Portos

Tarifas portuárias entre China e Estados Unidos alteram fluxos de carga e aumentam custos

Novas tarifas impostas a operações portuárias por China e Estados Unidos estão reduzindo o número de navios de carga disponíveis para o transporte de mercadorias e podem elevar os custos para consumidores de ambos os países, segundo executivos do setor.

As operadoras de navios retiraram embarcações ligadas à China das rotas comerciais com destino aos Estados Unidos para evitar as novas tarifas portuárias, em vigor desde 14 de outubro. Da mesma forma, estão removendo embarcações associadas aos EUA de rotas para o país asiático, a fim de escapar dos custos de retaliação implementados no mesmo dia.

Essas medidas estão alterando os fluxos comerciais e reduzindo o espaço disponível para carga, enquanto as companhias ainda não têm clareza sobre como a China define o controle ou propriedade norte-americana em sua avaliação tarifária.

“A lista de navios disponíveis para operar em portos chineses é definitivamente menor do que antes, em todos os mercados marítimos”, afirmou Stamatis Tsantanis, diretor-executivo da empresa de transporte de carga seca Seanergy Maritime Holdings.

“Eventualmente, todos esses custos recaem sobre o consumidor final — o que tornará tudo muito mais caro”, acrescentou.

O Índice de Frete de Contêineres de Xangai (SCFI) subiu 12,9%, alcançando seu nível mais alto em quatro semanas, impulsionado por aumentos nas rotas transpacíficas, que registraram forte alta nas tarifas após o anúncio das medidas chinesas, segundo o analista da Jefferies, Omar Nokta.

As principais companhias de transporte marítimo, como Maersk, Hapag-Lloyd e CMA CGM, já reorganizaram suas rotas comerciais para evitar os novos encargos portuários dos Estados Unidos. Recentemente, a aliança Gemini, formada por Maersk e Hapag-Lloyd, informou a seus clientes que os navios Maersk Kinloss e Potomac Express deixarão de fazer escalas em Ningbo, único porto chinês visitado por essas embarcações de bandeira americana, construídas na Coreia do Sul.

“Essa nova regulamentação causará maior deslocamento de navios e mudança nos fluxos comerciais”, afirmou Gernot Ruppelt, diretor-executivo da Ardmore Shipping, empresa especializada no transporte de produtos petrolíferos refinados, químicos e óleos vegetais.

“Os mercados ainda não começaram a precificar esse nível adicional de complexidade”, acrescentou Ruppelt, destacando que a Ardmore não tem escalas programadas em portos chineses.

Tarifas no mercado de petroleiros

As tarifas de retaliação impostas pela China a navios vinculados aos EUA elevaram os preços das viagens de petroleiros de grande porte (VLCCs) com destino ao país asiático, o maior importador de petróleo do mundo.

Os novos encargos reduziram a disponibilidade de navios-tanque que podem ser contratados sem incorrer em tarifas portuárias elevadas. As taxas de referência para VLCCs atingiram o maior patamar em duas semanas no dia 14 de outubro, após a entrada em vigor das medidas, e se estabilizaram levemente no fim da semana.

A consultoria Energy Aspects revisou para cima sua projeção de tarifas para VLCCs no quarto trimestre de 2025, alertando para o risco de novos aumentos caso as interrupções logísticas se intensifiquem.

“A isenção concedida a embarcações construídas na China mitigou parcialmente o impacto potencial, embora ainda observemos um número significativo de navios de propriedade ou operação norte-americana afetados”, informou a Gibson Shipbrokers.

No segmento de carga seca — que transporta carvão, minério de ferro e produtos básicos como grãos e sal — entre 60 e 70 navios foram impactados pelas novas tarifas, representando cerca de 3% da frota capesize, segundo Tsantanis, da Seanergy.

“Dado o volume desproporcional de descargas realizadas na China dentro do segmento capesize, é provável que o impacto seja considerável em nosso mercado”, afirmou o executivo, acrescentando que já havia escassez de oferta de embarcações antes mesmo das novas medidas.

