Portos

Porto de Itajaí amplia movimentação de veículos de luxo e supera 16 mil unidades em operações Ro-Ro em 2026

O Porto de Itajaí registrou mais uma importante operação de carga roll-on/roll-off (Ro-Ro) nesta terça-feira (7). O navio Brasilia Highway atracou no berço público às 13h trazendo 769 veículos de luxo, reforçando o crescimento da movimentação desse tipo de carga ao longo de 2026.

Com a chegada da embarcação, o Porto de Itajaí atingiu a marca de 16.265 veículos movimentados em operações Ro-Ro neste ano. O resultado demonstra a consolidação desse segmento no complexo portuário e evidencia o avanço da movimentação de cargas de alto valor agregado.

Ao longo de 2026, o porto recebeu diversas escalas especializadas nesse tipo de operação. Entre elas estão os navios Victoria Highway, Dover Highway, Good Wood, Grande Shanghai e BYD Changsha, responsáveis pelo transporte de milhares de automóveis importados. A mais recente atracação do Brasilia Highway acrescentou outras 769 unidades ao volume anual.

Retomada operacional fortalece competitividade

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, o desempenho confirma a recuperação das atividades e o fortalecimento da posição do porto no cenário logístico nacional. “Depois da retomada das operações, o Porto de Itajaí avança para uma nova etapa: a consolidação. Estamos recuperando cargas de alto valor agregado, ampliando a movimentação e demonstrando, na prática, que o porto público voltou a ser competitivo, eficiente e estratégico para a logística brasileira”, afirmou.

As operações roll-on/roll-off (Ro-Ro) são destinadas ao transporte de veículos e equipamentos com rodas, como automóveis, caminhões, ônibus e máquinas. Nesse sistema, os veículos entram e saem da embarcação utilizando seus próprios meios de locomoção, tornando os processos de embarque e desembarque mais rápidos, seguros e eficientes.

A escala do Brasilia Highway integra a programação regular desse tipo de operação no Porto de Itajaí, contribuindo para ampliar a movimentação de veículos importados e fortalecer a importância do porto público na logística brasileira.

Fonte: Porto de Itajaí.

Texto: Redação

Imagens: Porto de Itajaí

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Portos

Workshop sobre legislação portuária debate o futuro do Porto de Itajaí no dia 17 de julho

Especialistas, autoridades e profissionais do setor se reúnem em Itajaí para discutir os desafios e as perspectivas do Porto de Itajaí diante da legislação portuária brasileira.

O futuro de um dos principais complexos portuários do Brasil estará em pauta no dia 17 de julho, durante o workshop “A Legislação Portuária e o Futuro do Porto de Itajaí – Expectativas x Realidade”. O encontro será realizado das 13h30 às 17h30, de forma presencial, na Rua Vereador José Carlos Mendonça, em Itajaí (SC).

Promovido pela Comissão de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro da Subseção da OAB de Itajaí, o evento reunirá advogados, operadores portuários, profissionais do comércio exterior, autoridades, empresários, estudantes e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades relacionados ao desenvolvimento do Porto de Itajaí.

Debate sobre o cenário atual do Porto de Itajaí

O workshop tem como objetivo promover uma análise técnica sobre a legislação portuária, seus impactos na gestão dos portos brasileiros e os reflexos para o futuro do Porto de Itajaí.

Entre os temas que devem nortear os debates estão a realidade operacional do porto, os desafios regulatórios, as expectativas do mercado e os caminhos para fortalecer a competitividade logística da região, considerada estratégica para o comércio exterior brasileiro.

O encontro busca estimular um diálogo qualificado entre os diferentes atores do setor, contribuindo para a construção de propostas que favoreçam o desenvolvimento econômico e a modernização da infraestrutura portuária.

Evento reúne profissionais do setor marítimo e portuário

A iniciativa é voltada para profissionais que atuam nas áreas de direito marítimo, direito portuário, logística, comércio exterior, gestão pública e operações portuárias, além de estudantes interessados no tema.

A programação contará com a participação de especialistas convidados, que irão compartilhar análises sobre o cenário atual e as perspectivas para o Porto de Itajaí. 

O evento representa uma oportunidade para atualização profissional, networking e aprofundamento sobre um tema estratégico para a economia catarinense e para a logística nacional.

Inscrições abertas

As inscrições estão disponíveis e podem ser realizadas pelo link:
https://www.even3.com.br/workshop-a-legislacao-portuaria-e-o-futuro-do-porto-de-itajai-expectativas-x-realidade–756013

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Portos

Porto Itapoá amplia conexão internacional com nova rota direta para o Norte da Europa

O Porto Itapoá passou a integrar uma nova ligação marítima regular entre a costa leste da América do Sul e o Norte da Europa, ampliando sua participação nas principais rotas do comércio internacional. Operado pela Maersk, o serviço NEOSAMBA conecta o terminal de Santa Catarina a importantes portos europeus, como Rotterdam, Hamburgo, Antuérpia e Southampton, além de incluir escalas em Tânger, Santos, Paranaguá, Buenos Aires e Montevidéu.

A nova operação reforça a competitividade do porto e amplia as opções logísticas para importadores e exportadores que atuam entre os mercados sul-americano e europeu.

Cabotagem para Manaus amplia integração logística

Além da nova rota internacional, o terminal também contará com um serviço de cabotagem voltado para Manaus, fortalecendo a conexão com a Região Norte do país. A iniciativa amplia a integração da malha logística nacional e oferece novas alternativas para o transporte de cargas dentro do Brasil.

O avanço das operações ocorre enquanto seguem as obras de dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, que já ultrapassaram 70% de execução.

Dragagem permitirá receber navios de maior porte

A expectativa é que a intervenção seja concluída ainda neste ano. Com isso, o complexo portuário estará preparado para operar embarcações de até 366 metros de comprimento e capacidade próxima de 16 mil TEUs, elevando sua eficiência operacional e sua competitividade nas rotas marítimas internacionais.

A ampliação da infraestrutura deve consolidar o Porto Itapoá entre os principais terminais brasileiros para movimentação de contêineres.

União Europeia tem participação relevante na movimentação de cargas

Dados do Porto Itapoá mostram que a União Europeia representou cerca de 19% das importações movimentadas pelo terminal em 2025, totalizando aproximadamente 285 mil TEUs. Nas exportações, o bloco respondeu por 12% do volume transportado, equivalente a cerca de 180 mil TEUs.

Entre as principais mercadorias embarcadas estão produtos florestais, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas e aço, refletindo a diversidade da pauta exportadora atendida pelo porto.

Expansão pode impulsionar investimentos em logística

O aumento da capacidade operacional e das conexões marítimas deve ampliar a procura por áreas de armazenagem e centros de distribuição na região próxima ao terminal.

Segundo Douglas Curi, CEO da Sort Investimentos, a combinação entre novas rotas internacionais, capacidade para receber grandes porta-contêineres e a integração com a cabotagem tende a atrair novos investimentos em condomínios logísticos ao longo do corredor formado por Itapoá, Garuva, Araquari, Joinville e São Francisco do Sul, especialmente nas áreas com acesso à BR-101.

Na avaliação do executivo, a valorização imobiliária costuma ocorrer antes mesmo da infraestrutura atingir sua capacidade máxima de operação. Por isso, empreendimentos localizados próximos ao porto e com acesso eficiente às principais rodovias tendem a concentrar a demanda por novos galpões logísticos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos deve atingir marca histórica de 100 milhões de TEUs em 2026

O Porto de Santos está prestes a alcançar um marco inédito na movimentação de contêineres. Ainda em 2026, o complexo portuário deverá chegar à marca acumulada de 100 milhões de TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés), consolidando sua posição como o principal hub logístico do Brasil.

O resultado reflete décadas de expansão da infraestrutura portuária, aumento da eficiência operacional e crescimento da movimentação de cargas conteinerizadas.

Movimentação de contêineres acelerou nas últimas décadas

Os primeiros contêineres começaram a ser movimentados no Porto de Santos na década de 1970. A inauguração do Tecon Santos, em 1981, colocou o terminal na liderança nacional desse segmento.

Até o início dos anos 2000, o porto movimentava cerca de 1 milhão de TEUs por ano. Desde então, investimentos em infraestrutura e modernização impulsionaram o crescimento da operação.

A entrada em funcionamento de terminais como BTP, Ecoporto e DP World Santos ampliou significativamente a capacidade do complexo, permitindo que a movimentação alcançasse 5,9 milhões de TEUs em 2025, volume 7,7% superior ao registrado no ano anterior.

Para 2026, a expectativa é superar a marca de 6 milhões de TEUs movimentados.

Tecon 10 deve ampliar capacidade do porto em 50%

O próximo salto na capacidade operacional deverá ocorrer com a implantação do Tecon 10, projeto considerado estratégico para o futuro do Porto de Santos.

O novo terminal terá potencial para ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do complexo. O leilão que definirá a empresa responsável pela implantação e operação da estrutura deve ocorrer em breve.

Segundo o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, o desempenho demonstra a evolução da eficiência logística do porto e sua preparação para atender à crescente demanda do comércio nacional e internacional.

Porto também registra recordes na movimentação de cargas

Além do avanço na operação de contêineres, o Porto de Santos vem registrando resultados históricos na movimentação total de cargas.

Em 2025, o complexo alcançou 186,4 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde anual. O volume representa crescimento de 3,6% em comparação com 2024, quando haviam sido movimentadas 179,8 milhões de toneladas.

Os números reforçam o protagonismo do porto na logística brasileira e sua importância para o escoamento da produção nacional e das operações de comércio exterior.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Dragagem recupera calado operacional do Complexo Portuário de Itajaí

O Complexo Portuário de Itajaí voltou a operar com o calado operacional pleno após a homologação da nova batimetria pela Capitania dos Portos de Itajaí, órgão da Autoridade Marítima. A validação confirma que o canal de acesso ao complexo portuário recuperou as condições ideais de profundidade para a navegação, encerrando um período de restrições provocado pelo assoreamento no Rio Itajaí-Açu.

A medida representa um importante avanço para a logística da região, já que amplia a segurança das operações e devolve maior previsibilidade à movimentação de navios no complexo portuário de Itajaí e Navegantes.

Restrição ocorreu após redução da profundidade do canal

Em maio deste ano, a Marinha do Brasil manteve uma restrição de calado após analisar levantamentos batimétricos que apontaram perda de aproximadamente 30 centímetros de profundidade em alguns trechos do canal de acesso.

O problema foi provocado pelo acúmulo de sedimentos no leito do Rio Itajaí-Açu e pela presença de lama fluida, fenômeno que interfere nas medições convencionais de profundidade; devido a falta de manutenção interrompida entre fevereiro e abril. Na época, a Autoridade Marítima determinou uma folga mínima de 30 centímetros abaixo da quilha das embarcações para garantir a segurança da navegação.

Mesmo com a restrição, o porto permaneceu operando normalmente, sem interrupção das atividades de carga e descarga, seguindo os parâmetros estabelecidos pela Marinha.

Dragagem devolveu a profundidade ao canal

O trabalho de recuperação do calado operacional, contou com draga Utrecht, uma das maiores embarcações de dragagem em operação no Brasil. Utilizando o sistema hopper, o equipamento realizou a sucção e a retirada dos sedimentos depositados no canal de acesso, acelerando a recuperação das profundidades operacionais. As intervenções permitiram restabelecer as condições de navegabilidade e atender aos parâmetros exigidos pela Autoridade Marítima.

Nova batimetria confirma recuperação do canal

Com a homologação da nova batimetria, ficaram estabelecidas as seguintes Menores Profundidades Observadas (MPO):

  • Canal externo: 14 metros;
  • Canal interno: 13,6 metros;
  • Bacia de Evolução 1 (entre Porto de Itajaí e Portonave): 13,6 metros;
  • Bacia de Evolução 2 (Saco da Fazenda): 13,5 metros.

Nos berços de atracação, as profundidades ficaram entre 13,7 e 13,8 metros no Porto de Itajaí, enquanto a área de atracação da Portonave registrou 12,8 metros.

Os parâmetros homologados têm validade até 10 de setembro de 2026 e permitem a operação de embarcações de até 350 metros de comprimento e 52 metros de boca, conforme as normas da Marinha do Brasil.

Homologação confirma retomada do calado operacional

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a homologação representa a confirmação oficial de um trabalho técnico que já vinha sendo acompanhado por meio de medições realizadas nas últimas semanas. “Essa homologação confirma o trabalho técnico que vinha sendo realizado pelo Porto de Itajaí. Nós já havíamos retomado o calado operacional há várias semanas, com medições que demonstravam essa condição, e agora recebemos a validação oficial da Autoridade Marítima. Isso significa que o nosso canal de acesso está sem qualquer tipo de limitação de calado e totalmente navegável.”

O porto destaca que eventuais suspensões de manobras de entrada e saída de embarcações podem ocorrer em situações de vento forte, aumento da correnteza ou outras condições climáticas adversas. Nesses casos, a decisão é adotada preventivamente pela Autoridade Marítima, em conjunto com a Praticagem, e não possui relação com a profundidade do canal.

Com informações do Porto de Itajaí e da Marinha do Brasil.

FONTES: Porto de Itajaí / Diarinho

TEXTO: ReConecta

IMAGEM: Porto de Itajaí

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Portos

Moegão recebe visita técnica de engenheiros do IEP e reforça importância para o Porto de Paranaguá

Profissionais do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizaram uma visita técnica às instalações da Portos do Paraná para conhecer de perto o Moegão, considerado a maior obra portuária atualmente em execução no Brasil. O empreendimento é um dos principais investimentos voltados à modernização do corredor de exportação do Porto de Paranaguá.

A comitiva buscou acompanhar os aspectos técnicos do projeto, sua estrutura operacional e as soluções de engenharia empregadas na construção.

Engenheiros conheceram detalhes do projeto

O grupo, formado por 17 engenheiros, foi recebido na sede administrativa da Portos do Paraná, no Palácio Taguaré, onde participou de uma apresentação conduzida pelo diretor de Engenharia e Manutenção, Victor Kengo.

Durante o encontro, foram apresentados os principais dados da obra, seu planejamento e os desafios de execução. Após a exposição, os visitantes seguiram para o canteiro do Moegão, empreendimento que reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões.

Segundo o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Nelson Gomez, a visita permitiu conhecer de perto a dimensão da estrutura e compreender as soluções técnicas adotadas na execução do projeto.

Estrutura e tecnologia chamam atenção dos visitantes

A gerente de Engenharia da Portos do Paraná, Bruna Calloni, destacou que o complexo está em fase final de construção e reúne características consideradas inovadoras no cenário portuário mundial.

De acordo com ela, a experiência e o conhecimento técnico dos integrantes da comitiva tornam o reconhecimento ainda mais significativo. Os engenheiros elogiaram tanto a dimensão da obra quanto a organização dos processos de engenharia e gestão adotados durante sua execução.

Obra deve fortalecer logística e economia do Paraná

Além de presidir o IEP, Nelson Gomez também atua como vice-presidente do Movimento Pró-Paraná e ressaltou a relevância do empreendimento para o desenvolvimento logístico do estado.

Na avaliação do engenheiro, o Moegão se destaca pela qualidade técnica da construção, pelo elevado volume de materiais empregados e pela integração entre os sistemas mecânicos, elétricos e de automação. Ele também destacou o cumprimento do orçamento previsto, fator considerado um diferencial em projetos de grande porte.

Quando entrar em operação, o Moegão deverá ampliar a eficiência logística do Porto de Paranaguá, contribuindo para otimizar o fluxo de cargas, reduzir gargalos operacionais e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves / GCOM Portos do Paraná

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Portos

Governador anuncia novos investimentos em infraestrutura para o Porto de São Francisco do Sul 

O Porto de São Francisco do Sul realizou na quarta-feira 1º de julho, data em que completa 71 anos, uma cerimônia para o lançamento de novos investimentos em infraestrutura, no valor de R$ 27 milhões, que serão custeados com recursos próprios da empresa estatal. O evento, na sede da empresa, teve a presença do governador Jorginho Mello e outras autoridades locais  

“O Porto é uma força viva aqui do Norte. Quando nós assumimos aqui não dava para andar, parecia um lixão, e hoje é um porto que vocês podem ver o zêlo, o capricho, os novos armazéns. E o Porto tem dado resultado, esses investimentos que nós estamos fazendo é do lucro do Porto. E na BR-280 nós estamos fazendo o quilômetro zero com o nosso dinheiro. O Porto cansou de esperar, está afogado e esse quilômetro que nós estamos fazendo, o quilômetro zero, é para desafogar e melhorar o fluxo, disse o governador Jorginho Mello.

Obras na BR-280 

Durante a solenidade, foi assinada a autorização para publicação do edital de contratação da empresa responsável pela obra de ampliação da BR-280, no trecho entre o acesso ao Porto de São Francisco do Sul e o acesso à Bunge.

A contratação tem valor de referência de R$ 11 milhões e contempla serviços de pavimentação, restauração, drenagem, obras de arte correntes, sinalização e intervenções complementares.

O projeto prevê a implantação de duas novas faixas de rolamento em cerca de 800 metros da BR-280 e outros 600 metros na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, que liga a rodovia federal ao porto. 

As intervenções abrangem 1,4 quilômetro de via, a partir do quilômetro zero da BR-280, em frente ao Terminal Santa Catarina (Tesc).

A obra tem como objetivo ampliar a capacidade de acesso ao complexo portuário, melhorar o fluxo de caminhões e contribuir para a movimentação de cargas. A execução está prevista para durar dez meses.

Três novos armazéns

O ato também contou com a inauguração de três novos armazéns para armazenamento de cargas na área operacional do porto. O investimento é de R$ 4,9 milhões. As três estruturas somam aproximadamente 15 mil metros quadrados de área de armazenagem, com cerca de 5 mil metros quadrados cada. 

De acordo com a administração portuária, a ampliação da área de armazenagem permitirá aumentar a capacidade de estocagem de cargas, otimizar o fluxo de entrada e saída de mercadorias e reduzir gargalos operacionais.

“Aumentamos em 20% da nossa capacidade de armazenagem, armazéns novos, todos regulares, com o que há de mais moderno, tecnologia de controle, autorizados pela Receita Federal. Eles serão utilizados para recepção de material importado, sobretudo aço, então a gente vê hoje aqui que já tem inclusive bobinas, já estamos utilizando esse armazém, mesmo agora na data da inauguração, isso vai ser muito importante para a produção industrial catarinense e brasileira na recepção desses insumos”, destacou o diretor-presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira.

Renovação do sistema de drenagem

Outro edital lançado prevê a contratação da empresa responsável pela elaboração dos projetos executivos e pela execução das obras de modernização, ampliação e reestruturação dos sistemas de drenagem pluvial e esgotamento sanitário do Porto. O valor de referência é de R$ 5,2 milhões.

A intervenção tem como objetivo separar definitivamente as redes pluviais e sanitárias, reduzir riscos de contaminação ambiental, melhorar o sistema de drenagem e atender às exigências ambientais.

Modernização do sistema de combate a incêndio 

Também foi assinado o edital para contratação da empresa que elaborará o projeto executivo e executará as obras de implantação, adequação, ampliação e modernização do sistema de combate a incêndio por hidrantes e sprinklers.

O valor de referência da contratação é de R$ 5,4 milhões. A obra busca ampliar a cobertura do sistema de prevenção e combate a incêndios, atender às normas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e reforçar a segurança das operações portuárias.

“O governador hoje está entregando mais obras, mais investimentos no Porto de São Francisco, um porto que vem crescendo muito, com a gestão do governador Jorginho e do Cleverton, é um porto diferenciado. Então Santa Catarina, através da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias e da administração do Porto de São Francisco, está fazendo uma administração ímpar e gerando mais empregos e desenvolvimento para Santa Catarina”, disse o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral.

TEXTO: Agência de Notícias SECOM/Assessoria de imprensa do Porto de São Francisco do Sul
IMAGENS: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Portos

Portos da China dominam ranking global em movimentação de cargas em 2025, com 8 entre os 10 maiores do mundo

A China consolidou em 2025 sua posição como potência logística global, ao ocupar oito das dez primeiras posições no ranking mundial de movimentação portuária. O dado foi divulgado por autoridades do setor de transportes do país e reforça a liderança chinesa no comércio marítimo internacional.

O desempenho é sustentado por volumes recordes de carga portuária, expansão da infraestrutura e crescimento contínuo da frota mercante.

Portos chineses registram volumes recordes de carga e contêineres

De acordo com o vice-ministro dos Transportes, Li Xinghu, os portos chineses movimentaram cerca de 18,3 bilhões de toneladas de carga em 2024, além de 354 milhões de TEUs (unidade equivalente a vinte pés) em contêineres.

O país também lidera em capacidade marítima, com uma frota de navios próprios que soma aproximadamente 490 milhões de toneladas de porte bruto (TPB).

Movimentação diária supera milhões de toneladas

Em média, os portos da China registraram em 2025 mais de 50 milhões de toneladas de carga por dia e cerca de 970 mil TEUs diários.

O fluxo marítimo também impressiona no número de embarcações: foram aproximadamente 98.200 movimentações de navios por dia, incluindo cerca de 1.236 viagens internacionais, segundo dados oficiais.

Transporte hidroviário reforça liderança logística

O sistema de hidrovias chinesas também atingiu patamar recorde, com movimentação próxima de 15 trilhões de tonelada-quilômetro em 2025.

Esse volume representa mais da metade do desempenho total do sistema de transporte do país, evidenciando a importância das rotas fluviais e costeiras para a logística nacional e o escoamento da produção industrial.

Expansão de infraestrutura portuária no plano quinquenal

Durante o período do 14º Plano Quinquenal (2021–2025), a China ampliou de forma significativa sua infraestrutura logística.

Foram adicionados 469 novos ancoradouros capazes de receber navios acima de 10 mil toneladas, elevando o total para 3.061 estruturas desse tipo no país.

Além disso, foram construídos cerca de 2.500 quilômetros de hidrovias de alto padrão, totalizando uma malha de 18.500 quilômetros.

Terminais automatizados impulsionam eficiência portuária

A modernização também avançou com a implantação de tecnologia. Até 2025, a China já operava 60 terminais automatizados, sendo 30 dedicados exclusivamente a contêineres.

Essas estruturas reforçam o foco do país em eficiência logística, digitalização e aumento da capacidade operacional dos portos chineses, que seguem entre os mais movimentados e estratégicos do mundo.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Portos

Porto de Paranaguá investe R$ 81,3 milhões em subestação para ampliar infraestrutura energética

O Porto de Paranaguá está investindo R$ 81,3 milhões na construção de uma moderna subestação de energia que irá reforçar a capacidade elétrica do complexo portuário e atender aos projetos de crescimento previstos para os próximos 30 anos.

A estrutura terá potência instalada de 60 megawatts (MW) e será conectada à rede em 138 quilovolts (kV). A execução ficará sob responsabilidade do Consórcio ETR, que terá prazo de até dois anos para concluir a obra.

Capacidade atenderá demanda equivalente a até 60 mil residências

Quando entrar em operação, a nova subestação terá capacidade de fornecimento de energia comparável ao consumo mensal de cerca de 30 mil a 60 mil residências, considerando uma média entre 150 e 250 kWh por imóvel.

Segundo a Portos do Paraná, o investimento foi dimensionado para acompanhar a expansão das atividades do terminal e garantir maior segurança no abastecimento elétrico das operações portuárias.

Projeto contempla futuras ampliações do complexo portuário

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a infraestrutura foi planejada para suportar os novos empreendimentos previstos para o porto, entre eles a construção dos futuros píeres em T e em F, considerados estratégicos para o aumento da capacidade operacional.

Ligação direta com a Copel deve aumentar eficiência

Um dos principais benefícios do projeto será a conexão direta da subestação com a rede principal da Copel, eliminando a necessidade de fornecimento por meio de subestações intermediárias. A medida tende a aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e reduzir perdas no abastecimento.

Para viabilizar a conexão, será necessária a modernização da rede elétrica, com a instalação de novos postes ao longo de aproximadamente quatro quilômetros de vias urbanas.

Com a nova estrutura, o Porto de Paranaguá reforça sua infraestrutura energética e cria condições para sustentar o crescimento da movimentação de cargas e dos investimentos previstos para as próximas décadas.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Portos brasileiros enfrentam desafios até 2035, aponta estudo inédito da Antaq

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou um estudo inédito que traça um panorama dos principais desafios que poderão impactar os portos brasileiros até 2035. Intitulado “Riscos Globais Portuários”, o levantamento reúne análises estratégicas para apoiar o planejamento de longo prazo diante de um cenário marcado por mudanças climáticas, transformações tecnológicas, instabilidade geopolítica e novas demandas do comércio internacional.

A iniciativa integra a Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária 2025-2026 e foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio de um acordo de cooperação técnica.

Estudo servirá de base para políticas públicas e investimentos

Após ser concluído, o material foi analisado pela Superintendência de ESG e Inovação (Sesgi) da Antaq e aprovado pela diretoria da agência. O objetivo é oferecer uma ferramenta de inteligência regulatória capaz de orientar decisões relacionadas a investimentos, gestão de riscos e formulação de políticas públicas para o setor portuário.

Segundo a Antaq, antecipar ameaças tornou-se fundamental para aumentar a capacidade de adaptação dos portos brasileiros e garantir maior eficiência diante das constantes mudanças no ambiente econômico global.

Pesquisa ouviu especialistas e adaptou metodologia internacional

Para elaborar o diagnóstico, os pesquisadores utilizaram como referência a metodologia aplicada pelo Fórum Econômico Mundial em seu relatório anual de riscos globais, adaptando-a à realidade brasileira.

O estudo reuniu revisão de literatura científica, análise de relatórios de sustentabilidade de portos nacionais e a contribuição de 125 especialistas e gestores do setor. Como resultado, foram produzidos um relatório técnico completo e uma versão executiva destinada a subsidiar decisões estratégicas.

Instabilidade política e falhas nas cadeias de suprimentos preocupam o setor

Entre os riscos considerados mais críticos para os próximos anos, o levantamento destaca:

  • instabilidade política;
  • conflitos geoeconômicos;
  • excesso regulatório;
  • aumento da carga tributária;
  • interrupções em infraestruturas digitais críticas;
  • falhas nas cadeias globais de suprimentos.

Outro dado relevante é que cerca de 74% dos riscos analisados permanecem classificados como elevados tanto no curto quanto no longo prazo, indicando que grande parte dos desafios possui caráter estrutural e exigirá ações permanentes.

Mudanças climáticas lideram os riscos para 2035

Na avaliação da Antaq, as mudanças climáticas representam a principal ameaça para o sistema portuário brasileiro na próxima década.

Entre os impactos previstos estão eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar, erosão costeira, escassez de recursos naturais e os desafios relacionados à descarbonização do transporte marítimo, fatores que podem comprometer operações e investimentos em infraestrutura.

Digitalização amplia necessidade de segurança cibernética

O estudo também aponta que o avanço da transformação digital nos portos exige investimentos crescentes em segurança cibernética, proteção de infraestruturas críticas, integração de sistemas e qualificação profissional para acompanhar a expansão da automação e da inteligência artificial.

Na área econômica, permanecem como fatores de atenção a perda de competitividade, a elevada carga tributária, a insegurança regulatória e os reflexos das tensões geopolíticas sobre as rotas globais de comércio.

Recomendações buscam fortalecer a resiliência do setor

Além de mapear os riscos, o relatório apresenta medidas para aumentar a capacidade de resposta dos portos brasileiros. Entre as recomendações estão a adoção de estratégias de adaptação às mudanças climáticas, aceleração da modernização digital, criação de um sistema permanente de monitoramento de riscos, ampliação das parcerias com universidades e centros de pesquisa e incentivo ao desenvolvimento de soluções inovadoras.

O documento também defende mecanismos de financiamento para infraestrutura resiliente e programas de capacitação profissional, reforçando que a preparação para os desafios futuros dependerá da atuação integrada entre governo, autoridades portuárias, operadores e demais agentes da cadeia logística.

Segundo a Antaq, os resultados do estudo passarão a compor a base técnica utilizada na formulação de políticas regulatórias e poderão contribuir para decisões do Ministério de Portos e Aeroportos, além de subsidiar análises relacionadas aos contratos do setor e ao processo de modernização da infraestrutura portuária brasileira.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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