Tecnologia

Tecnologia inovadora de propulsão elétrica para a indústria marítima recebe certificação da ABS

A ABS emitiu um certificado de Qualificação de Nova Tecnologia (NTQ) para a HD Korea Shipbuilding & Offshore Engineering (HD KSOE) e a HD Hyundai Heavy Industries (HD HHI) pela sua solução de propulsão elétrica de próxima geração: o sistema de energia em corrente contínua de média voltagem (MVDC) para embarcações.

O sistema de energia Breakerless-MVDC é baseado no sistema de propulsão modular da HD Hyundai e é o primeiro do mundo a receber um certificado NTQ da ABS, que indica a viabilidade e maturidade da tecnologia por meio de um programa de avaliação sistemático.

“A colaboração é fundamental para acelerar com segurança o progresso tecnológico exigido pela indústria marítima. Estamos entusiasmados em aprofundar nosso relacionamento com a HD KSOE e a HD HHI, explorando em conjunto soluções inovadoras que moldarão e aperfeiçoarão a próxima geração de embarcações”, afirmou Patrick Ryan, vice-presidente sênior e diretor de tecnologia da ABS.

Sanghyun Kim, vice-presidente sênior da HD KSOE, acrescentou: “O sistema de energia MVDC, agora certificado como nova tecnologia pela ABS para navios comerciais e militares, representa nossa avançada capacidade em eletrificação marítima e nosso sucesso em superar as barreiras tecnológicas existentes. Nosso objetivo é liderar a comercialização de navios de propulsão elétrica sem emissões de carbono”.

O NTQ é o mais recente resultado de um programa de colaboração de longo prazo entre a ABS, HD HHI e HD KSOE, e faz parte de um acordo anunciado em 2024 para explorar sistemas de energia em corrente contínua de média tensão (MVDC) em embarcações.

Fonte: Portal Portuário

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Informação

Pix cresce em popularidade em locais visitados por brasileiros no exterior

Durante as férias de julho, a dentista brasiliense Tuanny Noronha optou por pagar refeições e compras usando o Pix, mesmo estando fora do país.

Em cidades como Ciudad del Este, no Paraguai, e Buenos Aires, na Argentina, o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos já é aceito com surpreendente facilidade. A experiência dela exemplifica um fenômeno em expansão: o uso do Pix em destinos turísticos populares entre brasileiros.

Criado em 2020 pelo Banco Central, ele se consolidou rapidamente como a principal forma de pagamento no Brasil. Agora, impulsionado por fintechs e soluções tecnológicas inovadoras, o sistema rompe fronteiras e começa a ganhar força em lojas, restaurantes e aeroportos do exterior.

Como o Pix funciona fora do Brasil?

Entendendo a estrutura técnica e legal

Apesar de o Pix, oficialmente, funcionar apenas entre contas registradas no Brasil, empresas intermediadoras permitem que ele seja utilizado em compras no exterior.

A chave para isso está nas parcerias entre fintechs brasileiras e adquirentes locais — instituições financeiras responsáveis pelas maquininhas de pagamento.

O processo, passo a passo

  1. O comerciante estrangeiro digita o valor da compra na maquininha, em moeda local.
  2. A máquina gera um QR Code Pix, com valor já convertido para reais.
  3. O cliente brasileiro escaneia o código com seu aplicativo bancário e realiza o pagamento.
  4. O valor é transferido para o intermediário, que repassa à loja em moeda local.

Esse sistema garante câmbio instantâneo e transparente, com IOF embutido e sem surpresas na fatura, diferentemente do cartão de crédito.

“O câmbio é garantido no ato da compra. É mais prático e seguro que andar com dinheiro ou usar cartão”, afirma Alex Hoffmann, CEO da fintech PagBrasil.

Países onde o Pix já está sendo aceito

Argentina e Paraguai: pioneiros da integração

Cidades de fronteira, como Ciudad del Este, se destacam pela alta penetração do Pix em estabelecimentos comerciais, principalmente os frequentados por turistas brasileiros. Buenos Aires também já conta com ampla adesão, especialmente em restaurantes e lojas de departamentos.

Uruguai e Chile: expansão natural no Mercosul

Após testes bem-sucedidos em Punta del Este, o sistema se expandiu rapidamente para o Uruguai e, em seguida, para o Chile, onde plataformas como a PagBrasil e outras adquirentes locais viabilizam o uso.

Portugal, Espanha e França: a Europa no radar

Segundo o Banco Central, países europeus com grande fluxo de turistas brasileiros também já começaram a adotar o Pix, especialmente por meio de contas multimoeda ou sistemas de câmbio digital com cartão pré-pago.

Estados Unidos: parceria com a Verifone acelera expansão

Nos EUA, o acordo recente entre a PagBrasil e a Verifone, maior adquirente do país, pode ampliar significativamente a aceitação do Pix. O foco será em regiões como Flórida e Nova York, onde a presença brasileira é constante.

Soluções complementares: multimoedas e apps financeiros

Além do uso direto via maquininha, muitos brasileiros utilizam contas digitais internacionais e aplicativos de câmbio para converter reais em outras moedas. O Pix entra nesse processo como forma de crédito:

  • O usuário faz um Pix para a carteira digital.
  • O app converte em euros, dólares ou outras moedas.
  • O saldo pode ser usado via cartão de débito digital ou físico.

Caso real: Pix em Paris

A jornalista Verônica Soares usou o método durante férias em Paris:

“Faço um Pix no meu banco do Brasil, envio para o app e transformo em euro. É instantâneo, sem fila de casa de câmbio, usando só o celular.”

Impacto no turismo e no comércio

Vantagens para o consumidor brasileiro

  • Evita necessidade de dinheiro em espécie.
  • Evita taxas variáveis do cartão de crédito.
  • Permite controle de câmbio no momento da compra.
  • Reduz riscos de segurança ao eliminar grandes somas em espécie.

Benefícios para o comércio estrangeiro

  • Acesso a um público brasileiro com alto poder de consumo.
  • Liquidez garantida com transferência em tempo real.
  • Simplicidade na operação, com integração às maquininhas já existentes.

Segundo dados do Escritório Nacional de Turismo dos EUA, mais de 1,9 milhão de brasileiros viajaram para os Estados Unidos em 2024, com gastos superiores a US$ 4,9 bilhões. A expectativa é que o número ultrapasse 2 milhões de visitantes em 2025, o que justifica o investimento em meios de pagamento voltados a esse público.

Limitações e desafios do Pix fora do Brasil

Ausência de Pix internacional nativo

Banco Central ainda não lançou uma versão internacional do Pix, mas participa do projeto Nexus, liderado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), que busca criar um sistema global de pagamentos instantâneos interconectados.

Intermediação obrigatória

Atualmente, a operação do Pix no exterior depende da existência de um intermediário com conta no Brasil e estrutura para converter moedas. Isso significa que, embora eficiente, o sistema ainda não é totalmente nativo ou autônomo fora do país.

“É uma etapa do Pix. Ele está presente apenas no início da transação. O restante ainda é feito via canais tradicionais”, explicou o Banco Central.

Tendência irreversível: o Pix como novo padrão global?

“Sistema imparável”, dizem especialistas

Apesar de possíveis resistências — inclusive políticas, como a recente investigação aberta pelo governo norte-americano contra práticas comerciais brasileiras — o avanço do Pix parece inevitável, segundo empresários do setor.

“O Pix é o sistema de pagamento mais versátil do mundo. Ele funciona como transferência, como QR Code, como pagamento automático e, em breve, terá versão com parcelamento”, afirma Hoffmann, da PagBrasil.

Futuro do Pix: o que esperar?

Novas funcionalidades em desenvolvimento

  • Pix garantido (parcelamento no estilo cartão de crédito)
  • Pagamentos por aproximação via NFC
  • Integração com carteiras digitais globais
  • Ampliação de aceitação em aeroportos e redes hoteleiras

Adoção institucional e integração global

Com o apoio de fintechs, empresas de turismo, varejo e tecnologia, o Pix deve se tornar cada vez mais comum fora do Brasil. A tendência aponta para um sistema em que brasileiros poderão usar seu app bancário como forma principal de pagamento em qualquer lugar do mundo.

Conclusão

A popularização do Pix entre turistas brasileiros no exterior representa mais do que uma simples facilidade tecnológica. Trata-se de uma mudança de paradigma no comércio internacional e nas finanças pessoais, colocando o Brasil na vanguarda global dos sistemas de pagamento.

Com soluções cada vez mais acessíveis, seguras e integradas, o Pix consolida seu papel como uma ponte entre o consumidor brasileiro e o mercado global, transformando a forma como viajamos, compramos e interagimos economicamente fora do país.

Fonte: Seu Crédito Digital

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Tecnologia

Alibaba revela óculos inteligentes com IA para brigar no mercado com a Meta

Quark AI Glasses saem ainda em 2025 trazendo recursos como chatbot e tradução em tempo real

A gigante Alibaba, dona de plataformas como o site de compras online Aliexpress, anunciou um par de óculos inteligentes de fabricação própria. O produto se chama Quark AI Glasses e foi exibido pela primeira vez durante um evento na China.

A iniciativa é a primeira de uma empresa chinesa ao combinar dois mercados em alta: os smart glasses, cada vez mais finos e parecidos com modelos convencionais, e recursos de inteligência artificial (IA) que aprimoram as funções do acessório. Não há mais imagens do produto até o momento além da única divulgada oficialmente pela marca.

Com o lançamento do Quark AI Glasses para 2025 na China (e talvez em outras partes do mundo no ano seguinte), o Alibaba adiciona um novo integrante em um mercado cada vez mais povoado e cheio de expectativas. A atual referência na área é a Meta, dona de serviços como Facebook, Instagram e WhatsApp. A companhia tem dois grandes óculos inteligentes no mercado, um deles em parceria com a Ray-Ban e já bem estabelecido no setor, e um anúncio mais recente com a Oakley.

O que já sabemos do Quark AI Glasses do Alibaba

  • Até o momento, não há informações sobre as especificações técnicas dos óculos inteligentes do Alibaba, mas a promessa da empresa é lançar o aparelho até o fim de 2025;
  • A parte de IA será controlada pelo grande modelo de linguagem (LLM) da companhia, o Qwen, e o chatbot de assistência e geração de conteúdo, o Quark;
  • O serviço de IA do Alibaba já é bastante integrado com o ecossistema da companhia, que inclui serviços como a plataforma de pagamentos Alipay e o comparador de preços Taobao, entre outros;
  • Algumas das funções confirmadas incluem suporte para chamadas telefônicas sem precisar das mãos, streaming de música, tradução ou transcrição de falas em tempo real e recursos de vídeo, já que ele conta com uma câmera frontal;
  • Mesmo com a falta de informações concretas, as ações da Alibaba subiram cerca de 2% nesta segunda-feira (28) após a revelação dos planos;

O mercado de óculos inteligentes

Para além do futuro projeto do Alibaba e da Meta, outras fabricantes de eletrônicos já se movimentam para lançar ou buscar uma forma otimizada de um desses acessórios para lançamento em curto prazo. Só em 2025, a Google exibiu pela primeira vez novos óculos inteligentes com recursos da IA do Gemini — mais de uma década depois do fiasco do Google Glass — e a Xiaomi apresentou os próprios AI Glasses, já à venda na China.

A também chinesa Huawei possui um modelo próprio de smart glasses, porém mais antigo e sem recursos de IA. Além disso, há rumores de que a Apple possa lançar um par de óculos inteligentes já em 2026, após perceber a movimentação das concorrentes e uma possível demanda por inovações após a entrada em realidade mista com o Apple Vision Pro.

Fonte: Tec Mundo

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Informação

TikTok vai avisar pais quando adolescentes postarem vídeo, story ou foto

Pais que tiverem contas sincronizadas com filhos poderão saber se adolescente liberou download de seus posts e quais temas ele selecionou para ver no feed.

O TikTok anunciou nesta quarta-feira (30) que os pais que tiverem suas contas sincronizadas com as dos filhos serão notificados sempre que os adolescentes publicarem vídeos, stories ou fotos em suas contas públicas ou privadas.

Os responsáveis também poderão ver as configurações que o adolescente definiu para a sua conta: se o download de vídeos por terceiros está habilitado, se outras pessoas podem republicar os vídeos, se a lista de seguidores está visível e quais tópicos foram escolhidos por ele para moldar o feed.

Segundo o TikTok, as opções são desativadas por padrão para adolescentes de 13 a 15 anos.

Os novos alertas para pais de adolescentes fazem da Sincronização Familiar, área de controle parental da plataforma. Eles serão ativados por padrão para quem habilitar a sincronização a partir de agora, mas quem já usa o recurso deverá ativar as novas notificações manualmente (veja abaixo como ativar).

O TikTok afirmou que a nova configuração tem como objetivo manter os pais informados e incentivar conversas abertas sobre o que os adolescentes estão postando — sem interferir na criatividade ou independência deles.

“Seguimos fornecendo às famílias um conjunto de ferramentas para estimular diálogos abertos e contínuos sobre suas experiências online. Para aprofundar essas conversas, começamos a introduzir novos recursos de Sincronização Familiar, que dão mais visibilidade sobre as atividades das contas dos adolescentes”, disse o TikTok, em comunicado.

Como ativar proteção no TikTok

  1. Toque em “Perfil” na parte inferior;
  2. selecione o menu ();
  3. clique em “Configurações e privacidade“;
  4. selecione “Sincronização Familiar” e clique em “Continuar“;
  5. indique se esse é o celular de “Pai/mãe” ou do “Adolescente” e confirme em “Avançar“;
  6. faça o mesmo caminho no outro celular, escaneie o código da plataforma e clique em “Vincular contas”.

Pais que já ativaram o controle precisam ativar o novo recurso para receber as notificações. Para isso, é preciso acessar a área de “Configurações e privacidade“, tocar em “Sincronização Familiar” e ativar a funcionalidade.

Fonte: G1

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Tecnologia

Samsung fecha acordo de US$ 16,5 bilhões para fornecer chips IA a Tesla

Ações da empresa sul-coreana dispararam na bolsa de Seul após anúncio

A Samsung Electronics vai produzir chips de inteligência artificial (IA) para a Tesla no Texas (EUA), após fechar contrato multibilionário de US$ 16,54 bilhões, em uma grande conquista que fez a ação da maior empresa sul-coreana disparar em Seul.

O gigante da tecnologia disse em documento regulatório nesta segunda-feira (28) que o contrato – equivalente a 7,6% da receita total de 2024 oriunda de negócios que incluem smartphones, televisores e eletrodomésticos – terá vigência até o fim de 2033.

A Samsung não identificou o cliente, citando um acordo de confidencialidade que também manteve outros detalhes em sigilo.

O CEO da Tesla, Elon Musk, confirmou o acordo com a empresa coreana na rede social X, dizendo que as novas instalações da Samsung no Texas vão se dedicar a produzir o chip AI6, de próxima geração, para a montadora de veículos elétricos americana.

“É difícil expressar a importância estratégica disso”, destacou ele na postagem.

A Samsung atualmente produz o chip AI4, e a TSMC fabricará o chip AI5, segundo Musk. O chip AI6 será destinado a robôs humanoides, carros autônomos e centros de dados de IA.

“A Samsung concordou em permitir que a Tesla ajudasse a maximizar a eficiência da produção. Esse é um ponto crítico, pois participarei pessoalmente da supervisão para acelerar o ritmo do progresso”, disse Musk, em outra postagem.

