Comércio, Logística, Portos

Porto de Itajaí movimenta 1,8 milhão de toneladas no semestre e registra alta histórica de 1.686%

O Porto de Itajaí registrou um desempenho expressivo no primeiro semestre de 2025, com a movimentação de 1.859.082 toneladas em cargas gerais e contêineres. O volume representa um crescimento de 1.686% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 104.144 toneladas — um marco que reafirma a recuperação e a relevância do terminal no cenário portuário nacional.
Desse total, 200.090 toneladas foram destinadas à exportação e 179.331 à importação, considerando exclusivamente as operações realizadas no Cais Público e na área arrendada do porto. Somente no mês de junho, o Cais Público movimentou 147.937 toneladas, enquanto a área arrendada respondeu por 231.484 toneladas.

“O Porto de Itajaí não apenas se recuperou, como superou expectativas e ampliou significativamente sua movimentação. Crescemos 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, e fomos destaque nacional no segmento de contêineres, especialmente na região Sul, que bateu recorde de movimentação. A tendência é de crescimento contínuo”, avaliou o superintendente João Paulo Tavares Bastos.

Complexo portuário de Itajaí supera 7 milhões de toneladas no semestre

Ao incluir todas as unidades operacionais que integram o complexo — como Teporti, Poly Terminais, Barra do Rio, Trocadeiro, Braskarne e Portonave — o volume total movimentado chegou a 7.116.922 toneladas de janeiro a junho de 2025.
Foram 3.574.635 toneladas exportadas e 3.542.287 importadas, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. A movimentação de 610 embarcações no acumulado do ano, sendo 101 apenas em junho, reforça a intensidade das operações e o protagonismo logístico da região.

Porto de Itajaí acompanha tendência nacional de crescimento

O desempenho do Porto de Itajaí segue a tendência registrada nos portos brasileiros. Segundo a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), o Brasil movimentou 532 milhões de toneladas de janeiro a maio deste ano — superando, em apenas cinco meses, o volume total registrado durante todo o ano de 2024. O crescimento nacional foi de 0,8% no período.

Fonte: Porto de Itajaí

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Comércio Exterior, Inovação, Logística, Tecnologia

RFID passivo amplia acesso à tecnologia de segurança logística 

A Fractal tem expandido sua oferta de lacres RFID passivos com o objetivo de democratizar o acesso à tecnologia de rastreamento e integridade no transporte. 

Os dispositivos de uso único vêm sendo apontados como soluções viáveis para empresas de diferentes portes. Segundo Elio Santos, gerente comercial da Fractal, esses dispositivos de uso único dispensam logística reversa, têm custo reduzido e podem ser implementados sem a necessidade de infraestrutura complexa — características que os tornam uma solução viável para empresas de pequeno, médio e grande porte. 

A Fractal tem expandido sua oferta de lacres RFID passivos com o objetivo de democratizar o acesso à tecnologia de rastreamento e integridade no transporte de cargas. Esses dispositivos de uso único dispensam logística reversa, têm custo reduzido e podem ser implementados sem a necessidade de infraestrutura complexa — características que os tornam uma solução viável para empresas de pequeno, médio e grande porte. 

“A solução foi desenvolvida justamente para ampliar o acesso a tecnologias de segurança que antes estavam restritas a grandes operações”, afirma Elio Santos, gerente comercial da Fractal. O foco está em operadores logísticos que buscam maior controle sobre violações, rastreabilidade contínua e integração com sistemas regulatórios. 

Os lacres são compatíveis com plataformas de monitoramento e estão em conformidade com a Resolução nº 5.232/2016 da ANTT, que estabelece os critérios para a interoperabilidade de sistemas de monitoramento eletrônico de veículos e cargas. Essa norma busca padronizar a comunicação entre dispositivos e promover maior visibilidade nas operações de transporte terrestre, com foco na prevenção de sinistros e na segurança da carga. 

No contexto da rastreabilidade e segurança, os lacres RFID têm aplicação ampliada em setores regulados. De acordo com Elio Santos, gerente comercial da Fractal, “além do setor logístico tradicional, os lacres RFID da Fractal são indicados para segmentos regulados, como farmacêutico, alimentos, bebidas, eletrônicos e automotivo. A adoção da tecnologia contribui para auditorias mais ágeis, cumprimento de exigências contratuais e atendimento a normas de segurança e compliance”. 

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO 

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Evento, Logística

Logistique 2025 vem para atender um mercado em constante renovação

Edição deste ano de um dos maiores eventos de logística e comércio exterior do Brasil acontece de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú

O mercado se prepara para mais uma edição de um dos mais importantes eventos empresariais do Brasil, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú. A Logistique é um evento setorial estratégico voltado para as áreas de logística, abrangendo a cadeia completa; comércio exterior e relações internacionais, já consolidado nos mercados regional e nacional.

A expectativa é reunir mais de 200 expositores e 16 mil visitantes em torno da feira de logística e do Logistique Summit, uma conferência com a abordagem de temas relacionados à macroeconomia, geopolítica, alianças econômicas, sustentabilidade, infraestrutura, inovação, entre outros estratégicos nos meios econômico e empresarial. O crescimento com relação a edição do ano passado é de 60%.

Leonardo Rinaldi, diretor geral da Logistique, destaca a importância do evento, principalmente no momento em que o comércio global e as relações internacionais enfrentam desafios devido às políticas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, que é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. 

“A decisão do governo dos EUA em impor tarifas recíprocas reacende o debate sobre os rumos do comércio global e abre a possibilidade de parcerias bilaterais do Brasil com novos mercados emergentes, o que vai acabar favorecendo o setor produtivo interno”, pontua Leonardo. “Nesse contexto entra a Logistique Summit, fomentando debates relacionados aos setores logístico, da navegação e do comércio exterior com palestrantes altamente capacitados”, completa.

Localização estratégica

A primeira edição da Logistique foi realizada em Joinville no ano de 2019, permanecendo no Norte de Santa Catarina até 2023. A mudança estratégica ocorreu no ano passado com a transferência do evento para Balneário Camboriú, epicentro da logística no Sul do Brasil. 

O Expocentro Júlio Tedesco está localizado praticamente ao lado do maior entroncamento rodoviário do Sul do País, no raio de 200 quilômetros dos portos e terminais catarinenses [Imbituba, Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Itapoá] e dos principais aeroportos do Sul do Brasil: Florianópolis, Curitiba, Navegantes e Joinville.

Outro diferencial é que Balneário Camboriú está no centro da região Sul, que exportou mais de US$ 56,9 bilhões e registrou uma corrente de comércio de US$ 123,3 bilhões no ano passado. Para 2025 a expectativa é de que as vendas externas brasileiras cresçam até 20%. Outro fator que contribui para que a Logistique seja realizada em Santa Catarina é que a produção industrial no estado continua avançando acima da média nacional e desponta com a maior alta do país no acumulado do ano. 

A economia de Santa Catarina também cresceu 5,7% no ano passado e liderou a alta no País, segundo estatísticas do Banco Central. Esse indicador de atividade econômica do BC funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). A média brasileira foi de 3,8%. Isso impacta diretamente no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense de 2024, que tem a segunda maior projeção de crescimento da década. A estimativa é de 5,3%, ficando atrás apenas de 2021

“Com um crescimento expressivo previsto para 2025, uma nova localização já aprovada pelos mercados da logística, comércio exterior e áreas correlatas e um impacto significativo no setor, a Logistique promete ser um evento imperdível para todos os empresários e profissionais da área”, diz Leonardo. Ele acrescenta que a expectativa é de que a Logistique continue crescendo e se consolide cada vez mais entre os eventos de logística do país, impulsionando o desenvolvimento e a competitividade das empresas participantes e promovendo a infraestrutura e diferenciais logísticos do Sul do Brasil.

TEXTO E FOTOS: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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Logística

Rota Amazônica que liga Brasil ao Pacífico será concluída em setembro, diz Tebet

Integração com portos da Colômbia, Peru e Equador pode reduzir em até 10 dias o tempo de envio à China

A Rota Amazônica, projeto de integração logística entre o Brasil e países banhados pelo Oceano Pacífico, deve ser concluída até setembro deste ano, segundo afirmou a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

O corredor rodoviário e fluvial liga Manaus e outras cidades do Amazonas a portos estratégicos na Colômbia (Tumaco), Equador (Manta) e Peru (Chancay e Paita), fazendo parte de um plano mais amplo de integração sul-americana.

Segundo Tebet, a iniciativa tem potencial para reduzir em até 10 dias o tempo de transporte de produtos brasileiros até a China, principal parceiro comercial do Brasil.

Conexão com a China

O projeto de infraestrutura ganha relevância geopolítica por incluir o porto de Chancay, no Peru, que se tornou um dos principais investimentos chineses na América Latina.

Com a nova rota, a China deve ganhar mais agilidade na importação de commodities brasileiras, especialmente grãos e proteínas.

“A integração logística é estratégica para baratear custos e ampliar o comércio com nossos parceiros no Pacífico”, afirmou Tebet.

Paralelamente, o governo brasileiro assinou, na segunda-feira (7), um memorando de entendimento com a China para realizar estudos de viabilidade de um novo corredor ferroviário bioceânico.

A proposta é ligar o porto de Ilhéus, na Bahia, ao porto de Chancay, cruzando o continente sul-americano.

Segundo Tebet, os estudos devem durar entre 18 e 20 meses. Caso a viabilidade técnica e econômica seja confirmada, a obra seria executada no próximo governo.

Fonte: InfoMoney

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Comércio, Logística, Negócios

Governador Jorginho Mello lidera criação da Ferrosul: ligação ferroviária entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul

O governador Jorginho Mello recebeu nesta terça-feira, 8, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex e o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Elias Verruck, para debater a questão das ferrovias dos quatro estados e ter uma ligação comum entre todos, a Ferrosul. O grupo decidiu criar uma comissão oficial para participar do debate nacional sobre a renovação das concessões ferroviárias e defender os interesses comuns. Cada estado vai indicar os representantes que vão trabalhar nos planos de ação.

“Foi decidido que nós vamos criar uma comissão técnica agora, formada pelos quatro estados, de forma legalizada. Baseada em uma carta, dizendo a intenção dos quatro governadores em trabalhar esse assunto de forma conjunta. Só assim nós entendemos que vamos de uma vez por todas fazer o assunto andar. Entendemos que isso é vital para a nossa economia. Por isso tomamos essa iniciativa”, resumiu o governador Jorginho Mello.

Por determinação de Jorginho Mello, Santa Catarina vai ser representada pelos secretários de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, do adjunto da mesma pasta, Ivan Amaral, e do secretário adjunto de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando. Junto com os representantes dos outros estados eles vão trabalhar o mapa ferroviário dos quatro estados, aquilo que é convergente para a comissão e definir a espinha dorsal fundamental, a Ferrosul, para o desenvolvimento ferroviário no Sul.

“Nós temos que dar relevância aqui por esse espaço importante que o governador Jorginho conseguiu construir, sem dúvida alguma, foi o convite dele para que esses estados estivessem aqui que tornou esse momento possível. A união desses quatro estados vai mudar totalmente a nossa capacidade de negociação. Eu tenho certeza que muitos atores do setor trabalhavam com a nossa divisão e agora todos vão saber que nós temos quatro estados que são muito importantes para o país, estados que têm uma grande capacidade de desenvolvimento econômico e que vão estar unidos para discutir a malha ferroviária. A verdade é que os nossos estados não têm recebido há décadas a atenção que merece no que diz respeito a sua eficiência logística”, avaliou Beto Martins.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mostrou a situação da malha ferroviária gaúcha e os benefícios da união em torno do tema. “Promovemos uma integração de visões entre os nossos estados, os três estados que integram a região Sul, somado o Mato Grosso do Sul. Porque infraestrutura e logística é crítico para a gente poder sustentar o desenvolvimento econômico. O Rio Grande do Sul assistiu ao longo das últimas décadas desativações de trechos da rede ferroviária, que significaram reduzir a funcionalidade desses trechos a 25% da malha originalmente estabelecida, de quase 4 mil quilômetros de rede ferroviária, menos de 900 quilômetros ali estão com capacidade operacional”, disse Leite.

Os governadores do Paraná Ratinho Junior e do Mato Grosso do Sul Eduardo Ridel estavam em viagens, por isso foram representados pelos respectivos secretários de Estado.

Também participaram da reunião o prefeito de Florianópolis e presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) Topázio Neto, os secretários de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, da Comunicação, Bruno Oliveira, o adjunto da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, o adjunto de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, a secretária executiva de Articulação Nacional, Vânia Franco e o presidente da Invest SC, Renato Lacerda.

Fonte: Jornal do Comércio

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Logística

“Estamos trazendo os melhores para pensar como destravar os gargalos da infraestrutura no Brasil”, diz secretário de Transporte Ferroviário

Em entrevista ao NeoFeed, Leonardo Ribeiro diz que objetivo da estatal chinesa é analisar logística multimodal do País para participar de concessões que levem exportações brasileiras para a China

O anúncio da assinatura de um memorando entre governo brasileiro e a China Railway Economic and Planning Research Institute – braço da China State Railway Group, maior empresa ferroviária pública do mundo –, agendado para esta segunda, 7 de julho, em Brasília, chamou a atenção por citar como objetivo a realização de pesquisa e planejamento sobre um “sistema de transporte integrado no Brasil”.

Desde que as primeiras negociações de uma parceria entre os dois países ganharam força, em abril, com a vinda de uma comissão chinesa para analisar algumas obras ferroviárias, a percepção entre especialistas do setor é que o objetivo do governo brasileiro era obter apoio técnico e financeiro dos chineses para viabilizar a rota bioceânica – um corredor logístico de 4.400 km que começa no porto de Ilhéus, no Atlântico, e vai até o porto de Chancay, no Pacífico.

A possível obra, criticada por especialistas pelo alto custo, na verdade é apenas uma das possibilidades que podem surgir dessa parceria.

Em entrevista ao NeoFeed, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, principal gestor da área no Ministério dos Transportes, disse que a parceria tem planos ainda mais ousados.

“Eles querem avaliar toda a logística de cargas do País para saber qual a melhor alternativa para escoar as exportações brasileiras para a China”, diz Ribeiro. “Querem estudar todas as alternativas, inclusive a possibilidade de um sistema integrado multimodal, envolvendo ferrovia, rodovia e hidrovia.”

Ribeiro explicou que a parceria prevê confidencialidade dos dados compartilhados e será fundamental para o Brasil em dois aspectos. Por um lado, ajudará a pasta a criar um banco de informações sobre o sistema brasileiro de transporte de cargas essencial na elaboração de um planejamento estratégico ferroviário.

Por outro, vai facilitar a entrada de empresas chinesas nas concessões ferroviárias: “Todas essas informações – análise de demanda, de traçado, etc – vão fornecer subsídios para permitir que os chineses entrem em futuras concessões de ferrovias, eles precisam dessas informações, como precisaram quando entraram nas concessões de energia.”

Leia a seguir outros trechos da entrevista, na qual Ribeiro revela detalhes do Plano Nacional de Ferrovias e a estratégia da pasta para atrair o setor privado para os leilões ferroviários:

O anúncio do memorando prevê a realização de pesquisa e planejamento sobre um sistema de transporte integrado no Brasil. Há outros projetos que o governo pretende incluir nessa parceria com os chineses, além dos estudos sobre a rota bioceânica?
Essa parceria sela um acordo histórico com o instituto de pesquisa ferroviária da China Railway, que conta com engenheiros e técnicos especializados. Como esse acordo prevê uma governança de confidencialidade de dados, vamos fazer em conjunto uma ampla pesquisa sobre o sistema brasileiro de transporte de cargas focado em ferrovias, além do corredor bioceânico. Todas essas informações – análise de demanda, de traçado, etc – vão fornecer subsídios para permitir que os chineses entrem em futuras concessões de ferrovias, como entraram nas concessões de energia.

Que tipo de estudos estão previstos neste acordo?
Principalmente na área multimodal. Eles querem estudar não só o corredor bioceânico, mas como estamos escoando as cargas de ferrovias, rodovias, hidrovias e portos, a partir de Lucas do Rio Verde (MT). Querem analisar todas as rotas – subindo para o Arco Norte, em direção a Ilhéus (BA), para Santos e para Chancay. Ou seja, querem fazer um estudo integrado, pois eles estão interessados em saber da viabilidade de usar o Arco Norte; analisar o trecho de expansão da Ferrovia Norte-Sul; e o corredor FICO-FIOL, fazendo transporte do centro do País até o Atlântico. Esse corredor FICO-FIOL é o principal corredor estratégico, pois corta o País de norte a sul e de leste a oeste, e tem muitos trechos concluídos.

Os chineses já visitaram as obras da FICO e FIOL em abril quando trouxeram uma delegação. Qual a avaliação deles?
Eles ficaram impressionados com a engenharia empregada nas obras. Esse corredor pode viabilizar a carga para o porto de Chancay, levando em consideração, inclusive, um sistema integrado multimodal, sem ser apenas por ferrovia. Ou seja, pode fazer transporte de carga ferroviária até Lucas do Rio Verde e completar por rodovia ou construir uma ferrovia seguindo o traçado das BRs até Chancay. Eles querem estudar todas as possibilidades.

“Os chineses querem estudar todas as alternativas de rotas para Chancay, por ferrovia e rodovia”

A eventual construção da rota bioceânica recebeu muitas críticas de parte dos especialistas. Queria que o senhor alinhasse argumentos a favor desse projeto.
Estamos selando uma parceira com os maiores especialistas em ferrovias do mundo. A china tem a indústria ferroviária mais avançada do planeta. Estamos trazendo os melhores para pensar como destravar os gargalos da infraestrutura no Brasil. Sabemos que ferrovia transporta de forma mais eficiente, mas demanda mais custos para construção. Por isso os chineses querem avaliar a distância de transporte da carga do centro do País para os portos do Atlântico – Arco Norte, Ilhéus e Santos. A distância do Mato Grosso para o Atlântico é mais curta do que para Chancay. Mas a distância marítima de Chancay para a China é menor do que de Santos a Xangai. Isso é que precisa ser avaliado. Além dessa conta, precisamos estudar o traçado e o investimento necessário para implantar uma ferrovia, num contexto de recursos escassos.

É isso que os chineses querem estudar?
Sim, não é apenas o corredor bioceânico, mas outras saídas. Esse estudo não só vai permitir que os chineses entrem no setor de transporte com informações e segurança jurídica, como estabelecer o custo-benefício para transportar carga até Chancay.

Há críticas ao risco de a rota bioceânica levar à perda de autonomia estratégica logística do Brasil para a China. Como o senhor vê essa questão?
Há muito desconhecimento nesse quesito. O governo tem vários instrumentos para fazer política externa, tarifária e de proteção. Por exemplo, temos a Camex, que é a Câmara de Comércio Exterior, e instituições à disposição do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que podem reduzir esse risco. Precisamos pensar de uma forma transversal. Do ponto de vista da logística do transporte, precisamos de investimento privado, de parceiros e de projetos viáveis. O meu papel aqui é fazer parcerias para atrair investidores, com estratégia de financiamento. Ou seja, é uma discussão que não é só do Ministério de Transportes, envolve visão de Estado e de governo. Fizemos apenas três leilões nos últimos 30 anos, e um deles deu errado.

Qual leilão, o da FIOL?
Isso, a FIOL 1 foi concedida em 2021 e deu errado em quatro anos. Não teve um banco de projetos, funding, planejamento, não teve nada. Tenho até um lema: a pressa é inimiga da concessão. O setor ferroviário exige muitos recursos. A estratégia de fazer obra pública para depois conceder, até funciona. Mas obras no setor ferroviário demoram muitos anos, e a eficiência da obra pública é menor em comparação com o setor privado.

Como reverter esse gargalo?
Estamos criando uma estratégia baseada no aporte de viabilidade: em vez do governo, o privado é quem faz, vai lá e constrói – e o governo concede recursos. Está funcionando na Ásia, em especial na Índia e Indonésia. Eles fazem o chamado viability gap funding (VGF). Quando você constrói uma ferrovia, não tem infraestrutura pronta. Esse tempo de construção acaba comprometendo a viabilidade do projeto do ponto de vista econômico-financeiro. Assim, o governo vai aportar recursos e o privado entra. O interessante é que esse aporte tem de ser na medida do necessário porque os recursos são finitos. Ou seja, precisa aportar da forma mais eficiente possível.

“Estamos criando uma estratégia na qual o governo aporta os recursos e o setor privado faz a obra ferroviária”

O setor privado tem demonstrado interesse?
Sim, para fundos de investimento, por exemplo, é uma boa alternativa. Porque o fundo pode participar do projeto, com funding, aproveitando essa parceria público-privada, e depois que ficar pronto pode passar para um grupo logístico. Com isso, consegue valorizar e tem um ganho.

Essa parceria com os chineses pode impulsionar o Plano Nacional de Ferrovias?
O plano já está em execução. Basicamente, é um corredor Norte-Sul e Leste-Oeste, separando o País em quatro eixos. Para cada empreendimento, estamos buscando soluções.

Qual a estratégia para viabilizar o Plano Nacional de Ferrovias?
Criamos um tripé. Assim como o governo FHC criou um tripe macroeconômico – câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e meta de inflação -, pensamos num tripé para levantar recursos para desenvolver o setor ferroviário. Estamos criando uma estratégia de funding, pois só aportes do governo não resolvem. Criamos um banco de projetos, essencial para fazer estudos que vão indicar a engenharia e o aporte necessários para tomar decisões. Para completar esse tripé, temos um portfólio normativo, que vai tornar os projetos mais viáveis.

Do que consiste esse portfólio normativo?
O objetivo é induzir a utilização do real estate para reduzir a necessidade de aporte, usando os ativos da faixa de domínio e as receitas alternativas com o setor imobiliário, para trazer recursos para dentro dos projetos ferroviários. Vamos anunciar também uma nova política para material rodante. Até agora, locomotiva e vagão são considerados bens reversíveis. Por que o governo quer receber daqui a 30 anos uma sucata? Por que isso não fica com o privado? A ideia é induzir o operador a não comprar, mas alugar. O tripé, portanto, prevê estratégia de funding, banco de projetos e política pública para tornar esses projetos mais atrativos.

Fonte: NeoFeed

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Logística

Túnel Santos-Guarujá: Autoridade Portuária quer propriedade da obra e fará exigências ao Governo de São Paulo

A Autoridade Portuária de Santos (APS) prepara uma série de exigências que serão encaminhadas ao Governo do Estado para que constem no edital do túnel imerso Santos-Guarujá. Uma delas é a reivindicação de propriedade da construção. O leilão da ligação seca está previsto para o dia 5 de setembro, na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo.

Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, primeiramente serão exigidas garantias de menor impacto nas operações portuárias. “O túnel tem natureza dúplice, é uma obra infraviária, de mobilidade urbana, que conecta ponto A com ponto B, mas também as margens do Porto. Então, a primeira exigência é que haja a menor interrupção possível nas operações, nas linhas férreas, nas perimetrais e no canal de navegação”, detalha o presidente da gestora do Porto.

Além disso, a APS reivindicará ao Governo Estadual a propriedade do túnel. “Nós queremos que fique claro no edital que a construção do túnel passa a ser propriedade da Autoridade Portuária. Nós (União e Estado) vamos fazer a obra, o Estado vai dirigir essa concessão, mas, ao final do prazo de concessão, ela será propriedade da Autoridade Portuária de Santos. Inclusive, teremos reuniões nos próximos dias (com o Estado) para que isso fique consignado no edital”, adianta Pomini.

Túnel Santos-Guarujá
Recentemente, o projeto do túnel Santos-Guarujá foi ajustado atendendo a sugestões de empresas internacionais e o novo edital foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo no último dia 10. As mudanças elevaram o custo da obra de R$ 5,96 bilhões para R$ 6,8 bilhões. O investimento será custeado meio a meio entre o Governo Federal e o Governo de São Paulo. A licitação internacional, na modalidade de parceria público-privada (PPP), dará ao futuro vencedor um contrato de 30 anos para construção, operação e manutenção do empreendimento. Devido às alterações, o leilão foi remarcado de 1º de agosto para 5 de setembro, na B3, em São Paulo.

Com 1,5 quilômetro de extensão — sendo 870 metros sob o canal do estuário —, o túnel contará com três faixas por sentido, sendo duas para veículos de passeio, ônibus e caminhões e uma exclusiva para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de galeria para pedestres e ciclistas. Atualmente, a ligação entre Santos e Guarujá é feita por balsas e catraias, que transportam mais de 21 mil veículos, 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres por dia. A estimativa é de geração de cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos com a obra.

Fonte: A Tribuna | Datamar News

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Comércio Exterior, Inovação, Logística, Terminais de Cargas

AMA Terminais é lançada oficialmente em Itajaí com foco em cargas LCL e soluções logísticas personalizadas 

Itajaí (SC) – O setor logístico brasileiro ganhou um reforço de peso na noite de quinta-feira (03), com o lançamento oficial da AMA Terminais, uma empresa especializada no atendimento e manuseio de cargas LCL (Less than Container Load), que chega ao mercado com uma proposta inovadora: aliar alta tecnologia, atendimento personalizado e visão de futuro. 

O evento de inauguração, realizado no Giardino Del Porto, reuniu empresários, parceiros estratégicos e clientes no coração de um dos maiores polos logísticos do país. A AMA Terminais está localizada dentro do Terminal Barra do Rio, um terminal portuário alfandegado, o que potencializa ainda mais sua operação e reforça a escolha estratégica do local. “É uma nova empresa que chega ao mercado já grande, com muita tecnologia, com um atendimento dedicado e personalizado, entendendo cada necessidade do cliente, entendendo como o mercado funciona e respeitando a regionalidade. Estamos trazendo algo diferenciado ao mercado, com tecnologia e know-how, olhando para o futuro”, destacou Lucas Balioli, diretor da AMA Terminais. 

Focada no segmento LCL, a AMA Terminais nasce com um diferencial que a posiciona como referência desde o primeiro dia de operação. A empresa oferece soluções logísticas sob medida, adaptadas às demandas de clientes que buscam agilidade, eficiência e integração no transporte de cargas fracionadas. “Estamos oferecendo aos clientes um nível de visibilidade tecnológica que, posso afirmar com segurança, ainda não existe no mercado catarinense. Em muito pouco tempo, conseguimos colocar essa estrutura em operação. Só temos a agradecer aos parceiros — atuais e futuros — que caminham conosco nesse processo de crescimento de ponta a ponta”, complementou Balioli. “Reunimos nossa expertise em operação com um atendimento comercial próximo, em espaços modernos e bem preparados, para atender cada cliente de forma proativa e altamente personalizada.” 

Parceria estratégica 

A parceria com o Terminal Barra do Rio, que atua há 9 anos no mercado como terminal alfandegado multipropósito, foi essencial para consolidar o projeto da AMA. Com experiência em exportação e importação, o terminal oferece infraestrutura robusta e equipe qualificada para garantir um fluxo operacional ágil e seguro. “A operação LCL vem agregar as atividades do Terminal, com a qualificação e evolução do processo. Nossa expertise está na armazenagem, desova eficiente, guarda e distribuição da carga. Todo esse trabalho se soma ao processo da AMA”, explicou Eriosmar Batista, gerente institucional e regulatório do Terminal Barra do Rio. 

A sinergia entre as duas empresas promete impulsionar o desenvolvimento logístico da região de Itajaí, com ganhos concretos para o mercado. A AMA traz inovação, enquanto o Terminal investe fortemente em infraestrutura e processos aduaneiros mais modernos, como aquisição de scanner, expansão de gates e automação de sistemas. “Quando você faz uma parceria com um parceiro estratégico que complementa o que você já faz, as chances de dar certo são muito maiores. O grupo todo fica mais forte”, avaliou Carlos Weidlich, gerente de finanças e controladoria do Terminal Barra do Rio. “Estamos focados naquilo que é nossa vocação, prestando serviços com excelência. A AMA entra para trazer esse braço especializado na comunicação e operação de cargas LCL.” 

Com estrutura moderna, foco em logística inteligente e soluções orientadas por dados e tecnologia, a AMA Terminais inicia sua trajetória com ambição e clareza de propósito: ser referência nacional em cargas fracionadas e oferecer uma nova experiência logística para empresas de todos os portes. 

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Comércio Exterior, Logística, Notícias, Portos

JBS Terminais integra todas as áreas do terminal de Itajaí em seu contrato de arrendamento e impulsiona a eficiência do terminal

Na prática, a JBS Terminais passa a operar todos os berços de atracação e áreas disponíveis,
ampliando significativamente a eficiência das operações.

A unificação das áreas foi oficializada nesta sexta-feira (04) pelo Ministério de Portos e Aeroportos, após deliberação da ANTAQ, consolidando o adensamento operacional das áreas sob responsabilidade da empresa, que detém contrato transitório de arrendamento.

Esse adensamento, inédito em Itajaí, não apenas melhora a previsibilidade e produtividade para os clientes, mas também beneficia diretamente os trabalhadores portuários, que passam a contar com maior estabilidade, previsibilidade e oportunidades de renda com o modelo unificado.

A recente duplicação da capacidade de atracação — agora com quatro berços operacionais —, somada à expansão da área retroportuária, permite que o terminal de Itajaí receba até três navios de grande porte simultaneamente, eliminando gargalos logísticos e acelerando o fluxo de cargas na região. Essas melhorias criam maior sinergia, aumentam a competitividade, reduzem os impactos urbanos e impulsionam toda a cadeia produtiva local e nacional.

Segundo nota técnica do Ministério de Portos, “a expansão está alinhada à modelagem em curso para a licitação de longo prazo do terminal, que prevê o arrendamento integral da área operacional a um único operador. O adensamento no contrato transitório permitirá testar previamente esse modelo, validando sua viabilidade operacional, a sinergia entre atividades e a adequação da infraestrutura. Assim, minimiza-se o risco de falhas na implementação futura, conferindo maior segurança ao processo licitatório definitivo.”

Reconhecido como o segundo maior complexo portuário em movimentação de contêineres do Brasil e líder na exportação de cargas frigorificadas, o terminal de Itajaí está em vias de retomar esse protagonismo — agora com uma operação centralizada e moderna. “Conseguimos, em pouco tempo, recolocar Itajaí na posição de protagonista como um terminal eficiente e competitivo. Ao adensarmos as áreas, reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento econômico de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil. Estamos ampliando a eficiência logística, atraindo novas rotas e cargas, o que vai impulsionar a economia regional e nacional”, destaca Aristides Russi Junior, CEO da JBS Terminais.

Com essa conquista, a JBS Terminais — empresa do grupo JBS, especializada em gestão de terminais — consolida seu papel como parceira estratégica do Porto de Itajaí e da região. A unificação das operações sob gestão privada traz dinamismo, investimentos e empregos, promovendo desenvolvimento sustentável. Além dos ganhos imediatos em produtividade, a iniciativa projeta Itajaí novamente como hub logístico de excelência no cenário nacional e internacional.

Sobre a JBS Terminais
A JBS Terminais é uma empresa do grupo JBS dedicada a soluções logísticas portuárias. Desde que assumiu o contrato de arrendamento do terminal de Itajaí, em 2024, a companhia já movimentou mais de 163.344 TEUs e investiu R$ 130 milhões em modernização e expansão da infraestrutura local. Com 1.030 metros de cais acostável, calado de 14 metros e ampla área retroportuária, o terminal está capacitado a atender às demandas crescentes do comércio exterior, alinhando eficiência operacional com o compromisso de impulsionar o desenvolvimento do Porto de Itajaí.

TEXTO E FOTO: Assessoria de imprensa

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Logística, Sustentabilidade

TecPlata iniciou uma nova operação regular de bitrens

Dessa maneira, fortalece o desenvolvimento logístico e reafirma seu impulso ao transporte sustentável

Como parte de seu compromisso com uma logística mais eficiente, sustentável e conectada,
a TecPlata, terminal de contêineres do Porto La Plata, iniciou uma nova operação regular de bitrens para o interior do país, em articulação com dois aliados estratégicos: a companhia marítima Log-In e a operadora terrestre OTT.

Essa nova rota reforça a proposta multimodal da TecPlata, integrando infraestrutura portuária de alto nível com soluções de transporte terrestre de alto desempenho. “Esse tipo de operação nos permite otimizar recursos e oferecer um serviço mais competitivo, com maior eficiência em cada trajeto”, afirmaram representantes da OTT.

Da mesma forma, a companhia marítima destacou que “fortalecer a conexão entre o porto e o transporte terrestre nos permite responder com mais agilidade às demandas do mercado, impulsionando soluções logísticas inovadoras e sustentáveis”.

O novo serviço de bitrens oferece múltiplos benefícios logísticos, entre os quais se destacam: maior capacidade de carga por unidade; redução de emissões e menor impacto ambiental; otimização de tempos e uma conectividade mais eficiente com o hinterlândia.

Por sua vez, a TecPlata declarou: “celebramos este novo passo rumo a uma logística integrada, onde a colaboração entre os principais atores da cadeia logística permite construir soluções ágeis, personalizadas e alinhadas com os desafios do comércio exterior atual.”

Fonte: Ser Industria

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