Internacional

Estreito de Ormuz pressiona seguros marítimos e pode elevar preços ao consumidor

A crescente instabilidade no Estreito de Ormuz já provoca efeitos no comércio global e pode chegar ao bolso do consumidor. A escalada do conflito no Oriente Médio tem elevado os custos de seguros marítimos, impactando diretamente o transporte de cargas e o preço final de produtos.

Corredor estratégico sob risco

Localizado entre Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás. Com o aumento das tensões militares desde o fim de fevereiro, a região passou a registrar queda acentuada no tráfego marítimo e aumento significativo nos riscos à navegação.

Dados recentes apontam a dimensão do problema: o número de embarcações que cruzam a rota caiu drasticamente, enquanto episódios de ataques e incidentes envolvendo navios comerciais se tornaram mais frequentes, incluindo petroleiros e cargueiros.

Esse cenário reforça a importância estratégica da região para o abastecimento energético global e acende o alerta para possíveis impactos econômicos mais amplos.

Seguradoras suspendem coberturas

Diante do agravamento da situação, empresas de seguro passaram a rever sua atuação. Muitas seguradoras estão cancelando ou suspendendo apólices de risco de guerra, mecanismo essencial para garantir operações em áreas instáveis.

Especialistas explicam que, em ambientes de conflito, aumenta o risco de perdas simultâneas — envolvendo embarcações, cargas, tripulações e até danos ambientais — o que pressiona a capacidade financeira das companhias.

Além disso, a rápida deterioração do cenário e a concentração de ativos de alto valor tornam a região ainda mais sensível para o mercado de seguros internacionais.

Cancelamento de seguro é permitido?

Apesar do impacto econômico, o cancelamento dessas coberturas geralmente não configura quebra de contrato. Isso porque os contratos de seguro marítimo já incluem cláusulas específicas que permitem a suspensão ou revisão das apólices em situações de risco elevado.

Essas regras seguem padrões internacionais e exigem aviso prévio, que pode variar entre 72 horas e sete dias. Embarques realizados antes da notificação continuam cobertos, enquanto operações posteriores ficam expostas aos riscos sem proteção.

Impacto indireto no Brasil

Mesmo distante geograficamente, o Brasil pode sentir os efeitos dessa crise. O aumento no custo dos fretes marítimos e dos seguros tende a ser repassado ao longo da cadeia produtiva.

Um dos primeiros reflexos aparece no preço dos combustíveis. Com a alta do petróleo no mercado internacional, os custos de energia aumentam, pressionando a inflação global.

Esse movimento gera um efeito em cadeia: eleva o custo de produção, encarece fertilizantes, impacta alimentos e aumenta o preço de produtos importados. A menor previsibilidade nas entregas também contribui para a volatilidade dos preços.

Efeito cascata na economia global

Especialistas apontam que a continuidade do conflito pode intensificar ainda mais os impactos. A combinação de volatilidade no preço do petróleo, aumento nos custos logísticos e pressão sobre cadeias de suprimentos globais tende a afetar diversos setores da economia.

Caso haja interrupções prolongadas no fluxo pelo Estreito de Ormuz, o cenário pode se agravar, com reflexos diretos no abastecimento e na inflação em diferentes países.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Internacional

Tensão no Irã eleva custos de produção e logística em Mato Grosso

O agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, já começa a impactar diretamente a economia de Mato Grosso. De acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), o cenário geopolítico tem provocado forte valorização do petróleo no mercado internacional, pressionando os custos de produção industrial e o transporte agrícola.

Desde o início dos conflitos, em 28 de fevereiro, o barril do tipo Brent acumulou alta de 41% até 16 de março. Esse movimento afeta diretamente setores que dependem de combustíveis fósseis, especialmente em regiões com grande extensão territorial e forte atividade agroindustrial.

Reajuste do diesel agrava custos logísticos

A elevação do petróleo já foi repassada ao mercado brasileiro. No dia 13 de março, a Petrobras aumentou o preço do diesel em R$ 0,38 por litro para as distribuidoras. Com o combustível alcançando média de R$ 3,65, o impacto sobre a logística em Mato Grosso é imediato.

Dependente majoritariamente do transporte rodoviário, o estado sente de forma mais intensa os efeitos da alta. O encarecimento do diesel afeta diretamente o custo do frete, elemento essencial para o escoamento da produção agrícola e industrial.

Efeito cascata atinge toda a cadeia produtiva

O aumento no preço do combustível desencadeia um efeito em cadeia. O transporte de grãos, gado e insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, torna-se mais caro. Da mesma forma, o envio de produtos industrializados até portos e centros consumidores sofre reajustes.

Com longas distâncias entre áreas produtoras e corredores logísticos, a tendência é que os custos adicionais sejam repassados ao consumidor final. Esse movimento contribui para a alta da inflação e reduz a competitividade da produção regional.

Relação comercial com o Irã entra em alerta

Outro ponto de atenção é a balança comercial de Mato Grosso. Nos últimos cinco anos, o estado exportou cerca de US$ 5 bilhões ao Irã, consolidando-se como principal exportador brasileiro para o país.

A pauta é concentrada em commodities agrícolas, como milho e soja, com baixa presença de produtos industrializados. Eventuais desdobramentos do conflito podem afetar essas relações comerciais.

Monitoramento constante do cenário internacional

Segundo o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, o principal impacto imediato está no aumento dos custos operacionais. Ele destaca que a alta do petróleo influencia diretamente o preço dos combustíveis, com reflexos em toda a cadeia produtiva.

A entidade avalia que os efeitos sobre a economia local dependerão da duração do conflito e das oscilações no câmbio e no mercado de commodities. Diante disso, o acompanhamento do cenário internacional é considerado essencial para mitigar riscos e preservar a competitividade.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Secom-MT

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Espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos é fechado por risco de ataques

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram o fechamento temporário de todo o seu espaço aéreo como medida preventiva diante do agravamento das tensões no Oriente Médio. A decisão foi divulgada pela autoridade de aviação civil do país em meio ao avanço de riscos envolvendo segurança regional.

Medida preventiva diante da escalada de tensão

Segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil, a suspensão das operações aéreas ocorre em caráter excepcional e visa garantir a segurança diante da rápida evolução do cenário geopolítico.

A decisão foi comunicada por meio da agência estatal de notícias na terça-feira (horário local), ainda na noite de segunda-feira no Brasil.

Ameaças com mísseis e drones elevam alerta

O Ministério da Defesa dos Emirados informou que está monitorando e respondendo a possíveis ameaças envolvendo mísseis e drones, atribuídas ao Irã.

O aumento do risco de ataques intensificou o nível de alerta no país, levando à adoção de medidas imediatas para proteger o tráfego aéreo e a população.

Impactos no transporte aéreo

O fechamento total do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos pode afetar voos comerciais e rotas internacionais que cruzam a região, considerada estratégica para a aviação global.

Autoridades ainda não informaram prazo para a normalização das operações, que dependerá da evolução do cenário de segurança no Oriente Médio.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/AFP / Estadão

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Copom decide taxa Selic sob impacto da alta do petróleo e tensão no Oriente Médio

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (18) em um cenário desafiador, marcado pela pressão do petróleo no mercado internacional devido à guerra no Oriente Médio. Apesar das incertezas, a expectativa predominante no mercado é de início do ciclo de corte da taxa Selic após dois anos.

Expectativa de queda da Selic ganha força

Atualmente fixada em 15% ao ano — o maior nível desde 2006 —, a Selic pode sofrer sua primeira redução desde o ciclo de alta iniciado em 2024. A decisão será anunciada no início da noite.

De acordo com projeções do mercado financeiro, a tendência é de um corte mais moderado, de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,75% ao ano. Antes da escalada do conflito internacional, parte dos analistas apostava em uma redução mais agressiva, de 0,5 ponto.

Guerra pressiona petróleo e influencia decisão

O aumento das tensões entre países no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, impactando diretamente os combustíveis e aumentando a incerteza sobre o comportamento da inflação global e doméstica.

Esse cenário trouxe dúvidas sobre o ritmo de flexibilização da política monetária, com algumas instituições chegando a considerar o adiamento do corte de juros.

Inflação segue no radar do Banco Central

A trajetória da inflação continua sendo um dos principais pontos de atenção do Copom. A prévia do índice oficial (IPCA-15) registrou alta de 0,7% em fevereiro, influenciada principalmente pelo aumento nos custos de educação.

No acumulado de 12 meses, porém, o índice recuou para 3,81%, ficando abaixo de 4% pela primeira vez desde 2024.

Ainda assim, as projeções para 2026 sofreram revisão. Segundo o boletim Focus, a estimativa subiu para 4,1%, reflexo direto do impacto da crise internacional sobre os preços.

Meta de inflação e política monetária

O Banco Central trabalha com uma meta contínua de inflação de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Nesse modelo, o acompanhamento ocorre de forma contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses, permitindo uma análise mais dinâmica ao longo do tempo.

Como a Selic afeta a economia

A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação no Brasil. Ela influencia diretamente o custo do crédito, o consumo e os investimentos.

  • Juros mais altos: reduzem o consumo e ajudam a conter a inflação;
  • Juros mais baixos: estimulam o crédito, a produção e o crescimento econômico.

O Banco Central atua diariamente no mercado para manter a taxa próxima da meta definida, por meio da compra e venda de títulos públicos.

Reunião ocorre com diretoria incompleta

A reunião desta quarta ocorre com duas cadeiras vagas na diretoria do Banco Central, após o término dos mandatos de responsáveis por áreas estratégicas no fim de 2025. As indicações dos substitutos ainda não foram encaminhadas ao Congresso.

Mercado acompanha decisão com cautela

O desfecho da reunião do Copom é aguardado com atenção por investidores e agentes econômicos, especialmente diante do risco de novos choques externos.

A combinação de juros, inflação e preços internacionais de energia será determinante para os próximos passos da política monetária no país.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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China intensifica diálogo sobre o Estreito de Ormuz e pede redução de tensões no Oriente Médio

A China afirmou nesta segunda-feira (16) que mantém contato com “todas as partes” envolvidas na crise no Estreito de Ormuz, reforçando sua posição em favor da diminuição das tensões no Oriente Médio. A declaração foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores durante coletiva de imprensa.

China defende solução diplomática para o conflito

Questionado sobre um possível pedido do governo dos Estados Unidos para colaborar com a segurança da rota marítima — considerada estratégica para o transporte global de energia —, o porta-voz Lin Jian destacou o papel diplomático de Pequim.

Segundo ele, o país asiático segue empenhado em dialogar com os envolvidos e contribuir para a estabilização do cenário. “Estamos em contato com todas as partes e comprometidos em promover o alívio da situação”, afirmou.

Lin também reiterou o apelo para que haja cessar-fogo imediato, alertando para os riscos de uma escalada que pode gerar impactos econômicos globais.

Conflito entre EUA, Israel e Irã se intensifica

O cenário regional se agravou após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, deflagrada em 28 de fevereiro. Na ocasião, uma ofensiva conjunta resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã, além de outros integrantes de alto escalão do regime.

Autoridades americanas afirmam que operações militares destruíram embarcações, sistemas de defesa aérea e aeronaves iranianas.

Retaliações ampliam instabilidade na região

Em resposta, o Irã lançou ataques contra diversos países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. O governo iraniano afirma que os alvos são interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel nesses territórios.

O conflito já deixou mais de 1.200 civis mortos no Irã, conforme dados de uma organização de direitos humanos sediada nos EUA. Do lado americano, a Casa Branca confirmou ao menos sete mortes de militares.

Expansão do conflito e impacto no Líbano

A crise também atingiu o Líbano, onde o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, realizou ataques contra Israel. Em resposta, forças israelenses intensificaram bombardeios contra posições do grupo no país vizinho, resultando em centenas de mortes.

Novo líder supremo do Irã gera críticas

Após a morte de grande parte da cúpula iraniana, um conselho interno escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Analistas avaliam que sua liderança deve manter a linha política atual, sem mudanças significativas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que o nome escolhido seria inaceitável para o comando do país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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EUA pressionam China para reabrir Estreito de Hormuz bloqueado pelo Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pode cancelar a viagem prevista à China, onde se encontraria com Xi Jinping, caso Pequim não contribua para a reabertura do Estreito de Hormuz. A rota estratégica está bloqueada pelo Irã desde o início do mês, em meio ao conflito no Oriente Médio.

“Creio que a China também deveria ajudar na reabertura, já que importa 90% de seu petróleo pelo Estreito de Hormuz”, afirmou Trump ao Financial Times. Ele ainda pediu uma resposta concreta de Pequim antes da viagem, prevista para o final deste mês.

Apoio internacional e envolvimento de aliados

Após a declaração, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump tem buscado apoio de aliados na Europa e no Golfo Pérsico para intervir na reabertura da rota. Ela ressaltou que os países da OTAN precisam se engajar mais para enfrentar o Irã, evitando que o país obtenha armas nucleares.

“Todos se beneficiam quando os EUA garantem que o Irã não consiga desenvolver uma arma nuclear. O presidente Trump está certo em cobrar ação de outros países”, completou Leavitt.

Bloqueio do Estreito de Hormuz e impactos globais

O Estreito de Hormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito comercializado mundialmente, está sob controle do Irã após ataques de EUA e Israel, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei.

O bloqueio, restrito a navios pertencentes aos “inimigos” do Irã, aumentou a volatilidade nos mercados globais de energia. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior norte-americano, reconheceu que a região é “taticamente complexa” e que ações militares em grande escala exigem planejamento detalhado.

Além da China, Trump solicitou que outros países enviem navios de guerra para garantir a passagem pelo estreito. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a restrição vale apenas para navios de Estados Unidos, Israel e seus aliados.

Alta nos preços do petróleo e impacto na economia

O bloqueio provocou aumento expressivo nos preços do petróleo e derivados. Nos EUA, a gasolina subiu 17% e o diesel 24% desde os primeiros ataques. Segundo o The New York Times, o valor médio da gasolina chegou a US$ 3,48 por galão, o mais alto desde 2024.

O setor de alimentos e fertilizantes também sofre, já que derivados de petróleo são insumos essenciais. Zippy Duvall, presidente da Federação Americana de Farm Bureau, alertou que a escassez de fertilizantes pode comprometer a produção agrícola e gerar pressões inflacionárias globais.

Continuidade do conflito e ações militares

Trump afirmou que os EUA ainda não estão prontos para encerrar o conflito. Embora o Irã tenha demonstrado interesse em negociar, o presidente americano condiciona qualquer acordo a termos “muito sólidos”.

Enquanto isso, forças americanas bombardearam a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã. Ataques atingiram depósitos de mísseis e instalações de minas iranianas. Em resposta, autoridades iranianas ameaçaram retaliar contra bases de empresas petrolíferas ligadas aos EUA.

A Ilha de Kharg, situada a menos de 25 km da costa iraniana e cerca de 480 km ao norte do Estreito de Hormuz, possui oito quilômetros de extensão e concentra a maior parte da exportação de petróleo do país.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kevin Lamarque/Reuters

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Preço do petróleo sobe com incertezas sobre guerra no Irã e Estreito de Hormuz

Os preços do petróleo iniciaram o domingo (15) em alta, impulsionados pelas dúvidas sobre o desfecho da guerra no Irã e os riscos à navegação no Estreito de Hormuz, uma das principais rotas globais de energia.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, chegou a avançar 3,3% na abertura, ultrapassando US$ 106. Ao longo da noite, no entanto, houve acomodação, com a cotação girando em torno de US$ 103 — patamar mantido até a manhã de segunda-feira (16).

Volatilidade e pressão no mercado de energia

A commodity já vinha em trajetória de alta desde a semana anterior, quando ultrapassou os US$ 100 diante do temor de uma disrupção no mercado de energia. Desde o início do conflito, os preços acumulam valorização de cerca de 40%, enquanto bolsas globais registraram queda aproximada de 5%.

Em meio à forte volatilidade, o barril chegou a tocar US$ 120 — o maior nível em quatro anos — antes de recuar e se estabilizar acima dos US$ 100.

Estreito de Hormuz no centro das atenções

O Estreito de Hormuz, localizado entre Irã e Omã, concentra cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A possibilidade de bloqueio parcial da passagem tem elevado a preocupação de investidores e governos.

Autoridades iranianas afirmaram que a rota segue aberta, mas com restrições a embarcações ligadas aos Estados Unidos e aliados. Ainda assim, navios continuam transitando pela região, embora em menor número.

Dados da consultoria marítima Lloyd’s List Intelligence indicam queda expressiva no tráfego: menos de 80 embarcações cruzaram o estreito desde o início da guerra, contra mais de 1.200 no mesmo período do ano passado — uma retração superior a 90%.

Declarações ampliam incertezas

O cenário de instabilidade foi intensificado por declarações divergentes entre os governos envolvidos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país mantém controle da situação e segue preparado para se defender. Já autoridades dos Estados Unidos indicaram que o conflito pode terminar em poucas semanas, o que poderia aliviar os custos de energia.

Por outro lado, o presidente Donald Trump sinalizou a possibilidade de novos ataques a infraestruturas estratégicas iranianas e descartou, por ora, um acordo imediato de paz.

Impactos logísticos e reação internacional

Diante dos riscos à logística global de petróleo, os Estados Unidos articulam a formação de uma coalizão internacional para proteger o tráfego marítimo na região. Países como China, França, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul foram citados como possíveis participantes da iniciativa.

No campo da oferta, a Agência Internacional de Energia anunciou a liberação de 411,9 milhões de barris de reservas emergenciais. O objetivo é reduzir a pressão sobre o mercado, embora analistas considerem a medida limitada diante da magnitude da crise.

Perspectivas para os preços do petróleo

Especialistas avaliam que a tendência para o mercado de petróleo segue de alta, caso o conflito se prolongue ou haja interrupções mais severas no fornecimento. Uma crise prolongada pode gerar impactos na economia global, incluindo aumento da inflação devido à alta dos combustíveis.

Apesar das tentativas de estabilização, o cenário permanece incerto, com investidores atentos aos desdobramentos geopolíticos e seus efeitos sobre a oferta mundial.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Como aviões comerciais continuam operando em meio a conflitos no Oriente Médio

Enquanto a tensão aumenta sobre o Irã e o Golfo, o tráfego aéreo comercial segue intenso, mesmo em rotas alteradas para garantir a segurança de passageiros e tripulações. O controle de voos tornou-se ainda mais complexo, exigindo coordenação e atenção máxima dos controladores de tráfego aéreo.

Tráfego aéreo desviado e rotas alternativas

Nos últimos 15 dias, enquanto drones e mísseis cruzavam o céu, controladores monitoravam aviões de passageiros por rotas mais seguras, ainda que congestionadas. Mapas de rastreamento mostram aumento de tráfego sobre regiões como Egito e Geórgia, à medida que as companhias aéreas buscam desviar aeronaves de áreas de risco.

Cada controlador supervisiona uma porção do espaço aéreo e coordena entradas e saídas com colegas. Em condições normais, um controlador acompanha cerca de seis aviões simultaneamente; em situações de conflito, esse número pode dobrar. Brian Roche, controlador aposentado do Reino Unido, alerta: “O cérebro consegue manter esse nível de concentração por apenas 20 a 30 minutos”.

Turnos curtos para evitar sobrecarga

Para lidar com o aumento do fluxo, os turnos de controladores são adaptados: normalmente, duram 45 a 60 minutos, seguidos por 20 a 30 minutos de descanso. Em períodos de guerra, a prática reduz os turnos para 20 minutos, com pausas iguais, garantindo segurança e concentração.

“Os controladores estão realizando turnos incríveis, lidando com volumes igualmente impressionantes de tráfego aéreo”, destaca Roche.

Lições do passado: MH17 e acidentes recentes

O acidente do voo MH17 da Malaysia Airlines, derrubado por um míssil em 2014 na Ucrânia e que matou 298 pessoas, exemplifica os riscos de voar sobre áreas de conflito. Mais recentemente, seis tripulantes americanos morreram após a queda de um avião-tanque no oeste do Iraque.

Incidentes assim reforçam a necessidade de rotas alternativas, planejamento antecipado e monitoramento constante do espaço aéreo.

Coordenação entre pilotos e controladores

Quando há fechamento parcial do espaço aéreo, os controladores informam os pilotos sobre rotas alternativas, combustível disponível e aeroportos aptos a receber cada tipo de aeronave. A separação segura entre aviões é fundamental, considerando turbulência causada por grandes jatos e diferenças de tamanho entre aeronaves.

Pilotos com experiência na região destacam que fechamentos repentinos são raros. “A maioria das companhias aéreas planeja com antecedência para evitar zonas de conflito. Neste caso, sabíamos que algo se formaria no Oriente Médio”, afirma John, piloto que prefere não ter seu nome divulgado.

Tripulação preparada e passageiros tranquilos

Além dos pilotos, comissários de bordo têm papel essencial em manter a calma dos passageiros durante conflitos. Hannah, que lidera equipes em voos de longa distância, ressalta: “Nosso trabalho vai muito além de servir refeições. Garantimos a segurança e o bem-estar dos passageiros em todas as situações”.

Alterações de rotas e escalas extras exigem adaptação da equipe, mas fazem parte da rotina. “Como comissários, sentimos que somos parte de uma grande família, unidos pelas asas”, completa Hannah.

Segurança e rotina aérea mantidas

Apesar dos desafios, o setor de aviação comercial continua a operar com segurança, disciplina e procedimentos rigorosos, garantindo que os passageiros cheguem ao destino mesmo em meio a crises geopolíticas.

FONTE: Estado de Minas
TEXTO: Redação
IMAGEM: FlightRadar24

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EUA suspendem sanções ao petróleo da Rússia pela primeira vez desde início da Guerra da Ucrânia

Os Estados Unidos anunciaram uma suspensão temporária de sanções ao petróleo da Rússia, permitindo a comercialização de cargas já transportadas por navios até 11 de abril. A decisão marca a primeira flexibilização das restrições impostas ao setor energético russo desde o início da Guerra da Ucrânia, em 2022.

A autorização foi divulgada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e ocorre em meio à forte volatilidade no mercado global de petróleo, agravada pelas tensões no Oriente Médio.

Licença permite venda de petróleo russo já em trânsito

De acordo com o comunicado oficial, a licença temporária autoriza a comercialização de petróleo bruto e derivados da Rússia que já estavam em transporte marítimo antes da decisão.

Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a medida é limitada e de curto prazo, tendo como objetivo evitar impactos mais severos no mercado internacional de energia.

Ele ressaltou que a autorização não deve gerar benefícios financeiros significativos ao governo russo, já que a regra se aplica apenas a cargas previamente embarcadas.

Sanções contra petróleo russo começaram em 2022

As restrições ao petróleo da Rússia começaram logo após a invasão da Ucrânia pelas forças de Rússia em fevereiro de 2022.

Inicialmente, empresas norte-americanas foram proibidas de comprar petróleo russo, embora o impacto direto fosse limitado, já que o volume negociado entre os dois países era pequeno.

O golpe mais relevante ocorreu no fim daquele ano, quando a União Europeia decidiu restringir a importação do produto, que representava cerca de 20% do consumo de petróleo do bloco.

Sanções adicionais atingiram grandes petroleiras russas

Posteriormente, os EUA ampliaram as restrições ao impor limites ao preço do petróleo russo vendido a outros mercados.

A pressão sobre Moscou aumentou ainda mais em outubro, quando o presidente Donald Trump determinou sanções contra negociações com duas das maiores empresas de energia da Rússia: a estatal Rosneft e a privada Lukoil.

Essas medidas impactaram diretamente as exportações de petróleo russo, que sofreram queda nos meses seguintes.

Índia e transportadoras também sentiram impacto das restrições

O receio de sanções secundárias passou a afetar companhias de transporte marítimo e países importadores.

Entre os mais impactados esteve a Índia, que se tornou um dos principais destinos do petróleo russo após o início da guerra, atrás apenas da China.

Recentemente, Washington suspendeu por 30 dias uma restrição que impedia o país asiático de comprar petróleo da Rússia, buscando evitar maior turbulência no mercado energético global.

EUA liberam petróleo de reservas estratégicas

A decisão de flexibilizar temporariamente as sanções ocorre logo após o anúncio de outra medida para conter a alta dos preços.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos informou que o país liberará 172 milhões de barris de petróleo de sua reserva estratégica, tentativa de aumentar a oferta global e reduzir a pressão sobre os preços.

Além disso, a Agência Internacional de Energia aprovou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas internacionais, o maior movimento desse tipo na história da entidade.

Alta do petróleo continua com tensões no Oriente Médio

Mesmo com essas iniciativas, o mercado global de petróleo segue pressionado.

Os contratos do petróleo Brent, referência internacional, encerraram o dia acima de US$ 100 por barril, atingindo US$ 101,75, com alta de cerca de 10,6%.

Na semana, o preço chegou a atingir US$ 119,46, refletindo a escalada das tensões no Golfo Pérsico e os ataques a infraestruturas energéticas da região.

Estreito de Ormuz continua sendo ponto de tensão

A situação também é agravada pela instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Navios petroleiros têm evitado a passagem pela região devido aos riscos de ataques.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou em entrevista à CNBC que a Marinha americana ainda não está escoltando embarcações na área, mas a medida pode ser adotada até o final do mês.

Apesar das tensões, ele avaliou que é pouco provável que o preço do petróleo atinja US$ 200 por barril, mesmo com a continuidade dos ataques atribuídos ao Irã.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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EUA investigam trabalho forçado em cadeias produtivas e incluem o Brasil na lista

Os Estados Unidos abriram uma nova frente de apuração sobre trabalho forçado em cadeias produtivas internacionais, colocando o Brasil entre os países analisados. A investigação foi iniciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e envolve dezenas de parceiros comerciais do país.

A apuração ocorre no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelo governo norte-americano para investigar práticas consideradas desleais no comércio internacional.

Investigação dos EUA mira práticas de trabalho forçado

De acordo com o USTR, cerca de 60 países estão sendo analisados para verificar se permitem ou não a entrada em seus mercados de produtos produzidos com trabalho forçado.

Segundo o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, mesmo com o consenso internacional sobre a proibição dessa prática, muitos governos ainda não conseguem impedir que produtos fabricados nessas condições circulem no comércio global.

Na avaliação do representante, essa situação pode gerar uma vantagem competitiva artificial, prejudicando trabalhadores e empresas americanas, que precisam competir com produtos potencialmente mais baratos.

O objetivo das investigações é verificar se os governos estrangeiros adotaram medidas suficientes para impedir a importação ou a circulação de bens produzidos por meio de exploração laboral.

Países na lista de investigação comercial

A investigação do governo dos Estados Unidos inclui economias de diferentes regiões do mundo. Entre os países analisados estão:

Argélia, Angola, Argentina, Austrália, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Brasil, Camboja, Canadá, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Egito, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Guiana, Honduras, Hong Kong, Índia, Indonésia, Iraque, Israel, Japão, Jordânia, Cazaquistão, Kuwait, Líbia, Malásia, México, Marrocos, Nova Zelândia, Nicarágua, Nigéria, Noruega, Omã, Paquistão, Peru, Filipinas, Catar, Rússia, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, Coreia do Sul, Sri Lanka, Suíça, Taiwan, Tailândia, Trinidad e Tobago, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Uruguai, Venezuela e Vietnã.

Brasil já era alvo de investigação comercial

Antes mesmo da nova apuração sobre trabalho forçado, o governo norte-americano já havia sinalizado uma investigação contra o Brasil por práticas comerciais desleais.

Na ocasião, o presidente Donald Trump mencionou a possibilidade de medidas adicionais ao anunciar um pacote de tarifas que poderia chegar a 50% sobre determinados produtos.

O que pode acontecer após a investigação

Caso o USTR conclua que houve práticas comerciais incompatíveis com as regras internacionais, a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 permite ao governo dos EUA adotar diferentes medidas.

Entre as possíveis ações estão:

  • Aplicação de tarifas adicionais ou restrições à importação;
  • Suspensão ou retirada de benefícios comerciais existentes;
  • Negociação de acordos obrigatórios para que o país investigado interrompa as práticas questionadas ou ofereça compensações.

Como funcionam as investigações da Seção 301

Qualquer pessoa, empresa ou entidade pode solicitar ao USTR a abertura de uma investigação com base na Seção 301. Além disso, o próprio representante comercial pode iniciar o processo por iniciativa própria.

As apurações são conduzidas por um grupo chamado Comitê da Seção 301, que integra o Comitê de Política Comercial do governo norte-americano.

Durante o processo, o comitê:

  • analisa petições apresentadas por interessados;
  • promove audiências públicas;
  • avalia evidências e impactos comerciais;
  • apresenta recomendações ao Comitê de Política Comercial.

A decisão final cabe ao Representante Comercial dos Estados Unidos, que também deve solicitar consultas com o país investigado no início do processo.

Caso não haja um acordo considerado satisfatório entre as partes, o governo norte-americano pode recorrer aos mecanismos formais de resolução de disputas da Organização Mundial do Comércio (OMC) ou de acordos comerciais existentes.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: US Embassy/Reprodução

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