Logística

Cosco investe US$ 1,17 bilhão na renovação da frota com navios preparados para combustíveis de baixo carbono

A Cosco Shipping Development anunciou um novo aporte de US$ 1,17 bilhão (aproximadamente R$ 6,5 bilhões) para ampliar e modernizar sua frota. O investimento será destinado à construção de 15 navios graneleiros Newcastlemax, projetados para receber futuramente sistemas de propulsão movidos a metanol e amônia, combustíveis considerados estratégicos para a descarbonização do transporte marítimo.

O contrato, aprovado em 29 de julho, soma 7,92 bilhões de yuans e faz parte da estratégia da companhia chinesa de reduzir as emissões de carbono e atender às novas exigências ambientais da indústria naval.

Construção será dividida entre dois estaleiros chineses

As embarcações serão produzidas por duas empresas do setor naval na China. A Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding, controlada pela China State Shipbuilding Corporation (CSSC), ficará responsável pela fabricação de dez navios. As outras cinco unidades serão construídas pela Nantong Xiangyu Shipbuilding & Offshore Engineering.

Cada graneleiro terá capacidade para transportar 210 mil toneladas de porte bruto (DWT), padrão da categoria Newcastlemax, utilizada principalmente no transporte de minério de ferro e carvão em rotas internacionais de longa distância.

A previsão é que todas as entregas ocorram entre maio e dezembro de 2030.

Navios serão preparados para operar com metanol e amônia

Embora sejam entregues inicialmente com propulsão convencional, todas as embarcações serão construídas com o conceito “methanol- and ammonia-ready”, permitindo futuras adaptações para utilização de combustíveis de menor impacto ambiental.

Segundo a Cosco, essa solução oferece maior flexibilidade para acompanhar a evolução das tecnologias voltadas à redução das emissões sem a necessidade de substituir os navios ao longo de sua vida útil.

Além do foco na sustentabilidade, a empresa destaca que o projeto busca aumentar a eficiência operacional e reduzir custos de longo prazo.

Afretamento terá duração de 20 anos

Após serem entregues, os 15 graneleiros serão arrendados à Huifeng Shipping, empresa pertencente ao grupo Cosco Shipping Bulk, por meio de contratos com vigência de 20 anos.

O valor anual do afretamento de cada embarcação poderá alcançar 59,4 milhões de yuans, incluindo os investimentos previstos para futuras adaptações ao sistema de propulsão de combustível duplo.

Ao término do contrato, os navios permanecerão sob propriedade da empresa de leasing da Cosco, sem obrigação de compra pela operadora.

Plano amplia expansão da frota da Cosco

O novo investimento reforça um programa de crescimento anunciado pela companhia no fim de junho. Na ocasião, a Cosco informou a contratação de outras 24 embarcações, em um investimento de 8,66 bilhões de yuans (cerca de US$ 1,28 bilhão).

Esse pacote inclui graneleiros, cargueiros e navios multipropósito destinados ao transporte de grãos, parte deles também desenvolvida para futura conversão ao uso de metanol e amônia.

Estratégia mira sustentabilidade no transporte marítimo

Com os novos contratos, a Cosco informa que possui atualmente mais de 100 embarcações em diferentes fases de construção, com entregas previstas para os próximos cinco anos.

A iniciativa fortalece a estratégia da empresa de ampliar sua presença no mercado global de navegação e preparar sua frota para atender às metas internacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa, cada vez mais exigidas pelo setor de transporte marítimo.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
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Logística

Expansão dos portos de Itajaí e Navegantes acelera demanda por galpões logísticos no Litoral Norte de SC

Crescimento da atividade portuária impulsiona investimentos imobiliários e amplia valorização de áreas estratégicas

A expansão dos portos de Itajaí e Navegantes está transformando o mercado logístico do Litoral Norte de Santa Catarina. O fortalecimento das operações portuárias, aliado ao avanço de grandes obras de infraestrutura, vem aumentando a procura por galpões logísticos e impulsionando novos investimentos na região, que concentra mais de R$ 54 bilhões em projetos públicos e privados.

O cenário reúne dois fatores decisivos para o setor: a retomada das operações do Porto de Itajaí, sob administração da JBS Terminais, e o desempenho da Portonave, em Navegantes, que mantém a liderança nacional em produtividade entre os terminais portuários brasileiros.

Portonave mantém liderança em eficiência operacional

A Portonave encerrou 2025 com a movimentação superior a 1,1 milhão de TEUs e produtividade média de 114 movimentos por hora de navio, desempenho que a coloca novamente como o terminal portuário mais eficiente do país, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Ao completar 18 anos de operação, o terminal acumula aproximadamente 14 milhões de TEUs movimentados e cerca de 10 mil escalas de embarcações. Outro destaque foi a conclusão da primeira etapa da modernização do cais, investimento estimado em R$ 2 bilhões que permitirá receber navios de até 400 metros de comprimento, ampliando a capacidade operacional para atender às novas demandas do comércio exterior.

