Internacional

Alemanha defende União Europeia de duas velocidades para acelerar decisões do bloco

A Alemanha pretende defender a criação de uma União Europeia de duas velocidades como forma de destravar a tomada de decisões e impulsionar o desempenho econômico do bloco. A proposta prevê que um grupo central de países avance mais rapidamente em políticas estratégicas, enquanto os demais acompanham o processo em ritmo próprio.

Proposta busca romper paralisia na UE

“Este é o momento de uma Europa de duas velocidades”, afirmou o ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, durante evento promovido pelo jornal Welt, nesta terça-feira (27), em Berlim. Segundo ele, o modelo permitiria tornar o continente mais forte, competitivo e menos dependente de fatores externos.

Grupo central reuniria seis grandes economias

De acordo com uma carta de Klingbeil obtida pela Reuters, Alemanha e França articulam a criação de um novo formato de cooperação entre as seis principais economias da União Europeia. O grupo incluiria ainda Polônia, Espanha, Itália e Holanda.

O ministro alemão convidou seus pares desses países para uma videoconferência marcada para esta quarta-feira, com o objetivo de definir uma agenda concreta voltada ao fortalecimento da soberania, da resiliência econômica e da competitividade europeia.

Redução de dependências externas está no centro do debate

A iniciativa surge em meio aos esforços da UE para diminuir a dependência de matérias-primas estratégicas importadas de países como a China, além de enfrentar riscos associados a tarifas comerciais, fragmentação dos mercados globais e impactos sobre crescimento econômico e investimentos.

“Diante de um cenário geopolítico cada vez mais imprevisível, a Europa precisa se tornar mais forte e mais resiliente. Manter o status quo não é uma opção”, escreveu Klingbeil na carta enviada aos ministros.

Agenda inclui euro, defesa e mercados de capitais

Segundo o documento, a reunião desta quarta-feira deve funcionar como um “pontapé inicial” para o novo formato de cooperação, com a previsão de um encontro presencial à margem da próxima reunião do Eurogrupo.

A proposta apresentada inclui quatro eixos principais:

  • avanço da união dos mercados de capitais;
  • fortalecimento do euro;
  • maior coordenação dos investimentos em defesa;
  • garantia de acesso a matérias-primas essenciais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jana Rodenbusch

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Internacional

Lula e Trump discutem agenda internacional e articulam visita aos EUA em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, nesta segunda-feira, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um diálogo de aproximadamente 50 minutos. A ligação tratou de agenda internacional, relações bilaterais e da possibilidade de uma visita oficial de Lula a Washington ainda em 2026.

Segundo informações do Palácio do Planalto, o contato foi considerado produtivo e ocorreu em tom positivo, com troca de avaliações sobre temas políticos, econômicos e diplomáticos de interesse comum.

Venezuela e Gaza estiveram no centro do diálogo

Durante a conversa, os presidentes abordaram a situação na Venezuela, com ênfase na defesa da paz, da estabilidade regional e nos impactos sociais e políticos vividos pelo país vizinho.

Outro ponto relevante foi o conflito na Faixa de Gaza. Lula defendeu que eventuais iniciativas internacionais voltadas à região tenham foco direto no conflito e contem com representação palestina, como forma de ampliar a efetividade das ações diplomáticas.

Economia e cooperação contra o crime organizado

Os dois líderes também trocaram impressões sobre o cenário econômico de Brasil e Estados Unidos, classificado como positivo por ambos. A avaliação compartilhada é de que os indicadores recentes apontam perspectivas favoráveis de crescimento, com reflexos para a região e para o comércio internacional.

Além disso, houve consenso sobre a importância de ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime organizado, incluindo o fortalecimento da troca de informações e de ações conjuntas contra o tráfico de drogas, armas e a lavagem de dinheiro.

Visita de Lula a Washington entra no radar diplomático

Ao final da ligação, ficou encaminhada a visita de Lula aos Estados Unidos nos próximos meses. A viagem deverá ocorrer após compromissos já previstos do presidente brasileiro na Índia e na Coreia do Sul.

