Portos

Portonave conquista Certificação de Responsabilidade Social da ALESC

Iniciativa reconhece compromisso com práticas que unem governança, sustentabilidade e valorização das pessoas

Guiada pelas práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança), a Companhia recebeu a Certificação de Responsabilidade Social da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) na 14ª edição realizada na última quarta-feira, 10 de dezembro, em Florianópolis. A iniciativa homenageia organizações com boas práticas em governança, sustentabilidade e ações sociais. Para a conquista, o Poder Legislativo Estadual avaliou indicadores internos e externos de desenvolvimento econômico, ambiental e o balanço social.

As ações de sustentabilidade abrangem práticas de inclusão, bem-estar e desenvolvimento comunitário. Em 2024, a empresa destinou R$ 10,8 milhões para iniciativas sociais que promovem inclusão socioeconômica, educação, cultura, esporte, saúde e engajamento comunitário, por meio de recursos próprios e leis de incentivo fiscal. Além disso, internamente, investiu R$ 1,8 milhão em subsídios educacionais para o desenvolvimento dos próprios profissionais.

A edição deste ano registrou um recorde de 200 inscrições, demonstrando o crescente engajamento das organizações catarinenses com a sustentabilidade. Na ocasião, acompanhado por profissionais de diversas áreas da empresa (todos voluntários do Instituto Portonave), o Diretor-Superintendente Administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, participou da cerimônia, representando o Terminal Portuário.

Práticas sociais

Um país desenvolvido se constrói com inclusão, educação e cuidado com as pessoas. Por isso, a empresa mantém o Instituto Portonave, que realiza ações em parceria com instituições, escolas e projetos locais, com o objetivo de reduzir desigualdades. Em 2024, cerca de 138 mil pessoas foram beneficiadas por meio de 50 iniciativas realizadas na região.

Entre as ações apoiadas estão programas que promovem formação, cultura e bem-estar, como o Embarca Aí, voltado à qualificação profissional de jovens do ensino médio; o Brigadista Mirim, que oferece noções de segurança e primeiros socorros para filhos de profissionais; o Surf sem Limites, que ensina o esporte a alunos da APAE e crianças da AMA de Navegantes; o Instituto Nadar, que viabilizou a construção de uma piscina comunitária em Navegantes; o Musicalizando nas Escolas, com oficinas e festivais musicais em escolas públicas; e as Aulas de Língua Portuguesa para Migrantes.

Além disso, o papel se estende à preservação ambiental e à valorização do patrimônio local, com iniciativas como o projeto de proteção das corujas-buraqueiras, o Corujar. Também, como medida de compensação ambiental, a Portonave realiza a recuperação da área de restinga na orla do município de Navegantes, conforme previsto no Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD).

Governança que valoriza pessoas

Com 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos, a Portonave coloca as pessoas no centro de sua estratégia ESG e mantém cerca de 20 iniciativas voltadas à valorização dos profissionais, que abrangem inclusão, meio ambiente, segurança, saúde e bem-estar. Entre os principais destaques estão:

Programa Saúde em Equilíbrio — reúne ações voltadas à qualidade de vida, como a Semana da Saúde com oficinas, palestras e atividades que incentivam hábitos saudáveis, ginástica laboral diária, equipes de corrida, serviços de massoterapia; o Programa Cuidar – com a formação de Multiplicadores do Cuidado, profissionais capacitados para oferecer acolhimento inicial e combater estigmas relacionados à saúde mental; acompanhamento psicológico e nutricional, entre outras ações.

Ações de integração social — incluem iniciativas como Café dos Aniversariantes, Festa de 5, 10, 15 e 20 anos que celebra a trajetória dos profissionais e os Jogos Internos com competições de futebol, vôlei, tênis de mesa e xadrez.