Porto de Itajaí retoma crescimento após nova gestão

Enquanto Navegantes amplia sua capacidade, o Porto de Itajaí vive um novo ciclo de expansão desde que passou a ser administrado pela JBS Terminais, em outubro de 2024.

Após um período de aproximadamente um ano e meio sem operações regulares de contêineres, o terminal registrou crescimento expressivo. A capacidade operacional aumentou cerca de 330% desde o início da nova gestão, ultrapassando a marca de 560 mil TEUs movimentados.

Os números mais recentes também refletem essa recuperação. No primeiro trimestre de 2026, a movimentação de contêineres cresceu mais de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já entre janeiro e abril, o complexo portuário movimentou 1,67 milhão de toneladas de cargas, avanço próximo de 40% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Para acompanhar essa evolução, o Ministério de Portos e Aeroportos e a Antaq trabalham na concessão do canal de acesso aquaviário ao Porto de Itajaí. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 311 milhões ao longo de 25 anos, com expectativa de elevar a capacidade anual para até 3,43 milhões de TEUs, mais que triplicando o potencial atual do terminal.

Mercado de galpões vive baixa vacância e forte valorização

O crescimento simultâneo dos dois principais portos da região já provoca reflexos no mercado imobiliário logístico.

Santa Catarina figura entre os estados com menor índice de vacância em condomínios logísticos do Brasil, cenário impulsionado pelo aumento das operações de importação e exportação e pela limitação de áreas disponíveis para novos empreendimentos.

Levantamentos do setor apontam valorização de até 20% no metro quadrado dos galpões localizados no eixo formado por Itajaí, Navegantes, Araquari e Garuva. Em Navegantes, a valorização acumulada dos ativos logísticos chega a aproximadamente 300% na última década.

No início de 2026, a taxa nacional de vacância dos condomínios logísticos era de cerca de 7%, segundo dados da consultoria Colliers, reforçando o cenário favorável para novos investimentos.

Novos empreendimentos ampliam oferta logística

Com a demanda crescente, incorporadoras aceleram o lançamento de novos projetos voltados ao setor logístico.

Entre eles está o Navepark, empreendimento desenvolvido pelo Grupo ABC.inc & Embralot, em Navegantes. O complexo reúne galpões modulares e estrutura de serviços em uma localização estratégica, distante cerca de 9 quilômetros da Portonave, 13 quilômetros do Porto de Itajaí e 11 quilômetros do Aeroporto Internacional de Navegantes.

Segundo os responsáveis pelo projeto, o empreendimento já opera com ocupação total e faz parte de um plano de expansão que prevê seis novos lançamentos ao longo de 2026.

Também em Navegantes, a Ciway, empresa do Grupo Saes Empreendimentos, desenvolve o complexo logístico Ciway 470. O projeto contará com aproximadamente 200 mil metros quadrados distribuídos em 94 módulos e terá certificação ambiental LEED, evidenciando a crescente busca por empreendimentos sustentáveis no segmento.

Infraestrutura viária é desafio para acompanhar crescimento

Apesar da expansão portuária e do avanço do mercado imobiliário, a infraestrutura rodoviária continua sendo um dos principais desafios da região.

A BR-101, principal corredor de acesso aos portos do Litoral Norte catarinense, deverá receber investimentos de aproximadamente R$ 382 milhões no trecho entre Balneário Camboriú e Penha.

O pacote contempla a implantação de 46 quilômetros de terceiras faixas, além da construção de uma nova ponte sobre o Rio Itajaí-Açu e melhorias em acessos considerados críticos para o fluxo de caminhões.

Especialistas apontam que a competitividade logística da região dependerá não apenas da ampliação da capacidade portuária, mas também da modernização da infraestrutura viária, essencial para garantir maior eficiência no transporte de cargas.

Fonte: Portogente.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa Pexels / Arquivo

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Logística

Investimentos em logística no Brasil podem alcançar R$ 300 bilhões com novo ciclo de concessões

O setor de logística brasileiro se prepara para um novo ciclo de expansão que poderá movimentar cerca de R$ 300 bilhões em investimentos nos próximos anos. A expectativa do governo federal é iniciar essa nova fase a partir de 2026, impulsionando projetos de infraestrutura e ampliando a participação da iniciativa privada em rodovias, ferrovias, portos e hidrovias.

O montante previsto representa aproximadamente o dobro do registrado no ciclo de concessões realizado entre 2016 e 2020, reforçando a estratégia de modernização da infraestrutura de transportes do país.

Concessões impulsionam modernização da infraestrutura

Entre 2023 e 2025, os leilões promovidos pelo governo federal resultaram em contratos que somam R$ 262 bilhões em investimentos. O objetivo do Ministério dos Transportes é ampliar a capacidade logística nacional e reduzir a dependência do transporte rodoviário, atualmente responsável por mais de 60% da movimentação de cargas.

Para o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, o segmento de transportes concentra a maior demanda por investimentos entre todos os setores de infraestrutura.

Segundo ele, seriam necessários R$ 287,9 bilhões — o equivalente a 2,26% do Produto Interno Bruto (PIB) — para expandir e modernizar as malhas ferroviária e rodoviária. O valor supera, inclusive, a necessidade de investimentos estimada para o setor elétrico.

