Portos

ANTAQ adia audiência pública sobre arrendamento de área no Porto de Itajaí

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) adiou a audiência pública que integra o processo de arrendamento da área ITJ01, no Porto Organizado de Itajaí. Inicialmente prevista para o dia 31 de julho, a sessão será realizada em 6 de agosto de 2026, às 9h30, em formato virtual. A decisão foi oficializada por meio da Deliberação-DG nº 52/2026, assinada pelo diretor-geral da agência, Frederico Dias.

De acordo com a deliberação, permanecem inalteradas as demais regras já estabelecidas para a audiência, incluindo o formato de participação dos interessados, que deverão se inscrever via WhatsApp no dia 5 de agosto, das 9h às 15h.

O encontro integra a etapa de participação social da licitação da área ITJ01, destinada à movimentação e armazenagem de cargas conteinerizadas e carga geral no Porto de Itajaí. As contribuições apresentadas durante a audiência e a consulta pública serão utilizadas para aperfeiçoar os documentos técnicos e jurídicos que embasarão a publicação do edital, considerado uma etapa estratégica para o futuro das operações no Porto Organizado de Itajaí.

Mudança ocorre em meio às discussões sobre a concessão do canal

O adiamento da audiência pública ocorre em meio às discussões sobre a concessão do canal portuário de Itajaí, que segue um trâmite separado ao do arrendamento. Na última semana, a ANTAQ decidiu manter o andamento do processo relacionado ao canal de acesso, ao rejeitar o pedido de suspensão apresentado pela Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). Segundo a Agência, não foram identificados impedimentos legais ou técnicos que justificassem a interrupção do projeto, que já se encontra na fase final antes da publicação do edital.

O pedido da SPI defendia a revisão dos estudos técnicos, a atualização de cálculos e o cumprimento de determinações do Tribunal de Contas da União (TCU). No entanto, a ANTAQ concluiu que as 27 recomendações feitas pelo tribunal já foram atendidas durante a elaboração do projeto. A ANTAQ também ressaltou que os estudos de engenharia foram atualizados, que a modelagem da concessão está integrada ao processo de arrendamento do terminal e que foram realizados dois ciclos de audiências públicas para garantir a participação da sociedade.

O projeto prevê uma concessão de 25 anos, com possibilidade de prorrogação, e investimentos estimados em cerca de R$ 350 milhões, destinados à dragagem permanente do canal, aprofundamento para 16 metros, retirada do navio naufragado Pallas e conclusão da nova bacia de evolução, permitindo a operação de navios de até 400 metros de comprimento.

Com a decisão da ANTAQ, o processo de concessão segue para análise da Procuradoria Federal junto à Agência. Após a emissão do parecer jurídico e eventuais ajustes, a expectativa é que o edital da concessão do canal portuário de Itajaí seja publicado até setembro.

Fonte: ANTAQ

Texto: Redação

Imagem: JBS / Foto Tanajura

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Portos

Porto de Santos avalia transferência de cargas em alto-mar para ampliar exportações de grãos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Porto de Ningbo-Zhoushan, na China, iniciaram uma cooperação técnica para avaliar a implantação de operações de transferência de cargas em alto-mar entre navios, modelo conhecido como ship-to-ship (STS). A proposta busca aumentar a eficiência das exportações brasileiras de soja e milho, principais commodities enviadas ao mercado chinês.

O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho formado por especialistas dos dois portos. A primeira reunião técnica está programada para ocorrer na China dentro de aproximadamente 45 dias, marcando o início dos estudos sobre a viabilidade da operação. Atualmente, nenhum dos dois complexos portuários utiliza esse sistema para movimentação de grãos.

Objetivo é permitir embarques em navios de maior porte

O projeto pretende possibilitar que navios do tipo capesize, com capacidade entre 150 mil e 180 mil toneladas, sejam carregados em alto-mar por meio da transferência da carga transportada inicialmente por embarcações menores que operam no cais santista.

Hoje, os maiores navios graneleiros que atracam no Porto de Santos transportam cerca de 80 mil toneladas. Com a adoção do novo modelo, seria possível ampliar significativamente o volume embarcado sem depender exclusivamente da infraestrutura disponível nos berços de atracação.

Segundo o diretor de Operações da APS, Edilberto Ferreira Beto Mendes, a iniciativa busca aumentar a competitividade logística e reduzir custos.

“Eles buscam alternativas para receber cargas de navios com maior volume. Obviamente, isso aumenta a eficiência da operação e reduz emissão de carbono e o custo do frete marítimo”, afirmou em entrevista ao jornal A Tribuna.

Modelo pode acelerar operações e reduzir custos logísticos

De acordo com a APS, o transbordo offshore permitirá que embarcações menores retornem mais rapidamente aos terminais para novos carregamentos, tornando o fluxo operacional mais ágil e eficiente.

A parceria também atende à necessidade do Porto de Ningbo-Zhoushan, considerado o maior porto do mundo em movimentação de cargas, com mais de 1,4 bilhão de toneladas movimentadas por ano.

Em comparação, o Porto de Santos registrou movimentação de 186,4 milhões de toneladas no último ano, volume equivalente a cerca de 13,3% do complexo portuário chinês.

Estratégia amplia competitividade do Porto de Santos

Segundo Beto Mendes, Santos foi escolhido para a cooperação devido à sua relevância no comércio exterior brasileiro e por concentrar grande parte das exportações de grãos destinadas à China.

O diretor ressalta que o acordo não representa um projeto pronto, mas sim uma etapa de desenvolvimento conjunto para definir o modelo operacional, as tecnologias necessárias e os procedimentos de segurança para a operação de transbordo navio a navio.

A delegação brasileira que participará das discussões na China será composta pelo superintendente de Operações do Porto de Santos, além de especialistas das áreas operacional e ambiental da Autoridade Portuária.

Estudos incluem aspectos ambientais e viabilidade técnica

Apesar do potencial da iniciativa, ainda não existe um cronograma para a implantação da tecnologia. Nesta fase, os trabalhos estarão concentrados na análise da viabilidade técnica, dos impactos ambientais, dos requisitos operacionais e das normas necessárias para execução das operações.

Para a APS, a adoção desse sistema poderá permitir que o Porto de Santos receba embarcações com até 21 metros de calado, ampliando significativamente sua capacidade logística e reduzindo a dependência de futuros projetos de aprofundamento do canal de navegação.

Expectativa é acompanhar o crescimento das exportações brasileiras

A proposta integra o planejamento estratégico da Autoridade Portuária para preparar o complexo santista para o aumento da movimentação de cargas nos próximos anos, especialmente do agronegócio.

A expectativa é que o Porto de Santos alcance aproximadamente 300 milhões de toneladas movimentadas na próxima década, cenário que exigirá investimentos em infraestrutura, inovação e eficiência logística.

Operações ship-to-ship já são utilizadas em outros países

As operações ship-to-ship (STS) já fazem parte da logística portuária em diversos mercados internacionais. O modelo é empregado para movimentação de petróleo, derivados, gases liquefeitos e granéis sólidos, como minério de ferro, carvão e, em alguns casos, grãos.

Entre os países que utilizam esse tipo de operação estão Indonésia, Índia, Austrália e Estados Unidos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luiz Damasceno/APS/Divulgação

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Portos

Praticagem: entenda por que a atividade é essencial para a segurança dos portos brasileiros

A praticagem desempenha um papel estratégico para a segurança da navegação e o funcionamento dos portos no Brasil. Embora o comandante seja responsável pela embarcação, é o prático quem possui conhecimento detalhado das condições locais e conduz as manobras em áreas de maior complexidade, como canais estreitos, baías e acessos portuários.

Antes da chegada do navio ao porto, o profissional é transportado por uma lancha de praticagem até a embarcação. Em alto-mar, ele embarca por uma escada de corda fixada ao casco e acompanha toda a operação até a atracação ou até que o navio deixe a chamada Zona de Praticagem (ZP) em segurança.

Conhecimento local garante operações mais seguras

Enquanto o comandante está preparado para navegar em diferentes rotas ao redor do mundo, o prático é especializado nas características específicas da região onde atua. Cada Zona de Praticagem exige habilitação própria, já que fatores como marés, correntes, ventos e condições meteorológicas variam de um porto para outro.

Esse domínio técnico permite que as manobras sejam executadas com precisão, reduzindo riscos durante a entrada e a saída de embarcações em áreas de navegação consideradas críticas.

Praticagem é fundamental para o comércio marítimo

O transporte marítimo responde por cerca de 95% do comércio internacional brasileiro, tornando a praticagem uma atividade indispensável para a logística nacional. A atuação dos práticos contribui para evitar colisões, encalhes e outros acidentes que podem interromper operações portuárias, causar prejuízos econômicos e comprometer o abastecimento de diversos setores.

Além de proteger a infraestrutura dos portos, o serviço garante que cargas como alimentos, combustíveis, medicamentos, máquinas e outros produtos cheguem ao destino com segurança e eficiência.

Proteção ambiental e segurança operacional

Outro aspecto relevante da praticagem é a preservação do meio ambiente. Ao reduzir a possibilidade de acidentes envolvendo grandes embarcações, a atividade diminui o risco de vazamentos de combustíveis e cargas, protegendo rios, baías e áreas costeiras.

A Marinha do Brasil regulamenta a atividade e estabelece critérios rigorosos para formação, qualificação e treinamento dos profissionais, assegurando elevados padrões de segurança nas operações.

Atividade estratégica para o desenvolvimento do país

Mesmo sendo pouco percebida pela população, a praticagem é um dos pilares da logística portuária brasileira. A atuação dos práticos garante o funcionamento eficiente dos portos, protege vidas, preserva o meio ambiente e fortalece a competitividade do comércio marítimo, mantendo o Brasil conectado aos mercados internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Praticagem do Brasil

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Portos

Antaq mantém processo de concessão do canal portuário de Itajaí e rejeita pedido de suspensão

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) decidiu manter o andamento do processo de concessão do canal portuário de Itajaí ao negar o pedido de suspensão apresentado pela Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). A decisão consta em nota técnica divulgada na segunda-feira e reforça que não foram encontrados impedimentos legais ou técnicos capazes de justificar a paralisação do projeto, que está na etapa final antes da publicação do edital.

Além de afastar a possibilidade de interrupção do processo, a agência destacou que a SPI não possui legitimidade jurídica para representar institucionalmente a administração portuária nesse tipo de solicitação. Apesar disso, reconheceu a legitimidade técnica da superintendência por atuar diretamente nas operações do porto.

Codeba afirma que pedido não passou pelos trâmites institucionais

Segundo a Antaq, a administração do Porto de Itajaí está vinculada à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) desde a federalização. Por esse motivo, a manifestação encaminhada pela SPI não representa oficialmente a posição da autoridade portuária nem do Ministério de Portos e Aeroportos, responsável pelo poder concedente.

O presidente da Codeba, Antônio Gobbo, informou que não tinha conhecimento do pedido de suspensão. Em manifestação oficial, afirmou que o documento foi elaborado e enviado sem passar pela diretoria executiva nem pelos canais institucionais da companhia, procedimento que será apurado internamente.

Setor empresarial defende continuidade do projeto

A possibilidade de suspensão da concessão do canal portuário mobilizou entidades empresariais de Itajaí e Navegantes na última semana. As associações alertaram que qualquer paralisação poderia ampliar atrasos em um processo que já se arrasta há mais de cinco anos, além de comprometer investimentos considerados essenciais para preservar a competitividade do complexo portuário.

O projeto prevê uma concessão com prazo inicial de 25 anos, podendo ser prorrogada por até 70 anos. Entre os investimentos estimados em aproximadamente R$ 350 milhões estão a dragagem permanente do canal, o aprofundamento para 16 metros, a remoção do navio naufragado Pallas e a conclusão da nova bacia de evolução. As intervenções permitirão a operação de embarcações de até 400 metros de comprimento.

Antaq afirma que estudos foram revisados e exigências do TCU cumpridas

Na análise técnica, a Antaq concluiu que não há fundamentos para interromper a licitação do canal portuário. A SPI defendia a suspensão alegando necessidade de revisar estudos, atualizar cálculos e atender determinações do Tribunal de Contas da União (TCU).

Entretanto, a agência informou que os 27 apontamentos feitos pelo TCU foram integralmente atendidos e validados durante a tramitação do projeto. Também ressaltou que a modelagem da concessão está alinhada ao processo de arrendamento do terminal, enquanto os estudos de engenharia foram atualizados com dados mais recentes. Outro ponto destacado foi a realização de dois ciclos de audiências públicas, garantindo participação da sociedade.

Sustentabilidade financeira e edital seguem em andamento

A Antaq também respondeu às preocupações relacionadas à arrecadação da autoridade portuária. Conforme a nota técnica, a sustentabilidade financeira será assegurada pela integração das receitas provenientes do arrendamento do terminal, com projeções indicando arrecadação superior à estimada como perda já no primeiro ano de operação.

Com o projeto considerado consolidado e aprovado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, a proposta segue agora para análise da Procuradoria Federal junto à Antaq. Após a emissão do parecer jurídico e eventuais adequações, a expectativa é de que o edital da concessão do canal portuário de Itajaí seja publicado até setembro.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Porto de Santos firma acordo para estudar transbordo offshore de soja e ampliar eficiência logística

A Autoridade Portuária de Santos assinou, na última segunda-feira (20), um memorando de entendimentos com o porto de Ningbo Zhoushan, na China, para desenvolver estudos voltados à implantação do transbordo offshore de soja. A iniciativa busca tornar mais eficiente o transporte marítimo da commodity, com operações realizadas ainda na costa brasileira.

Modelo pode reduzir custos e acelerar operações

A proposta prevê que navios de menor porte, carregados no cais do Porto de Santos, transfiram a carga para embarcações do tipo capesize em alto-mar. Esses gigantes do transporte marítimo têm capacidade superior a 150 mil toneladas, enquanto os maiores graneleiros que atualmente atracam no terminal santista comportam cerca de 80 mil toneladas.

Com esse sistema, os navios menores retornariam ao porto mais rapidamente para novos carregamentos, aumentando a produtividade das operações. Além disso, o uso de embarcações de maior capacidade tende a reduzir os custos com frete marítimo e otimizar a logística portuária.

Grupo bilateral vai avaliar viabilidade do projeto

O memorando estabelece a criação de um grupo de trabalho formado por representantes dos dois portos. A equipe será responsável pela troca de informações e pela realização de estudos técnicos para avaliar a implementação do modelo de transbordo offshore entre Brasil e China.

Maior porto do mundo participa da iniciativa

O porto de Ningbo Zhoushan é atualmente o maior do mundo em volume de cargas movimentadas. O complexo portuário registra uma movimentação anual superior a 1,4 bilhão de toneladas, consolidando-se como uma das principais referências globais em infraestrutura e eficiência logística.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Concessão de canais de acesso impulsiona novo modelo de gestão portuária no Brasil

Os canais de acesso portuário desempenham um papel estratégico para o funcionamento dos portos, embora sejam pouco conhecidos pelo público em geral. São essas vias navegáveis que conectam o mar aos terminais e determinam as condições de entrada e saída das embarcações.

A profundidade dos canais é um dos principais fatores para a operação portuária, pois define quais navios podem atracar com segurança e qual volume de carga conseguem transportar. Quanto maior a capacidade das embarcações, menor tende a ser o custo logístico por tonelada ou contêiner movimentado, tornando os portos brasileiros mais competitivos no comércio internacional.

Além de beneficiar as exportações, a melhoria da infraestrutura também contribui para reduzir os custos das importações e aumentar a eficiência do transporte marítimo.

Novo modelo de concessão reúne serviços em um único contrato

A gestão dos canais de acesso passa por uma transformação com a adoção de um novo modelo de concessão à iniciativa privada. Diferentemente do formato tradicional, baseado em contratos separados para serviços de dragagem, a proposta reúne em um único contrato toda a administração da infraestrutura aquaviária.

O escopo inclui a dragagem, responsável pela manutenção da profundidade dos canais, a sinalização náutica, o gerenciamento do tráfego de embarcações, além da conservação das áreas de manobra e dos locais de fundeio utilizados pelos navios enquanto aguardam autorização para atracar.

Esse modelo busca garantir manutenção contínua da infraestrutura, aumentar a previsibilidade das operações e reduzir restrições que impactam armadores, operadores portuários e exportadores.

Crescimento dos navios exige canais mais profundos

A necessidade de investimentos acompanha a evolução da frota marítima mundial. Nas últimas décadas, os porta-contêineres aumentaram significativamente de tamanho, passando de embarcações com cerca de 300 metros para modelos que chegam a 400 metros de comprimento.

Esses navios possuem capacidade para transportar quase três vezes mais contêineres do que as embarcações utilizadas no início dos anos 2000. Para atender essa nova realidade, os canais precisam oferecer profundidade compatível com o maior calado operacional, permitindo que os navios operem com sua capacidade máxima.

Dragagem fortalece logística e reduz emissões

Estudo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) aponta que o aprofundamento dos canais traz ganhos importantes para a logística portuária.

Segundo a entidade, canais mais profundos permitem que os navios transportem maior volume de carga por viagem, reduzam o consumo de combustível por contêiner movimentado e contribuam para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

Por outro lado, quando a profundidade limita o carregamento ou obriga as embarcações a aguardar condições favoráveis de maré para navegar, parte dessa eficiência é perdida. O resultado é o aumento dos custos operacionais, maior tempo de espera e redução da competitividade dos portos e das cadeias logísticas brasileiras.

A adoção do novo modelo de concessão de canais de acesso busca justamente oferecer maior previsibilidade, elevar a eficiência operacional e preparar a infraestrutura portuária nacional para atender à crescente demanda do comércio marítimo internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Tecon Santos 10: APM Terminals e TiL articulam estratégia para disputar concessão no Porto de Santos

A APM Terminals e a Terminal Investment Limited (TiL) estão adotando uma estratégia para viabilizar a participação, de forma independente, na futura licitação do Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres previsto para o Porto de Santos.

As duas empresas, controladas respectivamente pelos grupos Maersk e MSC, dividem atualmente o controle da Brasil Terminal Portuário (BTP), com 50% de participação para cada uma. Essa estrutura societária pode representar um obstáculo regulatório na disputa pelo novo terminal, já que ambas já possuem presença relevante no complexo portuário santista.

Plano prevê reorganização da estrutura da BTP

Para contornar esse cenário, as companhias apresentaram pedidos ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) visando acelerar uma eventual alteração no controle societário da BTP.

A proposta prevê que, caso uma das empresas seja vencedora da licitação do Tecon Santos 10, a outra adquira integralmente sua participação na BTP, encerrando a sociedade existente entre os dois grupos no Porto de Santos.

Segundo informações divulgadas pelo Be News, a medida permitiria eliminar o vínculo societário entre concorrentes diretos e abrir caminho para que ambas possam participar do processo licitatório em igualdade de condições.

Cade poderá analisar operação em rito simplificado

Nos pedidos encaminhados ao Cade, APM Terminals e TiL defendem que uma eventual transferência de participação seja analisada por um procedimento mais ágil, argumentando que a operação envolveria apenas a reorganização do controle entre os atuais sócios da BTP, sem a entrada de novos investidores.

Caso a proposta seja aceita, as duas operadoras poderão permanecer aptas a disputar a concessão do novo terminal de contêineres.

Modelo da concessão levanta debate sobre concorrência

A estrutura definida para a licitação do Tecon Santos 10 vem sendo alvo de discussões relacionadas à concentração do mercado de movimentação de contêineres no Porto de Santos.

Como alternativa para preservar a competitividade, a Casa Civil estabeleceu que empresas já operantes no porto poderão participar da disputa, desde que assumam previamente o compromisso de alienar participações em outros terminais da região caso sejam declaradas vencedoras.

Antaq questiona eficácia da venda posterior de ativos

Apesar dessa solução, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) manifestou preocupação sobre a efetividade da medida.

Na avaliação da agência, permitir que grandes operadores disputem o certame condicionando a preservação da concorrência a uma venda futura de ativos pode não ser suficiente para evitar riscos de concentração no setor. O entendimento é de que mecanismos preventivos podem oferecer maior segurança para manter um ambiente competitivo na operação de terminais de contêineres.

A definição do modelo regulatório e concorrencial do Tecon Santos 10 segue como um dos principais temas em discussão antes da publicação definitiva do edital de concessão.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Porto Itapoá conquista Selo Ouro do GHG Protocol pelo quinto ano seguido

O Porto Itapoá foi reconhecido, pelo quinto ano consecutivo, com o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, certificação concedida às organizações que elaboram inventários completos e auditados de emissões de gases de efeito estufa (GEE). A premiação corresponde ao ciclo de 2026, com base nos dados de emissões registrados em 2025 e validados por auditoria independente.

A conquista reforça o compromisso do terminal com a sustentabilidade, a transparência ambiental e a adoção de práticas voltadas à redução da pegada de carbono nas operações portuárias.

Intensidade de carbono cai 11,7% em relação ao ano anterior

Entre os principais indicadores apresentados no inventário está a redução de 11,7% na intensidade de carbono por contêiner movimentado. O índice passou de 13,22 para 11,67 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) por TEU, demonstrando que o crescimento das operações ocorreu de forma mais eficiente do ponto de vista ambiental.

Esse indicador mede a quantidade de emissões geradas em relação ao volume de carga movimentada e evidencia ganhos em eficiência, mesmo diante da expansão das atividades do terminal.

Inventário orienta decisões e investimentos ambientais

De acordo com o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, o inventário de emissões tornou-se uma ferramenta estratégica para a gestão ambiental da empresa.

Segundo o executivo, o monitoramento detalhado das emissões permite direcionar investimentos, estabelecer prioridades e acompanhar a evolução dos resultados ao longo dos anos. Para ele, a conquista do quinto Selo Ouro consecutivo confirma a consistência das ações implementadas pela companhia.

Emissões são monitoradas nos três escopos do GHG Protocol

O levantamento aponta que o terminal registrou 23.217 toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) em 2025, considerando os três escopos previstos pela metodologia do GHG Protocol.

As emissões diretas (Escopo 1), relacionadas ao consumo de combustíveis por veículos e equipamentos próprios, representaram 14.462 tCO₂e, correspondendo a 62% do total.

Já as emissões indiretas de energia elétrica (Escopo 2) somaram 3.461 tCO₂e, equivalentes a 15% das emissões.

O Escopo 3, que inclui atividades indiretas da cadeia logística, como transporte terceirizado, viagens corporativas e gestão de resíduos, respondeu por 5.294 tCO₂e, ou 23% do inventário.

Eletrificação da operação impulsiona resultados

Entre as iniciativas responsáveis pela redução das emissões estão os investimentos na eletrificação da frota, na ampliação do uso de equipamentos elétricos e na operação de RTGs híbridos, além de ações permanentes voltadas à eficiência energética.

Atualmente, o Porto Itapoá opera 27 caminhões elétricos, considerada a maior frota desse tipo em funcionamento no Brasil, além de diversos equipamentos movidos à energia elétrica que contribuem para diminuir o consumo de combustíveis fósseis.

Crescimento operacional aliado à sustentabilidade

Desde 2021, o Porto Itapoá ampliou em 75,3% a movimentação de contêineres, mantendo a estratégia de reduzir proporcionalmente as emissões de carbono.

Segundo Ricardo Arten, os resultados comprovam que é possível expandir a capacidade operacional sem elevar os impactos ambientais, graças aos investimentos em tecnologias limpas, eficiência energética e soluções voltadas à descarbonização da atividade portuária.

O que representa o Selo Ouro do GHG Protocol

O Programa Brasileiro GHG Protocol é a principal referência nacional na elaboração e divulgação de inventários corporativos de gases de efeito estufa.

O Selo Ouro é concedido às organizações que apresentam inventários completos, elaborados conforme a metodologia do programa e submetidos à verificação independente, demonstrando compromisso com a transparência e a gestão das emissões ambientais.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portal Portuário

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Portos

Porto de Tuas avança com megamuralha submarina e promete ser o maior porto automatizado do mundo

A construção do Porto de Tuas, em Singapura, entra em uma nova etapa com a implantação de uma gigantesca megamuralha submarina, considerada uma das maiores obras de engenharia marítima em execução no mundo. A estrutura será essencial para viabilizar a expansão do complexo portuário, que tem como objetivo se tornar o maior porto totalmente automatizado do planeta.

Blocos gigantes sustentam expansão no mar

Para formar a base da nova área portuária, equipes de engenharia estão instalando enormes caixões de concreto no leito marinho. Cada estrutura possui dimensões semelhantes às de um edifício de aproximadamente dez andares e atua como elemento de contenção para proteger a área recuperada do avanço do mar.

Quando posicionados e preenchidos parcialmente, esses blocos criam uma extensa barreira marítima capaz de sustentar a futura infraestrutura do terminal. Em determinadas fases da obra, a muralha poderá atingir cerca de 17,7 quilômetros de extensão.

Projeto transforma a costa de Singapura desde 2014

As obras do Porto de Tuas tiveram início em 2014, com intervenções de dragagem e recuperação de áreas costeiras. Desde então, Singapura vem ampliando sua faixa marítima para receber um complexo portuário de nova geração, projetado para atender ao crescimento do comércio internacional nas próximas décadas.

Novo porto terá capacidade para 65 milhões de contêineres

Quando estiver concluído, o empreendimento ocupará uma área de aproximadamente 1.337 hectares, equivalente a mais de 3 mil campos de futebol.

A infraestrutura contará com 66 berços de atracação e cerca de 26 quilômetros de cais, preparados para receber alguns dos maiores navios porta-contêineres em operação no mundo.

A capacidade estimada é de 65 milhões de TEUs por ano — unidade utilizada para medir a movimentação de contêineres no transporte marítimo — consolidando o terminal entre os maiores centros logísticos globais.

Inteligência artificial comandará as operações

Além da dimensão da obra, o grande diferencial do Porto de Tuas será o elevado nível de automação.

O complexo utilizará inteligência artificial, guindastes elétricos e veículos autônomos para realizar o transporte de contêineres entre os navios, os pátios de armazenamento e as áreas operacionais.

Grande parte das atividades será monitorada por um centro de controle remoto, permitindo maior eficiência operacional, redução de custos e aumento da produtividade nas operações portuárias.

Conclusão está prevista para 2040

A expectativa é que todas as etapas do projeto sejam finalizadas até 2040. Com a entrada em operação completa do Porto de Tuas, Singapura pretende ampliar ainda mais sua relevância no comércio marítimo internacional, consolidando-se como um dos principais hubs de logística portuária do mundo.

FONTE: Diário do Litoral
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Simpar vende terminais do Porto de Aratu para ICTSI em negócio de R$ 1,8 bilhão

A Simpar anunciou a venda da CS Porto Aratu, sua subsidiária responsável pela operação de terminais portuários na Bahia, para a International Container Terminal Services (ICTSI). A transação foi avaliada em R$ 1,8 bilhão e faz parte da estratégia da companhia de otimização de seu portfólio de ativos.

Estrutura do pagamento da operação

De acordo com os termos do contrato, a negociação prevê um pagamento inicial em dinheiro de R$ 750 milhões. Desse total, R$ 650 milhões serão quitados na conclusão da operação, enquanto os R$ 100 milhões restantes serão pagos como bônus, a partir de 18 meses após o fechamento do negócio, desde que as condições previstas sejam atendidas.

Terminais movimentam 9,5 milhões de toneladas por ano

A CS Porto Aratu administra os terminais 12 e 18 do Porto de Aratu, localizado em Candeias, na Bahia. A estrutura possui capacidade para movimentar cerca de 9,5 milhões de toneladas por ano e já recebeu investimentos superiores a R$ 900 milhões, voltados à expansão e modernização das operações.

Negócio ainda depende de aprovações regulatórias

A conclusão da venda ainda está sujeita ao cumprimento de etapas regulatórias. Entre elas estão a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a autorização do poder concedente, requisitos necessários para que a transação seja oficialmente finalizada.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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