Portos

Cabotagem no Porto Itapoá reduz emissão de 259 mil toneladas de CO₂ e fortalece logística sustentável

O avanço da cabotagem no Porto Itapoá tem ampliado os impactos positivos para a logística e o meio ambiente em Santa Catarina. Dados divulgados pelo terminal apontam que a operação evitou a emissão de aproximadamente 259 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) em 2025, em comparação ao transporte do mesmo volume de cargas realizado exclusivamente por caminhões.

Transporte marítimo ganha espaço na matriz logística

A estimativa considera um levantamento da Confederação Nacional da Indústria, que mostra que a cabotagem marítima emite entre 12% e 15% do CO₂ gerado pelo transporte rodoviário para movimentar a mesma quantidade de carga.

Ao longo de 2025, o terminal catarinense movimentou cerca de 298 mil TEUs na operação de cabotagem, resultado 32% superior ao registrado no ano anterior. Com o desempenho, o Porto Itapoá consolidou-se como o terminal de contêineres com maior volume de cargas transportadas por cabotagem na Região Sul do Brasil.

Crescimento da cabotagem segue em alta em 2026

A expansão do setor continua em ritmo acelerado neste ano. Somente no primeiro bimestre de 2026, o porto movimentou 52 mil TEUs, frente aos 41 mil registrados no mesmo período de 2025, representando crescimento de 27%.

De acordo com o CEO do terminal, Ricardo Arten, a ampliação da navegação costeira contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e também ajuda a diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias brasileiras.

Modal marítimo também reduz custos operacionais

Além dos ganhos ambientais, o setor destaca vantagens econômicas com o fortalecimento da logística portuária. Informações da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem indicam que a cabotagem pode reduzir em até 30% os custos de frete em rotas estratégicas, graças à alta capacidade de transporte das embarcações.

Um único navio, por exemplo, consegue transportar carga equivalente à de até 300 caminhões em apenas uma viagem, reduzindo despesas com combustível, manutenção da frota e mão de obra.

Brasil possui potencial para ampliar a cabotagem

O estudo da CNI também aponta que o Brasil reúne condições favoráveis para expandir a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Entre os fatores estão os mais de 8 mil quilômetros de litoral e a forte concentração industrial próxima às regiões costeiras.

Segundo a entidade, o crescimento do setor depende principalmente de investimentos em infraestrutura portuária, melhorias operacionais e redução da burocracia no transporte marítimo nacional.

FONTE: SC em Pauta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Itapoá

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Portos

Wilson Sons amplia frota com novo rebocador de alta potência no Porto de Santos

A Wilson Sons anunciou o lançamento do rebocador WS Capella, nova embarcação que passará a operar no Porto de Santos, em São Paulo. O equipamento foi apresentado no estaleiro da companhia, localizado no Guarujá, e integra a estratégia de modernização e expansão da frota da empresa, referência em logística portuária e marítima no Brasil.

O WS Capella é o segundo de uma série de três rebocadores de alta potência desenvolvidos pela companhia. A madrinha da embarcação será Flávia Carvalho, diretora-executiva da Agência Marítima da Wilson Sons.

Novo rebocador reforça operações portuárias em Santos

Construído no estaleiro da própria empresa, o WS Capella pertence à classe ASD 2312, mesma categoria do rebocador WS Halcyon, lançado no início deste ano. A embarcação possui 23 metros de comprimento, 12 metros de boca e sistema de propulsão azimutal, tecnologia que amplia a capacidade de manobra durante operações portuárias.

Com tração estática de 70 toneladas, o novo rebocador foi projetado para auxiliar navios de grande porte em procedimentos de atracação e desatracação no maior complexo portuário da América Latina.

Além da potência, o projeto aposta em eficiência energética. Segundo a empresa, o design moderno contribui para a redução no consumo de combustível e, consequentemente, para a diminuição das emissões atmosféricas.

Embarcação possui sistema avançado de combate a incêndio

Outro destaque do WS Capella é o sistema FiFi 1 de combate a incêndios, capaz de lançar até 2,4 milhões de litros de água por hora. A tecnologia amplia a segurança das operações marítimas e reforça a capacidade de resposta em situações emergenciais.

Atualmente, a frota da Wilson Sons soma 83 embarcações distribuídas ao longo da costa brasileira. O investimento em novos rebocadores faz parte da estratégia da companhia para fortalecer a infraestrutura portuária, aumentar a eficiência logística e ampliar a segurança operacional.

Wilson Sons prevê nova entrega ainda este ano

De acordo com Márcio Castro, diretor-executivo da divisão de Rebocadores da empresa, o WS Capella chega para atender à crescente demanda de navios de grande porte que operam nos portos brasileiros.

Já Adalberto Souza, diretor-executivo do estaleiro da companhia, destacou os investimentos em tecnologia e na qualificação profissional para garantir excelência na construção naval.

A Wilson Sons também confirmou que um terceiro rebocador da classe ASD 2312 está em construção no estaleiro do Guarujá, com entrega prevista para o terceiro trimestre deste ano. Com a nova série, o estaleiro alcançará a marca de 156 embarcações construídas ao longo de mais de oito décadas de atuação.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de São Francisco do Sul terá nova rota marítima para agilizar operações

O Porto de São Francisco do Sul vai implementar uma nova rota de navegação para otimizar o tráfego de embarcações na Baía da Babitonga. A chamada “alça de conectividade” fará a ligação entre a bacia de evolução — área utilizada para manobras dos navios — e o canal de acesso ao terminal portuário.

A autorização ambiental para a obra já foi emitida pelo Ibama, e os serviços devem começar ainda neste mês. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em cerca de duas semanas.

Dragagem vai remover 150 mil metros cúbicos de sedimentos

A intervenção prevê a dragagem de um trecho com aproximadamente 1,75 quilômetro de extensão. Ao todo, serão retirados cerca de 150 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo da baía.

O serviço será executado pela draga Galileo Galilei, por meio de um aditivo contratual relacionado às obras já em andamento no canal externo e ao projeto de alargamento das praias de Itapoá. Segundo o porto, todo o material retirado será destinado a um ponto de descarte em alto-mar, conhecido como bota-fora oceânico.

Nova via permitirá operação simultânea de navios

De acordo com a administração portuária, a criação da nova rota deve trazer mais eficiência para o fluxo marítimo da região. A expectativa é reduzir o tempo de deslocamento das embarcações e ampliar a capacidade operacional do terminal.

Com a mudança, será possível realizar operações simultâneas: enquanto um navio entra pelo canal principal, outro poderá deixar o porto pela nova via de navegação, especialmente durante períodos de maré alta.

Canal já foi utilizado décadas atrás

Ainda conforme informações do porto, o trajeto da nova ligação marítima não é inédito. A área já teria sido usada para navegação entre as décadas de 1960 e 1970, quando era conhecida como “canal da pedra”.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Terminal portuário de Rio Grande recebe R$ 700 milhões em modernização e deve ser entregue em 2026

A requalificação do terminal portuário Termasa, localizado no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, deve ser concluída até outubro de 2026. O projeto, conduzido pela Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), prevê investimentos que podem alcançar R$ 700 milhões para recuperação e modernização da estrutura afetada pelas enchentes e por um acidente naval ocorrido em 2024.

Obras começaram após danos causados por enchente e colisão

Os trabalhos de recuperação tiveram início ainda durante o período de emergência climática enfrentado pelo estado gaúcho. Em 6 de maio de 2024, um navio atingiu parte da estrutura do terminal, agravando os danos já provocados pelas fortes chuvas e enchentes.

Desde então, a CCGL iniciou um amplo processo de reconstrução estrutural, operacional e logística do terminal. Estruturas comprometidas foram desmontadas para permitir o avanço das obras e a implantação de novos sistemas.

Segundo o vice-presidente da CCGL/Termasa-Tergrasa, Guillermo Dawson Jr., o projeto está na reta final e deverá entregar um terminal totalmente modernizado e preparado para operar com competitividade nas próximas décadas.

Modernização inclui logística, energia e ampliação operacional

As obras estão divididas em quatro eixos estratégicos. Entre os principais investimentos estão a adequação do píer para atender navios de maior porte, melhorias na logística rodoviária e ferroviária, expansão da capacidade de armazenagem e reforço da infraestrutura elétrica.

O projeto também prevê novas soluções de engenharia e automação para elevar a eficiência operacional do terminal.

Além disso, a modernização exigirá mão de obra especializada em áreas como logística integrada, operação portuária, manutenção industrial e gestão operacional de alta performance.

Projeto deve gerar empregos em Rio Grande

Durante a execução das obras, a expectativa é de geração de aproximadamente mil empregos diretos na cidade de Rio Grande.

A iniciativa também deve impulsionar postos de trabalho indiretos em municípios responsáveis pela fabricação de equipamentos destinados ao terminal portuário.

Após a conclusão das obras e a retomada plena das operações, o complexo deverá manter cerca de 400 profissionais atuando permanentemente.

Portos RS destaca impacto positivo para o complexo portuário

A Portos RS, autoridade responsável pela administração dos portos gaúchos, avalia que a modernização do Termasa fortalece a competitividade do sistema portuário do estado.

O presidente da estatal, Cristiano Klinger, afirmou que o investimento amplia a capacidade logística do complexo rio-grandino e reforça a confiança da iniciativa privada no potencial operacional do Porto de Rio Grande.

Capacidade operacional deve crescer 43%

Atualmente, as operações da CCGL estão concentradas no terminal Tergrasa. A cooperativa responde por cerca de 70% das exportações de soja do Rio Grande do Sul e por mais da metade das exportações do agronegócio gaúcho.

Com a revitalização do Termasa, a expectativa é ampliar significativamente a capacidade operacional do terminal, incluindo melhorias no sistema de carga e descarga de caminhões e trens, instalação de novas balanças e construção de uma nova subestação de energia.

A projeção é de crescimento de 43% em relação às 14 milhões de toneladas movimentadas em 2025.

FONTE: A Hora do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/A Hora do Sul

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Portos

Portos brasileiros aceleram projetos de eletrificação e energia limpa para reduzir emissões

Os portos brasileiros vêm ampliando investimentos em eletrificação, uso de energia renovável e adoção de combustíveis limpos como parte da estratégia de descarbonização do setor. O avanço ocorre em um segmento responsável por mais de 95% do comércio exterior do Brasil e que, globalmente, representa cerca de 3% das emissões de gases de efeito estufa ligadas à energia no transporte marítimo.

Setor portuário busca reduzir impacto ambiental

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apontam que, sem mudanças estruturais, as emissões do transporte marítimo podem alcançar até 130% dos níveis registrados em 2008 até o ano de 2030.

Além das emissões geradas pelos navios, os complexos portuários brasileiros enfrentam desafios relacionados ao intenso fluxo de caminhões, trens e limitações da infraestrutura terrestre, fatores que aumentam a pressão ambiental sobre o setor.

Diante desse cenário, o governo federal passou a fortalecer a Política de Sustentabilidade para o Transporte, lançada em 2025. A iniciativa estabelece diretrizes ambientais, sociais e de governança para os segmentos portuário, aeroportuário e hidroviário.

Segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, o objetivo é ampliar ações sustentáveis com planejamento técnico e integração institucional.

Porto de Santos já utiliza energia elétrica para embarcações

Entre os principais exemplos em operação está o Porto de Santos, em São Paulo, que desde 2024 utiliza o sistema Onshore Power Supply (OPS) para fornecer energia elétrica a rebocadores atracados. O abastecimento é realizado com energia proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga.

A medida reduz o consumo de combustíveis fósseis durante as operações portuárias e diminui a emissão de poluentes na região.

Paranaguá, Suape e Pecém ampliam projetos sustentáveis

No Porto de Paranaguá, no Paraná, investimentos em ferrovia e sistemas de geração fotovoltaica vêm sendo utilizados para aumentar a eficiência operacional e reduzir impactos ambientais.

Já o Porto de Suape, em Pernambuco, trabalha na implantação de um terminal de contêineres totalmente eletrificado, com previsão de conclusão até o fim deste ano.

Enquanto isso, os portos de Pecém, no Ceará, e do Açu, no Rio de Janeiro, avançam em projetos ligados à produção e exportação de hidrogênio verde, amônia verde e corredores logísticos voltados a combustíveis de baixo carbono a partir de 2030.

Governo amplia monitoramento ambiental no setor marítimo

Na área regulatória, o MPor coordena atualmente o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos) e o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A.

O indicador reúne 39 métricas divididas em quatro dimensões para monitorar o desempenho ambiental das embarcações que operam nos portos brasileiros.

Transição energética deve transformar infraestrutura portuária

De acordo com o ministério, a combinação entre políticas públicas, monitoramento ambiental e modernização da infraestrutura será fundamental para impulsionar a transição energética do setor portuário nos próximos anos.

A estratégia também busca alinhar os portos brasileiros aos compromissos climáticos assumidos pelo país e às novas exigências ambientais do comércio internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural

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Portos

Portos do Nordeste ampliam movimentação de petróleo e derivados em quase 30%

Os portos do Nordeste registraram crescimento expressivo na movimentação de petróleo e derivados durante o mês de fevereiro, reforçando a importância estratégica da região para a logística nacional. Dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam alta de 29,59% no transporte de combustíveis refinados em comparação com o mesmo período do ano passado.

Ao todo, foram movimentadas 2,1 milhões de toneladas de petróleo e derivados sem óleo bruto — categoria que inclui produtos refinados, como gasolina, diesel e outros combustíveis.

Região movimentou 9 milhões de toneladas em fevereiro

Segundo o levantamento do Estatístico Aquaviário da Antaq, os terminais portuários nordestinos escoaram aproximadamente 9 milhões de toneladas de cargas em fevereiro, volume 6,68% superior ao registrado no mesmo mês de 2024.

A região concentra importantes portos públicos organizados e terminais privados, considerados fundamentais para o abastecimento interno e para o escoamento da produção nacional.

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os números refletem o fortalecimento da infraestrutura logística nordestina e os investimentos realizados nos últimos anos.

Petróleo bruto e sal também tiveram alta

Além dos combustíveis refinados, a movimentação de petróleo bruto também apresentou crescimento relevante. O segmento registrou 1,6 milhão de toneladas transportadas, avanço de 11,48% na comparação anual.

Outro destaque foi o transporte de sal, que alcançou 568 mil toneladas movimentadas no período, com crescimento expressivo de 38,45%.

Porto de Suape lidera movimentação na região

Entre os principais terminais da região, o Porto de Suape, em Pernambuco, apareceu como um dos maiores destaques ao movimentar 2,1 milhões de toneladas, resultado 19,32% superior ao registrado no ano anterior.

Na Bahia, o terminal privado de Madre de Deus também apresentou forte desempenho, com 2 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 19,33%.

Pecém e Aratu registram avanço operacional

O Terminal Portuário do Pecém, no Ceará, movimentou cerca de 1,7 milhão de toneladas em fevereiro, mantendo crescimento de 0,33%.

Já o Porto de Aratu, também na Bahia, registrou uma das maiores altas percentuais do período, com avanço de 20,23% e movimentação total de 555 mil toneladas.

Para efeito de comparação regional, os dados não consideram os portos do Maranhão, já que o estado integra a dinâmica logística do chamado Arco Norte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Portos

Portos brasileiros aceleram transição sustentável para reduzir emissões no transporte marítimo

Responsável por movimentar a maior parte do comércio internacional e mais de 95% das exportações brasileiras, o transporte marítimo também enfrenta pressão crescente para reduzir os impactos ambientais. Atualmente, o setor responde por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa ligadas à energia.

Projeções indicam que, caso o ritmo atual seja mantido, as emissões da navegação mundial poderão atingir entre 90% e 130% dos níveis registrados em 2008 até o ano de 2030.

Portos brasileiros ampliam ações de descarbonização

Nos portos brasileiros, o desafio ambiental envolve não apenas as emissões dos navios, mas também o intenso fluxo de caminhões e trens nas áreas portuárias e as limitações da infraestrutura logística terrestre.

Para enfrentar esse cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos vem intensificando políticas voltadas à transição energética, eficiência operacional e adoção de tecnologias limpas.

Entre as principais iniciativas estão a eletrificação de equipamentos, o fornecimento de energia elétrica para embarcações atracadas — sistema conhecido como Onshore Power Supply (OPS) — além de investimentos em combustíveis sustentáveis e projetos de hidrogênio verde.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o objetivo é fortalecer políticas públicas alinhadas à sustentabilidade e estimular práticas ambientais no setor logístico nacional.

Política de sustentabilidade impulsiona setor portuário

Lançada em 2025, a Política de Sustentabilidade do modal de transporte passou a orientar os setores portuário, aeroportuário e hidroviário com base em critérios ESG — sigla para práticas ambientais, sociais e de governança.

A proposta busca integrar eficiência logística, transparência e responsabilidade socioambiental na infraestrutura brasileira.

De acordo com o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, os portos deixaram de ser apenas pontos de circulação de mercadorias e passaram a desempenhar papel estratégico na descarbonização da navegação e no desenvolvimento de novas soluções energéticas.

Portos investem em energia limpa e infraestrutura verde

Diversos complexos portuários do país já colocam em prática projetos sustentáveis.

No Porto de Santos, em São Paulo, o sistema OPS passou a abastecer rebocadores com energia elétrica produzida pela usina hidrelétrica de Itatinga, reduzindo o consumo de diesel e as emissões de CO₂.

Em Paranaguá, no Paraná, os investimentos incluem ampliação da logística ferroviária e instalação de sistemas de energia solar para aumentar a eficiência operacional e diminuir impactos ambientais.

Já o Porto de Suape, em Pernambuco, avança para se tornar o primeiro terminal de contêineres totalmente eletrificado da América Latina, com operação automatizada e equipamentos movidos exclusivamente a energia elétrica.

No Ceará, o Complexo do Pecém aposta na consolidação de um polo de hidrogênio verde, aproveitando o potencial regional de geração de energia renovável. O projeto também prevê produção de amônia verde e expansão da infraestrutura portuária.

Enquanto isso, o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, desenvolve iniciativas ligadas à criação de um corredor verde para combustíveis de baixo carbono e projetos de descarbonização da indústria siderúrgica.

Brasil fortalece agenda ESG no setor marítimo

O Ministério de Portos e Aeroportos também vem ampliando ferramentas voltadas à sustentabilidade no setor aquaviário.

Entre elas está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A., que mede a performance ambiental das embarcações por meio de 39 indicadores.

Outro destaque é o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos), criado para reduzir gradualmente as emissões de gases de efeito estufa e modernizar a infraestrutura logística nacional.

Segundo o ministro Tomé Franca, os programas serão fundamentais para alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais em sustentabilidade e eficiência energética no setor portuário.

Empresas recebem reconhecimento por práticas sustentáveis

Na relação com a iniciativa privada, o governo federal consolidou o chamado Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa que reúne empresas comprometidas com ações ESG.

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém no ano passado, 36 empresas receberam selos de excelência por projetos voltados à inovação e sustentabilidade no setor de transportes.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Portos

Porto do Rio Grande amplia eficiência e se firma entre os mais competitivos do Brasil

O Porto do Rio Grande consolidou sua posição como um dos complexos portuários mais eficientes do Brasil ao registrar o segundo melhor desempenho nacional na relação entre custo e eficiência operacional. O resultado tem como base dados do sistema Porto Sem Papel e do anuário da Antaq, reforçando o protagonismo da Portos RS no cenário logístico brasileiro.

Mesmo diante de desafios operacionais e alta demanda de cargas, o complexo gaúcho manteve indicadores positivos e avançou em competitividade, eficiência e geração de valor para o comércio exterior.

Investimentos impulsionam eficiência portuária

Entre 2024 e 2025, o complexo apresentou crescimento estimado de 12% nos índices de eficiência operacional. O avanço é atribuído aos investimentos em infraestrutura, modernização tecnológica e melhorias nos processos de gestão portuária.

Os ganhos operacionais tiveram impacto direto na cadeia logística, gerando economia superior a R$ 103 milhões no período de dois anos. Com isso, o complexo portuário do Rio Grande passou a integrar o grupo dos portos que mais agregam valor ao setor no país.

Redução de custos fortalece competitividade

Somente com a diminuição dos custos de estadia de embarcações, o porto registrou economia acima de R$ 59 milhões, alcançando a segunda maior marca nacional nesse indicador. Quando somados os ganhos obtidos com atracação, o terminal gaúcho também aparece como o segundo maior gerador de economia portuária do Brasil.

Além disso, a maior disponibilidade da infraestrutura operacional abre possibilidade de até R$ 66,4 milhões em faturamento adicional.

Tempo de operação cai e produtividade aumenta

Os indicadores operacionais mostram avanços significativos no desempenho do porto. O tempo médio de estadia das embarcações caiu de 55,1 horas para 47,9 horas. Já o tempo médio de atracação teve redução de 4,95 horas.

Considerando o custo médio de R$ 5.296,81 por hora por navio, a diminuição do tempo operacional representa economia importante para armadores e operadores logísticos, além de acelerar o fluxo das embarcações.

A melhora nos resultados reflete uma gestão mais eficiente dos berços de atracação e maior integração logística, reduzindo períodos ociosos e ampliando a produtividade do terminal.

Porto mantém desempenho elevado mesmo com alta demanda

O Porto do Rio Grande concentra 7,5% dos Documentos Únicos Virtuais (DUVs) do país, índice que representa a segunda maior participação nacional. O dado evidencia a capacidade operacional do complexo mesmo em cenários de elevada movimentação de cargas.

A estrutura atende cadeias estratégicas como grãos, fertilizantes e cargas gerais, segmentos fundamentais para o comércio exterior brasileiro. A capacidade de manter previsibilidade e confiabilidade operacional também fortalece a competitividade do porto frente a empreendimentos com demanda semelhante.

Autoridades destacam gestão e modernização

O secretário de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, afirmou que o desempenho é resultado de uma política contínua de qualificação da infraestrutura logística estadual.

Segundo ele, a modernização dos ativos estratégicos e os investimentos permanentes têm ampliado a competitividade do Rio Grande do Sul nos mercados nacional e internacional.

Já o coordenador de Transformação Digital da Secretaria Nacional de Portos, Tiego Arruda, ressaltou que a combinação entre eficiência operacional e competitividade tarifária colocou a Portos RS em posição de destaque no setor portuário brasileiro.

O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, destacou que os indicadores confirmam a evolução consistente do complexo portuário gaúcho e reforçam o alinhamento entre planejamento, investimentos e integração com o setor privado.

Complexo portuário reforça papel estratégico no comércio exterior

Os resultados recentes consolidam o complexo portuário do Rio Grande como referência nacional em eficiência portuária, competitividade logística e gestão operacional. O desempenho fortalece a importância estratégica do terminal para o desenvolvimento econômico e para a expansão do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Jornal do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom Portos RS/Divulgação/JC

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Portos

Incêndio no Porto de Itajaí não causou contaminação ambiental, aponta relatório inicial

O relatório preliminar sobre o incêndio registrado em um guindaste no Porto de Itajaí concluiu que não houve contaminação do rio Itajaí-Açu nem danos ambientais na área afetada. O documento também destaca a rapidez da resposta das equipes envolvidas no combate à ocorrência.

Comissão investiga causas do incêndio

As informações foram apresentadas durante reunião da Comissão de Investigação Administrativa e Preventiva, criada pela Superintendência do porto para apurar as circunstâncias do acidente ocorrido em 25 de abril.

A previsão é de que o relatório final seja concluído até 21 de maio, contendo o resultado completo da investigação e possíveis medidas preventivas para evitar novos incidentes.

Guindaste destruído armazenava óleo diesel

O incêndio atingiu um guindaste móvel pertencente à JBS Terminais. Segundo o relatório, o equipamento passava por manutenção no momento do incidente e possuía aproximadamente 12 mil litros de óleo diesel armazenados no tanque, além de óleo hidráulico.

Apesar da gravidade do incêndio, o documento aponta que a atuação integrada das equipes permitiu o controle rápido das chamas, sem registro de vítimas e sem impactos ambientais no entorno do porto.

Operação contou com atuação integrada

Participaram da operação representantes da Superintendência do Porto de Itajaí, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, da Ambipar e da Guarda Portuária.

De acordo com a administração portuária, as atividades no terminal seguem funcionando normalmente após o incidente.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/Divulgação CMBSC

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Portos

Porto Seco em Erechim entra em debate e pode transformar logística no Norte do RS

A Câmara Municipal de Erechim recebe nesta segunda-feira (11), às 15h30, uma audiência pública para discutir a implantação de um Porto Seco em Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul. O encontro será promovido pela Comissão de Economia da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e terá como foco a análise da viabilidade técnica da futura Estação Aduaneira do Interior (EADI).

A proposta busca descentralizar serviços alfandegários atualmente concentrados em regiões portuárias e cidades de fronteira.

Projeto quer reduzir custos logísticos no Norte gaúcho

Hoje, empresas instaladas no Norte do estado precisam percorrer mais de 600 quilômetros até o Porto de Rio Grande para realizar operações de exportação e importação.

Com a criação de um porto seco, procedimentos como desembaraço aduaneiro, armazenamento e movimentação de cargas poderiam ser feitos diretamente em Erechim.

A expectativa é que a estrutura reduza custos operacionais, agilize o transporte de mercadorias e aumente a competitividade das indústrias da região.

Região possui forte potencial industrial e agroindustrial

A apresentação técnica do projeto ficará a cargo de José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa e assessor do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.

O especialista deve apresentar estudos sobre o potencial logístico do município e da região, que concentra um importante polo metalmecânico e agroindustrial.

Segundo os organizadores, a iniciativa pode fortalecer a integração do Norte gaúcho aos principais corredores de comércio exterior do Brasil e do Mercosul.

Lideranças articulam projeto junto ao governo federal

A proposta de implantação do Porto Seco em Erechim vem sendo discutida com autoridades federais em Brasília e conta com apoio de lideranças políticas e empresariais da região.

O deputado estadual Paparico Bacchi, responsável pela proposição da audiência pública, afirmou que o projeto pode representar um avanço estratégico para a economia regional.

Segundo ele, documentos relacionados à proposta já foram encaminhados à prefeitura de Erechim e a ministérios do governo federal.

Porto Seco pode ampliar competitividade regional

A criação de uma estrutura alfandegária no interior do estado é vista pelo setor produtivo como uma alternativa para modernizar a logística regional e reduzir a dependência das áreas portuárias tradicionais.

Além da diminuição de custos, o projeto pode atrair novos investimentos, ampliar a capacidade exportadora e facilitar o acesso das empresas locais ao mercado internacional.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Imagem meramente ilustrativa / Magnific / Porto Alegre 24 horas

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