Portos

Portos brasileiros movimentam 104 milhões de toneladas em janeiro e registram crescimento de 12,8%

O setor portuário brasileiro iniciou 2026 em ritmo acelerado, registrando 104 milhões de toneladas movimentadas em janeiro, alta de 12,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a expansão contínua da atividade portuária no país.

Portos públicos e privados em destaque

Nos Portos Públicos, a movimentação chegou a 35,3 milhões de toneladas, representando um aumento de 10,3% em relação a janeiro de 2025. O Porto de Santarém (PA) se destacou com crescimento expressivo de 156,3%, movimentando 1,6 milhão de toneladas.

Já os Terminais de Uso Privado (TUPs) registraram crescimento de 14,1%, totalizando 68,7 milhões de toneladas. Entre os destaques está o Terminal de Petróleo TPET/TOIL, no Porto do Açu (RJ), com movimentação de 7,7 milhões de toneladas, aumento de 159,8%.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os números refletem o avanço da infraestrutura e da capacidade operacional dos terminais brasileiros. “O setor portuário brasileiro vive um momento consistente de expansão. Os dados evidenciam a melhoria dos nossos terminais e reforçam a logística nacional”, afirmou.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou que o crescimento é resultado de políticas públicas, concessões e arrendamentos realizados pelo Ministério de Portos, que têm atraído investimentos e aumentado a eficiência logística do país.

Crescimento na navegação de longo curso e cabotagem

A navegação de longo curso, responsável pelo transporte internacional, movimentou 70,9 milhões de toneladas, alta de 11% em relação a janeiro de 2025. Já a cabotagem, transporte entre portos nacionais, registrou aumento de 15%, com 20,2 milhões de toneladas, reforçando seu papel estratégico na logística interna, reduzindo custos e impactos ambientais.

Movimentação por tipo de carga

  • Granéis líquidos (petróleo, derivados e produtos químicos): alta de 29,7%, totalizando 31,2 milhões de toneladas.
  • Granéis sólidos (soja, milho, minério de ferro e fertilizantes): crescimento de 10,4%, com 54,7 milhões de toneladas.
  • Cargas conteinerizadas: aumento de 1,9%, movimentando 13,2 milhões de toneladas.
  • Carga geral solta (produtos industrializados, veículos e mercadorias diversas): queda de 13,2%, totalizando 4,9 milhões de toneladas.

Entre as mercadorias mais movimentadas, o óleo bruto de petróleo liderou com 21,4 milhões de toneladas (+37,6%), seguido da soja com 4,0 milhões de toneladas (+114,3%) e o açúcar, com 2,2 milhões de toneladas (+31,3%).

Impacto para a economia brasileira

O crescimento da movimentação portuária reflete não apenas o aumento das exportações, mas também o fortalecimento da infraestrutura logística do país. O desempenho dos portos é estratégico para o comércio exterior, para o escoamento da produção agrícola e industrial e para a competitividade do Brasil no mercado global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

STF valida posição da Antaq e autoriza cobrança da taxa de entrega de contêineres nos portos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, reconhecer a posição técnica da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e invalidar uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que havia proibido a cobrança da taxa referente ao Serviço de Segregação e Entrega (SSE) em terminais de contêineres no Brasil.

A decisão representa um marco para o setor portuário, ao reforçar a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória nas operações logísticas ligadas à movimentação de cargas importadas.

Ação da Abratec levou o caso ao STF

O julgamento ocorreu após questionamento apresentado pela Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec). A entidade contestou no Supremo a decisão do TCU que havia impedido os terminais portuários de cobrar pelo serviço de gestão e disponibilização de contêineres importados.

A Corte acompanhou o voto do relator do processo, ministro Dias Toffoli, que entendeu que o Tribunal de Contas ultrapassou os limites de sua competência ao interferir em decisões técnicas que cabem à agência reguladora do setor.

Segundo o ministro, o TCU tem a função de fiscalizar a administração pública, mas não pode substituir avaliações técnicas realizadas por órgãos reguladores especializados. O relator também destacou que a Antaq já havia analisado a questão por meio de processos técnicos e consultas públicas conduzidas dentro do marco regulatório portuário.

Decisão reforça segurança jurídica para terminais de contêineres

Para a Abratec, que reúne alguns dos principais operadores de terminais de contêineres do país, o posicionamento do Supremo fortalece a previsibilidade das regras aplicadas ao setor.

O presidente executivo da entidade, Caio Morel, avaliou que o julgamento reafirma um princípio essencial para atividades reguladas: a definição de normas técnicas deve permanecer sob responsabilidade das agências reguladoras.

Na avaliação da entidade, ao reconhecer essa competência, o STF contribui para manter um ambiente regulatório mais estável, condição considerada fundamental para o funcionamento das operações portuárias e para a atração de investimentos no segmento.

Especialistas analisam impacto para o setor portuário

Especialistas em infraestrutura também destacaram a relevância da decisão. O advogado Diogo Nebias afirmou que a Antaq possui equipe técnica especializada para analisar aspectos operacionais e econômicos do setor portuário, o que justifica a autonomia regulatória da agência.

Segundo ele, o entendimento do STF impede que o TCU suspenda a cobrança do Serviço de Segregação e Entrega — conhecido no mercado como THC2 — nos terminais de contêineres.

Por outro lado, a advogada Mayra Mega Itaborahy, especialista em contratos empresariais, observou que o julgamento não tratou diretamente da legalidade da cobrança do SSE. De acordo com ela, o Supremo limitou-se a analisar os limites institucionais da atuação do Tribunal de Contas.

A especialista acrescenta que eventuais questionamentos jurídicos sobre a cobrança ainda poderão ser avaliados pelo Poder Judiciário, caso novas ações sejam apresentadas.

Fonte: Jornal Portuário.

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Ilustrativa / Arquivo

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Portos

Porto de Paranaguá apresenta Plano de Descarbonização e reforça meta de emissões zero até 2050

A administração do Porto de Paranaguá deu mais um passo na agenda ambiental ao apresentar o Plano de Descarbonização da Portos do Paraná à comunidade portuária. O documento foi divulgado no Palácio Taguaré, sede administrativa da empresa pública.

O plano reúne estratégias voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) nas atividades portuárias e foi desenvolvido pela Fundación Valenciaport, centro espanhol de inovação ligado ao Porto de Valência e especializado em transição energética, tecnologias limpas e combustíveis renováveis.

Segundo o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, o objetivo está alinhado às metas internacionais do setor marítimo. “A principal meta é alcançar emissões zero até 2050, em consonância com o compromisso da Organização Marítima Internacional (IMO)”, destacou.

Inventário de emissões foi a base do plano

A elaboração do Plano de Descarbonização começou com a construção do Inventário de Gases de Efeito Estufa, concluído no primeiro semestre de 2025. O levantamento também contou com apoio da Fundación Valenciaport.

De acordo com o gerente de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Thales Trevisan, a coleta de dados exigiu uma articulação direta com empresas instaladas no complexo portuário.

O objetivo foi identificar o nível de maturidade das companhias em relação ao monitoramento de emissões e aos próprios inventários ambientais, etapa considerada uma das mais complexas do processo.

Durante o evento de lançamento, especialistas apresentaram as propostas que integram a estratégia rumo à meta Net Zero 2050, incluindo melhorias na coleta de dados ambientais, estudos sobre a demanda energética de navios atracados e projetos de eletrificação do cais.

Entre as medidas sugeridas está a substituição gradual de equipamentos movidos a combustíveis fósseis por versões eletrificadas.

Porto busca engajamento de toda a comunidade portuária

A próxima fase do projeto prevê a criação de grupos de trabalho com operadores portuários e empresas do setor para colocar as medidas em prática.

O coordenador de Monitoramento e Qualidade da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Vader Zuliane Braga, explica que o plano poderá evoluir ao longo do tempo.

Segundo ele, o documento foi concebido como um instrumento dinâmico, que pode receber atualizações conforme novas tecnologias e estratégias surjam no processo de descarbonização portuária.

Entre as iniciativas previstas estão a eletrificação de equipamentos, ajustes nos processos operacionais e novos padrões de gestão voltados à redução das emissões de GEE.

Empresas que atuam no porto também já iniciaram suas próprias ações ambientais. A Catallini Terminais, por exemplo, começou em 2021 a elaborar seu inventário de gases de efeito estufa e trabalha para implementar seu plano de descarbonização ainda este ano.

Já a Cotriguaçu iniciou em 2024 seu levantamento de emissões, que servirá de base para metas futuras alinhadas às iniciativas do setor portuário e às diretrizes da Aliança Brasileira para Descarbonização dos Portos.

Evento reuniu soluções sustentáveis para o setor

Além da participação presencial, mais de 100 pessoas acompanharam o lançamento do plano de forma on-line.

A programação incluiu pitches de inovação e exposições de empresas com soluções sustentáveis voltadas à logística e às operações portuárias.

Entre as iniciativas apresentadas esteve o projeto do Grupo Borelli, que utiliza caminhões movidos a Gás Natural Veicular (GNV) no transporte de cargas entre o interior do Paraná e o litoral.

A empresa Linck Máquinas, distribuidora oficial da Volvo, também exibiu equipamentos eletrificados, como a pá carregadeira elétrica, desenvolvida para reduzir emissões em operações portuárias.

Especialistas destacaram que a transição energética no setor portuário representa não apenas desafios ambientais, mas também novas oportunidades econômicas e ganhos de competitividade.

Maioria das emissões vem dos navios

O inventário ambiental do complexo portuário foi elaborado com base no GHG Protocol, metodologia internacional para mensuração e gestão de emissões de gases de efeito estufa, além do guia técnico de cálculo de pegada de carbono em portos publicado pela Puertos del Estado.

Os dados mostram que, no período analisado, as atividades ligadas aos portos do Paraná emitiram cerca de 678 mil toneladas de CO₂ equivalente.

As emissões foram divididas em três escopos:

  • Escopo 1: emissões diretas da Autoridade Portuária (2,7% do total)
  • Escopo 2: emissões indiretas relacionadas ao consumo de energia elétrica (0,1%)
  • Escopo 3: emissões indiretas de operações ligadas ao porto, como terminais, transporte terrestre e navios (97,1%)

O levantamento também revelou que 89,2% das emissões registradas em 2023 foram geradas pelos navios, e não pelas operações diretas do porto.

Incentivo a “navios verdes” no Porto de Paranaguá

Como forma de estimular práticas ambientais mais eficientes, a Autoridade Portuária adota políticas de incentivo aos chamados “navios verdes”.

Essas embarcações, que apresentam melhor desempenho ambiental ou utilizam matrizes energéticas de menor emissão, recebem prioridade de atracação no Porto de Paranaguá.

A medida está prevista no Regulamento de Programação, Operações e Atracações de Navios, atualizado em 2023.

Outras iniciativas ambientais da Portos do Paraná

A agenda ambiental da Portos do Paraná inclui ainda participação ativa na COP (Conferência das Partes da ONU sobre mudanças climáticas) desde 2019, quando a empresa passou a apresentar projetos socioambientais realizados nas comunidades próximas aos portos paranaenses.

Outro destaque é a parceria firmada em 2023 com o Porto de Rotterdam, na Holanda. O acordo prevê o desenvolvimento de projetos de energias renováveis nos portos de Paranaguá e Antonina dentro do programa internacional Green Ports Partnership.

Além disso, a Portos do Paraná é atualmente o único porto público do Brasil com certificação EcoPorts, reconhecimento internacional voltado à gestão ambiental sustentável em complexos portuários.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Itapoá amplia lucro em 2025 e receita supera R$ 1,4 bilhão

O desempenho operacional do Porto de Itapoá, em Santa Catarina, impulsionou os resultados financeiros do terminal em 2025. O aumento na movimentação de contêineres contribuiu para o crescimento da receita operacional líquida, que atingiu R$ 1,43 bilhão — avanço de 17% em relação a 2024.

O lucro líquido também registrou expansão relevante. No período, o resultado chegou a R$ 584,4 milhões, crescimento de 20,6% na comparação anual. Em termos absolutos, o terminal portuário adicionou cerca de R$ 100 milhões ao lucro em relação ao exercício anterior, quando o resultado havia sido de R$ 484,5 milhões.

Movimentação de contêineres fortalece posição do porto

Em 2025, o Porto de Itapoá movimentou aproximadamente 1,45 milhão de TEUs — unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés. O volume reforça a posição do terminal entre os portos mais eficientes da América Latina e entre os principais do Brasil na movimentação de cargas conteinerizadas.

Atualmente, o porto possui capacidade operacional anual de 1,8 milhão de TEUs. A estrutura inclui cerca de 455 mil metros quadrados de área de pátio e 800 metros de cais, permitindo maior agilidade nas operações logísticas e no atendimento às rotas marítimas internacionais.

Novos investimentos ampliam capacidade do terminal

Durante apresentação à Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, realizada no fim de fevereiro, o diretor comercial do porto, Felipe Kaufmann, destacou que o terminal continua ampliando sua estrutura após já ter investido cerca de R$ 3 bilhões desde o início das operações.

Atualmente, o porto está na quarta fase de expansão, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões. Os recursos estão sendo destinados à aquisição de novos equipamentos, ampliação da área de pátio e melhorias na infraestrutura de acessos.

Dragagem permitirá operação de navios maiores

A etapa de expansão também inclui a ampliação da área operacional e a conclusão da dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, obra estratégica para elevar a capacidade logística do terminal.

Com a finalização do projeto, o Porto de Itapoá poderá receber navios de até 366 metros de comprimento, com capacidade para transportar até 14 mil TEUs. A ampliação permitirá operações em maior escala, fortalecendo o papel do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária da região Sul.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Silvio Costa Filho destaca importância de portos e hidrovias em seminário internacional

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta terça-feira (10), em Brasília, da abertura do Seminário PIANC Brasil: Diretrizes Globais e Desafios Nacionais. O evento reúne autoridades, especialistas e representantes do setor para debater como resoluções internacionais impactam a infraestrutura portuária e hidroviária do Brasil.

Seminário promove troca de experiências e boas práticas

Realizado no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o seminário oferece espaço para troca de experiências entre profissionais nacionais e internacionais. Os debates abordam planejamento de projetos marítimos, desenvolvimento de hidrovias e sustentabilidade no transporte aquaviário. A programação inclui painéis técnicos sobre desafios e soluções para a navegação no país.

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou a relevância do modal hidroviário para reduzir custos logísticos, avançar na transição energética e fortalecer a competitividade brasileira. “Cada 25 barcaças nos rios equivalem a mais de 500 caminhões a menos nas estradas, reduzindo em quase 40% o curso logístico do país. Isso dialoga com a descarbonização, a sustentabilidade e a segurança hídrica”, afirmou.

Cooperação internacional e conhecimento técnico

O seminário é promovido pela PIANC Brasil, seção nacional da Associação Mundial de Infraestruturas de Transporte Aquaviário, que reúne especialistas e instituições dedicadas à modernização de portos e hidrovias. Segundo Ricardo Falcão, presidente da PIANC Brasil, a entidade atua como “fórum global de excelência técnica”, promovendo intercâmbio de experiências e boas práticas para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura aquaviária.

A abertura do evento contou também com Francisco Esteban Lefler, presidente da PIANC Internacional; Frederico Dias, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq); Sérgio Gago Guida, contra-almirante da Marinha representando a Diretoria de Portos e Costas; Bruno Fonseca de Oliveira, presidente da Praticagem do Brasil; Marcelo Davi Gonçalves, desembargador do Tribunal Marítimo; e Luiz Fernando Garcia da Silva, presidente da Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph).

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos

Dragagem do canal portuário de Itajaí e Navegantes será retomada após contratação emergencial

A dragagem do canal de acesso portuário de Itajaí e Navegantes deve ser retomada após cerca de um mês sem manutenção do calado. A Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) concluiu a contratação emergencial do consórcio DTA-Chec, responsável por executar os serviços pelos próximos seis meses.

O contrato, publicado nesta terça-feira pela autoridade portuária, prevê investimento de R$ 44.784.168,97 para a retomada imediata das atividades de manutenção da profundidade do canal portuário, essencial para garantir a segurança da navegação e a continuidade das operações logísticas na região.

Perda de profundidade preocupa operações portuárias

Durante o período sem dragagem, o canal do rio Itajaí-Açu apresentou redução de profundidade. Levantamento técnico realizado no fim de fevereiro apontou perda de 1,2 metro na bacia de evolução e cerca de 0,5 metro no canal interno, níveis abaixo das cotas mínimas operacionais.

A diminuição do calado compromete a segurança da navegação de navios de grande porte e pode afetar a eficiência das atividades portuárias nos terminais de Itajaí e Navegantes, dois importantes polos logísticos do Sul do país.

Atualmente, a homologação das Menores Profundidades Observadas (MPO) permanece válida até 22 de março, conforme determinação da delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí. A expectativa é que a retomada da dragagem do canal portuário restabeleça as cotas mínimas de operação, estimadas entre 14 metros no canal externo e 13,5 metros no canal interno, incluindo bacias de evolução e berços de atracação.

Dragas serão mobilizadas imediatamente

Para executar o serviço, o consórcio contratado deverá mobilizar de forma imediata a draga TSHD Han Jun 6009, embarcação do tipo hopper utilizada para sucção e transporte de sedimentos. O equipamento possui capacidade de armazenamento de 6.500 metros cúbicos.

Outra embarcação, a TSHD Hang Jun 4019, com capacidade de 4.200 metros cúbicos, poderá ser deslocada para a operação em até dez dias. Ambas as dragas partirão do Rio de Janeiro.

Além desses equipamentos, a empresa disponibilizou a draga Amazone, com capacidade de 2.771 metros cúbicos, atualmente empregada nas obras de alargamento da praia de Piçarras, projeto que já alcançou cerca de 70% de execução.

Licitação busca garantir manutenção por período maior

Mesmo com a contratação emergencial concluída, a Codeba mantém em andamento uma licitação para manutenção da dragagem por um período de um ano. O objetivo é assegurar a continuidade dos serviços até que seja definida a concessão do canal portuário pelo governo federal, garantindo estabilidade operacional ao complexo portuário da região.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/João Batista

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Portos

Porto de Aratu-Candeias inicia operação de granéis vegetais após mais de 50 anos

O Porto de Aratu-Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (BA), deu início a uma nova fase em suas operações ao realizar, pela primeira vez em 51 anos de funcionamento, a movimentação de granéis vegetais. A operação ocorre no terminal ATU 18 e começa com o embarque de 35 mil toneladas de sorgo, produto originário do oeste da Bahia.

A iniciativa abre uma nova alternativa logística para o escoamento da produção agrícola baiana, ampliando o papel do porto na cadeia do agronegócio.

Porto amplia perfil de atuação logística

Inaugurado nos anos 1970 para atender principalmente ao Polo Petroquímico de Camaçari, o complexo portuário de Aratu-Candeias sempre concentrou suas atividades na movimentação de cargas petroquímicas e minerais.

Com a entrada em operação dos terminais de granéis sólidos ATU 12 e ATU 18, o porto passa a contar com infraestrutura adequada para o manuseio de grãos e produtos agrícolas, diversificando suas operações e ampliando sua relevância logística.

Segundo o presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), Antonio Gobbo, a nova etapa representa um avanço importante para o setor portuário baiano.

Ele destaca que os investimentos incluem ampliação da retroárea, construção de quatro silos com capacidade de 30 mil toneladas cada e implantação de sistemas automatizados de transporte por esteiras, o que deve reduzir custos e acelerar as operações portuárias.

Investimentos superam R$ 400 milhões

A modernização do terminal ATU 18 foi conduzida pela CS Portos, empresa da CS Infra, integrante do Grupo Simpar. No total, os investimentos em obras e melhorias superaram R$ 400 milhões.

O terminal passa a operar com foco no armazenamento e movimentação de granéis vegetais, principalmente soja, milho e sorgo, reforçando a infraestrutura de apoio ao agronegócio brasileiro.

Para o diretor-presidente da CS Portos, Marcos Tourinho, a nova operação representa um marco para o porto e para a logística agrícola da Bahia.

Segundo ele, os investimentos refletem uma estratégia de longo prazo para tornar a infraestrutura portuária nacional mais eficiente e competitiva, além de reduzir gargalos logísticos e fortalecer o desenvolvimento regional.

Infraestrutura moderna amplia eficiência operacional

Entre as estruturas implantadas estão classificadores de grãos, tombadores de caminhões, moegas rodoviárias, pátio para veículos e quatro silos de grande capacidade. Também foram incorporados equipamentos de última geração para elevar a produtividade das operações.

Um dos principais destaques é o shiploader dedicado à exportação de grãos, com capacidade operacional de até 2 mil toneladas por hora. Com o sistema, o terminal poderá alcançar uma produtividade média de 30 mil toneladas por dia.

Capacidade anual pode chegar a 7,5 milhões de toneladas

Com a nova estrutura, o terminal terá capacidade inicial para movimentar até 3,5 milhões de toneladas de grãos por ano. Para o primeiro ano de operação, a expectativa é atingir 3 milhões de toneladas movimentadas.

A capacidade de armazenagem estática inicial será de 120 mil toneladas. Em etapas futuras de expansão, a previsão é que o terminal alcance movimentação anual de até 7,5 milhões de toneladas, consolidando o Porto de Aratu-Candeias como um importante polo logístico para o escoamento da produção agrícola do Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Codeba

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Portos

Mapa identifica suspeita de fraude em carga de soja no Porto de Paranaguá

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) detectou indícios de fraude em uma carga de soja destinada à exportação no Porto de Paranaguá, no Paraná. A irregularidade foi identificada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) após comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), registrada em 24 de fevereiro.

A verificação ocorreu no Pátio de Triagem do porto, onde equipes realizaram uma fiscalização para conferir se o produto atendia aos padrões oficiais de identidade e qualidade exigidos para exportação e consumo humano.

Fiscalização encontra divergências na carga

Durante a inspeção, os técnicos identificaram diferenças entre o produto transportado e as informações presentes na documentação fiscal, levantando suspeitas sobre a origem ou a composição da carga.

O carregamento analisado tinha aproximadamente 42 toneladas de soja. Ao chegar ao porto, foram constatados sinais de adulteração, com inconsistências em relação ao produto inicialmente declarado. Uma auditoria no processo de classificação da soja reforçou as suspeitas ao apontar que a composição do material não correspondia às especificações registradas nos documentos.

Controle das exportações é estratégico para o Brasil

De acordo com o chefe do Sipov/PR, Fernando Augusto Mendes, a fiscalização rigorosa das exportações é essencial para manter a credibilidade da soja brasileira no mercado internacional.

Segundo ele, o Brasil ocupa posição de destaque como maior produtor e exportador mundial de soja, o que exige monitoramento permanente e fortalecimento dos mecanismos de controle sanitário e de qualidade.

Fiscalização de produtos vegetais segue legislação específica

O Mapa é responsável por supervisionar a qualidade, classificação e conformidade de produtos vegetais destinados ao mercado interno e às exportações.

Essa atividade segue as diretrizes da Lei nº 9.972/2000, que institui o Sistema Brasileiro de Classificação de Produtos Vegetais, regulamentada pelo Decreto nº 12.709/2024. Normas complementares definem os critérios técnicos e operacionais aplicáveis a cada tipo de produto agrícola.

Fiscalização da soja ocorre em três etapas no Paraná

No Paraná, o controle oficial da soja destinada à exportação ocorre em três fases conduzidas pelo Ministério da Agricultura.

A primeira etapa acontece na origem da carga, em 64 unidades registradas no estado que atuam como armazenadoras e exportadoras — principalmente para o mercado chinês. Nesse momento são avaliados critérios de identidade, qualidade e classificação do produto.

A segunda fase ocorre quando os caminhões chegam ao Porto de Paranaguá, onde são realizadas inspeções no Pátio de Triagem e nos terminais portuários, em operação conjunta com a APPA e órgãos estaduais. Somente em 2025, mais de 507 mil veículos passaram por fiscalização.

A etapa final ocorre no momento do embarque da soja no navio, quando a inspeção é feita em parceria com a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Nessa fase ocorre a verificação final da carga e a emissão do certificado fitossanitário para exportação.

Caso segue em investigação

O superintendente federal de Agricultura no Paraná, Almir Gnoatto, destacou que a fiscalização é fundamental para garantir transparência e confiança no agronegócio brasileiro.

Segundo ele, a atuação do Ministério assegura que produtos vegetais comercializados e exportados cumpram os padrões oficiais, protegendo produtores, compradores e a reputação do país no comércio internacional.

A ocorrência segue em análise. O Mapa investiga possíveis irregularidades administrativas e operacionais, enquanto eventuais crimes estão sob apuração da Polícia Federal, conforme prevê a legislação.

Destinação da carga apreendida

A carga de soja identificada com suspeita de fraude deverá ser destruída sob supervisão do Ministério da Agricultura. O procedimento formal ainda está em definição, mas a destinação final deverá ocorrer em aterro sanitário, com acompanhamento técnico do órgão.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Portos

Porto de Suape terá primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina

O Porto de Suape, em Pernambuco, avança na implantação do primeiro terminal de contêineres totalmente eletrificado da América Latina. Nesta segunda-feira (9), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou da cerimônia de entrega dos primeiros equipamentos do novo terminal operado pela APM Terminals.

A chegada das estruturas marca a fase final de implantação do terminal de uso privado (TUP), considerado um dos maiores investimentos em infraestrutura portuária do Nordeste nos últimos anos. O empreendimento integra o programa Novo PAC e já soma mais de R$ 2 bilhões aplicados nesta primeira etapa.

A cerimônia também contou com a presença da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra.

Equipamentos vindos da China iniciam preparação para operação

Os equipamentos, transportados em um navio proveniente da China, representam investimento aproximado de R$ 241 milhões. A chegada desses equipamentos permite iniciar as etapas técnicas que antecedem o funcionamento do novo terminal.

A previsão é que a operação comece no segundo semestre de 2026, com capacidade inicial para movimentar até 400 mil TEUs por ano — medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés utilizada no transporte marítimo de cargas.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a nova estrutura deve ampliar a competitividade do Porto de Suape e fortalecer o papel de Pernambuco nas rotas do comércio internacional.

Parceria entre setor público e privado fortalece infraestrutura portuária

Durante o evento, a governadora Raquel Lyra destacou que a chegada dos equipamentos coloca o estado na vanguarda da inovação logística portuária.

De acordo com ela, o novo terminal permitirá aumentar o fluxo de mercadorias que entram e saem do estado, contribuindo para o crescimento das exportações brasileiras e consolidando Pernambuco como destino relevante para investimentos em infraestrutura.

O diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, Daniel Rose, ressaltou que a cooperação entre governo e iniciativa privada foi decisiva para a viabilização do projeto e para o avanço da modernização dos portos brasileiros.

Empregos e impacto econômico regional

Durante a fase de construção, o empreendimento deve gerar cerca de 500 empregos diretos e aproximadamente 2 mil empregos indiretos.

Quando entrar em operação, a estimativa é de 350 postos de trabalho diretos e cerca de 1,4 mil empregos indiretos, reforçando o impacto do projeto na economia regional e na cadeia logística.

Tecnologia e sustentabilidade no novo terminal portuário

Além de ampliar em mais de 50% a capacidade logística do Porto de Suape, o terminal incorpora soluções tecnológicas voltadas à eficiência operacional e à sustentabilidade ambiental.

O projeto será o primeiro terminal portuário da América Latina totalmente eletrificado, utilizando equipamentos que dispensam combustíveis fósseis e contribuem para a redução de emissões de carbono.

Entre os equipamentos entregues estão:

  • Guindastes STS (Ship to Shore), utilizados no carregamento e descarregamento de navios
  • Guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry) para movimentação e organização de contêineres no pátio
  • Empilhadeiras e tratores portuários para apoio logístico às operações

Automação e conectividade 5G prometem mais eficiência logística

O terminal também será equipado com tecnologias de automação portuária e digitalização logística.

Entre os recursos previstos estão:

  • portões automatizados para caminhões
  • sistema de agendamento de cargas para reduzir filas e melhorar o fluxo logístico
  • monitoramento em tempo real dos equipamentos
  • rede privada 5G de alta velocidade para troca segura de dados e acompanhamento contínuo das operações

Com essas soluções, o projeto busca elevar o nível de produtividade portuária, segurança operacional e eficiência logística no Brasil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wesley D’Almeida

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Portos

Porto de Santos prorroga desconto para “navios verdes” e reforça estratégia de descarbonização

A Autoridade Portuária de Santos (APS) decidiu estender por mais 90 dias o programa de desconto tarifário para “navios verdes” que operam no Porto de Santos. A política, adotada desde 2023, oferece redução nas tarifas portuárias para embarcações com menor nível de emissão de poluentes.

O benefício pode chegar a 15% de desconto nas taxas relacionadas ao uso da infraestrutura de acesso aquaviário, calculadas com base na tonelagem de porte bruto das embarcações.

Para se qualificar, os navios precisam estar registrados no Environmental Ship Index (ESI), um sistema internacional que avalia o desempenho ambiental das embarcações. Quanto maior a pontuação obtida no índice, maior a possibilidade de receber o incentivo.

Iniciativa integra estratégia de combate às emissões

O estímulo à operação de navios mais eficientes ambientalmente faz parte da estratégia da APS para reduzir impactos climáticos no setor portuário.

Segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO), o transporte marítimo responde por cerca de 80% do comércio mundial e aproximadamente 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE).

Diante desse cenário, a transformação ambiental dos portos é considerada fundamental para o cumprimento das metas estabelecidas pelo Acordo de Paris, tratado internacional voltado à redução das emissões e ao controle do aquecimento global.

Com a política de incentivos, o Porto de Santos busca se posicionar como um dos protagonistas da transição energética no setor portuário brasileiro.

Mais de R$ 40 milhões já foram concedidos em incentivos

Desde o início do programa, em 2023, a APS já concedeu mais de R$ 40,6 milhões em descontos tarifários para navios e terminais que adotam práticas sustentáveis.

Somente em 2025, o valor concedido ultrapassou R$ 16,8 milhões.

Na prática, trata-se de uma renúncia de receita utilizada como instrumento de estímulo para que empresas do setor marítimo se adaptem às exigências ambientais globais.

Porto investe em plano de descarbonização

A redução das emissões no complexo portuário da Baixada Santista também está sendo planejada por meio de estudos estruturais.

Em outubro do ano passado, a APS firmou parceria com a Fundação Valenciaport para desenvolver um Plano de Descarbonização e um Plano Diretor Energético (PDE) voltados ao Porto de Santos.

Os estudos, com prazo de conclusão de 22 meses, deverão definir metas e diretrizes para reduzir as emissões de carbono em todas as atividades do complexo.

O planejamento inclui operações da própria autoridade portuária, atividades dos terminais portuários, a movimentação de navios, além dos modais rodoviário e ferroviário que atendem o porto.

Transição energética e eletrificação do cais

Outra iniciativa importante é o projeto de eletrificação do cais, implementado pelo Porto de Santos desde 2024.

A energia utilizada no sistema é proveniente da Usina Hidrelétrica de Itatinga, fonte renovável que já abastece cerca de 20 rebocadores que operam no porto.

Há negociações em andamento para ampliar esse fornecimento de energia limpa. Estudos também analisam a repotencialização da usina, com aumento da capacidade de geração e possibilidade futura de produção de hidrogênio verde.

Atualmente, a usina já atende quase toda a demanda energética da Autoridade Portuária, e a ampliação da produção poderá suprir uma parcela ainda maior das operações portuárias.

Tecnologia e logística ajudam a reduzir emissões

Além da transição energética, a eficiência logística é outro pilar da estratégia de sustentabilidade do porto.

Em parceria com o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT), estão sendo desenvolvidas soluções digitais para melhorar o sequenciamento de caminhões e navios.

Essas ferramentas ajudam a reduzir filas e tempos de espera, diminuindo o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de gases poluentes.

Monitoramento das emissões segue padrão científico

Desde 2021, a Autoridade Portuária de Santos também mantém um sistema estruturado de monitoramento ambiental.

A instituição elabora anualmente seu inventário de gases de efeito estufa, utilizando a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, referência nacional para contabilização de emissões corporativas.

O processo segue diretrizes reconhecidas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), garantindo maior rigor técnico na gestão ambiental do porto.

Com essas iniciativas, o Porto de Santos busca consolidar um modelo de porto sustentável, alinhado às metas internacionais de redução de emissões e à modernização da logística marítima.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/APS

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