Tecnologia

China avança na adoção de robôs em fábricas e deixa EUA para trás

Dados da Federação Internacional de Robótica apontam que mais de dois milhões de robôs já estão sendo utilizados em fábricas chinesas. Apenas no ano passado, o país adicionou mais de 300 mil dispositivos à sua força de trabalho.

Este número é maior do que o restante do mundo combinado. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos, principal rival da China na disputa pela hegemonia tecnológica global, disponibilizaram apenas 34 mil máquinas no mesmo período.

China trata os avanços em robótica como estratégia nacional

  • De acordo com reportagem do New York Times, o levantamento revela um domínio completo do setor pelos chineses.
  • Além de fabricar e instalar robôs em fábricas em um ritmo muito maior do que qualquer outro país do mundo, a China está aperfeiçoando os dispositivos.
  • Para isso, Pequim tem estimulado as empresas nacionais a se tornarem líderes em robótica e outras tecnologias avançadas, como semicondutores e inteligência artificial.
  • Os robôs utilizados em fábricas já são capazes de soldar peças de carros, levantar caixas em correias transportadoras e muito mais.

Impulsos para a indústria doméstica

Segundo a publicação, as fábricas chinesas instalaram mais de 150 mil robôs por ano desde 2017. No início de 2025, estes espaços foram responsáveis por quase um terço de todos os produtos manufaturados do mundo, o que faz com que a China supere sozinha os números dos Estados Unidos, Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Grã-Bretanha juntos.

Esta estratégia começou em 2015, quando Pequim adotou como prioridade os avanços em robótica. O objetivo era aumentar a produção interna, dependendo menos de produtos manufaturados avançados estrangeiros.

As indústrias chinesas receberam acesso quase ilimitado a empréstimos de bancos controlados pelo Estado a taxas de juros baixas, bem como injeções diretas de dinheiro do governo e outras assistências. Já em 2021, as autoridades chinesas anunciaram um plano nacional para expandir a implantação de robôs.

Os resultados são claros. A participação do país na fabricação mundial de robôs aumentou no ano passado para um terço da oferta global, contra um quarto em 2023. No geral, a China tem cinco vezes mais máquinas trabalhando em suas fábricas do que os Estados Unidos.

Até o ano passado, a China instalava mais robôs importados em suas fábricas. Mas, em 2024, isso mudou: quase três quintos das tecnologias instaladas eram nacionais.

Fonte: Olhar Digital

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Tecnologia

Mercado Livre usará 125 robôs para separar pedidos no Brasil, após novo frete grátis impulsionar vendas

Mudança ocorre após redução do valor mínimo para frete grátis elevar vendas. Equipamentos manuseiam até 105 mil itens por dia, diminuindo em 25% o ciclo de processamento de pedidos com múltiplos itens

O Mercado Livre anunciou o lançamento de uma nova geração com 125 robôs de separação de produtos para acelerar as operações logísticas e otimizar as entregas. Eles são capazes de manusear até 105 mil itens por dia, diminuindo em 25% o ciclo de processamento de pedidos com múltiplos itens. Na prática, isso vai significar uma hora a menos no ciclo total de preparo de uma encomenda, o que possibilita um avanço no prazo de entrega ao cliente.

A empresa já tem quase 500 robôs em operação no país, contando também com um modelo chinês que carrega as estantes até os operadores, economizando quilômetros de caminhada dos trabalhadores de centros de distribuição.

Indagada se a inovação significaria perda de postos de trabalho, a cúpula da empresa afirmou que busca otimizar o trabalho humano, realocando funcionários em funções de maior valor agregado. Fernando Yunes, vice-presidente sênior da plataforma, afirmou que a implementação dos robôs não elimina a necessidade de mão de obra e que a empresa planeja contratar mais de 12 mil pessoas este ano.

O reforço da automação ocorre pouco depois de a empresa reduzir o valor mínimo para frete grátis de R$ 79 para R$ 19, o que levou a um crescimento de 34% no volume comercializado em julho na comparação com o mês anterior.

