Comércio Internacional

Tufão Dolphin coloca China em alerta e mobiliza evacuações na costa leste

A aproximação do tufão Dolphin levou a China a reforçar as medidas de prevenção e manter o alerta amarelo, o terceiro nível mais alto da escala meteorológica do país. A tempestade deve atingir a costa leste chinesa entre o fim de domingo (9) e a manhã de segunda-feira (10), com potencial para provocar ventos intensos, chuvas volumosas e impactos em áreas costeiras.

Segundo o Centro Meteorológico Nacional da China, o Dolphin, 13º tufão nomeado da temporada, segue pelo Mar da China Oriental em direção às províncias de Zhejiang e Fujian.

Na atualização mais recente, o sistema apresentava ventos sustentados entre 42 e 45 metros por segundo e pressão atmosférica mínima de aproximadamente 950 hectopascais. A previsão indica deslocamento para oeste entre 15 e 20 km/h, com possibilidade de manter ou até ampliar sua intensidade antes de alcançar o continente. Após o impacto, a tendência é que o fenômeno siga para oeste-noroeste, perdendo força gradualmente.

Ventos fortes e chuvas intensas preocupam autoridades

Os serviços meteorológicos alertam para condições severas no Mar da China Oriental e em áreas costeiras da região. Próximo ao centro do tufão, as rajadas podem ultrapassar 46 metros por segundo, enquanto outras áreas marítimas devem registrar ventos superiores a 28 metros por segundo.

Além da ventania, a previsão aponta acumulados expressivos de chuva, especialmente no norte de Taiwan e no litoral do leste chinês. A expectativa é que as precipitações mais intensas atinjam a costa chinesa a partir de domingo, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.

Províncias reforçam ações preventivas

Diante da aproximação do ciclone, governos locais intensificaram os protocolos de emergência. Em Zhejiang, foram suspensas ligações marítimas de passageiros, obras em áreas costeiras foram interrompidas e embarcações receberam orientação para buscar abrigo.

Mais de 10 mil moradores de ilhas próximas ao litoral já foram retirados preventivamente das áreas de risco.

Na província vizinha de Fujian, as autoridades ativaram o nível quatro de resposta a emergências, enquanto Guangdong adotou restrições à navegação no Estreito de Taiwan para reduzir os riscos durante a passagem da tempestade.

A preocupação das autoridades chinesas vai além dos impactos sobre a população. A aproximação do tufão também coloca em alerta o setor de comércio exterior, já que a costa leste da China concentra alguns dos maiores portos do mundo, responsáveis por grande parte das exportações e importações do país. Ventos intensos e mar agitado podem provocar a suspensão de operações portuárias, atrasos na atracação e saída de navios, cancelamento de rotas marítimas e impactos na cadeia logística global, afetando o transporte de cargas e o abastecimento de mercados internacionais.

Japão também sofre impactos do Dolphin

Antes de seguir em direção à China, o Dolphin provocou medidas de emergência no Japão. Na província de Kagoshima, mais de cinco mil pessoas receberam ordens de evacuação e mais de 600 voos foram cancelados, afetando cerca de 86 mil passageiros.

El Niño pode intensificar temporada de tufões

Especialistas da Administração Meteorológica da China (CMA) avaliam que o fortalecimento do El Niño deve tornar os tufões mais intensos ao longo de agosto, mesmo que o número de sistemas permaneça próximo da média histórica.

A expectativa é que entre dois e três tufões provoquem impactos significativos no país neste mês. Além disso, o fenômeno climático tende a favorecer ondas de calor mais frequentes e volumes de chuva acima do normal em diversas regiões chinesas.

Ainda há incertezas sobre a trajetória definitiva do Dolphin. Dependendo do deslocamento, o sistema poderá concentrar seus efeitos sobre Zhejiang, Fujian, Xangai e parte das províncias de Jiangxi e Anhui ou avançar mais ao norte, levando chuva para a Planície do Norte da China e contribuindo para amenizar a intensa onda de calor registrada na região.

O tufão chega em um período de eventos climáticos extremos no país, marcado por enchentes, deslizamentos de terra e ciclones que já provocaram mortes, grandes evacuações e elevados prejuízos em diferentes províncias. Como resposta, o governo chinês anunciou recursos emergenciais para apoiar operações de resgate, assistência às famílias afetadas e recuperação das áreas atingidas.

