Internacional

EUA suspendem sanções ao petróleo da Rússia pela primeira vez desde início da Guerra da Ucrânia

Os Estados Unidos anunciaram uma suspensão temporária de sanções ao petróleo da Rússia, permitindo a comercialização de cargas já transportadas por navios até 11 de abril. A decisão marca a primeira flexibilização das restrições impostas ao setor energético russo desde o início da Guerra da Ucrânia, em 2022.

A autorização foi divulgada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e ocorre em meio à forte volatilidade no mercado global de petróleo, agravada pelas tensões no Oriente Médio.

Licença permite venda de petróleo russo já em trânsito

De acordo com o comunicado oficial, a licença temporária autoriza a comercialização de petróleo bruto e derivados da Rússia que já estavam em transporte marítimo antes da decisão.

Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a medida é limitada e de curto prazo, tendo como objetivo evitar impactos mais severos no mercado internacional de energia.

Ele ressaltou que a autorização não deve gerar benefícios financeiros significativos ao governo russo, já que a regra se aplica apenas a cargas previamente embarcadas.

Sanções contra petróleo russo começaram em 2022

As restrições ao petróleo da Rússia começaram logo após a invasão da Ucrânia pelas forças de Rússia em fevereiro de 2022.

Inicialmente, empresas norte-americanas foram proibidas de comprar petróleo russo, embora o impacto direto fosse limitado, já que o volume negociado entre os dois países era pequeno.

O golpe mais relevante ocorreu no fim daquele ano, quando a União Europeia decidiu restringir a importação do produto, que representava cerca de 20% do consumo de petróleo do bloco.

Sanções adicionais atingiram grandes petroleiras russas

Posteriormente, os EUA ampliaram as restrições ao impor limites ao preço do petróleo russo vendido a outros mercados.

A pressão sobre Moscou aumentou ainda mais em outubro, quando o presidente Donald Trump determinou sanções contra negociações com duas das maiores empresas de energia da Rússia: a estatal Rosneft e a privada Lukoil.

Essas medidas impactaram diretamente as exportações de petróleo russo, que sofreram queda nos meses seguintes.

Índia e transportadoras também sentiram impacto das restrições

O receio de sanções secundárias passou a afetar companhias de transporte marítimo e países importadores.

Entre os mais impactados esteve a Índia, que se tornou um dos principais destinos do petróleo russo após o início da guerra, atrás apenas da China.

Recentemente, Washington suspendeu por 30 dias uma restrição que impedia o país asiático de comprar petróleo da Rússia, buscando evitar maior turbulência no mercado energético global.

EUA liberam petróleo de reservas estratégicas

A decisão de flexibilizar temporariamente as sanções ocorre logo após o anúncio de outra medida para conter a alta dos preços.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos informou que o país liberará 172 milhões de barris de petróleo de sua reserva estratégica, tentativa de aumentar a oferta global e reduzir a pressão sobre os preços.

Além disso, a Agência Internacional de Energia aprovou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas internacionais, o maior movimento desse tipo na história da entidade.

Alta do petróleo continua com tensões no Oriente Médio

Mesmo com essas iniciativas, o mercado global de petróleo segue pressionado.

Os contratos do petróleo Brent, referência internacional, encerraram o dia acima de US$ 100 por barril, atingindo US$ 101,75, com alta de cerca de 10,6%.

Na semana, o preço chegou a atingir US$ 119,46, refletindo a escalada das tensões no Golfo Pérsico e os ataques a infraestruturas energéticas da região.

Estreito de Ormuz continua sendo ponto de tensão

A situação também é agravada pela instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Navios petroleiros têm evitado a passagem pela região devido aos riscos de ataques.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou em entrevista à CNBC que a Marinha americana ainda não está escoltando embarcações na área, mas a medida pode ser adotada até o final do mês.

Apesar das tensões, ele avaliou que é pouco provável que o preço do petróleo atinja US$ 200 por barril, mesmo com a continuidade dos ataques atribuídos ao Irã.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

Ler Mais
Internacional

EUA investigam trabalho forçado em cadeias produtivas e incluem o Brasil na lista

Os Estados Unidos abriram uma nova frente de apuração sobre trabalho forçado em cadeias produtivas internacionais, colocando o Brasil entre os países analisados. A investigação foi iniciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e envolve dezenas de parceiros comerciais do país.

A apuração ocorre no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelo governo norte-americano para investigar práticas consideradas desleais no comércio internacional.

Investigação dos EUA mira práticas de trabalho forçado

De acordo com o USTR, cerca de 60 países estão sendo analisados para verificar se permitem ou não a entrada em seus mercados de produtos produzidos com trabalho forçado.

Segundo o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, mesmo com o consenso internacional sobre a proibição dessa prática, muitos governos ainda não conseguem impedir que produtos fabricados nessas condições circulem no comércio global.

Na avaliação do representante, essa situação pode gerar uma vantagem competitiva artificial, prejudicando trabalhadores e empresas americanas, que precisam competir com produtos potencialmente mais baratos.

O objetivo das investigações é verificar se os governos estrangeiros adotaram medidas suficientes para impedir a importação ou a circulação de bens produzidos por meio de exploração laboral.

Países na lista de investigação comercial

A investigação do governo dos Estados Unidos inclui economias de diferentes regiões do mundo. Entre os países analisados estão:

Argélia, Angola, Argentina, Austrália, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Brasil, Camboja, Canadá, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Egito, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Guiana, Honduras, Hong Kong, Índia, Indonésia, Iraque, Israel, Japão, Jordânia, Cazaquistão, Kuwait, Líbia, Malásia, México, Marrocos, Nova Zelândia, Nicarágua, Nigéria, Noruega, Omã, Paquistão, Peru, Filipinas, Catar, Rússia, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, Coreia do Sul, Sri Lanka, Suíça, Taiwan, Tailândia, Trinidad e Tobago, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Uruguai, Venezuela e Vietnã.

Brasil já era alvo de investigação comercial

Antes mesmo da nova apuração sobre trabalho forçado, o governo norte-americano já havia sinalizado uma investigação contra o Brasil por práticas comerciais desleais.

Na ocasião, o presidente Donald Trump mencionou a possibilidade de medidas adicionais ao anunciar um pacote de tarifas que poderia chegar a 50% sobre determinados produtos.

O que pode acontecer após a investigação

Caso o USTR conclua que houve práticas comerciais incompatíveis com as regras internacionais, a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 permite ao governo dos EUA adotar diferentes medidas.

Entre as possíveis ações estão:

  • Aplicação de tarifas adicionais ou restrições à importação;
  • Suspensão ou retirada de benefícios comerciais existentes;
  • Negociação de acordos obrigatórios para que o país investigado interrompa as práticas questionadas ou ofereça compensações.

Como funcionam as investigações da Seção 301

Qualquer pessoa, empresa ou entidade pode solicitar ao USTR a abertura de uma investigação com base na Seção 301. Além disso, o próprio representante comercial pode iniciar o processo por iniciativa própria.

As apurações são conduzidas por um grupo chamado Comitê da Seção 301, que integra o Comitê de Política Comercial do governo norte-americano.

Durante o processo, o comitê:

  • analisa petições apresentadas por interessados;
  • promove audiências públicas;
  • avalia evidências e impactos comerciais;
  • apresenta recomendações ao Comitê de Política Comercial.

A decisão final cabe ao Representante Comercial dos Estados Unidos, que também deve solicitar consultas com o país investigado no início do processo.

Caso não haja um acordo considerado satisfatório entre as partes, o governo norte-americano pode recorrer aos mecanismos formais de resolução de disputas da Organização Mundial do Comércio (OMC) ou de acordos comerciais existentes.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: US Embassy/Reprodução

Ler Mais
Internacional

OMI pede respeito à liberdade de navegação após ataques a navios no Estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI) manifestou preocupação diante dos recentes ataques a navios mercantes no Estreito de Ormuz, que resultaram na morte de pelo menos sete tripulantes e deixaram vários marinheiros feridos, alguns em estado grave.

O alerta foi feito pelo secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, que reforçou a necessidade de garantir a liberdade de navegação e a segurança das operações marítimas em uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.

Declaração foi feita durante reunião técnica da OMI

O posicionamento ocorreu durante a abertura da 12ª sessão do Subcomitê de Sistemas e Equipamentos Navais (SSE) da OMI, realizada na sede da organização, em Londres, com programação até o dia 13 de março.

