Internacional

Meta de crescimento da China fica entre 4,5% e 5% em meio a desafios econômicos

A meta de crescimento da China para 2026 foi definida entre 4,5% e 5%, segundo anúncio feito nesta quinta-feira (5) durante a abertura da sessão anual da Assembleia Nacional Popular (ANP). O objetivo sinaliza cautela do governo chinês diante de um cenário marcado por crise no setor imobiliário, riscos geopolíticos e incertezas no comércio internacional.

O anúncio foi realizado pelo primeiro-ministro Li Qiang ao apresentar o relatório anual de trabalho do governo ao principal órgão legislativo do país.

Governo adota meta flexível para a economia chinesa

No documento apresentado à Assembleia, o governo estabelece que a economia chinesa deverá crescer dentro do intervalo de 4,5% a 5% ao longo do ano. A estratégia busca oferecer maior flexibilidade para ajustes nas políticas econômicas da China conforme a evolução do cenário global e doméstico.

O relatório ressalta que, apesar dos avanços recentes, o país ainda enfrenta obstáculos relevantes.

“Embora reconheçamos nossas conquistas, também temos plena consciência das dificuldades e desafios que estão diante de nós”, afirma o texto.

Nos últimos três anos, Pequim vinha estabelecendo metas de crescimento em torno de 5%. Em 2025, a economia chinesa alcançou exatamente esse ritmo de expansão.

Crise imobiliária e riscos globais pressionam economia

Entre os fatores que influenciam a nova meta está a prolongada crise do setor imobiliário na China, que tem impactado investimentos e confiança no mercado interno.

O relatório também alerta para um cenário internacional mais instável. O governo destacou o aumento de tensões geopolíticas e afirmou que o comércio global e o livre comércio enfrentam fortes ameaças.

As exportações chinesas para os Estados Unidos foram afetadas por tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, embora o país tenha ampliado vendas para outros mercados internacionais.

Demanda interna ainda é desafio

No plano doméstico, o governo reconhece um desequilíbrio entre forte capacidade de oferta e demanda interna ainda fraca. O relatório também aponta a necessidade de acelerar a transição para novos motores de crescimento econômico, reduzindo a dependência de setores tradicionais.

Segundo o documento, as metas foram definidas considerando a necessidade de realizar reformas estruturais, controlar riscos e avançar nas transformações econômicas previstas para os próximos anos.

Assembleia Nacional Popular define prioridades até 2030

A sessão anual da Assembleia Nacional Popular, que reúne cerca de 3 mil delegados, é considerada o principal evento político do calendário chinês.

Durante o encontro, os legisladores também devem aprovar um novo plano quinquenal, que estabelecerá as prioridades econômicas e políticas da China até 2030.

Entre os objetivos estão o fortalecimento da economia doméstica e o avanço da estratégia do presidente Xi Jinping de posicionar o país como líder global em tecnologia e inovação.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Internacional

Israel realiza ataque aéreo em Teerã e líder do Hezbollah é morto no Líbano

As Forças Armadas de Israel realizaram, nesta quinta-feira (5), um novo ataque aéreo contra Teerã, capital do Irã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já chega ao sexto dia. Paralelamente, o governo israelense anunciou a morte de um dos líderes do Hezbollah, grupo xiita que atua no Líbano.

De acordo com o comando militar israelense, a operação contra a capital iraniana mobilizou cerca de 90 caças da Força Aérea de Israel, que teriam atingido estruturas ligadas ao aparato de repressão interna do regime iraniano. A ofensiva também teria resultado em avanços militares israelenses em território libanês.

Irã acusa Israel de atacar civis

Autoridades da República Islâmica do Irã afirmaram que Israel tem realizado ataques deliberados contra alvos civis, em um momento em que o governo israelense não demonstra intenção de suspender as operações militares.

Segundo comunicado divulgado por Teerã, o bombardeio desta quinta-feira representou a 12ª onda de ataques contra a capital iraniana desde o início da escalada militar.

Cerca de 40 alvos foram atingidos

O relatório militar iraniano indica que aproximadamente 40 alvos estratégicos foram atingidos durante a ofensiva, incluindo o quartel-general de uma unidade especial responsável pela coordenação das forças de segurança interna do regime.

Ainda conforme o comunicado, cerca de 200 munições foram lançadas durante a operação.

O quartel-general atacado teria a função de coordenar unidades especiais ligadas ao aparato militar do país na província de Teerã, além de atuar na direção das Forças Armadas iranianas. Entre os alvos também estariam estruturas associadas à Guarda Revolucionária do Irã e à Basij, milícia ligada ao regime conhecida por atuar na repressão a opositores e dissidentes.

Israel e EUA reforçam discurso de continuidade da guerra

A intensificação das ações militares ocorre em um cenário de coordenação estratégica entre Israel e Estados Unidos. Autoridades dos dois países vêm aumentando o tom das declarações sobre o andamento da guerra.

Após conversa com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou ter recebido do aliado americano a recomendação de manter as operações militares “até o fim ”.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Contributor/Getty Images

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Internacional

Trump anuncia escolta da Marinha dos EUA a petroleiros no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que a Marinha dos EUA irá escoltar petroleiros e navios comerciais que atravessarem o Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio anunciado pelo Guarda Revolucionária do Irã.

A decisão ocorre após o Irã declarar o fechamento da rota marítima na segunda-feira (2) e ameaçar atacar embarcações que desrespeitarem a determinação.

Seguro contra riscos e garantias ao comércio marítimo

Trump também informou que determinou à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) a oferta de seguro contra riscos políticos e garantias de segurança financeira para operações comerciais no Golfo Pérsico.

Em publicação na rede Truth Social, o presidente declarou que os Estados Unidos assegurarão o livre fluxo de energia global, independentemente do cenário. Segundo ele, novas medidas poderão ser adotadas.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o comércio internacional, já que cerca de 20% de todo o petróleo mundial transportado por via marítima passa pela região, além de volumes expressivos de gás natural.

Conflito pressiona mercado de petróleo e gás

A escalada do conflito no Oriente Médio elevou a tensão nos mercados de energia. O risco à produção e exportação de hidrocarbonetos impulsionou os preços do petróleo e do gás natural.

O barril do tipo Brent crude encerrou o dia com alta de 4,71%, cotado a US$ 81,40, após superar momentaneamente a marca de US$ 85 — patamar não visto desde julho de 2024.

Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, fechou a sessão a US$ 74,56, com avanço de 4,67%.

Catar suspende produção após ataque

O Catar anunciou a suspensão da fabricação de produtos como polímeros, metanol e alumínio, após interromper a produção de gás natural liquefeito (GNL). A decisão foi tomada depois de um ataque iraniano atingir instalações energéticas no país.

O cenário amplia as preocupações sobre o abastecimento global de energia e reforça a instabilidade na região.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Saul Loeb/AFP

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Internacional

Emirados Árabes abrem corredores aéreos seguros para voos de evacuação em meio à crise no Oriente Médio

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a criação de corredores aéreos seguros com países vizinhos para garantir voos de evacuação e facilitar tanto o retorno de cidadãos quanto a saída de turistas diante da escalada de tensão no Oriente Médio.

A medida foi confirmada pelo ministro da Economia e Turismo, Abdulla bin Touq Al Marri, nesta terça-feira (3). Segundo ele, o país tem capacidade para operar até 48 voos de emergência por hora, número que pode ser ampliado gradualmente conforme avaliações de segurança.

Na primeira fase do plano, iniciada no domingo (1º), mais de 17 mil passageiros deixaram o território emiradense em 60 voos. A etapa seguinte prevê a realização de mais de 80 voos diários, com potencial para transportar mais de 27 mil pessoas.

Escalada militar intensifica tensão regional

A decisão ocorre após o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

No sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos iranianos, em meio a impasses relacionados ao programa nuclear iraniano. Em resposta, o regime iraniano passou a retaliar países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A mídia estatal iraniana informou no domingo que o líder supremo do país, Ali Khamenei, teria sido morto durante os bombardeios conduzidos por forças norte-americanas e israelenses.

Ameaças de retaliação e declarações oficiais

Após o anúncio da morte de Khamenei, Teerã declarou que poderá lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a retaliação contra Israel e Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.

Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump advertiu o Irã contra novas ações militares. Segundo ele, qualquer ofensiva resultará em uma resposta “com força nunca antes vista”.

Trump já havia declarado anteriormente que os ataques contra o Irã continuarão de forma “ininterrupta” pelo tempo considerado necessário para alcançar o objetivo de garantir paz no Oriente Médio e no mundo.

O cenário mantém a região sob forte instabilidade, com reflexos diretos na aviação internacional e em planos emergenciais de retirada de civis.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Licitação da VNT enfrenta denúncias, rumores e tensão política na Argentina

A licitação para o dragado e balizamento da Vía Navegable Troncal (VNT), principal corredor de exportações da Argentina, entrou em uma fase decisiva marcada por tensões políticas, ações judiciais e especulações entre empresas interessadas em um contrato estratégico que pode durar até 30 anos.

