Portos

Navio naufragado há 130 anos será removido do canal do Porto de Itajaí em SC

A administração do Porto de Itajaí anunciou o início das etapas para viabilizar a retirada dos destroços do navio Pallas, embarcação naufragada há mais de um século no canal de acesso portuário entre Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina.

O superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, informou nesta quarta-feira (14) que o contrato para elaboração do estudo técnico da remoção deve ser assinado nos próximos dias. A medida é considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do complexo portuário catarinense.

Destroços do navio dificultam navegação no canal portuário

Segundo registros históricos, o Pallas afundou em 1893 durante a Revolta Armada, conflito militar que marcou os primeiros anos da República no Brasil. A embarcação permanece submersa no Rio Itajaí-Açu e, mesmo fragmentada em duas partes, ainda interfere na navegação de grandes navios que acessam os portos da região.

De acordo com a superintendência, a retirada da estrutura permitirá melhorar as condições de navegabilidade e abrir espaço para a operação de embarcações de maior porte no canal portuário.

Apesar da relevância da obra para a logística marítima e o setor de infraestrutura portuária, ainda não existe uma previsão oficial para o início ou conclusão dos trabalhos.

Navio Pallas foi construído na Inglaterra

Fabricado na Inglaterra em 1891, o Pallas era um paquete movido a vapor, considerado moderno para a época. A embarcação fazia o transporte de passageiros e cargas frigorificadas entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, realizando escalas em Itajaí, possivelmente para abastecimento.

O naufrágio aconteceu em 25 de outubro de 1893. Historiadores apontam que o comandante teria se recusado a apoiar os revoltosos da Revolta Armada, episódio que teria motivado ataques contra o navio. Antes de afundar, a embarcação também foi saqueada e perdeu diversos objetos de valor.

Entenda o que foi a Revolta Armada

A Revolta Armada ocorreu entre 1893 e 1894 e foi liderada por setores da Marinha brasileira contrários ao governo do então presidente Floriano Peixoto.

Os militares exigiam novas eleições presidenciais após a renúncia de Deodoro da Fonseca, alegando irregularidades na sucessão do poder.

O conflito teve confrontos importantes no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, incluindo batalhas navais e bombardeios. Ao final, o governo federal conseguiu conter a rebelião e consolidar o regime republicano recém-estabelecido no país.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SPI

Ler Mais
Portos

Megaporto de Singapura usa 230 caixas gigantes de concreto para ampliar capacidade marítima

Singapura está investindo em um dos maiores projetos de infraestrutura portuária do planeta com a construção do Porto de Tuas, empreendimento que promete se tornar o maior terminal totalmente automatizado do mundo. Apesar de possuir apenas 737 km² de território, o país asiático aposta na expansão marítima para consolidar sua posição estratégica no comércio internacional.

O destaque da obra está nas estruturas submersas utilizadas para sustentar o novo porto: cerca de 230 gigantescos caixões de concreto, com altura equivalente a prédios de quase 10 andares, formam um muro de contenção de 9,1 quilômetros ao longo da costa.

Porto de Tuas terá capacidade para 65 milhões de TEUs

O futuro Porto de Tuas ocupará uma área de 1.337 hectares — espaço comparável a aproximadamente 3.300 campos de futebol. O complexo contará com 66 berços de atracação e capacidade estimada para movimentar até 65 milhões de TEUs por ano.

A sigla TEU é a unidade padrão usada no setor marítimo para medir a capacidade de carga de contêineres e o volume operacional dos portos ao redor do mundo.

Estruturas gigantes reforçam engenharia marítima do projeto

De acordo com a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura, a segunda fase das obras prevê a construção de um cais de 8,6 quilômetros. Para isso, os enormes blocos de concreto estão sendo fabricados no próprio local da obra e utilizados no processo de aterramento marítimo.

Essa etapa será executada em uma área de 387 hectares e faz parte da expansão que vem transformando o litoral asiático em um dos maiores polos de logística portuária e infraestrutura marítima do planeta.

Projeto automatizado deve ficar pronto até 2040

O novo terminal já é tratado como referência mundial em engenharia naval e automação portuária devido à escala da construção e ao alto nível tecnológico empregado no sistema operacional.

A expectativa é que o Porto de Tuas esteja completamente finalizado até 2040. Quando concluído, o complexo deverá dobrar a capacidade de movimentação marítima de Singapura.

Segundo Liang Hui Tan, vice-presidente de Desenvolvimento de Tuas, Tecnologia Portuária Estratégica, Soluções e Serviços da PSA, toda a operação funcionará de maneira integrada dentro de um único sistema automatizado.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Clarin

Ler Mais
Portos

Porto do Rio recebe maior navio porta-contêineres já operado no terminal

O Porto do Rio de Janeiro registrou um feito inédito nesta quinta-feira (14) ao receber, pela primeira vez, um navio de 366 metros de comprimento. A embarcação MSC Katrina atracou no terminal MultiRio, marcando uma nova etapa na modernização da infraestrutura portuária brasileira e reforçando a capacidade operacional do porto carioca para receber gigantes do transporte marítimo internacional.

MSC Katrina amplia capacidade logística do Porto do Rio

Procedente do Porto de Suape e com destino ao Porto de Santos, o MSC Katrina navega sob bandeira do Panamá e possui 48,4 metros de largura, além de capacidade para transportar até 14.131 TEUs.

Construído em 2012, o cargueiro integra a categoria New Panamax, classe de embarcações desenvolvida para otimizar a movimentação de cargas em rotas marítimas internacionais de longo percurso. Esses navios operam principalmente em conexões comerciais entre Ásia, Europa e Américas.

Investimentos fortalecem competitividade do Porto do Rio de Janeiro

Segundo a PortosRio, a chegada da embarcação representa o resultado direto dos investimentos realizados para adequar o porto às novas demandas do comércio marítimo global. O presidente da companhia, Flavio Vieira, destacou que a operação simboliza um avanço estratégico para ampliar a competitividade do terminal frente ao crescimento contínuo do tamanho dos navios de carga.

Com a nova estrutura, o Porto do Rio de Janeiro passa a operar os maiores porta-contêineres em circulação na costa da América do Sul, fortalecendo sua posição como um dos principais polos de logística portuária e comércio exterior do país.

Especialistas do setor apontam que a operação de embarcações de grande porte gera ganhos de escala, reduz custos logísticos e melhora a eficiência das cadeias internacionais de transporte de mercadorias. Além disso, a ampliação da capacidade operacional aumenta a atratividade do porto para armadores globais e rotas internacionais de longo curso.

Dragagem permitiu operação de navios New Panamax

A atracação do MSC Katrina só foi viabilizada após a conclusão das obras de dragagem do canal principal do porto. O projeto recebeu investimento de R$ 163 milhões da PortosRio e elevou a profundidade mínima do acesso marítimo de 15 metros para 16,2 metros.

Com isso, o terminal passou a operar com calado de 15,30 metros, adequando-se às exigências das embarcações da classe New Panamax.

Além do aprofundamento do canal, as intervenções incluíram melhorias na sinalização e no balizamento náutico, aumentando a segurança das manobras e a eficiência operacional dos terminais de contêineres MultiRio e Rio Brasil Terminal.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Novo marco dos portos enfrenta impasse por divergências trabalhistas na Câmara

As discussões sobre as regras de trabalho no setor portuário continuam impedindo o avanço do novo marco legal dos portos na Câmara dos Deputados. A expectativa era de que o relatório do deputado Arthur Maia fosse apresentado no início deste mês, mas o texto segue sem previsão oficial para divulgação.

Questão trabalhista segue sem consenso

De acordo com fontes envolvidas nas negociações, o parecer já estaria praticamente concluído, porém o tema trabalhista ainda não foi solucionado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

Nos bastidores, versões preliminares do relatório indicam que grande parte dos dispositivos relacionados às relações de trabalho portuário foi retirada do texto. A medida ocorreu diante das dificuldades de alcançar consenso entre governo, empresários e representantes dos trabalhadores.

Arthur Maia confirmou que as negociações continuam em andamento e afirmou que ajustes ainda precisam ser feitos antes da apresentação oficial do parecer. Segundo o relator, os diálogos seguem abertos entre o setor público, operadores privados e categorias ligadas aos portos.

Setor teme insegurança jurídica

Mesmo com a retirada de trechos considerados sensíveis, representantes do segmento portuário defendem a inclusão de mecanismos que garantam maior segurança jurídica e reduzam futuros conflitos sobre contratação de mão de obra.

A discussão trabalhista é vista como um dos pontos mais delicados da proposta. O tema já havia provocado debates intensos durante a criação do atual marco regulatório do setor, consolidado com a aprovação da Lei dos Portos em 2013.

Contratação fora do OGMO permanece no texto

Um dos poucos pontos ligados aos trabalhadores mantidos no relatório trata da flexibilização da contratação fora do OGMO nos portos públicos.

A proposta atende a uma demanda do setor portuário e permitiria admissões com carteira assinada, modelo já utilizado em terminais privados, desde que os profissionais comprovem qualificação técnica.

Os portos públicos argumentam que o número de trabalhadores cadastrados no OGMO vem diminuindo e atualmente não consegue atender toda a demanda operacional do mercado.

Governo avalia alternativas para mudanças na legislação

Nos bastidores de Brasília, também cresce a discussão sobre a possibilidade de arquivar o projeto do novo marco legal e promover mudanças futuras diretamente na atual Lei dos Portos.

Desde o início, a proposta enfrenta resistência de diferentes setores. A criação de uma comissão de juristas em dezembro de 2023, por exemplo, foi interpretada por parte do mercado como uma tentativa de acelerar a tramitação sem amplo debate.

Além disso, o texto não conseguiu unificar posições entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a ANTAQ, empresários e trabalhadores portuários. As divergências envolvem diferentes pontos da proposta, que prevê a revogação da atual legislação do setor.

Apesar disso, o governo federal decidiu aguardar a versão final do relatório de Arthur Maia antes de avaliar possíveis alterações mais pontuais na legislação vigente.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Silva/Reuters

Ler Mais
Portos

Cabotagem no Porto Itapoá reduz emissão de 259 mil toneladas de CO₂ e fortalece logística sustentável

O avanço da cabotagem no Porto Itapoá tem ampliado os impactos positivos para a logística e o meio ambiente em Santa Catarina. Dados divulgados pelo terminal apontam que a operação evitou a emissão de aproximadamente 259 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) em 2025, em comparação ao transporte do mesmo volume de cargas realizado exclusivamente por caminhões.

Transporte marítimo ganha espaço na matriz logística

A estimativa considera um levantamento da Confederação Nacional da Indústria, que mostra que a cabotagem marítima emite entre 12% e 15% do CO₂ gerado pelo transporte rodoviário para movimentar a mesma quantidade de carga.

Ao longo de 2025, o terminal catarinense movimentou cerca de 298 mil TEUs na operação de cabotagem, resultado 32% superior ao registrado no ano anterior. Com o desempenho, o Porto Itapoá consolidou-se como o terminal de contêineres com maior volume de cargas transportadas por cabotagem na Região Sul do Brasil.

Crescimento da cabotagem segue em alta em 2026

A expansão do setor continua em ritmo acelerado neste ano. Somente no primeiro bimestre de 2026, o porto movimentou 52 mil TEUs, frente aos 41 mil registrados no mesmo período de 2025, representando crescimento de 27%.

De acordo com o CEO do terminal, Ricardo Arten, a ampliação da navegação costeira contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e também ajuda a diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias brasileiras.

Modal marítimo também reduz custos operacionais

Além dos ganhos ambientais, o setor destaca vantagens econômicas com o fortalecimento da logística portuária. Informações da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem indicam que a cabotagem pode reduzir em até 30% os custos de frete em rotas estratégicas, graças à alta capacidade de transporte das embarcações.

Um único navio, por exemplo, consegue transportar carga equivalente à de até 300 caminhões em apenas uma viagem, reduzindo despesas com combustível, manutenção da frota e mão de obra.

Brasil possui potencial para ampliar a cabotagem

O estudo da CNI também aponta que o Brasil reúne condições favoráveis para expandir a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Entre os fatores estão os mais de 8 mil quilômetros de litoral e a forte concentração industrial próxima às regiões costeiras.

Segundo a entidade, o crescimento do setor depende principalmente de investimentos em infraestrutura portuária, melhorias operacionais e redução da burocracia no transporte marítimo nacional.

FONTE: SC em Pauta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Itapoá

Ler Mais
Portos

Wilson Sons amplia frota com novo rebocador de alta potência no Porto de Santos

A Wilson Sons anunciou o lançamento do rebocador WS Capella, nova embarcação que passará a operar no Porto de Santos, em São Paulo. O equipamento foi apresentado no estaleiro da companhia, localizado no Guarujá, e integra a estratégia de modernização e expansão da frota da empresa, referência em logística portuária e marítima no Brasil.

O WS Capella é o segundo de uma série de três rebocadores de alta potência desenvolvidos pela companhia. A madrinha da embarcação será Flávia Carvalho, diretora-executiva da Agência Marítima da Wilson Sons.

Novo rebocador reforça operações portuárias em Santos

Construído no estaleiro da própria empresa, o WS Capella pertence à classe ASD 2312, mesma categoria do rebocador WS Halcyon, lançado no início deste ano. A embarcação possui 23 metros de comprimento, 12 metros de boca e sistema de propulsão azimutal, tecnologia que amplia a capacidade de manobra durante operações portuárias.

Com tração estática de 70 toneladas, o novo rebocador foi projetado para auxiliar navios de grande porte em procedimentos de atracação e desatracação no maior complexo portuário da América Latina.

Além da potência, o projeto aposta em eficiência energética. Segundo a empresa, o design moderno contribui para a redução no consumo de combustível e, consequentemente, para a diminuição das emissões atmosféricas.

Embarcação possui sistema avançado de combate a incêndio

Outro destaque do WS Capella é o sistema FiFi 1 de combate a incêndios, capaz de lançar até 2,4 milhões de litros de água por hora. A tecnologia amplia a segurança das operações marítimas e reforça a capacidade de resposta em situações emergenciais.

Atualmente, a frota da Wilson Sons soma 83 embarcações distribuídas ao longo da costa brasileira. O investimento em novos rebocadores faz parte da estratégia da companhia para fortalecer a infraestrutura portuária, aumentar a eficiência logística e ampliar a segurança operacional.

Wilson Sons prevê nova entrega ainda este ano

De acordo com Márcio Castro, diretor-executivo da divisão de Rebocadores da empresa, o WS Capella chega para atender à crescente demanda de navios de grande porte que operam nos portos brasileiros.

Já Adalberto Souza, diretor-executivo do estaleiro da companhia, destacou os investimentos em tecnologia e na qualificação profissional para garantir excelência na construção naval.

A Wilson Sons também confirmou que um terceiro rebocador da classe ASD 2312 está em construção no estaleiro do Guarujá, com entrega prevista para o terceiro trimestre deste ano. Com a nova série, o estaleiro alcançará a marca de 156 embarcações construídas ao longo de mais de oito décadas de atuação.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Porto de São Francisco do Sul terá nova rota marítima para agilizar operações

O Porto de São Francisco do Sul vai implementar uma nova rota de navegação para otimizar o tráfego de embarcações na Baía da Babitonga. A chamada “alça de conectividade” fará a ligação entre a bacia de evolução — área utilizada para manobras dos navios — e o canal de acesso ao terminal portuário.

A autorização ambiental para a obra já foi emitida pelo Ibama, e os serviços devem começar ainda neste mês. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em cerca de duas semanas.

Dragagem vai remover 150 mil metros cúbicos de sedimentos

A intervenção prevê a dragagem de um trecho com aproximadamente 1,75 quilômetro de extensão. Ao todo, serão retirados cerca de 150 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo da baía.

O serviço será executado pela draga Galileo Galilei, por meio de um aditivo contratual relacionado às obras já em andamento no canal externo e ao projeto de alargamento das praias de Itapoá. Segundo o porto, todo o material retirado será destinado a um ponto de descarte em alto-mar, conhecido como bota-fora oceânico.

Nova via permitirá operação simultânea de navios

De acordo com a administração portuária, a criação da nova rota deve trazer mais eficiência para o fluxo marítimo da região. A expectativa é reduzir o tempo de deslocamento das embarcações e ampliar a capacidade operacional do terminal.

Com a mudança, será possível realizar operações simultâneas: enquanto um navio entra pelo canal principal, outro poderá deixar o porto pela nova via de navegação, especialmente durante períodos de maré alta.

Canal já foi utilizado décadas atrás

Ainda conforme informações do porto, o trajeto da nova ligação marítima não é inédito. A área já teria sido usada para navegação entre as décadas de 1960 e 1970, quando era conhecida como “canal da pedra”.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

Ler Mais
Portos

Terminal portuário de Rio Grande recebe R$ 700 milhões em modernização e deve ser entregue em 2026

A requalificação do terminal portuário Termasa, localizado no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, deve ser concluída até outubro de 2026. O projeto, conduzido pela Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), prevê investimentos que podem alcançar R$ 700 milhões para recuperação e modernização da estrutura afetada pelas enchentes e por um acidente naval ocorrido em 2024.

Obras começaram após danos causados por enchente e colisão

Os trabalhos de recuperação tiveram início ainda durante o período de emergência climática enfrentado pelo estado gaúcho. Em 6 de maio de 2024, um navio atingiu parte da estrutura do terminal, agravando os danos já provocados pelas fortes chuvas e enchentes.

Desde então, a CCGL iniciou um amplo processo de reconstrução estrutural, operacional e logística do terminal. Estruturas comprometidas foram desmontadas para permitir o avanço das obras e a implantação de novos sistemas.

Segundo o vice-presidente da CCGL/Termasa-Tergrasa, Guillermo Dawson Jr., o projeto está na reta final e deverá entregar um terminal totalmente modernizado e preparado para operar com competitividade nas próximas décadas.

Modernização inclui logística, energia e ampliação operacional

As obras estão divididas em quatro eixos estratégicos. Entre os principais investimentos estão a adequação do píer para atender navios de maior porte, melhorias na logística rodoviária e ferroviária, expansão da capacidade de armazenagem e reforço da infraestrutura elétrica.

O projeto também prevê novas soluções de engenharia e automação para elevar a eficiência operacional do terminal.

Além disso, a modernização exigirá mão de obra especializada em áreas como logística integrada, operação portuária, manutenção industrial e gestão operacional de alta performance.

Projeto deve gerar empregos em Rio Grande

Durante a execução das obras, a expectativa é de geração de aproximadamente mil empregos diretos na cidade de Rio Grande.

A iniciativa também deve impulsionar postos de trabalho indiretos em municípios responsáveis pela fabricação de equipamentos destinados ao terminal portuário.

Após a conclusão das obras e a retomada plena das operações, o complexo deverá manter cerca de 400 profissionais atuando permanentemente.

Portos RS destaca impacto positivo para o complexo portuário

A Portos RS, autoridade responsável pela administração dos portos gaúchos, avalia que a modernização do Termasa fortalece a competitividade do sistema portuário do estado.

O presidente da estatal, Cristiano Klinger, afirmou que o investimento amplia a capacidade logística do complexo rio-grandino e reforça a confiança da iniciativa privada no potencial operacional do Porto de Rio Grande.

Capacidade operacional deve crescer 43%

Atualmente, as operações da CCGL estão concentradas no terminal Tergrasa. A cooperativa responde por cerca de 70% das exportações de soja do Rio Grande do Sul e por mais da metade das exportações do agronegócio gaúcho.

Com a revitalização do Termasa, a expectativa é ampliar significativamente a capacidade operacional do terminal, incluindo melhorias no sistema de carga e descarga de caminhões e trens, instalação de novas balanças e construção de uma nova subestação de energia.

A projeção é de crescimento de 43% em relação às 14 milhões de toneladas movimentadas em 2025.

FONTE: A Hora do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/A Hora do Sul

Ler Mais
Portos

Portos brasileiros aceleram projetos de eletrificação e energia limpa para reduzir emissões

Os portos brasileiros vêm ampliando investimentos em eletrificação, uso de energia renovável e adoção de combustíveis limpos como parte da estratégia de descarbonização do setor. O avanço ocorre em um segmento responsável por mais de 95% do comércio exterior do Brasil e que, globalmente, representa cerca de 3% das emissões de gases de efeito estufa ligadas à energia no transporte marítimo.

Setor portuário busca reduzir impacto ambiental

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apontam que, sem mudanças estruturais, as emissões do transporte marítimo podem alcançar até 130% dos níveis registrados em 2008 até o ano de 2030.

Além das emissões geradas pelos navios, os complexos portuários brasileiros enfrentam desafios relacionados ao intenso fluxo de caminhões, trens e limitações da infraestrutura terrestre, fatores que aumentam a pressão ambiental sobre o setor.

Diante desse cenário, o governo federal passou a fortalecer a Política de Sustentabilidade para o Transporte, lançada em 2025. A iniciativa estabelece diretrizes ambientais, sociais e de governança para os segmentos portuário, aeroportuário e hidroviário.

Segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, o objetivo é ampliar ações sustentáveis com planejamento técnico e integração institucional.

Porto de Santos já utiliza energia elétrica para embarcações

Entre os principais exemplos em operação está o Porto de Santos, em São Paulo, que desde 2024 utiliza o sistema Onshore Power Supply (OPS) para fornecer energia elétrica a rebocadores atracados. O abastecimento é realizado com energia proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga.

A medida reduz o consumo de combustíveis fósseis durante as operações portuárias e diminui a emissão de poluentes na região.

Paranaguá, Suape e Pecém ampliam projetos sustentáveis

No Porto de Paranaguá, no Paraná, investimentos em ferrovia e sistemas de geração fotovoltaica vêm sendo utilizados para aumentar a eficiência operacional e reduzir impactos ambientais.

Já o Porto de Suape, em Pernambuco, trabalha na implantação de um terminal de contêineres totalmente eletrificado, com previsão de conclusão até o fim deste ano.

Enquanto isso, os portos de Pecém, no Ceará, e do Açu, no Rio de Janeiro, avançam em projetos ligados à produção e exportação de hidrogênio verde, amônia verde e corredores logísticos voltados a combustíveis de baixo carbono a partir de 2030.

Governo amplia monitoramento ambiental no setor marítimo

Na área regulatória, o MPor coordena atualmente o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos) e o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A.

O indicador reúne 39 métricas divididas em quatro dimensões para monitorar o desempenho ambiental das embarcações que operam nos portos brasileiros.

Transição energética deve transformar infraestrutura portuária

De acordo com o ministério, a combinação entre políticas públicas, monitoramento ambiental e modernização da infraestrutura será fundamental para impulsionar a transição energética do setor portuário nos próximos anos.

A estratégia também busca alinhar os portos brasileiros aos compromissos climáticos assumidos pelo país e às novas exigências ambientais do comércio internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural

Ler Mais
Portos

Portos do Nordeste ampliam movimentação de petróleo e derivados em quase 30%

Os portos do Nordeste registraram crescimento expressivo na movimentação de petróleo e derivados durante o mês de fevereiro, reforçando a importância estratégica da região para a logística nacional. Dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam alta de 29,59% no transporte de combustíveis refinados em comparação com o mesmo período do ano passado.

Ao todo, foram movimentadas 2,1 milhões de toneladas de petróleo e derivados sem óleo bruto — categoria que inclui produtos refinados, como gasolina, diesel e outros combustíveis.

Região movimentou 9 milhões de toneladas em fevereiro

Segundo o levantamento do Estatístico Aquaviário da Antaq, os terminais portuários nordestinos escoaram aproximadamente 9 milhões de toneladas de cargas em fevereiro, volume 6,68% superior ao registrado no mesmo mês de 2024.

A região concentra importantes portos públicos organizados e terminais privados, considerados fundamentais para o abastecimento interno e para o escoamento da produção nacional.

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os números refletem o fortalecimento da infraestrutura logística nordestina e os investimentos realizados nos últimos anos.

Petróleo bruto e sal também tiveram alta

Além dos combustíveis refinados, a movimentação de petróleo bruto também apresentou crescimento relevante. O segmento registrou 1,6 milhão de toneladas transportadas, avanço de 11,48% na comparação anual.

Outro destaque foi o transporte de sal, que alcançou 568 mil toneladas movimentadas no período, com crescimento expressivo de 38,45%.

Porto de Suape lidera movimentação na região

Entre os principais terminais da região, o Porto de Suape, em Pernambuco, apareceu como um dos maiores destaques ao movimentar 2,1 milhões de toneladas, resultado 19,32% superior ao registrado no ano anterior.

Na Bahia, o terminal privado de Madre de Deus também apresentou forte desempenho, com 2 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 19,33%.

Pecém e Aratu registram avanço operacional

O Terminal Portuário do Pecém, no Ceará, movimentou cerca de 1,7 milhão de toneladas em fevereiro, mantendo crescimento de 0,33%.

Já o Porto de Aratu, também na Bahia, registrou uma das maiores altas percentuais do período, com avanço de 20,23% e movimentação total de 555 mil toneladas.

Para efeito de comparação regional, os dados não consideram os portos do Maranhão, já que o estado integra a dinâmica logística do chamado Arco Norte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook