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Novo porto de Santa Catarina recebe aval para navegação internacional

Um novo porto de Santa Catarina está mais perto de iniciar suas operações. O Bunge Terminal Graneleiro de São Francisco do Sul, terminal de uso privado (TUP), foi habilitado para receber tráfego internacional pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), por meio da Superintendência de Outorgas.

A autorização ocorre após a publicação, no mês passado, do termo que liberou o empreendimento para começar a operar. Com as obras concluídas, a expectativa é de que o terminal entre em funcionamento nas próximas semanas.

Terminal será o sétimo porto em operação no Estado

A entrada em atividade do novo terminal ampliará a estrutura portuária de Santa Catarina. O TUP da Bunge será o sétimo porto do Estado, que atualmente conta com instalações portuárias em São Francisco do Sul, Itapoá, Itajaí, Navegantes, Imbituba e Laguna.

Santa Catarina ainda terá um novo terminal em Itapoá. O empreendimento da Coamo Cooperativa Agroindustrial será o segundo porto do município e tem obras previstas para começar em 2027.

Porto já possui licença ambiental

Além da autorização para iniciar as operações, o novo terminal portuário de São Francisco do Sul possui protocolo do Plano de Segurança Portuária.

O empreendimento era anteriormente conhecido como Terminal Graneleiro de São Francisco do Sul (TGSC). O terminal da Bunge também já obteve a Licença Ambiental de Operação, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A estrutura foi instalada no Morro Bela Vista, nas proximidades do Porto de São Francisco do Sul, uma das principais áreas portuárias de Santa Catarina.

Novo terminal terá capacidade para 6 milhões de toneladas

O terminal graneleiro da Bunge começará a operar com capacidade para movimentar até 6 milhões de toneladas de grãos por ano. A estrutura foi projetada para permitir futuras ampliações.

A principal atividade será a exportação de grãos, reforçando a infraestrutura de escoamento da produção agrícola pelo litoral catarinense.

O terminal contará com um berço de atracação de 174 metros de comprimento, equipado com quatro estruturas conhecidas como dolfins, utilizadas para a atracação das embarcações.

Na área de retroporto, a capacidade de armazenamento será de 135 mil toneladas de granéis. O complexo terá um armazém horizontal e seis silos verticais.

Com a habilitação para o tráfego internacional e as obras concluídas, o novo terminal amplia a capacidade logística de Santa Catarina e se prepara para entrar na rede de exportação de grãos do Estado.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Draga Utrecht retorna ao Porto de Itajaí e retoma dragagem do canal de acesso

Equipamento chegou no domingo (30), às 11h50, e já está em operação; trabalhos seguirão, se as condições hidrológicas permitirem, até o restabelecimento integral das profundidades do canal

A draga de sucção do tipo hopper TSHD Utrecht retornou ao Porto de Itajaí no domingo (30), às 11h50, e já está em operação no canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. O equipamento retoma a campanha de dragagem após ter deixado temporariamente Itajaí em razão das condições hidrológicas provocadas pelas chuvas associadas ao fenômeno El Niño.

Operada pela Van Oord Serviços de Operações Marítimas Ltda., empresa responsável pela execução dos serviços de dragagem, a Utrecht havia suspendido temporariamente os trabalhos diante dos elevados volumes de chuva e das altas vazões registradas na bacia do Rio Itajaí-Açu, que intensificaram o transporte de sedimentos e materiais em suspensão em direção ao canal de acesso, reduzindo a efetividade da dragagem naquele momento.

Com a melhora das condições hidrológicas e a redução das vazões, a draga retornou a Itajaí e retomou os trabalhos de sucção e retirada dos sedimentos depositados no fundo do canal.

A previsão é de que a Utrecht permaneça em operação no Complexo Portuário de Itajaí, desde que as condições hidrológicas permitam a execução dos serviços, até o restabelecimento integral das profundidades previstas para o canal de acesso. A duração da campanha dependerá do comportamento das vazões do Rio Itajaí-Açu, das condições climáticas, do volume e da natureza dos sedimentos encontrados e dos resultados dos levantamentos batimétricos realizados durante os trabalhos.

Durante o período em que a Utrecht permaneceu fora de operação em Itajaí, a Superintendência manteve o acompanhamento permanente das condições hidrológicas e do canal de acesso, incluindo a realização de levantamentos técnicos para subsidiar a retomada dos serviços.

“A Utrecht chegou hoje, às 11h50, e já está trabalhando no canal. Com a melhora das condições hidrológicas, retomamos os trabalhos de dragagem. Se as condições permitirem, a draga permanecerá em operação até restabelecermos integralmente as profundidades previstas para o canal de acesso”, afirma o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.

Segundo Artur, o trabalho faz parte das ações adotadas pela Superintendência para dar segurança e previsibilidade às operações. “Seguimos acompanhando permanentemente o comportamento do Rio Itajaí-Açu e as condições do canal. Nossa prioridade é garantir segurança à navegação e as melhores condições operacionais para os terminais, armadores e todo o trade portuário”, destaca.

Além da Utrecht, permanece em atuação a draga de aspersão Njord, responsável pelo trabalho contínuo de manutenção no canal. Os dois equipamentos utilizam métodos complementares: enquanto a Njord emprega jatos de água de alta pressão para movimentar os sedimentos, a Utrecht realiza a sucção e retirada dos materiais depositados no fundo.

A Superintendência do Porto de Itajaí acompanha desde junho os efeitos das condições climáticas e hidrológicas sobre a dinâmica do Rio Itajaí-Açu. O monitoramento técnico e os levantamentos batimétricos integram as ações permanentes para acompanhamento das profundidades e planejamento dos serviços de dragagem.

Draga Utrecht

Operada pela empresa holandesa Van Oord, a Utrecht é uma draga autotransportadora de sucção, com 154,6 metros de comprimento e capacidade de cisterna superior a 18 mil metros cúbicos. O equipamento atua na remoção de sedimentos depositados no fundo, contribuindo para a manutenção das condições de profundidade e segurança da navegação no Complexo Portuário de Itajaí.

FONTE: Porto de Itajaí

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Portonave retoma a atracação de dois navios simultâneos com a entrega de mais 250 metros de cais renovado

Terminal Portuário de Navegantes concluiu novo trecho da Obra de Adequação do Cais e chega a 700 metros com nova estrutura 

Com a entrega de um novo trecho de 250 metros da obra de adequação e reforço do cais, o Terminal Portuário de Navegantes terá 700 metros operacionais disponíveis. A Portonave passa a receber a atracação simultânea de dois navios, contribuindo para maior agilidade e produtividade nas operações portuárias. Desde janeiro de 2024, quando a obra começou, o Terminal recebia apenas um navio por vez. A liberação do novo trecho para a operação foi realizada no dia 18 de agosto, data em que os navios CMA CGM Thorium e Mercosul Suape operaram ao mesmo tempo. Ao final da obra, com todo o cais finalizado, a Portonave poderá receber até três navios de forma simultânea. 

Já preparado para a nova geração de embarcações, o cais renovado permite a atracação de navios de até 400 metros, porte da mais moderna geração de porta-contêineres – desde que seja realizada a adequação do canal de acesso e da bacia de evolução. A partir de agora, as embarcações podem ser atendidas simultaneamente, sem a necessidade de aguardar a liberação de uma posição de atracação. O resultado é mais agilidade nas operações, maior eficiência no atendimento às escalas dos armadores e melhor aproveitamento da infraestrutura do terminal.

A entrega deste trecho reforça o encaminhamento final da Obra de Adequação do Cais, que até julho alcançou 92% de execução. A conclusão da etapa restante está prevista para o  último trimestre de 2026. 

As melhorias também deixam o cais preparado para execução de uma estrutura de shore power, sistema que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados, eliminando a queima de combustível durante a permanência no terminal.

Esse desempenho acompanha equipamentos mais potentes. A Obra de Adequação do Cais integra um plano voltado à eficiência e à sustentabilidade que, somadas às novas máquinas, ultrapassa R$ 2 bilhões. Só em equipamentos, são cerca de R$ 500 milhões em unidades 100% elétricas, alinhadas à estratégia de descarbonização da Companhia. 

Os novos equipamentos

Ao final do plano, o Terminal contará com 8 STS, 32 RTGs, 7 Reach Stackers, 61 Terminal Tractors e 4 scanners. Todos os novos equipamentos são 100% elétricos.

  • 2 guindastes de cais e-STS, responsáveis pela movimentação do navio para o cais e vice-versa. Serão os primeiros desse porte no Brasil. Investimento de R$ 229 milhões e com previsão de chegada ainda para este ano.
  • 14 guindastes de pátio e-RTG, responsáveis pela movimentação e empilhamento no pátio. Investimento de R$ 210 milhões. Chegaram em julho de 2026 e estarão em operação a partir de agosto.
  • 30 Terminal Tractors elétricos e 6 Reach Stackers elétricas, que fazem transporte e movimentação de contêineres no pátio. Investimento de aproximadamente R$ 61 milhões. Entrega gradual, com todas as máquinas em operação até janeiro de 2027.
  • 2 scanners para inspeção de cargas e movimentação de contêineres. Investimento de R$ 25 milhões. Em operação desde 2025. 

Crescimento durante a obra

Mesmo com a obra em andamento, o Terminal segue em ritmo de crescimento. Até o final de julho de 2026, a Portonave movimentou 750.571 TEUs, volume 21,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho reforça a capacidade da operação de manter a produtividade durante uma intervenção de grande porte na infraestrutura e antecipa os ganhos que a conclusão da obra deve trazer nos próximos meses.

Compensação ambiental na restinga de Navegantes

Como medida de compensação ambiental pela Obra de Adequação do Cais, a Portonave conduz um Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada (PRAD) na orla de Navegantes. A ação restaura cerca de 40 mil metros quadrados de restinga no bairro Meia Praia, com o plantio de mudas de espécies nativas do ecossistema e o controle de espécies exóticas invasoras. A execução é acompanhada pelo Instituto Ambiental de Navegantes (IAN) e pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

Sobre a Portonave

Localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, iniciou suas atividades em 2007 como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL), que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. Emprega 1,3 mil profissionais diretos e mais de 2,3 mil indiretos, o que inclui cerca de 1,8 mil trabalhadores dedicados à obra de reforço do cais. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o terminal mais eficiente em produtividade de navios em 2025. Em 2026, alcançou a marca histórica de primeiro porto catarinense com 15 milhões de TEUs movimentados desde o início das operações.

FONTE E IMAGENS: Portonave

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Portos

Porto de Itajaí recebe navio de 347 metros em operação recorde da JBS Terminais

APL Salalah é o maior navio já operado pela empresa no terminal e terá comprimento equivalente a mais de três campos do Marcílio Dias

Imagine mais de três campos de futebol enfileirados. Essa é, aproximadamente, a extensão do APL Salalah, que chega ao Porto de Itajaí nesta quinta-feira (13), com 347,03 metros de comprimento. O navio, com atracação prevista para às 14h, será o maior já operado pela JBS Terminais no Porto de Itajaí.

A dimensão da embarcação também pode ser comparada a alguns dos principais marcos arquitetônicos do mundo. O APL Salalah é cerca de 17 metros mais comprido que a altura atual da Torre Eiffel, em Paris, e supera em aproximadamente 53 metros a altura do Yachthouse, em Balneário Camboriú, considerado o edifício mais alto do Brasil.

Além das dimensões, a escala representa um novo marco operacional para a JBS Terminais. ***A previsão é de mais de 3 mil movimentos de contêineres durante a operação, entre embarques e desembarques de cargas de exportação e importação, estabelecendo um recorde de movimentação em uma única escala da empresa no Porto de Itajaí.
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Com bandeira de Singapura, o APL Salalah foi construído em 2012 e possui capacidade nominal para aproximadamente 10.700 TEUs. O porta-contêineres integra o serviço SEA3, que conecta a Ásia à costa leste da América do Sul. O navio iniciou sua viagem em Singapura no dia 18 de julho e tem passagem pelo Porto de Santos antes de chegar a Itajaí.

A chegada da embarcação reforça a capacidade do Porto de Itajaí para receber navios de grande porte e realizar operações de cargas conteinerizadas em larga escala.

O Complexo Portuário de Itajaí já recebeu, em junho de 2020, o APL Paris, com 347,40 metros de comprimento. Agora, o APL Salalah estabelece um novo recorde especificamente entre os navios operados pela JBS Terminais no Porto de Itajaí.

“A chegada do APL Salalah é um marco importante para o Porto de Itajaí e demonstra a capacidade da nossa estrutura de atender grandes embarcações e operações de elevada complexidade. Mais do que o tamanho do navio, teremos um recorde de movimentação em uma única operação da JBS Terminais, com mais de 3 mil movimentos previstos. Isso evidencia a força da retomada das operações de contêineres e a importância de Itajaí nas rotas do comércio internacional”, destaca o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.

A operação integra a movimentação regular de cargas conteinerizadas no Porto de Itajaí e reforça a posição do terminal como importante ponto de conexão entre o mercado brasileiro e as principais rotas do comércio internacional.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Ilustrativa internet

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Portos

Porto de Santos terá sistema digital para monitorar navios em tempo real

O Porto de Santos está prestes a entrar em uma nova etapa de transformação digital. Após mais de 15 anos de discussões e projetos, a Autoridade Portuária de Santos (APS) assinou o contrato para implantação do Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (VTMIS), tecnologia que permitirá monitorar, em tempo real, a movimentação de navios em toda a área do Porto Organizado.

O contrato, firmado com o Consórcio Portulano, prevê investimento de R$ 88,99 milhões e terá duração de cinco anos. A expectativa é que a operação assistida do sistema comece em agosto de 2027, após a homologação da Marinha do Brasil.

O novo sistema funcionará como uma central integrada de monitoramento do tráfego marítimo no Porto de Santos. A estrutura reunirá informações captadas por radares, câmeras, sensores meteorológicos e equipamentos hidroceanográficos instalados em pontos estratégicos. Com isso, será possível acompanhar as embarcações desde a aproximação do complexo portuário e permanência nas áreas de fundeio até a entrada no canal de navegação, atracação e movimentação próxima aos terminais.

Os dados serão concentrados em um Centro Operacional instalado na própria APS, permitindo uma visão integrada das entradas, saídas e demais movimentos realizados pelas embarcações. A tecnologia ganha relevância diante da dimensão da operação santista. O Porto de Santos registra cerca de 30 movimentos diários de entrada e saída de navios, número que pode chegar a aproximadamente 40 em períodos de maior movimentação.

Quatro pontos estratégicos terão equipamentos

Para garantir a cobertura do sistema, o projeto prevê a instalação de estações em quatro áreas estratégicas: Ilha da Moela, Morro do Tejereba, Serra do Mar e Ilha Barnabé. Nesses locais serão instalados equipamentos capazes de ampliar o monitoramento da atividade marítima, incluindo radares, câmeras eletro-ópticas, sensores meteorológicos e sistemas para coleta de informações hidroceanográficas.

Entre os pontos previstos, a Ilha da Moela terá uma função importante. Localizada no Guarujá, próxima às áreas de fundeio e às rotas utilizadas pelos navios mercantes, a estrutura permitirá acompanhar as embarcações ainda durante a aproximação do Porto de Santos.

Além de contribuir para o planejamento operacional, o VTMIS deverá ampliar os mecanismos de segurança do complexo portuário. As informações geradas pelo sistema poderão ser compartilhadas com órgãos como a Polícia Marítima da Polícia Federal, a Marinha do Brasil e a Receita Federal, entre outras instituições envolvidas na segurança da área portuária.

A tecnologia também permitirá identificar movimentações consideradas suspeitas ou a presença de embarcações não autorizadas na área marítima do Porto Organizado. O recurso representa um reforço importante para o enfrentamento de crimes que afetam grandes cadeias logísticas, como tráfico de drogas, contrabando e outras atividades ilícitas.

Projeto do VTMIS levou mais de 15 anos

A implantação do sistema em Santos é resultado de um processo que se estende por mais de uma década. Ao longo dos anos, o projeto passou por mudanças institucionais, revisões técnicas, alterações regulatórias e diferentes etapas de avaliação de investimentos.

Para avançar com a implantação, a APS realizou estudos técnicos exigidos pela Marinha e adotou medidas para reduzir o prazo inicialmente estimado para execução. Em setembro de 2024, a Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil concedeu a licença necessária para a implantação do VTMIS.

A partir daí, foram necessárias novas tratativas relacionadas às áreas onde serão instaladas as estações, questões ambientais, utilização do Farol da Ilha da Moela e infraestrutura necessária para transmissão dos dados. A complexidade do processo também aparece no volume de documentação produzida: aproximadamente 11 mil documentos foram elaborados pela APS antes da publicação do edital.

Operação assistida está prevista para 2027

O planejamento inicial previa que a implantação poderia levar até quatro anos. Com a nova estratégia, o prazo foi reduzido para dois anos. A expectativa da APS é disponibilizar uma parcela relevante das funcionalidades do VTMIS já no primeiro ano de implantação. A operação assistida está prevista para agosto de 2027, desde que o sistema seja homologado pela Marinha do Brasil.

O Consórcio Portulano terá até dois anos para realizar as obras, instalar os equipamentos e concluir a estrutura tecnológica. Os três anos seguintes do contrato serão destinados aos serviços de suporte e logística integrada.

O VTMIS faz parte de um movimento mais amplo de digitalização do Porto de Santos. A APS também trabalha com outras soluções voltadas à modernização da gestão portuária, entre elas o Sistema Integrado de Gestão Portuária (PMIS), o Sistema de Sequenciamento de Navios, o Gêmeo Digital, a rede 5G, o projeto Smart Porto e o Aplicativo Porto de Santos.

A integração dessas ferramentas deve ampliar o uso de dados em tempo real para apoiar decisões relacionadas à operação, ao planejamento e à segurança. Na prática, a transformação digital busca fazer com que diferentes informações sobre o funcionamento do complexo portuário estejam disponíveis de maneira integrada, permitindo respostas mais rápidas diante das condições de navegação e da movimentação de embarcações.

Novo sistema pode mudar gestão do tráfego marítimo

Responsável por uma parcela significativa do comércio exterior brasileiro, o Porto de Santos movimenta diariamente dezenas de embarcações em uma estrutura que reúne áreas de fundeio, canal de navegação, berços e terminais. Nesse cenário, ampliar a capacidade de monitoramento do tráfego marítimo representa mais do que uma evolução tecnológica. O acesso a informações integradas e atualizadas pode contribuir para decisões operacionais mais precisas e para o uso mais eficiente da infraestrutura portuária.

Depois de mais de 15 anos entre estudos, revisões e etapas burocráticas, o VTMIS começa finalmente a sair do papel. A partir de 2027, o Porto de Santos deverá contar com uma nova estrutura de monitoramento capaz de acompanhar sua movimentação marítima de forma contínua e integrada.

Fonte: Autoridade Portuária de Santos (APS).

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Internet / Jornal Portuário

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Logística

Brado e TCP ampliam ferrovia em Paranaguá e elevam capacidade logística do terminal

A Brado Logística e a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, concluíram em julho a ampliação da infraestrutura ferroviária dentro do pátio operacional do terminal. A nova estrutura deve elevar em aproximadamente 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

A expansão contempla a implantação de uma terceira linha férrea e uma nova área de manobras, reforçando a integração entre o porto e importantes polos produtivos do Paraná.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o ramal ferroviário atende cidades estratégicas como Ortigueira, Cambé e Cascavel, responsáveis por grande parte da produção e exportação de carne de frango, papel e celulose.

Com a nova configuração, a capacidade anual de transporte de contêineres cheios passa de 55 mil para cerca de 66 mil unidades, ampliando o atendimento aos clientes que utilizam o modal ferroviário.

Projeto fortalece a logística do Paraná

Para Vinicius Cordeiro, gerente executivo de Comercial e Novos Negócios da Brado, a entrega da obra representa um novo momento para a logística paranaense, ao ampliar a conexão entre produtores, indústrias e mercados nacionais e internacionais.

De acordo com o executivo, a ampliação permitirá oferecer soluções logísticas mais eficientes e sustentáveis, especialmente para o agronegócio e para o setor industrial, segmentos que demandam maior capacidade de transporte para acompanhar o crescimento da produção.

A expectativa é que a maior integração entre ferrovia e porto aumente a competitividade dos produtos do Paraná, proporcionando mais previsibilidade e eficiência no escoamento das cargas.

Terminal ganha terceira linha férrea e amplia operações simultâneas

A TCP é o único terminal portuário da Região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio operacional. Com a conclusão da obra, foram incorporados 757 metros adicionais de trilhos, incluindo uma terceira linha férrea e uma nova área destinada às manobras.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo que um trem entrasse enquanto outro deixava o pátio, com operações limitadas a 41 contêineres por movimentação.

Agora, dois trens poderão realizar operações de carga e descarga ao mesmo tempo, enquanto um terceiro deixa o terminal, aumentando significativamente a produtividade da operação ferroviária.

Mudanças reduzem impactos no trânsito da Avenida Portuária

A nova configuração também traz benefícios para o fluxo de veículos na região portuária.

Anteriormente, as composições chegavam a Paranaguá com 82 vagões, mas precisavam ser divididas em dois trechos para cruzar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas etapas.

Com a ampliação da ferrovia, os trens passam a cruzar a via em uma única composição, mantendo velocidade reduzida e eliminando as longas interrupções registradas anteriormente, o que melhora tanto a operação ferroviária quanto a mobilidade urbana.

Transporte ferroviário ganha protagonismo nas exportações

A TCP destaca que o transporte ferroviário vem se consolidando como uma alternativa estratégica para a logística de cargas, oferecendo mais segurança, menor risco de avarias e maior previsibilidade nos prazos de entrega.

Em 2024, dos 310 mil contêineres de exportação movimentados pelo terminal, aproximadamente 52 mil — cerca de 17% do total — foram transportados pela Brado por meio da ferrovia.

Investimentos somam R$ 500 milhões em cinco anos

A expansão ferroviária faz parte de um amplo plano de modernização da TCP. Nos últimos cinco anos, a empresa investiu aproximadamente R$ 500 milhões na ampliação da infraestrutura e na modernização das operações.

Para acompanhar o aumento da demanda ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), um equipamento a mais que anteriormente. Os equipamentos também foram eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos, medida que reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono da operação.

Os investimentos incluíram ainda novos Terminal Tractors (TTs) e adequações no gate de acesso, permitindo maior fluidez para a terceira linha ferroviária e melhor desempenho na movimentação de cargas.

Brado amplia ativos para aumentar produtividade

Além das intervenções realizadas pela TCP, a Brado Logística investiu em novos ativos e componentes destinados à implantação da infraestrutura ferroviária.

Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos, três aparelhos de mudança de via (AMVs) e reforços estruturais, permitindo maior capacidade de manobra, redução do tempo de espera das composições e aumento da produtividade operacional.

Segundo a empresa, o conjunto de investimentos amplia a confiabilidade das operações e melhora a capacidade de resposta às demandas crescentes do mercado.

Para a TCP, a modernização fortalece a integração entre os diferentes modais de transporte, amplia a competitividade do terminal e contribui para tornar mais eficiente a cadeia logística do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Internacional

Emirados Árabes estudam novo porto para reduzir dependência do Estreito de Hormuz

Os Emirados Árabes Unidos avaliam a construção de um novo porto na costa leste do país como estratégia para reduzir a dependência do Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do comércio internacional. A informação foi divulgada pelo jornal Financial Times nesta segunda-feira (13).

O projeto é conduzido pela DP World, gigante da logística portuária que também administra um terminal de contêineres no Porto de Santos, no Brasil.

Projeto prevê porto em Fujairah e novo terminal de contêineres

Segundo a publicação, a empresa negocia com autoridades locais a implantação de um porto multipropósito em Fujairah, localizado às margens do Golfo de Omã, além da construção de um novo terminal de contêineres no porto já existente no emirado.

Caso seja concretizado, o empreendimento permitirá que cargas entrem e saiam dos Emirados Árabes sem a necessidade de atravessar o Estreito de Hormuz, reduzindo a exposição a possíveis interrupções na navegação da região.

Conflito no Oriente Médio acelerou os estudos

A iniciativa ganhou impulso após a escalada do conflito envolvendo o Irã, que afetou o fluxo marítimo na área.

De acordo com fontes ouvidas pelo Financial Times, a movimentação no porto de Jebel Ali, principal hub logístico da DP World, sofreu uma queda entre 90% e 95% durante o período em que o Estreito de Hormuz permaneceu fechado em resposta aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel.

O episódio reforçou a necessidade de diversificar as rotas logísticas e ampliar a capacidade operacional fora da área considerada estratégica.

Investimento pode alcançar centenas de milhões de dólares

Ainda segundo o jornal, o investimento inicial previsto para o projeto soma centenas de milhões de dólares, embora o modelo de financiamento continue em fase de definição.

Um executivo da companhia afirmou que, uma vez aprovado, o novo porto poderá ser concluído em aproximadamente um ano e meio.

DP World mantém Jebel Ali como principal centro logístico

Em comunicado enviado ao Financial Times, a DP World não confirmou oficialmente os detalhes do projeto, mas reconheceu que desenvolve iniciativas para diversificar suas operações e reduzir impactos causados por eventuais interrupções logísticas.

A empresa também destacou que o porto de Jebel Ali continuará sendo seu principal centro de operações e que a nova estrutura não substituirá sua importância na rede global de transporte.

Além das operações nos Emirados Árabes, a DP World administra um dos maiores terminais de contêineres do Porto de Santos, desempenhando papel relevante na conexão das exportações e importações brasileiras com mercados internacionais por meio de soluções de logística multimodal.

FONTE: Money Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Portos

Workshop sobre legislação portuária debate o futuro do Porto de Itajaí no dia 17 de julho

Especialistas, autoridades e profissionais do setor se reúnem em Itajaí para discutir os desafios e as perspectivas do Porto de Itajaí diante da legislação portuária brasileira.

O futuro de um dos principais complexos portuários do Brasil estará em pauta no dia 17 de julho, durante o workshop “A Legislação Portuária e o Futuro do Porto de Itajaí – Expectativas x Realidade”. O encontro será realizado das 13h30 às 17h30, de forma presencial, na Rua Vereador José Carlos Mendonça, em Itajaí (SC).

Promovido pela Comissão de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro da Subseção da OAB de Itajaí, o evento reunirá advogados, operadores portuários, profissionais do comércio exterior, autoridades, empresários, estudantes e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades relacionados ao desenvolvimento do Porto de Itajaí.

Debate sobre o cenário atual do Porto de Itajaí

O workshop tem como objetivo promover uma análise técnica sobre a legislação portuária, seus impactos na gestão dos portos brasileiros e os reflexos para o futuro do Porto de Itajaí.

Entre os temas que devem nortear os debates estão a realidade operacional do porto, os desafios regulatórios, as expectativas do mercado e os caminhos para fortalecer a competitividade logística da região, considerada estratégica para o comércio exterior brasileiro.

O encontro busca estimular um diálogo qualificado entre os diferentes atores do setor, contribuindo para a construção de propostas que favoreçam o desenvolvimento econômico e a modernização da infraestrutura portuária.

Evento reúne profissionais do setor marítimo e portuário

A iniciativa é voltada para profissionais que atuam nas áreas de direito marítimo, direito portuário, logística, comércio exterior, gestão pública e operações portuárias, além de estudantes interessados no tema.

A programação contará com a participação de especialistas convidados, que irão compartilhar análises sobre o cenário atual e as perspectivas para o Porto de Itajaí. 

O evento representa uma oportunidade para atualização profissional, networking e aprofundamento sobre um tema estratégico para a economia catarinense e para a logística nacional.

Inscrições abertas

As inscrições estão disponíveis e podem ser realizadas pelo link:
https://www.even3.com.br/workshop-a-legislacao-portuaria-e-o-futuro-do-porto-de-itajai-expectativas-x-realidade–756013

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Portos

Porto de Itajaí recebe navio com 739 veículos e chega à quinta operação roll-on/roll-off em 2026

Com nova escala do Dover Highway, terminal alcança 2.928 veículos movimentados no ano

O Porto de Itajaí recebeu, nesta segunda-feira, uma nova escala do navio Dover Highway, com 739 veículos destinados ao terminal. A embarcação atracou às 00h30, e a operação de descarga teve início às 7h da manhã, reforçando a movimentação portuária e a diversificação das operações realizadas no porto público.

A operação ocorre com o canal de acesso plenamente praticável, garantindo segurança à navegação, regularidade operacional e previsibilidade às atividades portuárias.

Com a escala desta segunda-feira, o Porto de Itajaí contabiliza, em 2026, cinco operações de navios do tipo roll-on/roll-off, totalizando 2.928 veículos movimentados. O histórico do ano inclui as escalas do Victoria Highway, com 628 veículos; do Dover Highway, com 457 veículos; do Good Wood, com 430 unidades; do Victoria Highway, com 674 veículos; e, agora, do Dover Highway, com 739 veículos.

A movimentação reforça a retomada desse tipo de operação no Porto de Itajaí e demonstra a confiança do mercado no terminal, que vem ampliando seu portfólio de cargas e consolidando-se como alternativa logística eficiente e estratégica no cenário nacional.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a nova escala confirma o avanço da recuperação operacional do porto público.

“Essa nova operação demonstra que o trade portuário voltou a confiar no Porto de Itajaí. A retomada das atividades, com canal praticável, regularidade e eficiência, tem devolvido ao terminal a competitividade necessária para atrair novas cargas e ampliar oportunidades. É um resultado que fortalece o porto público, movimenta a economia e reafirma a importância estratégica de Itajaí no cenário logístico nacional”, destaca.

A ampliação das operações roll-on/roll-off reafirma o processo de retomada do Porto de Itajaí, que vem recuperando sua capacidade operacional, atraindo novas cargas e fortalecendo sua posição como ativo estratégico para Santa Catarina e para o comércio exterior brasileiro.

FONTE E IMAGENS: Porto de Itajaí

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Portos

Novo porto de R$ 3 bilhões em Santa Catarina será debatido em audiência pública

O projeto do oitavo porto de Santa Catarina avança para uma nova etapa. Moradores de Itapoá e municípios vizinhos poderão conhecer as propostas do TUP Coamo em uma audiência pública marcada para 10 de dezembro, às 19h, na Associação Comunitária do Pontal do Norte e da Figueira do Pontal. O encontro apresentará os principais pontos do empreendimento e discutirá o Relatório de Impacto Ambiental (Rima).

Investimento bilionário e estrutura prevista

Orçado em R$ 3 bilhões, o novo terminal será instalado em uma área de 43 hectares e contará com três berços de atracação. O projeto — desenvolvido há vários anos — prevê a movimentação de granéis sólidos e líquidos, como soja, milho, fertilizantes e derivados de petróleo, incluindo GLP. A estimativa é que o porto entre em operação em 2030, com capacidade para movimentar 11 milhões de toneladas por ano.

Alívio logístico para o Sul do Brasil

Situado próximo ao Porto de Itapoá, o terminal privado pretende desafogar o escoamento da produção agrícola da região Sul. A Coamo, maior cooperativa agroindustrial do país, destaca que o novo porto deve reduzir gargalos enfrentados nos portos do Paraná e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

Geração de empregos e licenciamento

As obras devem criar aproximadamente 2 mil empregos temporários, enquanto a fase operacional poderá manter cerca de mil postos permanentes. O projeto segue em análise no processo de licenciamento ambiental conduzido pelo governo estadual.

FONTE: ND Mais
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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