Internacional

Maasvlakte 2: megaprojeto criou 2.000 hectares de porto no Mar do Norte em Rotterdam

O Maasvlakte 2, em Rotterdam, é um dos maiores projetos de engenharia portuária da Europa. A iniciativa não ampliou uma área existente, mas criou 2.000 hectares de novo território portuário dentro do Mar do Norte, sobre sedimentos marinhos instáveis. A obra reposicionou fisicamente o porto em direção ao mar aberto e redefiniu a escala da infraestrutura logística europeia.

Obra criou território onde antes havia apenas mar

Diferentemente de expansões convencionais, o projeto resultou na criação de uma área equivalente a um grande distrito urbano, construída sem qualquer base de solo natural. Todo o terreno foi formado a partir de areia dragada, confinada por sistemas avançados de defesa costeira, capazes de garantir estabilidade, profundidade operacional e proteção permanente contra condições marítimas severas.

240 milhões de m³ de areia dragada do Mar do Norte

O volume de material movimentado é um dos principais indicadores da dimensão da obra. Foram dragados cerca de 240 milhões de metros cúbicos de areia, extraídos do próprio Mar do Norte e bombeados para dentro do perímetro do novo porto.

Esse processo exigiu rigor técnico elevado. A areia passou por controle de granulometria, deposição em camadas sucessivas, compactação hidráulica e monitoramento contínuo de recalques. Qualquer falha poderia comprometer grandes extensões do aterro.

Sistema de defesa costeira soma 11 quilômetros

Criar terra foi apenas parte do desafio. Para manter a nova área estável, a Maasvlakte 2 recebeu um contorno marítimo de aproximadamente 11 km, projetado para resistir a tempestades intensas, ondas de alta energia e à elevação do nível do mar ao longo de décadas.

O sistema combina dois tipos de proteção:

  • Defesa costeira “soft”, com praias artificiais e dunas, ao longo de cerca de 7,3 km
  • Defesa “hard”, composta por estruturas rígidas, em aproximadamente 3,5 km

Essa solução híbrida permite dissipar a energia das ondas de forma gradual, reduzindo o impacto direto sobre as estruturas rígidas.

Paredão marítimo consumiu 7 milhões de toneladas de rocha

A seção rígida da defesa costeira concentra alguns dos números mais expressivos do projeto. Para proteger apenas 3,5 km de costa, foram utilizadas cerca de 7 milhões de toneladas de rocha, além de 20 mil blocos de concreto projetados especificamente para dissipar a força das ondas.

Cada bloco, com várias toneladas, foi instalado com precisão milimétrica. O sistema inclui ainda cerca de 150 mil toneladas de argila, formando uma barreira multicamadas contra erosão e infiltrações.

Dragagem profunda prepara o porto para navios gigantes

A Maasvlakte 2 foi concebida para atender não apenas às demandas atuais, mas às futuras. Os acessos marítimos e bacias portuárias foram dragados até cerca de 20 metros abaixo do nível de referência holandês (NAP), profundidade suficiente para receber os maiores porta-contêineres do mundo sem restrições operacionais.

A dragagem envolveu escavações subaquáticas contínuas, controle rigoroso de taludes e gestão de sedimentos em ambiente marítimo aberto.

Quilômetros de cais e grande volume de concreto

Após a formação do aterro, o projeto avançou para a fase estrutural. Foram construídos cerca de 3,5 km de paredes de cais, consumindo aproximadamente 300 mil metros cúbicos de concreto.

Essas estruturas foram projetadas para suportar cargas extremas de guindastes, esforços de atracação e recalques diferenciais do solo ao longo do tempo, sem perda de desempenho estrutural.

Projeto incorporou o recalque como parte da solução

Ao contrário de obras convencionais, a Maasvlakte 2 partiu do princípio de que o solo iria se movimentar. O recalque do aterro foi previsto, calculado e incorporado ao dimensionamento das estruturas e ao cronograma do projeto.

Uma ampla rede de instrumentação geotécnica monitora continuamente o comportamento do solo, permitindo ajustes operacionais e estruturais ao longo da vida útil do porto.

