Agronegócio

Safra de arroz no Sul de Santa Catarina supera 884 mil toneladas e registra alta na produtividade

A safra de arroz 2025/2026 no Sul de Santa Catarina encerrou o ciclo com resultados positivos. A região produziu mais de 884,6 mil toneladas de arroz, desempenho que representa um aumento de 2,1% na produtividade em comparação com a temporada anterior.

Os números foram apresentados durante reunião entre produtores rurais e técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que avaliaram os resultados por meio do Projeto Grãos no Sul Catarinense.

Clima favorável no fim do ciclo impulsionou a produção

Segundo o engenheiro agrônomo Fernando Lock Silveira, coordenador do projeto, a expectativa inicial era de retração na colheita devido às baixas temperaturas registradas durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

O frio persistiu praticamente até novembro de 2025, levando à previsão de uma redução entre 3% e 4% na produção. No entanto, a mudança das condições climáticas nas etapas finais da cultura alterou esse cenário.

Com maior incidência de sol e temperaturas mais elevadas próximas ao encerramento do ciclo, as lavouras apresentaram melhor desempenho, permitindo um crescimento da produção e elevando os índices de produtividade.

Vale do Araranguá lidera produção de arroz

Ao todo, o Sul catarinense colheu 884.690 toneladas de arroz. O maior volume foi registrado no Vale do Araranguá, que respondeu por 549.921 toneladas.

Na sequência aparecem Criciúma e municípios da região, com produção de 200.545 toneladas, enquanto Tubarão e cidades vizinhas somaram 134.224 toneladas.

Os resultados consolidam um crescimento de 2,1% na produtividade da rizicultura catarinense em relação à safra anterior.

El Niño preocupa produtores para a próxima safra

Apesar dos números positivos, os produtores demonstram preocupação com os impactos do fenômeno El Niño sobre o próximo ciclo agrícola.

De acordo com Fernando Lock Silveira, a previsão de menor incidência de luz solar pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, já que o cultivo do arroz depende de elevada luminosidade para alcançar altos níveis de produtividade.

Outro fator de atenção é o aumento do volume de chuvas, que favorece o surgimento de doenças nas plantações. Além da possibilidade de redução na produção, os agricultores também podem enfrentar custos maiores com medidas preventivas para proteger as lavouras.

FONTE: Engeplus
TEXTO: Redação
IMAGEM: Projeto Grãos no Sul Catarinense/Divulgação

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