Logística

Logística moderna é chave para a competitividade

Estudos apontam que a logística estratégica pode reduzir os custos

Apesar de investir R$ 538 bilhões por ano em logística, o agronegócio brasileiro ainda enfrenta gargalos que comprometem sua eficiência e competitividade. Segundo Joelma Vieira, Head de Logística na Senior Sistemas, a falta de armazenagem adequada e a dependência do transporte rodoviário elevam os custos logísticos para até 40% do valor final dos produtos.

O país consegue armazenar apenas entre 60% e 70% da produção agrícola, sendo que só 20% dessa capacidade está nas fazendas. Isso obriga os produtores a escoar as safras simultaneamente, gerando congestionamentos e perdas comerciais. Além disso, o excesso de burocracia e a falta de rastreabilidade agravam os atrasos, especialmente nos picos de safra.

A adoção de tecnologias logísticas, como sistemas TMS e WMS, tem mudado esse cenário. Empresas que investem em digitalização já alcançam reduções de até 85% no tempo de liberação de veículos e de 30% nas perdas por vencimento de produtos. “No setor de defensivos agrícolas, químicos, sementes e fertilizantes, um dos clientes da multinacional de tecnologia que utiliza sistemas integrados já gerencia mais de 47 centros de distribuição, processando 36 mil notas fiscais de entrada e 126 mil de saída, com rastreabilidade total. No setor de biodiesel, sistemas de gestão de pátio administram 14 mil agendamentos mensais, chegando a 30 mil durante a safra”, comenta.

Estudos apontam que a logística estratégica pode reduzir os custos em até 15% e melhorar o nível de serviço em até 30%. Com isso, fica claro que a transformação digital deixou de ser uma escolha e passou a ser um passo essencial para o futuro do agro.

Fonte: AgroLink

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Logística, Tecnologia

Mega operação logística da BYD! Desembarca mais de 2 mil veículos em tempo recorde no Brasil

A cidade de Itajaí, em Santa Catarina, foi palco de um feito inédito para o setor: a desova e movimentação de mais de dois mil veículos da BYD, a gigante chinesa que vem transformando o mercado automotivo global e brasileiro.

A complexidade da carga em contêineres e a agilidade necessária para o processo foram superadas por uma empresa local, consolidando a região como um polo estratégico para a distribuição de carros no país.

A gigante logística em ação: dois mil veículos da BYD desembarcam em Itajaí

operação logística que movimentou mais de dois mil veículos da BYD em Itajaí é um testemunho da capacidade e infraestrutura do setor no Sul do Brasil.

O processo, liderado pela Tecadi, uma das principais operadoras logísticas da região, começou com a chegada de mais de 665 contêineres no Porto de Itajaí, todos vindo diretamente da China. A dimensão da carga em contêineres já indicava a grandiosidade do desafio.

Desde o final de junho, quando a carga aportou, a operação não parou. Funcionando 24 horas por dia, a equipe da Tecadi orquestrou um verdadeiro balé de veículos e equipamentos.

O processo incluiu o transporte rodoviário dos contêineres do porto até o centro logístico da empresa em Itajaí, o descarregamento minucioso de cada veículo de dentro dos contêineres usando empilhadeiras especializadas e, por fim, o armazenamento seguro antes da distribuição para todo o território nacional.

Essa agilidade é crucial para que os veículos da BYD cheguem rapidamente às concessionárias e, consequentemente, aos consumidores brasileiros.

Rafael Dagnoni, co-fundador da Tecadi, destacou a importância do feito: “Esta operação marca um novo marco para a empresa, reforçando a confiança de grandes marcas globais na nossa infraestrutura e demonstrando nossa capacidade de executar operações complexas com agilidade, tecnologia e alinhamento com princípios de sustentabilidade e inovação.”

Essa confiança da BYD em um operador brasileiro sublinha a importância estratégica de Itajaí na cadeia de suprimentos da montadora.

Carga em contêineres: o desafio e a eficiência na desova dos veículos BYD

A movimentação de veículos automotores em carga em contêineres é um processo logístico que exige expertise e equipamentos específicos.

Diferente do transporte em navios roll-on/roll-off (que permite aos veículos rodarem para dentro e para fora do navio), o método em contêineres, embora mais complexo na desova, oferece vantagens em termos de segurança e proteção da carga contra intempéries e avarias durante o transporte marítimo.

Para a BYD, que vem expandindo rapidamente sua presença no mercado brasileiro, essa operação logística eficiente é vital.

Ela garante que os dois mil veículos da BYD desembarquem em perfeitas condições e estejam prontos para a distribuição. Melissa Toresin, supervisora de importação e exportação da BYD Auto do Brasil, elogiou o sucesso e a agilidade da movimentação dos veículos, ressaltando a “excelência operacional” da empresa parceira.

Essa colaboração é fundamental para o cumprimento dos prazos e para a satisfação da demanda crescente pelos carros eletrificados da marca.

Itajaí: o polo logístico que atrai gigantes como a BYD

A escolha de Itajaí para essa monumental operação logística não foi por acaso. A cidade e seu porto consolidaram-se como um dos principais hubs logísticos do Brasil, especialmente para o Sul e Sudeste do país.

Com operadoras logísticas proeminentes, infraestrutura robusta e uma localização estratégica, Itajaí oferece as condições ideais para movimentações de grande volume e alta complexidade.

A Tecadi, com mais de 18 anos de experiência e uma estrutura moderna que inclui mais de 300.000 m² de área de armazenagem e uma frota de mais de 460 veículos, demonstra a capacidade local para atender às necessidades de empresas do porte da BYD.

A capacidade de operar 24 horas por dia, sete dias por semana, entre os portos, é um diferencial que garante a fluidez necessária para a operação logística de volumes tão expressivos.

O sucesso na desova dos dois mil veículos da BYD é um testemunho da crescente importância de Itajaí no cenário logístico nacional, reforçando seu papel como porta de entrada para a chegada de veículos, especialmente os elétricos e híbridos que desenham o futuro da mobilidade no Brasil.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Comércio Exterior, Evento, Inovação, Logística

COMÉRCIO EXTERIOR – Logistique 2025 aposta em expansão e estratégia

Evento em Balneário Camboriú busca reunir 150 marcas de peso, 15 mil visitantes e discute o papel do Brasil no novo tabuleiro global

Falta menos de um mês para a edição 2025 da feira Logistique e do Logistique Summit, eventos que se consolidaram como os mais relevantes do Brasil nas áreas de logística, transporte multimodal, intralogística e comércio exterior. A feira e o congresso técnico serão realizados entre os dias 12 e 14 de agosto, no Centro de Eventos Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC), com uma estrutura ainda mais robusta e uma programação voltada aos principais desafios e oportunidades que o setor enfrenta diante do novo contexto econômico global.

A expectativa para esta edição é ambiciosa: as estimativas de visitantes e expositores representa um crescimento de 60% em relação ao ano anterior. A projeção de 150 marcas expositoras e 15 mil visitantes, acompanham o momento favorável da cadeia logística brasileira, impulsionada por investimentos em infraestrutura, digitalização e acordos comerciais estratégicos.

A programação do Logistique Summit – parte técnica do evento – vai reunir autoridades, executivos e especialistas para debater temas de alta relevância, como macroeconomia, geopolítica, integração regional, transição energética, sustentabilidade e inovação nos processos logísticos.

Logistique Summit: debate sobre protagonismo do setor

De acordo com Leonardo Rinaldi, CEO da Logistique 2025, a proposta deste ano é mais do que reunir empresas e apresentar soluções: é provocar o setor a refletir sobre o protagonismo do Brasil em uma nova configuração geoeconômica. “Enquanto o mundo navega por águas turbulentas, o Brasil pode se posicionar como um player estratégico em um tabuleiro econômico em constante transformação. O Logistique Summit surge como um fomentador de diálogos que apontem caminhos sólidos e sustentáveis para o mercado brasileiro”, afirma.

A lista de palestrantes já confirmados reforça o peso e a diversidade temática do evento. Estarão presentes o estrategista e pesquisador do Center for Strategic and International Studies (CSIS), de Washington, Thiago de Aragão; o comentarista político e econômico da CNN Brasil, Caio Coppolla; o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto; o fundador da StartSe e Junior Borneli, entre outros nomes de destaque da economia, da tecnologia e da política nacional. Serão três palestras, painéis e apresentações que pretendem conectar experiências práticas com análises de tendências, políticas públicas e projeções globais.

Balneário Camboriú é oficializada como sede da feira

A escolha de Balneário Camboriú como sede, oficializada no ano passado após a mudança de Joinville, também contribui para o posicionamento estratégico da feira. Situada no coração da Região Sul, a cidade oferece fácil acesso a rodovias federais, aos principais aeroportos do estado e ao Porto de Itajaí, além de estar próxima de um dos maiores entroncamentos logísticos do país. A infraestrutura da cidade e sua capacidade hoteleira complementam as vantagens para quem participa da feira.

Além disso, a região sul do Brasil tem se destacado nos indicadores econômicos, que reforçam o ambiente propício à realização de um evento de grande porte voltado à logística e ao comércio exterior.

Para Leonardo Rinaldi, o momento é oportuno para que o Brasil consolide sua presença em mercados estratégicos e lidere iniciativas de integração comercial mais ambiciosas. “Com um crescimento expressivo previsto para 2025 e uma nova sede já consolidada junto ao setor, a Logistique promete ser um evento imperdível para empresários, investidores e profissionais que buscam competitividade em um cenário em rápida transformação”, conclui.

Mais do que uma feira de negócios, a Logistique 2025 se firma como uma plataforma de conteúdo, conexão e posicionamento internacional. Ao reunir os principais atores da cadeia logística e fomentar discussões de alto nível, o evento contribui diretamente para elevar o padrão de gestão, planejamento e inovação das empresas brasileiras em um mundo cada vez mais interdependente — e desafiador.

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Internacional, Logística

Primeiro passo para constituir um corredor fluviomarítimo entre Punta Quilla e La Plata

Representantes de entidades públicas e empresas privadas confirmaram seu interesse em desenvolver um serviço quinzenal

Ontem, com a coordenação da Associação Intermodal da América do Sul (AIMAS), foi dado um passo decisivo rumo à criação de um corredor logístico entre o Porto Punta Quilla (Santa Cruz) e o Porto La Plata (Buenos Aires), integrando caminhão, porto, navio, porto e caminhão em uma operação intermodal de cabotagem.

Nesse contexto, foi realizado um encontro virtual com a participação do presidente do Consórcio de Gestão do Porto La Plata, José María Lojo; do coordenador da Unidade Executora Portuária de Santa Cruz (UNEPOSC), Walter Uribe; do administrador do Porto Punta Quilla, Ricardo Rodríguez; dos diretores da TECNOMyL S.A., Aníbal e Pablo Mocchi; e do importador Paulino Rossi.

Também participaram Harry Woodley, idealizador do projeto de transporte marítimo La Mimosa; o consultor e capitão marítimo Gustavo Deleersnyder; Milton Cogut, da MissionLine Logistics; o presidente da Cooperativa de Transporte de Puerto Santa Cruz, Cristian Saldivia; o gerente Operacional Comercial da DEFILAP (Depósito Fiscal La Plata), Martín Giménez; o gerente da Transportes Petrel de Río Grande, Mario Baldini; e o empresário Iván Vertki, da Serviços Integrados Patagônicos.

Os protagonistas da cadeia logística, que representam entidades públicas e empresas privadas, participaram ativamente de uma mesa de videoconferência convocada e organizada pela AIMAS. Em suas intervenções, confirmaram o interesse em desenvolver um serviço com frequência quinzenal.

De acordo com os depoimentos fornecidos, estimou-se que, ao coordenar de forma intermodal as ações de todos os envolvidos — incluindo os clientes — será possível movimentar no mínimo 6.000 pallets por vez e por sentido, por meio de operações coordenadas entre caminhões, contêineres e navios.

O interesse da fabricante de produtos fitossanitários TECNOMyL S.A. em aprimorar sua gestão logística — entre sua planta em Río Grande e a zona agrícola desde Patagones até o Norte —, somado ao fluxo de importação de insumos para a mesma planta, impulsionou a exploração técnica de um “atalho” que combine caminhão com navio em Punta Quilla.

Sincronização intermodal

Para o avanço do projeto, foi fundamental a análise técnica sob uma perspectiva intermodal, além do comprometimento do idealizador do projeto de transporte marítimo La Mimosa e do interesse dos responsáveis pelos Portos de La Plata e Punta Quilla.

Esses fatores facilitaram que a AIMAS, junto com seus parceiros e aliados, convocasse cada um dos protagonistas dos elos da cadeia logística entre Río Grande, sul de Santa Cruz e La Plata.

Durante a reunião virtual, todos os participantes — transportadoras, operadores portuários, gerentes de depósitos fiscais, empresários do setor naval, de contêineres e clientes embarcadores — manifestaram interesse direto na operação do corredor intermodal.

As vozes dos dois portos e de suas comunidades portuárias concordaram em “começar com o que temos e com as normas disponíveis”. Essa postura indica que, nos próximos dias, terão início reuniões parciais e coletivas para definir questões técnicas e operacionais que possibilitem a formalização de acordos institucionais e comerciais.

Cabe destacar que Jorge de Mendonça e Antonio Martino, diretores da AIMAS, junto com um painel de associados, participaram do diálogo com os protagonistas do encontro, que foi moderado pelo jornalista Darío Ríos, diretor do portal serindustria.com.ar.

Fonte: Ser Industria

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Logística

ANTT atualiza piso mínimo de frete rodoviário com reajustes médios de 0,82% a 3,55%

A diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou nesta quinta-feira (17) nova tabela com preços mínimos de frete rodoviário, com reajustes médios que vão de 0,82% a 3,55%. Segundo o relator do processo, diretor Lucas Asfor, a atualização tem como base o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado de dezembro a maio, em 3,28%, e o preço do óleo diesel S10, em R$ 6,02, de acordo com a tabela disponibilizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A lei prevê que a agência reguladora deve reajustar a tabela até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano. Os impactos médios no valor final de piso mínimo de frete vão de aumentos de 0,82% para operações de alto desempenho com contratação somente do veiculo automotor de cargas a 3,55% para operações do tipo carga lotação.

A ANTT também aprovou a segunda versão do AIR (Relatório de Análise de Impacto Regulatório) do projeto “ESG Cargas: Ambiental, Social e Governança no Transporte Rodoviário de Cargas”. Segundo a agência, a iniciativa propõe a criação do Selo ESG Cargas, um instrumento de reconhecimento público aos transportadores que se destacam por adotar práticas sustentáveis, responsáveis e transparentes na atividade.

Para ter o selo, os transportadores devem comprovar aderência aos critérios de três dimensões fundamentais: ambiental, social e governança (ESG). A proposta ainda será submetida à audiência pública. Ainda na reunião, os diretores aprovaram os regimentos internos dos Comitês de Desenvolvimento de Sustentabilidade de Ferrovias e de Rodovias.

Transporte internacional
A ANTT também deu aval a abertura de consulta pública, entre os dias 28 de julho e 11 de setembro, sobre o projeto de Consolidação e Aperfeiçoamento do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário coletivo Internacional de Passageiros. De acordo com o relator, Lucas Asfor, a proposta pretende flexibilizar a prestação dos serviços reguladores internacionais para possibilitar atendimento mais dinâmico e eficiente, aumentar o interesse de empresas transportadoras na prestação de serviço internacional e reduzir a discricionariedade na atuação dos agentes internos.

Fonte: Agência Infra

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Comércio, Logística

Movimentação de Cargas no Porto de São Francisco, no Brasil, Sobe para 8,8 Milhões de Toneladas no 1º Semestre de 2025

Movimentação de cargas no Porto de São Francisco no primeiro semestre do ano manteve a tendência de crescimento observada desde 2023. Entre janeiro e junho, passaram pelo terminal no norte de Santa Catarina 8,8 milhões de toneladas.

As exportações representaram 54% (4,7 milhões de toneladas), impulsionadas pelo embarque de grãos, que totalizaram 4,4 milhões de toneladas — sendo 3,4 milhões de toneladas de soja e 1 milhão de toneladas de milho.

As importações somaram 4,1 milhões de toneladas (46%), com destaque para 2,3 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos vindos da China e 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes provenientes do Oriente Médio, principalmente Egito, Omã e Irã.

No mesmo período do ano passado, o porto movimentou 8,7 milhões de toneladas.

“O Porto de São Francisco continua exercendo um papel fundamental como um dos principais corredores logísticos do sul do Brasil. O crescimento dos últimos anos exige uma gestão alinhada aos interesses dos operadores que utilizam o porto para desenvolver seus negócios de importação e exportação”, afirmou o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (Spaf), Beto Martins.

Segundo o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o crescimento é resultado de uma gestão técnica aliada ao desempenho eficiente dos operadores portuários e demais trabalhadores do terminal.

“Nos últimos dois anos, alcançamos os maiores volumes de carga da história do Porto: 16,8 milhões de toneladas em 2023 e 17 milhões de toneladas em 2024. Pensávamos que havíamos chegado ao limite, mas esse aumento no primeiro semestre mostra que todos os investimentos em infraestrutura feitos nos últimos meses estão contribuindo para esse crescimento contínuo”, disse Vieira.

Ele destacou que, nos últimos dois anos, melhorias estruturais aumentaram a competitividade do porto. “Além da abertura de uma nova via de acesso, investimos R$200 milhões em infraestrutura portuária, incluindo um novo parque tecnológico e modernização de equipamentos.”

Nos próximos meses, serão investidos mais R$324 milhões no aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, R$18 milhões na restauração do Berço 201 e R$12,5 milhões na quarta faixa da BR-280 que leva ao porto.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Logística, Portos

Porto privado em SC tem avanço no movimento de cargas; quantos contêineres são transportados

Dados portuários foram atualizados até maio

O Porto Itapoá mantém o ritmo de crescimento na movimentação de cargas e chegou 337 mil contêineres no ano, até maio. O avanço é de 32,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em outra modalidade de medição, foram 6,7 milhões de toneladas movimentadas, em expansão de 26,5%, também em relação aos primeiros cinco meses do ano passado. Os dados são do painel estatístico da Antaq, a agência de regulação do setor.

O terminal de uso privado está em operação desde 2011 e faz parte do complexo portuário da baía da Babitonga, formado também pelos portos de São Francisco do Sul. Itapoá terá outro porto, também privado, a ser instalado pelo Coamo Agroindustrial Cooperativa – o empreendimento está em fase de licenciamento. No ano passado, o Porto Itapoá movimentou 13,6 milhões de toneladas, em crescimento de 16% na comparação com 2023. Em contêineres, foram 660 mil movimentados em 2024.

Conjunto de fatores explica a expansão no terminal. O porto conta com maior estrutura em tomadas reefer, usada em contêineres refrigerados. São 3.972 dispositivos em operação. A navegação de cabotagem tem ajudado na movimentação, com crescimento de 18%.  Em mais exemplos dos motivos pela expansão na movimentação, está o aumento na média de navios que utilizam o terminal, passando de 53 por mês para 60 e o avanço de 11% no indicador de movimento por hora.

Nos próximos meses, começa a obra de dragagem do canal externo da baía da Babitonga, com aumento do calado e capacidade de acesso de cargueiros de maior porte, o que também deverá ampliar a movimentação de cargas em Itapoá e São Francisco do Sul.

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior, Logística

Governo assina decreto que regulamenta a cabotagem no Brasil

O BR do Mar pode reduzir fretes em até 15%, gerando uma economia de até R$ 19 bi para empresas e consumidores

O presidente Lula assinou, nesta quarta-feira (16), o decreto que regulamenta o programa BR do Mar, para estimular o uso da cabotagem no transporte de cargas entre portos nacionais. A regulamentação foi elaborada pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, do Ministério de Portos e Aeroportos, e prevê a redução do custo do frete e do impacto ambiental do transporte de cargas no país.

Com o programa, o governo pretende ampliar a oferta de embarcações para a navegação, criar novas rotas, reduzir custos logísticos e aumentar empregos no setor. O BR do Mar também estimula o desenvolvimento e inovação da indústria naval e implementa quesitos de sustentabilidade para permitir o aluguel de embarcações estrangeiras.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, lembrou que o BR do Mar foi apresentado em 2022, mas somente agora, dois anos depois, no governo do presidente Lula, ele saiu do papel e está sendo regulamentado. “Temos hoje o privilégio de assinar esse decreto, que foi construído ao lado do setor produtivo e da indústria naval brasileira e que terá um impacto importantíssimo no fortalecimento da cabotagem no Brasil. O Programa vai fazer com que utilizemos os 8 mil quilômetros do litoral brasileiro para ampliarmos a cabotagem”, disse o ministro.

Costa Filho afirmou ainda que o BR do Mar vai fazer o setor crescer, gerar empregos e fortalecer os portos públicos brasileiros. “E ele tem o papel de reduzir os custos logísticos no país, de 20% a 60%, potencializando, ainda mais, o setor portuário brasileiro. E vai fazer com que uma carga, por exemplo, possa sair de contêineres do porto de Suape, de Pernambuco, levando para o porto de Santos, em São Paulo, reduzindo o custo, ajudando na agenda de descarbonização e ajudando na agenda da sustentabilidade.”

Durante a cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o Brasil precisa desenvolver o transporte intermodal para continuar a crescer e levar investimentos para todo o Brasil. “E aí entram os nossos mares, rios e a cabotagem. Essa cabotagem vai unir ainda mais o Brasil. Isso significa desenvolvimento, significa justiça social e nós vamos diminuir a desigualdade com desenvolvimento social, com portos, aeroportos, hidrovias e cabotagem”.

Para o ministro da Casa Civil, Rui Costa, um país continental como o Brasil deve saber que os modais são complementares. “Estamos avançando nos investimentos em portos, nas TUPs, mas também nas vias expressas, rodovias duplicadas e estruturas capazes de suportar o aumento da produção e de cargas no país. O que nós estamos buscando aqui, portanto, é reduzir custos, tornar o Brasil mais competitivo, tornar a nossa produção, seja ela de minério, seja ela industrial, agrícola, de proteína, mais competitiva para que a gente consiga gerar emprego e atividades econômicas”, afirmou.

Empresas de navegação

Para as Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs), o programa incentiva a formação e capacitação de marítimos nacionais, operações para novas cargas, rotas e mercados, além de otimizar emprego dos recursos do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

Um dos instrumentos estipulados no decreto do BR do Mar prevê ainda que a EBN poderá ampliar em até 50% a tonelagem de sua frota própria com afretamento de embarcação estrangeira. Ou seja, se hoje tem dois navios próprios, poderá alugar mais um semelhante em capacidade. Este percentual sobe para 100%, caso a embarcação afretada seja sustentável. Se a EBN tem embarcações sustentáveis, poderá afretar o dobro de navios tradicionais com a mesma capacidade. Caso contrate embarcações estrangeiras sustentáveis, poderá afretar até três navios.

De acordo com a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, há dois tipos básicos de contratação de embarcações previstas em lei: afretamento a casco nu, quando a empresa brasileira de navegação (EBN) aluga a embarcação sem tripulação, assumindo os custos de operação e manutenção; e o afretamento a tempo, quando o armador coloca a disposição do afretador o navio completo, com tripulação, por tempo determinado.

Cabotagem

Atualmente, a cabotagem representa 11% da carga total transportada por navios e o Plano Nacional de Logística (PNL) projeta um crescimento de 15% nos próximos 10 anos, devido à tendência de redução de custos. O valor médio do frete de uma tonelada transportada por cabotagem é 60% menor que o transporte rodoviário e 40% menor que o ferroviário.

Segundo estudos da estatal Infra SA, as modificações vão estimular a concorrência, podendo reduzir o frete em até 15%, o que pode representar uma economia de até R$ 19 bilhões anuais nos custos logísticos. A navegação também reduz em 80% a emissão de gases de efeito estufa.

Em 2024, a cabotagem movimentou 213 milhões de toneladas no Brasil. Cerca de 77% da carga transportada foi em petróleo, especialmente das plataformas offshore até o porto na costa. O BR do Mar deve estimular o transporte de carga em contêiner e carga geral, que hoje respondem por 11% e 2% respectivamente do total transportado por cabotagem.

De acordo com estimativa da Infra SA, um eventual aumento de 60% no transporte por cabotagem de carga conteinerizada pode representar uma redução de mais de 530 mil toneladas de CO2 equivalente por ano, quando comparado com o modo de transporte rodoviário.

Fonte: Modais em Foco

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Logística

GH oferece armazenamento seguro e legal de produtos controlados em todo o Brasil

O armazenamento de produtos controlados exige estruturas específicas, licenças rigorosas e total aderência às normas legais. Substâncias como armas, munições, explosivos e determinados produtos químicos com potencial de uso indevido são enquadrados nessa categoria e, por isso, sua movimentação, armazenagem e transporte são regulamentados por órgãos federais.

Na prática, apenas empresas devidamente autorizadas podem lidar com esse tipo de carga. É o caso da GH Solucionador Logístico, que se destaca ao oferecer soluções completas para o armazenamento e transporte de produtos controlados em todo o território nacional.

A empresa possui todas as licenças exigidas pelos órgãos competentes, entre elas:

  • Certificado de Registro (CR) do Exército Brasileiro – que autoriza o transporte e armazenamento de produtos controlados pelas Forças Armadas;
  • Certificado de Licença de Funcionamento (CLF) da Polícia Federal – obrigatório para atuação com produtos químicos sob controle especial;
  • Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) da Anvisa – que permite a operação com cosméticos, produtos de higiene pessoal, perfumes, saneantes, produtos médicos, medicamentos e insumos farmacêuticos.

Além da documentação, as unidades GH destinadas a esse tipo de operação contam com infraestrutura adequada, incluindo áreas exclusivas, controle de acesso, sinalização específica e rígidos protocolos de segurança operacional e ambiental.

A rastreabilidade e o monitoramento são outros diferenciais. Desde a entrada do produto até seu destino final, todo o processo é controlado por um sistema de gestão que garante conformidade, transparência e segurança — valores que sustentam o compromisso da GH com a integridade dos processos logísticos e a segurança de todos os envolvidos.

Com presença em pontos estratégicos do Brasil, a GH reafirma sua expertise e responsabilidade ao oferecer serviços de alta complexidade com eficiência e total conformidade legal.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Aeroportos, Logística, Portos

Logística brasileira avança, mas ainda enfrenta desafios estruturais

Santa Catarina se consolida como hub estratégico e o Logistique Summit debate o futuro do setor

A logística brasileira desempenha um papel estratégico no desenvolvimento econômico do país e na sua integração ao mercado global. Desde a construção das primeiras rodovias e ferrovias até a adoção de tecnologias avançadas nos centros de distribuição e portos, o setor tem buscado se modernizar para lidar com uma demanda crescente, cada vez mais complexa, e manter-se competitivo.

O Brasil conta com uma das maiores malhas rodoviárias do mundo, com mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas — sendo apenas 12,3% pavimentada. Esse modal ainda é responsável por cerca de 60% do transporte de cargas no país. No entanto, especialistas apontam a necessidade urgente de diversificação e maior integração entre os diversos modais de transporte.

A malha ferroviária ainda está muito aquém do ideal, enquanto portos e aeroportos ganham protagonismo. O Brasil opera mais de 36 portos públicos e terminais privados, que juntos movimentam cerca de 1,1 bilhão de toneladas de cargas por ano. Investimentos recentes em automação, ampliação de terminais e melhorias operacionais têm impulsionado a competitividade brasileira no comércio internacional.

Já o transporte aéreo representa apenas 1% do volume total de cargas, mas é responsável por 10% do valor das mercadorias transportadas, especialmente em segmentos de alto valor agregado. Com mais de 100 aeroportos com operações regulares de carga, o país vem ampliando sua conectividade com os principais mercados globais.

Desafios persistem

Apesar dos avanços, os desafios persistem. A precariedade da malha rodoviária, especialmente em regiões remotas, continua elevando os custos logísticos — que hoje representam cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Esse índice é superior ao observado em países desenvolvidos, comprometendo a competitividade das empresas nacionais.

Além disso, a burocracia e a lentidão nos processos aduaneiros dificultam tanto o fluxo interno quanto as operações de importação e exportação. A falta de integração entre os modais também gera gargalos operacionais e perdas econômicas. Para especialistas, o futuro da logística no Brasil passa por investimentos sustentados em infraestrutura, ampliação do transporte ferroviário e hidroviário, digitalização de processos e incentivos à intermodalidade. A eficiência logística é considerada peça-chave para a redução de custos, aumento da produtividade e conquista de novos mercados.

“Um estado com infraestrutura logística eficiente atrai investimentos, reduz os custos operacionais das empresas, melhora a competitividade de seus produtos e impulsiona setores como indústria, agronegócio, comércio e serviços. A logística também é vetor de geração de empregos, inovação tecnológica e desenvolvimento regional”, destaca o CEO da Logistique 2025, Leonardo Rinaldi.

Rumos da logística em debate

Nesse contexto, o Logistique Summit assume papel determinante nas discussões sobre o futuro da logística brasileira. O evento ocorre em paralelo à Logistique 2025, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Consolidada como uma das principais feiras e congressos do setor no país, a Logistique reúne grandes nomes para debater também comércio exterior, relações internacionais, macroeconomia e geopolítica. O Summit já tem confirmadas as presenças de importantes nomes do mercado, entre eles, o ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Marcos Troyjo.

“Mais do que uma feira, a Logistique é uma plataforma de articulação entre o poder público, a iniciativa privada, a inovação e o conhecimento técnico. Reúne os principais players da cadeia logística para debater soluções, apresentar tecnologias, formar parcerias e criar oportunidades reais de negócios”, acrescenta Rinaldi.

Estado de excelência

O fato do evento ser realizado em Santa Catarina, um dos estados mais produtivos do Brasil, também reforça seu papel catalisador no avanço da logística nacional de forma mais integrada e eficiente. Com crescimento de 12% em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor logístico catarinense vive um momento de expansão e consolidação. O Estado se destaca não apenas por sua localização estratégica — que facilita a conexão com os principais mercados nacionais e internacionais —, mas também por sua capacidade de inovação e investimentos contínuos em infraestrutura e tecnologia.

Em 2024, Santa Catarina movimentou mais de US$ 11,6 bilhões em exportações e US$ 33,7 bilhões em importações, consolidando-se como o segundo maior importador do país. A modernização dos portos e aeroportos, somada ao bom desempenho da indústria — que cresceu 6,3% até setembro, segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) —, reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

O crescimento da produção industrial, puxado por setores como metalurgia, alimentos e tecnologia, eleva ainda mais a demanda por soluções logísticas eficientes. Cidades como Joinville, Itajaí e Chapecó atraem investimentos produtivos; enquanto polos como Balneário Camboriú, Blumenau e novamente Joinville vivem um varejo aquecido, ampliando a necessidade por transporte e armazenagem qualificados.

A combinação entre localização estratégica, infraestrutura moderna, base industrial diversificada e capacidade de adaptação às demandas globais posiciona Santa Catarina como referência nacional em logística.

SAIBA MAIS EM: https://logistique.com.br/ 

TEXTO E IMAGEM: ASSESSORIA DE IMPRENSA LOGISTIQUE

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