FONTE: Portal Portuário
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Porto de Itajaí terá mais autonomia e entra em nova fase de expansão e investimentos

O Porto de Itajaí inicia uma nova fase de expansão, autonomia e fortalecimento institucional. Em visita oficial à cidade nesta sexta-feira (17), o Secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, anunciou a transição administrativa da Autoridade Portuária de Santos (APS) para a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), que ficará responsável pela administração temporária até a criação da nova empresa pública federal Docas de Santa Catarina.

Na ocasião, o secretário reafirmou o superintendente João Paulo Tavares Bastos no comando do Porto de Itajaí, destacando a continuidade da gestão e o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento regional.

“O João Paulo Tavares é o superintendente do Porto. A empresa pública é prioridade, e estamos avançando nas etapas. O Porto de Itajaí é dos catarinenses, é de Itajaí e tende a crescer ainda mais”, disse o secretário Alex Ávila.

DOCAS DE SANTA CATARINA 

Segundo Alex Ávila, a criação da nova empresa pública faz parte de um processo mais amplo que visa garantir a independência e a autonomia do Porto de Itajaí, fortalecendo sua capacidade de gestão e ampliando investimentos estratégicos.

“Esse tema faz parte de um processo vinculado à criação da empresa pública, justamente para garantir a independência do Porto de Itajaí. A decisão de termos um porto independente é do Governo Federal. Quando vinculamos o Porto ao Governo, foi com o propósito de assegurar uma gestão autônoma, ampliar investimentos e fortalecer sua atuação — e é exatamente isso que estamos fazendo”, explicou.

Ele ainda explicou que a criação da Docas é prioridade para o Ministério: “é prioridade total para o Ministério dos Portos. Temos o desejo e a orientação de todo o nosso governo para chegar o mais rápido possível nessa conclusão. São etapas detalhistas e técnicas, mas posso dizer que vamos buscar cumprir no menor prazo possível”, afirmou o secretário.

MEDIDAS ANUNCIADAS

Entre as medidas anunciadas, está o avanço na concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí, projeto que já se encontra sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU). A iniciativa integra a política pública federal de conceder canais de acesso à iniciativa privada, com o objetivo de aumentar o nível de serviço, garantir dragagens contínuas e elevar a eficiência operacional.

“A dragagem é um tema vital para o Porto de Itajaí. Com o modelo de concessão, garantiremos a execução dentro dos prazos e padrões adequados. Também estamos trabalhando no arrendamento definitivo do Terminal de Contêineres, cujos estudos técnicos estão em fase final de conclusão”, destacou o secretário.
O conjunto de ações reforça o papel estratégico de Itajaí no sistema portuário nacional e o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

“Com a criação da nova empresa pública, o Porto de Itajaí terá mais autonomia, mais investimentos e mais condições de continuar gerando emprego, renda e competitividade para Santa Catarina e para o Brasil”, concluiu Alex Ávila.

O superintendente João Paulo Tavares Bastos destacou que a nova fase representa um marco para o fortalecimento da gestão local e para o futuro do Porto:
“Itajaí vive um momento histórico. Com o apoio do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do secretário Alex Ávila e do presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, estamos consolidando uma nova era de autonomia e desenvolvimento. O Porto é de Itajaí, continua sendo comandado por quem vive e trabalha na cidade, e seguirá contribuindo para o crescimento de toda a região”, afirmou João Paulo.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Movimentação do complexo portuário de Itajaí soma 11.1 milhões de toneladas em 2025

No total, 910 navios entraram no canal de acesso em 2025. Somente em setembro no Complexo Portuário, foram 95 embarcações, com 11,1 milhões de toneladas movimentadas no acumulado do ano. No mês, as exportações somaram 746,3 mil toneladas, enquanto as importações alcançaram 680,2 mil toneladas.

A área arrendada recebeu 29 navios em setembro, com uma movimentação de 346.294 toneladas no mês. As exportações representaram 211.353 toneladas, e as importações, 134.941 toneladas. No acumulado do ano, já foram movimentadas 2,7 milhões de toneladas.

Já o cais público recebeu oito navios em setembro, movimentando 70.676 toneladas, sendo 67.695 toneladas em exportações e 2.981 toneladas em importações. No acumulado do ano, o cais público já atingiu 463.482 toneladas movimentadas.

Somando as duas áreas, o cais público e a área arrendada movimentaram 416.970 toneladas em setembro, um aumento de 282% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foram 37 navios recebidos, com 279.048 toneladas exportadas e 137.922 toneladas importadas. No acumulado de 2025, a movimentação total já chega a 3,2 milhões de toneladas.