A aposta no frete mais acessível pressiona a rentabilidade no curto prazo, mas visa o crescimento sustentável a longo prazo ao expandir a base de clientes, afirmou Yunes. A estratégia de frete grátis para pedidos de menor valor, com prazo de entrega mais longo, permite que a empresa use melhor sua malha logística.

— Temos que mandar o caminhão de todo jeito, então ocupamos espaços sobrando com esses pacotes que não têm urgência — completa Luiz Vergueiro, diretor sênior de Logística.

Segundo a empresa, a otimização de rotas e espaços vazios gerou ganho de eficiência crucial para a operação.

IA busca produto proibido

O Brasil é o maior mercado da empresa na América Latina. Segundo a plataforma, 5,8 milhões de empreendedores e pequenas e médias empresas usaram o ecossistema da companhia no ano passado e movimentaram R$ 381 bilhões.

De acordo com a empresa, 56% das entregas são feitas em até 24 horas nas capitais, índice que chega a 73% no estado de São Paulo.

Com a recente resolução da Anatel que responsabiliza marketplaces pela venda de produtos irregulares, o Mercado Livre afirmou que reforçou sua postura de não permitir a venda de itens não homologados. A plataforma exige que os vendedores preencham um campo com o código de homologação da Anatel ao anunciar produtos eletrônicos.

A empresa usa ferramentas de inteligência artificial (IA) para monitorar e derrubar anúncios que violam as regras. No ano passado, mais de 10 milhões de anúncios foram removidos automaticamente por meio desses algoritmos.

Além do uso da IA, a empresa mantém um programa de colaboração com as próprias marcas. Equipes das grandes marcas parceiras do Mercado Livre navegam pela plataforma buscando produtos que possam ser irregulares. Ao identificar um anúncio que a IA não detectou, elas podem denunciá-lo.

A partir da denúncia, o Mercado Livre inicia investigação do vendedor e do produto, aplicando penalidades que variam desde a remoção do anúncio até o banimento definitivo da plataforma em casos de reincidência.

Fonte: O Globo

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Informação

Aplicativo web do sistema NDS terá nova versão

Ferramenta que recebe os pedidos de Autorização de Importação e Exportação de produtos controlados será atualizada.

A Anvisa informa que o aplicativo web do sistema NDS (NDS Web), que recebe os pedidos de Autorização de Importação e Exportação de produtos controlados, será atualizado para uma nova versão.

Em virtude dessa atualização, o sistema ficará indisponível para peticionamento entre as 8h e as 18h desta terça-feira (23/9). Neste período, não devem ser realizadas petições de Autorização de Importação e Exportação. Também serão indisponibilizados os códigos de assunto de cota de importação e renovação de cota de importação, em virtude de integração entre os sistemas.

O manual de acesso ao sistema está disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/medicamentos/controlados

O Sistema Nacional de Controle de Drogas (National Drug Control System – NDS) foi projetado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (United Nations Office on Drugs and Crime – UNODC) para facilitar o gerenciamento e o controle sobre movimentações lícitas de drogas psicoativas e precursores químicos, além de tornar tempestiva e ágil a troca de informações nos níveis nacional e internacional. O NDS pode ser utilizado para atender às diversas necessidades nacionais de gerenciamento de controle de drogas.

Fonte: Anvisa

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Tecnologia

China aposta em manufatura avançada para impulsionar inovação global em tecnologia

Indústria chinesa atrai investimentos estrangeiros e consolida protagonismo em veículos elétricos, robótica e computadores

O jornal Global Times destacou que a China vem transformando sua capacidade de manufatura em um motor global de inovação tecnológica, reunindo empresas de ponta, fábricas inteligentes e parcerias internacionais que reposicionam o país como líder em setores estratégicos. O movimento ficou evidente durante a World Manufacturing Convention 2025, realizada em Hefei, província de Anhui, que apresentou ao mundo lançamentos de veículos, computadores e soluções em robótica.

Um dos maiores atrativos da convenção foi o sedã premium MAEXTRO S800, desenvolvido pela JAC Motors em parceria com a Huawei. O carro de luxo combina design sofisticado, chassi digital e avançada tecnologia de condução inteligente. A produção ocorre na MAEXTRO Super Factory, uma planta totalmente digitalizada, equipada com mais de 1.800 robôs que automatizam processos de estamparia, soldagem, pintura e montagem.

“A participação da NIO na convenção ao longo dos últimos anos mostra como a manufatura chinesa evolui de forma contínua, com os veículos de nova energia puxando a transformação e gerando produtos cada vez mais qualificados”, afirmou Yu Dongming, gerente-geral da NIO em Anhui.

Robótica e fábricas inteligentes

Outro destaque foi a EFORT Intelligent Robot, fabricante chinesa de robôs industriais, que apresentou soluções em soldagem, pintura e manipulação avançada. “Podemos oferecer soluções completas de robótica inteligente para montadoras internacionais”, disse You Wei, presidente e CEO da empresa. Em 2024, a companhia vendeu mais de 16 mil robôs industriais, já reconhecidos por marcas como Maserati, BMW e Volkswagen.

As plantas da NIO e da Lenovo em Hefei também chamaram atenção. A LCFC Electronics Technology, hub de produção da Lenovo, fabrica anualmente 40 milhões de laptops — um em cada oito vendidos no mundo. Entre as inovações, foi apresentado o ThinkBook Plus Gen 6 Rollable Laptop, com tela expansível de 14 para 16,7 polegadas, que conquistou blogueiros e especialistas de tecnologia internacionais.

Energia e baterias de nova geração

No setor de energia, a Gotion High-Tech enfatizou o papel da manufatura inteligente como diferencial competitivo em suas 20 bases globais. “Com padrões unificados pela sede na China e replicados em todas as unidades, nossa capacidade de produção vem conquistando reconhecimento internacional”, destacou Chen Wei, executivo sênior da empresa.

O avanço da indústria chinesa também fortalece parcerias com multinacionais. O CEO do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, ressaltou que as linhas altamente automatizadas de Anhui estão entre as mais avançadas do conglomerado. “Até 2030, lançaremos cerca de 50 modelos elétricos e eletrificados neste mercado. Com parcerias locais, conseguimos acelerar em 30% o ciclo de inovação. Não estamos apenas planejando, estamos entregando”, afirmou.

Já a fornecedora de autopeças Marelli apontou que a força da manufatura chinesa acelera tanto o atendimento local quanto projetos globais. “As capacidades de inovação e produção da China nos permitem oferecer soluções personalizadas e rápidas para os clientes”, disse Stefano Petrilli, chefe global de operações da Marelli Propulsion.

Segundo dados oficiais, a China já conta com mais de 35 mil fábricas-modelo básicas e 230 de excelência, consolidando-se como referência mundial em manufatura inteligente. Em 2024, o país atraiu 826,25 bilhões de yuans (cerca de US$ 116,1 bilhões) em investimentos estrangeiros diretos, sendo 11,7% destinados à indústria de alta tecnologia.

Para Zhang Xianfeng, professor da Universidade de Tecnologia de Hefei, a indústria chinesa não apenas fortalece o mercado interno, mas também se tornou “um motor vital para o crescimento global da indústria de alta qualidade”.

Fonte: Brasil 247

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Tecnologia

WEG entrega aerogerador que pode atender 15 mil residências

Equipamento com 220 metros de altura foi encomendado pela Petrobras e instalado em parque eólico na região da Chapada Diamantina

Entrou em operação na cidade baiana de Brotas de Macaúbas o maior aerogerador instalado em terra firme (onshore) das Américas. O equipamento tem capacidade para gerar cerca de 2.500 MWh/mês, o equivalente ao consumo anual de cerca de 15 mil residências brasileiras.

O aerogerador tem 220 metros de altura do solo até a ponta da pá, equivalente à soma de seis estátuas do Cristo Redentor, e pesa 1830 toneladas, correspondente a cerca de 1660 carros populares.