Sobre o Certificado de Responsabilidade Social

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), com base na Lei nº 12.918, de 23 de janeiro de 2004, instituiu o Certificado de Responsabilidade Social de Santa Catarina e o Troféu Responsabilidade Social – Destaque SC, com o objetivo de reconhecer e valorizar empresas privadas, empresas públicas e organizações sem fins lucrativos que atuam em território catarinense e que adotam práticas de responsabilidade socioambiental em suas políticas de gestão.

FONTE E IMAGEM: Assessoria de Imprensa Portonave

Ler Mais
Portos

Brasil registra alta de 9,8% na movimentação portuária em outubro e mantém projeção de recorde anual

A movimentação portuária brasileira voltou a acelerar em outubro, quando os terminais do país atingiram 121,5 milhões de toneladas, um avanço de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O levantamento, elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base em dados da Antaq, mostra que o volume acumulado de janeiro a outubro chegou a 1,16 bilhão de toneladas, alta de 4% na comparação anual.

Contêineres impulsionam o resultado
O crescimento foi fortemente influenciado pelo desempenho da carga conteinerizada, que registrou aumento de 11,6% em outubro, alcançando a maior movimentação mensal da série histórica da agência reguladora. Os números fazem parte do Estatístico Aquaviário, divulgado nesta quarta-feira (10) pela Antaq.

Perspectiva de recorde histórico em 2025
Para o ministro Silvio Costa Filho, os resultados confirmam a tendência de avanço contínuo do setor ao longo do ano. Ele prevê que o Brasil baterá novo recorde portuário em 2025, superando em pelo menos 150 milhões de toneladas a marca registrada em 2022. Segundo o ministro, a expansão está diretamente relacionada à melhoria das condições econômicas, que ampliam a previsibilidade nas negociações internacionais, fortalecem a confiança dos investidores e contribuem para a geração de empregos.

Predomínio do comércio exterior
Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram mais de 830 milhões de toneladas destinadas ao comércio exterior, resultado 3,8% superior ao de 2024. A cabotagem somou 190,8 milhões de toneladas, representando 16,4% do total, enquanto o transporte por vias interiores respondeu por 115,4 milhões de toneladas, ou 9,9%.

Segmentos em destaque no ano
No acumulado de 2025, a movimentação de contêineres permanece entre os destaques, com crescimento de 5,3% e total de 136 milhões de toneladas. Os granéis sólidos seguem na liderança absoluta, alcançando 692,8 milhões de toneladas, enquanto os granéis líquidos somaram 275 milhões de toneladas.

Logística nacional segue em fortalecimento
Os indicadores de outubro reforçam a consolidação de uma logística mais eficiente e integrada, capaz de sustentar o avanço do comércio exterior brasileiro e impulsionar cadeias produtivas em todo o país. A continuidade desse movimento aponta para um ambiente operacional mais robusto e preparado para responder ao crescimento da demanda.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Portos

Porto Itapoá implementa estações para segurança e fluidez operacional no cais

Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes

O Porto Itapoá deu mais um passo decisivo rumo à modernização de suas operações com a implantação das novas Pinning Stations, estruturas projetadas para tornar o processo de travamento e destravamento dos twistlocks, dispositivos que fixam os contêineres, mais seguro, padronizado e eficiente. Com isso, o terminal reforça seu compromisso com a segurança das equipes e a fluidez operacional no cais.

As Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes (STS). Essa mudança reorganiza o fluxo, elimina riscos desnecessários e proporciona mais conforto para os profissionais responsáveis por essa etapa fundamental da operação.

“A adoção das Pinning Stations representa uma transformação profunda na rotina do cais. Estamos trazendo mais segurança e garantindo que nossos colaboradores trabalhem em um ambiente protegido, pensado para reduzir riscos e aumentar a eficiência”, afirma Sergni Pessoa Rosa Jr., diretor de Operações, Meio Ambiente e Tecnologia do Porto Itapoá.

Além do ganho em segurança, o terminal também destaca os avanços em padronização e rastreabilidade. Com a centralização do processo nessas estações, cada etapa passa a ser registrada e integrada ao sistema operacional (TOS), permitindo total controle, monitoramento e previsibilidade.

“A partir desse modelo, todo o fluxo de operação se torna mais consistente. Ganhamos ritmo, reduzimos interferências e elevamos o nível de organização no cais. É um investimento que reflete diretamente na qualidade do serviço prestado ao mercado”, explica Sergni.

A iniciativa também reforça os pilares culturais do Porto Itapoá, que coloca as pessoas no centro de suas ações. A implantação das Pinning Stations é considerada um marco tanto produtivo quanto humano.

“Mais do que produtividade, estamos fortalecendo nossa cultura de segurança. Cuidar das pessoas, oferecer condições adequadas de trabalho e investir em tecnologia que reduz a exposição ao risco são prioridades para nós. As Pinning Stations sintetizam esse compromisso”, completa o diretor.

Com a novidade, o Porto Itapoá avança na consolidação de um modelo operacional cada vez mais moderno, seguro e alinhado às melhores práticas internacionais, reafirmando sua posição entre os terminais mais eficientes do país.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTO DE ITAPOÁ

Ler Mais
Exportação

Anel Ferroviário do Sudeste deve impulsionar exportações do agronegócio e reduzir gargalos logísticos

A implantação da Estrada de Ferro 118 (EF-118), conhecida como Anel Ferroviário do Sudeste, tem potencial para transformar o escoamento da produção agrícola brasileira e reorganizar a cadeia de insumos do agronegócio. O projeto prevê até 575 km de extensão, conectando portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo à EFVM e à Malha Ferroviária do Sudeste (MRS).

Com leilão marcado para junho, a ferrovia deverá ligar Nova Iguaçu (RJ) a Santa Leopoldina (ES), ponto estratégico de integração com a EFVM. A primeira fase — entre São João da Barra e Santa Leopoldina — terá 246 km de trilhos e conclusão prevista para 2035. A etapa seguinte, conectando São João da Barra a Nova Iguaçu, será analisada após o início da operação inicial.

Investimentos e impacto na movimentação de cargas

Os investimentos previstos somam R$ 6,6 bilhões, entre recursos públicos e privados. A demanda estimada é de 24 milhões de toneladas por ano, contemplando carga geral, granéis líquidos, sólidos agrícolas e minérios.

Segundo João Braz, diretor de logística e terminais do Porto do Açu, a ferrovia deve ampliar a eficiência logística, permitindo a entrada de fertilizantes e a saída de grãos, reduzindo fretes de retorno vazios das regiões produtoras. A Firjan também avalia que a infraestrutura trará ganhos de competitividade.

Redução de gargalos e nova dinâmica portuária

Para Tatiana Gruenbaum, sócia-líder de infraestrutura da KPMG, a nova via deve aliviar gargalos rodoviários do Sudeste e reduzir o efeito “funil” em portos como Santos e Paranaguá. Além disso, amplia a diversificação logística do Rio e do Espírito Santo, tornando os portos capixabas mais atrativos para o agronegócio.

O Porto Central, previsto para iniciar operações em 2027 em Presidente Kennedy (ES), poderá receber granéis, fertilizantes, grãos, minerais, gás natural e cargas gerais. O terminal será implantado em fases, começando por uma área de granéis líquidos em águas profundas para transbordo de petróleo. O Porto de Ubu, operado pela Samarco, também tende a ser favorecido pela nova ferrovia.

Competitividade ampliada no Sudeste e no Centro-Oeste

De acordo com Braz, o Anel Ferroviário do Sudeste ajudará a reequilibrar o sistema portuário, reduzir custos de transporte e conectar de forma mais eficiente os portos a Minas Gerais e ao Centro-Oeste, regiões centrais na produção de commodities. O Complexo do Açu já amplia sua capacidade com novos terminais, obras em andamento e uma unidade de mistura de fertilizantes prevista para iniciar operações no próximo trimestre.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Invest Retroporto destaca importância das atividades retroportuárias e debate desafios ambientais e urbanos

O Invest Retroporto, realizado na sede da Associação Comercial de Santos (SP), reforçou o papel central das atividades retroportuárias, especialmente Redex, Depots e Terminais Alfandegados, para garantir valor agregado e segurança às operações portuárias. Especialistas defenderam que os benefícios do Reporto sejam ampliados para esses segmentos, ampliando a competitividade logística.

Planejamento urbano e ambiental como base para novos negócios
Sob o subtítulo Planejamento Urbano e Ambiental para Novos Negócios, o encontro destacou que a expansão econômica em áreas próximas aos portos depende diretamente das legislações de uso e ocupação do solo e dos licenciamentos ambientais. O avanço de novos empreendimentos traz aumento de arrecadação, fortalecimento do setor de serviços e geração de empregos mais bem remunerados, desde que acompanhado de planejamento integrado entre cidade e porto.

Desafios ambientais e insegurança jurídica
Mesmo com planejamento conjunto, participantes alertaram que questões ambientais precisam ser tratadas com racionalidade, evitando extremismos. Os complexos portuários estão inseridos em áreas de alta sensibilidade ecológica, o que torna frequentes os questionamentos do Ministério Público, mesmo quando há compensações ambientais robustas. Essa dinâmica, segundo os palestrantes, alimenta a instabilidade jurídica e amplia a burocracia, dificultando o desenvolvimento sustentável.

Zoneamento e legislações em debate
A revisão do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Estado de São Paulo foi citada com preocupação, pois pode restringir a expansão de atividades ligadas aos portos de Santos e São Sebastião, únicos portos marítimos paulistas. Outras normas, como a Lei da Mata Atlântica, o Código Florestal, o Zoneamento Costeiro e áreas de proteção como o PESM, também influenciam diretamente a expansão econômica. Embora essenciais para a preservação ambiental, alguns especialistas apontaram que compensações acabam sendo aplicadas em áreas pouco visíveis à população, prejudicando empreendimentos formais e incentivando ocupações irregulares. Um dos palestrantes citou ainda dado do Banco Mundial de que a pobreza é a maior fonte de poluição mundial.

Expansão portuária e necessidade de alinhamento institucional
O evento reforçou que a ampliação de áreas portuárias e retroportuárias, a implantação de porto-indústria e os investimentos em acessos terrestres e aquaviários são decisivos para o desenvolvimento sustentado. Embora haja estudos para criação de um órgão ambiental metropolitano, especialistas ponderam que os conflitos permanecerão enquanto leis e normas não forem harmonizadas para reduzir externalidades negativas.

Unidade para promover desenvolvimento sustentável
Para avançar, palestrantes defenderam a união entre governos, iniciativa privada e sociedade civil, acima de interesses setoriais e ideológicos. A convergência dessas forças seria essencial para equilibrar proteção ambiental e crescimento econômico, garantindo resultados estratégicos para o país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

Ler Mais
Portos

PF investiga suspeita de fraude em licitação do Porto de Itajaí; caso foi revelado por reportagem do UOL

Uma reportagem publicada pelo UOL, assinada pela colunista Natália Portinari, trouxe à tona novas suspeitas envolvendo a licitação realizada em 2023 para o arrendamento transitório do Porto de Itajaí (SC). As informações revelam que a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar possíveis irregularidades no processo conduzido pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), após encaminhamento do Tribunal de Contas da União (TCU) ao Ministério Público Federal (MPF).

Segundo a reportagem, o TCU identificou uma série de inconsistências no certame — entre elas, mudanças nas regras durante a fase de seleção, falta de critérios objetivos no edital e indícios de que a empresa vencedora não detinha capacidade técnica para assumir a operação do terminal.

Empresa sem experiência venceu após reverter desclassificação

De acordo com as informações divulgadas pelo UOL, a empresa Mada Araújo, que posteriormente se tornou Mada Araújo Asset e Port Management, nunca havia administrado um terminal portuário. Inicialmente, ela foi desclassificada pela comissão de licitação por não comprovar capacidade de movimentar 44 mil TEUs por mês.

A desclassificação, porém, foi revertida pela diretoria colegiada da Antaq, que considerou que o edital não estabelecia critérios que justificassem a exclusão da empresa — decisão que contrariou a análise técnica da comissão.

Como a primeira colocada também foi desclassificada e não conseguiu reverter a decisão, a Mada Araújo acabou declarada vencedora, recebendo o contrato de arrendamento transitório por 24 meses.

Venda à JBS e lucro milionário levantam novas suspeitas

A auditoria do TCU citada pelo UOL destaca que a empresa apresentou sucessivas mudanças societárias antes e depois do processo seletivo. Criada em 2010 como uma consultoria, com capital de apenas R$ 10 mil, a empresa alterou sua razão social, aumentou seu capital para R$ 800 mil e passou a declarar novas atividades meses antes do certame — nenhuma delas relacionada ao setor portuário.

O site institucional também só foi criado em 2023.

Mesmo sem conseguir iniciar as operações em junho de 2024, como previsto contratualmente, a empresa foi vendida à Seara Alimentos, do Grupo JBS, após a Antaq autorizar a transferência de 70% do controle societário. O ex-proprietário, Marco Antônio de Araújo, teria lucrado R$ 60 milhões com a negociação.

Após a compra, a empresa passou a se chamar JBS Terminais, atual administradora do porto.

TCU aponta prejuízos à economia local

O TCU concluiu que o atraso na execução do contrato e a incapacidade operacional da empresa causaram prejuízos “não mensuráveis” ao porto e à comunidade local. O documento aponta ainda indícios de que a empresa buscou apenas se apropriar da valorização do contrato, caracterizando possível vantagem econômica indevida.

O tribunal lembrou, conforme destacado pela reportagem do UOL, que frustrar o caráter competitivo de uma licitação para obter vantagem pode configurar crime.

O caso foi encaminhado ao MPF, que solicitou a abertura de inquérito na Polícia Federal para aprofundar as investigações.

Governo e Antaq se manifestam

O Ministério dos Portos e Aeroportos informou ao UOL que a licitação para o arrendamento definitivo do Porto de Itajaí está prevista para 2026. Segundo a pasta, a prorrogação do contrato transitório permanece válida até o novo leilão, com prazo máximo de dois anos.

NOTA OFICIAL – PORTO DE ITAJAÍ 

Diante das informações divulgadas pela imprensa nacional sobre a investigação relacionada ao processo licitatório conduzido pela Antaq em 2023 para o arrendamento provisório do Porto de Itajaí, a Superintendência divulgou uma nota que diz que o inquérito apura um procedimento realizado antes da federalização e sem qualquer participação da atual gestão. “A Antaq, por ser uma agência reguladora independente, conduz seus editais e critérios técnicos de forma autônoma, não cabendo ao Porto interferir nessas definições.”

A nota diz ainda que é importante destacar que o Porto de Itajaí enfrentou 14 meses de paralisação decorrentes de indefinições contratuais e modelos de arrendamento anteriores, período que causou prejuízos à economia local, aos trabalhadores e à cadeia logística. Hoje, com a reorganização administrativa e a retomada plena das operações, o Porto voltou a registrar resultados expressivos — apenas no último mês, foram movimentadas 500 mil toneladas. 

A Superintendência reforçou que apoia integralmente todas as investigações conduzidas pelo TCU, MPF e Polícia Federal, defendendo que todo o processo de 2023 seja esclarecido com rigor, devido ao impacto que gerou ao município e ao setor portuário.

O Reconecta News tentou contato com a assessoria de imprensa da JBS em Itajaí, mas ainda não teve resposta. 

Fontes das informações

• Reportagem de Natália Portinari, publicada no UOL em 06/12/2025

• Auditoria e acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU)

• Informações do Ministério Público Federal (MPF) mencionadas pelo UOL

• Dados oficiais da Antaq citados na matéria original

• Declarações do Ministério dos Portos e Aeroportos, conforme publicado pelo UOL

Texto: Redação 
Imagem: Reprodução Internet / ND Online

Ler Mais
Logística

Fundo da Marinha Mercante pode financiar ferrovias estratégicas para ampliar eficiência portuária

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) avançou, nesta terça-feira (2), na discussão sobre a utilização do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para apoiar projetos ferroviários ligados à operação portuária. A proposta foi debatida em reunião com autoridades do setor, e o ministro Silvio Costa Filho reforçou que a integração entre ferrovias e portos é essencial para elevar a competitividade logística do Brasil.

Durante o encontro, o MPor apresentou as diretrizes de um programa desenvolvido em parceria com o Ministério dos Transportes e representantes do setor produtivo. A iniciativa avalia o potencial do FMM — hoje voltado à navegação e à infraestrutura portuária — para financiar trechos ferroviários que conectem diretamente portos ou corredores logísticos estratégicos. Com cerca de R$ 24 bilhões disponíveis, o fundo tem condições de apoiar obras que reduzam custos logísticos e ampliem a eficiência operacional.

Programa nacional de crédito deve ser anunciado em janeiro
Segundo Silvio Costa Filho, o governo trabalha para lançar, ainda em janeiro, um programa nacional de crédito voltado ao financiamento de ferrovias estratégicas voltadas à operação portuária. “Estamos estruturando um grande programa de fortalecimento do financiamento ferroviário com apoio do Fundo da Marinha Mercante. Quando a ferrovia chega ao porto, ganhamos capacidade, reduzimos custos e fortalecemos todo o setor portuário”, afirmou o ministro.

Conexão entre modais é decisiva para competitividade
O secretário nacional de Ferrovias, Leonardo Ribeiro, destacou que a ligação entre ferrovia e porto é crucial para o sucesso da Política Nacional de Ferrovias e para a nova carteira de leilões. Ele lembrou que o modal ferroviário responde por grande parcela das exportações brasileiras — cerca de 95% do minério de ferro e 40% dos granéis agrícolas enviados aos portos passam pelos trilhos.

A reunião também tratou da criação de um mapa integrado que organize ferrovias existentes, obras em andamento e expansões futuras em relação aos portos, permitindo uma priorização técnica mais precisa dos investimentos. Outro ponto discutido foi o aumento da participação de bancos privados no financiamento, com objetivo de ampliar o crédito disponível e acelerar a execução dos projetos.

Ampliação do FMM exigirá análise técnica e deliberação
O MPor ressaltou que o FMM já financia projetos de infraestrutura portuária e aquaviária, e que qualquer ampliação para incluir obras ferroviárias dependerá de avaliação técnica, aprovação do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante e decisão do Governo Federal.

Participaram da agenda representantes da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), da MoveInfra, da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que contribuíram com análises e perspectivas do setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Márcio Ferreira/MT

Ler Mais
Portos

Setor de navegação recebe diagnóstico inédito sobre seguros em Terminais Portuários Autorizados

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) lançou, nesta terça-feira (2), o primeiro diagnóstico nacional sobre seguros em Terminais Portuários Autorizados. O estudo consolida, pela primeira vez, um conjunto amplo de dados estratégicos, análises e percepções que oferecem um panorama técnico até então inexistente para os Terminais de Uso Privado (TUPs). A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP).

Avanço na gestão de riscos e previsibilidade do setor
O levantamento representa um passo significativo na agenda de gestão de riscos, previsibilidade regulatória e fortalecimento da segurança jurídica no setor portuário. O material identifica desafios, práticas e lacunas ligadas aos seguros obrigatórios, incluindo aspectos regulatórios, operacionais e climáticos.
Para o ministro Silvio Costa Filho, o diagnóstico reúne informações essenciais que aumentam a previsibilidade e fortalecem o ambiente de negócios. O secretário-executivo Tomé Franca destacou que a base consolidada de dados facilita decisões estratégicas, melhora o diálogo com operadores e reforça a necessidade de regras modernas, especialmente diante do avanço das mudanças climáticas.
A diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, reforçou que o material contribui para políticas públicas baseadas em evidências, sobretudo em temas sensíveis como riscos associados e seguros obrigatórios.

Riscos climáticos e oportunidades de aprimoramento
O diagnóstico também chama atenção para o aumento da frequência e da intensidade dos riscos climáticos, apontando a necessidade de aprimorar mecanismos de proteção, governança e eficiência regulatória. Ao organizar informações antes dispersas, o estudo amplia a capacidade de planejamento do setor e fortalece a atuação conjunta entre governo, mercado segurador e operadores portuários.

Transparência e modernização do ambiente portuário
A iniciativa reforça o compromisso com um ambiente portuário mais moderno, seguro e alinhado a boas práticas internacionais. Com mais transparência e subsídios técnicos, o diagnóstico deverá embasar futuras evoluções regulatórias e apoiar o desenvolvimento sustentável da navegação e dos terminais autorizados.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

Ler Mais
Portos

Secretário Nacional de Portos debate transformações no mundo do trabalho em congresso da magistratura

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, participou entre 27 e 29 de novembro do IV Congresso Nacional e II Internacional da Magistratura do Trabalho, realizado em Foz do Iguaçu (PR). O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT) em parceria com a Academia Brasileira de Formação e Pesquisa (ABFP), reuniu especialistas para discutir transformações no mundo do trabalho e os desafios jurídicos e institucionais do setor.

Debate sobre o marco regulatório portuário
Além de integrar as discussões gerais, Ávila presidiu o painel “Trabalho Portuário: desafios e perspectivas”, que debateu aspectos trabalhistas relacionados à revisão do marco regulatório do setor portuário, atualmente analisado na Câmara dos Deputados por meio do PL 733. O encontro contou com a participação de Jacqueline Wendpap (Ceportos), Arthur Gersioni (Eldorado), José Adilson (FNE) e Sérgio Aquino (Fenop), que trouxeram contribuições sobre as mudanças esperadas para o setor.

Para o secretário, o Congresso funcionou como um espaço privilegiado de diálogo e construção coletiva. Ele destacou que o ambiente favoreceu a troca de experiências e permitiu apresentar a visão da Secretaria Nacional de Portos sobre temas estratégicos para o setor.

Reconhecimento ao trabalho institucional
Ávila ressaltou que o Ministério e a Secretaria receberam amplo reconhecimento pelos avanços na condução do debate trabalhista do novo marco regulatório. Segundo ele, o diálogo entre empresários e trabalhadores, que resultou em acordo sobre o capítulo trabalhista do PL, reforça o papel da pasta como agente de harmonização e pacificação dentro do setor portuário.

Temas estratégicos para portos e logística
O Congresso também promoveu discussões alinhadas à agenda de logística e infraestrutura do país, incluindo temas como sustentabilidade e transição energética, impactos das tecnologias emergentes nas relações trabalhistas, modernização da regulação para portos públicos, a atuação das autoridades portuárias e o avanço do ESG no setor portuário. Esses assuntos são considerados centrais para melhorar a competitividade, a eficiência e o desenvolvimento econômico regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

Ler Mais
Investimento

China intensifica investimentos no Brasil e expande portos, energia, transporte e agronegócio

A China amplia sua atuação no Brasil com uma onda de investimentos bilionários em portos, ferrovias, energia e exportações agrícolas. Estatais e grandes conglomerados chineses assumem operações relevantes, compram participações estratégicas e fortalecem sua presença em ativos essenciais para o escoamento de grãos, petróleo e para o transporte de passageiros.

Esse avanço permite que grupos chineses controlem partes importantes da cadeia de exportação agrícola, ao mesmo tempo em que participam de projetos de mobilidade urbana e de geração e transmissão de energia. O movimento ajuda a redesenhar a infraestrutura brasileira e consolida o país asiático como um dos principais parceiros econômicos do Brasil.

COFCO amplia domínio na exportação agrícola
Na exportação de commodities, o avanço mais evidente vem da COFCO, gigante estatal chinesa que atua como uma das maiores tradings de grãos do país. A empresa compra soja, milho e açúcar, opera terminais portuários e possui estruturas logísticas que conectam o campo ao embarque internacional.

Em Santos, a companhia já operava dois terminais e utilizava instalações de terceiros. Em março, iniciou a operação parcial do novo terminal TEC (STS11), que será concluído no próximo ano. Com ele, a capacidade da empresa no porto passa de 4 milhões para 14 milhões de toneladas anuais, tornando o local seu maior terminal fora da China.
A mudança reduz custos logísticos e reforça o peso dos investimentos chineses no agronegócio brasileiro.

CM Ports avança em portos estratégicos
No setor de contêineres, a presença chinesa também se destaca. Cerca de 11% dos contêineres movimentados no Brasil passam pelo TCP, em Paranaguá (PR), terminal controlado desde 2018 pela estatal CM Ports, uma das maiores operadoras globais do segmento.

Em novembro, a empresa fechou um acordo com o governo brasileiro para expandir ainda mais o terminal. O pacote de investimentos deve elevar a capacidade operacional e fortalecer a influência chinesa na logística de comércio exterior.

A ofensiva vai além dos contêineres. No Porto do Açu (RJ), responsável por aproximadamente 30% das exportações de petróleo do país, a CM Ports assinou em fevereiro de 2025 um acordo para adquirir 70% do terminal de petróleo – negócio ainda sujeito à aprovação regulatória. Se concluído, ampliará o domínio chinês na logística do setor petrolífero brasileiro.

CRRC se firma no transporte de passageiros
Os investimentos chineses também chegam ao transporte sobre trilhos. A concessão do trem intercidades entre São Paulo e Campinas, leiloada em 2024, foi vencida por um consórcio formado pela brasileira Grupo Comporte (60%) e pela estatal chinesa CRRC (40%). O projeto prevê cerca de R$ 14 bilhões em investimentos.

A CRRC será responsável pela implantação do sistema e pela fabricação dos trens. Além disso, venceu em 2025 a licitação para fornecer 44 novos trens ao Metrô de São Paulo, em um contrato de R$ 3,1 bilhões, com montagem prevista em Araraquara.

Essas iniciativas mostram como o Brasil incorpora a expertise da China em grandes projetos ferroviários e metroviários.

Energia e petróleo reforçam a rede integrada chinesa
No setor de energia, as estatais chinesas ocupam posições centrais. A State Grid controla a CPFL, que atua na distribuição elétrica, enquanto a CTG (China Three Gorges) participa da geração de energia no país. Ambas utilizam tecnologias e componentes produzidos pela própria indústria chinesa, criando um ciclo integrado de produção e operação.

No petróleo, petroleiras como CNPC e Sinopec operam em campos brasileiros, contribuindo para o fluxo que chega ao Porto do Açu – justamente o terminal que a CM Ports busca controlar.

Essa interligação de empresas evidencia um sistema integrado de investimentos, do qual a China se beneficia ao operar múltiplas etapas da cadeia energética e logística.

Um novo cenário para a infraestrutura brasileira
Especialistas apontam que a China consolidou sua economia com investimentos robustos em portos, ferrovias e metrôs, desenvolvendo empresas com grande capacidade técnica e acesso a financiamento. A expansão para países com déficit de infraestrutura, como o Brasil, segue essa estratégia.

O resultado é um conjunto diversificado de investimentos que vão de portos de grãos e contêineres a terminais de petróleo, linhas de trem e redes elétricas. Em muitos casos, diferentes empresas chinesas alimentam umas às outras, ampliando a atuação do próprio Estado chinês em território brasileiro.

O impacto desse movimento envolve ganhos de infraestrutura, mas também desafios regulatórios e questões sobre dependência externa – elementos que influenciarão o futuro do desenvolvimento nacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook