Internacional

Irã ataca aeroporto de Dubai e ameaça bancos no Oriente Médio

O Irã intensificou nesta quarta-feira (11) sua ofensiva no Golfo Pérsico, atacando navios comerciais e atingindo o Aeroporto Internacional de Dubai, um dos mais movimentados do mundo em voos internacionais e sede da companhia aérea Emirates. Dois drones iranianos acertaram áreas próximas ao terminal, deixando quatro pessoas feridas, mas sem interromper as operações de voo, conforme o Escritório de Mídia de Dubai.

Ameaça a instituições financeiras

O comando militar conjunto do Irã anunciou a intenção de atacar bancos e instituições financeiras na região, colocando em risco especialmente Dubai, que concentra diversas instituições financeiras internacionais, além de Arábia Saudita e Bahrein.

Incidentes com navios comerciais e drones

Mais cedo, um projétil atingiu um navio porta-contêineres na costa de Omã, no Estreito de Ormuz, provocando um incêndio e forçando a maioria da tripulação a abandonar a embarcação, informou o Exército britânico. O Kuwait derrubou oito drones iranianos, enquanto a Arábia Saudita interceptou cinco drones que avançavam para o campo petrolífero de Shaybah.

Com essas ações, o Irã afetou o tráfego de carga pelo estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O país também mira campos petrolíferos e refinarias em nações árabes do Golfo, buscando gerar impactos econômicos globais e pressionar Estados Unidos e Israel a suspender ataques a Teerã.

Reações internacionais

O Conselho de Segurança da ONU deve votar ainda nesta quarta uma resolução proposta pelo Conselho de Cooperação do Golfo, exigindo que o Irã cesse ataques contra países vizinhos.

Israel, por sua vez, renovou ataques a Teerã após múltiplos bombardeios na terça-feira (10), considerados pelos moradores como alguns dos mais intensos do conflito até agora. Explosões também foram registradas em Beirute e no sul do Líbano, em ataques a alvos ligados ao grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

Ler Mais
Internacional

Rússia ultrapassa Brasil e Canadá e sobe no ranking das maiores economias do mundo

A Rússia avançou no ranking global das maiores economias e superou Brasil e Canadá, de acordo com atualização das projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Com base no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), o país passou a ocupar a 9ª posição mundial.

Com a mudança, o Canadá caiu para o 10º lugar, enquanto o Brasil passou a ocupar a 11ª colocação no ranking das economias globais.

Os números fazem parte da revisão do relatório World Economic Outlook, divulgado inicialmente em outubro de 2025 e atualizado com novas estimativas para 2026. A classificação considera o valor total de bens e serviços produzidos por cada país, convertido para dólares a partir da taxa média de câmbio anual.

Desempenho do Brasil ficou abaixo da estimativa

A queda do Brasil no ranking já era prevista nas projeções anteriores do FMI. Ainda assim, alguns fatores recentes alteraram ligeiramente os números finais da economia brasileira.

Um deles foi a valorização do real frente ao dólar, que aumentou o valor do PIB brasileiro quando convertido para a moeda norte-americana. O FMI havia estimado um câmbio médio de R$ 5,61 por dólar, mas o resultado final ficou em R$ 5,58.

Essa diferença elevou o tamanho da economia brasileira em cerca de US$ 24 bilhões em relação ao cálculo inicial.

Apesar disso, o crescimento econômico do país ficou levemente abaixo da projeção do fundo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o PIB do Brasil avançou 2,3% em 2025, enquanto a estimativa anterior do FMI apontava expansão de 2,4%.

Crescimento da Rússia impulsiona mudança no ranking

Outro fator determinante para a mudança na lista das maiores economias foi o desempenho da economia russa.

Segundo os dados atualizados, a Rússia registrou crescimento de 4,3% em 2024, resultado impulsionado principalmente pelo aumento dos gastos militares e por políticas de estímulo à atividade econômica.

Já o Canadá apresentou expansão de 1,7%, número 0,5 ponto percentual acima da previsão inicial do FMI. Mesmo com o desempenho melhor que o esperado, o país acabou sendo ultrapassado pela economia russa.

Para os próximos anos, no entanto, o FMI projeta uma desaceleração na atividade econômica da Rússia. As estimativas apontam crescimento de apenas 0,6% em 2025 e expansão próxima de 1% ao ano até 2027.

Economia mundial deve crescer 3,3% em 2026

No cenário global, o FMI também revisou para cima as projeções de crescimento da economia mundial.

De acordo com o relatório, o crescimento da economia global deve alcançar 3,3% em 2026, resultado 0,2 ponto percentual superior à estimativa anterior.

O desempenho mais forte é atribuído principalmente à atividade econômica dos Estados Unidos e da China, além do aumento de investimentos ligados ao avanço da inteligência artificial.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Internacional

Acordo UE–Mercosul e setor de lácteos: o que realmente muda com a validação política

A recente validação política do Acordo UE–Mercosul recolocou o setor de lácteos no centro das discussões sobre comércio internacional. Diferentemente de outros segmentos do agronegócio, a cadeia de leite e derivados costuma ser mais curta, altamente sensível a variações de preços e historicamente protegida por tarifas elevadas em diversos mercados.

Por esse motivo, alterações nas regras de acesso ao mercado tendem a provocar reações rápidas por parte das empresas. Mesmo antes da entrada oficial em vigor do tratado, o setor privado costuma antecipar decisões estratégicas envolvendo investimentos, planejamento produtivo, contratos comerciais e adequações às exigências sanitárias, regulatórias e de rotulagem.

Esse cenário ocorre em meio a um ambiente político complexo dentro da própria União Europeia. O Conselho do bloco já aprovou medidas que autorizam a assinatura do acordo e avançam na preparação para sua implementação comercial. Apesar disso, alguns países europeus ainda demonstram resistência, sobretudo aqueles com setores agrícolas considerados mais sensíveis.

Como era o comércio de lácteos antes do acordo

Antes da negociação entre os blocos, o comércio de lácteos entre Mercosul e União Europeia era limitado por um conjunto de barreiras tarifárias e exigências regulatórias rigorosas.

Uma das principais barreiras eram as tarifas Nação Mais Favorecida (NMF), aplicadas a produtos importados de países membros da Organização Mundial do Comércio quando não existe acordo preferencial. No caso do setor agroalimentar, a União Europeia mantém tarifas médias mais altas do que em bens industriais, e os produtos lácteos estão entre os mais protegidos, com picos tarifários e mecanismos adicionais de controle.

Além disso, a UE administra cotas tarifárias (TRQs) para determinados produtos lácteos. Essas cotas, no entanto, não eram direcionadas especificamente aos países do Mercosul e muitas vezes eram abertas a exportadores de diferentes origens, com processos administrativos complexos que dificultavam o acesso efetivo de produtores sul-americanos.

Outro fator relevante são as exigências sanitárias europeias. Para exportar ao bloco, é necessário cumprir regras rigorosas de certificação veterinária, rastreabilidade, habilitação de estabelecimentos e conformidade regulatória. Esses requisitos geram custos elevados e podem limitar a competitividade de exportadores com menor escala.

No fluxo inverso, o principal obstáculo para os produtos europeus no Mercosul era tarifário. Antes do acordo, itens como queijos e leite em pó enfrentavam tarifas próximas de 28% no bloco sul-americano, enquanto fórmulas infantis tinham taxas em torno de 18%.

O que muda com o Acordo UE–Mercosul

O novo acordo comercial estabelece um modelo de liberalização gradual para produtos sensíveis, como é o caso dos lácteos.

Na prática, o tratado combina cotas tarifárias (TRQs) com reduções progressivas de tarifas ao longo do tempo. Dentro dessas cotas, a tarifa pode chegar a zero após determinado período de transição. Já para volumes que ultrapassarem o limite estabelecido, permanece a tarifa padrão.

Esse formato busca equilibrar abertura comercial com proteção gradual ao setor, permitindo que produtores se adaptem ao aumento da concorrência internacional.

Impactos para produtores do Mercosul e da União Europeia

A tendência é que a pressão competitiva se concentre em segmentos específicos, principalmente queijos maturados, queijos especiais e ingredientes industriais derivados do leite. Ao mesmo tempo, o acordo pode estimular estratégias de diferenciação baseadas em qualidade, origem geográfica e atributos funcionais dos produtos.

No desenho geral do acordo, observa-se uma assimetria de interesses entre os blocos. Países do Mercosul, especialmente o Brasil, adotaram uma postura mais defensiva nas negociações, enquanto a União Europeia atuou de forma mais ofensiva.

O setor lácteo é considerado sensível no Mercosul devido à sua importância econômica e social. A cadeia produtiva envolve grande número de produtores de menor escala e produtos essenciais para o mercado interno, como leite em pó, muçarela, creme de leite e leite condensado. Por isso, o bloco buscou limitar a abertura por meio de cotas, reduções graduais de tarifas e exclusões de alguns itens estratégicos.

Já a União Europeia possui uma indústria láctea altamente competitiva e orientada à exportação. Nesse contexto, o Mercosul é visto como mercado estratégico, sobretudo para produtos de maior valor agregado, como queijos europeus e fórmulas infantis.

Liberalização comercial não é simétrica

Os cronogramas de redução tarifária e os volumes das cotas previstos no acordo não são equivalentes para os dois lados. Na prática, eles funcionam principalmente como mecanismos para administrar a abertura gradual do mercado do Mercosul às importações europeias.

Isso significa que o comércio de lácteos entre UE e Mercosul não será totalmente liberalizado de forma recíproca. O fluxo de produtos do Mercosul para a Europa continuará sujeito a tarifas mais altas e exigências sanitárias rigorosas.

Perspectivas para o setor lácteo

Quando analisado especificamente sob a ótica do setor de leite e derivados, o Acordo UE–Mercosul tende a apresentar vantagens maiores para a União Europeia.

Para os países do Mercosul, a abertura comercial ocorre de forma seletiva e gradual, o que pode reduzir impactos imediatos. Ainda assim, os resultados de longo prazo dependerão de políticas domésticas, estratégias empresariais e da capacidade de adaptação da cadeia produtiva regional.

FONTE: MilkPoint
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lactalis

Ler Mais
Internacional

Petróleo Brent supera US$ 100 e dispara quase 70% em um mês após tensão entre EUA e Irã

O petróleo Brent voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Em apenas um mês, a commodity acumulou alta de cerca de 69%, refletindo o temor do mercado com possíveis impactos na oferta global de energia.

Na madrugada desta segunda-feira (9), o barril chegou a se aproximar de US$ 120, atingindo a cotação máxima de US$ 117,53. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o preço operava próximo de US$ 104 no mercado internacional.

Conflito no Oriente Médio pressiona mercado de energia

A forte valorização do preço do petróleo está diretamente ligada às preocupações sobre eventuais interrupções na produção e no transporte da commodity no Oriente Médio.

A região é responsável por uma parcela significativa da oferta mundial de petróleo, o que faz com que qualquer instabilidade geopolítica tenha impacto imediato no mercado global de energia.

O movimento de alta ganhou intensidade no domingo (8), quando o Brent ultrapassou US$ 108 por barril, à medida que cresciam as preocupações com possíveis bloqueios em rotas estratégicas de exportação.

Estreito de Hormuz concentra risco para o comércio de petróleo

Um dos principais pontos de atenção do mercado é o Estreito de Hormuz, passagem marítima considerada vital para o comércio energético global.

Aproximadamente 20% de todo o petróleo transportado por navios no mundo passa por essa rota, localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Qualquer interrupção nesse corredor pode gerar forte impacto no abastecimento internacional.

Por ser a principal referência internacional para contratos de petróleo, o Brent influencia diretamente os preços de combustíveis em diversos países.

Alta do petróleo pode pressionar inflação global

A valorização da commodity tende a provocar efeitos em cadeia na economia mundial. O petróleo é insumo essencial para transporte, indústria e logística, o que significa que aumentos no preço do barril acabam elevando custos de combustíveis, fretes e produtos derivados.

Com isso, há maior pressão sobre os índices de inflação, além de impactos no custo de produção das empresas e no poder de compra das famílias.

Esse cenário costuma levar bancos centrais a manter políticas monetárias mais restritivas, com juros elevados por períodos mais longos, na tentativa de conter a alta dos preços.

Petróleo acima de US$ 100 eleva risco para economia mundial

Economistas avaliam que a permanência do petróleo acima de US$ 100 por barril pode ampliar o risco de desaceleração econômica global.

O impacto pode ser ainda maior caso o conflito no Oriente Médio se prolongue ou atinja diretamente regiões produtoras de petróleo.

A última vez que o Brent superou esse nível foi em 2022, durante o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, episódio que provocou forte volatilidade no mercado internacional de energia.

Analistas alertam que, se as tensões entre Estados Unidos e Irã continuarem, os preços do petróleo podem registrar novas altas nos próximos meses, ampliando a instabilidade no setor energético global.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Internacional, Sem Categoria

China aposta em relações com os EUA mesmo em meio à guerra com o Irã

Apesar da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, a China sinalizou que pretende preservar e até fortalecer seu relacionamento com Washington. A avaliação foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, que classificou 2026 como um possível ano decisivo para o avanço das relações China-EUA.

A declaração foi feita poucas horas depois de o presidente americano Donald Trump ameaçar ampliar ataques contra o Irã, país considerado um parceiro estratégico de Pequim.

Segundo Wang Yi, se os dois países mantiverem diálogo baseado em confiança e boa-fé, há espaço para transformar o ano em um marco para o desenvolvimento de uma relação mais estável, sólida e sustentável entre as duas maiores potências do planeta.

Pequim tenta preservar laços com Washington

O posicionamento do diplomata é visto como um dos sinais mais claros de que Pequim busca proteger seu relacionamento com os Estados Unidos, mesmo mantendo acordos estratégicos com Teerã.

A parceria entre China e Irã foi reforçada em 2021 por meio de um acordo assinado pelo próprio Wang Yi. Ainda assim, analistas avaliam que a prioridade atual da diplomacia chinesa é evitar que a crise no Oriente Médio prejudique o diálogo com Washington.

A instabilidade regional também traz riscos diretos para a economia chinesa.

Instabilidade no Oriente Médio preocupa China

O Oriente Médio tem papel relevante no abastecimento energético chinês. Interrupções na produção e no transporte de petróleo na região já provocaram aumento nos preços da energia, o que pode impactar diretamente a economia da China.

Além disso, o Irã respondia por cerca de 13% das importações marítimas de petróleo da China, o que significa que uma escalada do conflito pode afetar os esforços de Pequim para diversificar suas fontes de energia.

Durante seu pronunciamento anual à margem da Assembleia Popular Nacional, Wang Yi pediu um cessar-fogo e classificou o conflito como uma guerra que “nunca deveria ter ocorrido”.

Apesar da tensão internacional, o ministro indicou que o cenário não deve comprometer a visita prevista de Donald Trump à China, programada entre 31 de março e 2 de abril.

Cúpula entre China e EUA pode resultar em acordos comerciais

Especialistas acreditam que a cúpula entre China e Estados Unidos poderá resultar em novos acordos, especialmente na área comercial.

Antes mesmo da coletiva de imprensa do ministro chinês, já havia sinais de negociações em andamento entre autoridades dos dois países.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, o representante comercial americano, Jamieson Greer, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, devem se reunir em Paris para discutir os termos de um possível acordo que poderia ser anunciado posteriormente pelos líderes.

Economia chinesa reforça interesse em estabilidade

Analistas apontam que a postura moderada de Pequim em relação ao Irã reflete um cálculo estratégico. A China enfrenta atualmente crescimento econômico mais lento e maior resistência internacional às suas exportações.

Nesse contexto, manter relações estáveis com os Estados Unidos, a maior economia do mundo, é visto como prioridade.

Uma reunião bem-sucedida entre os líderes poderia, por exemplo, ampliar a trégua tarifária entre os países e melhorar o ambiente para o comércio internacional, que respondeu por quase um terço da expansão econômica chinesa no último ano.

Segundo o analista Jeremy Chan, do Eurasia Group, Pequim tem interesse maior em preservar a distensão com Washington do que em proteger aliados como Irã ou Venezuela.

Estratégia pode trazer custo reputacional

Apesar dos benefícios diplomáticos, essa estratégia pode gerar questionamentos sobre o papel da China como potência global.

Pequim costuma defender sua Iniciativa de Segurança Global (GSI) como alternativa ao modelo de intervenção militar dos Estados Unidos. No entanto, a falta de apoio mais contundente a parceiros estratégicos pode enfraquecer essa narrativa.

Para analistas, conflitos recentes — como a guerra na Ucrânia, a crise em Gaza e agora a tensão com o Irã — evidenciam limitações da abordagem chinesa para segurança internacional.

China reforça discurso de ordem global baseada em regras

Em seu discurso, Wang Yi também tentou reforçar a posição da China como defensora de um sistema internacional baseado em regras.

Segundo ele, Pequim pretende atuar como contraponto ao que descreveu como uma política externa baseada na lógica de que “a força faz o direito”, em referência indireta à atuação dos Estados Unidos no cenário internacional.

Ao mesmo tempo, o ministro rejeitou a ideia de um G2, conceito que sugeriria um mundo governado apenas por China e Estados Unidos, defendendo maior participação de outros países nas decisões globais.

Taiwan continua sendo principal ponto de tensão

Apesar do discurso conciliador em relação a Washington, Pequim manteve firme sua posição sobre Taiwan, considerada pelo governo chinês uma parte inseparável do território nacional.

Wang Yi reiterou que qualquer tentativa de independência da ilha está “fadada ao fracasso” e classificou a questão como um dos interesses fundamentais da China.

O tema já havia sido levantado pelo presidente Xi Jinping em conversa telefônica recente com Donald Trump, quando pediu cautela dos EUA na venda de armas para Taiwan.

No último ano, Washington aprovou vendas militares para Taipei que somam mais de US$ 11 bilhões, medida que Pequim considera uma provocação.

Especialistas alertam que eventuais novas tensões envolvendo Taiwan podem representar um risco ainda maior para as relações China-EUA do que o conflito no Irã.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

Ler Mais
Internacional

Biocombustíveis ganham importância estratégica para o Brasil em meio à guerra no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, colocou novamente a segurança energética no centro das discussões globais. Nesse cenário, os biocombustíveis brasileiros passaram a assumir um papel mais amplo do que apenas o de alternativa sustentável.

Tradicionalmente associados à descarbonização e à agenda ambiental, etanol e biodiesel começam a ser vistos também como instrumentos estratégicos capazes de reduzir a vulnerabilidade do país a oscilações no mercado internacional de petróleo.

A mudança ocorre em um momento de forte instabilidade no setor energético global, impulsionada pela alta do petróleo Brent e pelos riscos de interrupção no fluxo de petróleo em áreas estratégicas, como o Estreito de Ormuz.

Dependência de combustíveis fósseis aumenta vulnerabilidade global

A elevação do preço do petróleo reacendeu um debate antigo: a dependência excessiva de combustíveis fósseis importados pode deixar economias mais expostas a crises internacionais.

Quando conflitos armados atingem regiões produtoras ou rotas logísticas relevantes, como ocorre atualmente no Oriente Médio, o impacto rapidamente se espalha pelo mercado global de energia, pressionando preços de combustíveis, fretes marítimos e cadeias de abastecimento.

Nesse contexto, países que possuem fontes internas de energia renovável conseguem reduzir parte dessa exposição.

Mistura obrigatória fortalece a matriz energética brasileira

O Brasil ocupa uma posição diferenciada nesse cenário por conta de sua política de mistura obrigatória de biocombustíveis nos combustíveis fósseis.

Desde agosto de 2025, a gasolina comum e aditivada passou a conter 30% de etanol anidro, enquanto o diesel é comercializado com 15% de biodiesel.

Essa estrutura regulatória não elimina os impactos de uma crise internacional, mas cria uma espécie de proteção parcial. Com maior participação de energia renovável produzida internamente, o país reduz a necessidade de importação de derivados de petróleo.

Etanol se destaca como amortecedor de preços

Entre os biocombustíveis, o etanol é o que mais aparece diretamente para o consumidor.

Dados recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam preços médios próximos de R$ 6,30 por litro para a gasolina, R$ 4,60 para o etanol hidratado e cerca de R$ 6,15 para o diesel S10.

Esses valores mostram que o etanol entra no atual cenário internacional em uma posição relativamente competitiva. Caso a pressão sobre o petróleo continue, o biocombustível pode ganhar ainda mais espaço, principalmente entre os veículos flex, funcionando como um mecanismo de amortecimento de preços.

Mistura na gasolina reforça autonomia energética

Além do preço nas bombas, o etanol possui um papel estrutural dentro da matriz energética brasileira.

A presença obrigatória do combustível na gasolina faz com que parte do consumo nacional seja automaticamente atendida por produção renovável doméstica.

Em períodos de estabilidade econômica, essa política é vista sobretudo como instrumento ambiental. Em momentos de crise internacional, porém, ela também passa a ser considerada uma ferramenta de resiliência econômica.

Quanto maior a proporção de etanol anidro na gasolina, menor é a necessidade de gasolina de origem fóssil para abastecer o mercado interno.

Biodiesel também tem papel estratégico na logística

No caso do biodiesel, o impacto é menos perceptível para o consumidor final, mas igualmente relevante para a economia.

O diesel é o principal combustível da logística brasileira, utilizado no transporte rodoviário de cargas, no agronegócio e em diversos setores produtivos.

Por isso, em um cenário de aumento dos preços internacionais do petróleo, cada ponto percentual de mistura obrigatória de biodiesel ajuda a reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.

Biocombustíveis passam a integrar estratégia econômica

A atual crise energética global também altera a forma como os biocombustíveis são discutidos no debate político e econômico.

Em condições normais, etanol e biodiesel costumam aparecer ligados à transição energética e à redução de emissões de carbono. No contexto de tensões geopolíticas, porém, passam a ser vistos também como instrumentos de soberania energética.

Isso não significa que o Brasil esteja imune aos efeitos da volatilidade internacional. O país continua exposto às oscilações do preço do petróleo, do diesel e do frete global.

A diferença é que a presença consolidada dos biocombustíveis na matriz energética oferece mecanismos capazes de amenizar parte desses impactos.

Nova centralidade dos biocombustíveis na política energética

A crise atual tende a reorganizar as prioridades do debate energético no Brasil. A pauta ambiental continua relevante, mas deixa de ser o único fator de análise.

Com a instabilidade no mercado internacional de energia, etanol e biodiesel passam a ocupar um papel mais amplo: reduzir vulnerabilidades externas e fortalecer a autonomia energética brasileira.

Em um cenário global em que o petróleo voltou a carregar forte peso geopolítico, os biocombustíveis ganham status de componente estratégico da infraestrutura energética do país.

Ler Mais
Internacional

Produção de petróleo do Iraque despenca após bloqueio do Estreito de Ormuz

A produção de petróleo do Iraque sofreu uma queda abrupta após a interrupção das exportações pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de energia. O impacto está diretamente ligado à escalada do conflito com o Irã, que tem dificultado a circulação de navios-tanque na região.

Segundo fontes do setor ouvidas pela agência Reuters neste domingo (8), os principais campos petrolíferos do sul do país registraram uma redução de cerca de 70% na produção.

Queda drástica na produção de petróleo

Antes do agravamento do conflito, a produção iraquiana nesses campos alcançava aproximadamente 4,3 milhões de barris por dia. Com as dificuldades logísticas e o bloqueio da principal rota de escoamento, o volume despencou para cerca de 1,3 milhão de barris diários.

De acordo com um funcionário da estatal Basra Oil Company (BOC), responsável pelas operações na região, o armazenamento de petróleo bruto já atingiu o limite máximo.

Com isso, a produção restante deve ser direcionada principalmente ao abastecimento das refinarias locais.

Estreito de Ormuz é rota vital para o petróleo mundial

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é considerado uma passagem estratégica para o comércio global de energia. Pela via marítima circula aproximadamente um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito transportado no mundo.

A instabilidade na região tem provocado restrições severas à navegação, afetando diretamente países exportadores que dependem dessa rota para escoar sua produção.

Exportações também despencam

Além da queda na produção, as exportações iraquianas registraram forte retração. Neste domingo, o volume exportado caiu para cerca de 800 mil barris por dia.

A redução ocorre porque poucos navios-tanque conseguiram chegar aos terminais do sul do país. Segundo fontes do setor, apenas duas embarcações estavam carregando petróleo, já que a navegação pelo estreito está severamente limitada.

Autoridades do setor afirmam que, sem a chegada de novos navios, existe a possibilidade de interrupção total das exportações até o fim do dia no horário local.

Economia do Iraque pode ser gravemente afetada

A crise no setor petrolífero representa uma ameaça direta às finanças públicas do Iraque. O país depende fortemente da exportação de petróleo bruto para sustentar sua economia.

Dados do Ministério do Petróleo indicam que, em fevereiro, as exportações provenientes dos campos do sul alcançaram média de 3,334 milhões de barris por dia.

Com a queda abrupta da produção e das vendas externas, especialistas avaliam que o governo poderá enfrentar sérias dificuldades fiscais, já que mais de 90% da receita nacional provém do petróleo.

Uma autoridade de alto escalão do Ministério do Petróleo iraquiano classificou o cenário como a maior ameaça operacional enfrentada pelo setor energético do país nas últimas duas décadas.

Tags: petróleo, Iraque, Estreito de Ormuz, exportação de petróleo, mercado global de energia, Opep, crise no petróleo, guerra no Oriente Médio

Fonte: Reuters

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: Reprodução Infomoney / REUTERS / Eli Hartman

Ler Mais
Internacional

Trem-bala mais rápido do mundo entra em fase de testes na China e pode operar a 400 km/h

O novo trem-bala CR450, desenvolvido pela China, começou a etapa de testes operacionais e pode se tornar o trem comercial mais rápido do mundo. O modelo foi projetado para atingir até 400 km/h em operação regular, superando os trens de alta velocidade atualmente em circulação no país.

Segundo informações do setor ferroviário chinês, o protótipo iniciou os testes no final de 2024 e já percorreu aproximadamente 300 mil quilômetros, o equivalente à metade da distância exigida para a certificação antes da entrada em serviço comercial.

Novo modelo supera o atual trem de alta velocidade chinês

O CR450 foi criado para substituir o atual CR400 Fuxing, que opera a 350 km/h na extensa rede de ferrovias de alta velocidade da China.

Durante testes realizados no ano passado, o novo trem alcançou 453 km/h, demonstrando capacidade superior de desempenho. Em outro ensaio técnico, dois trens passando em direções opostas registraram velocidade relativa de 896 km/h no momento do cruzamento.

Esses resultados reforçam o objetivo do país de liderar o desenvolvimento de tecnologia ferroviária de alta velocidade.

Design aerodinâmico reduz resistência do ar

Para atingir velocidades mais altas com segurança e eficiência, engenheiros realizaram diversas alterações estruturais no projeto.

Entre as mudanças está o alongamento da frente do trem, que passou de 12,5 metros para 15 metros, contribuindo para melhorar a aerodinâmica. A altura dos vagões também foi reduzida de 4.050 mm para 3.850 mm, enquanto a parte inferior recebeu uma cobertura especial para diminuir o arrasto do ar.

Com essas modificações, a resistência aerodinâmica foi reduzida em mais de 20%, fator fundamental para o desempenho em velocidades extremas.

Estrutura mais leve para circular nas linhas atuais

Outro desafio do projeto foi permitir que o novo trem utilize as linhas ferroviárias de alta velocidade já existentes no país.

Para isso, os engenheiros diminuíram o peso total da composição em cerca de 10%, o equivalente a aproximadamente 50 toneladas.

Cada vagão teve redução de 6 a 8 toneladas, resultado de melhorias na carroceria, nos sistemas de tração e nos bogies — estruturas responsáveis por sustentar as rodas do trem.

Testes avaliam desempenho, consumo e segurança

Os ensaios técnicos do CR450 também analisam diversos parâmetros essenciais para a operação comercial.

Entre os indicadores avaliados estão:

  • aceleração e frenagem
  • consumo de energia
  • níveis de ruído
  • estabilidade em alta velocidade

De acordo com os testes iniciais, o trem acelera de 0 a 350 km/h em cerca de 4 minutos e 40 segundos. Já a distância de frenagem de emergência é de aproximadamente 6,5 quilômetros.

O consumo médio de energia é de 22 kWh por quilômetro, enquanto o nível de ruído registrado é de 68 decibéis, considerado adequado para o padrão internacional de trens de alta velocidade.

Certificação exige 600 mil quilômetros de testes

Antes de entrar em operação comercial, o novo trem precisa completar 600 mil quilômetros de testes operacionais.

Até o momento, cerca de metade dessa etapa já foi concluída. Após a certificação final, o projeto deve abrir caminho para a circulação regular de trens comerciais a 400 km/h, estabelecendo um novo patamar para o transporte ferroviário de passageiros.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

Ler Mais
Internacional

Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura entra em vigor e amplia acesso ao mercado asiático

O Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura começou a produzir efeitos bilaterais em 1º de março para o Uruguai. O Paraguai já havia iniciado a vigência do tratado em 1º de fevereiro, após a conclusão dos procedimentos internos e o depósito dos instrumentos de ratificação exigidos pelos dois países.

A implementação do acordo representa um passo importante para o bloco sul-americano, que busca ampliar sua presença no comércio internacional e fortalecer conexões estratégicas com a região da Ásia-Pacífico.

Integração comercial e novos mercados

Considerado um marco para o bloco, o acordo comercial entre MERCOSUL e Singapura cria novas oportunidades de integração econômica. A iniciativa também reforça o papel de Singapura como parceiro estratégico e porta de entrada para mercados asiáticos.

Com a entrada em vigor do tratado, empresas dos países envolvidos passam a contar com melhores condições para ampliar negócios, exportações e cooperação comercial.

Acordo de nova geração

O tratado é classificado como um acordo de nova geração, pois vai além da redução de tarifas. O documento inclui regras modernas voltadas ao comércio de bens e serviços, além de temas como investimentos, compras públicas, propriedade intelectual, comércio eletrônico e incentivo às micro, pequenas e médias empresas.

A expectativa é que a parceria contribua para o crescimento do comércio bilateral, além de aumentar a previsibilidade regulatória e estimular novos investimentos entre os países participantes.

Aprovação do tratado

O Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura foi aprovado pelo Conselho do Mercado Comum (CMC) por meio da Decisão nº 17/23. A formalização ocorreu durante a LXIII Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL, realizada em 7 de dezembro de 2023, no Rio de Janeiro.

FONTE: Mercosul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mercosul

Ler Mais
Internacional

Tarifa de 10% de Trump vira alvo de ação judicial movida por 20 estados americanos

Governos estaduais dos Estados Unidos anunciaram uma ofensiva judicial contra a nova tarifa de 10% imposta pelo presidente Donald Trump sobre produtos estrangeiros. Ao todo, 20 estados — incluindo Nova York, Califórnia e Pensilvânia — informaram nesta quinta-feira (5) que irão contestar a medida na Justiça após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar parte das tarifas anteriores adotadas pela administração federal.

Os estados argumentam que a nova cobrança aduaneira foi implementada com base em uma interpretação parcial de uma lei comercial de 1974, o que, segundo os governadores e procuradores envolvidos na ação, comprometeria a validade jurídica da medida.

Estados contestam base legal da nova tarifa

De acordo com os governos estaduais, o presidente utilizou apenas parte do texto da legislação que regula medidas emergenciais no comércio exterior dos Estados Unidos, deixando de cumprir exigências previstas na própria norma.

Para os estados, essa interpretação seletiva tornaria a aplicação da nova tarifa de importação irregular, abrindo espaço para contestação judicial.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou duramente a decisão da Casa Branca e afirmou que as medidas tarifárias acabam penalizando a população.

“Trump continua adotando políticas ilegais e irresponsáveis na esperança de que permaneçam em vigor, mas quem paga a conta diariamente são os americanos”, declarou.

Suprema Corte derrubou tarifas anteriores

A disputa ocorre após uma decisão recente da Supreme Court of the United States que invalidou grande parte das tarifas comerciais impostas anteriormente pela gestão de Donald Trump contra diversos parceiros comerciais.

Como resposta à decisão judicial, o presidente anunciou uma nova taxa aduaneira de 10%, com validade temporária de 150 dias. Após esse período, a continuidade da medida dependerá de aprovação do Congresso dos Estados Unidos.

Segundo Newsom, a decisão representa uma tentativa de contornar a decisão da Suprema Corte.

“As tarifas de Trump foram rejeitadas pela Suprema Corte, e agora ele impõe novas cobranças aos californianos e a todos os americanos, como uma criança fazendo birra”, afirmou.

Lei permite tarifas apenas em casos específicos

A legislação utilizada pela Casa Branca autoriza a adoção de medidas tarifárias emergenciais apenas em situações de forte desequilíbrio na balança de pagamentos dos Estados Unidos.

Esse indicador engloba diferentes fluxos financeiros internacionais, incluindo comércio exterior, investimentos e movimentações financeiras entre países.

Para os estados que ingressarão com a ação judicial, não há evidências de que exista atualmente um desequilíbrio dessa magnitude que justifique a adoção da tarifa emergencial.

FONTE: AFP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AFP

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook