Portos

Porto de Paranaguá se prepara para receber supernavios e prevê modernização até 2050

O Porto de Paranaguá deverá passar por uma série de transformações nas próximas décadas, com investimentos voltados à infraestrutura, à logística e à modernização das operações. O Ministério de Portos e Aeroportos aprovou a atualização do Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, que estabelece diretrizes e projeções para o desenvolvimento da estrutura até 2050.

A nova versão substitui o plano publicado em 2018 e amplia o olhar sobre o complexo, incorporando tanto as operações públicas quanto os terminais privados. O documento também estabelece uma estratégia de longo prazo para integrar infraestrutura portuária, transporte, tecnologia e comércio exterior.

Novo plano amplia integração entre setor público e privado

Uma das principais mudanças em relação ao planejamento anterior é a adoção de uma visão mais abrangente sobre a gestão do complexo logístico.

Enquanto o plano de 2018 tinha maior concentração na expansão da infraestrutura portuária, a versão atual prioriza a gestão integrada e tecnológica da cadeia logística.

O novo documento também incorpora as diretrizes da Portaria MInfra nº 61/2020, que determina a inclusão dos Terminais de Uso Privado (TUPs) no planejamento portuário. A proposta é melhorar a coordenação do fluxo de cargas que passam pelo Paraná.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) também consolida um modelo de governança híbrida, combinando a manutenção de equipamentos públicos de uso comum com a participação da iniciativa privada na operação e nos investimentos.

Moegão será peça central da logística ferroviária

Entre os principais projetos do novo planejamento está o Moegão, considerado uma das obras estratégicas para aumentar a eficiência do transporte ferroviário de cargas.

Com investimento estimado em R$ 600 milhões, o projeto pretende concentrar a descarga de trens no porto e reduzir a quantidade de manobras necessárias para encaminhar os produtos aos diferentes terminais.

A mudança também deve diminuir os impactos da circulação ferroviária sobre o trânsito urbano de Paranaguá. O projeto prevê a redução de 16 para cinco passagens em nível na área urbana.

Outro ganho esperado está na capacidade de recebimento de cargas agrícolas por ferrovia. A estrutura deverá elevar o atendimento de 550 para 900 vagões por dia, com possibilidade de descarregar até 180 vagões simultaneamente.

Em abril de 2026, a obra havia alcançado 95% de execução. A entrada em operação, entretanto, depende da conexão com os terminais privados, prevista para ocorrer a partir de 2027.

Paranaguá mira os maiores navios do mundo

Outro destaque do Plano Mestre de Paranaguá é a preparação do porto para receber embarcações de grandes dimensões.

O complexo foi responsável pela primeira concessão brasileira de um canal de acesso aquaviário, com contrato assinado em março deste ano. O acordo prevê investimentos privados de aproximadamente R$ 1,23 bilhão em atividades como dragagem, derrocagem e sinalização náutica.

A estratégia busca preparar o canal para receber os chamados Ultra Large Container Vessels (ULCV), navios porta-contêineres que podem chegar a 400 metros de comprimento.

Com o aprofundamento do canal previsto para ser concluído até 2032, o Porto de Paranaguá pretende ampliar sua capacidade de receber grandes embarcações e fortalecer a posição do Paraná nas rotas internacionais de comércio.

A modernização também é vista como uma forma de preservar a competitividade do complexo diante do crescimento do tamanho dos navios utilizados pelas companhias marítimas.

Chuva e congestionamentos ainda são desafios

Apesar dos projetos de expansão, o plano identifica obstáculos que continuam afetando a eficiência do complexo.

Durante os períodos mais intensos da safra, o tempo de espera para atracação pode chegar a 23 dias. As condições climáticas são apontadas entre os fatores que contribuem para as interrupções nas operações, já que a região registra mais de 100 dias de chuva por ano.

A movimentação de granéis vegetais é particularmente afetada pelas paralisações provocadas pelo clima, devido às características das operações a céu aberto.

Outro ponto de atenção é a dependência do transporte rodoviário. Cerca de 80% das cargas que entram ou saem do complexo utilizam as estradas, aumentando a pressão sobre a BR-277, principal ligação terrestre com o porto.

O plano aponta a necessidade de melhorias na infraestrutura da Serra do Mar e de uma maior participação do transporte ferroviário na matriz logística.

Concessão ferroviária será decisiva para o Moegão

O futuro da conexão ferroviária também está entre os pontos considerados estratégicos.

O contrato de concessão da ferrovia vence em fevereiro de 2027. Segundo o planejamento, a renovação ou uma nova licitação do trecho será importante para garantir que o sistema ferroviário consiga operar de acordo com a capacidade projetada para o Moegão.

A integração entre ferrovia, terminais e infraestrutura portuária é considerada fundamental para reduzir gargalos, diminuir conflitos com o trânsito urbano e aumentar a eficiência do escoamento de cargas.

Porto terá espaço específico para cruzeiros

No segmento de turismo, o Plano Mestre prevê estudos para a implantação de um Terminal Marítimo de Passageiros dedicado.

A proposta é separar as operações de passageiros das atividades de movimentação de cargas, permitindo que os navios de cruzeiro sejam recebidos de maneira mais organizada sem interferir nos berços utilizados pelo transporte comercial.

A iniciativa faz parte da estratégia de longo prazo para ampliar a estrutura do complexo e atender, de forma independente, às diferentes demandas do Porto de Paranaguá e Antonina.

FONTE: Tribuna Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves | Portos do Paraná

Ler Mais
Portos

Trabalhadores dos portos: conheça as profissões que fazem a operação portuária acontecer

Por trás da movimentação de navios e mercadorias, existe uma complexa estrutura formada por profissionais de diferentes áreas. Os trabalhadores portuários são responsáveis por atividades que vão desde a chegada e atracação das embarcações até a movimentação, conferência e segurança das cargas.

A rotina também envolve setores administrativos, fiscalização, manutenção e suporte às operações. Cada função exige conhecimentos específicos e integração entre as equipes para garantir que o transporte marítimo ocorra de maneira segura e eficiente.

Trabalho muda conforme o tipo de porto

Existem diferenças entre os Portos Organizados, de caráter público, e os Terminais de Uso Privado (TUPs), administrados pela iniciativa privada. Questões como contratação, organização e gestão da mão de obra variam de acordo com o modelo de operação.

Nos Portos Organizados, as atividades dos trabalhadores portuários são regulamentadas pela Lei nº 12.815/2013, conhecida como Lei de Modernização dos Portos. Nos TUPs, a organização do trabalho possui maior liberdade de definição pela iniciativa privada.

Independentemente do modelo, as características das cargas e dos terminais demandam treinamento especializado, qualificação técnica e coordenação entre os profissionais envolvidos.

Quais são as principais profissões nos portos?

A evolução tecnológica e a modernização da operação portuária aumentaram a necessidade de trabalhadores preparados para lidar com equipamentos, sistemas e procedimentos cada vez mais sofisticados.

Entre as principais funções estão:

Trabalhador da capatazia

É responsável pela movimentação de mercadorias dentro das instalações portuárias. Entre as atividades estão recebimento, conferência, transporte interno, manipulação, organização e entrega de cargas.

Também pode participar do carregamento e descarregamento de embarcações quando essas operações são realizadas com equipamentos portuários.

Trabalhador da estiva

O profissional da estiva trabalha diretamente com as cargas nos conveses e porões das embarcações. Suas atribuições incluem operações de carregamento e descarga, transbordo e organização das mercadorias.

A função também envolve a peação, que consiste em fixar e amarrar as cargas para impedir deslocamentos durante o transporte, e a despeação, etapa de retirada dos dispositivos de travamento após a viagem.

Conferente de carga

O conferente verifica as características e a quantidade das mercadorias movimentadas. O trabalho inclui contagem de volumes, registro de informações, análise das condições da carga, acompanhamento da pesagem e conferência do manifesto.

É uma atividade importante para o controle de cargas durante as operações de embarque e desembarque.

Consertador de carga

Esse profissional atua na recuperação e preparação das embalagens utilizadas no transporte de mercadorias.

Entre as tarefas estão reparos, reembalagem, marcação, etiquetagem e abertura de volumes para inspeção, além da recomposição das embalagens após a vistoria.

Vigilante de embarcações

A vigilância de embarcações envolve o controle e a fiscalização do acesso de pessoas aos navios atracados ou fundeados.

O trabalho também abrange o acompanhamento da movimentação de mercadorias em áreas como portalós, rampas, porões, conveses e plataformas.

Trabalhador de bloco

Os chamados trabalhadores de bloco atuam na limpeza e conservação de embarcações mercantes e de seus tanques.

As atividades podem incluir remoção de ferrugem, pintura, pequenos reparos e outros serviços necessários à manutenção das embarcações.

Profissionais da administração portuária

A operação de um porto também depende de profissionais que trabalham nos setores administrativos e de gestão.

Essa estrutura reúne áreas como contabilidade, jurídico, setor comercial e gestão das operações portuárias, entre outras funções essenciais ao funcionamento das instalações.

Qualificação é cada vez mais importante

A modernização dos portos trouxe novos equipamentos, processos e tecnologias para o setor. Com isso, a qualificação profissional passou a ter papel ainda mais relevante para garantir produtividade e segurança nas operações.

Além do conhecimento técnico específico de cada função, os trabalhadores precisam seguir procedimentos relacionados à segurança portuária, logística, fiscalização e controle.

Fórum debate condições de trabalho nos portos

A organização do trabalho nos Portos Organizados também é acompanhada institucionalmente. No Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o Fórum Permanente dos Trabalhadores Portuários reúne representantes dos trabalhadores, autoridades portuárias, entidades patronais e profissionais, além de órgãos públicos ligados ao setor.

Criado por meio das Portarias nº 479, de 31 de outubro de 2023, e nº 562, de 18 de dezembro de 2023, o fórum discute temas como políticas públicas, segurança, formação profissional e condições de trabalho nos portos brasileiros.

Dessa forma, a atividade portuária vai muito além de navios e máquinas: é sustentada por uma cadeia de profissionais especializados que trabalham de forma integrada para manter o fluxo de cargas funcionando.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

Ler Mais
Portos

VEJA IMAGENS: Porto de Itajaí recebe o APL Salalah, de 347 metros

Maior navio já operado pela JBS Terminais no Porto de Itajaí chegou nesta quinta-feira (13) e movimentará mais de 3 mil contêineres

O Porto de Itajaí recebeu nesta quinta-feira (13) uma das maiores embarcações já operadas no terminal. Com 347,03 metros de comprimento, o APL Salalah se tornou o maior navio já operado pela JBS Terminais no Porto de Itajaí.

📸 Confira abaixo as fotos e vídeos da chegada do navio ao Porto de Itajaí.

A dimensão da embarcação impressiona. O APL Salalah tem comprimento equivalente a mais de três campos de futebol e é cerca de 17 metros mais comprido que a altura atual da Torre Eiffel, em Paris.

Além do porte, a operação também representa um novo marco para a JBS Terminais. A previsão é de mais de 3 mil movimentos de contêineres entre embarques e desembarques de cargas de importação e exportação, estabelecendo um recorde de movimentação em uma única escala da empresa no Porto de Itajaí.

Com bandeira de Singapura, o APL Salalah foi construído em 2012 e tem capacidade nominal para aproximadamente 10.700 TEUs. A embarcação integra o serviço SEA3, que conecta a Ásia à costa leste da América do Sul.

A chegada reforça a capacidade do Porto de Itajaí para receber navios de grande porte e realizar operações de cargas conteinerizadas em larga escala.

O Complexo Portuário de Itajaí já havia recebido, em junho de 2020, o APL Paris, com 347,40 metros de comprimento. O APL Salalah, agora, estabelece um novo recorde especificamente entre os navios operados pela JBS Terminais no terminal.

Confira as imagens da chegada do APL Salalah ao Porto de Itajaí e acompanhe os registros dessa operação histórica.

Fonte e Imagens: Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí recebe navio de 347 metros em operação recorde da JBS Terminais

APL Salalah é o maior navio já operado pela empresa no terminal e terá comprimento equivalente a mais de três campos do Marcílio Dias

Imagine mais de três campos de futebol enfileirados. Essa é, aproximadamente, a extensão do APL Salalah, que chega ao Porto de Itajaí nesta quinta-feira (13), com 347,03 metros de comprimento. O navio, com atracação prevista para às 14h, será o maior já operado pela JBS Terminais no Porto de Itajaí.

A dimensão da embarcação também pode ser comparada a alguns dos principais marcos arquitetônicos do mundo. O APL Salalah é cerca de 17 metros mais comprido que a altura atual da Torre Eiffel, em Paris, e supera em aproximadamente 53 metros a altura do Yachthouse, em Balneário Camboriú, considerado o edifício mais alto do Brasil.

Além das dimensões, a escala representa um novo marco operacional para a JBS Terminais. ***A previsão é de mais de 3 mil movimentos de contêineres durante a operação, entre embarques e desembarques de cargas de exportação e importação, estabelecendo um recorde de movimentação em uma única escala da empresa no Porto de Itajaí.
*
Com bandeira de Singapura, o APL Salalah foi construído em 2012 e possui capacidade nominal para aproximadamente 10.700 TEUs. O porta-contêineres integra o serviço SEA3, que conecta a Ásia à costa leste da América do Sul. O navio iniciou sua viagem em Singapura no dia 18 de julho e tem passagem pelo Porto de Santos antes de chegar a Itajaí.

A chegada da embarcação reforça a capacidade do Porto de Itajaí para receber navios de grande porte e realizar operações de cargas conteinerizadas em larga escala.

O Complexo Portuário de Itajaí já recebeu, em junho de 2020, o APL Paris, com 347,40 metros de comprimento. Agora, o APL Salalah estabelece um novo recorde especificamente entre os navios operados pela JBS Terminais no Porto de Itajaí.

“A chegada do APL Salalah é um marco importante para o Porto de Itajaí e demonstra a capacidade da nossa estrutura de atender grandes embarcações e operações de elevada complexidade. Mais do que o tamanho do navio, teremos um recorde de movimentação em uma única operação da JBS Terminais, com mais de 3 mil movimentos previstos. Isso evidencia a força da retomada das operações de contêineres e a importância de Itajaí nas rotas do comércio internacional”, destaca o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.

A operação integra a movimentação regular de cargas conteinerizadas no Porto de Itajaí e reforça a posição do terminal como importante ponto de conexão entre o mercado brasileiro e as principais rotas do comércio internacional.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Ilustrativa internet

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí confirma abertura de licitação para recuperação do Molhe Sul

Obra prevê investimento de R$ 3,1 milhões para reconstrução de aproximadamente 100 metros da estrutura na Barra do Rio Itajaí-Açu

A Superintendência do Porto de Itajaí, por meio da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), confirma a abertura da licitação para a reconstrução e recuperação de aproximadamente 100 metros do cabeço do Molhe Sul, localizado na foz do Rio Itajaí-Açu, junto à Praia da Atalaia.

O edital do Pregão Eletrônico nº 90022/2026 está disponível a partir desta quarta-feira (12), quando também começa o período para apresentação das propostas. A sessão de lances está marcada para 3 de setembro de 2026, às 10h.

O projeto tem orçamento estimado em aproximadamente R$ 3,1 milhões e prevê prazo de quatro meses para execução dos serviços, após a contratação da empresa responsável.

A intervenção será realizada no trecho final do Molhe Sul e prevê a recomposição da estrutura com pedras e tetrápodes de concreto, conhecidos popularmente como “pés de galinha”, além da recuperação e repavimentação da área atingida.

O superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, destaca que a recuperação do Molhe Sul faz parte do conjunto de investimentos que estão sendo priorizados para fortalecer a infraestrutura do complexo portuário.

“Estamos avançando nas obras e nos investimentos necessários para garantir mais segurança, competitividade e previsibilidade ao mercado. A recuperação do Molhe Sul é uma intervenção importante para a proteção do acesso portuário e demonstra que estamos trabalhando de forma preventiva, preparando o Porto de Itajaí para enfrentar os desafios atuais e futuros”, afirma Artur.

Recuperação da estrutura

O trecho que receberá a intervenção apresenta sinais de afundamento desde 2012. A situação se agravou em 2023 (gestão municipal) quando ocorreu o rompimento do pavimento, provocando a formação de uma cratera e a perda progressiva de material em razão da ação das ondas, marés e chuvas.

O projeto básico da recuperação foi concluído em dezembro de 2025 e passou por revisões técnicas ao longo deste ano até a abertura do processo licitatório. A intervenção prevê a aplicação de materiais em um volume superior a quatro mil metros cúbicos.

As últimas grandes melhorias realizadas no Molhe Sul ocorreram entre 2000 e 2006, período em que a estrutura recebeu reforço, elevação e a instalação de mais de dois mil tetrápodes. Os estudos técnicos apontam que a estrutura apresentou comportamento adequado ao longo dos anos e que a necessidade atual de recuperação está concentrada principalmente no cabeço do molhe.

Prevenção diante do El Niño

A recuperação do Molhe Sul também integra as ações preventivas adotadas diante da previsão de condições climáticas mais severas associadas ao El Niño, com possibilidade de aumento da ocorrência de chuvas intensas, ressacas e outros eventos capazes de impactar as estruturas de proteção e o acesso portuário.

Em julho, a Comissão Especial de Enfrentamento ao El Niño do Porto de Itajaí reforçou a necessidade de dar andamento à licitação para recuperação do Molhe Sul. A Superintendência também solicitou a realização de estudo técnico de monitoramento ambiental do canal de acesso.

Segundo Artur Antunes Pereira, as medidas fazem parte de uma estratégia de prevenção e preparação da infraestrutura portuária.

“A adoção célere dessas medidas mostra-se indispensável para reduzir a exposição do Porto de Itajaí a riscos previsíveis, evitar o agravamento de danos estruturais e assegurar a manutenção de condições adequadas de segurança, navegabilidade e continuidade operacional”, destacou o superintendente.

A recuperação do Molhe Sul busca conter o avanço da degradação, restabelecer a estabilidade da estrutura e reforçar a proteção da entrada do canal, contribuindo para a segurança da navegação e para a continuidade das operações do Complexo Portuário de Itajaí.

Fonte: Assessoria de Imprensa Porto de Itajaí
Imagem: Reprodução Diarinho

Ler Mais
Portos

ANTAQ marca audiência pública sobre concessão do canal de acesso ao Porto de Santos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) agendou para 1º de setembro, às 14h, a sessão híbrida da Audiência Pública nº 02/2026, que vai discutir a concessão do canal de acesso ao Porto de Santos (SP).

O encontro terá como objetivo receber contribuições e sugestões para aperfeiçoar os documentos técnicos e jurídicos relacionados ao projeto de concessão do canal do Porto Organizado de Santos.

Audiência será realizada de forma presencial e virtual

A sessão acontecerá presencialmente no auditório da sede da ANTAQ, em Brasília, e também poderá ser acompanhada virtualmente pelo Microsoft Teams.

A audiência será encerrada após a participação do último inscrito credenciado. A transmissão será realizada ao vivo pela internet, com gravação posteriormente disponibilizada no canal oficial da Agência no YouTube.

Não será necessário fazer inscrição para acompanhar a sessão. Já os interessados em realizar manifestação oral deverão se credenciar previamente.

Inscrições para manifestação vão até 31 de agosto

Os participantes que desejarem se manifestar deverão realizar a inscrição pelo WhatsApp da ANTAQ, pelo número (61) 2029-6940, entre 9h e 15h do dia 31 de agosto.

Após o encerramento do período de inscrição, os participantes que optarem pela modalidade virtual receberão o link para acessar a sala no Teams.

Para quem participar presencialmente, será dada preferência aos inscritos para manifestação oral, respeitando a capacidade do auditório.

Consulta Pública teve prazo prorrogado

A definição da audiência ocorre após sucessivas extensões do prazo para envio de contribuições à Consulta Pública.

A primeira prorrogação, de 60 dias, foi concedida após solicitação da Autoridade Portuária de Santos (APS). Em seguida, diante de um novo pedido da autoridade portuária, a ANTAQ consultou o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que deu parecer favorável a uma última extensão.

Segundo a Agência, as prorrogações foram motivadas por questões relacionadas a políticas públicas levantadas durante a tramitação do processo de concessão.

Contribuições podem ser enviadas até setembro

Apesar da realização da audiência em 1º de setembro, o prazo para o envio de contribuições escritas continuará aberto até 29 de setembro de 2026.

As manifestações deverão ser encaminhadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponível na página de Audiências Públicas da ANTAQ.

A sessão e o recebimento das contribuições seguirão os procedimentos previstos no rito processual e os prazos regulamentares aplicáveis ao processo.

FONTE: ANTAQ

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí antecipa draga para reforçar dragagem do canal diante dos efeitos do El Niño

A Superintendência do Porto de Itajaí decidiu antecipar a mobilização de uma draga de sucção do tipo hopper para reforçar a manutenção do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. O equipamento deve chegar entre quarta (12) e quinta-feira (13) e integra uma estratégia preventiva diante das condições climáticas associadas ao El Niño e do aumento da descarga do Rio Itajaí-Açu.

A nova campanha de dragagem estava inicialmente programada para ocorrer em setembro, mas foi antecipada pela autoridade portuária. A medida busca preservar a navegabilidade do canal, aumentar a segurança das operações e oferecer maior previsibilidade aos armadores, terminais e demais empresas que integram o trade portuário.

Autoridade Marítima aumentou folga adicional de segurança

Na terça-feira (11) a Autoridade Marítima também ampliou a margem de segurança abaixo da quilha dos navios que operam no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes. A folga adicional passou de 0,3 metro para 0,8 metro, após levantamentos batimétricos identificarem redução de 1,4 metro na profundidade em parte da Bacia de Evolução nº 1, que passou de 13,6 para 12,2 metros. Na prática, o aumento da distância de segurança entre a quilha e o fundo do canal reduz o calado operacional disponível para as embarcações e pode limitar o volume de carga transportado pelos navios. A medida é preventiva e temporária e permanecerá em vigor enquanto as condições batimétricas permanecerem alteradas.

Porto de Itajaí diz que canal está com 14 metros

A última campanha realizada com uma draga hopper ocorreu no início de junho. Desde então, os trabalhos de manutenção vêm sendo conduzidos também pela draga Njord, que executa dragagem por aspersão ao longo do canal do Rio Itajaí-Açu.

Nesta terça-feira (11), técnicos da Superintendência do Porto de Itajaí acompanharam presencialmente as operações. Durante a inspeção, foi constatado que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.

A chegada da nova draga deverá ampliar a capacidade de remoção e controle dos sedimentos acumulados no fundo do rio. O equipamento opera por meio da sucção do material, reforçando as ações já realizadas pela Njord.

O Porto de Itajaí monitora os impactos do El Niño sobre as condições do canal desde 10 de junho de 2026. Entre os efeitos identificados está a presença de lama fluida e o aumento da sedimentação.

Nas últimas semanas, o volume de chuvas também contribuiu para elevar o nível e a vazão do Rio Itajaí-Açu. Esse cenário aumenta o transporte de sedimentos em direção ao canal de acesso ao complexo portuário e exige acompanhamento contínuo das condições de navegabilidade.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a antecipação da campanha representa uma ação preventiva para evitar impactos sobre as operações. “Hoje nossa equipe acompanhou o trabalho da dragagem por aspersão ao longo do canal e verificou que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.”

De acordo com o superintendente, a decisão de antecipar a mobilização, que normalmente ocorreria apenas em setembro, busca garantir segurança à navegação e maior previsibilidade para o mercado.

Monitoramento do canal continua

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que seguirá acompanhando permanentemente as condições do canal. As ações são realizadas em conjunto com a Van Oord e poderão ser ajustadas conforme a evolução das condições climáticas e da sedimentação.

Após a atuação da draga hopper, novos levantamentos deverão ser realizados para avaliar as condições do canal e orientar as próximas medidas de manutenção.

A estratégia adotada pela autoridade portuária tem como foco manter a segurança da navegação, assegurar a continuidade das operações e reduzir possíveis impactos das condições climáticas sobre o Complexo Portuário de Itajaí.

Fonte: Superintendência do Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Divulgação Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí avança em estudos para remoção do Pallas e aprofundamento do canal

O Porto de Itajaí entra na etapa final dos estudos técnicos que vão definir como será feita a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado há 133 anos no rio Itajaí-Açu. O procedimento é considerado estratégico para o futuro do Complexo Portuário de Itajaí e para os projetos de aprofundamento do canal de acesso.

Nesta quarta-feira (12), às 10h, será realizado um mergulho técnico para vistoriar, conferir e registrar as condições atuais da embarcação submersa. A atividade integra o trabalho desenvolvido pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) em parceria com a Superintendência do Porto de Itajaí.

Mergulho técnico será a última etapa de campo

O mergulho está previsto para ocorrer conforme as condições climáticas e de navegabilidade. A atividade representa a última etapa de campo dos estudos necessários para estabelecer a metodologia de remoção dos destroços.

A expectativa é de que os levantamentos técnicos sejam concluídos ainda neste mês. O trabalho é coordenado pelo professor Jules Soto, diretor do Museu Oceanográfico da Univali e pesquisador que já participou de estudos científicos relacionados ao naufrágio.

O convênio entre a universidade e o Porto de Itajaí prevê investimento de R$ 310 mil. Entre os procedimentos estão inspeções subaquáticas, mergulhos técnicos, sondagens e análises estruturais da embarcação.

Retirada do Pallas é necessária para aprofundar o canal

Os destroços do Pallas estão entre as boias 9 e 11, nas proximidades da Bacia de Evolução nº 2 e junto ao molhe norte, no lado de Navegantes.

Atualmente, a presença da embarcação impede o avanço do aprofundamento do canal naquela região para 16 metros, tornando-se uma restrição para futuras ampliações da capacidade operacional do complexo.

A retirada do navio também permitirá avançar na adequação da Bacia de Evolução nº 2, que tem projeto para atingir 530 metros de diâmetro. A ampliação deverá proporcionar melhores condições para as manobras e possibilitar a operação de navios de maior porte.

A remoção completa do casco tem custo estimado em aproximadamente R$ 23 milhões, com previsão de participação de recursos do governo federal.

Porto de Itajaí busca ampliar capacidade e competitividade

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a retirada do Pallas representa uma ação importante para preparar o complexo para o crescimento da atividade portuária.

“A remoção do Pallas é uma etapa estratégica para o futuro do Complexo Portuário. Estamos eliminando um obstáculo histórico para avançar no aprofundamento do canal, receber navios de maior porte e aumentar a nossa competitividade”, afirma.

Segundo Pereira, a iniciativa também sinaliza ao mercado a preparação da estrutura portuária para novos investimentos e para a expansão das operações.

Com a retirada dos destroços, um dos principais obstáculos físicos ao aprofundamento do canal de acesso será eliminado. A medida poderá contribuir para aumentar a capacidade de receber grandes embarcações, melhorar a segurança da navegação e fortalecer a posição do Complexo Portuário de Itajaí no cenário nacional.

Pallas naufragou em 1893

Construído na Inglaterra em 1891, o Pallas fazia o transporte de cargas e passageiros entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, com escalas em Itajaí.

O naufrágio ocorreu em 23 de outubro de 1893, na região do Pontal da Barra de Itajaí, atualmente pertencente a Navegantes, durante a Revolta da Armada.

Segundo registros históricos, o navio entrou no canal do rio Itajaí-Açu durante a noite e acabou atingindo pedras submersas nas proximidades do atual molhe norte. A colisão provocou o afundamento da embarcação.

Os restos do Pallas permaneceram submersos por mais de um século. A estrutura foi novamente identificada em 2017, durante trabalhos de dragagem relacionados à implantação da nova bacia de evolução.

Levantamentos realizados posteriormente indicaram que o navio está partido ao meio. Estruturas metálicas e fragmentos de madeira permanecem espalhados pelo leito do rio.

Desde então, os destroços passaram a ser considerados uma limitação para projetos de expansão da infraestrutura aquaviária do Complexo Portuário.

Remoção pode abrir caminho para novos projetos

Após mais de um século submerso, o Pallas se aproxima de uma nova etapa de sua história. A conclusão dos estudos entre o Porto de Itajaí e a Univali deverá permitir a definição da estratégia para a retirada definitiva da embarcação.

A expectativa é que a remoção elimine um obstáculo histórico à expansão da infraestrutura e permita avançar nos projetos de aprofundamento do canal, ampliação da bacia de evolução e preparação do complexo para atender à nova geração de grandes navios.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

TCU analisa contrato bilionário do Porto de Santos e pode suspender projeto da BTP

Um contrato de R$ 2,54 bilhões envolvendo a Brasil Terminal Portuário (BTP), empresa que opera um terminal de contêineres no Porto de Santos, está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Entre as possibilidades avaliadas pelos ministros está a adoção de uma medida cautelar para interromper o projeto até que os investimentos previstos sejam submetidos a uma auditoria independente.

Controlada pelos grupos Maersk e MSC, a BTP tornou-se alvo de questionamentos relacionados aos valores apresentados para as obras e equipamentos previstos no contrato de arrendamento.

A discussão faz parte de uma sequência de medidas do TCU envolvendo projetos da Autoridade Portuária de Santos (APS). No último dia 5, o tribunal também interrompeu outra iniciativa ligada ao porto: o aprofundamento do canal de acesso, que permitiria a operação de grandes navios porta-contêineres com maior capacidade de carga.

TCU questiona valores apresentados no contrato da BTP

Nos bastidores do tribunal, há integrantes que classificam como grave a possibilidade de sobrepreço no contrato do Porto de Santos. Um ministro ouvido sob reserva pela revista VEJA chegou a mencionar a suspeita de uma “fraude grotesca”.

O principal ponto de atenção está no orçamento apresentado pela empresa arrendatária. Segundo a análise em andamento, determinados valores estariam acima das referências de mercado e teriam sido posteriormente validados pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), responsável pela regulação do setor portuário.

O caso envolve o chamado EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental), documento utilizado para avaliar a viabilidade de grandes projetos de infraestrutura.

Além de estimar os custos e benefícios de um empreendimento, o estudo serve como uma ferramenta para que o poder público negocie contrapartidas e investimentos com empresas privadas.

Sobrepreço pode afetar avaliação de investimentos

A preocupação do TCU é que um EVTEA com valores superestimados possa alterar artificialmente os indicadores financeiros do projeto.

Na avaliação do tribunal, uma estimativa elevada para determinados investimentos pode modificar o fluxo de caixa previsto para a empresa e, consequentemente, reduzir a margem de negociação do governo para exigir melhorias ou novos investimentos em infraestrutura.

No caso da BTP, a própria Antaq já havia apontado sinais de preços elevados em diferentes itens do projeto. Entre eles estão guindastes para movimentação de contêineres, equipamentos destinados ao carregamento e descarregamento de caminhões, obras de ampliação do pátio e iniciativas de eletrificação de equipamentos.

Apesar dos alertas, a agência reguladora teria comparado os valores apresentados pela concessionária principalmente com informações fornecidas pela própria empresa, sem realizar uma checagem independente de todos os preços.

A auditoria do TCU questiona justamente esse procedimento e aponta que a Antaq não teria realizado uma verificação independente dos valores declarados pela arrendatária.

Investimentos podem ser reavaliados

Uma das hipóteses examinadas pelo Tribunal de Contas da União é a de que a projeção de despesas com bens de capital e custos de manutenção possa ter sido superestimada de maneira deliberada.

Nesse cenário, um orçamento artificialmente elevado poderia tornar os indicadores de viabilidade do projeto menos favoráveis. Isso, por consequência, poderia reduzir o espaço para discutir novas outorgas, contrapartidas à União e investimentos adicionais em infraestrutura.

Entre as possíveis melhorias afetadas por esse tipo de negociação estão obras de acesso rodoviário e a ampliação de áreas de cais público.

A BTP e a Antaq, porém, negam a existência de irregularidades no processo.

Antaq pode ter de refazer análise do projeto

Diante dos questionamentos, a agência reguladora poderá ser obrigada a revisar o projeto executivo em um prazo de até 120 dias e fazer uma nova avaliação dos custos apresentados pela empresa.

O caso também chegou ao Ministério Público junto ao TCU. O subprocurador Lucas Furtado solicitou a adoção de uma medida cautelar para suspender o andamento do projeto até que seja concluída uma auditoria independente sobre os investimentos previstos.

A eventual decisão do TCU poderá determinar novos cálculos e verificações antes que o contrato bilionário avance, colocando sob escrutínio os valores e as condições do projeto de expansão do terminal da BTP no Porto de Santos.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nelson Almeida/AFP

Ler Mais
Portos

FIESC defende concessão independente da dragagem do Complexo Portuário de Itajaí

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) voltou a defender a publicação, com urgência, do edital para a concessão do canal de acesso aquaviário ao Complexo Portuário de Itajaí. A entidade quer que a gestão da dragagem e da manutenção do canal seja estruturada em um processo separado da operação do terminal terrestre.

A posição foi formalizada em ofício enviado nesta sexta-feira (7) ao ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Para a FIESC, a concessão independente do canal de acesso pode proporcionar maior eficiência e previsibilidade às operações de dragagem, além de aumentar a segurança para operadores, usuários e investidores.

FIESC aponta importância estratégica do canal

O Complexo Portuário de Itajaí tem papel relevante para a economia de Santa Catarina e para as cadeias produtivas brasileiras. Além do Porto de Itajaí, a estrutura reúne a Portonave e outros terminais privados importantes para setores como indústria e agronegócio.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a separação entre a administração do canal e a operação do terminal é necessária para garantir maior autonomia às atividades de dragagem e manutenção.

A entidade avalia que um modelo independente pode evitar que intervenções essenciais à navegação sejam afetadas por eventuais problemas contratuais ou operacionais relacionados ao terminal.

Dragagem precisa ter gestão contínua

Para a FIESC, a manutenção das condições adequadas de navegação deve permanecer como prioridade no complexo portuário. A entidade cita como exemplos o aprofundamento do canal de acesso e a ampliação da bacia de evolução, obras consideradas estruturantes para o funcionamento da atividade portuária.

O presidente do Conselho para Assuntos de Transporte e Logística da FIESC, Maurício Battistella, destaca ainda a necessidade de considerar os efeitos de eventos climáticos extremos na região.

Nesse contexto, a avaliação da entidade é de que o canal do Rio Itajaí-Açu exige um sistema de dragagem permanente, previsível e adaptável, capaz de responder às mudanças nas condições de navegação e às necessidades do complexo.

FIESC pede agilidade na concessão

No documento encaminhado às autoridades, a FIESC também solicita maior celeridade no processo de concessão. A preocupação é evitar que atrasos afetem a navegação e a movimentação portuária da região.

A expectativa apresentada pela entidade é de que a Antaq analise o processo de concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí na próxima quinta-feira (13). Após essa etapa, a previsão é de publicação do edital do leilão.

A federação afirma que continuará disponível para contribuir com os órgãos públicos no aperfeiçoamento da infraestrutura portuária de Santa Catarina, buscando fortalecer a logística, o comércio exterior e o crescimento sustentável da indústria brasileira.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portonave

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook