Internacional

Trump mantém fim da isenção de US$ 800 para importações e reforça cerco a produtos chineses

O presidente dos Estados Unidos decidiu manter o fim da isenção fiscal para importações de baixo valor, conhecida como de minimis, mesmo após decisão da Supreme Court of the United States que derrubou parte relevante de sua política tarifária.

A Casa Branca anunciou que a brecha que permitia a entrada de bilhões de dólares em mercadorias de até US$ 800 sem cobrança de impostos continuará fechada. A medida é considerada um dos pilares da estratégia de política comercial dos EUA.

O que é a regra de minimis e por que ela foi encerrada

A chamada de minimis exemption autorizava que produtos com valor inferior a US$ 800 fossem enviados aos Estados Unidos sem pagamento de tarifas e com exigências alfandegárias simplificadas.

Na prática, o mecanismo possibilitou que milhões de encomendas saíssem diretamente de fábricas chinesas para residências americanas sem incidência de impostos. Segundo o governo, a regra também teria facilitado a entrada de opioides sintéticos, como o fentanil, e de insumos para sua produção.

Criada há quase um século para evitar sobrecarga na fiscalização de mercadorias de pequeno valor, a regra passou por alterações ao longo do tempo. Em 2016, o limite foi ampliado de US$ 200 para US$ 800.

O governo encerrou a isenção para produtos chineses em maio e, posteriormente, estendeu a decisão para itens provenientes do restante do mundo em julho.

Decisão da Suprema Corte gera incerteza jurídica

Embora a decisão recente da Suprema Corte não trate diretamente da regra de minimis, o entendimento invalidou uma das bases legais utilizadas para justificar o encerramento da isenção. Isso abriu margem para questionamentos sobre a retomada das remessas livres de impostos.

Horas depois, no entanto, um novo decreto presidencial declarou que o fluxo dessas mercadorias continua sendo considerado uma emergência nacional, separada das demais disputas tarifárias. O texto reafirma a manutenção do bloqueio à brecha tributária, sem abordar explicitamente o teor da decisão judicial.

Impactos para empresas e comércio eletrônico

As mudanças ampliam a incerteza tarifária enfrentada por empresas ao redor do mundo, que já lidam com revisões frequentes nas regras do comércio internacional.

Companhias que operam com vendas online foram diretamente afetadas pela medida. Plataformas como eBay, Amazon, Shein e Temu utilizavam amplamente o mecanismo para envio de produtos de baixo custo aos consumidores americanos. Negócios menores que comercializam por meio de Etsy e Shopify também se beneficiavam da isenção.

Após a decisão da Suprema Corte, ações de empresas de comércio eletrônico registraram alta. A Etsy encerrou o pregão com avanço de 8%, enquanto o eBay subiu 4%. Já Amazon e Pinduoduo, controladora da Temu, tiveram ganhos próximos de 3%.

Relação comercial com a China segue sob tensão

Especialistas avaliam que a decisão judicial pode reduzir parte das tarifas sobre produtos chineses, incluindo a chamada “tarifa do fentanil”, que adicionava 10% às taxas gerais de importação.

Ainda assim, analistas destacam que a instabilidade regulatória continua sendo um desafio para empresas chinesas que exportam aos Estados Unidos, diante das mudanças frequentes nas políticas comerciais.

Além do cenário americano, varejistas chineses enfrentam novas barreiras na União Europeia, que planeja implementar, a partir de julho, uma taxa fixa para encomendas de até 150 euros.

Outra frente legislativa prevê que, a partir de julho de 2027, uma nova lei tributária elimine definitivamente a base legal que sustentava a regra de minimis.

FONTE: NY Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Anna Rose Layden, The New York Times

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Internacional

União Europeia prepara entrada em vigor de acordo com Mercosul apesar de resistências

A União Europeia deve avançar, nos próximos meses, com a implementação do acordo de livre comércio com o Mercosul, mesmo diante da oposição de alguns países-membros e de questionamentos judiciais. A sinalização foi feita nesta sexta-feira pelo comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic.

