Internacional, Logística, Portos

Haveria uma crise operacional em Manzanillo

O porto de Manzanillo, no estado de Colima, atravessa um dos seus momentos mais delicados em 2025 até agora.

Considerado o principal ponto marítimo do país em volume de carga, o porto sofreu entre maio e junho uma crise operacional provocada por um conflito trabalhista, o qual interrompeu parcialmente suas atividades e deixou uma marca visível em suas estatísticas.

Durante o mês de maio, Manzanillo registrou a movimentação de 298.923 contêineres de 20 pés (TEU); seu número mensal mais baixo do ano. Pela primeira vez em 2025, o volume operado caiu abaixo dos 300 mil TEU, o que contrasta com os 337.670 movimentos registrados em março, seu pico máximo até agora. Essa queda de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior reflete claramente o impacto direto das paralisações operacionais.

Conflito trabalhista
O conflito eclodiu em 12 de maio, quando trabalhadores da alfândega iniciaram uma série de protestos por supostos abusos trabalhistas e demissões injustificadas. Embora as manifestações tenham durado apenas quatro dias, foram suficientes para afetar a operação geral do terminal. Em 20 de maio, o porto operava com apenas cinco inspetores ativos. Em resposta, a Contecon Manzanillo e a Agência Nacional de Aduanas do México (ANAM) anunciaram, em 12 de junho, uma medida emergencial: ampliar temporariamente o horário de atendimento para 24 horas por dia, a fim de lidar com os picos de demanda acumulada.

Em nível nacional, Manzanillo mantém a liderança no número de operações portuárias, com 1,59 milhão de movimentos entre janeiro e maio. No entanto, outros portos começam a aproveitar suas fragilidades. Lázaro Cárdenas reporta um crescimento de 12,9% nas operações acumuladas e Ensenada cresce 6,2%. Em contraste, Manzanillo apresenta uma contração anual de 1%, superando apenas Veracruz, que caiu 4,6%.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio Exterior, Logística, Portos

Porto do Pecém inaugura rota direta para a China e acelera comércio entre Brasil e Ásia

Com a nova rota direta para a China, Porto do Pecém reduz tempo de transporte e impulsiona a economia do Nordeste

O Porto do Pecém, no Ceará, é o mais movimentado da Região Nordeste do Brasil, com cerca de 20 milhões de toneladas de carga por ano. Desde abril, uma nova rota direta entre o Pecém e a China tem proporcionado uma grande redução no tempo de transporte entre os dois países.

Operada pela MSC, a rota agora transporta cerca de 1,2 mil contêineres anualmente, de acordo com Max Quintino, diretor da autoridade portuária do Pecém.

A expectativa é que o volume movimentado cresça 10%, beneficiando o comércio bilateral e impulsionando a economia local.

Impacto econômico e logístico da nova rota

Antes da inauguração dessa rota direta, as mercadorias chinesas passavam por uma longa jornada pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, até o Porto de Santos, em São Paulo, antes de seguir para o Nordeste. Agora, a nova rota atravessa o Canal do Panamá, encurtando a viagem em cerca de 30 dias e reduzindo significativamente os custos logísticos. [Grifar] Isso tem um impacto direto na eficiência das entregas, beneficiando produtores e empresários brasileiros que dependem de importações rápidas.

Entre os produtos importados via Pecém estão aço, máquinas, materiais elétricos e plásticos. Já as exportações incluem pedras ornamentais, castanhas, cera de carnaúba, frutas, carnes, calçados e têxteis. A nova rota também tem o efeito de reduzir o tempo de envio do Ceará para a China em aproximadamente 14 dias, o que reforça ainda mais o comércio entre as duas regiões.

Infraestrutura e crescimento do Porto do Pecém

O Pecém não é apenas um porto, mas um complexo industrial que inclui uma zona de processamento de exportações e fábricas de grande porte. Em 2025, os primeiros quatro meses registraram um crescimento de 37% no transporte de contêineres e uma alta de 12,4% na movimentação total de cargas em relação ao ano anterior. Segundo André Magalhães, diretor comercial do complexo, isso demonstra a capacidade de o porto atender a uma demanda crescente e ampliar sua participação no comércio global.

A nova rota inclui escalas nos portos chineses de Yantian, Ningbo, Xangai e Qingdao, o que beneficia diretamente empresas brasileiras de logística que aumentam suas importações do país asiático. Tiago Abreu, diretor-geral da CTI Fracht no Ceará, destaca que a nova rota, que evita transbordos e congestionamentos portuários, facilita operações logísticas mais rápidas e confiáveis.

Impactos no comércio de frutas e outros produtos

O melão, exportado pela Fazenda Formosa, no Rio Grande do Norte, foi a primeira fruta brasileira autorizada para exportação à China. Luiz Barcelos, proprietário da fazenda, acredita que o novo trajeto pode levar à transferência do embarque para o Pecém, pois a redução no tempo de transporte preserva a qualidade do produto e diminui custos logísticos, o que beneficia os exportadores.

