Aeroportos

Anac lança manual inédito sobre o uso de drones em aeroportos

Documento elaborado em parceria com a indústria traz orientações valiosas para o uso seguro e eficiente dessa tecnologia no setor

A Anac lançou a primeira edição do Manual sobre Operação de Drones (UA) no Apoio às Atividades Aeroportuárias, que reúne boas práticas e orientações para o uso seguro e eficiente dessa tecnologia em aeródromos. O documento é resultado de parceria com a indústria e consolida experiências nacionais e internacionais já aplicadas no setor.

O manual destaca ganhos de eficiência, sustentabilidade e segurança em atividades como inspeção de pistas, monitoramento de fauna, verificação de drenagem, acompanhamento de obras e apoio à segurança operacional. Com drones, tarefas que antes exigiam mais tempo, equipes em solo e custos elevados podem ser realizadas de forma mais ágil, precisa e com menor impacto ambiental.

Entre as aplicações apresentadas estão:

  • Inspeções de pistas e pátios: drones equipados com câmeras de alta resolução e sensores térmicos permitem identificar fissuras, desgaste e objetos estranhos com rapidez, possibilitando ações preventivas.
  • Gerenciamento do risco da fauna: o uso de câmeras térmicas e alto-falantes acoplados aos equipamentos auxilia na identificação e no afastamento de aves e animais, reduzindo riscos para pousos e decolagens.
  • Monitoramento e obras: drones podem acompanhar em tempo real o andamento de intervenções na infraestrutura, gerar imagens comparativas e apoiar a tomada de decisão com dados de alta precisão.
  • Apoio à segurança (AVSEC): a vigilância aérea contínua amplia a proteção do perímetro dos aeroportos e auxilia na prevenção de atos de interferência ilícita.

O uso de inteligência artificial integrada também expande as possibilidades, permitindo análise automatizada de pavimentos (PCI), detecção de objetos estranhos (FOD) e verificação do balizamento. Testes realizados em Confins (MG), Vitória (ES) e Florianópolis (SC) demonstraram ganhos ambientais, como a redução do consumo de combustível e das emissões de CO2 em atividades relacionadas às operações dos aeroportos.

O documento traz também recomendações para a comunicação entre pilotos remotos e órgãos de controle de tráfego aéreo, com o uso de fraseologia padronizada e elaboração de Cartas de Acordo Operacional (CAOp), além de orientar o uso da Avaliação de Impacto de Segurança Operacional (AISO) para a realização de voos de drones pelo operador do aeródromo, fundamental para mitigar riscos de colisão com aeronaves tripuladas.

Fonte: Modais em Foco

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Tecnologia

SC bate recorde em tecnologia e vira 5º maior polo do Brasil

Setor fatura R$ 42,5 bilhões em 2024 e deve gerar 140 mil empregos até 2030

Santa Catarina vem consolidando sua posição como uma das economias mais dinâmicas do Brasil. O desempenho aparece em duas frentes: além de ultrapassar o Rio Grande do Sul e assumir a 5ª colocação no ranking nacional do setor de tecnologia, com faturamento de R$ 42,5 bilhões em 2024, o estado também deu um salto no Ranking de Competitividade dos Estados — estudo nacional que compara a força da economia e da gestão pública em todas as unidades da federação.

Nesse ranking, SC subiu sete posições no chamado “Potencial de Mercado”, chegando à 3ª colocação em 2025. Esse pilar avalia justamente se a economia de um estado está crescendo, se há geração de empregos e se a população tem capacidade de consumir e pagar suas contas.

📈 Tecnologia em alta

De acordo com o Observatório Acate, apresentado nesta quinta-feira durante o Startup Summit em Florianópolis, o setor catarinense de tecnologia cresceu 11% em 2024, bem acima da média nacional (7,7%). Esse avanço fez com que a área passasse a representar 7,75% de toda a riqueza produzida no estado (PIB) — a terceira maior participação do setor em todo o Brasil.

Nos últimos cinco anos, o crescimento acumulado já passa de 40%.

Ranking nacional do setor de tecnologia (2024)

  • 1º São Paulo – R$ 376 bi
  • 2º Rio de Janeiro – R$ 68 bi
  • 3º Minas Gerais – R$ 64 bi
  • 4º Paraná – R$ 55 bi
  • 5º Santa Catarina – R$ 42,5 bi
  • 6º Rio Grande do Sul – R$ 41 bi

Além do faturamento, cresceu também o número de empresas do setor. Hoje são mais de 29,3 mil negócios ativos, o que coloca SC em 6º lugar nacional nesse quesito. Mas o que chama atenção é a velocidade: o aumento foi de 6,2% em apenas um ano, a maior alta proporcional do Brasil.

🔮 Projeções

O futuro é promissor: até 2030, o setor de tecnologia de SC deve chegar a R$ 68 bilhões de faturamento, representando quase 10% do PIB estadual. A expectativa é gerar 140 mil empregos diretos, sendo 98 mil novas vagas até 2027, das quais 44 mil só para desenvolvedores de software.

💡 Competitividade nacional

Além dos resultados do setor de TI, Santa Catarina também se destacou em outro levantamento — o Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública, que mede indicadores de crescimento econômico, mercado de trabalho e ambiente de negócios.

Em 2025, no pilar Potencial de Mercado, o estado saiu da 10ª posição para a 3ª. O avanço foi puxado por dois indicadores principais:

• Crescimento do PIB – SC lidera a atividade econômica nacional em 2025.

• Mercado de trabalho – com taxa de desemprego de apenas 2,2%, a menor do Brasil (e uma das menores do mundo), o estado ganhou 360 mil trabalhadores em cinco anos, ampliando renda e consumo.

📊 Indicadores do Potencial de Mercado (SC em 2025)

• Crescimento do PIB: 12ª posição (↑5)

 Crescimento da força de trabalho: 11ª posição (↑11)

• Tamanho do mercado: 6ª posição (estável)

• Inadimplência: 1ª posição (melhor do Brasil, ou seja, menos gente devendo)

• Comprometimento da renda: 17ª posição (↑1)

• Qualidade do crédito: 14ª posição (estável)

• Volume de crédito: 9ª posição (↓2)

No ranking geral de competitividade, SC manteve a 2ª colocação nacional, atrás apenas de São Paulo. O estado é destaque principalmente em Segurança Pública, Inovação, Capital Humano (formação de pessoas) e Sustentabilidade Social.

O secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, atribui o desempenho a um ambiente favorável:

“O estado está desburocratizando o ambiente de negócios, atraindo investimentos e garantindo mais infraestrutura e segurança pública. Tudo isso potencializa o crescimento da economia, impulsionado também por um povo criativo e empreendedor.”

Fonte: Diarinho

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Economia, Finanças, Tributação

Dólar cai e Bolsa bate recorde com Tarcísio de Freitas e PIB dos EUA

Na véspera, dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416. Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 1,04%, aos 139 mil pontos

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (28/8), em um dia no qual os investidores monitoram dados sobre o desempenho da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre deste ano e repercutem os resultados financeiros da Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis.
No cenário doméstico, as atenções se voltam a dados como o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de agosto, à pesquisa de confiança do setor de serviços e à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de um evento sobre os 5 anos do Open Finance, em Brasília.

Dólar

  • Às 14h49, o dólar caía 0,24%, a R$ 5,404.
  • Mais cedo, às 13h01, a moeda norte-americana recuava 0,11% e era negociada a R$ 5,411.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,432. A mínima é de R$ 5,397.
  • Na véspera, o dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,29% em agosto e de 12,35% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em forte alta no pregão.
  • Às 14h53, o Ibovespa disparava 1,74%, aos 141,6 mil pontos.
  • Na pontuação máxima do pregão até aqui, o indicador bateu 142.138,27 pontos, novo recorde intradiário.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 1,04%, aos 139,2 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 4,61% no mês e de 15,73% no ano.

Tarcísio à frente de Lula

O Ibovespa sobe impulsionado pela divulgação de uma pesquisa eleitoral que mostrou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno em eventual disputa pelo Palácio do Planalto.

De acordo com um levantamento divulgado pela AtlasIntel, Tarcísio – apontado como o nome preferido por grande parte do mercado financeiro para as eleições de 2026 – teria 48,4% das intenções de voto em uma suposta disputa contra Lula, que ficaria com 46,6%.

A pesquisa também mostrou que a aprovação de Lula voltou a cair após um período de recuperação, indo de 50,2% para 47,9%. A desaprovação é de 51%, ante 49,7% do levantamento anterior.

Por volta das 10h30 (pelo horário de Brasília), o Ibovespa subia 1%, aos 140,6 mil pontos. Pouco antes das 11 horas, o Ibovespa avançava 1,53%, aos 141,3 mil pontos.

Até então, a máxima histórica intradiária (durante o pregão) havia sido alcançada no dia 4 de julho deste ano, com 141.264 pontos.

Nova leitura do PIB dos EUA

O principal destaque desta quinta-feira foi a divulgação da segunda leitura sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referente ao segundo trimestre de 2025.

No período entre abril e junho deste ano, a maior economia do mundo registrou alta de 3,3%, segundo dados do Departamento do Comércio do governo norte-americano.

Divulgada no mês passado, a primeira leitura dos dados havia apontado um crescimento um pouco menor, de 3%.

O resultado veio em linha com as estimativas de analistas do mercado, que projetavam expansão de 3,2% no segundo trimestre.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB dos EUA recuou 0,5%.

Balanço da Nvidia, gigante dos chips

A Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis, viu suas ações caírem na noite dessa quarta-feira (27/8), nas negociações após o fechamento do mercado nos EUA (o chamado “after market”).

Na divulgação do balanço financeiro referente ao segundo trimestre deste ano, a companhia informou que não fechou nenhuma venda do seu chip de inteligência artificial H20 para clientes da China no período, acusando o golpe em meio à guerra comercial deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em abril, Trump havia proibido a comercialização desse tipo de produto para os chineses. O republicano, contudo, recuou neste mês, mas parcialmente. Ele liberou a venda mediante o repasse de 15% da receita obtida pela empresa com o comércio desses semicondutores com clientes na China.

No balanço, no entanto, a Nvidia reportou lucro líquido de US$ 26,4 bilhões no segundo trimestre, montante que representou um crescimento de 59% em relação ao mesmo período do ano passado. O ganho por ação diluído ajustado foi de US$ 1,05, superando o consenso do mercado, que previa US$ 1,01.

Apesar do resultado, as ações da empresa caíram. Elas chegaram a baixar 5% “no after market”. A queda nos papéis da Nvidia fez com que a companhia perdesse cerca de US$ 110 bilhões em valor de mercado.

Antes da abertura das bolsas de valores nos EUA, nesta quinta-feira (28/8), as ações da empresa recuavam cerca de 1,8%, por volta das 8h40 (pelo horário de Brasília).

Diante dos números divulgados pela empresa, o mercado também ficou com um pé atrás para os dados do segmento de data centers, que inclui chips e sistemas voltados para computação de inteligência artificial. Esse setor registrou receita de US$ 41,1 bilhões, alta de 56% sobre o ano anterior, mas ficou abaixo dos US$ 41,3 bilhões aguardados por analistas.

Além disso, a empresa projetou que as vendas no terceiro trimestre fiscal (até outubro) devem ficar em cerca de US$ 54 bilhões. Parte do mercado, previa US$ 60 bilhões. Essa divergência provoca especulações sobre uma eventual diminuição no ritmo de investimentos de empresas na área de inteligência artificial, que tem sido massivo até aqui.

Fonte: Metrópoles

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Inovação, Tecnologia

Cientistas chineses anunciam robô com capacidade de gestar bebê humano; VEJA VÍDEO

Será que em breve robôs darão à luz bebês humanos? Cientistas chineses dizem quem sim!

Na conferência Mundial de Robótica em Pequim, Zhang Qifeng, da Kaiwa Technology, anunciou a criação de um útero artificial – pronto para 2026. Mas até agora, ninguém viu a tecnologia.

Como funcionaria? Um bebê cresce dentro do útero, é alimentado por uma sonda e “nasce” após nove meses. Mas como ocorre a concepção? Ainda é um mistério!

Zhang afirma apenas que humanos e robôs “interagirão para gerar uma gravidez”.

A empresa divulgou que o protótipo custará cerca de 12 mil euros – mas a implementação global pode levar mais tempo.

Críticos duvidam que a tecnologia consiga copiar um processo tão complexo quanto a gravidez.

Eles argumentam ser antiético, que rompe o vínculo mãe-filho e pode causar problemas psicológicos na criança.

O lado positivo? Pode ajudar casas inférteis e prevenir riscos de gravidez para as mulheres.

Qual a sua opinião sobre isso?

Fonte: G1

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Internacional, Tecnologia

China consolida maior rede mundial de recarga de veículos elétricos até 2025

País avança em transição energética com recordes em energia renovável e inovação tecnológica

A China construiu a maior rede de recarga de veículos elétricos (VE) do mundo durante os cinco anos do 14º Plano Quinquenal (2021-2025). A informação foi destacada pelo Global Times, que repercutiu declaração de Wang Hongzhi, diretor da Administração Nacional de Energia (NEA), em entrevista coletiva realizada pelo Gabinete de Informação do Conselho de Estado.

Segundo Wang, atualmente o país conta com, em média, duas estações de recarga para cada cinco veículos elétricos. Ele destacou que esse processo simboliza o avanço mais acelerado da história chinesa em direção à transição verde e de baixo carbono.

Avanços na matriz energética

De acordo com o representante da NEA, o consumo de energia nos primeiros quatro anos do atual Plano Quinquenal foi 1,5 vez maior que o crescimento total registrado em todo o período anterior (2016-2020). Além disso, apenas a expansão no consumo elétrico da China nos últimos cinco anos deve superar o consumo anual total da União Europeia.

Outro marco apontado por Wang foi o salto na participação das energias renováveis: a fatia de fontes limpas na capacidade instalada de geração passou de 40% para cerca de 60%. O dirigente ressaltou ainda a rápida expansão da geração eólica e solar, que superaram, sucessivamente, as marcas de 100 milhões, 200 milhões e 300 milhões de quilowatts instalados ao ano.

Liderança em inovação tecnológica

Wang afirmou que a China assumiu posição de liderança global em novas tecnologias energéticas, com mais de 40% das patentes mundiais do setor. Ele destacou que recordes em eficiência de conversão fotovoltaica e capacidade de turbinas eólicas offshore vêm sendo constantemente superados. Em apenas alguns anos, o país alcançou também a maior capacidade de armazenamento de energia do planeta.

Expansão do mercado e setores emergentes

A transformação verde impulsionou o dinamismo do mercado. Hoje, o país soma 970 mil empresas registradas no setor elétrico, número cinco vezes maior do que em 2020.

Du Zhongming, diretor do Departamento de Eletricidade da NEA, acrescentou que apenas em 2024 o consumo elétrico da indústria de veículos elétricos cresceu 34,3% em relação ao ano anterior, enquanto o setor de internet e serviços correlatos avançou 20,5%. Entre janeiro e julho de 2025, a demanda por recarga e troca de baterias aumentou mais de 40%.

“Esses números demonstram que o crescimento das indústrias emergentes aumentou a participação da eletricidade no consumo total de energia, promoveu o ajuste estrutural e impulsionou a transformação verde”, afirmou Du.

Perspectivas para o próximo ciclo

Com o fim do 14º Plano Quinquenal se aproximando, Wang destacou que a China conseguiu garantir segurança energética e pavimentar um caminho próprio de desenvolvimento de alta qualidade. Para o próximo ciclo (2026-2030), o dirigente assegurou que o país “não poupará esforços para avançar na construção de um novo sistema energético”, consolidando uma base sólida para sustentar a modernização chinesa.

Fonte: Brasil 247

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Comércio Exterior

Trump ameaça retaliação a países que taxarem big techs

Em post, no X, Trump disse que imporá tarifas e restrições a países que adotarem impostos e regras contra empresas de tecnologia dos EUA

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (25/8), em postagem, no X [antigo Twitter], que retaliará países que adotarem impostos e regulações contra as big techs.

“Como presidente dos Estados Unidos, defenderei nosso incrível setor de tecnologia contra países que o atacarem. Impostos digitais, legislações de serviços digitais e regulações de mercados digitais são todos elaborados para prejudicar ou discriminar a tecnologia americana. Eles também, de forma ultrajante, dão passe livre às maiores empresas de tecnologia da China. Isso precisa acabar, e acabar agora! Com esta verdade, coloco todos os países com impostos digitais, legislações, regras ou regulações em aviso de que, a menos que essas ações discriminatórias sejam removidas, eu, como presidente dos Estados Unidos, imporia tarifas adicionais substanciais sobre as exportações desse país para os EUA e instituiria restrições de exportação sobre nossa tecnologia e chips altamente protegidos. A América e as empresas americanas de tecnologia não são mais o ‘cofrinho’ nem o ‘capacho’ do mundo.”

A taxação das big techs foi cogitada pelo governo Lula como possível resposta ao tarifaço imposto às exportações brasileiras.

Em julho, no 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lula declarou: “Não aceitamos que ninguém se meta nos nossos assuntos internos. Vamos responder como democratas: cobrando imposto das empresas digitais americanas”.

Advogado de Trump reage a fala de Gilmar

Em publicação também nesta segunda-feira, o ministro Gilmar Mendes (STF) sustentou que a soberania digital deve ser prioridade estratégica imediata para o Brasil. Ele argumentou que o país vive uma “dependência crítica de infraestrutura digital controlada por empresas estrangeiras” e afirmou ser necessário superar essa vulnerabilidade.

Horas depois, o advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma Rumble, respondeu à postagem do ministro.

“@gilmarmendes obrigado por deixar claro que as máscaras estão caindo. Gilmar achou que seria uma boa ideia lançar luz sobre a manobra silenciosa. Segundo o decano do STF, o Brasil deve pôr fim ao ‘neocolonialismo digital’ e à dependência de plataformas norte-americanas.”

Fonte: Metrópoles

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Tecnologia

Da bicicleta ao carro voador: a revolução na China que atropela o Ocidente

De um passado de bicicletas a carros elétricos, autônomos e voadores, a China transformou sua indústria automotiva em tempo recorde.

A China, um país de contrastes e inovações aceleradas, redefine o futuro da mobilidade com tecnologias automotivas de ponta. De carros voadores a táxis autônomos, a série do Fantástico “Código Chinês” explora como a nação se tornou uma potência global no setor automotivo.

Imagine um futuro onde você se desloca em carros voadores de um lado para o outro da cidade. Na China, essa visão já está em desenvolvimento. As turbinas começam a acelerar rapidamente e um veículo que hoje chamamos de “carro voador” decola.

Mas essa não é a única novidade por aqui. Já pensou em um carro que pula quando vê um buraco? Ou um que vai de 0 a 100 km/h em apenas 3 segundos?

Há também um veículo que consegue fazer o retorno sem sair do lugar. Basta colocar o ângulo desejado para que ele gire 360 graus. Para quem não gosta de fazer baliza, os problemas acabaram, pois a tecnologia chinesa oferece soluções.

Os carros chineses, que já foram vistos como cópias baratas, hoje ostentam tecnologia de ponta e são muito acessíveis.

Ninguém está aqui para se gabar, mas quando Brasília estava sendo construída, o Brasil já tinha um milhão de carros que rodariam por essas ruas, projetadas especialmente para eles. Na China, quantos havia? Apenas um: o do líder supremo Mao Tsé-Tung.

Na verdade, nem ele possuía um carro. Havia alguns veículos de propriedade do Partido Comunista, usados pelos poderosos e para visitantes importantes. Era uma outra China, uma época em que 30 milhões de pessoas morreram de fome.

O sonho de consumo de um chinês era a bicicleta Pombo Voador, fabricada pelo Estado. Ela era o maior símbolo de status, pois era preciso aprovação do patrão e do governo para comprá-la, e ainda se enfrentava anos na fila de espera.