“Os números refletem o novo momento vivido pelo Porto de Itajaí sob gestão federal, com estabilidade operacional, planejamento integrado e confiança do setor produtivo. Esse crescimento é resultado de um trabalho conjunto entre equipes técnicas, operadores e órgãos intervenientes, que devolve ao porto e à cidade o protagonismo logístico que sempre tiveram em Santa Catarina.”, João Paulo Tavares Bastos, superintendente do Porto de Itajaí

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Portos do Paraná registram alta em exportações e importações em 2025

Entre janeiro e setembro, o complexo portuário somou 55,3 milhões de toneladas, com destaque para milho, farelo de soja e frango congelado

A Portos do Paraná soma 55,3 milhões de toneladas movimentadas ao longo de 2025 e caminha para bater o próprio recorde em dezembro, com mais de 70 milhões de toneladas neste ano. O volume movimentado até setembro já representa 6,2% a mais do que o registrado nos três primeiros trimestres de 2024, quando foram atingidas 52,1 milhões de toneladas. Na avaliação geral, os granéis sólidos lideram as movimentações (61,5%), seguidos de carga geral (25,4%) e granéis líquidos (13,1%).

A quantidade maior de cargas se reflete também na chegada de navios aos portos do Paraná. Foram 2.124 atracações realizadas entre janeiro e setembro de 2025, número já superior ao total registrado em todo o ano passado, que somou 2.068.

O aumento de calado, que passou de 13,1m para 13,3m, também contribui para esses resultados. “Mais carga em um navio, sem aumento de custo operacional, desperta o interesse dos armadores em atracar nos portos paranaenses”, avalia o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Os dados de movimentação de carga relativos ao mês de setembro mostram que o milho é a commodity que mais cresceu, em volume e em porcentagem, nos portos paranaenses em 2025. No comparativo com o mesmo mês de 2024, a alta é de 356%. No acumulado de janeiro a setembro, os embarques do produto aumentaram 284% em relação ao mesmo período do ano anterior — 2.935.569 toneladas contra 756.044 toneladas. Isso representa US$ 582 milhões em FOB (valor do produto no ponto de embarque).

Os principais destinos do milho exportado foram países do Oriente Médio. A combinação de fatores que envolvem a alta produtividade brasileira e os embates tarifários internacionais promovidos pelos Estados Unidos ampliaram a competitividade do grão produzido no Brasil. O aumento na procura pelo produto brasileiro, principalmente pelo Paraná, se deve ao fato de ser a melhor alternativa de escoamento.

“As exportações nos Portos de Paranaguá e Antonina tiveram um crescimento em setembro e o milho com certeza está entre os principais responsáveis por este aumento”, afirmou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

Outra commodity que cresceu no período foi o farelo de soja, que alcançou a marca de 5.085.054 toneladas, 13% a mais do que no ano passado (4.510.525 toneladas). Os cinco principais destinos do farelo foram os Países Baixos, França, Espanha, Coreia do Sul e Alemanha. Representando mais de um quarto da movimentação nacional, o produto registrou US$ 1,6 bilhão em FOB.

O frango congelado também operou em grande volume. O Porto de Paranaguá movimentou 44% da exportação nacional de carne de frango, o que representa 1,5 milhão de toneladas e US$ 2,7 bilhões de FOB. Os três principais destinos foram África do Sul, México e Emirados Árabes. Para atender à grande demanda, o Terminal de Contêineres de Paranaguá possui o maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas, e é o maior concentrador de linhas marítimas do País, com 23 serviços marítimos.

O envio de óleos vegetais também registrou alta de 45% em setembro e, no acumulado do ano (jan/set), soma crescimento de 49% nas exportações. A celulose teve um aumento de 72% no mês e acumula, até o momento, crescimento de 28% no envio para outros países.

IMPORTAÇÕES 

Na importação, o maior volume é o de fertilizantes, com 1.038.153 toneladas em setembro. O Porto de Paranaguá é o maior canal de importação de adubo do Brasil, responsável por 25,5% da movimentação nacional, avaliada em US$ 3 bilhões de FOB.

O desembarque de trigo cresceu consideravelmente no último mês, com alta de 132%, alcançando 269.308 toneladas, diante das 28.850 toneladas desembarcadas em setembro de 2024. A redução da área plantada na última safra e as interferências climáticas comprometeram a produção do cereal, exigindo maior importação para abastecer o mercado interno.

Setembro também foi marcado pelo aumento de 46% na importação de derivados de petróleo. É o primeiro mês de 2025 que a Portos do Paraná contabiliza um incremento de 3% sobre o acumulado em relação aos granéis líquidos.

FONTE: Portal Be News
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Evento

Iniciativa de inclusão rende prêmio nacional à Portonave 🫂

Terminal conquista 2º lugar em gestão de pessoas no setor portuário com projeto que capacita e gera oportunidade a pessoas com deficiência visual

A Portonave foi reconhecida com o 2º lugar no prêmio “Valorização de Práticas de Gestão de Pessoas nos Portos” durante a 3ª edição do Congresso Nacional Integra Portos (CNIT), realizado entre os dias 8 a 10 de outubro, em Santos (SP). O case premiado, “Um Toque de Inclusão”, evidencia o compromisso do Terminal Portuário com a promoção da diversidade e da inclusão no ambiente de trabalho.

Transformar vidas e potencializar a capacitação profissional, esses são os pilares do projeto que reforça o papel da Portonave como referência em práticas de gestão de pessoas no setor portuário. “É um privilégio representar a Portonave nesse momento de reconhecimento ao projeto Um Toque de Inclusão, uma ação que muda realidades e revela talentos”, destaca Glaucia Mendonça, assistente de RH da Companhia que esteve presente na cerimônia de premiação.

Com Gláucia para receber o prêmio, estava Carla Macena, massoterapeuta da empresa. Carla é uma das profissionais que participou do curso de formação oferecido pela Companhia. Sua trajetória é marcada por superação e descobertas pessoais.

“Fiz o curso sem acreditar em mim, mas todo mundo apoiou. Consegui controlar a força que eu nem sabia que tinha. Nem sabia que tinha toda essa capacidade. É uma descoberta todo dia”, conta. Para ela, essa oportunidade foi muito transformadora.

“Estou vendo uma porta na minha frente que eu posso abrir muito mais do que aquela que estava fechada. Eu não tinha para onde ir, não tinha um caminho, e a empresa deu esse caminho, acreditou em nós enquanto pessoas.”, comenta Macena.

A premiação é uma iniciativa da Fundação Cenep e da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo – Regional Baixada Santista (ABRH-SP), que valoriza ações voltadas ao desenvolvimento humano no setor portuário.

Sobre o Projeto 🏆

Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2023, pessoas com deficiência enfrentam maiores barreiras no acesso à educação, ao mercado de trabalho e à renda. Apenas 25,6% haviam concluído o Ensino Médio, em contraste com 57,3% entre pessoas sem deficiência. A participação na força de trabalho também é desigual: 29,2% para pessoas com deficiência, contra 66,4% para aquelas sem limitações.

Nesse contexto, com o objetivo de oportunizar o aprendizado de uma nova profissão, a empresa promoveu, em maio de 2024, um curso de massoterapia e reflexologia podal exclusivo para pessoas com deficiências visuais, em parceria com o Instituto Minoru Nagahashi.

Ao todo, nove alunos foram selecionados para participar do programa. Com carga horária total de 96 horas, o curso foi realizado em um hotel na cidade de Itajaí (SC), com aulas diárias de oito horas. Os participantes receberam alimentação e material didático completos durante o período de formação.

Após o curso, todos tiveram acesso a uma mentoria voltada à empregabilidade e participaram de um processo seletivo com possibilidade de contratação pela Portonave — cinco deles foram efetivados.

“O projeto Um Toque de Inclusão foi concretizado a partir do trabalho de muitas pessoas queridas, parceiros e, em especial, da nossa equipe de RH. Tenho muito orgulho e admiração pelo trabalho dos nossos massoterapeutas que compõem há mais de um ano nosso time efetivo de profissionais, contribuindo para a qualidade de vida e o bem-estar de todas as pessoas, na Portonave.” relata Josiani Bittencourt, gerente de Recursos Humanos da empresa.

Sobre o CNIT 🔎

Neste ano, o evento teve como tema “Educação para a Empregabilidade” e reuniu especialistas, representantes do poder público e das comunidades portuária e acadêmica para debater os desafios e oportunidades da modernização do setor. Ao todo, foram mais de 2.100 inscrições e 109 trabalhos apresentados.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGEM: Reprodução/Assessoria de Imprensa Portonave

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Portos

Porto de Itaguaí no Rio de Janeiro ganha 13º terminal alfandegado

Alfândega da Receita Federal tem papel decisivo no alfandegamento da KPS, importante para segurança energética e desenvolvimento regional.

A Superintendência da 7ª Região Fiscal do Rio de Janeiro, por meio do Ato Declaratório Executivo SRRF07 nº 7, de 17 de setembro de 2025, alfandegou a instalação flutuante de armazenamento e regaseificação de gás natural (FSRU) Karmol Asia, operada pela Karpowership Brasil Energia Ltda (KPS), contribuindo para o Porto de Itaguaí atingir um novo marco em sua trajetória de desenvolvimento logístico e energético.

Com isso, a Alfândega do Porto de Itaguaí (ALF/IGI) passa a contar com seu 13º terminal alfandegado, consolidando-se como um dos mais estratégicos hubs logísticos do País. A ALF/IGI teve papel central na viabilização do processo de alfandegamento, assegurando o cumprimento de todas as exigências legais e operacionais para permitir o início das operações aduaneiras do terminal da KPS sob sua jurisdição – agora apto a importar gás natural liquefeito (GNL) pela Unidade, para posterior armazenamento e regaseificação.

A operação, baseada no conceito LNG-to-Power, transforma o GNL, importado em estado líquido a -160ºC, em gás natural pronto para geração de energia. O gás é armazenado no navio FSRU e, quando acionado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), alimenta quatro usinas termoelétricas flutuantes (Powerships) capazes de gerar até 560 MW de energia, abastecendo o sistema interligado nacional por meio da infraestrutura de Furnas.

Essa energia tem papel crucial nos períodos de baixa nos reservatórios hidrelétricos, com a KPS sendo reconhecida como a usina que mais rapidamente atende à demanda do ONS, geralmente no fim da tarde, momento de pico no consumo de eletricidade e de diminuição da geração solar.

Segundo o delegado da ALF/IGI, auditor-fiscal José Antônio da Veiga Calado Filho, o alfandegamento da unidade representa um ganho importante de eficiência para o país: “Com a instalação alfandegada, o desembaraço do GNL ocorre de forma mais célere, reduzindo custos operacionais e aumentando a previsibilidade e a segurança no abastecimento energético”, destacou um dos auditores-fiscais responsáveis pelo processo.

O projeto da KPS não só representa um dos maiores investimentos estrangeiros recentes no setor energético brasileiro, como também é o maior investimento bilateral de um grupo turco no Brasil, gerando empregos qualificados e impactando positivamente a economia do estado, especialmente em Itaguaí.

Além da operação com GNL, a empresa investiu também em energia solar no município, reafirmando seu compromisso com fontes limpas e sustentáveis. Toda a operação é acompanhada por monitoramento ambiental constante, assegurando que não haja contaminação do ar ou da Baía de Sepetiba, um dos ecossistemas mais sensíveis do estado do Rio de Janeiro.

A Receita Federal, por meio da Alfândega de Itaguaí, mostra-se preparada para os desafios impostos por inovações tecnológicas, atuando para conciliar a celeridade dos processos com a segurança e a legalidade nas operações de comércio exterior.

O novo terminal reforça não apenas a importância estratégica do Porto de Itaguaí para a matriz energética nacional, mas também o papel essencial da Receita Federal como facilitadora do desenvolvimento econômico e sustentável do país.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Portos

Portos do Paraná recebe Selo Impulso Verde e consolida liderança ambiental no setor portuário

Inventário de emissões e plano de descarbonização colocam a Portos do Paraná entre as autoridades portuárias mais sustentáveis do país

A Portos do Paraná recebeu o Selo Pró-Clima na categoria Impulso Verde, concedido pela Aliança Brasileira pela Descarbonização dos Portos (ABDP), durante o 2º Encontro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos – 2025. Os coordenadores da Portos do Paraná, Kellyn Cristina Carneiro e Vader Zuliane Braga, representaram a Autoridade Portuária no evento, realizado em São Luís (MA), entre os dias 8 e 10 de outubro.

A premiação à empresa pública ocorreu após a divulgação do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) da Portos do Paraná, elaborado pela Fundación Valenciaport, que subsidiará o Plano de Descarbonização do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina.

A coordenadora Kellyn destaca que as exigências do mercado global e os compromissos internacionais tornam imperativo que portos brasileiros estejam alinhados com indicadores de sustentabilidade, o que molda o futuro da Portos do Paraná, como um modelo de desenvolvimento responsável e sustentável. “O selo é um reconhecimento pelos nossos esforços nesta jornada de descarbonização dos portos do Paraná e um estímulo para toda a comunidade portuária em seguir avançando com a implementação de boas práticas ambientais”, afirmou Kellyn.

O inventário de emissões do ano de 2023 foi elaborado com base na metodologia internacional do GHG Protocol e no Guia Metodológico para o Cálculo da Pegada de Carbono em Portos, publicado por Puertos del Estado. No período analisado, as atividades do complexo portuário de Paranaguá e Antonina emitiram cerca de 678 mil toneladas de CO₂ equivalente, distribuídas entre três escopos de análise.

O Escopo 1 refere-se às emissões diretas da Autoridade Portuária e representou apenas 2,7% do total. O Escopo 2, que contempla as emissões indiretas associadas ao consumo de energia elétrica, somou 0,1%. Já o Escopo 3, que inclui as emissões indiretas de outras atividades relacionadas às operações portuárias, como terminais, modais de transporte terrestres, serviços de apoio portuário e navios, totalizou 97,1% das emissões de GEE.

Descarbonização dos portos brasileiros

No mesmo evento, a Autoridade Portuária foi convidada a participar do painel “Planos de Descarbonização para Portos: dificuldades, metas e greenwashing, que são as estratégias enganosas de marketing em que algumas empresas promovem produtos como ambientalmente responsáveis, mas, na realidade, não cumprem critérios efetivos de sustentabilidade.

“Pude compartilhar experiências, ações executadas e os principais desafios da jornada de descarbonização do complexo portuário da Portos do Paraná. Nestes encontros, nos atualizamos e trazemos novos insights para a realidade dos portos paranaenses, com projetos inovadores relacionados à sustentabilidade nas nossas operações portuárias”, destacou Vader Zuliane Braga.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Portos

Dragagem de canal portuário em SC, em obra de R$ 333 milhões, tem largada

A dragagem do canal externo da baía da Babitonga vai começar neste final de semana. O início dos trabalhos foi liberado após a concessão de licença na última sexta-feira. O investimento será de R$ 333 milhões, incluindo a fiscalização, com o Porto Itapoá bancando R$ 300 milhões (em antecipação de tarifas portuárias) e o restante com o Porto de São Francisco do Sul. O aprofundamento do canal vai permitir a passagem de cargueiros de até 366 metros de extensão, com ampliação do calado de 14 para 16 metros.

A outra obra simultânea será o alargamento de 8 km da orla de Itapoá, com uso de metade dos 12,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos a serem retirados do fundo do mar. A tubulação para uso no alargamento de praias em Itapoá está em instalação. Os dispositivos pelos quais será bombeada a areia, a partir da draga Galileo Galilei, estão sendo colocados no Pontal do Norte, uma das três praias que vão receber os sedimentos a serem removidos.

Os tubos terão extensão de 400 metros na praia. A próxima etapa será de instalação da tubulação no mar, para conexão com a draga. A partir daí, começa o alargamento da faixa de areia. Os trabalhos têm previsão de conclusão em 13 meses, ou seja, no segundo semestre de 2026.

A draga da empresa Jan De Nul a ser utilizada nas obras tem 166 metros de comprimento e capacidade para 18 mil metros cúbicos. O navio tem 32 tripulantes. A dragagem é feita por meio de sucção e arrasto, com tubos de sucção trazendo os sedimentos, por meio de bombeamento, para a cisterna. Para o alargamento, a areia é bombeada por meio de tubulação.

FONTE: NSC
IMAGEM: Oswaldo Rodalski

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Portos

Câmara debate novo marco regulatório e regimes de exploração dos portos

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados realiza, na próxima quarta-feira (15), uma audiência pública para debater os diferentes regimes de exploração dos portos no Brasil. O encontro está marcado para as 14h30, no plenário 8, e atende a pedidos de parlamentares interessados em aprofundar a discussão sobre o tema.

Novo marco regulatório dos portos

O debate faz parte da análise do Projeto de Lei 733/25, que institui um novo marco regulatório para o setor portuário, substituindo a legislação em vigor desde 2013 (Lei 12.815/13). A proposta conta com 151 artigos que tratam de mudanças na regulação do setor, precificação de serviços, contratação de mão de obra e licenciamento ambiental.

De autoria do deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), o texto é baseado em um anteprojeto elaborado por uma comissão de juristas criada pela própria Câmara para revisar as normas atuais.

Comissão especial e tramitação

Instalada em 9 de julho, a comissão especial é presidida pelo deputado Murilo Galdino (Republicanos-PB). A relatoria está a cargo do deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA), que projeta a votação do texto até o final do ano.

Arte: Agência Câmara

FONTE: Agência Câmara de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Agência Câmara de Notícias e Ricardo Botelho/MInfra

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Sustentabilidade

Portonave conquista reconhecimento nacional por ações de descarbonização 🏆

Em mais um marco ambiental, o Terminal Portuário recebeu o Selo Diamante no Programa Pró-Clima, a mais alta honraria concedida pela iniciativa

Investir em soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono nos portos é essencial para garantir operações mais eficientes e ambientalmente responsáveis. Como resultado do comprometimento com essa meta, nesta semana, a Portonave recebeu o Selo Diamante no Programa Pró-Clima, da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos (ABDP). A cerimônia foi no 2º Encontro da ABDP 2025, realizado em São Luís (MA), nesta quarta (8) e quinta-feira (9).

O reconhecimento avaliou a trajetória de descarbonização do Terminal, que apresenta metas e inventários completos de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), nos escopos 1 (emissões diretas), 2 (energia elétrica) e 3 (demais emissões indiretas), com comprovada redução das emissões desses gases poluentes.

A supervisora de Meio Ambiente, Flavia Crozeta, representou a Companhia no evento e recebeu o reconhecimento em nome da equipe. Até o momento, a Portonave é único Terminal Portuário da região Sul a conquistar o selo na categoria Diamante — a mais alta distinção concedida pelo programa — reforçando seu protagonismo entre os portos do país que desenvolvem iniciativas sustentáveis.

Iniciativas que garantiram o selo 🌱

A estratégia em direção a uma operação mais sustentável começou na eletrificação dos 18 guindastes de movimentação de contêineres (RTGs), em 2015, que substituíram os geradores a diesel. O investimento de aproximadamente R$ 25 milhões gerou resultados já no ano seguinte, em 2016, com uma redução de 93,75% nas emissões de GEE associadas à operação destes equipamentos. Desde então, a Companhia incorpora novos equipamentos ecoeficientes e elétricos em suas atividades.

A renovação da frota de empilhadeiras também contribuiu para a redução das emissões. Em 2017, sete equipamentos movidos a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) geravam 28 toneladas de carbono equivalente (CO₂e). A introdução de três empilhadeiras elétricas permitiu que, em 2023, esse número caísse para 10 toneladas.

Entre 2020 e 2024, a Companhia avançou na transição energética, evitando a emissão de 10,73 toneladas de CO₂e com a instalação de mais de 318 placas solares. Complementando essa iniciativa, de 2022 a 2024 foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que somam 199.744 MWh. Para os próximos anos, já estão garantidos contratos de compra de energia renovável certificada, assegurando emissões zero no Escopo 2 até 2027.

Além disso, o monitoramento das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é realizado desde 2010 pela empresa, seguindo os critérios do Greenhouse Gas Protocol (GHG), mesmo não sendo uma exigência legal.

Sobre a ABDP 🔎

A Aliança é uma iniciativa que visa acelerar o processo de descarbonização dos setores portuário e aquaviário do Brasil e reúne empresas, associações de portos, startups, portos públicos e privados, com o propósito de multiplicar esforços em direção à sustentabilidade.

Sobre a Portonave 🚢

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGEM: Reprodução/Portonave

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