Internacional

Acordo Mercosul-UE avança no Congresso e entra na pauta de comissão da Câmara

O acordo Mercosul-União Europeia deu o primeiro passo no Congresso Nacional e pode ser analisado nesta terça-feira (10) por uma comissão da Câmara dos Deputados. O tratado está na pauta do colegiado responsável por representar o Brasil no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

A expectativa entre parlamentares é de uma votação sem grandes debates, abrindo caminho para que o texto avance às próximas etapas de tramitação. A apreciação em plenário, no entanto, deve ocorrer apenas após o Carnaval.

Relatório defende aprovação do tratado

O parecer em análise foi elaborado pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da comissão, e recomenda que o Congresso aprove o acordo firmado entre os dois blocos econômicos. O posicionamento foi apresentado pelo parlamentar durante reunião com líderes partidários da Câmara, realizada na segunda-feira (9).

Segundo Chinaglia, os deputados não poderão alterar o conteúdo do tratado, já negociado entre o Mercosul e a União Europeia, cabendo ao Legislativo apenas aprovar ou rejeitar o texto. A votação pode ser adiada caso algum parlamentar apresente pedido de vista, o que ampliaria o prazo de análise.

Apoio político e do agronegócio

Nos bastidores do Congresso, a avaliação é de que a aprovação do acordo é provável. O tratado reúne apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas e conta com respaldo expressivo do agronegócio, setor que vê no acordo uma oportunidade de ampliação de mercados.

Em entrevista, Arlindo Chinaglia afirmou que o tratado tende a impulsionar a economia brasileira ao ampliar as trocas comerciais e reduzir tarifas. Segundo ele, o acordo elimina 95% das tarifas sobre produtos importados pela União Europeia, o que pode resultar em mais investimentos e geração de empregos no país.

“O acordo garante acesso preferencial a um mercado de 450 milhões de consumidores e a um PIB superior a US$ 22 trilhões, o que significa mais exportações, mais investimentos e mais postos de trabalho no Brasil”, afirmou o deputado.

Tramitação e próximos passos

Após mais de 26 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE foi oficialmente assinado em 17 de janeiro, durante cerimônia realizada em Assunção, no Paraguai. O tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e reforça as relações comerciais entre a América do Sul e a Europa.

Para entrar em vigor, o documento precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países do Mercosul. No Brasil, a tramitação começa pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, segue para o Senado Federal.

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima que o acordo pode elevar o PIB brasileiro em 0,46% até 2040.

Principais pontos do acordo Mercosul-UE

Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte de bens e serviços
  • Mercosul: tarifa zero para 91% dos produtos europeus em até 15 anos
  • União Europeia: eliminação de tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul

Impacto imediato para a indústria

  • Tarifa zero para produtos industriais como máquinas e equipamentos

Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Preferência para empresas do Mercosul
  • Mais previsibilidade e redução de barreiras técnicas

Compromissos ambientais obrigatórios

  • Produtos beneficiados não podem estar ligados a desmatamento ilegal
  • Possibilidade de suspensão do acordo em caso de descumprimento do Acordo de Paris

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Internacional

Boom dos semicondutores pode levar vendas globais de chips a US$ 1 trilhão em 2026

O mercado global de semicondutores vive um dos seus momentos mais aquecidos da história e pode atingir um marco inédito nos próximos anos. As vendas de chips, microprocessadores e semicondutores têm potencial para alcançar US$ 1 trilhão em 2026, impulsionadas principalmente pela expansão da inteligência artificial e da computação de alto desempenho.

Crescimento acelerado do mercado de chips

De acordo com estimativas da Associação da Indústria de Semicondutores (SIA), entidade que representa a maior parte das empresas do setor nos Estados Unidos, o desempenho recente do mercado reforça essa tendência de alta.

Em 2025, as vendas globais de chips somaram US$ 791,7 bilhões (cerca de R$ 4,14 trilhões), registrando um crescimento expressivo de 25,6% em comparação com 2024. A projeção é de que esse ritmo se mantenha ou até se intensifique ao longo de 2026.

Chips de computação avançada lideram o avanço

Os chips de computação avançada foram o segmento com maior expansão no último ano. Fabricados por gigantes da tecnologia como Nvidia, AMD e Intel, esses semicondutores registraram alta de 39,9% nas vendas em 2025, movimentando aproximadamente US$ 301,9 bilhões (R$ 1,57 trilhão).

A forte demanda está diretamente relacionada ao crescimento de aplicações em inteligência artificial, data centers e processamento de alto desempenho.

Memórias também ganham destaque com a IA

Na sequência, o mercado de chips de memória apresentou o segundo maior crescimento do setor. Os preços desses componentes vêm subindo de forma significativa, impulsionados pela escassez de oferta e pelo aumento dos investimentos em projetos de IA.

As vendas de semicondutores de memória avançaram 34,8%, alcançando US$ 223,1 bilhões (R$ 1,16 trilhão), consolidando o segmento como um dos pilares da atual expansão da indústria.

Perspectivas para 2026

Com a combinação de inovação tecnológica, aumento da demanda por IA, digitalização acelerada e investimentos em infraestrutura computacional, a expectativa do setor é que o mercado global de semicondutores continue em trajetória ascendente, aproximando-se do patamar histórico de US$ 1 trilhão em vendas anuais já em 2026.

Fonte: Metrópoles

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO METRÓPOLES / Allisonsales/picture alliance via Getty Images

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Internacional

Convite de Trump ao Brasil para bloco de minerais críticos expõe disputa global com a China

O convite feito pelos Estados Unidos ao Brasil para integrar um novo bloco comercial de minerais críticos revela mais do que uma iniciativa econômica. A proposta faz parte de uma estratégia geopolítica do governo de Donald Trump para reduzir a dependência americana da China em insumos essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética global.

A avaliação é do analista de Economia da CNN, Gabriel Monteiro, em comentário no CNN Novo Dia. Segundo ele, o movimento representa uma resposta direta à hegemonia chinesa nesse setor estratégico.

Estratégia americana e contrapeso à China

O convite foi direcionado a 54 países e tem como objetivo estruturar um grupo capaz de funcionar como contrapeso à China no mercado internacional de minerais. A ideia é estabelecer regras mínimas de produção, além de discutir preços de referência para esses materiais.

De acordo com Monteiro, trata-se de uma iniciativa que pode ser interpretada como claramente “anti-China”, ao tentar reduzir a influência de Pequim sobre cadeias produtivas consideradas vitais para o futuro da economia global.

Importância dos minerais críticos para a economia global

Recursos como lítio, manganês e cobre são indispensáveis para setores em rápida expansão, como mobilidade urbana, carros elétricos e fabricação de equipamentos eletrônicos. Atualmente, a China domina grande parte da produção mundial desses minerais, com destaque para as terras raras, o que acende alertas entre países ocidentais e seus aliados.

Impactos e dilemas para o Brasil

Para o Brasil, a adesão ao bloco traz desafios relevantes. “Se a iniciativa americana der certo, isso pode colocar o Brasil contra a parede”, avalia Monteiro. O analista lembra que o país se beneficia de uma posição de relativa neutralidade, mantendo relações comerciais estratégicas tanto com a China quanto com os Estados Unidos.

Estados Unidos, Japão e países europeus acusam a China de usar subsídios estatais para reduzir artificialmente os preços desses minerais, inviabilizando projetos privados em outras regiões. Prática semelhante é alvo de investigações no Brasil no caso do aço chinês, que estaria prejudicando a indústria siderúrgica nacional.

Oportunidades econômicas e riscos geopolíticos

Por outro lado, um cenário de maior competição internacional pode abrir oportunidades para o Brasil. O país possui reservas relevantes de minerais críticos, mas ainda depende de investimentos externos para ampliar a exploração e o processamento desses recursos.

O principal desafio, no entanto, será equilibrar os potenciais ganhos econômicos com os riscos geopolíticos de uma eventual escolha de lado na disputa entre as grandes potências globais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Pampa

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Internacional

China critica plano dos EUA para criar bloco comercial de minerais críticos

A China manifestou oposição à proposta dos Estados Unidos de formar um bloco comercial preferencial com países aliados voltado ao fornecimento de minerais críticos. A posição foi divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Ministério das Relações Exteriores da China, que criticou a adoção de regras definidas por grupos restritos de países.

Segundo o governo chinês, iniciativas desse tipo podem prejudicar a ordem econômica e comercial internacional, ao impor normas que não representam os interesses globais. A pasta reforçou que a economia mundial deve ser regida por princípios amplos e não por acordos exclusivos.

China defende comércio internacional aberto e inclusivo

Durante coletiva de imprensa regular, o porta-voz do ministério, Lin Jian, afirmou que a manutenção de um ambiente comercial internacional aberto, inclusivo e universalmente benéfico atende aos interesses comuns de todas as nações.

A declaração sinaliza a preocupação de Pequim com movimentos que possam fragmentar cadeias globais de suprimentos, especialmente em áreas estratégicas como a de minerais críticos, essenciais para tecnologias avançadas, transição energética e indústria de defesa.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: David Gray/Reuters

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Internacional

Maasvlakte 2: megaprojeto criou 2.000 hectares de porto no Mar do Norte em Rotterdam

O Maasvlakte 2, em Rotterdam, é um dos maiores projetos de engenharia portuária da Europa. A iniciativa não ampliou uma área existente, mas criou 2.000 hectares de novo território portuário dentro do Mar do Norte, sobre sedimentos marinhos instáveis. A obra reposicionou fisicamente o porto em direção ao mar aberto e redefiniu a escala da infraestrutura logística europeia.

Obra criou território onde antes havia apenas mar

Diferentemente de expansões convencionais, o projeto resultou na criação de uma área equivalente a um grande distrito urbano, construída sem qualquer base de solo natural. Todo o terreno foi formado a partir de areia dragada, confinada por sistemas avançados de defesa costeira, capazes de garantir estabilidade, profundidade operacional e proteção permanente contra condições marítimas severas.

240 milhões de m³ de areia dragada do Mar do Norte

O volume de material movimentado é um dos principais indicadores da dimensão da obra. Foram dragados cerca de 240 milhões de metros cúbicos de areia, extraídos do próprio Mar do Norte e bombeados para dentro do perímetro do novo porto.

Esse processo exigiu rigor técnico elevado. A areia passou por controle de granulometria, deposição em camadas sucessivas, compactação hidráulica e monitoramento contínuo de recalques. Qualquer falha poderia comprometer grandes extensões do aterro.

Sistema de defesa costeira soma 11 quilômetros

Criar terra foi apenas parte do desafio. Para manter a nova área estável, a Maasvlakte 2 recebeu um contorno marítimo de aproximadamente 11 km, projetado para resistir a tempestades intensas, ondas de alta energia e à elevação do nível do mar ao longo de décadas.

O sistema combina dois tipos de proteção:

  • Defesa costeira “soft”, com praias artificiais e dunas, ao longo de cerca de 7,3 km
  • Defesa “hard”, composta por estruturas rígidas, em aproximadamente 3,5 km

Essa solução híbrida permite dissipar a energia das ondas de forma gradual, reduzindo o impacto direto sobre as estruturas rígidas.

Paredão marítimo consumiu 7 milhões de toneladas de rocha

A seção rígida da defesa costeira concentra alguns dos números mais expressivos do projeto. Para proteger apenas 3,5 km de costa, foram utilizadas cerca de 7 milhões de toneladas de rocha, além de 20 mil blocos de concreto projetados especificamente para dissipar a força das ondas.

Cada bloco, com várias toneladas, foi instalado com precisão milimétrica. O sistema inclui ainda cerca de 150 mil toneladas de argila, formando uma barreira multicamadas contra erosão e infiltrações.

Dragagem profunda prepara o porto para navios gigantes

A Maasvlakte 2 foi concebida para atender não apenas às demandas atuais, mas às futuras. Os acessos marítimos e bacias portuárias foram dragados até cerca de 20 metros abaixo do nível de referência holandês (NAP), profundidade suficiente para receber os maiores porta-contêineres do mundo sem restrições operacionais.

A dragagem envolveu escavações subaquáticas contínuas, controle rigoroso de taludes e gestão de sedimentos em ambiente marítimo aberto.

Quilômetros de cais e grande volume de concreto

Após a formação do aterro, o projeto avançou para a fase estrutural. Foram construídos cerca de 3,5 km de paredes de cais, consumindo aproximadamente 300 mil metros cúbicos de concreto.

Essas estruturas foram projetadas para suportar cargas extremas de guindastes, esforços de atracação e recalques diferenciais do solo ao longo do tempo, sem perda de desempenho estrutural.

Projeto incorporou o recalque como parte da solução

Ao contrário de obras convencionais, a Maasvlakte 2 partiu do princípio de que o solo iria se movimentar. O recalque do aterro foi previsto, calculado e incorporado ao dimensionamento das estruturas e ao cronograma do projeto.

Uma ampla rede de instrumentação geotécnica monitora continuamente o comportamento do solo, permitindo ajustes operacionais e estruturais ao longo da vida útil do porto.

Infraestrutura que redesenhou o mapa logístico europeu

Ao final, a Maasvlakte 2 representa um tipo extremo de engenharia pesada, em que o principal produto não é um edifício ou uma ponte, mas o próprio território. Um espaço que não existia foi criado, protegido por milhões de toneladas de rocha e sustentado por areia dragada, pronto para operar como uma das maiores plataformas logísticas do mundo.

Mais do que construir estruturas, o projeto literalmente inventou espaço, consolidando Rotterdam como um dos principais hubs portuários globais.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Alemanha prende suspeitos por exportação ilegal de mercadorias à Rússia

As autoridades da Alemanha prenderam cinco pessoas acusadas de integrar um esquema de exportação ilegal de mercadorias para a Rússia, em descumprimento às sanções impostas pela União Europeia após a invasão da Ucrânia. A ação foi anunciada nesta segunda-feira (2) por procuradores federais alemães.

Prisões ocorreram no norte do país

De acordo com o Ministério Público Federal, as detenções foram realizadas por agentes alfandegários na cidade portuária de Lübeck, às margens do Mar Báltico, e no distrito vizinho de Lauenburg, ambos no norte da Alemanha.

Os suspeitos, identificados como cidadãos alemães, ucranianos e russos, foram presos com base em mandados expedidos pelo juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça.

Operação incluiu buscas em grandes cidades

Além das prisões, as autoridades realizaram buscas simultâneas em diversos pontos do país, incluindo Frankfurt am Main, principal centro financeiro alemão, e Nuremberg, no estado da Baviera.

Outras cinco pessoas também são investigadas por envolvimento no esquema, mas seguem foragidas, segundo os procuradores.

Empresa em Lübeck seria o centro do esquema

Um dos principais investigados, identificado como Nikita S., cidadão germano-russo, é apontado como o responsável por controlar uma empresa comercial sediada em Lübeck, considerada o núcleo da operação.

Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava empresas de fachada, destinatários fictícios dentro e fora da União Europeia e uma entidade russa para mascarar o envio das mercadorias.

Remessas teriam abastecido setor de defesa russo

As investigações indicam que agências estatais russas teriam orientado as operações de compra. Ao menos 24 empresas russas do setor de defesa, listadas em bolsa, são suspeitas de atuar como destinatárias finais das mercadorias.

As autoridades estimam que cerca de 16 mil remessas tenham sido organizadas desde fevereiro de 2022, com valor total de, no mínimo, 30 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente 187 milhões de reais.

Bens são bloqueados durante investigação

Como parte do processo, a Justiça alemã determinou o congelamento de bens em montante equivalente ao valor das transações investigadas.

Procurada, a embaixada da Rússia em Berlim não se manifestou até o momento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Christian Wiediger/Unsplash

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Internacional

Couro brasileiro marca presença na Itália na feira Lineapelle 2026

O couro brasileiro estará em destaque na Itália durante a 107ª edição da Lineapelle, considerada a principal feira internacional da indústria do couro. O evento acontece entre os dias 11 e 13 de fevereiro, em Milão, e contará com a participação de cinco curtumes do Brasil, todos com estandes individuais.

A presença nacional é viabilizada pelo projeto Brazilian Leather, uma iniciativa conjunta do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e da ApexBrasil, voltada à promoção das exportações brasileiras de couro em mercados estratégicos.

Empresas brasileiras apresentam tendências para o Verão 2027

Os curtumes Couro e Arte, Courovale, Curtume Bolzano, Fuga Couros e Nova Kaeru representam o Brasil na feira. As empresas levam a Milão desenvolvimentos exclusivos para as coleções de moda do Verão 2027, alinhados às diretrizes do comitê de tendências da Lineapelle.

Nesta edição, os expositores foram convidados a priorizar materiais naturais, autenticidade e uma forte experiência sensorial, características que ampliam o potencial criativo do couro e reforçam o posicionamento do produto brasileiro no mercado internacional.

Lineapelle reúne compradores globais e dita tendências

Reconhecida como lançadora de tendências e referência mundial para negócios, a Lineapelle costuma atrair um público altamente qualificado. Em fevereiro de 2025, o evento recebeu quase 25 mil visitantes, sendo 18,8 mil compradores, número que deve se repetir na edição de 2026.

A Itália ocupa papel estratégico no setor coureiro global, atuando como polo de pesquisa, inovação e design, além de ser a maior exportadora mundial de couros.

Itália amplia compras de couro brasileiro com maior valor agregado

No ranking de importadores de couro do Brasil, a Itália ocupa a terceira posição, atrás apenas de China e Hong Kong e dos Estados Unidos. Cerca de 45% do couro exportado ao mercado italiano é classificado como acabado ou semiacabado, produtos com maior valor agregado.

Para fortalecer ainda mais essa relação comercial, o Brazilian Leather promoverá ações de comunicação e marketing durante a Lineapelle, além de divulgar o Fórum CICB de Sustentabilidade, que será realizado em 4 de março, em Novo Hamburgo (RS), durante a Fimec.

Projeto fortalece imagem internacional do couro nacional

O Brazilian Leather atua na consolidação do couro brasileiro nos principais mercados globais, incentivando a participação em feiras internacionais, promovendo missões empresariais e aproximando fornecedores nacionais de compradores estrangeiros.

Já o CICB, fundado em 1957, representa a indústria coureira brasileira e tem a sustentabilidade como eixo central de atuação, com projetos voltados à tecnologia, qualificação profissional, rastreabilidade, promoção comercial e fortalecimento da imagem do setor.

FONTE: Brazilian Leather
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazilian Leather

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Internacional

Captura de Maduro completa um mês e redefine cenário político e econômico da Venezuela

A captura de Nicolás Maduro completou um mês nesta semana e desencadeou uma série de mudanças profundas na Venezuela, tanto no campo político quanto no econômico. A operação teve início na madrugada de 3 de janeiro, quando bombardeios em Caracas e em cidades próximas atingiram instalações estratégicas do regime chavista.

Entre os alvos estavam o quartel Fuerte Tiuna e a Base Aérea La Carlota, atacados simultaneamente por volta das duas da manhã, no horário local. Horas depois, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente a operação e a prisão do líder venezuelano.

Maduro é levado aos EUA e responde a acusações criminais

Preso junto com a esposa, Cilia Flores, Maduro foi retirado da capital venezuelana e levado para Nova York, onde compareceu a um tribunal dois dias depois. Ele responde a acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas, tráfico de armas e conspiração. Ambos negaram as acusações.

Ainda no mesmo dia da apresentação à Justiça americana, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina da Venezuela, iniciando um novo capítulo na condução do país.

Relação com os EUA e petróleo no centro das decisões

Desde então, a atuação dos Estados Unidos passou a influenciar diretamente os rumos da política venezuelana. Trump fez reiteradas declarações sugerindo controle sobre o governo venezuelano e, principalmente, sobre o petróleo, principal ativo econômico do país.

Poucos dias após a captura de Maduro, a Venezuela retomou o envio de petróleo aos EUA e anunciou a reforma da Lei de Hidrocarbonetos, com o objetivo de ampliar a presença de empresas estrangeiras no setor energético.

Antes da mudança, companhias internacionais só podiam atuar por meio de joint ventures com a PDVSA, estatal que detinha o controle da produção e da comercialização. Com a nova legislação, empresas passam a poder explorar petróleo por conta própria, assumindo riscos e investimentos.

Reaproximação diplomática e presença americana em Caracas

Outro sinal de mudança foi o anúncio da reabertura da embaixada dos EUA em Caracas, fechada desde 2019. Washington também nomeou uma nova representante diplomática para a Venezuela, Laura Dogu.

Delcy Rodríguez se reuniu, ainda em janeiro, com o diretor da CIA, John Ratcliffe, e, já neste início de fevereiro, encontrou-se com Dogu, reforçando o novo canal de diálogo entre os dois países.

Liberação de presos políticos e proposta de anistia

No campo dos direitos políticos, uma das mudanças mais relevantes foi a libertação de presos políticos, iniciada em 8 de janeiro. Segundo a ONG Foro Penal, 344 pessoas foram soltas até o momento. O governo chavista interino fala em mais de 600 libertados, mas sem divulgar lista oficial.

Além disso, Delcy Rodríguez encaminhou ao Legislativo venezuelano um projeto de anistia geral para presos por motivos políticos. Ainda de acordo com o Foro Penal, 678 presos políticos permanecem detidos no país, incluindo 58 estrangeiros.

Linha do tempo dos principais acontecimentos

Desde 3 de janeiro, uma sequência acelerada de eventos marcou a transição venezuelana, incluindo declarações públicas de Trump sobre o controle do país, retomada da exportação de petróleo, libertação progressiva de presos, aprovação legislativa da abertura do setor energético e o anúncio do fechamento do presídio El Helicoide, símbolo de denúncias de tortura.

O processo também incluiu avanços diplomáticos, como o restabelecimento gradual das relações com os Estados Unidos, a retomada de voos comerciais e a chegada de combustíveis norte-americanos ao território venezuelano.

Novo cenário ainda gera incertezas

Um mês após a captura de Maduro, a Venezuela vive um período de transição acelerada, marcado por abertura econômica, rearranjos institucionais e forte influência externa. Apesar dos avanços, permanecem dúvidas sobre a consolidação do novo governo, a efetiva libertação de todos os presos políticos e os impactos de longo prazo da abertura do setor petrolífero.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: XNY/Star Max/GC Images

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Internacional

Especulação chinesa impulsiona alta e antecede colapso do ouro e da prata

O mercado global de metais preciosos passou por um dos episódios mais extremos de sua história recente após uma onda de especulação financeira concentrada na China. Em menos de 20 horas, a prata caiu cerca de US$ 40 por onça, movimento equivalente a patamares que o metal só havia alcançado em raros momentos ao longo de décadas. O ouro, tradicional símbolo de estabilidade, também sofreu um tombo expressivo, reforçando a percepção de que o rali havia se desconectado dos fundamentos.

Durante semanas, traders de todo o mundo acompanharam, quase sem dormir, a disparada de preços que atingiu não apenas ouro e prata, mas também cobre e estanho. O movimento foi alimentado por um forte fluxo de capital especulativo vindo do mercado chinês, que impulsionou as cotações a níveis recordes antes de uma reversão abrupta.

Quedas recordes surpreendem operadores globais

A reversão ocorreu de forma violenta. A prata recuou 26% em um único dia, a maior queda já registrada, enquanto o ouro perdeu cerca de 9%, no pior desempenho diário em mais de dez anos. O cobre, que havia ultrapassado US$ 14.500 por tonelada, devolveu rapidamente os ganhos.

“Foi o movimento mais extremo que já presenciei”, afirmou Dominik Sperzel, chefe de trading da Heraeus Precious Metals, uma das maiores refinadoras do setor. Segundo ele, oscilações desse porte desafiam a própria ideia de estabilidade associada ao ouro.

Gatilho imediato expôs fragilidade do rali

O estopim para o colapso foi a notícia de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pretendia indicar Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, o que fortaleceu o dólar e pressionou os preços das commodities. Ainda assim, analistas alertavam havia semanas que os mercados estavam excessivamente esticados após uma sequência quase ininterrupta de altas.

A velocidade e a magnitude da correção chamaram atenção até mesmo em um mercado profundo e líquido como o do ouro. Operadores na Europa e nos Estados Unidos passaram a acompanhar intensamente o pregão asiático, onde os movimentos mais agudos se concentraram.

Compras chinesas aceleraram a escalada

A valorização do ouro vinha sendo construída há anos, impulsionada por bancos centrais que ampliaram reservas como alternativa ao dólar. Esse movimento ganhou força adicional quando investidores ocidentais aderiram à chamada tese de desvalorização monetária.

Nas últimas semanas, porém, a alta ganhou contornos mais extremos com a entrada maciça de especuladores chineses, desde investidores individuais até grandes fundos, que passaram a apostar fortemente em commodities. Consultores de trading que seguem tendências também ampliaram posições, intensificando o efeito manada.

“Nesse ponto, já não era mais uma operação baseada em fundamentos, mas sim em momentum”, avaliou Jay Hatfield, diretor de investimentos da Infrastructure Capital Advisors.

Prata concentrou os movimentos mais intensos

Os efeitos foram particularmente severos na prata, um mercado menor e mais suscetível a fluxos especulativos. A oferta anual do metal é avaliada em cerca de US$ 98 bilhões, muito abaixo do mercado de ouro, estimado em US$ 787 bilhões.

Na sexta-feira, o iShares Silver Trust (SLV) movimentou mais de US$ 40 bilhões, tornando-se um dos ativos mais negociados do mundo naquele dia. Poucos meses antes, o volume raramente superava US$ 2 bilhões.

Opções e efeito “squeeze” amplificaram a volatilidade

A negociação de opções, cada vez mais popular entre investidores de varejo, também contribuiu para o excesso de volatilidade. Em fóruns online, apostas em altas rápidas da prata exibiam retornos potenciais superiores a 1.000%, alimentando o apetite especulativo.

O grande volume de opções de compra criou as condições para um “squeeze”, forçando dealers a comprar o ativo subjacente para fazer hedge à medida que os preços subiam. Esse mecanismo ajudou a explicar tanto a escalada acelerada quanto o colapso subsequente.

Dólar mais forte e realização de lucros mudaram o jogo

Após novos recordes — com o ouro atingindo US$ 5.595 por onça e a prata superando US$ 121 —, o fortalecimento do dólar e a realização de lucros por investidores chineses inverteram o fluxo. Diferentemente de sessões anteriores, quando o pregão asiático sustentava a alta, desta vez a China passou a vender.

“A China realizou lucros, e agora o mercado global sente o impacto”, resumiu Alexander Campbell, ex-chefe de commodities da Bridgewater Associates.

China segue no centro das atenções

O comportamento do mercado nos próximos dias deve, mais uma vez, depender da demanda chinesa. Investidores acompanham atentamente a abertura das bolsas em Xangai para avaliar se haverá retomada das compras ou continuidade da correção.

Apesar da queda, não há sinais de pânico no varejo. Em Shuibei, importante centro de negociação de metais preciosos, a escassez de prata diminuiu, mas os preços ainda operam com prêmio em relação aos contratos de bolsa.

Bancos chineses reforçam controles de risco

Diante da volatilidade, grandes bancos chineses anunciaram novas medidas para conter riscos. O China Construction Bank elevou o valor mínimo de depósitos, enquanto o Industrial and Commercial Bank of China adotou limites de cotas para produtos de poupança em ouro durante os feriados.

Segundo operadores locais, o ouro segue encontrando compradores que aproveitam a correção antes do Ano Novo Lunar, enquanto a prata enfrenta maior cautela por parte dos investidores.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Akos Stiller

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Internacional

Pequim e Londres reforçam parceria econômica com pacote de investimentos e diálogo estratégico

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente chinês, Xi Jinping, celebraram nesta quinta-feira a retomada do diálogo estratégico entre Reino Unido e China, destacando acordos que incluem um significativo investimento da AstraZeneca. Segundo os líderes, o pacote econômico beneficiará ambos os países e marca uma nova fase nas relações bilaterais.

A cúpula ocorreu no Grande Salão do Povo, durante a visita de quatro dias de Starmer à China — a primeira de um primeiro-ministro britânico em oito anos. A reunião formal e o almoço duraram cerca de três horas, e os dois líderes discutiram não apenas cooperação econômica, mas também segurança internacional, a guerra da Rússia na Ucrânia, direitos humanos, futebol e Shakespeare.

Investimento da AstraZeneca fortalece cooperação

Starmer apresentou um plano da AstraZeneca para investir US$ 15 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos na China, mostrando como a parceria econômica pode gerar benefícios mútuos.

O primeiro-ministro britânico enfatizou que laços mais estreitos permitirão ao Reino Unido manter um diálogo franco em áreas de desacordo, reforçando a importância de uma relação madura e estratégica.

“A China é um ator vital no cenário global, e é fundamental que construamos uma relação mais sofisticada, na qual possamos identificar oportunidades de colaboração, mas também permitir um diálogo significativo sobre áreas em que discordamos”, disse Starmer.

Xi Jinping, por sua vez, destacou que as relações passaram por “reviravoltas” que não beneficiaram nenhum dos lados e reafirmou a disposição da China em desenvolver uma parceria de longo prazo com o Reino Unido.

“Podemos alcançar um resultado que resista ao teste da história”, afirmou Xi, acompanhado de seus principais ministros.

Contexto internacional e avanços comerciais

A visita de Starmer acontece em meio a tensões comerciais provocadas pelas políticas do ex-presidente Donald Trump, incluindo ameaças de tarifas e disputas territoriais. Nesse contexto, outros líderes ocidentais, como o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, também buscaram estreitar laços econômicos com Pequim para reduzir barreiras comerciais.

Durante a viagem, Starmer anunciou avanços em negociações para reduzir tarifas sobre uísque britânico e um novo acordo de isenção de visto para turistas do Reino Unido que permaneçam na China por até 30 dias.

O líder britânico afirmou que a relação bilateral atravessa “um bom momento” e está acompanhado por mais de 50 líderes empresariais, reforçando a dimensão econômica da visita.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carl Court/Pool via REUTERS

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