Com informações de Diário do Povo Online, Administração Meteorológica da China (CMA), Xinhua, Bloomberg, Global Times, SIC Notícias e Lusa.

Texto: Redação

Imagem: ilustrativa gerada por IA.

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Portos

Plano Mestre de Paranaguá e Antonina orienta investimentos no complexo portuário

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) oficializou a publicação do Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, no Paraná. O documento estabelece diretrizes para investimentos e ações de curto, médio e longo prazos, abrangendo a modernização dos portos, a melhoria dos acessos logísticos e o fortalecimento da integração entre o complexo portuário e as cidades do entorno.

A aprovação ocorreu por meio da Portaria nº 317, de 16 de julho de 2026, publicada em 30 de julho, em conformidade com a legislação que rege o setor portuário brasileiro.

Plano define estratégias para modernização dos portos

O Plano Mestre foi desenvolvido pela Infra S.A., com participação da Autoridade Portuária de Paranaguá e Antonina (Appa), sob coordenação da Secretaria Nacional de Portos (SNP), por meio do Departamento de Gestão e Modernização Portuária (DGMP).

O estudo reúne diretrizes voltadas à expansão da infraestrutura, ao aumento da eficiência operacional e ao planejamento estratégico do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, considerado um dos principais corredores logísticos do país.

Sustentabilidade e integração porto-cidade fazem parte das ações

Além das iniciativas voltadas à infraestrutura, o documento contempla medidas para ampliar a integração entre o porto e os municípios vizinhos, promovendo maior diálogo entre a autoridade portuária, operadores, poder público e comunidade.

O plano também incorpora ações relacionadas à sustentabilidade, incluindo estratégias para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos e fortalecer a gestão ambiental do complexo portuário.

Consulta pública contribuiu para a versão final

Antes de sua publicação, o Plano Mestre foi submetido à consulta pública entre 6 de fevereiro e 23 de março de 2026. Durante esse período, foram recebidas contribuições de representantes da sociedade civil, empresas, entidades do setor, órgãos públicos e demais interessados nas operações do complexo.

As sugestões apresentadas foram analisadas e incorporadas ao processo de elaboração do documento.

Documento está disponível para consulta

O Plano Mestre está estruturado em quatro capítulos: panorama do complexo portuário, projeções de demanda e capacidade operacional, análise estratégica e plano de ações e investimentos. O material também inclui um apêndice com estudos técnicos, diagnósticos e levantamentos que fundamentam as propostas apresentadas.

A íntegra do documento, os anexos técnicos, a portaria de aprovação e o relatório com as respostas às contribuições da consulta pública podem ser consultados na página de publicações do Ministério de Portos e Aeroportos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Claudio Neves/Portos do Paraná

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Eventos

Meeting Comex 2026 é lançado e reforça protagonismo como um dos maiores eventos de comércio exterior do Brasil

O Meeting Comex 2026 já tem data marcada e promete consolidar ainda mais sua posição entre os principais eventos de comércio exterior da América Latina. A Associação Empresarial de Joinville (ACIJ) lançou oficialmente a 13ª edição do encontro nesta terça-feira (4), durante um café da manhã que reuniu patrocinadores, parceiros, autoridades e lideranças empresariais para apresentar as novidades da programação.

Marcado para os dias 22 e 23 de setembro, na Expoville, em Joinville (SC), o evento deve reunir mais de três mil participantes entre executivos, empresários, operadores logísticos, importadores, exportadores, representantes de órgãos públicos e especialistas que atuam diretamente nas cadeias globais de suprimentos.

Durante o lançamento, a presidente do Meeting Comex 2026 e vice-presidente da ACIJ, Carolina Botelho, apresentou a programação oficial e destacou o fortalecimento da presença internacional, uma das principais novidades desta edição. Delegações empresariais de diversos continentes já confirmaram participação, representando países como Alemanha, Portugal, Espanha, Paraguai, China, Panamá, Rússia, África do Sul, Guatemala, Moçambique, Austrália, Colômbia e Marrocos. A expectativa é ampliar a geração de negócios, estimular novas parcerias comerciais e fortalecer o relacionamento entre empresas brasileiras e mercados estratégicos ao redor do mundo.

A programação foi estruturada para discutir alguns dos temas mais relevantes do cenário atual do comércio exterior. Questões como os impactos da Reforma Tributária nas operações de importação, o acordo entre Mercosul e União Europeia, a geopolítica internacional, a competitividade da logística brasileira, o transporte marítimo e aéreo de cargas, além do tratamento administrativo das importações, estarão entre os principais assuntos debatidos ao longo dos dois dias.

