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ANTAQ apresenta novo Sistema de Desempenho Portuário durante encontro em Santa Catarina

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentou o novo Sistema de Desempenho Portuário (SDP) durante a 33ª edição do encontro anual dedicado à ferramenta. O evento foi realizado nos dias 24 e 25 de setembro, em Santa Catarina, com apoio do Porto Itapoá, e reuniu cerca de 130 participantes de 60 instalações portuárias.

Organizado pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho (GEA), o encontro promoveu debates e troca de experiências entre representantes do setor portuário sobre o uso do sistema e os procedimentos relacionados ao envio de informações.

Novo Sistema de Desempenho Portuário é destaque

A principal novidade desta edição foi a apresentação da nova estrutura do SDP. Os participantes conheceram a reorganização das funcionalidades e os recursos voltados à administração de usuários e ao encaminhamento de dados.

Com a atualização, as instalações portuárias poderão informar os dados de duas maneiras: diretamente pelo preenchimento dos campos no sistema ou por meio do envio de arquivos no formato XML.

As informações registradas no SDP incluem dados sobre a movimentação de cargas nos portos e terminais. Esses registros são utilizados como base para a produção das estatísticas divulgadas pela ANTAQ no Estatístico Aquaviário.

Encontro reúne representantes de diferentes instalações portuárias

Realizado anualmente, o encontro do SDP também funciona como espaço para compartilhar práticas e experiências entre as instalações portuárias brasileiras.

A sede do evento muda a cada edição. O formato permite que os participantes conheçam diferentes estruturas, rotinas operacionais e experiências adotadas em diversas regiões do setor portuário.

Nesta edição, aproximadamente 130 pessoas participaram das atividades, representando 60 instalações portuárias.

Módulo APP também foi apresentado

A programação incluiu ainda discussões sobre o Módulo de Acompanhamento de Preços Portuários (Módulo APP).

Durante o encontro, a ANTAQ apresentou uma planilha destinada a auxiliar os terminais na aplicação dos conceitos fundamentais relacionados ao módulo.

O conteúdo faz parte das iniciativas voltadas à melhoria da utilização das ferramentas e à padronização das informações encaminhadas pelas instalações.

Novo SDP deve entrar em operação em outubro

A previsão da ANTAQ é que o novo Sistema de Desempenho Portuário entre em produção em outubro de 2026. A implantação deverá permitir a retomada do fluxo regular de envio de informações pelas instalações portuárias.

O encontro também teve como objetivo atualizar os participantes sobre os procedimentos de encaminhamento dos dados e reforçar a importância da qualidade das informações utilizadas nas estatísticas do setor aquaviário.

As instalações que precisarem de informações sobre o cronograma de reimplantação e as providências necessárias para o envio dos dados podem entrar em contato com a Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho (GEA) pelo e-mail desempenhoportuario@antaq.gov.br.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto Itapoá

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Drones ampliam fiscalização de operações portuárias e hidroviárias em áreas de difícil acesso

O avanço da tecnologia vem transformando a fiscalização no setor de infraestrutura aquaviária brasileiro. Entre as ferramentas adotadas está o uso de drones pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), recurso que permite ampliar o acompanhamento de embarcações, instalações e operações realizadas em grandes áreas ou em locais de acesso restrito.

A iniciativa integra o movimento de modernização e inovação promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). Em setembro de 2026, a pasta criou a Política Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Portuária (PD&I-Portos), estabelecendo diretrizes para que estudos, inovação e modernização sejam incorporados ao planejamento das autoridades portuárias.

A política tem entre seus objetivos estimular soluções que aumentem a eficiência, a sustentabilidade e a competitividade do setor portuário.

Drones aumentam o alcance da fiscalização

A adoção dos drones atende a uma necessidade prática da fiscalização: acompanhar uma grande variedade de operações distribuídas por extensas áreas territoriais.

Na navegação interior, por exemplo, os trabalhos envolvem o monitoramento de embarcações e serviços de travessia realizados em localidades remotas. Já nos portos, as equipes precisam acompanhar diferentes estruturas e atividades, incluindo pátios, acessos, instalações e operações nos terminais.

Na Antaq, os primeiros testes com drones começaram em 2016. O uso da tecnologia foi oficializado em 2019 pela Unidade Regional de Porto Velho (UREPV), após servidores receberem treinamento para operar os equipamentos.

Desde então, as imagens aéreas passaram a complementar as ações de fiscalização e a geração de informações utilizadas no planejamento das diligências.

Tecnologia permite observar áreas de difícil acesso

O uso de drones possibilita aos fiscais visualizar estruturas que podem apresentar dificuldades para uma inspeção presencial. Entre os pontos que podem ser observados estão os costados de embarcações, píeres afastados, equipamentos instalados em altura, correias transportadoras e estruturas de apoio à navegação.

Na navegação interior, as imagens do costado podem auxiliar na identificação visual de possíveis sinais de excesso de carga. Os equipamentos também podem contribuir para a identificação de situações que indiquem a possível prestação de serviços sem a devida autorização.

A principal vantagem é ampliar a visão sobre a operação antes ou durante uma fiscalização. Com os dados obtidos pelo sobrevoo, os servidores conseguem identificar pontos que merecem atenção e direcionar a inspeção presencial para locais que necessitam de uma análise mais detalhada.

Imagens ajudam na análise de portos e terminais

Além do acompanhamento de embarcações, os drones podem ser empregados na observação do fluxo de veículos nas vias de acesso aos portos, da ocupação de pátios e da movimentação dentro dos terminais.

As imagens em alta definição também podem servir de base para relatórios de fiscalização, análises técnicas e diferentes tipos de levantamento. Entre as possibilidades estão medições de áreas, cálculos de volumetria e criação de modelos tridimensionais.

Com isso, a tecnologia aumenta a quantidade de informações disponíveis para as equipes e melhora a qualidade dos registros obtidos durante as ações de campo.

Fiscalização ganha informações para orientar decisões

Em um setor marcado pela diversidade de operações e pela distribuição geográfica das atividades, contar com informações obtidas de diferentes ângulos pode tornar a fiscalização mais precisa e direcionada.

Segundo a Antaq, os drones contribuem para ampliar a segurança das operações portuárias e hidroviárias, melhorar a eficiência das ações e auxiliar na identificação e caracterização de possíveis irregularidades.

As imagens, porém, têm caráter de apoio. A constatação de uma eventual infração depende da análise do caso e da formalização conforme os procedimentos estabelecidos pela Agência.

Dessa forma, o drone não substitui a atuação presencial dos fiscais. A tecnologia funciona como uma ferramenta complementar, fornecendo dados que ajudam as equipes a planejar as diligências e concentrar esforços em situações que demandam maior atenção.

Inovação aplicada à infraestrutura aquaviária

O uso de drones demonstra como a inovação tecnológica pode ser aplicada a desafios concretos da infraestrutura aquaviária. Em operações realizadas sobre grandes áreas ou em locais de difícil acesso, a tecnologia amplia a capacidade de observação e gera registros mais detalhados.

Ao fornecer informações com maior rapidez e apoiar a definição dos pontos que devem ser verificados presencialmente, os equipamentos podem tornar as ações de fiscalização mais abrangentes e eficientes.

A expectativa é que esse tipo de recurso contribua para acompanhar a regularidade dos serviços, reforçar a segurança no transporte aquaviário e oferecer maior proteção aos usuários, ao mesmo tempo em que melhora o uso dos recursos disponíveis pelas equipes de fiscalização.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rodolfo Vilela

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Porto de Valência suspende parcialmente concessão da Valencia North Terminal

O Conselho de Administração da Autoridade Portuária de Valência (APV) aprovou a suspensão parcial da concessão administrativa da Valencia North Terminal (VNT). A medida busca sincronizar o cronograma do projeto da nova terminal de contêineres da expansão norte do Porto de Valência com o andamento das obras de infraestrutura.

A decisão considera as condições técnicas e o calendário previsto para a disponibilização das áreas que serão utilizadas pela concessionária.

Investimento privado sobe para US$ 1,85 bilhão

O projeto construtivo apresentado pela VNT em julho de 2026 prevê um investimento privado de US$ 1,856 bilhão, acima dos US$ 1,133 bilhão inicialmente estimados.

A proposta atualizada incorpora as necessidades do transporte marítimo e estabelece uma nova sequência para as etapas de construção, levando em conta as informações disponíveis e a previsão de entrega dos terrenos pela APV.

Segundo a autoridade portuária, fatores técnicos relacionados à dimensão, complexidade e sequência das obras condicionam a disponibilidade inicial das áreas e impedem que os trabalhos da VNT sejam iniciados de maneira ordenada.

A suspensão, contudo, não alcança as áreas que já foram entregues à concessionária. A medida também não altera o período de vigência da concessão nem concede uma extensão adicional do contrato.

Cronograma das obras mantém conclusão para agosto de 2029

O Conselho da APV também aprovou ajustes nos prazos de determinadas etapas do contrato de execução do cais de contêineres da nova terminal norte.

A revisão considera problemas identificados durante a execução, incluindo os efeitos da DANA — fenômeno meteorológico que provocou impactos na região — e outras questões técnicas. Também foram consideradas novas soluções que deverão ser avaliadas após a apresentação do projeto construtivo pela concessionária.

Apesar dos ajustes em etapas intermediárias, o prazo global da obra permanece em 58 meses, com conclusão prevista para agosto de 2029.

O primeiro prazo parcial, que contempla 50 hectares consolidados e 500 metros de viga de cais, foi ampliado em nove meses. A nova data de conclusão passou para 17 de julho de 2027.

Já a segunda etapa, que inclui 1.500 metros de cais e uma área adjacente de 99 hectares consolidados, recebeu extensão de oito meses, com término previsto para 17 de julho de 2028.

Terminal intermodal de Valência também recebe ajustes

O Conselho também ratificou a assinatura da segunda adenda ao acordo firmado entre o Ministério de Fomento, a Generalitat Valenciana, a Prefeitura de Valência e a ADIF.

O objetivo é facilitar o andamento das obras da Terminal Intermodal e Logística de Valência Font de Sant Lluís.

A ADIF é responsável pelas intervenções necessárias para colocar em operação a primeira fase do terminal. O orçamento inicialmente estimado em US$ 39 milhões foi atualizado para US$ 42 milhões em razão da revisão do projeto.

A nova adenda prevê ainda a criação de um órgão interadministrativo formado pela APV e pela ADIF para acompanhar e fiscalizar a gestão da instalação.

Novo parque será criado na área portuária

Outro acordo aprovado pela APV envolve a Prefeitura de Valência e estabelece as responsabilidades das duas instituições para a execução, manutenção e conservação do futuro Parque de Desembocadura València.

O convênio estabelece mecanismos para garantir a gestão, conservação, segurança e financiamento do espaço, que será destinado ao uso público e cidadão.

Em Gandia, a APV também aprovou uma adenda ao acordo com a prefeitura local para consolidar o modelo de integração entre porto e cidade.

A medida permitirá avançar para a licitação do projeto de urbanização da área dos antigos armazéns de frutas e da zona controlada do Porto de Gandia, criando um novo espaço de uso público.

Linha Sagunto-Teruel-Zaragoza mantém prazo final

Durante a reunião, o Conselho reafirmou o compromisso de concluir até 31 de dezembro de 2028, sem possibilidade de nova extensão, as obras de melhoria da linha ferroviária Sagunto-Teruel-Zaragoza.

O cronograma havia sido afetado por ocorrências durante as intervenções na estação de Cella, em Teruel.

Na mesma sessão, Cristian Monzón Sanjuan, chefe de Domínio Público, foi nomeado membro do Conselho de Administração da VPI Logística, substituindo Luis Fernando Sánchez Villena.

APV altera tarifas e aprova novas operações

A autoridade portuária também aprovou mudanças nas tarifas máximas de ocupação de superfície aplicadas aos terminais da APM Terminals Valencia e da CSP Iberian Valencia Terminal.

Outro ponto aprovado foi o modelo de exploração da concessão da ArcelorMittal no Porto de Sagunto, que será utilizada pela Bergé Marítima Sagunto para cumprir um contrato de serviços firmado entre as empresas.

A operação contempla atividades de recebimento de navios, carga, descarga, armazenagem e transporte de mercadorias.

Por fim, a APV autorizou a BHS Ship Supplies a prestar serviços comerciais de abastecimento de navios nos portos de Gandia, Sagunto e Valência.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Neltume Ports defende viabilidade jurídica de novo terminal de contêineres no Porto de Montevidéu

A Neltume Ports reafirmou a viabilidade jurídica do projeto Montevideo Container Terminal (MCT), apresentado para a construção de uma nova instalação especializada em contêineres no Porto de Montevidéu, no Uruguai.

A manifestação ocorreu após questionamentos da Katoen Natie, controladora de 80% da Terminal Cuenca del Plata (TCP). A empresa belga alertou que uma eventual aprovação do projeto pelo governo uruguaio poderia levar à abertura de um diferendo junto ao Centro Internacional de Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (Ciadi).

Neltume prevê investimento de US$ 900 milhões

Em resposta, a Neltume Ports afirmou que o projeto foi apresentado dentro das regras jurídicas atualmente vigentes no país e que cabe às autoridades uruguaias analisar a proposta e decidir sobre sua eventual implementação.

A companhia chilena declarou ainda estar disposta a investir US$ 900 milhões no empreendimento. Segundo a empresa, o objetivo é ampliar a capacidade do Porto de Montevidéu e transformar a instalação em um hub logístico regional, com potencial para dobrar os volumes de carga nos próximos anos.

Decisão do Tribunal Administrativo é ponto central

Um dos principais argumentos apresentados pela Neltume é a decisão nº 719 do Tribunal de lo Contencioso Administrativo (TCA), publicada em 17 de dezembro de 2025.

A sentença anulou a cláusula 3.5.4 do regime de gestão da Terminal Cuenca del Plata, estabelecido pelo Decreto 114/021. O dispositivo impunha restrições à concessão da exploração de outras terminais especializados em contêineres.

Para a Neltume, com a anulação dessa cláusula, o Estado uruguaio deixou de estar submetido à limitação que restringia a concessão de novas instalações desse tipo.

A empresa também destacou que a Administración Nacional de Puertos, a TCP e empresas do grupo Katoen Natie, incluindo Nelsury S.A. e Seaport Terminal Montevideo S.A., participaram do processo analisado pelo TCA e estão abrangidas pelos efeitos da decisão.

Empresa cita livre concorrência no sistema portuário

Na interpretação da Neltume Ports, a sentença do TCA reforça a necessidade de preservar a livre concorrência no setor portuário e evitar a formação de monopólios de fato.

A companhia considera que a criação do MCT estaria alinhada a esse princípio ao adicionar infraestrutura, capacidade e alternativas para os usuários do Porto de Montevidéu.

Segundo a empresa, a entrada de um novo operador poderia contribuir para melhorar as condições de serviço, ampliar a oferta portuária e fortalecer a competitividade do comércio exterior uruguaio.

Neltume contesta argumento sobre estabilidade jurídica

A posição da companhia chilena contrasta com a interpretação apresentada pela Katoen Natie sobre a proteção jurídica concedida à TCP.

A empresa belga sustenta que as garantias contratuais e de investimento deveriam impedir uma decisão estatal capaz de alterar as condições econômicas estabelecidas para a operação da terminal.

A Neltume, por outro lado, argumenta que a decisão do TCA mudou a base jurídica que deve ser considerada na análise de uma eventual autorização para uma nova instalação de contêineres.

A empresa faz uma distinção entre uma alteração posterior das normas e a anulação judicial de uma disposição considerada incompatível com a legislação.

Cláusula anulada é considerada nula desde a origem

De acordo com a Neltume, a chamada cláusula de estabilidade jurídica prevista no acordo entre o Estado uruguaio e as empresas do grupo Katoen Natie poderia oferecer proteção, sob determinadas condições, contra mudanças regulatórias posteriores à assinatura do contrato.

A companhia afirma, entretanto, que situação diferente ocorre quando uma disposição é declarada nula pela Justiça administrativa por contrariar o ordenamento jurídico vigente.

Na avaliação da Neltume, a cláusula 3.5.4 anulada pelo TCA seria nula desde sua origem, o que a diferenciaria de uma mudança normativa posterior ao acordo firmado com a Katoen Natie.

Projeto pretende ampliar capacidade do Porto de Montevidéu

A Neltume Ports também ressaltou sua presença histórica no mercado uruguaio. A empresa atua no Porto de Montevidéu por meio da Montecon desde 2000.

Com base nessa experiência, a companhia afirma que o país tem uma oportunidade de ampliar sua capacidade portuária, recuperar volumes de carga e fortalecer sua posição como centro logístico regional.

Para a empresa, o projeto MCT representa uma proposta de ampliar infraestrutura portuária, capacidade operacional, concorrência e investimentos, com impactos esperados sobre o Porto de Montevidéu e o comércio exterior do Uruguai.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Temporada de cruzeiros 2026/27 projeta queda nas escalas nos portos do norte do Chile

A temporada de cruzeiros 2026/27 deve ser marcada por uma redução nas escalas de navios turísticos nos principais portos do norte do Chile. As projeções oficiais indicam uma queda que vem se prolongando nos últimos ciclos e já preocupa representantes do setor portuário, do turismo e do comércio.

A situação é especialmente relevante para Antofagasta, Iquique, Arica e Coquimbo, que registram diferentes níveis de retração na programação de cruzeiros. Para integrantes da indústria, fatores econômicos, operacionais e mudanças nas rotas internacionais ajudam a explicar o cenário.

Antofagasta é o caso mais crítico

De acordo com dados da Corporación de Puertos del Cono Sur, entidade responsável pela promoção internacional dos portos chilenos como destinos turísticos, o Porto de Antofagasta apresenta a situação mais preocupante.

A programação disponível não registra escalas para a temporada 2026/27, embora a Empresa Portuaria de Antofagasta (EPA) tenha informado que está previsto o navio Discoverer para 30 de março de 2027.

Na temporada anterior, uma escala chegou a ser programada, mas acabou cancelada devido às fortes ondulações marítimas. Além disso, o terminal não registra mais de quatro chegadas de cruzeiros desde o ciclo 2015/16.

A EPA reconhece que a retração da atividade de cruzeiros no Chile também atingiu Antofagasta e afirma estar trabalhando com empresas de navegação e outros representantes do setor para recuperar espaço nos itinerários internacionais.

Porto busca melhorar estrutura para receber cruzeiros

A estratégia de Antofagasta inclui ações de promoção internacional e melhorias na infraestrutura portuária e turística.

A empresa afirma que trabalha para garantir operações portuárias confiáveis e oferecer uma experiência organizada aos passageiros. O terminal participa de iniciativas da Corporación de Puertos del Conosur, incluindo ações de divulgação em eventos internacionais como a Seatrade Cruise Global.

No âmbito regional, a articulação envolve Sernatur, prefeitura, governo regional e operadores turísticos, com o objetivo de estruturar uma oferta compatível com o tempo de permanência dos navios e os interesses dos visitantes.

Entre os projetos considerados estratégicos está a ampliação do molhe de abrigo, que inclui obras de dragagem. A iniciativa pretende diminuir as restrições provocadas pelas ondulações e melhorar as condições de acesso marítimo.

A EPA também trabalha na proposta de um terminal de cruzeiros em Antofagasta, com utilização do Sitio Cero para o atendimento aos passageiros.

Turismo precisa ser mais atrativo, diz governo

Para Pablo Pomareda, secretário regional ministerial de Economia de Antofagasta, a infraestrutura portuária é apenas parte da estratégia para recuperar a presença de navios na região.

Segundo ele, a concorrência internacional pela atração de cruzeiros turísticos é cada vez maior. Por isso, a região precisa oferecer experiências capazes de estimular os passageiros a desembarcar, conhecer a cidade e consumir nos estabelecimentos locais.

Entre as iniciativas citadas está o projeto Pueblito Salitrero, voltado à valorização da história e da identidade regional por meio da criação de novos espaços e experiências turísticas.

A meta, segundo Pomareda, não deve ser apenas aumentar o número de navios que chegam a Antofagasta, mas fazer com que os passageiros efetivamente desembarquem, circulem pela cidade e movimentem a economia local.

Comércio vê impacto limitado no turismo regional

Antonio Sánchez, presidente da Câmara de Comércio, Serviços e Turismo da Região de Antofagasta, avalia que a redução das escalas não representa necessariamente um grande impacto para o turismo regional.

Na visão do dirigente, o principal destino turístico da região é San Pedro de Atacama, no interior, cuja demanda não depende diretamente dos passageiros de cruzeiros. Segundo ele, o destino vem recuperando níveis de chegada de turistas próximos aos registrados antes da pandemia.

Sánchez também considera que Antofagasta ainda não apresenta vantagens suficientes para funcionar como um importante ponto de abastecimento de navios.

O dirigente avalia que outros destinos já possuem estruturas logísticas consolidadas para fornecer os produtos e serviços necessários aos cruzeiros durante suas viagens, deixando Antofagasta em posição menos competitiva nesse segmento.

Iquique terá seis escalas na temporada 2026/27

O Porto de Iquique também apresenta redução na programação. A previsão para a temporada 2026/27 é de seis escalas, contra nove registradas no ciclo anterior.

Apesar da queda, Rafael Montes, presidente da Câmara de Comércio, Indústrias, Serviços e Turismo de Iquique, destaca que o número de escalas precisa ser analisado em conjunto com a quantidade de passageiros.

Segundo os dados apresentados pelo dirigente, Iquique recebeu 3.163 passageiros em 11 escalas durante 2024/25. No ciclo seguinte, foram 5.219 passageiros em nove escalas, um crescimento próximo de 65%.

Para Montes, a projeção de seis escalas exige atenção e reforço nas ações de promoção turística e relacionamento com as companhias de cruzeiros, mas não deve ser interpretada automaticamente como perda de atratividade da cidade.

Arica registra alta pontual, mas mantém tendência de queda

Entre os portos do norte chileno, Arica é o único que apresenta aumento em relação à temporada imediatamente anterior. A programação passou de quatro para cinco escalas.

Apesar desse avanço pontual, os dados mostram uma redução gradual desde a temporada 2023/24, seguindo a tendência observada em outros terminais da região.

Jorge Cáceres, gerente-geral da Empresa Portuaria Arica, considera que Arica e Parinacota possuem potencial para ampliar sua participação no mercado de cruzeiros.

O executivo destaca que as companhias marítimas costumam organizar suas escalas de maneira cíclica, alternando destinos entre diferentes temporadas. Nesse contexto, a empresa pretende ampliar a cooperação com o governo regional, prefeitura, Sernatur e demais instituições.

A EPA também está promovendo uma mesa de trabalho permanente para desenvolver a oferta turística regional, melhorar as experiências dos visitantes e buscar novas escalas nas próximas temporadas.

Coquimbo reforça cenário de retração

A queda também aparece no Porto de Coquimbo. O terminal teve 20 escalas na temporada 2023/24, mas conta atualmente com apenas seis visitas confirmadas para a temporada em andamento.

O desempenho reforça a percepção de que a redução das escalas não está concentrada em um único terminal, mas faz parte de um movimento mais amplo entre os portos do norte do Chile.

Por que as escalas de cruzeiros estão diminuindo?

A Corporación de Puertos del Conosur aponta uma combinação de fatores para explicar a retração.

Entre os principais elementos estão a contração global do mercado de cruzeiros, a instabilidade econômica e geopolítica, o aumento dos custos operacionais e a mudança das estratégias das companhias marítimas.

As empresas também vêm reconfigurando seus itinerários, com maior direcionamento para cruzeiros de expedição e destinos antárticos. Além disso, características específicas de cada porto, como restrições provocadas por condições marítimas adversas, podem afetar a programação.

A entidade afirma que trabalha para elevar a competitividade dos portos chilenos e reduzir os custos associados às operações de cruzeiros no país.

A intenção é criar condições mais favoráveis para que as companhias marítimas mantenham suas escalas no Chile e, no médio prazo, ampliem a presença do país nos itinerários internacionais.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Porto Coronel aposta em captar até 50% das importações de alimentos que chegam por Valparaíso e San Antonio

O Porto Coronel, no Chile, avalia que a Região do Biobío tem potencial para assumir uma parcela significativa das importações de alimentos que atualmente entram no país pelos portos de Valparaíso e San Antonio. Segundo a projeção do terminal, até 50% desse fluxo poderia ser direcionado para a região.

A estratégia contempla principalmente produtos como bananas, carnes e alimentos refrigerados, que poderiam desembarcar diretamente nos terminais da região do Grande Concepción, reduzindo a necessidade de transporte rodoviário desde a zona central chilena.

Biobío busca ampliar participação na logística de importação

Para Javier Lobo, gerente comercial do Porto Coronel, o principal desafio é integrar os diferentes terminais da região para que o Biobío passe a competir como um sistema logístico unificado.

“Temos portos eficientes e capacidade para buscar cargas que hoje percorrem centenas de quilômetros da região central para o sul”, afirmou o executivo. Segundo ele, uma atuação coordenada poderia atrair novos volumes, estimular a atividade econômica, gerar empregos e contribuir para uma logística mais descentralizada no Chile.

Entre os mercados identificados está o de bananas, com aproximadamente 12 mil contêineres refrigerados entrando todos os anos pela Região de Valparaíso. O segmento de carnes refrigeradas representa um volume equivalente a cerca de metade desse mercado.

Considerando também outras cargas alimentícias, o Porto Coronel estima um potencial adicional de 5 mil a 6 mil contêineres reefer por ano. Atualmente, o terminal movimenta aproximadamente 23 mil contêineres refrigerados de exportação. O novo fluxo, portanto, representaria cerca de um quarto desse movimento atual.

Nova estrutura da SAG e Aduana amplia capacidade

Um dos elementos que pode viabilizar a expansão é o novo setor SAG/Aduana, construído pelo Porto Coronel com investimento próximo de US$ 1 milhão.

A estrutura está na etapa final antes de sua inauguração e permitirá ampliar o tipo de mercadoria atendida, realizar fiscalizações dentro do próprio terminal e fazer o transbordo direto de caminhões para contêineres.

A expectativa é reduzir deslocamentos, prazos e custos nas operações de comércio exterior. A infraestrutura também poderá abrir caminho, mediante avaliações futuras, para habilitações relacionadas ao USDA e ao Senasa.

Novos fluxos podem estimular serviços logísticos

Os efeitos de uma eventual transferência dessas importações para o Biobío podem ultrapassar os limites do porto. Com maior movimentação de cargas, a região poderia desenvolver novos armazéns, serviços de armazenagem refrigerada, transporte especializado e centros de distribuição próximos aos mercados consumidores.

Atualmente, o Porto Coronel gera mais de 2 mil empregos diretos e indiretos, dos quais 75% estão relacionados a moradores de Coronel e Lota. Para Lobo, a chegada de novos fluxos de carga também poderia fortalecer a cadeia produtiva ligada aos serviços logísticos.

Exportações também estão no plano de expansão

A estratégia do terminal não se limita às importações. O mercado de exportação também é considerado fundamental para ampliar e diversificar a matriz de cargas do Porto Coronel.

As regiões de Ñuble e Maule movimentam mais de 123 mil contêineres por ano, principalmente com vinhos, maçãs, cerejas, kiwis e outras frutas. Desse total, aproximadamente 70% seguem pelos portos de Valparaíso, enquanto cerca de 7% utilizam instalações portuárias do Biobío.

Para o Porto Coronel, ampliar sua participação nesse mercado pode contribuir para a sustentabilidade de longo prazo do terminal e manter na própria região uma parcela maior dos investimentos, da atividade logística e da geração de empregos.

Porto Coronel se destaca em ranking internacional

A eficiência operacional também aparece como um dos pontos fortes do terminal. O Porto Coronel ficou na 26ª posição do Container Port Performance Index (CPPI) 2025, ranking desenvolvido pelo Banco Mundial e pela S&P Global Market Intelligence.

A avaliação considera mais de 400 terminais de contêineres em todo o mundo e posicionou o Porto Coronel como o terminal chileno mais bem colocado na classificação, além de colocá-lo entre os portos de melhor desempenho da América Latina.

O resultado reforça a trajetória do terminal em eficiência operacional, continuidade dos serviços e capacidade de adaptação diante das exigências crescentes do setor portuário.

Infraestrutura é desafio para ampliar competitividade

O gerente-geral do Porto Coronel, Patricio Román Lois, considerou o reconhecimento uma sinalização importante para a competitividade logística do Biobío e do Chile.

Segundo o executivo, a região já dispõe de infraestrutura, capacidade operacional e mão de obra para ampliar sua participação no comércio exterior. O próximo passo seria avançar em infraestrutura logística, conectividade e integração entre os diferentes modais de transporte.

Román também destacou projetos de infraestrutura considerados estratégicos para a região, entre eles a concessão da Ruta Pie de Monte, que ligará San Pedro de la Paz a Coronel, a entrada definitiva em operação do Puente Industrial sobre o rio Biobío e os investimentos previstos para ampliar a capacidade ferroviária da região.

Para o executivo, esses projetos podem criar condições mais favoráveis para absorver o crescimento das exportações do centro-sul chileno e contribuir para uma rede logística mais equilibrada e competitiva em todo o país.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Porto de Paracas fortalece parceria com armadores antes da campanha agroexportadora

O Porto de Paracas, no Peru, reforçou a articulação com as companhias marítimas CMA CGM e Ocean Network Express (ONE) em preparação para o início de uma nova campanha agroexportadora peruana.

Encontro prepara operações para a temporada de exportações

Representantes das duas companhias de navegação estiveram no terminal portuário para uma reunião voltada ao alinhamento entre os diferentes agentes envolvidos na operação.

A iniciativa teve como objetivo ampliar a coordenação entre os participantes da cadeia logística e antecipar possíveis desafios relacionados ao período de maior movimentação de cargas agroexportadoras no Peru.

O encontro ocorre às vésperas do início da nova temporada de exportações agrícolas, considerada um período importante para a logística portuária e o transporte marítimo de produtos peruanos destinados ao mercado internacional.

Porto de Paracas busca operações mais eficientes

De acordo com o Porto de Paracas, a reunião permitiu compartilhar perspectivas e aprimorar a coordenação com as empresas de transporte marítimo.

“Este encontro, antes do início das próximas campanhas agroexportadoras, permitiu compartilhar perspectivas, fortalecer a coordenação e continuar trabalhando de forma conjunta para enfrentar os desafios da temporada”, informou o terminal.

A expectativa é que a maior integração entre porto e armadores contribua para operações mais eficientes, confiáveis e ágeis durante a campanha.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Alívio no Canal do Panamá: Aumento de Trânsito e Calado após Chuvas na Região

Após meses de rigorosas restrições operacionais devido à escassez hídrica, o Canal do Panamá começa a flexibilizar suas regras de navegação. Com a melhora nos níveis do Lago Gatún impulsionada por precipitações recentes, a administração da via aquática anunciou a ampliação do calado autorizado e da capacidade diária de tráfego de embarcações.

Ampliação de Vagas e Calado para Navios

A partir de 15 de outubro, o limite de passagens para navios do tipo neopanamax será elevado para 10 transações diárias, elevando a capacidade combinada entre embarcações neopanamax e panamax para 33 slots diários. Paralelamente, o calado máximo permitido para os navios neopanamax passou a ser de 14,94 metros (equivalente a 49 pés).

Essa reviravolta representa um alívio em relação às medidas defensivas adotadas ao longo do verão hemisférico, quando o fortalecimento do fenômeno El Niño e os baixos índices de chuva ameaçavam reviver os impactos severos da seca enfrentada entre 2023 e 2024.

Alta Demanda e Desafios no Comércio Global

A pressão sobre o comércio marítimo na região intensificou-se consideravelmente nos últimos meses, impulsionada por uma forte procura por passagens. Conflitos e instabilidades no Oriente Médio levaram compradores asiáticos a buscar fontes alternativas de energia na Costa do Golfo dos Estados Unidos, elevando o tráfego no Canal do Panamá próximo à sua capacidade máxima e acirrando a disputa por vagas garantidas.

Previsão Meteorológica Favorável para o Lago Gatún

As perspectivas climáticas para os próximos dez dias permanecem encorajadoras para a reposição hídrica. A previsão meteorológica indica chuvas frequentes e tempestades diárias na área do Lago Gatún, com volumes expressivos esperados para os próximos dias, garantindo suporte sustentável para a navegação internacional e a logística portuária global.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Panama Canal Authority

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AD Ports Group Conclui Aquisição Histórica da CLI por US$ 835 Milhões no Brasil

O AD Ports Group, importante conglomerado global de soluções de comércio, indústria e logística com sede em Abu Dhabi, finalizou o fechamento financeiro para a aquisição da Corredor Logística e Infraestrutura (CLI). A transação, avaliada em US$ 835 milhões (aproximadamente 3,1 bilhões de dirhams), representa a maior compra na história do grupo e marca sua primeira expansão estratégica na América do Sul.

Aprovação Regulatória e Entrada na América do Sur

Anunciado inicialmente no primeiro semestre de 2026, o negócio obteve todas as autorizações necessárias dos órgãos reguladores e antitruste do país, incluindo o aval da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Com a conclusão do processo, a CLI — operadora independente de terminais portuários de carga agrícola controlada anteriormente por fundos geridos pela Macquarie Asset Management e pela IG4 Capital — passa a integrar oficialmente o portfólio internacional da divisão Noatum Ports.

Terminais Estratégicos no Porto de Santos e Itaqui

A CLI administra dois ativos essenciais para o escoamento da produção agrícola brasileira sob contratos de concessão de longo prazo:

  • CLI Sul: Localizada no Porto de Santos, é uma referência na exportação de açúcar, além de movimentar volumes expressivos de milho e soja.
  • CLI Norte: Situada no Porto de Itaqui, integra o chamado “Arco Norte”, corredor logístico vital para a cadeia de suprimentos de commodities do país.

Executivos do AD Ports Group destacaram que a integração dos terminais visa estreitar conexões comerciais entre o mercado brasileiro, o Subcontinente Indiano, o Leste Africano e o Sudeste Asiático, impulsionando a logística portuária global.

Planos de Expansão e Novas Rotas Comerciais

A aquisição fortalece a plataforma de agronegócios do grupo global, que planeja estabelecer rotas marítimas diretas ligando os portos brasileiros ao Porto de Khalifa e ao hub de alimentos em KEZAD, em Abu Dhabi. A iniciativa busca otimizar a movimentação de produtos agrícolas e reforçar a resiliência das cadeias globais de suprimento.

FONTE: Data Portuaria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Data Portuaria

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Portos

Novo Porto da Manaus Moderna começa a ser construído com investimento de R$ 916 milhões

As obras do novo Porto da Manaus Moderna começaram nesta quarta-feira (30), no Centro de Manaus. O projeto, conduzido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), prevê uma nova estrutura para o embarque e desembarque de passageiros e cargas.

O empreendimento recebe R$ 916 milhões em investimentos do Governo Federal e tem prazo estimado de 24 meses para ser concluído.

Novo terminal terá acesso gratuito

Uma das diferenças em relação ao atual Porto de Manaus, o Roadway, será o acesso ao novo terminal. A entrada no espaço será gratuita.

A execução da obra ficará a cargo da Construtora Etam, contratada pelo Dnit após processo de licitação.

Nesta fase inicial, foi preparada uma base que dará suporte aos equipamentos utilizados na instalação das estacas responsáveis pela sustentação da estrutura portuária.

Porto ocupará área de 38 mil metros quadrados

Segundo o Governo Federal, o novo porto em Manaus será implantado em uma área de aproximadamente 38 mil metros quadrados.

O projeto contempla instalações destinadas tanto ao transporte de passageiros quanto à movimentação de cargas. A estrutura também contará com estação de tratamento de esgoto (ETE), subestação elétrica, guaritas e pontos de apoio.

O espaço terá ainda áreas de convivência para os usuários.

Projeto prevê playground e energia solar

Entre os equipamentos planejados para o terminal estão um playground e um estacionamento coberto.

A cobertura do estacionamento será equipada com placas de energia solar, ampliando o uso de fontes renováveis na estrutura do novo porto.

Com a conclusão do empreendimento, a expectativa é de que Manaus passe a contar com uma estrutura portuária projetada para atender às demandas de passageiros e cargas na região.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Karla Melo/Rede Amazônica

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