Internacional

Embaixada dos EUA em Riad é alvo de ataque com drones e sofre incêndio

A embaixada dos Estados Unidos em Riad, capital da Arábia Saudita, foi atingida por dois drones na manhã desta terça-feira (3), provocando um incêndio no complexo diplomático, informou o Ministério da Defesa da Arábia Saudita. A notícia foi divulgada pela agência Reuters, citando comunicado oficial publicado na rede X pelas autoridades sauditas.

Segundo o ministério, as defesas aéreas conseguiram interceptar os drones, mas parte deles ainda atingiu o prédio, causando “um incêndio limitado e alguns danos materiais”. Não houve registro de feridos.

Explosão e fumaça em área diplomática

Fontes próximas ao caso relataram à Reuters que uma forte explosão foi ouvida nas primeiras horas da manhã, seguida de chamas visíveis nas dependências da embaixada. Apesar da aparente gravidade, o fogo teve pequenas proporções.

Imagens registradas por celulares mostraram veículos circulando nas proximidades do Bairro Diplomático de Riad, onde estão localizadas várias missões estrangeiras. Nuvens de fumaça preta foram vistas subindo sobre a área, mas não houve vítimas, já que o prédio estava vazio durante o ataque.

Alerta para cidadãos norte-americanos

Após o incidente, a embaixada dos EUA emitiu um aviso de “shelter in place”, recomendando que cidadãos norte-americanos em Riad, Jidá e Dhahran permaneçam abrigados. O comunicado também orientou a evitar deslocamentos até o local até novo aviso, em razão do ataque às instalações diplomáticas.

Um porta-voz da embaixada não respondeu imediatamente a pedidos de comentário da Reuters, e o governo saudita também não se manifestou até a publicação da reportagem.

Retaliação iraniana e risco de escalada regional

O ataque ocorre em meio a uma tensão crescente no Oriente Médio. A ofensiva com drones e mísseis é atribuída ao Irã e teria sido desencadeada após bombardeios realizados pelos Estados Unidos e Israel no país no sábado, elevando o risco de um conflito de maior escala na região do Golfo.

Até o momento, as circunstâncias completas do incidente em Riad não puderam ser confirmadas de forma independente. Especialistas alertam que a situação aumenta a instabilidade na região, estratégica para o fornecimento global de energia e para a presença militar norte-americana no Oriente Médio.

Confira o vídeo

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução X

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Internacional

Guerra no Oriente Médio ameaça energia da Ásia e pressiona economias já afetadas pela guerra comercial

A escalada da guerra no Oriente Médio acendeu um novo alerta nas principais economias asiáticas, que já vinham lidando com os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Após o presidente Donald Trump afirmar que os ataques militares contra o Irã devem continuar por várias semanas, o foco dos mercados se voltou para o risco de interrupção no fornecimento de petróleo do Oriente Médio.

O temor central envolve o Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo — grande parte destinada à Ásia.

Estreito de Ormuz no centro das preocupações

Governos de China, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Índia acompanham com atenção qualquer ameaça de bloqueio da rota marítima localizada na fronteira sul do Irã.

Embora especialistas considerem improvável que Teerã feche o estreito — já que depende das exportações de energia, especialmente para a China —, os mercados reagiram imediatamente. Os preços do petróleo dispararam, navios petroleiros passaram a evitar a região e os custos de seguro aumentaram, enquanto portos registraram atrasos nas operações.

China enfrenta vulnerabilidade energética

A China importa pouco mais da metade de seu petróleo transportado por via marítima do Oriente Médio, sendo que cerca de um quarto desse volume tem origem no Irã. Um corte prolongado no fornecimento obrigaria o país a buscar novas fontes, possivelmente a preços mais altos.

Segundo dados da consultoria Kpler, a China possui reservas estratégicas suficientes para cerca de 115 dias. Além disso, conta com três grandes oleodutos, dois deles conectados à Rússia e ao Cazaquistão, o que reduz parcialmente a dependência da rota do Golfo.

Ainda assim, o momento é delicado. O país enfrenta desaceleração econômica, crise no setor imobiliário, alta no desemprego juvenil e pressões deflacionárias. A indústria manufatureira tem sido peça-chave para sustentar o crescimento e compensar tarifas impostas por Washington, que chegaram a 145% sobre produtos chineses durante a guerra comercial.

O presidente Xi Jinping deve se reunir em breve com Trump, em um encontro que tende a ocorrer sob clima ainda mais tenso diante da instabilidade geopolítica.

Japão e Coreia do Sul são altamente dependentes

Entre as economias mais expostas estão Japão e Coreia do Sul, fortemente dependentes do petróleo e gás do Oriente Médio.

O Japão importa mais de 90% de seu petróleo pelo Estreito de Ormuz, enquanto a Coreia do Sul depende da região para cerca de 70% de suas importações de petróleo bruto.

A gigante japonesa de transporte marítimo Mitsui O.S.K. Lines anunciou a suspensão de operações no Golfo Pérsico após alertas das autoridades iranianas.

Ambos os países possuem reservas estratégicas robustas: o Japão mantém estoques equivalentes a 254 dias de consumo, enquanto a Coreia do Sul dispõe de reservas para mais de 210 dias. Ainda assim, a alta persistente nos preços da energia pode agravar déficits comerciais e pressionar economias já fragilizadas pela inflação.

Taiwan e o risco para a cadeia global de semicondutores

Em Taiwan, a dependência energética é ainda mais acentuada. Mais de 96% da energia consumida na ilha é importada, principalmente do Oriente Médio. Cerca de 60% do petróleo e um terço do gás natural chegam via Estreito de Ormuz.

Uma interrupção prolongada poderia afetar diretamente a produção de semicondutores, essenciais para smartphones, veículos elétricos e sistemas de inteligência artificial.

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, líder global na fabricação de chips avançados, conta com geradores de emergência, mas esses sistemas não substituem a rede elétrica em crises prolongadas.

Taiwan mantém reservas de petróleo para aproximadamente 120 dias, mas o estoque de gás natural duraria apenas cerca de 11 dias, segundo especialistas locais.

Índia e o dilema estratégico

A Índia vinha ampliando a compra de petróleo da Rússia, mas um acordo comercial recente com os Estados Unidos previa a substituição gradual desse fornecimento por petróleo de outras origens, sobretudo do Golfo Pérsico. A nova crise, no entanto, pode complicar essa estratégia e elevar os custos energéticos do país.

Impactos globais e alerta diplomático

Pequim pediu publicamente o cessar imediato das operações militares para evitar maior instabilidade econômica global. Analistas alertam que um bloqueio do Estreito de Ormuz teria efeitos catastróficos não apenas para a Ásia, mas para toda a economia mundial.

Mesmo que o fluxo de petróleo seja mantido, a escalada nos preços da energia pode pressionar inflação, contas públicas e crescimento econômico em diversas regiões.

Em um cenário já marcado por tensões comerciais e desaceleração econômica, a crise energética surge como um novo fator de risco para a Ásia e para o equilíbrio do comércio global.

FONTE: NY Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fadel Senna/Agence France-Presse — Getty Images

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Internacional

Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz e ameaça incendiar navios; EUA contestam bloqueio

O governo do Irã declarou nesta segunda-feira (2) o fechamento do Estreito de Ormuz e afirmou que qualquer embarcação que tentar atravessar a rota será alvo de ataque. A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana, que atribuiu o anúncio a integrantes da cúpula da Guarda Revolucionária.

De acordo com o comunicado, a medida seria uma resposta direta à morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Guarda Revolucionária reforça ameaça no Golfo

Em declaração transmitida pela mídia oficial, Ebrahim Jabari, assessor do comando militar, afirmou que o estreito está interditado e que forças da Guarda Revolucionária e da Marinha iraniana agirão contra qualquer navio que desrespeite a determinação.

O posicionamento representa a advertência mais incisiva desde que Teerã havia sinalizado, no último sábado (28), a intenção de fechar a estratégica rota marítima.

Apesar das declarações, o Comando Central dos Estados Unidos nega que o bloqueio esteja efetivamente em vigor. Segundo a emissora norte-americana Fox News, autoridades militares americanas garantem que o tráfego segue operando.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores marítimos para a exportação de petróleo do Oriente Médio. A passagem conecta grandes produtores da região, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

Analistas alertam que um bloqueio prolongado pode comprometer cerca de um quinto do fluxo global de petróleo bruto, pressionando fortemente os preços internacionais da commodity.

Mais cedo, a Guarda Revolucionária realizou um ataque com drones contra o petroleiro Athen Nova, que navegava pela região. Fontes ouvidas pela agência Reuters confirmaram o incidente.

Retaliação e escalada militar

Antes mesmo da confirmação do fechamento, militares iranianos já haviam emitido ameaças públicas contra os responsáveis pela morte de Khamenei. Em nota, a unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária afirmou que os “inimigos” não estariam seguros “nem mesmo em casa”.

O discurso ocorreu pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar em Washington que confia na vitória americana na ofensiva contra Teerã.

Em publicação na rede social X, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian acusou Estados Unidos e Israel de ataques contra uma escola no sul do país e um hospital em Teerã. Segundo ele, os bombardeios deixaram 168 mortos no sábado (28) e atingiram uma unidade hospitalar no domingo (1º). Washington e Tel Aviv não confirmaram autoria.

Pezeshkian classificou os episódios como violações graves dos princípios humanitários e afirmou que o Irã não recuará diante das ofensivas.

Trump prevê conflito de até cinco semanas

Em pronunciamento na Casa Branca, Trump defendeu a operação militar e afirmou que a guerra pode se estender por “quatro ou cinco semanas, ou mais”. O republicano disse que os ataques representam a “última e melhor chance” de neutralizar o que chamou de ameaça do regime iraniano.

Segundo ele, os objetivos incluem destruir o arsenal de mísseis do país, enfraquecer a Marinha iraniana e impedir o avanço das ambições nucleares do Irã. O presidente também reiterou críticas ao acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama, do qual os EUA se retiraram.

Durante cerimônia em homenagem a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão, Trump afirmou que as forças americanas já teriam eliminado lideranças iranianas e afundado ao menos dez embarcações militares do país.

De acordo com a CNN Internacional, quatro militares norte-americanos morreram até o momento, enquanto outros 18 estão em estado grave após ataques retaliatórios iranianos.

Mais cedo, Trump declarou à emissora que uma “grande leva de ataques” ainda estaria por acontecer.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonathan Ernst/ Reuters

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Internacional

Irã nega negociações com EUA e desmente Donald Trump em meio à escalada do conflito

O secretário de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que Teerã não pretende abrir diálogo com os Estados Unidos, contrariando declarações recentes do presidente americano Donald Trump sobre uma possível retomada das conversas.

A manifestação foi publicada na rede social X e ocorre em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio, iniciado após ofensivas militares conduzidas por Washington e Israel contra o território iraniano.

Declarações contradizem sinalizações diplomáticas

No fim de semana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, indicou disposição para reduzir tensões durante conversa com o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Segundo ele, o país estaria aberto a “esforços sérios” para conter a crise após os ataques.

Apesar disso, Larijani descartou qualquer reaproximação com Washington. Em suas publicações, o secretário acusou Trump de aprofundar o caos regional e afirmou que o Irã atua em legítima defesa.

Ele também declarou que as forças armadas iranianas não iniciaram a agressão e que o país responde às ofensivas externas.

EUA prometem manter ofensiva

Do lado americano, Trump afirmou que a ofensiva militar contra o Irã continuará até que os objetivos estratégicos sejam alcançados. Em discurso divulgado no domingo (1º), o presidente declarou que os Estados Unidos responderão aos ataques que resultaram na morte de três militares americanos.

Ao jornal britânico Daily Mail, Trump estimou que o conflito pode durar cerca de quatro semanas. Já à revista The Atlantic, afirmou que a nova liderança iraniana demonstrou interesse em retomar negociações relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Conflito começou no sábado e já soma centenas de mortos

A atual escalada militar teve início no sábado (28), quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques com o objetivo declarado de conter o avanço nuclear do Irã. A operação resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei e de comandantes militares.

De acordo com o Crescente Vermelho, o número de vítimas já chega a 555 mortos e pelo menos 747 feridos.

Em resposta, o Irã realizou ataques contra Israel e contra bases militares americanas instaladas no Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. O governo iraniano classificou a morte de Khamenei como “declaração de guerra” e prometeu retaliação.

No domingo, Teerã anunciou o aiatolá Alireza Arafi como líder interino e informou que a escolha de um novo líder supremo deve ocorrer nos próximos dias.

O cenário mantém elevada a tensão diplomática e militar na região, com impactos diretos na estabilidade do Oriente Médio e nas relações internacionais.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Redes sociais e Airbus DS 2026

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Internacional

China e Rússia condenam ataques ao Irã e morte de Ali Khamenei

A ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã provocou reação imediata de China e Rússia. Neste domingo (1º), os dois países criticaram duramente a operação que resultou na morte do líder iraniano, Ali Khamenei, classificando a ação como violação do direito internacional e da soberania iraniana.

As manifestações reforçam o aumento da tensão diplomática em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

China fala em violação da soberania e pede cessar-fogo

Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os ataques representam “grave violação da soberania e da segurança” do Irã. Segundo o governo chinês, a ofensiva também fere princípios estabelecidos pela Carta das Nações Unidas e pelas normas que regem as relações internacionais.

O chanceler chinês, Wang Yi, reiterou que a posição de Pequim se sustenta em três pilares:

  • Cessar-fogo imediato
  • Retomada das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã
  • Rejeição a ações unilaterais por parte da comunidade internacional

De acordo com Wang Yi, os bombardeios ocorreram enquanto ainda havia tentativas de diálogo entre Estados Unidos e Irã, o que, na avaliação chinesa, amplia o risco de instabilidade regional e compromete os esforços diplomáticos em andamento.

Rússia chama ação de “assassinato cínico”

A reação também partiu de Moscou. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou mensagem ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificando a morte de Khamenei como um “assassinato cínico” que desrespeita princípios morais e jurídicos internacionais.

Em nota divulgada pelo Kremlin, Putin manifestou condolências pela morte do líder iraniano e de integrantes de sua família que também teriam sido vítimas dos ataques. O chefe do Kremlin afirmou ainda que Khamenei será lembrado na Rússia como um estadista que colaborou para o fortalecimento das relações bilaterais entre Moscou e Teerã.

Escalada amplia tensão no Oriente Médio

As críticas de China e Rússia evidenciam o impacto geopolítico da operação militar e reforçam a divisão entre potências globais diante da crise no Oriente Médio. O cenário aumenta a pressão por soluções diplomáticas e amplia o debate sobre os limites das intervenções militares sob a ótica do direito internacional.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Greg Baker/AFP

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Internacional

Ataque ao Irã expõe disputa geopolítica entre EUA, China e Israel, avaliam especialistas

A nova ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o Irã reacendeu o debate internacional sobre as reais motivações do conflito. Para analistas de relações internacionais, a ação militar não se limita à alegada contenção do programa nuclear iraniano, mas integra uma estratégia mais ampla de reorganização do equilíbrio de poder no Oriente Médio e de enfrentamento indireto à China.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que o discurso de “ataque preventivo” não se sustenta diante dos avanços diplomáticos recentes. Na véspera da ofensiva, o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, que media as negociações, afirmou que o Irã aceitara não manter estoques de urânio enriquecido — material essencial para a produção de armas nucleares.

A declaração indicava proximidade de um acordo inédito. Ainda assim, os bombardeios foram executados.

Troca de regime e hegemonia regional

Para a professora Rashmi Singh, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, a movimentação militar sugere uma tentativa de enfraquecer o governo iraniano em um momento considerado estratégico. Segundo ela, Washington e Tel Aviv avaliam que Teerã atravessa fragilidades internas e regionais, o que abriria espaço para pressionar por mudanças políticas no país. A especialista também relaciona o contexto às eleições gerais previstas em Israel, destacando o impacto do conflito na política doméstica do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Conflito pode atingir interesses chineses

O professor Robson Valdez, do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, observa que a explicação baseada apenas na “contenção nuclear” é insuficiente. Na avaliação dele, o embate afeta diretamente os interesses da China, principal compradora do petróleo iraniano, cujo escoamento depende do estratégico Estreito de Ormuz. Um eventual agravamento do conflito poderia comprometer cadeias energéticas e pressionar o comércio global.

Além disso, o Irã ocupa posição central nos projetos de infraestrutura e integração econômica liderados por Pequim na Eurásia. Enfraquecer Teerã, portanto, teria reflexos diretos sobre a presença chinesa na região.

Disputa por influência no Oriente Médio

O cientista político Ali Ramos argumenta que a iniciativa busca garantir a supremacia estratégica de Israel diante do arsenal iraniano, que inclui mísseis balísticos e drones.

Já o professor Mohammed Nadir, da Universidade Federal do ABC, considera que o objetivo central é impedir o surgimento de uma potência regional capaz de rivalizar com Israel. Para ele, o conflito também atende à lógica de assegurar a primazia israelense no Oriente Médio com respaldo norte-americano.

A lembrança da invasão do Iraque em 2003, justificada à época pela existência de armas de destruição em massa nunca comprovadas, reaparece como paralelo histórico nas análises.

Imperialismo e redesenho geopolítico

O professor Roberto Goulart Menezes, da Universidade de Brasília, sustenta que a tensão entre Washington e Teerã remonta à Revolução Islâmica de 1979 e que o programa nuclear iraniano tem sido utilizado, ao longo das décadas, como argumento político. Ele lembra que o Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e está sujeito a inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica. Ainda assim, permanece sob sanções econômicas severas.

Para parte dos especialistas, o episódio deve ser interpretado dentro da rivalidade estratégica entre Estados Unidos e China, que extrapola tarifas comerciais e alcança rotas energéticas, infraestrutura e influência diplomática na Eurásia.

Contexto recente das negociações

As hostilidades atuais ocorrem após a saída unilateral dos Estados Unidos, ainda no primeiro mandato de Donald Trump, do acordo nuclear firmado em 2015 durante o governo de Barack Obama.

Desde então, Washington passou a exigir não apenas restrições ao programa nuclear iraniano, mas também o desmonte de mísseis de longo alcance e o fim do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.

Na mais recente rodada de negociações, mediada por Omã, a proposta iraniana de zerar o estoque de urânio enriquecido era considerada um avanço significativo. Mesmo assim, o ataque foi realizado.

O conflito marca mais um capítulo na longa disputa geopolítica que envolve segurança nuclear, petróleo, rotas comerciais e hegemonia regional no Oriente Médio.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: Reprodução Infomoney / WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS

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Choque no Oriente Médio: O fim de uma era e o impacto direto no Brasil

Escalada no Oriente Médio: Morte de Khamenei e Ofensiva de EUA e Israel contra o Irã

Uma operação militar sem precedentes redesenhou o cenário geopolítico global neste fim de semana. Em uma ação coordenada iniciada na manhã de sábado (28), os Estados Unidos e Israel lançaram ataques massivos contra o Irã, resultando na confirmação da morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, conforme anunciado pela mídia estatal iraniana no domingo (1º).

O Ataque e o Objetivo Estratégico

Diferente de ofensivas anteriores, os bombardeios começaram à luz do dia, visando instalações de alta cúpula em Teerã e outras quatro cidades. O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a operação como uma “fúria épica”, afirmando que o objetivo principal é a destruição total do programa nuclear iraniano.

“Garantiremos que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá que ninguém deve desafiar o poder das forças armadas dos Estados Unidos”, declarou Trump em vídeo.

Donald Trump – Presidente dos EUA

Impactos Imediatos sobre o ataque:

  • Alvos: Mísseis atingiram o palácio presidencial e residências oficiais. Enquanto a morte de Khamenei marca o fim de um domínio religioso de quase 40 anos.
  • Resposta do Irã: O regime lançou uma onda de ataques em todo o Oriente Médio, atingindo áreas próximas a bases americanas em países como Emirados Árabes Unidos EAU, Catar, Kuwait, Bahrein, Jordânia e Iraque.
  • Duração: Fontes militares indicam que a ofensiva pode durar vários dias, focando no desmantelamento da infraestrutura militar e logística do país.

Análise Geopolítica: Riscos Globais

A queda da liderança iraniana gera uma ruptura no equilíbrio de poder regional. Dois pontos críticos preocupam a comunidade internacional, o anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz ameaça o fluxo de 20% do petróleo e gás mundial, o que pode disparar os preços das commodities e o mundo aguarda os posicionamentos de Rússia e China diante da intervenção direta dos EUA e de Israel.

Este evento marca, possivelmente, o colapso do eixo teocrático iraniano, mas abre caminho para uma sucessão incerta sob fogo cruzado.


Como essa instabilidade afetará o comércio mundial e a economia no Brasil?

O aumento do combustível e a volatilidade dos mercados são preocupações reais para o nosso país. O Brasil mantém uma relação comercial estratégica com o Irã, movimentando cerca de US$ 3 bilhões anuais. A desestabilização da região gera efeitos imediatos. O Irã é o 5º principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio. Com o país sob ataque e em luto oficial, os contratos de curto prazo podem ser suspensos ou cancelados por falta de logística e pagamentos.
O Brasil importa uréia e outros fertilizantes nitrogenados do Irã. Uma interrupção prolongada pode encarecer os custos de produção da safra brasileira de 2026/27. O fechamento do Estreito de Ormuz é o fator mais crítico. Por ali passam 20% do petróleo mundial. Se o bloqueio persistir, o preço do barril pode ultrapassar os US$ 100, forçando a Petrobras a reajustar a gasolina e o diesel, o que gera inflação em toda a cadeia de consumo no Brasil.

Para o agronegócio brasileiro é fundamental se proteger e, estrategicamente, redirecionar sua produção em um cenário de guerra prolongada e sanções severas ao Irã. Pois se esse mercado fechar, o impacto no PIB agropecuário será imediato.

Quantificação do volume de milho e soja que deixaria de embarcar para os portos iranianos (estimativa baseada nos contratos atuais). O impacto do aumento do petróleo no custo do frete interno e como isso afeta a competitividade do produtor brasileiro.

Com base nos dados de fechamento de 2025 e nos acontecimentos deste fim de semana (28/02 e 01/03/2026), segue abaixo um detalhamento do impacto por estado e as diretrizes para a diplomacia comercial brasileira.

Impacto do Agronegócio

O Irã é o 5º maior destino das exportações brasileiras no Oriente Médio, com um fluxo de US$ 2,9 bilhões em 2025. O impacto da guerra e da morte de Khamenei não será uniforme no Brasil, concentrando-se nos grandes produtores de grãos. Cerca de 22% de todo o milho exportado pelo Brasil em 2025 foi para o Irã. Se as sanções de Trump (tarifa de 25% para quem negociar com Teerã) forem aplicadas, o custo de oportunidade para o exportador brasileiro se tornará insustentável.

Posicionamento Diplomático Estratégico

O Itamaraty já condenou oficialmente a ofensiva e defende uma “solução negociada”. Para não perder outros mercados vitais no Oriente Médio (como Arábia Saudita e EAU), o Brasil pode adotar algumas estratégias, como, ser a Garantia de Segurança Alimentar. O Brasil poderá se posicionar como o “celeiro do mundo”, argumentando que sanções sobre alimentos ferem direitos humanos básicos. Isso ajuda a manter mercados em países árabes que temem a instabilidade.

O “Gargalo” dos Fertilizantes

Este é o ponto mais sensível. Em 2025, 79% do que compramos do Irã foi ureia (fertilizante).

O governo brasileiro poderá ampliar contratos com Catar e Nigéria para substituir o fornecimento iraniano, evitando que o custo do plantio da próxima safra exploda em 2026.

O Estreito de Ormuz é o gargalo por onde passam 21 milhões de barris de petróleo por dia. Com o anúncio do fechamento pelo regime iraniano em retaliação à morte de Khamenei, o mercado projeta um cenário de escassez global.

Projeção de alta no Preço do Petróleo

Levando em conta o repasse da Petrobras e a desvalorização do Real frente ao Dólar (que tende a subir com a aversão ao risco). O Diesel é o principal insumo do transporte rodoviário. Um aumento de 30% no combustível eleva o custo do frete de grãos em cerca de 15% a 20%, reduzindo a margem de lucro do produtor. O aumento dos combustíveis tem efeito cascata. Estimamos um impacto de +1,5 a 2,0 pontos percentuais na inflação brasileira nos próximos 60 dias apenas pelo canal de energia. O governo brasileiro enfrentará uma pressão política imensa para segurar os preços através da Petrobras ou por meio de novos subsídios fiscais, o que pode pressionar as contas públicas.

Este é o “efeito dominó” que mais assusta o mercado financeiro brasileiro neste domingo, 1º de março de 2026. Em momentos de guerra e incerteza sobre a sucessão de uma potência regional como o Irã, os investidores ativam o modo de “fuga para a qualidade” (flight to quality), retirando dinheiro de países emergentes (como o Brasil) para comprar títulos do Tesouro dos EUA e ouro.

Por que o Dólar sobe tanto neste caso?

Existem três vetores principais empurrando o Real para baixo, o Brasil é visto como um mercado de “risco”. Quando o mundo treme, os fundos de investimento vendem ativos brasileiros para garantir liquidez em moeda forte. Déficit de Balança Comercial, embora o preço do petróleo suba (o que teoricamente ajudaria a Petrobras), o custo de importação de insumos químicos e tecnologia dispara, pressionando o fluxo cambial. E um último ponto relevante, se o FED (Banco Central dos EUA) sinalizar que manterá juros altos para conter a inflação causada pelo petróleo, o Brasil perde atratividade para o carry trade (investidores que buscam juros altos aqui).

A Queda de Teerã e a Nova Ordem Global

A manhã de 1º de março de 2026 entra para a história como o marco de uma das maiores mudanças geopolíticas do século XXI. A confirmação da morte do Líder Supremo Ali Khamenei, em uma operação conjunta entre EUA e Israel, encerra quase quatro décadas de regime teocrático e lança o mundo em uma zona de incerteza profunda.

O que estamos presenciando não é apenas um evento militar, mas uma reconfiguração econômica mundial. Para o Brasil, o desafio é duplo: diplomaticamente, precisa equilibrar sua posição no BRICS sem sofrer sanções do governo Trump; economicamente, o país deve agir rápido para substituir o fornecimento de fertilizantes e mitigar o impacto do combustível no transporte de carga.

O cenário exige cautela máxima de investidores e produtores. A volatilidade será a regra nas próximas semanas, e a estabilidade global dependerá da rapidez com que as rotas comerciais forem reabertas e de como as potências (Rússia e China) reagirão à nova realidade iraniana.

Estamos diante de uma nova ordem global. A capacidade do Brasil de diversificar mercados e garantir insumos fertilizantes determinará o impacto no PIB agropecuário de 2026.

A cautela é a palavra de ordem.


Texto: RêConectaNews – Renata Palmeira

Pesquisa: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/opcoes-de-trump-para-o-ira-sao-limitadas-apesar-do-reforco-militar/
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/01/israel-faz-novos-ataques-contra-teera-sirenes-ataque-aereo-tel-aviv-jerusalem.ghtml
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/01/trump-ataque-sem-precedentes-retaliacao-ira.ghtml
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/28/midia-estatal-iraniana-confirma-morte-lider-supremo-ali-khamenei.ghtml

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Hidrovía: governo abre propostas e Estados Unidos pode entrar na disputa pela concessão

O governo argentino avança nesta terça-feira com a abertura dos envelopes da licitação da Hidrovía, etapa que revelará quais empresas formalizaram ofertas para assumir a concessão de dragagem e balizamento da Vía Navegable Troncal.

O processo ocorre em meio a questionamentos apresentados à Procuraduría de Investigaciones Administrativas (PIA) pelo engenheiro José María Lojo, ex-presidente do Consórcio de Gestão do Porto La Plata e atual titular do Conselho Portuário Argentino. A denúncia envolve o presidente Javier Milei, o ministro da Economia Luis Caputo e o titular da ANPyN, Iñaki Arreseigor, por supostas irregularidades no processo.

Jan De Nul lidera corrida pela concessão

A principal candidata à concessão é a belga Jan De Nul, atual responsável pelos serviços de dragagem. A empresa larga em vantagem por sua experiência acumulada no sistema troncal de navegação argentino.

Nos bastidores da Casa Rosada, há expectativa de que pelo menos mais uma companhia apresente proposta. A presença de concorrência é vista como essencial para dar maior respaldo político ao processo e evitar críticas sobre eventual favorecimento.

Entre as possíveis concorrentes estão a também belga DEME e a neerlandesa Van Oord. Já a Boskalis, que chegou a ser citada anteriormente como interessada, praticamente não deve participar.

Empresas dos EUA podem mudar o cenário

Uma eventual entrada de companhias norte-americanas pode alterar significativamente o panorama da disputa. Nomes como Great Lakes Dredge & Dock Company e Weeks Marine são apontados como possíveis interessados.

Caso isso se confirme, o movimento teria peso geopolítico relevante, sinalizando apoio da diplomacia dos Estados Unidos e reconfigurando o equilíbrio da concorrência. A presença americana poderia gerar incertezas quanto à permanência da atual operadora à frente da hidrovia pelos próximos 30 anos.

Debates técnicos e ausência da província de Buenos Aires

Durante o ano passado, foram realizadas mesas de participação no âmbito da licitação da Hidrovía, com contribuições de usuários do sistema e representantes provinciais. Nessas discussões, surgiram demandas técnicas, econômicas e estratégicas relacionadas à competitividade e à eficiência logística.

Apesar da importância da província no comércio exterior argentino, a província de Buenos Aires não esteve representada nesses encontros, o que chamou atenção diante de seu peso portuário e produtivo.

Canal Magdalena perde protagonismo

Paralelamente, o debate sobre o Canal Magdalena perdeu espaço na agenda política. O projeto, historicamente defendido como alternativa estratégica para garantir saída direta ao mar sem dependência do Canal Punta Indio, ficou em segundo plano.

O governador Axel Kicillof, que em gestões anteriores defendia abertamente a iniciativa, reduziu suas manifestações públicas sobre o tema nos últimos meses.

Concessão estratégica para o comércio exterior

A Hidrovía Paraná-Paraguai é considerada eixo central do comércio exterior argentino, concentrando grande parte das exportações agrícolas e industriais do país. Por isso, a nova concessão é vista como decisão estratégica tanto do ponto de vista econômico quanto geopolítico.

A abertura das propostas deve indicar o nível real de concorrência no processo e o grau de interesse internacional pela principal via de escoamento da produção argentina.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Internacional

Minerais críticos: EUA enviam missão ao Brasil para discutir investimentos e cooperação estratégica

Representantes do governo dos Estados Unidos desembarcam no Brasil em março para uma agenda focada no setor de minerais críticos e estratégicos. Os encontros ocorrerão em São Paulo e devem reunir autoridades, empresários e investidores interessados em ampliar a cooperação bilateral e viabilizar possíveis financiamentos a projetos no país.

A iniciativa ocorre em meio ao esforço americano para reduzir a dependência global da China na cadeia de suprimentos de insumos considerados essenciais para tecnologia, defesa e transição energética.

Missão americana terá foco político e financeiro

A comitiva será composta por integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, do Departamento de Comércio dos Estados Unidos e da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), agência responsável por fomentar investimentos estratégicos em países em desenvolvimento. Representantes da embaixada americana no Brasil também participarão.

Segundo fontes envolvidas na organização da agenda, a forte presença do Departamento de Estado é interpretada como sinal claro de interesse político de Washington nas negociações sobre terras raras, grafite, níquel e outros minerais estratégicos.

As reuniões começam em 16 de março, com um fórum central marcado para o dia 18. O evento discutirá possibilidades de cooperação Brasil-EUA, mapeamento de projetos e eventual apoio financeiro a mineradoras consideradas elegíveis.

Encontro entre Lula e presidente dos EUA pode influenciar agenda

O tom das conversas em São Paulo pode ser impactado por um possível encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, previsto para ocorrer em Washington no mesmo período.

Caso a reunião presidencial aconteça antes das agendas no Brasil, ela poderá balizar politicamente os debates técnicos. Se ocorrer depois, os fóruns em São Paulo devem funcionar como etapa preparatória, alinhando expectativas e identificando projetos com potencial de destravar investimentos americanos.

No setor privado, há expectativa de que os diálogos avancem para a assinatura de um memorando de entendimento, possivelmente nos moldes de acordos recentes firmados pelos EUA com Índia e Arábia Saudita.

Projetos de terras raras estão no radar

Entre os empreendimentos acompanhados de perto está o Projeto Caldeira, da australiana Meteoric Resources. Considerado um dos maiores depósitos de terras raras fora da China, o ativo já recebeu carta de intenção de financiamento do Export-Import Bank of the United States.

Outras iniciativas nas áreas de grafite e níquel também aparecem como candidatas a receber apoio financeiro caso as negociações avancem.

Disputa geopolítica e domínio chinês

O interesse americano está inserido em um cenário global de forte concentração produtiva. Dados da Agência Internacional de Energia indicam que cerca de 91% do refino mundial de terras raras ocorre na China, que também responde por aproximadamente 94% da fabricação de ímãs permanentes utilizados em turbinas eólicas, motores elétricos e equipamentos militares.

A entidade classifica essa concentração como risco geopolítico relevante, já que o domínio chinês permite influência sobre preços, oferta e o ritmo de desenvolvimento de tecnologias estratégicas, como veículos elétricos, semicondutores e sistemas de armazenamento de energia.

Para Washington, a questão envolve diretamente a segurança nacional e a liderança tecnológica.

Brasil tem potencial, mas produção ainda é incipiente

Nesse contexto, o Brasil surge como alternativa estratégica. O país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, embora a produção ainda seja limitada.

O setor carece de um marco regulatório específico e de maior consolidação da cadeia produtiva. Ainda assim, empresas internacionais já iniciaram estudos geológicos e aquisições de projetos no território brasileiro, sinalizando que o país pode ganhar protagonismo na nova geopolítica dos minerais críticos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Evelyn Hockstein

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Internacional

Tempestade de neve em Nova York leva prefeito a decretar toque de recolher

A chegada de uma intensa tempestade de neve em Nova York levou o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, a anunciar toque de recolher temporário a partir da noite deste domingo (22). A medida ocorre diante da previsão de nevasca histórica, ventos fortes e riscos à segurança da população.

A maior cidade dos Estados Unidos, com mais de oito milhões de habitantes, também declarou estado de emergência.

Toque de recolher começa às 21h

Segundo a prefeitura, o toque de recolher será válido das 21h deste domingo até o meio-dia de segunda-feira (23). Durante o período, ruas, pontes e estradas serão fechadas ao tráfego geral.

A restrição inclui automóveis, caminhões, scooters e bicicletas elétricas. Apenas deslocamentos considerados essenciais ou emergenciais estarão autorizados.

As autoridades alertam que as condições climáticas devem se intensificar ao longo da noite, com forte acúmulo de neve previsto para segunda-feira.

Acúmulo pode chegar a 70 centímetros

A previsão indica que a cidade pode registrar entre 45 e 60 centímetros de neve, com possibilidade de atingir até 70 centímetros em algumas áreas. Os ventos fortes devem agravar o cenário, aumentando o risco de interrupções no fornecimento de energia e bloqueios em vias estratégicas.

Escolas e universidades permanecerão fechadas na segunda-feira. A administração municipal informou que equipes estarão mobilizadas para prestar apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade e garantir abrigo emergencial.

Costa nordeste dos EUA também está em alerta

A tempestade de inverno não afeta apenas Nova York. Diversos estados da costa nordeste dos Estados Unidos estão sob alerta máximo.

Em Nova Jersey, a governadora Mikie Sherrill decretou estado de emergência ao meio-dia de domingo, autorizando o uso de recursos estaduais para resposta rápida à crise climática.

Já em Boston, a prefeita Michelle Wu classificou o fenômeno como de “magnitude histórica”. A cidade emitiu alerta de neve e também pode acumular até 60 centímetros.

Serviço Meteorológico alerta para risco extremo

O National Weather Service (NWS) advertiu para fortes nevascas, ventos intensos e possibilidade de inundações costeiras. Segundo o órgão, a neve pode cair a uma taxa de cinco a oito centímetros por hora no pico da tempestade.

A área afetada se estende de Maryland ao sudeste da Nova Inglaterra, impactando aproximadamente 54 milhões de pessoas.

As autoridades alertam que as viagens podem se tornar extremamente perigosas, especialmente ao longo da rodovia I-95, importante corredor que liga cidades como Baltimore, Nova York, Filadélfia e Boston.

Mais de 3.500 voos cancelados

O impacto já é sentido no transporte aéreo. De acordo com a plataforma FlightAware, mais de 3.500 voos haviam sido cancelados até a tarde deste domingo. Os aeroportos de Nova York estão entre os mais afetados.

A região já havia enfrentado outra forte tempestade de inverno no fim de janeiro, quando, segundo autoridades, mais de cem mortes foram registradas.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: CHARLY TRIBALLEAU / AFP

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