O encontro contará com a presença de autoridades governamentais, representantes de órgãos anuentes, executivos de grandes empresas e especialistas reconhecidos nacional e internacionalmente. Entre os destaques da programação estão o economista Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos BRICS, que abordará os desafios e as oportunidades do comércio exterior brasileiro diante das novas exigências globais relacionadas ao ESG, e o General André Novaes, que fará uma análise sobre como os atuais movimentos geopolíticos influenciam diretamente as estratégias das empresas que atuam no mercado internacional.

Além do conteúdo técnico, o Meeting Comex mantém sua proposta de promover conexões estratégicas entre os diferentes agentes da cadeia logística e do comércio exterior. A feira de negócios, os espaços de relacionamento e os momentos dedicados ao networking devem reunir empresas, fornecedores, operadores logísticos, despachantes aduaneiros e representantes de instituições públicas em um ambiente voltado à geração de oportunidades comerciais e ao fortalecimento de parcerias.

Ao longo de doze edições, o Meeting Comex tornou-se um dos mais importantes fóruns brasileiros para discussão de tendências, inovação e desenvolvimento do comércio internacional. O evento reúne um público altamente qualificado, formado por executivos, diretores, CEOs, gestores de supply chain e tomadores de decisão que movimentam bilhões de reais em operações de importação e exportação todos os anos.

As inscrições para a edição de 2026 já estão abertas. Os participantes terão acesso aos dois dias de programação, que somam mais de vinte horas de conteúdo técnico, além de workshops, painéis, feira de negócios, espaços de networking, coffee breaks, brunch oficial, Happy Comex, estacionamento durante todo o evento e certificado de participação.

Garante seu ingresso aqui: https://weox.com.br/eventos/meeting-comex-2026/19

Fonte: ACIJ

Texto: Redação

Imagens: Giovana Santos

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Aeroportos

Debêntures de infraestrutura: como funciona o incentivo que financia projetos em portos e aeroportos

Grandes obras em portos, aeroportos, hidrovias e outras áreas estratégicas da logística exigem investimentos elevados. Para ampliar o acesso ao financiamento desses empreendimentos, empresas responsáveis por projetos considerados prioritários podem recorrer às debêntures de infraestrutura, mecanismo criado para facilitar a captação de recursos no mercado financeiro.

Instituído pela Lei nº 14.801/2024, o instrumento oferece incentivos tributários às empresas emissoras, tornando o financiamento mais acessível e favorecendo a execução de obras voltadas à expansão e modernização da infraestrutura nacional.

Como funcionam as debêntures de infraestrutura

As debêntures de infraestrutura são títulos de dívida emitidos por empresas para levantar recursos junto a investidores. O principal diferencial está nos benefícios fiscais previstos na legislação, que reduzem os custos da operação para os emissores.

Podem solicitar o enquadramento no programa sociedades de propósito específico, concessionárias, permissionárias, autorizatárias e arrendatárias responsáveis pela implantação de projetos prioritários ligados aos setores de portos, hidrovias, aeroportos e instalações de apoio.

Benefícios para empresas e investidores

A legislação permite que as empresas deduzam integralmente as despesas com juros na apuração do lucro líquido. Além disso, é possível excluir 30% desses valores da base de cálculo do Lucro Real e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), reduzindo a carga tributária da operação.

Os incentivos também alcançam quem investe nesses títulos. Pessoas físicas têm acesso a alíquotas reduzidas de Imposto de Renda, que variam entre 22,5% e 15%, conforme o prazo da aplicação. Já investidores institucionais, como fundos de pensão, contam com isenção do tributo sobre os rendimentos, o que amplia o interesse pelo instrumento e fortalece a captação de recursos.

Enquadramento é obrigatório para obter os incentivos

Antes da emissão das debêntures com benefícios fiscais, os projetos precisam ser analisados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O órgão verifica se o empreendimento atende aos critérios estabelecidos na Lei nº 14.801 e se os investimentos previstos fazem parte dos contratos de concessão ou arrendamento.

Segundo a diretora de Assuntos Econômicos da Secretaria-Executiva do MPor, Helena Venceslau, essa etapa assegura que os incentivos sejam concedidos apenas aos projetos que cumprem todos os requisitos legais e estejam devidamente previstos no planejamento de investimentos.

Como solicitar o benefício

Empresas interessadas em utilizar as debêntures de infraestrutura devem consultar os critérios definidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos. No portal oficial do órgão estão disponíveis as orientações, a documentação exigida e o passo a passo para solicitar o enquadramento do projeto.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Expansão dos portos de Itajaí e Navegantes acelera demanda por galpões logísticos no Litoral Norte de SC

Crescimento da atividade portuária impulsiona investimentos imobiliários e amplia valorização de áreas estratégicas

A expansão dos portos de Itajaí e Navegantes está transformando o mercado logístico do Litoral Norte de Santa Catarina. O fortalecimento das operações portuárias, aliado ao avanço de grandes obras de infraestrutura, vem aumentando a procura por galpões logísticos e impulsionando novos investimentos na região, que concentra mais de R$ 54 bilhões em projetos públicos e privados.

O cenário reúne dois fatores decisivos para o setor: a retomada das operações do Porto de Itajaí, sob administração da JBS Terminais, e o desempenho da Portonave, em Navegantes, que mantém a liderança nacional em produtividade entre os terminais portuários brasileiros.

Portonave mantém liderança em eficiência operacional

A Portonave encerrou 2025 com a movimentação superior a 1,1 milhão de TEUs e produtividade média de 114 movimentos por hora de navio, desempenho que a coloca novamente como o terminal portuário mais eficiente do país, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Ao completar 18 anos de operação, o terminal acumula aproximadamente 14 milhões de TEUs movimentados e cerca de 10 mil escalas de embarcações. Outro destaque foi a conclusão da primeira etapa da modernização do cais, investimento estimado em R$ 2 bilhões que permitirá receber navios de até 400 metros de comprimento, ampliando a capacidade operacional para atender às novas demandas do comércio exterior.

Porto de Itajaí retoma crescimento após nova gestão

Enquanto Navegantes amplia sua capacidade, o Porto de Itajaí vive um novo ciclo de expansão desde que passou a ser administrado pela JBS Terminais, em outubro de 2024.

Após um período de aproximadamente um ano e meio sem operações regulares de contêineres, o terminal registrou crescimento expressivo. A capacidade operacional aumentou cerca de 330% desde o início da nova gestão, ultrapassando a marca de 560 mil TEUs movimentados.

Os números mais recentes também refletem essa recuperação. No primeiro trimestre de 2026, a movimentação de contêineres cresceu mais de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já entre janeiro e abril, o complexo portuário movimentou 1,67 milhão de toneladas de cargas, avanço próximo de 40% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Para acompanhar essa evolução, o Ministério de Portos e Aeroportos e a Antaq trabalham na concessão do canal de acesso aquaviário ao Porto de Itajaí. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 311 milhões ao longo de 25 anos, com expectativa de elevar a capacidade anual para até 3,43 milhões de TEUs, mais que triplicando o potencial atual do terminal.

Mercado de galpões vive baixa vacância e forte valorização

O crescimento simultâneo dos dois principais portos da região já provoca reflexos no mercado imobiliário logístico.

Santa Catarina figura entre os estados com menor índice de vacância em condomínios logísticos do Brasil, cenário impulsionado pelo aumento das operações de importação e exportação e pela limitação de áreas disponíveis para novos empreendimentos.

Levantamentos do setor apontam valorização de até 20% no metro quadrado dos galpões localizados no eixo formado por Itajaí, Navegantes, Araquari e Garuva. Em Navegantes, a valorização acumulada dos ativos logísticos chega a aproximadamente 300% na última década.

No início de 2026, a taxa nacional de vacância dos condomínios logísticos era de cerca de 7%, segundo dados da consultoria Colliers, reforçando o cenário favorável para novos investimentos.

Novos empreendimentos ampliam oferta logística

Com a demanda crescente, incorporadoras aceleram o lançamento de novos projetos voltados ao setor logístico.

Entre eles está o Navepark, empreendimento desenvolvido pelo Grupo ABC.inc & Embralot, em Navegantes. O complexo reúne galpões modulares e estrutura de serviços em uma localização estratégica, distante cerca de 9 quilômetros da Portonave, 13 quilômetros do Porto de Itajaí e 11 quilômetros do Aeroporto Internacional de Navegantes.

Segundo os responsáveis pelo projeto, o empreendimento já opera com ocupação total e faz parte de um plano de expansão que prevê seis novos lançamentos ao longo de 2026.

Também em Navegantes, a Ciway, empresa do Grupo Saes Empreendimentos, desenvolve o complexo logístico Ciway 470. O projeto contará com aproximadamente 200 mil metros quadrados distribuídos em 94 módulos e terá certificação ambiental LEED, evidenciando a crescente busca por empreendimentos sustentáveis no segmento.

Infraestrutura viária é desafio para acompanhar crescimento

Apesar da expansão portuária e do avanço do mercado imobiliário, a infraestrutura rodoviária continua sendo um dos principais desafios da região.

A BR-101, principal corredor de acesso aos portos do Litoral Norte catarinense, deverá receber investimentos de aproximadamente R$ 382 milhões no trecho entre Balneário Camboriú e Penha.

O pacote contempla a implantação de 46 quilômetros de terceiras faixas, além da construção de uma nova ponte sobre o Rio Itajaí-Açu e melhorias em acessos considerados críticos para o fluxo de caminhões.

Especialistas apontam que a competitividade logística da região dependerá não apenas da ampliação da capacidade portuária, mas também da modernização da infraestrutura viária, essencial para garantir maior eficiência no transporte de cargas.

Fonte: Portogente.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa Pexels / Arquivo

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Logística

Investimentos em logística no Brasil podem alcançar R$ 300 bilhões com novo ciclo de concessões

O setor de logística brasileiro se prepara para um novo ciclo de expansão que poderá movimentar cerca de R$ 300 bilhões em investimentos nos próximos anos. A expectativa do governo federal é iniciar essa nova fase a partir de 2026, impulsionando projetos de infraestrutura e ampliando a participação da iniciativa privada em rodovias, ferrovias, portos e hidrovias.

O montante previsto representa aproximadamente o dobro do registrado no ciclo de concessões realizado entre 2016 e 2020, reforçando a estratégia de modernização da infraestrutura de transportes do país.

Concessões impulsionam modernização da infraestrutura

Entre 2023 e 2025, os leilões promovidos pelo governo federal resultaram em contratos que somam R$ 262 bilhões em investimentos. O objetivo do Ministério dos Transportes é ampliar a capacidade logística nacional e reduzir a dependência do transporte rodoviário, atualmente responsável por mais de 60% da movimentação de cargas.

Para o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, o segmento de transportes concentra a maior demanda por investimentos entre todos os setores de infraestrutura.

Segundo ele, seriam necessários R$ 287,9 bilhões — o equivalente a 2,26% do Produto Interno Bruto (PIB) — para expandir e modernizar as malhas ferroviária e rodoviária. O valor supera, inclusive, a necessidade de investimentos estimada para o setor elétrico.

Juros elevados e análise do TCU desafiam novos projetos

Apesar das perspectivas positivas, especialistas apontam obstáculos para a execução do programa de concessões. As taxas de juros elevadas dificultam a atração de investidores, enquanto parte das empresas já possui recursos comprometidos em contratos conquistados recentemente.

Outro fator que pode afetar o cronograma é a análise de diversos projetos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A complexidade das novas modelagens, aliada à necessidade de garantir segurança jurídica, pode ampliar o prazo para realização dos leilões.

Ainda assim, Tadini avalia que os modelos atuais apresentam maior qualidade técnica e oferecem melhor distribuição de riscos, atraindo fundos de investimento e investidores internacionais, além das tradicionais empresas de construção.

Governo aposta em concessões inteligentes e novos modelos de PPP

O Ministério dos Transportes prevê realizar 13 leilões de rodovias ainda este ano, abrangendo mais de 7 mil quilômetros de estradas e investimentos estimados em R$ 149 bilhões.

Entre os projetos está a modernização da BR-116 entre São Paulo e Paraná, conhecida como Régis Bittencourt, cuja concessão foi vencida recentemente pela EPR.

Com o avanço do programa, cerca de 30% da malha rodoviária federal deverá ficar sob administração privada. Como os trechos mais rentáveis já foram concedidos, o governo trabalha em novos formatos para viabilizar ativos menos movimentados.

Um desses modelos é o das chamadas concessões inteligentes, nas quais o poder público realiza um aporte financeiro inicial para custear grandes obras, como duplicações e implantação de terceiras faixas. Depois dessa etapa, a concessionária assume a operação da rodovia, cobrando tarifas de pedágio reduzidas.

Outra proposta em desenvolvimento prevê contratos com investimentos engatilhados, permitindo ajustes financeiros conforme o crescimento do fluxo de veículos e a necessidade de novas intervenções.

Segurança jurídica é considerada essencial para atrair investidores

Especialistas destacam que o sucesso das Parcerias Público-Privadas (PPPs) dependerá da criação de mecanismos que assegurem os pagamentos aos concessionários, mesmo em cenários de restrição fiscal.

Entre as alternativas estudadas estão fundos garantidores e contas vinculadas, que destinam exclusivamente as receitas do projeto para custear operação, investimentos e equilíbrio financeiro dos contratos.

Para o advogado Diego Fernandes, especialista em Direito Público, a qualidade das garantias oferecidas será decisiva para aumentar a confiança dos investidores e reduzir riscos ao longo da vigência das concessões.

Ferrovias e portos ganham protagonismo na competitividade brasileira

O fortalecimento da logística integrada também é apontado como estratégico para setores como mineração e agronegócio.

Segundo Marcus Santarém, diretor de desenvolvimento de negócios da Cedro Participações, projetos que conectem diretamente áreas produtoras às principais ferrovias nacionais podem elevar a eficiência do transporte de cargas, reduzir custos logísticos e diminuir impactos ambientais.

Entre os empreendimentos destacados estão a Ferrovia Serra Azul e o Porto do Meio, planejados para atuar de forma integrada no escoamento de minério de ferro.

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) defende uma estratégia que combine recursos públicos e privados, estabilidade regulatória, financiamento de longo prazo e fortalecimento do mercado de capitais para ampliar os investimentos em infraestrutura logística.

Hidrovias ainda têm grande potencial de expansão

Especialistas também enxergam espaço para ampliar o transporte hidroviário no Brasil. O país possui cerca de 41,8 mil quilômetros de vias navegáveis, mas apenas 20,1 mil quilômetros são utilizados economicamente.

Atualmente, as hidrovias respondem por apenas 5% da movimentação de cargas no território nacional.

O primeiro leilão para concessão de uma hidrovia está previsto para o primeiro semestre de 2027 e terá como projeto pioneiro a Hidrovia do Rio Paraguai, em um trecho de aproximadamente 600 quilômetros entre Corumbá e Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Investimento

REIDI impulsiona investimentos em infraestrutura nos setores portuário, aeroportuário e hidroviário

Grandes obras de infraestrutura, como a construção de portos, a ampliação de aeroportos e a implantação de hidrovias, exigem altos investimentos antes mesmo de entrarem em operação. Para reduzir esse custo inicial e incentivar novos empreendimentos, o governo federal mantém o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), um mecanismo de incentivo tributário voltado à execução de projetos estratégicos.

O regime permite a suspensão da cobrança de PIS e Cofins sobre bens e serviços utilizados durante a implantação de empreendimentos aprovados, tornando os investimentos mais atrativos para a iniciativa privada.

O que é o REIDI?

Instituído pela Lei nº 11.488, de 2007, o REIDI não representa um repasse financeiro do governo às empresas. O benefício funciona por meio da suspensão de tributos incidentes sobre a aquisição de máquinas, equipamentos, materiais de construção, contratação de serviços e locação de bens destinados às obras enquadradas no programa.

Na prática, a medida reduz o custo de implantação dos empreendimentos, melhora a viabilidade econômica dos projetos e estimula novos investimentos em infraestrutura.

Quais setores podem utilizar o benefício?

O regime contempla projetos em diferentes áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país. Entre elas estão os setores de portos, aeroportos, hidrovias, transportes, energia, saneamento básico e irrigação, desde que as propostas atendam às exigências legais e recebam aprovação do poder público.

A importância do programa foi reforçada com a reforma tributária, que preservou o REIDI como um dos principais instrumentos de incentivo à infraestrutura, mantendo seu papel na atração de investimentos privados para um segmento que ainda demanda significativa expansão.

Ministério amplia acesso ao REIDI

Com o objetivo de aumentar o alcance do programa nos setores de sua competência, o Ministério de Portos e Aeroportos atualizou, em junho de 2026, as regras para o enquadramento de projetos.

A Portaria GM/MPor nº 36 ampliou o acesso ao benefício para empreendimentos localizados em aeroportos públicos. Antes da mudança, apenas concessionárias aeroportuárias podiam solicitar o enquadramento no regime.

Com a nova regulamentação, projetos desenvolvidos em aeroportos administrados pela Infraero, estados e municípios também passaram a ser elegíveis, desde que cumpram os critérios estabelecidos. Nos setores portuário e hidroviário, permanecem aptos os projetos realizados em portos organizados, instalações portuárias de uso privado e hidrovias.

