Portos

Porto de Itajaí assina convênio para estudos técnicos de remoção dos destroços do Navio Pallas

Ato histórico marca nova etapa de expansão do complexo portuário e preparação para receber navios de grande porte

O Porto de Itajaí realizou, nesta segunda-feira (25), na Marina de Itajaí, a solenidade de assinatura do convênio com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Autoridade Portuária Federal, representada pela Superintendência do Porto de Itajaí, para a realização de estudos técnicos voltados à remoção dos destroços do navio Pallas, embarcação naufragada desde 1893 no canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí.

O ato representa um avanço estratégico para o futuro da infraestrutura aquaviária do complexo portuário e integra o novo ciclo de retomada e modernização do Porto de Itajaí sob gestão do Governo Federal. A iniciativa permitirá a elaboração dos estudos necessários para viabilizar a futura retirada da embarcação, localizada entre as boias 9 e 11, próxima à Bacia de Evolução nº 2.

Com investimento de R$ 310 mil do Governo Federal destinados aos estudos técnicos para a remoção dos destroços, o projeto busca solucionar uma limitação histórica do complexo portuário. A presença dos destroços impede atualmente o aprofundamento daquela área e limita a ampliação da capacidade operacional do porto.

Com a futura remoção do navio e a realização da dragagem de adequação, o Porto de Itajaí poderá ampliar a Bacia de Evolução nº 2 para 530 metros de diâmetro e preparar a estrutura para receber embarcações maiores, alinhando-se às novas demandas da navegação internacional.

Além do ganho operacional, a medida representa mais segurança para as manobras, aumento de produtividade, redução de custos logísticos e fortalecimento da competitividade do complexo portuário catarinense no cenário global.

Antes da solenidade, representantes do Porto de Itajaí e da Univali atenderam a imprensa para apresentar detalhes técnicos do projeto, os desafios relacionados ao navio Pallas e os impactos futuros da iniciativa para o desenvolvimento portuário da região.

Durante a abertura do evento, um vídeo institucional destacou que a iniciativa representa “um gesto que une passado e futuro, respeita a história, qualifica o presente e prepara o Porto de Itajaí para novos tempos”.

A mesa de autoridades foi composta pelo superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira; pelo representante da Univali, professor doutor Luiz Rodolfo Burger; pelo ex-superintendente do Porto de Itajaí, ex-deputado federal e ex-presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima; pela deputada federal Ana Paula Lima; pelo ex-superintendente do Porto de Itajaí João Paulo Tavares Bastos; pelo CEO da JBS Terminais, Aristides Júnior; pelo gerente da Portonave, Rodrigo Santa Rita; pelo professor da Univali e responsável pela parte técnica e histórica do projeto, Jules Souto; e pelo prefeito de Navegantes, Ricardo Ventura.

Também participaram representantes da Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí, ANTAQ, SC Portos, Prefeitura Municipal de Itajaí, trade portuário, sindicatos, Câmara de Vereadores, Associação Empresarial de Itajaí e Navegantes, Embratur e demais autoridades civis e portuárias.

“Esse convênio significa muito mais do que o início de um estudo técnico. Ele simboliza visão, ousadia, retomada e confiança no potencial do Porto de Itajaí”, afirmou o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira.

Estudos unem desenvolvimento portuário e preservação histórica

Responsável pela contextualização técnica e histórica do projeto, o professor Jules Souto destacou que os estudos relacionados ao navio começaram ainda na década de 1990 e ganharam força após a localização precisa da embarcação, confirmada em 2016.

Segundo ele, o trabalho busca conciliar desenvolvimento logístico, responsabilidade técnica e preservação patrimonial.

“Nosso objetivo é resolver um problema histórico para os municípios de Itajaí e Navegantes, com responsabilidade técnica, respeito ao patrimônio histórico e da forma mais econômica possível. Acreditamos que também existe uma oportunidade importante de resgate histórico e cultural a partir desse processo”, afirmou.

Jules também relembrou que o navio Pallas possui relevância histórica para a região. Naufragada em 25 de outubro de 1893, durante o período da Revolução Federalista, a embarcação permaneceu submersa por mais de um século no canal de acesso ao porto, tornando-se parte da história marítima local.

O gerente da Portonave, Rodrigo Santa Rita, ressaltou que o projeto representa uma nova etapa para todo o complexo portuário de Itajaí e Navegantes.
“Esse projeto marcará o futuro do complexo portuário de Itajaí. Os navios de 366 metros fazem parte da nova realidade da navegação mundial e era fundamental enfrentarmos esse desafio preservando a memória, mas olhando para o futuro e para o desenvolvimento sustentável”, declarou.

Representando a JBS Terminais, Aristides Júnior destacou a importância estratégica da infraestrutura portuária para o desenvolvimento econômico nacional.
“Poucos portos estão preparados para receber navios desse porte. O Porto de Itajaí precisa estar inserido nesse cenário global de competitividade e desenvolvimento logístico. Esse projeto representa protagonismo e visão de futuro”, afirmou.

Em nome da Univali, o professor Luiz Rodolfo Burger enfatizou a integração entre universidade, ciência e setor produtivo.
“Estamos unindo excelência acadêmica e força logística para destravar o potencial do complexo portuário. Essa parceria representa coragem, visão de futuro e compromisso com o desenvolvimento regional”, disse.

Porto de Itajaí vive novo ciclo de retomada e expansão
Durante sua manifestação, o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, destacou que o projeto simboliza uma nova etapa do processo de retomada do complexo portuário sob gestão do Governo Federal.
Artur relembrou o cenário enfrentado pelo porto após o período de paralisação das atividades e destacou os resultados alcançados a partir da retomada operacional.
“Em 2025 o Porto de Itajaí retomou suas operações batendo recordes de movimentação e receita, impulsionando geração de renda e desenvolvimento econômico para nossa cidade e para Santa Catarina. O Porto voltou a transmitir confiança ao mercado internacional”, destacou.
O superintendente também mencionou o crescimento das operações de veículos no complexo portuário, incluindo novas operações da montadora chinesa BYD e a continuidade da movimentação de veículos BMW.

“Nós voltamos a operar com confiança internacional e consolidamos novamente o Porto de Itajaí como referência em operações de alto valor econômico. Isso demonstra que a retomada deixou de ser expectativa e se tornou realidade”, afirmou.

Artur ainda anunciou que o Porto de Itajaí já iniciou negociações junto ao BNDES para viabilizar o financiamento destinado à futura remoção do navio Pallas e ao aprofundamento do canal para 16 metros.
“Hoje o Porto de Itajaí voltou a ter capacidade de planejamento, sustentabilidade econômica e condições de pensar alto. Estamos escrevendo um novo capítulo de desenvolvimento, confiança e evolução”, declarou.

O ex-superintendente João Paulo Tavares Bastos relembrou que a retirada do navio foi uma das primeiras pautas trabalhadas durante sua gestão.

“Essa cerimônia é resultado de muito trabalho e representa apenas o primeiro passo para a solução de um problema centenário que faz parte da história da nossa região”, afirmou.
Já o ex-superintendente do Porto de Itajaí e ex-presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, classificou o momento como histórico para Santa Catarina e para a logística nacional.
“Porto é uma porta para o mundo. É desenvolvimento, geração de empregos, soberania nacional e crescimento econômico. O Porto de Itajaí voltou a ocupar o lugar estratégico que nunca deveria ter perdido”, declarou.

Representando o Congresso Nacional, a deputada federal Ana Paula Lima destacou os impactos econômicos e sociais da iniciativa para toda a região.
“Cada metro de dragagem que hoje não pode ser realizado representa menos cargas, menos empregos e menos desenvolvimento. Esse projeto prepara o Porto de Itajaí para receber navios maiores, ampliar sua competitividade e fortalecer toda a economia regional”, afirmou.

Novo momento para o complexo portuário
Ao final do evento, as autoridades realizaram a assinatura oficial do convênio e participaram de um registro simbólico que marcou o início desta nova etapa voltada à modernização e ampliação da capacidade operacional do Complexo Portuário de Itajaí.

O projeto é considerado estratégico para o futuro do porto e integra o conjunto de ações voltadas à qualificação da infraestrutura logística da região, preparando o complexo para atender às novas exigências do comércio marítimo internacional.
A futura remoção do navio Pallas permitirá não apenas o aprofundamento do canal e a ampliação da bacia de evolução, mas também abrirá caminho para um novo ciclo de investimentos, expansão operacional e fortalecimento da economia regional. O próximo passo é a elaboração do plano de trabalho.

Com a retomada operacional consolidada, crescimento da movimentação de cargas e novos projetos estruturantes em andamento, o Porto de Itajaí avança em direção a um novo momento de desenvolvimento, modernização e protagonismo no cenário portuário brasileiro.

TEXTO E IMAGEM: Porto de Itajaí

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Eventos

O Futuro da Logística nos espera no Recife: O RêConectaNews convida você para a Multimodal Nordeste 2026!

Mais do que um evento, a Multimodal Nordeste é o ponto de encontro de corações e mentes que movem a engrenagem logística do nordeste. E é com imensa alegria e entusiasmo que o RêConectaNews confirma sua participação nesta edição histórica!


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Portos

Mais do que cargas, o Porto de Santos movimenta vidas

Quando Rodrigo Reis começou a trabalhar no Porto de Santos, ainda atuava na área de manutenção predial. Mas ele viu no porto um futuro mais promissor. A oportunidade surgiu por meio de um curso profissionalizante ligado ao setor portuário. Ele se inscreveu, foi contratado como auxiliar de manutenção e, pouco tempo depois, passou a trabalhar na área de mecânica.

Hoje, ele olha para trás com orgulho da trajetória que construiu e se enche de esperança com o que ainda está pela frente. “Trabalhar no Porto de Santos, hoje, significa oportunidade de crescimento, de aprendizado, de capacitação”, diz ele.

A história de Rodrigo se mistura à de milhares de pessoas que vivem, direta ou indiretamente, da atividade portuária na Baixada Santista. Mais do que movimentar cargas e conectar o Brasil ao comércio internacional, o Porto de Santos também impulsiona empregos, abre caminhos profissionais e transforma a vida de famílias inteiras.

No caso dele, essa relação atravessa gerações. Filho de portuário, Rodrigo cresceu vendo navios, caminhões e guindastes fazerem parte da paisagem da cidade. O cais sempre esteve ali, presente no cotidiano da família, como acontece com tantas outras pessoas em Santos. Hoje, sente que também constrói seu próprio caminho dentro dessa história. “Meu pai foi portuário a vida toda. O Porto faz parte da minha vida, da minha história, da minha família, das minhas realizações”, conta ele.

A mudança profissional fez diferença dentro de casa. Segundo a esposa dele, Isadora Rodrigues, o emprego no porto permitiu que a família realizasse sonhos antes distantes, como a reforma da casa onde vivem. “Eles dão muita oportunidade de crescer. Crescer tanto pessoal quanto profissionalmente”, afirma.

Oportunidade que transforma

A trajetória da copeira Marli Aparecida da Silva também ajuda a mostrar como o Porto de Santos vai além da operação logística.

Ela lembra com emoção do dia em que recebeu a notícia de que seria efetivada no trabalho. “Para mim, trabalhar no Porto foi uma mudança de vida totalmente”, conta ela.

Aquele ambiente sempre dinâmico e cheio de oportunidades colocou nela uma vontade, até então adormecida, de buscar novos horizontes.

Marli passou a investir em qualificação profissional. Já fez cursos de vistoria de contêineres e atualmente estuda operações com granéis sólidos.

A vontade de aprender nasceu da curiosidade sobre aquele universo que passou a fazer parte da sua rotina. “A gente vê um contêiner passando, mas não tem ideia de como é, do que vai dentro. Trabalho diretamente com o Porto, então é bom a gente saber as coisas”, diz ela.

Fonte de oportunidades

No maior porto da América Latina, histórias como as de Marli e de Rodrigo se multiplicam todos os dias. Quanto mais o porto cresce, cresce junto a procura por profissionais preparados para atuar em diferentes áreas do setor.

Para André Fleury Bonini, diretor-presidente do Centro de Excelência Portuária de Santos (CENEP), o porto depende diretamente das pessoas que fazem a atividade acontecer diariamente. “O que move o canal do Porto de Santos são as pessoas”, diz.

Segundo ele, iniciativas de formação profissional ajudam trabalhadores a se prepararem para novas oportunidades que surgem com o crescimento da atividade portuária.

Relação porto e cidade

Em Santos, é difícil separar a história da cidade da história do porto. O movimento de navios, caminhões e trabalhadores atravessa gerações e sustenta milhares de empregos diretos e indiretos na região.

Além de estivadores, operadores e tripulações, a atividade portuária também envolve profissionais de áreas como alimentação, manutenção, transporte, limpeza, segurança e serviços administrativos.

É essa rede que ajuda a explicar por que tantas histórias de vida acabam se cruzando com a do Porto de Santos.

Rodrigo resume bem tudo isso. Para ele, fazer parte dessa estrutura significa mais do que ter um emprego. Significa pertencimento, realização e perspectiva de futuro. “Hoje estou feliz trabalhando no Porto. Me sinto realizado. Me sinto orgulhoso de poder fazer parte disso”, concluiu.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Concessões de portos, aeroportos e hidrovias terão regras unificadas, anuncia MPor

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) criou um Grupo de Trabalho (GT) com a missão de alinhar e uniformizar as regras aplicadas às concessões de portos, aeroportos e hidrovias no Brasil. A proposta busca ampliar a segurança jurídica, aumentar a previsibilidade regulatória e fortalecer a atratividade dos projetos de infraestrutura para investidores nacionais e estrangeiros.

A iniciativa reúne representantes do governo federal, agências reguladoras e integrantes do setor privado para discutir melhorias no modelo de concessões dos diferentes modais de transporte.

Governo quer ampliar estabilidade regulatória

Durante o anúncio da medida, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o objetivo é criar maior coerência regulatória entre os setores sem desconsiderar as particularidades de cada modalidade.

Segundo o ministro, a intenção é construir uma estrutura regulatória mais integrada, aproveitando experiências já aplicadas em diferentes áreas da infraestrutura nacional.

Além da harmonização das normas, o grupo também irá analisar impactos econômicos e regulatórios, incluindo questões relacionadas à segurança jurídica e decisões já consolidadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Grupo discutirá prorrogação de contratos e novos investimentos

Entre os temas prioritários do GT estão as regras para prorrogação contratual das concessões. O colegiado deverá propor diretrizes que ampliem os ganhos econômicos para o Estado, incentivem novos investimentos e contribuam para a melhoria dos serviços prestados à população.

Na avaliação do governo, a padronização das regras pode reduzir a percepção de risco dos investidores, facilitando o acesso a financiamentos e diminuindo o custo de capital dos projetos de infraestrutura.

O ministério também aposta no fortalecimento institucional e na estabilidade regulatória como fatores essenciais para ampliar a confiança do mercado nos projetos brasileiros.

Integração entre setores é vista como avanço estratégico

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Tiago Faierstein, destacou que a integração entre os setores de transporte pode impulsionar o desenvolvimento da infraestrutura nacional.

Segundo ele, a aproximação entre governo e iniciativa privada é necessária para criar um ambiente mais competitivo e favorável à atração de investimentos.

A diretora substituta da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, Cristina Castro, afirmou que a diversidade de visões dentro do grupo pode contribuir para soluções mais eficientes e socialmente relevantes.

Setor privado acompanhará debates do grupo

O setor privado também terá participação nas discussões. A Confederação Nacional do Transporte (CNT), entidade representativa do segmento de transporte e logística, destacou a abertura do governo ao diálogo com empresas e investidores.

A assessora governamental da CNT, Dim Michelle Rodrigues, afirmou que a participação do setor privado tende a fortalecer os resultados das propostas debatidas pelo grupo.

Grupo terá prazo de 90 dias para apresentar relatório

O Grupo de Trabalho será coordenado pela Assessoria Especial do Gabinete Ministerial e contará com integrantes da Secretaria-Executiva do MPor, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), da Anac e da Antaq.

Especialistas e entidades externas poderão participar das reuniões como convidados, sem direito a voto. A atuação no colegiado será considerada prestação de serviço público relevante e não terá remuneração.

O GT terá prazo de 90 dias para concluir os estudos e apresentar um relatório final com propostas de aperfeiçoamento normativo e diretrizes para políticas públicas voltadas ao setor de infraestrutura.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Frances/MPor

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Comércio Internacional

Irã registra primeira receita com pedágio no Estreito de Ormuz e amplia tensão internacional

O governo iraniano confirmou o recebimento da primeira receita proveniente da cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. A informação foi divulgada pelo vice-presidente do Parlamento do país, Hamid-Reza Haji Babaei, conforme noticiado por uma agência semioficial iraniana.

A medida, aprovada no mês anterior pela Comissão de Segurança do Parlamento, prevê a cobrança de taxas de embarcações que transitam pela região — responsável por escoar cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.

A iniciativa provocou forte reação internacional. Autoridades dos Estados Unidos classificaram a cobrança como ilegal e uma ameaça à estabilidade global. À época, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a ação é “inaceitável” e representa risco ao comércio internacional.

Fluxo marítimo reduzido e impacto no petróleo global

O tráfego no Estreito de Ormuz segue significativamente abaixo do normal. O cenário é influenciado pelo bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, além de episódios recentes envolvendo apreensão de embarcações na região.

Especialistas alertam que qualquer restrição prolongada nessa rota pode impactar diretamente o mercado energético global, elevando preços e aumentando a volatilidade.

Irã reforça discurso de soberania sobre a região

Autoridades iranianas têm reiterado que o controle sobre o Estreito de Ormuz é uma condição central para encerrar o conflito em curso. Atualmente, o Parlamento e o Conselho Supremo de Segurança Nacional analisam propostas para consolidar a soberania do país sobre a hidrovia.

Em paralelo, avaliações de inteligência dos Estados Unidos indicam que, mesmo após o fim de um eventual conflito, a remoção de minas marítimas na região pode levar até seis meses — o que prolongaria os impactos logísticos e comerciais.

Tensão militar e incerteza sobre cessar-fogo

A situação geopolítica permanece instável. O Irã já apreendeu duas embarcações no estreito, reforçando seu controle estratégico. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram a extensão de um cessar-fogo temporário, sem confirmação formal por parte de Teerã.

O governo iraniano, por sua vez, critica a manutenção do bloqueio naval americano, classificando a medida como um ato de guerra. Segundo lideranças do Parlamento iraniano, qualquer acordo de cessar-fogo só será viável com a suspensão dessas restrições.

Cenário segue indefinido

Com negociações ainda incertas e interesses estratégicos em jogo, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de tensão global. A combinação de medidas econômicas, ações militares e disputas diplomáticas mantém o cenário volátil, com possíveis reflexos diretos na economia mundial.

Tags: Irã, Estreito de Ormuz, pedágio marítimo, petróleo global, geopolítica, bloqueio naval, EUA Irã, crise internacional, comércio marítimo

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

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Portos

Portonave eleva excelência operacional com investimentos em infraestrutura e pessoas

Aportes modernizam o Terminal Portuário, qualificam profissionais e preparam para o crescimento da demanda futura

Líder nacional em satisfação e experiência do cliente pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, executa um plano de investimentos que passa dos R$ 2 bilhões para fortalecer sua competitividade no segmento. O pacote contempla a adequação do cais, a aquisição de novos equipamentos e a inauguração do centro de desenvolvimento operacional mais tecnológico da América do Sul. Com foco em infraestrutura moderna, inovação e valorização das pessoas, a Companhia adota visão de longo prazo alinhada à descarbonização e à sustentabilidade.

A Obra de Adequação do Cais prepara a estrutura para operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros. A segunda etapa segue em andamento, com 1,4 mil profissionais dedicados às atividades no cais e canteiro de obras. De acordo com dados de final de março – último levantamento realizado – 72% da obra total está concluída. Mais do que o ganho operacional, o cais terá infraestrutura para futura instalação do sistema de shore power, que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados – tecnologia inédita no setor brasileiro.

Além disso, o Terminal Portuário receberá novos equipamentos portuários: dois guindastes Ship-to-Shore (STS) de maior capacidade, 14 Rubber Tyred Gantry (RTG) eletrificados – previstos para serem recebidos no segundo semestre deste ano. Em 2025, entraram em operação uma Reach Stacker (RS) elétrica e dois Scanners para vistoria de contêineres. Aliado aos investimentos em infraestrutura, a Portonave também investe continuamente na capacitação dos profissionais.

Somados, os aportes privados da empresa vão expandir a capacidade operacional anual de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Esse crescimento impulsiona o desenvolvimento socioeconômico, com impacto positivo direto na cadeia nacional e local. Nesse contexto, as práticas alinhadas aos princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança, em português), com foco em infraestrutura moderna, inovação e valorização das pessoas, tornam-se essenciais ao nortear as ações da Companhia de forma responsável, equilibrada e sustentável, alinhadas à visão de longo prazo

Foco em pessoas

Com foco no desenvolvimento contínuo e na capacitação de seus profissionais, o Centro de Desenvolvimento de Excelência Operacional está em fase de implementação final, com o objetivo de elevar a eficiência e a cultura de segurança da Companhia. Integrado ao Terminal Portuário, o hub conta com quatro simuladores da CM Labs, empresa canadense reconhecida mundialmente pela tecnologia e precisão de seus equipamentos, e tem capacidade para treinar cerca de 300 profissionais por ano, com uma equipe dedicada de instrutores. As capacitações no espaço estão previstas para serem iniciadas em maio.

Dois dos simuladores são do modelo Master Cab, o mais moderno disponível no mercado para capacitação no segmento e inédito na América do Sul. O equipamento é capaz de reproduzir, com alto grau de realismo, as operações dos guindastes STS e RTG, além das empilhadeiras de grande porte RS e Empty Container Handler (ECH) utilizadas na movimentação de contêineres. O Master Cab conta com 10 telas de LED, assento com sistema de motion, que reproduz as vibrações dos equipamentos reais, e controles idênticos aos das máquinas operacionais. Além disso, permite a troca de componentes, como joysticks e pedais, possibilitando a simulação dos quatro tipos de equipamentos em um único simulador.

O centro conta ainda com dois simuladores do modelo Trainer para a simulação dos Terminal Tractors (TT) no pátio de operações. Em ambos os modelos, é possível recriar condições adversas, como chuva, vento, neblina e baixa visibilidade, além de cenários de risco, como o afastamento do navio do cais ou a queda de contêineres.

Com a estrutura, os profissionais passam a contar com uma formação composta por 16 horas de aulas teóricas, 40 horas em simuladores e 184 horas de prática em campo. A iniciativa não substitui a experiência real, mas prepara os operadores para o desenvolvimento da memória motora e do domínio técnico em um ambiente seguro, além de permitir a análise das aptidões de cada profissional. Também será utilizado para a reciclagem de conhecimentos dos profissionais com maior tempo de experiência.

Sobre a Portonave

A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil, controlada pelo grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL). No ranking nacional na movimentação contêineres cheios de longo curso, a empresa é a 4ª colocada, com 9% de participação, de acordo com o Datamar, em 2025. Também é destaque em eficiência, com a maior produtividade do Brasil, com média de 114 Movimentos por Hora (MPH) realizados por navio em 2025, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Como diferencial, possui uma câmara frigorífica totalmente automatizada que proporciona sinergia para as operações de produtos de temperatura controlada. Atualmente, gera cerca de 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

Saiba mais em: www.portonave.com.br

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Eventos

SDA fortalece o setor aduaneiro e integra o ecossistema do ReConecta na Intermodal 2026

O fortalecimento do comércio exterior passa diretamente pela atuação de entidades representativas — e é nesse cenário que o SDA – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina se destaca como uma das principais instituições do segmento. Em 2026, o sindicato integra o ecossistema do ReConecta na Intermodal South America, ampliando conexões e contribuindo para o desenvolvimento do setor.

Representatividade e atuação no comércio exterior

Com origem na década de 1950, o SDA reúne e representa os despachantes aduaneiros dos estados do Paraná e Santa Catarina, atuando na defesa da categoria e no fortalecimento das atividades ligadas ao comércio internacional.

A entidade desempenha um papel estratégico ao oferecer suporte técnico, jurídico e institucional aos profissionais da área, além de promover atualização constante diante das mudanças na legislação e nos processos aduaneiros.

Os despachantes aduaneiros, por sua vez, são responsáveis por atividades essenciais nas operações de importação e exportação, como a preparação de documentos, enquadramento fiscal de mercadorias e interface com órgãos governamentais, garantindo conformidade e agilidade nos processos.

Presença consolidada e atuação regional estratégica

Com sede em Paranaguá (PR) e atuação também em Santa Catarina, o SDA possui estrutura voltada ao atendimento dos seus associados e presença em importantes polos logísticos da região Sul, contribuindo diretamente para a eficiência das operações nos principais portos e corredores de comércio exterior.

Ao longo de sua trajetória, a entidade consolidou-se como referência no apoio à categoria, promovendo iniciativas que fortalecem a profissão e ampliam sua relevância no cenário econômico.

Presença na Intermodal 2026 com a Feaduaneiros

Durante a Intermodal 2026, o SDA estará presente no estande G103, junto à Feaduaneiros, reforçando a representatividade do setor aduaneiro dentro de um dos maiores eventos de logística e comércio exterior da América Latina.

O espaço será estratégico para apresentar a atuação da entidade, promover conexões e fortalecer o relacionamento com empresas, profissionais e instituições do setor.

Integração ao ecossistema ReConecta

Além da presença na feira, o SDA também faz parte do ecossistema do ReConecta, iniciativa que conecta empresas, especialistas e entidades em um ambiente voltado à inovação, networking e geração de negócios.

Essa integração amplia o alcance das conexões durante a Intermodal, fortalecendo o papel institucional do sindicato e contribuindo para um ambiente mais colaborativo e alinhado às demandas do comércio exterior.

Conexões que fortalecem o setor aduaneiro

A participação do SDA na Intermodal 2026, aliada à sua integração ao ReConecta, evidencia a importância das entidades de classe na construção de um setor mais estruturado, eficiente e competitivo. Em um cenário global em constante transformação, a atuação conjunta entre instituições e empresas é fundamental para impulsionar o desenvolvimento do comércio internacional.

SAIBA MAIS: http://www.sda.org.br/home/

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Eventos

Fróes Trade marca presença na Intermodal 2026 e reforça soluções em comércio exterior

A Intermodal South America 2026, principal evento de logística, transporte e comércio exterior da América Latina, contará com a presença de empresas que são referência no setor. Entre elas, a Fróes Trade chega à feira com o apoio do ReConecta, fortalecendo o ecossistema de negócios, inovação e conexões estratégicas.

Com mais de duas décadas de atuação, a Fróes Trade se posiciona como uma empresa especializada em comércio exterior, oferecendo soluções completas para operações de importação e exportação. Seu modelo de atuação integra todas as etapas do processo, desde a identificação de fornecedores e negociação internacional até a gestão logística, documental e aduaneira.

A empresa atua como gestora única das operações, com foco em simplificar processos e aumentar a eficiência dos clientes em um mercado global cada vez mais dinâmico e competitivo.

Presença estratégica e atuação global

Com escritórios e centros de distribuição em cidades estratégicas como São Paulo, Itajaí, Porto Velho e presença internacional em Miami, a Fróes Trade amplia sua capacidade de atuação e conexão com mercados globais. Essa estrutura permite oferecer soluções logísticas integradas e personalizadas para diferentes segmentos da economia.

Além disso, a empresa atende diversos setores, como alimentos, químicos, eletrônicos, máquinas e equipamentos, sempre com foco em gerar competitividade e retorno para seus clientes.

Presença na Intermodal 2026 com apoio do ReConecta

Durante a Intermodal 2026, a Fróes Trade estará no estande E123, onde apresentará suas soluções e expertise ao público do evento. A participação conta com o apoio do ReConecta, ampliando a conexão com um ambiente que reúne empresas, especialistas e iniciativas voltadas à geração de negócios e networking qualificado.

Conectando empresas ao mercado global

A presença da Fróes Trade na Intermodal, aliada ao apoio do ReConecta, evidencia a importância de soluções inteligentes e integradas para o comércio internacional. Em um cenário cada vez mais competitivo, empresas que facilitam processos e ampliam conexões globais desempenham papel fundamental no crescimento sustentável dos negócios.

SAIBA MAIS: https://froes.com.br/

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Eventos

Automação em destaque: Esteiras Motorizadas marca presença no estande do ReConecta na Intermodal 2026

Pelo segundo ano consecutivo, a Esteiras Motorizadas confirma sua participação na Intermodal 2026, no estande G100 do ReConecta News, reforçando sua presença em um dos principais eventos do setor.

A Esteiras Motorizadas surgiu com uma proposta inovadora em um mercado dominado pela venda de equipamentos. Muitas empresas precisam de automação, mas não possuem orçamento para aquisição. O modelo tradicional de venda exclui negócios que necessitam dessas ferramentas, e foi a partir desse cenário que nasceu a ideia da locação de equipamentos: gerar ganhos financeiros sem investimento, oferecendo soluções inteligentes, produtivas e acessíveis. Dessa forma, as empresas podem aumentar a produtividade de suas operações de imediato.

A locação como resposta à realidade econômica brasileira

A condição econômica do Brasil impulsionou essa decisão. Investir milhões em automação não é viável para a maioria das companhias, e o modelo de locação permite acesso imediato à tecnologia, sem custos de aquisição, reduzindo despesas e acelerando resultados. Assim, a locação garante competitividade e torna o avanço tecnológico possível para empresas de diferentes portes.

Com anos de experiência em operações de intralogística e foco em soluções produtivas e acessíveis, a Esteiras Motorizadas se consolidou como pioneira na locação de equipamentos para automação intralogística. A empresa desenvolveu simuladores que demonstram, de forma prática, os benefícios da locação em comparação à compra e à operação manual x automatizada, transmitindo segurança e confiança na tomada de decisão. O resultado é evidente: redução de custos, aumento da produtividade e melhores condições de trabalho, sem necessidade de capital imobilizado.

As soluções oferecidas são completas e seguras, voltadas especialmente a operações de cargas batidas como: descarga, carregamento, checkout de e-commerce, separação de rotas e montagem de kits. O serviço inclui avaliação “in loco”, implantação com acompanhamento técnico, apoio em cálculos de ganhos operacionais, manutenção preventiva e projetos personalizados. Todos os equipamentos seguem as normas da NR12, garantindo segurança e conformidade legal.

Inovação e proximidade com o mercado

Por ser jovem, a empresa não se prende a modelos tradicionais e atua próxima aos clientes, oferecendo soluções alinhadas às reais necessidades do mercado. Reconhecida como pioneira no modelo de locação para intralogística no Brasil, a Esteiras Motorizadas já trabalha lado a lado com grandes players e mira a expansão nacional, investindo em novas tecnologias voltadas à inteligência operacional.

Para o ReConecta News, contar com a Esteiras Motorizadas como apoiadora fortalece a proposta de reunir soluções que realmente transformam o setor. Mais do que presença institucional, a empresa chega ao evento como parte de um movimento maior: o avanço da logística inteligente, conectada e orientada por eficiência.

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Multimodal Nordeste é apoiadora do ReConecta News na Intermodal 2026

A Multimodal Nordeste 2026 amplia sua atuação no cenário nacional e chega como apoiadora do ReConecta News, fortalecendo a conexão entre diferentes polos estratégicos da logística brasileira. Mais do que um evento regional, a feira se posiciona como um elo entre mercados, promovendo integração, inovação e geração de negócios.

Em 2026, essa presença ganha ainda mais força com a participação na Intermodal South America 2026, que acontece entre os dias 14 e 16 de abril, no Distrito Anhembi. A Multimodal Nordeste estará no estande G100 do ReConecta News, apresentando todo o seu potencial e reforçando seu papel como um dos principais hubs logísticos do país.

Com edição confirmada para os dias 4 a 6 de agosto, no Recife Expo Center, a feira reúne empresas, especialistas e lideranças dos setores de transporte, logística e comércio exterior, com foco em networking qualificado e oportunidades reais de negócios. A proposta é clara: conectar o Nordeste ao Brasil e ao mundo, encurtando distâncias e ampliando possibilidades.

Ao marcar presença na Intermodal, a Multimodal Nordeste leva para São Paulo a força de um mercado em expansão, destacando o crescimento da região e sua relevância estratégica para o desenvolvimento logístico nacional. No estande G100, visitantes poderão conhecer mais sobre o evento, suas oportunidades e o impacto que vem gerando no setor.

A parceria com o ReConecta News reforça esse movimento de integração entre regiões e players do mercado, consolidando o estande como um ponto de encontro para conexões estratégicas. Mais do que apresentar um evento, a Multimodal Nordeste chega à Intermodal com o objetivo de gerar visibilidade, atrair novos participantes e fortalecer sua presença no calendário nacional.

Para o ReConecta News, contar com o apoio da Multimodal Nordeste representa a união de propósitos: conectar pessoas, impulsionar negócios e ampliar o alcance de iniciativas que fortalecem o setor logístico em todo o Brasil.

SOBRE A MULTIMODAL

A Feira Multimodal Nordeste é um dos principais encontros de transporte, logística e comércio exterior do Norte e Nordeste, criada para conectar, transformar e impulsionar o desenvolvimento regional. O evento reúne grandes empresas do setor, aproximando fornecedores, compradores e parceiros estratégicos, além de fomentar soluções, networking e novos negócios. A edição acontecerá de 04 a 06 de agosto de 2026, no Recife Expo Center, em Recife.

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