Logística

Antaq inicia os testes do novo Módulo APP para cargas conteinerizadas

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) vai iniciar a fase de testes do novo módulo de Acompanhamento de Preços Portuários (Módulo APP), integrado ao Sistema de Desempenho Portuário, no dia 1º de setembro.

O objetivo é testar o funcionamento da ferramenta e corrigir eventuais inconsistências antes do início da operação oficial. As informações enviadas nesta fase serão excluídas da base de dados da Agência ao final do período.

Durante esse período de testes, que segue até 30 de novembro, os participantes deverão enviar exclusivamente os dados do 3º trimestre de 2025 (julho, agosto e setembro).

Nesta primeira etapa, a iniciativa será voltada somente ao perfil de carga conteinerizada. A expectativa é que o envio oficial dos dados inicie no primeiro dia de dezembro de 2025 e contemplem os dados do 4º trimestre de 2025 (outubro, novembro e dezembro), com prazo final em 28 de fevereiro de 2026.

Fonte: Portal Portuário

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Comércio, Logística, Portos

Transformação no mercado de contêineres acirra disputa em portos

Avanço dos armadores na operação de terminais gera alertas sobre risco de concentração

O mercado brasileiro dos terminais de contêineres passou por uma rápida transformação nos últimos anos, com o avanço de grandes companhias de navegação no controle societário desses ativos, em detrimento de operadores “bandeira branca” (sem negócios no transporte marítimo de cargas).

Estudo da consultoria GO Associados mostra que 14 dos 23 terminais atualmente em operação ou que entram em funcionamento até 2026, no Brasil, são administrados diretamente por armadores (jargão do mercado para as empresas de navegação).

Desse total, oito passaram às mãos de gigantes do setor – como a suíça MSC, a dinamarquesa Maersk e a francesa CMA CGM – desde 2022.

“Isso é ruim? Não, mas queremos mais concorrência. Não tira a competitividade, mas a [maior] concorrência estimula o aumento da produtividade”, diz o economista Gesner Oliveira, sócio da GO Associados.

O estudo foi apresentado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e anexado ao processo de análise do Tecon Santos 10, o novo superterminal de contêineres no estuário santista, que deve ser o maior leilão portuário já realizado no país.

As regras do leilão têm dividido grupos empresariais e mobilizado lobistas, consultorias econômicas e escritórios de advocacia em Brasília.

A intenção do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) é realizar a licitação na segunda quinzena de dezembro. O Tecon Santos 10, com quase R$ 6 bilhões em investimentos, deve ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres no porto – hoje à beira da saturação.

Pelas regras propostas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e endossadas pelo ministério, o leilão será dividido em duas fases.

Na primeira, operadores atuais no Porto de Santos ficarão impedidos de participar. Se não houver ofertas, aí sim os incumbentes poderão entrar na disputa — mas, caso arrematem a concessão, precisarão vender seus ativos antes de assinar o contrato do novo terminal.

O modelo está em avaliação no TCU. A unidade técnica do tribunal de contas pretende concluir sua análise entre o fim de agosto e o início de setembro. Em seguida, o documento será levado ao gabinete do ministro Antonio Anastasia, relator do processo.

Pareceres e estudos

Na semana passada, conforme noticiou a CNN, um parecer jurídico do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto classificou as restrições como “desproporcionais” e “clamorosamente desnecessárias”.

Para o ex-ministro, elas impõem um “sacrifício drástico” à concorrência no leilão e barram a participação de empresas com sólida experiência no setor.

De acordo com ele, remédios concorrenciais poderiam ter sido adotados como alternativa.

Ayres Britto também criticou a existência de restrições sem manifestação específica do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e sem debate prévio na consulta pública do novo terminal.

O parecer se soma a uma série de vozes defensoras de um leilão totalmente aberto, como o governo de São Paulo, que enviou ofício ao MPor e à Antaq criticando as restrições.

Um dos principais argumentos é que o Brasil precisa de investimentos bilionários na expansão portuária e que não há indícios de condutas anticompetitivas dos armadores responsáveis pela operação dos terminais.

O estudo da GO Associados, por sua vez, destaca o risco de concentração elevada no setor.

Em 2034 (quando o Tecon Santos 10 estaria plenamente operacional), segundo Gesner, há possibilidade de que as quatro maiores empresas do setor detenham 83% do mercado total de contêineres caso o leilão do terminal santista seja vencido por um dos incumbentes.

“A partir de 75% do mercado, deve haver um ponto de atenção”, afirma Gesner, que já foi presidente do Cade.

“Ao preparar uma nova licitação, o objetivo deve ser incentivar novos entrantes”, acrescenta o economista.

Nos últimos anos, houve uma série de aquisições e investimentos de armadores na movimentação de contêineres, reconfigurando o mapa do setor.

Em 2024, a CGA CGM adquiriu o controle da Santos Brasil e passou a operar três terminais. Além de um Santos, agora administra ainda uma unidade em Vila do Conde (PA) e outra em Imbituba (SC). Ela já tinha uma operação modesta em Fortaleza (CE).

A MSC e a Maersk, líderes no transporte marítimo internacional, são sócias da Brasil Terminal Portuário (BTP) — que rivaliza com a Santos Brasil no maior porto do país. As duas gigantes têm interesse em disputar o Tecon Santos 10, mas individualmente.

A Maersk tem operações de contêineres em Pecém (CE) e está construindo um novo terminal em Suape (PE), que deve ser inaugurado em 2026.

A MSC detém um dos ativos mais modernos do setor, o Portonave, em Navegantes (SC). Ao comprar também em 2024 a Wilson Sons, operadora brasileira de bandeira branca, entrou em Salvador (BA).

Uma das poucas grandes operadoras de contêineres no Brasil ainda sem controle societário de um armador é a DPW, dos Emirados Árabes, que administra um dos terminais existentes em Santos.

Para Gesner, o ponto a ser monitorado não é a verticalização em si (quando companhias de navegação operam terminais), mas a concentração crescente no mercado.

Concorrência

O especialista em transportes Luis Claudio Montenegro, ex-diretor da autoridade portuária de Santos e ex-presidente da Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo), discorda das conclusões apresentadas no estudo da GO Associados.

“Fica parecendo, erroneamente, que os armadores tomaram o país. Não há concentração de mercado”, argumenta.

Montenegro reconhece o avanço das companhias de navegação nos terminais de contêineres. Ele ressalta que é um processo visto no mundo todo e que essa tendência demorou a chegar no Brasil, mas representa um problema em si.

O grande entrave do setor portuário hoje, segundo ele, é o aumento das filas de navios que pedem para atracar em Santos.

Em 2019, a fila média era de 8,9 horas. Em 2024, saltou para 53 horas de espera, o que demonstra a saturação dos terminais.

“Para quem é operador bandeira branca, melhor dos mundos. Para quem tem operações integradas, pior dos mundos. Esperar tanto é uma tragédia para o armador”, diz Montenegro.

Essa situação gera ineficiência, aumento de custos e eventualmente até cancelamento de alguma “perna” das viagens de navios para compensar o acúmulo de tempo perdido.

Para o especialista, Santos precisa urgentemente de investimentos e não há por que se preocupar com a concentração de mercado.

Montenegro prefere adotar o conceito de “área de influência” — origem ou destino das cargas movimentadas em determinado porto.

De acordo com ele, Santos absorve 61% das cargas conteinerizadas em sua área de influência, que envolve estados como Minas, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O restante das cargas vai para portos do Rio de Janeiro, de Santa Catarina e do Paraná. “Essa é uma concorrência entre portos que não pode, de forma nenhuma, ser desconsiderada”, diz Montenegro.

O porto do Açu (RJ) e o da Imetame (ES) também têm sinalizado que querem entrar no mercado de contêineres. São Sebastião (SP) também vai receber investimentos bilionários nos próximos anos.

Na avaliação do especialista, esses portos vão representar alternativas para Santos e incrementar a competição no setor.

“É falsa a premissa de que o dono de uma carga em Minas Gerais, por exemplo, procurará necessariamente um terminal de contêineres em Santos”.

Fonte: CNN Brasil

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Logística

“Deve haver esforço para a solução das rodovias em SC”

Ao encerrar sua gestão à frente da Fiesc, o ex-presidente Mario Cezar de Aguiar destacou, em entrevista exclusiva ao Grupo ND, o legado de sete anos de trabalho voltado à modernização da indústria catarinense e ao fortalecimento da instituição. Segundo ele, a federação se posicionou ativamente
em questões estratégicas para o desenvolvimento do Estado, conduzindo projetos e diretrizes que beneficiaram tanto as indústrias quanto a sociedade.

Foram anos que o senhor trouxe uma reformulação do conceito industrial em Santa Catarina e, em especial, da Fiesc. O senhor sai satisfeito dessa etapa?
Eu acho que saio satisfeito sim. Nós traçamos algumas diretrizes, tínhamos os nossos projetos e conseguimos, ao longo de 7 anos, fazer uma entrega importante para as indústrias catarinenses e para a sociedade catarinense. O fato é que nós sempre nos posicionamos nas questões que afetavam o desenvolvimento do Estado catarinense. A Flesc sempre se posicionou, opinou institucionalmente, conduziu as suas posições no sentido de dar um encaminhamento para que o Estado pudesse ser esse Estado de referência que é. Eu acho que entregamos um bom mandato.

A gente tem também um investimento, talvez recorde ou histórico para a Fiesc, que
foi R$1,5 bilhão em diversas ações. O que representa esse investimento para uma instituição que, como o senhor falou, passou ase posicionar dentro da sociedade, seja no campo administrativo, público, político, mas sempre de uma opinião muito forte e muito assertiva?

Eu tenho sempre dito que a indústria de Santa Catarina é a mais diversificada do Brasil e está distribuída ao longo de todo o território nacional. Isso nos obriga, como federação, a dar atendimento às indústrias que estão localizadas em todo o Estado. Isso demanda investimentos muito elevados. Nós fomos atrás de recursos. À Federação das Indústrias Catarinense é a segunda federação do Brasil de indústria que tem
o maior orçamento. Isso nos possibilitou fazer esse investimento recorde de mais de R$ 1,5 bilhão. Nós construímos várias unidades escolares, meIhoramos os nossos ambientes, os nossos laboratórios. Fizemos investimentos que realmente vão trazer resultados muito positivos, não só para indústria, mas para a sociedade catarinense. Quando eu formo um bom aluno no ensino médio, e essa é a proposta do
Sesi, quando eu formo um bom profissional no Senai, eessaé a
Proposta do Senai para qualificar as pessoas para a indústria, eu estou colaborando com o desenvolvimento da indústria.

O senhor tocou num assunto emblemático que é a Fiesc ter opinião posicionada. Isso foi
fundamental para que a Fiesc também ganhasse mais notoriedade e respeito de gestores públicos ao fazer apontamentos, ao defender projetos de leis lá na Alesc. Isso mudou também a visão dos políticos, dos gestores públicos com a Fiesc e a Fiesc também com esses grupos?

Se nós somos a entidade que representa o setor mais importante da economia de
Santa Catarina, porque a indústria catarinense é o setor que mais emprega, que mais paga impostos, então nós temos que nos posicionar. Nós temos que defender aquilo que atende à nossa indústria, mas que também atende à sociedade catarinense. Porque você não pode desenvolver uma boa indústria num ambiente que não é favorável agora. Quando nós nos envolvemos, por exemplo, nas discussões da melhoria da infraestrutura aqui do Estado, principalmente a infraestrutura rodoviária, nós estamos, evidentemente, melhorando a competitividade da indústria, mas nós estamos dando uma condição de vida melhor para o catarinense.

A Fiesc tem trabalhado também o conceito de transporte ferroviário. O senhor trouxe essa discussão em alguns momentos. O governo do Estado abraçou a causa com muita vontade junto com os Estados do Sul. O governo federal já sinaliza uma ampliação. A Fiesc é uma personagem fundamental mesas discussões também?
A Fiesc sempre defendeu todos os modais. Mas eu acredito que, pela condição topográfica do nosso território catarinense, que é um território muito acidentado, a implantação de ferrovias em Santa Catarina é muito mais cara do que, por exemplo, no Mato Grosso, em São Paulo. Somos favoráveis a rodovias, evidentemente, mas sabemos da restrição fiscal que passa o país. As concessões de ferrovias são de 90 a 100 anos, porque os investimentos são muito fortes. Mas nós defendemos, assim, que deve haver uma concentração e muito esforço na solução das rodovias. Não é simplesmente fazer duplicação da 282, por exemplo. É fazer uma rodovia de padrão internacional, com viaturas, com túneis. Se Santa Catarina é o quarto Estado do Brasil que mais recursos envia para Brasília, é justo que Santa Catarina reivindique rodovias de primeiro mundo.

Sobre portos e mercado externo, nesse ano conversamos sobre os desafios da ameaça do tarifaço dos EUA com a indústria e com os produtores de Santa Catarina. A Fiesc conseguiu se posicionar bem, embora não tenha como não. sentir os impactos e enfrentar esse primeiro momento de crise, e embora também “os percentuais dessa segunda etapa sejam muito mais altos do que as ameaças da primeira?
Quando surgiu o tarifaço estávamos até numa posição confortável, nós tínhamos a menor taxa, de 10%. Mas depois, por uma série de razões, foi elevado para 50%. E nós fomos a primeira Federação das Indústrias que teve audiência com o vice-presidente Alckmin, que é o interlocutor do Brasil na questão do tarifário. Fomos ao ministro Alckmin colocar a nossa posição, depois de discutir com os industriais e nós solicitamos que o governo brasileiro solicitasse uma prorrogação da aplicação da tarifa de 50%. E também que o Brasil não fizesse a retaliação. Nós, infelizmente, somos o elo fraco dessa relação comercial e não podemos retaliar, essa é a pior situação. Alguns setores vão sofrer bastante com essa aplicação de tarifas.

O senhor já foi sondado, inclusive, como possível pré-candidato e sinalizou que não tem muito interesse nesse primeiro momento. Mas também é cotado para assumir uma missão junto ao governo Jorginho Mello. Existe a possibilidade de o senhor continuar contribuindo com o Estado, embora se posicione em voltar a cuidar dos seus projetos pessoais?
Eu tive uma dedicação bastante intensa à Fiesc. Eu não tirei férias nesse período, agora programei algumas viagens. Eu realmente tive convite do governador, tenho muita identidade com o governador Jorginho, estou disposto a ajudá-lo, mas também tenho que verificar meus compromissos que já estavam assumidos antes do convite. Tem algumas viagens já programadas com a minha família, mas no momento oportuno vou conversar com o governador.

Fonte: FIESC

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Logística

Ações de logística reversa garantem prêmio à Condor

Projeto de logística reversa da empresa catarinense foi reconhecido no 31º Prêmio Expressão de Ecologia

Após atingir a marca de 57% da matéria prima de plástico de origem reciclada, a Condor implementou tecnologias de reaproveitamento de embalagens e realizou a compensação de 22% do total de embalagens no mercado por meio de parcerias com cooperativas e o uso de plataformas como a Eureciclo.

Tais ações renderam à indústria de São Bento do Sul o reconhecimento no 31º Prêmio Expressão de Ecologia, na categoria “Práticas de Economia Circular”.

“Este prêmio é um reflexo do trabalho incansável da Condor em promover a sustentabilidade e a responsabilidade social”, destaca o CEO da empresa, Alexandre Wiggers. Entre as fontes de material reciclado utilizado pela empresa estão as garrafas PET. Em 2023, o equivalente a 39 milhões dessas garrafas ganharam uma segunda utilização como vassouras produzidas pela Condor.

Soluções Sustentáveis e Impacto Positivo

A Condor tem se destacado por suas práticas inovadoras, que não só atendem às expectativas do mercado e às exigências regulatórias, mas também promovem um impacto ambiental positivo. A utilização de lâmpadas de alta eficiência nas unidades industriais e a redução de consumo de água e plásticos são algumas das iniciativas que visam melhorar o desempenho ambiental da empresa, sem comprometer sua competitividade no mercado.

Prêmio Expressão de Ecologia

A premiação contou com a participação de 151 projetos inscritos nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Condor receberá o Troféu Onda Verde na cerimônia que acontecerá no dia 30 de agosto de 2025, no Jurerê Beach Village, em Florianópolis (SC). Durante o evento, será lançado o anuário Revista Líderes de Expressão, com os resumos dos projetos vencedores, ampliando ainda mais a visibilidade das boas práticas ambientais reconhecidas.

Conheça os projetos vencedores do 31º Prêmio Expressão de Ecologia: 
editoraexpressao.com/ecologia/vencedores-por-edicao/

Com informações da Editora Expressão.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio Exterior, Logística

Movimentação de cargas cresce 7% nos primeiros sete meses de 2025

O Porto de São Francisco do Sul fechou os sete primeiros meses de 2025 com um crescimento de 7% na movimentação de cargas, em comparação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a julho, passaram pelo terminal 10,5 milhões de toneladas, frente às 9,8 milhões registradas em 2024.

No acumulado de 2025, as exportações pelo Porto somaram 5,8 milhões de toneladas, o que representa 55% do total movimentado no período. Os principais destaques foram a soja, com 4 milhões de toneladas, e o milho, com 1,3 milhão.

As importações, por sua vez, totalizaram 4,7 milhões de toneladas – equivalente a 45% das cargas. Os principais produtos importados foram materiais siderúrgicos, com 2,8 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,6 milhão de toneladas. Somente em julho, o Porto movimentou 1,7 milhão de toneladas, um salto de 46% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registrados 1,1 milhão de toneladas. 

Nesse período, os embarques de grãos (soja e milho) somaram 974 mil toneladas, enquanto os desembarques de produtos siderúrgicos e fertilizantes alcançaram, respectivamente, 634 mil e 190 mil toneladas.

“São Francisco do Sul segue se destacando como importante corredor logístico para o comércio exterior catarinense e brasileiro. Os números positivos refletem todo o trabalho que é feito pela gestão e colaboradores, para manter o Porto em constante crescimento”, avalia o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o caráter multipropósito de São Francisco do Sul é um dos principais fatores para o aumento sustentável no volume de cargas. 

Fonte: Porto de São Francisco do Sul

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Logística

Decreto de SC para logística reversa deve fortalecer mercado de recicláveis

Expectativa do governo do estado é incentivar economia circular; emissões de gases pela produção de resíduos em aterros e de transportes são as que mais crescem em SC

O secretário-adjunto do Meio Ambiente e Economia Verde, Guilherme Dallacosta, destacou em reunião na Federação das Indústrias de SC (FIESC) que o decreto estadual que regulamenta a logística reversa de embalagens pós-consumo tem como objetivo alinhar normas federais e de outros estados em uma política para SC.

Além disso, afirmou que a nova legislação estabelece um prazo de 1 ano para que os atores envolvidos façam o cadastro no sistema do IMA e também estabelece que o cumprimento das normas e uma eventual compensação ambiental ocorram dentro do estado, de maneira a fortalecer a economia circular e o mercado de recicláveis em Santa Catarina.

Dallacosta explicou que o estado apresentou crescimento nas emissões de gases do efeito estufa nos últimos anos. A produção de resíduos em aterros sanitários liderou o crescimento das emissões, diante do crescimento populacional e da atividade turística. Isso reforça a necessidade de um sistema eficiente de logística reversa, para que materiais que poderiam ser reciclados acabem em aterros. Estimativas do governo estadual apontam que o potencial de crescimento do material recuperado é de 50% em 2 anos.

As emissões avançaram também nas atividades de transporte, com aumento da frota e de transporte de cargas, explicou Dellacosta. “O setor de transportes teve o incremento minimizado por adoção de biocombustíveis verdes, renovação e otimização de frotas e motores mais eficientes”, afirmou.

O consultor Fabricio Soler lembrou que a gestão de resíduos tem responsabilidade compartilhada, incluindo o setor público e o consumidor, além de indústria, comércio, importação e distribuição. Entre os principais desafios para a logística reversa, na visão dele, estão os custos, a necessidade de assegurar uma concorrência justa entre o material reciclado e o virgem e a fraca governança, entre outros. “A isonomia entre todos os atores responsáveis é um dos principais desafios. Hoje, muitos pegam carona nas iniciativas executadas e não fazem sua parte como co-responsáveis”, sinalizou.

Na visão de Jéssica Doumit, diretora do Instituto Giro, SC tem grande potencial de geração de renda para coletores e cooperativas, com a entrada da nova regulamentação estadual em vigor. Ela destacou que hoje existem 17 operadores ativos em SC, mas que a organização tem mapeados 70. O grande número de inativos se justifica pela falta de demanda e de documentação suficiente, segundo ela. “Precisamos de investimentos na cadeia para fazer projetos estruturantes para expandir o número de operadores em SC, e consequentemente, a renda gerada e o volume de materiais reciclados que deixam de ir para os aterros”, salientou.

O presidente do Comitê de Logística Reversa da FIESC, Albano Schmidt, destacou a necessidade de incentivos ao uso de material reciclado no processo produtivo das empresas. Isso porque o custo do material reciclado supera o da matéria-prima virgem. “Sem apoio, não teremos uma adesão maior ao uso de insumos reciclados porque o custo não é competitivo”, afirmou.

O presidente da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação, José Lourival Magri comentou sobre os vetos presidenciais à nova lei do licenciamento ambiental, aprovada na Câmara dos Deputados e detalhou a MP que trata do licenciamento especial, para atividades estratégicas. A reunião conjunta ocorreu nesta terça-feira (12) na sede da FIESC, com transmissão pelo Youtube

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Logística

Suape começa dragagem para viabilizar novo terminal de contêineres

O porto de Suape (PE) iniciará na próxima semana, a partir de 21 de agosto, a dragagem para ampliar o canal interno do porto, informou o diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Bisneto. O projeto prevê aprofundamento para 16,2 metros. As obras são estimadas na casa dos R$ 200 milhões, cujos custos são dividos entre os governos federal e de Pernambuco. 

Durante sua participação no painel “Investir para Crescer”, realizado no Seminário Esfera Infra no último sábado (9), em Recife (PE), Bisneto afirmou que a dragagem do canal interno “vai viabilizar não só o futuro processo de expansão de Suape, como também a operação do novo terminal de contêineres da APM Terminals”, subsidiária da Maersk, uma das maiores operadoras de navios de contêineres do mundo.

A APM Terminals adquiriu parte do Estaleiro Atlântico Sul e está fazendo investimentos estimados na casa de R$ 1,6 bilhão para criar um novo terminal de contêineres no porto pernambucano com capacidade para movimentação de 400 mil TEUs (unidades de contêineres).

Segundo o presidente da autoridade portuária, além dos contêineres, o porto quer seguir investimentos em outros setores, como granéis líquidos, minério (o que segundo ele depende de investimentos na Ferrovia Transnordestina) e até mesmo granéis vegetais da região do Matopiba.

“A gente já tem estudos de que a atração de grãos no Matopiba, que é aquela região de cerrado no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, ela é viável em Suape até pelo ramal rodoviário”, explicou o diretor, lembrando que a velocidade de operação de recepção dos caminhões é um atrativo para o porto.   

Ampliação
Também presente ao painel, Daniel Belisário, diretor comercial da JBS Terminals, lembrou números de crescimento do setor de contêineres no país citados pelo ministro Silvio Costa Filho de mais de 18% no ano passado e disse que isso torna mais que necessária a ampliação dos investimentos nesse tipo de infraestrutura.

“Isso é impossível de se sustentar sem investimentos em infraestrutura portuária no Brasil”, afirmou o diretor da companhia que passou a operar o terminal do porto de Itajaí (SC) e é apontada como uma das interessadas na disputa do Tecon10, que será o maior terminal portuário de contêineres do país, em Santos (SP).

O diretor-presidente da APS (Autoridade Portuária de Santos), Anderson Pomini, lembrou em sua participação no encontro que o porto de Santos (SP), além do Tecon10, tem um plano de investimentos de R$ 20 bilhões para os próximos 20 anos.

“O momento é único para a infraestrutura brasileira. Em três a quatro anos todas as obras serão entregues”, disse Pomini, citando entre elas o túnel ligando as cidades de Santos e Guarujá.

Fonte: Agência Infra

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Evento, Logística

Encontro dos Amigos do Comex & Log promete encerrar a Logistique 2025 com música, chope e muito networking

No dia 14 de agosto, a partir das 19h, o estande da SC Portos será ponto de encontro para quem quer fechar a Logistique 2025 com chave de ouro. O Encontro dos Amigos do Comex & Log é um momento descontraído, com chope gelado, música ao vivo com DJ Padial e, claro, muito networking entre profissionais e empresas do setor de logística, comércio exterior e transporte.

A ação é uma parceria entre SC Portos, RêConecta News, Logistique, com apoio da Balbúrdia Cervejaria e ComexOperacionais. Realizada no último dia da feira, cria o clima perfeito para celebrar conexões e novas oportunidades de negócios formadas ao longo do evento.

Sobre a SC Portos

Expositora da Logistique 2025, a SC Portos é resultado da união entre duas grandes forças do setor: a SOIN, de São Francisco do Sul, e a SIMETRIA, de Imbituba. Criada em 2021, a empresa atua no fortalecimento das operações portuárias no Complexo Portuário de Itajaí, oferecendo soluções logísticas inovadoras, seguras e eficientes para cargas de diferentes tipos e tamanhos.

Com mais de 20 anos de expertise, infraestrutura estratégica e equipamentos de ponta, a SC Portos se destaca pelo atendimento personalizado, pela agilidade nas operações e pelo compromisso com a sustentabilidade. Em 2024, a empresa movimentou cerca de 50% de toda a carga geral (breakbulk) do Complexo Portuário de Itajaí, consolidando-se como referência no setor.

Sobre a Logistique 2025

Reconhecida como um dos maiores eventos nacionais do setor, a Logistique é um ponto de encontro estratégico para líderes e tomadores de decisão da logística, transporte multimodal, intralogística e comércio internacional. Mais do que uma feira, o evento é o principal hub de negócios, conhecimento e inovação do setor no Sul do Brasil.
Com experiências imersivas, tecnologias de ponta e soluções que geram valor para toda a cadeia, a Logistique é indispensável para quem quer estar à frente das transformações do mercado. Em sua 6ª edição, a LOGISTIQUE 2025 acontece de 12 a 14 de agosto de 2025, no Expocentro Balneário Camboriú. 

Serviço

ENCONTRO DOS AMIGOS DO COMEX&LOG
📅 Data: 14 de agosto de 2025
🕕 Horário: a partir das 19h
📍 Local: Estande da SC Portos – Logistique 2025

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Evento, Logística

Logistique 2025 abre ao público com grandes nomes da logística em Balneário Camboriú_

Evento segue até quinta-feira com mais de 150 marcas e debates sobre comércio exterior, navegação, economia e geopolítica.

A Logistique 2025 teve início nesta terça-feira (12), em Balneário Camboriú (SC), consolidando-se como um dos mais importantes eventos setoriais de logística do Brasil. A programação segue até quinta-feira (14), reunindo mais de 150 marcas na feira comercial e um fórum técnico — o Logistique Summit — com especialistas discutindo temas como logística, comércio exterior, navegação, economia e geopolítica.

Durante a abertura da feira, o diretor da Logistique, Leonardo Rinaldi, celebrou o crescimento e a consolidação do evento no cenário nacional. Já o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Cézar de Aguiar, ressaltou a relevância estratégica da logística para o desenvolvimento econômico do país. “Acompanho a Logistique desde seu surgimento, tímido, em Chapecó. Hoje, ela se tornou uma potência no setor, com papel determinante”, afirmou.

O secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, destacou o potencial dos portos catarinenses no cenário logístico brasileiro e o papel do evento nesse contexto. Rinaldi complementa: “O evento está superando nossas expectativas, com uma programação minuciosamente elaborada para atender o universo logístico no Sul do Brasil.”

Programação de destaque

A palestra magna da edição 2025 foi ministrada pelo estrategista Thiago de Aragão, um dos principais especialistas em geopolítica do Brasil e mestre em Relações Internacionais pela Johns Hopkins University, nos Estados Unidos. Vindo especialmente de Washington para o Summit, ele abordou “O novo tabuleiro mundial no controle da cadeia e do poder”.

Ainda nesta terça-feira, participaram do fórum Cláudia Borges, diretora-executiva da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP); Beto Martins, secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias; Gustavo Salvador Pereira, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da Autioridade Portuária de Santos; Ricardo Arten, CEO do Porto Itapoá; Fábio Siccherino, CEO da DP World Brazil; e Arlindo Alves, diretor de operações do Trust Group. O painel discutiu diagnósticos, desafios e projeções para a logística nacional.

O papel da logística como fator decisivo na competitividade das empresas e do Brasil foi um dos eixos centrais das discussões. O encerramento da programação do primeiro dia ficou a cargo do comentarista de economia e política da CNN Brasil, Caio Coppolla.

A Logistique e o Logistique Summit prosseguem nesta quarta e quinta-feira. Confira a programação completa acessando: https://logistique.com.br/

Texto: Assessoria de Imprensa
Fotos: Divulgação

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Comércio, Logística

Receita Federal e ACII discutem facilitação na movimentação de cargas e melhorias no atendimento aduaneiro em Itajaí

Com o objetivo de destravar gargalos logísticos e promover mais fluidez nas operações aduaneiras, a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) realizou, na noite de segunda-feira (11), uma reunião plenária com a presença do delegado da Receita Federal no Porto de Itajaí, André Bueno Brandão Sette e Câmara. O encontro abriu espaço para um diálogo direto com a Receita Federal, do qual surgiram propostas concretas voltadas a impulsionar a eficiência da cadeia logística regional.

Entre os principais assuntos debatidos, ganhou destaque a proposta de facilitar o transporte de cargas soltas — como bobinas de aço — entre o porto e os recintos alfandegados próximos. Atualmente, esse tipo de operação depende de autorizações pontuais, analisadas caso a caso, o que gera atrasos e insegurança para operadores e importadores. A solução sugerida prevê a adoção de um modelo semelhante ao utilizado para cargas a granel, com liberação antecipada e verificação posterior, o que promete acelerar o fluxo logístico e garantir maior segurança jurídica. A proposta será levada à reunião nacional da Receita Federal, marcada para os dias 13 e 14 de agosto, em Brasília.

Também foi discutida a necessidade de unificar e agilizar a análise dos pedidos de habilitação no Radar Siscomex para empresas associadas à ACII. Empresários relataram dificuldades na comunicação com os fiscais e inconsistências nas decisões, mesmo quando toda a documentação está em conformidade. Em resposta, o delegado André Bueno destacou que empresas certificadas como Operadores Econômicos Autorizados (OEA) já contam com prioridade nos processos e incentivou as demais a buscarem essa certificação como forma de obter mais agilidade e benefícios no comércio exterior.

Outro ponto levantado durante a plenária foi a padronização das normas de acesso e dos requisitos para uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) nos recintos alfandegados. Segundo os participantes, há divergências entre os operadores quanto às exigências, o que gera confusão e entraves operacionais. Como encaminhamento, foi sugerida a elaboração de uma nota técnica ou a inclusão do tema na próxima reunião da COLFAC (Comissão Local de Facilitação do Comércio), prevista para setembro.

A regionalização dos serviços da Receita Federal também foi debatida. Embora tenha melhorado a especialização e a velocidade das análises, a medida resultou na piora do atendimento presencial e na dificuldade de comunicação direta com os fiscais. Muitos contribuintes têm sido obrigados a se deslocar para outras cidades, como Florianópolis ou Blumenau, em busca de soluções que antes eram tratadas localmente. Para contornar essa limitação, foi sugerida a criação de um plantão eletrônico com agendamento online, permitindo o atendimento remoto e mais eficiente.

A presidente da ACII, Thaísa Nascimento Corrêa, reforçou a importância de consolidar um canal permanente de diálogo entre o setor produtivo e a Receita Federal. “Queremos mais previsibilidade, clareza e segurança jurídica nos processos. A ACII está à disposição para colaborar na construção de soluções, incluindo propostas de automatização e novos modelos de atendimento”, afirmou.

Texto: Assessoria de Imprensa
Fotos: Divulgação

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