A data oficial ainda será definida pelas equipes diplomáticas dos dois países, que darão sequência às tratativas para organizar a agenda e os encontros institucionais em Washington.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho/Redes sociais

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Nevasca provoca maior onda de cancelamentos de voos nos EUA desde a pandemia

Uma forte nevasca nos Estados Unidos provocou, neste domingo (25), o pior dia de cancelamentos de voos no país desde o início da pandemia de COVID-19. O levantamento foi feito pela empresa de análise do setor aéreo Cirium, que monitora operações aeroportuárias em todo o mundo.

Ao todo, mais de 17 mil voos foram cancelados durante a passagem do temporal. As rotas internacionais também sofreram impacto expressivo: cerca de um terço dos voos internacionais com destino aos EUA não saiu do papel ao longo do dia, segundo os dados da Cirium.

Principais aeroportos registram paralisação quase total

Os maiores aeroportos norte-americanos enfrentaram interrupções generalizadas. Em Nova York, mais de 80% dos voos foram cancelados nos aeroportos de LaGuardia, JFK, Newark e Filadélfia. Já o Aeroporto Nacional Reagan, em Washington, registrou um índice ainda mais alto, com mais de 90% das operações suspensas.

A Delta Air Lines informou, durante a noite, que a retomada dos voos ocorrerá apenas “onde for seguro”, reforçando as preocupações com as condições climáticas extremas.

Mesmo com o avanço do calendário, a expectativa é de que esta segunda-feira (26) continue marcada por transtornos no transporte aéreo, com novos cancelamentos e dificuldades de deslocamento em diversas regiões do país.

Tempestade deixa ao menos 10 mortos em diferentes estados

Além do impacto na aviação, a tempestade de inverno também resultou em mortes. De acordo com um levantamento da NBC News, ao menos 10 pessoas morreram em decorrência das condições climáticas severas.

Na Louisiana, dois homens morreram por hipotermia na paróquia de Caddo, conforme informou o Departamento de Saúde do estado. As identidades não foram divulgadas, mas o legista local confirmou a relação direta das mortes com a tempestade.

No Tennessee, o Departamento de Saúde registrou três mortes relacionadas ao clima, ocorridas nos condados de Crockett, Haywood e Obion. Autoridades também confirmaram uma morte no Texas e outra no Kansas.

Em Nova York, pelo menos cinco pessoas foram encontradas mortas ao ar livre no sábado (24), em meio a temperaturas congelantes. O prefeito Zohran Mamdani afirmou que as causas ainda estão sob investigação, mas ressaltou que o episódio evidencia um problema recorrente. Segundo ele, “todos os anos, nova-iorquinos sucumbem ao frio”.

Já na Geórgia, o meteorologista sênior do estado, Will Lanxton, classificou o fenômeno como “talvez a maior tempestade de gelo observada em mais de uma década”, destacando a gravidade do evento climático.

FONTE: CBN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CBN

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Internacional

Fórum Financeiro Asiático reúne líderes globais e reforça papel de Hong Kong como hub financeiro

O Fórum Financeiro Asiático iniciou nesta segunda-feira (26) sua 19ª edição em Hong Kong, reunindo mais de 150 líderes políticos e empresariais, além de investidores internacionais e representantes de órgãos reguladores. O encontro é coorganizado pelo Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong e pelo Conselho de Desenvolvimento Comercial de Hong Kong, com foco no fortalecimento da cooperação financeira internacional e da coordenação de políticas econômicas.

Modelo “Um País, Dois Sistemas” sustenta ambiente de negócios
Na abertura do evento, o chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, destacou que o modelo “Um País, Dois Sistemas” garante vantagens institucionais que mantêm a cidade como uma base estável para operações de empresas globais. Segundo ele, até 2025, o número de companhias instaladas em Hong Kong com matrizes no exterior e na China continental deve alcançar 11.070, crescimento de 11% em relação ao ano anterior e um novo recorde histórico.

Para ampliar sua posição como centro financeiro internacional, o governo local pretende expandir os mercados de ações e títulos, fortalecer o setor de gestão de patrimônio, desenvolver o comércio de ouro e commodities e aprofundar a integração financeira internacional.

Tema do fórum destaca integração entre finanças e indústria
O presidente do Conselho de Desenvolvimento Comercial de Hong Kong, Frederick Ma, apresentou o tema desta edição: “Trabalhando Juntos em Meio à Mudança e Alcançando Resultados Ganha-Ganha na Nova Era”. Ele também anunciou o lançamento da Cúpula Global da Indústria, iniciativa voltada à análise de tendências em setores de alto crescimento, como inteligência artificial, tecnologia, robótica, biofarmacêutica, saúde e novas energias.

De acordo com Ma, o objetivo é impulsionar a inovação por meio da integração entre finanças e indústria, criando bases para um crescimento econômico sustentável no longo prazo.

Acordo com Xangai fortalece mercado de ouro
Durante o fórum, o Departamento de Serviços Financeiros e o Departamento do Tesouro do governo de Hong Kong firmaram um acordo de cooperação com a Bolsa de Ouro de Xangai. O entendimento prevê a criação de uma estrutura conjunta de governança para o Sistema Central de Compensação de Ouro de Hong Kong, além do desenvolvimento de mecanismos de integração entre infraestrutura física e conectividade de mercado.

Na cerimônia de assinatura, Zou Lan, vice-governadora do Banco Popular da China, afirmou que a instituição seguirá apoiando o crescimento do mercado offshore de renminbi (RMB) em Hong Kong. Entre as medidas estão a ampliação do financiamento comercial em RMB, o avanço da interconexão dos mercados financeiros, o aumento da emissão de títulos offshore do governo chinês e o incentivo ao mercado local de ouro. Segundo ela, as ações reforçam Hong Kong como um centro internacional de negociação de ouro.

Programação aborda economia global, fintech e finanças verdes
Com duração de dois dias, o fórum reúne mais de 40 atividades, entre palestras, almoços e cafés da manhã temáticos. A agenda inclui debates e workshops sobre perspectivas econômicas globais, gestão de ativos e patrimônio, fintech, financiamento comercial, negociação de ouro e metais preciosos e finanças verdes.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wang Shen/ Xinhua

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Internacional

Brasil anuncia isenção de vistos para cidadãos chineses em viagens de curta duração

O governo brasileiro anunciou a isenção de vistos para cidadãos da China que desejem entrar no Brasil em viagens de curta duração. A decisão ocorre como resposta à política adotada pelo governo chinês, que passou a permitir a entrada de brasileiros sem visto a partir de 2025.

Segundo comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto, a iniciativa está inserida no processo de ampliação da cooperação bilateral, especialmente em áreas estratégicas ligadas à chamada fronteira do conhecimento, conforme informou a Agência Brasil.

Princípio da reciprocidade orienta política migratória

A mudança segue o princípio da reciprocidade diplomática. Enquanto o Brasil flexibiliza a entrada de cidadãos chineses, o governo passou a exigir visto de entrada para viajantes dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, países que mantêm a exigência do documento para brasileiros.

Política chinesa de isenção inclui Brasil e outros países da região

A isenção de visto para brasileiros na China entrou em vigor em 1º de junho de 2025, com validade inicial de um ano, posteriormente prorrogada até 31 de dezembro de 2026. Além do Brasil, a política chinesa contempla outros países sul-americanos, como Argentina, Chile, Peru e Uruguai.

Atualmente, 45 países integram a política unilateral chinesa de flexibilização de vistos, que tem como objetivo ampliar o fluxo internacional de pessoas e fortalecer laços econômicos e diplomáticos com diferentes regiões do mundo.

Facilitação de viagens e integração econômica

A estratégia chinesa busca estreitar relações com a América Latina e outros blocos econômicos relevantes. Brasil, Argentina e Chile figuram entre as maiores economias da região. Desde 2024, países europeus, além de Japão e Coreia do Sul, também passaram a contar com isenção de visto para entrada na China.

Portadores de passaportes comuns válidos desses países podem ingressar em território chinês sem visto para fins de negócios, turismo, visitas familiares, intercâmbios ou trânsito, com permanência máxima de 30 dias.

Relações bilaterais e cenário internacional

Na quinta-feira, houve uma conversa telefônica entre os chefes de Estado do Brasil e da China, com duração aproximada de 45 minutos. O diálogo abordou o fortalecimento das relações bilaterais, a cooperação entre países do Sul Global e temas ligados ao multilateralismo.

De acordo com nota oficial, foram destacadas convergências entre os projetos nacionais de desenvolvimento, especialmente nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia. O governo chinês também ressaltou a importância do papel das Nações Unidas em um cenário internacional considerado instável.

FONTE: A Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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Davos 2026: Brasil busca se posicionar como porto seguro para investimentos

O Fórum Econômico Mundial 2026, iniciado nesta segunda-feira (19) em Davos, na Suíça, reúne líderes globais sob o tema “A Spirit of Dialogue”. Em um ambiente marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas, o Brasil chega ao encontro com a estratégia de reforçar uma imagem de previsibilidade e segurança para negócios, priorizando uma agenda técnica em vez de discursos políticos.

Agenda brasileira sem protagonismo presidencial

Diferentemente de outras edições, o país não conta com uma comitiva liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ou do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ainda assim, o governo tenta utilizar o WEF como extensão de uma agenda construída ao longo dos últimos meses, centrada em três eixos considerados estratégicos: acesso a mercados, segurança institucional e infraestrutura digital do Estado.

Acordo Mercosul–UE reforça credenciais comerciais

O primeiro pilar da estratégia brasileira chega fortalecido a Davos com a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, firmada na sexta-feira (17), após mais de 25 anos de negociações. O anúncio ocorre em um momento sensível, já que o próprio WEF aponta o confronto geoeconômico como um dos principais riscos globais de curto prazo, com comércio, tecnologia e finanças cada vez mais utilizados como instrumentos de disputa entre países.

Para o Brasil, o acordo funciona como um sinal concreto de abertura comercial e integração às cadeias globais, em um fórum onde investidores e governos reavaliam riscos e redesenham estratégias internacionais.

Previsibilidade institucional entra no centro do discurso

O segundo eixo apresentado pelo país é institucional. Em meio ao debate recorrente sobre a queda de confiança em governos, empresas e meios de comunicação — tema frequente em relatórios como o Edelman Trust Barometer —, o Brasil busca se afastar da imagem de instabilidade.

A mensagem levada a Davos é pragmática: o país pretende ser visto como um grande mercado com regras claras, segurança jurídica e contratos previsíveis, capazes de sustentar decisões de investimento de longo prazo em um cenário global cada vez mais seletivo.

Infraestrutura digital como ativo econômico

A terceira frente é a agenda digital, que explica a participação da ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck. Ela integra uma programação paralela ligada à Colaboração Digital Global do WEF, iniciativa na qual o Brasil assumiu a presidência de um dos grupos estratégicos.

O foco está no fortalecimento da infraestrutura digital do Estado, incluindo sistemas de identidade, credenciais e serviços públicos digitais. Esse tema ganha relevância para o setor privado por impactar diretamente processos como abertura de empresas, compliance, contratações públicas e acesso a serviços, posicionando a eficiência administrativa como diferencial competitivo.

Crescimento e produtividade no debate regional

A participação brasileira também se dá por meio do debate sobre crescimento econômico e produtividade na América Latina. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, participa da sessão “Breaking Latin America’s Growth Ceiling”, ao lado de lideranças como Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e Julio Velarde, presidente do Banco Central do Peru.

O pano de fundo das discussões regionais em Davos é o desafio de atrair investimentos e sustentar o crescimento em um mundo mais protecionista, fragmentado e cauteloso ao risco.

Mensagem final: foco em negócios

Em Davos 2026, o Brasil busca menos visibilidade política e mais credibilidade econômica. A estratégia é demonstrar, por meio de acordos, reformas e agendas técnicas, que o país está disposto a fazer negócios em um cenário internacional no qual a política voltou a influenciar diretamente o fluxo de comércio e investimentos.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: World Economic Forum/Chris_Heeney

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Natalidade da China atinge menor nível da história em 2025, apesar de incentivos do governo

A taxa de natalidade da China caiu para o patamar mais baixo já registrado em 2025, segundo dados oficiais divulgados pelo governo chinês. O novo recorde negativo ocorre após quatro anos consecutivos de queda populacional, mesmo diante de medidas adotadas por Pequim para estimular os nascimentos.

Nascimentos recuam ao menor patamar desde 1949

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE), o país registrou 7,92 milhões de nascimentos no ano passado, o que corresponde a uma taxa de 5,63 nascimentos por mil habitantes. O número representa uma redução de 1,62 milhão de bebês em relação ao ano anterior, queda de 17%.

Segundo o órgão oficial, esse é o nível mais baixo desde 1949, ano de fundação da República Popular da China, quando teve início a série histórica desse indicador demográfico.

Fim da política do filho único não reverte tendência

A China abandonou há cerca de uma década a rígida política do filho único, adotada nos anos 1980 para conter o crescimento populacional, quando a taxa de natalidade era de 17,82 por mil habitantes.

Desde 2016, os casais passaram a poder ter dois filhos, e, a partir de 2021, o governo autorizou também o terceiro filho. Apesar da flexibilização, a taxa de natalidade continuou em trajetória de queda, com exceção de uma leve recuperação em 2024, quando foram registrados 6,77 nascimentos por mil habitantes.

População encolhe pelo quarto ano seguido

Além da redução nos nascimentos, a população chinesa — atualmente estimada em 1,404 bilhão de pessoas — diminuiu pelo quarto ano consecutivo. Em apenas um ano, o país perdeu 3,39 milhões de habitantes.

Outro indicador preocupante é o número de casamentos, que permanece em níveis historicamente baixos, reforçando o cenário de envelhecimento populacional.

Envelhecimento desafia crescimento econômico

Os dados demográficos foram divulgados junto com os resultados econômicos de 2025, que apontaram crescimento de 5% do PIB, um dos menores das últimas décadas, excluindo o período da pandemia. As autoridades reconhecem que a combinação entre baixa natalidade e envelhecimento da população representa um desafio estrutural para o futuro da economia chinesa.

Projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que a população da China pode cair dos atuais 1,4 bilhão para cerca de 633 milhões até 2100.

Alto custo de vida afasta jovens da maternidade e paternidade

Especialistas apontam que fatores como alto custo da educação, insegurança econômica, responsabilidade de cuidar de pais idosos, além da prioridade dada à carreira e a novos estilos de vida, desestimulam muitos jovens a ter filhos.

Para tentar reverter o quadro, o governo lançou uma série de incentivos, incluindo subsídios para creches, apoio financeiro direto às famílias e até medidas fiscais relacionadas a métodos contraceptivos.

Desde 1º de janeiro, pais recebem cerca de US$ 500 por ano (aproximadamente R$ 2.689) por criança com menos de três anos. Além disso, as taxas das creches públicas foram eliminadas desde o outono passado.

Mortalidade segue em alta

Em 2025, o país também registrou 11,31 milhões de mortes, o que equivale a uma taxa de 8,04 óbitos por mil habitantes, reforçando o desequilíbrio entre nascimentos e mortalidade.

Dados do Banco Mundial indicam que, já em 2023, a China figurava entre os países com menores taxas de natalidade do mundo, à frente apenas da Coreia do Sul e em níveis semelhantes aos de países como Japão, Itália e Ucrânia.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: STR/AFP/Foto de arquivo

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Internacional

Fluxo de migrantes venezuelanos pela fronteira com o Brasil cai 50% no início de 2026

O fluxo migratório na fronteira Brasil-Venezuela em Roraima registrou uma queda superior a 50% nos primeiros dias de 2026, segundo dados da Operação Acolhida, ação do governo federal que monitora e organiza a entrada de migrantes e refugiados venezuelanos no país. Entre os dias 1º e 13 de janeiro, foram contabilizadas 1.014 entradas pela cidade de Pacaraima, ante 2.121 no mesmo período de 2025 e 2.161 em 2024.

Operação Acolhida e situação na fronteira
Criada em 2018 para enfrentar o crescente fluxo migratório naquele trecho de fronteira, a Operação Acolhida combina ações de acolhimento, triagem e interiorização dos venezuelanos para outros municípios brasileiros. O programa busca organizar de forma segura a chegada e o deslocamento de migrantes e refugiados, integrando apoio humanitário à atuação das Forças Armadas e órgãos federais.

Durante uma visita aos postos de acolhimento em Boa Vista e Pacaraima, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que o fluxo entre os dois países está dentro de padrões considerados normais, mesmo com episódios de tensão no cenário regional.

Contexto da queda no fluxo migratório
A diminuição da entrada de venezuelanos no norte de Roraima ocorre em meio a um período de maior estabilidade na fronteira, apesar de eventos recentes no Oriente Médio e movimentações militares na região que levaram a preocupação com possíveis ondas migratórias. Autoridades brasileiras mantêm monitoramento constante, mas, até o momento, não foi necessário acionar planos de contingência para um aumento abrupto no número de cruzamentos.

Dados históricos e impacto regional
Entre 2018 e dezembro de 2025, cerca de 1,4 milhão de venezuelanos migraram para o Brasil, motivados pela crise política, econômica e social no país vizinho. Destes, mais de 654 mil seguiram para outros destinos, enquanto cerca de 743 mil permaneceram no território brasileiro.

A fronteira entre os dois países tem quase 2.200 quilômetros, e em 2025 a Venezuela chegou a fechar a passagem em duas ocasiões no início do ano. Essas medidas, junto a fatores internos venezuelanos, influenciam os padrões de mobilidade que cruzam para o Brasil.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Redes Sociais

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EUA e China travam ‘guerra silenciosa’ no espaço com manobras de satélites

Os Estados Unidos e a China protagonizam uma disputa discreta, porém estratégica, no espaço. Satélites operados pelos dois países vêm realizando manobras arriscadas em órbita, principalmente na região geoestacionária, a cerca de 35 mil quilômetros da Terra. Autoridades militares classificam o cenário como uma espécie de “combate aéreo no espaço”, reflexo direto do agravamento das tensões geopolíticas.

Analistas de defesa apontam que as espaçonaves se aproximam de forma deliberada, ajustando velocidade, trajetória e posição orbital para obter vantagens estratégicas. Essas ações fogem ao padrão tradicional de órbitas estáveis e previsíveis.

Manobras estratégicas e episódios sob sigilo
Um dos casos mais citados ocorreu em 2022, quando o satélite americano USA 270 se aproximou de dois equipamentos chineses recém-lançados. Durante a operação, um dos satélites da China reduziu a velocidade e alterou sua posição, o que obrigou operadores dos EUA a recalcular a rota.

O episódio nunca foi oficialmente confirmado nem por Washington nem por Pequim, mas reforçou alertas sobre o uso tático de satélites como instrumentos de pressão e vigilância.

Militarização crescente da órbita terrestre
Essas ações passaram a ser tratadas por especialistas como militarização do espaço. Diferentemente das gerações anteriores, os novos satélites são projetados para manobrar com agilidade, permanecer próximos a outros equipamentos por longos períodos e executar missões complexas.

Segundo especialistas, o principal objetivo dessas aproximações é a coleta de inteligência, que pode incluir fotografar componentes, identificar sistemas internos, monitorar sinais eletrônicos e, em situações extremas, interferir em comunicações estratégicas.

Riscos de colisão e instabilidade orbital
No ambiente espacial, até distâncias aparentemente seguras representam risco. Uma separação de 16 quilômetros, por exemplo, é considerada crítica, já que os objetos se deslocam a cerca de 28 mil km/h. Qualquer falha de cálculo pode resultar em colisões, com efeitos imprevisíveis para satélites civis, militares e sistemas globais de comunicação.

Clinton Clark, da empresa ExoAnalytic Solutions, avalia que os satélites não foram originalmente concebidos para cenários de confronto. Segundo ele, essa realidade está mudando rapidamente com o avanço de capacidades ofensivas e defensivas em órbita.

Visão dos Estados Unidos sobre a ameaça chinesa
Para o general Stephen Whiting, comandante do Comando Espacial dos EUA, as manobras chinesas indicam a busca por vantagem estratégica em um eventual conflito. Ele afirma que os Estados Unidos trabalham para preservar a liderança tecnológica e garantir capacidade de defesa no espaço.

Posição da China e impacto global
A China nega intenções militares. Em nota divulgada por sua embaixada em Washington, o governo chinês afirma estar comprometido com o uso pacífico do espaço sideral. Apesar disso, o país vem ampliando lançamentos e fortalecendo sua presença na órbita geoestacionária, considerada estratégica para comunicações e sistemas de alerta de mísseis.

A disputa espacial não se restringe a EUA e China. Autoridades da Alemanha já relataram aproximações de satélites russos a equipamentos usados por suas Forças Armadas, indicando que o espaço se consolida como um novo e sensível campo de disputa geopolítica.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Internacional

EUA congelam vistos de imigrantes do Brasil e de outros países para evitar custo aos cofres públicos

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou, por meio de nota oficial, que o congelamento da emissão de novos vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, tem como objetivo evitar que novos imigrantes se tornem um fardo financeiro para os americanos. A medida foi anunciada na quarta-feira (14), entra em vigor no próximo dia 21 e não tem prazo definido para terminar.

Segundo o comunicado, a decisão faz parte de uma diretriz do governo norte-americano voltada a restringir a entrada de pessoas que, de acordo com a avaliação das autoridades, recorrem de forma excessiva a programas de assistência social financiados por contribuintes dos EUA.

Critério envolve uso de programas sociais

De acordo com a embaixada, os países incluídos na lista são aqueles cujos migrantes apresentam índices considerados elevados de utilização de benefícios sociais. O texto destaca que a administração norte-americana pretende assegurar que a “generosidade do povo americano não seja abusada”.

“A Administração Trump sempre colocará os Estados Unidos em primeiro lugar”, afirma a nota, ao justificar a adoção da política.

Revisão de políticas migratórias

O governo dos EUA informou ainda que o Departamento de Estado realizará uma revisão completa das políticas, regulamentos e diretrizes migratórias. O objetivo é garantir que imigrantes oriundos de países classificados como de “alto risco” sejam financeiramente autossuficientes e não dependam de benefícios públicos nem se tornem um encargo ao sistema social do país.

Lista inclui Brasil e outros 74 países

Além do Brasil, a suspensão atinge países da América Latina, África, Ásia, Europa Oriental e Oriente Médio. Entre eles estão Colômbia, Cuba, Haiti, Rússia, Nigéria, Irã, Iraque, Afeganistão, Uruguai, Jamaica, Senegal e Síria, entre outros.

Medida não afeta vistos de turismo

A embaixada esclareceu que nenhum visto de imigrante já emitido foi revogado como parte da diretriz. Também ressaltou que a suspensão não se aplica a vistos de turismo, que se enquadram na categoria de vistos de não imigrante.

“Esta suspensão é especificamente para solicitantes de visto de imigrante. Vistos de turismo são vistos de não imigrante”, reforça o comunicado oficial.

Copa do Mundo não deve ser impactada

Em 2026, os Estados Unidos sediarão a Copa do Mundo em conjunto com Canadá e México. Segundo o governo norte-americano, a medida não deve afetar turistas, trabalhadores temporários ou profissionais envolvidos no evento.

A expectativa é de que a final do torneio seja realizada no MetLife Stadium, em Nova York, no dia 19 de julho, sem impactos na entrada de visitantes de curto prazo.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Leah Millis

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