Internacional

Emirados Árabes estudam novo porto para reduzir dependência do Estreito de Hormuz

Os Emirados Árabes Unidos avaliam a construção de um novo porto na costa leste do país como estratégia para reduzir a dependência do Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do comércio internacional. A informação foi divulgada pelo jornal Financial Times nesta segunda-feira (13).

O projeto é conduzido pela DP World, gigante da logística portuária que também administra um terminal de contêineres no Porto de Santos, no Brasil.

Projeto prevê porto em Fujairah e novo terminal de contêineres

Segundo a publicação, a empresa negocia com autoridades locais a implantação de um porto multipropósito em Fujairah, localizado às margens do Golfo de Omã, além da construção de um novo terminal de contêineres no porto já existente no emirado.

Caso seja concretizado, o empreendimento permitirá que cargas entrem e saiam dos Emirados Árabes sem a necessidade de atravessar o Estreito de Hormuz, reduzindo a exposição a possíveis interrupções na navegação da região.

Conflito no Oriente Médio acelerou os estudos

A iniciativa ganhou impulso após a escalada do conflito envolvendo o Irã, que afetou o fluxo marítimo na área.

De acordo com fontes ouvidas pelo Financial Times, a movimentação no porto de Jebel Ali, principal hub logístico da DP World, sofreu uma queda entre 90% e 95% durante o período em que o Estreito de Hormuz permaneceu fechado em resposta aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel.

O episódio reforçou a necessidade de diversificar as rotas logísticas e ampliar a capacidade operacional fora da área considerada estratégica.

Investimento pode alcançar centenas de milhões de dólares

Ainda segundo o jornal, o investimento inicial previsto para o projeto soma centenas de milhões de dólares, embora o modelo de financiamento continue em fase de definição.

Um executivo da companhia afirmou que, uma vez aprovado, o novo porto poderá ser concluído em aproximadamente um ano e meio.

DP World mantém Jebel Ali como principal centro logístico

Em comunicado enviado ao Financial Times, a DP World não confirmou oficialmente os detalhes do projeto, mas reconheceu que desenvolve iniciativas para diversificar suas operações e reduzir impactos causados por eventuais interrupções logísticas.

A empresa também destacou que o porto de Jebel Ali continuará sendo seu principal centro de operações e que a nova estrutura não substituirá sua importância na rede global de transporte.

Além das operações nos Emirados Árabes, a DP World administra um dos maiores terminais de contêineres do Porto de Santos, desempenhando papel relevante na conexão das exportações e importações brasileiras com mercados internacionais por meio de soluções de logística multimodal.

FONTE: Money Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Trump anuncia pedágio de 20% no Estreito de Ormuz e restabelece bloqueio a portos iranianos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) a criação de um pedágio de 20% sobre as cargas que transitarem pelo Estreito de Ormuz, além da retomada do bloqueio direcionado aos portos do Irã.

A decisão foi divulgada por meio de uma publicação na rede social Truth Social. Na mensagem, Trump afirmou que a passagem marítima continuará aberta ao tráfego internacional, mas declarou que os Estados Unidos passarão a atuar como “guardiões” da rota, justificando a cobrança como forma de compensar os custos com a segurança da região.

Estreito de Ormuz seguirá aberto ao comércio internacional

Segundo o presidente norte-americano, apenas embarcações e clientes ligados ao Irã serão afetados pelo bloqueio restabelecido. Os demais países continuarão com acesso livre ao Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas do comércio global de petróleo.

Trump afirmou que os Estados Unidos serão reconhecidos como “o guardião do Estreito de Ormuz” e, por esse motivo, receberão o equivalente a 20% do valor de toda a carga transportada pela via marítima. De acordo com ele, a cobrança serviria para cobrir os gastos necessários à proteção de uma das regiões mais sensíveis do cenário geopolítico mundial.

Trump volta a criticar o Irã e ameaça novas ações

Em entrevista concedida à Fox News também nesta segunda-feira (13), Trump voltou a elevar o tom contra o governo iraniano. O republicano afirmou que os Estados Unidos responderão “com muita força” após, segundo ele, o Irã não cumprir um acordo previamente negociado entre os dois países.

O presidente declarou ainda que Washington intensificou as ações militares sempre que drones iranianos foram lançados e alegou que um entendimento considerado fechado acabou sendo rompido por Teerã.

Tensão aumenta após ofensiva militar dos EUA

As declarações de Trump ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã. No último fim de semana, as Forças Armadas dos Estados Unidos ampliaram o número de ataques contra alvos iranianos, elevando a preocupação com uma possível escalada do conflito na região.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o transporte internacional de petróleo e gás natural, tornando qualquer medida envolvendo a rota um fator de impacto para o mercado de energia e para a economia global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Internacional

Estreito de Ormuz: ONU cobra retomada da liberdade de navegação e fim das hostilidades

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo para que os confrontos no Golfo Pérsico sejam interrompidos imediatamente e defendeu o restabelecimento da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

A manifestação foi divulgada por meio do porta-voz da organização, Stephane Dujarric, em meio ao aumento das tensões militares envolvendo Irã e Estados Unidos.

ONU pede retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos

De acordo com a organização, Guterres demonstrou preocupação com a intensificação dos confrontos e reforçou a necessidade de que Teerã e Washington retomem o diálogo diplomático para evitar um agravamento da crise.

O posicionamento ocorre após uma sequência de ataques envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz, bombardeios realizados pelos Estados Unidos em território iraniano e ofensivas do Irã contra alvos em países vizinhos. Em nota, a ONU destacou que as ações militares devem ser interrompidas.

Escalada militar pode gerar impactos globais

O secretário-geral também pediu que todas as partes envolvidas atuem com máxima contenção e adotem medidas para reduzir as tensões na região. Segundo ele, uma ampliação do conflito poderá provocar consequências graves para a população local, comprometer a segurança internacional e afetar diretamente a economia global.

Estreito de Ormuz é estratégico para o comércio mundial

Guterres ressaltou ainda que o Estreito de Ormuz desempenha papel fundamental no transporte marítimo internacional, sendo uma passagem essencial para o comércio de petróleo e outras mercadorias. Por isso, voltou a defender que Irã e Estados Unidos retomem as negociações com urgência, priorizando soluções diplomáticas para encerrar o impasse.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Tensão no Golfo Pérsico aumenta e ameaça entendimento entre EUA e Irã

A escalada da tensão no Golfo Pérsico voltou a elevar o risco de um confronto entre Estados Unidos e Irã. Segundo a emissora estatal iraniana Press TV, o governo iraniano afirmou que responderá a novos ataques com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, além de prometer retaliar em dobro contra alvos considerados inimigos.

Acordo firmado em junho perde força

A nova troca de ameaças acontece menos de um mês após os dois países assinarem, em 17 de junho, um memorando de entendimento. O documento previa o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, além do compromisso de não iniciar novas ações militares ou conflitos diretos entre as nações.

No entanto, durante a reunião de cúpula da Otan realizada nesta quarta-feira (8), em Ancara, na Turquia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo já não tem validade. “Não quero lidar com eles”, afirmou.

Irã acusa EUA de romper cessar-fogo

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, responsabilizou os Estados Unidos por descumprirem o cessar-fogo firmado entre os dois países.

De acordo com a Press TV, a crise se intensificou após forças norte-americanas realizarem ataques contra bases costeiras e instalações não militares nas províncias iranianas de Hormozgan, no sul do país, e Khuzistão, no sudoeste.

Ataques e retaliações ampliam a crise

Em resposta às ações militares dos Estados Unidos, autoridades iranianas informaram ter lançado mísseis e drones contra 85 alvos militares norte-americanos localizados no Bahrein e no Kuwait.

Ainda segundo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os ataques atingiram instalações no Porto Salman, onde está localizada a área da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, além da Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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Internacional

EUA retomam sanções ao petróleo iraniano após ataques a navios no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos voltaram a impor restrições às transações envolvendo o petróleo iraniano, elevando a tensão entre Washington e Teerã poucas semanas após a assinatura de um acordo que previa o fim das hostilidades e a flexibilização das sanções econômicas.

A decisão ocorre em meio a novos incidentes no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, onde embarcações comerciais foram alvo de ataques nos últimos dias.

Ataques a navios aumentam tensão na região

Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, três embarcações foram atingidas em um intervalo de 24 horas durante a travessia pelo Estreito de Ormuz.

O Qatar e a Arábia Saudita atribuíram dois dos ataques ao Irã. Entre os navios atingidos estão o petroleiro saudita Wedyan e o navio transportador de gás natural liquefeito Al-Rakayyat, de bandeira catariana.

A Arábia Saudita classificou os episódios como uma ameaça à segurança da navegação internacional e ao abastecimento global de energia.

Além desses casos, a UKMTO informou que um petroleiro foi atingido por um projétil de origem desconhecida e outro navio sofreu um ataque com drone. Não houve registro de vítimas nem de danos ambientais relacionados a esses incidentes.

Tesouro dos EUA revoga flexibilização das sanções

Em resposta ao aumento das tensões, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a proibição de novas transações envolvendo hidrocarbonetos provenientes do Irã a partir de terça-feira.

A medida representa a retomada das sanções que haviam sido suspensas após o protocolo firmado em 17 de junho entre os dois países.

O entendimento previa o encerramento do conflito iniciado em 28 de fevereiro, a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação internacional e a suspensão das restrições norte-americanas sobre as exportações de petróleo iraniano.

Acordo de cessar-fogo enfrenta novos desafios

Mesmo após a assinatura do protocolo, episódios de instabilidade continuaram sendo registrados na região.

No fim de junho, os Estados Unidos acusaram o Irã de atacar duas embarcações comerciais. Na sequência, realizaram bombardeios contra alvos iranianos, antes de ambas as partes concordarem novamente com a interrupção das hostilidades.

Apesar do cessar-fogo, Teerã mantém a posição de que a navegação no Estreito de Ormuz não retornará às condições anteriores ao conflito. O governo iraniano também advertiu que poderá reagir contra embarcações que desrespeitem as rotas autorizadas ao longo de seu litoral.

Cerimônias em homenagem a Ali Khamenei ocorrem em meio à crise

O aumento das tensões coincide com as cerimônias fúnebres realizadas pelo governo iraniano em homenagem ao líder Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques atribuídos à ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos.

As homenagens, iniciadas no último sábado, têm duração prevista de seis dias. O corpo foi levado ao Iraque para procissões religiosas nas cidades sagradas de Najaf e Kerbala, importantes centros de peregrinação para os muçulmanos xiitas.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha a evolução da crise, diante dos riscos para a estabilidade regional e para o mercado global de petróleo.

FONTE: RTP Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Irã acusa EUA de violar acordo após retomada de sanções sobre petróleo

O governo do Irã afirmou que os Estados Unidos descumpriram um acordo firmado entre os dois países ao restabelecer sanções relacionadas às exportações de petróleo iraniano. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, a medida contraria o memorando firmado em Islamabad, criado para viabilizar o encerramento das hostilidades entre as partes.

Em nota oficial, Teerã declarou que Washington será responsabilizado pelas consequências da decisão e ressaltou que adotará todas as ações consideradas necessárias para proteger seus interesses e sua segurança nacional.

EUA revogam licença para venda de petróleo iraniano

A decisão norte-americana foi confirmada por uma autoridade dos Estados Unidos, que informou a revogação da licença geral que autorizava temporariamente a comercialização de petróleo do Irã.

De acordo com o representante, a medida foi motivada pelos recentes episódios registrados no Estreito de Ormuz, classificados por Washington como “totalmente inaceitáveis”. O governo americano também alertou que as ações terão consequências, embora as negociações diplomáticas para um acordo definitivo entre os dois países permaneçam em andamento.

Suspensão das sanções havia sido anunciada em junho

Em junho deste ano, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento que previa a suspensão temporária das sanções sobre as exportações de petróleo iraniano.

A autorização, válida entre 21 de junho e 21 de agosto, permitia que o país comercializasse e entregasse petróleo para praticamente todos os mercados internacionais, incluindo compradores norte-americanos, sem sofrer penalidades durante esse período.

Com a revogação antecipada da licença, o cenário volta a gerar incertezas para o mercado internacional de energia.

Ataques a petroleiros elevaram tensão na região

A retomada das sanções ocorreu após relatos de ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Segundo relatório divulgado pela agência UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido), vinculada à Marinha britânica, três petroleiros informaram ter sido atingidos por projéteis de origem ainda desconhecida nos últimos dias.

Até o momento, o governo iraniano não comentou oficialmente os incidentes, e nenhuma organização assumiu a responsabilidade pelos ataques.

Mercado reage com alta no preço do petróleo

Após o anúncio da revogação da licença pelos Estados Unidos, os preços internacionais do petróleo registraram alta superior a 3%, refletindo as preocupações dos investidores com uma possível escalada das tensões no Oriente Médio e impactos sobre o abastecimento global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

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Internacional

China amplia carga aérea internacional com 92 novas rotas no primeiro semestre

A China reforçou sua presença no mercado global de carga aérea ao inaugurar 92 novas rotas internacionais durante o primeiro semestre deste ano. A expansão acrescentou mais de 210 voos semanais de ida e volta à malha logística do país, segundo dados divulgados pela Federação Chinesa de Logística e Compras.

O avanço faz parte da estratégia chinesa de fortalecer sua infraestrutura de transporte de cargas e atender ao crescimento da demanda do comércio internacional.

Europa e Ásia concentram maior número de novas operações

Das novas rotas implantadas, 41 ligam a China a países da Ásia, enquanto outras 38 têm como destino a Europa. A expansão também contemplou 11 ligações com a América do Norte, além da abertura de uma rota para a América do Sul e outra para a África.

A ampliação da malha aérea fortalece a conectividade entre os principais mercados consumidores e amplia a capacidade de movimentação de mercadorias em escala global.

Comércio eletrônico impulsiona transporte de cargas

Entre os principais produtos transportados nas novas rotas estão mercadorias relacionadas ao comércio eletrônico transfronteiriço, além de manufaturados de alto padrão, produtos de elevado valor agregado, componentes eletrônicos e autopeças.

O crescimento desse perfil de carga acompanha a expansão das exportações chinesas e a necessidade de entregas mais rápidas para diferentes mercados internacionais.

Rede internacional segue em expansão

De acordo com a Federação Chinesa de Logística e Compras, a estrutura da rede internacional de carga aérea da China continua em ritmo acelerado de crescimento ao longo de 2026.

As companhias especializadas em transporte aéreo de cargas têm intensificado as operações nos principais corredores entre a Ásia e a Europa e ampliado, gradualmente, os serviços em rotas transoceânicas e de longa distância, fortalecendo a posição do país na logística global.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Corredor bioceânico deve ser prioridade para Brasil, Argentina e Paraguai, defende presidente do Chile

O presidente do Chile, José Antonio Kast, pediu que Brasil, Argentina e Paraguai acelerem as obras do corredor bioceânico, projeto considerado estratégico para ampliar a integração regional e fortalecer as conexões entre os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de uma ampla malha rodoviária.

Durante participação no Congresso paraguaio, nesta quarta-feira (1º), Kast destacou a importância de que todos os países envolvidos cumpram os prazos previstos para as obras de infraestrutura.

“Esperamos que todas as intervenções necessárias sejam concluídas dentro do cronograma, para que nenhuma etapa fique pendente”, afirmou.

Corredor bioceânico é visto como motor da integração regional

Segundo o presidente chileno, a conclusão do Corredor Rodoviário Bioceânico depende do comprometimento conjunto dos governos participantes. Para ele, o empreendimento representa uma oportunidade de ampliar a integração regional, fortalecer as relações entre os países e impulsionar o comércio internacional.

A declaração ocorreu durante sua primeira visita oficial ao Paraguai desde que assumiu a presidência, em março deste ano. Antes do discurso no Parlamento, Kast participou de um encontro com o presidente paraguaio, Santiago Peña.

O projeto prevê uma rota de aproximadamente 2.400 quilômetros, ligando o Centro-Oeste brasileiro ao norte do Chile. O trajeto passará pelo Chaco paraguaio, pelas províncias argentinas de Salta e Jujuy e chegará aos portos chilenos de Antofagasta, Mejillones e Iquique, ampliando o acesso aos mercados do Pacífico.

Paraguai aposta em acesso aos mercados asiáticos

Após a sessão no Congresso, Kast seguiu para o Palácio de López, em Assunção, onde participou de uma entrevista coletiva ao lado de Santiago Peña.

Na ocasião, o presidente paraguaio ressaltou que o corredor bioceânico terá papel fundamental para ampliar a presença do país no comércio exterior, permitindo acesso mais competitivo aos mercados asiáticos por meio dos portos chilenos.

Kast desembarcou no Paraguai na última segunda-feira para participar da 18ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Mercosul, bloco no qual o Chile atua como membro associado. Após encerrar a agenda oficial no país, o presidente seguirá viagem para o Uruguai.

Presidente chileno defende união contra o crime organizado

Além da pauta de infraestrutura, José Antonio Kast reforçou a necessidade de uma atuação conjunta dos países sul-americanos no enfrentamento ao crime organizado transnacional.

Em discurso aos parlamentares paraguaios, o presidente afirmou que organizações criminosas atuam sem respeitar fronteiras e defendeu políticas coordenadas para combater ameaças como o narcotráfico, as máfias e outras redes criminosas.

Segundo Kast, a neutralidade diante desse cenário não é uma alternativa eficaz e a cooperação entre os países da região será decisiva para enfrentar o avanço dessas organizações e proteger a população.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: EFE /Adriana Thomasa

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Internacional

Peru regulamenta Fundo Social de Chancay para acelerar desenvolvimento em área de influência do porto

O governo do Peru deu um novo passo para fortalecer o desenvolvimento regional ao aprovar o regulamento da lei que institui o Fundo Social para o Desenvolvimento de Chancay. A medida, anunciada pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), tem como principal objetivo reduzir desigualdades e ampliar investimentos nas áreas impactadas pelo Porto de Chancay.

Regulamento define prioridades para investimentos

De acordo com o MEF, a Carteira de Investimentos Estratégicos Territoriais (CIET) reunirá projetos com orçamento inferior a 200 milhões de soles. As iniciativas deverão estar localizadas nas áreas de influência do corredor logístico ligado ao Hub Portuário de Chancay e ficarão sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Infraestrutura (ANIN).

A proposta busca direcionar recursos para obras e ações consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social da região.

Projetos sociais terão foco na redução de desigualdades

O regulamento também estabelece que os projetos sociais contemplam intervenções temporárias, de caráter setorial ou multissetorial, voltadas à redução ou eliminação de desigualdades sociais.

Essas ações, no entanto, não serão classificadas como investimentos dentro do Sistema Nacional de Programação Multianual e Gestão de Investimentos, mantendo um tratamento específico previsto pela legislação.

Como será financiado o Fundo Social de Chancay

Segundo as regras aprovadas, o Fundo Social para o Desenvolvimento de Chancay será constituído na conta única do Tesouro Público peruano.

Os recursos serão provenientes de 20% da arrecadação aduaneira marítima obtida nos terminais portuários localizados na jurisdição da província de Huaral, garantindo uma fonte permanente de financiamento para as iniciativas previstas.

Conselho administrará os recursos

A gestão do fundo ficará sob responsabilidade de um Conselho de Administração, encarregado de definir a aplicação dos recursos.

O colegiado será composto pelo prefeito ou representante da Prefeitura Distrital de Chancay, um representante da Prefeitura Provincial de Huaral e um prefeito escolhido entre os municípios distritais da província de Huaral.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Acordo UE-Mercosul ainda enfrenta desafios, admite ministro da Alemanha

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, reconheceu que o acordo UE-Mercosul ainda enfrenta obstáculos antes de sua implementação completa. Apesar disso, ele afirmou que as pendências podem ser solucionadas ao longo do processo de consolidação do tratado.

Durante entrevista coletiva realizada em Buenos Aires, ao lado do ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, Wadephul destacou que a entrada em vigor definitiva do acordo ainda exigirá tempo. Segundo ele, embora existam questões pendentes, os avanços conquistados até agora são suficientes para permitir que os países envolvidos encontrem soluções para os desafios restantes.

Avanços após a cúpula do Mercosul

A declaração foi feita um dia após a 68ª Cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, que reuniu representantes de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e países associados. O encontro teve como foco o fortalecimento da integração regional, a ampliação do comércio entre os integrantes do bloco e o avanço de pautas sociais e de desenvolvimento econômico.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é considerado um dos maiores tratados de livre comércio do mundo, criando acesso a um mercado com mais de 700 milhões de consumidores e ampliando as oportunidades para exportadores brasileiros.

Resistência de países europeus continua

Apesar do avanço nas negociações, o tratado ainda enfrenta resistência em alguns países da Europa. Parte dos críticos teme que produtos sul-americanos, com custos mais competitivos, prejudiquem agricultores e setores produtivos europeus.

Entre os principais opositores está a Polônia. Em abril, o vice-primeiro-ministro Wladyslaw Kosiniak-Kamysz anunciou que o país pretende recorrer ao tribunal superior da União Europeia para contestar o acordo. A França também mantém posição crítica, alegando possíveis impactos negativos para os produtores rurais do continente.

Enquanto avalia os próximos passos relacionados ao tratado de livre comércio, o Parlamento Europeu aprovou, em junho, o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos. O pacto prevê redução de tarifas para diversos produtos industriais e agrícolas norte-americanos, após negociações conduzidas no ano passado com o governo de Donald Trump.

Implementação provisória prevê redução de tarifas

O acordo UE-Mercosul começou a ser aplicado de forma provisória em 1º de maio, encerrando um processo de negociações que durou cerca de 25 anos. Nesta etapa inicial, as medidas são implementadas gradualmente, principalmente no que diz respeito à redução de tarifas de importação e exportação.

De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras destinadas ao mercado europeu já passam a contar com tarifa zero. Entre os produtos beneficiados estão café solúvel, frutas frescas, óleos vegetais e diversos itens agroindustriais.

Outros produtos, como aves e açúcar, passam a operar dentro de sistemas de cotas com tarifas reduzidas. Já a carne bovina enfrenta incertezas após a União Europeia impor restrições às importações de cortes brasileiros por motivos sanitários.

No sentido inverso, produtos europeus como vinhos, queijos, azeites, chocolates, máquinas industriais, produtos químicos e automóveis terão redução gradual das tarifas para ingresso no mercado brasileiro, conforme os prazos estabelecidos no tratado.

Aprovação definitiva ainda depende de novas etapas

Mesmo com a aplicação provisória em andamento, o acordo de livre comércio ainda precisa cumprir etapas políticas e jurídicas em alguns países da União Europeia. Além da análise de pontos específicos pelo Parlamento Europeu, questionamentos apresentados por grupos contrários ao tratado continuam sendo avaliados pelas instâncias competentes.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Boris Roessler/picture alliance/Getty Images

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