Infraestrutura que redesenhou o mapa logístico europeu

Ao final, a Maasvlakte 2 representa um tipo extremo de engenharia pesada, em que o principal produto não é um edifício ou uma ponte, mas o próprio território. Um espaço que não existia foi criado, protegido por milhões de toneladas de rocha e sustentado por areia dragada, pronto para operar como uma das maiores plataformas logísticas do mundo.

Mais do que construir estruturas, o projeto literalmente inventou espaço, consolidando Rotterdam como um dos principais hubs portuários globais.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

Ler Mais
Internacional

Alemanha prende suspeitos por exportação ilegal de mercadorias à Rússia

As autoridades da Alemanha prenderam cinco pessoas acusadas de integrar um esquema de exportação ilegal de mercadorias para a Rússia, em descumprimento às sanções impostas pela União Europeia após a invasão da Ucrânia. A ação foi anunciada nesta segunda-feira (2) por procuradores federais alemães.

Prisões ocorreram no norte do país

De acordo com o Ministério Público Federal, as detenções foram realizadas por agentes alfandegários na cidade portuária de Lübeck, às margens do Mar Báltico, e no distrito vizinho de Lauenburg, ambos no norte da Alemanha.

Os suspeitos, identificados como cidadãos alemães, ucranianos e russos, foram presos com base em mandados expedidos pelo juiz de instrução do Tribunal Federal de Justiça.

Operação incluiu buscas em grandes cidades

Além das prisões, as autoridades realizaram buscas simultâneas em diversos pontos do país, incluindo Frankfurt am Main, principal centro financeiro alemão, e Nuremberg, no estado da Baviera.

Outras cinco pessoas também são investigadas por envolvimento no esquema, mas seguem foragidas, segundo os procuradores.

Empresa em Lübeck seria o centro do esquema

Um dos principais investigados, identificado como Nikita S., cidadão germano-russo, é apontado como o responsável por controlar uma empresa comercial sediada em Lübeck, considerada o núcleo da operação.

Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava empresas de fachada, destinatários fictícios dentro e fora da União Europeia e uma entidade russa para mascarar o envio das mercadorias.

Remessas teriam abastecido setor de defesa russo

As investigações indicam que agências estatais russas teriam orientado as operações de compra. Ao menos 24 empresas russas do setor de defesa, listadas em bolsa, são suspeitas de atuar como destinatárias finais das mercadorias.

As autoridades estimam que cerca de 16 mil remessas tenham sido organizadas desde fevereiro de 2022, com valor total de, no mínimo, 30 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente 187 milhões de reais.

Bens são bloqueados durante investigação

Como parte do processo, a Justiça alemã determinou o congelamento de bens em montante equivalente ao valor das transações investigadas.

Procurada, a embaixada da Rússia em Berlim não se manifestou até o momento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Christian Wiediger/Unsplash

Ler Mais
Internacional

Couro brasileiro marca presença na Itália na feira Lineapelle 2026

O couro brasileiro estará em destaque na Itália durante a 107ª edição da Lineapelle, considerada a principal feira internacional da indústria do couro. O evento acontece entre os dias 11 e 13 de fevereiro, em Milão, e contará com a participação de cinco curtumes do Brasil, todos com estandes individuais.

A presença nacional é viabilizada pelo projeto Brazilian Leather, uma iniciativa conjunta do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e da ApexBrasil, voltada à promoção das exportações brasileiras de couro em mercados estratégicos.

Empresas brasileiras apresentam tendências para o Verão 2027

Os curtumes Couro e Arte, Courovale, Curtume Bolzano, Fuga Couros e Nova Kaeru representam o Brasil na feira. As empresas levam a Milão desenvolvimentos exclusivos para as coleções de moda do Verão 2027, alinhados às diretrizes do comitê de tendências da Lineapelle.

Nesta edição, os expositores foram convidados a priorizar materiais naturais, autenticidade e uma forte experiência sensorial, características que ampliam o potencial criativo do couro e reforçam o posicionamento do produto brasileiro no mercado internacional.

Lineapelle reúne compradores globais e dita tendências

Reconhecida como lançadora de tendências e referência mundial para negócios, a Lineapelle costuma atrair um público altamente qualificado. Em fevereiro de 2025, o evento recebeu quase 25 mil visitantes, sendo 18,8 mil compradores, número que deve se repetir na edição de 2026.

A Itália ocupa papel estratégico no setor coureiro global, atuando como polo de pesquisa, inovação e design, além de ser a maior exportadora mundial de couros.

Itália amplia compras de couro brasileiro com maior valor agregado

No ranking de importadores de couro do Brasil, a Itália ocupa a terceira posição, atrás apenas de China e Hong Kong e dos Estados Unidos. Cerca de 45% do couro exportado ao mercado italiano é classificado como acabado ou semiacabado, produtos com maior valor agregado.

Para fortalecer ainda mais essa relação comercial, o Brazilian Leather promoverá ações de comunicação e marketing durante a Lineapelle, além de divulgar o Fórum CICB de Sustentabilidade, que será realizado em 4 de março, em Novo Hamburgo (RS), durante a Fimec.

Projeto fortalece imagem internacional do couro nacional

O Brazilian Leather atua na consolidação do couro brasileiro nos principais mercados globais, incentivando a participação em feiras internacionais, promovendo missões empresariais e aproximando fornecedores nacionais de compradores estrangeiros.

Já o CICB, fundado em 1957, representa a indústria coureira brasileira e tem a sustentabilidade como eixo central de atuação, com projetos voltados à tecnologia, qualificação profissional, rastreabilidade, promoção comercial e fortalecimento da imagem do setor.

FONTE: Brazilian Leather
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazilian Leather

Ler Mais
Internacional

Captura de Maduro completa um mês e redefine cenário político e econômico da Venezuela

A captura de Nicolás Maduro completou um mês nesta semana e desencadeou uma série de mudanças profundas na Venezuela, tanto no campo político quanto no econômico. A operação teve início na madrugada de 3 de janeiro, quando bombardeios em Caracas e em cidades próximas atingiram instalações estratégicas do regime chavista.

Entre os alvos estavam o quartel Fuerte Tiuna e a Base Aérea La Carlota, atacados simultaneamente por volta das duas da manhã, no horário local. Horas depois, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente a operação e a prisão do líder venezuelano.

Maduro é levado aos EUA e responde a acusações criminais

Preso junto com a esposa, Cilia Flores, Maduro foi retirado da capital venezuelana e levado para Nova York, onde compareceu a um tribunal dois dias depois. Ele responde a acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas, tráfico de armas e conspiração. Ambos negaram as acusações.

Ainda no mesmo dia da apresentação à Justiça americana, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina da Venezuela, iniciando um novo capítulo na condução do país.

Relação com os EUA e petróleo no centro das decisões

Desde então, a atuação dos Estados Unidos passou a influenciar diretamente os rumos da política venezuelana. Trump fez reiteradas declarações sugerindo controle sobre o governo venezuelano e, principalmente, sobre o petróleo, principal ativo econômico do país.

Poucos dias após a captura de Maduro, a Venezuela retomou o envio de petróleo aos EUA e anunciou a reforma da Lei de Hidrocarbonetos, com o objetivo de ampliar a presença de empresas estrangeiras no setor energético.

Antes da mudança, companhias internacionais só podiam atuar por meio de joint ventures com a PDVSA, estatal que detinha o controle da produção e da comercialização. Com a nova legislação, empresas passam a poder explorar petróleo por conta própria, assumindo riscos e investimentos.

Reaproximação diplomática e presença americana em Caracas

Outro sinal de mudança foi o anúncio da reabertura da embaixada dos EUA em Caracas, fechada desde 2019. Washington também nomeou uma nova representante diplomática para a Venezuela, Laura Dogu.

Delcy Rodríguez se reuniu, ainda em janeiro, com o diretor da CIA, John Ratcliffe, e, já neste início de fevereiro, encontrou-se com Dogu, reforçando o novo canal de diálogo entre os dois países.

Liberação de presos políticos e proposta de anistia

No campo dos direitos políticos, uma das mudanças mais relevantes foi a libertação de presos políticos, iniciada em 8 de janeiro. Segundo a ONG Foro Penal, 344 pessoas foram soltas até o momento. O governo chavista interino fala em mais de 600 libertados, mas sem divulgar lista oficial.

Além disso, Delcy Rodríguez encaminhou ao Legislativo venezuelano um projeto de anistia geral para presos por motivos políticos. Ainda de acordo com o Foro Penal, 678 presos políticos permanecem detidos no país, incluindo 58 estrangeiros.

Linha do tempo dos principais acontecimentos

Desde 3 de janeiro, uma sequência acelerada de eventos marcou a transição venezuelana, incluindo declarações públicas de Trump sobre o controle do país, retomada da exportação de petróleo, libertação progressiva de presos, aprovação legislativa da abertura do setor energético e o anúncio do fechamento do presídio El Helicoide, símbolo de denúncias de tortura.

O processo também incluiu avanços diplomáticos, como o restabelecimento gradual das relações com os Estados Unidos, a retomada de voos comerciais e a chegada de combustíveis norte-americanos ao território venezuelano.

Novo cenário ainda gera incertezas

Um mês após a captura de Maduro, a Venezuela vive um período de transição acelerada, marcado por abertura econômica, rearranjos institucionais e forte influência externa. Apesar dos avanços, permanecem dúvidas sobre a consolidação do novo governo, a efetiva libertação de todos os presos políticos e os impactos de longo prazo da abertura do setor petrolífero.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: XNY/Star Max/GC Images

Ler Mais
Internacional

Especulação chinesa impulsiona alta e antecede colapso do ouro e da prata

O mercado global de metais preciosos passou por um dos episódios mais extremos de sua história recente após uma onda de especulação financeira concentrada na China. Em menos de 20 horas, a prata caiu cerca de US$ 40 por onça, movimento equivalente a patamares que o metal só havia alcançado em raros momentos ao longo de décadas. O ouro, tradicional símbolo de estabilidade, também sofreu um tombo expressivo, reforçando a percepção de que o rali havia se desconectado dos fundamentos.

Durante semanas, traders de todo o mundo acompanharam, quase sem dormir, a disparada de preços que atingiu não apenas ouro e prata, mas também cobre e estanho. O movimento foi alimentado por um forte fluxo de capital especulativo vindo do mercado chinês, que impulsionou as cotações a níveis recordes antes de uma reversão abrupta.

Quedas recordes surpreendem operadores globais

A reversão ocorreu de forma violenta. A prata recuou 26% em um único dia, a maior queda já registrada, enquanto o ouro perdeu cerca de 9%, no pior desempenho diário em mais de dez anos. O cobre, que havia ultrapassado US$ 14.500 por tonelada, devolveu rapidamente os ganhos.

“Foi o movimento mais extremo que já presenciei”, afirmou Dominik Sperzel, chefe de trading da Heraeus Precious Metals, uma das maiores refinadoras do setor. Segundo ele, oscilações desse porte desafiam a própria ideia de estabilidade associada ao ouro.

Gatilho imediato expôs fragilidade do rali

O estopim para o colapso foi a notícia de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pretendia indicar Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, o que fortaleceu o dólar e pressionou os preços das commodities. Ainda assim, analistas alertavam havia semanas que os mercados estavam excessivamente esticados após uma sequência quase ininterrupta de altas.

A velocidade e a magnitude da correção chamaram atenção até mesmo em um mercado profundo e líquido como o do ouro. Operadores na Europa e nos Estados Unidos passaram a acompanhar intensamente o pregão asiático, onde os movimentos mais agudos se concentraram.

Compras chinesas aceleraram a escalada

A valorização do ouro vinha sendo construída há anos, impulsionada por bancos centrais que ampliaram reservas como alternativa ao dólar. Esse movimento ganhou força adicional quando investidores ocidentais aderiram à chamada tese de desvalorização monetária.

Nas últimas semanas, porém, a alta ganhou contornos mais extremos com a entrada maciça de especuladores chineses, desde investidores individuais até grandes fundos, que passaram a apostar fortemente em commodities. Consultores de trading que seguem tendências também ampliaram posições, intensificando o efeito manada.

“Nesse ponto, já não era mais uma operação baseada em fundamentos, mas sim em momentum”, avaliou Jay Hatfield, diretor de investimentos da Infrastructure Capital Advisors.

Prata concentrou os movimentos mais intensos

Os efeitos foram particularmente severos na prata, um mercado menor e mais suscetível a fluxos especulativos. A oferta anual do metal é avaliada em cerca de US$ 98 bilhões, muito abaixo do mercado de ouro, estimado em US$ 787 bilhões.

Na sexta-feira, o iShares Silver Trust (SLV) movimentou mais de US$ 40 bilhões, tornando-se um dos ativos mais negociados do mundo naquele dia. Poucos meses antes, o volume raramente superava US$ 2 bilhões.

Opções e efeito “squeeze” amplificaram a volatilidade

A negociação de opções, cada vez mais popular entre investidores de varejo, também contribuiu para o excesso de volatilidade. Em fóruns online, apostas em altas rápidas da prata exibiam retornos potenciais superiores a 1.000%, alimentando o apetite especulativo.

O grande volume de opções de compra criou as condições para um “squeeze”, forçando dealers a comprar o ativo subjacente para fazer hedge à medida que os preços subiam. Esse mecanismo ajudou a explicar tanto a escalada acelerada quanto o colapso subsequente.

Dólar mais forte e realização de lucros mudaram o jogo

Após novos recordes — com o ouro atingindo US$ 5.595 por onça e a prata superando US$ 121 —, o fortalecimento do dólar e a realização de lucros por investidores chineses inverteram o fluxo. Diferentemente de sessões anteriores, quando o pregão asiático sustentava a alta, desta vez a China passou a vender.

“A China realizou lucros, e agora o mercado global sente o impacto”, resumiu Alexander Campbell, ex-chefe de commodities da Bridgewater Associates.

China segue no centro das atenções

O comportamento do mercado nos próximos dias deve, mais uma vez, depender da demanda chinesa. Investidores acompanham atentamente a abertura das bolsas em Xangai para avaliar se haverá retomada das compras ou continuidade da correção.

Apesar da queda, não há sinais de pânico no varejo. Em Shuibei, importante centro de negociação de metais preciosos, a escassez de prata diminuiu, mas os preços ainda operam com prêmio em relação aos contratos de bolsa.

Bancos chineses reforçam controles de risco

Diante da volatilidade, grandes bancos chineses anunciaram novas medidas para conter riscos. O China Construction Bank elevou o valor mínimo de depósitos, enquanto o Industrial and Commercial Bank of China adotou limites de cotas para produtos de poupança em ouro durante os feriados.

Segundo operadores locais, o ouro segue encontrando compradores que aproveitam a correção antes do Ano Novo Lunar, enquanto a prata enfrenta maior cautela por parte dos investidores.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Akos Stiller

Ler Mais
Internacional

Pequim e Londres reforçam parceria econômica com pacote de investimentos e diálogo estratégico

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente chinês, Xi Jinping, celebraram nesta quinta-feira a retomada do diálogo estratégico entre Reino Unido e China, destacando acordos que incluem um significativo investimento da AstraZeneca. Segundo os líderes, o pacote econômico beneficiará ambos os países e marca uma nova fase nas relações bilaterais.

A cúpula ocorreu no Grande Salão do Povo, durante a visita de quatro dias de Starmer à China — a primeira de um primeiro-ministro britânico em oito anos. A reunião formal e o almoço duraram cerca de três horas, e os dois líderes discutiram não apenas cooperação econômica, mas também segurança internacional, a guerra da Rússia na Ucrânia, direitos humanos, futebol e Shakespeare.

Investimento da AstraZeneca fortalece cooperação

Starmer apresentou um plano da AstraZeneca para investir US$ 15 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos na China, mostrando como a parceria econômica pode gerar benefícios mútuos.

O primeiro-ministro britânico enfatizou que laços mais estreitos permitirão ao Reino Unido manter um diálogo franco em áreas de desacordo, reforçando a importância de uma relação madura e estratégica.

“A China é um ator vital no cenário global, e é fundamental que construamos uma relação mais sofisticada, na qual possamos identificar oportunidades de colaboração, mas também permitir um diálogo significativo sobre áreas em que discordamos”, disse Starmer.

Xi Jinping, por sua vez, destacou que as relações passaram por “reviravoltas” que não beneficiaram nenhum dos lados e reafirmou a disposição da China em desenvolver uma parceria de longo prazo com o Reino Unido.

“Podemos alcançar um resultado que resista ao teste da história”, afirmou Xi, acompanhado de seus principais ministros.

Contexto internacional e avanços comerciais

A visita de Starmer acontece em meio a tensões comerciais provocadas pelas políticas do ex-presidente Donald Trump, incluindo ameaças de tarifas e disputas territoriais. Nesse contexto, outros líderes ocidentais, como o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, também buscaram estreitar laços econômicos com Pequim para reduzir barreiras comerciais.

Durante a viagem, Starmer anunciou avanços em negociações para reduzir tarifas sobre uísque britânico e um novo acordo de isenção de visto para turistas do Reino Unido que permaneçam na China por até 30 dias.

O líder britânico afirmou que a relação bilateral atravessa “um bom momento” e está acompanhado por mais de 50 líderes empresariais, reforçando a dimensão econômica da visita.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carl Court/Pool via REUTERS

Ler Mais
Internacional

China inaugura sistema de amarração de navios por vácuo e reduz tempo de atracação

A China deu um passo importante na modernização da infraestrutura portuária ao inaugurar o primeiro sistema de amarração de navios por vácuo do país. A novidade entrou em operação no Porto de Qingdao em 1º de janeiro de 2026 e permite que embarcações de grande porte sejam fixadas ao cais em cerca de 30 segundos, sem o uso de cabos ou necessidade de intervenção manual.

Antes da adoção da tecnologia, o processo de amarração era realizado por trabalhadores e levava entre 20 e 30 minutos, além de envolver riscos operacionais associados ao manuseio de cabos pesados.

Teste inicial com porta-contêineres de grande porte

A estreia do sistema ocorreu durante a atracação do porta-contêineres MSC Saudi Arabia, embarcação com 366 metros de comprimento. O modelo utiliza 13 unidades de sucção a vácuo instaladas ao longo do cais, capazes de exercer aproximadamente 2.600 quilonewtons de força.

Segundo a administração do porto, o mecanismo “atrai” o navio para o cais e mantém a embarcação estável mesmo em condições adversas, como ventos fortes e correntes marítimas.

Ganhos operacionais, segurança e redução de emissões

A gestão do Porto de Qingdao estima que o novo sistema possa gerar uma economia superior a 200 horas operacionais por ano em cada cais, possibilitando o aumento do número de escalas sem necessidade de ampliação da estrutura existente.

Além da eficiência logística, a amarração por vácuo traz avanços significativos em segurança no trabalho, ao retirar os profissionais da área de risco anteriormente ocupada por cabos tensionados. Outro benefício destacado é a redução de emissões, já que a rapidez na atracação permite o desligamento mais ágil dos motores auxiliares dos navios.

Veja o vídeo:

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM E VÍDEO: WeChat/Shandong-Port/Times Brasil/CNBC

Ler Mais
Internacional

Evento na Suíça fortalece Santa Catarina como plataforma internacional de inovação e negócios

O SC Day em Berna consolidou Santa Catarina como um ambiente confiável para cooperação tecnológica, atração de investimentos e internacionalização de empresas. A avaliação compartilhada por autoridades suíças, lideranças empresariais e representantes do governo catarinense indica que o encontro avançou da apresentação institucional para a construção de relações comerciais e técnicas com potencial de desdobramentos concretos no curto e médio prazo.

A vice-governadora Marilisa Boehm destacou que a missão teve como foco gerar oportunidades concretas de negócios e investimentos. “Santa Catarina tem uma história conectada à Suíça e uma vocação clara para inovação, tecnologia e empreendedorismo. E a pedido do governador Jorginho Mello, estamos aqui para apresentar o nosso estado, abrir mercados para os empresários catarinenses e, ao mesmo tempo, atrair investidores suíços interessados em crescer junto conosco”, ressaltou.

A avaliação positiva foi compartilhada pelo setor produtivo. Para Luiz Gonzaga Coelho, representante da FIESC, o SC Day consolida um processo iniciado em Santa Catarina e posiciona o estado como uma porta de entrada estratégica para o mercado latino-americano. “Essa troca é extremamente importante para o desenvolvimento econômico do nosso estado”, avaliou.

Cantão de Berna retribui visita a Santa Catarina em Março

Para o diretor da Bern Invest, Jean-Philippe Devaux, o evento representou um marco na relação entre Santa Catarina e o Cantão de Berna, construída ao longo de mais de uma década. Segundo ele, a primeira visita oficial da vice-governadora catarinense ao Cantão, após a assinatura do memorando de entendimento em 2024, aprofundou a cooperação entre os ecossistemas de inovação.

“A jornada foi muito produtiva. Visitamos ambientes de inovação, conhecemos avanços em áreas como smart manufacturing, saúde e reciclagem de baterias. Ficamos impressionados com a qualificação das apresentações da delegação catarinense e confiantes no desenvolvimento de colaborações frutíferas”, afirmou. 

Devaux também confirmou a organização de uma missão empresarial suíça a Santa Catarina no início de março.

Empresa catarinense anuncia centro de P&D no país

O CEO da Nanovetores, Ricardo Ramos, destacou o potencial de expansão internacional a partir da cooperação com a Suíça. A empresa catarinense, sediada no Sapiens Parque, é especializada em nanotecnologia aplicada aos setores cosmético, farmacêutico e veterinário, desenvolvendo sistemas avançados de liberação de ativos. Durante o SC Day, a Nanovetores anunciou a abertura de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na Suíça. “Foi uma tarde de muitas trocas e oportunidades reais para levar produtos brasileiros a novos mercados, agregando valor e reputação”, afirmou.

Já Dieter Borget, CEO da Q-Assist e representante do Instituto Nexus de Inteligência Artificial, ressaltou o contato com um dos ecossistemas mais avançados do mundo. “O Swiss Innovation Park é um ambiente riquíssimo em manufatura avançada, robótica cognitiva e saúde. A Suíça lidera há mais de duas décadas o ranking global de inovação e está muito aberta a parcerias com Santa Catarina”, declarou.

Elo com a Europa

Encerrando a avaliação da missão, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o SC Day cumpriu seu principal objetivo estratégico. “Apresentamos Santa Catarina como um estado aberto ao mundo, preparado para receber investimentos, tecnologia e parcerias. Saímos de Berna com conexões fortalecidas e perspectivas reais de negócios, reforçando Santa Catarina como um elo entre a Europa e a América do Sul”, concluiu.

Agenda de quarta-feira

Nesta quarta-feira, 28, a delegação catarinense visitou a Fritz Studer AG, empresa suíça de referência internacional em máquinas-ferramenta de alta precisão, reconhecida pelo foco em inovação e engenharia de excelência. À tarde, a convite da Bern Invest, a comitiva participou de programação institucional no Monte Stockhorn, voltada ao relacionamento e ao aprofundamento do diálogo entre autoridades e empresários. A missão ao Cantão de Berna vai até esta quinta-feira, 29, quando a vice-governadora retorna a Santa Catarina.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Berna Invest / Divulgação

Ler Mais
Economia, Internacional

Trump minimiza queda do dólar e diz que moeda “está indo muito bem”

O dólar intensificou sua desvalorização nesta terça-feira (27) e registrou a maior queda diária desde abril de 2025. O movimento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não vê excesso de enfraquecimento da moeda americana, mesmo com o câmbio atingindo o nível mais baixo em quase quatro anos.

Questionado por jornalistas em Iowa sobre a trajetória da moeda, Trump foi direto. Disse que o dólar “está ótimo” e destacou que os acordos comerciais firmados pelo país reforçam essa avaliação. Segundo ele, a moeda deve encontrar seu próprio patamar, o que classificou como algo “justo”.

Mercado reage e dólar cai frente a principais moedas

As declarações adicionaram pressão a um cenário já negativo para a moeda americana. Após os comentários do presidente, o Bloomberg Dollar Spot Index aprofundou as perdas e chegou a recuar até 1,2%, refletindo a desvalorização do dólar frente a todas as principais moedas globais.

O desempenho marca o pior momento da moeda desde o período de forte turbulência provocado, em abril, pelo anúncio de tarifas comerciais que abalou os mercados internacionais e levantou dúvidas sobre a previsibilidade da política econômica dos Estados Unidos.

Iene forte e política externa aumentam volatilidade

Parte da fraqueza do dólar está associada à recuperação do iene, que ganhou força desde a semana passada. Investidores passaram a considerar uma possível intervenção das autoridades japonesas para sustentar a moeda local, o que impactou diretamente o mercado cambial.

Além disso, a condução considerada errática da política externa americana tem pesado no sentimento dos investidores. Propostas controversas, como a ameaça de assumir o controle da Groenlândia, causaram desconforto entre aliados europeus e reacenderam especulações sobre a venda de ativos dos EUA, incluindo cerca de US$ 10 trilhões em Treasuries.

Pressão sobre o Fed e risco fiscal afetam confiança

Analistas também apontam outros fatores que contribuem para a desvalorização do dólar, como a pressão política sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, o aumento do endividamento público e as incertezas fiscais de longo prazo. A crescente polarização política nos Estados Unidos reforça o clima de cautela entre investidores estrangeiros.

Esse cenário chama atenção porque a queda da moeda ocorre mesmo com a alta dos rendimentos dos títulos públicos americanos e com a expectativa de que o Fed interrompa o ciclo de cortes de juros após a reunião de quarta-feira (28), fatores que normalmente favoreceriam o dólar.

Dólar mais fraco pode favorecer exportações dos EUA

Apesar da reação negativa dos mercados, um dólar mais fraco pode ser visto com bons olhos pelo governo Trump. A desvalorização tende a tornar os produtos americanos mais competitivos no exterior, o que poderia ajudar a reduzir o déficit comercial do país.

Na mesma terça-feira, Trump afirmou que teria capacidade de influenciar diretamente a cotação da moeda, dizendo que poderia fazê-la “subir ou cair como um ioiô”. Em seguida, ponderou que esse tipo de intervenção seria indesejável e criticou países asiáticos por, segundo ele, buscarem desvalorizar artificialmente suas moedas.

Críticas à China e ao Japão

O presidente voltou a citar China e Japão, afirmando que historicamente ambos tentaram enfraquecer o iene e o yuan para ganhar competitividade. Segundo Trump, essa prática tornaria a concorrência desleal para os Estados Unidos, embora ele tenha ressaltado que agora defende que o dólar encontre seu valor de forma natural.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paul Yeung/Bloomberg

Ler Mais
Internacional

China alcança recorde histórico na produção de grãos e supera 714 milhões de toneladas

A China registrou em 2025 a maior produção de grãos de sua história, alcançando 714,9 milhões de toneladas, segundo dados oficiais divulgados pelo governo. O volume representa um crescimento de 8,4 milhões de toneladas em relação ao ano anterior e consolida o país acima do patamar de 700 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo.

Safra cresce apesar de desafios climáticos

De acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, o desempenho foi alcançado mesmo diante de condições climáticas adversas, como secas, enchentes e períodos prolongados de chuvas em diferentes regiões do país. A resiliência da produção reforça a estratégia chinesa de fortalecer a segurança alimentar.

Colheitas de outono impulsionam crescimento

O vice-ministro da Agricultura, Zhang Xingwang, afirmou que as colheitas de outono foram responsáveis por mais de 90% da expansão anual. O crescimento da produção se concentrou principalmente nas províncias do nordeste da China, além da Mongólia Interior e de Xinjiang, que juntas responderam por cerca de 70% do avanço nacional.

Entre as culturas, o milho teve papel decisivo, contribuindo com aproximadamente 75% do aumento total da produção de grãos.

Soja e carnes mantêm trajetória de alta

No segmento de oleaginosas, a soja alcançou 20,91 milhões de toneladas, permanecendo acima da marca de 20 milhões pelo quarto ano consecutivo. Já a produção total de proteínas animais — incluindo carnes suína, bovina, ovina e de aves — avançou 4,2%, somando 100,72 milhões de toneladas.

Tecnologia impulsiona produtividade no campo

O governo chinês atribui parte relevante do desempenho ao avanço da tecnologia agrícola. A taxa de mecanização do plantio e da colheita chegou a 76,7%, enquanto a frota de drones agrícolas ultrapassou 300 mil unidades, cobrindo aproximadamente 30 milhões de hectares.

Esse progresso também se refletiu na renda rural, com aumento real de 6% no rendimento disponível per capita da população do campo.

Reformas agrárias estão no radar do governo

Para os próximos anos, o Ministério da Agricultura anunciou a aceleração de reformas estruturais, incluindo a ampliação de programas-piloto que estendem os contratos de terras rurais por mais 30 anos, medida considerada estratégica para dar previsibilidade aos produtores e sustentar o crescimento do setor.

FONTE: Agro Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook