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Porto de Xangai bate recorde ao movimentar mais de 200 mil TEUs em apenas um dia

O Porto de Xangai, maior complexo de contêineres do mundo, alcançou um novo marco operacional ao superar, pela primeira vez, a movimentação de 200 mil TEUs em um único dia. O desempenho reforça a liderança global do porto e evidencia sua capacidade de recuperação após interrupções causadas por condições climáticas adversas.

No dia 1º de agosto, foram movimentados 203.881 TEUs, volume cerca de 9% superior ao recorde anterior, de 187.312 TEUs, registrado em 9 de junho. Em um único turno de trabalho, o porto também estabeleceu uma nova marca ao processar 71.728 TEUs.

Volume diário supera movimentação anual de porto europeu

A dimensão do resultado pode ser medida pela comparação com o Terminal de Contêineres de Fredericia, na Dinamarca. O volume movimentado por Xangai em apenas um dia foi aproximadamente 39 mil TEUs superior ao total registrado pelo terminal dinamarquês durante todo o ano de 2025, quando foram processados 164.968 TEUs.

O desempenho demonstra a escala operacional do porto chinês, que segue como referência mundial em logística portuária e movimentação de cargas.

Recuperação ocorreu após passagem de tufão

O recorde foi alcançado poucos dias depois da retomada das operações, interrompidas por quatro dias em razão da passagem do tufão Bavi, em meados de julho.

Com a melhora das condições climáticas, embarcações de longo curso e navios feeder que haviam permanecido em áreas de abrigo chegaram praticamente ao mesmo tempo ao porto, aumentando significativamente a demanda por berços de atracação, áreas de armazenagem e operações terrestres.

Segundo o Shanghai International Port Group, as atividades foram totalmente restabelecidas em 14 de julho. Durante o processo de normalização, o porto manteve média diária próxima de 172 mil TEUs enquanto reduzia a fila de navios e o acúmulo de contêineres.

Terminais também registram marcas históricas

Além do recorde geral do complexo portuário, alguns terminais alcançaram resultados inéditos durante o período de recuperação das operações.

O terminal automatizado da quarta fase de Yangshan movimentou 29.910 TEUs em um único dia, enquanto o terminal de contêineres de Luojing registrou processamento de 8.373 TEUs, ambos estabelecendo novos recordes operacionais.

Movimentação segue em ritmo de crescimento em 2026

O desempenho recorde acompanha a evolução dos indicadores do Porto de Xangai ao longo de 2026. No primeiro semestre, o complexo movimentou mais de 28 milhões de TEUs, crescimento de 6,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na área portuária de Yangshan, o avanço foi ainda maior, com alta de 8,1% e volume superior a 15 milhões de TEUs.

Em 2025, o porto já havia registrado seu maior resultado histórico ao movimentar 55,06 milhões de TEUs, aumento de 6,9% sobre o ano anterior, consolidando pelo 16º ano consecutivo a liderança como o maior porto de contêineres do planeta.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Tecon Santos 10: impasse sobre regras do leilão adia expansão do Porto de Santos para 2027

A licitação do Tecon Santos 10, projeto considerado estratégico para ampliar a capacidade do Porto de Santos, continua sem definição. Inicialmente prevista para 2022, a disputa já sofreu nove adiamentos e, segundo a expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos, deverá ocorrer apenas em 2027.

O principal obstáculo é a definição das regras de participação no leilão, tema que divide governo, operadores portuários, armadores, entidades do setor e órgãos de controle.

Expansão é considerada essencial para o Porto de Santos

O adiamento ocorre em um momento de elevada demanda. O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, opera próximo ao limite de sua capacidade para movimentação de contêineres, cenário que tem pressionado os custos logísticos e gerado preocupação entre exportadores e empresas do setor.

A expectativa é que o Tecon Santos 10 aumente em aproximadamente 50% a capacidade de movimentação de contêineres do porto, contribuindo para reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade do comércio exterior brasileiro.

Apesar do consenso sobre a necessidade do novo terminal, ainda não há acordo sobre o modelo de concorrência que será adotado na licitação.

Regras de participação concentram o debate

O principal ponto de discussão envolve a definição de quem poderá disputar o leilão. Parte dos especialistas defende restrições à participação de grupos que já administram terminais de contêineres em Santos, como forma de evitar maior concentração de mercado.

Essa proposta foi incorporada em parecer técnico divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em 2025. Pelo modelo apresentado, empresas que já operam no porto só poderiam participar em uma segunda etapa do certame, caso a primeira não recebesse propostas. Mesmo nessa hipótese, a vitória estaria condicionada ao desinvestimento dos ativos atualmente controlados.

A medida alcança operadores dos três principais terminais de contêineres do porto — BTP, Santos Brasil e DP World —, além de armadores que possuem participação societária nessas estruturas.

TCU amplia debate sobre concorrência

Durante a análise do projeto, o Tribunal de Contas da União (TCU) sugeriu que todos os armadores fossem automaticamente direcionados para a segunda fase do leilão, tornando as regras ainda mais restritivas.

Para defensores desse modelo, limitar a participação de empresas já estabelecidas ajuda a preservar a concorrência e evita concentração excessiva no maior porto brasileiro.

O economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio da GO Associados, avalia que ampliar a capacidade do Porto de Santos exige um ambiente competitivo, destacando que mecanismos semelhantes já são utilizados em outros mercados para garantir equilíbrio entre os participantes.

Setor defende leilão com ampla concorrência

Outra corrente do debate sustenta que o leilão deve ser aberto a todos os interessados desde o início, independentemente de já atuarem no porto. Nesse modelo, eventuais problemas concorrenciais seriam resolvidos posteriormente, por meio de exigências de desinvestimento para o vencedor.

Os defensores dessa alternativa argumentam que uma disputa mais ampla tende a aumentar a competitividade do certame, atrair mais investidores e gerar ganhos de eficiência, além de reduzir custos para usuários e operadores do sistema portuário.

O jurista José Eduardo Cardozo afirmou que a expansão do terminal é necessária para eliminar os gargalos logísticos que afetam a economia brasileira, desde que o processo de licitação combine ampla concorrência com respeito às exigências legais e ao interesse público.

Grupo de trabalho ainda busca consenso

Após as análises da Antaq e do TCU, a Casa Civil manifestou preferência por um modelo que permita a participação de todos os operadores, incluindo aqueles que já atuam no Porto de Santos, desde que o vencedor realize o desinvestimento dos ativos existentes para preservar a concorrência.

A proposta foi encaminhada ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Antaq, mas a agência solicitou diretrizes mais detalhadas para concluir a modelagem do edital.

Como resultado, o governo federal instituiu um grupo de trabalho responsável por consolidar as orientações da Casa Civil e buscar uma solução para o impasse. As reuniões continuam em andamento, mas, até o momento, não houve anúncio de uma definição oficial sobre o formato do leilão.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Plano Mestre de Paranaguá e Antonina orienta investimentos no complexo portuário

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) oficializou a publicação do Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, no Paraná. O documento estabelece diretrizes para investimentos e ações de curto, médio e longo prazos, abrangendo a modernização dos portos, a melhoria dos acessos logísticos e o fortalecimento da integração entre o complexo portuário e as cidades do entorno.

A aprovação ocorreu por meio da Portaria nº 317, de 16 de julho de 2026, publicada em 30 de julho, em conformidade com a legislação que rege o setor portuário brasileiro.

Plano define estratégias para modernização dos portos

O Plano Mestre foi desenvolvido pela Infra S.A., com participação da Autoridade Portuária de Paranaguá e Antonina (Appa), sob coordenação da Secretaria Nacional de Portos (SNP), por meio do Departamento de Gestão e Modernização Portuária (DGMP).

O estudo reúne diretrizes voltadas à expansão da infraestrutura, ao aumento da eficiência operacional e ao planejamento estratégico do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, considerado um dos principais corredores logísticos do país.

Sustentabilidade e integração porto-cidade fazem parte das ações

Além das iniciativas voltadas à infraestrutura, o documento contempla medidas para ampliar a integração entre o porto e os municípios vizinhos, promovendo maior diálogo entre a autoridade portuária, operadores, poder público e comunidade.

O plano também incorpora ações relacionadas à sustentabilidade, incluindo estratégias para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos e fortalecer a gestão ambiental do complexo portuário.

Consulta pública contribuiu para a versão final

Antes de sua publicação, o Plano Mestre foi submetido à consulta pública entre 6 de fevereiro e 23 de março de 2026. Durante esse período, foram recebidas contribuições de representantes da sociedade civil, empresas, entidades do setor, órgãos públicos e demais interessados nas operações do complexo.

As sugestões apresentadas foram analisadas e incorporadas ao processo de elaboração do documento.

Documento está disponível para consulta

O Plano Mestre está estruturado em quatro capítulos: panorama do complexo portuário, projeções de demanda e capacidade operacional, análise estratégica e plano de ações e investimentos. O material também inclui um apêndice com estudos técnicos, diagnósticos e levantamentos que fundamentam as propostas apresentadas.

A íntegra do documento, os anexos técnicos, a portaria de aprovação e o relatório com as respostas às contribuições da consulta pública podem ser consultados na página de publicações do Ministério de Portos e Aeroportos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos brasileiros ampliam movimentação de cargas estratégicas no primeiro semestre de 2026

Os portos brasileiros reforçaram sua importância para a logística nacional e o comércio exterior ao registrar crescimento na movimentação de cargas entre janeiro e junho de 2026. Terminais localizados em diferentes regiões do país apresentaram resultados positivos, impulsionados pelo transporte de grãos, contêineres, combustíveis, minérios, veículos e outros produtos destinados tanto ao mercado interno quanto às exportações.

Entre os principais destaques do semestre estão os portos de Santos (SP), Paranaguá e Antonina (PR), Itaqui (MA), Suape (PE), os portos administrados pela Codeba, na Bahia, e o Porto de Itajaí (SC).

Porto de Santos mantém liderança na América Latina

Maior complexo portuário da América Latina, o Porto de Santos movimentou 92,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 5,05% em comparação ao mesmo período do ano passado.

As exportações responderam por 68,71 milhões de toneladas, enquanto as importações totalizaram 24,08 milhões de toneladas.

Nas vendas ao exterior, a soja em grãos foi o principal produto embarcado, com 25,61 milhões de toneladas, seguida pela carga conteinerizada e pelos granéis líquidos, com destaque para óleo combustível, sucos cítricos e óleo diesel.

Já nas importações, a movimentação foi liderada pelas cargas em contêineres, fertilizantes e combustíveis.

Paraná registra alta impulsionada pela soja e pelos contêineres

Os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram 34,44 milhões de toneladas no semestre, avanço de 0,6% sobre o mesmo período de 2025.

A soja permaneceu como principal destaque, alcançando 9,47 milhões de toneladas embarcadas, volume 21% superior ao registrado no ano anterior.

Outro segmento que apresentou crescimento foi o de cargas conteinerizadas, que atingiu 8,7 milhões de toneladas, alta de 8,9%.

Porto do Itaqui fortalece o Arco Norte

Fundamental para o escoamento da produção agrícola pelo Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, movimentou 16,58 milhões de toneladas entre janeiro e junho.

Os granéis sólidos concentraram a maior parte da operação, somando 11,97 milhões de toneladas, impulsionados principalmente pela soja.

Também tiveram participação relevante os granéis líquidos, especialmente derivados de petróleo, além da carga geral, liderada pela movimentação de celulose.

Suape cresce com petróleo, contêineres e veículos

O Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, registrou movimentação de 13,7 milhões de toneladas, crescimento de 25,6% na comparação anual.

Os granéis líquidos, compostos principalmente por petróleo e derivados, responderam pela maior parte das operações, com 9,14 milhões de toneladas.

O terminal também movimentou 333.786 TEUs, unidade utilizada para medir o volume de contêineres, além de registrar aumento na movimentação de granéis sólidos e de 33.779 veículos ao longo do semestre.

Portos da Bahia apresentam crescimento acima de 22%

Os portos públicos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) encerraram o semestre com crescimento de 22,49% na movimentação de cargas.

O Porto de Salvador liderou o desempenho, com 3,79 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelo avanço das importações.

Já o Porto de Aratu-Candeias movimentou 3,70 milhões de toneladas, registrando forte expansão das exportações.

No sul do estado, o Porto de Ilhéus movimentou 89,9 mil toneladas e passou a operar uma nova carga: o óxido de magnésio, embarcado pela primeira vez com destino ao Porto de Nova Orleans, nos Estados Unidos.

Porto de Itajaí registra um dos maiores crescimentos do país

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, movimentou 2,6 milhões de toneladas no primeiro semestre, resultado 40% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Na operação de contêineres, o terminal alcançou 238.873 TEUs, crescimento de 75% em relação ao ano anterior, reforçando sua recuperação e expansão operacional.

Portos impulsionam a logística e o comércio brasileiro

Os resultados registrados no primeiro semestre demonstram a relevância dos portos brasileiros para o escoamento da produção nacional, abastecimento da indústria e fortalecimento das exportações. A evolução da movimentação de cargas evidencia a importância da infraestrutura portuária para ampliar a competitividade do país e integrar diferentes modais de transporte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/MPor

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Porto de Paranaguá amplia investimentos, mas acessos rodoviários seguem como desafio logístico

O ciclo de investimentos de R$ 6,8 bilhões destinado à ampliação da capacidade operacional e à modernização do Porto de Paranaguá voltou a colocar em evidência um antigo desafio da logística paranaense: a necessidade de melhorar os acessos rodoviários ao complexo portuário.

Na avaliação do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), os avanços estruturais dentro do porto precisam ser acompanhados por melhorias nas rodovias que atendem a região, garantindo maior eficiência no transporte de cargas.

Crescimento da movimentação aumenta pressão sobre a infraestrutura

Os números reforçam a preocupação do setor. No último ano, os portos paranaenses movimentaram aproximadamente 73,5 milhões de toneladas, volume recorde e 10,1% superior ao registrado em 2024.

O aumento da demanda também impactou o pátio de triagem do terminal, que recebeu 507.915 caminhões ao longo do período, alta de 29,5% em comparação ao ano anterior.

Segundo o vice-presidente do SETCEPAR, Luiz Gustavo Nery, ampliar a capacidade de embarque e recebimento de cargas não é suficiente se o fluxo de entrada e saída dos veículos continuar enfrentando longos períodos de espera.

Integração entre rodovias e ferrovia é considerada essencial

Outro ponto destacado pelo setor é a importância da integração entre os diferentes modais de transporte. A implantação do Moegão, complexo ferroviário que recebeu investimento superior a R$ 650 milhões, deverá ampliar significativamente a capacidade de movimentação de grãos e farelos, podendo alcançar até 24 milhões de toneladas por ano.

Apesar disso, Nery ressalta que a expansão ferroviária não elimina a necessidade de fortalecer a infraestrutura rodoviária. Para ele, a ferrovia atende principalmente cargas de grande volume, enquanto o transporte rodoviário permanece indispensável para operações de coleta, movimentação de contêineres, cargas fracionadas e serviços que exigem maior flexibilidade.

O executivo defende que a evolução da malha ferroviária contribua para distribuir melhor o fluxo logístico, sem servir como justificativa para adiar intervenções em rodovias estratégicas, como a BR-277.

Competitividade depende de uma logística integrada

Na avaliação do representante do SETCEPAR, a eficiência da operação deve ser analisada de forma completa, considerando todas as etapas do transporte — desde a saída da carga na origem, passando pelos custos com pedágio e combustível, até o acesso ao pátio de triagem, o sistema de agendamento e a entrada nos terminais.

Ele afirma que a competitividade do Porto de Paranaguá depende da combinação entre investimentos na infraestrutura portuária e melhorias nos acessos terrestres, além da ampliação da capacidade dos pátios, integração dos sistemas logísticos e atuação coordenada entre os órgãos responsáveis.

Porto destaca sistema de agendamento para reduzir filas

Em resposta às críticas, a administração do Porto de Paranaguá reconheceu a importância de ampliar e modernizar os acessos ao complexo, mas ressaltou que já utiliza mecanismos para minimizar congestionamentos.

Entre eles está o sistema Carga Online, plataforma responsável pelo planejamento e controle da entrada de caminhões que transportam granéis sólidos vegetais.

De acordo com a administração, o sistema define previamente a data e a janela de horário para que cada veículo acesse o pátio de triagem. A medida busca evitar deslocamentos antecipados, reduzir filas nas rodovias e melhorar a organização do fluxo logístico até os terminais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Porto de Itajaí: contrato de arrendamento por 25 anos entra em debate e mobiliza setor portuário

O futuro da área ITJ01 do Porto de Itajaí começa a ser definido com o avanço das discussões sobre o novo contrato de arrendamento portuário, que terá validade de 25 anos. O projeto é considerado estratégico para o desenvolvimento do complexo portuário e deverá influenciar investimentos em infraestrutura, operações logísticas e a economia da região.

Diante da relevância do tema, a Superintendência do Porto de Itajaí solicitou à ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) que a audiência pública sobre o processo seja realizada presencialmente, ou ao menos em formato híbrido, no próprio município.

Arrendamento da área ITJ01 é considerado decisivo para o porto

A proposta de concessão da área ITJ01 é vista como um dos principais projetos para o futuro do Porto de Itajaí. Além de estabelecer um contrato de longa duração, o arrendamento prevê investimentos capazes de modernizar a infraestrutura portuária e fortalecer a competitividade do terminal.

Segundo a Superintendência, os impactos da medida vão além das operações do porto, alcançando trabalhadores, operadores logísticos, transportadoras, empresas do setor e diversos segmentos da economia regional.

Superintendência pede audiência presencial em Itajaí

No ofício encaminhado à ANTAQ, a administração do porto argumenta que uma audiência realizada apenas de forma virtual pode limitar a participação da comunidade portuária e dos demais interessados.

Por esse motivo, a entidade defende que o debate aconteça em Itajaí, cidade diretamente afetada pelas decisões relacionadas ao modelo de arrendamento da área.

A proposta busca ampliar a transparência do processo e garantir que representantes do setor possam contribuir presencialmente com sugestões e questionamentos.

Porto oferece estrutura para realização do evento

A Superintendência também informou à ANTAQ que está preparada para sediar a audiência pública sem custos para a agência reguladora.

Entre os recursos disponibilizados estão auditório, equipamentos de áudio e vídeo, equipe de apoio e toda a infraestrutura necessária para receber o encontro, caso a sessão seja realizada no município.

Além disso, o órgão declarou apoio ao pedido apresentado pela Intersindical dos Trabalhadores Portuários de Itajaí, que também defende uma audiência com participação presencial.

Participação da comunidade é considerada essencial

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a realização da audiência no município amplia o diálogo com os setores diretamente envolvidos e fortalece a transparência das decisões.

Segundo ele, o contrato terá reflexos nas próximas décadas, tornando indispensável a participação de trabalhadores, operadores portuários, empresários e demais integrantes da comunidade ligada às atividades do porto.

A expectativa agora é pela definição da ANTAQ sobre o formato da audiência pública que discutirá um dos projetos mais relevantes para o futuro do complexo portuário catarinense.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Matheus Souza/SECOM

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Tecon Santos amplia capacidade de armazenagem e chega a 2,9 milhões de TEUs por ano

O Tecon Santos, terminal operado pela Santos Brasil no Porto de Santos (SP), concluiu mais uma etapa do projeto de ampliação e modernização, elevando sua capacidade anual para 2,9 milhões de TEUs. A expansão ocorre em um período estratégico para o comércio exterior brasileiro, próximo à chamada peak season do segundo semestre, quando aumentam as importações para datas como Black Friday e Natal, além do escoamento da produção de commodities agrícolas.

A nova capacidade foi alcançada com a incorporação de uma área de 4 mil metros quadrados ao pátio operacional do terminal. O espaço antes era ocupado pelo antigo prédio administrativo da companhia, demolido em maio para dar lugar à ampliação da área de armazenagem.

Nova área adiciona 137 mil TEUs de capacidade ao terminal

Localizada na região central do Tecon Santos, a área passou por obras de adequação e agora contribui com aproximadamente 137 mil TEUs de capacidade dinâmica, ampliando a estrutura disponível para movimentação de contêineres no Porto de Santos.

O projeto de expansão do terminal começou em 2019 e prevê investimentos totais próximos de R$ 3 bilhões, com a meta de alcançar uma capacidade operacional de 3 milhões de TEUs por ano.

Até o momento, a Santos Brasil já aplicou mais de R$ 2,5 bilhões no programa de modernização.

Investimentos antecipam demanda do comércio exterior

Para Charles Thibault, diretor de Terminais da Santos Brasil, os aportes realizados refletem uma estratégia de longo prazo para acompanhar o crescimento das operações internacionais brasileiras.

“Nosso compromisso é preparar a infraestrutura antes que a demanda se materialize, garantindo capacidade ao Porto de Santos, eficiência operacional e serviço premium para os nossos clientes”, afirmou o executivo.

Segundo Thibault, a expansão permite que o Tecon Santos responda atualmente por quase metade da capacidade de movimentação de contêineres do porto.

Nova sede administrativa será construída até 2027

Como parte do processo de modernização, a Santos Brasil também iniciará no quarto trimestre deste ano a construção de uma nova sede administrativa.

O edifício será instalado próximo à portaria terrestre do terminal e terá cinco andares, cerca de 1,2 mil metros quadrados de área construída e capacidade para acomodar até 450 colaboradores.

A previsão é que a nova estrutura seja concluída até o final de 2027, substituindo as instalações administrativas anteriores por um espaço mais moderno e sustentável.

Terminal amplia uso de equipamentos elétricos e operação remota

Além da expansão física, o Tecon Santos avançou na modernização dos equipamentos utilizados nas operações portuárias.

Neste mês, cinco dos oito RTGs elétricos fabricados pela ZPMC iniciaram operação remota no terminal. Os equipamentos chegaram da China no início do ano, junto com dois novos portêineres.

Os novos RTGs se somam às oito primeiras unidades elétricas já utilizadas pelo terminal. A tecnologia permite operação à distância, iniciativa implantada de forma pioneira no Brasil pelo Tecon Santos no final de 2024.

Segundo a empresa, o sistema aumenta a segurança operacional e melhora as condições ergonômicas dos profissionais responsáveis pela operação dos equipamentos.

Renovação da frota reduzirá emissões de carbono

A Santos Brasil prevê a aquisição de outros 30 RTGs elétricos nos próximos anos, substituindo equipamentos convencionais movidos a diesel.

Com a renovação completa da frota, a expectativa é reduzir em 97% as emissões de carbono associadas a esses equipamentos, evitando o lançamento de cerca de 713 toneladas de CO₂ por mês na atmosfera.

Os novos portêineres, que já operam manualmente, também serão os primeiros do Brasil preparados para operar remotamente.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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CODEBA registra crescimento recorde na movimentação portuária no primeiro semestre de 2026

Os portos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA) fecharam o primeiro semestre de 2026 com desempenho histórico. Entre janeiro e junho, a movimentação de cargas cresceu 22,49% em relação ao mesmo período de 2025, alcançando o maior volume já registrado para um primeiro semestre.

Além dos terminais baianos, o Porto de Itajaí (SC), que está sob gestão transitória da CODEBA, também apresentou resultado expressivo, com alta de 40,97% na movimentação de cargas no período.

Porto de Aratu-Candeias lidera movimentação de cargas

O Porto de Aratu-Candeias foi o terminal com maior volume movimentado entre os administrados pela companhia. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, foram 3,70 milhões de toneladas, resultado que representa crescimento de 26,09% sobre o mesmo intervalo de 2025.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelas exportações, que avançaram 95,77%, enquanto as importações registraram aumento de 12,99%.

Somente em junho, o porto movimentou 692,2 mil toneladas, volume 30,17% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Porto de Salvador mantém ritmo de crescimento

O Porto de Salvador também apresentou resultados positivos no primeiro semestre, com movimentação acumulada de 3,79 milhões de toneladas, crescimento de 20,94% na comparação anual.

As importações lideraram o avanço, com alta de 31,84%, enquanto as exportações tiveram crescimento de 2,47%.

No mês de junho, o terminal registrou movimentação de 703,9 mil toneladas, desempenho 44,52% superior ao observado em junho de 2025.

Porto de Ilhéus amplia portfólio com nova operação internacional

No sul da Bahia, o Porto de Ilhéus movimentou 89,9 mil toneladas no acumulado do primeiro semestre.

Em junho, passaram pelo terminal 11,9 mil toneladas de cargas, representando crescimento de 0,64% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O destaque do período foi a realização da primeira operação de embarque de óxido de magnésio no porto. A carga, de 8,7 mil toneladas, teve como destino o Porto de Nova Orleans, nos Estados Unidos, marcando a entrada de um novo tipo de produto no portfólio operacional do terminal e ampliando as oportunidades para a logística de exportação na região.

Desempenho reforça crescimento da logística portuária

Os resultados do primeiro semestre evidenciam o fortalecimento da infraestrutura portuária administrada pela CODEBA e o aumento da movimentação de cargas nos principais terminais sob sua gestão. O desempenho recorde reflete a expansão das operações de importação e exportação, além da diversificação das cargas movimentadas nos portos baianos.

FONTE: CODEBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lucas Bernardo

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Antaq analisa revisão das tarifas do Porto de Santos e processo entra na fase final

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) concluiu a análise técnica da proposta de revisão tarifária extraordinária do Porto de Santos. Com a etapa encerrada, o processo foi considerado apto e segue agora para avaliação da Diretoria Colegiada, instância responsável pela decisão final dentro da agência reguladora.

Segundo a Antaq, o caso já foi distribuído ao relator, que deverá incluir a matéria na pauta para apreciação do colegiado. Somente após essa deliberação será possível avançar para as etapas seguintes previstas na legislação.

Novo tarifário depende de homologação e prazos legais

Depois da decisão da Diretoria Colegiada, o procedimento prevê a comunicação oficial ao Ministério da Fazenda e ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

A homologação definitiva da revisão e a publicação dos novos valores das tarifas ocorrerão apenas após o cumprimento de todas as exigências administrativas e dos prazos legais estabelecidos.

Desconto de 34,6% continua em vigor

Enquanto o processo não é concluído, permanece válido o desconto de 34,6% na chamada Tabela 3, tarifa cobrada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) pelo uso da infraestrutura operacional e terrestre do porto.

A redução foi determinada pela Antaq em setembro do ano passado após constatar que parte dos investimentos previstos com recursos arrecadados entre 2022 e 2024, superiores a R$ 600 milhões, não foi executada pela APS.

Com a medida, o valor da tarifa caiu de R$ 28,06 para R$ 18,35 por contêiner movimentado entre a embarcação e as áreas de armazenagem ou os limites do porto, representando redução de R$ 9,71 por unidade.

APS afirma que cumpriu determinação e aguarda decisão

Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que apresentou os recursos administrativos previstos após a publicação do Acórdão nº 559/2025 e implementou o abatimento tarifário determinado pela agência reguladora.

A administração do porto destacou que, até o momento, não houve decisão administrativa ou judicial que modificasse esse cenário. Também reforçou que a revisão extraordinária segue em análise na Antaq e que ainda não existe definição oficial sobre os novos valores das tarifas.

Revisão define limites máximos das tarifas

A Antaq esclareceu que o processo em andamento não trata da concessão de descontos comerciais, mas da atualização dos limites máximos das tarifas portuárias, conhecidos como preços-teto, aplicáveis às tabelas tarifárias do porto.

Os valores finais dependerão da análise da capacidade de geração de receitas do complexo portuário, dos custos operacionais e da avaliação do equilíbrio econômico-financeiro da operação, fatores que serão apreciados pela Diretoria Colegiada.

Execução dos investimentos será determinante

Outro ponto considerado pela agência reguladora é o cumprimento das obras previstas no ciclo tarifário anterior. A Antaq avalia o nível de execução física e financeira dos investimentos para verificar se a estrutura tarifária reflete efetivamente as melhorias entregues aos usuários do porto.

Segundo a agência, essa análise é essencial para garantir que os recursos arrecadados por meio das tarifas sejam compatíveis com as obras executadas e com os benefícios oferecidos ao setor portuário.

Sopesp mantém silêncio enquanto discussão continua

O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), responsável pela denúncia que questionou a falta de investimentos da APS e defendia a suspensão integral da cobrança da tarifa, informou que não irá se pronunciar neste momento.

De acordo com a entidade, o tema ainda está em discussão tanto na esfera administrativa quanto no Poder Judiciário.

Entenda a origem do desconto tarifário

Em 2021, a APS aprovou um cronograma de investimentos financiados com os recursos da Tabela 3, incluindo obras nas avenidas perimetrais das margens direita e esquerda do porto, melhorias no acesso à Ilha Barnabé e a recuperação dos Armazéns 1 ao 11.

Posteriormente, a autoridade portuária revisou o planejamento e informou que apenas 65,4% dos investimentos originalmente previstos seriam concluídos dentro do prazo estabelecido. Diante desse cenário, a Antaq calculou que 34,6% das obras deixariam de ser executadas no período previsto, percentual que serviu de base para o desconto aplicado sobre a tarifa.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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ISS em Itapoá: MP-SC pede suspensão de acordo tributário com porto e ressarcimento de mais de R$ 20 milhões

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) ingressou com pedido para suspender um acordo tributário firmado entre o município de Itapoá e o Porto Itapoá. A ação questiona a devolução de valores relacionados ao Imposto Sobre Serviços (ISS) e aponta um possível prejuízo milionário aos cofres públicos municipais.

Segundo o órgão, a medida busca anular os efeitos do acordo celebrado em 2023 e garantir a recomposição de recursos que, conforme a investigação, podem superar R$ 20 milhões.

Auditoria aponta possíveis irregularidades no acordo

Em nota divulgada no último domingo (26), o MP-SC informou que uma auditoria identificou indícios de irregularidades na negociação que encerrou a disputa judicial envolvendo o ISS.

De acordo com a investigação, o valor definido no acordo não teria sido fundamentado em critérios técnicos claros. O Ministério Público afirma ainda que o município assumiu uma obrigação financeira superior a R$ 18,7 milhões, com pagamento parcelado, situação que, na avaliação do órgão, teria causado prejuízo ao erário.

Com a ação, o MP-SC busca o ressarcimento de valores que ultrapassam R$ 20 milhões.

Disputa sobre ISS começou antes do acordo

O impasse entre o município e o terminal portuário teve início anos antes da assinatura do acordo.

Em 2020, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu pela devolução de mais de R$ 10 milhões ao Porto Itapoá que estavam depositados em juízo. Na ocasião, a Corte reconheceu diferenças na incidência das alíquotas do ISS sobre serviços prestados em áreas distintas do complexo portuário, aplicando percentuais de 3% e 5%.

A decisão serviu de base para os desdobramentos que culminaram no acordo firmado entre as partes em 2023.

Porto Itapoá afirma que acordo seguiu a legislação

Em manifestação encaminhada à imprensa, o Porto Itapoá informou que acompanha o caso com tranquilidade e reafirmou respeito à atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário.

A administração do terminal declarou estar à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e disse confiar que o processo será analisado com base nos fatos, nas provas constantes dos autos e no rigor técnico-jurídico.

Empresa nega qualquer irregularidade

Em nota enviada à revista Portos e Navios, o Porto Itapoá sustentou que sempre conduziu suas atividades com transparência, boa-fé e observância da legislação vigente.

A empresa também afirmou que o acordo firmado com o município não apresenta irregularidades. Segundo o terminal, a negociação foi realizada em conformidade com o acórdão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, posteriormente homologada pelo Poder Judiciário e já transitada em julgado.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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