Empresas e interesse estratégico

Com a divulgação das empresas participantes, surgiram rumores sobre alianças, possíveis desistências e acordos entre competidores. Entre os candidatos estão as belgas Jan de Nul e DEME (Dredging, Environmental and Marine Engineering NV), além da brasileira DTA Engenharia. Para o governo argentino, a apresentação dessas propostas foi interpretada como um passo positivo para a continuidade da licitação de uma infraestrutura fundamental para o comércio exterior.

A VNT concentra cerca de 80% das exportações agroindustriais do país, tornando seu manutenção e dragagem essenciais para garantir a competitividade logística. Por isso, tanto o setor privado quanto atores políticos e sindicais ligados ao sistema portuário acompanham de perto cada etapa do processo.

Judicialização e questionamentos técnicos

O avanço administrativo, no entanto, foi interrompido por uma crescente judicialização. Poucas horas antes do anúncio das empresas participantes, o presidente do Conselho Portuário Argentino, José María Lojo, apresentou denúncia penal contra o presidente Javier Milei, o ministro da Economia Luis Caputo e o chefe da Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPyN), Iñaki Arreseigor. A ação judicial questiona possíveis irregularidades técnicas e administrativas nos documentos da licitação.

O cenário ganhou reforço parlamentar. O deputado Jorge Taiana, com apoio de outros legisladores, solicitou ao Poder Executivo informações detalhadas sobre aspectos econômicos, ambientais, técnicos e de concorrência da licitação, buscando garantir transparência e competição efetiva no processo.

Especulações empresariais

O setor empresarial também tem sido palco de especulações. A ausência de empresas estadunidenses chamou atenção, embora rumores indiquem possível apoio indireto a DEME por meio de uma parceria com a americana Great Lakes Dredge & Dock Company, incluindo eventual suporte institucional da embaixada dos EUA.

A DEME não respondeu questionamentos sobre acordos estratégicos. Caso a parceria se confirme, analistas apontam que isso poderia alterar o equilíbrio competitivo, prejudicando as chances da Jan de Nul, veterana da hidrovía e apontada como favorita para continuar à frente do serviço.

Rumores também atingiram a brasileira DTA Engenharia, sugerindo desistência ou alianças com concorrentes. A empresa, porém, negou veementemente essas informações e reafirmou seu compromisso:

“As informações sobre uma possível desistência da DTA na licitação da Hidrovía Paraná-Paraguay não são corretas. DTA está plenamente ativa e competitiva no processo. Atualmente, dois diretores e o CEO da empresa estão na Argentina, demonstrando total comprometimento e confiança na proposta.”

Impacto econômico e estratégico

A incerteza em torno da licitação reflete a importância econômica e estratégica do contrato. A concessão definirá a empresa responsável pela manutenção da hidrovía, crucial para cerca de 80% das exportações argentinas, impactando diretamente os custos logísticos do setor agroindustrial e a inserção internacional do país.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Internacional

MSC declara fim de viagem para cargas destinadas ao Golfo Árabe devido à situação no Oriente Médio

A MSC anunciou que, diante da instabilidade atual no Oriente Médio, será necessário declarar Fim de Viagem para todas as cargas sob sua responsabilidade, tanto em portos quanto em alto-mar, com destino a portos no Golfo Árabe.

Medida também afeta contêineres vazios

A determinação inclui todos os contêineres vazios que já foram liberados para carregamento e tinham como destino a região.

Redirecionamento e custos adicionais

As cargas em trânsito serão desviadas para o próximo porto seguro disponível. Nesse local, a mercadoria será descarregada e ficará à disposição dos clientes para retirada ou entrega local.

Um sobretaxa obrigatória de US$ 800 por contêiner será aplicada a todas as remessas afetadas, para cobrir custos do desvio. Além disso, todas as despesas relacionadas ao descarregamento — incluindo manuseio, armazenamento e taxas adicionais — serão de responsabilidade exclusiva do cliente, conforme os termos do MSC Sea Waybill / Bill of Lading, especialmente a Cláusula 13 sobre circunstâncias especiais.

Alternativas de transporte

Caso o cliente deseje enviar a carga para outro destino, será necessário reservar uma nova viagem através dos canais oficiais da MSC.

Contato e orientações

A empresa solicita que os clientes entrem em contato com o escritório local da MSC para obter detalhes sobre o porto de destino designado e confirmar as instruções de retirada local da carga.

A MSC reforça que a decisão foi tomada em função de circunstâncias excepcionais fora de seu controle e agradece a compreensão e cooperação de seus clientes neste período.

Para mais informações ou suporte, os clientes podem contatar qualquer representante da MSC na sua rede global de mais de 675 escritórios.

FONTE: MSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Globo

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Internacional

China pede fim imediato das operações militares no Irã e reforça defesa da paz no Oriente Médio

A China solicitou nesta quarta-feira a interrupção imediata das operações militares no Irã, reforçando a necessidade de conter a escalada de tensões na região e retomar o diálogo diplomático para preservar a paz e a estabilidade no Oriente Médio.

Posicionamento oficial de Pequim

Lou Qinjian, porta-voz da quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, afirmou em coletiva de imprensa que a China seguirá atuando como um país responsável, acompanhando de perto os desdobramentos no Irã e defendendo a retomada de negociações pacíficas.

Segundo Lou, a soberania, segurança e integridade territorial do Irã devem ser respeitadas, e qualquer ação militar unilateral compromete a estabilidade regional.

Princípios internacionais destacados

O porta-voz chinês reforçou que o respeito mútuo e a igualdade entre países, grandes ou pequenos, são fundamentais para o progresso histórico e estão previstos na Carta da ONU.

“Nenhum país tem o direito de dominar assuntos internacionais, determinar o destino de outras nações ou monopolizar vantagens de desenvolvimento”, disse Lou. “Muito menos impor suas vontades ao mundo.”

Diplomacia como caminho para estabilidade

A declaração reflete a postura contínua da China de buscar soluções diplomáticas e enfatiza seu papel na promoção de um Oriente Médio mais estável, evitando confrontos militares e incentivando negociações multilaterais.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BBC

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Internacional

EUA aumentam pressão sobre China com ataques na Venezuela e Irã

Os Estados Unidos ampliaram suas ações militares nesta terça-feira (03) contra a Venezuela e o Irã, países que são aliados estratégicos da China no setor energético e comercial. A movimentação atinge diretamente as rotas de abastecimento e os interesses logísticos de Pequim, além de gerar incertezas nos mercados globais de energia.

Estratégia militar e impacto econômico

Washington fortaleceu sua presença em regiões sensíveis e reforçou o discurso de combate a ameaças regionais. O movimento envia uma mensagem política clara e interfere no tabuleiro econômico global.

Tanto o Irã quanto a Venezuela mantêm relações comerciais relevantes com a China, principalmente na exportação de petróleo. Assim, a pressão norte-americana provoca um efeito dominó sobre a segurança energética chinesa e sobre as cadeias de fornecimento de energia.

O episódio acontece em meio à crescente rivalidade entre as duas potências. Enquanto os EUA buscam reafirmar sua liderança global, a China expande sua influência em áreas estratégicas, tornando cada ação militar ou diplomática de peso imediato.

Energia como ponto central do conflito

A economia chinesa depende fortemente de importações de petróleo, o que torna qualquer instabilidade no Oriente Médio ou na América do Sul uma preocupação estratégica.

Analistas apontam que o ataque dos EUA não se restringe ao campo militar. Ele também compromete cadeias logísticas, contratos comerciais e previsibilidade no fornecimento energético. Em outras palavras, a pressão norte-americana afeta não apenas governos, mas toda a engrenagem econômica que sustenta o crescimento da China.

Pequim, por sua vez, reage com cautela. O governo chinês condena medidas unilaterais e defende soluções diplomáticas, evitando confrontos militares diretos, mas mantendo um discurso voltado à estabilidade regional e global.

Consequências políticas e diplomáticas

A ofensiva americana também impacta lideranças locais. Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro enfrenta um cenário internacional ainda mais tenso. Ao mesmo tempo, os EUA reforçam sua estratégia de conter a influência chinesa em regiões estratégicas, transformando o conflito em uma disputa global por poder, energia e influência.

Mercados financeiros acompanham os desdobramentos de perto. Interrupções no fornecimento de petróleo podem provocar alta nos preços e ampliar tensões econômicas, afetando consumidores em diversas partes do mundo.

O que está em jogo

Mais do que atacar alvos específicos, os Estados Unidos alteraram o equilíbrio geopolítico ao atingir pontos sensíveis da rede de aliados da China.

A reação de Pequim poderá definir os próximos passos da disputa global. Uma estratégia diplomática reforçada pode expandir sua influência, enquanto um endurecimento do discurso militar intensificaria a rivalidade com Washington. De qualquer forma, o cenário internacional já mudou, e cada ação daqui em diante será cuidadosamente calculada.

O mundo observa, e a disputa entre potências entra em um novo capítulo estratégico, com impactos que vão além do campo militar.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Internacional

Minério de ferro na China sobe com alta do frete em meio à guerra no Irã

Os contratos de minério de ferro na China encerraram a segunda-feira em alta, revertendo as perdas registradas no início do pregão. O movimento foi impulsionado pelo avanço dos custos de frete marítimo, influenciados pela escalada da guerra no Irã, além da redução nos embarques globais da matéria-prima.

O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) fechou com valorização de 0,87%, cotado a 754,5 iuanes (US$ 109,64) por tonelada. Já o contrato de referência para abril na Bolsa de Cingapura avançou 0,85%, para US$ 99,2 por tonelada.

Petróleo mais caro eleva frete marítimo

Analistas da Zhengxin Futures apontaram que a alta do petróleo, diante das tensões entre Estados Unidos e Irã, elevou os custos logísticos, oferecendo suporte adicional aos preços do minério.

O cenário geopolítico tem impacto direto sobre o transporte marítimo internacional, especialmente em rotas estratégicas para exportação de commodities.

Queda nos embarques da Austrália e Brasil

Outro fator que contribuiu para a valorização foi a retração nos embarques dos dois maiores fornecedores globais, Austrália e Brasil. Segundo dados compilados pela consultoria Mysteel, os volumes caíram 0,8% na comparação semanal.

A redução na oferta externa ajudou a sustentar as cotações do principal insumo utilizado na produção de aço.

Restrições em Tangshan limitaram ganhos

Apesar do fechamento positivo, o minério iniciou o dia em queda, pressionado por restrições ambientais em Tangshan, maior polo siderúrgico chinês.

A previsão de piora na qualidade do ar levou as autoridades locais a acionarem o nível dois de resposta emergencial, medida que normalmente obriga siderúrgicas a reduzirem a produção e, consequentemente, a demanda por matérias-primas.

As restrições também ocorrem em meio a esforços para garantir melhores condições ambientais durante a reunião parlamentar anual da China, marcada para 5 de março.

Estoques elevados ainda preocupam

Apesar do suporte vindo do frete e da oferta global, o mercado segue atento à demanda por aço. Segundo Guiqiu Zhuo, analista da Jinrui Futures, a recuperação do consumo permanece lenta, enquanto os estoques seguem elevados.

Dados da consultoria Steelhome indicam que os estoques de minério de ferro nos principais portos chineses atingiram 162,17 milhões de toneladas em 27 de fevereiro — o maior volume já registrado.

O cenário combina fatores de suporte pontual aos preços com fundamentos ainda frágeis, mantendo o mercado atento aos próximos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e à evolução da demanda chinesa.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Internacional

Milei anuncia 90 reformas estruturais para redesenhar a Argentina pelos próximos 50 anos

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou neste domingo que pretende enviar ao Congresso um pacote com 90 reformas estruturais ao longo de 2026. A proposta, segundo ele, busca “redesenhar a arquitetura institucional” do país com impacto projetado para as próximas cinco décadas.

O anúncio foi feito durante o discurso anual do chefe do Executivo ao Parlamento, em um pronunciamento marcado por críticas à oposição e defesa de uma agenda de transformações profundas.

Reformas devem atingir economia e sistema tributário

De acordo com Milei, as mudanças abrangerão áreas estratégicas como economia, sistema tributário, código penal, sistema eleitoral, educação, Justiça e defesa nacional.

O presidente afirmou que o novo pacote dará sequência ao ciclo de ajustes iniciado após sua posse, em 2023, e reforçou que as propostas fazem parte de um projeto de longo prazo para consolidar uma “nova Argentina”.

Continuidade do plano iniciado em 2023

Durante o discurso, Milei destacou que seu governo já promoveu “nove meses ininterruptos de reformas estruturais”, defendendo que as medidas implementadas até agora representam apenas a primeira etapa de um processo mais amplo de reconfiguração do Estado argentino.

A fala também foi marcada por confrontos verbais com parlamentares da oposição, evidenciando o ambiente político polarizado que acompanha a tramitação das propostas no Congresso.

Com o novo pacote, o governo sinaliza a intenção de aprofundar sua agenda liberal, ampliando o debate sobre o futuro institucional e econômico do país.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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