Internacional

Índia planeja primeiro cargueiro pela Rota Marítima do Norte em 2027

A Índia pretende realizar, em 2027, a primeira operação de um navio cargueiro pela Rota Marítima do Norte (NSR), corredor que percorre a costa ártica da Rússia. A iniciativa faz parte da estratégia de Nova Déli para diversificar suas opções de transporte, reduzir distâncias comerciais e diminuir a exposição ao Canal de Suez.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (13) pela RT, com base em declarações de S. Venkatesapathy, secretário adjunto do Ministério da Marinha Mercante da Índia, durante o Fórum das Regiões Árticas, em Arkhangelsk, na Rússia.

Índia mira novas rotas comerciais pelo Ártico

Segundo Venkatesapathy, a expectativa é que o primeiro navio-piloto indiano percorra a Rota Marítima do Norte em 2027. O projeto ocorre em meio ao avanço das relações comerciais entre Índia e Rússia, que estabeleceram a meta de alcançar US$ 100 bilhões em comércio bilateral até 2030.

O petróleo russo já representa mais da metade das importações indianas, aumentando a relevância de alternativas logísticas que possam tornar o transporte de mercadorias mais eficiente e seguro.

Com aproximadamente 5.600 quilômetros, a Rota Marítima do Norte acompanha o litoral ártico russo e é considerada o trajeto marítimo mais curto entre o Leste Asiático e a Europa.

A operação, porém, depende das condições do gelo marinho e de infraestrutura especializada, incluindo navios quebra-gelos, o que limita a navegação a determinados períodos do ano.

Corredor Chennai-Vladivostok registra alta de 70%

O interesse da Índia pelo Ártico também está relacionado ao desempenho de outras rotas entre os dois países.

De acordo com Venkatesapathy, o corredor Chennai-Vladivostok, também chamado de Corredor Marítimo Oriental, apresentou crescimento de 70% na movimentação de cargas. Para o governo indiano, o resultado demonstra potencial para ampliar a utilização de outros corredores logísticos entre Índia, Rússia e Europa.

“Estamos vendo enormes possibilidades” tanto para o corredor marítimo oriental quanto para a Rota Marítima do Norte, afirmou o representante. Ele também informou que dois memorandos de entendimento foram assinados no ano passado com o objetivo de desenvolver essas conexões.

Rússia aponta aumento do interesse internacional

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou na quarta-feira (12) que a Índia vem demonstrando interesse ativo na Rota Marítima do Norte. Segundo ele, Moscou percebe uma procura crescente de diferentes países pelo corredor, incluindo Índia e China.

Para Nova Déli, uma das principais vantagens está na possibilidade de reduzir em até 40% a distância de determinados trajetos e economizar aproximadamente duas semanas de viagem até alguns portos europeus, em comparação com a rota tradicional pelo Canal de Suez.

O cenário ganha relevância diante dos riscos à navegação comercial associados ao conflito no Oriente Médio, que aumentaram a preocupação com a utilização da rota pelo Egito.

Índia também avalia corredor transártico

Além da NSR, Venkatesapathy destacou o interesse indiano no Corredor de Transporte Transártico, uma alternativa multimodal que combina diferentes meios de transporte.

A avaliação de Nova Déli considera fatores como menor distância, segurança logística e potencial de viabilidade comercial. A estratégia amplia o leque de opções para o transporte de mercadorias entre a Ásia, a Rússia e os mercados europeus.

Rússia amplia infraestrutura da Rota Marítima do Norte

Moscou vem investindo na infraestrutura necessária para aumentar o tráfego comercial pelo Ártico. Em 2023, a Rússia assinou um acordo com a empresa de Dubai DP World para desenvolver o transporte de contêineres pela região ártica.

A Rosatom, conglomerado estatal russo responsável pela coordenação da rota e pela operação de uma frota de quebra-gelos nucleares, ocupa posição central na expansão do corredor.

A movimentação de cargas também vem crescendo com a participação de empresas chinesas. No ano passado, foram realizadas 23 viagens de contêineres pela rota, enquanto cerca de 30 estão previstas para este ano.

Nos últimos dois anos, o volume total de cargas transportadas pela Rota Marítima do Norte ultrapassou 37 milhões de toneladas.