Na ocasião, Domínguez classificou como inadmissíveis os ataques contra embarcações civis e profissionais do setor marítimo.

Segundo ele, “qualquer ataque contra tripulantes inocentes ou navios mercantes é inaceitável”, ressaltando que os marítimos desempenham papel essencial no transporte global de mercadorias e energia.

OMI reforça princípio da liberdade de navegação

Durante o pronunciamento, o secretário-geral destacou que o respeito à liberdade de navegação é um dos pilares do direito marítimo internacional e deve ser preservado por todas as partes envolvidas.

Diante do cenário de instabilidade na região, a organização recomendou que empresas de navegação e operadores marítimos redobrem os cuidados ao transitar pelo Estreito de Ormuz, avaliando inclusive a possibilidade de evitar a área quando necessário.

A região é considerada estratégica para o comércio internacional, especialmente no transporte de petróleo e energia, o que amplia o impacto potencial de incidentes de segurança.

Organização monitora situação e alerta para risco de desinformação

A OMI informou que segue acompanhando a evolução do cenário e reforçou que decisões operacionais no setor marítimo devem se basear em informações verificadas e confiáveis.

A entidade também alertou para o risco da desinformação, que pode comprometer avaliações de risco e estratégias de navegação em áreas sensíveis.

Como medida de apoio ao setor, a organização lançou um portal informativo dedicado, com atualizações sobre a situação na região. O objetivo é fornecer dados atualizados para marítimos, companhias de navegação e autoridades marítimas.

Solidariedade às vítimas e profissionais do setor

Ao final de sua manifestação, Domínguez expressou solidariedade aos marinheiros feridos, às famílias das vítimas fatais e aos profissionais que continuam operando em zonas marítimas consideradas de alto risco.

Ele também destacou a importância de proteger os trabalhadores do transporte marítimo, responsáveis por sustentar grande parte da logística e do comércio global.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Internacional

Nova lei de união étnica na China gera debate sobre futuro das minorias no país

A proposta de uma nova lei de união étnica na China tem despertado atenção de analistas internacionais e organizações de direitos humanos. O projeto foi apresentado durante as chamadas Duas Sessões, conjunto de reuniões anuais que reúnem os principais órgãos legislativos do país.

A iniciativa prevê medidas voltadas à integração das minorias étnicas à cultura dominante Han, grupo que representa a maior parte da população chinesa. Especialistas avaliam que a legislação pode ter impacto profundo nas regiões do interior da China, onde vivem diversas comunidades com identidade cultural própria.

Medidas buscam reforçar integração cultural

Entre as ações previstas no projeto está o incentivo a casamentos entre membros de minorias étnicas e chineses Han, além do fortalecimento do ensino do mandarim padrão nas escolas, inclusive desde a educação infantil.

Na prática, críticos afirmam que a política pode levar à redução gradual do uso de línguas tradicionais e dialetos regionais, substituídos pelo idioma oficial do país.

A proposta deverá ser votada pelo Congresso Nacional do Povo, principal órgão legislativo chinês. Historicamente, decisões discutidas durante as Duas Sessões costumam ser aprovadas com ampla maioria.

Durante os debates, o parlamentar Chen Zhen afirmou que a lei transformará o desenvolvimento de regiões com minorias étnicas em uma responsabilidade legal do Estado, garantindo apoio institucional contínuo.

Críticas apontam risco aos direitos de minorias

Organizações internacionais de direitos humanos demonstraram preocupação com o conteúdo do projeto.

Para Maya Wang, a iniciativa busca mobilizar a sociedade e a burocracia chinesa para fortalecer a unidade nacional sob a liderança do Partido Comunista Chinês.

Segundo a especialista, o projeto pode resultar em maior repressão contra grupos que defendem direitos das minorias, incluindo tibetanos e uigures. O texto também prevê sanções para ações consideradas contrárias à unidade étnica.

Por outro lado, autoridades chinesas afirmam que a legislação pretende estimular o desenvolvimento econômico e social de regiões com grande presença de minorias. O vice-diretor do comitê do parlamento, Li Hongzhong, destacou que o projeto inclui políticas de infraestrutura, desenvolvimento industrial, serviços públicos e proteção ambiental.

Diversidade étnica sempre marcou a sociedade chinesa

A China reconhece oficialmente 56 grupos étnicos, frequentemente mencionados como as “56 flores” em referências culturais populares. As minorias representam atualmente cerca de 7% a 9% da população chinesa.

Nas décadas iniciais após a criação da República Popular, nos anos 1950, muitas dessas comunidades receberam políticas diferenciadas, incluindo maior liberdade cultural, religiosa e linguística.

Entre os direitos concedidos estavam a possibilidade de educar crianças em seus próprios idiomas, praticar tradições religiosas e manter costumes regionais.

Mudança de postura ao longo das décadas

Com o passar do tempo, a estratégia do governo chinês passou por mudanças. Segundo o historiador e sinólogo Thomas S. Mullaney, a abordagem do Estado evoluiu para uma política que reconhece formalmente a diversidade, mas busca reduzir seu peso político e social ao longo do tempo.

De acordo com o especialista, o objetivo seria evitar movimentos de nacionalismo regional ou demandas por autodeterminação, promovendo uma identidade nacional mais uniforme.

Essa política também tem sido associada a episódios de tensão em diferentes regiões, incluindo o Tibete e a região de Xinjiang, onde vivem populações uigures.

Proposta se alinha à estratégia política atual

Analistas consideram que a nova legislação está alinhada à visão política do presidente chinês, Xi Jinping, que tem reforçado a importância da unidade nacional e da estabilidade social.

O texto do projeto afirma que a unidade étnica e o progresso do país não devem ser influenciados por pressões externas, especialmente sob argumentos relacionados a etnia, religião ou direitos humanos.

Se aprovada, a lei poderá representar mais um passo no processo de integração cultural promovido pelo governo chinês, com possíveis impactos duradouros nas identidades e tradições das minorias que vivem no interior do país.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: AFP

Ler Mais
Internacional

EUA iniciam investigações comerciais para ampliar pressão tarifária de Trump

O governo dos Estados Unidos abriu novas frentes de investigação sobre práticas comerciais desleais envolvendo grandes parceiros comerciais. A medida faz parte da estratégia do presidente Donald Trump para reforçar a pressão por meio de tarifas comerciais, após uma decisão judicial que enfraqueceu seu programa tarifário.

A iniciativa foi anunciada pelo representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e pode resultar na imposição de novas taxas contra algumas das principais economias globais.

Investigação da Seção 301 mira grandes parceiros comerciais

A investigação foi aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo utilizado pelos EUA para contestar práticas comerciais consideradas injustas.

Segundo Greer, o foco inicial recai sobre 16 parceiros comerciais relevantes, entre eles:

  • China
  • União Europeia
  • Índia
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • México

Outros países também estão sob análise por excesso de capacidade industrial, incluindo:

Taiwan, Vietnã, Tailândia, Malásia, Camboja, Cingapura, Indonésia, Bangladesh, Suíça e Noruega.

O Canadá, segundo maior parceiro comercial dos EUA, não foi incluído na lista inicial.

De acordo com o governo norte-americano, a investigação pretende analisar indícios de excesso estrutural de capacidade produtiva, caracterizado por fatores como superávits comerciais persistentes, produção acima da demanda e capacidade industrial ociosa.

Nova apuração sobre trabalho forçado nas cadeias globais

Além do tema industrial, o governo também abrirá uma segunda investigação com base na mesma legislação. O objetivo é restringir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

A análise deverá abranger mais de 60 países e pode ampliar restrições já aplicadas a mercadorias provenientes da região de Xinjiang, na China.

Essas medidas seguem o precedente da Uyghur Forced Labor Prevention Act, sancionada pelo ex-presidente Joe Biden, que limita a entrada de produtos associados ao trabalho forçado da etnia uigur.

Autoridades chinesas negam as acusações de abusos e afirmam que as políticas na região têm caráter de desenvolvimento econômico e segurança.

Estratégia para manter pressão tarifária

As novas investigações surgem após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar, em fevereiro, o principal mecanismo utilizado pelo governo para aplicar tarifas globais com base em uma lei de emergências nacionais.

Como alternativa, Trump estabeleceu uma tarifa temporária de 10% por 150 dias, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, enquanto o governo prepara novas medidas permanentes.

O cronograma definido inclui:

  • 15 de abril: prazo final para comentários públicos
  • Início de maio: realização de audiência pública
  • Até o verão norte-americano: possível anúncio de novas tarifas comerciais

Segundo Greer, as investigações podem servir como instrumento para manter negociações comerciais ativas e incentivar parceiros a cumprir acordos já firmados com Washington.

Reunião entre EUA e China deve discutir comércio

O movimento ocorre em paralelo a negociações diplomáticas. Autoridades do governo Trump, lideradas pelo secretário do Tesouro Scott Bessent, devem se reunir com representantes da China em Paris.

O encontro busca preparar o terreno para uma reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, prevista para ocorrer em Pequim no final de março.

Durante seu primeiro mandato, Trump utilizou a Seção 301 para justificar tarifas de cerca de 25% sobre produtos chineses, política que desencadeou uma série de disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Agora, o foco da nova investigação recai sobre o aumento da produção industrial subsidiada por governos, fenômeno que, segundo autoridades americanas, estaria inundando o mercado global com produtos de baixo custo.

Entre os fatores analisados estarão:

  • subsídios governamentais
  • salários domésticos artificialmente baixos
  • atuação de empresas estatais
  • crédito subsidiado
  • práticas cambiais
  • padrões ambientais e trabalhistas reduzidos

Impactos para o comércio internacional

Especialistas apontam que a iniciativa pode intensificar disputas comerciais e afetar cadeias globais de fornecimento, especialmente em setores industriais estratégicos.

Ao mesmo tempo, a estratégia reforça o discurso de proteção à manufatura norte-americana e à redução do déficit comercial dos Estados Unidos, temas centrais da política econômica defendida por Trump.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thomson Reuters

Ler Mais
Internacional

Irã Instala Minas Navais no Estreito de Ormuz e Aumenta Tensão com EUA

O Irã começou a instalar minas navais no Estreito de Ormuz, ponto estratégico responsável por cerca de 20% do petróleo bruto mundial, segundo fontes próximas a relatórios de inteligência americana. A ação ocorre em um momento de alta tensão entre Teerã e Washington.

Instalação de minas ainda parcial, mas capacidade é alta

Fontes afirmam que, até o momento, foram colocadas algumas dezenas de minas, mas a maior parte da frota iraniana — entre 80% e 90% de pequenas embarcações e navios lança-minas — ainda está disponível. Com esses recursos, o Irã poderia implantar centenas de minas ao longo da hidrovia, ampliando significativamente o risco para o tráfego marítimo internacional.

Reação dos Estados Unidos

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu exigindo a remoção imediata das minas caso elas tenham sido instaladas. Em postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que a não retirada das explosivos acarretaria “consequências militares de magnitude sem precedentes” para o Irã.

Guarda Revolucionária controla o estreito

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, em parceria com a marinha tradicional, passou a controlar efetivamente o estreito. Segundo a CNN, a força dispõe de uma rede de embarcações dispersas para lançamento de minas, barcos-bomba e baterias de mísseis em terra, tornando a travessia extremamente arriscada.

O estreito está sendo descrito como um “vale da morte“, já que qualquer embarcação enfrenta risco elevado. Autoridades americanas informaram que a Marinha dos EUA ainda não escoltou navios na região, embora Trump tenha sinalizado na segunda-feira (9) que estudava opções para proteger a passagem de embarcações estratégicas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

Ler Mais
Internacional

Irã ataca aeroporto de Dubai e ameaça bancos no Oriente Médio

O Irã intensificou nesta quarta-feira (11) sua ofensiva no Golfo Pérsico, atacando navios comerciais e atingindo o Aeroporto Internacional de Dubai, um dos mais movimentados do mundo em voos internacionais e sede da companhia aérea Emirates. Dois drones iranianos acertaram áreas próximas ao terminal, deixando quatro pessoas feridas, mas sem interromper as operações de voo, conforme o Escritório de Mídia de Dubai.

Ameaça a instituições financeiras

O comando militar conjunto do Irã anunciou a intenção de atacar bancos e instituições financeiras na região, colocando em risco especialmente Dubai, que concentra diversas instituições financeiras internacionais, além de Arábia Saudita e Bahrein.

Incidentes com navios comerciais e drones

Mais cedo, um projétil atingiu um navio porta-contêineres na costa de Omã, no Estreito de Ormuz, provocando um incêndio e forçando a maioria da tripulação a abandonar a embarcação, informou o Exército britânico. O Kuwait derrubou oito drones iranianos, enquanto a Arábia Saudita interceptou cinco drones que avançavam para o campo petrolífero de Shaybah.

Com essas ações, o Irã afetou o tráfego de carga pelo estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O país também mira campos petrolíferos e refinarias em nações árabes do Golfo, buscando gerar impactos econômicos globais e pressionar Estados Unidos e Israel a suspender ataques a Teerã.

Reações internacionais

O Conselho de Segurança da ONU deve votar ainda nesta quarta uma resolução proposta pelo Conselho de Cooperação do Golfo, exigindo que o Irã cesse ataques contra países vizinhos.

Israel, por sua vez, renovou ataques a Teerã após múltiplos bombardeios na terça-feira (10), considerados pelos moradores como alguns dos mais intensos do conflito até agora. Explosões também foram registradas em Beirute e no sul do Líbano, em ataques a alvos ligados ao grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

Ler Mais
Internacional

Rússia ultrapassa Brasil e Canadá e sobe no ranking das maiores economias do mundo

A Rússia avançou no ranking global das maiores economias e superou Brasil e Canadá, de acordo com atualização das projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Com base no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), o país passou a ocupar a 9ª posição mundial.

Com a mudança, o Canadá caiu para o 10º lugar, enquanto o Brasil passou a ocupar a 11ª colocação no ranking das economias globais.

Os números fazem parte da revisão do relatório World Economic Outlook, divulgado inicialmente em outubro de 2025 e atualizado com novas estimativas para 2026. A classificação considera o valor total de bens e serviços produzidos por cada país, convertido para dólares a partir da taxa média de câmbio anual.

Desempenho do Brasil ficou abaixo da estimativa

A queda do Brasil no ranking já era prevista nas projeções anteriores do FMI. Ainda assim, alguns fatores recentes alteraram ligeiramente os números finais da economia brasileira.

Um deles foi a valorização do real frente ao dólar, que aumentou o valor do PIB brasileiro quando convertido para a moeda norte-americana. O FMI havia estimado um câmbio médio de R$ 5,61 por dólar, mas o resultado final ficou em R$ 5,58.

Essa diferença elevou o tamanho da economia brasileira em cerca de US$ 24 bilhões em relação ao cálculo inicial.

Apesar disso, o crescimento econômico do país ficou levemente abaixo da projeção do fundo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o PIB do Brasil avançou 2,3% em 2025, enquanto a estimativa anterior do FMI apontava expansão de 2,4%.

Crescimento da Rússia impulsiona mudança no ranking

Outro fator determinante para a mudança na lista das maiores economias foi o desempenho da economia russa.

Segundo os dados atualizados, a Rússia registrou crescimento de 4,3% em 2024, resultado impulsionado principalmente pelo aumento dos gastos militares e por políticas de estímulo à atividade econômica.

Já o Canadá apresentou expansão de 1,7%, número 0,5 ponto percentual acima da previsão inicial do FMI. Mesmo com o desempenho melhor que o esperado, o país acabou sendo ultrapassado pela economia russa.

Para os próximos anos, no entanto, o FMI projeta uma desaceleração na atividade econômica da Rússia. As estimativas apontam crescimento de apenas 0,6% em 2025 e expansão próxima de 1% ao ano até 2027.

Economia mundial deve crescer 3,3% em 2026

No cenário global, o FMI também revisou para cima as projeções de crescimento da economia mundial.

De acordo com o relatório, o crescimento da economia global deve alcançar 3,3% em 2026, resultado 0,2 ponto percentual superior à estimativa anterior.

O desempenho mais forte é atribuído principalmente à atividade econômica dos Estados Unidos e da China, além do aumento de investimentos ligados ao avanço da inteligência artificial.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Internacional

Acordo UE–Mercosul e setor de lácteos: o que realmente muda com a validação política

A recente validação política do Acordo UE–Mercosul recolocou o setor de lácteos no centro das discussões sobre comércio internacional. Diferentemente de outros segmentos do agronegócio, a cadeia de leite e derivados costuma ser mais curta, altamente sensível a variações de preços e historicamente protegida por tarifas elevadas em diversos mercados.

Por esse motivo, alterações nas regras de acesso ao mercado tendem a provocar reações rápidas por parte das empresas. Mesmo antes da entrada oficial em vigor do tratado, o setor privado costuma antecipar decisões estratégicas envolvendo investimentos, planejamento produtivo, contratos comerciais e adequações às exigências sanitárias, regulatórias e de rotulagem.

Esse cenário ocorre em meio a um ambiente político complexo dentro da própria União Europeia. O Conselho do bloco já aprovou medidas que autorizam a assinatura do acordo e avançam na preparação para sua implementação comercial. Apesar disso, alguns países europeus ainda demonstram resistência, sobretudo aqueles com setores agrícolas considerados mais sensíveis.

Como era o comércio de lácteos antes do acordo

Antes da negociação entre os blocos, o comércio de lácteos entre Mercosul e União Europeia era limitado por um conjunto de barreiras tarifárias e exigências regulatórias rigorosas.

Uma das principais barreiras eram as tarifas Nação Mais Favorecida (NMF), aplicadas a produtos importados de países membros da Organização Mundial do Comércio quando não existe acordo preferencial. No caso do setor agroalimentar, a União Europeia mantém tarifas médias mais altas do que em bens industriais, e os produtos lácteos estão entre os mais protegidos, com picos tarifários e mecanismos adicionais de controle.

Além disso, a UE administra cotas tarifárias (TRQs) para determinados produtos lácteos. Essas cotas, no entanto, não eram direcionadas especificamente aos países do Mercosul e muitas vezes eram abertas a exportadores de diferentes origens, com processos administrativos complexos que dificultavam o acesso efetivo de produtores sul-americanos.

Outro fator relevante são as exigências sanitárias europeias. Para exportar ao bloco, é necessário cumprir regras rigorosas de certificação veterinária, rastreabilidade, habilitação de estabelecimentos e conformidade regulatória. Esses requisitos geram custos elevados e podem limitar a competitividade de exportadores com menor escala.

No fluxo inverso, o principal obstáculo para os produtos europeus no Mercosul era tarifário. Antes do acordo, itens como queijos e leite em pó enfrentavam tarifas próximas de 28% no bloco sul-americano, enquanto fórmulas infantis tinham taxas em torno de 18%.

O que muda com o Acordo UE–Mercosul

O novo acordo comercial estabelece um modelo de liberalização gradual para produtos sensíveis, como é o caso dos lácteos.

Na prática, o tratado combina cotas tarifárias (TRQs) com reduções progressivas de tarifas ao longo do tempo. Dentro dessas cotas, a tarifa pode chegar a zero após determinado período de transição. Já para volumes que ultrapassarem o limite estabelecido, permanece a tarifa padrão.

Esse formato busca equilibrar abertura comercial com proteção gradual ao setor, permitindo que produtores se adaptem ao aumento da concorrência internacional.

Impactos para produtores do Mercosul e da União Europeia

A tendência é que a pressão competitiva se concentre em segmentos específicos, principalmente queijos maturados, queijos especiais e ingredientes industriais derivados do leite. Ao mesmo tempo, o acordo pode estimular estratégias de diferenciação baseadas em qualidade, origem geográfica e atributos funcionais dos produtos.

No desenho geral do acordo, observa-se uma assimetria de interesses entre os blocos. Países do Mercosul, especialmente o Brasil, adotaram uma postura mais defensiva nas negociações, enquanto a União Europeia atuou de forma mais ofensiva.

O setor lácteo é considerado sensível no Mercosul devido à sua importância econômica e social. A cadeia produtiva envolve grande número de produtores de menor escala e produtos essenciais para o mercado interno, como leite em pó, muçarela, creme de leite e leite condensado. Por isso, o bloco buscou limitar a abertura por meio de cotas, reduções graduais de tarifas e exclusões de alguns itens estratégicos.

Já a União Europeia possui uma indústria láctea altamente competitiva e orientada à exportação. Nesse contexto, o Mercosul é visto como mercado estratégico, sobretudo para produtos de maior valor agregado, como queijos europeus e fórmulas infantis.

Liberalização comercial não é simétrica

Os cronogramas de redução tarifária e os volumes das cotas previstos no acordo não são equivalentes para os dois lados. Na prática, eles funcionam principalmente como mecanismos para administrar a abertura gradual do mercado do Mercosul às importações europeias.

Isso significa que o comércio de lácteos entre UE e Mercosul não será totalmente liberalizado de forma recíproca. O fluxo de produtos do Mercosul para a Europa continuará sujeito a tarifas mais altas e exigências sanitárias rigorosas.

Perspectivas para o setor lácteo

Quando analisado especificamente sob a ótica do setor de leite e derivados, o Acordo UE–Mercosul tende a apresentar vantagens maiores para a União Europeia.

Para os países do Mercosul, a abertura comercial ocorre de forma seletiva e gradual, o que pode reduzir impactos imediatos. Ainda assim, os resultados de longo prazo dependerão de políticas domésticas, estratégias empresariais e da capacidade de adaptação da cadeia produtiva regional.

FONTE: MilkPoint
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lactalis

Ler Mais
Internacional

Petróleo Brent supera US$ 100 e dispara quase 70% em um mês após tensão entre EUA e Irã

O petróleo Brent voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Em apenas um mês, a commodity acumulou alta de cerca de 69%, refletindo o temor do mercado com possíveis impactos na oferta global de energia.

Na madrugada desta segunda-feira (9), o barril chegou a se aproximar de US$ 120, atingindo a cotação máxima de US$ 117,53. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o preço operava próximo de US$ 104 no mercado internacional.

Conflito no Oriente Médio pressiona mercado de energia

A forte valorização do preço do petróleo está diretamente ligada às preocupações sobre eventuais interrupções na produção e no transporte da commodity no Oriente Médio.

A região é responsável por uma parcela significativa da oferta mundial de petróleo, o que faz com que qualquer instabilidade geopolítica tenha impacto imediato no mercado global de energia.

O movimento de alta ganhou intensidade no domingo (8), quando o Brent ultrapassou US$ 108 por barril, à medida que cresciam as preocupações com possíveis bloqueios em rotas estratégicas de exportação.

Estreito de Hormuz concentra risco para o comércio de petróleo

Um dos principais pontos de atenção do mercado é o Estreito de Hormuz, passagem marítima considerada vital para o comércio energético global.

Aproximadamente 20% de todo o petróleo transportado por navios no mundo passa por essa rota, localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Qualquer interrupção nesse corredor pode gerar forte impacto no abastecimento internacional.

Por ser a principal referência internacional para contratos de petróleo, o Brent influencia diretamente os preços de combustíveis em diversos países.

Alta do petróleo pode pressionar inflação global

A valorização da commodity tende a provocar efeitos em cadeia na economia mundial. O petróleo é insumo essencial para transporte, indústria e logística, o que significa que aumentos no preço do barril acabam elevando custos de combustíveis, fretes e produtos derivados.

Com isso, há maior pressão sobre os índices de inflação, além de impactos no custo de produção das empresas e no poder de compra das famílias.

Esse cenário costuma levar bancos centrais a manter políticas monetárias mais restritivas, com juros elevados por períodos mais longos, na tentativa de conter a alta dos preços.

Petróleo acima de US$ 100 eleva risco para economia mundial

Economistas avaliam que a permanência do petróleo acima de US$ 100 por barril pode ampliar o risco de desaceleração econômica global.

O impacto pode ser ainda maior caso o conflito no Oriente Médio se prolongue ou atinja diretamente regiões produtoras de petróleo.

A última vez que o Brent superou esse nível foi em 2022, durante o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, episódio que provocou forte volatilidade no mercado internacional de energia.

Analistas alertam que, se as tensões entre Estados Unidos e Irã continuarem, os preços do petróleo podem registrar novas altas nos próximos meses, ampliando a instabilidade no setor energético global.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook