Comércio Internacional

Lula diz que Brasil buscará novos parceiros comerciais para reduzir impactos de tarifas dos EUA

O presidente da República afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil pretende ampliar sua rede de parceiros comerciais internacionais para minimizar os efeitos das novas barreiras impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A declaração foi feita durante uma reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto.

Segundo Lula, o país não ficará dependente de um único mercado e seguirá buscando alternativas para fortalecer as relações econômicas e ampliar oportunidades de negócios no exterior.

“Se um país não quiser comprar nossos produtos, vamos comercializar com quem tiver interesse. Da mesma forma, se não houver interesse em investir aqui, buscaremos novos investidores. O Brasil é uma nação soberana e democrática”, afirmou o presidente.

Lula reforça defesa da soberania brasileira

Durante o encontro, o chefe do Executivo destacou que o Brasil não deve adotar uma postura de submissão diante das grandes potências mundiais. Para ele, o país deve manter relações baseadas no respeito mútuo.

Lula ressaltou que o governo busca uma política externa pautada pela independência e pelo fortalecimento da posição brasileira no cenário internacional.

Tarifas de 25% entram no centro das discussões

A manifestação do presidente ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras.

A proposta é resultado de uma investigação iniciada durante a gestão do presidente Donald Trump, que apura supostas práticas consideradas desleais nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Entre os argumentos apresentados pelo órgão norte-americano está a alegação de que o Pix teria favorecido o sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas dos EUA que atuam no setor, como operadoras de cartões de crédito e plataformas de pagamento digital.

Participação no G7 ganha importância diante do cenário internacional

Lula também confirmou que participará da próxima reunião do G7, marcada para junho, na França. Inicialmente, a viagem não fazia parte da agenda presidencial.

O encontro reúne os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil participará como país convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron.

De acordo com Lula, a presença no evento será uma oportunidade para defender o fortalecimento do multilateralismo, das instituições internacionais e da cooperação entre os países.

Defesa da ONU e da governança global

Durante sua fala, o presidente voltou a defender a valorização da Organização das Nações Unidas (ONU) e a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da entidade.

Segundo ele, os desafios globais exigem o fortalecimento dos mecanismos internacionais de diálogo e cooperação, em vez do enfraquecimento das instituições multilaterais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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