China amplia operações e Coreia do Sul acompanha desenvolvimento

Durante o Fórum das Regiões Árticas, Azamat Khochuev, diretor do Departamento para o Desenvolvimento da Rota Marítima do Norte e do Ártico da Rosatom, afirmou à RT que o transporte de cargas entre Rússia e China pelo corredor já superou cinco milhões de toneladas neste ano.

A chinesa Sea Legend Shipping também deve iniciar, em agosto, seu primeiro serviço regular de transporte para a Europa pela rota. Segundo Sergey Likhachev, CEO da Rosatom, a operação utilizará sete navios entre agosto e outubro.

A Coreia do Sul, por sua vez, considera o desenvolvimento do transporte de cargas pela Rota Marítima do Norte uma prioridade estratégica nacional, reforçando a crescente importância comercial do corredor ártico.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/RT

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Portos

TCP antecipa marca de 1 milhão de TEUs movimentados e reforça crescimento no Porto de Paranaguá

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, alcançou a marca de 1 milhão de TEUs movimentados em 2026 antes do registrado no ano anterior. O resultado foi atingido 10 dias mais cedo do que em 2025, refletindo o crescimento das operações e o aumento da demanda por movimentação de cargas.

O contêiner que simbolizou o marco foi embarcado durante a operação do navio VALOR, da MSC, embarcação que opera na rota entre o Brasil e a Europa.

Segundo o gerente comercial da TCP, Fabio Mattos, o desempenho é resultado dos investimentos realizados em infraestrutura, equipamentos e na ampliação da capacidade operacional do terminal.

“A antecipação desse marco demonstra que o Terminal está preparado para atender ao crescimento da demanda com eficiência. Os investimentos e o trabalho das equipes têm sido fundamentais para manter esse ritmo e buscar um novo recorde histórico em 2026”, destacou.

Melhor resultado mensal impulsiona desempenho do terminal

O avanço ocorre após um mês de julho de forte movimentação. No período, a TCP registrou 147,9 mil TEUs, o maior volume mensal do ano e um crescimento de 5% em relação ao mesmo mês de 2025.

Outro destaque foi a expansão da movimentação de contêineres refrigerados (reefer), utilizados principalmente para o transporte de carnes e alimentos congelados. Entre janeiro e julho, esse segmento cresceu 10%, passando de 80,3 mil para 88,4 mil unidades.

Operações rodoviárias, ferroviárias e marítimas seguem em expansão

Nos primeiros sete meses do ano, cerca de 379 mil contêineres passaram pelos acessos rodoviários do terminal, enquanto outros 62 mil foram movimentados por ferrovia, por meio de 774 composições ferroviárias.

A TCP destaca-se por ser o único terminal de contêineres da região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio operacional, característica que amplia a integração entre os modais e melhora a eficiência logística.

No mesmo período, o terminal recebeu 597 navios e manteve sua posição como o maior concentrador de serviços marítimos do país, oferecendo 22 linhas semanais entre rotas de cabotagem e de longo curso, conectando Paranaguá a mercados das Américas, Europa, África e Ásia.

Exportações de carnes lideram crescimento da movimentação

O desempenho da balança comercial movimentada pela TCP foi impulsionado principalmente pelas exportações de carnes e produtos congelados. Entre janeiro e julho, o terminal embarcou 4,913 milhões de toneladas de cargas, resultado 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

As exportações de carne de frango e carne suína foram responsáveis por grande parte desse crescimento, elevando o volume transportado de 2,047 milhões para 2,344 milhões de toneladas.

Para acompanhar o aumento da demanda, a TCP segue ampliando sua estrutura destinada aos contêineres refrigerados. A previsão é elevar a capacidade de armazenamento de 5.280 para 5.500 tomadas elétricas ainda em 2026.

Papel, celulose e setor automotivo também avançam

Além das carnes, o segmento de papel e celulose apresentou crescimento de 9%, alcançando 623 mil toneladas movimentadas neste ano.

Nas importações, o destaque ficou para o setor automotivo, impulsionado pelo mercado de veículos elétricos e pela chegada de peças e componentes. O volume desembarcado atingiu 346 mil toneladas, alta de 8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A marca de 1 milhão de TEUs foi alcançada na última segunda-feira (3), consolidando o ritmo de crescimento da TCP e reforçando a expectativa de que o terminal encerre 2026 com o melhor desempenho de sua história.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Estreito de Ormuz: Irã e Omã firmam acordo para reabrir navegação por 60 dias

O Irã e Omã chegaram a um entendimento para restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo. Segundo informações divulgadas pela emissora Al-Hadath, com base em uma fonte de alto escalão, o acordo ainda precisa ser validado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã antes de entrar em vigor.

Caso seja aprovado, o compromisso terá duração inicial de 60 dias.

Navios não pagarão taxas durante o período

Pelos termos do acordo, as embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz não serão submetidas à cobrança de tarifas. Além disso, países da região poderão colaborar com a retirada de minas marítimas e oferecer suporte técnico para garantir a retomada segura da navegação na área.

A medida busca restabelecer o fluxo marítimo em um corredor considerado essencial para o transporte internacional de petróleo e mercadorias.

Negociações envolvem tensão entre Irã e Estados Unidos

No último domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que decidiu suspender ataques contra o Irã devido ao avanço de negociações diplomáticas. Entre os principais pontos discutidos estavam a reabertura do Estreito de Ormuz e um possível entendimento sobre o programa nuclear iraniano.

Apesar disso, até o momento não houve consenso entre as partes em relação às questões envolvendo o programa nuclear.

Fontes indicam que impasse continua

Na última terça-feira (4), a agência Fars informou, citando uma fonte próxima à equipe de negociação iraniana, que um acordo entre Irã e Omã sobre a situação do estreito poderia ter sido concluído anteriormente, mas teria sido adiado em razão da atuação dos Estados Unidos e de seus aliados na região.

Já na quarta-feira (5), uma fonte ouvida pela emissora estatal IRIB afirmou que, caso novos ataques norte-americanos sejam realizados, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado, mesmo com um eventual acordo firmado entre Teerã e Mascate.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

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Internacional

Estreito de Ormuz: entidades marítimas pedem à ONU rejeição de pedágios para navios

As principais organizações do setor de transporte marítimo internacional solicitaram que a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Marítima Internacional (IMO) se posicionem contra a criação de pedágios ou taxas para embarcações que utilizam o Estreito de Ormuz.

O pedido ocorre em meio às negociações entre Irã e Omã para estabelecer um novo acordo sobre a passagem marítima estratégica, segundo declarações do vice-ministro das Relações Exteriores iraniano.

Oito entidades globais do setor assinaram uma carta conjunta enviada à ONU e à IMO na segunda-feira (3). No documento, os representantes alertam que a cobrança de tarifas poderia elevar os custos do comércio marítimo, pressionar preços ao consumidor e ameaçar o princípio da livre navegação.

Associações temem efeito cascata sobre rotas globais

Na carta, as entidades afirmam que a criação de um modelo de cobrança no Estreito de Ormuz poderia abrir precedente para que outras regiões estratégicas adotassem medidas semelhantes.

Segundo o setor, esse cenário aumentaria a insegurança para empresas de transporte, afetaria o fluxo do comércio internacional e poderia contribuir para uma alta nos custos de energia e inflação global.

As organizações destacam ainda que os impactos não ficariam restritos ao setor logístico, podendo atingir consumidores e trabalhadores em diferentes países.

Irã avalia cobrança por serviços marítimos

O governo iraniano informou que pretende implementar a cobrança de taxas de serviços marítimos realizados em parceria com Omã no Estreito de Ormuz após a reabertura da rota.

A medida representaria uma mudança significativa em relação ao período anterior ao conflito, quando o tráfego marítimo pela região ocorria sem cobrança de tarifas e sem controle direto de qualquer país sobre a navegação.

Para Teerã, a capacidade de supervisionar o fluxo de embarcações no estreito se tornou uma questão estratégica, comparável em importância às discussões envolvendo seu programa nuclear.

Estados Unidos e aliados rejeitam controle sobre a passagem

A possibilidade de o Irã ampliar sua influência sobre o Estreito de Ormuz preocupa governos como Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou em diferentes ocasiões que qualquer tentativa de estabelecer controle estatal sobre águas internacionais seria incompatível com as normas do direito marítimo internacional.

A região é considerada uma das rotas energéticas mais importantes do mundo, por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado globalmente.

Acordo provisório previa ausência de taxas

Antes do fracasso de uma proposta de entendimento entre Irã e Estados Unidos, Teerã havia concordado em não aplicar tarifas ou pedágios no estreito durante um período inicial de 60 dias.

O compromisso fazia parte de um acordo provisório com 14 pontos, mas as negociações não avançaram porque os dois países não chegaram a um consenso sobre os termos da proposta.

Enquanto as discussões diplomáticas continuam, o futuro do controle e da operação do Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de tensão geopolítica no Oriente Médio.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Navio-tanque é atingido no Estreito de Ormuz e reforça alerta sobre segurança marítima

Mais um navio-tanque foi alvo de um ataque no Estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas pela Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), órgão responsável pelo monitoramento da navegação na região.

De acordo com o relatório, uma embarcação de carga emitiu um pedido de socorro pelo canal VHF 16 nas primeiras horas da terça-feira (4), no horário local. A tripulação informou que o navio havia sido atingido por um projétil de origem desconhecida.

Ataque ocorreu próximo à costa de Omã

A UKMTO informou que o navio-tanque, cuja identidade não foi revelada, foi atingido a aproximadamente 20 milhas náuticas (cerca de 37 quilômetros) a nordeste de Al Khasab, em Omã, na porção sul do Estreito de Ormuz.

Até o momento, o relatório oficial não aponta quem seria o responsável pelo ataque, e não há detalhes adicionais sobre os danos causados à embarcação.

Sequência de ocorrências preocupa setor marítimo

O novo episódio ocorre em meio ao aumento de incidentes envolvendo embarcações que transitam pelas águas próximas de Omã.

Na última sexta-feira (31), outro navio-tanque sem capacidade operacional também foi atingido a cerca de 12 milhas (aproximadamente 20 quilômetros) a nordeste de Lima, em Omã.

Já no sábado (1º), o comandante de uma terceira embarcação que navegava pelo Estreito de Ormuz relatou ter observado uma explosão seguida de um impacto na água nas proximidades, reforçando o clima de preocupação com a segurança marítima na região.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Portos

Porto de Xangai bate recorde ao movimentar mais de 200 mil TEUs em apenas um dia

O Porto de Xangai, maior complexo de contêineres do mundo, alcançou um novo marco operacional ao superar, pela primeira vez, a movimentação de 200 mil TEUs em um único dia. O desempenho reforça a liderança global do porto e evidencia sua capacidade de recuperação após interrupções causadas por condições climáticas adversas.

No dia 1º de agosto, foram movimentados 203.881 TEUs, volume cerca de 9% superior ao recorde anterior, de 187.312 TEUs, registrado em 9 de junho. Em um único turno de trabalho, o porto também estabeleceu uma nova marca ao processar 71.728 TEUs.

Volume diário supera movimentação anual de porto europeu

A dimensão do resultado pode ser medida pela comparação com o Terminal de Contêineres de Fredericia, na Dinamarca. O volume movimentado por Xangai em apenas um dia foi aproximadamente 39 mil TEUs superior ao total registrado pelo terminal dinamarquês durante todo o ano de 2025, quando foram processados 164.968 TEUs.

O desempenho demonstra a escala operacional do porto chinês, que segue como referência mundial em logística portuária e movimentação de cargas.

Recuperação ocorreu após passagem de tufão

O recorde foi alcançado poucos dias depois da retomada das operações, interrompidas por quatro dias em razão da passagem do tufão Bavi, em meados de julho.

Com a melhora das condições climáticas, embarcações de longo curso e navios feeder que haviam permanecido em áreas de abrigo chegaram praticamente ao mesmo tempo ao porto, aumentando significativamente a demanda por berços de atracação, áreas de armazenagem e operações terrestres.

Segundo o Shanghai International Port Group, as atividades foram totalmente restabelecidas em 14 de julho. Durante o processo de normalização, o porto manteve média diária próxima de 172 mil TEUs enquanto reduzia a fila de navios e o acúmulo de contêineres.

Terminais também registram marcas históricas

Além do recorde geral do complexo portuário, alguns terminais alcançaram resultados inéditos durante o período de recuperação das operações.

O terminal automatizado da quarta fase de Yangshan movimentou 29.910 TEUs em um único dia, enquanto o terminal de contêineres de Luojing registrou processamento de 8.373 TEUs, ambos estabelecendo novos recordes operacionais.

Movimentação segue em ritmo de crescimento em 2026

O desempenho recorde acompanha a evolução dos indicadores do Porto de Xangai ao longo de 2026. No primeiro semestre, o complexo movimentou mais de 28 milhões de TEUs, crescimento de 6,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na área portuária de Yangshan, o avanço foi ainda maior, com alta de 8,1% e volume superior a 15 milhões de TEUs.

Em 2025, o porto já havia registrado seu maior resultado histórico ao movimentar 55,06 milhões de TEUs, aumento de 6,9% sobre o ano anterior, consolidando pelo 16º ano consecutivo a liderança como o maior porto de contêineres do planeta.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Tecon Santos 10: impasse sobre regras do leilão adia expansão do Porto de Santos para 2027

A licitação do Tecon Santos 10, projeto considerado estratégico para ampliar a capacidade do Porto de Santos, continua sem definição. Inicialmente prevista para 2022, a disputa já sofreu nove adiamentos e, segundo a expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos, deverá ocorrer apenas em 2027.

O principal obstáculo é a definição das regras de participação no leilão, tema que divide governo, operadores portuários, armadores, entidades do setor e órgãos de controle.

Expansão é considerada essencial para o Porto de Santos

O adiamento ocorre em um momento de elevada demanda. O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, opera próximo ao limite de sua capacidade para movimentação de contêineres, cenário que tem pressionado os custos logísticos e gerado preocupação entre exportadores e empresas do setor.

A expectativa é que o Tecon Santos 10 aumente em aproximadamente 50% a capacidade de movimentação de contêineres do porto, contribuindo para reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade do comércio exterior brasileiro.

Apesar do consenso sobre a necessidade do novo terminal, ainda não há acordo sobre o modelo de concorrência que será adotado na licitação.

Regras de participação concentram o debate

O principal ponto de discussão envolve a definição de quem poderá disputar o leilão. Parte dos especialistas defende restrições à participação de grupos que já administram terminais de contêineres em Santos, como forma de evitar maior concentração de mercado.

Essa proposta foi incorporada em parecer técnico divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em 2025. Pelo modelo apresentado, empresas que já operam no porto só poderiam participar em uma segunda etapa do certame, caso a primeira não recebesse propostas. Mesmo nessa hipótese, a vitória estaria condicionada ao desinvestimento dos ativos atualmente controlados.

A medida alcança operadores dos três principais terminais de contêineres do porto — BTP, Santos Brasil e DP World —, além de armadores que possuem participação societária nessas estruturas.

TCU amplia debate sobre concorrência

Durante a análise do projeto, o Tribunal de Contas da União (TCU) sugeriu que todos os armadores fossem automaticamente direcionados para a segunda fase do leilão, tornando as regras ainda mais restritivas.

Para defensores desse modelo, limitar a participação de empresas já estabelecidas ajuda a preservar a concorrência e evita concentração excessiva no maior porto brasileiro.

O economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio da GO Associados, avalia que ampliar a capacidade do Porto de Santos exige um ambiente competitivo, destacando que mecanismos semelhantes já são utilizados em outros mercados para garantir equilíbrio entre os participantes.

Setor defende leilão com ampla concorrência

Outra corrente do debate sustenta que o leilão deve ser aberto a todos os interessados desde o início, independentemente de já atuarem no porto. Nesse modelo, eventuais problemas concorrenciais seriam resolvidos posteriormente, por meio de exigências de desinvestimento para o vencedor.

Os defensores dessa alternativa argumentam que uma disputa mais ampla tende a aumentar a competitividade do certame, atrair mais investidores e gerar ganhos de eficiência, além de reduzir custos para usuários e operadores do sistema portuário.

O jurista José Eduardo Cardozo afirmou que a expansão do terminal é necessária para eliminar os gargalos logísticos que afetam a economia brasileira, desde que o processo de licitação combine ampla concorrência com respeito às exigências legais e ao interesse público.

Grupo de trabalho ainda busca consenso

Após as análises da Antaq e do TCU, a Casa Civil manifestou preferência por um modelo que permita a participação de todos os operadores, incluindo aqueles que já atuam no Porto de Santos, desde que o vencedor realize o desinvestimento dos ativos existentes para preservar a concorrência.

A proposta foi encaminhada ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Antaq, mas a agência solicitou diretrizes mais detalhadas para concluir a modelagem do edital.

Como resultado, o governo federal instituiu um grupo de trabalho responsável por consolidar as orientações da Casa Civil e buscar uma solução para o impasse. As reuniões continuam em andamento, mas, até o momento, não houve anúncio de uma definição oficial sobre o formato do leilão.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Logística

Cabotagem e navegação de longo curso: entenda as diferenças e a importância para a logística brasileira

Apesar de utilizarem a mesma infraestrutura portuária, a cabotagem e a navegação de longo curso desempenham funções distintas no transporte marítimo. Enquanto uma é voltada ao deslocamento de cargas entre portos brasileiros, a outra conecta o país ao mercado internacional por meio das exportações e importações.

Um exemplo dessa diferença é o transporte de contêineres com eletrodomésticos entre Manaus e o Porto de Santos, operação típica da cabotagem. Já um navio que parte de Santos carregado de soja com destino à Ásia realiza uma viagem de longo curso, voltada ao comércio exterior.

Navegação de longo curso impulsiona exportações brasileiras

A navegação de longo curso é a principal responsável pela movimentação de cargas destinadas ao mercado internacional. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que, em 2025, mais de 80% do volume transportado nessa modalidade foi destinado às exportações, enquanto aproximadamente 20% correspondeu às importações.

No período, esse segmento movimentou mais de 1 bilhão de toneladas, com destaque para granéis sólidos, como minério de ferro, soja, milho e açúcar, produtos que representam parcela significativa da pauta exportadora brasileira.

Cabotagem fortalece o abastecimento interno

Já a cabotagem atende principalmente à logística nacional, conectando diferentes regiões do país por via marítima. Nessa modalidade predominam os granéis líquidos e gasosos, que representam cerca de 75% da carga transportada, incluindo petróleo e gás natural enviados de plataformas marítimas para refinarias brasileiras.

Além disso, a cabotagem também movimenta cargas em contêineres, transportando produtos como eletrodomésticos, biocombustíveis, alimentos, vestuário e diversos bens destinados ao abastecimento do mercado interno.

Em 2025, a modalidade registrou a movimentação de aproximadamente 223 milhões de toneladas, segundo o Estatístico Aquaviário da Antaq.

Integração logística amplia eficiência do transporte

A cabotagem faz parte da logística multimodal brasileira ao operar de forma integrada com rodovias, ferrovias e hidrovias, facilitando o transporte de mercadorias entre polos industriais, centros de distribuição e mercados consumidores.

Essa integração contribui para reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência no transporte de cargas e diminuir os impactos ambientais em comparação com outros modais.

Modalidades complementares para o desenvolvimento do país

Embora tenham finalidades distintas, cabotagem e navegação de longo curso são fundamentais para o desenvolvimento econômico do Brasil.

Enquanto a cabotagem garante o abastecimento interno, melhora a distribuição de mercadorias e fortalece a integração entre as regiões brasileiras, a navegação de longo curso amplia a presença do país no comércio internacional, impulsionando as exportações e assegurando a chegada de produtos importados aos portos nacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafael Medeiros

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Transporte

Marinha Mercante pode enfrentar déficit de 500 oficiais até 2030, aponta estudo

A Marinha Mercante brasileira poderá chegar ao fim da década com um déficit de aproximadamente 500 oficiais, cenário que comprometeria a operação de cerca de 30 navios por falta de tripulação qualificada. A estimativa é de um estudo elaborado pelo Centro de Inovação em Logística e Infraestrutura Portuária (Cilip), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Fundação Vanzolini.

Atualizada semestralmente, a pesquisa teve sua versão mais recente divulgada em junho e foi encomendada pela Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), pelo Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) e pela Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam).

Falta de profissionais continua preocupando o setor

O levantamento mostra que, apesar da ampliação das vagas nas escolas de formação de oficiais, o número de novos profissionais ainda será insuficiente para acompanhar o crescimento da demanda da navegação mercante nos próximos anos.

Entre os principais indícios desse desequilíbrio está o aumento das vagas não preenchidas e da contratação de trabalhadores estrangeiros. De acordo com o estudo, a soma de postos em aberto e de oficiais estrangeiros empregados passou de 376 no segundo semestre de 2025 para 458 na atualização mais recente, evidenciando a dificuldade das empresas em encontrar mão de obra especializada no mercado nacional.

Expansão da cabotagem amplia necessidade de oficiais

Os pesquisadores destacam que a demanda por profissionais dependerá do desempenho de segmentos como a cabotagem, o apoio marítimo, a indústria de óleo e gás e os futuros projetos de energia eólica offshore. Mesmo sem considerar esse novo mercado, a previsão segue indicando escassez de cerca de 500 oficiais até 2030.

Para reduzir o déficit, o estudo recomenda ampliar as vagas dos cursos de Adaptação a Segundo Oficial de Máquinas e de Náutica, considerados os caminhos mais rápidos para aumentar a oferta de profissionais no médio prazo.

Outra sugestão é manter o preenchimento integral das vagas nas Escolas de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (Efomm), independentemente das oscilações da economia. Segundo os pesquisadores, reduzir o ingresso de alunos em períodos de menor atividade gera novos ciclos de escassez e prejudica o planejamento das empresas.

Cabotagem já sente impactos da escassez

O diretor-executivo da Abac, Luís Fernando Resano, afirma que a falta de oficiais da Marinha Mercante, principalmente de máquinas, já afeta as operações da cabotagem e pode limitar a expansão da frota brasileira.

Segundo ele, a deficiência é consequência de anos de restrições nos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM), responsável por financiar parte da formação desses profissionais.

Resano explica que a aprovação da Lei 14.301/2022, conhecida como BR do Mar, impulsionou a cabotagem e elevou a procura por mão de obra qualificada. No entanto, a formação de novos oficiais não acompanhou esse crescimento.

Empresas adotam medidas para manter operações

Diante da escassez de profissionais, empresas do setor recorreram a soluções emergenciais para evitar impactos nas operações. Entre as estratégias adotadas está o pagamento em dobro para oficiais que aceitaram trabalhar durante os períodos destinados ao descanso.

Segundo Resano, a medida permitiu manter o transporte marítimo funcionando sem interrupções, mas aumentou significativamente os custos operacionais das armadoras.

Além de defender a ampliação permanente das vagas nas escolas de formação, ele ressalta que existe grande interesse pela carreira marítima. Para o executivo, o principal desafio atualmente não é atrair candidatos, mas ampliar a capacidade de formação.

Enquanto isso, empresas associadas à Abac passaram a investir diretamente na qualificação de novos profissionais por meio de uma parceria com a Fundação de Estudos do Mar (Femar), assumindo integralmente os custos da capacitação de seus empregados.

Marinha afirma que ampliou vagas de formação

Em nota, a Marinha do Brasil informou que vem aumentando gradualmente a oferta de vagas nos cursos de formação e adaptação de oficiais, conforme a necessidade do setor e a capacidade das instituições de ensino.

Segundo a corporação, foram disponibilizadas 333 vagas em 2024. Em 2025, esse número subiu para 374 e, em 2026, chegou a 389 vagas, refletindo o esforço para ampliar a formação de profissionais destinados à Marinha Mercante.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Mar Vermelho: por que a Arábia Saudita quer criar uma coalizão internacional para proteger a navegação?

A Arábia Saudita articula a formação de uma coalizão internacional para reforçar a segurança no Mar Vermelho diante da escalada de ataques promovidos pelos houthis, grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã. A iniciativa surge em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às ameaças que colocam em risco uma das rotas marítimas mais importantes do comércio global.

Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, dezenas de países receberam convite para integrar a aliança, cuja sede deverá ser instalada em Riad. A expectativa é de que o grupo seja oficialmente anunciado após a confirmação dos participantes.

Coalizão busca proteger uma rota estratégica do comércio mundial

A movimentação saudita ocorre dias após os houthis anunciarem um bloqueio marítimo contra o reino, em 20 de julho. A medida passou a atingir embarques de petróleo redirecionados para o Mar Vermelho depois das restrições impostas no Estreito de Ormuz.

Além disso, o grupo iemenita também sinalizou a intenção de cobrar taxas para a passagem de embarcações pelo Estreito de Bab al-Mandeb, ampliando a preocupação com possíveis impactos sobre o comércio internacional e os preços da energia.

Com o aumento da instabilidade, governos e empresas acompanham os reflexos sobre as cadeias globais de abastecimento e o transporte marítimo.

Quais países podem integrar a aliança?

Embora a lista oficial ainda não tenha sido divulgada, veículos internacionais informam que países como Estados Unidos, Egito, Paquistão, Turquia, Djibuti, Somália, Sudão, além de nações europeias como Alemanha, França e Itália, receberam convites para participar da coalizão.

Segundo o portal Al-Monitor, Egito, Djibuti e Sudão já teriam aceitado integrar a iniciativa. O governo saudita também teria estabelecido um prazo para que aproximadamente 50 países confirmem sua adesão.

Os Estados Unidos ainda não anunciaram oficialmente sua participação, apesar de serem considerados um dos principais aliados estratégicos da Arábia Saudita.

Reunião entre Arábia Saudita e EUA reforça diálogo sobre segurança regional

O ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman, esteve em Washington para reuniões com o presidente Donald Trump e o vice-presidente JD Vance.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa norte-americana, o representante saudita afirmou que o país pretende evitar uma nova escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, mas destacou que o reino está preparado para responder a ameaças à sua segurança.

Ainda segundo os relatos, a avaliação saudita é de que o país possui capacidade para enfrentar os houthis no Iêmen sem necessidade de participação direta das forças americanas.

Enquanto isso, Estados Unidos e Arábia Saudita realizaram operações conjuntas contra grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque, ampliando as tensões na região.

Por que o Mar Vermelho é tão importante para o comércio global?

O Mar Vermelho conecta o Mediterrâneo ao Oceano Índico por meio do Canal de Suez e do Estreito de Bab al-Mandeb, formando um dos principais corredores marítimos do planeta.

Estima-se que até 30% do tráfego mundial de navios utilize essa rota, responsável pelo escoamento de mercadorias e, principalmente, de petróleo produzido pelos países do Golfo.

Somente em 2024, aproximadamente 4,1 bilhões de barris de petróleo e derivados passaram pelo estreito de Bab al-Mandeb, volume equivalente a cerca de 5% da produção mundial transportada por via marítima.

Com as restrições impostas ao Estreito de Ormuz, a Arábia Saudita passou a utilizar com maior intensidade seus terminais no Mar Vermelho para manter as exportações de petróleo, tornando a região ainda mais estratégica.

Entenda os ataques dos houthis no Mar Vermelho

Os houthis controlam a capital do Iêmen, Sanaa, desde 2014 e mantêm um conflito prolongado contra o governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita.

O grupo afirma que o bloqueio marítimo anunciado em julho é uma resposta às operações militares sauditas e às restrições impostas ao território iemenita ao longo dos últimos anos.

Desde então, navios ligados à Arábia Saudita e instalações petrolíferas passaram a ser alvo de ataques. Em um dos episódios mais recentes, os houthis afirmaram ter lançado mísseis contra o petroleiro saudita NCC Ghazal, obrigando a embarcação a alterar sua rota.

O grupo já havia provocado impactos significativos no comércio marítimo internacional em 2023, ao atacar navios relacionados a Israel durante o conflito na Faixa de Gaza.

Plano para cobrar taxas preocupa comunidade internacional

Outro fator que elevou a tensão foi a possibilidade de os houthis passarem a cobrar tarifas pela passagem de navios no Estreito de Bab al-Mandeb.

Autoridades do governo do Iêmen afirmam que a proposta teria inspiração em iniciativas semelhantes discutidas pelo Irã para o Estreito de Ormuz. Segundo relatos, a intenção seria criar uma estrutura específica para arrecadar valores de companhias marítimas.

Especialistas destacam que, pelas normas do direito marítimo internacional, países que controlam estreitos utilizados pela navegação internacional não podem cobrar pedágio apenas pela passagem das embarcações. A cobrança é permitida somente em casos específicos, como serviços portuários ou de apoio à navegação.

Crise reduz tráfego marítimo e pressiona o preço do petróleo

A insegurança na região já provoca reflexos no transporte marítimo. Dados citados pela Reuters mostram que o fluxo de embarcações no Mar Vermelho caiu para o menor nível dos últimos meses, com apenas 11 navios registrados durante um fim de semana.

Antes do agravamento das tensões, mais de 70 embarcações cruzavam diariamente o Estreito de Bab al-Mandeb.

A instabilidade também voltou a influenciar o mercado internacional de energia. O barril do petróleo Brent registrou nova alta, alcançando US$ 88,09, após oscilar entre US$ 72 e mais de US$ 100 nas últimas semanas, refletindo a preocupação dos investidores com o abastecimento global.

FONTE: Al Jazeera
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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