Empresas parceiras também poderão solicitar o incentivo

Outra novidade da regulamentação é a possibilidade de empresas parceiras dos responsáveis pelos empreendimentos requererem o enquadramento no REIDI, desde que atendam às condições previstas na norma.

De acordo com a diretora de Assuntos Econômicos da Secretaria-Executiva do Ministério de Portos e Aeroportos, Helena Venceslau, a atualização busca adequar o programa às políticas públicas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura nacional. Segundo ela, a revisão eliminou uma limitação existente na regulamentação anterior, permitindo que projetos de infraestrutura executados dentro de sítios aeroportuários também tenham acesso ao benefício fiscal.

Mais segurança para investidores

A expectativa do governo é que as novas regras ampliem a segurança jurídica para investidores e favoreçam a implantação de novos projetos de infraestrutura logística, fortalecendo os setores portuário, aeroportuário e hidroviário em diferentes regiões do Brasil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Notícias

Ventania acima de 100 km/h derruba contêineres no Porto de Santos e provoca morte no litoral paulista

A forte ventania que atingiu o litoral de São Paulo nesta quarta-feira (29) também causou transtornos nas operações do Porto de Santos. Imagens compartilhadas nas redes sociais e em grupos de mensagens mostram um caminhão completamente destruído após um contêiner cair sobre o veículo durante as rajadas de vento.

Os vídeos registram a intensidade dos ventos dentro da área portuária e mostram trabalhadores tentando se proteger enquanto equipamentos e cargas eram atingidos pela tempestade. Até o momento, não há registro de feridos relacionado ao incidente no porto.

Além da queda de contêineres, as rajadas de vento afetaram parte das operações em terminais portuários, gerando impactos na movimentação de cargas ao longo da tarde.

Rajadas superaram os 100 km/h

O fenômeno foi provocado pela passagem de uma frente fria pelo estado de São Paulo. Embora a previsão inicial indicasse ventos de até 90 km/h, a Defesa Civil registrou rajadas de 103 km/h em Itanhaém por volta das 12h30.

As condições climáticas severas mobilizaram a Defesa Civil paulista, que emitiu alerta para toda a faixa litorânea, entre Itanhaém e Ubatuba, devido ao risco de ventos intensos, chuvas fortes, descargas elétricas e granizo.

Ventania deixa uma vítima fatal

A tempestade também provocou uma morte em Santos. Uma pessoa foi atingida por uma árvore durante a ventania e não resistiu aos ferimentos.

Diante da intensidade dos fenômenos, a Defesa Civil ativou o Gabinete de Crise para acompanhar os impactos da frente fria, que deve continuar influenciando o tempo até quinta-feira (30).

Defesa Civil orienta população

O órgão recomenda que a população evite permanecer sob árvores, postes, placas, coberturas frágeis e estruturas metálicas durante as rajadas de vento. Motoristas também devem redobrar a atenção nas rodovias devido ao risco de queda de árvores, objetos sobre as pistas e redução da visibilidade causada pelas chuvas.

No litoral, além dos ventos intensos, há previsão de ressaca e mar agitado, condições que podem continuar afetando as atividades portuárias e a navegação.

Fonte: Defesa Civil do Estado de São Paulo e CNN Brasil.
Texto: Redação
Imagem: Reprodução Internet

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Portos

Portonave recebe mais sete  unidades e completa a chegada dos 14 novos guindastes elétricos de pátio

Os sete últimos e-RTGs chegaram nesta quinta-feira (23) a bordo do navio Rui Fu; até o final do ano, Terminal também receberá mais dois guindastes de cais capazes de operar os maiores navios do mundo

A Portonave concluiu nesta semana a chegada dos 14 novos guindastes elétricos Rubber Tyred Gantry (e-RTG), que reforçam a frota de pátio do Terminal. As sete últimas unidades chegaram ao Complexo Portuário de Itajaí/Navegantes nesta quinta-feira (23), a bordo do navio Rui Fu, que partiu da Tanzânia em 3 de julho. 

Com esta entrega, o primeiro terminal portuário privado de contêineres do país fecha um dos principais capítulos do seu plano de modernização. Os sete primeiros e-RTGs desembarcaram no início do mês e devem entrar em operação em meados de agosto; as unidades que chegaram agora iniciam as atividades na sequência. Cada um destes guindastes mede 28 metros de altura, pesa 156 toneladas e é 100% elétrico, o que reforça a estratégia de descarbonização da Companhia.

Equipamentos elétricos e seguros

Da marca Konecranes, projetados na Finlândia e montados na China, os novos e-RTGs chegam prontos para operar no sistema de eletrificação do pátio. Essa estrutura atende a frota do Terminal desde 2016, quando a Portonave eletrificou seus guindastes movidos a diesel e reduziu em 96,5% a emissão de gases poluentes desses equipamentos. Cada unidade movimenta até 41 toneladas e empilha contêineres em até sete níveis (por protocolo de segurança, a empresa opera com limite de cinco). Os equipamentos contam ainda com sensores anticolisão, frenagem de emergência na elevação, controle eletrônico de balanço de carga e lubrificação automática. Ao levantar o contêiner, o operador é informado por uma tela sobre o peso da unidade.

Investimentos totais

A frota renovada de pátio integra um pacote de mais de R$ 500 milhões em equipamentos 100% elétricos, que contempla ainda dois guindastes Ship-to-Shore (STS), Reach Stackers e scanners de inspeção de cargas e Terminal Tractors. Os STS são a peça mais aguardada dessa próxima etapa: adquiridos da fabricante chinesa ZPMC, movimentam cargas de até 100 toneladas a 55 metros de altura e serão os primeiros desse porte no Brasil, preparados para operar navios de até 400 metros de comprimento.

A ampliação da frota caminha junto com a Obra de Adequação do Cais, iniciada em janeiro de 2024 e com conclusão prevista para o segundo semestre de 2026, que deixará a Portonave apta a receber essa nova classe de embarcações. Ao final do processo, o Terminal passará a contar com 8 STS e 32 RTGs, e a capacidade de movimentação saltará de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs por ano (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). No conjunto, os investimentos em obras e equipamentos  ultrapassam R$ 2 bilhões.

Sobre a Portonave

A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007 como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL), que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. Emprega 1,3 mil profissionais diretos e, atualmente, mais de 2,3 mil indiretos – o que inclui cerca de 1,8 mil trabalhadores dedicados à obra de reforço do cais. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o terminal mais eficiente em produtividade de navios em 2025. Em 2026, alcançou a marca histórica de 15 milhões de TEUs movimentados desde o início das operações.

TEXTO E IMAGENS: Assessoria de Imprensa Portonave

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Portos

Pela primeira vez, JBS Terminais recebe operação simultânea de dois navios com mais de 300 metros de comprimento


A JBS Terminais registrou no último final de semana um marco em sua operação no Porto de Itajaí ao realizar, pela primeira vez, a movimentação simultânea de dois navios porta-contêineres com mais de 300 metros de comprimento. A operação reforça a capacidade operacional, a eficiência e a competitividade do terminal, consolidando sua posição entre os principais portos do país.


Os navios SAN AUGUSTIN MAERSK e NAVARINO atracaram simultaneamente no terminal, exigindo um planejamento integrado e alto desempenho das equipes operacionais. Juntas, as duas embarcações somaram mais de 2 mil movimentos, demonstrando a capacidade da infraestrutura e a eficiência das operações realizadas pela JBS Terminais.


O SAN AUGUSTIN MAERSK, de bandeira da Dinamarca, possui 333,2 metros de comprimento e 48,32 metros de boca (largura). Já o NAVARINO, de bandeira de Malta, mede 335,07 metros de comprimento e 42,84 metros de boca.


A operação representa um feito inédito para o Porto de Itajaí, que nunca havia registrado a movimentação simultânea de dois navios desse porte. O resultado evidencia a evolução da infraestrutura portuária e a capacidade da JBS Terminais de atender embarcações de grande porte com segurança, produtividade e eficiência.


O marco ocorre em um momento de forte crescimento do terminal. Em junho, a JBS Terminais registrou recorde de movimentação, com 45.458 TEUs, o maior volume mensal desde o início de suas operações no Porto de Itajaí. O desempenho reforça a retomada das atividades do complexo portuário e evidencia o aumento da confiança dos armadores e clientes na capacidade operacional do terminal.


A combinação entre infraestrutura, eficiência operacional e crescimento da demanda consolida a JBS Terminais como um importante hub logístico para o comércio exterior brasileiro, preparada para receber embarcações de grande porte e ampliar a competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

TEXTO E IMAGEM: JBS

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