No gabinete da direção portuária do Pecém, é possível encontrar símbolos recebidos de delegações chinesas, como uma pintura da Rota Marítima da Seda e o caractere chinês para “felicidade”. Segundo Max Quintino, o objetivo é atrair mais empresas chinesas para a construção e operação do porto, além de aprimorar a eficiência da nova rota e dos serviços de importação e exportação entre os dois países.

Fonte: Exame

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Logística

Em ampliação de serviços logísticos, VLI inaugura solução para descarga de vagões com insumos para fertilizantes em Uberaba (MG)

A VLI, companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, inaugurou uma nova modalidade de serviços ferroviários na qual oferece toda sua expertise para a execução de operações mais eficientes de descarga de vagões dentro dos complexos industriais de seus clientes. A primeira experiência com este novo modelo de negócio teve início neste mês de maio, com a companhia assumindo a operacionalização do descarregamento dos fluxos de rocha fosfática e enxofre dentro da planta industrial da Mosaic, uma das maiores produtoras globais de fertilizantes, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. E logo no primeiro mês de implementação, foram registrados incrementos de performance de 10% em relação aos resultados operacionais verificados para estas commodities em relação aos meses anteriores.

A VLI já realizava as movimentações de ambas as cargas para a Mosaic por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) sem, no entanto, executar as operações de descarregamento. Para a rocha fosfática, a companhia vinha executando somente o transporte entre duas plantas industriais deste cliente entre Catalão (GO) e Uberaba (MG). Já para enxofre, o serviço se restringia até então ao fluxo desde o Terminal Integrador Luiz Antônio Mesquita (Tiplam), na Baixada Santista, também com destino ao complexo instalado na cidade do Triângulo Mineiro. Agora, além destes transportes, a VLI incluiu às suas entregas os serviços de recebimento, manobra e abertura dos vagões, a limpeza das correias transportadoras dos produtos e a manutenção das vias permanentes instaladas nas dependências industriais da Mosaic, que os vinha executando “in-house”. Para assumir o novo escopo, alinhado ao foco estratégico da Mosaic em inovação logística e no fortalecimento de seu core business, a VLI realizou a contratação de 89 profissionais.

Ao disponibilizar sua expertise para este tipo de operações, a VLI não apenas alivia a demanda operacional do cliente, como também aumenta sua participação no mercado de fertilizantes. “Esta operação mostra uma VLI capaz de coordenar a cadeia logística dos nossos clientes de ponta a ponta. A cocriação de soluções como esta é um dos focos da companhia, com ganhos mútuos. Por um lado, os clientes podem se dedicar integralmente ao seu core, sem que precisem se ocupar de nenhuma etapa do transporte. Por parte da VLI, os ganhos vêm em forma de maximização do ciclo de vagões e locomotivas, bem como de receita complementar para a companhia, com a oferta de novos serviços”, afirma Carolina Hernandez, diretora-executiva Comercial da VLI.

O Brasil é um importante consumidor global de fertilizantes, sendo o quarto maior do mundo. O país importa grande parte dos fertilizantes que utiliza, mas tem aumentado sua produção interna buscando reduzir essa dependência. Por isso mesmo, oferece grandes oportunidades de otimização e ganho de escala que a ferrovia pode oferecer. Atualmente, 85% desse fluxo logístico ainda é feito por via rodoviária. “Prova deste potencial são os ganhos operacionais que proporcionamos à Mosaic logo no primeiro mês da implantação destes novos serviços e nosso horizonte é que possamos captar volumes que podem chegar a 17% ainda em 2025”, complementa Carolina.

A VLI é a principal empresa atuante no transporte ferroviário de insumos para fertilizantes no Brasil, movimentando cerca de 10 milhões de toneladas anualmente. A companhia tem um papel fundamental nos fluxos de insumos importados, desde os terminais portuários localizados nos Corredores Leste, Norte e Sudeste até os clientes que os beneficiam para entrega ao produtor rural.

Corredor Sudeste da FCA

O corredor Sudeste da Ferrovia Centro-Atlântica é um sistema logístico de alta eficiência, que atende fluxos de importação e de exportação por meio do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita, o Tiplam. Sua área de cobertura abrange estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal, movimentando açúcar, grãos e fertilizantes, majoritariamente.

A estrutura do corredor também inclui dois terminais integradores, em Uberaba (MG) e Guará (SP), onde é feito o transbordo da carga para o sistema ferroviário. Além da alta eficiência ofertada aos clientes, o Tiplam também gera impactos positivos na região da Baixada Santista, uma vez que todos os seus fluxos de exportação são feitos por ferrovia, contribuindo para o trânsito e o ambiente da região, uma vez que o modal ferroviário é até nove vezes menos intensivo que o rodoviário na emissão de CO² na atmosfera.

Fonte: Datamar News

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Negócios

Tensões no Oriente Médio e os reflexos no transporte e seguro de cargas 

Os recentes episódios de instabilidade no Oriente Médio, com destaque para os conflitos envolvendo o Irã e países vizinhos, reacenderam um sinal de alerta para o setor logístico mundial. Embora o epicentro das tensões esteja geograficamente distante do Brasil, os efeitos dessa crise são imediatos e atingem diretamente a cadeia de transporte nacional, com impacto nos preços dos combustíveis, no planejamento de rotas e na exposição a riscos operacionais e econômicos. 

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é um corredor estratégico por onde circula aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. Qualquer ameaça de bloqueio ou limitação no tráfego marítimo nessa região repercute diretamente no valor do barril, desencadeando oscilações nos mercados e reajustes nos preços dos combustíveis em diversos países. No Brasil, país com forte dependência do transporte rodoviário, o aumento do diesel representa um desafio significativo para transportadoras, embarcadores e operadores logísticos. 

O diesel, que compõe uma parcela relevante do custo fixo das operações de transporte, quando sofre reajustes sucessivos, pressiona toda a estrutura financeira das empresas do setor. Muitas vezes, diante da tentativa de compensar a alta nos custos, observa-se uma redução dos investimentos em segurança, manutenção de frota e gerenciamento de risco, o que, por consequência, eleva a exposição a sinistros. 

Momento de atenção 

Além do impacto direto nos custos operacionais, a instabilidade internacional também influencia o comportamento do mercado segurador. A percepção de risco aumenta, especialmente em operações de exportação, cabotagem e transporte de mercadorias com origem ou destino em zonas consideradas sensíveis. Segundo Carla Kuhn, Partner & Business Development Director da BWin Tech, esse cenário exige uma reavaliação criteriosa das condições contratuais das apólices, com atenção especial às cláusulas de exclusão de guerra, atos políticos e terrorismo, que podem limitar a cobertura em situações críticas. “Em momentos como este, torna-se ainda mais evidente a importância de um programa de seguros de transporte bem estruturado, com respaldo técnico, conhecimento setorial e atualização constante diante das mudanças do cenário global”, enfatiza Carla Kuhn. 

De acordo com ela, a equipe da BWin Tech Seguros acompanha de perto a movimentação dos mercados internacionais e os reflexos diretos na logística brasileira, oferecendo aos clientes suporte técnico completo, com foco em soluções personalizadas, prevenção de perdas e continuidade operacional. 

Estratégia e gerenciamento de riscos 

Ainda segundo Carla, a imprevisibilidade do contexto geopolítico atual exige que o seguro de transporte seja tratado como parte estratégica do planejamento logístico, e não como um item secundário. “Operações sem cobertura adequada ou sem um modelo de gerenciamento de risco compatível com o atual nível de exposição podem comprometer severamente o resultado financeiro das empresas, especialmente em um ambiente de margens reduzidas e alta competitividade”, afirma. 

Diante desse cenário, a recomendação é clara: reavaliar rotas, revisar as condições contratuais das apólices e buscar orientação especializada. “O mercado de seguros evoluiu, e hoje existem soluções técnicas adaptáveis a diferentes perfis de risco, inclusive com coberturas específicas para operações em áreas de conflito ou instabilidade política”, finaliza Carla. 

Sobre a BWin Tech Seguros 

Com mais de 14 anos de atuação e mais de 25 anos de experiência no setor, a BWin Tech Seguros se destaca por sua abordagem inovadora em seguros para transporte de carga, gestão de riscos e soluções financeiras voltadas à logística. Sua plataforma 100% digital otimiza processos, reduz custos e garante eficiência operacional para transportadores, embarcadores e empresas do comércio exterior. A empresa conta com uma equipe técnica altamente capacitada para orientar e proteger os negócios diante dos novos desafios logísticos, combinando experiência, tecnologia e inteligência de dados para garantir a tranquilidade de quem movimenta o país, mesmo em tempos incertos. 

Saiba mais sobre a BWin Tech: https://bwintech.com.br/  

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Logística, Portos

Inédita no país, concessão de dragagem terá edital publicado em julho

Operação do canal de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina será privada; Antaq deve aprovar em 11 de julho e Ministério prevê disputa em leilão

O edital definitivo da primeira concessão de dragagem do país, que engloba todo o canal de acesso aquaviário aos portos de Paranaguá (PR) e Antonina (PR), deve ser publicado até o dia 15 de julho.

A informação foi dada pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila, em entrevista à CNN. O edital será analisado em reunião de diretoria da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) no dia 11 de julho.

De acordo com Ávila, o Ministério de Portos e Aeroportos decidiu acatar todas as determinações e recomendações feitas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Com base em conversas com empresas interessadas, o secretário aposta em pelo menos duas ofertas no certame.

“Nada indica que será leilão de uma [proposta] só. Acreditamos que haverá disputa”, diz Ávila.

O edital vai prever exigência de participação mínima de 15%, nos consórcios, de empresas especializadas em dragagem.

Para o secretário, o mais provável é que se formem consórcios entre empresas de dragagem e operadoras de terminais portuários no Paraná.

Na primeira categoria, ele afirma ter percebido o interessa da brasileira DTA Engenharia, da holandesa Van Oord e da belga Jan de Nul.

Com a publicação do edital, a tendência é realizar efetivamente o leilão entre o fim de agosto e o início de setembro. O ministério conversa com a B3, em São Paulo, sobre possíveis datas.

O segundo bloco de arrendamentos portuários de 2025, com pouco mais de R$ 1 bilhão de investimentos previstos, será oferecido no mesmo leilão.

O bloco contempla os terminais de granéis sólidos VCD29, em Vila do Conde (PA), e POA26, em Porto Alegre; o terminal de apoio logístico offshore RDJ07, no Rio de Janeiro; e o terminal de passageiros TMP, em Maceió.

Ineditismo

A concessão do canal de acesso aquaviário ao complexo portuário de Paranaguá e Antonina será a primeira do gênero no Brasil e na América Latina.

O complexo é o maior do país na movimentação de soja (grãos, farelo e óleo) e responde pela descarga de 33% dos fertilizantes importados pelo Brasil.

Também tem um dos maiores investimentos chineses no setor portuário brasileiro, com a China Merchants, que opera o Terminal de Contêineres de Paranaguá.

A intenção é agilizar uma série de obras e intervenções que costumam se arrastar por anos, em meio à dificuldade com órgãos de controle e recursos judiciais, quando realizadas pelo poder público.

A futura concessionária será responsável pela gestão do ativo por 25 anos e fará investimentos de R$ 1,2 bilhão.

O canal de acesso de um porto é a via pela qual as embarcações trafegam até atracar nos berços para carregar ou descarregar suas mercadorias.

Além da dragagem de manutenção, ela precisará fazer o aprofundamento do calado de 13,5 metros para 15,5 metros. Isso permitirá a chegada de navios maiores aos portos paranaenses.

A futura concessionária também executará investimentos e melhorias em sinalização, balizamento náutico e implantação de um novo sistema de monitoramento e controle de tráfego de embarcações.

Entre os ajustes determinados ou recomendados pelo TCU estão uma mudança no compartilhamento de risco de demanda e o estabelecimento de desconto máximo de 12,79% sobre as tarifas de referência que serão aplicadas sobre as cargas.

No leilão, se um grupo apresentar oferta que alcance esse desconto máximo, o critério de disputa passa a ser o maior de valor de outorga.

Fonte: CNN Brasil


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Comércio Exterior, Logística, Sorteio

De São Paulo para o Brasil: conheça José Valdo, o ganhador do iPhone sorteado pelo RêConecta na Intermodal 2025 

No último dia 20 de junho, a CEO do RêConecta News, Renata Palmeira, esteve pessoalmente em São Paulo para realizar a entrega do iPhone 16 ao ganhador do sorteio promovido durante a Intermodal South America 2025. O prêmio foi para José Valdo R. Lopes, profissional da área de logística com uma história que merece destaque muito além da sorte. 

Durante os três dias da feira, em abril, milhares de pessoas passaram pelo estande G100 do RêConecta News. A proposta da campanha era simples e direta: apresentar soluções inovadoras dos parceiros do RêConecta e, ao mesmo tempo, criar uma conexão real com o público. José Valdo foi um dos que passaram por lá, se cadastraram e seguiram acompanhando o projeto nas redes sociais.  

Mas quem é José Valdo? 

Casado e pai de dois filhos especiais de 10 e 11 anos, José Valdo trabalha há mais de uma década com logística e suprimentos. Atualmente, atua no renomado Instituto Butantan, no setor de Planejamento de Materiais e Almoxarifado. Sua trajetória começou na construção civil, passou por setores de compras, atendimento e entregas, e se consolidou em uma carreira pautada pelo comprometimento e constante aperfeiçoamento. 

Com formação em Logística e MBA em Supply Chain Management pela Universidade São Judas Tadeu, ele encara a rotina desafiadora da sua função com foco e paixão. “Estou sempre buscando me aperfeiçoar para estar pronto quando novas oportunidades surgirem”, afirma. E isso vale também para seus momentos de lazer. Um hobby pouco comum: José Valdo desenha à mão, em preto e branco, com lápis grafite sobre papel — uma arte que traduz sua sensibilidade e atenção aos detalhes. 

Ao visitar o estande do RêConecta, ele não apenas se cadastrou para o sorteio, mas se identificou com o propósito da plataforma. “Já me tornei seguidor e estou acompanhando os conteúdos”, comentou. 

Mais do que premiar um visitante, o sorteio aproximou o RêConecta de pessoas reais, com histórias reais — e José Valdo é prova disso. Sua jornada inspira profissionais da logística em todo o país, lembrando que dedicação, fé e resiliência seguem sendo os maiores diferenciais em qualquer área. 

E para quem ficou com vontade de participar, já fica o convite: na Intermodal 2026, o RêConecta News volta com força total e com muitas novidades. A próxima edição promete ainda mais inovação, conteúdo e conexão com o que há de melhor no mercado logístico. 

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ANVISA, Comércio Exterior, Importação, Logística, Saúde

Importação no setor de saúde exige adaptação a novas regras e desafios 

A importação de insumos para o setor de saúde está cada vez mais condicionada ao cumprimento de normas regulatórias rigorosas e procedimentos aduaneiros específicos. Com a ampliação das exigências sanitárias, a adaptação a novos marcos legais e o aumento da fiscalização, os desafios enfrentados por empresas importadoras se intensificam. 

Entre os principais obstáculos do setor, destacam-se a necessidade de adaptação às regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a adequação ao novo cronograma de implementação da Declaração Única de Importação (DUIMP) e as dificuldades operacionais no transporte e desembaraço aduaneiro de cargas hospitalares e farmacêuticas. 

“O planejamento logístico e a conformidade documental são fatores essenciais para assegurar que os insumos cheguem ao destino final dentro dos prazos estabelecidos”, afirma Daniel Cruz, diretor comercial da Unia. Ele explica que “a importação de insumos para o setor de saúde exige um alinhamento rigoroso com as normas vigentes, garantindo que todos os produtos atendam às exigências regulatórias sem comprometer o abastecimento”. 

Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), cerca de 60% dos insumos utilizados no setor hospitalar brasileiro são importados. Isso reforça a importância de estratégias eficazes para minimizar riscos logísticos e regulatórios, sobretudo em um contexto de mudanças constantes. 

Segundo Daniel Cruz, o monitoramento contínuo das atualizações normativas, aliado à adoção de boas práticas no processo de importação, tem se mostrado uma ferramenta importante para garantir maior previsibilidade e segurança operacional às empresas do setor. 

TEXTO: DIVULGAÇÃO UNIA 

IMAGEM: DIVULGAÇÃO UNIA 

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Exportação, Inovação, Logística, Negócios

Resultados da Missão de SC à Ásia incluem acordos para exportações, inovação e mobilidade logística

A missão oficial do Governo de Santa Catarina ao Japão e à China, realizada de 12 a 25 de junho, efetivou o Estado como protagonista em relações econômicas com o mercado asiático. Liderada pelo governador Jorginho Mello, a comitiva catarinense cumpriu uma agenda de alto nível com empresas, governos, instituições de pesquisa e organismos de cooperação internacional, com avanços concretos em frentes como exportações, infraestrutura logística, inovação tecnológica e mobilidade aérea. A missão foi organizada pela Secretaria Executiva de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos.

“A cada missão internacional dessas eu tenho mais certeza. O mundo inteiro quer comprar de Santa Catarina. Em todas as nossas visitas que fizemos, tanto em instituições públicas como privadas, ouvimos elogios sobre o que é produzido pelas empresas catarinenses. Tanto do nosso agronegócio, a carne catarinense consumida pelos japoneses e pelos chineses, como sobre a nossa indústria, pelos componentes que acabam integrando produtos de alta tecnologia feitos nesses países. Tenho certeza que podemos esperar mais exportações e mais investimentos em um futuro próximo”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Agendas com efeito imediato 

Entre os resultados imediatos da missão, destacam-se a assinatura de uma carta de intenções com o governo japonês para ampliar a exportação de grãos e desenvolver rotas logísticas estratégicas a partir do Porto de São Francisco do Sul; um protocolo com a Marubeni Corporation para investimentos em infraestrutura portuária; e o avanço nas negociações para a abertura do mercado japonês à carne bovina catarinense, que hoje já exporta suínos e aves ao país.

Durante o SC Day, realizado na Embaixada do Brasil em Tóquio, o potencial econômico catarinense foi apresentado a gigantes como Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo, Itochu, Marubeni, Seara Japan, BRF Japan, Nippon Ham, JERA e Yokorei. Foram discutidas oportunidades em áreas como proteína animal, energia, agroindústria, inovação e logística.

Aviação regional, ferrovias e datacenter para IA na pauta do governador 

Na China, o governador Jorginho Mello tratou da instalação de uma linha de montagem de aviões em SC, em parceria com uma das maiores fabricantes do país, em Harbin, além das visitas da delegação catarinense à CRRC e à CCCC, focadas no fortalecimento do plano ferroviário catarinense. Também foram iniciadas tratativas com a Power China para implantação de um grande data center em Lages, voltado à capacidade de atuação do estado no desenvolvimento da inteligência artificial (IA). 

Em Pequim, Jorginho Mello visitou a Nidec Global Appliance (ex-Embraco), que apresentou sua planta industrial. Na ocasião, a Invest SC iniciou tratativas para a instalação de fábrica em Joinville, de fornecedores interessados da cadeia da Nidec, ampliando a indústria de componentes.

O governador aproveitou a reunião com o vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), Zhao Zenglian, para reforçar o pedido de retomada das exportações de carne de frango de Santa Catarina ao mercado chinês, que enfrenta suspensão temporária desde a confirmação de um foco isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul.

Jorginho Mello destacou que Santa Catarina jamais registrou casos da doença em granjas comerciais, graças ao rigor do seu controle sanitário e apresentou os protocolos de biossegurança e o isolamento preventivo estabelecido entre SC e o RS. O governador convidou oficialmente as autoridades chinesas a visitarem o estado para conhecer de perto o sistema sanitário local. A comitiva chinesa respondeu positivamente.

Parcerias renovadas em agro, aquicultura e contenção de cheias

A missão à Ásia também incluiu a renovação do acordo de irmandade com a província japonesa de Aomori, firmado originalmente em 1980, e encontros com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) para atualização de projetos de contenção de cheias no Vale do Itajaí.

“Santa Catarina mostrou ao Japão e à China que é um Estado confiável, inovador e com vocação internacional. Cumprimos nossa missão com resultados concretos e caminhos abertos para novos investimentos e exportações. A liderança do governador Jorginho Mello foi decisiva para o sucesso de cada agenda”, destaca o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen.

A delegação oficial incluiu os secretários estaduais Kennedy Nunes (Casa Civil), Carlos Chiodini (Agricultura e Pecuária), Edgard Usuy (Ciência, Tecnologia e Inovação), Mário Hildebrandt (Proteção e Defesa Civil), Bruno Oliveira (Comunicação), Beto Martins (Portos, Aeroportos e Ferrovias) e Danieli Porporatti (Gabinete do Governador); além dos presidentes Celles Regina de Mattos (CIDASC) e Renato Lacerda (InvestSC).

Também fizeram parte da missão os prefeitos Adriano Silva (Joinville) e Egídio Ferrari (Blumenau), o senador Jorge Seif, os presidentes Hélio Dagnoni (Fecomércio SC), Ariel Verdi (AFEIESC), Diego Brites Ramos (ACATE), além de representantes da Portonave, Porto de Itapoá e do setor produtivo catarinense.

:: Resumo dos principais Resultados da Missão Ásia realizada pelo Governo de SC

Exportações
Carta de Intenções com o Japão para exportações de grãos via Porto de São Francisco do Sul

Agroindústria
Reforço nas negociações para abertura do mercado japonês à carne bovina catarinense

Carne de frango
Reunião com GACC (China) e pedido formal de retomada das exportações de frango; SC apresentou protocolos sanitários e convidou missão técnica chinesa ao Estado

Infraestrutura portuária
Protocolo de investimentos com Marubeni Corporation para modernização portuária

Tecnologia e IA
Tratativas com Power China para instalação de data center em Lages

Indústria de componentes
Início das tratativas para a instalação de outros fabricantes da cadeia de fornecedores da Nidec Global Appliance, em Joinville

Aviação regional
Avanço em negociação para instalação de linha de montagem de aviões para voos regionais em SC

Logística ferroviária
Diálogos com CRRC e CCCC para fornecimento de trens e parceria em ferrovias

Relações bilaterais
Renovação do acordo de irmandade com a Província de Aomori, Japão

Cooperação internacional
Reunião com JICA para retomada de projetos de contenção de cheias no Vale do Itajaí

Diplomacia econômica
Realização do SC Day com 11 conglomerados asiáticos e abertura para novos negócios

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Comércio Exterior, Informação, Inovação, Logística, Sustentabilidade

GH Solucionador Logístico: quando sustentabilidade e eficiência caminham juntas na logística 

Em um cenário cada vez mais voltado para a responsabilidade ambiental, a logística verde deixa de ser tendência e se torna uma exigência. E um exemplo concreto de como a sustentabilidade pode estar no centro das operações é a GH Solucionador Logístico, empresa catarinense que vem transformando compromissos ambientais em ações práticas — e mensuráveis. 

Com matriz localizada em Itajaí, a GH é hoje referência em logística sustentável, adotando soluções inovadoras que aliam eficiência, tecnologia e respeito ao meio ambiente. Desde o uso de energia solar até a reutilização de resíduos plásticos, a empresa mostra que é possível reduzir impactos ambientais sem comprometer a performance operacional.  

Segundo Ana Laura Heinske dos Santos, Especialista em Assuntos Regulatórios na GH, as transformações na empresa ocorreram em meio ao avanço das discussões globais sobre as mudanças climáticas e os compromissos da Agenda 2030 da ONU e do Acordo de Paris, onde a empresa identificou a necessidade de adequar sua operação aos princípios do desenvolvimento sustentável. “O aumento das exigências dos clientes em relação aos pilares ESG e o perfil consciente dos próprios sócios impulsionaram uma transformação estratégica. Esse movimento resultou na contratação de um gestor de ESG e na criação de dois programas estruturados: o GHEco, voltado para ações ambientais, e o SinerGHia, que trata das questões sociais. Ambos possuem centro de custo próprio e autonomia operacional”, explica Ana Laura.  

Matriz carbono zero e energia limpa em toda a operação 

A sede principal da GH em Itajaí já pode se orgulhar de carregar o selo carbono zero. A estrutura é abastecida majoritariamente por painéis solares, que tornam a matriz autossuficiente em energia limpa. Essa medida não só diminui a dependência de fontes fósseis, como contribui para a redução significativa das emissões de gases de efeito estufa. Essa preocupação também se estende aos equipamentos utilizados internamente. Todas as empilhadeiras GLP utilizadas na unidade foram substituídas por empilhadeiras elétricas, oferecendo uma operação mais silenciosa e de baixo impacto ambiental.   

Outro destaque entre as ações sustentáveis da GH é o sistema de reaproveitamento de água da chuva. A água coletada é reutilizada em atividades de limpeza e manutenção, reduzindo o consumo de água potável e promovendo uma gestão mais eficiente de um dos recursos naturais mais preciosos do planeta.  

Frota sustentável: menos poluentes nas estradas 

O compromisso da GH com a sustentabilidade também percorre as estradas. A frota da empresa é composta por veículos com tecnologia EURO 5 e EURO 6, que emitem menos poluentes. Além disso, parte dos caminhões é movida a GNV (gás natural veicular), o que possibilita a redução de até 23% nas emissões de CO₂. 

Outro diferencial é o uso de melhorias na aerodinâmica dos veículos, que otimizam trajetos, diminuem o tempo nas estradas e reduzem o consumo de combustível — uma combinação que beneficia tanto o meio ambiente quanto os custos operacionais. “Diversas dessas metas já foram alcançadas com êxito. O indicador de rendimento dos pneus, por exemplo, evoluiu para 74,28%, um aumento de mais de 13% em relação ao ano anterior, resultado de uma condução mais eficiente e treinamentos específicos oferecidos aos motoristas”, ressalta Ana Laura. 

Economia circular: plásticos viram brinquedos em projeto social 

Entre os projetos ESG de destaque está o “Resinas que Transformam”, uma iniciativa que reutiliza resíduos plásticos gerados na operação e os transforma em brinquedos educativos. Esses itens são doados a crianças de comunidades locais, fortalecendo a economia circular e o impacto social positivo. Além disso, a GH participa do programa Itajaí Carbono Zero, reforçando o compromisso da empresa com uma cidade mais equilibrada e ambientalmente consciente. 

Mais do que tendência: a sustentabilidade como responsabilidade empresarial 

Para a GH, sustentabilidade não é diferencial de mercado — é responsabilidade. Cada decisão estratégica é orientada para respeitar o meio ambiente, cuidar das pessoas e preservar os recursos para as próximas gerações, sem abrir mão da eficiência logística, que segue sendo prioridade.  “Apesar do progresso, a GH entende que a sustentabilidade é um compromisso contínuo. A governança da empresa trabalha com o princípio de evolução constante, com a ambição de diversificar ainda mais sua matriz energética e reduzir de forma estrutural os impactos ambientais da operação. A sustentabilidade é, hoje, parte integrante da identidade organizacional da GH Solucionador Logístico. Mais do que iniciativas, programas como o GHEco, representam um compromisso real e contínuo com a construção de um futuro mais sustentável, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e com as novas exigências de um mercado cada vez mais consciente e responsável”, finaliza Ana Laura.  

Sobre a GH Solucionador Logístico 

Com forte atuação no sul do Brasil, a GH oferece soluções completas em logística, armazenagem e transporte, com foco em inovação, performance e compromisso ambiental. A empresa disponibiliza uma página dedicada a suas iniciativas sustentáveis e projetos de ESG. 

🔗 Conheça mais sobre as práticas ambientais da GH: 

ghlogistica.com.br/esg 

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Logística, Portos

Ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã acende alerta global e pode afetar o Porto de Santos

Rota marítima escoa cerca de 20% do petróleo do planeta e afeta portos de diversos países, inclusive o de Santos

A simples possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, levantada pelo Irã no domingo (22), horas após o ataque dos Estados Unidos a bases nucleares do país, acendeu um alerta mundial nos setores comercial, naval e logístico. Mesmo com o cessarfogo iniciado ontem entre iranianos e israelenses, que deve fazer o Irã recuar no fechamento de Ormuz, a rota marítima gera preocupação em todos os continentes por escoar cerca de 20% do petróleo do planeta e poder afetar os preços de diversos itens, incluindo os alimentos.

Apesar da distância superior a 12 mil quilômetros, nem mesmo o Porto de Santos estaria livre das consequências, o que prova a importância do canal localizado entre os golfos de Omã e Pérsico, no Oriente Médio, e é margeado pelo Irã e pelos Emirados Árabes Unidos. A China, por exemplo, depende dessa rota, pois a maior parte do petróleo que importa passa por Ormuz.

O advogado Emanuel Pessoa, doutor em Direito Econômico, explica que o bloqueio do Estreito de Ormuz provocaria a escalada automática nos preços do petróleo Brent e um efeito dominó na cadeia logística internacional. “O frete marítimo seria o primeiro a reagir. O bunker, combustível usado nos navios, dispara junto com o petróleo, pressionando os custos de transporte global”.

O Brasil seria impactado porque depende do transporte marítimo para escoar grãos, carnes e minérios. Além disso, importa 80% dos fertilizantes, sendo grande parte “de países localizados no entorno do Golfo Pérsico”.

Embora as compras internacionais sejam planejadas com antecedência de dois a quatro meses, o especialista diz que “o impacto nos contratos futuros e nos custos logísticos seria imediato. Em menos de 30 dias, empresas já estariam revisando seus custos operacionais e renegociando fretes. Em até 90 dias, os primeiros reflexos concretos atingiriam a produção, os preços internos e as exportações”.

“Antes mesmo de o primeiro navio dar meia-volta, o barril dispararia, a bomba de gasolina anteciparia o susto e a planilha de custos do agronegócio viraria um campo minado. O frete ficaria mais caro, o caminhão que leva o feijão ao Porto custaria o dobro, e cada cifra extra vibraria na gôndola”.

Lopes chama atenção para a China, maior comprador do Brasil. “Pequim passaria a guardar soja, renegociaria volumes, recalibraria contratos. Plantaríamos mais caro, venderíamos menos e o Brasil descobriria que depende de meia dúzia de parceiros para mais de 80% de tudo o que entra e sai de seus armazéns”.

Porto de Santos

O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, diz que a China usa 70% do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz para abastecer navios. “Recebemos em 2024, no Porto de Santos, 1,3 mil navios chineses. Se 70% deles sofrerem impactos, certamente teremos problemas na navegação Brasil-China. Ele ainda ressalta que o Brasil é um dos principais exportadores de milho e frango ao Irã, além de importar de lá ureia para fertilizantes. “Teríamos impactos”.

Restrição teria potencial para disparar preço do petróleo

Coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Ahmed El Khatib afirma que após os bombardeios dos Estados Unidos ao Irã, na última segunda-feira, o preço do Brent (petróleo bruto) saltou 11%, ultrapassando os US$ 78.

“Consultorias internacionais projetam que, em caso de fechamento de Ormuz, o barril pode atingir até US$ 130”.

El Khatib projetou três cenários para o Brasil: com preços estabilizados com o fim do conflito; petróleo em alta, com a continuidade da tensão e sem bloqueio de Ormuz; e, no pior cenário, com fechamento do canal, o barril poderia chegar a US$ 130, levando o Brasil a uma combinação perigosa de inflação elevada, juros mais altos e crescimento negativo. “O País poderia entrar em estagflação (alta da inflação e estagnação), com IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acima de 7,5%, fuga de capitais e elevação da Selic para além de 16%”.

Mercado

O diretor de Comércio Exterior da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil (AEB), Arno Gleisner, pontua que o bloqueio de Ormuz traria uma severa crise econômica, inclusive para Irã e aliados, motivo pelo qual deve ficar só na ameaça.

“Por Ormuz atravessam navios com petróleo e gás da Rússia, do Irã, da Arábia Saudita, dos Emirados e outros países, para a Índia e outros países da Ásia, além de todo o mercado internacional”.

O diretor da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil (AEB), Arno Gleisner avalia que o impacto nos preços do petróleo e do gás seria imediato em caso de bloqueio, com reflexos negativos na atividade econômica e na inflação. “O Brasil poderia ser atingido negativamente nos mercados para os quais exporta, levando em conta o aumento dos custos de transporte”.

Fonte: A Tribuna

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