Logística

Brado e TCP ampliam ferrovia em Paranaguá e elevam capacidade logística do terminal

A Brado Logística e a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, concluíram em julho a ampliação da infraestrutura ferroviária dentro do pátio operacional do terminal. A nova estrutura deve elevar em aproximadamente 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

A expansão contempla a implantação de uma terceira linha férrea e uma nova área de manobras, reforçando a integração entre o porto e importantes polos produtivos do Paraná.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o ramal ferroviário atende cidades estratégicas como Ortigueira, Cambé e Cascavel, responsáveis por grande parte da produção e exportação de carne de frango, papel e celulose.

Com a nova configuração, a capacidade anual de transporte de contêineres cheios passa de 55 mil para cerca de 66 mil unidades, ampliando o atendimento aos clientes que utilizam o modal ferroviário.

Projeto fortalece a logística do Paraná

Para Vinicius Cordeiro, gerente executivo de Comercial e Novos Negócios da Brado, a entrega da obra representa um novo momento para a logística paranaense, ao ampliar a conexão entre produtores, indústrias e mercados nacionais e internacionais.

De acordo com o executivo, a ampliação permitirá oferecer soluções logísticas mais eficientes e sustentáveis, especialmente para o agronegócio e para o setor industrial, segmentos que demandam maior capacidade de transporte para acompanhar o crescimento da produção.

A expectativa é que a maior integração entre ferrovia e porto aumente a competitividade dos produtos do Paraná, proporcionando mais previsibilidade e eficiência no escoamento das cargas.

Terminal ganha terceira linha férrea e amplia operações simultâneas

A TCP é o único terminal portuário da Região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio operacional. Com a conclusão da obra, foram incorporados 757 metros adicionais de trilhos, incluindo uma terceira linha férrea e uma nova área destinada às manobras.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo que um trem entrasse enquanto outro deixava o pátio, com operações limitadas a 41 contêineres por movimentação.

Agora, dois trens poderão realizar operações de carga e descarga ao mesmo tempo, enquanto um terceiro deixa o terminal, aumentando significativamente a produtividade da operação ferroviária.

Mudanças reduzem impactos no trânsito da Avenida Portuária

A nova configuração também traz benefícios para o fluxo de veículos na região portuária.

Anteriormente, as composições chegavam a Paranaguá com 82 vagões, mas precisavam ser divididas em dois trechos para cruzar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas etapas.

Com a ampliação da ferrovia, os trens passam a cruzar a via em uma única composição, mantendo velocidade reduzida e eliminando as longas interrupções registradas anteriormente, o que melhora tanto a operação ferroviária quanto a mobilidade urbana.

Transporte ferroviário ganha protagonismo nas exportações

A TCP destaca que o transporte ferroviário vem se consolidando como uma alternativa estratégica para a logística de cargas, oferecendo mais segurança, menor risco de avarias e maior previsibilidade nos prazos de entrega.

Em 2024, dos 310 mil contêineres de exportação movimentados pelo terminal, aproximadamente 52 mil — cerca de 17% do total — foram transportados pela Brado por meio da ferrovia.

Investimentos somam R$ 500 milhões em cinco anos

A expansão ferroviária faz parte de um amplo plano de modernização da TCP. Nos últimos cinco anos, a empresa investiu aproximadamente R$ 500 milhões na ampliação da infraestrutura e na modernização das operações.

Para acompanhar o aumento da demanda ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), um equipamento a mais que anteriormente. Os equipamentos também foram eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos, medida que reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono da operação.

Os investimentos incluíram ainda novos Terminal Tractors (TTs) e adequações no gate de acesso, permitindo maior fluidez para a terceira linha ferroviária e melhor desempenho na movimentação de cargas.

Brado amplia ativos para aumentar produtividade

Além das intervenções realizadas pela TCP, a Brado Logística investiu em novos ativos e componentes destinados à implantação da infraestrutura ferroviária.

Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos, três aparelhos de mudança de via (AMVs) e reforços estruturais, permitindo maior capacidade de manobra, redução do tempo de espera das composições e aumento da produtividade operacional.

Segundo a empresa, o conjunto de investimentos amplia a confiabilidade das operações e melhora a capacidade de resposta às demandas crescentes do mercado.

Para a TCP, a modernização fortalece a integração entre os diferentes modais de transporte, amplia a competitividade do terminal e contribui para tornar mais eficiente a cadeia logística do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Internacional

Emirados Árabes estudam novo porto para reduzir dependência do Estreito de Hormuz

Os Emirados Árabes Unidos avaliam a construção de um novo porto na costa leste do país como estratégia para reduzir a dependência do Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do comércio internacional. A informação foi divulgada pelo jornal Financial Times nesta segunda-feira (13).

O projeto é conduzido pela DP World, gigante da logística portuária que também administra um terminal de contêineres no Porto de Santos, no Brasil.

Projeto prevê porto em Fujairah e novo terminal de contêineres

Segundo a publicação, a empresa negocia com autoridades locais a implantação de um porto multipropósito em Fujairah, localizado às margens do Golfo de Omã, além da construção de um novo terminal de contêineres no porto já existente no emirado.

Caso seja concretizado, o empreendimento permitirá que cargas entrem e saiam dos Emirados Árabes sem a necessidade de atravessar o Estreito de Hormuz, reduzindo a exposição a possíveis interrupções na navegação da região.

Conflito no Oriente Médio acelerou os estudos

A iniciativa ganhou impulso após a escalada do conflito envolvendo o Irã, que afetou o fluxo marítimo na área.

De acordo com fontes ouvidas pelo Financial Times, a movimentação no porto de Jebel Ali, principal hub logístico da DP World, sofreu uma queda entre 90% e 95% durante o período em que o Estreito de Hormuz permaneceu fechado em resposta aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel.

O episódio reforçou a necessidade de diversificar as rotas logísticas e ampliar a capacidade operacional fora da área considerada estratégica.

Investimento pode alcançar centenas de milhões de dólares

Ainda segundo o jornal, o investimento inicial previsto para o projeto soma centenas de milhões de dólares, embora o modelo de financiamento continue em fase de definição.

Um executivo da companhia afirmou que, uma vez aprovado, o novo porto poderá ser concluído em aproximadamente um ano e meio.

DP World mantém Jebel Ali como principal centro logístico

Em comunicado enviado ao Financial Times, a DP World não confirmou oficialmente os detalhes do projeto, mas reconheceu que desenvolve iniciativas para diversificar suas operações e reduzir impactos causados por eventuais interrupções logísticas.

A empresa também destacou que o porto de Jebel Ali continuará sendo seu principal centro de operações e que a nova estrutura não substituirá sua importância na rede global de transporte.

Além das operações nos Emirados Árabes, a DP World administra um dos maiores terminais de contêineres do Porto de Santos, desempenhando papel relevante na conexão das exportações e importações brasileiras com mercados internacionais por meio de soluções de logística multimodal.

FONTE: Money Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Portos

Workshop sobre legislação portuária debate o futuro do Porto de Itajaí no dia 17 de julho

Especialistas, autoridades e profissionais do setor se reúnem em Itajaí para discutir os desafios e as perspectivas do Porto de Itajaí diante da legislação portuária brasileira.

O futuro de um dos principais complexos portuários do Brasil estará em pauta no dia 17 de julho, durante o workshop “A Legislação Portuária e o Futuro do Porto de Itajaí – Expectativas x Realidade”. O encontro será realizado das 13h30 às 17h30, de forma presencial, na Rua Vereador José Carlos Mendonça, em Itajaí (SC).

Promovido pela Comissão de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro da Subseção da OAB de Itajaí, o evento reunirá advogados, operadores portuários, profissionais do comércio exterior, autoridades, empresários, estudantes e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades relacionados ao desenvolvimento do Porto de Itajaí.

Debate sobre o cenário atual do Porto de Itajaí

O workshop tem como objetivo promover uma análise técnica sobre a legislação portuária, seus impactos na gestão dos portos brasileiros e os reflexos para o futuro do Porto de Itajaí.

Entre os temas que devem nortear os debates estão a realidade operacional do porto, os desafios regulatórios, as expectativas do mercado e os caminhos para fortalecer a competitividade logística da região, considerada estratégica para o comércio exterior brasileiro.

O encontro busca estimular um diálogo qualificado entre os diferentes atores do setor, contribuindo para a construção de propostas que favoreçam o desenvolvimento econômico e a modernização da infraestrutura portuária.

Evento reúne profissionais do setor marítimo e portuário

A iniciativa é voltada para profissionais que atuam nas áreas de direito marítimo, direito portuário, logística, comércio exterior, gestão pública e operações portuárias, além de estudantes interessados no tema.

A programação contará com a participação de especialistas convidados, que irão compartilhar análises sobre o cenário atual e as perspectivas para o Porto de Itajaí. 

O evento representa uma oportunidade para atualização profissional, networking e aprofundamento sobre um tema estratégico para a economia catarinense e para a logística nacional.

Inscrições abertas

As inscrições estão disponíveis e podem ser realizadas pelo link:
https://www.even3.com.br/workshop-a-legislacao-portuaria-e-o-futuro-do-porto-de-itajai-expectativas-x-realidade–756013

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Portos

Porto de Itajaí recebe navio com 739 veículos e chega à quinta operação roll-on/roll-off em 2026

Com nova escala do Dover Highway, terminal alcança 2.928 veículos movimentados no ano

O Porto de Itajaí recebeu, nesta segunda-feira, uma nova escala do navio Dover Highway, com 739 veículos destinados ao terminal. A embarcação atracou às 00h30, e a operação de descarga teve início às 7h da manhã, reforçando a movimentação portuária e a diversificação das operações realizadas no porto público.

A operação ocorre com o canal de acesso plenamente praticável, garantindo segurança à navegação, regularidade operacional e previsibilidade às atividades portuárias.

Com a escala desta segunda-feira, o Porto de Itajaí contabiliza, em 2026, cinco operações de navios do tipo roll-on/roll-off, totalizando 2.928 veículos movimentados. O histórico do ano inclui as escalas do Victoria Highway, com 628 veículos; do Dover Highway, com 457 veículos; do Good Wood, com 430 unidades; do Victoria Highway, com 674 veículos; e, agora, do Dover Highway, com 739 veículos.

A movimentação reforça a retomada desse tipo de operação no Porto de Itajaí e demonstra a confiança do mercado no terminal, que vem ampliando seu portfólio de cargas e consolidando-se como alternativa logística eficiente e estratégica no cenário nacional.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a nova escala confirma o avanço da recuperação operacional do porto público.

“Essa nova operação demonstra que o trade portuário voltou a confiar no Porto de Itajaí. A retomada das atividades, com canal praticável, regularidade e eficiência, tem devolvido ao terminal a competitividade necessária para atrair novas cargas e ampliar oportunidades. É um resultado que fortalece o porto público, movimenta a economia e reafirma a importância estratégica de Itajaí no cenário logístico nacional”, destaca.

A ampliação das operações roll-on/roll-off reafirma o processo de retomada do Porto de Itajaí, que vem recuperando sua capacidade operacional, atraindo novas cargas e fortalecendo sua posição como ativo estratégico para Santa Catarina e para o comércio exterior brasileiro.

FONTE E IMAGENS: Porto de Itajaí

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Portos

Novo porto de R$ 3 bilhões em Santa Catarina será debatido em audiência pública

O projeto do oitavo porto de Santa Catarina avança para uma nova etapa. Moradores de Itapoá e municípios vizinhos poderão conhecer as propostas do TUP Coamo em uma audiência pública marcada para 10 de dezembro, às 19h, na Associação Comunitária do Pontal do Norte e da Figueira do Pontal. O encontro apresentará os principais pontos do empreendimento e discutirá o Relatório de Impacto Ambiental (Rima).

Investimento bilionário e estrutura prevista

Orçado em R$ 3 bilhões, o novo terminal será instalado em uma área de 43 hectares e contará com três berços de atracação. O projeto — desenvolvido há vários anos — prevê a movimentação de granéis sólidos e líquidos, como soja, milho, fertilizantes e derivados de petróleo, incluindo GLP. A estimativa é que o porto entre em operação em 2030, com capacidade para movimentar 11 milhões de toneladas por ano.

Alívio logístico para o Sul do Brasil

Situado próximo ao Porto de Itapoá, o terminal privado pretende desafogar o escoamento da produção agrícola da região Sul. A Coamo, maior cooperativa agroindustrial do país, destaca que o novo porto deve reduzir gargalos enfrentados nos portos do Paraná e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

Geração de empregos e licenciamento

As obras devem criar aproximadamente 2 mil empregos temporários, enquanto a fase operacional poderá manter cerca de mil postos permanentes. O projeto segue em análise no processo de licenciamento ambiental conduzido pelo governo estadual.

FONTE: ND Mais
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Imbituba tem o melhor desempenho de 2025 no mês de outubro

O Porto de Imbituba fechou o acumulado de janeiro a outubro de 2025 com 6,17 milhões de toneladas movimentadas e 268 atracações. O destaque do ano foi o mês de outubro, o mais movimentado até agora, com 714,7 mil toneladas, confirmando a trajetória de crescimento contínuo do complexo portuário.

No acumulado do ano, as exportações totalizaram 2,53 milhões de toneladas, com ênfase nos embarques de coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho. Já as importações alcançaram 2,86 milhões de toneladas, um aumento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024. Outubro registrou um marco histórico: mais de 406 mil toneladas importadas em um único mês, o maior volume desde o início das operações do porto. As principais cargas descarregadas foram hulha betuminosa, sal e insumos industriais.

A cabotagem (navegação entre portos do mesmo país) também apresentou crescimento, com 547,3 mil toneladas embarcadas e 136,8 mil toneladas desembarcadas no acumulado anual, representando alta de 3,8% ante 2024.

O transbordo teve desempenho ainda mais expressivo: 56 mil toneladas embarcadas e 44,9 mil desembarcadas, um salto de 113,1% na comparação com o ano anterior, reforçando a função do porto como hub logístico versátil.

Os granéis sólidos continuam dominando a movimentação, representando 77,8% do total, com protagonismo para coque de petróleo, açúcar (granel), hulha betuminosa, sal e farelo de milho.

O segmento de contêineres segue em expansão, respondendo por 17,3% do volume total — mais de 1,06 milhão de toneladas —, sinalizando a crescente atratividade de Imbituba para cargas de maior valor agregado.

“O crescimento constante do Porto de Imbituba é resultado direto de uma operação disciplinada, de equipes altamente qualificadas e de investimentos que têm modernizado todo o complexo portuário. Os números de 2025 mostram que a gestão do governador Jorginho Mello está no caminho certo, com ampliação da capacidade de atendimento, diversificação de cargas e aumento do nível de competitividade do porto. Seguimos avançando em projetos estruturantes, como a dragagem, a ampliação de berços e a digitalização de processos”, afirma o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins.  

“Os resultados de Imbituba comprovam que Santa Catarina está colhendo os frutos de um planejamento sério, de uma governança alinhada e de investimentos que priorizam eficiência e tecnologia. O Porto de Imbituba tem se consolidado como um ativo estratégico para o estado, gerando competitividade para nossa indústria, fortalecendo o agronegócio e ampliando nossa presença nos mercados internacionais. O desempenho de outubro reafirma que estamos no caminho certo para transformar a infraestrutura logística catarinense em referência nacional,  avalia o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

Com 27 navios atendidos e mais de 714,7 mil toneladas movimentadas, outubro se consolidou como o mês de maior movimento no ano. Caso o ritmo seja mantido, a expectativa é que o porto ultrapasse 7 milhões de toneladas até dezembro.

No cenário nacional, o Porto de Imbituba se destaca pela agilidade nas operações, previsibilidade logística e menor tempo de espera, características que vêm atraindo novos operadores e fortalecendo sua participação no corredor portuário do Sul do país.

As operações de comércio exterior (importação e exportação) em Imbituba movimentaram mais de US$ 1,44 bilhão entre janeiro e outubro de 2025, consolidando seu papel na balança comercial de Santa Catarina, de acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Reprodução/Agência de Notícias SECOM

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Portos

Porto de Paranaguá recebe imagem de Nossa Senhora do Rocio com homenagens e procissão no cais

O Porto de Paranaguá recebeu a imagem de Nossa Senhora do Rocio, Padroeira do Paraná. A santa percorreu diversos setores do Palácio Taguaré, incluindo a sede administrativa e áreas internas, onde foi recebida com orações e manifestações de devoção pelos colaboradores.

O diretor Empresarial da Portos do Paraná, Felipe Gama, destacou a importância simbólica da visita. Segundo ele, as bênçãos da padroeira representam proteção e continuidade do trabalho desenvolvido no porto, que também a reconhece como sua protetora.

Cerimônia de bênçãos reúne funcionários

A visita contou com a presença do bispo de Paranaguá, Dom Paulo Alves Romão, acompanhado pelo reitor do Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio, padre Dirson Gonçalves, e outros religiosos. Eles conduziram uma breve celebração, com a bênção de crachás, pães e medalhas dos trabalhadores.

A assessora de Planejamento Estratégico, Renata Aguiar, registrou o momento com fotos e relatou graças que atribui à intercessão da padroeira. Entre elas, a aprovação do filho no vestibular de medicina, cuja formatura ocorrerá no próximo ano.

Procissão pelo porto emociona trabalhadores

Após a passagem pelos setores administrativos, a imagem peregrina seguiu em carreata até a Guarda Portuária, passando pelo Palácio Dom Pedro II e avançando rumo ao cais. Para o reitor Dirson Gonçalves, que participa da visita há sete anos, o momento ao chegar próximo aos navios é sempre especial.

Às 15h, a imagem acessou o cais posicionada em um andor sobre uma viatura da Guarda Portuária. Os navios ancorados saudaram a padroeira com apitos sonoros, repetidos ao longo do trajeto. O diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, ressaltou a sensibilidade da homenagem, inclusive por parte de tripulantes que não compartilham da mesma fé, mas demonstraram respeito.

A última parada ocorreu no costado do berço 219, onde portuários registraram novos agradecimentos e fotografias.

Tradição que atravessa séculos

A devoção a Nossa Senhora do Rocio remonta ao século XVII, quando pescadores encontraram uma pequena imagem flutuando na Baía de Paranaguá, na região conhecida como Rocio — termo de origem espanhola que significa “orvalho”, símbolo de bênçãos e proteção.

O achado ocorreu em um período de dificuldades para a comunidade local e foi interpretado como um sinal divino. Uma ermida foi erguida no local e, com o tempo, a devoção se espalhou por todo o Paraná. Milhares de fiéis passaram a relatar graças alcançadas por intercessão da santa. Em 1977, Nossa Senhora do Rocio foi oficialmente proclamada Padroeira do Estado do Paraná, por decisão do Papa Paulo VI.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Economia

Guiné inaugura megamina de ferro e ferrovia de 650 km que podem transformar economia do país

A Guiné deu um passo histórico ao inaugurar oficialmente a mina de ferro de Simandou, um dos maiores projetos de mineração em andamento no planeta. A cerimônia de lançamento ocorreu no porto de Morebaya, ao sul da capital Conacri, com a presença do chefe da junta militar e líder do país, general Mamady Doumbouya. O início das operações marca um novo capítulo para a economia guineense, com a expectativa de transformar o país em um dos principais exportadores de minério de ferro do mundo.

Investimento bilionário e infraestrutura colossal

O projeto Simandou recebeu investimentos estimados em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 105 bilhões), destinados à construção de mais de 650 quilômetros de ferrovia e de um porto de grande escala para escoar o minério. A obra mobiliza dois consórcios internacionais: o Winning Consortium Simandou (WCS) — formado por empresas da China e de Singapura — e o SimFer, parceria entre a Rio Tinto e a estatal chinesa Chinalco. Além de ampliar as exportações, o empreendimento deve gerar milhares de empregos diretos e impulsionar o desenvolvimento de infraestrutura capaz de diversificar a economia da Guiné, tradicionalmente dependente da mineração de bauxita.

Relevância política e impacto nacional

O general Mamady Doumbouya, que assumiu o poder em um golpe de Estado em 2021, declarou feriado nacional para celebrar o início das operações — um gesto que reforça o peso político e simbólico do projeto. Vestido com uma túnica boubou branca, Doumbouya participou da cerimônia, mas não discursou. A inauguração ocorre a poucas semanas das eleições presidenciais marcadas para 28 de dezembro, nas quais o militar concorrerá, apesar de ter prometido anteriormente devolver o país ao regime civil.

Com o início da produção em Simandou, a Guiné busca consolidar-se como potência mineradora global, aproveitando suas vastas reservas de minério de ferro de alta qualidade para atrair investimentos e acelerar o crescimento econômico.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Portos

TCP é o 1º. terminal portuário do Brasil a conquistar ISO 50001

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, conquistou a certificação ISO 50001 – Sistema de Gestão de Energia, tornando-se o primeiro terminal portuário do Brasil e um dos pioneiros na América Latina a alcançar o selo. A certificação reconhece organizações que aprimoram continuamente o desempenho energético, reduzindo consumo, desperdícios e emissões — um marco relevante em um setor responsável por mais de 80% do comércio global.

O projeto teve início em setembro de 2024, a partir de uma diretriz do grupo China Merchants Port (CMPort), maior e mais competitivo desenvolvedor investidor e operador de portos públicos da China, que orientou todas as subsidiárias a buscar a certificação até o fim de 2025. Em apenas um ano, a TCP não apenas cumpriu a meta como passou a colher resultados concretos de eficiência energética.

Entre janeiro e agosto de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior, o Terminal registrou queda de cerca de 3 milhões de kWh no consumo de energia elétrica e redução de aproximadamente 100 mil litros de diesel, mesmo com aumento na movimentação de cargas.

Os resultados são fruto de investimentos estruturais, como a eletrificação de guindastes RTG, a substituição de empilhadeiras movidas a GLP (gás liquefeito de petróleo) por modelos elétricos, a aquisição de dois ônibus elétricos para transporte interno e campanhas internas de redução do consumo energético em áreas administrativas.

“A ISO 50001 consolida um novo modelo de gestão dentro da TCP, em que eficiência energética e sustentabilidade caminham juntas. Mostramos que é possível crescer reduzindo impactos e aprimorando continuamente nossos processos”, afirma Washington Renan Bohnn, gerente de Recursos Humanos e Qualidade da TCP.

Gestão integrada e cultura de eficiência

O escopo da certificação envolveu 33 processos internos e exigiu ajustes técnicos, capacitação e engajamento coletivo. Para obtê-la, a TCP contou com uma consultoria especializada responsável pelo diagnóstico inicial e pela elaboração do plano diretor do Sistema de Gestão de Energia. A partir daí, o time de Qualidade, com o apoio das áreas operacionais, integrou o plano ao Sistema de Gestão Integrado (SGI) do Terminal, que já contempla as normas ISO 9001 (Qualidade), ISO 14001 (Meio Ambiente) e ISO 45001 (Saúde e Segurança Ocupacional).

Além disso, a TCP possui o certificado I-REC (International Renewable Energy Certificate), que garante que 100% da energia elétrica consumida é proveniente de fontes renováveis. Nesse sentido, a certificação ISO 50001 representa não apenas o reconhecimento técnico, mas também a consolidação de avanços em inovação e sustentabilidade implementados nos últimos anos.
“Os portos são pontos estratégicos da economia global — e quando um terminal do porte da TCP adota padrões internacionais de eficiência, todo o ecossistema logístico se torna mais sustentável e competitivo. A eficiência energética é hoje um valor estratégico e um passo essencial para consolidar o Terminal de Contêineres de Paranaguá como referência internacional em inovação e responsabilidade ambiental”, conclui Kayo Zaiats, superintendente de meio ambiente da TCP.

FONTE: Modais em Foco

IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Portos movimentam em julho o maior volume de cargas da história

Em sete meses, movimento atingiu 780,4 milhões de toneladas

Os portos brasileiros registraram, em julho, o maior volume mensal de cargas da história, com 124,7 milhões de toneladas transportadas, sendo 73% de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros. 

Nos primeiros sete meses do ano, os portos atingiram 780,4 milhões de toneladas de cargas, volume 1,76% maior do que o registrado no mesmo período de 2024.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reafirmou que o governo federal tem atuado com a finalidade de ampliar as concessões e fortalecer a infraestrutura nacional. 

“Temos como foco garantir segurança jurídica e atrair novos investimentos. Essa política, liderada pelo presidente Lula, vem aumentando a capacidade dos portos e fortalecendo as exportações do Brasil”, afirmou em nota. 

De acordo com Sílvio Costa Filho, “a ampliação da capacidade de nossos portos é fundamental para a economia nacional”.

A principal carga transportada foi de granéis sólidos (minerais e vegetais), com mais de 76,6 milhões de toneladas. Todos os tipos de carga tiveram aumento em julho, em relação aos números registrados no mesmo mês em 2024.

“Granéis líquidos [especialmente combustíveis] tiveram um aumento de 6%, enquanto a movimentação de granéis sólidos aumentou quase 4%. O crescimento de carga em contêineres foi de 3% no período e o volume de carga geral foi 0,9% superior ao registrado em julho do ano passado”, informou o ministério.

Fonte: Agência Brasil

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