Portos

Porto Piauí aposta na cabotagem para ligar Nordeste ao Sul do Brasil

A Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias iniciaram estudos para implantar uma nova rota de cabotagem entre o litoral do Piauí e os portos da região Sul do país. A proposta busca fortalecer o transporte marítimo nacional, ampliar a integração logística e criar alternativas ao modal rodoviário de longa distância.

O projeto prevê a conexão do Porto de Luís Correia, no Piauí, com terminais catarinenses, ampliando o fluxo de cargas entre as regiões Nordeste, Norte e Sul do Brasil.

Memorando prevê estudos operacionais e econômicos

As empresas assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para avaliar a viabilidade técnica e econômica da operação. Os estudos vão analisar potencial de carga, custos operacionais, frequência das escalas e modelos de operação da futura rota marítima.

As conversas entre as companhias começaram durante a edição de 2026 da Intermodal South America, evento voltado ao setor de logística e transporte, onde executivos discutiram possibilidades de integração entre os mercados nordestino e sulista.

Cabotagem cresce no Brasil, mas ainda tem participação limitada

Apesar do avanço recente da navegação costeira, o transporte marítimo entre portos brasileiros ainda ocupa uma fatia reduzida da matriz logística nacional.

Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apontam que a cabotagem representa atualmente cerca de 11% do transporte de cargas no país, enquanto o modal rodoviário concentra aproximadamente 65% da movimentação.

Em 2025, o setor ultrapassou a marca de 240 milhões de toneladas transportadas, impulsionado principalmente por combustíveis, granéis minerais, contêineres e cargas industriais.

O segmento de contêineres aparece como um dos principais motores de crescimento da cabotagem, favorecido pela expansão do e-commerce e pela busca de alternativas mais eficientes ao frete rodoviário.

Rotas seguem concentradas em grandes portos

Mesmo com a expansão do setor, as operações de cabotagem continuam concentradas em corredores já consolidados no mercado brasileiro.

No Nordeste, portos como Porto de Suape, Porto do Pecém e Porto de Salvador já operam rotas regulares ligando a região ao Sudeste e ao Sul.

As operações contam com participação de empresas como Aliança Navegação, Log-In Logística Intermodal e Mercosul Line.

Na região Sul, terminais como o Porto de Itajaí, Porto de Navegantes e Porto de Paranaguá concentram parte significativa das operações domésticas de contêineres.

Viabilidade depende de volume de carga

Especialistas do setor apontam que a consolidação de novas rotas de transporte marítimo depende diretamente da formação de escala operacional e da existência de demanda contínua de cargas.

No caso do Porto Piauí, o desafio será transformar o terminal de Luís Correia em uma estrutura competitiva dentro de um mercado dominado por portos nordestinos mais consolidados e com maior maturidade operacional.

Além disso, o setor acompanha fatores como custos de combustível marítimo, burocracia portuária, disponibilidade de embarcações e tempo de operação nos terminais.

Programa BR do Mar impulsiona expansão da cabotagem

O avanço de novos projetos ocorre em meio à consolidação do programa federal BR do Mar, criado para ampliar a participação da cabotagem na logística nacional.

A iniciativa ganhou força regulatória em 2025 com a regulamentação de medidas previstas na legislação aprovada em 2022.

Entre os principais pontos do programa estão a flexibilização do afretamento de navios estrangeiros, o aumento da oferta de embarcações e estímulos à concorrência no setor de navegação.

O governo federal avalia que a medida poderá reduzir custos logísticos e aumentar a participação da cabotagem no transporte doméstico nos próximos anos.

Porto Piauí quer se consolidar como corredor logístico

Para a Companhia Porto Piauí, o investimento na cabotagem faz parte da estratégia de transformar o litoral piauiense em um novo corredor logístico regional.

A expectativa é atender setores ligados ao agronegócio, combustíveis, fertilizantes e movimentação de contêineres, fortalecendo a presença do estado nas principais rotas marítimas do país.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

BR do Mar impulsiona nova rota marítima entre Nordeste e Sul do Brasil

Uma nova conexão marítima pode transformar a logística de transporte de cargas no país ao ligar o Nordeste e o Norte ao Sul do Brasil por meio da cabotagem. A proposta envolve o trajeto entre o Porto de Luís Correia, no Piauí, e o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, com foco em reduzir custos operacionais e ampliar a eficiência no escoamento de mercadorias.

A iniciativa ganhou força após a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias. O objetivo é avaliar a viabilidade da implantação de linhas regulares de transporte marítimo, alinhadas ao programa federal BR do Mar.

Acordo vai analisar viabilidade da nova rota

O documento firmado pelas empresas prevê estudos técnicos e econômicos para identificar as melhores condições de operação entre os terminais portuários. Entre os pontos que serão avaliados estão os modelos logísticos, os custos envolvidos e o potencial de movimentação de cargas para o estado do Piauí.

A proposta busca fortalecer a cabotagem no Brasil, modalidade de transporte feita entre portos do mesmo país, considerada estratégica para diminuir a dependência das rodovias e tornar o setor logístico mais competitivo.

Rotas em estudo podem integrar várias regiões do país

Os levantamentos iniciais apontam que a futura operação poderá conectar o Sul às regiões Nordeste e Norte, criando um corredor marítimo nacional mais amplo. Além dos portos do Piauí e de Santa Catarina, o trajeto também pode incluir operações no estado de São Paulo.

Segundo a Companhia Porto Piauí, a parceria permitirá a troca de informações técnicas e o desenvolvimento de pesquisas voltadas à modernização das operações portuárias.

Porto de Luís Correia terá papel estratégico

Conhecido também como Porto Piauí, o complexo portuário de Luís Correia conta com áreas destinadas a diferentes tipos de cargas, além de infraestrutura de apoio logístico, acessos rodoviários e ferroviários e espaços administrativos.

A expectativa é que o terminal se torne um importante ponto de integração das rotas marítimas brasileiras, ampliando a competitividade do litoral piauiense no cenário nacional.

Empresas apostam em logística mais barata

Para a Companhia Porto Piauí, a criação da nova rota pode gerar alternativas mais eficientes para empresas que dependem do transporte de mercadorias entre diferentes regiões do país.

A estatal também destaca que a experiência da SC Portos em logística internacional e operação de terminais será fundamental para garantir estudos técnicos mais consistentes e viáveis.

Memorando antecede contratos definitivos

O Memorando de Entendimento funciona como um acordo preliminar utilizado para formalizar interesses entre empresas antes da assinatura de contratos definitivos. Esse tipo de documento é comum em projetos de cooperação e parcerias estratégicas no setor de infraestrutura e logística.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yuri Lima

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Internacional

Estreito de Ormuz registra saída de petroleiros com 6 milhões de barris de petróleo

Três superpetroleiros deixaram o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira transportando cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio com destino aos mercados asiáticos. As embarcações estavam paradas no Golfo há mais de dois meses devido ao aumento das tensões militares envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Os dados de monitoramento marítimo das plataformas LSEG e Kpler apontam que outro navio petroleiro também entrou na região utilizando a rota de navegação determinada pelas autoridades iranianas.

Guerra no Irã reduz tráfego marítimo no Estreito de Ormuz

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, provocou forte impacto na circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, corredor estratégico responsável por aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo e energia.

Antes da escalada militar, a região registrava entre 125 e 140 travessias diárias. Atualmente, o movimento caiu drasticamente, com média de apenas 10 embarcações transitando por dia, segundo análise baseada em dados de rastreamento marítimo.

Além da redução no tráfego, cerca de 20 mil marítimos permanecem retidos em centenas de navios dentro do Golfo.

Navios seguem para China e Coreia do Sul

Entre os petroleiros que deixaram o estreito está o VLCC Universal Winner, de bandeira sul-coreana, carregando 2 milhões de barris de petróleo do Kuwait desde março. O navio segue para Ulsan, na Coreia do Sul, onde está localizada a refinaria da SK Energy.

Outros dois superpetroleiros chineses também cruzaram a região:

  • O VLCC Yuan Gui Yang transporta 2 milhões de barris de petróleo iraquiano Basrah e deve chegar ao porto de Shuidong, na província chinesa de Guangdong, em junho;
  • Já o VLCC Ocean Lily leva cargas de petróleo do Catar e do Iraque para o porto de Quanzhou, na província de Fujian.

Na semana passada, outro petroleiro chinês, o Yuan Hua Hu, também deixou o Estreito de Ormuz carregando petróleo iraquiano rumo ao leste da China.

Riscos à navegação continuam elevados

Autoridades marítimas internacionais seguem alertando para o alto risco operacional na região. O Centro Conjunto de Informação Marítima, coordenado pela Marinha dos Estados Unidos, informou que embarcações sofreram abordagens agressivas e ações consideradas hostis por unidades iranianas nos últimos dias.

Entidades do setor de transporte marítimo emitiram novos protocolos de segurança para navios que pretendem atravessar o estreito. Entre os principais riscos citados estão:

  • ataques militares;
  • uso de drones;
  • presença de minas marítimas;
  • congestionamentos inesperados;
  • redução da supervisão militar nas rotas.

Segundo as associações marítimas, centenas de navios ainda aguardam autorização ou condições mais seguras para cruzar a região, o que pode gerar novos problemas de navegação quando o fluxo começar a ser normalizado.

Petroleiro entra na região com transponder desligado

Os sistemas de rastreamento também identificaram a entrada do petroleiro Grand Lady, de bandeira cipriota, no Estreito de Ormuz com o transponder desligado — equipamento usado para transmitir localização e informações da embarcação.

O navio, que estava vazio, aparece ancorado próximo a Dubai, aumentando a preocupação sobre a segurança e o monitoramento do tráfego marítimo na área.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Portos

Tecon Santos 10: entidades pressionam por edital imediato e defendem modelo da Antaq

Representantes de importantes setores da economia brasileira divulgaram nesta terça-feira (19) um manifesto em defesa da publicação imediata do edital e da realização do leilão do Tecon Santos 10, terminal considerado estratégico para a expansão da infraestrutura portuária nacional.

O documento apoia o modelo elaborado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos, proposta que já recebeu aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

Setor produtivo cobra rapidez no processo

As entidades afirmam que o processo já cumpriu todas as etapas técnicas e regulatórias necessárias, destacando que o projeto está qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) desde 2021.

No manifesto, os representantes do setor produtivo alertam que novas análises ou interferências após a conclusão do processo podem gerar insegurança jurídica e atrasar investimentos considerados fundamentais para a logística portuária e para a competitividade do país.

Segundo o texto, o projeto vem sendo debatido desde a época do chamado STS-10 e teve sua condução técnica realizada pela Antaq e pelo Ministério de Portos e Aeroportos ao longo dos últimos anos.

Entidades alertam para impacto econômico

As associações defendem que reabrir discussões já encerradas pode favorecer interesses específicos e comprometer avanços importantes para a economia brasileira.

O manifesto também pede que o governo mantenha o foco na eficiência da infraestrutura portuária e evite pressões corporativas que possam atrasar o leilão do terminal.

Para o setor, a demora na execução do projeto pode aumentar custos logísticos, reduzir a competitividade das exportações brasileiras e afastar investimentos privados.

Porto de Santos opera próximo do limite

A preocupação das entidades é reforçada pelo crescimento da movimentação de cargas no Porto de Santos, principal complexo portuário do país.

Segundo os dados apresentados no manifesto, o porto concentra cerca de 30% da movimentação nacional de contêineres e registrou alta de 11,6% em 2025, operando próximo ao limite de capacidade.

As associações afirmam que novos atrasos podem gerar gargalos operacionais, elevar despesas para importadores e exportadores e reduzir a eficiência do comércio exterior brasileiro.

Apoio ao modelo técnico da Antaq

Os signatários do documento destacam confiança no trabalho técnico desenvolvido pela Antaq e pelos órgãos envolvidos no projeto do Tecon Santos 10.

As entidades também reforçam apoio ao governo federal para garantir que o processo avance com rapidez, previsibilidade e segurança jurídica, preservando benefícios para operadores logísticos, trabalhadores, empresas e consumidores.

FONTE: Conjur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa / MPor

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Portos

Porto do Rio de Janeiro passa a operar navios porta-contêineres de grande porte

O Porto do Rio de Janeiro atingiu um novo marco na infraestrutura logística brasileira ao receber, pela primeira vez, navios porta-contêineres com 366 metros de comprimento. A operação foi realizada com a atracação do MSC Katrina no terminal MultiRio, reforçando a capacidade do complexo portuário de atender embarcações de grande porte na costa da América do Sul.

O navio, da classe New Panamax, possui capacidade para transportar 14.131 TEUs e opera sob bandeira do Panamá. A chegada da embarcação simboliza um avanço estratégico para o comércio exterior brasileiro e amplia a competitividade do porto no cenário internacional.

Dragagem ampliou profundidade do canal

A operação do MSC Katrina só foi possível após a conclusão das obras de dragagem no canal principal de acesso ao porto.

O projeto, financiado integralmente pela PortosRio, recebeu investimentos de aproximadamente US$ 32,56 milhões. Com as melhorias, a profundidade mínima do canal aumentou de 15 metros para 16,2 metros.

A modernização também elevou o calado operacional para 15,3 metros, permitindo maior segurança nas manobras e acesso de embarcações maiores ao terminal.

Infraestrutura portuária ganha tecnologia e eficiência

Além da dragagem, o projeto incluiu novos sistemas de sinalização náutica e balizamento das vias navegáveis.

As melhorias tornam as operações mais eficientes para os navios porta-contêineres que atuam em rotas internacionais de longa distância. Os terminais MultiRio e Rio Brasil Terminal passam a contar com maior capacidade operacional e melhor aproveitamento das janelas comerciais.

Porto fortalece comércio internacional

A operação de embarcações desse porte gera ganhos logísticos importantes, incluindo redução de custos por contêiner transportado e maior eficiência nas cadeias globais de suprimentos.

Com a ampliação da estrutura, o Porto do Rio de Janeiro se consolida como um importante hub logístico para conexões comerciais entre Ásia, Europa e América.

Crescimento acompanha demanda do transporte marítimo

O aumento do tamanho dos cargueiros exige portos mais modernos, flexíveis e preparados tecnologicamente.

Com a nova capacidade operacional, o terminal brasileiro amplia sua relevância no comércio marítimo internacional e fortalece a integração do país às cadeias globais de abastecimento em 2026.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

Canal do Panamá mantém operação sem restrições em 2026 mesmo com risco de seca

O Canal do Panamá informou que não prevê limitar o tráfego de navios ao longo de 2026, mesmo diante da possibilidade de uma nova seca provocada pelo fenômeno El Niño. A informação foi divulgada pela autoridade responsável pela via interoceânica em declaração à Reuters.

Atualmente, o canal opera com 38 travessias diárias e registra aumento na demanda nos últimos meses, impulsionado pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que vêm afetando rotas marítimas alternativas, como o Canal de Suez.

Canal do Panamá amplia monitoramento climático

O fenômeno El Niño, associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial, costuma impactar o regime de chuvas na América Central, favorecendo períodos de estiagem.

Segundo relatório recente do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, há possibilidade de formação do fenômeno entre maio e julho deste ano, com persistência prevista entre o final de 2026 e o início de 2027 no Hemisfério Norte.

Diante desse cenário, a administração do Canal do Panamá informou que intensificou medidas preventivas de conservação hídrica desde 2025 para evitar impactos nas operações da hidrovia.

Reservatório de Gatún opera em nível elevado

De acordo com a autoridade do canal, os níveis do reservatório de Gatún vêm sendo mantidos em patamares historicamente altos para garantir o abastecimento de água necessário ao funcionamento da estrutura.

O canal depende de água doce para operar seu sistema de eclusas, fator que torna o monitoramento climático essencial para a manutenção do fluxo marítimo internacional.

A administração também afirmou que acompanha continuamente as previsões meteorológicas desde o início da estação chuvosa, no começo de maio, com foco no planejamento operacional para o próximo ano.

Seca histórica afetou navegação entre 2023 e 2024

Na última ocorrência do El Niño, entre 2023 e 2024, o Panamá enfrentou uma das secas mais severas dos últimos anos, apesar de ser considerado um dos países mais chuvosos do mundo.

Na ocasião, a redução do nível dos reservatórios obrigou a administração do canal a restringir o número de travessias diárias, provocando filas de embarcações e impactos no comércio marítimo global.

Demanda cresce com tensão em rotas internacionais

O aumento recente na movimentação do Canal do Panamá também está relacionado às dificuldades enfrentadas em outras rotas estratégicas do comércio internacional.

Conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã vêm afetando o uso do Canal de Suez, levando companhias marítimas a buscar alternativas logísticas mais seguras e eficientes.

Com isso, o canal panamenho segue como uma das principais rotas do transporte marítimo mundial, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Irã cria agência para controlar tráfego e cobrar taxas no Estreito de Ormuz

O governo do Irã oficializou nesta segunda-feira (18) a criação da Autoridade dos Estreitos do Golfo Pérsico (PGSA), novo órgão responsável pela administração e fiscalização do Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo e combustíveis.

A medida amplia o controle exercido por Teerã sobre a região desde o agravamento das tensões no Oriente Médio e cria novas exigências para a navegação internacional.

Nova agência terá poder sobre tráfego marítimo e cobrança de taxas

O anúncio foi divulgado por canais oficiais ligados ao Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano e à Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo informações publicadas pela Lloyd’s List, a PGSA ficará encarregada de autorizar a passagem de embarcações e também de cobrar tarifas de trânsito — prática inédita na região.

A nova estrutura utilizará plataformas digitais para monitorar em tempo real as operações marítimas, funcionando como um centro de inteligência, rastreamento e controle portuário em mar aberto.

A decisão pode provocar impactos relevantes nos custos do transporte marítimo internacional, especialmente nas rotas ligadas ao comércio global de petróleo e derivados.

Navios terão de enviar informações detalhadas ao Irã

Com as novas regras, embarcações que pretendem cruzar o estreito precisarão apresentar relatórios completos às autoridades iranianas.

O protocolo exige dados sobre proprietários dos navios, seguros contratados, lista de tripulantes e detalhes das rotas planejadas para a travessia.

Na visão da imprensa estatal iraniana, incluindo a Press TV, o novo sistema reforça a soberania do país sobre suas águas territoriais e moderniza o gerenciamento do tráfego marítimo em um dos principais gargalos logísticos do mundo.

Controle do Estreito de Ormuz se torna instrumento estratégico

O presidente da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional do Irã, Ebrahim Azizi, já havia indicado no domingo (17) que o mecanismo estava pronto para operar imediatamente.

Segundo ele, a iniciativa faz parte de uma política permanente de controle regional e não deve ser revertida mesmo em caso de redução das tensões militares.

Desde fevereiro, após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Teerã vem afirmando que o fluxo comercial no Estreito de Ormuz não retornará ao modelo anterior.

O governo iraniano defende que a segurança da rota depende do reconhecimento internacional de sua autoridade sobre a área.

Petróleo e comércio global podem sentir impacto

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, tornando-se peça-chave na geopolítica energética internacional.

No mês passado, o Irã já havia começado a arrecadar receitas provenientes das tarifas cobradas de petroleiros e cargueiros que utilizam a rota.

Especialistas avaliam que a criação da PGSA transforma uma medida inicialmente ligada ao contexto de guerra em uma política permanente de Estado, aumentando a pressão sobre o comércio marítimo global e sobre os preços internacionais do petróleo.

Cessar-fogo não reduziu tensão econômica

A criação da nova autoridade ocorre em meio a um cenário de cessar-fogo considerado frágil. Embora a trégua militar entre as partes tenha entrado em vigor em 8 de abril, as disputas econômicas permanecem intensas.

Enquanto o Irã amplia o controle e a cobrança de taxas no estreito, os Estados Unidos mantêm restrições severas aos portos iranianos e às exportações do país.

Analistas internacionais observam com preocupação a possibilidade de que as novas exigências relacionadas a seguros e tripulações sejam utilizadas para restringir a passagem de embarcações ligadas a países aliados de Washington.

O funcionamento da PGSA também amplia o debate sobre a liberdade de navegação em águas internacionais, tema frequentemente defendido pelas potências ocidentais.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marinha dos Estados Unidos

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Logística

Tarifas de frete marítimo sobem 12% nas principais rotas globais

O custo do frete marítimo internacional registrou forte alta na última semana. De acordo com o Índice Mundial de Contêineres (WCI), da consultoria Drewry, as tarifas avançaram 12%, alcançando US$ 2.553 por contêiner de 40 pés.

O aumento foi impulsionado principalmente pelas rotas comerciais transpacífica e Ásia-Europa, que seguem pressionadas pela alta demanda, restrição de capacidade e sobretaxas aplicadas pelas armadoras.

Rotas transpacíficas lideram aumento das tarifas

Segundo a Drewry, as tarifas na rota transpacífica dispararam devido à adoção de cobranças extras, como os Recargos Emergenciais de Combustível (EFS) e os adicionais de alta temporada (PSS).

No trajeto entre Xangai e Nova York, o valor do frete aumentou 14%, chegando a US$ 4.252 por contêiner de 40 pés. Já os embarques entre Xangai e Los Angeles tiveram alta de 10%, atingindo US$ 3.357 por FEU.

A consultoria também informou que sete viagens foram canceladas na rota transpacífica para a próxima semana, estratégia utilizada pelas companhias marítimas para controlar a oferta de espaço nos navios.

Além disso, a Yang Ming Marine Transport anunciou um reajuste geral de tarifas (GRI) de US$ 2 mil por contêiner de 40 pés, válido a partir de 15 de maio. A expectativa da Drewry é de novos aumentos nos próximos dias.

Fretes entre Ásia e Europa também avançam

As tarifas spot na rota Ásia-Europa também apresentaram crescimento relevante nesta semana. De acordo com a consultoria, o movimento é resultado da aplicação de tarifas FAK (Freight All Kinds) e da redução de capacidade promovida pelas armadoras para o mês de maio.

O frete de Xangai para Gênova subiu 20%, alcançando US$ 3.701 por contêiner de 40 pés. Já a rota entre Xangai e Roterdã registrou avanço de 11%, chegando a US$ 2.413 por FEU.

Conflitos no Oriente Médio pressionam logística global

A Drewry avalia que a temporada de pico entre Ásia e Europa poderá começar antes do habitual neste ano. O cenário é influenciado pelo aumento das reservas de carga, espaço reduzido nos navios e pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

As preocupações com possíveis impactos no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho seguem sendo monitoradas pelas companhias marítimas, que mantêm cautela em suas operações e rotas internacionais.

Combustível caro e capacidade limitada sustentam alta

Outro fator que continua pressionando os preços é o aumento dos custos de combustível marítimo aliado à limitação de espaço disponível nos navios.

As armadoras seguem utilizando mecanismos como EFS, PSS, GRI e tarifas FAK mais elevadas, além de cancelamentos estratégicos de viagens e ajustes flexíveis de capacidade para sustentar o mercado aquecido, mesmo diante de um fluxo relativamente estável de embarcações.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Internacional

China multa MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd por irregularidades em fretes marítimos

O governo da China aplicou multas contra nove companhias internacionais de transporte marítimo de contêineres e sete operadores domésticos do tipo NVOCC (Non-Vessel Operating Common Carrier) por supostas violações relacionadas às tarifas de frete. A medida foi anunciada pelo Ministério dos Transportes chinês, que também emitiu um alerta para que as empresas reforcem seus sistemas de controle e conformidade.

Gigantes do transporte marítimo estão entre as empresas penalizadas

Entre as companhias atingidas pela ação estão líderes globais do setor, como MSC Mediterranean Shipping Company, CMA CGM Group, Hapag-Lloyd, Ocean Network Express e Evergreen Marine.

Outras transportadoras de menor porte também aparecem na lista de autuadas, incluindo Wan Hai Lines, SM Line, Emirates Shipping e TS Lines.

Fiscalizações ocorreram em importantes portos chineses

Segundo o ministério, as inspeções foram realizadas nos portos de Guangzhou, Qingdao e Ningbo entre agosto e novembro de 2025.

As autoridades concentraram a fiscalização no cumprimento das regras de registro das tarifas de frete marítimo. De acordo com o governo chinês, as empresas apresentaram irregularidades como ausência de registro obrigatório das tarifas ou divergências entre os valores declarados e os efetivamente praticados.

Além das multas administrativas, o Ministério informou ter realizado reuniões formais consideradas “sérias” com as companhias envolvidas.

Governo chinês promete reforçar controle sobre tarifas de frete

O Ministério dos Transportes afirmou que as empresas deverão aprimorar seus sistemas de declaração de fretes, ampliar os mecanismos de responsabilização interna e cumprir rigorosamente as exigências regulatórias.

As autoridades chinesas classificaram a ação como um “alerta” ao setor e indicaram que novas inspeções serão intensificadas nos próximos meses. O objetivo é ampliar o monitoramento sobre o cumprimento das normas relacionadas aos fretes marítimos, transporte internacional de contêineres e registro de tarifas portuárias.

Pressão sobre armadores já havia ocorrido em março

A nova rodada de penalidades acontece meses após o governo chinês convocar executivos da Maersk e da MSC Mediterranean Shipping Company para reuniões em março deste ano.

Na ocasião, o movimento foi interpretado como uma reação de Pequim após acordos envolvendo operações portuárias no Canal do Panamá. Segundo informações divulgadas pelo jornal Financial Times, autoridades chinesas teriam solicitado discretamente que as companhias abandonassem operações de terminais anteriormente controladas pela CK Hutchison e assumidas pelo governo panamenho.

A CK Hutchison também informou que pretende recorrer à arbitragem contra a APM Terminals, subsidiária ligada à Maersk.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Qingdao

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Portos

Porto de Itajaí avança na dragagem e reforça segurança da navegabilidade do canal

A Superintendência do Porto de Itajaí informa que os serviços de dragagem de manutenção do canal de acesso seguem em andamento, com monitoramento técnico permanente e diálogo contínuo com a Marinha do Brasil, a Autoridade Portuária Federal, a Praticagem e os demais agentes envolvidos na operação portuária.

Nesta etapa, o trabalho de dispersão da lama fluida está chegando ao fim. A atividade vem sendo realizada com o objetivo de manter a navegabilidade, a segurança das manobras e as condições operacionais do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes.

A próxima fase dos serviços prevê a chegada, em cerca de 12 dias, de uma draga do tipo Hopper ao Porto de Itajaí. O equipamento será utilizado no trabalho de sucção de sedimentos sólidos, etapa complementar à dispersão da lama fluida, reforçando a manutenção das profundidades necessárias para a operação segura de navios de carga e de passageiros.

A lama fluida é uma condição técnica comum em áreas portuárias e estuarinas, especialmente em regiões com grande dinâmica de sedimentos, como o Rio Itajaí-Açu. Diferente de um fundo sólido compactado, esse material apresenta comportamento intermediário entre líquido e sólido e exige avaliação técnica específica, com base em batimetrias, densidade do material e parâmetros definidos pela autoridade marítima.

Mesmo diante dessa condição, o canal segue praticável, monitorado e operacional, dentro dos critérios de segurança estabelecidos pela Marinha do Brasil. A Superintendência reforça que não houve interrupção das operações portuárias e que o acompanhamento técnico é realizado de forma permanente para garantir previsibilidade ao setor produtivo.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, o momento é de acompanhamento técnico, transparência e segurança.

“O mais importante é deixar claro que o canal segue navegável, monitorado e seguro. A dragagem está em andamento, a etapa de dispersão da lama fluida está chegando ao fim e, na sequência, teremos a atuação da draga Hopper para a sucção dos sedimentos sólidos. Estamos trabalhando com responsabilidade técnica, diálogo permanente com a Marinha do Brasil e foco total na segurança da navegação e na previsibilidade das operações”, destaca Artur.

O contrato de dragagem de manutenção do canal de acesso foi firmado entre a Codeba e a Van Oord, empresa responsável pelos serviços, no valor de R$ 63,8 milhões, com vigência inicial de 12 meses e possibilidade de prorrogação por até dez anos, garantindo continuidade à manutenção do canal pelos próximos anos. 

A dragagem contempla canal interno, canal externo, berços de atracação e bacias de evolução, assegurando as condições necessárias para a regularidade das operações e para a competitividade logística do Porto de Itajaí.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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