Acordo pode eliminar bilhões em tarifas

O tratado firmado entre o bloco europeu e os países do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros (aproximadamente US$ 4,7 bilhões) em tarifas sobre exportações europeias.

Se efetivado, o acordo se tornará o maior já negociado pela UE em termos de potencial redução tarifária, ampliando o acesso de empresas europeias ao mercado sul-americano e fortalecendo as relações comerciais entre as regiões.

O texto foi concluído em janeiro, após 25 anos de negociações entre as partes.

França lidera oposição dentro da União Europeia

Apesar do avanço institucional, o tratado enfrenta resistência política relevante. França tem se posicionado de forma contrária ao acordo, alegando que a ampliação das importações de produtos agrícolas do Mercosul — especialmente carne bovina e açúcar — pode prejudicar produtores locais.

Por outro lado, Alemanha e Espanha figuram entre os principais defensores da iniciativa, argumentando que o acordo amplia oportunidades comerciais estratégicas para o bloco europeu.

Contestação judicial pode atrasar processo

Além do embate político, há também um impasse jurídico. No mês passado, o Parlamento Europeu aprovou uma medida para levar o acordo ao tribunal superior da União Europeia, movimento que pode retardar sua implementação em até dois anos e até comprometer sua viabilidade.

Mesmo assim, a Comissão Europeia ainda pode optar pela aplicação provisória do acordo antes da conclusão da análise judicial, acelerando sua entrada em vigor.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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Internacional

União Europeia aplicará tarifas a pacotes pequenos a partir de 2026

A União Europeia (UE) aprovou novas regras que preveem a cobrança de tarifas sobre pacotes pequenos enviados ao bloco, principalmente por meio do comércio eletrônico internacional. A medida elimina a atual isenção alfandegária para remessas com valor inferior a 150 euros.

A decisão foi formalizada pelo Conselho da União Europeia e integra um processo mais amplo de reforma do sistema aduaneiro europeu.

Cobrança provisória começa em julho de 2026

Antes da entrada em operação do novo Centro Aduaneiro de Dados da UE, prevista para 2028, os Estados-membros passarão a aplicar uma tarifa fixa de 3 euros por categoria de produto em encomendas de pequeno porte.

A cobrança começará em 1º de julho de 2026 e deverá vigorar até 2028, com possibilidade de prorrogação. O modelo provisório será substituído posteriormente por tarifas alfandegárias regulares, calculadas conforme o valor e a classificação de cada mercadoria.

Segundo as autoridades europeias, parte da arrecadação permanecerá nos países-membros para compensar custos administrativos relacionados ao processamento das encomendas.

A iniciativa é distinta da chamada “taxa de tramitação”, que ainda está em debate dentro da reforma aduaneira mais ampla.

Fim da isenção de 150 euros impacta e-commerce

A extinção da franquia para envios abaixo de 150 euros ocorre em meio ao forte crescimento do e-commerce internacional. A UE avalia que o modelo anterior favorecia práticas comerciais fora das normas e criava concorrência desigual para empresas europeias.

Com a mudança, o bloco pretende fortalecer o controle sobre a entrada de mercadorias, ampliar a transparência nas importações e proteger empresas que operam dentro da regulamentação.

O ministro das Finanças do Chipre, Makis Keravnos, afirmou que o avanço nas novas regras é parte de um esforço maior para tornar o bloco mais competitivo e seguro.

Modernização do sistema aduaneiro europeu

A implementação do Centro Aduaneiro de Dados da UE, prevista para 2028, marcará a etapa final da modernização do marco aduaneiro europeu. Quando o sistema estiver plenamente operacional, o modelo provisório de tarifa fixa será substituído por cobranças proporcionais ao valor e à categoria dos produtos.

A decisão reflete a adaptação da União Europeia às novas dinâmicas do comércio digital global e à necessidade de reforçar o controle sobre a circulação de pequenas encomendas internacionais.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Internacional

Índia adere à Declaração Pax Silica e reforça aliança estratégica em inteligência artificial

A Índia formalizou nesta sexta-feira (20) sua adesão à Declaração Pax Silica, durante o Global AI Impact Summit 2026, realizado em Nova Déli. A assinatura marca a entrada oficial do país na iniciativa liderada pelos Estados Unidos, voltada à inteligência artificial (IA) e à segurança das cadeias de suprimentos.

O anúncio ocorreu à margem da cúpula internacional, que reuniu autoridades públicas, empresários, acadêmicos e representantes da sociedade civil para discutir governança responsável da IA e inovação tecnológica inclusiva.

Participaram do ato o embaixador dos EUA na Índia, Segio Gor, o subsecretário de Estado norte-americano para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente, Jacob Helberg, e o ministro indiano de Tecnologia da Informação, Ashwini Vaishnaw.

O que é a Pax Silica e quais são seus objetivos

A Pax Silica é apresentada como a principal iniciativa do Departamento de Estado dos Estados Unidos na área de inteligência artificial e segurança econômica. A proposta busca consolidar um consenso entre aliados considerados estratégicos em torno de padrões tecnológicos e cadeias produtivas confiáveis.

Na prática, o projeto une dois eixos centrais do cenário global atual:

  • a corrida pela liderança em tecnologia de IA;
  • a disputa por minerais críticos, semicondutores e rotas logísticas estratégicas.

A declaração destaca que cadeias de suprimento resilientes são essenciais para a segurança econômica e que a IA deve ser tratada como infraestrutura estratégica, dependente de insumos industriais, energia e logística global.

A entrada da Índia ganha peso nesse contexto. O país se consolidou como polo relevante de serviços digitais e inovação, e agora passa a integrar formalmente um arranjo diplomático liderado por Washington.

Disputa geopolítica e narrativa sobre tecnologia

Durante a cerimônia, Segio Gor enquadrou a adesão indiana como uma escolha com implicações políticas e econômicas amplas. Em sua fala, ele defendeu que a iniciativa representa a defesa de “sociedades livres” no controle dos setores estratégicos da economia global.

Ao mencionar centros de inovação como Bangalore e o Vale do Silício, Gor reforçou a ideia de alinhamento entre polos tecnológicos democráticos diante do que classificou como “Estados de vigilância”.

Já Jacob Helberg conectou o debate sobre segurança econômica à segurança nacional, afirmando que a cooperação é uma resposta a práticas de coerção que, segundo ele, prejudicam o desenvolvimento e a prosperidade de países.

A retórica evidencia que a discussão sobre IA ultrapassa a inovação tecnológica e se insere no campo da competição geopolítica entre grandes potências.

Minerais críticos e cadeias de suprimento no centro da estratégia

A assinatura da declaração ocorre após aproximações recentes entre Nova Déli e Washington. No início de fevereiro, a Índia participou do Critical Minerals Ministerial, convocado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

A ênfase em minerais críticos revela o elo entre inteligência artificial e infraestrutura física. Sistemas de IA dependem de data centers, chips avançados e equipamentos cuja produção envolve cadeias globais complexas.

Além disso, a transição digital e energética aumenta a demanda por insumos estratégicos, ampliando o peso de acordos que combinam tecnologia, indústria e diplomacia econômica.

Para a Índia, integrar esse arranjo pode significar:

  • maior acesso a cooperação tecnológica;
  • inserção em cadeias consideradas “confiáveis”;
  • protagonismo na definição de padrões globais.

Por outro lado, o movimento também intensifica o país nas disputas estratégicas entre blocos e potências.

Nova Déli e o papel do Sul Global na governança da IA

O Global AI Impact Summit 2026 foi apresentado como o primeiro grande encontro internacional sobre IA sediado no Sul Global. Ao organizar o evento em sua capital, a Índia sinaliza ambição de participar ativamente da formulação de regras globais para a tecnologia.

No entanto, a assinatura da Declaração Pax Silica demonstra que fóruns de debate sobre ética e inclusão tecnológica coexistem com acordos de natureza estratégica, voltados à reorganização de alianças e cadeias produtivas.

A adesão formal consolida mais um passo na aproximação entre Índia e Estados Unidos em temas de tecnologia, segurança econômica e soberania digital, ao mesmo tempo em que explicita a crescente politização da inteligência artificial no cenário internacional.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasil 247

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Internacional

Brasil e Índia ampliam cooperação em Defesa e negociam novo acordo estratégico

O Brasil e a Índia avançam nas tratativas para consolidar um novo acordo na área de Defesa, reforçando a parceria estratégica bilateral entre as duas nações. A movimentação ocorre durante a agenda internacional do presidente do Brasil em Nova Délhi.

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, encaminhou convite formal ao assessor de Segurança Nacional da Índia, Ajit Doval, para que visite o Brasil “assim que possível”. O gesto reforça o esforço diplomático para intensificar o diálogo de alto nível.

Novo memorando pode ser assinado durante visita presidencial

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o governo brasileiro espera concluir as negociações e formalizar um memorando de entendimento voltado à cooperação na indústria de defesa ainda durante a passagem de Lula pela capital indiana.

O presidente participa de um evento multilateral sobre inteligência artificial, mas a agenda inclui compromissos bilaterais considerados estratégicos para ampliar a cooperação em tecnologia, setor aeroespacial e indústria militar.

Avanços na aviação e diálogo de alto nível

Na correspondência enviada a Doval, Amorim avaliou como “altamente bem-sucedida” a recente visita do vice-presidente Geraldo Alckmin à Índia. Segundo ele, houve “progresso significativo” especialmente na área de aviação.

O assessor também ressaltou que a manutenção de contato frequente entre as autoridades dos dois países será determinante para o êxito dos projetos em andamento.

A área de defesa e segurança consolidou-se como um dos principais pilares da aproximação entre Brasília e Nova Délhi, sobretudo após sucessivas missões oficiais e ampliação das negociações em setores estratégicos.

Missões oficiais reforçam cooperação militar

Em 2025, pouco depois da visita de Amorim ao país asiático, Alckmin esteve em Nova Délhi acompanhado do ministro da Defesa, do comandante da Aeronáutica, do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e do presidente da Agência Espacial Brasileira.

A presença de representantes das Forças Armadas e da área espacial evidenciou a prioridade dada à cooperação militar e aeroespacial.

Embraer amplia presença na Índia

No setor empresarial, a Embraer inaugurou, em outubro, um novo escritório na capital indiana, com participação de Alckmin. A fabricante brasileira também firmou acordo de cooperação estratégica com o grupo Mahindra Group.

Já em janeiro, a companhia assinou memorando de entendimento com a Adani Defense & Aerospace para o desenvolvimento de um sistema integrado de transporte aéreo regional, ampliando a presença brasileira no mercado de defesa indiano.

Agenda bilateral e expectativa de novos avanços

Após compromissos multilaterais, Lula participa da inauguração do novo escritório da ApexBrasil em Nova Délhi e do encerramento do fórum empresarial Brasil–Índia.

No sábado, a programação prevê visita de Estado e reunião com o primeiro-ministro Narendra Modi, quando a agenda bilateral deve priorizar defesa, tecnologia e indústria estratégica.

A expectativa do governo brasileiro é transformar o atual momento de aproximação em acordos concretos, consolidando o relacionamento entre duas das principais economias emergentes do mundo.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Pozzebom / Agência Brasil

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Internacional

Euro digital vai proteger bancos e sistemas de pagamento europeus, afirma BCE

O euro digital será estruturado para preservar o papel dos bancos e fortalecer as bandeiras de cartões europeias dentro da zona do euro. A afirmação foi feita por um integrante do alto escalão do Banco Central Europeu (BCE), em meio ao debate sobre a criação da moeda digital oficial do bloco.

Segundo a autoridade monetária, o projeto não pretende substituir os bancos no processamento de pagamentos, mas sim mantê-los no centro do sistema financeiro europeu.

Bancos no centro do sistema de pagamentos

Como a nova moeda será emitida diretamente pelo BCE, com contas abertas pelos usuários junto ao banco central, surgiram preocupações de que as instituições financeiras perdessem protagonismo na intermediação das transações.

O integrante do conselho executivo do BCE, Piero Cipollone, avaliou que as transformações no setor de pagamentos digitais já colocam os bancos sob pressão, independentemente da implementação do euro digital.

Em apresentação ao comitê diretivo da Associazione Bancaria Italiana (ABI), Cipollone afirmou que a proposta busca “preservar a posição central dos bancos nos pagamentos”. Ele ressaltou que o avanço de stablecoins e outras soluções privadas representa risco direto à atuação das instituições tradicionais.

Caso percam espaço nesse mercado, os bancos podem ver reduzir não apenas suas receitas, mas também o acesso aos dados de pagamento, fundamentais para ofertar serviços financeiros mais rentáveis.

Proteção a sistemas europeus de pagamento

O BCE também pretende fortalecer redes domésticas já existentes na Europa. Entre elas estão o sistema italiano Bancomat e a plataforma espanhola Bizum, amplamente utilizada para transferências entre pessoas.

De acordo com Cipollone, o desenho do euro digital será calibrado para tornar economicamente vantajoso o uso dessas redes. A proposta prevê um teto de tarifas para comerciantes inferior ao cobrado por sistemas internacionais, tradicionalmente mais caros, mas acima dos valores praticados por redes domésticas, geralmente mais baratas.

Atualmente, apenas oito dos 21 países da zona do euro contam com sistema nacional de pagamentos próprio. Os demais dependem integralmente de bandeiras globais.

Dependência de redes internacionais preocupa

Mais de 75% das transações realizadas na Europa passam por sistemas internacionais como Visa e Mastercard. O BCE classifica essa dependência como um risco estratégico, especialmente diante do enfraquecimento das relações transatlânticas.

Nesse contexto, o euro digital é visto como instrumento de segurança econômica e fortalecimento da soberania financeira europeia.

Avanço político do projeto

Após cerca de dois anos de entraves legislativos, o Parlamento Europeu manifestou neste mês apoio relevante à proposta. Em dezembro, o Conselho da União Europeia também declarou o projeto essencial para a estabilidade econômica do bloco.

A expectativa é que a nova moeda digital esteja disponível tanto para cidadãos quanto para empresas, permitindo pagamentos a qualquer momento e em toda a zona do euro.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jana Rodenbusch

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Internacional

Estreito de Ormuz: fechamento parcial pode afetar exportação de fertilizantes e mercado global de ureia

O anúncio de fechamento parcial do Estreito de Ormuz, feito pelo Irã para esta terça-feira (17), acendeu um alerta no mercado global de fertilizantes. A medida, segundo a mídia iraniana, está ligada a razões de segurança durante exercícios navais conduzidos pela Guarda Revolucionária Islâmica na região.

Embora o impacto imediato ainda seja incerto, especialistas apontam que eventuais restrições prolongadas à navegação podem afetar o transporte de fertilizantes nitrogenados, insumos estratégicos para a agricultura mundial.

Rota estratégica para energia e insumos industriais

O Estreito de Ormuz é uma das principais vias marítimas do planeta. Aproximadamente 20% do consumo global de petróleo e gás natural passa pela região, tornando o local crucial para o abastecimento energético internacional.

Além de combustíveis fósseis, a rota também é relevante para o escoamento de produtos industriais, como a ureia, um dos principais fertilizantes nitrogenados. Qualquer limitação no tráfego marítimo pode pressionar a logística internacional e influenciar a formação de preços, especialmente se as restrições se estenderem por vários dias.

Oriente Médio lidera exportações de ureia

O Oriente Médio responde por mais de 40% das exportações globais de ureia. Em 2024, a produção iraniana foi estimada em cerca de 9 milhões de toneladas, com aproximadamente metade destinada ao mercado externo.

Entre os principais compradores da ureia iraniana estão Turquia, Brasil e África do Sul. O Brasil, por sua vez, importou cerca de 7,7 milhões de toneladas do fertilizante em 2025, tendo Nigéria, Rússia e Omã como fornecedores relevantes.

Segundo a consultoria Argus, parte dos volumes declarados como originários de Omã pode incluir cargas produzidas no Irã. Essa dinâmica pode gerar distorções estatísticas nos dados de comércio internacional.

Produção depende do gás natural

A fabricação de ureia está diretamente ligada ao gás natural, utilizado na produção de amônia, matéria-prima essencial do fertilizante. Por isso, oscilações nos preços do petróleo e do gás tendem a impactar o custo final do insumo agrícola.

Desde meados de dezembro, a produção iraniana opera parcialmente devido a cortes no fornecimento de gás — situação comum no inverno, quando parte do recurso é direcionada ao aquecimento residencial. De acordo com a Argus, cerca de 450 mil toneladas deixaram de ser produzidas nesse período.

Impacto no Brasil depende da duração das restrições

Apesar do cenário de incerteza, fevereiro não costuma concentrar volumes expressivos de compras de fertilizantes nitrogenados pelo Brasil. Assim, os efeitos mais significativos sobre preços da ureia e abastecimento interno tendem a ocorrer apenas se as limitações no Estreito de Ormuz se prolongarem.

O desdobramento da situação será determinante para medir o impacto real sobre o comércio internacional de fertilizantes e os custos do setor agrícola.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/David Mercado

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Internacional

EUA realizam primeiro transporte aéreo de microrreator nuclear e reforçam estratégia energética militar

Pela primeira vez, os Estados Unidos realizaram o transporte aéreo de um microrreator nuclear de 5 megawatts (MW) a bordo de uma aeronave militar. A operação ocorreu em 15 de fevereiro, ligando a Califórnia a Utah, e marca um avanço na estratégia de garantir energia para bases militares em áreas remotas.

Com cerca de seis toneladas, o equipamento foi levado sem combustível nuclear, reduzindo riscos durante o deslocamento. Ainda assim, o gesto tem peso político e estratégico: sinaliza que a energia nuclear compacta pode integrar operações logísticas em cenários sensíveis.

Operação aérea liga Califórnia a Utah

O transporte foi realizado em um avião de carga militar C-17, que levou o microrreator Ward e seus componentes até a Base da Força Aérea Hill, em Utah. A iniciativa envolveu o Departamento de Energia e o Departamento de Defesa, em parceria com a empresa californiana Valar Atomics.

Mais do que gerar eletricidade no destino, o objetivo foi demonstrar a capacidade de mobilizar rapidamente uma infraestrutura considerada crítica. A ação reforça o potencial de deslocamento ágil desse tipo de tecnologia para regiões estratégicas.

Autoridades classificam ação como marco

O secretário de Energia, Chris Wright, e o subsecretário de Defesa para Aquisições e Sustentação, Michael Duffey, acompanharam a operação.

Duffey afirmou que a iniciativa representa um passo relevante para levar energia nuclear a locais isolados, fortalecendo a prontidão militar. A movimentação também amplia o poder de dissuasão dos EUA, ao oferecer alternativas energéticas em cenários de disputa geopolítica.

Segundo o jornal vietnamita Công Luận, o transporte teve caráter demonstrativo e não envolveu uso imediato do reator, reforçando o foco em capacidade operacional e resposta rápida.

Administração Trump impulsiona pequenos reatores

A aposta em reatores nucleares de pequena escala ganhou força durante o governo de Donald Trump. Em maio do ano passado, o presidente assinou quatro ordens executivas para ampliar a produção de energia nuclear no país, citando demandas ligadas à segurança nacional e à competição em inteligência artificial.

Em dezembro, o Departamento de Energia também anunciou duas subvenções para acelerar o desenvolvimento de pequenos reatores modulares (SMRs).

Defesa quer reduzir dependência de diesel

Um dos principais argumentos a favor dos microrreatores é a substituição de geradores a diesel em áreas remotas. Atualmente, o abastecimento frequente de combustível representa custo elevado e vulnerabilidade logística.

Por outro lado, críticos apontam que a eletricidade gerada por microrreatores nucleares pode ter custo superior ao de grandes usinas nucleares e até de fontes renováveis, como energia solar e eólica. O debate envolve não apenas orçamento, mas também estratégia militar e autonomia energética.

Potência de 5 MW e meta comercial até 2028

O CEO da Valar Atomics, Isaiah Taylor, informou que o reator transportado tem tamanho semelhante ao de uma minivan e capacidade de até 5 MW — suficiente para abastecer cerca de 5 mil residências.

A previsão é iniciar operações em julho com 100 quilowatts, avançar para 250 quilowatts ainda neste ano e ampliar gradualmente até a potência máxima. A empresa estima iniciar vendas de eletricidade em caráter experimental em 2027 e alcançar operação comercial em 2028.

O Departamento de Energia indicou que o combustível deverá sair da Área de Segurança Nacional de Nevada para instalações em San Rafael. Também estão em curso negociações com estados, incluindo Utah, para definir estratégias de reciclagem ou armazenamento definitivo do material nuclear.

Ao colocar um microrreator no ar, Washington sinaliza uma nova etapa na integração entre energia nuclear, logística militar e presença estratégica global, reforçando sua capacidade de atuação em regiões isoladas e de alto interesse geopolítico.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Maquila de serviços no Paraguai deve ultrapassar 50 mil empregos formais

O setor de maquila de serviços no Paraguai mantém trajetória de crescimento e projeta superar a marca de 50 mil empregos formais nos próximos meses. A expansão consolida o segmento como um dos principais motores de geração de trabalho qualificado e de atração de investimentos estrangeiros no país.

Crescimento impulsiona economia e exportações

Dados recentes divulgados por representantes do setor indicam que a maquila de serviços tem ampliado sua relevância dentro da economia paraguaia. O modelo abrange atividades como tecnologia da informação, suporte técnico, marketing digital e outros serviços especializados voltados principalmente ao mercado internacional.

Com isso, o Paraguai fortalece sua base exportadora de serviços, reduzindo a dependência de setores tradicionais e ampliando a oferta de soluções com maior valor agregado.

Geração de empregos qualificados

Além do impacto econômico, a expansão do regime de maquila favorece a inserção de profissionais em áreas estratégicas. O avanço do setor abre espaço para capacitação profissional, desenvolvimento de novas competências e acesso a oportunidades em segmentos mais tecnológicos e competitivos.

A expectativa de ultrapassar 50 mil postos formais reforça o papel do segmento como alternativa relevante para o mercado de trabalho paraguaio.

Fatores de competitividade

Empresas que operam sob o regime de maquila de serviços apontam como diferenciais os custos operacionais competitivos, o ambiente regulatório favorável e a disponibilidade de mão de obra qualificada em áreas-chave.

Esses elementos fortalecem o posicionamento do Paraguai como destino estratégico para a instalação de operações voltadas a serviços globais, ampliando sua competitividade no cenário regional.

FONTE: ABC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CCBP

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Internacional

Mercados emergentes sustentam resultados de gigantes de consumo diante da fraqueza dos EUA

A desaceleração do consumo nos Estados Unidos tem pressionado os resultados das maiores multinacionais de bens de consumo do mundo. Em contrapartida, o desempenho de mercados emergentes, especialmente América Latina, com destaque para Brasil e México, além de Ásia, puxada por China e Índia, tem ajudado a equilibrar receitas e lucros das companhias globais.

O cenário reflete a perda de poder de compra da classe média americana, que passou a buscar mais promoções e preços baixos, segundo balanços financeiros do quarto trimestre e teleconferências com analistas acompanhadas nas últimas semanas.

Crescimento impulsionado por volumes na Ásia e preços na América Latina

Apesar do avanço nas duas regiões, a dinâmica é diferente. Na Ásia, o crescimento tem sido sustentado principalmente pelo aumento de volumes. Já em Brasil e México, o desempenho positivo decorre, em grande parte, de reajustes de preços e mudanças no mix de produtos promovidas por grandes marcas globais.

Executivos de empresas como Procter & Gamble, PepsiCo, Colgate-Palmolive e Unilever relataram a analistas um ambiente de consumo fraco ou em desaceleração nos Estados Unidos, enquanto destacaram a resiliência dos mercados fora do país.

Procter & Gamble reforça foco em Brasil e México

A Procter & Gamble (P&G), terceira maior empresa global de bens de consumo em vendas trimestrais, apontou que o segundo semestre de 2025 foi marcado por mercados mais fracos, concorrência intensa e um ambiente geopolítico instável.

Segundo o diretor financeiro, Andre Schulten, o principal ponto positivo foi a força das operações fora dos EUA. Na América Latina, a companhia registrou crescimento de 8% no quarto trimestre, enquanto a Europa avançou 3%, a China 3% e a região que inclui Ásia, Oriente Médio e África cresceu 2%.

A empresa, dona de marcas como Pampers, Gillette, Oral-B e Downy, destacou que inovações em produtos no Brasil e no México ainda estão em fase inicial nos EUA. A expectativa é de melhora gradual no mercado americano à medida que essas estratégias avancem.

Como parte da reavaliação estratégica, a P&G reorganizou suas operações na América Latina e ajustou o modelo de negócios na Argentina, priorizando Brasil e México. Segundo o CEO Shailesh Jejurikar, essa abordagem mais focada no consumidor levou a um crescimento de 9% no Brasil, acima da média do mercado.

Coca-Cola e Colgate veem América Latina como pilar de crescimento

A Coca-Cola informou que, no quarto trimestre, a América Latina registrou alta de 10% nas vendas e 4% em volume, impulsionadas por aumento de preços e mix de produtos. Na América do Norte, o crescimento foi mais moderado, com vendas em alta de 5% e volume de apenas 1%.

Na Ásia, incluindo China e Índia, a empresa observou queda de 3% no indicador de preço/mix, contrastando com o avanço visto nos países latino-americanos.

A Colgate-Palmolive, por sua vez, também sentiu os efeitos da desaceleração americana. Na América do Norte, as vendas líquidas recuaram 1,5%, com queda de volume de 2,3%. Já na América Latina, a empresa registrou aumento de 12,8% nas vendas e crescimento de 2,3% em volume, tornando a região a segunda mais dinâmica da companhia, atrás apenas de África/Eurásia.

Brasil e México apresentaram crescimento de um dígito alto, com bom desempenho nas categorias de higiene bucal, cuidados pessoais e limpeza doméstica, embora a empresa não divulgue dados por país.

Consumo brasileiro mostra sinais de desaceleração

Apesar de condições relativamente melhores, dados do varejo indicam desaceleração da demanda no Brasil desde o segundo semestre de 2025. O aumento do endividamento das famílias, pressionado por juros elevados, tem afetado volumes em supermercados e atacarejos.

De acordo com a NielsenIQ, o faturamento desses canais cresceu 8,1% em 2025, enquanto o volume avançou apenas 1,9%. Executivos do setor avaliam que o mercado brasileiro é mais aberto à inovação e menos competitivo do que o americano, o que permite respostas mais rápidas a mudanças estratégicas.

Unilever e PepsiCo revisam estratégias de preços

A Unilever alertou para riscos associados à instabilidade política no Brasil e em outros mercados da região. O CEO Fernando Fernandez afirmou que a empresa precisou recuar em reajustes de preços no segmento de cuidados com a casa, especialmente no Brasil, devido à volatilidade cambial e à complexidade tributária.

A PepsiCo anunciou que pretende reduzir preços em até 15% nos Estados Unidos, apostando em ganhos de produtividade para compensar margens menores. A empresa, que controla marcas como Pepsi, Quaker, Doritos e Toddy, afirmou que o consumidor americano de renda média e baixa está mais pressionado, enquanto outros mercados apresentam cenário mais favorável.

Segundo o CEO Ramon Laguarta, a companhia vê tendências positivas no México, na China e no Oriente Médio, enquanto o Brasil segue em trajetória estável. Em 2025, a PepsiCo faturou US$ 1,7 bilhão no Brasil, alta de 1%.

Inovação e premiumização como resposta à crise

Diante das dificuldades nos EUA, as empresas estão reforçando estratégias de inovação, premiumização e controle de porções. A Colgate destacou um pipeline robusto de lançamentos para 2026, enquanto a PepsiCo aposta em embalagens menores e produtos com fibra e proteína, alinhados às novas demandas do consumidor.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Colgate-Palmolive

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