Juros elevados e análise do TCU desafiam novos projetos

Apesar das perspectivas positivas, especialistas apontam obstáculos para a execução do programa de concessões. As taxas de juros elevadas dificultam a atração de investidores, enquanto parte das empresas já possui recursos comprometidos em contratos conquistados recentemente.

Outro fator que pode afetar o cronograma é a análise de diversos projetos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A complexidade das novas modelagens, aliada à necessidade de garantir segurança jurídica, pode ampliar o prazo para realização dos leilões.

Ainda assim, Tadini avalia que os modelos atuais apresentam maior qualidade técnica e oferecem melhor distribuição de riscos, atraindo fundos de investimento e investidores internacionais, além das tradicionais empresas de construção.

Governo aposta em concessões inteligentes e novos modelos de PPP

O Ministério dos Transportes prevê realizar 13 leilões de rodovias ainda este ano, abrangendo mais de 7 mil quilômetros de estradas e investimentos estimados em R$ 149 bilhões.

Entre os projetos está a modernização da BR-116 entre São Paulo e Paraná, conhecida como Régis Bittencourt, cuja concessão foi vencida recentemente pela EPR.

Com o avanço do programa, cerca de 30% da malha rodoviária federal deverá ficar sob administração privada. Como os trechos mais rentáveis já foram concedidos, o governo trabalha em novos formatos para viabilizar ativos menos movimentados.

Um desses modelos é o das chamadas concessões inteligentes, nas quais o poder público realiza um aporte financeiro inicial para custear grandes obras, como duplicações e implantação de terceiras faixas. Depois dessa etapa, a concessionária assume a operação da rodovia, cobrando tarifas de pedágio reduzidas.

Outra proposta em desenvolvimento prevê contratos com investimentos engatilhados, permitindo ajustes financeiros conforme o crescimento do fluxo de veículos e a necessidade de novas intervenções.

Segurança jurídica é considerada essencial para atrair investidores

Especialistas destacam que o sucesso das Parcerias Público-Privadas (PPPs) dependerá da criação de mecanismos que assegurem os pagamentos aos concessionários, mesmo em cenários de restrição fiscal.

Entre as alternativas estudadas estão fundos garantidores e contas vinculadas, que destinam exclusivamente as receitas do projeto para custear operação, investimentos e equilíbrio financeiro dos contratos.

Para o advogado Diego Fernandes, especialista em Direito Público, a qualidade das garantias oferecidas será decisiva para aumentar a confiança dos investidores e reduzir riscos ao longo da vigência das concessões.

Ferrovias e portos ganham protagonismo na competitividade brasileira

O fortalecimento da logística integrada também é apontado como estratégico para setores como mineração e agronegócio.

Segundo Marcus Santarém, diretor de desenvolvimento de negócios da Cedro Participações, projetos que conectem diretamente áreas produtoras às principais ferrovias nacionais podem elevar a eficiência do transporte de cargas, reduzir custos logísticos e diminuir impactos ambientais.

Entre os empreendimentos destacados estão a Ferrovia Serra Azul e o Porto do Meio, planejados para atuar de forma integrada no escoamento de minério de ferro.

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) defende uma estratégia que combine recursos públicos e privados, estabilidade regulatória, financiamento de longo prazo e fortalecimento do mercado de capitais para ampliar os investimentos em infraestrutura logística.

Hidrovias ainda têm grande potencial de expansão

Especialistas também enxergam espaço para ampliar o transporte hidroviário no Brasil. O país possui cerca de 41,8 mil quilômetros de vias navegáveis, mas apenas 20,1 mil quilômetros são utilizados economicamente.

Atualmente, as hidrovias respondem por apenas 5% da movimentação de cargas no território nacional.

O primeiro leilão para concessão de uma hidrovia está previsto para o primeiro semestre de 2027 e terá como projeto pioneiro a Hidrovia do Rio Paraguai, em um trecho de aproximadamente 600 quilômetros entre Corumbá e Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Santa Catarina lidera corrida por galpões logísticos e atrai nova onda de investimentos industriais

Santa Catarina vive um dos momentos mais aquecidos de sua história no mercado de condomínios logísticos e industriais. Impulsionado pelo crescimento do comércio eletrônico, pela expansão das operações de transporte e pela proximidade com importantes corredores rodoviários e portos, o estado registra forte redução da vacância dos galpões de alto padrão e amplia a atração de novos investimentos.

Levantamento da consultoria Binswanger Brazil mostra que a taxa de vacância dos empreendimentos das categorias A e A+ caiu para 7,2% no primeiro trimestre de 2026, frente aos 9,2% registrados no encerramento de 2025. O índice confirma um mercado cada vez mais competitivo, no qual a demanda supera a velocidade de entrega de novos empreendimentos.

O estoque catarinense de galpões logísticos de alto padrão já se aproxima de 1,8 milhão de metros quadrados, enquanto o valor médio pedido permaneceu em R$ 27,30 por metro quadrado, demonstrando estabilidade nos preços mesmo diante do avanço das ocupações.

Demanda cresce acima da oferta

Um dos principais indicadores do aquecimento é a absorção líquida — diferença entre áreas locadas e devolvidas. Nos três primeiros meses do ano, Santa Catarina registrou 114.566 metros quadrados de absorção líquida, volume cerca de 140% superior ao observado no último trimestre de 2025.

O resultado também superou a quantidade de novos empreendimentos entregues no período, que somaram aproximadamente 82 mil metros quadrados, sinalizando que boa parte dos novos espaços chega ao mercado praticamente ocupada.

O movimento acompanha uma tendência nacional. No Brasil, o mercado de galpões logísticos alcançou sua menor taxa histórica de vacância, impulsionado principalmente pelas gigantes do comércio eletrônico, que seguem ampliando seus centros de distribuição para reduzir prazos de entrega e aumentar sua capilaridade operacional.

Mercado Livre e Shopee impulsionam expansão

A corrida entre Mercado Livre e Shopee por maior eficiência logística tem transformado o mercado imobiliário industrial brasileiro.

Segundo a Binswanger, somente no primeiro trimestre de 2026, a Shopee foi responsável pela maior pré-locação do país, contratando cerca de 246 mil metros quadrados em um empreendimento em Guarulhos. Já o Mercado Livre manteve a liderança entre os maiores ocupantes de galpões do Brasil, assinando alguns dos maiores contratos do período.

Em Santa Catarina, a expansão das operações do Mercado Livre e a ocupação de áreas pela ZF Hub Logística figuram entre os principais fatores que contribuíram para a redução da vacância dos empreendimentos.

Norte catarinense concentra novos projetos

A combinação entre infraestrutura logística, acesso à BR-101 e proximidade com importantes portos mantém o Norte de Santa Catarina como principal destino dos novos investimentos.

Joinville permanece praticamente sem áreas disponíveis para locação, mesmo após recentes entregas de empreendimentos. A expectativa do setor está voltada para a implantação do LOG Joinville, prevista para 2027, que deverá acrescentar cerca de 46 mil metros quadrados ao mercado.

Já Araquari vive um ciclo de forte expansão, com previsão de entrega de três novos empreendimentos ao longo de 2026, totalizando aproximadamente 272 mil metros quadrados de novos espaços logísticos.

A região também abriga o Perini Business Park, considerado o maior condomínio industrial multissetorial do país, operando próximo da ocupação máxima.

Portos fortalecem competitividade catarinense

A localização geográfica continua sendo um dos principais diferenciais do estado.

Santa Catarina concentra uma das mais completas estruturas portuárias do Brasil, formada pelos portos de Itapoá, Portonave, São Francisco do Sul, Itajaí, Imbituba e Laguna, além da conexão direta com os mercados do Sul e Sudeste por meio da BR-101.

Aliada ao crescimento econômico estadual — estimado em 3,9% em 2025, acima da média nacional —, essa infraestrutura torna o estado um dos destinos mais competitivos para operações industriais, centros de distribuição e projetos de logística integrada.

Cenário favorece projetos sob medida

Para a sócia-diretora da Binswanger Brazil, Simone Santos, o mercado entrou em uma nova fase, marcada pela escassez de áreas prontas e pelo avanço dos projetos personalizados. “É momento de os desenvolvedores de condomínios logísticos e industriais comprarem terrenos e tirarem os projetos do papel. Em relação aos ocupantes, a expectativa é de busca de contratos de build-to-suit (construção sob medida) ou de compra de lote para erguer imóvel próprio e sair do aluguel, que tende a subir como reflexo da baixa vacância.”

De olho nesse cenário, a incorporadora Hacasa lançou o H Business Park, em Araquari, empreendimento voltado para centros de distribuição, operações industriais e hubs logísticos, comercializado em parceria com a Binswanger. O projeto oferecerá lotes a partir de 3.225 metros quadrados e infraestrutura compartilhada para atender empresas que buscam operações de maior eficiência.

Perspectiva segue positiva

Com baixa disponibilidade de áreas, crescimento contínuo do comércio eletrônico, fortalecimento dos portos e expansão das operações logísticas, Santa Catarina consolida sua posição entre os mercados mais promissores do país para empreendimentos industriais e de armazenagem.

A expectativa do setor é que a demanda permaneça elevada ao longo dos próximos anos, impulsionando novos projetos, valorização dos ativos logísticos e maior procura por empreendimentos build-to-suit, especialmente em regiões próximas aos principais eixos rodoviários e portuários do estado.

Fonte: Binswanger Brazil, InfoMoney, JLL e InvestNews.

Texto: Matéria elaborada com auxílio de Inteligência Artificial, sob curadoria jornalística da equipe do ReConecta News.

Imagem Ilustrativa: Pexels

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Logística

Brado e TCP ampliam ferrovia em Paranaguá e elevam capacidade logística do terminal

A Brado Logística e a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, concluíram em julho a ampliação da infraestrutura ferroviária dentro do pátio operacional do terminal. A nova estrutura deve elevar em aproximadamente 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

A expansão contempla a implantação de uma terceira linha férrea e uma nova área de manobras, reforçando a integração entre o porto e importantes polos produtivos do Paraná.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o ramal ferroviário atende cidades estratégicas como Ortigueira, Cambé e Cascavel, responsáveis por grande parte da produção e exportação de carne de frango, papel e celulose.

Com a nova configuração, a capacidade anual de transporte de contêineres cheios passa de 55 mil para cerca de 66 mil unidades, ampliando o atendimento aos clientes que utilizam o modal ferroviário.

Projeto fortalece a logística do Paraná

Para Vinicius Cordeiro, gerente executivo de Comercial e Novos Negócios da Brado, a entrega da obra representa um novo momento para a logística paranaense, ao ampliar a conexão entre produtores, indústrias e mercados nacionais e internacionais.

De acordo com o executivo, a ampliação permitirá oferecer soluções logísticas mais eficientes e sustentáveis, especialmente para o agronegócio e para o setor industrial, segmentos que demandam maior capacidade de transporte para acompanhar o crescimento da produção.

A expectativa é que a maior integração entre ferrovia e porto aumente a competitividade dos produtos do Paraná, proporcionando mais previsibilidade e eficiência no escoamento das cargas.

Terminal ganha terceira linha férrea e amplia operações simultâneas

A TCP é o único terminal portuário da Região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio operacional. Com a conclusão da obra, foram incorporados 757 metros adicionais de trilhos, incluindo uma terceira linha férrea e uma nova área destinada às manobras.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo que um trem entrasse enquanto outro deixava o pátio, com operações limitadas a 41 contêineres por movimentação.

Agora, dois trens poderão realizar operações de carga e descarga ao mesmo tempo, enquanto um terceiro deixa o terminal, aumentando significativamente a produtividade da operação ferroviária.

Mudanças reduzem impactos no trânsito da Avenida Portuária

A nova configuração também traz benefícios para o fluxo de veículos na região portuária.

Anteriormente, as composições chegavam a Paranaguá com 82 vagões, mas precisavam ser divididas em dois trechos para cruzar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas etapas.

Com a ampliação da ferrovia, os trens passam a cruzar a via em uma única composição, mantendo velocidade reduzida e eliminando as longas interrupções registradas anteriormente, o que melhora tanto a operação ferroviária quanto a mobilidade urbana.

Transporte ferroviário ganha protagonismo nas exportações

A TCP destaca que o transporte ferroviário vem se consolidando como uma alternativa estratégica para a logística de cargas, oferecendo mais segurança, menor risco de avarias e maior previsibilidade nos prazos de entrega.

Em 2024, dos 310 mil contêineres de exportação movimentados pelo terminal, aproximadamente 52 mil — cerca de 17% do total — foram transportados pela Brado por meio da ferrovia.

Investimentos somam R$ 500 milhões em cinco anos

A expansão ferroviária faz parte de um amplo plano de modernização da TCP. Nos últimos cinco anos, a empresa investiu aproximadamente R$ 500 milhões na ampliação da infraestrutura e na modernização das operações.

Para acompanhar o aumento da demanda ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), um equipamento a mais que anteriormente. Os equipamentos também foram eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos, medida que reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono da operação.

Os investimentos incluíram ainda novos Terminal Tractors (TTs) e adequações no gate de acesso, permitindo maior fluidez para a terceira linha ferroviária e melhor desempenho na movimentação de cargas.

Brado amplia ativos para aumentar produtividade

Além das intervenções realizadas pela TCP, a Brado Logística investiu em novos ativos e componentes destinados à implantação da infraestrutura ferroviária.

Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos, três aparelhos de mudança de via (AMVs) e reforços estruturais, permitindo maior capacidade de manobra, redução do tempo de espera das composições e aumento da produtividade operacional.

Segundo a empresa, o conjunto de investimentos amplia a confiabilidade das operações e melhora a capacidade de resposta às demandas crescentes do mercado.

Para a TCP, a modernização fortalece a integração entre os diferentes modais de transporte, amplia a competitividade do terminal e contribui para tornar mais eficiente a cadeia logística do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Canal do Panamá amplia movimentação de cargas em 7,2% no ano fiscal de 2026

O Canal do Panamá registrou crescimento na movimentação de cargas e no fluxo de embarcações durante os nove primeiros meses do ano fiscal de 2026, período compreendido entre outubro de 2025 e junho de 2026.

No intervalo, a hidrovia movimentou 389,96 milhões de toneladas CP/SUAB (Sistema Universal de Medição do Canal do Panamá), resultado que representa um avanço de 7,2% em relação às 363,66 milhões de toneladas contabilizadas no mesmo período do exercício anterior.

Além do aumento na carga transportada, o número de passagens também apresentou desempenho positivo. Foram registrados 10.726 trânsitos, alta de 5,2% frente aos 10.191 trânsitos realizados entre outubro de 2024 e junho de 2025. A média diária chegou a 35 embarcações.

De acordo com o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez Morales, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento das operações de navios porta-contêineres e embarcações de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Canal monitora risco de um El Niño severo

Apesar do cenário positivo para a atividade, a administração da hidrovia acompanha de perto as condições climáticas diante do aumento da probabilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade.

Segundo a entidade, a estimativa para um evento severo passou de 25% em abril para 81% em julho, o que levou ao reforço do monitoramento e do planejamento operacional.

Ricaurte Vásquez Morales afirmou que o Canal está preparado para adotar medidas preventivas com base na experiência acumulada durante o episódio climático registrado entre 2023 e 2024. Entre as ações avaliadas estão possíveis limitações na demanda e no número de reservas diárias de travessia, dependendo do comportamento do mercado.

Reservas e disponibilidade de água permanecem sob avaliação

A administração informou ainda que os leilões diários continuarão sendo uma alternativa para que os clientes obtenham vagas quando as reservas convencionais estiverem esgotadas ou quando houver necessidade de maior flexibilidade operacional.

Segundo o Canal, essas medidas seguem em análise após um período de quase dois anos sem alterações na capacidade operacional autorizada. Esse cenário foi favorecido pelo bom nível de água dos lagos que abastecem a hidrovia, resultado das chuvas registradas ao longo de 2025 e de uma estação seca considerada atipicamente chuvosa em 2026.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

TCP conclui ampliação da ferrovia no Terminal de Contêineres de Paranaguá e eleva capacidade operacional

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, e a Brado Logística finalizaram, em julho, as obras de expansão da infraestrutura ferroviária dentro do terminal paranaense. A modernização deve aumentar em cerca de 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

Nova linha férrea amplia transporte de contêineres

Com a implantação de uma terceira linha ferroviária e de uma nova área de manobras, o terminal passa a ampliar sua capacidade anual de transporte de contêineres cheios de 55 mil para aproximadamente 66 mil unidades.

O ramal ferroviário conecta o Porto de Paranaguá aos municípios de Ortigueira, Cambé e Cascavel, importantes polos de produção de papel, celulose e carne de frango, fortalecendo o escoamento da produção para o mercado externo.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o investimento representa um ganho relevante de produtividade para os clientes atendidos por esses corredores logísticos.

Infraestrutura fortalece logística do Paraná

Para a Brado Logística, a entrega da obra marca uma nova fase para o transporte multimodal no estado. De acordo com Vinicius Cordeiro, gerente executivo Comercial e de Novos Negócios da empresa, a expansão amplia as conexões entre produtores e mercados nacionais e internacionais, oferecendo uma alternativa mais eficiente e sustentável para o transporte de cargas.

O executivo destaca que a melhoria é especialmente importante para o agronegócio e para o setor industrial paranaense, que demandam soluções logísticas capazes de acompanhar o crescimento da produção e ampliar a competitividade das exportações.

Operação ferroviária ganha mais agilidade

A TCP é o único terminal portuário da região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio de operações. Com a expansão, foram adicionados 757 metros de trilhos, incluindo a terceira linha e uma nova área destinada às manobras ferroviárias.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo a movimentação de um trem por vez durante as operações de carga e descarga. Agora, será possível realizar o atendimento simultâneo de dois trens enquanto uma terceira composição deixa o terminal, aumentando a fluidez operacional.

Menos impactos no trânsito da Avenida Portuária

Outra mudança importante ocorre na circulação ferroviária dentro de Paranaguá. Anteriormente, os trens precisavam ser divididos em duas composições menores para atravessar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas ocasiões.

Com a nova configuração, os trens poderão cruzar a via em composição completa, reduzindo o número de bloqueios, diminuindo o tempo de espera para motoristas e garantindo maior fluidez tanto para o transporte ferroviário quanto para o tráfego urbano.

Investimentos somam R$ 500 milhões nos últimos cinco anos

A ampliação faz parte de um plano de modernização da TCP, que investiu aproximadamente R$ 500 milhões em infraestrutura e ampliação da capacidade operacional nos últimos cinco anos.

Para acompanhar o aumento da movimentação ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG, todos eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos. A iniciativa reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono relacionadas à operação desses equipamentos.

Além disso, a empresa incorporou novos Terminal Tractors (TTs) e promoveu adaptações no gate de acesso para atender à terceira linha ferroviária e melhorar o fluxo interno de cargas.

Brado reforça investimentos para ampliar eficiência

A Brado Logística também realizou aportes em equipamentos e componentes ferroviários essenciais para a expansão da infraestrutura. Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos e de três aparelhos de mudança de via (AMVs), que ampliam a capacidade de manobras, reduzem o tempo de espera das composições e aumentam a produtividade do terminal.

Segundo a empresa, os investimentos elevam a confiabilidade da operação e oferecem maior capacidade de resposta ao crescimento da demanda por transporte ferroviário.

Para Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP, a ampliação fortalece a integração entre os modais de transporte, aumenta a eficiência das operações e contribui para tornar a cadeia logística do comércio exterior brasileiro mais competitiva.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Infraestrutura da China avança com investimentos em transporte e logística durante plano de desenvolvimento

A China encerra o 14º Plano Quinquenal (2021-2025) consolidando uma das maiores expansões de infraestrutura já registradas no mundo. Enquanto diversos países direcionam parte significativa de seus recursos para despesas militares, o governo chinês manteve o foco em obras de transporte, logística e integração nacional, estratégia que busca impulsionar o crescimento econômico e melhorar a mobilidade da população.

Os números foram apresentados nesta terça-feira pelo vice-ministro dos Transportes da China, Xu Chengguang, durante uma coletiva de imprensa em Pequim.

Rede de rodovias chega a quase 200 mil quilômetros

Entre os principais resultados está a ampliação da malha de rodovias expressas, que alcançou 199 mil quilômetros ao fim do plano quinquenal.

Considerada a maior rede de autoestradas do planeta, ela conecta praticamente todas as grandes cidades chinesas e reduz os custos logísticos para o transporte de cargas e passageiros. A expansão também tem como objetivo integrar regiões do interior ao desenvolvimento econômico das áreas mais industrializadas do país.

China mantém liderança em trens de alta velocidade

Outro destaque é a expansão da ferrovia de alta velocidade, setor no qual a China segue como líder mundial.

O país já opera mais de 50 mil quilômetros de linhas ferroviárias de alta velocidade, conectando centenas de cidades e reduzindo significativamente o tempo de viagem entre importantes centros econômicos.

Além de facilitar a mobilidade de milhões de passageiros, o sistema contribui para diminuir emissões de carbono ao oferecer uma alternativa ao transporte aéreo e rodoviário em diversas rotas.

Infraestrutura aeroportuária também cresce

O setor aéreo também registrou avanços durante o período.

Segundo o Ministério dos Transportes, a China possui atualmente 270 aeroportos de transporte em operação, ampliando a conectividade entre grandes metrópoles e cidades do interior.

A expansão da malha aeroportuária faz parte da estratégia de fortalecer o turismo, estimular os negócios e facilitar o transporte de cargas de maior valor agregado.

Sistema postal impulsiona comércio eletrônico

Outro ponto destacado pelo governo é o fortalecimento do sistema postal chinês, apontado como o maior do mundo em cobertura e capacidade operacional.

A estrutura logística desempenha papel fundamental no crescimento do comércio eletrônico, permitindo entregas rápidas em praticamente todo o território nacional e dando suporte ao avanço das plataformas digitais do país.

A integração entre rodovias, ferrovias, aeroportos e logística postal é considerada um dos principais fatores que sustentam a competitividade da economia chinesa.

Modelo prioriza obras de longo prazo

Segundo o governo chinês, a política de investimentos em infraestrutura busca fortalecer a produtividade, ampliar a integração territorial e criar condições para o desenvolvimento econômico de longo prazo.

Ao apresentar os resultados do plano quinquenal, as autoridades destacaram que a ampliação das redes de transporte e logística tem contribuído para melhorar a circulação de pessoas e mercadorias, além de apoiar o crescimento econômico de um país com mais de 1,4 bilhão de habitantes.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Brasil 247 / Dall-E

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Logística

Hidrovia do Paraguai impulsiona logística e integra cinco países da América do Sul

A Hidrovia do Paraguai é um dos mais importantes corredores de transporte hidroviário da América do Sul, desempenhando papel estratégico na movimentação de cargas entre Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Com 3.442 quilômetros de extensão navegável, a via conecta regiões produtoras aos mercados da Bacia do Prata e ao comércio internacional, fortalecendo a integração logística do continente.

Corredor reduz custos e fortalece exportações brasileiras

No Brasil, a hidrovia é administrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e tem importância significativa para o escoamento de grãos, minérios, combustíveis e outras mercadorias produzidas principalmente na região Centro-Oeste.

O transporte aquaviário é apontado como uma alternativa mais eficiente do ponto de vista logístico, pois reduz os custos de frete, aumenta a competitividade das exportações e diminui o fluxo de caminhões nas rodovias. Um único comboio de barcaças, por exemplo, consegue transportar uma carga equivalente à de centenas de veículos de transporte rodoviário.

Trecho brasileiro atende Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

A parte brasileira da Hidrovia do Rio Paraguai (HN-950) possui 1.272 quilômetros de extensão, ligando o município de Cáceres (MT) à confluência com o rio Apa, em Mato Grosso do Sul.

Nesse percurso, o corredor faz divisa com o Paraguai por aproximadamente 330 quilômetros e com a Bolívia por cerca de 48 quilômetros. Sua área de influência abrange 20 municípios dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, reunindo uma população estimada em 1,17 milhão de habitantes.

Entre os principais municípios beneficiados estão Cuiabá, Cáceres e Poconé, em Mato Grosso, além de Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul.

Capacidade de transporte varia conforme o trecho

As condições de navegação mudam ao longo da hidrovia. No chamado Tramo Sul, entre a foz do rio Apa e Corumbá (MS), circulam grandes comboios comerciais com capacidade para transportar até 24 mil toneladas de carga em uma única viagem.

Já no Tramo Norte, entre Corumbá e Cáceres, a navegação ocorre com embarcações de menor porte devido às características do rio, como trechos assoreados, maior quantidade de ilhas fluviais e curvas acentuadas.

Atualmente, a hidrovia movimenta aproximadamente 10 milhões de toneladas de cargas por ano, tendo como principais produtos transportados minério de ferro, manganês, soja, combustíveis e outros insumos essenciais para a economia regional.

Via é estratégica para países sem saída para o mar

Além da importância para o Brasil, a Hidrovia do Paraguai representa uma rota fundamental para Paraguai e Bolívia, países que não possuem acesso direto ao oceano. O corredor garante uma alternativa eficiente para operações de exportação e importação, ampliando a conexão desses mercados com o comércio internacional.

No território brasileiro, a hidrovia também está integrada a projetos de infraestrutura, como a futura Rota Bioceânica, que deverá ampliar as opções de transporte e fortalecer a competitividade da região Centro-Oeste.

Brasil, Paraguai e Bolívia discutem modelo de gestão conjunta

Por se tratar de uma hidrovia internacional, sua operação depende da cooperação entre os países que compartilham suas águas. Nesse contexto, Brasil, Paraguai e Bolívia negociam um acordo para implantar um modelo de governança compartilhada no trecho compreendido entre Corumbá (MS) e a foz do rio Apa.

A proposta prevê a padronização de serviços essenciais para a navegação, incluindo balizamento, sinalização náutica, monitoramento hidrológico, comunicação operacional e manutenção das condições de navegabilidade.

O plano também contempla a adoção de tecnologias para acompanhar o tráfego de embarcações e monitorar aspectos ambientais, com o objetivo de aumentar a segurança, a eficiência das operações e a previsibilidade logística no corredor hidroviário.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: AESCOM/MPor

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Logística

Cabotagem movimenta 38,4 milhões de toneladas e fortalece a logística entre portos brasileiros

A cabotagem segue consolidada como um dos principais pilares da logística de transporte no Brasil. Realizada ao longo dos mais de 8,5 mil quilômetros da costa brasileira, a modalidade conecta portos brasileiros e integra o transporte marítimo com rodovias, ferrovias e hidrovias, facilitando o escoamento de mercadorias entre regiões produtoras, centros de distribuição e mercados consumidores.

Movimentação de cargas cresce nos portos brasileiros

Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que, nos dois primeiros meses deste ano, a cabotagem transportou 38,4 milhões de toneladas de cargas entre portos nacionais.

A maior parte desse volume foi composta por granéis líquidos e gasosos, que somaram 29,7 milhões de toneladas. Também foram registrados:

  • 4,9 milhões de toneladas de granéis sólidos;
  • 3,7 milhões de toneladas de cargas conteinerizadas;
  • 978 mil toneladas de carga geral.

Os números evidenciam a relevância da cabotagem para o abastecimento e a distribuição de produtos em diferentes setores da economia.

Petróleo, contêineres e bauxita lideram o transporte

Entre as principais mercadorias movimentadas pela cabotagem, o destaque ficou para o petróleo e seus derivados, que responderam por 25,7 milhões de toneladas transportadas.

Na sequência aparecem:

  • Contêineres: 3,7 milhões de toneladas;
  • Derivados de petróleo: 3,3 milhões de toneladas;
  • Bauxita: 2,6 milhões de toneladas.

A diversidade de cargas demonstra a importância da navegação costeira para atender às demandas da indústria, do comércio e do setor energético.

Integração entre transporte marítimo, rodoviário e ferroviário

Um dos diferenciais da cabotagem é sua integração com outros modais de transporte. Em uma mesma operação logística, uma carga pode sair da fábrica por caminhão ou trem, seguir até um porto, ser embarcada em um navio e, ao chegar ao destino, voltar ao transporte terrestre até o consumidor final.

Esse modelo amplia a eficiência da cadeia logística e contribui para a conexão entre diferentes regiões do país.

Principais rotas ligam Norte, Nordeste e Sul do Brasil

A navegação de cabotagem opera em importantes corredores logísticos do país, conectando portos estratégicos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC), Navegantes (SC), Salvador (BA), Suape (PE), Pecém (CE) e Manaus (AM).

Essas rotas são utilizadas para o transporte de combustíveis, fertilizantes, alimentos, produtos industrializados e cargas conteinerizadas.

O trecho entre Santos e Manaus, por exemplo, desempenha papel fundamental no abastecimento da Zona Franca de Manaus, enquanto as ligações entre Santos, Salvador, Suape e Pecém reforçam o fluxo de mercadorias ao longo do litoral brasileiro.

Cabotagem se diferencia da navegação internacional

Ao contrário da navegação de longo curso, destinada ao transporte entre portos de diferentes países, a cabotagem acontece exclusivamente entre portos localizados em território brasileiro.

Essa característica faz da modalidade um componente estratégico da infraestrutura nacional de transportes, contribuindo para a integração da matriz logística e para a circulação de cargas em todo o país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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