Portos

Porto de Ilhéus registra alta de quase 70% no faturamento em 2026

O Porto de Ilhéus apresentou crescimento significativo no início de 2026, com avanço de 69,98% no faturamento portuário em relação ao mesmo período do ano passado. Nos dois primeiros meses, a receita chegou a R$ 1,5 milhão, impulsionada pelo aumento da movimentação de cargas e pelo fluxo de cruzeiros.

Movimentação de cargas e cruzeiros impulsiona receita

De acordo com dados divulgados pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP), o terminal movimentou 49.183 toneladas de mercadorias e recebeu nove navios de cruzeiro no período.

Entre os principais produtos transportados, destacam-se:

  • mais de 18 mil toneladas de cacau
  • cerca de 21 mil toneladas de níquel

O desempenho reforça a relevância do porto para a economia regional, especialmente para produtores locais e para a geração de empregos no sul da Bahia.

Investimentos em infraestrutura fortalecem competitividade

Durante a reunião do CAP, também foram detalhadas ações voltadas à modernização da infraestrutura portuária, consideradas essenciais para ampliar a capacidade operacional e aumentar a competitividade no cenário nacional.

Entre as iniciativas discutidas estão:

  • dragagem de aprofundamento do canal
  • implantação de cercamento e controle de acesso
  • melhorias estruturais no cais

As medidas visam otimizar a logística e preparar o porto para novas demandas do setor.

Obras no cais prometem reduzir custos operacionais

Um dos destaques é a nova técnica de reforço estrutural que será aplicada pela CODEBA.

Segundo o presidente da companhia, Antonio Gobbo, a solução busca corrigir problemas causados pelo movimento das marés, que afetam a estabilidade do cais e aumentam a necessidade de manutenção.

A proposta é substituir o modelo atual por uma estrutura monolítica, capaz de reduzir custos com dragagens frequentes e garantir maior durabilidade ao terminal ao longo das próximas décadas.

Mudanças na gestão marcam nova fase do porto

O encontro também oficializou alterações na administração do porto. João Batista Aquino foi apresentado como novo gerente da unidade, enquanto Pedro Henrique Pena assumiu a presidência do Conselho de Autoridade Portuária.

A mudança ocorre em substituição a Felipe Medeiros Lima e sinaliza uma nova etapa na gestão, com expectativa de continuidade nas ações estratégicas e fortalecimento institucional.

FONTE: CODEBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Suape fortalece agenda internacional com visita do Porto de Antuérpia-Bruges

O Complexo Industrial Portuário de Suape recebeu, na segunda-feira (30), uma delegação do Porto de Antuérpia-Bruges, considerado o segundo maior porto da Europa. A visita reforça a estratégia de posicionar o terminal pernambucano como referência global em logística portuária e comércio exterior.

A comitiva foi liderada pelo CEO Kristof Waterschoot e integra a agenda internacional de Suape voltada à ampliação de parcerias e atração de investimentos.

Acordo Mercosul-UE impulsiona novas oportunidades

As tratativas ocorrem em um contexto favorável, marcado pelo avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. O cenário fortalece Pernambuco como ponto estratégico para exportações brasileiras e como hub de entrada de cargas europeias no Nordeste.

Com isso, Suape amplia seu protagonismo na integração entre mercados internacionais e na expansão de rotas marítimas.

Cooperação técnica e intercâmbio com porto europeu

Além das discussões institucionais, a visita abre caminho para intercâmbio com a Port of Antwerp-Bruges International, braço global do complexo belga. A iniciativa busca fomentar o compartilhamento de conhecimento em operações portuárias, gestão logística e inovação regulatória.

A delegação internacional também contou com executivos como Wannes Vincent e Matheus Doleck, que acompanham projetos na América Latina.

Foco em investimentos e novos negócios

Representantes de Suape destacaram que o encontro deve evoluir para parcerias estratégicas em diferentes frentes. Entre os objetivos estão a atração de armadores internacionais, ampliação da infraestrutura e fortalecimento da competitividade no mercado externo.

As reuniões ocorreram no Centro Administrativo do porto e incluíram visita à torre de controle, permitindo visão ampla das operações e da estrutura logística.

Sustentabilidade e inovação na agenda conjunta

Entre os temas prioritários discutidos estão a transição energética, o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e a capacitação técnica. A cooperação também poderá incluir estudos conjuntos para expansão de terminais e aprimoramento da governança.

A iniciativa reforça o compromisso com uma logística sustentável e alinhada às exigências do comércio global.

Suape avança como hub estratégico no Atlântico

Com a aproximação entre os dois portos, a expectativa é ampliar conexões internacionais e consolidar Suape como um dos principais hubs logísticos da América do Sul.

A parceria sinaliza ganhos para a economia regional e fortalece o papel do porto como porta de entrada e saída para o comércio global.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Porto de Itajaí recebe 430 carros de luxo e amplia movimentação em 2026

O Porto de Itajaí iniciou a semana com uma operação de destaque no setor logístico. Na manhã de segunda-feira (30), o terminal recebeu o navio Good Wood, especializado no transporte de veículos no sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro), que descarregou 430 carros de luxo.

A atracação ocorreu por volta das 5h50, marcando mais um avanço na diversificação das cargas movimentadas e no fortalecimento da atividade portuária ao longo de 2026.

Operação ocorreu com segurança e eficiência

A chegada da embarcação foi realizada com o canal de acesso plenamente navegável, garantindo condições ideais para a manobra e a execução das atividades.

Após a atracação, as equipes deram início à descarga dos veículos, mantendo o fluxo contínuo das operações durante toda a manhã. Finalizado o processo logístico, o navio deixou o terminal ainda no início da tarde.

Movimentação de veículos cresce no porto

Com essa operação, o Porto de Itajaí já acumula três escalas de navios do tipo Ro-Ro neste ano, totalizando 1.515 veículos movimentados.

Confira as operações anteriores:

  • Victoria Highway: 628 veículos
  • Dover Highway: 457 veículos
  • Good Wood: 430 veículos

O aumento no volume reforça a retomada das atividades e indica maior dinamismo no setor de logística portuária.

Retomada fortalece economia regional

De acordo com a administração do terminal, o avanço na movimentação de veículos de alto valor agregado demonstra a confiança do mercado no porto catarinense.

A estratégia também amplia as oportunidades comerciais, impulsiona a geração de empregos e contribui para o desenvolvimento econômico da região. Além disso, o terminal se consolida como uma alternativa relevante no cenário nacional de transporte marítimo.

O que é o sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro)

Os navios do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro) são projetados para o transporte de cargas sobre rodas, como carros, caminhões e máquinas pesadas.

Nesse modelo, os veículos entram e saem da embarcação dirigindo por rampas, sem a necessidade de guindastes. Isso torna as operações mais rápidas, reduz o tempo de carga e descarga e aumenta a eficiência da logística internacional.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Porto de Itajaí

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Portos

Incêndio no Porto de Barcelona é controlado após atingir 20 semirreboques

Um incêndio no Porto de Barcelona mobilizou equipes de emergência nesta segunda-feira e chamou a atenção de moradores próximos devido à intensa coluna de fumaça escura. As chamas atingiram cerca de 20 semirreboques na área portuária, mas foram controladas por volta das 16h (horário local), segundo autoridades locais.

O alerta inicial foi registrado às 13h17, quando os bombeiros de Barcelona enviaram um amplo efetivo para conter o fogo na região do Pont de Europa, no Moll de Ponent.

Operação contou com grande mobilização de recursos

Para controlar o incêndio no terminal portuário, foram mobilizadas dez equipes, incluindo caminhões-tanque, viaturas autobomba, ambulância, autoescada e veículos de apoio e comando.

O fogo teve início na área de carga e afetou um caminhão e diversas unidades de tração portuária que aguardavam embarque. Apesar da gravidade da ocorrência, não houve registro de feridos ou casos de intoxicação.

As autoridades também informaram que as mercadorias atingidas não eram classificadas como perigosas, reduzindo o risco de maiores danos ambientais ou explosões.

Fumaça visível em diversos bairros causa preocupação

A densa fumaça provocada pelo incêndio no Porto de Barcelona foi vista de diferentes pontos da cidade, incluindo regiões como Montjuïc, gerando preocupação entre moradores e trabalhadores da área.

O número de emergências 112 recebeu dezenas de chamadas — ao menos 76 — relatando o incidente. Como medida preventiva, a Proteção Civil ativou o nível de pré-alerta do plano Procicat.

Causas ainda são investigadas

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o que provocou o incêndio. Informações preliminares indicam que as chamas começaram em contêineres localizados em um terminal operado pela empresa Grimaldi, nas proximidades do Pont de Europa.

Situação controlada e atividades retomadas

A rápida atuação dos serviços de emergência foi fundamental para evitar que o fogo se espalhasse para outras áreas sensíveis do porto. Com isso, o incêndio foi controlado ainda durante a tarde.

As operações no Porto de Barcelona foram normalizadas sem maiores impactos, com exceção da área diretamente afetada, onde os bombeiros continuam atuando para garantir a segurança total do local.

FONTE: Infobae
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lorena Sopêna / Europa Press

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Crescimento portuário no Norte dispara e região lidera movimentação de cargas no Brasil

A região Norte apresentou o maior crescimento portuário do Brasil em janeiro de 2026, com avanço de 42,1% na movimentação de cargas na comparação anual. Ao todo, foram transportadas 11,5 milhões de toneladas, superando o desempenho das demais regiões. Os dados são do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Granéis sólidos impulsionam resultado

O principal motor desse crescimento foi o segmento de granéis sólidos, que alcançou 8,4 milhões de toneladas, com expressiva alta de 53,23%. Outros tipos de carga também contribuíram para o resultado positivo:

  • Contêineres: 1,1 milhão de toneladas (+31,14%)
  • Granéis líquidos: 1,4 milhão de toneladas (+8,78%)

O avanço reflete a expansão da atividade logística e o fortalecimento da região como alternativa estratégica para o escoamento da produção nacional.

Exportação de commodities lidera movimentação

Entre os produtos mais transportados, destaque para as commodities agrícolas. A soja somou 2,2 milhões de toneladas, com crescimento de 192,47%, enquanto o milho atingiu 2,6 milhões de toneladas, alta de 112,17%. Juntas, essas cargas representam mais de 40% de toda a movimentação regional.

Outros produtos relevantes incluem a bauxita, com 2,2 milhões de toneladas (+21%), além do aumento na carga conteinerizada. O desempenho acompanha o avanço da safra agrícola e a maior utilização dos portos do Norte como rota de exportação.

Comércio exterior puxa alta da movimentação

O comércio exterior teve papel decisivo no resultado. As exportações cresceram 66,56% no período, enquanto as importações registraram alta mais moderada, de 4,61%.

Na navegação de longo curso, que envolve operações internacionais, a movimentação chegou a 4,6 milhões de toneladas (+43,9%). Já a cabotagem, entre portos nacionais, movimentou 1 milhão de toneladas, com crescimento de 17,24%.

Portos públicos e privados impulsionam desempenho

O avanço foi sustentado tanto por portos públicos quanto por terminais privados. Entre os portos públicos, destacam-se unidades no Pará, como Santarém e Vila do Conde, com cerca de 1,6 milhão de toneladas cada.

Já os terminais privados concentraram a maior parte da movimentação, com aproximadamente 7,7 milhões de toneladas — cerca de dois terços do total. Entre os destaques estão estruturas localizadas no Pará e no Amazonas, que apresentaram crescimento relevante e forte atuação no transporte de granéis sólidos.

Esses terminais foram responsáveis por 5,5 milhões de toneladas desse tipo de carga, com alta de 57,49%, impulsionando especialmente as exportações de soja, milho e bauxita. O desempenho também acompanha o crescimento do transporte internacional, que avançou mais de 45% no período.

Infraestrutura pública mantém papel estratégico

Nos portos públicos, a movimentação atingiu 3,8 milhões de toneladas, com crescimento de 50,24%. O resultado reforça a importância dessas estruturas na logística regional e sua complementaridade com a operação privada.

O cenário indica uma mudança relevante na matriz logística brasileira, com a região Norte ganhando protagonismo na exportação de commodities e na diversificação das rotas de escoamento.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Terminais privados no Brasil: diagnóstico da ANTAQ revela entraves a R$ 36,8 bilhões em investimentos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentou um diagnóstico detalhado sobre a implantação de Terminais de Uso Privado (TUPs) no Brasil, destacando os principais obstáculos que têm impedido a operação de empreendimentos já autorizados. O estudo também aponta impactos diretos para o setor portuário e para a economia nacional.

O levantamento foi apresentado em Brasília, com participação de representantes da Agência e do setor, e traz uma análise aprofundada sobre a situação de projetos autorizados nos últimos anos.

Panorama dos terminais autorizados

O estudo analisou 178 terminais privados autorizados entre 2013 e 2019, com foco naqueles que não iniciaram suas atividades dentro do prazo legal de cinco anos. A avaliação considerou o estágio operacional, os motivos dos atrasos, os investimentos previstos e os pedidos de prorrogação.

Segundo os dados, 21 terminais seguem sem operar. Apesar de representarem uma parcela reduzida do total, esses projetos concentram cerca de R$ 36,8 bilhões em investimentos ainda não realizados, além de uma área estimada em 48,3 milhões de metros quadrados fora da infraestrutura portuária ativa.

Entraves ambientais lideram obstáculos

Entre os principais fatores que travam a implantação dos TUPs, as questões ambientais aparecem como o maior desafio. Durante a apresentação, foi ressaltada a necessidade de maior integração entre órgãos reguladores e ambientais para acelerar os processos sem ampliar a burocracia.

Além disso, representantes do setor privado destacaram que a autorização para operação é apenas uma etapa inicial. A implantação efetiva dos terminais exige um longo percurso, que envolve licenciamento, viabilidade econômica e articulação institucional.

Desafios estruturais e institucionais

O diagnóstico também evidencia que os entraves vão além da regulação, envolvendo fatores ambientais, financeiros e judiciais. Esses elementos, muitas vezes combinados, explicam grande parte dos atrasos observados.

A análise indica que o setor portuário brasileiro já apresenta maior maturidade institucional, mas ainda enfrenta gargalos que dificultam a execução dos projetos e a entrada em operação dos terminais.

Prorrogações e maturação dos projetos

Outro ponto relevante é o uso recorrente de prorrogações de prazo para início das operações. Embora previstas na legislação e necessárias diante da complexidade dos investimentos portuários, essas extensões podem indicar baixa maturidade de alguns projetos.

O estudo também aponta um descompasso entre o volume de autorizações concedidas após a Lei nº 12.815/2013 e a efetiva implementação dos empreendimentos, reforçando a necessidade de maior alinhamento entre planejamento e execução.

Impactos econômicos e sociais

A não implantação dos terminais privados gera impactos significativos. No campo econômico, há redução da capacidade logística e frustração de investimentos bilionários, afetando a competitividade do setor portuário brasileiro.

Já no aspecto social, estima-se que mais de 533 mil empregos deixaram de ser gerados em função dos atrasos. Do ponto de vista regulatório, o cenário exige maior esforço de monitoramento e compromete a previsibilidade do planejamento setorial.

Caminhos para o aprimoramento regulatório

Como resultado, o diagnóstico oferece subsídios para o aperfeiçoamento da atuação regulatória. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Monitoramento mais rigoroso dos cronogramas
  • Revisão dos instrumentos de outorga
  • Avaliação dos critérios de prorrogação
  • Fortalecimento da coordenação entre instituições

A iniciativa integra a agenda de estudos da ANTAQ e amplia a base técnica para decisões mais assertivas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura portuária no Brasil.

Fonte: ANTAQ

Texto: Redação

Imagem: Divulgação ANTAQ

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Porto de Paranaguá bate recorde com desembarque de 3.370 veículos elétricos

O Porto de Paranaguá registrou o maior desembarque de veículos elétricos da história do Paraná em uma única operação. Ao todo, 3.370 automóveis importados chegaram ao terminal na segunda-feira (23), em uma operação que durou cerca de 17 horas.

Os veículos, produzidos pela montadora chinesa Geely, foram transportados pelo navio Tang Hong, com origem no porto de Nasha, na China.

Operação logística de grande escala

A descarga teve início na noite de domingo (22) e mobilizou uma ampla equipe operacional. Mais de 100 trabalhadores participaram apenas do primeiro turno, incluindo estivadores, fiscais e profissionais de apoio.

Mesmo com chuva na região portuária, a operação ocorreu dentro do cronograma previsto. A produtividade chamou atenção:

  • média de 220 veículos descarregados por hora
  • desempenho superior a outros portos brasileiros, que operam entre 150 e 180 veículos/hora

Após o desembarque, os automóveis foram direcionados ao Terminal de Veículos Ascensus, onde permanecem armazenados antes de seguirem para a unidade da Renault em São José dos Pinhais (PR).

Estrutura especializada garante eficiência

O recorde reforça o papel do Porto de Paranaguá na logística automotiva nacional. A operação foi realizada no berço 219, área dedicada exclusivamente à movimentação de veículos.

Além da agilidade, a operação exigiu alto nível de precisão para evitar danos à carga, característica essencial nesse tipo de atividade.

Expansão das rotas impulsiona setor automotivo

O crescimento da movimentação de veículos importados está ligado à ampliação das rotas marítimas no porto. Em 2025, Paranaguá passou a contar com uma nova linha operada pelo navio Neptune Hellas, da armadora Neptune Lines, especializada em cargas rolantes.

Essa expansão aumentou a conectividade internacional do terminal e consolidou sua posição como um dos principais corredores logísticos do setor no Brasil.

Atualmente, o porto conta com cinco linhas fixas para transporte de veículos.

Hub estratégico no Sul do Brasil

A localização estratégica, próxima a importantes polos industriais e montadoras da região Sul, fortalece o porto como um dos principais hubs de importação e exportação de automóveis do país.

A estrutura dedicada ao segmento inclui áreas amplas para armazenamento, como o pátio operado pela Ascensus, com capacidade para milhares de veículos.

Em 2025, a Portos do Paraná movimentou mais de 106 mil veículos entre importações e exportações, consolidando o crescimento do setor.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Porto de Imbituba registra 641 mil toneladas e mantém alta na movimentação em 2026

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e alcançou, em fevereiro de 2026, a marca de mais de 641 mil toneladas movimentadas, consolidando um dos melhores desempenhos já registrados para o período. Ao todo, foram realizadas 27 atracações no mês.

Este é o segundo mês consecutivo de resultados expressivos no terminal portuário catarinense.

Crescimento impulsiona logística em Santa Catarina

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, o avanço está diretamente relacionado ao fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Segundo ele, o desempenho reflete a integração entre poder público e setor produtivo, com foco em aumentar a eficiência e a competitividade da economia catarinense. O investimento em portos, destaca, tem impacto direto sobre a indústria, o agronegócio e a geração de empregos.

Exportações disparam e lideram movimentação

As exportações pelo Porto de Imbituba somaram 392,5 mil toneladas em fevereiro, apresentando crescimento expressivo:

  • alta de 56% em relação a janeiro de 2026
  • avanço de 135% na comparação anual

Os principais produtos embarcados foram:

  • coque calcinado e não calcinado
  • farelo de milho

Importações e cabotagem também avançam

No sentido inverso, as importações totalizaram 189,8 mil toneladas, com destaque para cargas como:

  • hulha betuminosa
  • sal
  • coque de petróleo
  • insumos industriais

A navegação de cabotagem também apresentou crescimento relevante. Foram:

  • 52,9 mil toneladas embarcadas (alta de 24,8%)
  • 6,2 mil toneladas desembarcadas

Granéis sólidos dominam operações

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, os granéis sólidos seguem como principal segmento, representando 78% da movimentação total, com mais de 1,03 milhão de toneladas.

Entre os produtos de maior volume estão:

  • coque de petróleo
  • hulha betuminosa
  • açúcar a granel
  • sal
  • farelo de milho

Contêineres e carga geral ganham espaço

O segmento de contêineres vem ampliando sua participação e já responde por 14% do total movimentado no ano, somando 180,6 mil toneladas. O avanço indica maior atração de cargas com valor agregado.

Já a carga geral representa 8% do volume acumulado, ultrapassando 102 mil toneladas, o que demonstra a capacidade do porto em operar operações mais complexas.

Porto reforça papel no comércio exterior

Segundo o diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, os resultados refletem investimentos contínuos em eficiência operacional e expansão da capacidade logística.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que o terminal movimentou mais de US$ 323 milhões em operações de comércio exterior nos dois primeiros meses do ano, reforçando sua relevância para a balança comercial.

FONTE: Porto de Imbituba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Greve no Porto de Santos: estivadores paralisam atividades com restrições da Justiça

A greve dos estivadores no Porto de Santos teve início às 7h desta quarta-feira (25), após audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. A paralisação, no entanto, ocorre de forma limitada: a Justiça autorizou apenas 12 horas de mobilização, com término previsto para as 19h, e determinou a manutenção de parte das operações.

A decisão judicial reconheceu a legalidade do movimento, mas impôs condições para evitar impactos totais nas atividades portuárias. Entre as exigências está a manutenção de pelo menos 50% da força de trabalho em operação.

Com isso, os estivadores foram orientados a comparecer normalmente aos navios, executando apenas metade das atividades. A estratégia busca equilibrar o cumprimento da liminar com a visibilidade do protesto.

Pressão contra mudanças na legislação

O principal motivo da greve é a preocupação da categoria com propostas em tramitação no Congresso, especialmente o PL 733. Segundo representantes sindicais, o projeto pode alterar regras do setor e comprometer a exclusividade da mão de obra portuária.

A categoria entende que a mobilização é necessária para preservar direitos históricos e garantir segurança no mercado de trabalho. A Justiça, inclusive, considerou legítimos movimentos com motivação política quando ligados diretamente aos interesses profissionais.

Fiscalização e risco de multa

A liminar também prevê fiscalização rigorosa durante a paralisação. Um oficial de Justiça foi designado para acompanhar o cumprimento das medidas em locais estratégicos, como o OGMO/Santos e terminais portuários.

Em caso de descumprimento das determinações, foi fixada multa diária de R$ 200 mil, aplicável tanto ao sindicato quanto a operadores portuários que dificultarem a execução da decisão.

Mobilização nos terminais e pressão política

Além da atuação reduzida nos navios, o sindicato convocou trabalhadores sem escala para reforçar a mobilização em frente a terminais relevantes, como a Brasil Terminal Portuário e a Santos Brasil.

O objetivo é ampliar a pressão sobre autoridades e operadores do setor, além de chamar a atenção do Governo Federal e de parlamentares para os impactos das mudanças legislativas.

A paralisação desta quarta-feira é vista como uma ação estratégica da categoria para fortalecer a defesa dos direitos dos estivadores e abrir espaço para negociação. O movimento ocorre em um cenário de incertezas sobre o futuro do trabalho portuário no país.

Fonte: Com informações do Jornal Portuário

Texto: Redação

Imagem: Divulgação

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Dragagem do Porto de Itajaí deve ser retomada pela Van Oord

A dragagem do Porto de Itajaí deve ser retomada nos próximos dias pela empresa holandesa Van Oord. A autoridade portuária avalia se o serviço será executado por meio de um contrato emergencial, com duração de seis meses, ou por um acordo definitivo válido por 12 meses.

A decisão ganhou urgência após a desistência do consórcio DTA-Chec, que estava previsto para iniciar os trabalhos recentemente. Diante do cenário, a empresa estrangeira foi novamente acionada para assumir a operação no canal de acesso ao complexo portuário.

Propostas envolvem contratos de curto e longo prazo

A Van Oord pode assumir a dragagem emergencial pelo período de seis meses, com custo estimado em R$ 45,8 milhões. Paralelamente, a companhia já venceu a licitação para o contrato anual de manutenção, com proposta de R$ 63,8 milhões para 12 meses.

A análise interna considera que o modelo mais longo representa melhor custo-benefício, com economia mensal aproximada de R$ 2,3 milhões. A expectativa é que a definição ocorra até o fim da semana.

Autoridade portuária defende contrato definitivo

A administração do porto sinaliza preferência pelo contrato de maior duração. A estratégia é iniciar diretamente o modelo anual, considerado mais vantajoso financeiramente e operacionalmente.

Outro fator que favorece a decisão é a presença da draga na região, o que pode acelerar a retomada das atividades e evitar atrasos na manutenção do canal.

Canal segue operando sem restrições

Mesmo com a interrupção da manutenção do canal de acesso por cerca de 40 dias, a navegação no rio Itajaí-Açu segue sem impactos. Medições recentes indicam condições adequadas para operação, sem restrições de calado.

Dados atualizados apontam profundidade mínima de 13,5 metros, o que garante a continuidade das operações portuárias com segurança.

Histórico da paralisação e перспetivas futuras

A suspensão dos serviços ocorreu em fevereiro, após o encerramento de um contrato emergencial anterior. Com a retomada da dragagem portuária, a expectativa é manter as condições ideais do canal até a futura concessão do porto.

O projeto de concessão do Porto de Itajaí prevê prazo de 25 anos e investimentos estimados em R$ 311 milhões, voltados à modernização e ampliação da infraestrutura.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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