Brasil. O serviço atuará em sinergia com a linha BRACO (da Mercosul Line e CMA CGM), que já opera no local.

O investimento no modal doméstico acompanha um momento de forte expansão. O terminal movimentou cerca de 298 mil TEUs em cabotagem no último período anual, o que representou um salto de 32% em comparação ao ciclo anterior. Esse índice garantiu ao Porto Itapoá o posto de líder em movimentação de cabotagem na Região Sul.

Segundo Arten, o avanço desse modal sinaliza uma busca do mercado por soluções de logística portuária que equilibrem alta capacidade de carga, previsibilidade nas operações e custos competitivos para o transporte em território nacional.

Com essa dupla ampliação, o Porto Itapoá se posiciona de forma definitiva como um hub logístico de vanguarda, gerando valor para as cadeias produtivas brasileiras e elevando o potencial do comércio exterior do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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