Logística

ANTAQ prorroga prazo para contribuições sobre sobrestadia de contêineres até 4 de novembro

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) estendeu até as 23h59 do dia 4 de novembro o prazo para o envio de contribuições à Tomada de Subsídios Pública SRG nº 03/2026, que discute a sobrestadia de contêineres no setor aquaviário.

A consulta tem como objetivo reunir informações, propostas e sugestões para subsidiar a análise regulatória do tema, com base no relatório preliminar de Análise de Impacto Regulatório (AIR). O assunto integra o Tema 2.6 da Agenda Regulatória 2025/2028 e está relacionado à Resolução ANTAQ nº 62/2021.

Consulta pública da ANTAQ busca contribuições do setor

A prorrogação permite que usuários do transporte aquaviário, empresas, representantes do setor e outros interessados tenham mais tempo para apresentar suas considerações sobre a sobrestadia de contêineres.

A tomada de subsídios é um instrumento utilizado pela Agência para coletar dados e avaliar diferentes perspectivas antes de avançar na elaboração de propostas regulatórias. As manifestações recebidas poderão contribuir para o aprofundamento das análises e para o desenvolvimento de medidas relacionadas ao tema.

Como enviar contribuições sobre a sobrestadia de contêineres

Os interessados devem encaminhar suas manifestações exclusivamente pelo formulário eletrônico da Tomada de Subsídios SRG nº 03/2026, respeitando o prazo final de 4 de novembro, às 23h59.

A ANTAQ não aceitará contribuições enviadas por outros canais. Por isso, o preenchimento do formulário eletrônico é obrigatório para a apresentação do conteúdo das manifestações.

Materiais digitais complementares, como mapas, plantas e fotografias, poderão ser encaminhados separadamente para o e-mail srg@antaq.gov.br. Nesse caso, o participante deverá estar devidamente identificado e respeitar o mesmo prazo estabelecido pela Agência.

Mesmo quando houver o envio de arquivos complementares por e-mail, o conteúdo da contribuição deverá ser registrado nos campos específicos do formulário oficial.

Contribuições serão publicadas no portal da Agência

Após o recebimento, as manifestações encaminhadas pelos participantes serão disponibilizadas no portal da ANTAQ, permitindo a consulta pública ao conteúdo apresentado durante a tomada de subsídios.

A iniciativa integra o processo de avaliação regulatória da Agência sobre a sobrestadia de contêineres e a aplicação das regras relacionadas ao tema.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Logística, Sustentabilidade

Gestão de resíduos nos portos reduz riscos de contaminação do solo e da água

A operação de navios e a movimentação de cargas nos portos geram diferentes tipos de resíduos, que precisam ser coletados, transportados e destinados de maneira adequada. A gestão de resíduos portuários é fundamental para reduzir riscos de contaminação do solo, da água e de outras áreas do ambiente.

Restos de alimentos, lixo doméstico e embalagens produzidos durante as viagens se somam a papelão, madeira, materiais utilizados em serviços de manutenção e resíduos das áreas administrativas. Como cada material possui características próprias, a separação e o armazenamento corretos são etapas essenciais antes da coleta, do tratamento, da reciclagem ou de outra forma de destinação.

Resíduos de navios exigem procedimentos específicos

O primeiro passo para o gerenciamento adequado é identificar a natureza do resíduo. Nas embarcações podem ser encontrados materiais comuns e recicláveis, como restos de alimentos e resíduos domésticos, mas também itens que demandam cuidados especiais.

Entre eles estão resíduos oleosos, água oleosa de porão, produtos químicos, esgoto e resíduos provenientes de serviços de saúde, entre outros materiais que podem apresentar riscos ambientais.

Nos portos públicos e nas instalações portuárias autorizadas, a retirada desses materiais das embarcações segue regras estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A Resolução Antaq 99/2023 regulamenta o serviço e determina que a coleta seja feita por prestadores habilitados pela autoridade responsável pelo controle da instalação portuária.

Contenção evita vazamentos durante a coleta

O manejo dos resíduos exige atenção especial quando há possibilidade de vazamentos ou derramamentos. Nesses casos, devem ser utilizados equipamentos de contenção compatíveis com as características do material.

A medida busca impedir que resíduos oleosos, substâncias químicas e outros contaminantes cheguem ao cais, ao solo ou aos corpos d’água próximos às instalações portuárias.

Além do cuidado durante a coleta, o deslocamento dos resíduos também precisa ser acompanhado por documentação específica.

O Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) acompanha o material durante o trajeto até sua destinação final ambientalmente adequada. O documento reúne informações sobre o resíduo e permite acompanhar sua movimentação ao longo do processo.

Portos também geram resíduos durante as operações

Não são apenas os navios que produzem materiais descartáveis. A própria rotina dos complexos portuários gera resíduos em atividades como movimentação de cargas, manutenção, oficinas e serviços administrativos.

Para organizar esse fluxo, as instalações portuárias contam com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). O documento estabelece procedimentos que abrangem desde a geração dos materiais até sua destinação final.

Entre as etapas previstas estão:

  • Separação dos resíduos conforme suas características;
  • Acondicionamento adequado;
  • Armazenamento temporário;
  • Coleta e transporte;
  • Reaproveitamento e reciclagem;
  • Tratamento e destinação final;
  • Disposição adequada dos materiais que não podem ser recuperados.

Resíduos recicláveis podem ser encaminhados para reutilização ou reciclagem, enquanto materiais perigosos ou contaminados precisam passar por procedimentos específicos de tratamento e destinação.

Armazenamento adequado reduz riscos ambientais

A forma como os resíduos permanecem armazenados também é importante para a segurança ambiental nos portos. Materiais líquidos ou que apresentam potencial de contaminação exigem estruturas e procedimentos capazes de impedir vazamentos e derramamentos.

Essas medidas reduzem a possibilidade de que substâncias contaminantes atinjam o solo ou a água e fazem parte das práticas de gerenciamento ambiental adotadas nas instalações.

Antaq acompanha desempenho ambiental dos portos

A gestão ambiental das instalações portuárias também é monitorada pela Antaq por meio do Índice de Desempenho Ambiental (IDA).

O indicador reúne diferentes aspectos relacionados à sustentabilidade e ao controle ambiental das operações. Entre os critérios avaliados estão:

  • Gerenciamento de resíduos sólidos;
  • Retirada de resíduos das embarcações;
  • Monitoramento da qualidade da água;
  • Sistemas de drenagem pluvial;
  • Aspectos relacionados ao solo;
  • Prevenção e controle de riscos ambientais.

Dessa forma, o acompanhamento considera não apenas a destinação dos resíduos, mas também outras medidas voltadas à prevenção de impactos ambientais provocados pelas atividades portuárias.

Sustentabilidade ganha espaço na infraestrutura portuária

A gestão de resíduos integra uma agenda mais ampla de sustentabilidade para o setor de transportes. A Política de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, instituída pela Portaria MPor 58/2025, estabelece diretrizes ambientais, sociais e de governança para os setores portuário, aeroportuário e hidroviário.

Entre os objetivos estão o uso sustentável dos recursos naturais, a prevenção de impactos ambientais e a adaptação da infraestrutura às mudanças climáticas.

Por meio do Pacto pela Sustentabilidade, o MPor também busca estimular empresas e entidades do setor a estabelecer planos de ação e indicadores relacionados ao desempenho ambiental.

A agenda inclui iniciativas de economia circular, logística reversa, redução do envio de resíduos para aterros e reaproveitamento de materiais. Essas ações, no entanto, complementam — e não substituem — as obrigações legais e regulatórias que devem ser cumpridas individualmente por cada instalação portuária.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Unsplash

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Logística

Canal do Panamá amplia programa de reservas de longo prazo e testa vagas para eclusas Panamax

A Autoridade do Canal do Panamá anunciou uma nova etapa do programa de Alocação de Vagas de Longo Prazo (LoTSA) para o período entre 3 de janeiro e 3 de abril de 2027. A principal novidade será a realização de um programa piloto voltado às eclusas Panamax.

A iniciativa busca oferecer às empresas que utilizam o canal maior previsibilidade para organizar suas operações durante a temporada seca, permitindo a reserva antecipada de espaços para trânsito.

Programa busca dar mais previsibilidade ao transporte marítimo

Segundo a autoridade do canal, o LoTSA foi estruturado para que os usuários possam garantir antecipadamente vagas de passagem e, assim, melhorar o planejamento de itinerários e operações logísticas.

A modalidade também contará com uma equipe especializada de atendimento ao cliente, responsável por prestar suporte aos participantes durante o processo.

As vagas serão distribuídas por meio de concorrências em envelope fechado, mecanismo que será utilizado tanto no programa regular para navios Neopanamax quanto no novo piloto destinado às eclusas Panamax.

Disputas ocorrerão em novembro de 2026

O calendário divulgado pela Autoridade do Canal do Panamá prevê duas datas para as disputas.

A concorrência do LoTSA Neopanamax será realizada em 17 de novembro de 2026. Uma semana depois, em 24 de novembro, ocorrerá a disputa referente ao programa piloto para as eclusas Panamax.

No caso do LoTSA Neopanamax, serão disponibilizados 36 pacotes, totalizando 270 vagas de trânsito. Desse volume, 165 serão destinadas ao sentido norte e 105 ao sentido sul.

A oferta corresponde a três vagas por dia, distribuídas entre diferentes pacotes.

Programa piloto terá 288 vagas Panamax

O novo LoTSA Panamax contará com 51 pacotes e oferecerá um total de 288 vagas durante o período de vigência.

Serão 147 vagas no sentido norte e 141 no sentido sul, também equivalentes a três vagas diárias. O programa piloto terá apenas um nível de flexibilidade.

A distribuição será feita por meio de leilão em envelope fechado, seguindo o mesmo modelo de adjudicação, critérios de seleção e regras de desempate aplicados ao LoTSA Neopanamax.

Reservas ganham importância diante das condições hídricas

A expansão do programa ocorre em um cenário de atenção às condições operacionais do Canal do Panamá, especialmente diante dos efeitos climáticos sobre a disponibilidade de água utilizada nas operações das eclusas.

Nesse contexto, a Autoridade do Canal considera que a possibilidade de reservar vagas com antecedência pode ajudar os armadores e demais usuários a organizar seus itinerários com maior segurança.

O mecanismo também busca contribuir para a confiabilidade das cadeias logísticas, ao permitir que as empresas tenham maior previsibilidade sobre a passagem de seus navios pelo canal durante a temporada seca.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Cabotagem Sul–Manaus: Como Funciona a Logística Multimodal entre o Sul e a Amazônia

A integração de diferentes meios de transporte é o segredo para cruzar o Brasil de ponta a ponta. Destacado pelo Plano Nacional de Logística (PNL 2050), o eixo de cabotagem Sul–Manaus ilustra com precisão como uma mercadoria pode percorrer milhares de quilômetros combinando rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e navios em uma operação logística altamente articulada.

O Papel Estratégico da Cabotagem no Brasil

A cabotagem consiste na navegação realizada entre portos ou terminais do território nacional utilizando vias marítimas ou águas interiores. No corredor que liga a Região Sul à capital amazonense, os navios contornam a costa brasileira e adentram o complexo sistema hidroviário da região norte, enquanto caminhões e trens realizam a integração terrestre nas etapas iniciais e finais do trajeto.

Cada operação é personalizada conforme o tipo de mercadoria, os portos de atendimento e a rota contratada, otimizando o escoamento de insumos e produtos industrializados, como eletrônicos e veículos produzidos no polo industrial amazonense.

Da Origem Terrestre ao Embarque nos Portos

O ciclo logístico começa antes mesmo de a carga tocar a água. Em fábricas e armazéns, os produtos costumam ser acondicionados em contêineres para padronizar e facilitar a movimentação.

  • Transporte Rodoviário e Ferroviário: Caminhões ou trens realizam o transporte inicial da carga até as instalações portuárias, dependendo da infraestrutura disponível na região produtora.
  • Complexos Portuários: Os portos concentram pátios, armazéns e áreas de atracação fundamentais para organizar, consolidar e embarcar os contêineres com segurança.

Navegação Costeira e as Águas Interiores da Amazônia

Uma vez a bordo, a embarcação inicia o trecho marítimo contornando a costa do país, podendo realizar paradas estratégicas em diferentes portos intermediários.

Para alcançar Manaus, o navio ingressa nas vias fluviais interiores, navegando pelo Rio Amazonas, pelo Rio Negro e por outros cursos d’água essenciais. Fatores como a profundidade dos canais e as variações sazonais do nível da água exigem rigor técnico e influenciam diretamente a regularidade das viagens na região.

Planejamento de Longo Prazo e Futuro Logístico

O PNL 2050 aponta dezenas de intervenções estruturantes voltadas para o aprimoramento hidroviário, portuário, ferroviário e rodoviário ao longo desse corredor. Essa integração demonstra que o sucesso da logística portuária brasileira depende diretamente da união entre eficiência na navegação, acessos terrestres ágeis e terminais preparados para atender tanto o suprimento quanto o escoamento de riquezas pelo país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Maersk destaca resiliência como novo fator de eficiência logística

Eventos climáticos extremos, conflitos geopolíticos, mudanças nas rotas comerciais e limitações de infraestrutura estão transformando a forma como empresas avaliam a eficiência logística. Para Ricardo Rocha, presidente da Maersk para a Costa Leste da América do Sul, rapidez no transporte continua sendo importante, mas já não é suficiente diante das frequentes interrupções nas cadeias de abastecimento.

Em entrevista à Agência Transporte Moderno durante o ABX 2026, o executivo afirmou que as empresas precisam combinar velocidade, tecnologia, alternativas operacionais e capacidade de resposta para manter o fluxo de mercadorias mesmo quando uma etapa da cadeia é afetada.

Tarifas dos EUA alteram fluxo de cargas entre Brasil e América do Norte

Entre os impactos recentes sobre as operações da companhia estão as novas tarifas adotadas pelos Estados Unidos para produtos brasileiros.

Segundo Rocha, o volume de cargas transportadas entre a América do Norte e o Brasil caiu quase 30% no ano passado. A redução modificou a dinâmica dos serviços e trouxe desafios adicionais para a formação dos preços no transporte internacional de cargas.

O executivo ponderou que não é possível atribuir diretamente às tarifas um percentual específico de aumento nos custos logísticos da indústria automotiva. A Maersk atende diferentes setores e os efeitos da redução dos volumes são distribuídos entre as cadeias atendidas pela companhia.

O setor automotivo, porém, representa uma parcela importante da operação. De acordo com Rocha, a empresa responde por aproximadamente 30% da movimentação de importação e exportação, em contêineres, de peças e componentes relacionados à indústria automobilística.

Menor volume pode elevar custos da operação

A queda na demanda também afeta a utilização da capacidade disponível. Com menos cargas, as empresas podem precisar reorganizar embarcações, equipamentos e serviços, fazendo com que os efeitos das mudanças comerciais ultrapassem o impacto direto das tarifas.

Alterações nos volumes podem modificar a programação dos navios, a utilização de equipamentos e a estrutura de preços. Como consequência, os reflexos chegam a diferentes pontos das cadeias de abastecimento.

Nesse cenário, a definição de eficiência logística também passa por mudanças. Para Rocha, transportar uma carga rapidamente entre dois pontos continua sendo uma prioridade, mas é necessário ter capacidade para mudar rotas, acionar parceiros ou utilizar alternativas quando uma determinada estrutura deixa de funcionar.

Resiliência ganha espaço na estratégia logística

A Maersk considera a resiliência logística um componente cada vez mais importante da operação.

A experiência dos últimos anos reforçou essa necessidade. A pandemia de Covid-19 provocou fortes interrupções no comércio mundial e evidenciou a dependência das economias em relação ao transporte marítimo.

Segundo Rocha, cerca de 90% do comércio mundial é movimentado por via marítima. Outros episódios também expuseram a vulnerabilidade das cadeias globais, como o bloqueio do Canal de Suez, a redução do tráfego no Canal do Panamá provocada pela seca e os conflitos no Oriente Médio.

Esses acontecimentos podem alterar não apenas os tempos de trânsito, mas também a disponibilidade de navios e equipamentos, os custos e a programação das empresas.

Para a companhia, manter alternativas operacionais é fundamental para responder a interrupções que podem atingir grandes corredores internacionais ou estruturas locais de infraestrutura.

Seca na Amazônia impõe desafios ao abastecimento de Manaus

No Brasil, a região amazônica é um exemplo dos efeitos provocados pela combinação entre eventos climáticos e restrições de infraestrutura.

A estiagem e a redução do nível dos rios dificultam o abastecimento da indústria de Manaus, que depende fortemente do transporte fluvial. Com menor profundidade, os navios enfrentam restrições de calado e precisam adaptar suas operações.

Uma das alternativas adotadas pela Maersk foi deslocar, em parceria com outra empresa, a estrutura de atendimento do píer de Manaus para uma área localizada no meio do rio Amazonas. A medida permitiu a chegada dos navios mesmo diante das limitações de profundidade.

A solução, contudo, não elimina todos os impactos da seca. As embarcações podem chegar ao novo ponto de operação, mas não conseguem manter a mesma velocidade de carregamento e descarregamento registrada em condições normais.

Com isso, aumenta o tempo necessário para movimentar as mercadorias e, consequentemente, o custo logístico.

Empresa mantém diálogo com autoridades

Para enfrentar as limitações de navegação na região amazônica, a Maersk afirma manter diálogo com autoridades do Amazonas e do governo federal.

A empresa busca apresentar os impactos das condições de navegação sobre as cadeias de abastecimento e discutir os possíveis efeitos no curto, médio e longo prazo.

A companhia também trabalha na orientação dos clientes sobre como alterações nas condições de transporte podem interferir em suas operações.

Segundo Rocha, a construção de alternativas depende tanto de medidas internas quanto da cooperação com parceiros e autoridades. Em Manaus, o desafio é encontrar formas de manter o abastecimento industrial durante períodos de níveis mais baixos dos rios, ainda que algumas soluções impliquem custos adicionais e menor produtividade.

Infraestrutura precisa acompanhar crescimento da demanda

A necessidade de alternativas operacionais também está relacionada aos desafios estruturais da infraestrutura logística brasileira.

Rocha defende investimentos capazes de acompanhar o crescimento da movimentação de cargas, mas destaca a importância de regras claras e de condições previsíveis para o setor.

Na avaliação do executivo, a previsibilidade é necessária para que empresas possam planejar investimentos de longo prazo e para que os usuários tenham acesso a operações mais competitivas.

A transformação dos fluxos do comércio internacional aumenta a necessidade de ampliar a capacidade brasileira de movimentação de cargas. Parte da infraestrutura portuária do país, segundo Rocha, ainda utiliza equipamentos e instalações antigos em comparação com estruturas de mercados mais desenvolvidos.

A defasagem pode limitar a capacidade operacional e elevar custos, além de aumentar a exposição das cadeias de abastecimento a gargalos.

Maersk mantém investimentos no Brasil

Presente no Brasil há 50 anos, a Maersk continua realizando investimentos no país, segundo Rocha.

A empresa emprega mais de 3 mil pessoas e mantém operações em diferentes regiões brasileiras. O executivo cita aproximadamente R$ 2 bilhões em investimentos, incluindo projetos relacionados à eletrificação.

Os aportes ocorrem em um momento de transformação do setor de transporte, que busca ampliar a capacidade, reduzir custos, aumentar a eficiência e avançar na transição energética.

Nesse processo, a empresa também considera importante contar com maior previsibilidade regulatória para estruturar investimentos de longo prazo.

Tecnologia passa a apoiar decisões diante de rupturas

Além da infraestrutura física, a estratégia da Maersk envolve a utilização de tecnologia na logística.

A companhia procura integrar navios, equipamentos e demais ativos a sistemas tecnológicos e à atuação de parceiros. A proposta é criar alternativas quando uma rota é interrompida, um terminal sofre restrições ou um evento climático reduz a capacidade de determinada operação.

Nesse modelo, a tecnologia não serve apenas para acelerar processos ou acompanhar cargas. Ela também passa a contribuir para a tomada de decisões diante de situações de ruptura.

Para a Maersk, a eficiência logística passa, portanto, pela capacidade de manter o fluxo de mercadorias mesmo diante de imprevistos. A combinação entre rapidez, tecnologia, infraestrutura, parceiros e alternativas operacionais ganha espaço como estratégia para aumentar a resiliência das cadeias de abastecimento.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Linkedin

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Logística

Mulher assume comando da Guarda Portuária pela primeira vez no Brasil

A Guarda Portuária de uma empresa responsável pela operação dos portos de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, passou a ser comandada, pela primeira vez no Brasil, por uma mulher. Aos 45 anos, Josi Fabres assumiu a coordenação da equipe de segurança portuária da Vports após ser escolhida em um processo interno.

Fabres será responsável por um efetivo de 35 profissionais, que atuam diretamente na proteção das instalações e no controle das operações portuárias. De acordo com a empresa, a nomeação representa um marco para a presença feminina em posições de liderança na segurança portuária brasileira.

Guarda Portuária atua 24 horas por dia

Entre as principais atribuições da equipe estão o controle de acesso às áreas portuárias, o credenciamento de pessoas, o monitoramento das instalações e a proteção de trabalhadores, veículos e cargas.

A estrutura também atua em situações de emergência e conta com um Centro de Controle e Monitoramento equipado com 473 câmeras. O sistema funciona ininterruptamente, 24 horas por dia.

A equipe também é responsável por aplicar os procedimentos de segurança previstos no ISPS Code, sigla em inglês para o Código Internacional de Segurança de Navios e Instalações Portuárias.

Josi Fabres começou na área aos 27 anos

Natural de Colatina, no Espírito Santo, Josi Fabres iniciou sua trajetória profissional na área aos 27 anos, depois de ser aprovada em concurso público.

O primeiro passo para assumir funções de liderança ocorreu em 2019, quando foi convidada a substituir um colega como inspetora de turno. A função envolvia a coordenação da equipe durante os plantões operacionais e marcou o início de sua ascensão profissional.

A experiência adquirida ao longo dos anos contribuiu para a promoção à coordenação da Guarda Portuária.

Nova coordenadora destaca responsabilidade do cargo

Ao falar sobre a nomeação, Fabres destacou a importância de assumir uma função estratégica dentro da estrutura portuária.

“É uma alegria enorme, mas também uma grande responsabilidade”, afirmou a nova coordenadora.

A escolha foi destacada pela área de Tecnologia e Segurança Portuária da Vports. Para David Neto, gerente do setor, a nomeação reconhece a trajetória e a preparação profissional de Fabres.

Segundo ele, a chegada de uma mulher ao comando da segurança portuária representa uma novidade na estrutura da empresa e coloca a profissional à frente de uma área considerada estratégica para as operações dos portos de Vitória e Vila Velha.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Conflito portuário no Uruguai afeta exportações de pescado e desvia cargas para Argentina e Brasil

O prolongado conflito portuário no Uruguai já provoca impactos diretos sobre as exportações de pescado e leva empresas a buscar alternativas logísticas em portos da Argentina e do Brasil. As dificuldades para embarcar as cargas podem resultar em esperas de duas a três semanas, pressionando o fluxo financeiro das empresas pesqueiras.

O cenário ganhou força nos últimos dias após cinco grandes companhias de navegação que atuam no país alertarem o governo uruguaio sobre os efeitos das interrupções recorrentes no Porto de Montevidéu.

Cinco armadores cobram solução para as interrupções

Maersk Uruguay, Ocean Network Express (ONE), CMA CGM Uruguay, Cosco Shipping Lines e Hapag-Lloyd Uruguay encaminharam uma carta a seis ministros do governo uruguaio. No documento, as empresas pedem medidas capazes de restabelecer a previsibilidade das operações portuárias.

Segundo as companhias, mais de 35 dias de interrupções ou restrições operacionais foram acumulados desde o início de 2026. Entre os principais efeitos estão atrasos, perda de cargas de transbordo e dificuldades para manter os serviços marítimos dentro da programação.

O problema está concentrado na Terminal Cuenca del Plata (TCP), principal terminal especializado em contêineres do Porto de Montevidéu. A paralisação ocorre em meio às negociações entre a administração da terminal e os trabalhadores para a renovação do acordo coletivo.

Terminal movimenta cerca de 80% dos contêineres do país

A dimensão do conflito está relacionada à importância da TCP para o comércio exterior uruguaio. Segundo Carlos Abel Olivera, diretor-executivo da empresa pesqueira Novabarca, aproximadamente 80% dos contêineres do Uruguai passam pela terminal.

Dessa forma, qualquer interrupção nas operações repercute diretamente sobre as cadeias de exportação e importação.

Para o setor pesqueiro, os efeitos já são sentidos na rotina das empresas. A dificuldade para conseguir espaço nos navios tem provocado acúmulo de produtos acabados em câmaras frigoríficas, além de atrasos nos recebimentos.

Exportadores enfrentam atrasos de até três semanas

Olivera relatou que a frequência dos embarques caiu significativamente. Antes, segundo ele, a empresa conseguia retirar as cargas duas ou três vezes por semana. Agora, a espera pode chegar a duas ou três semanas.

O atraso afeta diretamente o capital de giro das empresas pesqueiras. Depois de capturado e processado, o pescado precisa permanecer armazenado até que seja possível embarcá-lo. Enquanto isso, continuam os custos de produção, conservação e armazenamento.

Para as empresas, o produto estocado representa recursos financeiros que ainda não retornaram ao caixa. O efeito se espalha pela cadeia de pagamentos e dificulta o cumprimento de compromissos comerciais.

Cargas começam a ser direcionadas para outros portos

A falta de regularidade também ameaça a capacidade dos exportadores de cumprir os prazos acordados com compradores internacionais.

Diante das dificuldades em Montevidéu, operadores de comércio exterior já passaram a considerar Buenos Aires, na Argentina, e Santos, no Brasil, como alternativas para o embarque das mercadorias.

A mudança pode alterar os fluxos logísticos regionais e reduzir a utilização do porto uruguaio por determinados segmentos exportadores.

Navieras alertam para perda de confiabilidade de Montevidéu

As cinco companhias marítimas afirmam que a repetição das interrupções está prejudicando a confiabilidade comercial do Porto de Montevidéu.

Além das cargas que deixam de ser embarcadas, as empresas alertam para a possibilidade de perda de operações de transbordo. Esse tipo de movimentação é importante para conectar cargas da região aos serviços marítimos internacionais.

A redução dos transbordos também pode afetar a competitividade do comércio exterior uruguaio e a manutenção de empregos relacionados às operações portuárias.

Negociação envolve cerca de 550 trabalhadores

O conflito tem como um de seus principais pontos a negociação de um novo acordo coletivo para aproximadamente 550 trabalhadores da TCP.

A estrutura societária da terminal é formada majoritariamente pela empresa belga Katoen Natie, que detém 80% de participação, enquanto os outros 20% pertencem à Administração Nacional de Portos do Uruguai.

As divergências trabalhistas deram origem a sucessivas interrupções ao longo dos últimos meses, afetando a programação das operações.

Governo estabelece serviços mínimos

Diante da continuidade das medidas, o governo uruguaio determinou, em setembro, um regime de serviços mínimos para preservar atividades consideradas essenciais.

A medida inclui operações como carregamento e descarregamento de navios, recebimento de contêineres de importação e exportação, armazenamento e atendimento de cargas refrigeradas e produtos perecíveis.

O modelo adotado no Uruguai é diferente do existente na Argentina, onde há a possibilidade de utilização da conciliação obrigatória para suspender medidas durante uma negociação trabalhista.

No caso uruguaio, o governo tem atuado por meio de negociações e da definição de serviços mínimos, enquanto trabalhadores e empresa continuam tentando chegar a um acordo.

Setor pesqueiro já sente impacto financeiro

A pressão sobre o comércio exterior uruguaio aumenta à medida que as interrupções continuam.

Para a indústria pesqueira, os efeitos já incluem menor frequência de embarques, lotação das câmaras frigoríficas, atraso no recebimento dos pagamentos e dificuldades para cumprir os prazos acordados com clientes internacionais.

Ao mesmo tempo, a perda de previsibilidade vem incentivando parte dos operadores a transferir cargas para portos de outros países da região, aumentando a pressão sobre a posição de Montevidéu como ponto estratégico da logística sul-americana.

FONTE: PESCARE
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/PESCARE

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Logística

Super Terminais investe R$ 650 milhões e amplia atuação no Arco Norte

O Super Terminais destinou aproximadamente R$ 650 milhões à expansão e modernização de suas operações no Amazonas. O plano inclui melhorias no terminal de Manaus, investimentos em infraestrutura para enfrentar períodos de seca dos rios amazônicos e a expansão dos negócios para o segmento de grãos e fertilizantes por meio do corredor logístico do Arco Norte.

Do montante total, cerca de R$ 400 milhões foram direcionados ao terminal de Manaus, com recursos aplicados em infraestrutura, tecnologia e modernização. Outros R$ 250 milhões foram destinados ao Super Porto Verde, em Itacoatiara, empreendimento voltado à movimentação de commodities agrícolas.

Terminal de Manaus recebe R$ 400 milhões em modernização

Entre os principais investimentos realizados em Manaus está a compra de três guindastes elétricos fabricados na Alemanha, que representou um aporte de R$ 120 milhões.

A estrutura do terminal também passou por ampliação. O píer, que anteriormente contava com quatro berços de atracação, foi expandido para seis berços, aumentando a capacidade operacional da unidade.

Outro projeto em andamento envolve a implantação de uma usina de gás natural, com investimento de R$ 30 milhões. A estrutura será utilizada exclusivamente nas operações portuárias e está sendo desenvolvida em parceria com o Governo do Amazonas e a Cigás.

Segundo o Super Terminais, a substituição do diesel pelo gás natural poderá reduzir as emissões em aproximadamente 17 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

Estrutura busca reduzir impactos da seca na navegação

Os investimentos em infraestrutura também estão relacionados aos desafios enfrentados durante os períodos de vazante dos rios da Amazônia, quando a redução do nível das águas pode limitar a navegação de grandes embarcações.

Além de ampliar a capacidade da operação regular, a empresa mantém uma alternativa para garantir a continuidade do fluxo de cargas do Polo Industrial de Manaus (PIM) em períodos nos quais as condições de navegabilidade dificultem a chegada de grandes navios à capital amazonense.

Super Porto Verde amplia presença no mercado de grãos

Em Itacoatiara, a estratégia de diversificação está concentrada no Super Porto Verde, empreendimento criado para atender à movimentação de commodities agrícolas, principalmente grãos e fertilizantes.

“A criação do Super Porto Verde integra a nossa estratégia para atender ao segmento de commodities agrícolas, respondendo à demanda crescente do corredor logístico do Arco Norte. A estrutura foi concebida para oferecer uma alternativa mais eficiente ao escoamento da produção agrícola brasileira”, afirma Di Gregorio.

O projeto ocupará uma área de 300 mil metros quadrados e tem previsão de gerar 130 empregos diretos e 250 indiretos.

A estrutura terá um píer flutuante de 240 metros e três guindastes elétricos. Juntos, os equipamentos poderão movimentar até 2,1 mil toneladas por hora.

O terminal foi planejado para permitir a operação simultânea de seis barcaças e um navio Panamax de até 50 mil toneladas. A previsão é que o transbordo seja realizado em até 36 horas.

Itacoatiara ganha importância no corredor do Arco Norte

A localização do Super Porto Verde é considerada estratégica para a operação logística. Itacoatiara está próxima à confluência dos rios Amazonas e Madeira, em uma rota utilizada no transporte da produção agrícola do Centro-Oeste para os portos da região Norte.

Com o novo empreendimento, o Super Terminais busca ampliar sua atuação no corredor logístico do Arco Norte e participar do crescimento do fluxo de produtos agrícolas destinados à exportação.

Super Terminais prevê mais de 300 mil TEUs em 2026

O terminal do Super Terminais em Manaus atualmente emprega entre 600 e 700 trabalhadores diretos.

No primeiro semestre de 2026, foram movimentados 138.035 TEUs, medida equivalente à capacidade de um contêiner de 20 pés.

Para o ano inteiro, a empresa projeta ultrapassar a marca de 300 mil TEUs movimentados em 2026.

A expectativa é manter Manaus como principal base operacional do grupo, enquanto os novos investimentos ampliam a presença da empresa no Arco Norte, especialmente nos segmentos de logística portuária, grãos, fertilizantes e commodities agrícolas.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal BE News

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Logística

Confiabilidade dos itinerários marítimos globais cai ao menor nível desde 2022

A confiabilidade dos serviços marítimos globais voltou a recuar em agosto e atingiu o menor patamar desde setembro de 2022. O resultado foi influenciado principalmente pela forte congestão portuária na Ásia, segundo a 181ª edição do relatório Global Liner Performance (GLP), da consultoria Sea-Intelligence.

O índice global caiu pelo segundo mês consecutivo, com redução de 5,9 pontos percentuais em relação a julho. Com isso, a confiabilidade dos itinerários ficou em 49,9% em agosto.

O levantamento acompanha o desempenho de mais de 60 companhias marítimas em 34 rotas comerciais.

Atrasos dos navios também aumentam

Além da queda na regularidade dos serviços, o levantamento registrou aumento no tempo de atraso das embarcações.

O atraso médio dos navios que chegaram fora do horário programado avançou 0,60 dia em relação a julho, alcançando 6,81 dias. Esse foi o maior intervalo registrado desde março de 2022.

Na comparação com agosto de 2025, o atraso médio ficou 1,92 dia maior, indicando uma piora significativa na pontualidade do transporte marítimo internacional.

Maersk registra maior confiabilidade entre as grandes companhias

Entre as 13 principais companhias de navegação avaliadas pela Sea-Intelligence, a Maersk apresentou o maior índice de confiabilidade em agosto, com 67,3%.

Na sequência apareceram:

  • Hapag-Lloyd: 61,5%;
  • MSC: 55,2%;
  • CMA CGM: 50,6%.

Essas foram as quatro únicas empresas do grupo a superar a marca de 50%.

Na outra ponta, a Wan Hai apresentou o menor índice entre as 13 companhias analisadas, com 23,2%.

Todas as 13 companhias tiveram queda em agosto

Nenhuma das empresas avaliadas apresentou melhora mensal no indicador de confiabilidade em agosto.

A ONE registrou a menor queda, de 3,5 pontos percentuais. Já a PIL teve o recuo mais expressivo, de 10,1 pontos percentuais.

A comparação com agosto de 2025 também mostrou deterioração generalizada. Nenhuma das 13 companhias apresentou avanço na confiabilidade dos itinerários em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Maersk teve a menor redução anual, de 8,9 pontos percentuais, enquanto a PIL registrou o maior recuo, de 31,1 pontos percentuais.

Ao todo, 12 das 13 empresas analisadas tiveram quedas de dois dígitos na comparação anual.

Gemini lidera entre as alianças marítimas

Entre as principais alianças de transporte marítimo, a Gemini apresentou índice de confiabilidade de 77,8% no período entre julho e agosto de 2026.

O resultado ficou acima dos registrados pela MSC, com 70,1%, e pela Ocean Alliance, com 48,3%.

A Premier Alliance apresentou o menor índice entre as alianças avaliadas, com 43,2%.

Congestionamento portuário afeta regularidade global

Os dados da Sea-Intelligence mostram que a confiabilidade dos itinerários marítimos continua sob pressão, especialmente diante dos problemas de congestionamento registrados em portos asiáticos.

A combinação entre menor cumprimento dos horários e aumento dos atrasos médios pode afetar o planejamento das cadeias de logística internacional, transporte de contêineres e comércio exterior.

O relatório Global Liner Performance analisa a pontualidade dos serviços em 34 rotas comerciais e mais de 60 companhias marítimas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Euro-Rijn Logistics assume controle total da Oorburg Intermodaal e AquaRoad Logistics

A Euro-Rijn Logistics passou a deter 100% das empresas de transporte fluvial Oorburg Intermodaal e AquaRoad Logistics. A operação tem efeitos retroativos a partir de 1º de janeiro de 2026.

A aquisição foi concluída após a compra das ações que ainda pertenciam a John Oorburg, antigo proprietário das duas companhias. Com a transação, Oorburg Intermodaal e AquaRoad Logistics passam a integrar integralmente as atividades de transporte fluvial já desenvolvidas pela Euro-Rijn.

As operações continuarão utilizando as marcas Euro-Rijn Logistics e Oorburg Intermodaal.

Aquisição amplia integração no transporte fluvial

A Euro-Rijn Logistics já mantinha uma participação majoritária nas empresas desde 2022. A aquisição da totalidade das ações consolida um processo de aproximação entre as companhias que vinha sendo ampliado nos últimos anos.

Para Vleming Geerligs, diretor-geral da Euro-Rijn Logistics, a conclusão da operação representa uma evolução natural da parceria.

Segundo ele, a integração das atividades permitirá reunir conhecimento técnico, capacidade de frota e redes comerciais, fortalecendo a atuação da empresa e ampliando sua rede de transporte na Europa.

A estratégia também busca criar uma estrutura para incorporar novos serviços de carga e ampliar a profissionalização dos serviços oferecidos aos clientes.

John Oorburg continuará à frente do transporte fluvial

John Oorburg, que atualmente ocupa o cargo de diretor de transporte marítimo da Euro-Rijn Logistics, continuará responsável pelas três empresas que integram as operações de transporte fluvial do grupo.

Para o executivo, a incorporação marca uma nova fase para Oorburg Intermodaal e AquaRoad Logistics dentro da Euro-Rijn.

Oorburg destacou que a experiência dos últimos anos demonstrou os benefícios da integração entre as empresas. A combinação das operações e do conhecimento acumulado, segundo ele, abre espaço para novos serviços e para um atendimento mais amplo a clientes e parceiros.

Apesar da integração, a empresa pretende preservar o atendimento personalizado e a comunicação direta que caracterizam as organizações.

Euro-Rijn amplia presença no transporte fluvial europeu

A aquisição das duas empresas ocorre após outros movimentos de expansão da Euro-Rijn Logistics no segmento de transporte fluvial na Europa.

Entre as operações anteriores está a aquisição do Danser Group, além da participação societária na YST Logistics.

Com esses investimentos e a incorporação integral da Oorburg Intermodaal e da AquaRoad Logistics, a Euro-Rijn reforça sua estrutura no setor e amplia a capacidade de atuação por meio de sua frota, rede comercial e serviços de logística fluvial.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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