A ação da Samsung saltou 6,83% na Bolsa de Seul nesta segunda-feira (28), fechando no patamar mais alto desde setembro do ano passado. Trata-se do maior ganho diário da ação em mais de oito meses. Fonte: Dow Jones Newswires.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Fonte: CNN Brasil

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Negócios

Apple fechará loja na China pela 1ª vez, mas planeja novas unidades no país

Sediada em Cupertino, nos Estados Unidos, a Apple mantém mais de 50 lojas na região conhecida como Grande China

A Apple anunciou nesta segunda-feira, 28, que fechará, pela primeira vez, uma loja de varejo na China. Em comunicado em seu site, a empresa informou que a unidade localizada no Parkland Mall, no distrito de Zhongshan, na cidade de Dalian, encerrará suas operações em 9 de agosto.

Sediada em Cupertino, nos Estados Unidos, a Apple mantém mais de 50 lojas na região conhecida como Grande China.

Outra loja em Dalian continuará operando normalmente. A Apple também planeja abrir uma nova unidade em Shenzhen no dia 16 de agosto, além de já ter inaugurado uma loja em Anhui em janeiro deste ano.

Segundo a Bloomberg, a companhia pretende abrir mais pontos de venda em Pequim e Xangai ao longo do próximo ano.

De acordo com o South China Morning Post, os funcionários da loja que será fechada poderão se transferir para outras unidades.

Fonte: InfoMoney

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Internacional

China divulga plano de ação para IA poucos dias após os EUA, enquanto a corrida tecnológica global se intensifica

A corrida tecnológica entre as duas maiores economias do mundo acaba de se intensificar.

No sábado, a China divulgou um plano de ação global para a inteligência artificial, pedindo cooperação internacional no desenvolvimento e regulação da tecnologia.

A notícia veio com o início da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, organizada pelo Estado, em Xangai, com um discurso de abertura do premiê Li Qiang. Segundo um comunicado oficial, ele anunciou que o governo chinês propôs a criação de uma organização global de cooperação em IA.

Dias antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um plano de ação americano para IA, que incluía apelos para reduzir o que chamou de viés “woke” nos modelos de IA e apoiar a expansão da tecnologia norte-americana no exterior.

“Dois campos estão começando a se formar agora,” disse George Chen, sócio do Asia Group e copresidente da área digital.

“A China claramente quer manter uma abordagem multilateral, enquanto os EUA querem construir seu próprio bloco, com foco direto no crescimento da China no campo da IA,” disse George Chen.

Ele observou que a China pode atrair participantes por meio da Iniciativa Cinturão e Rota, enquanto os EUA provavelmente contarão com o apoio de seus aliados, como Japão e Austrália.

Em seu discurso, o premiê Li enfatizou o plano “IA+” da China, voltado à integração da tecnologia em diversos setores, e afirmou que o país está disposto a ajudar outras nações com essa tecnologia, especialmente no Sul Global — termo que se refere de forma ampla a economias menos desenvolvidas, sobretudo países fora das esferas de influência dos EUA e da Europa.

Desde 2022, os EUA têm tentado restringir o acesso da China a semicondutores avançados usados no treinamento de modelos de IA. No início deste mês, a fabricante norte-americana de chips Nvidia informou que os EUA autorizaram a retomada das exportações para a China de um chip menos avançado, o H20, após uma pausa de aproximadamente três meses.

No entanto, a China vem desenvolvendo alternativas nacionais, que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, elogiou e descreveu como “formidáveis” neste mês, durante sua terceira visita ao país em 2025.

O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, se reuniu com o secretário do Partido em Xangai, Chen Jining, na quinta-feira, antes do início da conferência de IA, segundo um anúncio da cidade. Um representante de Schmidt recusou-se a comentar.

Fonte: CNBC

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Inovação

Empresa Lança Café “Mastigável” para Consumidores em Movimento

Conheça o Dry Brew, o café feito sem água para ser consumido em uma mordida, como um pedaço de barra de chocolate

Na feira Fancy Food Show, um dos maiores eventos de alimentos e bebidas gourmet e especiais dos Estados Unidos, realizada em Nova York no final de junho, um cartaz no estande da Dry Brew dizia “Café sem água”. John Schade, presidente e cofundador da empresa, afirma que a Dry Brew possui uma patente da “única versão mastigável de uma xícara de café no mundo”. Como uma barra, o conjunto da obra pode ser todo consumido, mastigado, como se fosse um pedaço de chocolate, sem precisar de nenhum preparo. Por exemplo, em um parque, no carro ou no transporte público.

Pablito De La Rosa foi o fundador da Dry Brew, um café mastigável em tamanho reduzido, e era um homem sempre com pressa, explica Schade. Por ser engenheiro mecânico e inventor, desenvolveu o produto sozinho, em sua garagem. O objetivo de De La Rosa ao criar a Dry Brew em 2018 era “tomar seu café e ter o efeito da cafeína enquanto dirigia, sem precisar parar e enfrentar fila em uma cafeteria”, diz Schade. Nada de esperar na fila do Starbucks ou Dunkin’. De La Rosa queria café instantaneamente. Mas a ideia é que tivesse o sabor clássico do café, diferente de balas e afins que já existem no mercado.

Hoje, os três filhos de De La Rosa são sócios da Dry Brew ao lado de Schade e dos parceiros Dan e Maddy Wyner, que estão trabalhando para escalar o negócio. A empresa também levantou recursos de forma privada, conta com um investidor-anjo, e os sócios detêm a maior parte do negócio, ainda que Schade prefira não entrar em detalhes sobre os percentuais.

Embora De La Rosa tenha recebido a patente de utilidade em 2018, ele começou a produzir o protótipo, mas o processo foi interrompido e demorou seis anos até ser concluído. O produto só chegou ao mercado há cerca de um ano.

Café mastigável para quem está com pressa

Schade descreve a Dry Brew como “feita com café de verdade. Pense nela como um Tootsie Roll, mas com a mesma cafeína e ingredientes de uma xícara de café”. A Tootsie Roll é uma marca clássica de bala mastigável com textura semelhante ao caramelo dos EUA.

A ideia não é substituir o hábito da maioria das pessoas de preparar seu próprio café fresco, diz Schade; porque mesmo ele aprecia preparar seu próprio café.

“Este produto é para os momentos em que as pessoas estão em movimento, como durante os preparativos para uma maratona. É uma forma nova de consumir energia do café”, afirma Schade.

Por enquanto, apenas um blend

A fórmula atual combina uma mistura de café com um creme não lácteo e um adoçante sem açúcar. Atualmente, oferece uma torra média, mas está em desenvolvimento uma linha com origens e torras únicas, todas em formato mastigável. Até o fim do ano, a empresa espera lançar novos sabores, como baunilha, caramelo salgado e mocha.

Atualmente, um pacotinho mono dose da Dry Brew custa US$ 2,50 (R$ 13,90 na cotação atual), e o site da empresa oferece pacotes com 15 unidades por US$ 37 (R$ 205,72). O produto tem validade de 14 meses. Cada porção contém 35 calorias. A produção é feita em Cumberland, no estado de Rhode Island, próximo a Providence, e a sede da empresa está localizada em Scituate, também em Rhode Island.

Clientes relatam a Schade que o sabor lembra seus cold brews preferidos, porque “não é amargo nem agressivo”. Ele reconhece: “Não estamos tentando substituir seu café coado perfeito”. O objetivo é oferecer “um pouco de sabor e energia enquanto você está em movimento”, diz. O produto facilita a vida do consumidor porque envolve “sem preparo, sem sujeira, sem espera. Basta colocar um na boca e seguir em frente, seja se você está atrasado ou no meio de uma escalada”, acrescenta.

A Dry Brew é vendida de várias maneiras: pela internet, em lojas selecionadas, lojas de equipamentos para atividades ao ar livre, academias, aeroportos e cafés. A maior parte da receita vem do atacado, mas Schade destaca que a empresa está ampliando as vendas diretas ao consumidor. A produção está sendo expandida para atender à demanda, caso consiga entrar em grandes redes de supermercados.

Até agora, a divulgação tem ocorrido principalmente por meio do boca a boca. No entanto, ele acrescenta que a empresa está se tornando mais ativa no TikTok e Instagram, além de participar de diversos eventos presenciais. A feira Fancy Food Show, por exemplo, permitiu que a Dry Brew entrasse em contato com várias redes nacionais de supermercados com mais de 1.000 lojas, embora nenhum contrato tenha sido fechado até o momento, além de distribuidores que podem gerar novos negócios.

Público-alvo: quem está sempre em movimento

Segundo Schade, o produto atrai principalmente “pessoas que precisam de energia enquanto estão em movimento, como atletas, estudantes, pais, militares, aventureiros e quem vive na correria”.

Daqui a um ano, ele espera que a Dry Brew seja uma marca conhecida nacionalmente, vendida em grandes redes de supermercados e com forte presença nas redes sociais.

Questionado sobre os três fatores-chave para o sucesso futuro da empresa, Schade aponta: a originalidade do produto; um produto com bom sabor e textura cremosa; e a melhoria do processo de distribuição e formação da equipe certa para alcançar grandes redes varejistas.

Fonte: Forbes

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Tecnologia

Receita usa inteligência artificial e amplia autuações por fraudes em importações

Fisco já aplicou mais de R$ 5 bilhões em autos de infração até outubro de 2024; eletrônicos e bebidas estão entre os setores mais visados

A Receita Federal aumentou o uso de inteligência artificial e cruzamento de dados para fiscalizar operações de comércio exterior.

De janeiro a outubro de 2024, o órgão aplicou mais de 3.200 autos de infração aduaneira, com valor total superior a R$ 5,3 bilhões em créditos tributários lançados.

Boa parte das autuações decorre de erros nas declarações aduaneiras. Informações imprecisas sobre mercadorias, valores, classificação fiscal (NCM) ou origem dos produtos levam ao enquadramento dos contribuintes.

Classificação incorreta

De acordo com a advogada Andrea Weiss, especialista em direito aduaneiro, muitos casos poderiam ser evitados com controle interno mais robusto.

“As principais inconsistências aparecem na descrição da mercadoria, na classificação fiscal, no valor declarado e na origem do produto. Muitas vezes, o problema começa com uma simples negligência nos processos internos”, afirma Weiss.

Práticas recorrentes continuam sob vigilância

Apesar do avanço tecnológico, práticas como subfaturamento, classificação indevida e simulação de operações seguem ocorrendo. Essas estratégias reduzem artificialmente a carga tributária, mas expõem empresas a riscos fiscais e reputacionais.

“O subfaturamento é usado para pagar menos imposto. A classificação incorreta busca alíquotas menores por meio de códigos NCM. Já a simulação ocorre quando o real importador não tem habilitação no sistema Radar da Receita”, explica Weiss. “São estratégias que colocam o contribuinte em situação de vulnerabilidade diante do Fisco.”

Cruzamento de dados para detectar fraudes

Com apoio de inteligência artificial, a Receita Federal analisa informações de sistemas como Siscomex, notas fiscais eletrônicas e bancos de preços internacionais. O objetivo é detectar padrões suspeitos e operações fora da curva com mais rapidez.

Essa abordagem tem reduzido a dependência da inspeção física e ampliado a capacidade de rastrear tentativas de fraude de forma automatizada.

Vinhos e eletrônicos

Os segmentos mais fiscalizados incluem eletroeletrônicos, cosméticos, confecções, bebidas e itens de alto valor agregado.

Andrea Weiss menciona casos em que empresas declararam vinhos importados da Argentina e do Chile com preços até 300% abaixo do valor real de mercado. Em outras situações, smartphones foram registrados como peças ou acessórios para reduzir a carga tributária.

Multas, apreensão e até processo criminal

As punições previstas em caso de infração incluem multas que podem ultrapassar 100% do valor aduaneiro da mercadoria, além de apreensão dos produtos, suspensão da habilitação no comércio exterior e responsabilização criminal dos administradores por crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica e contrabando.

Aderência ao OEA

Diante do aumento da fiscalização, empresas têm adotado medidas de compliance aduaneiro. O número de certificações no programa OEA (Operador Econômico Autorizado) cresceu mais de 20% em 2024, segundo a Receita.

“O compliance aduaneiro tem se tornado prioridade. As organizações estão treinando equipes, contratando consultorias especializadas e buscando adesão ao OEA, que oferece benefícios para quem demonstra estar em conformidade com as exigências legais”, observa Weiss.

Práticas preventivas

A advogada recomenda revisão periódica da classificação fiscal por profissionais qualificados, além da auditoria das informações declaradas.

“A classificação fiscal deve ser feita por profissionais qualificados e revisada periodicamente, sem depender exclusivamente da informação fornecida pelo exportador. Também é essencial garantir que todas as informações declaradas estejam corretas e bem documentadas. Acima de tudo, é preciso atuar com ética e transparência nas operações internacionais”, conclui Weiss.

Fonte: Carta Capital

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Tecnologia

Baterias usadas de carros elétricos viram fonte de energia para IA

Redwood Materials cria microrredes solares com baterias para abastecer data centers de Inteligência Artificial
Baterias que um dia equiparam carros elétricos estão sendo reaproveitadas em um cenário bem diferente: o abastecimento energético de centros de dados voltados à Inteligência Artificial (IA). A iniciativa é da Redwood Materials, uma das principais empresas americanas especializadas em reciclagem e reaproveitamento de baterias.

A companhia inaugurou recentemente uma nova divisão chamada Redwood Energy, voltada à construção de microrredes movidas a energia solar e compostas por baterias de veículos elétricos que ainda mantêm parte significativa de sua capacidade original. Em vez de seguir diretamente para a reciclagem, essas baterias são testadas e reaproveitadas em sistemas de armazenamento de energia para uso comercial.

O primeiro projeto da nova unidade foi instalado em Nevada, em um parque industrial próximo a Reno, e fornece energia para uma instalação da empresa Crusoe, que atua com mineração de criptomoedas e, mais recentemente, com data centers especializados em IA. A microrrede é abastecida por painéis solares e conta com capacidade de 64 megawatts-hora — suficiente para atender operações intensivas em computação com mínima dependência da rede elétrica convencional.

Segundo a Redwood, esse modelo oferece diversas vantagens. Além de evitar o descarte prematuro de baterias, as microrredes podem ser instaladas com rapidez, ajudam a reduzir as emissões de carbono e oferecem uma solução mais barata do que sistemas que utilizam baterias novas. A ideia é expandir o conceito para outros polos tecnológicos dos EUA, como Texas e Virgínia, regiões onde o número de data centers tem crescido em ritmo acelerado.

A empresa estima que mais de 100 mil veículos elétricos sairão de circulação este ano nos EUA, o que representa um volume expressivo de baterias potencialmente reaproveitáveis. A Redwood já tem material suficiente para criar microrredes com capacidade de 1 gigawatt-hora e trabalha no desenvolvimento de sistemas ainda maiores.

A demanda por energia no setor de tecnologia, especialmente com o avanço da IA, deve aumentar consideravelmente nos próximos anos. Um relatório da Agência Internacional de Energia prevê que o consumo dos data centers pode dobrar até 2030. Nesse cenário, soluções de armazenamento acessíveis e baseadas em energia limpa ganham relevância estratégica.

Para a Redwood, o projeto marca não apenas uma diversificação de sua atuação, mas também uma visão de longo prazo sobre a circularidade na eletromobilidade. Ao estender a vida útil das baterias em aplicações estacionárias, a empresa ajuda a fechar o ciclo da mobilidade elétrica e contribui para uma infraestrutura digital menos dependente de combustíveis fósseis.

Fonte: MIT

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