O gerador foi desenvolvido pela WEG, multinacional de Jaraguá do Sul, à pedido da Petrobras. A encomenda deriva dos contratos de concessão para exploração e produção de petróleo e gás natural, que prevê que as empresas invistam um percentual de sua receita bruta em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

“O desenvolvimento do aerogerador de 7 MW reflete nossa capacidade de inovação e consolida o papel da WEG como protagonista no avanço da energia eólica”, afirma João Paulo Gualberto da Silva, diretor superintendente da WEG Energia. A empresa prevê que ele poderá ser produzido em série a partir da demanda do mercado por novos projetos eólicos.

Uma das vantagens do novo aerogerador é a redução do custo da energia. Com essa capacidade, produz mais eletricidade por unidade de área ocupada, reduzindo a necessidade de instalação de múltiplos aerogeradores. Isso também otimiza o uso do terreno e tende a diminuir os custos gerais de instalação e manutenção.

O equipamento foi comprado e instalado pela norueguesa Statkraft no projeto de modernização do Parque Eólico de Seabra, localizado na região da Chapada Diamantina, interior da Bahia.

Com informações da WEG.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Tecnologia

China traça rota para se tornar potência científica em 10 anos

Balanço do governo destaca avanços do 14º Plano Quinquenal e metas para consolidar liderança global até 2035

Nos últimos cinco anos, a China passou por um momento histórico de avanços em ciência e tecnologia, alcançando um novo patamar no cenário mundial. Esses resultados fazem parte do 14º Plano Quinquenal (2021-2025), que orienta as metas de desenvolvimento do país.

Nesta quarta-feira (18), o ministro da Ciência e Tecnologia, Yin Hejun, apresentou em Pequim um balanço desses progressos em coletiva de imprensa organizada pelo Conselho de Estado. Ao lado de vice-ministros, ele destacou que as conquistas obtidas até agora são inéditas e fundamentais para que a China atinja seu grande objetivo: tornar-se uma potência global em ciência e tecnologia.

Próximos passos

Segundo Yin Hejun, a China tem um horizonte muito claro: faltam apenas dez anos para atingir a meta de se consolidar como uma potência científica e tecnológica. Ele ressaltou que o país já percorreu um caminho importante, mas que os próximos cinco anos serão decisivos para consolidar as bases dessa transformação. No 15º Plano Quinquenal (2026-2030), o governo definiu quatro grandes diretrizes:

1. Integrar educação, ciência e formação de talentos

A ideia é investir de forma coordenada em universidades, centros de pesquisa e empresas, formando profissionais altamente qualificados. O objetivo é reduzir a distância entre o conhecimento acadêmico e o setor produtivo, garantindo que novos cientistas, engenheiros e técnicos estejam preparados para os desafios tecnológicos do futuro.

2. Aprofundar a ligação entre inovação científica e industrial
A China quer acelerar o processo de transformar descobertas em produtos e serviços aplicáveis no mercado. Isso inclui áreas estratégicas como inteligência artificial, biotecnologia, energias renováveis e exploração espacial. O foco é que os avanços saiam rapidamente dos laboratórios e fortaleçam setores-chave da economia.

3. Criar um ambiente de inovação de classe mundial
Para atrair e manter talentos, o governo promete reduzir burocracias, ampliar linhas de financiamento, fortalecer a infraestrutura de pesquisa e incentivar colaborações internacionais. A ideia é transformar a China em um destino atrativo para cientistas e empreendedores de todo o mundo, em condições competitivas com os principais polos globais.

4. Elevar de forma ampla a capacidade nacional de inovação
Mais do que aumentar investimentos, o objetivo é melhorar a eficiência no uso dos recursos. Isso inclui o fortalecimento da pesquisa básica, a criação de polos regionais de inovação e o estímulo a ecossistemas tecnológicos que possam gerar impacto direto na economia e na sociedade.

Yin destacou que essas medidas fazem parte de um planejamento estratégico de longo prazo, no qual ciência e tecnologia são tratadas como pilares para o desenvolvimento econômico, a segurança nacional e a projeção internacional da China.

“Essas medidas vão consolidar as bases para que a China se firme como líder global em ciência e tecnologia”, afirmou o ministro, reforçando que a inovação é vista como o motor central da modernização chinesa.

Avanços recentes

Nos últimos anos, a China registrou conquistas de grande impacto em diferentes áreas da ciência e da tecnologia, consolidando-se como um dos países mais dinâmicos nesse campo.

Tecnologia quântica, ciências da vida e dos materiais
Pesquisadores chineses fizeram descobertas originais que podem transformar setores inteiros. Na área quântica, há avanços em comunicação segura e computação de altíssima capacidade, capazes de revolucionar o futuro da informática. Em ciências da vida, os progressos vão de técnicas médicas inovadoras a biotecnologias com aplicações na agricultura e na indústria farmacêutica. Já em ciências dos materiais, novos compostos mais leves e resistentes têm potencial para mudar desde a construção civil até a fabricação de eletrônicos de ponta.

Exploração espacial
O país também se consolidou como potência espacial. A Estação Espacial Tiangong entrou em operação regular, funcionando como base para experimentos científicos em órbita e símbolo da autonomia chinesa no espaço. Outro marco foi a missão Chang’e-6, que trouxe à Terra amostras do lado oculto da Lua — feito inédito que amplia o conhecimento científico sobre a formação do satélite e fortalece a posição da China na corrida lunar.

Comunicação e digitalização
No campo das telecomunicações, a China avançou com a implementação em larga escala do 5G, que já sustenta serviços de cidades inteligentes, sistemas de transporte, logística, saúde digital e até agricultura de precisão. A infraestrutura instalada não só impulsiona a economia digital doméstica, mas também ajuda o país a influenciar padrões globais em tecnologias emergentes.

Indústria automotiva e transição energética
Na área automotiva, a China se tornou líder mundial na produção e venda de veículos de nova energia (VNEs), como carros elétricos e híbridos. Essa expansão é resultado da combinação entre investimentos maciços em inovação, forte apoio governamental e crescente demanda interna. O desempenho não só reposiciona a indústria automotiva mundial, mas também contribui diretamente para as metas ambientais chinesas, de redução de emissões de carbono e fortalecimento da economia verde.

Investimentos em pesquisa e desenvolvimento
Essas conquistas se sustentam em uma base sólida de investimento. Apenas em 2024, a China aplicou mais de 3,6 trilhões de yuans (cerca de R$ 2,59 trilhões) em pesquisa e desenvolvimento (P&D), o que representa um crescimento de 48% em relação a 2020. O gasto em P&D já equivale a 2,68% do PIB, superando a média da União Europeia. Além do aporte financeiro, o país conta hoje com o maior número de pesquisadores do mundo, consolidando um ecossistema de inovação robusto e com capacidade de gerar impacto em escala global.

Posição internacional

Os investimentos crescentes em ciência e tecnologia tiveram reflexos claros na posição da China no cenário global. O país subiu do 14º lugar em 2020 para o 10º lugar em 2024 no ranking mundial de inovação, mostrando que sua estratégia de longo prazo está dando resultados concretos. Esse avanço coloca a China ao lado das maiores potências tecnológicas do planeta.

Indústria de alta tecnologia em expansão
Um dos motores dessa ascensão foi o crescimento da indústria de alta tecnologia, que registrou um aumento de 42% em valor agregado nos últimos cinco anos. Esse desempenho é puxado por setores estratégicos como semicondutores, que são a base da revolução digital; biotecnologia, essencial para a medicina e a agricultura do futuro; e energias renováveis, fundamentais para a transição ecológica e para a redução das emissões de carbono.

A força da “nova economia”
Outro destaque é a consolidação da chamada “nova economia”, formada por novas indústrias, modelos de negócio e áreas emergentes como inteligência artificial, comércio eletrônico e veículos inteligentes. Em 2024, esse setor já representava 18% do PIB chinês, revelando o peso crescente de atividades ligadas à inovação na estrutura produtiva do país.

Protagonismo das empresas privadas
As empresas privadas ganharam um papel cada vez mais central nesse processo. Elas respondem hoje por 77% de todos os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), superando a dependência de recursos exclusivamente estatais e mostrando a vitalidade de um setor empresarial que aposta na inovação como diferencial competitivo.

Explosão de empresas de alta tecnologia
O ambiente de negócios também se transformou rapidamente. O número de empresas de alta tecnologia passou de pouco mais de 270 mil em 2020 para mais de 500 mil em 2024, um aumento de 83%. Esse crescimento revela não apenas o fortalecimento de grandes conglomerados, mas também a criação de espaço para startups e companhias inovadoras, capazes de gerar soluções ágeis e criativas em diferentes áreas.

Com esses avanços, a China se consolidou como um dos principais polos de inovação do mundo, combinando escala de investimentos, expansão industrial e dinamismo empresarial para sustentar sua ambição de liderar a economia global do futuro.

Reformas no setor científico

Além dos altos investimentos, a China também passou por uma profunda transformação na forma de organizar sua ciência e incentivar a inovação. O governo percebeu que não bastava apenas colocar mais dinheiro: era preciso mudar as regras do jogo para que pesquisadores, empresas e instituições tivessem mais liberdade, competição saudável e estímulos para produzir resultados rápidos e relevantes.

Novos modelos de incentivo
Foram criados diferentes mecanismos para estimular a inovação:

Ranking competitivo: equipes de pesquisa disputam diretamente entre si para ver quem chega primeiro à solução de um problema. Esse modelo aumenta a eficiência e estimula a criatividade.

Corrida de cavalos: vários grupos trabalham simultaneamente na mesma questão, mas apenas a solução mais eficaz é implementada. Isso evita dependência de uma única equipe e amplia as chances de sucesso.

Líder da cadeia: uma instituição de referência assume a coordenação do projeto como um todo, garantindo foco, organização e integração entre diferentes atores.

Menos burocracia, mais dinamismo
Outra frente importante foi a flexibilização na gestão de recursos. Pesquisadores passaram a ter mais autonomia para usar verbas públicas e privadas, reduzindo a burocracia que muitas vezes travava o andamento de projetos. Além disso, foram criadas avaliações específicas para jovens cientistas, permitindo que eles assumam papéis de liderança e tragam ideias novas sem depender apenas de estruturas hierárquicas tradicionais.

Apoio financeiro ao ecossistema de inovação
No campo financeiro, o governo lançou pacotes de estímulo para fortalecer o ambiente de inovação. Isso inclui fundos especiais para startups tecnológicas, linhas de crédito facilitadas e incentivos fiscais. O resultado já pode ser medido: desde 2021, 376 empresas de base científica e tecnológica abriram capital na STAR Market, a bolsa de inovação de Xangai. Esse movimento não só garante novas fontes de financiamento para essas empresas, como também mostra a confiança dos investidores no potencial tecnológico do país.

Essas reformas estruturais ajudaram a criar um ambiente mais competitivo, flexível e atrativo para pesquisadores e empreendedores, consolidando a ciência como um dos motores da economia chinesa.

Fonte: Revista Fórum

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Comércio Exterior, Inovação, Tecnologia

LOGCOMEX ACELERA EXPANSÃO EM TECNOLOGIA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA AMÉRICA LATINA COM A AQUISIÇÃO DA UXCOMEX.

Movimento reforça a missão de transformar o comércio exterior, ampliando soluções para supply chain.

A Logcomex, líder em tecnologia para o comércio exterior na América Latina, anuncia a aquisição da UXComex, plataforma especializada em agentes de carga e despachantes aduaneiros. A operação integra o know-how da Logcomex à especialização operacional da UXComex, acelerando a entrega de um ecossistema único que elimina complexidade e conecta toda a cadeia de importação e exportação.

“Esta aquisição é um movimento estratégico na construção do nosso sistema operacional para o comércio exterior. Ao unir nossa infraestrutura de tecnologia e IA à experiência da UXComex, ampliando o portfólio de produtos da Logcomex, simplificando o Comex e criando produtividade real para todo o supply chain global”, afirma Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex.

Fundada em 2017, a UXComex simplifica rotinas do agenciamento de carga e desembaraço aduaneiro — tarefas que antes dependiam de planilhas e e-mails. “Criamos a UXComex para ajudar agentes de carga e despachantes aduaneiros a escalar suas operações, eliminando o trabalho repetitivo. Com a expertise e o reconhecimento da Logcomex, esse impacto é potencializado”, destaca Cleber Moschini, diretor de tecnologia da UXComex.

Para Carlos Souza, cofundador e COO da Logcomex, o valor ao cliente é imediato: “Execução e inteligência integrados significam menos custos, mais eficiência e decisões muito mais rápidas.”

A UXComex continuará operando com autonomia, mantendo sua tecnologia separada e estrutura de atendimento ao cliente. Isso garante que a empresa mantenha sua identidade, equipe e a relação próxima com seus clientes, agora com a Logcomex como catalisadora de inovação e crescimento.

A Logcomex já atende milhares de clientes em mais de 30 países — com expansão acelerada na América Latina, especialmente no México — e reforça sua presença global ao incorporar os fluxos de agentes de carga e despachantes da UXComex.

Sobre a Logcomex
A Logcomex oferece um ecossistema de soluções de tecnologia e IA, que impulsiona o Comércio Exterior na América Latina, eliminando a complexidade e aumentando a produtividade das operações globais. Presente em diferentes mercados e com uma base crescente de clientes, a Logcomex é referência em inovação para o comércio exterior e supply chain.

Sobre a UXComex
Fundada em 2017, a UXComex simplifica rotinas do agenciamento de carga e desembaraço aduaneiro com módulos de importação e exportação, aérea e marítima, CRM, web-tracking e gestão financeira – reduzindo erros e acelerando processos globais.

Da esquerda para direita: Helmuth Hofstatter – CEO e cofundador Logcomex ; Giancarlo Fiorotti – CPO, Chief Product Officer da UXComex; Rodrigo Loretti – CSO, Chief Sales Officer da UXComex; Cleber Moschini – CTO, Chief Technology Officer da UXComex; Carlos Souza – COO e confundador da Logcomex – Crédito: Yow Filmes

Danilo Camarini – diretor de tecnologia da Logcomex ; Giancarlo Fiorotti – CPO, Chief Product Officer da UXComex; Carlos Souza – COO e confundador da Logcomex; Mônica Gabriella – head de tecnologia da Logcomex ; Rodrigo Loretti – CSO, Chief Sales Officer da UXComex; Cleber Moschini – CTO, Chief Technology Officer da UXComex; Helmuth Hofstatter – CEO e cofundador Logcomex – Crédito: Yow Filmes

Texto e fotos: Assessoria de Imprensas

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Inovação, Tecnologia

IA pode elevar valor do comércio global em quase 40% até 2040, diz OMC

A inteligência artificial pode aumentar o valor do comércio de bens e serviços em quase 40% até 2040, mas sem políticas adequadas também pode exacerbar as divisões econômicas, alertou um novo relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quarta-feira.

Custos comerciais mais baixos e maior produtividade podem gerar aumentos substanciais no comércio e no Produto Interno Bruto (PIB) até 2040, com projeções de ganhos de 34% a 37% em vários cenários, de acordo com o Relatório de Comércio Mundial da OMC.

O PIB global também pode aumentar em 12% ou 13%, disse.

“A IA pode ser um ponto positivo para o comércio em um ambiente comercial cada vez mais complexo”, disse a vice-diretora-geral da OMC, Johanna Hill, comentando o relatório anual que analisa tendências no sistema comercial multilateral.

Reconhecendo a turbulência atual no sistema comercial mundial, Hill observou que a IA estava remodelando o futuro da economia global e do comércio internacional, com o potencial de reduzir os custos e aumentar a produtividade.

As regras do comércio global, regidas pelo órgão de fiscalização sediado em Genebra, enfrentaram grandes interrupções neste ano após uma série de tarifas impostas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump.

O relatório destacou como as empresas podem reduzir custos em logística, conformidade regulatória e comunicações.

“As tecnologias de tradução baseadas em IA podem tornar a comunicação mais rápida e econômica, beneficiando particularmente pequenos produtores e varejistas, permitindo que eles se expandam para mercados globais”, afirma o relatório.

Esses avanços poderiam ajudar a aumentar o crescimento das exportações em países de baixa renda em até 11%, desde que melhorassem sua infraestrutura digital.

No entanto, o relatório alertou que, sem investimentos direcionados e políticas inclusivas, a IA poderia aprofundar as divisões existentes.

“Os efeitos do desenvolvimento e da implantação da IA estão levantando preocupações de que muitos trabalhadores, e até mesmo economias inteiras, podem ficar para trás”, disse o relatório.

A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, disse que os formuladores de políticas precisam gerenciar cuidadosamente a transição para a IA.

“A IA pode revolucionar os mercados de trabalho, transformando alguns empregos e substituindo outros. Gerenciar essas mudanças exige investimento em políticas nacionais para aprimorar a educação, as habilidades, a reciclagem profissional e as redes de segurança social”, disse ela durante o evento de lançamento do relatório em Genebra.

Para garantir que os benefícios da IA fossem amplamente compartilhados, o comércio previsível apoiado pelas regras da OMC e tarifas mais baixas sobre matérias-primas essenciais para tecnologias de inteligência artificial, incluindo semicondutores, eram cruciais, acrescentou a OMC.

Fonte: Terra

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Tecnologia

Pontos de recarga de veículos elétricos no Brasil crescem 14%

A rede total de infraestrutura de recarga do país já tem 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento

Um levantamento mostra que o Brasil tinha 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento de veículos elétricos em agosto. Na comparação com o levantamento anterior, de fevereiro (14.827), houve um crescimento de 14% na rede total de infraestrutura de recarga do país.

Pelo menos 1.499 municípios brasileiros contam com eletropostos, crescimento de 10% na disponibilidade de infraestrutura na comparação com fevereiro de 2025. A atual infraestrutura aponta para uma relação de 18 veículos plug-in por eletroposto.

Os dados são da Tupi Mobilidade, em parceria com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Dos 16.880 eletropostos existentes até agosto, 77% (13.025) oferecem carga lenta (AC), enquanto 23% (3.855) são carregadores rápidos (DC). Esse serviço cresceu 59% em seis meses.

O Norte foi a região que teve a maior evolução porcentual (31%) de pontos, mas o crescimento da infraestrutura tem se distribuído de maneira desigual pelo território nacional, revelando diferentes estágios de maturidade, de acordo com o levantamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Negócios

WEG se torna líder global em motores elétricos de baixa tensão

A empresa brasileira alcança 16% de participação no mercado global, superando a ABB, histórica líder do setor

A WEG se tornou a maior produtora mundial de motores elétricos de baixa tensão, com 16% de participação de mercado, segundo dados do relatório de 2025 da Omdia. A companhia ultrapassou a ABB, que ficou com 15,5%. Esse marco reflete a estratégia de internacionalização da WEG e sua contínua verticalização, com destaque para operações em países como China e México, que visam ampliar a produção local.

Rodrigo Fumo Fernandes, Diretor de Motores da WEG, comentou que o foco em produção local e a constante revisão do portfólio de produtos foram essenciais para alcançar a liderança. Ele ressaltou que a expansão internacional foi um dos principais motores dessa conquista. A mudança no ranking global também é atribuída ao desempenho competitivo da WEG em comparação com empresas tradicionais europeias, cujos custos de produção mais elevados limitaram seu crescimento.

Além disso, a chinesa Wolong se destacou ao conquistar 7,5% de participação de mercado, enquanto a Siemens perdeu força após vender suas operações de motores para um fundo de private equity. Mesmo com desafios, como as políticas tarifárias nos EUA, a WEG segue consolidando sua posição de liderança no setor.

Fonte: Brasil 247

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