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Porto de Itajaí recebe mais de 600 carros da BMW e reforça retomada das operações

O Porto de Itajaí registrou a chegada de mais de 600 veículos da BMW na sexta-feira, marcando mais uma movimentação relevante no setor de importação de automóveis. Os carros foram transportados pelo navio Victoria Highway, que atracou por volta das 13h30.

A operação de descarga teve início ainda durante a tarde e deve se estender ao longo da noite.

Movimentação de veículos cresce em 2026

Com essa nova operação, o terminal catarinense contabiliza quatro escalas de navios do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro) neste ano, totalizando 2.115 veículos movimentados em 2026.

Além do Victoria Highway, o porto também recebeu outras embarcações especializadas no transporte de veículos, como o Good Wood, que descarregou 430 unidades, e o Dover Highway, responsável por 457 veículos. Uma escala anterior do próprio Victoria Highway trouxe outros 628 automóveis ao terminal.

Retomada fortalece economia local

De acordo com o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a frequência crescente de navios indica uma retomada da confiança no terminal portuário.

Segundo ele, fatores como a regularidade das operações e as boas condições do canal de acesso têm contribuído para atrair novas cargas, impulsionando a logística portuária e gerando impactos positivos na economia regional.

Porto busca ampliar competitividade

O aumento na movimentação de veículos reforça o papel do Porto de Itajaí como ponto estratégico para o comércio exterior, especialmente no segmento automotivo. A expectativa é que a continuidade dessas operações fortaleça ainda mais a posição do terminal no cenário nacional.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Portonave eleva excelência operacional com investimentos em infraestrutura e pessoas

Aportes modernizam o Terminal Portuário, qualificam profissionais e preparam para o crescimento da demanda futura

Líder nacional em satisfação e experiência do cliente pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, executa um plano de investimentos que passa dos R$ 2 bilhões para fortalecer sua competitividade no segmento. O pacote contempla a adequação do cais, a aquisição de novos equipamentos e a inauguração do centro de desenvolvimento operacional mais tecnológico da América do Sul. Com foco em infraestrutura moderna, inovação e valorização das pessoas, a Companhia adota visão de longo prazo alinhada à descarbonização e à sustentabilidade.

A Obra de Adequação do Cais prepara a estrutura para operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros. A segunda etapa segue em andamento, com 1,4 mil profissionais dedicados às atividades no cais e canteiro de obras. De acordo com dados de final de março – último levantamento realizado – 72% da obra total está concluída. Mais do que o ganho operacional, o cais terá infraestrutura para futura instalação do sistema de shore power, que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados – tecnologia inédita no setor brasileiro.

Além disso, o Terminal Portuário receberá novos equipamentos portuários: dois guindastes Ship-to-Shore (STS) de maior capacidade, 14 Rubber Tyred Gantry (RTG) eletrificados – previstos para serem recebidos no segundo semestre deste ano. Em 2025, entraram em operação uma Reach Stacker (RS) elétrica e dois Scanners para vistoria de contêineres. Aliado aos investimentos em infraestrutura, a Portonave também investe continuamente na capacitação dos profissionais.

Somados, os aportes privados da empresa vão expandir a capacidade operacional anual de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Esse crescimento impulsiona o desenvolvimento socioeconômico, com impacto positivo direto na cadeia nacional e local. Nesse contexto, as práticas alinhadas aos princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança, em português), com foco em infraestrutura moderna, inovação e valorização das pessoas, tornam-se essenciais ao nortear as ações da Companhia de forma responsável, equilibrada e sustentável, alinhadas à visão de longo prazo

Foco em pessoas

Com foco no desenvolvimento contínuo e na capacitação de seus profissionais, o Centro de Desenvolvimento de Excelência Operacional está em fase de implementação final, com o objetivo de elevar a eficiência e a cultura de segurança da Companhia. Integrado ao Terminal Portuário, o hub conta com quatro simuladores da CM Labs, empresa canadense reconhecida mundialmente pela tecnologia e precisão de seus equipamentos, e tem capacidade para treinar cerca de 300 profissionais por ano, com uma equipe dedicada de instrutores. As capacitações no espaço estão previstas para serem iniciadas em maio.

Dois dos simuladores são do modelo Master Cab, o mais moderno disponível no mercado para capacitação no segmento e inédito na América do Sul. O equipamento é capaz de reproduzir, com alto grau de realismo, as operações dos guindastes STS e RTG, além das empilhadeiras de grande porte RS e Empty Container Handler (ECH) utilizadas na movimentação de contêineres. O Master Cab conta com 10 telas de LED, assento com sistema de motion, que reproduz as vibrações dos equipamentos reais, e controles idênticos aos das máquinas operacionais. Além disso, permite a troca de componentes, como joysticks e pedais, possibilitando a simulação dos quatro tipos de equipamentos em um único simulador.

O centro conta ainda com dois simuladores do modelo Trainer para a simulação dos Terminal Tractors (TT) no pátio de operações. Em ambos os modelos, é possível recriar condições adversas, como chuva, vento, neblina e baixa visibilidade, além de cenários de risco, como o afastamento do navio do cais ou a queda de contêineres.

Com a estrutura, os profissionais passam a contar com uma formação composta por 16 horas de aulas teóricas, 40 horas em simuladores e 184 horas de prática em campo. A iniciativa não substitui a experiência real, mas prepara os operadores para o desenvolvimento da memória motora e do domínio técnico em um ambiente seguro, além de permitir a análise das aptidões de cada profissional. Também será utilizado para a reciclagem de conhecimentos dos profissionais com maior tempo de experiência.

Sobre a Portonave

A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil, controlada pelo grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL). No ranking nacional na movimentação contêineres cheios de longo curso, a empresa é a 4ª colocada, com 9% de participação, de acordo com o Datamar, em 2025. Também é destaque em eficiência, com a maior produtividade do Brasil, com média de 114 Movimentos por Hora (MPH) realizados por navio em 2025, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Como diferencial, possui uma câmara frigorífica totalmente automatizada que proporciona sinergia para as operações de produtos de temperatura controlada. Atualmente, gera cerca de 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

Saiba mais em: www.portonave.com.br

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Leilão do Porto de Itajaí é adiado para 2027 e concessão do canal fica para o segundo semestre

O calendário de concessões do Porto de Itajaí passou por mudanças relevantes. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o leilão do terminal portuário, inicialmente previsto para ocorrer em 2026, foi postergado e agora deve acontecer apenas no primeiro semestre de 2027.

Já a licitação do canal de acesso portuário, aguardada para o início deste ano, foi remarcada para o segundo semestre, após atrasos nas etapas de análise técnica.

Projeto do canal aguarda aval do TCU

O edital da concessão do canal ainda está em avaliação pelo Tribunal de Contas da União. Segundo o ministério, após essa fase será necessário incorporar recomendações do órgão antes da publicação definitiva do documento.

A proposta prevê investimentos de cerca de R$ 311 milhões, incluindo o aprofundamento do canal para 16 metros. A obra permitirá a operação de embarcações de grande porte, com até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do complexo portuário.

O modelo de concessão segue padrões semelhantes aos adotados no Porto de Paranaguá e aos projetos previstos para outros portos estratégicos do país.

Dragagem segue com contrato temporário

Enquanto a concessão definitiva não é realizada, a manutenção do canal continua sob contrato emergencial com a empresa Van Oord. O serviço foi retomado recentemente após uma interrupção de cerca de 50 dias.

O contrato atual tem duração de 12 meses, com possibilidade de prorrogação, garantindo a continuidade da dragagem do canal até a conclusão do processo licitatório.

A expectativa é que, em até 15 dias de operação, seja restabelecida a profundidade operacional de 14 metros no acesso externo. A Companhia Docas do Estado da Bahia informou que novas etapas incluirão o uso de draga de sucção para retirada e descarte de sedimentos.

Operações seguem sem paralisações

Apesar do período sem dragagem entre fevereiro e abril, não houve interrupção das atividades portuárias. Ainda assim, operadores relataram preocupação com a profundidade do canal.

O Porto de Navegantes chegou a adotar manobras com uso de maré para garantir segurança na atracação de embarcações em algumas operações, conforme comunicado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Arrendamento do porto prevê bilhões em investimentos

O projeto de arrendamento do Porto de Itajaí também teve o cronograma revisado. A expectativa agora é que o leilão ocorra em 2027, com previsão de aproximadamente R$ 3 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos de concessão.

Atualmente, o processo está em análise na Antaq, que deve abrir etapa de consulta pública e participação social. Após ajustes, o projeto seguirá novamente para avaliação do TCU.

Nova estatal portuária está em estudo

Paralelamente, o governo federal analisa a criação da Companhia Docas do Estado de Santa Catarina, que ficará responsável pela gestão do porto.

A proposta ainda está em fase técnica e poderá ser implementada por meio de projeto de lei ou medida provisória. Após essa etapa, o texto seguirá para a Casa Civil e, posteriormente, ao Congresso Nacional.

Enquanto isso, seguem os preparativos para a federalização da gestão, incluindo adequações operacionais e treinamento das equipes envolvidas.

Perspectiva é de modernização do complexo portuário

Mesmo com os adiamentos, os projetos indicam um movimento de modernização e fortalecimento da infraestrutura portuária brasileira. A ampliação da capacidade operacional e os investimentos previstos devem posicionar o Porto de Itajaí como um dos principais polos logísticos do Sul do país.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Expansão do Porto de Paranaguá impulsiona logística e demanda por armazenagem

O Porto de Paranaguá atravessa uma fase de modernização que promete ampliar sua relevância no cenário logístico nacional. Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos firmou parceria com o grupo chinês CMPort para investir mais de R$ 1,5 bilhão na ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

A iniciativa prevê melhorias operacionais e aumento da capacidade de armazenagem, posicionando o terminal como um dos mais estratégicos do Brasil no comércio exterior.

Canal da Galheta terá ampliação e novos investimentos

Outro destaque da expansão envolve o aprofundamento do Canal da Galheta, essencial para o acesso de embarcações ao porto. O projeto será conduzido por um consórcio que reúne a FTS Participações Societárias e as belgas Deme Concessions NV e Deme Dredging NV, com previsão de investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de cinco anos.

Com a obra, o calado será ampliado para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte e elevando a competitividade internacional do porto.

Porto lidera exportações e diversifica cargas

Reconhecido como o maior corredor global de exportação de carne de frango — responsável por 49% do volume nacional embarcado —, o porto movimenta uma ampla variedade de cargas, como soja em grãos, farelo de soja, milho, açúcar, fertilizantes, derivados de petróleo, etanol e veículos.

A expansão tende a intensificar o fluxo logístico e gerar novas demandas por soluções mais eficientes de armazenagem.

Galpões lonados ganham espaço no setor logístico

Com o aumento da movimentação, cresce a busca por alternativas ágeis e econômicas de armazenamento. Nesse contexto, os galpões lonados se destacam por oferecer montagem rápida, flexibilidade e custo reduzido em comparação às estruturas tradicionais.

Além disso, esse modelo permite contratos personalizados e por períodos variados, atendendo diferentes perfis de demanda. A estrutura modular também facilita ampliações ou reduções conforme a necessidade operacional.

Mercado logístico mantém ritmo de crescimento

O desempenho do setor logístico no Brasil reforça esse cenário positivo. Dados da JLL indicam que 2025 registrou quase 3 milhões de metros quadrados em novos estoques logísticos, com taxa de vacância de 7,7% — a menor da série histórica.

Esse dinamismo reflete uma base diversificada de clientes, que inclui segmentos como agronegócio, indústria química, têxtil, papel e celulose e automotivo.

Perspectivas apontam consolidação como hub logístico

Com a combinação de investimentos em infraestrutura e crescimento da demanda, o Porto de Paranaguá deve se consolidar como um dos principais hubs logísticos do Brasil. A tendência é de fortalecimento das operações e ampliação das oportunidades para empresas ligadas à cadeia logística e industrial.

A expectativa do setor é que soluções flexíveis de armazenagem acompanhem esse avanço, atendendo às novas exigências do mercado de forma ágil e eficiente.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/GM Tendas Galpões / DINO

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Crise nos portos: custos disparam com gargalos logísticos e incertezas regulatórias

A infraestrutura portuária brasileira enfrenta um cenário de pressão crescente. A combinação de capacidade limitada dos terminais, indefinições regulatórias e fatores externos tem elevado os custos operacionais e ampliado os atrasos nas operações.

Gargalos logísticos elevam custos e atrasos

A falta de definição sobre projetos estratégicos para o setor mantém operadores em compasso de espera. Enquanto isso, o esgotamento da capacidade dos portos resulta em navios parados por dias — com prejuízos que chegam a milhares de dólares — além de congestionamentos frequentes de caminhões.

No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio intensificam a instabilidade. A alta do petróleo, que superou os US$ 100 por barril em março, impacta diretamente os custos de combustível e frete marítimo. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, somado ao fechamento do Estreito de Ormuz, contribuiu para esse aumento repentino.

Plano Nacional de Logística e entraves regulatórios

No Brasil, o Plano Nacional de Logística (PNL 2025) ainda aguarda análise final após consulta pública encerrada no início do ano. O plano promete orientar a expansão logística e melhorar a integração entre modais.

Outro ponto crítico é o futuro do Tecon Santos 10, considerado o maior terminal de contêineres da América Latina. O projeto pode sofrer retrocessos caso haja mudanças no modelo de concessão devido a pressões do mercado.

Já o PL 733, que revisa a legislação portuária, deve resultar em alterações mais pontuais do que inicialmente previsto, mantendo a base da atual Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013).

Mudanças na gestão de mão de obra e contratos

Entre as alterações discutidas, destaca-se a flexibilização na contratação de trabalhadores portuários, com a substituição da obrigatoriedade por prioridade na intermediação do órgão gestor de mão de obra.

Além disso, a ampliação de contratos de arrendamento para até 70 anos não deve beneficiar contratos antigos de curta duração, limitando o alcance da medida.

Investimentos e desafios de infraestrutura

O setor aposta no PNL para reduzir o custo logístico, equilibrar a matriz de transporte — hoje concentrada no modal rodoviário — e criar corredores logísticos mais eficientes.

No Porto de Santos, por exemplo, há demanda por obras estruturais como aprofundamento do canal, construção do túnel Santos-Guarujá e novos terminais. A falta de integração entre os agentes logísticos agrava os problemas existentes.

Terminais privados ganham protagonismo

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) voltam ao centro do debate no planejamento logístico de longo prazo. O segmento defende investimentos em rodovias e ferrovias para melhorar o acesso às instalações.

Exemplo disso é o terminal de Itapoá (SC), que movimentou 1,5 milhão de TEUs em 2025 e segue em expansão, com aportes significativos ao longo dos últimos anos.

Leilões e concessões impulsionam o setor

O Ministério de Portos e Aeroportos mantém uma agenda ativa de concessões. Em 2025, foram realizados oito leilões, somando mais de R$ 10 bilhões em investimentos. Para 2026, a previsão inclui 18 novos terminais.

Também houve avanço nas autorizações para novas instalações portuárias e alterações contratuais, reforçando o movimento de modernização do setor.

Impasse no Tecon Santos 10 gera debate

A modelagem do Tecon Santos 10 segue em discussão. Restrições à participação de empresas e armadores dividem opiniões entre operadores, órgãos reguladores e investidores.

Enquanto entidades alertam para riscos concorrenciais e jurídicos, autoridades portuárias defendem a urgência do projeto diante da proximidade do limite de capacidade do Porto de Santos.

Descentralização portuária e novos polos logísticos

Para reduzir a concentração em Santos, o planejamento nacional busca fortalecer outros portos estratégicos, como Suape (PE), Pecém (CE) e Paranaguá (PR).

Esses complexos recebem investimentos em infraestrutura portuária, dragagem, integração ferroviária e novos terminais. Projetos incluem expansão de cais, criação de hubs energéticos e desenvolvimento de polos industriais.

No Nordeste, destacam-se iniciativas como o hub de hidrogênio verde e novos terminais de granéis e gás. Já no Sul, Paranaguá avança com melhorias no acesso marítimo e projetos ferroviários.

Perspectivas para o setor portuário

Apesar das incertezas globais e desafios internos, o setor projeta crescimento moderado. A expansão depende diretamente da execução de projetos estruturantes, maior integração logística e segurança regulatória.

O avanço dessas pautas será decisivo para reduzir gargalos e aumentar a competitividade do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Porto de Santos prioriza combustível para evitar desabastecimento em meio à crise global

O Porto de Santos adotou uma medida excepcional ao autorizar a atracação prioritária de um navio carregado com aproximadamente 20 mil toneladas de gasolina. A decisão ocorre em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio, que tem afetado a logística e a distribuição global de combustíveis.

A carga transportada equivale a cerca de 600 caminhões-tanque e foi considerada estratégica para evitar riscos de escassez no mercado brasileiro.

Conflito internacional pressiona cadeia de suprimentos

A instabilidade no fornecimento está relacionada às restrições no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo e derivados. O cenário tem provocado incertezas no comércio internacional e pressionado a segurança energética de diversos países, incluindo o Brasil.

Diante desse contexto, a Autoridade Portuária de Santos (APS) avaliou pedidos de prioridade com base no risco de desabastecimento.

Autorização seguiu critérios técnicos rigorosos

Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a decisão levou em conta o interesse público e a necessidade de garantir o fornecimento de combustíveis.

A autorização foi concedida após solicitação de uma distribuidora, diante da possibilidade concreta de falta de gasolina no estado de São Paulo. O navio MH Ibuki foi, então, liberado para atracação prioritária.

Operação de cabotagem reforça abastecimento

A embarcação partiu do Terminal Marítimo de Madre de Deus, na Bahia, e realizou uma operação de cabotagem até o litoral paulista. A descarga foi concluída no fim de março, totalizando 17.974 toneladas de gasolina tipo A no terminal da Alemoa, em Santos.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou o risco de desabastecimento, o que embasou a decisão da autoridade portuária.

Critérios evitam favorecimento entre empresas

A Diretoria de Operações da APS informou que diversos pedidos semelhantes vêm sendo analisados. No entanto, nem todos são aprovados.

Um pedido recente de outra empresa foi negado, já que havia seis embarcações com o mesmo tipo de carga aguardando na fila. Segundo o diretor Beto Mendes, a prioridade não pode comprometer a ordem logística entre cargas equivalentes.

Expectativa por estabilidade no cenário internacional

A autoridade portuária segue monitorando os impactos do conflito internacional sobre o Brasil e espera que o recente cessar-fogo no Oriente Médio seja mantido, reduzindo a pressão sobre o abastecimento e os preços dos combustíveis.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portonave conquista liderança nacional em indicadores de satisfação e experiência do cliente 🥇

Reconhecida pelo IBRC, a Companhia está em primeiro lugar nos índices de Satisfação Espontânea (SSI) e Jornada do Cliente (CJI) entre os terminais no país 🚢

Comprometida com serviços portuários de excelência, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, é líder nacional em dois indicadores na Pesquisa de Satisfação de Clientes de Terminais Portuários 2025, realizada pelo Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC): o índice de Satisfação Espontânea (SSI) e o indicador de Jornada do Cliente (CJI). O estudo avaliou 13 terminais de contêineres do país, com ano-base 2025. A percepção dos clientes – como exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes – foi analisada a partir da experiência nos principais pontos de contato com a empresa.

No indicador de Satisfação Espontânea (SSI), a Companhia alcançou 94 pontos – resultado que representa a percepção espontânea do cliente, ou seja, como a empresa é vista sem indução. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 85 no SSI. Na Jornada do Cliente (CJI), obteve 90 pontos – índice que reflete a qualidade da entrega ao longo de todas as etapas da experiência do cliente. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 87 no CJI. Esses resultados reforçam o compromisso da Companhia em oferecer excelência no atendimento e consolidam sua posição de destaque no setor.

O Terminal Portuário investe de modo contínuo em iniciativas com foco do cliente, como novas tecnologias, ferramentas digitais, treinamentos da equipe de atendimento e a participação em feiras e eventos do setor. Essas ações contribuem para processos mais eficientes e para o fortalecimento da relação e comunicação com os clientes.

Para aprimorar os serviços prestados e aumentar a capacidade operacional, a Portonave executa um plano de modernização de R$ 2 bilhões, que inclui a obra de adequação do cais para receber operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros, assim como a aquisição de novos equipamentos operacionais e de maior porte – dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes e 14 Rubber Tyred Gantry (RTGs), previstos para chegarem no segundo semestre de 2026. No total, passará a contar com oito STS e 32 RTGs. Os investimentos elevarão a capacidade anual de 1,5 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

A eficiência operacional está entre os principais diferenciais competitivos da Portonave. O Terminal Portuário possui a maior produtividade de navio do país, com média de 110 Movimentos por Hora (MPH) de contêineres na operação dos navios, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), de janeiro de 2026.

Nos processos de recebimento e retirada de contêineres, a Portonave mantém padrões elevados de eficiência. O tempo médio de permanência dos motoristas no Terminal é de apenas 25 minutos, com cerca de 2 mil atendimentos realizados diariamente. A operação conta com quatro Scanners de inspeção de cargas, cada um com capacidade de examinar aproximadamente 120 caminhões por hora, com tempo médio de análise de 30 segundos por veículo. Dois desses equipamentos entraram em operação em outubro de 2025, reforçando ainda mais a segurança e a agilidade das operações.

Ao investir continuamente em inovação e assegurar padrões de atendimento com excelência e eficiência, a Companhia fortalece a percepção positiva e a satisfação de seus clientes.

Sobre o IBRC
O Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) é uma instituição especializada em estudos, pesquisas e análises sobre a experiência e o relacionamento entre empresas e seus clientes. Avalia indicadores de satisfação, jornada do cliente e qualidade do atendimento em diferentes setores, com base na percepção de clientes que utilizam os serviços analisados. As pesquisas conduzidas pelo IBRC têm como objetivo apoiar a tomada de decisão e o aprimoramento das práticas de relacionamento com o mercado.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. A Companhia é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 10% de participação, de acordo com o Datamar, em janeiro de 2026. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

FONTE E IMAGENS: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTONAVE

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Porto de Itajaí avança em projetos estratégicos com a Codeba e reforça novo ciclo de crescimento

Reunião técnica entre a Superintendência e a Codeba destacou ações para fortalecer a estrutura portuária, ampliar a competitividade e consolidar resultados históricos do porto público

O superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, recebeu nesta segunda-feira, na sede da Superintendência, o diretor-presidente da Codeba, Antonio Gobbo, para uma reunião técnica voltada ao alinhamento de projetos estratégicos e ações para o fortalecimento do Porto de Itajaí.

Também participaram do encontro o diretor de Operações, Rafael Canela, e o diretor de Administração e Finanças, Celso Zuchi.

A reunião teve como foco o planejamento de iniciativas estruturantes para o Porto de Itajaí, em um momento marcado pela retomada das operações, pelo fortalecimento institucional e por resultados expressivos que recolocam o porto público em posição de destaque no cenário nacional.

Entre os temas abordados estiveram o faturamento recorde alcançado pelo Porto de Itajaí e a temporada de cruzeiros, que consolidou o município como referência também no turismo marítimo. Os indicadores reforçam a importância do porto não apenas para a logística e a movimentação de cargas, mas também para a geração de emprego, renda, arrecadação e desenvolvimento regional.

O encontro reafirma a atuação conjunta entre a Superintendência do Porto de Itajaí e a Codeba na construção de soluções e projetos capazes de ampliar a eficiência operacional, dar continuidade à modernização da estrutura portuária e fortalecer a competitividade do porto público.

A agenda também demonstra o compromisso das duas instituições com a consolidação de um novo ciclo de desenvolvimento para o Porto de Itajaí, baseado em planejamento, gestão, previsibilidade e visão estratégica.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Porto de Itajaí

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Porto de São Sebastião amplia capacidade logística e prepara novo acesso no litoral de SP

O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, vem registrando avanço expressivo na movimentação de cargas e já opera em um novo nível de desempenho. A média anual chegou a cerca de 1,5 milhão de toneladas, com tendência de crescimento sustentado nos próximos anos.

Entre 2024 e 2025, o volume movimentado superou em mais de 50% a média histórica registrada até 2023. No período, o porto alcançou 2,96 milhões de toneladas, sendo 1,53 milhão em 2024 e 1,44 milhão em 2025 — o melhor resultado para um biênio recente.

Açúcar e gado vivo impulsionam resultados

O crescimento da operação está diretamente ligado ao aumento na exportação de açúcar a granel e no embarque de gado bovino vivo, dois segmentos que ganharam protagonismo no terminal.

O açúcar passou a ter destaque após novos contratos firmados no fim de 2024, representando parcela significativa da movimentação total — chegando a concentrar mais da metade das cargas em determinados períodos.

Já o transporte de gado vivo coloca o porto em um grupo restrito no Brasil, sendo uma atividade estratégica impulsionada pela demanda internacional por animais da Região Sudeste.

Novo acesso viário vai retirar caminhões do centro urbano

Um dos principais avanços em infraestrutura logística é a melhoria nos acessos ao porto. Com a entrega do Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios, os caminhões passaram a ter ligação mais direta com o terminal, reduzindo impactos no trânsito urbano.

A próxima etapa prevê a conclusão de um novo acesso exclusivo, com investimento de R$ 51,1 milhões, que permitirá a ligação direta entre os contornos de São Sebastião e Caraguatatuba. A expectativa é eliminar totalmente a circulação de caminhões de carga em áreas centrais, aumentando a segurança e diminuindo emissões.

Além disso, os pátios de triagem em Caraguatatuba organizam o fluxo de veículos, garantindo mais eficiência operacional e menos congestionamentos.

Estrutura natural favorece operações e reduz custos

O porto se destaca também por suas condições naturais. Com profundidade entre 18 e 25 metros — podendo chegar a 42 metros — o terminal reduz a necessidade de dragagem, fator que aumenta a competitividade e traz mais previsibilidade às operações.

O acesso marítimo pelas barras Norte e Sul reforça a capacidade de receber embarcações de grande porte.

Novo terminal vai permitir operação com contêineres

O futuro terminal multipropósito SSB01 deve marcar uma nova fase no desenvolvimento do porto. Com leilão previsto, o projeto inclui capacidade para movimentar até 1,35 milhão de TEU e 3,45 milhões de toneladas de granéis sólidos por ano.

O investimento estimado é de R$ 3,8 bilhões, com contrato de 35 anos. O terminal terá perfil voltado ao transbordo de contêineres (transhipment) e será capaz de receber navios de grande porte totalmente carregados — um diferencial no cenário portuário brasileiro.

Estratégia é complementar logística ao Porto de Santos

Apesar da expansão, a proposta não é competir diretamente com o Porto de Santos, mas atuar de forma complementar, ampliando a eficiência da logística portuária no estado de São Paulo.

Atualmente, mais de 90% das operações são voltadas ao comércio exterior, consolidando o terminal como alternativa estratégica para o escoamento de cargas.

Impacto econômico e geração de empregos

O complexo conta hoje com seis operadores e gera mais de mil empregos diretos. Com a implantação do novo terminal, a expectativa é criar cerca de 5 mil vagas na fase de construção e aproximadamente 1,3 mil durante a operação.

A integração entre porto, município e demais esferas de governo tem contribuído para minimizar impactos urbanos e ampliar os benefícios econômicos locais.

Potencial de crescimento no cenário logístico nacional

A localização estratégica, próxima a importantes polos industriais, aliada aos investimentos em infraestrutura, posiciona o porto como peça-chave na expansão do comércio exterior brasileiro.

A tendência, segundo especialistas, é de fortalecimento da complementaridade entre portos, ampliando a eficiência do sistema logístico nacional.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Porto de São Francisco do Sul amplia capacidade com novos armazéns e melhora logística

O Porto de São Francisco do Sul deu mais um passo na expansão de sua infraestrutura logística com a conclusão do primeiro de três novos armazéns destinados ao armazenamento de cargas. A estrutura deve entrar em operação nos próximos dias, reforçando a capacidade do terminal.

Este é o primeiro galpão a ser liberado dentro da área operacional do complexo portuário, marcando o início de uma nova fase de ampliação.

Expansão adiciona 15 mil m² de área de armazenagem

Posicionado na parte frontal do porto, próximo ao muro que faz divisa com a rua, o novo espaço integra um projeto que prevê a ampliação de aproximadamente 15 mil metros quadrados de área de armazenagem — o equivalente a mais de dois campos de futebol.

A iniciativa busca fortalecer a eficiência logística e atender ao aumento da demanda por movimentação de cargas na região.

Obras avançam e novos armazéns serão entregues em abril

Enquanto o primeiro galpão aguarda liberação, as obras seguem em ritmo acelerado nas demais estruturas. Um segundo armazém está em fase de construção ao lado da área já concluída. Já o terceiro está sendo instalado na parte posterior do complexo, nas proximidades da comunidade Bela Vista.

Ambos estão em estágio final de montagem e a previsão é que sejam liberados ainda em abril.

Maior capacidade e redução de gargalos operacionais

Cada um dos novos armazéns conta com cerca de 5 mil metros quadrados, contribuindo diretamente para o aumento da capacidade de estocagem do terminal — que já é destaque como o maior em movimentação de cargas em Santa Catarina.

Com a ampliação, a expectativa é melhorar o fluxo logístico, permitindo maior volume de armazenamento e tornando mais ágil a entrada e saída de mercadorias. A medida também deve ajudar a reduzir gargalos operacionais, aumentando a competitividade do porto.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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