Internacional

China inaugura sistema de amarração de navios por vácuo e reduz tempo de atracação

A China deu um passo importante na modernização da infraestrutura portuária ao inaugurar o primeiro sistema de amarração de navios por vácuo do país. A novidade entrou em operação no Porto de Qingdao em 1º de janeiro de 2026 e permite que embarcações de grande porte sejam fixadas ao cais em cerca de 30 segundos, sem o uso de cabos ou necessidade de intervenção manual.

Antes da adoção da tecnologia, o processo de amarração era realizado por trabalhadores e levava entre 20 e 30 minutos, além de envolver riscos operacionais associados ao manuseio de cabos pesados.

Teste inicial com porta-contêineres de grande porte

A estreia do sistema ocorreu durante a atracação do porta-contêineres MSC Saudi Arabia, embarcação com 366 metros de comprimento. O modelo utiliza 13 unidades de sucção a vácuo instaladas ao longo do cais, capazes de exercer aproximadamente 2.600 quilonewtons de força.

Segundo a administração do porto, o mecanismo “atrai” o navio para o cais e mantém a embarcação estável mesmo em condições adversas, como ventos fortes e correntes marítimas.

Ganhos operacionais, segurança e redução de emissões

A gestão do Porto de Qingdao estima que o novo sistema possa gerar uma economia superior a 200 horas operacionais por ano em cada cais, possibilitando o aumento do número de escalas sem necessidade de ampliação da estrutura existente.

Além da eficiência logística, a amarração por vácuo traz avanços significativos em segurança no trabalho, ao retirar os profissionais da área de risco anteriormente ocupada por cabos tensionados. Outro benefício destacado é a redução de emissões, já que a rapidez na atracação permite o desligamento mais ágil dos motores auxiliares dos navios.

Veja o vídeo:

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM E VÍDEO: WeChat/Shandong-Port/Times Brasil/CNBC

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Internacional

Evento na Suíça fortalece Santa Catarina como plataforma internacional de inovação e negócios

O SC Day em Berna consolidou Santa Catarina como um ambiente confiável para cooperação tecnológica, atração de investimentos e internacionalização de empresas. A avaliação compartilhada por autoridades suíças, lideranças empresariais e representantes do governo catarinense indica que o encontro avançou da apresentação institucional para a construção de relações comerciais e técnicas com potencial de desdobramentos concretos no curto e médio prazo.

A vice-governadora Marilisa Boehm destacou que a missão teve como foco gerar oportunidades concretas de negócios e investimentos. “Santa Catarina tem uma história conectada à Suíça e uma vocação clara para inovação, tecnologia e empreendedorismo. E a pedido do governador Jorginho Mello, estamos aqui para apresentar o nosso estado, abrir mercados para os empresários catarinenses e, ao mesmo tempo, atrair investidores suíços interessados em crescer junto conosco”, ressaltou.

A avaliação positiva foi compartilhada pelo setor produtivo. Para Luiz Gonzaga Coelho, representante da FIESC, o SC Day consolida um processo iniciado em Santa Catarina e posiciona o estado como uma porta de entrada estratégica para o mercado latino-americano. “Essa troca é extremamente importante para o desenvolvimento econômico do nosso estado”, avaliou.

Cantão de Berna retribui visita a Santa Catarina em Março

Para o diretor da Bern Invest, Jean-Philippe Devaux, o evento representou um marco na relação entre Santa Catarina e o Cantão de Berna, construída ao longo de mais de uma década. Segundo ele, a primeira visita oficial da vice-governadora catarinense ao Cantão, após a assinatura do memorando de entendimento em 2024, aprofundou a cooperação entre os ecossistemas de inovação.

“A jornada foi muito produtiva. Visitamos ambientes de inovação, conhecemos avanços em áreas como smart manufacturing, saúde e reciclagem de baterias. Ficamos impressionados com a qualificação das apresentações da delegação catarinense e confiantes no desenvolvimento de colaborações frutíferas”, afirmou. 

Devaux também confirmou a organização de uma missão empresarial suíça a Santa Catarina no início de março.

Empresa catarinense anuncia centro de P&D no país

O CEO da Nanovetores, Ricardo Ramos, destacou o potencial de expansão internacional a partir da cooperação com a Suíça. A empresa catarinense, sediada no Sapiens Parque, é especializada em nanotecnologia aplicada aos setores cosmético, farmacêutico e veterinário, desenvolvendo sistemas avançados de liberação de ativos. Durante o SC Day, a Nanovetores anunciou a abertura de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na Suíça. “Foi uma tarde de muitas trocas e oportunidades reais para levar produtos brasileiros a novos mercados, agregando valor e reputação”, afirmou.

Já Dieter Borget, CEO da Q-Assist e representante do Instituto Nexus de Inteligência Artificial, ressaltou o contato com um dos ecossistemas mais avançados do mundo. “O Swiss Innovation Park é um ambiente riquíssimo em manufatura avançada, robótica cognitiva e saúde. A Suíça lidera há mais de duas décadas o ranking global de inovação e está muito aberta a parcerias com Santa Catarina”, declarou.

Elo com a Europa

Encerrando a avaliação da missão, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o SC Day cumpriu seu principal objetivo estratégico. “Apresentamos Santa Catarina como um estado aberto ao mundo, preparado para receber investimentos, tecnologia e parcerias. Saímos de Berna com conexões fortalecidas e perspectivas reais de negócios, reforçando Santa Catarina como um elo entre a Europa e a América do Sul”, concluiu.

Agenda de quarta-feira

Nesta quarta-feira, 28, a delegação catarinense visitou a Fritz Studer AG, empresa suíça de referência internacional em máquinas-ferramenta de alta precisão, reconhecida pelo foco em inovação e engenharia de excelência. À tarde, a convite da Bern Invest, a comitiva participou de programação institucional no Monte Stockhorn, voltada ao relacionamento e ao aprofundamento do diálogo entre autoridades e empresários. A missão ao Cantão de Berna vai até esta quinta-feira, 29, quando a vice-governadora retorna a Santa Catarina.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Berna Invest / Divulgação

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Economia, Internacional

Trump minimiza queda do dólar e diz que moeda “está indo muito bem”

O dólar intensificou sua desvalorização nesta terça-feira (27) e registrou a maior queda diária desde abril de 2025. O movimento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não vê excesso de enfraquecimento da moeda americana, mesmo com o câmbio atingindo o nível mais baixo em quase quatro anos.

Questionado por jornalistas em Iowa sobre a trajetória da moeda, Trump foi direto. Disse que o dólar “está ótimo” e destacou que os acordos comerciais firmados pelo país reforçam essa avaliação. Segundo ele, a moeda deve encontrar seu próprio patamar, o que classificou como algo “justo”.

Mercado reage e dólar cai frente a principais moedas

As declarações adicionaram pressão a um cenário já negativo para a moeda americana. Após os comentários do presidente, o Bloomberg Dollar Spot Index aprofundou as perdas e chegou a recuar até 1,2%, refletindo a desvalorização do dólar frente a todas as principais moedas globais.

O desempenho marca o pior momento da moeda desde o período de forte turbulência provocado, em abril, pelo anúncio de tarifas comerciais que abalou os mercados internacionais e levantou dúvidas sobre a previsibilidade da política econômica dos Estados Unidos.

Iene forte e política externa aumentam volatilidade

Parte da fraqueza do dólar está associada à recuperação do iene, que ganhou força desde a semana passada. Investidores passaram a considerar uma possível intervenção das autoridades japonesas para sustentar a moeda local, o que impactou diretamente o mercado cambial.

Além disso, a condução considerada errática da política externa americana tem pesado no sentimento dos investidores. Propostas controversas, como a ameaça de assumir o controle da Groenlândia, causaram desconforto entre aliados europeus e reacenderam especulações sobre a venda de ativos dos EUA, incluindo cerca de US$ 10 trilhões em Treasuries.

Pressão sobre o Fed e risco fiscal afetam confiança

Analistas também apontam outros fatores que contribuem para a desvalorização do dólar, como a pressão política sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, o aumento do endividamento público e as incertezas fiscais de longo prazo. A crescente polarização política nos Estados Unidos reforça o clima de cautela entre investidores estrangeiros.

Esse cenário chama atenção porque a queda da moeda ocorre mesmo com a alta dos rendimentos dos títulos públicos americanos e com a expectativa de que o Fed interrompa o ciclo de cortes de juros após a reunião de quarta-feira (28), fatores que normalmente favoreceriam o dólar.

Dólar mais fraco pode favorecer exportações dos EUA

Apesar da reação negativa dos mercados, um dólar mais fraco pode ser visto com bons olhos pelo governo Trump. A desvalorização tende a tornar os produtos americanos mais competitivos no exterior, o que poderia ajudar a reduzir o déficit comercial do país.

Na mesma terça-feira, Trump afirmou que teria capacidade de influenciar diretamente a cotação da moeda, dizendo que poderia fazê-la “subir ou cair como um ioiô”. Em seguida, ponderou que esse tipo de intervenção seria indesejável e criticou países asiáticos por, segundo ele, buscarem desvalorizar artificialmente suas moedas.

Críticas à China e ao Japão

O presidente voltou a citar China e Japão, afirmando que historicamente ambos tentaram enfraquecer o iene e o yuan para ganhar competitividade. Segundo Trump, essa prática tornaria a concorrência desleal para os Estados Unidos, embora ele tenha ressaltado que agora defende que o dólar encontre seu valor de forma natural.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paul Yeung/Bloomberg

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Internacional

China alcança recorde histórico na produção de grãos e supera 714 milhões de toneladas

A China registrou em 2025 a maior produção de grãos de sua história, alcançando 714,9 milhões de toneladas, segundo dados oficiais divulgados pelo governo. O volume representa um crescimento de 8,4 milhões de toneladas em relação ao ano anterior e consolida o país acima do patamar de 700 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo.

Safra cresce apesar de desafios climáticos

De acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, o desempenho foi alcançado mesmo diante de condições climáticas adversas, como secas, enchentes e períodos prolongados de chuvas em diferentes regiões do país. A resiliência da produção reforça a estratégia chinesa de fortalecer a segurança alimentar.

Colheitas de outono impulsionam crescimento

O vice-ministro da Agricultura, Zhang Xingwang, afirmou que as colheitas de outono foram responsáveis por mais de 90% da expansão anual. O crescimento da produção se concentrou principalmente nas províncias do nordeste da China, além da Mongólia Interior e de Xinjiang, que juntas responderam por cerca de 70% do avanço nacional.

Entre as culturas, o milho teve papel decisivo, contribuindo com aproximadamente 75% do aumento total da produção de grãos.

Soja e carnes mantêm trajetória de alta

No segmento de oleaginosas, a soja alcançou 20,91 milhões de toneladas, permanecendo acima da marca de 20 milhões pelo quarto ano consecutivo. Já a produção total de proteínas animais — incluindo carnes suína, bovina, ovina e de aves — avançou 4,2%, somando 100,72 milhões de toneladas.

Tecnologia impulsiona produtividade no campo

O governo chinês atribui parte relevante do desempenho ao avanço da tecnologia agrícola. A taxa de mecanização do plantio e da colheita chegou a 76,7%, enquanto a frota de drones agrícolas ultrapassou 300 mil unidades, cobrindo aproximadamente 30 milhões de hectares.

Esse progresso também se refletiu na renda rural, com aumento real de 6% no rendimento disponível per capita da população do campo.

Reformas agrárias estão no radar do governo

Para os próximos anos, o Ministério da Agricultura anunciou a aceleração de reformas estruturais, incluindo a ampliação de programas-piloto que estendem os contratos de terras rurais por mais 30 anos, medida considerada estratégica para dar previsibilidade aos produtores e sustentar o crescimento do setor.

FONTE: Agro Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Internacional

Alemanha defende União Europeia de duas velocidades para acelerar decisões do bloco

A Alemanha pretende defender a criação de uma União Europeia de duas velocidades como forma de destravar a tomada de decisões e impulsionar o desempenho econômico do bloco. A proposta prevê que um grupo central de países avance mais rapidamente em políticas estratégicas, enquanto os demais acompanham o processo em ritmo próprio.

Proposta busca romper paralisia na UE

“Este é o momento de uma Europa de duas velocidades”, afirmou o ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, durante evento promovido pelo jornal Welt, nesta terça-feira (27), em Berlim. Segundo ele, o modelo permitiria tornar o continente mais forte, competitivo e menos dependente de fatores externos.

Grupo central reuniria seis grandes economias

De acordo com uma carta de Klingbeil obtida pela Reuters, Alemanha e França articulam a criação de um novo formato de cooperação entre as seis principais economias da União Europeia. O grupo incluiria ainda Polônia, Espanha, Itália e Holanda.

O ministro alemão convidou seus pares desses países para uma videoconferência marcada para esta quarta-feira, com o objetivo de definir uma agenda concreta voltada ao fortalecimento da soberania, da resiliência econômica e da competitividade europeia.

Redução de dependências externas está no centro do debate

A iniciativa surge em meio aos esforços da UE para diminuir a dependência de matérias-primas estratégicas importadas de países como a China, além de enfrentar riscos associados a tarifas comerciais, fragmentação dos mercados globais e impactos sobre crescimento econômico e investimentos.

“Diante de um cenário geopolítico cada vez mais imprevisível, a Europa precisa se tornar mais forte e mais resiliente. Manter o status quo não é uma opção”, escreveu Klingbeil na carta enviada aos ministros.

Agenda inclui euro, defesa e mercados de capitais

Segundo o documento, a reunião desta quarta-feira deve funcionar como um “pontapé inicial” para o novo formato de cooperação, com a previsão de um encontro presencial à margem da próxima reunião do Eurogrupo.

A proposta apresentada inclui quatro eixos principais:

  • avanço da união dos mercados de capitais;
  • fortalecimento do euro;
  • maior coordenação dos investimentos em defesa;
  • garantia de acesso a matérias-primas essenciais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jana Rodenbusch

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Internacional

Lula e Trump discutem agenda internacional e articulam visita aos EUA em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, nesta segunda-feira, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um diálogo de aproximadamente 50 minutos. A ligação tratou de agenda internacional, relações bilaterais e da possibilidade de uma visita oficial de Lula a Washington ainda em 2026.

Segundo informações do Palácio do Planalto, o contato foi considerado produtivo e ocorreu em tom positivo, com troca de avaliações sobre temas políticos, econômicos e diplomáticos de interesse comum.

Venezuela e Gaza estiveram no centro do diálogo

Durante a conversa, os presidentes abordaram a situação na Venezuela, com ênfase na defesa da paz, da estabilidade regional e nos impactos sociais e políticos vividos pelo país vizinho.

Outro ponto relevante foi o conflito na Faixa de Gaza. Lula defendeu que eventuais iniciativas internacionais voltadas à região tenham foco direto no conflito e contem com representação palestina, como forma de ampliar a efetividade das ações diplomáticas.

Economia e cooperação contra o crime organizado

Os dois líderes também trocaram impressões sobre o cenário econômico de Brasil e Estados Unidos, classificado como positivo por ambos. A avaliação compartilhada é de que os indicadores recentes apontam perspectivas favoráveis de crescimento, com reflexos para a região e para o comércio internacional.

Além disso, houve consenso sobre a importância de ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime organizado, incluindo o fortalecimento da troca de informações e de ações conjuntas contra o tráfico de drogas, armas e a lavagem de dinheiro.

Visita de Lula a Washington entra no radar diplomático

Ao final da ligação, ficou encaminhada a visita de Lula aos Estados Unidos nos próximos meses. A viagem deverá ocorrer após compromissos já previstos do presidente brasileiro na Índia e na Coreia do Sul.

A data oficial ainda será definida pelas equipes diplomáticas dos dois países, que darão sequência às tratativas para organizar a agenda e os encontros institucionais em Washington.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho/Redes sociais

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Internacional

Nevasca provoca maior onda de cancelamentos de voos nos EUA desde a pandemia

Uma forte nevasca nos Estados Unidos provocou, neste domingo (25), o pior dia de cancelamentos de voos no país desde o início da pandemia de COVID-19. O levantamento foi feito pela empresa de análise do setor aéreo Cirium, que monitora operações aeroportuárias em todo o mundo.

Ao todo, mais de 17 mil voos foram cancelados durante a passagem do temporal. As rotas internacionais também sofreram impacto expressivo: cerca de um terço dos voos internacionais com destino aos EUA não saiu do papel ao longo do dia, segundo os dados da Cirium.

Principais aeroportos registram paralisação quase total

Os maiores aeroportos norte-americanos enfrentaram interrupções generalizadas. Em Nova York, mais de 80% dos voos foram cancelados nos aeroportos de LaGuardia, JFK, Newark e Filadélfia. Já o Aeroporto Nacional Reagan, em Washington, registrou um índice ainda mais alto, com mais de 90% das operações suspensas.

A Delta Air Lines informou, durante a noite, que a retomada dos voos ocorrerá apenas “onde for seguro”, reforçando as preocupações com as condições climáticas extremas.

Mesmo com o avanço do calendário, a expectativa é de que esta segunda-feira (26) continue marcada por transtornos no transporte aéreo, com novos cancelamentos e dificuldades de deslocamento em diversas regiões do país.

Tempestade deixa ao menos 10 mortos em diferentes estados

Além do impacto na aviação, a tempestade de inverno também resultou em mortes. De acordo com um levantamento da NBC News, ao menos 10 pessoas morreram em decorrência das condições climáticas severas.

Na Louisiana, dois homens morreram por hipotermia na paróquia de Caddo, conforme informou o Departamento de Saúde do estado. As identidades não foram divulgadas, mas o legista local confirmou a relação direta das mortes com a tempestade.

No Tennessee, o Departamento de Saúde registrou três mortes relacionadas ao clima, ocorridas nos condados de Crockett, Haywood e Obion. Autoridades também confirmaram uma morte no Texas e outra no Kansas.

Em Nova York, pelo menos cinco pessoas foram encontradas mortas ao ar livre no sábado (24), em meio a temperaturas congelantes. O prefeito Zohran Mamdani afirmou que as causas ainda estão sob investigação, mas ressaltou que o episódio evidencia um problema recorrente. Segundo ele, “todos os anos, nova-iorquinos sucumbem ao frio”.

Já na Geórgia, o meteorologista sênior do estado, Will Lanxton, classificou o fenômeno como “talvez a maior tempestade de gelo observada em mais de uma década”, destacando a gravidade do evento climático.

FONTE: CBN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CBN

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Internacional

Fórum Financeiro Asiático reúne líderes globais e reforça papel de Hong Kong como hub financeiro

O Fórum Financeiro Asiático iniciou nesta segunda-feira (26) sua 19ª edição em Hong Kong, reunindo mais de 150 líderes políticos e empresariais, além de investidores internacionais e representantes de órgãos reguladores. O encontro é coorganizado pelo Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong e pelo Conselho de Desenvolvimento Comercial de Hong Kong, com foco no fortalecimento da cooperação financeira internacional e da coordenação de políticas econômicas.

Modelo “Um País, Dois Sistemas” sustenta ambiente de negócios
Na abertura do evento, o chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, destacou que o modelo “Um País, Dois Sistemas” garante vantagens institucionais que mantêm a cidade como uma base estável para operações de empresas globais. Segundo ele, até 2025, o número de companhias instaladas em Hong Kong com matrizes no exterior e na China continental deve alcançar 11.070, crescimento de 11% em relação ao ano anterior e um novo recorde histórico.

Para ampliar sua posição como centro financeiro internacional, o governo local pretende expandir os mercados de ações e títulos, fortalecer o setor de gestão de patrimônio, desenvolver o comércio de ouro e commodities e aprofundar a integração financeira internacional.

Tema do fórum destaca integração entre finanças e indústria
O presidente do Conselho de Desenvolvimento Comercial de Hong Kong, Frederick Ma, apresentou o tema desta edição: “Trabalhando Juntos em Meio à Mudança e Alcançando Resultados Ganha-Ganha na Nova Era”. Ele também anunciou o lançamento da Cúpula Global da Indústria, iniciativa voltada à análise de tendências em setores de alto crescimento, como inteligência artificial, tecnologia, robótica, biofarmacêutica, saúde e novas energias.

De acordo com Ma, o objetivo é impulsionar a inovação por meio da integração entre finanças e indústria, criando bases para um crescimento econômico sustentável no longo prazo.

Acordo com Xangai fortalece mercado de ouro
Durante o fórum, o Departamento de Serviços Financeiros e o Departamento do Tesouro do governo de Hong Kong firmaram um acordo de cooperação com a Bolsa de Ouro de Xangai. O entendimento prevê a criação de uma estrutura conjunta de governança para o Sistema Central de Compensação de Ouro de Hong Kong, além do desenvolvimento de mecanismos de integração entre infraestrutura física e conectividade de mercado.

Na cerimônia de assinatura, Zou Lan, vice-governadora do Banco Popular da China, afirmou que a instituição seguirá apoiando o crescimento do mercado offshore de renminbi (RMB) em Hong Kong. Entre as medidas estão a ampliação do financiamento comercial em RMB, o avanço da interconexão dos mercados financeiros, o aumento da emissão de títulos offshore do governo chinês e o incentivo ao mercado local de ouro. Segundo ela, as ações reforçam Hong Kong como um centro internacional de negociação de ouro.

Programação aborda economia global, fintech e finanças verdes
Com duração de dois dias, o fórum reúne mais de 40 atividades, entre palestras, almoços e cafés da manhã temáticos. A agenda inclui debates e workshops sobre perspectivas econômicas globais, gestão de ativos e patrimônio, fintech, financiamento comercial, negociação de ouro e metais preciosos e finanças verdes.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wang Shen/ Xinhua

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Internacional

Brasil anuncia isenção de vistos para cidadãos chineses em viagens de curta duração

O governo brasileiro anunciou a isenção de vistos para cidadãos da China que desejem entrar no Brasil em viagens de curta duração. A decisão ocorre como resposta à política adotada pelo governo chinês, que passou a permitir a entrada de brasileiros sem visto a partir de 2025.

Segundo comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto, a iniciativa está inserida no processo de ampliação da cooperação bilateral, especialmente em áreas estratégicas ligadas à chamada fronteira do conhecimento, conforme informou a Agência Brasil.

Princípio da reciprocidade orienta política migratória

A mudança segue o princípio da reciprocidade diplomática. Enquanto o Brasil flexibiliza a entrada de cidadãos chineses, o governo passou a exigir visto de entrada para viajantes dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, países que mantêm a exigência do documento para brasileiros.

Política chinesa de isenção inclui Brasil e outros países da região

A isenção de visto para brasileiros na China entrou em vigor em 1º de junho de 2025, com validade inicial de um ano, posteriormente prorrogada até 31 de dezembro de 2026. Além do Brasil, a política chinesa contempla outros países sul-americanos, como Argentina, Chile, Peru e Uruguai.

Atualmente, 45 países integram a política unilateral chinesa de flexibilização de vistos, que tem como objetivo ampliar o fluxo internacional de pessoas e fortalecer laços econômicos e diplomáticos com diferentes regiões do mundo.

Facilitação de viagens e integração econômica

A estratégia chinesa busca estreitar relações com a América Latina e outros blocos econômicos relevantes. Brasil, Argentina e Chile figuram entre as maiores economias da região. Desde 2024, países europeus, além de Japão e Coreia do Sul, também passaram a contar com isenção de visto para entrada na China.

Portadores de passaportes comuns válidos desses países podem ingressar em território chinês sem visto para fins de negócios, turismo, visitas familiares, intercâmbios ou trânsito, com permanência máxima de 30 dias.

Relações bilaterais e cenário internacional

Na quinta-feira, houve uma conversa telefônica entre os chefes de Estado do Brasil e da China, com duração aproximada de 45 minutos. O diálogo abordou o fortalecimento das relações bilaterais, a cooperação entre países do Sul Global e temas ligados ao multilateralismo.

De acordo com nota oficial, foram destacadas convergências entre os projetos nacionais de desenvolvimento, especialmente nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia. O governo chinês também ressaltou a importância do papel das Nações Unidas em um cenário internacional considerado instável.

FONTE: A Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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Internacional

Davos 2026: Brasil busca se posicionar como porto seguro para investimentos

O Fórum Econômico Mundial 2026, iniciado nesta segunda-feira (19) em Davos, na Suíça, reúne líderes globais sob o tema “A Spirit of Dialogue”. Em um ambiente marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas, o Brasil chega ao encontro com a estratégia de reforçar uma imagem de previsibilidade e segurança para negócios, priorizando uma agenda técnica em vez de discursos políticos.

Agenda brasileira sem protagonismo presidencial

Diferentemente de outras edições, o país não conta com uma comitiva liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ou do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ainda assim, o governo tenta utilizar o WEF como extensão de uma agenda construída ao longo dos últimos meses, centrada em três eixos considerados estratégicos: acesso a mercados, segurança institucional e infraestrutura digital do Estado.

Acordo Mercosul–UE reforça credenciais comerciais

O primeiro pilar da estratégia brasileira chega fortalecido a Davos com a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, firmada na sexta-feira (17), após mais de 25 anos de negociações. O anúncio ocorre em um momento sensível, já que o próprio WEF aponta o confronto geoeconômico como um dos principais riscos globais de curto prazo, com comércio, tecnologia e finanças cada vez mais utilizados como instrumentos de disputa entre países.

Para o Brasil, o acordo funciona como um sinal concreto de abertura comercial e integração às cadeias globais, em um fórum onde investidores e governos reavaliam riscos e redesenham estratégias internacionais.

Previsibilidade institucional entra no centro do discurso

O segundo eixo apresentado pelo país é institucional. Em meio ao debate recorrente sobre a queda de confiança em governos, empresas e meios de comunicação — tema frequente em relatórios como o Edelman Trust Barometer —, o Brasil busca se afastar da imagem de instabilidade.

A mensagem levada a Davos é pragmática: o país pretende ser visto como um grande mercado com regras claras, segurança jurídica e contratos previsíveis, capazes de sustentar decisões de investimento de longo prazo em um cenário global cada vez mais seletivo.

Infraestrutura digital como ativo econômico

A terceira frente é a agenda digital, que explica a participação da ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck. Ela integra uma programação paralela ligada à Colaboração Digital Global do WEF, iniciativa na qual o Brasil assumiu a presidência de um dos grupos estratégicos.

O foco está no fortalecimento da infraestrutura digital do Estado, incluindo sistemas de identidade, credenciais e serviços públicos digitais. Esse tema ganha relevância para o setor privado por impactar diretamente processos como abertura de empresas, compliance, contratações públicas e acesso a serviços, posicionando a eficiência administrativa como diferencial competitivo.

Crescimento e produtividade no debate regional

A participação brasileira também se dá por meio do debate sobre crescimento econômico e produtividade na América Latina. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, participa da sessão “Breaking Latin America’s Growth Ceiling”, ao lado de lideranças como Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e Julio Velarde, presidente do Banco Central do Peru.

O pano de fundo das discussões regionais em Davos é o desafio de atrair investimentos e sustentar o crescimento em um mundo mais protecionista, fragmentado e cauteloso ao risco.

Mensagem final: foco em negócios

Em Davos 2026, o Brasil busca menos visibilidade política e mais credibilidade econômica. A estratégia é demonstrar, por meio de acordos, reformas e agendas técnicas, que o país está disposto a fazer negócios em um cenário internacional no qual a política voltou a influenciar diretamente o fluxo de comércio e investimentos.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: World Economic Forum/Chris_Heeney

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