Internacional

Trump ameaça impor tarifa de 100% a países europeus que adotarem imposto sobre serviços digitais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá aplicar uma tarifa de 100% sobre produtos importados de países europeus que decidirem instituir ou ampliar impostos sobre serviços digitais cobrados de empresas norte-americanas de tecnologia.

A declaração foi publicada nas redes sociais e ocorre em meio às discussões de diversos países da Europa sobre a adoção desse tipo de tributação, voltada principalmente às grandes plataformas digitais.

Segundo Trump, qualquer país que avance com a medida será alvo imediato de uma tarifa adicional sobre todos os bens exportados para os Estados Unidos.

Tarifas poderão prevalecer sobre acordos comerciais

Na publicação, o presidente afirmou que a sobretaxa seria aplicada independentemente da existência de acordos comerciais firmados entre os Estados Unidos e os países envolvidos.

De acordo com Trump, a nova tarifa entraria em vigor imediatamente caso os governos decidam implementar os chamados impostos sobre serviços digitais, que, na visão da Casa Branca, atingem de forma desproporcional empresas norte-americanas.

Tributação mira gigantes da tecnologia

Os impostos digitais têm sido adotados por diversos países como forma de ampliar a arrecadação sobre grandes empresas de tecnologia que operam globalmente.

Entre as companhias frequentemente afetadas por esse modelo de tributação estão Apple, Amazon e Meta, que concentram parte significativa das receitas obtidas com publicidade, comércio eletrônico e serviços digitais em diferentes mercados.

Governos favoráveis à medida argumentam que ela busca adequar a tributação das chamadas Big Techs às receitas geradas em seus territórios.

Ameaça pode dificultar negociações entre EUA e União Europeia

A nova manifestação de Trump ocorre em um momento delicado das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia.

Dias antes, os países do bloco europeu haviam aprovado um acordo para reduzir tarifas sobre produtos industriais norte-americanos e parte dos produtos agrícolas. Em contrapartida, os Estados Unidos limitariam a maior parte das tarifas aplicadas aos produtos europeus a 15%.

A nova ameaça pode aumentar a tensão nas conversas e comprometer o avanço das negociações comerciais entre as duas economias.

Comissão Europeia defende autonomia regulatória

Em resposta, a Comissão Europeia reafirmou que os países do bloco possuem o direito soberano de definir suas próprias políticas econômicas e regulatórias.

O órgão também alertou que eventuais medidas unilaterais contra legislações consideradas legítimas poderão receber uma resposta rápida por parte da União Europeia.

Além disso, a Comissão reiterou seu apoio à construção de um modelo internacional para a tributação da economia digital, alinhado às discussões conduzidas pelos ministros das Finanças do G7.

Outros países também enfrentaram pressão dos EUA

A estratégia de utilizar tarifas como instrumento de pressão já foi adotada anteriormente pelo governo Trump em negociações envolvendo tributação digital.

O Canadá, por exemplo, revisou sua proposta de imposto sobre serviços digitais após ameaças tarifárias dos Estados Unidos. Mais recentemente, o país também sinalizou a possibilidade de rever regras que obrigariam plataformas de streaming a destinar parte de sua receita ao financiamento de conteúdos locais.

O Reino Unido também tem defendido a manutenção de sua política de tributação sobre empresas digitais, mesmo diante das críticas do governo norte-americano.

FONTE: Politico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Andrew Harnik/Getty Images

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Internacional

Cúpula do Mercosul reúne líderes no Paraguai com foco em acordo com a União Europeia

O Paraguai sedia a 68ª Cúpula do Mercosul em um momento de mudanças no cenário político da América do Sul e de expectativa por novos avanços na agenda comercial do bloco. A principal pauta do encontro é a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), além da possibilidade de abertura de novas negociações internacionais.

A programação acontece em Assunção. Nesta segunda-feira (29), os ministros das Relações Exteriores dos países-membros participaram de reuniões preparatórias. Já na terça-feira (30), será realizada a reunião dos chefes de Estado, ocasião em que o Paraguai transferirá a presidência rotativa do bloco ao Uruguai.

Presidentes confirmam participação no encontro

Estão confirmadas as presenças dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia), José Antonio Kast (Chile), Daniel Noboa (Equador) e Santiago Peña (Paraguai).

Lula deve permanecer poucas horas no país. Após participar da cúpula, retorna ao Brasil para acompanhar, no Palácio do Planalto, o lançamento do Plano Safra, previsto para o fim da tarde desta terça-feira.

Fortalecimento da direita muda cenário regional

A reunião acontece em um contexto de fortalecimento de governos conservadores na América Latina. Esse movimento tem reduzido o protagonismo de organismos de integração regional, como a Unasul e a Celac, enquanto o Mercosul permanece como principal espaço de articulação econômica entre os países sul-americanos.

O cenário político ganhou novos contornos com o avanço de lideranças de direita na região, ampliando o bloco de governos com perfil mais conservador e influenciando o ambiente das negociações diplomáticas.

Acordo Mercosul-UE continua no centro das discussões

O principal tema da cúpula continua sendo o acordo Mercosul-União Europeia, considerado estratégico para ampliar o comércio entre os dois mercados.

Embora o tratado esteja em vigor de forma provisória desde maio, sua implementação definitiva ainda depende da aprovação do Tribunal de Justiça e do Parlamento europeu. O processo enfrenta resistência de setores políticos e econômicos em alguns países da Europa.

A expectativa é de que as conversas em Assunção contribuam para acelerar esse processo e reforcem o compromisso dos integrantes do bloco com a ampliação das relações comerciais internacionais.

Japão pode iniciar negociações com o Mercosul

Outro tema aguardado durante a cúpula é o anúncio oficial da abertura das negociações para um futuro acordo comercial entre Mercosul e Japão.

A possibilidade ganhou força neste mês após o encontro entre o presidente Lula e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, realizado paralelamente à reunião do G7, em Évian-les-Bains, na França.

Caso seja confirmada, a negociação representará mais um passo na estratégia do Mercosul de diversificar mercados e ampliar sua presença no comércio global.

Agenda bilateral ainda depende de confirmação

Em razão da rápida passagem de Lula por Assunção, a Presidência da República ainda não confirmou reuniões bilaterais durante o evento.

Mesmo assim, há expectativa de um encontro entre o presidente brasileiro e o presidente chileno, José Antonio Kast, que demonstrou interesse em conversar com Lula durante a cúpula.

FONTE: Folhapress
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DANIEL DUARTE/AFP/JC

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Internacional

China impõe sanções a 10 empresas dos EUA em resposta a restrições americanas

A China anunciou a aplicação de sanções econômicas contra 10 empresas dos Estados Unidos, entre elas companhias dos setores de defesa, tecnologia e minerais estratégicos, como L3Harris, MP Materials e USA Rare Earths. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (22) e representa uma reação às recentes medidas adotadas por Washington contra empresas chinesas.

Segundo o Ministério do Comércio da China, a iniciativa responde à ampliação da chamada lista de “empresas militares chinesas” elaborada pelo governo norte-americano, classificada por Pequim como uma prática considerada prejudicial aos interesses do país.

Exportação de itens de dupla utilização está proibida

Em comunicado oficial, o governo chinês informou que as novas restrições foram adotadas com base na Lei de Controle de Exportações e no regulamento que disciplina a comercialização de itens de dupla utilização — produtos e tecnologias que podem ter aplicação tanto civil quanto militar.

Com a entrada em vigor das sanções, exportadores chineses ficam proibidos de fornecer esse tipo de material às empresas incluídas na lista. Além disso, qualquer organização ou pessoa, independentemente do país de origem, está impedida de transferir produtos de origem chinesa classificados nessa categoria para as companhias sancionadas.

O ministério determinou ainda a interrupção imediata de todas as operações de exportação que estejam em andamento envolvendo essas empresas.

Empresas ligadas ao setor de minerais e defesa estão entre as afetadas

Além da USA Rare Earth, que anunciou em abril a aquisição da brasileira Serra Verde, a lista de empresas atingidas inclui Aveox, Teal Drones, Red Cat, Imsar, Jaia Robotics, Ball Aerospace & Technologies, Oshkosh Defense, L3Harris Maritime Services e MP Materials.

As companhias atuam em segmentos considerados estratégicos, como defesa, tecnologia militar, mineração de terras raras e desenvolvimento de equipamentos de alta tecnologia.

Mercado reage às sanções chinesas

A decisão repercutiu nos mercados financeiros dos Estados Unidos. Entre as empresas listadas na Bolsa de Nova York (NYSE), as ações da Red Cat encerraram o pregão com queda de 7%, enquanto os papéis da Imsar recuaram 7,5%.

A USA Rare Earth perdeu 2,11% de seu valor de mercado, a L3Harris registrou baixa de 3,05% e a MP Materials fechou em queda de 0,97%.

Na contramão, a Oshkosh Corporation, fabricante de caminhões especiais utilizados em aeroportos, operações industriais, combate a incêndios e aplicações militares, apresentou valorização de 1,98% no mesmo período.

As novas restrições ampliam as tensões comerciais entre China e Estados Unidos, especialmente em setores ligados à segurança nacional, tecnologia e fornecimento de matérias-primas estratégicas.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Internacional

Estreito de Ormuz: ONU suspende operação de evacuação de navios após ataque no Golfo de Omã

A Organização Marítima Internacional (IMO), agência especializada da ONU para o setor marítimo, suspendeu temporariamente a operação de evacuação de navios que cruzam o Estreito de Ormuz. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (25), após o ataque a uma embarcação no Golfo de Omã, aumentando as preocupações com a segurança da navegação na região.

Segundo o secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, o navio atingido não integrava o esquema de evacuação organizado pela agência. Mesmo assim, a ocorrência levou à revisão das condições de segurança antes da continuidade da operação.

Segurança das rotas será reavaliada

Em comunicado, Dominguez informou que a suspensão tem como objetivo confirmar se permanecem válidas as garantias de proteção para as embarcações incluídas no plano de retirada, além dos demais navios que operam na área.

A iniciativa foi lançada na última terça-feira e previa a saída voluntária de centenas de navios e milhares de tripulantes do Golfo por meio de duas rotas alternativas: uma passando por águas iranianas e outra por águas de Omã, esta última sob supervisão dos Estados Unidos.

Ataque reacende preocupação com o fluxo marítimo

A medida ocorre após um suposto ataque ao cargueiro Ever Lovely, de bandeira de Singapura, que navegava pela rota próxima ao litoral de Omã. O episódio voltou a colocar em dúvida a segurança do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o transporte global de petróleo.

O incidente acontece em um momento de intenso movimento na região, com o fluxo de petróleo atingindo o maior nível desde o início do conflito registrado em 28 de fevereiro.

Irã e Estados Unidos divergem sobre controle da passagem

Também nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã reiterou que as embarcações devem coordenar sua passagem pelo estreito com as autoridades iranianas.

Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o Irã não deve impedir a livre navegação na região. Segundo ele, nenhum país tem o direito de cobrar pelo uso de hidrovias internacionais ou impor tarifas como condição para a passagem de navios.

Teerã avalia cobrança por navegação, segundo imprensa

De acordo com informações divulgadas pela imprensa dos Estados Unidos, com base em fontes ligadas ao governo iraniano, Teerã estuda implementar um sistema de taxas de segurança e administração para navios que utilizam o Estreito de Ormuz. A expectativa seria arrecadar até US$ 40 bilhões por ano, em um modelo semelhante ao adotado pela Turquia no estreito de Dardanelos.

Marco Rubio alertou que qualquer tentativa de bloquear ou restringir a circulação de embarcações poderá ampliar as tensões na região e gerar novos impactos sobre o comércio marítimo internacional.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mohammed Aty/Foto de Arquivo

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Internacional

Tarifas dos EUA sobre ferro-gusa podem levar à paralisação de mais da metade das usinas brasileiras

A possível elevação das tarifas dos EUA sobre o ferro-gusa brasileiro preocupa a indústria nacional e pode provocar impactos expressivos na cadeia siderúrgica. O governo norte-americano propôs uma tarifa de 25%, acrescida de uma taxa adicional de 12,5%, o que elevaria a cobrança total para até 37,5%.

A proposta será debatida em audiências públicas marcadas para o dia 6 de julho, enquanto a decisão definitiva está prevista para ser anunciada em 15 de julho.

SINDIFER-MG participará das discussões nos Estados Unidos

Diante do cenário, o SINDIFER-MG acompanhará presencialmente o processo de avaliação das novas medidas. A entidade pretende participar das audiências nos Estados Unidos para defender os interesses da indústria brasileira e monitorar os possíveis desdobramentos das mudanças tarifárias.

Ferro-gusa é estratégico para a cadeia do aço

Segundo a FIEMG, o ferro-gusa é um insumo essencial para a fabricação de aço e ferro fundido, desempenhando papel fundamental em toda a cadeia da metalurgia. O Brasil figura entre os principais exportadores mundiais do produto, tendo os Estados Unidos como seu maior comprador, o que reforça a importância do mercado norte-americano para o setor.

Estudo aponta risco de paralisação de 55% das usinas

Levantamento realizado pelo SINDIFER-MG indica que, caso as novas tarifas sejam aprovadas, cerca de 55% das usinas brasileiras poderão interromper suas operações. A medida pode comprometer a competitividade da indústria, reduzir a atividade econômica e afetar diretamente o Produto Interno Bruto (PIB).

Minas Gerais concentra a maior parte da produção nacional de ferro-gusa, com 48 usinas e 63 fornos em operação. A capacidade instalada no estado alcança aproximadamente 420 mil toneladas por mês, o equivalente a cerca de 70% da produção brasileira.

Exportações para os EUA concentram grande parte da produção

Em 2025, o Brasil produziu cerca de 5,4 milhões de toneladas de ferro-gusa, sendo quase 70% desse volume originado em Minas Gerais. Aproximadamente 75% da produção nacional foi destinada ao mercado externo, e mais de 80% das exportações tiveram como destino os Estados Unidos.

Para o presidente do SINDIFER-MG, Fausto Varela, a adoção das novas tarifas poderá gerar efeitos em toda a economia brasileira, especialmente em Minas Gerais, com reflexos sobre empregos, investimentos e entrada de divisas.

Impactos podem atingir emprego, investimentos e competitividade

Caso a proposta seja confirmada, o setor prevê uma série de consequências, incluindo a paralisação de usinas, redução de postos de trabalho, queda na atividade econômica e perda de competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/US Embassy

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Internacional

Peso chileno enfrenta pressão com alta das importações de petróleo e queda na produção de cobre, diz Barclays

O peso chileno tem apresentado desempenho abaixo das expectativas, influenciado por fatores externos e internos que afetam a economia do país. De acordo com análise do Barclays, a perda de força da narrativa em torno da inteligência artificial (IA) e a condição do Chile como importante importador de petróleo contribuíram para o enfraquecimento da moeda.

Nos últimos meses, o país registrou deterioração no saldo em conta corrente, movimento atribuído principalmente ao aumento das importações de petróleo. Para o banco, a recente queda nos preços da commodity pode trazer algum alívio no curto prazo.

Produção de cobre decepciona e reduz exportações

Outro fator que tem pesado sobre a economia chilena é o desempenho abaixo do esperado da produção de cobre, um dos principais pilares das exportações do país. A desaceleração na atividade do setor acabou limitando o volume exportado e pressionando as receitas externas.

Segundo o Barclays, caso a oferta continue incapaz de acompanhar a demanda, os preços do metal tendem a se ajustar. A instituição destaca que a procura por cobre segue estruturalmente elevada, impulsionada pelos investimentos globais em infraestrutura relacionada à inteligência artificial.

Juros elevados nos EUA limitam valorização da moeda

O banco também chama atenção para o baixo nível de carrego cambial oferecido pelo peso chileno. Em um cenário de expectativa de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo, a atratividade da moeda chilena fica reduzida, o que dificulta uma valorização mais expressiva no curto prazo.

Perspectivas de longo prazo seguem positivas

Apesar dos desafios atuais, o Barclays mantém uma visão construtiva para o Chile no horizonte de longo prazo. A instituição acredita que os fundamentos econômicos tendem a ganhar maior relevância nos próximos anos, especialmente diante da expectativa de um ciclo prolongado de investimentos no país.

Além disso, o banco avalia que o Chile possui condições de superar os impactos recentes, desde que o Banco Central do Chile mantenha uma postura prudente na condução da política monetária.

Outro fator que poderia favorecer a moeda seria uma solução duradoura para o conflito no Oriente Médio. Nesse cenário, uma possível redução dos preços do petróleo ajudaria a aliviar as pressões sobre a taxa de câmbio e sobre as contas externas chilenas.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Minerais críticos: União Europeia amplia apoio ao Brasil para desenvolver cadeia de valor

A União Europeia (UE) sinalizou interesse em ampliar a cooperação com o Brasil para impulsionar o desenvolvimento da cadeia de valor dos minerais críticos, incluindo investimentos em processamento, refino, transferência de tecnologia e qualificação profissional.

O anúncio foi feito pelo comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, durante o 2º Fórum de Investimento UE-Brasil sobre o Acordo de Associação UE-Mercosul, realizado em Brasília.

Segundo o representante europeu, o objetivo é contribuir para que o país avance além da exportação de matéria-prima, ampliando sua participação nas etapas de maior valor agregado da indústria mineral.

UE quer fortalecer produção e industrialização de minerais estratégicos

A proposta prevê apoio à instalação e expansão de atividades ligadas ao processamento de minerais, ao refino local e ao compartilhamento de conhecimento tecnológico.

De acordo com Síkela, a estratégia europeia busca criar oportunidades para que o Brasil fortaleça sua capacidade industrial no setor, ao mesmo tempo em que amplia a formação de mão de obra especializada.

A iniciativa integra os esforços da União Europeia para diversificar o fornecimento de minerais estratégicos, considerados fundamentais para segmentos como transição energética, mobilidade elétrica, tecnologias digitais e indústria de defesa.

Brasil ganha relevância no mercado global de minerais críticos

O Brasil possui algumas das maiores reservas de recursos minerais considerados essenciais para a economia do futuro, incluindo terras raras, lítio e níquel.

Nos últimos anos, a demanda internacional por esses insumos cresceu significativamente, impulsionada pelo avanço das energias renováveis, da eletrificação dos transportes e da digitalização da economia.

Diante desse cenário, o governo brasileiro tem defendido a ampliação do processamento interno desses minerais, com o objetivo de gerar empregos qualificados, estimular a inovação tecnológica e aumentar o valor agregado das exportações.

Projetos em Minas Gerais são destaque na cooperação

Durante sua passagem pelo Brasil, o comissário europeu destacou iniciativas voltadas ao processamento de terras raras em Minas Gerais como exemplos concretos do potencial de colaboração entre empresas brasileiras e europeias.

A União Europeia também avalia mecanismos que possam facilitar a entrada de investimentos privados em projetos considerados estratégicos, além de instrumentos para reduzir riscos e ampliar a viabilidade financeira dos empreendimentos.

Disputa global por minerais impulsiona novas parcerias

O fortalecimento da cooperação ocorre em um momento de crescente competição internacional pelo acesso a matérias-primas consideradas essenciais para a economia de baixo carbono.

Diversos países e blocos econômicos têm buscado reduzir sua dependência de cadeias globais de suprimentos e garantir acesso seguro a recursos fundamentais para a produção de baterias, equipamentos tecnológicos e sistemas de energia limpa.

Nesse contexto, o Brasil surge como um parceiro estratégico devido à abundância de reservas minerais e ao potencial de expansão de sua indústria de transformação.

Acordo UE-Mercosul reforça aproximação econômica

As declarações de Jozef Síkela também refletem o interesse europeu em aprofundar as relações econômicas com o Brasil e acelerar a implementação do acordo UE-Mercosul.

Considerado um dos mais relevantes pactos comerciais já negociados pelas duas regiões, o acordo é visto como uma ferramenta para ampliar investimentos, fortalecer cadeias produtivas e estimular o comércio entre os países envolvidos.

A cooperação na área de minerais críticos surge como um dos setores com maior potencial de crescimento dentro dessa nova fase de integração econômica.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Nacional

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Internacional

Estreito de Hormuz volta a liberar petroleiros e amplia oferta global de petróleo

A retomada gradual da navegação no Estreito de Hormuz começou a aliviar a pressão sobre o mercado internacional de energia. Nesta quarta-feira, três petroleiros que estavam retidos na região iniciaram a saída do Golfo Pérsico transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, movimento que contribui para aumentar a oferta global e reduzir os preços da commodity.

A liberação das embarcações ocorre após o acordo provisório firmado entre Irã e Estados Unidos, que ajudou a destravar parte das cargas que permaneciam paradas devido às tensões no Oriente Médio.

Petroleiros seguem para Ásia e Oriente Médio

Entre os navios que deixaram a região está o VL Breeze, um superpetroleiro de grande porte que transporta aproximadamente 2 milhões de barris de condensado do Catar e petróleo de Abu Dhabi. A embarcação segue em direção a Daesan, na Coreia do Sul, contratada pela refinaria sul-coreana Hyundai Oilbank.

Outro navio que atravessou o estreito foi o VLCC Plata Carrier, responsável pelo transporte de cerca de 2 milhões de barris de petróleo saudita com destino à Ásia. A embarcação opera sob contrato da Indian Oil Corporation.

Também deixou a região o petroleiro Prudent Warrior, que carrega cerca de 1 milhão de barris de petróleo Basrah, do Iraque, com destino ao porto de Sohar, em Omã.

Milhões de barris ainda aguardam saída do Golfo

Levantamentos das consultorias especializadas Kpler e Vortexa indicavam, na semana passada, que aproximadamente 90 milhões de barris de petróleo permaneciam represados dentro do Golfo devido às restrições impostas pelo conflito regional.

Segundo o Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul, quatro embarcações operadas por empresas sul-coreanas já conseguiram deixar o Estreito de Hormuz e seguem viagem para seus respectivos destinos.

Apesar da melhora no fluxo marítimo, 18 dos 26 navios que ficaram retidos desde o início da crise ainda permanecem na região.

Corredores marítimos temporários garantem navegação

Ainda não há confirmação sobre o uso das rotas emergenciais criadas para facilitar a saída segura dos navios. As medidas foram implementadas por Omã em conjunto com a Organização Marítima Internacional (IMO).

O governo omanense anunciou a manutenção da navegação livre pelo Estreito de Hormuz, sem cobrança de tarifas adicionais, e definiu dois corredores temporários, posicionados ao norte e ao sul da rota tradicional de navegação.

A iniciativa busca garantir maior segurança às embarcações que deixam a área em meio ao cenário de instabilidade geopolítica.

Mercado de gás natural também mostra recuperação

Além do transporte de petróleo, a movimentação de gás natural liquefeito (GNL) também apresenta sinais de normalização.

Dados de navegação mostram que os navios-tanque Shandong Redwood e Milaha Qatar, ambos vazios, cruzaram recentemente o estreito para realizar carregamentos no Catar.

Com essas embarcações, chega a nove o número de navios de GNL identificados transitando pela região para abastecimento no país, o maior volume registrado desde o início do conflito.

Catar prevê retomada total da produção de GNL

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, afirmou que a produção de gás natural liquefeito deverá retornar aos níveis normais nas próximas semanas.

A expectativa reforça a percepção de recuperação gradual das exportações energéticas da região e reduz preocupações sobre possíveis impactos prolongados no abastecimento global de petróleo e gás.

A reabertura das rotas marítimas e a retomada dos embarques são acompanhadas de perto por governos, empresas e investidores, já que o Estreito de Hormuz é considerado uma das passagens mais estratégicas para o comércio mundial de energia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz enfrenta novo desafio: cracas e resíduos atrasam retomada do transporte de petróleo

Após meses de paralisação no Estreito de Ormuz, um problema pouco visível passou a preocupar armadores e operadores marítimos: o acúmulo de bioincrustação nos cascos dos navios. Cracas, mexilhões, algas e outros organismos marinhos aderiram às embarcações que permaneceram ancoradas por longos períodos no Golfo Pérsico, criando uma nova barreira para a retomada do fluxo global de petróleo.

Especialistas do setor afirmam que a permanência dos navios em águas quentes por vários meses favoreceu a proliferação desses organismos. Antes de voltar a navegar, as embarcações precisarão passar por um processo de limpeza especializado para remover todo o material acumulado.

Limpeza dos cascos exige equipes especializadas

A remoção da chamada incrustação biológica é realizada por mergulhadores profissionais conhecidos como “limpadores de casco”. O trabalho envolve o uso de raspadores, equipamentos de alta pressão e ferramentas elétricas para retirar os organismos sem comprometer os revestimentos protetores das embarcações.

A tarefa é ainda mais complexa devido às dimensões dos superpetroleiros. Muitos deles ultrapassam 300 metros de comprimento, exigindo equipes de cinco ou seis mergulhadores trabalhando durante várias horas para concluir a limpeza de um único navio.

Com aproximadamente 600 embarcações aguardando autorização para atravessar a região, a demanda pelos serviços disparou, elevando significativamente os custos das operações.

Bioincrustação aumenta consumo de combustível e reduz eficiência

Além do aspecto visual, a presença de cracas e outros organismos marinhos impacta diretamente o desempenho das embarcações. A superfície irregular criada pela bioincrustação aumenta o atrito com a água, elevando o consumo de combustível e reduzindo a eficiência operacional dos navios.

Como o combustível representa uma das maiores despesas do transporte marítimo, qualquer perda de desempenho pode gerar custos expressivos, especialmente em rotas de longa distância entre o Oriente Médio e mercados asiáticos.

Em situações mais graves, o acúmulo de organismos pode afetar hélices, sistemas de refrigeração e válvulas de admissão, comprometendo a operação dos navios.

Normas ambientais exigem remoção antes da chegada aos portos

As regras internacionais de navegação determinam que as embarcações removam a bioincrustação antes de atracar em diversos portos. O objetivo é evitar a disseminação de espécies invasoras, que podem causar impactos ambientais significativos em ecossistemas marinhos de outras regiões.

Além das exigências regulatórias, seguradoras marítimas também impõem cláusulas específicas relacionadas à manutenção dos cascos, exigindo que os navios permaneçam em condições adequadas de operação e eficiência.

Retomada do mercado de petróleo ainda enfrenta vários entraves

Mesmo com a possível reabertura do Estreito de Ormuz, especialistas avaliam que a normalização do transporte marítimo não ocorrerá de forma imediata. A limpeza das embarcações é apenas uma das etapas necessárias antes que os petroleiros retomem suas rotas comerciais.

Outros desafios incluem inspeções de segurança, operações de desminagem, novas exigências regulatórias impostas pelo Irã e a necessidade de aprovação por parte de seguradoras e financiadores.

Diante desse cenário, a recuperação plena do fluxo internacional de petróleo deve ocorrer de forma gradual. E, curiosamente, um dos primeiros obstáculos a serem vencidos não está relacionado à geopolítica, mas ao acúmulo de pequenos organismos marinhos nos cascos dos navios.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Internacional

União Europeia anuncia R$ 1,56 bilhão em investimentos para projetos de conectividade e desenvolvimento no Brasil

A União Europeia (UE) anunciou nesta terça-feira (23) um pacote de investimentos de R$ 1,56 bilhão, equivalente a 266,58 milhões de euros, para financiar quatro iniciativas estratégicas no Brasil. Os projetos abrangem áreas como conectividade digital, economia de dados, transição energética e apoio a comunidades vulneráveis.

O anúncio foi realizado durante o II Fórum de Investimentos UE-Brasil: Acordo de Parceria UE-Mercosul, promovido na sede da ApexBrasil, com a participação do comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela.

Expansão do cabo submarino EllaLink receberá maior aporte

A principal parcela dos recursos será destinada à ampliação do cabo submarino óptico EllaLink, responsável pela conexão direta de dados entre Brasil e Europa.

Do total anunciado, 260,8 milhões de euros serão aplicados na extensão da infraestrutura para os estados do Pará e Maranhão, fortalecendo a conectividade regional e ampliando o acesso à economia digital.

Além da expansão física da rede, o projeto prevê assistência técnica para apoiar o fortalecimento dos sistemas e marcos regulatórios de cibersegurança, aumentando a proteção da infraestrutura digital.

Monitoramento climático também está entre as prioridades

Parte dos investimentos será direcionada à aquisição de sensores inteligentes capazes de coletar informações ambientais e sísmicas em diferentes regiões do país.

A iniciativa busca ampliar a capacidade de monitoramento climático e contribuir para a produção de dados estratégicos voltados à gestão ambiental e à prevenção de riscos naturais.

Cooperação avança para fortalecer mercado de hidrogênio renovável

Outro eixo contemplado pelo pacote europeu é o desenvolvimento do setor de hidrogênio renovável no Brasil.

A UE anunciou o aporte de 3,51 milhões de euros para apoiar projetos considerados promissores, com o objetivo de acelerar sua maturação e transformá-los em propostas mais estruturadas e aptas a receber investimentos em larga escala.

A medida reforça a parceria entre Brasil e Europa na busca por soluções voltadas à energia limpa e à redução das emissões de carbono.

Comunidades da Amazônia terão acesso à conectividade 4G

O terceiro projeto contempla a implantação de infraestrutura de telecomunicações em seis comunidades remotas do Amazonas.

Para essa iniciativa, serão destinados 1,5 milhão de euros. O plano prevê a utilização de tecnologia 4G da Nokia, combinada com conectividade via satélite fornecida pela Hispasat, ampliando o acesso à internet em áreas de difícil alcance.

Mulheres e jovens indígenas receberão apoio financeiro

A quarta ação anunciada pela União Europeia prevê o repasse de 777,7 mil euros para organizações que atuam com mulheres indígenas e jovens indígenas.

O investimento tem como objetivo fortalecer projetos sociais, ampliar oportunidades de desenvolvimento e incentivar iniciativas lideradas por comunidades tradicionais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Yves Herman

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