Internacional

EUA apreendem petroleiro russo ligado à Venezuela após perseguição no Atlântico

Os Estados Unidos realizaram, na madrugada desta quarta-feira (7), a apreensão de dois petroleiros em operações separadas em águas internacionais do Atlântico Norte e do Caribe. Uma das embarcações, o petroleiro russo Marinera, anteriormente chamado de Bella 1, é apontada por autoridades americanas como ligada à Venezuela e vinha sendo monitorada há semanas antes da interceptação.

Operação no Atlântico Norte teve apoio internacional

De acordo com o Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA, o navio M/V Bella 1 foi interceptado no Atlântico Norte em cumprimento a um mandado expedido por um tribunal federal norte-americano. A ação contou com o acompanhamento do USCGC Munro, da Guarda Costeira dos Estados Unidos, além de suporte naval e aéreo do Reino Unido.

Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que a embarcação chegou a receber escolta de navios e submarinos russos e obteve autorização para operar sob bandeira da Rússia em 24 de dezembro. Em comunicado, o Ministério da Defesa britânico afirmou que o apoio à operação foi “fundamental” e destacou o “histórico nefasto” do navio.

Governo britânico cita evasão de sanções

Em nota oficial, o governo do Reino Unido afirmou que o petroleiro integra um eixo russo-iraniano de evasão de sanções, responsável por financiar conflitos e ampliar instabilidades internacionais. Segundo a declaração, esse tipo de operação contribui para o prolongamento de crises do Oriente Médio à Ucrânia.

Rússia contesta apreensão e cita direito marítimo

A Rússia reagiu à ação e acusou os Estados Unidos de violar o direito marítimo internacional. O Ministério dos Transportes russo afirmou que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, garante a liberdade de navegação em alto-mar e proíbe o uso da força contra embarcações devidamente registradas sob jurisdição estrangeira.

“Frota fantasma” e ligação com a Venezuela

Segundo o governo norte-americano, os dois navios apreendidos faziam parte de uma chamada “frota fantasma”, utilizada para burlar sanções internacionais. As autoridades afirmam que ambas as embarcações haviam atracado recentemente na Venezuela ou estavam a caminho do país.

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, afirmou que as ações foram conduzidas de forma “meticulosamente coordenada” pela Guarda Costeira. Ela relatou que o Bella 1 tentou escapar da fiscalização por semanas, chegando a trocar de bandeira e a pintar um novo nome no casco durante a perseguição.

Segundo navio foi interceptado no Caribe

A segunda embarcação, identificada como MC Sophia, foi abordada no Mar do Caribe. O navio navegava sob bandeira do Panamá e havia deixado águas venezuelanas no início de janeiro. De acordo com autoridades americanas, o petroleiro integrava um esquema de transporte de petróleo venezuelano para a China, operando em “modo escuro”, com o transponder desligado para dificultar o rastreamento.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Internacional

Suprema Corte dos EUA pode decidir já nesta sexta sobre tarifas impostas por Trump

A Suprema Corte dos Estados Unidos pode divulgar já nesta sexta-feira uma decisão crucial sobre as tarifas globais impostas por Donald Trump, tema que está no centro de um dos processos mais sensíveis do atual cenário político e econômico americano.

Sexta-feira marca primeira chance de decisão

O tribunal agendou a sexta-feira como dia de divulgação de decisões, o que sinaliza a primeira oportunidade para um possível veredito sobre o pacote tarifário adotado pelo presidente. Embora a Corte não antecipe quais julgamentos serão publicados, decisões podem ser anunciadas sempre que os ministros se reúnem em plenário, a partir das 10h (horário de Washington).

A expectativa em torno do caso cresce diante da tramitação acelerada adotada pelos magistrados, o que reforça a possibilidade de uma decisão sobre tarifas comerciais já nos próximos dias.

Caso pode atingir principal política econômica de Trump

Uma eventual derrota de Trump no julgamento enfraqueceria sua principal bandeira econômica e representaria a maior derrota jurídica desde seu retorno à Casa Branca. O processo questiona as chamadas tarifas do “Dia da Libertação”, anunciadas em 2 de abril, que estabeleceram alíquotas entre 10% e 50% sobre a maioria das importações.

Além disso, estão sob análise as tarifas específicas aplicadas a Canadá, México e China, justificadas pelo governo como medidas para combater o tráfico de fentanil.

Autoridade presidencial é alvo de questionamento

Durante as audiências realizadas em 5 de novembro, os ministros demonstraram ceticismo quanto à autoridade do presidente para impor tarifas com base em uma lei de 1977, que concede poderes especiais apenas em situações de emergência nacional.

Trump, por sua vez, defendeu publicamente sua atuação. Em conversa com parlamentares republicanos, afirmou esperar que a Suprema Corte “faça o que é certo para o país” e reforçou que o presidente precisa ter liberdade para negociar tarifas.

Outros casos relevantes na pauta da Suprema Corte

Além do tema comercial, a Corte pode se pronunciar sobre um importante processo de redistritamento eleitoral, que pode influenciar o controle do Congresso nas eleições legislativas deste ano. Os ministros avaliam limitar de forma significativa o uso da Lei dos Direitos ao Voto para a criação de distritos eleitorais com maioria negra ou hispânica.

O anúncio do calendário ocorre com o retorno dos magistrados após um recesso de quatro semanas.

Agenda inclui temas sociais e políticos sensíveis

Nas próximas duas semanas, novos dias de divulgação de decisões podem ser incluídos. Na terça-feira, a Suprema Corte analisará leis estaduais que proíbem meninas e mulheres transgênero de competirem em equipes esportivas femininas nas escolas.

Já em 21 de janeiro, o tribunal avaliará a tentativa de Trump de demitir a diretora do Federal Reserve, Lisa Cook, acusada pelo presidente de fraude hipotecária — acusações que ela nega.

FONTE: gCaptain
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/REUTERS/Kevin Lamarque

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Internacional

Acordo Mercosul-UE avança e União Europeia prevê assinatura em breve

A União Europeia sinalizou avanço nas negociações para a conclusão do acordo Mercosul-UE e trabalha com a expectativa de formalizar o pacto em um futuro próximo. A avaliação foi divulgada nesta segunda-feira (5) pela Comissão Europeia, que apontou progresso nas conversas internas entre os países do bloco.

Comissão Europeia indica progresso nas negociações

A porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, afirmou que os Estados-membros estão alinhados e que o bloco está “no caminho certo” para fechar o acordo. Embora não tenha confirmado a data de 12 de janeiro, mencionada anteriormente como possível para a assinatura, a representante reforçou que o desfecho pode ocorrer em breve.

Reunião emergencial debate pontos sensíveis do acordo

Como parte do processo, a Comissão informou a convocação de uma reunião emergencial dos ministros da Agricultura da União Europeia, marcada para esta quarta-feira (7), em Bruxelas. O objetivo é discutir ajustes e novos pontos do texto antes da votação prevista para sexta-feira (9).

Diplomatas europeus indicam que o encontro busca reduzir resistências e avançar em consensos, especialmente sobre temas ligados ao setor agrícola.

Maior área de livre comércio do mundo

Negociado ao longo de 25 anos, o acordo entre a UE e o Mercosul tem potencial para criar a maior área de livre comércio do mundo, fortalecendo as relações econômicas entre os 27 países europeus e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Resistência de França e Itália atrasou assinatura

A tentativa de assinar o pacto em dezembro do ano passado, durante reunião em Foz do Iguaçu, foi adiada após França e Itália manifestarem oposição. Os dois países alegaram preocupações com os impactos do acordo sobre seus produtores rurais, pressionando por mais tempo de análise.

Benefícios comerciais e temor no setor agrícola

Pelo acordo, a União Europeia ampliaria as exportações de veículos, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para os países do Mercosul, em um contexto de crescentes tensões comerciais globais.

Em contrapartida, o pacto facilitaria o acesso ao mercado europeu de produtos sul-americanos como carne bovina, açúcar, arroz, mel e soja. Esse ponto gera preocupação entre agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos com preços mais baixos, especialmente do Brasil.

Pedido por salvaguardas e regras mais rígidas

Diante desse cenário, França e Itália defendem a inclusão de cláusulas de salvaguarda, controles mais rigorosos sobre importações e exigências ambientais e sanitárias mais severas para os produtores do Mercosul, como forma de proteger o setor agrícola europeu.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Fronteira Brasil–Venezuela é reaberta com fiscalização reforçada após crise política

A fronteira entre o Brasil e a Venezuela foi reaberta neste domingo (4/1) e voltou a operar normalmente após o fechamento registrado no sábado. Segundo autoridades brasileiras, o fluxo de pessoas e veículos ocorre de forma tranquila, embora com fiscalização reforçada em razão do cenário político no país vizinho, após a prisão de Nicolás Maduro.

Em Pacaraima, município de Roraima que faz divisa com a Venezuela, a atuação é conjunta entre Exército Brasileiro, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Receita Federal e Polícia Civil.

Veículos e pedestres passam por revistas

Todos os veículos e pessoas que atravessam a fronteira, tanto na entrada quanto na saída, estão sendo abordados. As equipes realizam revistas minuciosas, com conferência de documentos pessoais, documentação dos veículos e fiscalização de mercadorias.

De acordo com as forças de segurança, a operação segue protocolos considerados de rotina, apesar do reforço visível no efetivo e no controle da passagem.

Migração segue ativa pela BR-174

Mesmo diante do contexto político, a migração venezuelana continua ocorrendo. Ao longo da BR-174, principal ligação entre Pacaraima e Boa Vista, foi registrado o deslocamento de pessoas a pé em ambos os sentidos, tanto em direção à capital de Roraima quanto no caminho inverso.

Venezuelanos cruzam a fronteira em meio à incerteza

Entre os que atravessaram a fronteira está Kleber Marino, de 23 anos, que retornou à Venezuela com a filha de um ano. Ele chegou a Pacaraima de táxi, cruzou a fronteira a pé com a criança no colo e seguiu viagem até Santa Helena de Uairén em uma motocicleta.

Segundo ele, a viagem já estava planejada antes dos acontecimentos políticos. “Eu já tinha comprado a passagem sem saber de nada. De madrugada aconteceu tudo e foi uma surpresa. Estou um pouco feliz, porque fazia tempo que a gente queria tirar ele e nunca conseguiu. Agora aconteceu. Agora depende de como vai ficar a situação lá”, relatou. Kleber vive há quase cinco anos em Roraima e não retornava à Venezuela desde então.

Turistas brasileiros retornam sem transtornos

Também foi observado movimento intenso de táxis e veículos de agências de turismo na região. Turistas brasileiros que estavam na Venezuela afirmaram ter sido surpreendidos pelo fechamento temporário da fronteira no sábado (3/1), mas relataram que o retorno ao Brasil ocorreu de forma tranquila após a reabertura neste domingo.

FONTE: Diário do Brasil e Metrópoles
TEXTO: Redação
IMAGEM: Natália Fuhrmann/Metrópoles

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Internacional

Brasil e aliados defendem solução pacífica para crise na Venezuela e rejeitam uso da força

Os governos de Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram, em 4 de janeiro de 2026, um posicionamento conjunto sobre os acontecimentos recentes na Venezuela. Diante da gravidade da situação, os países reafirmaram compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas e manifestaram forte preocupação com ações militares realizadas de forma unilateral em território venezuelano.

Segundo a declaração, essas iniciativas violam normas fundamentais do direito internacional, como a proibição do uso ou da ameaça do uso da força, além de ferirem a soberania e a integridade territorial dos Estados. Os governos alertam que esse tipo de ação representa um risco à paz regional, à ordem internacional baseada em regras e à segurança da população civil.

Defesa do diálogo e da vontade do povo venezuelano

No documento, os países reiteram que a crise na Venezuela deve ser solucionada exclusivamente por meios pacíficos, com base no diálogo, na negociação e no respeito à vontade do povo venezuelano, sem interferências externas.

A posição conjunta destaca que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, pode levar a uma saída democrática, duradoura e alinhada à dignidade humana, sempre em conformidade com o direito internacional.

América Latina é reafirmada como zona de paz

Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha reforçam ainda o entendimento de que a América Latina e o Caribe devem permanecer como uma zona de paz, construída sobre os princípios do respeito mútuo, da não intervenção e da solução pacífica de controvérsias.

Nesse contexto, os governos fazem um apelo à unidade regional, independentemente de divergências políticas, diante de qualquer ação que ameace a estabilidade regional. O grupo também conclama as Nações Unidas e outros mecanismos multilaterais a utilizarem seus bons ofícios para promover a desescalada das tensões e preservar a paz.

Alerta sobre controle externo de recursos estratégicos

Outro ponto destacado na declaração é a preocupação com eventuais tentativas de controle governamental, administração externa ou apropriação de recursos naturais e estratégicos da Venezuela. Segundo os países signatários, esse tipo de iniciativa é incompatível com o direito internacional e pode gerar impactos negativos na estabilidade política, econômica e social da região.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM:

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Internacional

União Europeia cobra respeito à vontade do povo venezuelano em meio à crise política

A União Europeia divulgou neste domingo (4) uma declaração oficial em que defende “calma e moderação” de todos os envolvidos na crise na Venezuela. O apelo tem como objetivo evitar o agravamento das tensões e abrir caminho para uma solução pacífica e negociada. O posicionamento foi publicado pela alta representante da UE para Relações Exteriores e Segurança, Kaja Kallas, em suas redes sociais.

Defesa do direito internacional e da Carta da ONU

No comunicado, a UE destaca que, em qualquer circunstância, devem ser respeitados os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. O texto ressalta ainda que os países que integram o Conselho de Segurança da ONU têm responsabilidade especial na preservação desses fundamentos, especialmente em contextos de instabilidade política.

Questionamento da legitimidade de Nicolás Maduro

A declaração reforça a posição do bloco de que Nicolás Maduro não possui legitimidade como presidente democraticamente eleito. Diante desse entendimento, a União Europeia segue defendendo uma transição democrática pacífica na Venezuela, conduzida pelos próprios venezuelanos e com pleno respeito à soberania nacional do país.

Articulação internacional para apoiar o diálogo

Segundo o documento, a UE mantém diálogo próximo com os Estados Unidos e parceiros regionais para incentivar conversas entre todas as partes envolvidas no conflito. O objetivo é viabilizar uma solução democrática, inclusiva e pacífica, baseada no entendimento político e no respeito às instituições.

Crime organizado e direitos humanos preocupam o bloco

Outro ponto destacado pela União Europeia é a ameaça representada pelo crime organizado internacional e pelo tráfico de drogas, tratados como desafios globais. Para enfrentá-los, o bloco defende cooperação internacional, respeito ao direito internacional e à integridade territorial dos países.

Ao final, a UE reiterou a cobrança por respeito integral aos direitos humanos e pediu a libertação imediata e incondicional de presos políticos na Venezuela. O comunicado informa ainda que autoridades consulares dos Estados-membros atuam de forma coordenada para garantir a proteção de cidadãos europeus no país, incluindo aqueles detidos de maneira considerada ilegal.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Internacional

Domicílio fiscal no exterior cresce entre brasileiros de alta renda, mas exige regras rígidas

A transferência do domicílio fiscal para o exterior tem ganhado espaço entre brasileiros de alta renda, impulsionada por debates recentes nas redes sociais. O tema voltou ao centro das atenções após declarações do influenciador Thiago Nigro sobre uma suposta economia tributária obtida por David Vélez, cofundador do Nubank, ao fixar residência no Uruguai. Especialistas, no entanto, alertam: reduzir impostos fora do Brasil envolve um processo complexo, que vai muito além de mudar o endereço junto à Receita Federal.

Debate nas redes e aumento das saídas formais do país

A repercussão do caso dividiu opiniões. Parte do público criticou a decisão, alegando fuga de recursos do país, enquanto outros destacaram o peso da carga tributária brasileira. Em resposta, Vélez afirmou ao Pipeline, do Valor Econômico, que a motivação principal para a mudança foi a segurança, e não a economia de impostos.

O movimento não é isolado. Dados da Receita Federal mostram que mais de 21 mil brasileiros formalizaram a saída definitiva do país na declaração de 2025. Diante desse cenário, o Fisco prepara um painel para mapear os principais destinos desses contribuintes, com lançamento previsto ainda neste mês.

Em outubro, a Receita chegou a esclarecer que eram falsas as informações sobre um suposto rastreamento automático de brasileiros no exterior que não apresentaram a Declaração de Saída Definitiva do País (DSDP). Segundo o órgão, não há monitoramento baseado apenas na mudança de domicílio, e o foco é orientativo.

O que leva os mais ricos a buscar outro domicílio fiscal

O domicílio fiscal define onde a renda de uma pessoa é tributada. Segundo Tatiana Berenguer, fundadora da TB Advisory, executivos e empresários passam a considerar a mudança quando percebem que uma parcela significativa do que produzem é absorvida pelo sistema tributário nacional.

Ela explica que é possível, em alguns casos, ter residência fiscal em mais de um país, como ocorre com cidadãos americanos ou com residentes nos Emirados Árabes Unidos, onde não há tributação sobre renda. Ainda assim, a decisão costuma ser estratégica.

Entre os principais fatores que motivam a mudança estão:

  • Carga tributária elevada e insegurança jurídica, que dificultam o planejamento de longo prazo;
  • Internacionalização dos negócios e trabalho remoto, reduzindo a necessidade de presença física no Brasil;
  • Planejamento sucessório, favorecido por legislações mais previsíveis e estáveis.

Berenguer ressalta que a busca não é por isenção total, mas por previsibilidade tributária e retorno sobre os impostos pagos. Segundo ela, países como os Estados Unidos seguem atraindo brasileiros mesmo com alta tributação, devido à segurança, qualidade de vida e infraestrutura.

Mudança de domicílio fiscal exige rompimento real com o Brasil

Especialistas reforçam que a alteração da residência fiscal não é apenas declaratória. Ela ocorre quando o contribuinte rompe vínculos fiscais com o Brasil e passa a cumprir os critérios exigidos por outra jurisdição. A partir disso, deixa de ser tributado como residente e passa a recolher impostos no Brasil apenas sobre rendimentos de fonte nacional.

O processo envolve várias etapas, entre elas:

  • Obtenção de residência legal no país escolhido;
  • Reconhecimento da residência fiscal pela autoridade local, com emissão de certificado;
  • Permanência efetiva fora do Brasil por mais de 12 meses, com pelo menos 183 dias no exterior;
  • Entrega da Comunicação de Saída Definitiva do País à Receita Federal;
  • Envio da Declaração de Saída Definitiva no ano-calendário seguinte;
  • Nomeação de procurador fiscal, quando há bens ou rendimentos no Brasil;
  • Comunicação às fontes pagadoras, como bancos e o INSS.

Autoridades fiscais podem exigir provas adicionais, como contratos de aluguel, contas de consumo e extratos bancários. Manter vida financeira e decisões patrimoniais concentradas no Brasil enquanto se declara residente no exterior acende alertas.

Riscos legais e penalidades

Simular uma mudança de domicílio fiscal pode resultar em sonegação fiscal, crime contra a ordem tributária e até lavagem de dinheiro, dependendo da estrutura utilizada. As penalidades incluem multas elevadas, cobrança retroativa de impostos com juros e responsabilização criminal.

Também pode haver enquadramento por falsidade ideológica, caso o contribuinte forneça informações falsas em declarações fiscais, documentos migratórios ou contratos usados para sustentar a suposta residência no exterior.

Por que Uruguai e Paraguai atraem brasileiros

O Uruguai se tornou um dos destinos mais procurados por oferecer incentivos como isenção de imposto sobre aplicações financeiras no exterior por até dez anos. Segundo Roberto Justo, do escritório Choaib, Paiva e Justo Advogados Associados, o benefício pode ser obtido com permanência mínima de 183 dias no país ou por alternativas como a compra de imóveis a partir de cerca de US$ 540 mil, reduzindo a exigência para 60 dias anuais.

Há ainda a possibilidade de investimentos superiores a US$ 2,07 milhões em empresas ou projetos produtivos, que dispensam a exigência de permanência física mínima.

O Paraguai também figura entre os preferidos, por não tributar a renda da pessoa física. Além disso, empresários têm estruturado operações no país para reduzir custos. Segundo Berenguer, importar produtos via empresas paraguaias pode reduzir em até 28% os custos operacionais, mesmo com logística adicional.

Economia de impostos amplia liberdade financeira

Com menor carga tributária e ambiente regulatório mais simples, os recursos economizados podem ser direcionados a investimentos, melhoria do padrão de vida e expansão patrimonial. Para especialistas, esse ganho pode representar décadas de liberdade financeira, maior diversificação internacional e mais poder de escolha para empresários e investidores.

FONTE: Valor Investe
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Internacional, Negócios

Retrospectiva 2025: Articulação Internacional reposiciona SC no radar de investidores, grandes mercados e bancos externos

A internacionalização evoluiu de agenda eventual do governo de Santa Catarina para integrar o núcleo da estratégia de desenvolvimento econômico em 2025. Com a liderança do governador Jorginho Mello, o Estado deu início à estruturação de sua política de articulação internacional orientada à atração de investimentos, ampliação de mercados e viabilização de projetos estratégicos. Os resultados reposicionaram Santa Catarina no radar de governos, bancos multilaterais e grandes grupos empresariais.

O movimento ganhou escala com a atuação da Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI), comandada pelo secretário Paulo Bornhausen e responsável por organizar a presença internacional do governo. Em 2025, a SAI SC conectou agendas externas a prioridades internas como infraestrutura, mobilidade, competitividade industrial e sustentabilidade fiscal. 

Ao longo do ano, a atuação internacional foi marcada por quatro missões oficiais com agendas técnicas no exterior, visitas de autoridades internacionais de 19 países ao Estado, dois eventos de negócios fora do país (SC Day Tóquio e NY) e sete eventos de articulação internacional apoiados pelo governo em Santa Catarina. As ações tiveram foco econômico e institucional.

Crédito de longo prazo com o Banco Mundial

Do ponto de vista econômico, o principal marco do ano foi a consolidação da relação com organismos multilaterais de crédito. Durante missão oficial aos Estados Unidos, em maio, o governador Jorginho Mello cumpriu agenda em Washington com o Banco Mundial, apresentando projetos estruturantes nas áreas de mobilidade, infraestrutura urbana, resiliência climática e desenvolvimento regional. A iniciativa abriu caminho para uma nova geração de financiamentos de longo prazo para Santa Catarina, somando-se mais de US$ 500 milhões, reforçando a credibilidade fiscal e institucional do Estado junto a organismos internacionais.

Na avaliação de Paulo Bornhausen, essa articulação internacional responde a uma lacuna histórica do país. “Os Estados brasileiros ficaram muito tempo à margem das grandes decisões internacionais. Santa Catarina decidiu ocupar esse espaço com seriedade, projetos bem estruturados e alinhamento político”, afirma o secretário.

Aproximação com mercados populosos da Ásia

O segundo eixo de maior relevância na articulação internacional em 2025 foi a intensificação das relações com a Ásia. Em junho, o governador liderou missão oficial ao Japão e à China, com agendas de governo e empresariais voltadas à ampliação das exportações catarinenses e à prospecção de investimentos em logística, energia, tecnologia e infraestrutura. A missão consolidou Santa Catarina como interlocutor direto junto a grandes conglomerados asiáticos e autoridades nacionais.

Japão e China

Como desdobramento dessa agenda, o Estado recebeu, ao longo do segundo semestre, visitas institucionais de grupos internacionais, entre eles representantes da Power China, interessados em projetos de aviação regional, ferrovias, energia e infraestrutura. A atuação reafirmou o caráter pragmático da política externa catarinense, voltada à geração de oportunidades econômicas concretas.

Singapura

Ainda no contexto asiático, Santa Catarina avançou na aproximação com países do Sudeste Asiático. Em setembro, o governo estadual recebeu visita institucional de representantes de Singapura, em Florianópolis, abrindo diálogo direto com um dos principais hubs logísticos, financeiros e tecnológicos do mundo. A agenda posicionou Singapura como porta de entrada para a ASEAN — um bloco econômico com mais de 600 milhões de consumidores — ampliando o horizonte de mercado para o setor produtivo catarinense.

Malásia

Em visita ao governo do estado em novembro, cônsul comercial da Malásia, Amirul Azman Ahmad, destacou o momento oportuno para ampliar os laços com a Malásia, que é a atual presidente da ASEAN.

“Vemos neste estado um polo industrial e tecnológico que dialoga diretamente com nossas prioridades. Buscamos joint ventures, transferência de tecnologia e maior acesso ao mercado Halal, aproveitando a força catarinense em proteína e alimentos processados”, declarou Ahmad.

Para o secretário Paulo Bornhausen, esse movimento é estratégico e objetivo: “A Ásia concentra crescimento, consumo e capacidade de investimento. Estar presente nesse diálogo é uma decisão econômica. Santa Catarina precisa ser vista como parceira confiável nesses mercados”.

Grupo espanhol investirá U$S 800 milhões para se instalar

A política de articulação internacional também produziu efeitos concretos na atração de investimentos europeus. Em junho, durante missão da vice-governadora Marilisa Boehm à Espanha, foi anunciado o investimento de R$ 800 milhões do grupo espanhol Vall Companys, no setor agroindustrial, com expansão da operação no Estado. O anúncio foi resultado de uma construção institucional de médio prazo, com diálogo direto conduzido pelo governador Jorginho Mello através da InvestSC, reforçando a presença de Santa Catarina nas cadeias globais de alimentos e proteína animal. 

Para sustentar essa presença internacional de forma permanente, o governo estadual avançou em 2025 na consolidação do programa de Embaixadores Honorários, incluindo representações estratégicas para China (Bruno Maria Machado), Portugal (Miguel Relvas) e Itália (Salmi Paladini Neto). A iniciativa garante canais contínuos de interlocução econômica e institucional, funcionando como extensão da diplomacia estadual em mercados prioritários.

“O programa fortalece a presença internacional do Estado de forma inteligente, sem estruturas onerosas, e ajuda a manter Santa Catarina conectada aos centros de decisão econômica”, explicou Bornhausen.

Escritórios permanentes

Após as missões do primeiro semestre, o governador Jorginho Mello anunciou que vai abrir em 2026 dois escritórios internacionais, como parte da estratégia para dar suporte a empresários catarinenses. A iniciativa está vinculada à InvestSC e visa estreitar laços comerciais, facilitar exportações e atrair investimentos externos. 

Os escritórios funcionarão como pontos de apoio institucional permanente. A aposta do governo é que essa estrutura permita tornar os canais de relacionamento com mercados externos contínuos e eficientes, ampliando oportunidades de negócios para o Estado.

Fortalecimento institucional com a Argentina

Na América do Sul, a agenda internacional do governo incluiu missão oficial à Argentina, em novembro, com foco no fortalecimento do comércio bilateral, na conectividade aérea e no turismo. A presença do governador em agendas institucionais de alto nível reforçou o papel da Argentina como terceiro maior parceiro comercial de Santa Catarina e ampliou o diálogo sobre integração regional.

A missão oficial do Governo de Santa Catarina à Argentina encerrou-se com um importante gesto político e diplomático, no dia 11 de novembro. O governador Jorginho Mello foi um dos poucos convidados para a cerimônia de posse do novo ministro do Interior da Argentina, Diego Santilli, realizada no tradicional Salão Branco da Casa Rosada, sede do Poder Executivo argentino. Durante o evento, o governador catarinense encontrou-se com o presidente Javier Milei, reafirmando os laços entre o estado e a nação vizinha.

Efeito das missões

Ao longo do segundo semestre, os efeitos da articulação internacional começaram a se materializar no território catarinense. Em setembro, equipes técnicas do Banco Mundial realizaram visitas institucionais a regiões como AMUNESC e Vale Europeu, iniciando a estruturação de projetos regionais de mobilidade integrada — um exemplo claro de como a presença internacional se converte em políticas públicas concretas.

Em 2025 a articulação internacional de Santa Catarina tornou-se um instrumento direto de política econômica. Com o protagonismo político do governador Jorginho Mello e a organização técnica da SAI, o Estado deixou de reagir ao cenário global e passou a se posicionar estrategicamente nele — por meio de missões oficiais bem definidas, visitas institucionais qualificadas e projetos com alto potencial de impacto econômico.

Santa Catarina construiu, em 2025, uma política consistente de inserção internacional que conecta diplomacia, financiamento estruturado e competitividade produtiva, com método, liderança política e resultados concretos.

23 países com representantes recebidos pelo Governo de Santa Catarina em 2025:

Alemanha
Argentina
Bahrein
Catar
Cazaquistão
Chile
China
Coréia do Sul
França
Emirados Árabes Unidos
Estados Unidos
Espanha
Grécia
Itália
Japão
Macedônia do Norte
Malásia
Marrocos
Paraguai
Portugal
Singapura
Suíça
Kwait

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Secom GOVSC

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Internacional

Elevadores gigantes permitem que navios “subam montanhas” e conectem hidrovias estratégicas da China

Na província montanhosa de Guizhou, no sul da China, a engenharia transformou um dos terrenos mais acidentados do país em um corredor logístico de alta eficiência. Por meio de elevadores gigantes para navios, aquedutos suspensos e túneis escavados na rocha, embarcações conseguem vencer desníveis superiores a 250 metros e manter a conexão direta com o rio Yangtzé, principal eixo hidroviário chinês.

O que parece cena de ficção científica já faz parte da rotina local. Navios literalmente “sobem montanhas”, cruzam vales elevados e atravessam túneis navegáveis, tudo integrado a um sistema que combina geração de energia hidrelétrica, transporte fluvial e infraestrutura de grande escala.

Um país que navega sobre as montanhas

A China responde por cerca de um terço da capacidade hidrelétrica mundial, com aproximadamente 391 gigawatts instalados. Esse volume só foi possível graças à construção de grandes usinas em áreas de relevo extremo, onde rios profundos cortam cadeias montanhosas.

Entre esses projetos estão gigantes como a Usina de Três Gargantas, a maior do mundo, e complexos como o de Gaotan, em Guizhou. Nessas regiões, o desafio não era apenas gerar energia, mas manter a navegação ativa em rios fundamentais para a logística nacional.

Para isso, engenheiros chineses desenvolveram um conceito ousado: em vez de desviar rotas ou abandonar a navegação, criaram hidrovias verticais, onde navios sobem e descem montanhas por meio de elevadores monumentais.

Como funcionam os elevadores gigantes de Gaotan

O sistema de Gaotan lembra uma construção industrial de grande porte, mas seu interior abriga câmaras de água capazes de transportar embarcações inteiras. Cada elevador funciona de forma semelhante a um elevador urbano, porém em escala colossal.

As embarcações entram em uma espécie de “banheira” metálica cheia de água e são erguidas com estabilidade por cabos, engrenagens e contrapesos. Cada operação pode elevar navios de até 500 toneladas em cerca de 10 minutos, com capacidade projetada para cargas ainda maiores.

O primeiro elevador vence cerca de 78 metros de altura, equivalente a um prédio de mais de 20 andares. A partir daí, o percurso continua por canais artificiais até os próximos estágios.

Três elevadores e um desnível de 252 metros

O sistema completo é formado por três elevadores interligados, criando uma verdadeira escada hidráulica. Após o primeiro trecho, o navio segue até o segundo elevador, que adiciona mais 127 metros de subida. Em seguida, um terceiro equipamento realiza a descida final, de até 47 metros, conforme o nível da água.

No total, as embarcações vencem aproximadamente 252 metros de desnível — mais do que a altura da Estátua da Liberdade e superior à da Grande Pirâmide de Gizé. Em alguns pontos, os navios navegam a uma altura equivalente a prédios de 60 andares.

Apesar de cada elevador operar uma embarcação por vez, o sistema funciona em sequência contínua, criando um fluxo constante semelhante a uma linha de produção vertical.

O aqueduto suspenso que conecta tudo

Entre os elevadores, um dos elementos mais impressionantes é o aqueduto suspenso. Trata-se de um canal navegável elevado, que funciona como uma ponte de água sustentando navios em pleno deslocamento.

Diferente dos aquedutos históricos, esse foi projetado para suportar grandes cargas, variações de nível e condições geológicas complexas. A estrutura se integra ao relevo montanhoso e permite que os navios sigam viagem como se estivessem em um rio convencional — só que a dezenas de metros do solo.

Um túnel navegável dentro da montanha

Em outro trecho do trajeto, a geografia impôs um obstáculo ainda mais extremo: uma montanha maciça. A solução foi escavar um túnel navegável de cerca de 2,2 quilômetros, exclusivo para embarcações.

Dentro dele, o canal segue protegido, permitindo que os navios atravessem a rocha e cheguem ao próximo trecho da hidrovia. O túnel completa o conjunto formado por elevadores, aquedutos e canais, transformando um terreno quase intransponível em uma rota contínua de transporte aquático.

Energia, logística e o papel do rio Yangtzé

A razão de todo esse investimento é estratégica. Guizhou possui enorme potencial hidrelétrico e abriga diversas usinas ao longo do rio Wu, afluente direto do rio Yangtzé. Manter essa conexão ativa é essencial, já que o Yangtzé corta o país de oeste a leste e sustenta um dos maiores corredores industriais do planeta.

Interromper a navegação significaria isolar a região economicamente. Por isso, a China optou por integrar geração de energia e transporte fluvial, criando soluções que preservam a navegabilidade mesmo em terrenos extremos.

Gaotan e Três Gargantas: soluções diferentes para desafios distintos

Enquanto o sistema de Gaotan se destaca pela superação de grandes desníveis, o elevador da barragem das Três Gargantas chama atenção pela capacidade. Lá, uma única câmara eleva embarcações de até 3.000 toneladas, em um percurso de cerca de 113 metros.

Antes da instalação do elevador, os navios precisavam cruzar um conjunto de eclusas em cinco etapas, o que podia levar horas. Com o novo sistema, o tempo de travessia caiu drasticamente e o volume de cargas aumentou para dezenas de milhões de toneladas por ano.

Cada projeto atende a uma necessidade específica: Gaotan viabiliza a navegação onde ela praticamente não existiria; Três Gargantas otimiza um corredor já intensamente utilizado.

Por que os elevadores são a melhor solução

Construir rodovias ou ferrovias em Guizhou exigiria cortes massivos em montanhas, túneis extensos e manutenção constante em áreas instáveis. O custo e o risco seriam muito maiores.

Já o transporte fluvial oferece eficiência energética superior, menor emissão de poluentes e capacidade de carga muito maior. Uma única barcaça substitui dezenas de caminhões, com impacto ambiental reduzido.

Por isso, os elevadores gigantes de navios representam a solução mais racional para a região: integram energia, logística e geografia em um sistema único, eficiente e durável.

No fim, o que parecia impossível tornou-se um dos exemplos mais impressionantes de engenharia moderna, transformando montanhas em corredores navegáveis e consolidando a China como referência em infraestrutura de grande escala.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Trem interoceânico descarrila no México e deixa 13 mortos e quase 100 feridos

Um grave acidente ferroviário envolvendo um trem interoceânico deixou ao menos 13 pessoas mortas e 98 feridas neste domingo (28/12), no estado de Oaxaca, no sul do México. A informação foi confirmada pela presidente Claudia Sheinbaum, por meio das redes sociais.

O trem transportava cerca de 250 pessoas, entre passageiros e tripulantes, e seguia para Coatzacoalcos, no estado de Veracruz, quando ocorreu o descarrilamento.

Mobilização das autoridades e atendimento às vítimas

Logo após o acidente, forças de segurança e equipes de resgate foram acionadas para atender a ocorrência. De acordo com a Marinha do México, 139 pessoas não sofreram ferimentos, enquanto 98 ficaram feridas. Deste total, 36 vítimas precisaram de internação hospitalar, e as demais apresentaram ferimentos leves.

Segundo a presidente mexicana, os feridos foram encaminhados para hospitais do IMSS em Matías Romero e Salina Cruz, além de unidades do IMSS-Bienestar nas cidades de Juchitán e Ixtepec.

Investigação apura causas do descarrilamento

A procuradora-geral da República, Ernestina Godoy Ramos, informou que foi instaurado um inquérito oficial para investigar as causas do descarrilamento do trem interoceânico.

Claudia Sheinbaum afirmou ainda que determinou o deslocamento do secretário da Marinha e do subsecretário de Direitos Humanos do Ministério do Interior até o local do acidente, com o objetivo de prestar apoio direto às famílias das vítimas, além de representantes do IMSS e do IMSS-Bienestar.

Detalhes da composição e das operações de resgate

Em nota oficial, o Corredor Interoceânico informou que a composição era formada por duas locomotivas e quatro vagões, transportando 241 passageiros e nove tripulantes. O comunicado confirmou que o descarrilamento atingiu a locomotiva principal.

As autoridades responsáveis pelo corredor destacaram que seguem mobilizadas com ambulâncias terrestres, uma ambulância aérea e cerca de 40 profissionais de saúde naval. As equipes atuam em conjunto com autoridades federais, estaduais e municipais em operações de resgate, inclusive para socorrer pessoas que caíram em um barranco de aproximadamente sete metros de altura.

Fonte: Metrópoles

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO METRÓPOLES

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