Nos anos 1990, as ruas de Pequim ainda eram assim. Pessoas comuns só puderam comprar seu primeiro carro em 2003, quando o governo decidiu que, a partir daquele momento, todos teriam um carro.

Em 2025, a realidade é outra. Na Feira do Automóvel de Xangai, onde uma variedade de carros é apresentada, há hoje mais de 100 marcas de carro na China, contra treze nos Estados Unidos.

Ao entrar em um desses carros chineses, a sensação é de muito conforto, com painéis gigantes que integram comandos, música, mapa e entretenimento. Muitos utilizam o carro como uma segunda casa, passando muito tempo nele. Há poltronas que, por exemplo, oferecem massagem.

A inovação por aqui não é brincadeira. Existem carros de pelúcia rosa, carros estilo Lego. Um carro de seis rodas surpreende: em seu bagageiro gigante, ele carrega um helicóptero de braços dobráveis, permitindo ao proprietário sair do veículo, embarcar no helicóptero e voar para onde quiser.

Mas como a China chegou a esse ponto? O governo chinês assinou um contrato milionário com uma montadora estrangeira, a General Motors, que iria produzir carros na China, mas metade da empresa seria de propriedade do governo.

Ronaldo Znidarsis, diretor de operações da Zeekr, que antes era executivo da GM, lembra: “Todas as decisões eram negociadas, da cor do carpete até o modelo a ser colocado”.

Houve muita discussão, mas o negócio deslanchou. “Você tinha colaboradores, trabalhadores vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana para construir a fábrica”, afirma Ronaldo. Ele acrescenta que “foi a planta até então mais rápida e com o menor orçamento já feito na história da GM”.

Assim, entre as bicicletas, começaram a aparecer os primeiros Buicks, o primeiro carro produzido em larga escala. Ainda assim, era muito caro para um chinês comum.

Por isso, o próprio governo começou a abrir suas fábricas, que inicialmente faziam, digamos, “homenagens” a carros fabricados em outros países.

Ronaldo Znidarsis explica que “eles atuaram por uma década como esponjas. Eles começaram a ter acesso a fornecedores internacionais. Eles localizaram muitos desses fornecedores na China. E gradativamente foram adquirindo a capacidade tecnológica. Treinando engenheiros, treinando designers, treinando administradores”.

Ele reflete sobre o erro de avaliação ocidental: “Qual foi, na minha humilde opinião, o racional equivocado? Que nós sempre estaríamos à frente”.

A China superou a fase de apenas copiar e começou a apostar em designs exclusivos.

O grande salto foi a decisão de trocar os motores a combustão por motores elétricos. Ronaldo Znidarsis observa que “a China tomou uma decisão consciente, ela não tem os recursos de petróleo suficientes para a frota que ela tem e decidiu investir na eletricidade”.

A infraestrutura que a China construiu para suportar o crescimento dos carros elétricos é fenomenal: são 3,5 milhões de carregadores elétricos públicos e, juntando com os que as pessoas têm em casa, somam 11 milhões. Em comparação, os Estados Unidos têm 196 mil, e o Brasil, 12 mil. Além disso, a China conta com hidroelétricas gigantes para produzir cada vez mais energia.

Em Wuhan, esses carros elétricos estão sendo testados como em um laboratório. Não tem como pensar em Wuhan e não lembrar da pandemia do coronavírus, cujo mercado, onde muitos especialistas acreditam que o vírus pulou de um animal para humanos, foi totalmente fechado e transferido. Mas isso não significa que Wuhan parou no tempo.

O novo mercado ainda vende sapos e tartarugas que vão para a panela. A China tradicional ainda está nas ruas com suas explosões, como a pipoca crocante, semelhante à de saquinho vermelho que comemos no Brasil. Não muito longe dali, moram símbolos da China: os pandas vermelhos, ameaçados de extinção, que vivem no zoológico de Wuhan.

E a forma de chegar até lá também é inovadora: um trem que corre de cabeça para baixo e tem o chão panorâmico, parte de um grande projeto de revitalização da cidade devastada pela pandemia. Esse mesmo projeto fez com que fossem liberados ali primeiro 600 dos táxis mais modernos do país.

Jessica, uma estudante que às vezes chama um carro autônomo, explica o processo. Ela insere os quatro últimos dígitos do celular, a porta abre, e então diz: “Eu só preciso falar e o táxi começa a andar.”

Jessica conta que, da primeira vez que pegou um carro sem motorista, estava com muito medo. O banco faz massagem, e ela comenta: “Ele não vai muito rápido, então eu acho muito seguro”. Jessica afirma que Wuhan se recuperou rapidamente da pandemia: “Na verdade a gente já está melhor do que antes… você vê robôs na rua o tempo todo. Às vezes eles fazem um show pra gente. Muito simples, mas muito chique”.

A empresa dona desses robotáxis comemorou este ano ter gasto US$ 27 mil para produzir um desses veículos autônomos, enquanto seus “primos” americanos, que operam em cidades como São Francisco, nos EUA, custam cerca de US$ 200 mil para serem produzidos.

A guerra das tarifas

Os carros chineses, tão baratos, tornaram-se um problema, deixando outros países de cabelo em pé. Os trabalhadores nas fábricas chinesas ganham de US$ 3 a US$ 6 por dia, enquanto um trabalhador sindicalizado de montadoras americanas ganha US$ 35, dez vezes mais. Muitas dessas fábricas de carros chineses são de propriedade do governo.

Desde o começo, elas foram pensadas para fazer tudo internamente, desde a extração dos metais necessários da terra até a produção de chips, baterias e motores.

Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, a maior montadora de carros chinesa, afirma: “Nós produzimos muitos componentes na própria fábrica. Isso também nos ajuda a sempre inovar”.

“Nós emitimos 45 patentes de novas tecnologias por dia. Isso nos dá muita vantagem”, complementa. Essa é a grande diferença das fábricas nos Estados Unidos, que precisam importar de outros países grande parte das peças necessárias para entregar o carro pronto.

O carro mais barato da China custa R$ 30 mil. Para se ter uma ideia, o carro mais barato no Brasil custa R$ 75 mil, e nos Estados Unidos, R$ 115 mil. Por isso, os carros foram o primeiro alvo do presidente americano Donald Trump.

Para um carro chinês ser vendido nos Estados Unidos, é preciso pagar 250% de tarifas, duas vezes e meia o valor do carro, resultando na ausência de carros elétricos chineses nas ruas americanas. Agora, o presidente americano quer fazer a mesma coisa com todos os produtos chineses.

Trump diz que a China trapaceou, copiando tudo o que os americanos inventavam, e que agora que estão bem, não vão vender nos Estados Unidos. Aqui começa um jogo de pôquer entre Estados Unidos e China. Virou uma mesa de apostas.

Trump colocou 25% de tarifas, e a China respondeu. Quanto mais Trump aumentava, mais a China pagava para ver. Até o momento em que Trump colocou todas as fichas, equivalentes a 145% de tarifas sobre tudo o que entra nos Estados Unidos. Xi Jinping pagou para ver.

Mas tirou da manga uma carta que ninguém esperava: o super trunfo chinês, a carta dos ímãs. A China tem a maior reserva do mundo de neodímio, um dos metais que chamamos de terras raras. O metal existe em outros países, mas a China detém a tecnologia para transformá-lo em ímã.

Não percebemos no dia a dia como eles são importantes, mas estão em quase todos os equipamentos eletrônicos. E são fundamentais para o tema desta reportagem.

Para ilustrar, imagine uma pilha como a bateria de um carro elétrico, e cabos de metal levando a energia às rodas, conectados ao eixo. Um elemento crucial é o ímã. O ímã cria um campo eletromagnético, e a roda começa a girar. Essa é uma representação muito básica de como funciona o motor de um carro elétrico, por isso a operação é tão silenciosa.

Aquele carro super rápido que fez barulho no começo da reportagem, na verdade, tinha o som vindo de alto-falantes, um barulho de mentira, só para dar frio na barriga.

A carta na manga do presidente chinês Xi Jinping foi proibir a exportação desses ímãs para os Estados Unidos, o que levou as montadoras americanas ao pânico, pois as rodas de seus carros ficariam sem girar. Foi a carta dos ímãs que fez Donald Trump recuar e pausar as tarifas por 90 dias, e agora a aplicação foi adiada mais uma vez.

O futuro chinês atropela o Ocidente

Enquanto isso, os chineses, que têm a maior reserva de ímãs e outros minérios raros do mundo, continuam avançando. A China produz hoje três vezes mais carros que os Estados Unidos, tem mais de um bilhão de consumidores, muitos que ainda não tiveram o primeiro carro.

Com o mercado americano fechado, para onde os chineses estão exportando? Stella Li, da BYD, afirma que “o Brasil é muito importante para nossa estratégia global”. Essa empresa, a maior exportadora chinesa, comprou os maiores navios transportadores de carros do mundo, com capacidade para 7 mil carros, como grandes estacionamentos de shopping.

E Ronaldo, que trabalhava para uma montadora americana, hoje é diretor de uma grande montadora chinesa. “Eletrificação não tem volta. A China é uma prova disso. Dos trinta milhões de veículos vendidos no ano passado, mais da metade foram eletrificados”, diz.

Na China, os carros elétricos estão subindo a outro patamar. Várias montadoras chinesas estão desenvolvendo carros voadores, buscando tirar os carros do chão. Um desses modelos será testado pela primeira vez no segundo semestre. O desafio é manter a segurança no ar com tantos carros autônomos voadores. Quem vai controlar o tráfego aéreo de carros? É o governo quem vai decidir.

Uma empresa, em parceria com o governo local, é a primeira a ter licença para operar na cidade de Cantão. Outras três montadoras que fabricam carros voadores também são de propriedade do governo. Por isso, elas têm a chance de tomar os céus antes de qualquer outro lugar do mundo.

O plano é que em 2030, ou seja, em cinco anos, 100 mil desses carros estejam voando pelos céus da China, fazendo entregas e levando passageiros. E que, em 2050, qualquer chinês possa comprar um. Enquanto as tarifas americanas atrasam ainda mais a produção dos carros que rodam no chão, a ideia chinesa do futuro, com estratégia, hoje atropela o Ocidente.

Fonte: G1


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Logística

FedEx adiciona novos veículos elétricos a operação brasileira

A aquisição é parte da meta global da companhia de obter operações neutras em carbono até 2040

A Federal Express Corporation, maior empresa de transporte expresso do mundo, está incorporando 27 veículos elétricos a sua frota brasileira, passando a contar com 52 unidades com emissão zero. As novas vans, modelo Mercedes Benz eSprinter Furgão Street 320, estão sendo destinadas para as estações da FedEx nas cidades de Sumaré (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Betim (MG) e São Paulo (SP).  

A eletrificação de toda a frota de coleta e entrega é um dos pilares que guiam a meta global da companhia para neutralizar o carbono de suas operações até 2040. A FedEx é a empresa de cargas pioneira na aquisição de carros elétricos no Brasil, com as primeiras unidades chegando ao país em 2013. Atualmente, a frota elétrica local da companhia conta com vans e motocicletas, utilizadas especialmente para entregas de última milha e em regiões com tráfego intenso.  

“Na FedEx, acreditamos que crescimento econômico e sustentabilidade devem caminhar juntos”, comenta Camila Lima, vice-presidente de Operações da FedEx no Brasil. “Estamos focados em adotar soluções tecnicamente viáveis e economicamente sustentáveis, que aumentem a eficiência e contribuam para a redução de emissões, sem comprometer a qualidade do serviço. Trabalhar de forma mais inteligente, com foco em eficiência energética, representa também uma oportunidade concreta de gerar economias e fortalecer nossa rede operacional”.  

“A eletrificação da frota da FedEx, agora com a inclusão da eSprinter, é um exemplo concreto do nosso compromisso com a transformação do transporte urbano e rodoviário”, afirma Fabio F. Silva, head de Vendas de Vans da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil. “Com alto desempenho, versatilidade de aplicação e zero emissões, a Sprinter elétrica oferece uma solução robusta e inteligente para operações de logística sustentável. Mais do que fornecer veículos, queremos ser protagonistas de uma mobilidade limpa, eficiente e economicamente viável. Essa colaboração reforça o alinhamento entre duas marcas globais que compartilham a visão de um futuro mais eficiente e ambientalmente responsável”. 

Implementando tecnologias mais limpas

Para ajudar a abastecer sua crescente frota de veículos elétricos, a FedEx está trabalhando para ampliar o uso de fontes de energia renovável em todo o mundo. No Brasil, a companhia está instalando painéis solares e expandindo sua participação no Mercado Livre de Energia. No ano fiscal de 2025 (FY25), encerrado em maio de 2025, a unidade da FedEx em Serra (ES) passou a operar com tecnologia de painéis solares, enquanto as instalações de Cajamar (SP) e São Paulo (SP) migraram para o Mercado Livre de Energia. 

Atualmente, a operação brasileira da FedEx conta com 12 unidades que utilizam energia renovável: Belo Horizonte, Campo Grande, Joinville, Petrolina, Simões Filho e Vitória utilizam painéis solares; Belo Horizonte, Cabo de Santo Agostinho, Fortaleza, Recife, São Paulo e Cajamar estão no Mercado Livre de Energia. 

Enquanto trabalha para ampliar o uso de veículos elétricos, a empresa também está focada em aprimorar a eficiência de sua frota à combustão durante esse período de transição, substituindo veículos mais antigos e menos eficientes por modelos mais novos, incluindo aqueles com motores Euro 6, que emitem menos poluentes. Como resultado desses esforços, os veículos da frota terrestre da FedEx no Brasil possuem idade média de sete anos, o que a torna uma das frotas mais novas do mercado. 

Fonte: Modais em Foco

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Tecnologia

Brasil supera média global de uso de IA para gestão de transporte, aponta pesquisa

Estudo entrevistou empresas de varejo em todo o mundo e traçou um comparativo de adoção e intenção de incluir IA nos processos cotidianos

O varejo brasileiro está na dianteira da adoção de inteligência artificial (IA) para gestão de transporte. É o que aponta a pesquisa Global TMS Research, realizada pela Manhattan Associates em parceria com a consultoria internacional Vanson Bourne. Conforme o levantamento, 43% responderam que as empresas no Brasil já utilizam IA e aprendizado de máquina em seus sistemas de gerenciamento de transporte (TMS).

O índice supera a média global de 37%, indicando que o País avança mais rápido na automação e na inteligência aplicada à logística.

O estudo ouviu 1.450 executivos sêniores de transporte, logística, TI, cadeia de suprimentos e finanças em empresas com receita anual global mínima de US$ 750 milhões. Aliás, setores como manufatura, varejo, atacado, bens de consumo, supermercados e alimentos e bebida fizeram parte da pesquisa. No Brasil, 75 pessoas foram entrevistadas.

Aplicações práticas da IA para gestão de transporte

De acordo com Stefan Furtado, gerente regional da Manhattan Associates no Brasil, o uso da tecnologia já faz parte da operação logística de grandes empresas. Inicialmente, a IA era utilizada para otimizar a capacidade de servidores em períodos de pico, como Black Friday e Natal. Hoje, ela está integrada ao coração da operação.

“Nos sistemas TMS, a IA permite simular milhares de rotas possíveis para uma entrega, escolhendo a opção mais eficiente, com menor consumo de combustível e menor emissão de poluentes. Também ajuda dentro dos centros de distribuição, na organização do picking de produtos, garantindo maior produtividade e menos erros”, explica o gerente.

O especialista cita ainda o avanço dos agentes autônomos de IA, que começam a chegar ao mercado e prometem oferecer apoio direto a gestores de logística. “Será possível perguntar em tempo real ao sistema como está a expedição ou onde há mão de obra ociosa, recebendo respostas imediatas e recomendações práticas”, afirma Furtado.

Criatividade brasileira como diferencial

O Brasil aparece à frente da média global também em expectativas futuras. Conforme a pesquisa, 70% das empresas nacionais já se dizem preparadas para operar com agentes autônomos de IA até 2030. No índice global, esse sentimento aparecer em 62% das respostas. Para Furtado, essa liderança se explica tanto pela pressão do ambiente de negócios, como o volume de burocracia, quanto pelo perfil inovador das companhias brasileiras.

“Somos um país burocrático e com dificuldade de contratação de mão de obra qualificada. A busca por produtividade e a necessidade de fazer mais com menos empurram o mercado para soluções tecnológicas. Além disso, o brasileiro tem uma criatividade natural para superar obstáculos, e isso também se reflete no uso profissional da IA”, analisa.

Sustentabilidade e redução de custos

Globalmente, 62% das empresas já implementaram relatórios de sustentabilidade corporativa, de acordo com o estudo. Porém, no Brasil, o índice chega a 76%. Além disso, 39% das companhias nacionais consideram a sustentabilidade no planejamento operacional, acima da média global de 34%.

Na prática, a IA ajuda a reduzir emissões por meio da otimização de rotas e melhor aproveitamento da capacidade dos caminhões. “Antes, um veículo fazia entregas com metade da carga. Com IA, conseguimos otimizar a cubagem e as rotas, diminuindo o número de caminhões necessários e, consequentemente, o impacto ambiental”, afirma Furtado.

Desafios do uso da IA para gestão do transporte

Apesar do avanço, 55% das empresas brasileiras relatam falta de conhecimento e habilidades internas em IA. Enquanto isso, 48% enfrentam dificuldades de integração aos sistemas existentes e 43% apontam problemas de qualidade e disponibilidade de dados. Esses percentuais são semelhantes aos desafios enfrentados por outros países.

Mesmo assim, a confiança no potencial da tecnologia é alta. Isso porque 89% das empresas brasileiras acreditam que conseguirão reduzir custos de frete em pelo menos 5% nos próximos cinco anos com tecnologias preditivas, acima da média global de 82%.

“O desafio não é apenas adotar IA, mas garantir que ela esteja no coração da estratégia de transporte, gerando resultados tangíveis e sustentáveis”, defende Furtado.

Fonte: Mobilidade Estadão

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Tecnologia

Volvo lança Autocharge em sua rede de eletropostos no Brasil

Nova funcionalidade da recarga automática identifica o veículo e inicia a operação ao plugar o carro

Com o objetivo de melhorar a experiência de carregamento, a Volvo implementou uma nova tecnologia em sua rede de eletropostos que permite iniciar a recarga de veículos elétricos automaticamente. A funcionalidade, chamada Autocharge, identifica o carro assim que o plugue é conectado ao carregador, dispensando etapas manuais de seleção e início da sessão de recarga.

Disponível inicialmente para proprietários de veículos Volvo, o Autocharge exige um cadastro único pelo aplicativo Volvo Car Eletropostos. Após o registro, ao conectar o carro a um carregador de carga rápida (DC), o sistema reconhece o modelo e inicia o carregamento automaticamente. Futuramente, a tecnologia será estendida para todos os veículos elétricos, ampliando o alcance da funcionalidade.

Atualmente, a rede de eletropostos da Volvo Car Brasil conta com 75 pontos de recarga, totalizando mais de 140 conectores de carga rápida, distribuídos nas cinco regiões do país. A rede cobre mais de 30 mil km de rodovias, permitindo viagens de longa distância, como do Rio Grande do Sul até o Ceará, utilizando apenas os carregadores da marca.

Segundo Marcelo Godoy, presidente da Volvo Car Brasil, o Autocharge simplifica o dia a dia dos proprietários de EVs: “Basta conectar o veículo ao carregador, que ele fará a leitura do modelo e identificará o proprietário, iniciando automaticamente a recarga. É mais uma tecnologia presente nos modelos elétricos para auxiliar os clientes”, explica.

Além do Autocharge, o aplicativo Volvo Car Eletropostos já permite consultar todos os pontos de recarga da marca no país, verificar a potência disponível, reservar conectores por até 20 minutos, acompanhar o carregamento em tempo real, e acessar informações sobre horários de maior movimento e amenidades nos locais.

Fonte: Inside Evs

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